sexta-feira, setembro 12, 2008

SEX SEXTA SEX

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GOGOGOOOOOOOSSSSSSSSTOSA
FIM DE SEMANA: ESCOLHA

Música e teatro na Ribeira

VIOLETAS E GIRASSÓIS
Será realizada hoje a partir das 22h no galpão 29, na Ribeira , uma festa para celebrar a vida, reencontrar sonhos e a diversidade da cidade do Natal.
A festa Violetas e GirassÓis vai reunir num único show, quatro vertentes da música natalense. Canteiro de Samba, Donizete Lima e Khrystal e a banda Os Grogs estão na programação. Ingressos: No local, ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Informações: 9177-1713 û 8882.8927

Som da Mata
O grupo Café do vento se apresenta no próximo domingo no projeto Som da Mata, que começa às 16h30, no anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas. A formação é composta por Roderick Fonseca (violino, viola, bandolim, marimbal e flautas), Mazinho Viana (violão, gaita e contrabaixo), Sami TariK (percussão, efeitos vocais e eletroacústicos) e Kleber Moreira (percussão, efeitos vocais e bateria). A entrada custa apenas R$ 1. Informações: 3201 4440.

Música no orla
O projeto Orla da Boa Música conta hoje com o show de Tânia Soares e trio, a partir das 19h. Ao meio-dia de amanhã tem show com Edna Gurgel e às 19h o palco será de Giuliane Guanabara. No domingo, Lene Macêdo se apresenta a partir das 12h e às 18h tem o encerramento o I Encontro Multicultural do Orla com um show Khrystal e Banda.

Apresentações no praia
No Praia Shopping, o show de hoje fica por conta de Elis Rosa cantando menino das laranjas, a partir das 20h30. Amanhã, no mesmo horário, tem Alexandre Siqueira interpretando sambas de Djavan. No domingo, às 20h, o público assistirá ao Catita Choro e Gafieira. Na segunda, também às 20h, tem Zé Hilton e trio interpretando clássicos do forró.

Coleta Seletiva
Amanhã tem mais uma edição da Festa Coleta Seletiva, no castelo Pub Bar (Rota do Sol - Ponta Negra). O evento começa às 22h com o DJ TXT, em seguida tem shows com a Orquestra Boca Seca, com o grupo Síntese Modular e Kawanui, além dos DJs Batché e Fa’s Groove. O ingresso custa R$ 5.

Show de Isabella Taviani
Pela primeira vez se apresentando na cidade, hoje é dia de show com Isabella Taviani, a partir das 20h, no pátio da Capitania das Artes. A apresentação, que será de voz e violão, é com base no seu terceiro disco Diga Sim. Entre seus sucesso estão as canções Diga sim pra mim, além de Luxúria e Ternura, ambas temas de novelas globais. Ingressos: La Femme Lingerie, no Midway Mall (3646 3292).

Teatro

Risos no TAM
As solteironas é o espetáculo que está em cartaz hoje e amanhã no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 21h. O espetáculo une teatro e show de humor. O intuito deste espetáculo é unicamente fazer com que o seu público tenha bons momentos de diversão e alegria. O texto é de Nilton Rodrigues, direção de João Paulo Costa e realização de Amaury Júnior. Ingressos na Livraria Siciliano (Midway Mall e Natal Shopping). Informações: 3222-3669.

Eventos

Feira Cultural em Patu
A Feira da Cultura de Patu chega ao jubileu de prata e se encerra amanhã, com o Auto de Jesuíno Brilhante. Na programação estão shows musicais, feiras de artesanato, concursos, oficinas, cinema e festivais de música.

Mistura Cultural
Até domingo está sendo promovido, no shopping Orla Sul, o primeiro Encontro Multicultural do Orla, que reúne exposição de sebos, filatelia, antiguidades (antiquários do RN, PB e PE), quadrinhos, CDs, vinil, exposições de artes plásticas, fotografias e palestras proferidas por jornalistas e professores, além de shows. Tudo organizado com o objetivo de divulgar a arte e a cultura

Cinema

Cine Sesi
Hoje, amanhã e domingo a Unidade Móvel do projeto Cine Sesi Cultural está em São Paulo do Potengi. A estrutura para a projeção dos filmes, que começam às 18h30, está montada do Largo da Praça Matriz

Literatura

Livro em Mossoró
Amanhã, a partir das 19h, será lançado na Siciliano, do Mossoró West Shopping, a obra Crônicas da virtualidade, do administrador Julio Rezende.

DOMINGO NO PARQUE
A poesia MPBística do cantor e compositor Geraldinho Carvalho será a atração principal da nova edição do projeto Domingo no Parque, a partir das 16h.

PARAOLIMPÍDAS DE PEQUIM

ESSA É NOSSA
YES, NÓS SOMOS DEFICIENTES
Essa olimpíada é nossa. Nela, a raça brasileira está representada em toda sua plenitude, afinal, somos um povo deficiente em todos os sentidos. Vamos de ouro na cabeça.
Informe JB

PT trabalha o mandato de 5 anos
Leandro Mazzini


O PT trabalha a proposta de mandato de cinco anos, sem reeleição, para o Executivo – desde o presidente da República, passando por governadores e prefeitos. Esse é o projeto de lei já traçado e detalhado à coluna pelo líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE). A idéia será tratada com o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o relator da reforma política, deputado João Paulo Cunha (SP). No PL, Rands também propõe cinco anos para o Legislativo, e que as eleições sejam coincidentes para todos os cargos majoritários e proporcionais, no mesmo ano. "Mas com intervalos de um mês para cada eleição", justifica Rands. O deputado pretende unificar o discurso do PT. Antes, no entanto, é preciso saber quando o pacote de reforma entra na pauta.

Gabrielli 2010 Puro sangue
Vem da Bahia a idéia de fazer José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, vice de Dilma Rousseff pelo PT em 2010.
Com o petróleo e a história do pré-sal em alta, a chapa já tem um mote: a boa técnica política com o administrador que sabe vender um barril.

A mala preta
A Abin já teve oferta de compra de malas de rastreamento de celulares anos atrás, mas não adquiriu porque não era prioridade. E se fosse, faltavam recursos.

Mala milionária
Os fabricantes da famosa mala preta, à época, juravam que ela não grampeava. Cada uma saía por R$ 200 mil. Oferecidas por multinacionais especializadas.

Flagra amoroso
Há pouco tempo, um banqueiro acostumado a comprar grampos recebeu material e chamou amigos para ouvir. Descobriu triângulo amoroso entre um casal de funcionários seus e um economista. Saiu divórcio amigável, conta uma testemunha à coluna.

Alô, PF!
O mercado do grampo é antigo e acessível. Só a PF não sabe ainda que duas lojas especializadas em segurança vendem a tal mala – uma na Asa Norte de Brasília e outra no Centro do Rio – para citar dois exemplos, apenas.

Bananas!
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, inquilino do Palácio do Planalto, que deixa a cortina aberta no janelão da sala, soltou para um visitante: "A vista é bonita, mas de vez em quando vejo alguém me dando uma banana". Calma, ministro, talvez não seja para o senhor.

Lulista enquadrado
Romeu Aldigueri, candidato do PPS em Granja (CE), foi enquadrado pelo presidente do partido, Roberto Freire, por ter veiculado no rádio um imitador de Lula pedindo votos para ele.

Fora daqui!
O PPS é oposição ao PT, e Freire, que odeia Lula, determinou à executiva estadual que expulse Aldigueri após as eleições, mesmo que ganhe. O PPS garante que não pedirá o cargo dele, caso se eleja.

Mistério
A Universidade de Brasília, que passa por eleições, pode perder contratos milionários com ministérios porque está adiando entrega de trabalhos.

Arrastão
Salvador amanheceu ontem menos vermelha. Um grupo de vândalos, não se sabe ainda se da oposição, derrubou placas e arrancou cartazes do candidato do PT à prefeitura, Walter Pinheiro.

O Brasil merece
Mais um para a série Candidatos Estranhos. Em Campos (RJ), concorre à Câmara pelo PR o "Pau Velho". Curiosidade: com quase 60 anos, "Velho" é casado com uma mulher com a metade da idade, que está grávida.
LEIA UM LIVRO
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 7

O delírio

Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é dado à contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direito à narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte a trinta minutos.
Primeiramente, tomei a figura de um barbeiro chinês, bojudo, destro, escanhoando um mandarim, que me pagava o trabalho com beliscões e confeitos: caprichos de mandarim.
Logo depois, senti-me transformado na Suma Teologica de São Tomás, impressa num volume, e encadernada em marroquim, com fechos de prata e estampas; idéia esta que me deu ao corpo a mais completa imobilidade; e ainda agora me lembra que, sendo as minhas mãos os fechos do livro, e cruzando-as eu sobre o ventre, alguém as descruzava (Virgília decerto), porque a atitude lhe dava a imagem de um defunto.
Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.
— Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos.
Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas; e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas. Pela minha parte fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem dos séculos, se era tão misteriosa como a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos do que a consumação dos mesmos séculos: reflexões de cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembra-me só que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos. Com efeito, abri os olhos e vi que o meu animal galopava numa planície branca de neve, com uma ou outra montanha de neve, vegetação de neve, e vários animais grandes e de neve. Tudo neve; chegava a gelar-nos um sol de neve. Tentei falar, mas apenas pude grunhir esta pergunta ansiosa:
— Onde estamos?
— Já passamos o Éden.
— Bem; paremos na tenda de Abraão.
— Mas se nós caminhamos para trás! redargüiu motejando a minha cavalgadura.
Fiquei vexado e aturdido. A jornada entrou a parecer-me enfadonha e extravagante, o frio incômodo, a condução violenta, e o resultado impalpável. E depois — cogitações de enfermo — dado que chegássemos ao fim indicado, não era impossível que os séculos, irritados com lhes devassarem a origem, me esmagassem entre as unhas que deviam ser tão seculares como eles. Enquanto assim pensava, íamos devorando caminho, e a planície voava debaixo dos nossos pés, até que o animal estacou, e pude olhar mais tranqüilamente em torno de mim. Olhar somente; nada vi, além da imensa brancura da neve, que desta vez invadira o próprio céu, até ali azul. Talvez, a espaços, me aparecia uma ou outra planta, enorme, brutesca, meneando ao vento as suas largas folhas. O silêncio daquela região era igual ao do sepulcro: dissera-se que a vida das coisas ficara estúpida diante do homem.
Caiu do ar? destacou-se da terra? não sei; sei que um vulto imenso, uma figura de mulher me apareceu então, fitando-me uns olhos rutilantes como o sol. Tudo nessa figura tinha a vastidão das formas selváticas, e tudo escapava à compreensão do olhar humano, porque os contornos perdiam-se no ambiente, e o que parecia espesso era muita vez diáfano. Estupefato, não disse nada, não cheguei sequer a soltar um grito; mas, ao cabo de algum tempo, que foi breve, perguntei quem era e como se chamava: curiosidade de delírio.
—Chama-me Natureza ou Pandora; sou tua mãe e tua inimiga.
Ao ouvir esta última palavra, recuei um pouco, tomado de susto. A figura soltou uma gargalhada, que produziu em torno de nós o efeito de um tufão; as plantas torceram-se e um longo gemido quebrou a mudez das coisas externas.
Não te assustes, disse ela, minha inimizade não mata; é sobretudo pela vida que se afirma. Vives: não quero outro flagelo.
— Vivo? perguntei eu, enterrando as unhas nas mãos, como para certificar
me da existência.
— Sim, verme, tu vives. Não receies perder esse andrajo que é teu orgulho; provarás ainda, por algumas horas, o pão da dor e o vinho da miséria. Vives: agora mesmo que ensandeceste, vives; e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade, tu dirás que queres viver.
Dizendo isto, a visão estendeu o braço, segurou-me pelos cabelos e levantou-me ao ar, como se fora uma pluma. Só então, pude ver-lhe de perto o rosto, que era enorme. Nada mais quieto; nenhuma contorção violenta, nenhuma expressão de ódio ou ferocidade; a feição única, geral, completa, era a da impassibilidade egoísta, a da eterna surdez, a da vontade imóvel. Raivas, se as tinha, ficavam encerradas no coração. Ao mesmo tempo, nesse rosto de expressão glacial, havia um ar de juventude, mescla de força e viço, diante do qual me sentia eu o mais débil e decrépito dos seres.
— Entendeste-me? disse ela, no fim de algum tempo de mútua contemplação.
— Não, respondi; nem quero entender-te; tu és absurda, tu és uma fábula. Estou sonhando, decerto, ou, se é verdade que enlouqueci, tu não passas de uma concepção de alienado, isto é, uma coisa vã, que a razão ausente não pode reger nem palpar. Natureza, tu? a Natureza que eu conheço é só mãe e não inimiga; não faz da vida um flagelo, nem, como tu, traz esse rosto indiferente, como o sepulcro E por que Pandora?
— Porque levo na minha bolsa os bens e os males, e o maior de todos, a esperança, consolação dos homens. Tremes?
— Sim; o teu olhar fascina-me.
— Creio; eu não sou somente a vida; sou também a morte, e tu estás prestes a devolver
me o que te emprestei. Grande lascivo, espera-te a voluptuosidade do nada.
Quando esta palavra ecoou, como um trovão, naquele imenso vale, afigurou-me que era o último som que chegava a meus ouvidos; pareceu-me sentir a decomposição súbita do mim mesmo. Então, encarei-a com olhos súplices, e pedi mais alguns anos.
— Pobre minuto! exclamou. Para que queres tu mais alguns instantes de vida? Para devorar e seres devorado depois? Não estás farto do espetáculo e da luta? Conheces de sobejo tudo o que eu te deparei menos torpe ou menos aflitivo: o alvor do dia, a melancolia da tarde, a quietação da noite, os aspectos da terra, o sono, enfim, o maior benefício das minhas mãos. Que mais queres tu, sublime idiota?
— Viver somente, não te peço mais nada. Quem me pôs no coração este amor da vida, se não tu? e, se eu amo a vida, por que te hás de golpear a ti mesma, matando-me?
— Porque já não preciso de ti. Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jocundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste. Egoísmo, dizes tu? Sim, egoísmo, não tenho outra lei. Egoísmo, conservação. A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal. Sobe e olha.
Isto dizendo, arrebatou-me ao alto de uma montanha. Inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma coisa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, — flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da felicidade, — ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Ao contemplar tanta calamidade, não pude reter um grito de angústia, que Natureza ou Pandora escutou sem protestar nem rir; e não sei por que lei de transtorno cerebral, fui eu que me pus a rir, — de um riso descompassado e idiota.
— Tens razão, disse eu, a coisa é divertida e vale a pena, — talvez monótona — mas vale a pena. Quando Job amaldiçoava o dia em que fora concebido, é porque lhe davam ganas de ver cá de cima o espetáculo. Vamos lá, Pandora, abre o ventre, e digere
me; a coisa é divertida, mas digere-me.
A resposta foi compelir-me fortemente a olhar para baixo, e a ver os séculos que continuavam a passar, velozes e turbulentos, as gerações que se superpunham às gerações, umas tristes, como os Hebreus do cativeiro, outras alegres, como os devassos de Cômodo, e todas elas pontuais na sepultura. Quis fugir, mas uma força misteriosa me retinha os pés; então disse comigo: — "Bem, os séculos vão passando, chegará o meu, e passará também, até o último, que me dará a decifração da eternidade." E fixei os olhos, e continuei a ver as idades, que vinham chegando e passando, já então tranqüilo e resoluto, não sei até se alegre. Talvez alegre. Cada século trazia a sua porção de sombra e de luz, de apatia e de combate, de verdade e de erro, e o seu cortejo de sistemas, de idéias novas, de novas ilusões; em cada um deles rebentavam as verduras de uma primavera, e amareleciam depois, para remoçar mais tarde. Ao passo que a vida tinha assim uma regularidade de calendário, fazia-se a história e a civilização, e o homem, nu e desarmado, armava-se e vestia-se, construía o tugúrio e o palácio, a rude aldeia e Tebas de cem portas, criava a ciência, que perscruta, e a arte que enleva, fazia-se orador, mecânico, filósofo, corria a face do globo, descia ao ventre da terra, subia à esfera das nuvens, colaborando assim na obra misteriosa, com que entretinha a necessidade da vida e a melancolia do desamparo. Meu olhar, enfarado e distraído, viu enfim chegar o século presente, e atrás dele os futuros. Aquele vinha ágil, destro, vibrante, cheio de si, um pouco difuso, audaz, sabedor, mas ao cabo tão miserável como os primeiros, e assim passou e assim passaram os outros, com a mesma rapidez e igual monotonia. Redobrei de atenção; fitei a vista; ia enfim ver o último, — o último!; mas então já a rapidez da marcha era tal, que escapava a toda a compreensão; ao pé dela o relâmpago seria um século. Talvez por isso entraram os objetos a trocarem-se; uns cresceram, outros minguaram, outros perderam-se no ambiente; um nevoeiro cobriu tudo, — menos o hipopótamo que ali me trouxera, e que aliás começou a diminuir, a diminuir, a diminuir, até ficar do tamanho de um gato. Era efetivamente um gato. Encarei-o bem; era o meu gato Sultão, que brincava à porta da alcova, com uma bola de papel...

CONT. AMANHÃ
AJUDA


SEXTA NOS JORNAIS

- Globo: Tropas ocupam 5 favelas no início da operação eleitoral

- Estadão: Conflito na Bolívia mata 8 e corta fornecimento de gás

- JB: Campanha com tropas, mas sem os candidatos

- Correio: O vizinho explosivo: Governo já tem plano para retirar brasileiros da Bolívia

- Valor: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito

- Gazeta Mercantil: Corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor

- Estado de Minas: Um conflito explosivo para o Brasil

- Jornal do Commercio: A dor de uma cidade

quinta-feira, setembro 11, 2008

NATAL
FÁTIMA: A VIGARISTA DAS SOMBRAS

FÁTIMA SE ESCONDE NA COZINHA DO RESTAURANTE

Leia a reportagem AQUI e AQUI MAIS OUTRA
Bolívia deve suspender envio de mais de 55% do gás ao Brasil

O novo incidente e a nova perspectiva de redução do envio de gás ainda não foram confirmados pela Petrobras.

Folha Online
da Efe, em La Paz

Os cerca de 31 milhões de metros cúbicos de gás natural que o Brasil recebe da Bolívia todos os dias irão ser reduzidos em mais de 55%, informou nesta quinta-feira à agência de notícias Efe uma fonte do consórcio Transierra, responsável pela administração dos gasodutos entre ambos os países.
Entenda os protestos contra Morales na Bolívia
Ontem, a Transierra já havia confirmado uma redução em 10% do volume devido a danos em uma válvula de um gasoduto localizado na região de Yacuíba. Nesta quinta-feira, o percentual subiu para mais de 55% devido a um novo incidente envolvendo outro gasoduto, desta vez na estação de Bella Vista. Não há confirmação sobre os estragos ocorridos no novo episódio.
Arte/Folha Online
O novo incidente e a nova perspectiva de redução ainda não foram confirmados nem pela Petrobras nem pela empresa estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos).
Segundo o jornal boliviano "La Razón", o que ocorreu foi a "manipulação" de uma válvula de segurança, entre a noite de ontem e a madrugada desta quinta. O jornal ainda ressalta que, agora, a alternativa encontrada pela Transierra para driblar o problema de ontem --enviar o gás por um gasoduto de outra empresa, a Transredes-- não funcionará, porque o gasoduto alternativo não comportaria os 17,6 milhões de metros cúbicos que faltariam.
Para o governo do presidente boliviano, Evo Morales, o incidente de ontem foi provocado por grupos opositores que têm realizado protestos freqüentes na maior parte do país, nos últimos dias. Nesta quinta, o ministro da Fazenda boliviano, Luis Alberto Arce, confirmou a suspeita e afirmou que os dutos foram alvo de "atos de vandalismo e terrorismo".
LEIA MAIS AQUI
ISSO É UMA BUNDA

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Essa está pronta para receber uma injeção de PÊNISCILINA. Goooosssstosa!
Informe JB

Na surdina, Lula articula para Crivella
Leandro Mazzini

O presidente Lula vive um dilema político. Enquanto assiste de longe à disputa no Rio, para evitar briga com Sérgio Cabral ou Marcelo Crivella – em lados opostos – não vê a hora de mergulhar nessa praia. Quer ajudar alguém, e acabou se antecipando. Há uma semana, chamou um ministro do PMDB, bem relacionado com Crivella, candidato do PRB, e soltou: "Avisa ao Crivella para ter paciência que no segundo turno eu entro na campanha dele". O PT palaciano parece ter a certeza, diante das atuais pesquisas, de que Crivella vai para a 2ª rodada. O apoio a Eduardo Paes (PMDB) está descartado. Nem o PT tampouco Lula o perdoam pela atuação na CPI dos Correios. O recado também chegou ao presidente do PT, Ricardo Berzoini. Uma aliança com o PDT e o PCdoB já é tramada para reforçar o PRB. Mas só as urnas confirmarão isso.

Coisa do Zé
O vice-presidente da República, José Alencar, tem pressionado Lula para ajudar Crivella.

Rifada
Jandira Feghali foi rifada. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e o deputado Aldo Rebelo (SP) foram ao vice-presidente José Alencar e fecharam um acordo.

Todos comunistas
No trato, o PCdoB pediu mais engajamento do PRB na campanha de Jô Moraes, com quem tem chapa em Belo Horizonte. E prometeu se aliar a Crivella caso ele vá para o 2º turno no Rio.

Não é bem assim...
Apesar do encontro, Renato Rabelo disse à coluna que não houve trato algum.

Tensão
Evo Morales já teme um golpe. O ministro da Fazenda da Bolívia, Luis Arce, foi ontem ao Planalto pedir ajuda ao assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia.

Desabafo de mestre
O ex-presidente Fernando Henrique desabafou para um amigo que o PSDB paulista se perdeu. E não sabe como salvá-lo.

Quem diria
O senador Osmar Dias (PDT) andou pedindo votos para José Borba, candidato a prefeito em Jandaia do Sul, no Paraná. Borba é o deputado que renunciou em meio ao escândalo do mensalão.

Quem diria 2
No Planalto há quem defenda o fim da estabilidade do funcionalismo. Quem lidera a trupe é um cidadão de Assuntos Parlamentares, que passeia pelo Congresso. O PT, vale lembrar, derrubou projeto de FH na reforma administrativa que pedia o fim da estabilidade.
LEIA UM LIVRO
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.
MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 6

Chimène, qui l’ eût dit? Rodrigue,qui l'eût cru?

Vejo-a assomar à porta da alcova, pálida, comovida, trajada de preto, e ali ficar durante um minuto, sem ânimo de entrar ou detida pela presença de um homem que estava comigo. Da cama, onde jazia, contemplei-a durante esse tempo, esquecido de lhe dizer nada ou de fazer nenhum gesto. Havia já dois anos que nos não víamos, e eu via-a agora não qual era, mas qual fora, quais fôramos ambos, porque um Ezequias misterioso fizera recuar o sol até os dias juvenis. Recuou o sol, sacudi todas as misérias, e este punhado de pó, que a morte ia espalhar na eternidade do nada, pôde mais do que o tempo, que é o ministro da morte. Nenhuma água de Juventa igualaria ali a simples saudade.
Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim. Corrido o tempo e cessado o espasmo, então sim, então talvez se pode gozar deveras, porque entre uma e outra dessas duas ilusões, melhor é a que se gosta sem doer.
Não durou muito a evocação; a realidade dominou logo; o presente expeliu o passado. Talvez eu exponha ao leitor, em algum canto deste livro, a minha teoria das edições humanas.O que por agora importa saber é que Virgília — chamava-se Virgília — entrou na alcova, firme, com a gravidade que lhe davam as roupas e os anos, e veio até o meu leito. O estranho levantou-se e saiu. Era um sujeito, que me visitava todos os dias para falar do câmbio, da colonização e da necessidade de desenvolver a viação férrea; nada mais interessante para um moribundo. Saiu; Virgília deixou-se estar de pé; durante algum tempo ficamos a olhar um para o outro, sem articular palavra. Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela, não sei se em igual dose, mas enfim saciados.Virgília tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, pela última vez, numa festa de São João, na Tijuca; e porque era das que resistem muito, só agora começavam os cabelos escuros a intercalar-se de alguns fios de prata.
— Anda visitando os defuntos? Disse-lhe eu. — Ora, defuntos! respondeu Virgília com um muxoxo. E depois de me apertar as mãos: — Ando a ver se ponho os vadios para a rua.
Não tinha a carícia lacrimosa de outro tempo; mas a voz era amiga e doce. Sentou-se. Eu estava só, em casa, com um simples enfermeiro; podíamos falar um ao outro, sem perigo.Virgília deu-me longas notícias de fora, narrando-as com graça, com um certo travo de má língua, que era o sal da palestra; eu, prestes a deixar o mundo, sentia um prazer satânico em mofar dele, em persuadir-me que não deixava nada.
— Que idéias essas! Interrompeu-me Virgília um tanto zangada. — Olhe que eu não volto mais. Morrer! Todos nós havemos de morrer; basta estarmos vivos.
E vendo o relógio:
— Jesus! são três horas. Vou
me embora
— Já?
— Já; virei amanhã ou depois.
— Não sei se faz bem, retorqui; o doente é um solteirão e a casa não tem senhoras...
— Sua mana?
— Há de vir cá passar uns dias, mas não pode ser antes de sábado.
Virgília refletiu um instante, levantou os ombros e disse com gravidade:
— Estou velha! Ninguém mais repara em mim. Mas, para cortar dúvidas, virei com o Nhonhô.
Nhonhô era um bacharel, único filho de seu casamento, que, na idade de cinco anos, fora cúmplice inconsciente de nossos amores. Vieram juntos, dois dias depois, e confesso que, ao vê-los ali, na minha alcova, fui tomado de um acanhamento que nem me permitiu corresponder logo às palavras afáveis do rapaz. Virgília adivinhou-me e disse ao filho:
— Nhonhô, não repares nesse grande manhoso que aí está; não quer falar para fazer crer que está à morte.
Sorriu o filho, eu creio que também sorri, e tudo acabou em pura galhofa, Virgília estava serena e risonha, tinha o aspecto das vidas imaculadas. Nenhum olhar suspeito, nenhum gesto que pudesse denunciar nada; uma igualdade de palavra e de espírito, uma dominação sobre si mesma, que pareciam e talvez fossem raras. Como tocássemos, casualmente, nuns amores ilegítimos, meio secretos, meio divulgados, via-a falar com desdém e um pouco de indignação da mulher de que se tratava, aliás sua amiga. O filho sentia-se satisfeito, ouvindo aquela palavra digna e forte, e eu perguntava a mim mesmo o que diriam de nós os gaviões, se Buffon tivesse nascido gavião...
Era o meu delírio que começava.

CONT. AMANHÃ
FALTOU GÁS


QUINTA NOS JORNAIS

- Globo: Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil

- Folha: PIB cresce 6% com investimento recorde

- Estadão: Investimento puxa alta de 6,1% no PIB

- JB: Chegam ao Rio 3.500 soldados para eleição

- Correio: Agora, sim...o espetáculo do crescimento

- Valor: Demanda interna no país já cresce em ritmo chinês

- Gazeta Mercantil: PIB em alta e descoberta no pré-sal reanimam a semana

- Estado de Minas: Vamos, enfim, ter espetáculo?

- Jornal do Commercio: Crédito mais difícil

quarta-feira, setembro 10, 2008

RIO GRANDE DO NORTE: ASSIM CAMINHAM NOSSOS POLÍTICOS

Guamaré é rica em royalties e escândalos
Valor Econômico
10/9/2008

Sede do segundo maior investimento federal no Rio Grande do Norte (o primeiro é a usina termoelétrica do Assu, em Alto do Rodrigues), o município de Guamaré passa a abrigar uma mini-refinaria de 85 mil barris/dia com as finanças públicas em escombros. A cidade de 11,7 mil habitantes é um símbolo da má gestão, mesmo recebendo royalties mensais da Petrobras de R$ 2 milhões, segundo maior reparte do Estado, depois de Macau. Candidato a um novo mandato, o prefeito José da Silva Câmara (PMDB), conhecido como "Dedé", ficou oito meses afastado do cargo por decisão judicial.
Dedé atrasou o salário do funcionalismo e teve a luz cortada em prédios públicos por falta de pagamento da concessionária local de energia. Mas criou um programa de transferência de renda que beneficia 1,3 mil moradores, escolhidos pela própria prefeitura. Eles recebem um cartão magnético que permite o gasto na rede de comércio local. O benefício é de R$ 100 mensais. Também criou 300 cargos em comissão, ao invés de promover concursos públicos. A fidelidade dos beneficiados é garantida. "Aqui ninguém gosta de falar sobre política. A gente está sem concurso", afirmou uma das quatro professoras que viajaram de carona no carro do Valor entre um distrito local e a sede do município, em um silêncio que não se quebrou nem sob garantia do anonimato.
Com empregos e benefícios, Dedé consegue 1,6 mil votos cativos, em um universo eleitoral suspeito: Guamaré tem 9,6 mil eleitores, o equivalente a 82% da população. Em Natal, esta relação é de 64%. Em Mossoró, de 65,8%. "Aqui existe o eleitor profissional. São pessoas que vivem em outros municípios e se alistam eleitoralmente aqui, em troca de vantagens dadas por outras lideranças políticas", admite o chefe de gabinete de Câmara, Luiz Antônio de Melo.
"Dedé" é acusado de ter passado 530 cheques sem fundo da conta da prefeitura. Um dos beneficiários, Edinor Melo, que recebeu um cheque de R$ 146 mil, era o tesoureiro da prefeitura. Em depoimento judicial na primeira instância, Melo afirmou que os recursos iriam para pagamento de Carlos Santana, cidadão que costuma fazer empréstimos cobrando "juros de poupança", segundo afirmou. Edinor eximiu o prefeito de responsabilidades. Mas era Dedé Câmara que assinava os cheques. O empréstimo de Santos teria servido para pagamentos de fornecedores sem previsão orçamentária. O responsável pelas finanças afirmou "desconhecer procedimentos licitatórios" e que era normal na gestão de Dedé fazer o empenho orçamentário depois de efetuada a despesa.
Dedé voltou ao cargo por meio de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal da Justiça (STJ), em um processo onde teve a ajuda do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). "Ele pediu ajuda, a mim e ao partido, para o processo em Brasília, na indicação de advogados. Ele se diz inocente. Não sou juiz para julgá-lo. Confesso não ter condições de aferir a aplicação de recursos. Não vou dizer que usei o critério da ficha suja a proposto pelos magistrados, porque se eu usasse, ele não poderia ser meu candidato. Há muitos casos assim, de condescendência por conta de relações políticas. É lamentável", afirma o senador. "É importante lembrar que Dedé desbancou na cidade o ex-prefeito João Pedro sob quem pesavam acusações graves", acrescenta Garibaldi.
O senador se refere a João Pedro Filho, eleito prefeito em 2000 e destituído em 2004, sob a acusação de uma chuva de irregularidades. João Pedro este ano é candidato a vice na chapa do filho, Mozaniel Rodrigues (PP). Conta com o apoio em sua coligação do PSB da governadora Wilma de Faria. "Não apóio ninguém em Guamaré. Nestas cidades pequenas as composições são dificílimas e a margem de manobra se torna quase impossível", diz a governadora. O terceiro candidato é Auricélio Teixeira (PTB), com o apoio do PT em sua coligação. Vice de Dedé eleito em 2004, Auricélio assumiu durante o afastamento do titular, quando entregou ao Ministério Público documentos que incriminavam o rival. Concorre em desvantagem em relação a seus adversários. Procurado pelo Valor, Dedé Câmara não quis conceder entrevista. Seu advogado, Cleber Cavalcante, alegou que todos os cheques foram compensados em uma apresentação posterior. (CF)
A VARANDA PERGUNTA:

ISSO É COLIGAÇÃO OU FORMAÇÃO DE QUADRILHA?
PSB / PT / PDT / PTN / PHS / PMDB / PRB / PC do B / PCB

RESPOSTA AÍ NOS COMENTÁRIOS
PIADA SEM GRAÇA

Como nasce uma notícia

Dois menininhos estavam saindo do Maracanã quando um deles foi atacado por um Rottweiler feroz.
O outro menino imediatamente pegou um pedaço de pau e deu na cabeça do cachorro, fazendo com que o cão caísse morto e o amiguinho ficasse apenas com alguns arranhões.
Ao ver a cena, um repórter que passava correu para ser o primeiro a cobrir a fantástica história. Pensou em voz alta:
- Já estou até vendo a manchete: 'Jovem Botafoguense salva amigo de animal feroz!'
- Mas, eu não sou Botafoguense... disse o menino.
- Me desculpe, apenas presumi que fosse, já que estamos na saída do Maracanã... Então, vou escrever: 'Bravo pequeno vascaíno evita tragédia com amigo!'
- Mas, eu também não sou vascaíno... - disse novamente o menino.
- Ok, então: 'Pequenino fluminense vira herói !'
- Não sou fluminense moço.
- Mas afinal, pra que time você torce? - Sou flamenguista!!!
E o repórter escreve em seu caderninho:
'Delinqüente flamenguista assassina brutalmente adorável animal doméstico!'

PIADA DE MAU GOSTO, COISA DE TORCEDOR DE TIMECO QUE ESTÁ NA RABEIRA DA TABELA. VOCES VÃO PARA SÉRIE B. NÓS? O PROXIMO ANO ESTAREMOS EM TÓQUIO NOVAMENTE. KKKKK.

OBRIGADO APOLO. ABRAÇOS
BELA E ATÍPICA VITÓRIA

Tostão

Não havia razão para falarem tanto, antes do jogo contra o Chile, que o Brasil, enfim, ia jogar com três atacantes (Ronaldinho, Robinho e Luís Fabiano), além de um meia ofensivo (Diego). Não existe também motivo para dizerem tanto que o Brasil venceu porque Dunga acordou e colocou o time no ataque.
Nos dois anos sob o comando de Dunga, a Seleção jogou muitas vezes e mal com Kaká, Ronaldinho, Robinho e mais um centroavante. Com Kaká no lugar de Diego, a equipe fica mais ofensiva, já que Kaká tem mais característica de atacante.
Além da fragilidade técnica e física dos chilenos, a Seleção venceu e convenceu porque não queria passar a vergonha de ir para o sexto lugar, Robinho e Luís Fabiano jogaram demais e a equipe mostrou disciplina tática e uma nova maneira de atuar, com dois atacantes abertos, um de cada lado.
Em todas as partidas anteriores em que Kaká, Robinho e Ronaldinho jogaram juntos, além de um centroavante, os três ficaram embolados, um atrapalhando o outro.
Contra o Chile, faltou Ronaldinho fazer pela esquerda o que Robinho fez pela direita. Ele marcou mais atrás e chegou com velocidade e muitas vezes na frente, pelo meio e pela ponta. Robinho ia para o centro no momento certo, para decidir a jogada, como no gol. Assim, Felipão queria vê-lo jogar no Chelsea. Pena que foi para o Manchester City.
Dunga deveria exigir, mesmo contra a fraquíssima Bolívia, mais disciplina tática. Os jogadores deveriam criar o hábito de jogar como fizeram contra o Chile. É preciso acabar com o mito de que os talentos do meio para frente não podem nem devem ter obrigações táticas. É o contrário. Eles só se sentem seguros, criam e improvisam quando têm funções bem definidas. O conteúdo não sobrevive sem a forma.
É preciso ainda corrigir várias deficiências. Um time bem treinado precisa saber marcar mais atrás para contra-atacar, como jogou o Brasil nessa partida e nos últimos dois anos, e também marcar por pressão, principalmente quando enfrenta equipes inferiores, como é a maioria.
O Brasil não sabe também o momento certo de tocar a bola sem pressa e o de chegar mais rápido ao gol. As duas posturas são importantes. Apesar dos pedidos de Dunga, uma das principais deficiências da Seleção tem sido trocar poucos passes.
Outra dificuldade de Dunga, da maioria dos técnicos, de todos nós e de qualquer profissional, é de enxergar e saber priorizar, sem perder tempo, sem dar muitas voltas, o que tem realmente mais importância. Dunga demorou dois anos para trocar Vagner Love e Afonso por Luís Fabiano, que jogou muito bem no Sevilla durante esse período, e também para perceber a melhor posição de Robinho. Pela esquerda, ele ainda é melhor.
Depois de vencer e jogar mal a maioria das partidas durante dois anos, não podemos nos iludir por apenas um jogo nem por uma provável goleada contra a fraquíssima Bolívia.
O Brasil não reencontrou o seu ótimo futebol. A bela atuação contra o Chile, no campo do adversário, foi atípica.
EU FICO MUITO MALUCO

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR e uma boa fisioterapia no punho.
Informe JB

Secretarias do Rio têm o kit-escuta
Leandro Mazzini

A farra da maleta das escutas foi descoberta no Rio. O presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, redigiu projeto de lei que será publicado no Diário Oficial de hoje. Chegaram a ele informações seguras de que secretarias de governo e autarquias têm o kit-escuta – a famosa mala que faz rastreamento e grampeia conversas telefônicas. E a situação está fora de controle. Tanto que não se sabe ainda quantos são e como estão sendo usados. No projeto, Picciani determina que as secretarias que tiverem o aparelho doem imediatamente à Secretaria de Segurança Pública, onde só a Polícia Civil, por autorização da Justiça, pode fazer grampos. "Isso provavelmente está acontecendo em todos os Estados. E a partir do momento que se permite a compra da maleta, perde-se o controle do estado de direito democrático", disse Picciani à coluna.

Avisado
O governador do Rio, Sérgio Cabral, foi avisado da situação por Picciani. E vai sancionar a lei o quanto antes.

Punição
A punição para quem infringir a lei será a perda da função pública. O deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) vai apresentar projeto similar na Câmara.

Banda podre
Picciani foi claro: "Aqui no Rio, não tenha dúvida de que setores marginais da polícia usam essas malas, via Secretaria de Administração Penitenciária. A Alerj também poderia ter, nada impede que compremos, mas não temos. Por isso temos que enquadrar isso na lei".

Valhei-me, São Luís
A situação é complicada no reduto dos Sarney. Em São Luís e Imperatriz (MA), Roseana Sarney luta para salvar os candidatos aliados, em baixa nas pesquisas. Tanto que ela ficou por lá.

Padim Temer
Quem passa a semana longe de Brasília é o deputado Michel Temer, presidente do PMDB. Viaja dezenas de cidades para ajudar aliados e, de quebra, angaria apoio de colegas paulistas para a disputa da presidência da Câmara.

O salvador
O senador Marco Maciel apresentou emenda à MP 342 – aquela do reajuste às categorias. Incluiu na lista os funcionários do Centro Regional de Ciências Nucleares. Salvou uns votos em sua terra.

Esqueceram de mim
Euclides Mello, primo e ex-suplente do senador Fernando Collor, está triste com o senador Renan Calheiros – a quem ajudou muito durante a crise. Renan lhe prometeu apoio para disputar a prefeitura de Marechal Deodoro (AL) pelo PRB, mas pulou fora.

Novela do sertão
Sinopse da novela: o reduto é de Renan, que apóia o opositor a Euclides; Collor não entra nesse território para evitar brigas; E Euclides afundou nas pesquisas.

Nos trilhos
Gente de todos os círculos do Rio aposta nos projetos de expansão do presidente do Metrô, José Gustavo de Souza, para a Copa de 2014. Será o principal e mais moderno meio de transporte.

O Brasil merece
Em Palmas (TO), entre aberrações de nomes para a Câmara, aparece o Tôin do Casebre.
LEIA UM LIVRO
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 4

A idéia fixa

A minha idéia, depois de tantas cabriolas, constituíra-se idéia fixa. Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho. Vê o Cavour; foi a idéia fixa da unidade italiana que o matou. Verdade é que Bismarck não morreu; mas cumpre advertir que a natureza é uma grande caprichosa e a história uma eterna loureira.
Por exemplo, Suetônio deu-nos um Cláudio, que era um simplório, — ou "uma abóbora" como lhe chamou Sêneca, e um Tito, que mereceu ser as delícias de Roma. Veio modernamente um professor e achou meio de demonstrar que dos dois césares, o delicioso, o verdadeiramente delicioso, foi o "abóbora" de Sêneca. E tu, madama Lucrécia, flor dos Bórgias, se um poeta te pintou como a Messalina católica, apareceu um Gregorovius incrédulo que te apagou muito essa qualidade, e, se não vieste a lírio, também não ficaste pântano. Eu deixo-me estar entre o poeta e o sábio.
Viva pois a história, a volúvel história que dá para tudo; e, tomando à idéia fixa, direi que é ela a que faz os varões fortes e os doidos; a idéia móbil, vaga ou furta-cor é a que faz os Cláudios, — fórmula Suetônio.
Era fixa a minha idéia, fixa como... Não me ocorre nada que seja assaz fixo nesse mundo: talvez a lua, talvez as pirâmides do Egito, talvez a finada dieta germânica. Veja o leitor a comparação que melhor lhe quadrar, veja-a e não esteja daí a torcer-me o nariz, só porque ainda não chegamos à parte narrativa destas memórias. Lá iremos. Creio que prefere a anedota à reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Pois lá iremos. Todavia, importa dizer que este livro é escrito com pachorra, com a pachorra de um homem já desafrontado da brevidade do século, obra supinamente filosófica, de uma filosofia desigual, agora austera, logo brincalhona, coisa que não edifica nem destrói, não inflama nem regela, e é todavia mais do que passatempo e menos do que apostolado.
Vamos lá; retifique o seu nariz, e tornemos ao emplasto. Deixemos a história com os seus caprichos de dama elegante. Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina, nenhum escreveu a confissão de Augsburgo; pela minha parte, se alguma vez me lembro de Cromwell, é só pela idéia de que Sua Alteza, com a mesma mão que trancara o parlamento, teria imposto aos ingleses o emplasto Brás Cubas. Não se riam dessa vitória comum da farmácia e do puritanismo. Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes várias outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, e não poucas vezes lhe sobrevivem? Mal comparando, é como a arraia-miúda, que se acolhia à sombra do castelo-feudal; caiu este e a arraia ficou. Verdade é que se fez graúda e castelã... Não, a comparação não presta.

CAPÍTULO 5

Em que aparece a orelha de uma Senhora

Senão quando, estando eu ocupado em preparar e apurar a minha invenção, recebi em cheio um golpe de ar; adoeci logo, e não me tratei. Tinha o emplasto no cérebro; trazia comigo a idéia fixa dos doidos e dos fortes. Via-me, ao longe, ascender do chão das turbas, e remontar ao céu, como uma águia imortal, e não é diante de tão excelso espetáculo que um homem pode sentir a dor que o punge. No outro dia estava pior; tratei-me enfim, mas incompletamente, sem método, nem cuidado, nem persistência; tal foi a origem do mal que me trouxe à eternidade. Sabem já que morri numa sexta-feira, dia aziago, e creio haver provado que foi a minha invenção que me matou. Há demonstrações menos lúcidas e não menos triunfantes.
Não era impossível, entretanto, que eu chegasse a galgar o cimo de um século, e a figurar nas folhas públicas, entre macróbios. Tinha saúde e robustez. Suponha-se que, em vez de estar lançando os alicerces de uma invenção farmacêutica, tratava de coligir os elementos de uma instituição política, ou de uma reforma religiosa. Vinha a corrente de ar, que vence em eficácia o cálculo humano, e lá se ia tudo. Assim corre a sorte dos homens.
Com esta reflexão me despedi eu da mulher, não direi mais discreta, mas com certeza mais formosa entre as contemporâneas suas, a anônima do primeiro capítulo, a tal, cuja imaginação à semelhança das cegonhas do Ilisso... Tinha então 54 anos, era uma ruína, uma imponente ruína. Imagine o leitor que nos amamos, ela e eu, muitos anos antes e que um dia, já enfermo, vejo-a assomar à porta da alcova...

cont. amanhã
BRASIL X BOLÍVIA


QUARTA NOS JORNAIS

- Globo: Grampos: criada central para controlar os juízes

- Folha: Bolsa acumula perdas de 24% no ano

- Estadão: Oposição na Bolívia ocupa usina de gás e fecha estradas

- JB: Mulheres mandam mais

- Correio: Três anos para pagar impostos atrasados

- Valor: Queda recorde pode abrir uma nova fase para bolsa

- Gazeta Mercantil: Bovespa desaba com queda do preço das commodities

- Estado de Minas: O fogão vai sobrar para eles

- Jornal do Commercio: Justiça barra demissão em massa de médicos

terça-feira, setembro 09, 2008

Gastança sem fim


EDITORIAL
O Globo



À medida que o tempo passa e o segundo mandato do presidente Lula se aproxima da fase final, ganha contornos mais nítidos a herança que deixará para quem o substituirá a partir de 1º de janeiro de 2011 no terceiro andar do Palácio do Planalto.
Entre as contribuições positivas se destaca o respeito à autonomia operacional do Banco Central, uma espécie de âncora de credibilidade e segurança que se consolida no país. O fato de Lula ter resistido às propostas salvacionistas e heterodoxas em matéria de política monetária, cambial e inflação, feitas dentro do seu próprio partido, colocou o Brasil mais próximo do bloco de países do Primeiro Mundo, em que forças políticas diversas se alternam no poder sem que haja mudanças radicais na forma de o governo administrar a nação. Isso dá segurança a todos - pessoas e empresas, aqui e no exterior. Entre as heranças negativas - ou malditas, no jargão petista - está a enorme e persistente gastança com o custeio da máquina, em especial na contratação de pessoal e em aumentos salariais, um tipo de despesa que se perpetuará, por causa da estabilidade do funcionalismo.
Reportagem do GLOBO de domingo dá uma idéia precisa do tamanho do problema que o próximo governo enfrentará. De 2002 a 2009, os gastos com pessoal de Executivo, Legislativo e Judiciário mais que dobrarão, de R$75 bilhões para R$169 bilhões. Apenas no Executivo o salto será de R$56,7 bilhões para R$128,5, ou 126%, bem acima da inflação no período, mais que a expansão do PIB e o próprio crescimento da arrecadação. De 2003, primeiro ano do governo, a agosto último, Lula patrocinou 91.413 contratações, elevando o contingente do funcionalismo para além de um milhão de pessoas.
O governo tem sabido retribuir, à custa do contribuinte, o apoio político e eleitoral do funcionalismo ao PT. Além de inchar em quantidade de servidores, a folha tem sido inflada no seu peso para o Tesouro devido a generosos aumentos salariais, com impacto até o segundo ano do próximo governo. As cifras são todas na casa dos bilhões de reais.
É por isso que os gastos com o funcionalismo deverão chegar no ano que vem aos píncaros: cerca de 5% do PIB, enquanto em investimentos o governo patina na faixa de 1% do PIB, insuficiente para bancar as inversões que o Estado precisa fazer na infra-estrutura, um estreito gargalo que ameaça barrar a expansão da economia.
E toda essa gastança não se traduz em qualquer melhoria nos serviços públicos. Que o digam, por exemplo, os contribuintes que têm tentado, em vão, eliminar pendências com a Receita Federal.
GERALDO NETO

FICHA SUJA - LADRÃO


VOCE PODE MUDAR:
NÃO VOTE NESSE CANALHA
PARA VOCE NÃO ESQUECER
Operação Impacto
O prédio da Câmara Municipal de Natal foi fechado na manhã desta quarta-feira (11/07) em uma ação conjunta do Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar intitulada operação Impacto. Promotores de justiça e delegados estavam com mandatos de busca e apreensão que permitiam diligências realizadas não só nos gabinetes dos vereadores como também em suas residências. O objetivo era investigar supostas irregularidades na conduta de parlamentares no processo de votação das emendas do Plano Diretor de Natal. Pelo menos R$ 94,4 mil foram apreendidos. Os vereadores são acusados de corrupção passiva e ativa, e formação de quadrilha.

(....)As maiores apreensões foram feitas com o vereador Geraldo Neto, do PMDB, que teria recebido a quantia de R$ 77 mil, seguido de Emílson Medeiros, relator do projeto do Plano Diretor, com R$ 12,4 mil. Durante as buscas no local, ninguém quis falar com a imprensa.
Alto lá, Lulalá!

Artigo - Melchiades Filho
Folha de S. Paulo

É precipitado dizer que as campanhas municipais têm se curvado à influência de Lula.Muitos se impressionam porque candidatos da base do presidente lideram as pesquisas em 20 das 26 capitais. Esquecem, porém, que ela já administra 21. Do ponto de vista estritamente numérico, o Planalto ainda não tem muito a celebrar.Pouco se falou, também, que os partidos pró-Lula lançaram 94 nomes para prefeito nas capitais. 94! (Apenas em Teresina a coalizão se uniu em torno de um postulante.) Não há, e dada a quantidade, nem poderia haver homogeneidade na relação de Lula com todos os candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PC do B, PTB, PR, PP, PRB, PV, PSC, PMN, PHS, PT do B, PTC e PRTB.Micarla de Souza, que desponta em Natal, por exemplo, é ligada a José Agripino Maia (DEM), um dos mais ferrenhos críticos do governo federal. Contudo, por ser filiada ao PV, ela foi parar na lista das "barbadas" lulistas nas capitais.Do mesmo modo, como atribuir ao presidente a ascensão de Eduardo Paes? Só porque o ex-pefelista e ex-tucano (além de verdugo na CPI dos Correios) aderiu ao PMDB? No Rio, Lula fechou desde o início com Marcelo Crivella (PRB) -e é este quem tem caído nas pesquisas.Ou tome-se Belo Horizonte. O presidente só desceu do muro depois que Márcio Lacerda (PSB), cria do tucano Aécio Neves, decolou.Era Jô Moraes (PC do B) quem distribuía santinhos do petista.Lula esbanja popularidade, mas o diferencial do voto nos municípios por enquanto é local: bem avaliado, o prefeito garante a dianteira (sua ou de seu representante); mal avaliado, cede terreno à oposição.O único "efeito Lula" palpável até aqui precedeu a campanha e dela independe: a articulação que pôs 16 partidos no colo do presidente.O "efeito Lula" eleitoral só será comprovado no segundo turno, se aplicadas surras no carlismo em Salvador e no nome de Serra (Gilberto ou Geraldo) em São Paulo.
FALA QUE EU TE ESCUTO


O Google É FODA

Google quer oferecer web via satélite a 3 bilhões de pessoas
Folha de S.Paulo

O Google vai fazer parte de um consórcio que pretende oferecer internet via satélite a 3 bilhões de pessoas em países da África e de outros mercados emergentes, como a América Latina, segundo o "Financial Times", que não diz se o projeto inclui o Brasil.
O público-alvo do projeto, chamado de O3B Networks (os outros 3 bilhões), são pessoas para quem a internet de banda larga é muita cara. A idéia é diminuir o preço do acesso à rede em até 95%. "Isso realmente se encaixa na missão do Google no mundo em desenvolvimento", afirmou Larry Alder, gerente de produtos no grupo de acesso alternativo da empresa de tecnologia. "Em alguns lugares da África, o custo da internet rápida é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos."
De acordo com o "Financial Times", o consórcio, formado, entre outros, pelo HSBC e pelo bilionário americano John Malone, do grupo Liberty Media (que tem participação na operadora de TV via satélite Sky), vai anunciar hoje a aquisição de 16 satélites de baixa órbita --com um sinal mais forte que o dos similares comerciais-- da empresa francesa Thales Alenia Space.
O negócio é considerado o pontapé inicial no projeto de US$ 750 milhões que pretende ligar antenas de telefonia celular a redes de internet de alta velocidade em uma série de países próximos da linha do Equador.
A intenção é que o projeto já esteja em funcionamento no fim de 2010. Ainda segundo o jornal, o HSBC, o Google e o bilionário americano já investiram, cada um, US$ 20 milhões e devem injetar mais de US$ 150 milhões a US$ 180 milhões.
Nos próximos meses, o consórcio, que terá sede na ilha de Jersey (no canal da Mancha), vai negociar acordos com companhias de internet e de telefonia de países emergentes da África, da América Latina, da Ásia e do Oriente Médio
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - CONT.



CAPÍTULO 2


O emplasto

Com efeito, um dia de manhã, estando a passear na chácara, pendurou-se-me uma idéia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer as mais arrojadas cabriolas de volatim, que é possível crer. Eu deixei-me estar a contemplá-la. Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar a forma de um X: decifra-me ou devoro-te.
Essa idéia era nada menos que a invenção de um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade. Na petição de privilégio que então redigi, chamei a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão. Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos. Agora, porém, que estou cá do outro lado da vida, posso confessar tudo: o que me influiu principalmente foi o gosto de ver impressas nos jornais, mostradores, folhetos, esquinas, e enfim nas caixinhas do remédio, estas três palavras: Emplasto Brás Cubas. Para que negá-lo? Eu tinha a paixão do arruído, do cartaz, do foguete de lágrimas. Talvez os modestos me arguam esse defeito; fio, porém, que esse talento me hão de reconhecer os hábeis.
Assim, a minha idéia trazia duas faces, como as medalhas, uma virada para o público, outra para mim. De um lado, filantropia e lucro; de outro lado, sede de nomeada. Digamos: — amor da glória.
Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna. Ao que retorquia outro tio, oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da glória era a coisa mais verdadeiramente humana que há no homem, e, conseguintemente, a sua mais genuína feição.
Decida o leitor entre o militar e o cônego; eu volto ao emplasto.



CAPÍTULO 3


Genealogia


Mas, já que falei nos meus dois tios, deixa-me fazer aqui um curto esboço genealógico.
O fundador de minha família foi um certo Damião Cubas, que floresceu na primeira metade do século XVIII. Era tanoeiro de ofício, natural do Rio de Janeiro, onde teria morrido na penúria e na obscuridade, se somente exercesse a tanoaria. Mas não; fez-se lavrador, plantou, colheu, permutou o seu produto por boas e honradas patacas, até que morreu, deixando grosso cabedal a um filho, o licenciado Luís Cubas. Neste rapaz é que verdadeiramente começa a série de meus avós — dos avós que a minha família sempre confessou —, porque o Damião Cubas era afinal de contas um tanoeiro, e talvez mau tanoeiro, ao passo que o Luís Cubas estudou em Coimbra, primou no Estado, e foi um dos amigos particulares do vice-rei conde da Cunha.
Como este apelido de Cubas lhe cheirasse excessivamente a tanoaria, alegava meu pai, bisneto do Damião, que o dito apelido fora dado a um cavaleiro, herói nas jornadas da Africa, em prêmio da façanha que praticou arrebatando trezentas cubas aos mouros. Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. Tinha, é verdade, uns fumos de pacholice; mas quem não é um pouco pachola nesse mundo? Releva notar que ele não recorreu à inventiva senão depois de experimentar a falsificação; primeiramente, entroncou-se na família daquele meu famoso homônimo, o capitão-mor Brás Cubas, que fundou a vila de São Vicente, onde morreu em 1592, e por esse motivo é que me deu o nome de Brás. Opôs-se-lhe, porém, a família do capitão-mor, e foi então que ele imaginou as trezentas cubas mouriscas.
Vivem ainda alguns membros da minha família, minha sobrinha Venância, por exemplo, o lírio-do-vale, que é a flor das damas do seu tempo; vive o pai, o Cotrim, um sujeito que...Mas não antecipemos os sucessos; acabemos de uma vez como nosso emplasto.
GOOOOSSSSTOSA MONICA

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LOTERIA - LOTOFÁCIL

08/09 Ontem
Lotofácil (Concurso 356):

02 -04 - 05 - 09 - 10

11 - 13 - 14 - 15 - 16

19 - 20 - 22 - 24 - 25
Informe JB

Galeão: concessão só daqui a um ano
Leandro Mazzini

A concessão do Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão, pode demorar mais de um ano para sair. Quem acompanha o assunto diz que a euforia decolou tão rápido que esqueceram de fazer o plano de vôo. Aos fatos: o BNDES só teve o aval para esses estudos técnicos junto à Anac há duas semanas. É um processo que pode durar seis meses. Mesmo com a Lei de Concessões em vigor, é certo que apontarão para mudanças normativas, principalmente no marco regulatório, conjunto de leis que só o Congresso pode mexer, a fim de fixar regras claras para os investidores. Depois, o edital de licitação abre prazo de três meses para interessados. E, se não houver entrave jurídico para o vencedor, acredita-se que em pouco mais de um ano o Galeão saia das mãos da Infraero.

Lulatur
O presidente Lula sanciona dia 17 a Lei Geral do Turismo. Quer fazer um barulho que pode ajudar a ex-ministra Marta Suplicy na campanha em São Paulo.

Nas alturas
O setor de entretenimento cresce muito, mostram dados que Lula tem às mãos. Por exemplo, 92 empresas geraram 90 mil postos de trabalho em 2007. A lei também vai abrir caminho para financiamento para o setor, via o Fungetur.

Pausa
Marta Suplicy, que teve a Lei do Turismo como principal bandeira de sua gestão, deve dar uma pausa na campanha paulistana e desembarcar no Planalto para o evento.

Pausa 2
Ex-ministro que deu pontapé no programa, Walfrido dos Mares Guia, que cuida de suas empresas, também deve aparecer. Será citado na apresentação.

Menino do Rio
Nunca na História desse país, desde a fundação de Brasília, um presidente passou tanto tempo no Rio. Lula pernoita no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, de sábado para domingo.

Vida de pelego
É pouco? Domingo ele curte a cidade imperial. E na segunda pega um helicóptero para Resende, onde inaugura o centro de logística da Volkswagen Caminhões e Ônibus, ao lado do presidente mundial da montadora.

Problema em casa
O PFL – ala veterana do DEM – não anda satisfeito com o namoro do prefeito do Rio, Cesar Maia, com Marcelo Crivella na disputa municipal. O partido teme desgaste para explicar uma eventual chapa PRB-DEM num segundo turno.

Militares & civis
De um membro do Planalto, no 7 de Setembro, brincando com a confusão de Mangabeira Unger para colocar a faixa da Ordem do Mérito da Defesa: "O presidente quer todo mundo com faixas e medalhas ano que vem".

Velho amigo...
Lula foi apresentar a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, e ela logo o interrompeu: "O Fortes? Já conheço muito".

...de batalha
Fortes comandou comissão que acompanhou negócios bilaterais do país quando Cristina ainda era a primeira-dama.

Eu, não!
Justiça seja feita, Marcelo Crivella nunca chamou Lula de diabo barbudo, conforme nota aqui deu a entender. Mas pastores da Universal, igreja da qual ele é licenciado, já chamaram anos atrás.

Coleguinha
O senador Marco Maciel, presidente da CCJ, assinou documento que a Fenaj levará ao Supremo na luta pela exigência do diploma para jornalistas.
O IDIOTA


TERÇA NOS JORNAIS

- Globo: Cesar tenta desqualificar xerife das vans do estado

- Folha: Socorro dos EUA anima Bolsas, mas Bovespa cai

- Estadão: Nepotismo resiste nos Estados

- JB: Tribunal pune Cesar com dívida para o sucessor

- Correio: Detran cancela multa em 21% dos recursos no DF

- Valor: "Salvamento" nos EUA ganha apoio e alivia mercado

- Gazeta Mercantil: Mineradoras terão prazo para explorar

- Estado de Minas: Minas tem 4 das 10 universidades de ponta do país

- Jornal do Commercio: Governo recorre a hospitais conveniados

segunda-feira, setembro 08, 2008

ALUÍZIO MACHADO

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Esse também foi apanhado pela Operação IMPACTO
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