terça-feira, junho 15, 2010
SONIA RACY - DIRETO DA FONTE
Revisão dos 70 km Sonia Racy O Estado de S.Paulo - 15/06/2010 Agora candidato oficial, Serra se prepara para a dura batalha de campanha. Se internou discretamente no Einstein, domingo, no fim da tarde, para fazer uma bateria de exames. Incluindo tomografia e endoscopia. Pelo que se apurou, o candidato está zerado. Cabo de guerra A confusão não acabou. E no limite, a WWI pode perder o recém-comprado prédio onde funcionou o Hospital Matarazzo. Marcos Cintra, secretário municipal do Desenvolvimento e Trabalho de Kassab, está convocando o fundo para obter detalhes do projeto desenvolvido para o imóvel tombado. A construção emblemática foi vendida no apagar das luzes da última gestão da Previ para o fundo privado. "Nós nos sentimos obrigados a analisar e, se for o caso, a intervir no processo da maneira que acharmos mais adequado para a cidade", explicou ontem Cintra. A Prefeitura tem como desfazer o negócio se não aprovar a ideia? "Pela legislação, o município de SP tem a preferência na compra", alerta o secretário. Além de contar com o instrumento da desapropriação. Cabo de guerra 2 Cintra havia sido contactado por outros interessados, como a FGV. E também pelo grupo francês Alliard, que, segundo ele, chegou a mostrar o projeto à Kassab garantindo acompanhamento do processo. "A PUC e o WWI marcaram encontro mas, infelizmente, desmarcaram." Agora vão comparecer?. Para cima Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, aposta em 3 a 0 para o Brasil hoje. Tomara. Para cima 2 Cambistas brasileiros deram o ar da graça ontem em Johanesburgo. Vendiam ingressos para o jogo de hoje -um dos poucos com lotação esgotada- a US$ 350 cada. Ágio de 75% sobre o preço oficial de US$ 200. No setor 2.. Para baixo O governo norte-coreano proibiu que a população assista aos jogos de "inimigos", como EUA e países da Europa. O de hoje, contra o Brasil, poderá ser visto. Mas não ao vivo. É que o país de Kim Jong-il pretende editar todas as partidas que forem liberadas. Procurando tu O advogado do PT, Píer Paolo, finalizava ontem pedido de inquérito à PF. Quer que ela investigue o vazamento do sigilo fiscal de Eduardo Jorge. Foco alternativo Geraldo Alckmin inova. Diferentemente de inúmeros candidatos que viajam a NY para ver de perto projetos de segurança, o tucano foi para lá ontem à noite conhecer sistemas de educação e de lixo. Sem foco Aliás, não foi o PT que quis derrubar Alckmin na pesquisa publicada anteontem na coluna. Um digitador do contra trocou 51% de intenção de voto no Estado por 15%. Direto das Convenções As convenções do PSDB, PMDB, DEM e PPS reuniram fauna sui generis, domingo, na Assembleia Legislativa de SP. Na festa dos tucanos, desfilavam sósias de Michael Jackson, Homem Aranha e a drag queen Dindry Buck, entre faixas espalhadas do candidato...Boca Nervosa. Houve tensão no reduto do PMDB, onde Francisco Rossi surgiu para constranger Quércia e tentar emplacar candidatura própria ao governo. Altino Rossi usava dados do data-banheiro, "o melhor lugar para fazer pesquisa", para justificar a certeza de que seu irmão venceria. O instituto, pelo visto, falhou. Rossi teve 18% dos votos válidos. Quércia, por sua vez, não apareceu por lá: subiu direto no palanque dos tucanos. A divisão dos espaços na assembleia não refletia a importância de cada uma das legenda. O DEM ficou restrito a um cercadinho, enquanto o PPS dominava um salão. Confusa mesmo foi a separação da festa dos partidos. "Convenção do PPS à esquerda e do PSDB à direita", tentava organizar militante-solo. Soninha Francine, prestes a entrar em período sabático, chegou no fim no evento procurando não chamar atenção. "Estou um pouco cansada de política. Mas, se convidada, aceitaria o Senado..." Sacudida foi a convenção do PSDB no estacionamento da Assembleia. Não faltou música sertaneja e hino da Copa, além de pérolas do animador: "quem gosta de mulher levanta a mão" ou "agora quero só as virgens". Pior. "Eu sou feliz porque nasci de uma mulher..." Lu Alckmin fez bonito. Abandonou os tons pastéis e surgiu em um vestido pink. Monica Serra? Não compareceu. No fim da festa...surpresa! A CET não poupou peemedebistas nem tucanos: multou todos os carros estacionados irregularmente nas redondezas do Ibirapuera. P.BONELLI E G. ALMEIDA Direto da SPFW No backstage do desfile da Colcci, domingo, o casting soltou um "uhu" que chegou até Baby do Brasil, sentada Na cobiçada fila AAA. "É Jesus Cristo lá atrás, tenho certeza", deixou escapar a cantora,autora de "narração" simultânea do desfile aos companheiros de fila. Nenhum cego. Gisele Bündchen pulou a festa da Colcci. Jantou com a irmã no Buddha Bar e correu para o Hotel Emiliano ver o pequeno Benjamin. E Paulo Borges fez a linha "não basta ser pai, tem que participar". Se "afogou" com o filho na piscina de bolinha, domingo,na Bienal. "Devagar, filho, devagar,"pedia. A pele russa deve ser diferente da brasileira. Eva Herzigova, a cobiçada top da SPFW, demorou ... 1h e 45 min para ser maquiada. |
CELSO MING
Qual é a proposta?
Celso Ming
O Estado de S.Paulo - 15/06/2010
Nesse fim de semana, o ex-governador José Serra e a ex-ministra Dilma Rousseff oficializaram suas candidaturas à Presidência da República, cada qual pela coligação de partidos que os apoia. Ele, pela oposição; ela, pelo governo Lula.
Do ponto de vista da política econômica, Dilma se apresenta agora como a candidata da continuidade, como aquela que vai manter as grandes linhas que, argumenta ela, garantem a estabilidade que é precondição para o prosseguimento dos programas de desenvolvimento e aumento de densidade do Brasil na economia global. E é assim que os emissários de Dilma vêm se apresentando aos empresários e grandes administradores.
Assim, às vezes com mais sutileza e às vezes com menos, tentam explorar o que entendem como campo de indefinição ou, mais do que isso, como as incertezas que cercam o programa de política econômica do candidato adversário.
O argumento dos defensores da candidata governista é o de que, se Serra vier a ser presidente da República, a economia brasileira correrá forte risco de passar por uma ampla desarrumação, com as consequências que daí deverão provir.
Desde os tempos em que participava como ministro das duas administrações Fernando Henrique, José Serra vem fazendo críticas duras não só à política cambial e à política monetária. Ele também se pronuncia especialmente contra a concessão do atual grau de autonomia do Banco Central na condução da política monetária (política de juros): "o Banco Central não é a Santa Sé", disse em abril na TV, em ríspida entrevista concedida à jornalista Míriam Leitão.
Mas essas posições estão longe de dar uma visão clara de como seria a geometria da política econômica num possível governo Serra. Não se sabe até que ponto seria alterado o atual tripé: responsabilidade fiscal (com formação de forte superávit primário); câmbio sujeito a "alguma flutuação suja", na medida em que prevê intervenções do Banco Central no mercado; e sistema de metas de inflação.
Serra é conhecido como aquele que sempre exigiu muito rigor na execução da política fiscal. No mais, às vezes, indica que fará mudanças, mas não a ponto de mexer radicalmente no tripé. Outras, é crítico ou vago o suficiente para deixar empresários e analistas na dúvida ou então que tome corpo a tese do "risco Serra".
Quando pretendia arrebatar a candidatura a vice de Dilma, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, denunciou com certa insistência a existência desse risco. Depois, no entanto, passou a defender a posição de que a economia brasileira já havia ultrapassado o estágio da puberdade e já é madura o suficiente, vem dizendo ele, para não se sujeitar a mudanças radicais no atual modelo. Isto é, independentemente de quem seja o novo presidente, as atuais vigas mestras serão fundamentalmente mantidas.
Seja como for, Serra está devendo uma definição do que pretende, se for eleito. As sabatinas se sucederão agora em todos os meios de comunicação e serão excelente oportunidade para deixar tudo isso mais claro. E é bom que fique claro. Se está erguendo a bandeira da confiança e da garantia de que "o que é bom deve continuar", é porque Dilma está identificando fragilidades nas propostas do seu adversário que lhe convém explorar eleitoralmente.
A França usa a tesoura
A França está disposta a seguir o projeto alemão. O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou ontem que o governo se prepara para um corte de ? 45 bilhões no orçamento até 2013. Na semana passada, foi a vez da chanceler Angela Merkel avisar que seu governo estava fazendo uma economia de ? 80 bilhões no mesmo período.
Dívida e soberania
Fillon justificou os novos cortes como uma decisão destinada a garantir a soberania do Estado francês: "Um país perde parte de sua independência nacional quando se endivida demais e quando acaba amarrado às decisões dos credores."
Na contramão
As decisões da Alemanha e da França contrariam os apelos formais do secretário do Tesouro americano, Tim Geithner, reiterados na última reunião do G-20, de que os governos europeus incrementem o dispêndio público para incentivar o consumo, em vez de aumentar os cortes de despesa que produzem recessão.
ANCELMO GÓIS
ENCICLOPÉDIA DO FUTEBOL
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 15/06/10
A família do ex-craque Nilton Santos, 84 anos, campeão mundial em 1958 e 1962, pôs à venda objetos pessoais do ídolo.
Na lista, está um jogo de botão com 13 peças feitas de baquelite da década de 1950.
SERRA NEGRA
Há ainda um álbum artesanal feito em 1962, em madeira e couro, pirografado pelos Irmãos Barros da Casa São Benedito, de Serra Negra (SP), onde a seleção ficou antes de embarcar para o Chile, na campanha do bi.
O IRÃ DE SUPLICY
Depois de desejar sorte ao time de Dunga, Eduardo Suplicy sugeriu à CBF ajudar no processo de paz entre as duas Coreias, realizando um jogo em Seul e outro em Pyongyang contra uma seleção dos dois países.
MAS...
Até o fechamento desta edição, a coluna não tinha apurado a reação do ditador norte-coreano, Kim Jong-Il, à proposta do fofo senador brasileiro.
AI, QUE FRIO
O médico da seleção, José Luiz Runco, vai usar nos jogadores, na estreia de hoje, contra a Coreia do Norte, uma pomada especial contra o frio.
O preparado contém os efeitos da temperatura – que, pela previsão, deve estar entre zero e cinco graus na hora do jogo (20h30m, 15h30m em Brasília).
NO MAIS Até aqui, com esse futebolzinho, a Copa podia estar sendo jogada no Aterro do Flamengo.
Com todo o respeito.
VIDAS SECAS
A rede francesa de lojas Hediard lança linha de geleias com sabores de cupuaçu, açaí, acerola e caju em setembro.
O fornecedor é a Palmeira Agrícola, de Palmeira dos Índios, cidade alagoana onde Graciliano Ramos foi prefeito.
REFUGIADOS NO BRASIL
O Brasil nunca recebeu tantos refugiados. Foram 4.294, de 1998 a 2010. Deste total, 3.895 desembarcam por aqui como marinheiros de primeira viagem.
Já aqueles que estão sendo trazidos de outros refúgios, os chamados reassentados, somam 399. Os dados serão divulgados hoje pelo Ministério da Justiça.
CAI PARA 5.000KM
A previsão é do ex-ministro Carlos Minc: deve ficar em torno de 5.000 quilômetros quadrados de floresta o desmatamento da Amazônia no período 2009/10.
O ano-calendário para a medição do desmatamento da Amazônia vai de agosto de um ano a julho do seguinte.
SEGUE...
Por essas contas o desmatamento vem caindo. Entre 2008/09 foram perdidos 7.008 quilômetros quadrados.
No período anterior, 12.911.
SÓ SE FALA NISSO
O movimento Cala Boca, Galvão, que está em primeiro nos tópicos mais populares do Twitter desde o início da Copa (como foi dito aqui), chegou ao New York Times e ao El País.
CRIME E CASTIGO
O 1º Tribunal do Júri condenou Francisco Itamar Nonato Pedrosa a 32 anos de prisão por estuprar, matar e ocultar o corpo da remadora do Flamengo Priscilla da Silva e Souza.
O crime ocorreu em 2008 no Parque da Cidade, na Gávea.
LUIZ GARCIA
Situações pretéritas
Luiz Garcia
O GLOBO - 15/06/10
Leis começam a valer a partir do momento em que são sancionadas e publicadas. Isso é óbvio, mas na prática nada tem de simples — como se vê no debate aberto do Tribunal Superior Eleitoral sobre vigência e abrangência da Lei da Ficha Limpa.
Já está decidido, por exemplo e graças a Deus, que as novas regras valem para as eleições deste ano. Mas os ministros ainda têm de resolver se só serão proibidas as candidaturas de cidadãos condenados depois da sanção da lei. Quem não conseguiu passar do primeiro ano do curso de Direito, como o acima assinado, imagina que a lei estabelece uma restrição em relação à situação do cidadão no momento em que se candidata, e ponto final. Parece simples — mas com certeza não faltam juristas na praça para afirmar que o argumento é apenas simplório.
Para o eleitor comum, o dado mais relevante nessa discussão talvez seja a lembrança de alguns dos políticos que seriam atingidos pela limitação — como Anthony Garotinho, no Rio, e Paulo Maluf, em São Paulo. São duas fichas sujíssimas históricas, exemplares. Os advogados de Garotinho anunciam que recorrerão ao Supremo Tribunal Federal, com o argumento de que as restrições só devem valer contra quem for condenado depois de a lei entrar em vigor.
Mas os juristas em geral não têm direito, como é óbvio, a personalizar suas interpretações. Como disse um deles, a proibição do registro de candidaturas de políticos condenados em segunda instância configura “a incidência futura de uma situação pretérita”. Bela frase.
Nada poderia ser mais claro e óbvio, não? A aplicação da lei já este ano é uma prova de sensibilidade do TSE a um óbvio desejo da sociedade civil. É sempre bom lembrar que o projeto sobre as fichas limpas chegou ao Congresso por uma iniciativa de juristas apoiada por alguns milhões — milhões, mesmo — de assinaturas de cidadãos. O Legislativo respondeu a esse movimento com uma tramitação de rara agilidade, e o Executivo também não perdeu tempo na sanção da lei.
No TSE, resta uma dúvida crucial a ser discutida, sobre se só estariam incluídas as condenações posteriores à sanção da lei. É precisamente o caso de Garotinho.
Não faço a menor ideia sobre a fundamentação jurídica dessa questão.
Sei apenas que a opinião pública tem pressa, e tem razão. Nas ruas, o pessoal só fala na necessidade de incidência imediata das situações pretéritas.
CLÁUDIO HUMBERTO
“Acho que fui vítima de uma covardia política...”
ROMEU TUMA JR RECLAMANDO QUE SOUBE PELA IMPRENSA DE SUA DEMISSÃO DO GOVERNO
DEZ MIL COMERCIAIS NA TV SÃO A APOSTA DE SERRA
Os marqueteiros do candidato do PSDB a presidente, José Serra, trabalham na produção dos comerciais que vão ser inseridos dez mil vezes, na TV, durante os meses de junho e julho. Esta é a aposta do tucano para enfrentar o crescimento da candidatada do PT, Dilma Rousseff. As inserções serão priorizadas durante a programação da Copa do Mundo. Cada comercial terá trinta segundos de duração.
REI DA “SIMPATIA”
José Serra tratou até com certa frieza, durante a convenção tucana do fim de semana, alguns dos mais cotados pré-candidatos a vice.
HOSTILIDADE
A frustração pela recusa de Aécio Neves de ser vice de Serra criou uma certa animosidade dos tucanos contra o ex-governador de Minas.
EMBLEMÁTICO
O Clube Espanhol de Salvador, local da convenção do PSDB que homologou José Serra para presidente, está prestes a ser demolido.
TRANSFORMAÇÃO
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é um dos aliados encantados com a mudança da petista Dilma Rousseff: “Ela está diferente, bonita”.
RJ: CABRAL “ESQUECE” INDENIZAÇÃO A PESCADORES
O governador do Rio, Sérgio Cabral, bufa e esperneia contra a emenda do pré-sal, dizendo que os recursos subtraídos pela emenda de Pedro Simon (PMDB-RJ) eram para ressarcir danos ao meio ambiente. Mas a memória de Cabral é fraca. Pescadores artesanais do Estado ainda aguardam indenização da Petrobras (R$ 1 bilhão), pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na baía da Guanabara, em janeiro de 2000.
EMBROMAÇÃO
A Petrobras perdeu no Superior Tribunal de Justiça, mas suas chicanas retrocederam o processo à Justiça do Rio para recálculo da dívida.
FRACASSOS
A Petrobras colecionava fiascos, no Rio. Além do vazamento na baía, a plataforma P-36 afundou, com 11 mortes e prejuízo de R$ 350 milhões.
APOIO EXPRESSIVO
Em Sergipe, um manifesto de 60 dos 75 prefeitos de vários partidos, do PT ao DEM, apoia a reeleição do senador Almeida Lima (PMDB).
O IRÃ É AQUI
Há dias, angustiado com a indefinição da aliança PT-PMDB no Estado, o senador José Sarney ligou para Lula: “Presidente, o sr. tenta resolver os problemas do Irã e não resolve os do Maranhão”? Só então Lula ordenou o apoio petista à reeleição da governadora Roseana Sarney.
PROPAGANDA
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) corre o risco de ser acusado de propaganda antecipada: ele ilustra seu twitter com sua foto ao lado de Dilma Rousseff, adornada com bandeirinhas do Estado e do País.
VOZ DA EXPERIÊNCIA
O governador do DF, Rogério Rosso, chamou o ex-deputado Cesar Lacerda para chefiar a administração regional do Lago Sul, Brasília. Ele foi o primeiro administrador (espécie de prefeito) da capital.
APRESSADO COME CRU
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), reagiu bem ao rompimento do “apressado” coronel e senador Tasso Jereissati (PSDB). Cid viaja na sexta (17) para torcer pelo Brasil na África do Sul.
RECOMPENSA
O PT do Amazonas deve desistir da candidatura de Marilene Corrêa (PT) ao Senado, que teve suas contas de 2008 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, e apoiar a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB).
BRILHO PRÓPRIO
A presidente da EBC, Tereza Cruvinel, lembra – com razão – que o “Conexão”, de Roberto Dávila, tem brilho próprio, existe há mais de dez anos e que seu custo mensal de R$ 125 mil é até baixo. E que nada tem a ver com o namoro entre ele e a ministra Ellen Gracie (STF).
NÃO É CURRAL
É no Acre dominado com mão de ferro pela oligarquia dos dois irmãos (ex-governador Jorge Viana e senador Tião Viana), ambos do PT, que Dilma Rousseff tem o pior desempenho nas pesquisas.
BRIGA ESTADUAL
O presidente Lula prometeu a Zeca do PT que vai a Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, ajudá-lo na briga contra o governador André Pucinelli. Mas falta combinar com o PMDB.
MINISTRA FASHION
A ministra Erenice Guerra (Casa Civil) apareceu TV Brasil vestindo um modelito Charles Chaplin, até com gravata borboleta, de cor amarela. Querem saber o telefone do seu personal stilist. Para evitá-lo.
PODER SEM PUDOR
GAFE E PATRIOTADA
Certa vez, na ausência do presidente João Paulo Cunha, o deputado Maurício Rabelo (PL-TO) abriu a sessão da Câmara, presidindo-a interinamente, e anunciou que usaria a palavra “o deputado Gonzaga Mota, ilustre ex-governador do Ceará”. Na verdade, o orador seria o pernambucano Gonzaga Patriota (PSB), que o corrigiu:
– Tenho o maior respeito pelo deputado Totó, senhor presidente, mas o único “patriota” nesta Casa sou eu...
ROMEU TUMA JR RECLAMANDO QUE SOUBE PELA IMPRENSA DE SUA DEMISSÃO DO GOVERNO
DEZ MIL COMERCIAIS NA TV SÃO A APOSTA DE SERRA
Os marqueteiros do candidato do PSDB a presidente, José Serra, trabalham na produção dos comerciais que vão ser inseridos dez mil vezes, na TV, durante os meses de junho e julho. Esta é a aposta do tucano para enfrentar o crescimento da candidatada do PT, Dilma Rousseff. As inserções serão priorizadas durante a programação da Copa do Mundo. Cada comercial terá trinta segundos de duração.
REI DA “SIMPATIA”
José Serra tratou até com certa frieza, durante a convenção tucana do fim de semana, alguns dos mais cotados pré-candidatos a vice.
HOSTILIDADE
A frustração pela recusa de Aécio Neves de ser vice de Serra criou uma certa animosidade dos tucanos contra o ex-governador de Minas.
EMBLEMÁTICO
O Clube Espanhol de Salvador, local da convenção do PSDB que homologou José Serra para presidente, está prestes a ser demolido.
TRANSFORMAÇÃO
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é um dos aliados encantados com a mudança da petista Dilma Rousseff: “Ela está diferente, bonita”.
RJ: CABRAL “ESQUECE” INDENIZAÇÃO A PESCADORES
O governador do Rio, Sérgio Cabral, bufa e esperneia contra a emenda do pré-sal, dizendo que os recursos subtraídos pela emenda de Pedro Simon (PMDB-RJ) eram para ressarcir danos ao meio ambiente. Mas a memória de Cabral é fraca. Pescadores artesanais do Estado ainda aguardam indenização da Petrobras (R$ 1 bilhão), pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na baía da Guanabara, em janeiro de 2000.
EMBROMAÇÃO
A Petrobras perdeu no Superior Tribunal de Justiça, mas suas chicanas retrocederam o processo à Justiça do Rio para recálculo da dívida.
FRACASSOS
A Petrobras colecionava fiascos, no Rio. Além do vazamento na baía, a plataforma P-36 afundou, com 11 mortes e prejuízo de R$ 350 milhões.
APOIO EXPRESSIVO
Em Sergipe, um manifesto de 60 dos 75 prefeitos de vários partidos, do PT ao DEM, apoia a reeleição do senador Almeida Lima (PMDB).
O IRÃ É AQUI
Há dias, angustiado com a indefinição da aliança PT-PMDB no Estado, o senador José Sarney ligou para Lula: “Presidente, o sr. tenta resolver os problemas do Irã e não resolve os do Maranhão”? Só então Lula ordenou o apoio petista à reeleição da governadora Roseana Sarney.
PROPAGANDA
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) corre o risco de ser acusado de propaganda antecipada: ele ilustra seu twitter com sua foto ao lado de Dilma Rousseff, adornada com bandeirinhas do Estado e do País.
VOZ DA EXPERIÊNCIA
O governador do DF, Rogério Rosso, chamou o ex-deputado Cesar Lacerda para chefiar a administração regional do Lago Sul, Brasília. Ele foi o primeiro administrador (espécie de prefeito) da capital.
APRESSADO COME CRU
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), reagiu bem ao rompimento do “apressado” coronel e senador Tasso Jereissati (PSDB). Cid viaja na sexta (17) para torcer pelo Brasil na África do Sul.
RECOMPENSA
O PT do Amazonas deve desistir da candidatura de Marilene Corrêa (PT) ao Senado, que teve suas contas de 2008 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, e apoiar a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB).
BRILHO PRÓPRIO
A presidente da EBC, Tereza Cruvinel, lembra – com razão – que o “Conexão”, de Roberto Dávila, tem brilho próprio, existe há mais de dez anos e que seu custo mensal de R$ 125 mil é até baixo. E que nada tem a ver com o namoro entre ele e a ministra Ellen Gracie (STF).
NÃO É CURRAL
É no Acre dominado com mão de ferro pela oligarquia dos dois irmãos (ex-governador Jorge Viana e senador Tião Viana), ambos do PT, que Dilma Rousseff tem o pior desempenho nas pesquisas.
BRIGA ESTADUAL
O presidente Lula prometeu a Zeca do PT que vai a Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, ajudá-lo na briga contra o governador André Pucinelli. Mas falta combinar com o PMDB.
MINISTRA FASHION
A ministra Erenice Guerra (Casa Civil) apareceu TV Brasil vestindo um modelito Charles Chaplin, até com gravata borboleta, de cor amarela. Querem saber o telefone do seu personal stilist. Para evitá-lo.
PODER SEM PUDOR
GAFE E PATRIOTADA
Certa vez, na ausência do presidente João Paulo Cunha, o deputado Maurício Rabelo (PL-TO) abriu a sessão da Câmara, presidindo-a interinamente, e anunciou que usaria a palavra “o deputado Gonzaga Mota, ilustre ex-governador do Ceará”. Na verdade, o orador seria o pernambucano Gonzaga Patriota (PSB), que o corrigiu:
– Tenho o maior respeito pelo deputado Totó, senhor presidente, mas o único “patriota” nesta Casa sou eu...
TERÇA NOS JORNAIS
- Globo: Área econômica e aliados duelam sobre aposentados
- Folha: Estuprador se beneficia de legislação mais dura
- Estadão: Punição por atraso de voo já vigora
- JB: Veto à vista
- Correio: Na batida do hexa
- Valor: Vetos reduzem o festival de benefícios da MP 472
- Jornal do Commercio: É o dia do cara
segunda-feira, junho 14, 2010
CARLOS ALBERTO SARDENBERG
A Copa dos emergentes CARLOS ALBERTO SARDENBERG |
| O Estado de S. Paulo - 14/06/2010 |
A Copa de 2006 coincidiu com o auge da economia global. O mundo crescia a taxas vigorosas, mais de 5% ao ano, bem acima das médias históricas. E mais: todas as regiões estavam em crescimento, quase todos os países avançando em níveis máximos. A Europa, por exemplo, que comemora quando cresce 2%, estava caminhando a 3%. A China, normalmente acelerada, aumentava sua produção a espantosos 12,5% ao ano. As bolsas de valores entravam num ciclo de otimismo que levaria a recordes de alta no final daquele ano e início de 2007. Além das ações, também se valorizavam os imóveis, enriquecendo as empresas e as famílias.
O que isso teria que ver com o futebol dentro das quatro linhas? Diretamente, nada. Mas o ambiente determinava o comportamento dos jogadores, estrelas globais, exuberantes como artistas. Esses períodos de prosperidade não apenas trazem à cena os ricos - novos e antigos -, como criam uma espécie de orgulho da riqueza.
Lembram-se das folgas dos jogadores brasileiros? Deixavam a concentração em automóveis de luxo, marcavam encontros com as mulheres e namoradas em hotéis mais que estrelados, alguns chegaram a alugar um jatinho para uma rápida escapada, algo como jantar em Madri e voltar em seguida.
Não foram apenas os brasileiros. A passagem da seleção inglesa, com Beckham e Victoria à frente, era uma festa em toda parte.
Isso certamente tem que ver com o desempenho dentro de campo. Havia nessa Copa craques já com a vida ganha, riqueza e fama conquistadas. Muitos foram lá para se exibir, não para dar o sangue, jogar bola e ganhar umas partidas. O próprio Parreira, técnico do Brasil e um homem de comportamento moderado, deixou-se levar pela onda. Dizia que estava ali não propriamente como treinador, mas como "administrador de talentos".
Outros técnicos pensavam coisa parecida. Esses talentos estavam tão convencidos de seu brilho que nem se importavam muito com a derrota. Suas seleções eram eliminadas e eles simplesmente saíam de férias, anunciadas e badaladas. Lembram-se do final do jogo em que o Brasil foi eliminado pela França? Jogadores brasileiros e franceses, que se conheciam do futebol europeu, saíram conversando animadamente, como se estivessem marcando um jantar com as patroas.
Atenção: não há, aqui, uma acusação, mas uma constatação. Não se tratava de pessoas ruins, egoístas, desprovidas de amor à Pátria. Apenas se comportavam de um modo determinado pelo ambiente e que era, registre-se, noticiado intensamente pela mídia, aprovado e mesmo admirado pelo povão.
A Copa de 2010 coincide com um momento duplo: a ressaca da crise, que foi simplesmente a pior em 90 anos, e uma incipiente recuperação que está longe de resgatar os mortos e feridos. Mesmo nos países que já estão crescendo forte, como é o caso do Brasil, o ambiente é de trabalho, de estar esperto para não voltar a cair na crise e para não ser atrapalhado pelos problemas dos que ainda estão no buraco. Em resumo, saiu a festa global, todos ficaram mais pobres, todos pagaram um preço e agora se trata de trabalhar duro para refazer as coisas.
De novo, o que isso tem que ver com o jogo dentro das quatro linhas? Diretamente, nada. Mas estão lá jogadores com outro comportamento e outra cabeça.
Não que falte dinheiro à Fifa e à Copa, mas o ambiente em torno das seleções está bem diferente. A farra acabou.
Mesmo os craques consagrados, que, aliás, continuaram ganhando dinheiro, estão contidos, disciplinados e com a sensação de que precisam mostrar algo em campo.
O argentino Messi, que no momento ostenta o título de melhor jogador do mundo, quase não aparece. Ninguém o vê circulando numa Mercedes, não se conhece sua namorada e toda a imprensa diz que ele precisa mostrar se sabe mesmo jogar numa Copa.
Nosso craque principal, Kaká, religioso, nunca foi dado a badalações, mas agora também está sob a pressão de mostrar que é mesmo um dos melhores do mundo e que pode carregar a seleção brasileira. Robinho, sim, é baladeiro. Mas tomou o cuidado de se recolher ao Brasil uns meses antes para se readequar.
E notem todo o time brasileiro. Ao contrário de Parreira, Dunga simplesmente manda nos seus trabalhadores, a tal ponto que estes falam todos a mesma coisa: dar o sangue pela Pátria. Talvez seja até o excesso oposto. Se o pessoal da Copa de 2006 estava ali para se exibir à plateia global, o time atual não precisava achar que caiu numa guerra mundial.
De todo modo, esse é o ambiente. Vale também para a seleção inglesa, austera, comportada e tão fechada quanto a cara de seu treinador, Fabio Capello.
A seleção da Espanha é simplesmente idolatrada por lá. Nunca os espanhóis tiveram um time tão bom e tanta chance de levar a Copa. Mas as pesquisas mostraram severa desaprovação quando se anunciou qual seria a premiação dos jogadores. Muitos se apressaram a dizer que doariam o dinheiro.
Os finalistas da última Copa foram países do grupo dos ricos e que estavam em fase exuberante. Hoje lidam com claras dificuldades econômicas. A França ainda consegue algum crescimento, mas a Itália vai bem devagar, com problemas difíceis de contas públicas. Na Espanha, funcionários públicos e trabalhadores se manifestam contra as políticas de arrocho preparadas pelo governo.
Os países que vão bem são os emergentes. O grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) lidera uma retomada da economia global. E reparem: dos quatro, o único que está na Copa é o Brasil.
Ou seja: ganhamos!
MARIA INÊS DOLCI
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DEVAGAR quase parando. É com essa banda larga que, lamentavelmente, temos de conviver no Brasil. Situação que torna irônicas as informações de que os internautas brasileiros estão entre os campeões de utilização da internet. Talvez fiquem tanto tempo conectados devido à lentidão do acesso. O serviço é muito, muito ruim, um acinte, um desrespeito a todos nós, que já não sabemos como viver sem computador, exceto, talvez, o colunista Ruy Castro, pelo que expõe em seus brilhantes artigos nesta Folha, sobre sua independência do telefone celular e do e-mail. Como estudar, trabalhar e ter várias opções de lazer com um serviço de banda larga tão ruim? É preocupante, porque a parte digital da vida é cada vez mais importante, especialmente nos mundos empresarial, científico e educacional. Corremos o risco de marcar passo, enquanto contarmos com poucas (e ruins) opções de acesso. Parte da produtividade e do avanço econômico, hoje, corre pelas conexões da web. Ou caminha lentamente, em nossa realidade brasileira. O governo federal mirou parte do problema -o custo proibitivo para os de menor poder aquisitivo, que são a maioria dos brasileiros. Mas o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), para ter sucesso, terá de oferecer, além de preço justo, velocidade de acesso. Caso contrário, no segmento da classe média, continuaremos nas mãos das mesmas operadoras. Gostaria de não ter de retomar esse assunto. Mas a impressão que tenho é que não se resolverá tão cedo. Há horários em que já antevemos sites que não abrirão, porque a banda vai se estreitando até parar. Vislumbramos que os e-mails ficarão perdidos no espaço, sem o bom humor do velho seriado. Se o serviço é caro, por que é tão ruim? Normalmente, pagar mais significa, pelo menos, ter bom serviço. Em geral, quando algum consumidor nos consulta sobre a precariedade de um serviço, sugerimos que o troque. Que opte pelos concorrentes. No caso do acesso à internet, é complicado sugerir isso. Há um oligopólio mal disfarçado, e o padrão de qualidade é bem semelhante em suas falhas e inconsistência. Poderíamos ter virado essa página, após o caso do Speedy. Que foi forçado a interromper as vendas do serviço por algum tempo. Após esse período, contudo, ele voltou e a situação no mercado continuou bem semelhante à anterior. Em maior ou menor grau, isso poderia valer também para as outras operadoras. A banda lenta irrita, atrapalha o ritmo do trabalho e, apesar disso, a fatura do serviço é bem salgada. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), esvaziada no atual governo, olha para o lado enquanto sofremos nas mãos das operadoras. Vai melhorar com o retorno da Telebrás? Depende de como voltar. Se oferecer bom serviço com alta velocidade de acesso, sacudirá o mercado, não tenho dúvida. Não pode ficar, porém, somente com os internautas que não interessam às companhias privadas. Tem que disputar todo o mercado, inclusive o mais lucrativo. Quase sempre discordo do Estado empresário. Custa demais e sofre injunções políticas. Vira cabide de empregos. Mas o abuso e o desrespeito na prestação de serviços de acesso à internet são tão descarados, tão evidentes, que a estatização, indiretamente, foi estimulada pelas empresas privadas desse segmento. O PNBL, portanto, não pode ser somente bravata eleitoral ou apetite estatal pela economia. Já estamos cansados de ser explorados. A expectativa é mudar o cenário desse mercado, para melhor, evidentemente. Parece que as operadoras não entendem muito bem o que seja atender bem o cliente. Nem do que trata o Código de Defesa do Consumidor, o que é um desplante. Desconhecer a legislação, porém, não é desculpa para não respeitá-la. Tudo isso já passou dos limites. Esperamos que o PNBL mude esse quadro logo. | ||||
| MARIA INÊS DOLCI, 54, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve quinzenalmente, às segundas, nesta coluna. | ||||
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