quinta-feira, março 26, 2009

MÍRIAM LEITÃO

Teto público


O GLOBO 26/03/09

Quem merece subsídio para comprar a casa própria é mesmo quem ganha até três salários mínimos. Ninguém nessa faixa de renda conseguiria comprar uma habitação decente sem a ajuda de recursos que saem dos impostos de todos nós. A melhor forma de fazer isso é através de recursos orçamentários explicitados de forma transparente, e num pacote que não seja parte de propaganda política.

O governo anunciou ontem que vai investir R$ 34 bilhões num programa habitacional. Os números são de R$ 25,5 bilhões da União, R$ 7,5 bi do FGTS e R$ 1 bi do BNDES. Os R$ 34 bi, na verdade, estão inflados porque embutem dinheiro que será liberado nos próximos anos para cobrir o subsídio concedido agora ao comprador. O prazo de construção das casas seria inicialmente de dois anos, e agora não está mais definido, mas o de realização do gasto em si vai se estender por muitos anos, muito além do atual mandato e do próximo. Se tivesse que dispor de R$ 25 bilhões agora, o governo não teria esses recursos, porque ele está em temporada de cortar o orçamento para que ele caiba no que vai realmente acontecer com a arrecadação. E ainda trabalha com projeções de crescimento fora da realidade, como a divulgada ontem pelo cada vez mais desacreditado Ipea, de 2%.

Isso, aliás, foi o que disse o ministro Guido Mantega ontem, de que o pacote seria responsável pelo crescimento do PIB em 2 pontos percentuais. Só que, para chegar lá, o setor de construção teria de crescer cerca de 40%, já que ele tem um peso médio no PIB de 5%, segundo o IBGE. Ou seja, o crescimento é inverossímil.

O chefe do governo reclamou da morosidade e da burocracia do próprio governo que lidera, como se não fosse ele o responsável pela máquina e pela incapacidade gerencial e administrativa que faz com que todos os planos pareçam muito bonitos no papel, mas não se realizem. É uma das técnicas do presidente Lula para ficar só com o bônus de ser governo, e não com o ônus. O PAC, por exemplo, jamais conseguiu gastar tudo o que tem para investir em cada orçamento, e isso porque projetos são mais difíceis de serem executados do que o aumento do gasto corrente, como já vimos.

O programa habitacional demorou meses sendo desenhado e tem várias boas ideias, como a de garantir ao comprador de baixa renda que só pague quando estiver morando, para não ter que somar o custo da prestação ao do aluguel. Outro é o subsídio à taxa de juros que varia de acordo com a renda, maior quanto menor for a capacidade de pagamento do comprador.

Um bom programa de moradia popular era necessário, mas isso, sozinho, não é um plano de combate à crise. Enfrenta um dos lados do enorme déficit de moradias do Brasil. A crise econômica também é grave demais para que as soluções do governo fiquem prisioneiras de objetivos políticos de 2010.

Todo governo lança planos habitacionais, anuncia que a Caixa destinará bilhões para construção da casa própria, e usa o dinheiro do FGTS para isso. O atual já fez isso algumas vezes. Nada garante que esse seja o plano que acabará com todos os planos, mas há grande risco de que esse incorra em alguns erros perigosos.

O FGTS vai ser cada vez mais requerido nos próximos meses pelos saques dos trabalhadores que perderão o emprego. É uma poupança compulsória e mal remunerada (3% ao ano), que tem sido usada como funding para programas que querem pagar um custo pequeno. Mas o fundo tem compromissos com os trabalhadores que estão hoje com emprego e amanhã podem não estar, e que sacarão recursos do FGTS. As últimas notícias dão conta de que tem aumentado o saque, mas isso se agravará nos próximos meses. A melhor forma de o governo usar os recursos públicos para favorecer qualquer setor é explicitar esse custo no orçamento. Mas isso raramente é feito.

O economista Alexandre Marinis acha que o plano é correto no sentido de o governo alocar recursos para quem precisa, e não ficar socorrendo grande empresa, como fez na injeção de R$ 100 bilhões no BNDES. Mas ele alerta que o governo vem usando demais os recursos do FAT e do FGTS para fazer a política econômica. “Se o governo não tivesse errado, contratado tanto e aumentado as despesas de pessoal, teria mais R$ 70 bilhões para investir. O pacote de habitação, por exemplo, poderia ser três vezes maior.”

Uma qualidade do programa é ser, como explicou o presidente da Ademi-RJ, Rogério Chor, um programa que tem incentivos à demanda. Normalmente, os planos habitacionais subsidiam a construtora e incentivam a oferta, quando o correto é financiar o comprador final de baixa renda para que ele, com a garantia de uma prestação mais baixa, se disponha a comprar.

Mesmo assim, há detalhes que precisam ser analisados. O presidente do Sinduscon-SP, Sérgio Watanabe, disse que o pacote tem qualidades e deve ajudar o setor, mas citou que nenhum detalhe sobre como os estados e municípios vão apresentar os projetos de habitação foi citado. “O governo deve regulamentar os princípios básicos, a Caixa vai normatizar. Só que a articulação entre estados e municípios será o grande trabalho para fazer os projetos de infraestrutura. As entidades de classe devem cobrar os projetos. Se isso não acelerar, vai atrasar o início e o andamento das obras.”

DORA KRAMER

Um baile no TSE


O ESTADO DE SÃO PAULO - 26/03/09

Sejamos francos e aceitemos de uma vez a evidência: o presidente Luiz Inácio da Silva deu um verdadeiro baile na Justiça Eleitoral. Faz campanha o tempo todo, mas, como é de cima do palanque que exerce seu papel de governante, impossível distinguir uma coisa da outra.

Atropelou todos os prazos, obrigando a oposição a antecipar também seus planos. Como a situação é inédita, em nenhuma outra eleição presidencial desde 1989 houve isso, a Justiça não tem os meios para controlar os fatos consumados.

Lula aniquilou com todos os parâmetros de diferenciação entre ações de governo e atos de campanha. A ponto de estar agora a cavaleiro para se defender das reclamações judiciais da oposição alegando que o governo age exatamente como sempre agiu e, portanto, não há razão para mudar, muito menos para se pensar em limitações, só porque haverá eleição daqui a 18 meses.

O centro da defesa apresentada pela Advocacia-Geral da União ao Tribunal Superior Eleitoral, na ação movida contra o presidente e a ministra Dilma Rousseff por campanha antecipada, é exatamente esse.

O procurador eleitoral já deu parecer aceitando a tese de que houve exagero na imputação de caráter eleitoral à reunião de prefeitos de todo Brasil em fevereiro último para “explicar” o PAC e dar outras providências, tais como a distribuição de benesses aos municípios e marcar a figura da ministra Dilma como símbolo da continuidade.

Consta que a tendência do plenário do TSE seria a mesma, por absoluta ausência de provas cabais de que o que se viu foi ação de governo e não ato de campanha. A oposição não dispõe de ferramentas tão poderosas para dar início aos trabalhos eleitorais. Mas, se quiser nem precisa de cão. Caça com gato mesmo, usando as prévias internas como propaganda e a Justiça Eleitoral não poderá fazer nada.

O TSE definiu regras que objetivamente não definem coisa alguma. Disse que os partidos podem marcar suas prévias quando quiserem, mas a escolha que vale mesmo é a da convenção oficial; confirmou autorização para o uso do fundo partidário, o direito a voto de todos os filiados e, como a propaganda é restrita ao âmbito partidário, proibiu campanha na internet.

Quase tudo uma repetição do óbvio, menos a parte da internet, que é absolutamente inútil. Além de o TSE não ter a menor condição de fiscalizar o uso da rede, os filiados a determinado partido estão autorizados a trocar informações por e-mail sobre as prévias e não podem ser proibidos de compartilhá-las à vontade.

Se de um lado o governo faz campanha alegando governar, de outro a oposição, se quiser, falará das prévias sem necessariamente pedir votos, argumentando se tratar de um fato político como outro qualquer. Na prática, teremos um descompasso: os partidos em campanha desde já e a Justiça Eleitoral de mãos amarradas esperando o prazo legal para poder atuar.

Duas lentes

Pesquisa do Datafolha sobre a avaliação do desempenho de governadores mostra como a percepção do cidadão é diferente das intenções do eleitor. Dos 10, só Eduardo Campos, de Pernambuco, recebe ao mesmo tempo avaliação positiva alta e índice elevado de intenção de votos. É o segundo mais bem posicionado entre os colegas e o primeiro na preferência do eleitorado.

O primeiro colocado no ranking, Aécio Neves, de Minas, tem 77% de avaliação positiva, mas seu vice, Antonio Anastasia, tido como possível candidato, carregaria hoje às urnas meros 5%. Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, está em primeiro lugar nas pesquisas para a reeleição, mas fica na penúltima posição entre os colegas, no quesito desempenho de governo.

A última, a tucana Yeda Crusius, não faz sucesso em nenhum caso: o cidadão dá nota 4,3 ao governo e o eleitor não confere mais que 9% para uma candidatura à reeleição. A lista segue com o paulista José Serra em quinto lugar na avaliação de governo, a despeito da liderança no cenário para presidente. Seu candidato predileto teria hoje 1% dos votos e seu desafeto recém-cooptado, Geraldo Alckmin, chegaria em primeiro.

No Distrito Federal, José Roberto Arruda é o primeiro para 2010, mas, no conjunto, fica na sexta posição. Na frente do baiano Jaques Wagner, que, apesar de líder nas intenções de voto, fica em sétimo no ranking.

Já Roberto Requião, do Paraná, até que não está mal no quarto lugar para quem pertence a um partido (PMDB) cujo candidato desperta apenas 8% das emoções eleitorais.

Herdade

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, se diz impotente ante a desenvoltura do deputado Eduardo Cunha: “Ele tem uma bancada de 18 deputados, o que posso fazer?” Poderia começar, por exemplo, por explicar o que significa um parlamentar “ter” uma bancada.

Quem tem, por suposto, adquiriu.

O IDIOTA


QUINTA NOS JORNAIS

Globo: Choque de ordem duplo na Rocinha

 

Estadão: PF prende executivos de empreiteira por fraudes

 

JB: Liberado FGTS para imóvel até R$ 500 mil

 

Correio: Bolsa-Moradia será paga pelo trabalhador

 

Valor: Governo nega, mas vai prorrogar isenção de IPI

 

Gazeta Mercantil: “Moratória branca”, a saída para não falir

 

Estado de Minas: Lula arruma a casa para 2010

 

Jornal do Commercio: Pacote inclui 44 mil casas em Pernambuco

quarta-feira, março 25, 2009

DIOGO MAINARDI

PODCAST
Diogo Mainardi

25 de março de 2009




Texto integral
Kraftwerk e Mozart


234 anos. É a soma da idade dos quatro componentes do Kraftwerk. É como se o grupo tivesse nascido em 1775. Por essa medida, ele é contemporâneo de Mozart. Em 1775, Mozart tinha 19 anos. A vinda do Kraftwerk ao Brasil, cronologicamente, equivale à vinda de Mozart ao Brasil. Em vez de Salzburgo, o Sambódromo.

Depois do espetáculo do Kraftwerk no Sambódromo, li que um de seus membros, Florian Schneider, de 62 anos, decidiu abandonar o grupo alguns meses atrás, sendo substituído por um eletricista, Stefan Pfaffe. Isso reduziu a idade do Kraftwerk em cerca de duas décadas. Refiz todas as minhas contas. Foi como se Mozart tivesse vindo tocar no Sambódromo cinco anos depois de sua morte. Musicalmente, faz mais sentido.

Na última semana, fui arrastado ao Sambódromo para ver o Radiohead. Antes de ver o Radiohead, tive de ver o Kraftverk, que abriu o espetáculo. Acompanhei seus primeiros discos. Autobahn e Radio-Activity. Em 1977, quando saiu Trans-Europe Express, eu já desistira do grupo. Tinha 15 anos. Era velho demais. Quase a idade de Mozart em 1775. Naquele tempo, o Kraftwerk evocava o futuro. Mas era uma imagem do futuro de 30 anos atrás. Ridiculamente datada. Embolorada. Caduca. Com seus uniformes aderentes, com sua imobilidade no palco, com suas letras afásicas, com seus arranjos elementares, com sua batida narcótica, com sua tecnologia rudimentar, o futurismo caipira do Kraftwerk era igual ao do seriado de TV com marionetes OsThunderbirds.

No comecinho da década de 1980, o Kraftwerk influenciou grupos como Joy Division, Depeche Mode, New Order, Soft Cell, Human League. Meia dúzia de acordes no minimoog. Foi o pior momento da história da música. Foi o pior momento também na história da pintura, da arquitetura, da literatura, que continuaram se abastardando de lá para cá. O espetáculo do Kraftwerk no Sambódromo, com um eletricista no lugar do tecladista, foi o testemunho melancólico de um fracasso geracional. O fracasso de minha geração.

E o espetáculo do Radiohead? Um de seus guitarristas é amigo de um amigo, que me arrumou um lugar no curralzinho da mesa de som. E o baterista do grupo, no dia seguinte, no bar do hotel, ensinou meu filho menor a tocar bumbo. Apesar disso, eles me aborreceram com aquelas bandeiras tibetanas penduradas nos pianos. Me aborreceram com aquele protesto disparado contra os "norte-americanos". Me aborreceram sobretudo por me fazer ficar de pé por mais de quatro horas. Durante o espetáculo do Kraftwerk, pensei sobre o fracasso de minha geração. Sobre o futuro esclerosado que representamos. Durante o espetáculo do Radiohead, mais modestamente, pensei apenas que, entre eles e uma cadeira, escolho a cadeira. Entre Mozart e uma cadeira, escolho a cadeira.

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ELIANE CANTANHÊDE

Só o IBGE resolve

FOLHA DE SÃO PAULO 25/03/09

Em uma semana, o Senado da República já anunciou pelo menos meia dúzia de números para tentar quantificar o inquantificável e o injustificável: o número de diretores pagos pela instituição.

Primeiro, disse que eram 137, o que já configurava um baita escândalo. Depois, para espanto geral, aumentou ainda mais, para 181. Perplexos, os próprios senadores passaram a alardear que cortariam algumas dezenas, restando "só" mais de uma centena. E assim, de número em número, chega-se agora a 38 diretores, explicando que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Ou seja: contabilizando diretor como diretor e diretor como diretor. Não entendeu? Nem eu. Mas vamos em frente: com a promessa de acabar com umas tantas vagas e fechar a conta em 20.

Se nem o Senado sabe, se nem os senadores sabem, se nem o site da Casa sabe, se nem o Google sabe, se nem a imprensa sabe quantos são, só resta um jeito: chamar o IBGE para fazer o recenseamento dos diretores do Senado. O que poderia servir como fio da meada. Depois, o recenseamento dos vice-diretores, dos subdiretores, dos chefes, dos vice-chefes, dos sub-chefes, dos coordenadores e, enfim, de todos os funcionários, discriminando quem tem concurso, quem tem mérito e quem produz dos que não têm nada disso --e que, em geral, são justamente os que mais vantagens e mais salários têm.

Ato contínuo, o IBGE deveria estender o trabalho para a Câmara, que parece mais organizada, e depois para todos os legislativos do país. Já imaginou as cobras e lagartos que podem aparecer? Se no Senado, com tamanho holofote em cima, já é assim, pode-se deduzir que as assembleias e câmara por aí afora não são nada diferentes. Pior, impossível. Mas no mínimo tudo igual.

A coisa, porém, não é só feia assim no Legislativo. Em sua passagem por São Paulo, para participar da sabatina da Folha, na terça, 24, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, contou coisas do arco-da-velha no sistema judiciário do país. Citou, por exemplo, o do Piauí. Só que a questão ali não é de sobrar gente, mas de faltar tudo.

Quem paga o pato é o cidadão. Aliás, o cidadão mais pobre, que não tem advogado, não tem recurso e, aliás, muito mais comumente do que a gente pensa, nem nome tem. Segundo Gilmar Mendes, há milhões de presos que não têm registro de nascimento nem de coisa nenhuma. Não existem. São fantasmas, mas de carne, osso e prisão.

Então, IBGE, mãos à obra: além dos fantasmas do Congresso, vamos aos fantasmas das prisões e dos rincões.

O país avança, e avança bem, mas ainda há muito o que fazer no Legislativo, no Judiciário e no Executivo. Mas não só neles. No setor privado também. As prisões de hoje, quarta, 25, na construtora Camargo Corrêa comprovam claramente isso. Se for fazer um recenseamento nessa área, a coisa vai longe. Não tem IBGE que dê conta!

O IDIOTA ENGANADOR


PARA...HIHIHI

SEDUZINDO UMA MULHER

Um casal se conhece num bar. Depois de dois drinks, ela, na idade da loba e muito vaidosa, pergunta:
- Quantos anos você me dá?

- Por esse olhar, 25 anos. Pela pele, uns 20. E por esse corpo, 18.

- Nossa… Você sabe como seduzir uma mulher! O que você vai fazer agora?

- Vou somar….

DEMÓSTENES TORRES

MORTADELA COM PITÚ


A maioria dos analistas políticos observou que não se pode levar muito em consideração a queda do presidente Lula nas pesquisas como um alerta estatístico. De acordo com o entendimento, o estoque de popularidade do primeiro-mandatário, como os tais 200 bilhões de dólares do Banco Central, é uma reserva sólida e inesgotável. Mas não podemos deixar de considerar que o Palácio do Planalto sentiu a pancada e mudou o discurso sobre a crise financeira mundial, principal fonte de desgaste do chamado efeito teflon que sempre protegeu Lula.

Saiu de cena o realismo em suaves prestações com que o governo vinha ultimamente administrando a crise para dar lugar à retomada do otimismo irresponsável em altas doses. A solução apresentada é simples: se admitir que estamos indo à bancarrota significa perda de capital político, vamos voltar a manter o País em estado permanente de enganação. É uma espécie de “não sabia” da época do mensalão, só que desta vez em forma de dissimulação afirmativa.

Outro sintoma de que a queda nas pesquisas alterou o sistema nervoso palaciano foi o fato de o presidente, logo no primeiro dia útil após a divulgação da queda, ter buscado refúgio em um palanque no nordeste para exercitar o discurso direto com os conterrâneos em forma de conversa de botequim. Histriônico, partiu para o apelo varonil do bravo sertanejo para conseguir a metáfora de que a crise é como uma gripe que não derruba cabra macho. No seu reduto eleitoral, recomendou a administrados e admiradores a combinação de conhecida aguardente produzida em Vitória de Santo Antão com famosa marca de embutido.

Embriagai-vos, pois só assim para acreditar que “os efeitos mais difíceis da crise já passaram.” Inebriados, vamos assimilar como saudável o receituário de Lula de que o melhor remédio para enfrentar a crise é gastar, em desprezo completo aos princípios de responsabilidade fiscal. Engarrafados, certamente estaremos mais bem preparados para participar da celebração à “grande virada” que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou ainda para este mês.

Em estado de embriaguez patológica, depois de compreender, nos simpatizaremos com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando repetir o raciocínio gutural de que a “crise atinge mais os que estão mais fragilizados e menos os que estão menos fragilizados”. Antes de Larry Rother, sempre desconfiei que esses desatinos têm sempre uma motivação canavieira. Só não tinha muita noção sobre a natureza dos petiscos. Agora está confirmado: é mortadela com Pitu para salvar o Brasil da crise.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)

BRASÍLIA - DF

Lula arruma o tabuleiro


Correio Braziliense - 25/03/2009
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a organizar os palanques estaduais. Seus primeiros movimentos reservaram um espaço para o PT, na Bahia, e outro para o PSB, em Pernambuco. Na noite de segunda-feira, em Salvador, por exemplo, Lula fez elogios em alto e bom som citando o governador Jaques Wagner como alguém que ainda tem um trabalho a cumprir. Fez o mesmo em Pernambuco com Eduardo Campos, com dois recados. Um para que os petistas, no sentido de recolher suas ambições e apoiar o governador, e outro para o próprio Campos na linha de maior proximidade com o PT para a sucessão de 2010. 


Em tempo: no caso da Bahia, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, não ficou lá muito feliz com as evoluções de Lula ao lado de Wagner. Por isso, ontem mesmo não descolou da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.


A vida sem Aécio

O PMDB jogou a toalha. Não acredita mais na filiação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, sua esperança de ter um candidato próprio de fôlego para chegar à Presidência da República. Por isso, uma ala já migrou de vez para o lado do PT. 

E o fundo não chegou 

Durou menos de 24 horas o acordo de cavalheiros para acabar com a crise interna no Senado, fechado pelo PMDB e PT com o aval do Palácio do Planalto. A sensação de muitos é a de que o inverno será mesmo longo e a que ainda falta muita coisa par vir à tona. 

Campo em litígio

A Comissão de Minas e Energia da Câmara está dividida em dois grupos. E quem conhece o traçado garante que a disputa interna não vai acabar bem. Ontem, por exemplo, o presidente Bernardo Ariston (PMDB-RJ) destituiu o relator do Código de Mineração, Otávio Germano (PP-RS), e nomeou para a função Alexandre Santos (PMDB-RJ), tido como integrante do grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Aula de otimismo 

A bancada do PT tinha um jantar marcado ontem com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Ele se propôs a apresentar todo o quadro de investimentos da estatal para os próximos anos e as perspectivas de crescimento, mesmo num cenário de crise. É discurso para mais de metro no plenário da Casa, em resposta às críticas da oposição sobre as formas de enfrentar a crise econômica. 

No cafezinho...
Carlos Moura/CB/D.A Press - 11/7/07
 
 

Ciro na roda I 
O deputado Ciro Gomes (PSB-DF) será a estrela de um seminário do partido no sábado, em Manaus. Vai acompanhado do líder da bancada, Rodrigo Rollemberg, que faz questão de estar presente para mostrar o apoio dos deputados do PSB ao pré-candidato a presidente da República. 

Ciro na roda II 
Além de Manaus, Ciro (foto) vai ainda reservar parte da agenda este ano para acompanhar a mulher, Patrícia Pillar, nas pré-estréias do documentário sobre a vida do cantor Waldick Soriano. Sabe como é, depois daquele episódio da campanha de 2002, quando Ciro falou do papel de Patrícia como sua mulher e revoltou as feministas, será a chance de dizer: “Eu não sou cachorro, não...” 

Quem fala o que quer... 
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, já estava há algumas horas respondendo perguntas dos senadores, quando, de repente, Ideli Salvatti, quis saber por que não havia uma distribuição mais equitativa dos investimentos da empresa em termos regionais, em especial, para Santa Catarina e a camada pré-sal. Gabrielli não titubeou: “Esse assunto deveria ter sido discutido há 160 milhões de anos, quando houve a formação da camada que hoje está incrustrada de óleo”. É, pois é. 

Comerciais, por favor 
O líder no Senado, Renan Calheiros, aproveitou a reunião de líderes para dizer que, na sua gestão, o Senado reduziu o recesso parlamentar e acabou com o pagamento das ajudas de custo no caso de convocações extraordinários emendadas no período legislativo regular.

PAINEL

Só esperando

RENATA LO PRETE
Folha de S. Paulo - 25/03/2009
 

Quem conhece Lula aposta que o presidente vai "jogar parado" contra o esforço de Delúbio Soares para retornar ao PT e disputar vaga de deputado federal. Avesso à ideia, que considera prejudicial à candidatura de Dilma Rousseff, o presidente espera que os petistas envolvidos no projeto "se enrolem sozinhos" em divergências internas e nos complicadores que começarão a surgir -se o tesoureiro do mensalão puder voltar, por que não o ex-secretário-geral Silvio Pereira e o "aloprado" Hamilton Lacerda?
Se o problema não se resolver sozinho, algum petista conhecido pela proximidade com Lula, como Jaques Wagner ou Luiz Marinho, será escalado para martelar publicamente a inconveniência de reincorporar Delúbio antes do julgamento do Supremo.

 

 

Plano B
Delúbio tem dito a antigos companheiros que, se não conseguir a anistia no PT, buscará outro partido. Já teria recebido acenos de siglas da base de Lula às quais prestou serviços na época em que comandava o caixa petista. 

Padrão
Petistas comparam a atitude de Lula na questão Delúbio à adotada pelo presidente no caso da liderança do governo na Câmara. Há quase dois meses, parte da bancada petista trabalha para trocar Henrique Fontana (RS) por João Paulo Cunha (SP). Lula deixa a brincadeira rolar, mas não dá o menor sinal de que pretenda trocar o líder. 

Formulador
O economista mais próximo de Dilma Rousseff hoje, apontado como possível coordenador de seu programa de governo nessa área, é o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. 

Tiro no pé
Rolou correria ontem, na cúpula do PSDB, para convencer o aliado Roberto Freire, presidente do PPS, a desistir de realizar uma prévia na sigla entre os tucanos José Serra e Aécio Neves. Explicaram-lhe que a ideia só faria o circo pegar fogo. 

Palanques 1
Reunião entre Sérgio Guerra (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Orestes Quércia (PMDB), Jorge Bornhausen (DEM) e Roberto Freire (PPS) analisou os resultados do Datafolha e concluiu que: a) Jarbas Vasconcelos (PMDB) deve ser lançado o quanto antes ao governo de Pernambuco; b) o DEM terá a cabeça-de-chapa em pelo menos três Estados: Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe. 

Palanques 2
Aliados pressionam o PSDB a desistir de reeleger a claudicante Yeda Crusius, apoiando o PMDB no Rio Grande do Sul.

Via rápida
O pacote habitacional a ser anunciado hoje pelo governo inclui acordo com a associação dos cartórios para reduzir prazos e taxas dos mutuários. Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelecerá prazo máximo de dois meses para concessão de licença para essas obras. 

Regente
Lula gostou tanto da apresentação da Orquestra Filarmônica de Cruzeta, em visita à Bahia, que pediu ao maestro Humberto Carlos Dantas para dar o repertório à guarda presidencial. Segundo o presidente, é para "acordar todo dia a dona Marisa". 

Artilharia 1
Parecer de cem páginas enviado ontem ao TSE pelo vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, rejeita todos os recursos e determina taxativamente a cassação do mandato do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB). O texto cita legislação adotada na cassação de Cássio Cunha Lima (PB) e Jackson Lago (MA). 

Artilharia 2
A procuradoria afirma que Miranda cometeu crime de abuso do poder econômico para se reeleger: "Há de se concluir que houve, sim, desvirtuamento de ações governamentais, com a intenção de angariar votos dos potenciais eleitores para a sua reeleição". Acusado de usar servidores como cabos eleitorais, o peemedebista nega.

Tiroteio

"Fui eleito para fazer oposição e não tenho vocação para o adesismo. Sempre defendi que o PMDB apoiasse a agenda de reformas, mas sem precisar ocupar cargos no governo."

 

 

De JARBAS VASCONCELOS (PMDB-PE), em resposta às críticas feitas ao senador por Lula, que também declarou apoio à reeleição de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco.

Contraponto 

Radicalismo capilar

 
Os tucanos Eduardo Gomes (TO) e Flexa Ribeiro (PA) foram abordados no Congresso por jornalistas especializados em ciência e tecnologia. Os repórteres buscavam depoimento de ambos, eleitos para presidir as comissões desse tema na Câmara e no Senado, respectivamente.
Antes, porém, os fotógrafos pediram a eles que ajeitassem o cabelo. Careca, Flexa não disse nada. Mas Gomes, com um pouco mais de "cobertura", resolveu fazer piada:

-Olha, somos tucanos, mas, quando o assunto é cabelo, estamos numa linha bem PSOL...
E explicou:
-Eles são poucos e rebeldes!

PARA...HIHIHIHI

ENCORAJAR OS OUTROS É FÁCIL

Uma vez, um prisioneiro escapou do presídio, depois de 15 anos
enclausurado. Durante sua fuga, ele encontrou uma casa, arrombou e
entrou.
Ele deu de cara com um jovem casal que estava na cama. Então, ele
arrancou
o cara da cama, o amarrou numa poltrona e depois amarrou a mulher na
cama.
O marido viu o bandido deitar-se sobre a mulher, beijar-lhe a nuca e
logo
depois, levantar-se e ir ao banheiro. Enquanto ele estava lá, o marido
falou para sua mulher:
- Amor, ouça, esse cara é um prisioneiro, olhe suas roupas! Ele
provavelmente passou muito tempo na prisão e há anos não vê uma mulher,
por
isso te beijou a nuca. Se ele quiser sexo, não resista não reclame,
apenas
faça o que ele mandar, dê prazer a ele para que ele se satisfaça e vá
embora nos deixando vivos. Esse cara deve ser perigoso, se ele se
zangar,
nos mata. Seja forte, amor, eu te amo!!!...
E a mulher respondeu:
- Estou feliz que você pense assim. Com certeza ele não vê uma mulher

anos, mas ele não estava beijando minha nuca. Ele estava cochichando em
meu
ouvido. Ele me falou que te achou muito sexy e gostoso e perguntou se
temos
vaselina no banheiro. Seja forte, amor. Eu também te amo...!!!

Moral da história: PEDIR CORAGEM AOS OUTROS É FÁCIL!!!

ENVIADA POR APOLO

GOSTOSA

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VINICIUS TORRES FREIRE

Duas no cravo, uma na canela


Folha de S. Paulo - 25/03/2009
 

 


Apesar das previsões, déficit externo está contido, não houve "inflação do dólar" e é possível evitar o Pibinho zero


TEMOS UM problema a menos, parece. Talvez dois. Num período de deflação financeira e inflação de encrencas, não é de jogar fora. No início da nossa crise, no final de 2008, imaginava-se que o Brasil corria o risco de ficar com as contas externas ainda mais no vermelho e que a desvalorização do real ameaçaria inflar os preços.
Tais hipóteses parecem agora bem remotas. Mas era comum ouvir economistas de peso incluí-las nas primeiras linhas dos seus "balanços de riscos". Isso até vir a notícia da catástrofe de dezembro, o naufrágio da indústria, sabido em janeiro. Faz dois meses. Parece que foi no pré-cambriano. Imaginava-se então que o país cresceria demais para um ambiente mundial de crise, gastaria demais e não teria como financiar suas despesas em moeda "forte" (dólar).
Diga-se de passagem que tanto o Banco Central como a Fazenda acreditavam mais ou menos nessa hipótese: o BC vendo riscos, Fazenda e Lula vendo fortalezas. No ar.
A julgar pelos dados divulgados ontem pelo BC, o déficit externo parece comportado (trata-se da diferença entre o que o país gasta e recebe na compra e venda de bens e serviços no exterior). O déficit por ora previsível está sendo coberto pela entrada do investimento dito "produtivo". Quanto mais déficit, mais risco de alta do dólar, por exemplo.
Em outras crises, a aversão do capital ao Brasil era tão grande que em geral quebrávamos e/ou vivíamos grandes desvalorizações. Havia ainda aumentos brutais do custo da dívida pública interna. Não desta vez.
O desagradável é que a baixa dos riscos de inflação e déficit externo se deveu a uma encrenca maior do que a esperada: o afundamento brusco e inédito da atividade econômica. Importamos menos, viajamos menos, há menos remessas de lucros porque a atividade caiu etc. Mas também vamos vender 20% menos para o exterior, neste ano.
Foram duas no cravo e uma forte na canela, para não dizer ferradura. Não ficamos sem gasolina no tanque porque o carro passou a andar devagar, quase parando. Ainda assim, poderíamos ter tido alguma inflação derivada do real fraco, mesmo com o PIB baixo, e os investidores poderiam ter desistido do país (no caso de aplicações financeiras, ainda há fuga de dinheiro, mas, no caso do investimento dito "produtivo", os resultados são surpreendentemente bons).
Isto posto, a média dos economistas mais ligados à finança acredita em crescimento zero da economia em 2009; o governo sonha com alta de 2% do PIB. Mas, como o demonstra a volatilidade de previsões e análises econômicas, o futuro não está dado, embora um tanto prejudicado.
Há meios de evitar que o PIB cresça menos que a população, ao menos. O governo vai anunciar um pacote de construção de casas. Talvez até menos importante que a tralha de números será o modus operandi. O governo opera muito mal quando se trata de investir, como esta 
Folha o demonstrou no caso do conserto das estradas, coisa até simples de fazer. Outra medida é suspender o aumento dos servidores -ninguém vai ter aumento neste ano, se é que vai ter emprego. Por fim, o talho dos juros deve continuar. Para tanto, o governo terá de tomar mais medidas impopulares, como mexer na poupança. Não tem jeito.

FERNANDO RODRIGUES

A resiliência do PMDB


Folha de S. Paulo - 25/03/2009
 

Uma contabilidade das pesquisas Datafolha nas disputas estaduais para 2010 mostra, mais uma vez, a força do PMDB. Apesar de todas as acusações de corrupção e fisiologismo, esse é o mais resiliente de todos os partidos brasileiros. 
Há peemedebistas em primeiro lugar ou empatados em primeiro com algum adversário em cinco das dez unidades da Federação pesquisadas. No Rio e em Minas Gerais, o PMDB é favorito isolado para vencer. No Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, a sigla tem chance real de ir ao segundo turno. Já os dois partidos hegemônicos quando se trata de disputar o Palácio do Planalto, PT e PSDB, amargam posições mais modestas. Os petistas têm apenas um franco favorito -na Bahia, onde já são governo- e alguma chance no Rio Grande do Sul. 
Os tucanos estão na frente no Paraná e em São Paulo. Em solo paulista, um fato curioso a ser registrado: o favorito Geraldo Alckmin é visto com desconfiança pela cúpula do PSDB. É um caso patológico de irritação com o sucesso próprio. Falta muito tempo até a disputa de 2010 (18 meses). Também não está claro o efeito da crise econômica sobre o cenário eleitoral. Ainda assim, é notável nesse ambiente incerto o PMDB continuar com o maior número de favoritos para os governos estaduais. No mesmo balaio, deve também manter as maiores bancadas de deputados e de senadores. 
O poderio peemedebista revela uma certa esquizofrenia dos eleitores. Para 37% o Congresso é ruim ou péssimo. Nas últimas semanas, os jornais foram inundados por cartas com acusações impublicáveis contra o PMDB. Mas, na hora de escolher governador, deputado ou senador, os brasileiros continuam em peso votando na sigla que amam odiar.

MÓNICA BÉRGAMO

Ampulheta


Folha de S. Paulo - 25/03/2009
 

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), deve depor nos próximos dias no processo que investiga o mensalão. Ele foi convocado como testemunha de defesa e tem direito de marcar a hora e o local em que prestará depoimento. A Justiça mineira está sendo célere: já ouviu 66 pessoas em duas semanas e, caso o governador concorde em prestar logo o depoimento, encerrará as oitivas de Belo Horizonte até o fim da próxima semana.

DESISTÊNCIA
Das quase cem testemunhas convocadas, 28 não apareceram para prestar depoimento.

MAIS EM CIMA
E, depois de Aécio, o presidente Lula e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso podem ser as próximas "estrelas" convocadas para falar do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, ainda não decidiu se vai mesmo fazer a convocação.

PÉROLA NEGRA 
A Vale vai anunciar na sexta investimentos de US$ 1,3 bilhão em Moçambique. O projeto, de exploração de carvão, exigiu a contratação de 20 empresas brasileiras para atender à mineradora -entre outras, Odebrecht e Camargo Corrêa.

CANETA
Com a reforma da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura vai aumentar o número de integrantes da comissão de avaliação dos projetos que podem ser beneficiados por ela. Atualmente são 15 pessoas para analisar 8.000 propostas por ano. O MinC sinaliza que serão mais de 20 pessoas e que continuarão não sendo remuneradas.

A VOLTA DE DELÚBIO


ANCELMO GOIS

Solução à vista


O Globo - 25/03/2009
 

Foi suspenso o julgamento marcado para hoje no STF daquela famosa ação de defasagem tarifária da velha Varig contra o governo (em jogo uns R$5 bi ). 

É que ontem surgiu a possibilidade de um acordo entre as partes. Tomara. 

Segue... 

A relatora do processo, ministra Carmen Lúcia, aceitou o pedido do advogado-geral da União, José Toffoli. 

Toffoli prometeu, em 60 dias, uma solução aguardada por antigos empregados da voadora, que atravessam sérias dificuldades. 

No mais 

Em palanque, segunda, em Recife, Lula criticou o senador Jarbas Vasconcelos. E foi num palanque em Belém, na campanha, que Lula beijou a mão do senador Jáder Barbalho. 

A coluna enlouqueceu ou não seria mais barato para o país beijar a mão de Jarbas e criticar Jáder? Com todo o respeito. 


Lula vai de trem 

Lula, depois de se encontrar com Nicolas Sarkozy, em Paris, dia 1º, seguirá de trem para Londres, onde será recebido pela rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham. 

O presidente e sua comitiva irão em vagão especial. 


Caravana rolidei 

O Ministério do Turismo divulgou ontem que mandará sábado 19 profissionais da preparação da Copa de 2014 em "viagem técnica à Alemanha". 

A nota diz: "Estão no roteiro Kaiserslautern e Konigstein, pequenas comunidades que receberam jogos da Copa" de 2006. 

Vamos aos fatos... 

Em Kaiserslautern, fica o Estádio Fritz Walter, onde houve cinco jogos. Não é pequena comunidade. 

Konigstein, onde o Brasil treinou, não recebeu jogos. Que a viagem seja útil. Afinal, desperdício de dinheiro público, aqui, é, como futebol, esporte nacional.