segunda-feira, dezembro 13, 2010

BO MATHIASEN

A cultura da corrupção
BO MATHIASEN

O GLOBO - 13/12/10

As cenas que vemos na televisão, mostrando empresários, políticos e funcionários públicos envolvidos em casos de corrupção, provocam sentimentos de indignação. Esses episódios minam a confiança da população na Justiça e nas instituições. A corrupção é um fenômeno inerente a qualquer sociedade e até hoje não se conhece país que esteja totalmente livre dela. Trata-se da apropriação criminosa de recursos públicos que deveriam ser usados na melhoria das condições de vida das pessoas.
O Banco Mundial estima que, nos países onde os índices de corrupção são mais elevados, entre 25% e 30% do PIB são desperdiçados. Já em países onde a corrupção encontra-se sob controle, esses índices não ultrapassam 3%. Aí reside a grande diferença. Como em relação a qualquer outro tipo de crime, alguns países têm sido mais eficazes no controle da corrupção do que outros.
Medir a corrupção de maneira precisa é uma tarefa complexa. Os dados mais divulgados são rankings que indicam a percepção que os cidadãos têm da corrupção. Este é o caso da ONG Transparência Internacional, que posiciona o Brasil em 69º lugar em um universo de 178 países.
Apesar de serem importantes para estimular o debate público sobre a corrupção, os rankings de percepção são influenciados por eventos críticos em um determinado momento da história de um país. Nesse sentido, a maior transparência de práticas e eventos de corrupção, alcançada por meio de ações policiais de grande visibilidade midiática, tem um duplo caráter. Por um lado, pode dar a sensação de que a corrupção está crescendo. Por outro, o aprimoramento das ferramentas de transparência e de controle naturalmente confere visibilidade a situações antes escondidas e, por isso, desconhecidas.
Talvez a grande diferença entre o passado e o presente é que hoje sabemos muito mais sobre o que ocorre nos bastidores da vida política. A visibilidade desses fenômenos já é um avanço, pois impulsiona setores da sociedade a cobrarem mais.
De qualquer modo, quando a corrupção prevalece numa sociedade, se estabelece uma situação crítica na qual os países e seus governos não conseguem alcançar o desenvolvimento e enfrentam problemas para oferecer serviços básicos como saúde, educação, infraestrutura, entre outros desafios para a construção de uma sociedade igualitária, transparente e democrática.
Em todo o mundo, é preciso combinar ações de prevenção e de repressão à corrupção. Os corruptos não podem sentir que há um ambiente favorável à impunidade e, por outro lado, deve-se desenvolver nas pessoas uma cultura ética de intolerância à corrupção. É preciso acabar com a impunidade, tratando o corrupto como um criminoso comum, que se apropriou de bens públicos.
Exigir e adotar uma postura ética, no entanto, não deve se restringir apenas ao âmbito político ou empresarial. É preciso que toda pessoa assuma essa postura no dia a dia e procure agir de maneira ética. O movimento popular pela Lei da Ficha Limpa no Brasil é um exemplo claro do papel decisivo que a sociedade pode ter no controle da corrupção. Com quase 2 milhões de assinaturas, o movimento conseguiu encaminhar e apressar a votação do projeto de lei que impediu que candidatos que já haviam sido condenados judicialmente em 2ª instância concorressem a cargos no Senado e na Câmara do Deputados. O movimento é, pois, um exemplo da força que o exercício da cidadania pode ter no controle dos Poderes, e em que o cidadão chama para si a responsabilidade de combater a corrupção.
É nesse sentido que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou uma campanha global. Se todos percebermos a importância de dizer "não" a pequenos atos de corrupção, seremos capazes de mudar a sociedade. Eventos como o Dia Internacional Contra a Corrupção (9/12), são uma oportunidade para refletir sobre o assunto e reafirmar o compromisso de acabar com a cultura da corrupção e criar uma cultura de ética e integridade em todos os setores da sociedade.

BO MATHIASEN é o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para o Brasil e o Cone Sul.

RENATA LO PRETE - PAINEL DA FOLHA

Por eliminação 
Renata Lo Prete 

Folha de S.Paulo - 13/12/2010 

A legalização dos bingos, que poderá ser votada na Câmara já nesta semana, voltou à pauta porque o governo decidiu abraçar o que lhe pareceu ser o menos ameaçador dos "jabutis" colocados na árvore pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP).
Principal patrocinador da ideia, o deputado também encabeça o lobby da PEC 300, que estabelece piso para o salário de policiais. O governo não pode modificar propostas de emenda à Constituição aprovadas pelo Congresso. Já no caso de projetos de lei, como o dos bingos, a palavra final é sempre do Executivo, que pode vetar artigos ou até a proposta inteira.

Enviados Aliados do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) tentavam ontem um meio de campo com integrantes da Mensagem ao Partido, segunda maior corrente petista, em busca de um acordo para evitar disputa, amanhã, na reunião que escolherá o candidato do partido para concorrer à presidência da Câmara.

Nada contra Marco Maia, um dos postulantes petistas ao comando da Câmara, contesta relatos segundo os quais ele e a presidente eleita, Dilma Rousseff, não teriam boa relação.

É oficial Geraldo Alckmin Alckmin confirma hoje à tarde a nomeação do deputado federal Emanuel Fernandes para a Secretaria de Economia e Planejamento e a recondução de Elival da Silva Ramos à Procuradoria-Geral do Estado, cargo que ocupou entre 2001 e 2006. Outro nome deve ser oficializado no pacote, mas o tucano ainda dependia de uma conversa para bater o martelo.

#prontofalei De FHC, sobre as declarações de Lula em defesa do Wikileaks: "Desta vez ele acertou. A internet veio para dar mais acesso às informações e mais transparência às decisões. Mas talvez Lula venha a se arrepender deste momento de lucidez. Quanto mais as pessoas se informarem, menos acreditarão no refrão "nunca antes neste país".

Zigue-zague Presidente da Apex, Alessandro Teixeira é cotado para assumir a secretaria executiva de Fernando Pimentel no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Há quem diga que Dilma tende a deixar a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa para mais tarde, devido às dificuldades de formatar uma pasta com a transição em curso.

Magoei Aliados de Michel Temer relatam que o vice-presidente eleito ficou para lá de contrariado com o ressurgimento da possibilidade de Ciro Gomes (PSB), principal desafeto público do PMDB, integrar o primeiro escalão do governo.

Trombada De um integrante do PSB, sobre a reentrada de última hora de Ciro como opção do partido para a composição ministerial: "É como se a Dilma estivesse negociando a compra de um teco-teco e aí de repente aterrissa um Boeing".

Encrenca Depois do assassinato do prefeito de Jandira, Braz Paschoalin, dirigentes do PSDB tentam garantir escolta para a sucessora, Anabel Sabatine.

Histórico Na década passada, São Paulo registrou uma série de homicídios de prefeitos petistas no exercício do mandato: Toninho Costa Santos (Campinas), Celso Daniel (Santo André) e Geraldo Souza Dias (São Bento do Sapucaí). Em comum, a autoria nebulosa e a suspeita de motivação política, embora os inquéritos dos dois primeiros tenham afastado tal hipótese.

tiroteio

"Alguns setores do PT insistem em não entender que são do mesmo partido da presidente da República".

DO DEPUTADO ANDRÉ VARGAS (PR), secretário de Comunicação do partido, sobre as críticas da seção mineira à direção nacional do PT, que tenta construir consenso em torno de um candidato à presidência da Câmara.

Contraponto

Apoio moral

Em caminhada pelo centro paulistano durante a campanha deste ano, Geraldo Alckmin foi saudado por um eleitor que, além de lhe desejar sucesso nas urnas, sugeriu que tirassem uma foto conjunta. Pedido atendido, o eleitor quis tirar foto também com aquele a quem chamou de "segurança" do tucano.
Tratava-se, na verdade, do assessor Felipe Sigollo, 1,60 m de altura, o que levou Alckmin a comentar:
-Só se for segurança psicológica...

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Aula de matemática ou de música
Carlos Alberto Sardenberg 

O Estado de S.Paulo - 13/12/10

Que tal ensinar música para nossos alunos do ensino fundamental? E Sociologia, incluindo, por exemplo, cultura indígena e negra? Faz sentido, parece uma boa causa. Mas o último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) - testes aplicados a estudantes de 15 anos de 65 países -, cujos resultados foram divulgados na semana passada, mostrou que nossos rapazes e moças ainda não são bons em língua, Matemática e Ciências (Física, Química e Biologia, no essencial). Na verdade, ficaram nos últimos lugares, embora tenham melhorado em relação ao teste anterior, de 2006. Não seria o caso de concentrar os esforços de todos em aperfeiçoar o ensino daquelas disciplinas?

Muitos argumentam que não. Dizem que a escola deve formar bons cidadãos, com formação em humanidades, artes e socialização. Faz sentido, de novo. Seria possível argumentar que a função principal da escola é ensinar justamente aquelas disciplinas do Pisa - como se entende amplamente pelo mundo afora. Mas podemos evitar perder tempo com essa discussão.

Ocorre que os alunos brasileiros não estão propriamente com o seu tempo todo tomado. Comparando com países que vão melhor, temos menos dias de frequência à escola e menos horas por dia. Logo, é possível reforçar o ensino das disciplinas básicas e, ao mesmo tempo, introduzir humanidades, artes e cidadania.

Qual é a melhor maneira de ensinar música? Ou qual o começo mais interessante para as crianças? Tocar instrumentos - na verdade, começar brincando com eles - e, com o tempo, formar bandas, conjuntos e orquestras. Eis uma excelente atividade para os fins de semana nas escolas.

Qual a melhor e mais atraente maneira de conhecer a cultura indígena? Visitando as aldeias, estando com o povo. Outra excelente atividade para feriados e mesmo para parte das férias, por que não?

O problema, reconhecemos, é que isso dá trabalho e toma tempo. Também custa algum dinheiro. Vai daí que, pode apostar, essas boas intenções terminam em desastres. Colocam na grade uma aula de música, pura falação, sem instrumentos; outra de Sociologia e culturas antigas, sem sequer boas fotos em PowerPoint, e acabou. Vamos falar francamente: além de dar emprego a formados nessas matérias, não serve para nada.

Assim, o ensino, que já é precário em língua, Matemática e Ciências Exatas e Biológicas, se torna ainda ruim em humanidades, artes e cidadania. Isso é grave problema pessoal, social e econômico.

A educação tem duas funções: uma, a de igualar as oportunidades; outra, de permitir o avanço pessoal e, com isso, entregar à sociedade profissionais e cidadãos que gerem riqueza para si e para o País. No regime capitalista, a desigualdade é inevitável, mas ao fim das histórias. Como funciona pelo mérito, pela capacidade de empreender, pelo trabalho duro e eficiente, pelas ideias inovadoras e pelo talento, o capitalismo premia os mais bem-sucedidos. Alguns vão ganhar mais, outros ficarão pelo caminho.

O Estado pode reparar algumas situações dramáticas - atendendo, por exemplo, os muito pobres - ou ainda oferecer condições básicas de vida, mas não tem como igualar a renda, a riqueza e o bem-estar das pessoas. O melhor que o Estado pode fazer está na partida, no início da vida das pessoas, na preparação para a atividade profissional. Pode igualar as oportunidades ou chegar muito perto disso. Ou, inversamente, quando falha, pode ser a causa de mais desigualdade.

No Pisa, a melhora de nossos alunos, significativa na média, esconde um fato grave. Levando em conta a renda familiar dos alunos, a realidade é triste: melhoram os nossos alunos mais ricos; os mais pobres ficaram no mesmo lugar.

Ou seja, os mais pobres já chegam à escola em desvantagem. E o sistema educacional amplia essa desigualdade ao longo dos anos. Considerando que estamos em plena era do conhecimento, o desastre não poderia ser maior.

A escola pública fundamental e média, no conjunto da obra, não cumpre suas funções, senão muito parcialmente. Há unidades boas aqui e ali, mas as deficiências são nacionais. A falha é de políticas públicas, para usar expressão tão utilizada por aqui e tão mal utilizada. Oferecer igualdade na partida é função essencial do Estado - todos dizem isso. Mas, nos orçamentos públicos - como nota a diretora da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy -, só 3% do gasto total vai para educação e cultura. É claramente insuficiente. Como o governo arrecada um monte de impostos, a conclusão é óbvia: não falta dinheiro, falta gastar de acordo com as reais prioridades.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, nos mostrou como o gasto público geral em educação (da União, Estados e municípios) tem sido elevado todos os anos. Está hoje em torno de 5% do PIB e ele acredita que pode chegar em 7% em quatro anos. O ministro aponta também que não basta aumentar o gasto, mas aplicar os recursos com mais competência e eficiência, no que também está certo. Sem o dinheiro não se vai a lugar algum, mas os dados mostram que nem sempre mais dinheiro equivale a melhores escolas.

O certo é que se precisa de um trabalho de convencimento e persuasão, de modo a pôr a escola no topo de nossas prioridades. E encarar mudanças fortes. Por exemplo: Haddad está preparando um Exame Nacional de Professores, que trará avanços em diversas direções. A primeira, claro, é a melhor avaliação dos mestres, condição essencial para estruturar a carreira. A segunda é melhorar a qualidade dos professores no País todo.

Hoje, para uma prefeitura do interior recrutar cinco professores precisa fazer algum tipo de concurso. Coisa pequena, não atrai as empresas de concurso, a seleção custa dinheiro e sai precária. O Exame Nacional de Professores, feito de maneira mais eficiente, elimina essa dificuldade. Basta à prefeitura anunciar que contrata pela classificação na prova nacional.

Trata-se de uma providência simples, mas com enormes vantagens. Pode ser o ponto de partida para uma reorganização de carreiras, inclusive com melhores salários e planos de evolução, de modo a trazer os melhores para ensinar nas escolas públicas.

RICARDO NOBLAT

Como se fazem ministro
RICARDO NOBLAT
O GLOBO - 13/12/10


somente um país maduro e estável, que atravessa um dos melhores momentos de sua história, poderia dar-se ao luxo de assistir, sem sobressaltos, a um presidente da República de saída do cargo escalar boa parte do Ministério do presidente de entrada. E a um deputado como o octogenário Pedro Novais (PMDBMA) ir parar no Ministério do Turismo.

Nada Contra o comportamento de Lula. Se Dilma que poderia ter não tem, quanto mais eu? Nada contra também a promoção a ministro do apagado Novais deputado federal há seis mandatos consecutivos. No caso dele, o que chama a atenção foi a maneira como acabou escolhido.

Presidente do PMDB e vice presidente da República, o deputado Michel Temer acalentava duas pretensões: manter o paulista Wagner Rossi, seu amigo, no Ministério da Agricultura, e garantir uma vaga de ministro para o carioca Moreira Franco. Realizou as duas.

Animado, passou a acalentar uma terceira empurrar para dentro do governo o gaúcho Mendes Ribeiro, reeleito deputado federal. Assim, a vaga dele na Câmara cairia no colo de Eliseu Padilha, deputado federal desde 1995, mas que desta vez só obteve votos suficientes para ficar como primeiro suplente.

Foi então que Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, lembrou a Temer a existência de dois empecilhos para que desse certo a manobra a favor de Padilha: ele fora ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique; e apoiara José Serra, candidato do PSDB a presidente.

Soprado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu colega de jogadas ardilosas na Comissão de Orçamento da Câmara, o nome de Novais começou então a circular dentro do PMDB como o mais indicado para ocupar qualquer vaga ministerial. Novais colecionava uma série de vantagens.

Devido à idade avançada, está no fim de sua carreira politica. Não fará sombra a ninguém. Sabe como os políticos dependem da liberação de verbas do Orçamento da União para irrigar suas bases eleitorais. E é ligado ao senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de Dilma e Lula.

Henrique Eduardo viu em Novais a chance de emplacar seu primo Garibaldi Alves (PMDBRN) como ministro da Previdência. O cargo fora oferecido por Dilma ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM). O senador Renan Calheiros (AL) entrou na parada a pedido de Henrique Eduardo.

Perguntou a Braga: "Está pronto para ter sua vida impiedosamente devassada pela imprensa? Braga,concluiu que não e desistiu. Renan e Sarney avalizaram a nomeação de Garibaldi, reeleito senador em dobradinha com José Agripino, líder DEM no Senado.

"Garibaldi não é confiável", interferiu Antonio Palocci, futuro chefe da Casa Civil,em telefonema para Renan. "Nem pra gente ele é", concordou Renan. "Mas política é assim mesmo". Dilma engoliu a seco Novais e Garibaldi sob a desculpa de que governará com quem a ajudou a se eleger.

De resto, Dilma advertiu o PMDB de que a responsabilidade por nomeações desastrosas será debitada na conta dos partidos que as patrocinarem. Novais entende tanto de Turismo quanto Garlbaldi de Previdência nada. E dai? convencionouse que político está dispensado de ter familiaridade com assuntos técnicos.

Para enfrentá-los, vale-se de técnicos que o assessoram. O importante é a decisão de investir nisso e não naquilo. E ao cabo, a decisão é de governo, não de um ministro. Dento e fora do núcleo dum do futuro governo parece consolidada a certeza de que será efêmero o primeiro Ministério de Dilma.

O jogo só começara para valer ali pelo meio do primeiro mandato.É quando Dilma e os partidos entrarão em campo com seus melhores craques. Novais ambiciona ser ministro até o fim do mandato de Dilma, atravessando no cargo a Copa do Mundo de 2014 a ser disputada no Brasil.

No meio da semana passada, ele procurou uma ex funcionária do Ministério do Turismo e pediu com jeito humilde:

Me Conta como é essa história de Ministério do Turismo.

CLÁUDIO HUMBERTO


Lula quer o PT como vice de Sarney no Senado

O presidente Lula deu ordem para que o PT desista da poderosa primeira-secretaria do Senado, que administra um orçamento de R$ 3,5 bilhões anuais, para garantir a vice-presidência. A iniciativa tem sido interpretada, no PMDB, como uma aposta de Lula na iminente vacância do cargo ou para garantir aos petistas o controle efetivo da Casa, na medida em que o presidente José Sarney tem diminuído sua atuação.


Pimentel recua

O senador eleito José Pimentel (PT-CE) pretendia a primeira-secretaria do Senado, mas foi obrigado a "congelar" suas articulações.


Olha ela aí

Marta Suplicy (PT-SP) captou a mensagem de Lula: pediu reunião com líderes do PMDB para tentar disputar a vice-presidência do Senado.


Outro pretendente

Jorge Viana (PT-AC), petista de filme queimado no Palácio do Planalto, também se assanha para disputar a vice-presidência do Senado.


Boa notícia

Para o Ministério do Turismo, em dois ou três anos acabará a reserva de mercado para empresas aéreas nacionais. Viva a concorrência!


Cidadania brasileira

Além de "asilo humanitário" que Lula deve conceder antes do Natal - como esta coluna antecipou - o terrorista italiano Cesare Battisti pode ganhar até a cidadania brasileira. Lula vai alegar que os crimes do frio assassino do grupo extremista "Proletários Armados pelo Comunismo" já estariam prescritos pela lei brasileira, muito embora tenham sido cometidos na Itália. Só falta indenização de "anistiado" para o bandido.


'Companheiro'

O ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini, ironizou: "Não sei se os brasileiros gostarão de ter um conterrâneo assassino."

'Buona gente'

"Bandido comum" para a Justiça italiana, Battisti foi preso por assalto e estupro, e condenado à prisão perpétua por matar quatro inocentes.


Daqui não saio...

O PCdoB fechou questão para Orlando Tapioca Silva ficar no Ministério do Esporte, mas Dilma preferia que o partido oferecesse opção a ele.


Temer pede socorro

Michel Temer propôs à cúpula do PMDB limitar o acesso à residência de presidente da Câmara. Alegou "privacidade", mas só queria pretexto para se livrar do espaçoso Eduardo Cunha (RJ), que praticamente "mora" no sofá da sala. Adiou a restrição para o Palácio Jaburu.


É só uma jogada

Nem o próprio Arlindo Chinaglia (PT-SP) se quer ver de novo na presidência da Câmara dos Deputados. Lançou sua candidatura para tentar força a presidente Dilma a entregar a ele o Ministério da Saúde.


Falsos milicos

As Forças Armadas correm o risco de acusação de fraude: recrutaram atletas profissionais, dando-lhes patentes, para fingir que são milicos e o Brasil não fazer feio nos Jogos Militares Mundiais, em 2011, no Rio.


Bolsa-boquinha

A governadora derrotada do Pará Ana Júlia Carepa (PT) se pega a todos os santos para tentar uma vaguinha no ministério. Mas Dilma reluta até mesmo em destinar a ela um cargo de terceiro escalão.


FRASE DO DIA


"Quero saber quem fraudou o documento"
Ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) lutando para manter o emprego

PODER SEM PUDOR

A música é...
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), atacava um sambinha no plenário, para ironizar FHC, certo dia, quando o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) pediu aparte:
- Não vou cantar, minha voz é feia e tenho senso de ridículo - alfinetou - mas um telespectador da TV Senado telefonou para lembrar uma música bem apropriada ao momento que o País vive. É aquela que diz: "você tratou com traição a quem sempre lhe deu a mão...".

2011 NO VERMELHO

SEGUNDA NOS JORNAIS

- Globo: UPP em todas as favelas do Rio custaria R$ 321 milhões

- Folha: Receita vê fraude em empresa de lixo de SP

- Estadão: Lançado na campanha, pacote de apoio à exportação fracassa

- JB: Em dez anos, 15 prefeitos foram mortos

- Correio: Caixa de Pandora: Promotores devem ser afastados hoje

- Valor: Aumentos reais de salários batem recorde no semestre

- Estado de Minas: Atrás das grades, Madoff mineiro tem medo de morrer

- Jornal do Commercio: Menos crédito para as empresas

- Zero Hora: Xerife das cadeias vai gerenciar a Segurança

domingo, dezembro 12, 2010

RENATA LO PRETE - PAINEL DA FOLHA

Cabe mais um?
RENATA LO PRETE

FOLHA DE SÃO PAULO - 12/12/10  

A partilha de cargos no governo de Dilma Rousseff ganhou mais um ingrediente: a necessidade de apaziguar a disputa interna no PT pela candidatura à presidência da Câmara. Como a temperatura na bancada subiu bastante, ameaçando a perspectiva de unidade em torno de Cândido Vaccarezza (SP), a avaliação é que será preciso compensar de algum modo os outros postulantes, Marco Maia (RS) e Arlindo Chinaglia (SP). Ou então compensar Vaccarezza para eleger Maia -Chinaglia, embora já tenha comandado a Casa, é hoje menos viável. A bancada se reúne nesta terça-feira para tentar chegar a uma definição.

Vem de longe Dilma tem dito a quem toca no assunto que não pretende se envolver na disputa interna do PT pela candidatura a presidente da Câmara, mas correligionários lembram que não é muito boa a relação dela com Marco Maia. No Rio Grande do Sul, ela era mais ligada a Olívio Dutra, e Maia, a Tarso Genro. 

Efeito Erenice Um conhecido de longa data anotou: figuras próximas de Dilma atingidas por algum "tiro" noticioso na campanha ou na transição foram mantidas, ao menos por ora, a prudente distância do primeiro escalão. Aconteceu com Valter Cardeal, diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobrás, e com Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras. 

Sem conversa O futuro ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), já foi devidamente informado: por determinação de Dilma, Márcio Zimmermann substituirá o sarneyzista José Antonio Muniz Lopes na presidência da Eletrobrás. 

Ciranda Com a ida de Ideli Salvatti para o Ministério da Pesca, seu ex-marido, Eurides Mescolotto, deverá sair da presidência da Eletrosul. O cargo será ocupado por um nome da ala do PT de Santa Catarina que perdeu a Pesca para a senadora. 

No prejuízo Cinco anos depois de abalar as CPIs derivadas do mensalão, a "promotora de eventos" Jeany Mary Corner anda cheia de lamentações em Brasília: alega que a "caixinha" feita à época para que não abrisse a boca -e a agenda- jamais chegou às suas mãos.

Na companhia Dos seis ajudantes de ordens que Dilma terá à sua disposição na Presidência, quatro serão mulheres. Gilles Azevedo, futuro chefe de gabinete, já entrevista as candidatas. 

É festa! Dois palcos para shows comemorativos da posse serão montados na Esplanada dos Ministérios: um na praça dos Três Poderes, outro em frente à catedral. 

Sexta super Uma vez encerrado o ciclo de reuniões com as bancadas de partidos aliados, Geraldo Alckmin deve anunciar um pacote de secretários na tarde do dia 17, depois da diplomação dos eleitos. Antes, o tucano pode fazer indicações pontuais. 

Linha vermelha As seguidas panes no metrô de SP preocupam a equipe de transição. De posse dos relatórios de diagnóstico do setor, o futuro secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, pretende designar força-tarefa para minimizar os problemas de superlotação e atraso em 2011. 

Holerite O reajuste salarial de 26% para governador e secretários nos dias finais do atual governo criou atrito adicional entre os tucanos e o funcionalismo. Servidores da educação bombardeiam Alckmin pelo Twitter desde a aprovação do aumento pela Assembleia Legislativa. 

Emenda Deuzeni Alberto Goldman (PSDB) institucionalizou a figura da "vice-primeira-dama". Decreto do tucano muda a lei que rege o Fundo Social e permite que o cônjuge do governador nomeie, para assessorá-lo no órgão, o "par" do primeiro na linha de sucessão no Estado. 

tiroteio

"O Zé Dirceu já confirmou presença. Resta descobrir se o Lula vai convidar a Erenice."

DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP), sobre o evento que reunirá no Palácio do Planalto, nesta quarta, ministros e ex-ministros do atual governo.

Contraponto

Feira livre

Durante a sabatina de Alexandre Tombini no Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP) fez longa intervenção para argumentar que os preços dos alimentos não devem ser excluídos do cálculo da inflação. Aloizio Mercadante (PT-SP) alertou Alexandre Tombini:
-Como os alimentos estão pressionando o custo de vida, se você não responder essa questão corremos o risco de o Suplicy trazer ao plenário uma saca de feijão e uma vaca!

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Brasil se torna o 9º maior parceiro comercial da China 
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 12/12/10


O Brasil se tornou o nono principal parceiro comercial da China em novembro, graças principalmente à alta das vendas do país asiático para o mercado brasileiro.
De janeiro a novembro, o fluxo de comércio entre os dois países (exportação mais importação) soma US$ 56,7 bilhões, aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para ter uma ideia do incremento das relações comerciais entre os dois países, em 2007, o Brasil era o 19º que mais comercializava com a China e, em julho deste ano, entrou para o rol dos dez maiores parceiros, ultrapassando a Rússia.
No mês passado, o Brasil passou a Índia.
O preocupante é que, embora o fluxo continue favorável ao Brasil, as exportações da China estão crescendo em um ritmo muito mais rápido que as importações.
As vendas chinesas para cá se expandiram em 78% nos 11 primeiros meses deste ano, o resultado mais forte entre os vinte maiores parceiros comerciais e mais que o dobro da média geral (33%).
Já a compra de produtos brasileiros avançou 33%, em um ritmo mais lento, portanto, que o da média das importações do principal motor da economia global: 40%.
Pelos critérios chineses, o Brasil tem superavit de US$ 12,7 bilhões com a China até novembro, ou US$ 1 bilhão a menos que em 2009.
As importações chinesas do Brasil são basicamente de commodities: o país é o principal comprador de minério de ferro e soja brasileiros. E as exportações são formadas por manufaturados, como celulares e telas de LCD.

Novo sistema de carro chama socorro sozinho 

A Volvo vai trazer ao Brasil um modelo de segurança que possibilita que o próprio carro peça socorro, em caso de desmaio do motorista.
O sistema "On Call", instalado no painel do veículo, faz comunicação via satélite.
Contatada pelo cliente, a central da Volvo chama guincho e ambulância. Se o acidente acionar o airbag, o veículo faz a ligação automaticamente. Caso a vítima não responda ao chamado do call center, o socorro é enviado.
Em eventual elevação da temperatura, um bombeiro também é chamado. À distância, a empresa rastreia o carro, corta o combustível e destrava a porta quando a chave foi esquecida dentro.
A montadora sueca, que inventou o cinto de segurança de três pontos, se diz ligada a proteção.
"Tem de entender a Suécia para saber por que fazemos isso. Lá, a sensação de proteção é muito importante. É difícil ser feliz quando não se está seguro", diz o presidente da Volvo no Brasil, o sueco Anders Norinder.
O Brasil é o primeiro país fora da Europa e dos Estados Unidos a ter o sistema. A partir de janeiro, todos os carros da marca, vendidos no Brasil, terão o serviço, que, no mundo desenvolvido, é opcional. Outros 14 países já possuem a tecnologia, lançada em 2001 na Suécia.
"Não lançamos antes aqui porque ainda não havia infraestrutura tecnológica no país e escala suficientes."
Para 2011, a meta é vender 5.000 carros no Brasil, mais que o dobro dos 2.400 importados neste ano.
"A classe média alta está crescendo. Hoje são 400 mil clientes no Brasil que compram carros de mais de R$ 60 mil", afirma Norinder.

CRIAÇÕES DA EMPRESA 
EM SEGURANÇA 


1959 
Cinto de segurança de três pontos 

1964 
Cadeirinha infantil voltada para trás 

1994 
Airbags contra impactos laterais 

2004 
Câmera de ponto cego 

2010 
Detector que freia quando um pedestre atravessa 

IATE ARTESANAL 
A italiana Euroyacht, fabricante de iates de luxo artesanais, vai começar a operar no Brasil.
A empresa, que produz apenas duas ou três embarcações por ano, leva cerca de 18 meses para finalizar a construção de cada uma.
Nenhuma decoração é igual a outra, segundo Massimo Nelli, presidente da Euroyacht, que veio ao Brasil para prospectar negócios.
Uma unidade acaba de ser vendida no país, e a meta é comercializar mais três embarcações nos próximos três anos. Custam em média € 15 milhões.
A companhia também oferece rotas de cruzeiros particulares, feitos na esquadra própria de iates.
O serviço, que deve começar no Brasil a partir do segundo semestre do ano que vem, chega a custar cerca de € 50 mil, na Europa, para até 13 viajantes.

GOSTOSA

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Omissão?
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 12/12/10

A Defensoria Pública entrou com ações indenizatórias contra a prefeitura de Taubaté. Acusa o governo por mortes e omissões em atendimentos no pronto-socorro da cidade nos últimos dois anos. Duas pessoas morrem por dia na unidade.

Exemplo? Um paciente chegou ao hospital com dores de cabeça. Receitaram dipirona. Mas era gripe suína e ele faleceu.
Ecofutebol
Cresce o nome de Paulo Nobre na sucessão de Luiz Gonzaga Belluzzo no Palmeiras. Nobre já está sendo chamado de Marina Silva do Palestra.
Sexo limpo?
Laura Muller, sexóloga do Altas Horas, da Globo, não classifica a "perversão" que perturba Gerson em Passione. "Sexo sujo ou limpo depende do olhar de cada um. Há quem naturalmente use a internet para dar vazão às fantasias. E há quem se sinta sujo agindo assim", explica.
O limite é não se ferir física nem emocionalmente, no ver de Laura, que tem site sobre o tema.
Prato de terra
Isabel Barbosa, cantora lírica que mora em Florença, ganhará documentário sobre sua vida. Alimentada com terra até os oito meses, depois de perder dois irmãos por desnutrição, a moça foi adotada em Pernambuco por um casal sem filhos.
Hoje, adulta, brilha em palcos internacionais.
Pensata
O Fronteiras do Pensamento, evento gaúcho de conferências que trouxe Mário Vargas Llosa ao Brasil, ganha braço paulista em 2011. Estão fechadas oito datas, todas na Sala São Paulo.
Rony Fischer sempre teve afinidade com o universo infantil. Antes de ser publicitária, trabalhou com alfabetização de crianças. Mulher de Eduardo Fischer, do SWU, criou a versão kids do movimento de sustentabilidade. E acaba de tirar do forno seu primeiro projeto literário: 5R"s por um Mundo Melhor. "Ao tratar a natureza pelo olhar dos 5R"s (redução, reutilização, reciclagem, respeito e responsabilidade), a criança aprende a preservar o planeta de forma lúdica", diz a autora. Sua tarde autógrafos será hoje na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim.
Responsabilidade social

Marcelo Tas e o Santander estão divulgando boas sacadas de empreendedorismo e sustentabilidade no site Conexões de Ideias. Por meio de websérie.
A Fundação Dom Bosco avisa: 40 novos profissionais, entre cabeleireiros, manicures e esteticistas se formaram nos cursos profissionalizantes patrocinados pela JHSF. Em fevereiro, novas vagas serão abertas.
Música do bem. Em benefício do Projeto Dodói, da Abrale, Simone faz show beneficente. Amanhã, no Teatro Bradesco.
Os funcionários da WTorre estão engajados na Batalha da Solidariedade - gincana anual de arrecadação de donativos para projetos sociais.
O bazar Acervo Voluntário - Roupa para Quem Precisa, pilotado por Alice Ferraz, acontece entre quinta e domingo, na sede da Turma do Bem. A arrecadação será revertida também para ACM e Cajec.
Árvore e anjos ecologicamente corretos. A SulAmérica e a Cooperacs criaram decoração de Natal somente com sucatas e pets.
A Holding Clube, de José Victor Oliva, promove bazar beneficente sexta. Para clientes e funcionários.
Os índios adolescentes da Aldeia Guarani Tenondé Porã farão uma apresentação na mostra de sustentabilidade realizada pela Casa do Zezinho. Terça.
Marcelinho Carioca, Roberto Carlos, Eduardo Guedes batem bola, terça, no Jogo das Estrelas, em Passos, MG. Em prol de instituições que atuam na cidade mineira.

Detalhes nem tão pequenos...
1.Últimos dias de descanso, na Pinacoteca, antes do verão chegar.
2. Durante a mostra de Gabriel Nehemy foi comprovado: peixe fora d"água lá tem seu charme.
3. A superprodução foi para ver de perto Rosita Missoni. 
4. O colar "animado" tem nome: Sheraphine. E foi só sucesso em festa cabaré..
5. A mexicana Graciela Iturbide levou seu estilo bem-humorado para o vernissage de sua exposição.
6.O tom dado durante lançamento de livro sobre gravidez foi o rosa-bebê.

JOSÉ SIMÃO

Ueba! Lula lança o Uísque Leaks! 
José Simão
FOLHA DE SÃO PAULO - 12/12/10

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E adorei este anúncio de sexo da "Tribuna de Santos": "ENDOIDEI! R$ 1,99 por minuto". Rarará!
E esta: "Traficantes dão joias de até R$ 35 mil para mulheres". Grandes coisas! Ontem, no shopping, eu vi uns três homens fazendo isso. Aliás, alguém já foi pro shopping neste fim de ano? Já TENTOU subir escada rolante de shopping? Precisa até de senha!
E sabe como é amigo secreto de corintiano? Ninguém ganha nada!
E acaba de sair um novo iPad, o iPad do Bope: IPAD PRA SAIR!
E tão pegando o tráfico aos pedaços. Primeiro, o Pezão. Depois, o Mãozinha. Agora, o Dedinho. E a polícia busca o Polegar do Alemão. A Mão do Tráfico! O Polegar do Alemão e o Mindinho do Lula.
E o grande babado da semana: o WikiLeaks, o site que vazou 250 mil documentos secretos dos EUA! O WIKILÍNGUA! E prenderam o criador do WikiLeaks por crimes sexuais. Por que ele fu@%&deu com metade do mundo? Rarará.
Uma sueca acusa Assange de assédio sexual sem camisinha enquanto ela dormia. Ou ela tem sono muito pesado ou ele tem pau pequeno. De tanto reclamar de assédio sexual, essas suecas vão morrer de ATÉDIO SEXUAL! Ele devia ter vazado no site: "Eu comi duas suecas. Uma foi sem camisinha, e a outra, foi dormindo mesmo".
E o site Comentando diz que a Hillary Abelhuda do Chifre Mal Curado lançou um absorvente para conter vazamentos: o SEMPRE LEAKS!
E eu já disse que ele só devia ir preso se revelasse: a idade da Glória Maria, a cor da tintura do cabelo da Ana Maria Braga e o cabeleireiro do Celso Amorim. Parece um porco-espinho: Celso Amouriço!
Ah, e quantas vezes a Hillary foi chifrada pelo Bill Pinton. Levou mais chifre que pano de toureiro. Diz que quando o Air Force One estava para aterrissar, o piloto dizia: "Presidente, aperte os cintos, feche a mesinha e ponha a estagiária na vertical". Rarará!
A Hillary vai passar 2011 pedindo desculpas. Metas pra 2011: pedir desculpas pro mundo inteiro!
E estavam fazendo uma pesquisa no calçadão de Ipanema quando perguntaram pra uma biba: "O que você está achando das operações no Morro do Alemão?" "Tô adorando. Eu MORRO POR UM ALEMÃO".
E Lula vai lançar o site UÍSQUE LEAKS!
Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar meu colírio alucinógeno!

GOSTOSA

JOÃO UBALDO RIBEIRO

Ainda a guerra sem fim
João Ubaldo Ribeiro 


O Estado de S.Paulo - 12/12/10
Na semana passada, quando falei nos participantes do mercado de drogas, houve quem observasse que quase deixei de lado o consumidor, tido corretamente como o principal elemento, pois sem ele não haveria nem produção nem comércio. É ele a razão de ser do mercado. Ou seja, acabar com a demanda acabaria com a oferta. Certo, certíssimo, mas quem acaba com a demanda? Esse tipo de conversa termina parecendo, para algumas pessoas, que é uma defesa do consumo, mas não é. É uma constatação, tão despida de valores quanto possível. Não digo nem, o que é verdade sob outros ângulos, que sou contra o consumo. Aqui, agora, pretendo somente vê-lo.
Alguns argumentos sobre o consumidor muitas vezes parecem querer enxergar nele a possibilidade de, mediante um ato de "força de vontade", abandonar o hábito, ou vício. Mas o consumidor de drogas crônico não é capaz de decisões tão racionais. Quase todos os fumantes de cigarro concordam plenamente com os argumentos que ouvem e leem sobre seu vício. E, enquanto escutam as ajuizadas e comprovadas razões dos antitabagistas, acendem, mortos de culpa, um novo cigarro. Os bebedores inveterados também concordam que o álcool danifica o cérebro e o sistema nervoso, arrasa o fígado e causa uma série de outros males - e erguem um brinde a isso.
Que as drogas são maléficas para a saúde todo mundo sabe. Algumas, como o crack, são devastadoras e seu uso contínuo leva invariavelmente à morte. Quem fuma crack, pelo menos o adulto, já ouviu dizer, o que é fato, que ele vicia na primeira tragada. No entanto, a perspectiva da morte morrida ou da morte matada não demove o usuário, nem aqui nem na China, onde fazem julgamentos rápidos e executam traficantes publicamente, dando-lhes um tiro de grosso calibre na nuca, que lhes esfarela o crânio. Em parte da humanidade, talvez não tão pequena quanto se possa pensar, é uma vocação insopitável arruinar a saúde ou a vida, seja pelo álcool, pelo fumo, pelo excesso de psicotrópicos ou anfetaminas, pela maconha, pela cocaína ou por outra droga.
Alguém pode estar pensando que eu agrupei, na pequena lista acima, drogas que não podem ser classificadas da mesma forma. É uma grande verdade, embora haja semelhanças que a gente às vezes não lembra. Arrisco a hipótese de que, em determinados usuários, as alterações de comportamento provocadas pelo excesso de álcool são semelhantes ou até praticamente iguais, às da cocaína, exceto o torpor que acaba sobrevindo ao alcoolista, nos estágios finais da carraspana. Aliás, a combinação dessas duas drogas é comum, no que o usuário talvez pretenda unir o que para ele é o melhor de dois mundos.
Mas as drogas são diferentes entre si, como, por exemplo, a maconha e a cocaína. Não que a primeira seja inofensiva, como é comum ouvir-se. Nenhuma droga é inofensiva e existem estudos que provam os efeitos deletérios de seu abuso na memória, na motivação, nos mecanismos psicomotores, na vida sexual, etc. E os que dizem que fumá-la não causa danos ao aparelho respiratório se esquecem de que isso se deve a que a maioria dos que a fumam, ao contrário dos fumantes de tabaco, só o faz poucas vezes por dia. Inalar fumaça nunca fez bem a ninguém e a maconha tem tantos "alcatrões" quanto o tabaco. Mas enfiá-la no mesmo saco que a cocaína e fazê-la objeto do mesmo combate é como dar o mesmo remédio para doenças diferentes, agravando uma delas. O tráfico de drogas perderia muito poder com uma possível e, para mim acertada, legalização regulada e fiscalizada da maconha. E os impostos sobre ela poderiam ser maiores que os incidentes sobre álcool e tabaco, assim como os enormes recursos hoje empregados para combater seu tráfico seriam poupados, ou empregados de forma bem mais compensadora.
Alega-se que a circunstância de o álcool, o tabaco e as drogas de farmácia serem legalizados não significa que precisamos de outra droga legalizada. Também verdade, não precisamos, mas ela é uma realidade inelutável. Não se trata de reconhecer uma necessidade, trata-se de enfrentar um problema da maneira mais eficaz. A maconha está aí e não vai embora. Se se deseja combatê-la, deve-se pensar no mesmo tipo de combate que se faz ao álcool e ao tabaco, talvez submetendo-a a restrições ainda maiores que as dos dois, mas não a empurrando para o tráfico. O que se faz hoje é gastar somas cada vez mais vultosas com algo que podia custar muitíssimo menos, em dinheiro e mesmo vidas, e ser pelo menos razoavelmente bem administrado.
A cocaína também não vai embora. Quem acha que o combate à cocaína será um dia vencido, com a (inviabilíssima) erradicação das plantações de coca ou com preços excessivamente altos, causados pela repressão, não leva em conta que se trata de um composto químico sintetizado há muitos anos. O laboratório precisa ser bem equipado, mas um químico bom de sintetização ou sabe ou pode espiar na internet como é que se produz cocaína. Assim que o preço começasse a compensar, é óbvio que surgiriam profissionais e capitais interessados, pois sempre há interessados em fornecer o que é bem pago.
Mas cocaína, droga pesada capaz até de matar mais ou menos instantaneamente, não é de fato maconha e sua legalização resultaria bastante complicada. Contudo, não deixa de ser caso a pensar a possibilidade de que, através de um planejamento complexo, envolvendo receitas médicas controladas, farmácias habilitadas, monitoração por uma base de dados informatizada e outras salvaguardas, ela venha a ser comerciada e consumida legalmente, como já foi. Claro, logo apareceriam compradores de receitas e médicos inescrupulosos que as venderiam. Certamente, e até mais que isso, mas aí é a mesma coisa que em relação ao consumo de drogas: não tem jeito, o ser humano não falha. 

DANUZA LEÃO

Vamos combinar?
DANUZA LEÃO

FOLHA DE SÃO PAULO - 12/12/10
Gostaríamos de saber por que a primeira entrevista da Dilma Rousseff foi dada a um jornal americano




EM TRÊS SEMANAS, Dilma toma posse. Até lá, quem manda, ela ou Lula?
A presidente eleita se pronunciou sobre a condenação de Sakineh, a iraniana condenada à morte, e a favor dos direitos humanos (só não ficou claro se essa posição vale para todos os países); posição diferente da de Lula, que afirmou que na época disse que não iria se intrometer nos negócios internos do Irã, pois isso seria uma "avacalhação".
Como pegou mal, ofereceu asilo político à iraniana -uma piada-, e depois da declaração de Dilma, ficou calado.
Parecia que Dilma começava a se libertar, mas o novo ministério é praticamente o mesmo, apenas as peças mudaram de lugar; soube-se que ela daria quatro ministérios ao PMDB, mas acabou dando cinco, como queria o partido.
O ministro Mantega declarou que ia desacelerar as obras do PAC, Lula disse que não acredita que Dilma corte um centavo dessas obras, das quais ela é a "mãe".
Alguma coisa está errada, e não ouso dizer que estamos à beira de uma "avacalhação" porque essa palavra não deve ser pronunciada em público nem escrita.
Aliás, todos gostaríamos de saber por que razão a primeira entrevista de Dilma foi dada a um jornal americano, e não à imprensa do país que a elegeu. Já pensou se Obama, logo depois de eleito, escolhesse falar apenas a um jornal, e brasileiro?
Dilma disse que escolheria um ministério fundamentalmente técnico e que nele as mulheres teriam muito espaço; não é o que está acontecendo. Até agora, o melhor que Dilma fez foi mudar o cabelo, que em vez de ser escovado em direção às estrelas e só se manter com a ajuda de muito laquê, está mais natural, pois nenhum cabelo cresce para cima. E vamos esperar pelo vestido da posse -vermelho, claro, como é de praxe no partido.
Se um finlandês chegasse ao Brasil, ficaria muito curioso para saber a razão de tanta pressão dos partidos por ministérios, sobretudo pelos com grande orçamento para fazer grandes obras, e perguntaria o por quê. Nunca ninguém fez essa pergunta a Michel Temer, por exemplo, porque toda a população brasileira está cansada de saber a resposta, e tão acostumada com isso que acha normal.
Esse finlandês teria dificuldade também para entender o costume brasileiro de dar cargos importantes aos políticos que não foram eleitos.
A senadora Ideli Salvatti, por exemplo, candidata derrotada ao governo de Santa Catarina, vai para o pitoresco Ministério da Pesca; tudo indica que Mercadante será ministro de Ciência e Tecnologia, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que para que o desempenho dos alunos brasileiros seja melhor, precisa de mais verbas. E agora?
As exibições finais de Lula nos estertores do seu mandato estão passando da conta, mas ainda vão piorar, como aliás já se sabia que ia ser; o "cacarejo", como bem definiu o WikiLeaks, está muito além da conta e a grande curiosidade é saber o que vai fazer Lula quando acordar, dia 2 de janeiro.
Podia bem ler um livro.

GOSTOSA

DORA KRAMER

Ralos abertos
DORA KRAMER
O ESTADO DE SÃO PAULO - 12/12/10


Zeloso, célere e persistente quando o assunto é controle dos meios de comunicação, o governo federal é indiferente, vagaroso e até mesmo arisco quando o tema é fiscalização e desvios de dinheiro do Orçamento.


Sinais disso podem ser vistos na insistente proposição de marcos regulatórios que disfarçam mal a ideia da ingerência do Estado sobre a imprensa e na constante irritação do presidente Luiz Inácio da Silva com mecanismos de fiscalização na aplicação de recursos públicos.

Em geral esse desapreço aparece quando se fala em obras. Mas, pelo que se assiste no mais recente escândalo da série "a farra no Congresso continua", é perfeitamente aplicado à liberação do dinheiro das emendas parlamentares ao Orçamento.

O que se depreende das reportagens do Estado sobre o assunto, o esquema que na época da CPI do Orçamento, há 17 anos, era feito por meio de fundações fraudulentas agora é executado por intermédio de entidades fantasmas que recebem o dinheiro liberado das emendas para promoção de eventos turísticos.

Segundo a ONG Contas Abertas, houve um aumento de 2.351% na apresentação dessas emendas. Um óbvio foco de corrupção. Junte-se a isso a descoberta de que 16% dos gastos autorizados nos últimos cinco anos na área, o equivalente a R$ 115 milhões, foram feitos irregularmente.

O governo tem mecanismos de controle, claro, só que não funcionam a contento. Segundo o TCU, no fim do ano passado havia mais de 50 mil convênios cujas contas não tinham sido devidamente analisadas. É por meio desses convênios que se dá a liberação do dinheiro.

Dinheiro robusto: só em 2010 foram liberados R$ 2,7 bilhões para entidades ditas sem fins lucrativos, o que reúne gente séria e uma série de escroques.

A burla aos controles oficiais obviamente só pode acontecer com a cumplicidade de gente no Executivo. Poder este que se relaciona de maneira promíscua com o Legislativo: distribui cargos, mas, sobretudo, faz mão frouxa na liberação das emendas. Muito mais quando há votações importantes no Congresso e quando, como neste ano, se precisa antecipar a liberação das verbas por causa das restrições em períodos eleitorais.

Isso acontece também com a conivência de todo o Congresso, onde se sabe muito bem o antro que é a Comissão de Orçamento, cuja relatoria não por acaso foi entregue ao senador Gim Argello. Nessa perspectiva, o homem certo no lugar certo.

Abre as asas. É bonito ver o presidente Lula defendendo de maneira enfática a liberdade de expressão e o direito do site WikiLeaks de divulgar toda a informação a que tem acesso.

Com tal entusiasmo não pôde contar o Congresso quando solicitou os dados sobre os gastos secretos da Presidência para as investigações da CPI dos Cartões Corporativos.

No lugar das informações, do Palácio do Planalto saiu um dossiê sobre os gastos da Presidência no tempo do antecessor para intimidar a oposição.

Se o divulgado sobre o Brasil fossem esses dados no lugar de futricas diplomáticas talvez a reação do presidente não fosse a mesma. Como de resto, aliás, já demonstrou em várias ocasiões.

Mal maior. A depender da influência que tenha e do esforço que o futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteja disposto a despender com o assunto, o projeto de legalização dos bingos não terá futuro promissor.

Cardozo abomina o teor do projeto que tramita na Câmara em regime de urgência, cujo mérito está para ser votado.

Antes de o projeto chegar ao plenário, o novo titular da Justiça já falava sobre a força do lobby dos bingos e dos malefícios contidos na proposta que seria um verdadeiro parque de diversões para a contravenção e a lavagem de dinheiro.

Além disso, seria a porta de entrada para a legalização do jogo no Brasil. Inclusive com delimitação prévia de territórios e reservas de mercados para os atuais donos de bingos operarem os futuros cassinos.

FERREIRA GULLAR

Noel Rosa, flor de Vila Isabel
FERREIRA GULLAR

FOLHA DE SÃO PAULO - 12/12/10


A namorada Lindaura sofria nas mãos dele, pois a deixava em casa dizendo voltar logo e sumia por aí



FAZ ALGUNS meses, a Folha lançou um CD de Noel Rosa, abrindo uma coleção de música brasileira. Comprei-o e, quando o ouvi no meu carro, fiquei encantado, logo imaginei um espetáculo, com uma única cantora e alguns poucos músicos. Nada de grande show nem orquestra. Não: ela cantaria seus sambas imortais e, entre um e outro, falaria dele, de sua vida em Vila Isabel, de seus amigos de boemia e das pequenas loucuras que aprontava.
Mas ficou nisso. Aliás, não. Fui atrás de uma biografia do cantor, escrita por João Máximo e Carlos Didier, edição comemorativa de seu 80º aniversário de nascimento, que é muito mais que uma biografia.
Com suas 500 páginas, nos faz mergulhar num rico universo de compositores, cantores e instrumentistas e nos revela, ao mesmo tempo, os começos do rádio como difusor de nossa música popular, as relações profissionais e de amizade que resultaram num período de intensa criatividade musical, só comparável ao período da bossa nova.
Tudo isso me deixou tão empolgado que cheguei a falar com Sérgio Cabral, mestre no assunto, do tal espetáculo com músicas de Noel.
E só então tomei conhecimento de que, neste ano de 2010, ele completaria cem anos de vida, se não tivesse morrido, em 1937, com pouco mais de 26 anos de idade.
Por isso mesmo, vários espetáculos e homenagens estavam sendo preparados e realizados. Logo, o show que imaginara -mais um entre muitos- não despertaria o interesse dos produtores já engajados na programação comemorativa dos cem anos de nascimento do artista.
Nem por isso deixei de me imaginar na plateia de algum teatro, ouvindo possivelmente Adriana Calcanhotto a interpretar "Com que Roupa", o primeiro sucesso de Noel.
Noel o compôs com menos de 20 anos de idade e ele tomou conta da cidade, tocando nas rádios e nos alto-falantes tanto da praça Saenz Peña quanto da avenida Atlântica.
Tomou conta também do Carnaval daquele ano, dando início a uma série de sucessos que fariam de Noel um dos mais destacados sambistas daquela época. Ganhou tanto dinheiro que chegou a comprar um automóvel, no qual saía para conquistar as mocinhas namoradeiras.
E ainda buzinava para provocar os amigos, obrigados a fazer suas conquistas a pé. Consideraram essa concorrência desleal, com que Noel concordou e, a partir de então, cada fim de semana, convidava um deles para a caçada motorizada.
Em Vila Isabel, moravam, além de Noel, Lamartine Babo, Nássara e Orestes Barbosa, entre outros. A figura mais famosa da patota era Francisco Alves, cuja voz encantava a todo mundo. Por essa razão, todos os compositores queriam ter músicas gravadas por ele. Valendo-se disso, mau-caráter que era, explorava-os, lhes comprando a parceria.
Os pais de Noel sonhavam com o filho formado em medicina. Ele não se fez de rogado. Estudou, fez o vestibular e foi aprovado. Mas alguém imaginaria Noel Rosa, sentado num consultório, atendendo pacientes e receitando remédios? Ele, no entanto, achava que poderia conciliar o samba e a medicina.
Enquanto isso, passava as noites na companhia dos boêmios, a beber e a cantar sambas. Certa madrugada, em São José dos Campos, de porre, saiu nu pelo corredor do hotel.
Tinha uma namorada, parente de um delegado de polícia, Lindaura, que sofria nas mãos dele, pois, a cada noite, a deixava em casa prometendo voltar logo e sumia. Ela, desesperada, saía atrás dele pelos bares e botecos e, quando o encontrava, estava já de porre a cantar e tocar violão numa roda de sambistas.
Ela queria casar; ele não. A mãe termina a expulsando de casa e os dois passam a noite indo e vindo num trem, até amanhecer. Finalmente, em face de tanta pressão, casam-se, para a infelicidade dela, já que quase nunca o tem a seu lado.
Continua a levar as noites bebendo e cantando nas rodas de malandros e, para piorar, se apaixona por Ceci, uma dançarina de boate, que depois o troca por um rapaz bonito e fino, que se chamava Mário Lago.
Assim foi que, comendo mal, dormindo pouco e tomando um porre por noite, contraiu uma tuberculose que o mataria rapidamente. No dia 4 de maio de 1937, morre na mesma Vila Isabel onde nascera. Se se chamasse Raimundo, talvez tivesse completado cem anos de vida ontem, no dia 11 de dezembro.