O GLOBO - 30/11
A notícia é que, durante almoço da família Gomes, em Fortaleza, com a Dilma, em nenhum momento se falou no nome do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Agora vamos aos fatos do evento:
O governador cearense, Cid Gomes, reuniu a mãe, tia e o irmão Ciro para um almoço em torno da Dilma, que levava a tiracolo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O almoço parecia ceia de Natal al mare, com delícias oceânicas.
Falou-se de tudo: família, hábitos e, salvo engano, até de novela e política, necessariamente nessa ordem.
O que fazia o "Padilhão" nesse almoço?
Perguntem ao Ciro, que exerce função equivalente no secretariado do seu irmão. Os dois ficaram em um tête-à-tête, talvez já trocando figurinhas sobre o próximo troca-troca ministerial.
Mas o silêncio sobre Campos talvez tenha sido a mais contundente crítica de Dilma ao governador pernambucano até hoje.
Guerrilheira
A notícia que deixei de dar, na semana passada, por causa do fluxo informativo do mensalão, diz respeito à belíssima atriz Laura Neiva.
Ela será estrela do filme "A batalha da Rua Maria Antônia" sobre a célebre invasão da Faculdade de Filosofia da USR Laura é Lilian, caloura do curso de Filosofia, que, como a maioria das meninas da sua época, é encantada por Benjamim, famoso líder estudantil e candidato à presidência da UNE.
Toda a história se passa em 24 horas, tempo de duração da tensão entre os estudantes da USP x Mackenzie e a polícia de São Paulo, cujos prédios ficam um em frente ao outro na mesma rua.
Há tratados e definições interessantes sobre o episódio. A que prefiro é a do Caetano Veloso: "O PT e o PSDB são filhos (do mesmo lado) da Rua Maria Antônia."
Filhos bastardos, digo eu.
Alô! Alô!
De uma certa senhora muito poderosa, cujo nome é melhor não declinar, ouvi, por telefone, este desabafo: "Estes tucanos são geniais na hora de fugir de uma denúncia: tem um escândalo de corrupção nas fiscalizações na prefeitura de São Paulo, que dura sete anos, e o único demitido até agora é um secretário do PT que acabou de assumir. Depois tem um escândalo na compra de metrôs em São Paulo que vem desde o ano 2000, e o único sujeito a ter que dar explicações é o ministro da Justiça, que nunca nem andou de metrô. Isso sem contar o mensalão mineiro dé 1998, que nunca puniu ninguém..."
Se correr...
A única dúvida real de Dilma na formatação da reforma ministerial é onde colocar Mercadante: na Casa Civil ou na coordenação da campanha.
"Meu garoto!"
Conta-me meu homem no Planalto:
Durante a reunião de mais de três horas do Conselho Político, Garotinho deu um bombom para Dilma:
— Pode comer, é diet!
Dilma deixou a guloseima
em cima da mesa e seguiu a reunião. Lá pelas tantas, mordeu o bombom enquanto ouvia a fala de Arlindo Chinaglia. Imediatamente, ela interrompeu o petista:
— Oh, pessoal, só para dizer para vocês: comi o bombom... — ela parou, fez um suspense e concluiu: — .... e, ao contrário do que vocês estavam cochichando, não estava envenenado.
Réu confesso
Somente esta semana, o "Coisa-Ruim" entrou com cinco processos contra mim. Ele não trabalha?
O curioso é que, num deles, alega que eu o ofendi ao chamá-lo de homem de "negócios" Então, se ele não é homem de negócios, é ladrão!
O salário de legislador não permite ter este patrimônio todo que ele tem.
UNE
Com o devido respeito aos professores doutores da UnB, mas o vocabulário do relatório médico sobre Genoino é tão raivoso que mais parece um manifesto de, também com o merecido respeito, diretório acadêmico.
Enxugar gelo
Mercadante mandou-me nota esclarecendo que foi a Boa Vista como ministro da Educação. E só nas horas vagas foi que entregou obras da presidente Dilma. E eu disse o quê?
País pergunta
E agora, Joaquim?
Nenhum comentário:
Postar um comentário