quarta-feira, fevereiro 03, 2010

ELIO GASPARI

A crise de 2008, contada por Henry Paulson

FOLHA DE SÃO PAULO - 03/02/10

A ekipekonômica de Bush entrou na crise perdida como cego em tiroteio, até que viu a Bolsa da Viúva

QUANDO UMA economia vai bem, quem quer discutir maus números estruturais, como um setor público que come 37% do PIB e drena a capacidade de investimento do país, parece ave de mau agouro. Pior ainda se essa pessoa teme que uma onda de protecionismo ou uma contração da economia chinesa venham a travar as exportações brasileiras. Falar do risco de uma possível inflação americana que jogue os juros mundiais para cima passa a ser verdadeiro mau olhado, coisa antipatriótica num país que voltou a sorrir.
Os profissionais do otimismo do mercado e dos palácios ganharam um presente. É o livro com as memórias da crise de 2008, escrito pelo então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, um sacerdote da banca (comandou a casa Goldman Sachs de 1998 a 2007) e apóstolo do mercado. Em "On the Brink", ou "Na Beira do Precipício"), ele mostra como os sábios de Washington e os banqueiros de Nova York chegaram a um passo da explosão da economia mundial sem saber o que estava acontecendo, muito menos o que deveriam fazer. Salvaram-se quando tiveram uma ideia herética: ir buscar o remédio na Bolsa da Viúva.
Paulson comove pela honestidade com que conta seus próprios erros. Na primeira reunião que teve com Bush e sua equipe, previu a possibilidade de uma crise cíclica (mantra astrológico dos economistas) e deixou de mencionar os riscos das hipotecas imobiliárias. De suas memórias emerge um homem comum, religioso, frugal e apaixonado por uma mulher excepcional, despretensioso o suficiente para revelar que durante a crise teve oito acessos de vômito seco.
As lembranças do homem público mostram que a ekipekonômica de Bush esteva mais perdida que cego em tiroteio. Quando salvaram a Bear Sterns, não sabiam como resgatar a Lehman Brothers. Quando quebrou a Lehman, não tinham ideia do que fazer com a seguradora AIG. Como se sabe, a casa Morgan Stanley esteve a dez dias da quebra, e a própria Goldman Sachs arriscava ir à garra antes do fim de 2008. Tiraram do chapéu uma sopa de planos e de letras: Hera, Hope, PDCF, Talf, TLGP. O que deu certo mesmo foi a Tarp, codinome da Bolsa da Viúva.
Paulson mostra Chuck Prince, o principal executivo do Citi, pedindo a intervenção do governo para conter a farra papeleira em reuniões fechadas. Em público, ele sustentava que o mercado devia dançar enquanto houvesse orquestra tocando. Surpresa: o experiente John McCain, candidato republicano à Presidência, revelou-se um irresponsável. O inexperiente Barack Obama, um craque, ainda que ingrato.
Para quem gosta de teorias conspiratórias, Paulson diz duas vezes que só durante as crises é possível tomar medidas audaciosas. Apesar dessa frase ser uma platitude, leva água para a teoria segundo a qual a turma que não sabia de nada sabia de tudo e deixou a Lehman quebrar para dar um choque na opinião pública mundial. Para quem quer mais conspiração, quando a crise amainou, a Goldman Sachs tornou-se a maior casa de Wall Street.
Graça, Henry Paulson não tem, mas gostou de contar que, durante uma reunião do G20, em Washington, o presidente Bush entrou na sala, disse algumas palavras e ia ouvir o ministro da Fazenda brasileiro, mas Guido Mantega informou que falaria na sua língua nativa (o doutor não fala inglês). Bush aliviou-o: "Vá em frente, eu mal falo a minha".

GOSTOSAS

JOSÉ SIMÃO

Ueba! Peruano nasce com dois perus!

FOLHA DE SÃO PAULO - 03/02/10


Serra e Dilma, empate técnico. NA FEIURA! Não vai ser eleição, vai ser Halloween! Rarará!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
"Bebê nasce com dois pênis no Peru." Menino peruano nasce com dois perus no Peru. Esse honrou a pátria duas vezes. Não é um menino, é uma Disneylândia sexual. Agora os médicos querem cortar um. Não! Fica com os dois: enquanto um trabalha, o outro descansa. Rarará!
E São Paulo? ÁGUA! Aquassab: as paulistanas vão ter que fazer como a Gisele Bündchen: parto na água. E no dia seguinte já lava a louça e faz panqueca.
E o Lula mandou um novo programa pra São Paulo: Balsa Família. Toda família que tiver um filho indo a nado pra escola ganha uma PRANCHA DE ISOPOR!
E olha a legenda na tela da Record Internacional: ESTRUPADOR CONDENADO! Socuerro. Estruparam o estupro! Rarará! Condenado por estrupar a língua portuguesa! Datapadaria informa: Serra e Dilma, empate técnico. NA FEIURA! Não vai ser eleição, vai ser Halloween! Sabe qual é o apelido da Dilma? Mochila do Lula! Ela não desgruda, parece uma sombra. Uma sombra que ASSOMBRA!
E o Serra parece o tio Funéreo da Família Adams. Um defunto amanhecido! Vai cavar voto em cemitério. E a Dilma tem a voz da drag Nanny People! Dragão com voz de drag. E um leitor me disse que a Dilma é a personificação do bicho papão! Rarará! Dilma e Serra. Margie Simpson versus sr. Burns! Simpsons 2010!
E pra quem você tá torcendo no "BBB 10"? Torcendo pra acabar logo! E a novela "Morrer em Vida"?! O Zé Mayer tem que mudar de nome pra Zé Malho. Passa a novela malhando as globetes. "Fazer a Vida"!
E um amigo meu disse que está tanto tempo sem transar que está tendo uma série de sonhos eróticos. Com a esposa. Rarará!
E o poeta brasiliense Nicolas Behr lançou a camiseta: Sou de Brasília. Mas juro que sou inocente! É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas rela pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. É que em Alfenas, Minas, tem um inferninho chamado O Bordel da Maria Macaca. Ueba! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Presidiário": companheiro que vai preso todo dia. O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno. E vai indo que eu não vou!

ANCELMO GÓIS

‘PATITO FEO’ É A...

O GLOBO - 03/02/10


Está no ar na Espanha uma novela argentina chamada “Patito feo”, em que a protagonista é uma empregada... brasileira. Veja como “los hermanos” nos veem. Na trama, nossa conterrânea é uma trambiqueira que engana os outros, mistura macumba com esoterismo e tem aparência ridícula (supermaquiada com peruca esquisita...).
ACIMA DO DEM
O bloco Azeitona Sem Caroço, do Rio, sairá com um samba sobre o mensalão de Arruda. Trechinho da letra de Edmundo Souto, Fernando Lima e Marco Porto: “Honestamente, eu vou roubar/Esse é meu lema e também meu ideal/Estou acima do DEM e do mal.”
SAMBA QUE SEGUE...
Outro trechinho impagável do samba do Azeitona, que desfila no Leblon: “Com licença que tocou o interfone/O mensageiro entregou meu panetone”. Faz sentido.
SÓ VALE NO PAPEL
O STJ prestigiou ontem o casamento de papel passado. Negou pedido de uma mulher do Mato Grosso do Sul que queria indenização de um homem casado com quem se relacionara por dois anos. No caso, só a matriz tem direito.
VAGAS PARA XERIFE
Este é o tipo de sucessão que desperta muito olho grande. Na diretoria da Anac, xerife da aviação comercial, já há um cargo vago, o que era ocupado por Ronaldo Serôa da Mota. Além disso, num colegiado de cinco, mais duas diretorias vão vagar mês que vem.
ESQUECERAM DE MIM
O ministro Fernando Haddad soube pelos jornais que o Palácio Gustavo Capanema, do MEC, no Rio, abrigará o comitê organizador dos Jogos de 2016 e a Autoridade Pública Olímpica.
UM ENIGMA
Há algum canal obstruído na relação do pessoal do cinema com a Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, que administra o Fundo Setorial da Agência Nacional do Cinema, Ancine. Em agosto, a estatal anunciou R$ 1,8 milhão para “Chico Xavier, o filme”, de Daniel Filho. Passados cinco meses, já perto da estreia, pela quarta vez, o recebimento é adiado. Outros diretores têm a mesma queixa.
NO MAIS
O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, um dos melhores quadros do nosso Judiciário, disse que a Justiça Eleitoral nunca julgou e nem julgará ninguém com dois pesos e duas medidas. É. Pode ser. Mas há controvérsias.
BEIJINHO DOCE
Um intrigante reparou que Dilma, na solenidade de abertura do Congresso, beijou vários parlamentares, mas se esqueceu do ósculo de Michel Temer. O deputado, tadinho, tem sua candidatura a vice da ministra rejeitada por gente do governo.
CRAVO ESCARLATE
Este ano será erguido uma rampa no recuo da bateria na Sapucaí. É para os ritmistas poderem ver o desfile. A obra, diz o presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira, não vai tirar da área os filhos de Candonga, figuraça do carnaval, falecido em 1976, que mantêm a tradição de levar para a avenida o “cravo escarlate”, bebida com fama de Viagra natural.
LOS HERMANOS
Ministros do Brasil e da Argentina se reúnem amanhã e sexta em Buenos Aires para avaliar o comércio entre os dois países. Do lado brasileiro, estarão os ministros Guido Mantega, Celso Amorim e Miguel Jorge.

GOSTOSA

MERVAL PEREIRA

O G-2 busca o equilíbrio

O GLOBO- 03/02/10


A tese de que o mundo pós-crise seria multipolar, com diversos centros de poder, vai se confirmando com os países emergentes, entre eles o Brasil, mas especialmente na Ásia, revelando uma resiliência na performance de suas economias de que as chamadas economias maduras, como a dos Estados Unidos e a das nações da Europa, não são capazes.

Mas, mesmo que o G-20, grupo das maiores economias do mundo, inclusive as emergentes, se tenha mostrado mais apto a refletir o momento atual do mundo do que o G-8, é na relação bilateral de Estados Unidos e China — o G-2 — que o novo mundo está realmente representado.

Para Yan Xuetong, diretor do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Tsinghua, na China, o mais importante para um bom relacionamento entre Estados Unidos e China é “confiança mútua”. Não importando que pergunta lhe era feita no debate em que ele e outros estudiosos e políticos discutiam o relacionamento do G-2 no Fórum de Davos, o professor repetia o mesmo conselho: “confiança mútua”.

E acrescentava: a estabilidade do relacionamento deve obedecer à política dos quatro “C”, em inglês: entendimento amplo de questões (comprehensive), sinceridade (candid), cooperação (cooperative) e construtivo (constructive).

É exatamente na falta de “confiança mútua” que está rastreada a presente crise entre as duas potências mundiais, uma os Estados Unidos, que permanece como a maior economia do mundo e a maior força militar, e outra, a China, em progresso para se tornar a maior economia da Ásia, assumindo o segundo lugar em termos mundiais, que é ocupado pelo Japão.

E passando, desde o final do ano passado, a ser o maior comprador de títulos do Tesouro americano, sendo credor de um total próximo a U$ 1 trilhão.

Assim como fica claro, cada vez mais, que o mundo multipolar que se redesenha, especialmente depois da crise financeira internacional, terá nesses dois países os líderes incontestes, está claro também que tanto Estados Unidos quanto China movem seus dados no tabuleiro geopolítico com mais audácia, na tentativa de testar os limites do outro.

O anúncio da venda de armamentos para Taiwan no valor de U$ 6 bilhões, e a insinuação de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode se encontrar com o Dalai Lama nos próximos meses, foram estocadas diretas no que a China mais preza, a soberania de seu Estado.

E foi para quebrar um pouco a arrogância com que a China vinha tratando os Estados Unidos que a administração Obama entrou nesse caminho de confrontação política.

O objetivo inicial seria enviar uma mensagem a Pequim, que teria dado sinais nos últimos tempos de desdenhar o novo governo americano, sem entender a mudança de política externa, mais baseada no diálogo do que na exibição de força, mesmo que retórica.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, enviou por duas vezes um substituto para encontros oficiais com Obama. Na reunião de Copenhague sobre o clima, preferiu se reunir com os representantes do grupo Basic (Brasil, África do Sul e Índia), deixando os Estados Unidos de fora.

Obama teve que ir, sem ser convidado, até a sala onde acontecia a reunião e forçar sua participação no encontro.

O papel da China na cúpula do clima em Copenhague, aliás, foi muito criticado, e não apenas pelos americanos.

Mas os chineses não aceitam a acusação de que obstruíram um acordo global, e consideram que fizeram avanços ao assumir o compromisso unilateral de cortar as emissões de CO2 em até 55% até 2025.

Interessa também aos Estados Unidos forçar uma posição mais ativa da China com relação ao programa nuclear do Irã.

No Fórum de Davos, foi possível constatar como a percepção do público — mesmo uma plateia qualificada como a que acompanhou os painéis — é diferente da dos especialistas.

No painel em que se debatia a nova agenda dos dois países, foi colocado em votação qual seria o principal tema.

A política monetária veio em primeiro lugar, com 38,3% dos votos, e o comércio em segundo, com 34,6%.

Os dois assuntos estão interligados, já que uma mudança na política monetária da China, encerrando a fase de controle artificial da moeda para torná-la menos valorizada, fará também com que se altere a balança comercial chinesa com os diferentes países.

Com relação à política monetária, houve um consenso entre os debatedores em Davos de que, embora não haja sinal de curto prazo de que a China vá valorizar sua moeda, a médio e longo prazo não haveria alternativa, pois manter a moeda controlada prejudica a economia da maioria dos países, não se tratando de uma política meramente bilateral entre Estados Unidos e China.

Mas o interesse dos Estados Unidos é um grande fator para pressionar o governo chinês no sentido de valorizar o Yuan.

A meta de dobrar as exportações nos próximos cinco anos, anunciada pelo presidente Barack Obama em seu discurso de abertura de ano no Congresso, é considerada pelos especialistas como de difícil execução caso a moeda chinesa não seja valorizada.

Mas, ao contrário do público, a maioria dos participantes de painéis em Davos considerou que a segurança é o maior desafio entre os dois países.

A posição da China é importante para os Estados Unidos não apenas em relação ao programa nuclear do Irã, mas também sua capacidade de interceder junto à Coreia do Norte.

A questão do terrorismo internacional é outro ponto também importante para os Estados Unidos.

E é exatamente em questões ligadas à segurança que estão os maiores pontos de atrito atualmente entre os dois países.

CLÁUDIO HUMBERTO

“Se Ele não quiser me levar, não há câncer que me leve”
Vice José Alencar, após lembrar que “Deus não precisa de um câncer para me levar”

MG: PT pode apoiar Alencar para governador
O acirramento de ânimos entre os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel, que não abrem mão de suas pré-candidaturas ao governo de Minas Gerais, levou a cúpula do PT a propor um nome de consenso na disputa pela sucessão do tucano Aécio Neves: o vice José Alencar. Tanto o ministro Patrus (Desenvolvimento Social) quanto Pimentel, ex-prefeito de BH, admitem a solução. Só não aceitam apoiar um ao outro.
O amor é lindo
Em público, fingem cordialidade; em particular, Patrus Ananias espuma de raiva de Fernando Pimentel. E é correspondido com todo o fervor.
Balão de ensaio
O apoio do PT à candidatura de José Alencar ao Senado, sugerido por Lula, foi tão bem recebido que evoluiu como opção para governador.
Radicalizou
Ligado a Dilma Rousseff, Fernando Pimentel vetou na coordenação da campanha o ministro Luiz Dulci, por sua amizade a Patrus Ananias.
Sorrindo à toa
Dilma Rousseff voltou a reunir ontem, em sua casa, durante almoço, os coordenadores da campanha presidencial. O clima foi de celebração.
MP espera mais do delator do ‘DEMsalão’
O Ministério Público pode rever o acordo de “delação premiada” com Durval Barbosa, que revelou o “DEMsalão”. Os promotores apreciaram sua espantosa produção de vídeos, mostrando distribuição de dinheiro a políticos, mas acham que Barbosa esconde o jogo sobre o suposto esquema de corrupção do governo de Joaquim Roriz, quando ele presidiu a estatal Codeplan e acabou réu em 32 processos criminais.
Troca incômoda
Setores da Polícia Federal recebem mal a substituição de Tarso Genro pelo secretário executivo Luiz Paulo Barreto, no Ministério da Justiça.
Tô fora
O prefeito de Maceió, Cícero Almeida, quase 90% de aprovação, tem dito que seu coração não o aconselha a disputar o governo estadual.
Tudo em casa
Uma funcionária que afanou R$ 25 mil da embaixada em Berlim, conforme apurou o TCU, voltou a Brasília com alto cargo no Itamaraty.
Campanha top
Dilma Rousseff começará a campanha com um problema de imagem: a do seu coordenador, o aspone aleatório Marco Aurélio Garcia – aquele do top-top após a tragédia com o avião da TAM. Se um gesto diz tudo...
Mala sem alça
O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini continua indo às reuniões de coordenação da candidatura Dilma Rousseff. Mas ela já não sabe o que fazer para que ele perceba como sua ausência seria bem recebida.
Gratidão manauara
É por gratidão que o governador do Amazonas, Eduardo Braga, é tão sensível aos acenos do presidenciável José Serra. É que foi decisivo o jantar que Serra ofereceu aos presidentes da Fifa e da CBF, e convidou Braga. Dali Manaus saiu definida como sub-sede da Copa de 2014.
Espelho meu
Como esta coluna antecipou há uma semana, os aliados do governador do DF, José Roberto Arruda, elegeram ontem por 15x7 votos o deputado Wilson Lima (PR) o novo presidente da Câmara Legislativa.
Dois senhores
Criada por um ex-genro de FHC, João Rodarte, a empresa Cia de Notícias (CDN) cresceu durante a era tucana, mas optou pela dupla militância, prestando serviços a governos petistas e tucanos.
Sem problemas
Presidente da FSB Comunicação, Francisco Brandão não vê problema em prestar serviços a órgãos do governo federal e do governo Serra. E afirma que sua empresa não vai atuar em campanha presidencial.
Só um apareceu
Presidente da Igreja Batista Central de Brasília, o pastor Vilarindo Lima diz que só o deputado Leonardo Prudente, o das meias, foi à festa na igreja do neto e pastor Ricardo Espíndola, réu em vários processos. O pastor diz ter sido “evento interno, sem conotação política”. Ah, bom.
Olimpíada companheira
O gabinete do ministro Orlando Silva (Esporte) tem um chefe e 30 assessores. A nova lista dos cargos em comissão ocupa uma página e meia do Diário Oficial de ontem (2). Devem bater um bolão...
Pensando bem...
o PT tem Delúbio, o DEM e o PSDB têm o dilúvio, em São Paulo.

PODER SEM PUDOR
O coelho e a coelha
Mulherengo assumido, Sebastião Barbosa era prefeito de Minas Novas (MG) e mandou calçar o Beco da Joana, projeto de rua num bairro afastado. Logo a oposição o acusou de beneficiar o lugar porque morava ali a sua namorada. Sebastião respondeu aos críticos no palanque da inauguração:
– Sou homem de visão, só antecipei o calçamento que ocorreria no futuro.
Depois, com um sorriso maroto, confundiu o velho adágio popular:
– Matei dois coelhos com uma caixa d’água só...

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

QUARTA NOS JORNAIS

- Globo: Governo faz ameaça eleitoral ao recadastrar Bolsa Família


- Folha: Homicídios crescem em São Paulo após dez anos


- Estadão: Cresce divergência entre Fazenda e BC sobre juros


- JB: Tanque cheio, bolso vazio


- Correio: Os meninos que ninguém vê


- Valor: Indústria fecha janeiro com atividade em alta


- Jornal do Commercio: Concorrência explode com modelo do Enem

terça-feira, fevereiro 02, 2010

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Choque de biografias

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/02/10


SÃO PAULO - O discurso eleitoral do PT já se fixou em torno da comparação entre os governos de Lula e FHC. Simplificado ao máximo, ele insiste na ideia de que "eles" (tucanos) governavam para os ricos, e "nós" (petistas) governamos para os pobres (ou para todos).
Essa estratégia está em curso e foi usada de maneira ostensiva no programa de TV petista, no final do ano passado. Dizer, à moda tucana, que o mundo real é mais complexo ou que tudo na vida é "um processo" pode até sensibilizar a USP, mas dificilmente vai atrair os votos que importam.
O mote do contra-ataque que o PSDB ensaia na verdade é outro. Interessa aos tucanos contrastar as biografias, não os governos. Serra contra Dilma, e não Lula contra FHC. É o que fez no domingo o cientista político Sergio Fausto, diretor-executivo do iFHC, no artigo "Liderança à altura", publicado em "O Estado de S. Paulo".
Lá, Fausto diz que Serra, ao contrário de Dilma, é alguém "cuja liderança não terá de ser forjada a golpes de marketing eleitoral", pois já "precede a sua candidatura". O tucano teria, além da legitimidade formal para governar, que se conquista nas urnas, uma "legitimidade substantiva", que "só a biografia política pode conferir".
Sobre Dilma, o tucano questiona: "Que cargos eletivos disputou? Quando e onde foi testada nas habilidades que se requerem de uma pessoa que almeja ocupar o principal cargo político do país?". Diante da temeridade de enfrentar Lula, o PSDB busca descredenciar sua pupila. Vejam -dizem eles- o "artificialismo" dessa candidatura, que nasce da escassez de nomes no PT.
É um argumento válido. Mas alguém deve perguntar se o fenômeno Gilberto Kassab não é uma liderança sem "legitimidade substantiva", forjada "a golpes de marketing"? A não ser que os tucanos digam que a Prefeitura de São Paulo é desimportante e qualquer um pode ocupá-la, ainda precisam defender a escolha da "Dilma de Serra", inclusive debaixo d'água.

GOSTOSA

NAS ENTRELINHAS

Especialistas em casuísmos

Alon Feuerwerker
Correio Braziliense - 02/02/2010

Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa


É divertido assistir ao PSDB reclamar dia sim outro também contra a antecipação da campanha. A diversão fica por conta de um detalhe: no poder, o PT não cometeu casuísmos, não alterou uma vírgula das leis eleitorais para beneficiar-se. Nem precisou. Se o partido situacionista colhe os frutos de um arcabouço deformado e injusto, moldado para favorecer o continuísmo, deve gratidão especial ao PSDB, o verdadeiro pai da criança.

A começar da reeleição. Qual é a história dela entre nós? Depois do impeachment de Fernando Collor, a revisão constitucional acabou em fiasco. Um dos poucos temas aprovados foi reduzir o mandato presidencial de cinco para quatro anos. Quem era o favorito então para ganhar a corrida do ano seguinte? Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas vieram o Plano Real e a invencível candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Instalados no Planalto, os tucanos trataram de continuar ali mais um quadriênio, com regras curiosas. O ocupante do Executivo pode pleitear um tempo extra na cadeira, sem precisar sair dela. Já quem o desafia é obrigado a desincompatibilizar-se.

O mesmo vale para vereadores, deputados e senadores, que podem lutar por mais um mandato sem renunciar. E têm o privilégio de concorrer com desafiantes que precisam obrigatoriamente estar desligados da máquina estatal. Não é uma beleza? Além disso, no poder os tucanos trataram de reduzir os dias reservados à campanha eleitoral no rádio e na TV.

Quando essas maravilhas foram incorporadas à legislação, o PSDB ocupava a Presidência da República e os governos dos principais estados, incluído o “Triângulo das Bermudas” da política brasileira: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eis por que simplesmente não dá para levar a sério a choradeira.

O sistema eleitoral apresenta deformações? Sim. Há esperança de que o próximo governo tome a iniciativa de corrigi-las, para legar ao país uma moldura mais democrática? Esperança remota. Infelizmente, o aperfeiçoamento institucional não é uma preocupação dos nossos políticos. Talvez porque lhes falte tempo, ocupados que estão em espremer os miolos para encontrar o caminho da perpetuação.

“Casuísmo” é uma palavra nascida nos anos 70 do século passado, quando o regime militar alterou seguidamente as regras eleitorais para tentar evitar a chegada da oposição ao poder. No fim deu errado, porque o PMDB acabou derrotando o governo, mesmo com todos os truques. Na política, nada resiste à força da maioria. Pode levar um tempo, mas ela acaba prevalecendo.

Qual é o problema atual da oposição brasileira? É exatamente construir uma nova maioria. Ou então, por inércia, as urnas acabarão referendando a maioria que existe, e que sustenta o governo Lula. Como a oposição não parece ter a mínima ideia de por onde começar a tarefa, recorre ao formalismo. Sim, Lula está loucamente em campanha “informal” por Dilma Rousseff, inaugurando qualquer rascunho de obra e falando bem de si próprio todo dia. E os líderes da oposição, estão fazendo o quê? A mesma coisa.

Apenas, talvez, com menos competência.

Pesquisas
Em nenhum outro país as pesquisas eleitorais consomem o tanto de imprensa que lhes é dedicado no Brasil. Deve haver alguma explicação. Uma, conspiratória, é que enquanto se discutem as pesquisas não se discute o essencial: o que cada candidato quer fazer no governo.

O cenário eleitoral no Brasil é curioso. Para boa parte do eleitorado potencial da oposição — e da base social desta —, o ideal a partir de 2011 seria um governo igualzinho ao de Lula, só que sem o PT. Nem é por resistência aos programas sociais, hoje consensuais por convicção ou conveniência. É mais por causa da dúvida sobre os reais compromissos estratégicos do partido com a democracia representativa e a economia de mercado. E não necessariamente nessa ordem.

Daí por que o nome de Henrique Meirelles pode agregar valor eleitoral a Dilma. Ele traria eventualmente também algum desgaste, caso a oposição decidisse colocar em debate o modelo econômico de escravidão financeira, farra cambial e baixo crescimento. Mas quem disse que a oposição está interessada em ir por aí? Ela parece mais empenhada é em vender-se como confiável à turma de sempre.

RODRIGO CONSTANTINO

Ecos de Massachusetts

O GLOBO - 02/02/2010


Roboão, filho de Salomão, sucedeu a seu pai no reino dos judeus aproximadamente em 930 a.C. As dez tribos do norte, coletivamente denominadas Israel, se relatavam descontentes com as pesadas taxações impostas já no tempo do Rei Salomão. Roboão foi procurado por uma delegação de representantes de Israel, que solicitou o abrandamento da ríspida servidão imposta por seu pai. Entretanto, ele não aceitou a proposta e, ao contrário, endureceu ainda mais com as tribos. Estava declarada a guerra, que durante décadas não teve um dia de intervalo sequer. Essas lutas prolongadas enfraqueceram os dois lados, abrindo caminho para a invasão dos egípcios. A ganância de um governante abriu uma cicatriz de quase três mil anos no povo judeu, como relata a historiadora Barbara Tuchman em “A marcha da insensatez”.

Ao longo da história, inúmeras rebeliões ocorreram como reação à tentativa de governos expandirem seus tentáculos sobre o bolso e as liberdades dos indivíduos. A mais famosa e bem-sucedida delas foi a Revolução Americana, desencadeada pela revolta com o aumento de impostos. A abusiva Lei do Selo, de 1765, foi o estopim para tal conflito. Os ingleses seguiram com novos impostos, como o imposto Townshend e o imposto sobre o chá, que levou à famosa Festa do Chá, em Boston, 1773. O espírito de liberdade do povo americano acabou falando mais alto, e, em 1776, eles finalmente conquistaram a independência.

Atualmente, esse espírito adormecido pode estar despertando como reação ao avanço do governo Obama.

As crises sempre foram usadas por governantes como pretexto para a expansão do Leviatã. Durante o governo Bush não foi diferente, e a ameaça terrorista serviu para a criação do “Patriot Act”, um claro desrespeito às liberdades individuais. Obama aproveitou a crise financeira, em boa parte criada por medidas do próprio governo, para expandi-lo de forma assustadora.

Os planos multibilionários de resgates, a estatização de empresas, o aumento da regulação e a explosão do déficit fiscal, tudo isso despertou a revolta de muitos americanos cientes de que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Os Estados Unidos, afinal, foram construídos com base na desconfiança em relação ao governo.

A derrota humilhante dos Democratas em Massachusetts, tradicional reduto dos defensores do “big government”, pode ter representado um ponto de virada. A gota d’água foi a proposta de reforma na saúde, que vai custar caro ao povo. Coincidiu com o primeiro aniversário do governo Obama, marcado por acentuada queda de popularidade. A força política mais vibrante no momento é justamente um movimento contra impostos que resgata a lembrança da Festa do Chá. Será que os americanos finalmente acordaram da ilusão de que o governo pode resolver todos os problemas através de mais gastos? Será que uma carga tributária perto de 30% da produção nacional disparou o alerta? Os brasileiros também já se rebelaram contra o abuso de impostos no passado. A Inconfidência Mineira foi o mais famoso movimento desta natureza.

A “derrama” era uma taxação compulsória que obrigava a população a completar uma cota de ouro determinada pela coroa portuguesa. Os mineiros eram obrigados a pagar o quinto real sobre a produção de ouro, ou seja, 20% de imposto. Tiradentes acabou enforcado, e a metrópole conseguiu abortar a revolta separatista.

Hoje, os brasileiros não são mais súditos de Portugal, mas sim de Brasília.

Somos obrigados a pagar quase 40% de imposto. Bem que poderíamos escutar os ecos de Massachusetts...

GOSTOSA

BENJAMIN STEINBRUCH

Selo de qualidade

Folha de S. Paulo - 02/02/2010


A realidade que emerge no pós-crise, retratada em Davos, indica que vivemos novos tempos

SÃO MUITO significativos os ecos de Davos. Um ano de crise global fez desaparecer toda a arrogância do primeiro mundo, que sempre desdenhou os países emergentes. Agora, os deficits fiscais, as dívidas públicas incontroláveis e até as atitudes populistas dos governos são características dos países desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos, o Japão e as tradicionais nações europeias.
Enquanto isso, os emergentes, entre eles o Brasil, gozam de enorme credibilidade e prestígio. Os quatro Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- acumulam reservas somadas de US$ 3 trilhões e se transformaram em grandes credores internacionais. A China é maior de todos, com US$ 2,4 trilhões guardados. "O Brasil é hoje a última das nossas preocupações", testemunhou Charles Dallara, representante dos grandes bancos, do Instituto de Finanças Internacionais.
Quem diria. Poucos anos atrás, o Brasil era considerado um grande risco para os investidores globais.
Até 30 de abril de 2008, o país ainda não tinha o grau de investimento concedido pelas agências mundiais de rating, indicando que oferecia risco de não honrar seus compromissos financeiros. Uma das agências relutou até setembro do ano passado para dar a classificação ao Brasil.
Ironicamente, agora o risco vem do primeiro mundo. Nouriel Roubini, o célebre economista americano que previu a crise de setembro de 2008, agora antevê que o risco de calote vem de países como Irlanda, Grécia, Itália, Reino Unido e até Estados Unidos, de Estados como Califórnia e Alabama. Kenneth Rogoff, professor de Harvard, também cita a Grécia, mas inclui na lista Hungria, Ucrânia e Letônia.
Não dá para acatar sem ressalvas essas previsões apocalípticas. Afinal, um ano atrás, o mesmo Roubini, por exemplo, profetizava que o mundo ainda estaria em recessão em 2010. E pelo visto, consideradas as estimativas do Fundo Monetário Internacional, a economia global vai crescer cerca de 3,9% neste ano.
De qualquer forma, a realidade que emerge no pós-crise, retratada na comunidade econômica dos países ricos, em Davos, indica que vivemos novos tempos.
As previsões feitas pelo famoso trabalho da Goldman Sacks sobre a emergência dos Bric foi mais do que profética. Segundo o trabalho, a China ultrapassaria o Japão, em produção econômica, em 2016. Isso já espantou muita gente em 2003, quando o trabalho foi publicado. Mas a ultrapassagem chinesa se deu bem antes do previsto. O PIB chinês superou o japonês em 2009, com um valor estimado em US$ 4,9 trilhões.
A China também se tornou o maior exportador do mundo, tomando o lugar da Alemanha.
Por que ocorre isso com os Bric? O que os distingue? Em três palavras, a resposta é: capacidade de crescer.
Essa competência, demonstrada claramente ao longo da última década, e reforçada durante a atual crise global, deu aos emergentes um selo de qualidade.
O Brasil poderia até ter sido mais virtuoso nesse quesito se não mantivesse durante todo esse período uma política de juros equivocada, que impediu o país de deslanchar em razão dos custos financeiros exorbitantes. Ainda na semana passada, o Brasil retomou a liderança mundial no ranking dos países com maior juro real do mundo, com 4% ao ano. E mais: o Banco Central ameaça aumentar ainda mais a taxa básica, atualmente em 8,75%. Não faz sentido.

BENJAMIN STEINBRUCH, 56, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Sonae inicia obras de mais três shoppings

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/02/10


"Com a crise no Velho Continente, é muito bom ter uma posição no Brasil", disse Paulo Azevedo, CEO do grupo português Sonae, em entrevista à Folha, durante o Fórum Econômico Mundial, encerrado domingo, na Suíça.
A companhia começa nos próximos meses obras de três novos shoppings em território brasileiro: em Goiânia (GO), Londrina (PR) e Uberlândia (MG). Os investimentos são da ordem de R$ 700 milhões e os centros comerciais deverão ser inaugurados daqui a cerca de 18 meses, segundo o empresário.
A Sonae Sierra acaba de concluir a expansão e a reforma, a um custo de R$ 75 milhões, dos shoppings Parque D. Pedro, de Campinas (SP), e Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP). O grupo tem dez shoppings no Brasil e 42 na Europa.
Azevedo ressalta ainda a operação em telecomunicações no país. A WeDo, consultoria na área de sistemas, que vende softwares, já atende 260 empresas no Brasil, disse.
Na corretagem de seguros, onde o Sonae tem parceria com o grupo Suzano, na seguradora Lazam-MDS, Azevedo afirma ver espaço para ampliar ainda mais a sua atuação.
A Lazam-MDS comprou recentemente duas corretoras no Brasil, uma no Sul e outra no Rio de Janeiro.
O empresário disse que o grupo estuda outras oportunidades no segmento, mas que ainda não pode divulgá-las.
"Em todo o mundo, as três gigantes americanas do setor estão em primeiro lugar. Já alteramos esse quadro no Brasil."

ESTRANGEIRO
A brasileira Spring Wireless, especializada em software para uso em aparelhos móveis, quer expandir operações fora do país neste ano. "Nosso plano de aquisições agora está mais focado em nível global, onde temos participação de mercado de 13% a 15%", diz Marcelo Condé, presidente da empresa, que após receber aporte de capital de US$ 63 milhões da Goldman Sachs e New Enterprise Associates, adquiriu a Okto, provedora brasileira de soluções de mensagem, em 2008. Para este ano, Condé tem em vista duas empresas fora do Brasil, com as quais já está em negociação. A Spring pretende investir até US$ 40 milhões neste ano. "Aqui no Brasil já temos de 70% a 75% do mercado, só vamos comprar dentro do país se aparecer uma oportunidade interessante. Seria mais oportunístico do que estratégico. A ideia é ganhar "market share" internacionalmente." A empresa tem escritórios na América Latina, EUA, Europa e Ásia.

SETE MINUTOS 1
O governo federal lançou em janeiro uma campanha chamada "7 anos em 7 minutos", que vai reunir, pela primeira vez, uma declaração de cada um dos ministros sobre seus feitos no governo Lula para serem veiculados no blog do Planalto. Os filmes terão cerca de sete minutos cada um, tempo compatível com a maioria dos vídeos do YouTube.

SETE MINUTOS 2
O discurso do ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento), que está programado para ser veiculado depois do Carnaval, vai abordar as exportações do Brasil aos EUA exaltando o fato de o Brasil ter reduzido sua dependência em relação aos países desenvolvidos. Em 2002, os EUA receberam 25% das exportações brasileiras. Em 2009, o número caiu para 10%, diz o ministro, em sua declaração.

NO PALCO
TAM e Ivete Sangalo irão anunciar na quinta uma parceria de longo prazo. A ação, com campanha e patrocínio de shows, deve durar 14 meses e abrange TAM Linhas Aéreas, TAM Viagens e Multiplus Fidelidade.

BAGAGEM
A Apex-Brasil viaja nesta semana à Eslovênia, em busca de negócios para o Brasil nos setores de alimentos e bebidas, construção civil, TI e biocombustíveis.

NO DENTISTA
A Redecard quer aumentar a participação do meio eletrônico de pagamento na área de saúde. No Congresso Internacional de Odontologia de SP, nesta semana, a empresa oferecerá facilidades ao profissional do setor: isenção temporária de aluguel da máquina e taxa administrativa a partir de 2%.

OBRAS PARADAS
As chuvas atrapalharam o andamento das obras e levaram à demissão de 703 trabalhadores da construção pesada em dezembro no Estado de São Paulo. De acordo com o Sinicesp (sindicato da construção pesada), o nível de emprego caiu 1,06% em dezembro. Para janeiro, é esperado um novo corte de vagas. No ano passado inteiro, porém, foram abertos 2.151 postos de trabalho, o que representa alta de 3,4% no nível de emprego. No final de 2009, a construção pesada empregava 65.922 trabalhadores.

com JOANA CUNHA e ALESSANDRA KIANEK

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

MÔNICA BERGAMO

Para turistas

Folha de S.Paulo - 02/02/2010


Apenas 19% dos moradores de Salvador participam como foliões do Carnaval da cidade, segundo pesquisa das secretarias da Cultura e do Planejamento do Estado da Bahia, que será divulgada amanhã. Entre eles, a maioria (62%) prefere sair na chamada "pipoca", ou seja, fora dos blocos fechados que cobram por um abadá e cordão de isolamento.

CARNAVAL LOCAL
Para agradar aos integrantes da "pipoca", a Secretaria de Cultura escalou atrações ecléticas para shows gratuitos. A lista inclui Pitty, Elza Soares, Chico César e Luiz Caldas.

SÓ EM 2012
A transformação do atual prédio da Reitoria da USP em moradia estudantil levará ao menos dois anos para começar. Esse é o tempo que a universidade tomará para reformar o prédio vizinho, para onde moverá todo o seu pessoal, deixando a sede livre para a criação de residências -finalidade para a qual o imóvel foi originalmente construído.

CASA NOVA
O gabinete do reitor João Grandino Rodas foi o primeiro da mudança -começa a funcionar nesta semana no sexto andar do novo endereço.

BATISMO 1
E a Faculdade de Direito do Largo São Francisco vai dar um nome a seu pátio: o do professor Goffredo da Silva Telles Jr., que morreu no ano passado. Ganhará placa ou estátua em sua homenagem.

BATISMO 2
Mais polêmica causou o batismo de duas novas salas com os nomes de Pedro Conde (1922-2003) e José Martins Pinheiro Neto (1917-2005), cujos herdeiros doaram, no total, mais de R$ 2 milhões para a construção dos espaços. Alguns professores protestaram contra a homenagem sob patrocínio, o que fez a Arcadas (associação de ex-alunos) suspender por quatro meses a busca de parcerias semelhantes.

OUTRO CARA
Enquanto prepara uma caravana para "bombar" "Lula, o Filho do Brasil" no interior do Brasil, o produtor Luiz Carlos Barreto articula o lançamento do filme no hemisfério Norte. Negocia a exibição em Portugal, Espanha, México, França, Inglaterra e nos países escandinavos. "O cara virou uma personalidade internacional. E como lá, possivelmente, o filme não influenciará em eleição nenhuma, vamos sofrer menos preconceito", diz Barreto.

LULAIÉVSKI
E o ator Rui Ricardo Diaz, que viveu Lula no cinema, começa a ensaiar em março o monólogo "Um Ato de Humanidade", "inspirado na obra de Dostoiévski". Vai captar recursos para estrear em julho.

D.O.M. EM OBRAS
O restaurante D.O.M., do chef Alex Atala, fechará para reforma entre os dias 13 e 22. Uma das principais mudanças vai ser a redução da lotação da casa, de 70 para 50 pessoas. "O D.O.M. sempre foi apertadinho, com uma mesa colada na outra", diz Atala. A casa afirma que os preços do cardápio não serão reajustados.

PIOVANI ADVERTE 1
Luana Piovani dubla uma camisinha na nova campanha contra a Aids que o Ministério da Saúde lança no dia 6. Nos três filmes promocionais voltados para garotos homossexuais e garotas, de 13 a 19 anos, um preservativo falante (em animação 3-D) pede aos jovens que não seja "esquecido".

PIOVANI ADVERTE 2
A camisinha diz coisas como: "Ele tá caidinho na sua. E já que a noite vai ser boa, não se esqueça de mim, viu? Vai que ele esqueceu a dele. Agora vai lá, arrasa, uhu!". Luana não cobrou cachê para a campanha, da agência Master.

CARAVANA
O hospital A.C.Camargo vai receber, em abril, 140 pesquisadores estrangeiros para um curso de duas semanas sobre a aplicação de pesquisas acadêmicas no dia a dia da medicina.

CURTO-CIRCUITO
O GRUPO de tango gatoNegro se apresenta hoje, às 22h, no Grazie a Dio, na Vila Madalena. Classificação etária: 18 anos.
A ARTISTA PLÁSTICA Patrícia Woll inaugura a exposição "Quadrados", hoje, às 19h, no bar Balcão, nos Jardins.
O LIVRO de receitas "Delícias do Brasil", do chef e apresentador Edu Guedes, tem lançamento hoje, a partir das 19h, na livraria Saraiva do shopping Morumbi.
O FORUM Intersetorial de Controle de Câncer de Mama, organizado pela ONG American Cancer Society, acontece hoje e amanhã em São Paulo.
A ORQUESTRA IMPERIAL realiza baile pré-Carnaval no Circo Voador, no Rio, no dia 11, a partir das 21h, com discotecagem do DJ Marlboro após o show. Classificação etária: 18 anos.
GUIDO MANTEGA e Henrique Meirelles são os convidados de João Doria Jr. no seminário "Brasil: Preparado para Crescer", hoje, a partir das 7h30, no Caesar Park Faria Lima.

REGINA ALVAREZ

Piso e teto

O GLOBO - 02/02/10


O aumento iminente da taxa básica de juros como ação preventiva do Banco Central para conter a demanda é visto com naturalidade por muitos economistas.

O principal argumento é que as ações do BC precisam de tempo para produzir resultados e o que se vê à frente é uma demanda superaquecida, crescendo em um ritmo acima do PIB, que precisa ser contida, pois representa risco futuro de inflação.

Assim, dizem esses especialistas, é melhor que o BC tome as medidas cabíveis para impedir que o fantasma da inflação volte a nos assombrar.

Melhor seria que o país estivesse preparado para crescer sem risco de volta da inflação. Que a economia seguisse uma trajetória de crescimento sustentado, sem recuos e sem receios. Mas não é isso que deve acontecer.

Teremos um 2010 com crescimento em torno de 6%, mas em 2011 essa taxa deve recuar para algo em torno de 4,5%. A demanda aquecida é problema pela falta de investimentos que sustentem o crescimento da economia, sem pressões inflacionárias.

Ao governo caberia criar as condições para o crescimento sustentado, mas a política fiscal vai no sentido oposto.

O economista Raul Velloso constatou que as contas fechadas de 2009 só confirmam o problema para o qual já alertara em meados do ano passado. Na crise, o governo elevou o ritmo de crescimento dos gastos correntes e reduziu o dos investimentos.

Quando o certo seria ter feito o contrário. Os investimentos federais, que em novembro de 2008 correspondiam a 6,2% dos gastos correntes, fecharam o ano em 6,1%.

Fernando Montero, economistachefe da Convenção Corretora, destaca que os investimentos correm atrás da demanda, quando deveriam estar à frente: — Está claro que falta ao país capacidade interna de poupança para crescer de forma sustentada. Faltava antes e falta mais agora.

O aumento iminente da Selic só confirma que não criamos condições para crescer de forma sustentada. O piso dos juros é uma das taxas mais altas do planeta. E o teto de crescimento muito aquém das nossas necessidades.

Plano B

O governo vai tentar de tudo para liquidar a fatura do modelo de partilha do pré-sal na Câmara, concluindo a votação do projeto antes do carnaval.

Uma hipótese cogitada nos bastidores do Congresso é o uso de uma manobra regimental para derrubar o destaque do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), atenuando, assim, o desgaste dos parlamentares da base que são do Nordeste.

A proposta de Ibsen é dividir os royalties entre todos os estados brasileiros, o que implica perdas para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas beneficiaria os demais.

A manobra regimental consiste no encaminhamento da votação de forma que, no momento de discutir o destaque do deputado Ibsen Pinheiro, não seja mais possível pedir verificação de quórum.

O destaque seria rejeitado por votação simbólica, sem nominar os parlamentares que votarem com o governo.

No fim do ano, a divisão da base abriu espaço para a aprovação da emenda de Ibsen no plenário da Câmara, e o governo, assustado, preferiu adiar a votação para 2010.

Hora da verdade

A ONU anunciou ontem que 55 países reafirmaram suas metas voluntárias para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Foi um passo à frente na luta contra o aquecimento global, após o fracasso nas negociações de Copenhague, durante da COP-15, em dezembro passado. O professor da USP José Goldemberg, especialista no assunto, explicou que o desafio agora será estudar cada uma das ações propostas para saber como será feito o monitoramento do corte de emissões: “Após o fracasso de Copenhague, havia o receio de que os países recuassem e não reafirmassem perante a ONU o compromisso dos cortes. Agora é preciso saber como mensurar esses cortes de emissões, principalmente em países como a China, onde existe pouca transparência”, explicou.

Bons ventos

Depois da contratação de 1.800 MW no leilão de energia eólica realizado em dezembro, a Associação Brasileira de Energia Eólica espera que o governo mantenha a contratação de, pelo menos, mais 1.000 MW por ano, para manter o setor aquecido. A expectativa é conseguir nos próximos 10 anos ocupar entre 6% a 8% da matriz energética do país.

Seria um crescimento forte em relação ao patamar atual, de 1%, mas ainda muito baixo na comparação com outros países, como Dinamarca (22%), Espanha (16%), Portugal (13%). A China aumenta sua oferta de energia eólica em 8.000 MW por ano.

NOVA CENTRAL: Estão andando bem as conversas entre líderes empresariais para a criação da Central Nacional dos Empreendedores (CNE).

COM ALVARO GRIBEL

GOSTOSA

TODA MÍDIA - NELSON DE SÁ

Empate técnico

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/02/10


Começou no meio do dia e avançou até a noite, nas submanchetes do UOL e do G1 e nas manchetes do iG, do Terra, da Reuters Brasil. No primeiro enunciado do UOL, como nos outros portais, "Pesquisa aponta empate entre José Serra e Dilma Rousseff". Também no UOL, o blog de Fernando Rodrigues sublinhou que o levantamento trazia "uma notícia muito boa para o PT", o empate técnico, "e outra ruim", que o empate só existe quando Ciro Gomes está na lista.
No site da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o relatório do Sensus ressalta na "Conclusão" que Dilma Rousseff "aparece em primeiro lugar pela primeira vez na pesquisa espontânea".

No início da noite, a pesquisa foi trocada, dos sites aos telejornais, pelas novas enchentes em São Paulo.

NÃO PODE PARAR
Na manchete do Terra, fim da tarde, "Após melhora em pesquisa, Lula diz a Dilma que trabalho não pode parar". Ele "comemorou reservadamente" e teria dito à ministra, segundo um assessor:
"Estamos melhorando. Não podemos parar de trabalhar. Temos que continuar."

TRANSFERÊNCIAS
Na manchete da Reuters Brasil, fim da tarde, "Dilma sobe por economia e transferência de voto". Segundo o Sensus, "parece que Dilma passa a extrapolar o limite da transferência de Lula".
O Terra ouviu, do presidente do PT, que "há transferência de Serra para Dilma".

TEMPOS RUINS
Ouvido pelo Terra Magazine, o presidente do PSDB afirmou, sobre a pesquisa Sensus, que "os números não são tão significativos assim". Avaliou que "a rejeição do governador aumentou principalmente por conta do momento delicado que ele está enfrentando por causa das chuvas. A chuva aumenta a rejeição do eleitorado".
Por outro lado, o blog Radar postou que "na cúpula da Globo há consenso de que "Tempos Modernos" foi um erro, que dificilmente será resolvido". A novela das sete, que se passa em São Paulo, mas sem enchentes e sem moradores de rua, está com média de audiência inferior à da novela das seis. "No sábado, marcou 16 pontos, um dos piores resultados da história, se não o pior."

LULA FRACASSA
Quase imediatamente, a pesquisa Sensus surgiu no topo das buscas de Brasil no Google News. Dilma "tem ganhos", ela que é "apoiada por Lula", mas o "candidato da oposição lidera". Porém "nenhum dos dois mudaria substancialmente a política econômica de Lula".
Por outro lado, a BBC Brasil relatou e portais destacaram que "Lula fracassa nas bilheterias, afirma "El País'". O correspondente diz que os atores são "magníficos", o filme "é emocionante", mas "não convenceu por vários motivos: os brasileiros gostam do Lula de verdade, na rua, em palanque, arregaçando as mangas, suando e gritando coisas como "vou tirar o país da merda'".

SHELL+COSAN VS. PETROBRAS
Na manchete do "Valor" de papel, "Cosan e Shell se unem no etanol e na distribuição", criando a terceira maior distribuidora de combustíveis do país, com as bandeiras Esso (Cosan) e Shell. Ecoou por sites e agências daqui e do exterior. Na home do "Financial Times", "Shell cria joint venture de US$ 12 bilhões no Brasil".
Um dia antes, também pelo mundo, "Petrobras planeja construir alcoolduto" de US$ 2 bilhões no Brasil, com a japonesa Mitsui Co. E ontem à noite, na manchete do portal iG, o blog de Guilherme Barros informou que a "Petrobras vai comprar oito usinas de álcool no país".

"COSAN & SENZALA"
"Faz tempo que o grupo Cosan é acusado de se beneficiar das condições degradantes impostas aos trabalhadores do corte da cana", escreveu Elio Gaspari na Folha, há três semanas, com o título acima. Até entrou na "lista suja" da "condição análoga à escravidão", mas conseguiu liminar. Acima, ontem no "WSJ", "uma camponesa corta cana na Usina Bonfim, da Cosan", em São Paulo

O JOGO DOS EUA?
A estatal Agência Brasil destacou que o novo embaixador dos EUA, Thomas Shannon, "apresenta credenciais" a Lula na quinta. E que, "para o governo brasileiro, a escolha de Shannon é motivo de comemoração".
Por outro lado, o colunista do "Guardian" Mark Weisbrot, do liberal Center for Economic and Policy Research, de Washington, escreve contra "O jogo dos EUA na América Latina". Questiona ações em Honduras e Haiti e ressalta que a "derrota do partido de Lula seria uma vitória para o Departamento de Estado". Diz que "os EUA, na verdade, já intervieram recentemente na política brasileira, em 2005, organizando conferência" para influenciar a reforma política, como revelou a Folha.

JANIO DE FREITAS

Passar do tempo

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/02/2010

Janio de Freitas
"Reconhecer a legitimidade da Lei da Anistia não significa apagar o passado." Nem sair dele, pelo que diz e pretende o novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Em seu parecer contrário à ação em que a Ordem dos Advogados do Brasil nega, perante o Supremo Tribunal Federal, o poder da Lei da Anistia de acobertar agentes do Estado que torturaram e mataram presos, Roberto Gurgel funda-se em uma posição anti-histórica. Revela ter, ou ao menos adota nas circunstâncias, uma concepção estática do tempo.
Diz seu parecer, como mencionado por Evandro Éboli para "O Globo", que a anistia foi antecedida de um longo debate com participação de vários setores da sociedade civil. O que de fato ocorreu. Transcreve um pronunciamento do Conselho Federal da OAB à época, assinado pelo ex-procurador-geral e ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, em apoio enfático à anistia como formulada. Mas Gurgel vai ao encontro de outras assinaturas, postas em um manifesto de artistas pela anistia então aceita. Para daí extrair sua conclusão:
"Acatar a tese [da OAB] para desconstituir a anistia como concebida no final da década de 70 seria romper com o compromisso feito naquele contexto histórico". A tese da OAB não é essa, mas digamos que a recusa à anistia para torturadores e homicidas de presos signifique rompimento com o "compromisso" amplo, "feito naquele contexto histórico".
A Constituição é fruto também de um dado contexto histórico. O debate que envolveu sua elaboração foi muito mais longo e muito mais intenso do que o motivado pela anistia. O valor da Constituição como compromisso histórico é de alcance nacional, não se compara ao estreito alcance jurídico da Lei da Anistia. Chamada de Lei Maior, a Constituição já sofreu, no entanto, numerosas reconsiderações, algumas frontalmente opostas ao prescrito pelo texto resultante do "amplo debate" nacional de sua criação.
As leis correspondem ao seu tempo. Não são estáticas, porque as sociedades não o são. O que quer dizer que também não o são os "contextos". Logo, o que faz "contextos históricos" não é serem permanentes e imutáveis, mas exatamente o oposto: expressarem circunstâncias. A história, vista como tempo a desen- rolar-se, é feita de transitoriedades.
O Brasil tem uma concepção particular de lei, diferente, por exemplo, do Chile, da Argentina, do Uruguai, cujas leis de anistia acompanharam as mudanças do tempo e da sociedade que fazem as respectivas histórias? Ou talvez, nos 30 anos passados desde que concessões para uma anistia se justificavam, a sociedade brasileira não tenha mudado, sua democracia não tenha avançado, o senso de direito e justiça não se tenha aprimorado aqui -como alguns parecem supor e outros desejam.

UM PUTEIRO CHAMADO BRASIL