sábado, abril 11, 2009

PARA...HIHIHI

EFEITOS COLATERAIS 


Um português foi ao médico se queixar da quantidade de filhos: 

— Doutor! Estou casado a vinte anos e já tenho quinze filhos. Preciso parar. Até a padaria está dando prejuízo. O que eu faço? 

O médico olhou bem para o português e disse: 

— Existem várias maneiras para evitar a gravidez da esposa. A melhor é o senhor usar preservativo. 

— Mas, que diabos é isso doutor? Falou o português. 

— É simples. Compre em qualquer farmácia. Para o senhor não se esquecer do nome, vou lhe fazer uma receita. Quando estiver tudo pronto para as relações sexuais com a sua esposa, o senhor faz uso de uma deles. 

Passou quase um ano e o português apareceu novamente no consultório. 

— Pois não! O senhor aqui de novo? 

— Sim... e raios que o parta aquele teu remédio do caralho. Nasceu mais um filho. Agora são dezesseis. 

O medido percebendo que, algo estava errado, foi direto ao assunto: 

— O senhor está usando o preservativo para ter relações íntimas com sua esposa? 

— Mas é claro que sim! Todas às vezes, que eu vou comer a Maria, uns quinze minutos antes eu tiro um negócio daqueles do envelope, coloco num copo de água e tomo. Demora um pouco para descer. Mais já me acostumei. 

O médico quase caiu da cadeira. Quando se acalmou apanhou uma camisinha da gaveta da mesa. Educadamente tirou seu pinto para fora e mostrou ao português como era para usar o tal “remédio”. 

O português ficou uns minutos em silencio e depois falou: 

— Puta que pariu! É por isso que ultimamente estou peidando abafado e cagando ensacado! 

GOSTOSA


CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

INFORME JB

As sucessões que passam por SP (3)

Leandro Mazzini

JORNAL DO BRASIL - 11/04/09

De 18 a 21 de abril, o Fórum de Governadores e Empresarial de Comandatuba (BA) será o teste de popularidade para 2010 de Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab e José Serra. O evento reúne todo o PIB paulista que financia campanhas e, não por acaso, é o grupo que serve de termômetro para candidatos avaliarem o quanto podem avançar, com quem e com que discurso. O prefeito Kassab será conferencista, e fará pose de candidato. O governador Serra, convidado para a mesa, terá como ver quem está com ele e quem está com Aécio Neves (outro convidado) no embate tucano. E, na moita, Alckmin, o ex-governador e mais forte sucessor de Serra em São Paulo, vai fazer seus contatos boca a boca. À coluna, Alckmin disse que não quer falar de política este ano. Mas tem encontro marcado com a coluna no fórum . Serra e Kassab também. É ali que vai começar a campanha.

Tô fora Na garoa

Cotado para a sucessão, o vice paulista Alberto Goldman (PSDB) disse que só toca os nove meses de mandato na licença de Serra.

"O que eu queria era ficar longe do Congresso, depois de seis mandatos de deputado federal, e consegui", brincou Goldman.

Euuu?

Kassab nega que tenha feito pesquisas no interior do estado, mas não descarta que o partido tenha sondado seu nome.

Os PMDBs

Há mesmo dois PMDBs no Congresso. O da Câmara aposta que Serra é o candidato, e podem abrir chapa com ele. Já o PMDB do Senado acredita que Dilma Rousseff é "a cara", e imbatível.

Profetas

O PMDB do Senado também acha que José Serra pode ir à reeleição e deixar a missão presidencial para Aécio Neves "perder honrosamente".

Guerra na TV

O PPS vai recorrer ao STF, segunda-feira, contra a propaganda que o governo federal está fazendo na TV com o programa Minha casa, minha vida.

Ceguinho

Não é só a estátua de Drummond no Rio que sofre vandalismo. Depois o Senado reclama da má fama: roubaram os óculos de bronze do busto do senador Alexandre Costa (foto), na entrada da ala que leva o seu nome.

Se vivo fosse

Costa tinha fama de ser briguento – uma vez ameaçou dar um tiro em um colega no plenário. E não vivia sem a grande armação com lentes grossas.

Reposição

A Secretaria de Informação e Documentação do Senado informou que parte dos óculos – o que sobrou – está sendo soldada no museu da Casa.

Para tudo

O TCU mandou paralisar a licitação de contratação de assessoria para o Ministério do Esporte, onde venceu, numa primeira fase, a miúda IW. Há suspeita de irregularidade.

Tatame aberto

A Confederação Brasileira de Judô quer garimpar novos talentos para a modalidade que tem garantido medalhas olímpicas. Inicia dia 16 treinamento para a categoria ligeiro masculino (-60kg), na Moema, em São Paulo.

VILLAS-BÔAS CORRÊA

Ninguém se entende no Congresso

COISAS DA POLÍTICA

JORNAL DO BRASIL - 11/04/09

A impressão de quem acompanha, seja por dever profissional ou até por mera curiosidade, a atividade ou inatividade das duas Casas do Congresso é que um vendaval varreu o senso de responsabilidade dos parlamentares. E um clima de bagunça, de desrespeito, do vale-tudo não apenas ameaça a estabilidade do mais democrático dos poderes mas está levando o desapreço da população ao risco de uma rejeição nas eleições de 2010, com um recorde vexaminoso de votos em branco, já que a urna eletrônica não registra xingamentos.

Não é preciso castigar a memória para juntar o lixo de uma semana. A anunciada reforma dos apartamentos funcionais dos deputados, que acordou o súbito interesse da Mesa da Câmara com o patriótico empenho de economizar alguns reais da Viúva, caiu na vala da patuscada. Mas o alvissareiro anúncio de que o quarto-secretário, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), decidira reformar todos os apartamentos nos próximos dois anos, muitos em estado deplorável, ao custo calculado de R$ 150 milhões, despertou a pulga atrás da orelha. Feitas as contas, a badalada economia não passaria dos R$ 3 mil mensais do chamado auxílio moradia, uma gorjeta no baile das mordomias, vantagens, verba indenizatória, passagens aéreas semanais, tudo o que arredonda um dos melhores empregos do mundo.

O entusiasmado quarto-secretário arredonda as contas. Parte dos apartamentos de quatro quartos seria dividida em dois de dois quartos, suficiente para uma família média, elevando de 432 para 528 o número dos disponíveis.

Por enquanto, a reforma continuará em estudo. Mas, como é difícil endireitar o pau que nasce torto, a croniqueta gaiata dos apartamentos dos parlamentares abandonados ao tempo começa com a mudança da capital para Brasília inacabada, um canteiro de obras, pela ambição do presidente Juscelino Kubitschek de bisar o mandato em 1965.

A compreensível resistência dos condenados a mudar com a família para o cerrado levou o governo a improvisar soluções as mais diversas para atender os reclamantes. Ministros ganharam mansões às margens do Lago Paranoá, parlamentares foram premiados com as passagens aéreas para o fim de semana nas suas bases eleitorais na inauguração simbólica do festival das mordomias, vantagens, verba indenizatória, assessores especiais e os demais enfeites.

Os apartamentos mobiliados não despertaram a paixão dos parlamentares pelos encantos da nova capital. E depois, com o auxílio moradia de R$ 3 mil mensais, o deputado sempre leva as suas vantagens. O auxílio moradia não é mordido pelo Imposto de Renda e, bem administrado, dá lucro. São duas ou três diárias de hotel de padrão médio por semana. Portanto, antes de fechar as contas, a reforma de R$ 76 milhões dos 432 apartamentos aguardará a sua vez na fila.

Outro escândalo de nível médio revelou novidades nos hábitos parlamentares. Desta vez, no Senado. O desatento senador Tião Viana (PT-AC) emprestou o seu celular – um mimo da Casa aos seus 81 senadores, que também pagam a conta do celular – à filha que viajou, em janeiro, ao México. A conta da saudade filial chegou a R$ 14.758, 07, paga pelo Senado. Com a denúncia pela imprensa, o senador Tião Viana prontificou-se a ressarcir o Senado.

Ficam sem resposta duas curiosidades: por que os senadores são premiados com telefones celulares pela Mesa do Senado? E, qual a justificativa para as contas pagas?

Ora, com tais antecedentes e suas atualizações, a surpreendente aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do parecer do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que pode inviabilizar a renovação de concessões de rádios e TV que tenham parlamentares entre os seus proprietários, deve morrer na praia. A Constituição proíbe que senadores e deputados sejam "proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada".

O parecer do senador Pedro Simon proíbe a renovação das concessões de emissoras de rádio e TV que tenham parlamentares como proprietários. Cerca de 20 senadores e 50 deputados estariam incluídos na relação. Nenhum precisa perder um minuto de sono.

DORA KRAMER

Costas quentes


O ESTADO DE SÃO PAULO - 11/04/09


Se estiverem corretas as conclusões do delegado Amaro Vieira, no relatório final das investigações sobre a atuação do delegado Protógenes Queiroz no comando da Operação Satiagraha, não há como escapar da evidência: Protógenes tinha as costas quentes. No mínimo, dentro da Polícia Federal, para não dizer no Ministério da Justiça ou até em instâncias superiores.

Não se trata de uma ilação leviana, mas de uma suspeita óbvia, pois um delegado não poderia cometer tantos e tão graves desvios de conduta funcional sem algum tipo de proteção que lhe permitisse agir com desenvoltura e autonomia. Segundo Amaro Vieira, Protógenes subverteu a hierarquia interna, não prestava contas à diretoria de Inteligência Policial, reportando-se diretamente ao então diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, usou indevidamente servidores da Agência Brasileira de Inteligência, levou para a estrutura da PF agentes do antigo SNI, hoje dedicados a serviços de investigação particular, e lançou mão de parcerias heterodoxas com o Judiciário, Ministério Público e veículos de comunicação.

Um prontuário robusto, para ser analisado à parte do objeto da operação chefiada pelo delegado agora acusado, contra o banqueiro Daniel Dantas. Uma coisa são os crimes dos quais é acusado Daniel Dantas, outra são as suspeitas que pesam sobre o delegado Protógenes.

Misturar as duas não leva a nada senão ao equívoco de transformar em aceitáveis ações inaceitáveis do investigador para não dar a impressão de que, com isso, defende-se o alvo da investigação original. Os crimes de um não justificam os ilícitos do outro.

Da mesma forma, a eventual condenação funcional do delegado Protógenes não pode encerrar as investigações sobre o episódio. Um homem só não mobiliza os recursos humanos e financeiros necessários para fazer funcionar a rede de ilegalidades que o delegado Amaro Vieira denuncia. Tampouco faz isso sem que encontre obstáculos.

Em seu primeiro depoimento ao Ministério Público, Protógenes Queiroz informou que atuava sob as ordens diretas do presidente da República, sob a coordenação do delegado Paulo Lacerda, com a colaboração de área de inteligência militar, com o conhecimento do procurador Rodrigo de Grandis e do juiz Fausto De Sanctis.

Depois disso, retificou várias vezes suas palavras, desmentiu a participação de todos os outros, admitiu apenas a participação informal e pontual de um ou outro agente da Abin, até que na última quarta-feira se apresentou à CPI dos Grampos em silêncio quase absoluto garantido por habeas corpus do Supremo Tribunal Federal.

Foi loquaz apenas ao acusar. Seja Daniel Dantas ou aqueles tidos por ele seus perseguidores dentro da PF, entre os quais, claro, o delegado Amaro Vieira. Convidado a explicar, calou-se. Supostamente, portanto, porque não poderia fazê-lo sem se incriminar ou sem aprofundar ainda mais as contradições em relação a declarações anteriores. Invocou o HC até mesmo para se recusar a responder a quem se reportava na PF durante a Operação Satiagraha.

De acordo com a investigação agora concluída, prestava contas diretamente ao diretor-geral Paulo Lacerda, a quem continuou a se dirigir mesmo depois da transferência de Lacerda para o comando da Abin.

Na primeira vez em que estiveram na CPI, sem habeas corpus, ambos negaram essa relação, tal como rechaçaram o uso da agência na investigação dos crimes de Daniel Dantas. Quando muito, falaram em “meia dúzia” de agentes para serem desmentidos pela revelação, logo em seguida, de que haviam sido 85.

Depois disso, a polícia descobriu que Protógenes armazenava monumental arquivo de informações sobre autoridades, jornalistas, gente comum, políticos, cuja utilidade é ainda desconhecida, embora possa ser presumida.

Por causa dessa descoberta, a CPI, que já se preparava para fechar as portas sem concluir coisa alguma, resolveu reabrir os trabalhos. Chamou Protógenes, chamará Daniel Dantas, prepara-se para obrigar Lacerda a comparecer.

E por que obrigar se o próprio Lacerda há 15 dias disse à CPI que voltaria quando fosse necessário e estaria sempre à disposição? Porque o ex-diretor da PF, ex-chefe da Abin e atual adido policial na Embaixada do Brasil em Portugal mudou de ideia?

Na terça-feira passada mandou uma carta para a CPI dizendo que na condição de “agente diplomático” estaria impedido de comparecer, na próxima quarta-feira, pela Convenção de Viena. Baseada na Constituição brasileira, contudo, a CPI decidiu manter a convocação. Já esperando que Paulo Lacerda vá lançar mão de algum subterfúgio e, no limite, invocar primeira vez, como fez Protógenes, o direito ao silêncio.

Mas, como pedir o habeas corpus sem se pôr sob suspeita? Protógenes alegou receio de ser preso. Era um artifício para obter o habeas corpus com o intuito exclusivo de não falar. Paulo Lacerda, se também precisar calar, pode recorrer ao estratagema do colega e alegar constrangimento por parte da CPI.

MÍRIAM LEITÃO

Consumo de crise

O GLOBO - 11/04/09


O consumidor já mudou seus hábitos e está comprando menos produtos de maior valor agregado. As pessoas admitem cortar gastos, trocar marcas e estão mais pessimistas do que na crise de 2003. A queda dos perecíveis começou no ano passado, com a alta das commodities. Para se manter no gosto do consumidor – e no bolso – alguns setores vão precisar inovar.

Uma pesquisa da Nielsen mostra que o consumo no primeiro bimestre já desacelerou. Em algumas categorias, como perecíveis, já havia caído em 2008, para 2007, e neste início de ano caiu mais um pouco. A pesquisa mostra que os consumidores estão mais cautelosos e vão reduzir gastos. Pelos dados, 45% dos entrevistados vão cortar despesas com refeições fora de casa, 44% com telefonia celular – que está em desaceleração este ano –, 37% com produtos eletroeletrônicos, 30% com roupas e 17% vão cortar no abastecimento do lar.

“Para as empresas, não é bom parar de investir ou de inovar, porque depois é mais difícil recuperar a preferência do consumidor”, diz o analista de mercado da Nielsen, Ricardo Alvarenga.

De 1994 a 2007, dobrou o volume de vendas no país nas categorias auditadas pela Nielsen. Em 2008, o aumento foi só de 0,5%. Neste ano, a tendência é de queda e de mudança de hábito. As classes C, D e E, até o ano passado, dividiram suas despesas do dia a dia com prestações dos novos equipamentos das casas. Na classe C, foram mais 800 mil novos lares com máquinas de lavar e mais 1 milhão deles com micro-ondas. Nas classes D e E, foram mais 650 mil lares com tevê colorida. No setor de bebidas, uma novidade ganhou espaço: as feitas à base de soja entraram em mais 2,2 milhões de novos lares em 2008, e o maior crescimento deste setor foi nas classes D e E, que passaram a consumir 32% mais.

Com o pessimismo em alta, o primeiro item a ser cortado é alimentação fora de casa, e o segundo são os gastos com telefonia celular, que nos últimos anos ganharam espaço no orçamento doméstico. Alguns produtos têm marca consolidada, como creme dental, e não devem ter muita migração. Já refrigerantes, cervejas, margarinas e chocolates têm marcas conhecidas, mas há espaço para inovações em embalagens. Outros produtos da cesta de consumo, como papel higiênico, iogurtes, biscoito, amaciantes, shampoo, lâmina de barbear, café, as linhas de pós-shampoo e tinturas têm mais risco de mudança de marca, segundo avaliação dos especialistas.

O ano passado marcou a fronteira entre a abundância e a crise. Foi de crescimento acelerado nos três primeiros trimestres e despencou no último. E isso de certa forma se vê no consumo. Os números de 2008 ainda são de crescimento, mas foi no fim do ano que o consumidor começou a pisar no freio.

“A produção de laticínios teve uma queda de 7,5% no primeiro bimestre de 2009, mais ou menos a mesma queda do setor de bebidas. As bebidas light, segmento que vinha crescendo, estão em queda um pouco menor. Esses setores dependem de poder aquisitivo e o consumidor está mais seletivo”, diz o diretor de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, Dênis Ribeiro.

A crise afeta a economia de forma diversa. O varejo sente os efeitos da crise. As empresas de cosméticos dizem não sentir queda nas vendas. A Natura informou que está investindo em lançamentos de uma menor quantidade de produtos, mas com maior divulgação, e que acompanha o cenário com lupa.

“Estamos atentos ao que acontece na crise e flexíveis para reduzir ou ampliar o investimento. Até agora não fomos afetados, mas mês que vem podemos sentir os efeitos da crise. O nosso orçamento é quase mensal”, conta o vice-presidente de negócios para o Brasil da empresa, José Vicente Mariano.

Outra indústria do setor, a Unilever, que também atua em alimentos, investe em divulgação e na manutenção de suas marcas principais no mercado.

“O consumidor não leva em conta só o custo. Se deixar de investir, perde participação de mercado e vai custar mais para recuperar depois. Tem de ter um portfólio, com marcas mais baratas e outras de valor agregado. Até porque, se o consumidor já é fiel a uma marca, pode passar a ser fiel a outras marcas nossas”, diz o vice-presidente de assuntos corporativos da empresa, Luiz Carlos Dutra.

Outros setores só conseguem manter o nível de vendas com promoções. Na quinta-feira, uma leitora da coluna nos contou que comprou óculos escuros depois de obter 40% de desconto e com parcelamento em seis vezes, tudo oferecido pela ótica e desta maneira: 30% do desconto eram da loja e os outros 10% eram da comissão da vendedora.

O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Calçados, Marconi Leonel dos Santos, disse que o mês de março deve ter uma queda de 2% no faturamento, depois de um primeiro bimestre em que o volume de vendas cresceu, mas, com as liquidações, os preços foram menores e o faturamento ficou estável. “Para o segundo trimestre estamos cautelosos, mas abril começou melhor.”

O consumo em época de crise varia mês a mês. O consumidor é mais arisco. Fica no mercado quem sabe usar as velhas armas da qualidade e do preço.

CLÓVIS ROSSI

Quebrar o espelho

FOLHA DE SÃO PAULO - 11/04/09

SÃO PAULO - O que faz quem anda com má imagem? Se é uma pessoa normal e entende que a má imagem é produto, de fato, de atitudes incorretas ou inconvenientes, trata de corrigi-las.
Se acha, ao contrário, que a imagem ruim é injusta, trata de divulgar o máximo possível de fatos que demonstrem a injustiça e, no limite, corrijam a imagem.
Mas, se é congressista, quebra o espelho que mostra a imagem. É o que acaba de fazer o Senado, ao decretar que todo pedido de informação deve vir na forma de ofício, com prazo de cinco dias para a resposta. Quer dizer na prática o seguinte: o parlamentar é, teoricamente, representante do tal de povo, mas não se sente como tal.
Sente-se como parte de um clube fechado que não tem a menor pressa em dar satisfação ao público. Nesse ambiente porco, sou obrigado a lembrar uma coisa elementar, mas que os nobres pais da pátria perderam de vista faz séculos: jornalista, salvo os venais que também existem, não busca informação para levar para casa e contar para a mulher, o pai, a mãe, os filhos ou os amigos.
O sentido da coisa toda é repassar as informações ao leitor/eleitor. Lembro também outra obviedade que a casta esqueceu completamente: todas as informações que os congressistas detêm não são propriedade pessoal. Ele não fica sabendo disso ou daquilo nem toma tal ou qual atitude como pessoa física, mas como pessoa jurídica, como representante do eleitor.
Por extensão, tem que dar satisfações imediatas a este, diretamente ou via mídia, como acontece em qualquer lugar do mundo civilizado. E quando não acontece, a imagem do político sofre tanto que ele acaba defenestrado.
Aqui, terra sem lei e sem respeito, não. O político quebra o espelho para evitar que o público veja a imagem patética que eles construíram e querem esconder.

ROLANDO


SÁBADO NOS JORNAIS

- Globo: Brasil não controla 54% das suas instalações radioativas

 

- Folha: Terceirizadas dão calote e deixam conta para o governo

 

- Estadão: Governo pressiona e estatais gastam mais

 

- JB: Rombo na economia americana é recorde

 

- Correio: O estranho caso da reforma dos imóveis funcionais

 

- Jornal do Commercio: Via Mangue- Obra não sai do papel

sexta-feira, abril 10, 2009

GOSTOSA


CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

GIULIO SANMARTINI

O cara de bobo da corte
SITE PROSA & POLÍTICA

 A esperteza trapaceira dos pobres de espírito, que vêem somente eles no mirrado espelho das vaidades e pensam, num comparativo míope que podem enganar todos, mas só o conseguem fazer aos humildes desprovidos de algum recurso e aos bajuladores, que ao aplaudi-lo, só objetivam vantagens próprias de licitude duvidosa.

Na mão do atual presidente da República, extinguiu-se “o país do futuro” preconizado pelo escritor austríaco Stefen Zweig (1881/1942), passando a ser uma nação mumificada pela corrupção, incompetência e ergofobia.

Para os poderosos do mundo ele é folclórico, grosseiro, rude e ignorante, não é levado a sério, é tratado com condescendência e como um bobo da corte que solta flatos nas festas.

Portanto um homem como Barack Obama, que governa fazendo o que prometeu: as mudanças; que com dístico: “sim nos podemos”, vem norteando os dias cruéis dos estadunidenses, não pode estar falando sério, ele está ironizando o ridículo Lula, ao qualificá-lo como “o político mais popular da Terra” e finalizando com “esse é o cara! Eu adoro esse cara”.

Só não entendo como alguns colegas jornalistas, alguns até de renome, estejam veiculando esse fato como algo sério, quando se percebe imediatamente que Obama não está elogiando o presidente brasileiro, mas mangando dele.

Lula é o governante, com mostra a foto, que em público para fazer graça, talvez por estar bêbado, ou pelos dois motivos juntos, tira o sapato, a meia que a cheirando e fazendo uma grotesca e chula alusão ao mau cheio que lhe vem do pé. Esse que de fato é “o cara”.


MERVAL PEREIRA

 Gestão anticrise

O GLOBO - 10/04/09

A repercussão da crise econômica nas finanças de estados e municípios já está se transformando em fonte de crises sociais e políticas graves, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do país, que dependem de transferências do governo federal. Além do decréscimo da atividade econômica, também reduziu a arrecadação, a concessão de isenções, especialmente do IR e do IPI, com que o governo federal tenta reativar o mercado interno. O perigo é que muitas prefeituras paralisem os serviços básicos de saúde, educação e coleta de lixo por falta de dinheiro. O programa de apoio a estados e municípios que o governo deve anunciar na próxima semana objetiva amenizar essas perdas, que deveriam também ser compensadas pelos investimentos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, no entanto, não conseguem deslanchar.

Em contraposição à ineficiência federal, que coloca em xeque a candidatura da ministra Dilma Rousseff, identificada para o bem e para o mal com o PAC, existem alguns governos estaduais, de diferentes filiações partidárias, mas todos identificados com a oposição, que estão demonstrando como atuar em momentos de crise. Todos são exemplos de gestão pública moderna, tema que estará no centro do debate sucessório.

O Espírito Santo, governado pelo peemedebista Paulo Hartung, é considerado pelo economista Cláudio Porto, da empresa de consultoria Macroplan, especialista em análises prospectivas e gestão pública, "de longe", como o estado que se antecipou mais e deu uma resposta mais organizada à crise.

Depois do Espírito Santo, o estado que teve uma posição mais proativa e agressiva foi São Paulo, governado por José Serra, provável candidato do PSDB à sucessão de Lula. Minas Gerais, governado pelo tucano Aécio Neves, outro potencial candidato à Presidência, e o Distrito Federal, governado pelo democrata José Roberto Arruda, são outros exemplos de boa atuação administrativa durante a crise, na avaliação de Cláudio Porto, que dá consultoria atualmente ao governo do Espírito Santo e já trabalhou com os governos de São Paulo e Minas, e por isso tem uma boa visão interna dos processos decisórios.

Com exceção do Distrito Federal, os outros três estados têm sua economia baseada nos setores mais modernos, ligados à exportação, e por isso sofreram mais fortemente os efeitos da crise.

O governo de São Paulo anunciou, em fevereiro de 2009, medidas para aquecer a economia e combater a crise financeira. Autorizou a antecipação, para o primeiro quadrimestre do ano, período em que a crise se abate com maior rigor, da compra de bens duráveis, e também inverteu as fases do processo licitatório, o que poderá torná-lo mais célere.

No campo dos incentivos aos investimentos privados, para desonerar setores estratégicos, autorizou o adiamento do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) pago na aquisição de bens de capital. Outra medida prorroga a redução de alíquota do ICMS de 18% para 12% até 31/12/2009.

Os micro e pequenos empresários terão acesso facilitado aos empréstimos do Fundo de Aval Estadual (FDA), e o governo irá equalizar a taxa de juros em financiamentos concedidos a micro e pequenas empresas, e reservar até R$80 mil às micro e pequenas empresas nas compras governamentais.

Já em novembro do ano passado, o governador de Minas, Aécio Neves, anunciou um conjunto de medidas de flexibilização tributária e de aumento de crédito para o setor produtivo (injeção de R$1,3 bilhão), para ajudar empresas de vários setores a enfrentar os efeitos da crise.

Prometeu ainda dar mais agilidade aos procedimentos fazendários em 2009. Além disso, o Orçamento de 2009 prevê investimentos do estado da ordem de R$11 bilhões, com a expectativa de executar a integralidade dos investimentos.

Por um período de seis meses, as empresas mineiras terão mais prazo para o recolhimento do ICMS, o que contribui para aumentar a liquidez das empresas.

O governo do Distrito Federal tem hoje R$1,6 bilhão em caixa e está priorizando as obras. As maiores intervenções foram feitas em relação ao serviço público. O GDF decidiu suspender novos concursos e congelar, por pelo menos três meses, os benefícios e reajuste dos servidores públicos (que seria, em média, de 5,5%).

Foi criada ainda uma comissão de avaliação da receita e das despesas que analisará, a cada três meses, a disponibilidade orçamentária e financeira a que ficarão condicionados os futuros reajustes salariais do funcionalismo.

Este tipo de estrutura também foi criada no Espírito Santo, que tem um Comitê Gestor do Programa de Controle e Eficiência do Gasto Público.

O governo do Espírito Santo anunciou um investimento de R$1 bilhão para o estado até 2010, o que só foi possível devido às medidas de contenção adotadas desde setembro do ano passado, quando a crise começou: o estado conseguiu fazer poupança e manter o nível de investimento.

Esta nova etapa do planejamento estratégico do estado reflete uma profissionalização da gestão cada vez maior no Espírito Santo, analisa Porto. Por trás desses bons resultados do governo capixaba está um esforço de modernização da gestão: a simplificação de processos e um sistema de gestão intensiva de projetos.

Praticamente não existem atrasos nos projetos do governo do Espírito Santo. Claudio Porto, presidente da Macroplan, destaca que uma das grandes dificuldades enfrentadas na esfera governamental é justamente conseguir realizar os investimentos previstos no orçamento. "Do governo federal, por exemplo, apenas 52% do orçamento de 2008 previsto para o Espírito Santo foram executados".

DIOGO MAINARDI

REVISTA VEJA

Diogo Mainardi
O Lula shakespeariano

"O Brasil representa o elemento de comicidade
nesses encontros internacionais, a taberna suja
e barulhenta que contrasta com o rigor puritano
do Castelo de Westminster"

Lula e Barack Obama confraternizaram no G-20 como Falstaff e o Príncipe de Gales no H-4 – ou Henrique IV.

Ato I, cena II:

FALSTAFF – Que horas são, rapaz?

PRÍNCIPE – Embruteceste de tal modo, à força de beber xerez, de desabotoar-te depois da ceia e de dormir à tarde sobre os bancos, que esqueces de perguntar o que realmente mais importa saberes. Que diabo tens tu que ver com o tempo?

Falstaff – o Falstaff shakespeariano – é obeso, barbado, embriagado, ocioso, medroso, mulherengo, traidor, desonesto. Ele anima as noitadas do Príncipe de Gales com seus planos para roubar as bolsas dos peregrinos. O Príncipe de Gales só se aborrece quando Falstaff é infiel à sua imagem de fanfarronice, como na passagem em que pergunta, distraidamente, as horas.

Lula – isso mesmo, o Lula shakespeariano – animou as noitadas de Barack Obama durante o G-20. Quando perguntou as horas, ninguém respondeu. O Brasil representa o elemento de comicidade nesses encontros internacionais, a taberna suja e barulhenta que contrasta com o rigor puritano do Castelo de Westminster. A trama que "realmente mais importa", na qual se decide o destino da Inglaterra, se desenrola em outras cenas, em outros ambientes, com outros protagonistas.

Concretamente, em números, como as horas no mostrador de um relógio: Barack Obama, para tentar restabelecer a economia dos Estados Unidos, está aumentando o déficit público, num prazo de dez anos, em cerca de 6 500 000 000 000 de dólares (com todos os zeros); Lula, para tentar restabelecer a economia do Brasil, cortou o IPI de alguns produtos por um prazo de três meses, reduzindo o custo do saco de 25 quilos de cimento em cerca de 40 centavos (com todos os zeros).

Os majestosos pacotes fiscais de Barack Obama prometem enterrar os Estados Unidos, financiando uma série de indústrias falidas. No Brasil, ao contrário, o corte do IPI do cimento ajudará, indiretamente, uma indústria próspera: a do comércio de drogas. Em primeiro lugar, estimulando o crescimento das favelas. Encasteladas nos morros, elas correspondem, para os traficantes, às fortalezas medievais: Comando Vermelho e William Shakespeare. Em segundo lugar, subsidiando a cocaína. Algumas semanas atrás, o Globo mostrou que os traficantes da Rocinha (o rei do tráfico – o Henrique IV da Rocinha – é conhecido como Nem) misturam cimento à cocaína. O que fez o governo? Zerou o IPI da cocaína por três meses, garantindo uma economia de 40 centavos a cada 25 quilos. Isso sim é uma medida anticíclica. O Globo mostrou também que, em nossa taberna falstaffiana, suja e barulhenta, adolescentes com pouco mais de 25 quilos de peso se prostituem por 1,99 real. Sem IPI.

Em Henrique IV, o Príncipe de Gales, depois de assumir o trono, repudia Falstaff. Ei, Lula: agora são 11h53.

PARA...HIHIHI

 A PRIMEIRA VEZ DO ÍNDIO 
  
Um índio encontrou com uma prostituta e disse: 
- Índio quer sexo! Índio tem dinheiro! 
- A prostituta perguntou: 
- Índio tem experiência? Já fez sexo antes? 
- O índio respondeu: 
- Índio primeira vez! 
- A prostituta ponderou: 
- Então, índio vai no mato, procura um buraco numa árvore, aprende 
- como se faz e depois volta aqui! 
- Uma semana depois, o índio voltou a encontrar com a prostituta e disse: 
- Índio quer sexo! Índio tem dinheiro! Índio já aprendeu! 
- A prostituta e o índio foram para um motel. Já no quarto do motel, 

- O índio mandou a prostituta tirar a roupa e ficar de quatro. 

- Depois, o índio pegou um pedaço de pau e começou a bater na bunda dela. 

- Aos gritos, a prostituta perguntou: 
- Ei, índio! O que você tá fazendo? 
- O índio respondeu: 
- Índio tá vendo primeiro se tem abelha no buraco

PANORAMA

REVISTA VEJA

Panorama
Holofote


Fábio Portela

Em 2010, FHC para presidente

Dida Sampaio/AE


A situação do colombiano Luis Alberto Moreno à frente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) não é confortável. Sua gestão é contestada dentro e fora da instituição. No ano que vem, seu mandato acabará. Apesar de Moreno sonhar com a reeleição, os Estados Unidos estão reticentes sobre apoiá-lo novamente. Em Washington, surgiu um movimento que pretende colocar no cargo o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso. Seu principal cabo eleitoral é o uruguaio Enrique Iglesias, ex-presidente do BID. FHC já foi sondado para assumir o banco em 2005. Naquela oportunidade, recusou.

 

A Amway agora é made in Brazil

Divulgação


A Amway é uma das maiores empresas de vendas diretas do mundo, mas, no Brasil, nunca deslanchou. O maior problema: seus produtos eram projetados para agradar ao mercado americano, e não ao brasileiro. No ano passado, o presidente da Amway no Brasil, André Raduan, reformulou seu portfólio e passou a produzir aqui mesmo os cremes, perfumes, xampus e vitaminas que vende. Resultado: as vendas no primeiro trimestre de 2009 cresceram 40% em relação a 2008. Animado, Raduan vai abrir três grandes lojas da Amway neste ano – em São Paulo, no Rio e no Recife – e pretende aumentar seu time de representantes de 50 000 para 300 000 até o fim de 2012.

 

Uma vaga na Infraero

Sergio Dutti/AE


O brigadeiro Cleonilson Nicácio, atual presidente da Infraero, já avisou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que deixará o cargo até julho. Nicácio quer voltar para a Aeronáutica. Caso contrário, será automaticamente reformado, o que não está nos seus planos. Já começam a surgir interessados na vaga. O mais explícito postulante é Wagner Rossi, atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, que tem entre seus padrinhos o presidente da Câmara, Michel Temer, do PMDB de São Paulo.

 

De quem é o prejuízo?

Antonio Milena/AE


A prefeitura de São Paulo recebeu uma má notícia. Parte do dinheiro que o Ministério Público diz ter sido desviado dos cofres públicos pelo ex-prefeito Paulo Maluf evaporou devido às oscilações do mercado. A história é a seguinte: o Deutsche Bank na Ilha de Jersey informou que 93 milhões de dólares que transitaram por uma conta controlada pela família Maluf foram investidos em debêntures da Eucatex. As debêntures foram convertidas em ações da empresa. O valor dos papéis, no entanto, despencou com o terremoto financeiro global. As ações compradas a partir de Jersey valem hoje 49 milhões de dólares. Um tombo e tanto.

 

De Jacutinga para o mundo

Edu Lopes


Para a bela estilista mineira Cecília Prado,de 26 anos, a crise mundial é uma abstração. As máquinas de tear de sua fábrica em Jacutinga, Minas Gerais, não param. Elas estão embaladas pelo sucesso que as criações de Cecília fazem no exterior. A partir de setembro, os vestidos de tricô da grife que leva o nome da moça estarão à venda na Harrods, a mais famosa loja de departamentos inglesa. "Tive medo da crise no começo, mas já passou. Acabei de receber um novo pedido da Anthropologie (uma das lojas mais descoladas de Nova York) e o meu faturamento deverá crescer 20% em 2009", diz. Das 2 500 peças que a mineira fabrica por mês, 70% são vendidas no exterior, em 21 países. Na Europa, um vestido dela custa o equivalente a 1 000 reais, em média.

UM CRISTO PARA COMER

Cristo feito de chocolate

INFORME JB

As sucessões que passam por SP (2)

Leandro Mazzini

JORNAL DO BRASIL - 10/04/09

O poder fascina, disse no fim da década de 80 o então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. De lá para cá, são vários os exemplos de políticos que usaram cargos como trampolim para outros voos. Incitado pela coluna a provar que não será candidato ao governo do estado ano que vem, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), deixou algo no ar: "Só vou conversar sobre isso com (José) Serra no início do ano". Mas Kassab, mais uma vez provocado, jurou que – ao contrário do padrinho que deixou a cidade pelo estado – não vai sair à sucessão do tucano de jeito nenhum. Já o vice-governador Alberto Goldman – que não responde por Serra, pede para lembrar – diz que o governador é o grande nome de 2010. "Serra vai ter o que mostrar".

Fantasma Fantasma 2

O prefeito da pequena Canapi (AL), José Hermes de Lima (foto),, não gosta da cidade. Ele mora em Maceió, na praia Ponta Verde.

O prefeito canapiense ainda tem outros dois endereços na capital do estado. E vai pouco à cidade que administra, no sertão.

Queda

O PMDB do poder no Senado deu uma rasteira no advogado-geral da Casa, Luiz Fernando Bandeira. O argumento para a troca dele no cargo foi que era "consultor geral" no órgão, e não "consultor da advocacia". Vá entender!

Bênção, padim

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi quem indicou Shalom Granado para a vaga de Bandeira na Advocacia.

Magoei

Um amigo do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, perto dele em Montes Claros (MG), disse que o petista não escondeu a mágoa ao ver o presidente Lula exarcebar nos elogios ao governador tucano Aécio Neves.

Governista

Candidato ano que vem, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho procura partido. Segundo um deputado aliado, tem conversas avançadas com o PTB e o PR. Dois partidos da base do governo Lula, seu rival.

Prefeitos verdes

Os prefeitos Eduardo Paes, do Rio, e Gilberto Kassab, de São Paulo, serão as estrelas do Fórum de Comandatuba (BA) dias 19 e 20. Vão falar de Desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

Pouso certo

A presidente da Anac, Solange Paiva, aparece dia 30 na Comissão de Turismo da Câmara para falar da disputa dos aeroportos Santos Dumont x Galeão.

Tô fora

Da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), em conversa no fundo do plenário: "Não tenho uma nota fria. Eu? Quer apostar?"

Lupa

O tucano Otávio Leite (PSDB-RJ) virou uma arara. O deputado federal requereu ao TCU lista completa do andamento das obras do PAC no Rio. O plenário do tribunal simplesmente indeferiu solicitação de cópias, de cujo relatório teve acesso.

Lupa 2

Segundo Otávio, "tem muita obra que nem foi licitada ainda". Ele pediu ajuda ao presidente da Câmara, Michel Temer, para desobstruir o caminho..

Euuu?

O vice-governador Luiz Pezão, secretário de Obras e "pai do PAC" no Rio, diz que pelo estado está tudo avançado. "Isso (o atraso) deve ser dos contratos do PAC direto com prefeituras pequenas no interior", explica.

Negócio...

O presidente da Comissão de Agricultura do Senado, Valter Pereira (PMDB-MS), cobra do governo medidas para minorar a dependência da importação de fertilizantes e insumos: 91% do potásssio e 75% do nitrogênio.

...da China

Dia 14, a comissão debate o assunto no Senado. O setor de fertilizantes no país movimenta US$ 10 bilhões/ano, com 25 milhões de toneladas consumidas, mas depende da importação dos insumos da China e Índia.

Lembrete

A Drogasil, que comprou unidades da Alquimia no Espírito Santo, informou que não adquiriu a rede Santa Mônica.