segunda-feira, maio 24, 2010
DENIS LERRER ROSENFIELD
O sequestro das liberdades
Denis Lerrer Rosenfield
O Estado de S.Paulo - 24/05/10
A liberdade é conquistada a duras penas. Sua perda pode ser relativamente rápida, mesmo imperceptível. Lutas políticas e civis se estruturam segundo suas diferentes acepções, que terminam por ser bandeiras que, com dificuldades, são levadas adiante. Frequentemente essas diferentes acepções são objeto de disputas acirradas, podendo até mesmo perverter a essência mesma do que seja a liberdade.
A liberdade é dita diferentemente segundo os interlocutores, os contextos e as definições. A rigor, caberia falar de liberdades, nas quais entram em linha de consideração a liberdade de empreender, a liberdade de escolha, a liberdade de pensamento e expressão, a liberdade da pesquisa científica, a liberdade de ir e vir, a liberdade de organização sindical e política, a liberdade religiosa e a liberdade de escolha dos dirigentes e representantes políticos.
A questão, porém, reside em que pode ocorrer um sequestro progressivo de certas acepções, outras permanecendo aparentemente intactas, até que outro sequestro reduza ainda mais o seu espectro. Tomemos a liberdade de imprensa e de expressão. O Estadão, pasmem, continua sob censura, configurando uma situação "normal", como se essa "anormalidade" fosse minimamente aceitável. O governo recuou, diante da pressão dos meios de comunicação, das medidas mais liberticidas de seu Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) em relação à imprensa e à mídia em geral. Para esse setor empresarial, as coisas aparentemente voltaram ao normal.
O problema, contudo, consiste em que se trata de uma simples aparência, pois sob a cobertura eufemística de "direitos humanos" outras medidas atentatórias às liberdades continuam constando em seus outros 500 itens e propostas. Pense-se, por exemplo, nos ditos "conselhos ambientais", que deveriam ser necessariamente consultados para a criação e ampliação de uma empresa em geral ? siderúrgica, de construção, de mineração, entre outras. Trata-se, sob a cobertura do politicamente correto, de propor a criação de "conselhos sindicais", "sovietes", para utilizar a linguagem russa, que passariam a ter ingerência na vida mesma das empresas, cerceando a liberdade de empreender.
A confusão de acepções chega a ser de tal monta que o próprio sentido da democracia é deturpado em função de um linguajar baseado numa doutrina "superior" dos direitos humanos. Assim, a democracia representativa se torna a bola da vez, com propostas de sua substituição progressiva pela democracia dita participativa. A linguagem utilizada é a da busca de uma sociedade mais justa e solidária. No entanto, quando vem à tona o significado dessas novas palavras, surgem as verdadeiras definições, como se a verdadeira sociedade justa e solidária fosse a que nasceria da destruição do capitalismo, definido como fonte de todos os males. Mais concretamente, a sociedade "justa e solidária" vem a ser identificada às propostas comunistas e socialistas dos irmãos Castro e de Hugo Chávez. Este último chegou até a ser defendido por nossos governantes como um verdadeiro democrata. Liberticidas são apresentados como libertários.
Há, também, toda uma campanha em curso que defende maior ingerência do Estado na vida dos cidadãos, cerceando a sua liberdade de escolha. Aqui, o sequestro da liberdade é dito ser feito em nome da saúde do cidadão, como se este fosse incapaz de discriminar por si mesmo aquilo que lhe convém ou não. O prazer, em particular, faz parte da escolha individual, não devendo o Estado ingerir num domínio que deveria estar ao abrigo de qualquer intervenção externa. O ato de regular os direitos individuais a partir dos direitos dos outros não pode ser confundido com uma ação administrativa estatal que se apresenta como a representação da virtude. O que não cabe é o indivíduo simplesmente receber uma imposição, dita do "bem", do que lhe deveria convir. A própria noção de prazer ? isso cada um sabe de sua própria experiência de vida ? tem os mais diferentes significados, podendo estar associada também à dor. Já Freud tinha concebido a indissociabilidade entre as pulsões de vida e morte. Cada um tem o direito de escolha de seu próprio corpo, de suas formas de expressão e de satisfação.
A liberdade de expressão e de empreender é vista igualmente com desconfiança a propósito da publicidade, como se essa atividade devesse ser cada vez mais controlada, retirando de sua alçada uma série de produtos considerados como "nocivos". Segundo essa concepção, o Estado é que determinaria o que seria tido por nocivo ou não para os cidadãos. A questão é de monta por estar baseada na confusão entre "influenciar" e "determinar". A rigor, a publicidade "influencia" o cidadão, não retirando deste sua capacidade de livre escolha. Ao contrário, ela a pressupõe. Posso comprar ou não um produto que me é apresentado publicitariamente. Daí não se segue que o cidadão seja completamente determinado, como se fosse um robô manipulável, desprovido de livre-arbítrio.
Causa espanto, também, que propostas ditas inovadoras de um "Brasil do século 21" estejam baseadas em posições retrógradas, avessas à liberdade de conhecimento e de pesquisa. Fala-se um pouco menos, neste período eleitoral, dos enormes problemas enfrentados pela CTNBio a propósito da pesquisa com transgênicos e da liberalização de sua comercialização. Até ainda recentemente, o dito "princípio da precaução" era identificado com o "princípio do imobilismo", na verdade, o princípio de restrição da própria pesquisa científica.
A liberdade de pesquisa foi conquistada após longos esforços, que perpassaram vários séculos, tornando as universidades lugares de realização das liberdades. Algumas ditas "novidades" são, agora, apresentadas como se estivéssemos diante de uma nova postura ante o mundo, quando são propostas de volta a um mundo anterior à conquista dessas liberdades.
CLÁUDIO HUMBERTO
"Se o povo não entrar em campo, não teremos reforma"
Deputado Raul Jungmann (PPS), que quer um plebiscito
para definir a reforma política
Deputado Raul Jungmann (PPS), que quer um plebiscito
para definir a reforma política
PP perderá 'diretoria fura-poço' se apoiar Serra
O apoio do Partido Progressista à candidatura presidencial do tucano José Serra custará a perda de controle da poderosa diretoria de Abastecimento da Petrobras, a "diretoria que fura poço", segundo a expressão celebrizada pelo ex-deputado Severino Cavalcanti. Foi ele inclusive quem indicou o atual diretor, Paulo Roberto Costa. Outro que perderá o cargo imediatamente é o ministro Márcio Fortes (Cidades).
Tio camarada
Um dos artífices do apoio do PP a Serra é senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do partido e tio do ex-governador mineiro Aécio Neves.
PAC invisível
O senador Marco Maciel (DEM-PE) alerta: há "excesso de improviso" do PAC de Lula e que sua segunda edição é "invisível e sem foco".
Esquerda otimista
O PT acha que elegerá 110 deputados federais. O PSB, 50 e o PCdoB, 22. Esse blocão somaria mais de um terço da Câmara dos Deputados.
TV CNJ
Como no Supremo Tribunal Federal, as sessões do Conselho Nacional de Justiça passarão a ser transmitidas, ao vivo, pela TV Justiça.
Órgão privado
O plano de saúde Fundação Geap é uma entidade de direito privado reconhecida pelo Tribunal de Contas da União, mas continua fazendo pose de órgão público - até para fechar contratos sem licitação no governo federal. Há dias, a Geap manipulou grande parte da pauta da reunião do Comitê Gestor de Atenção à Saúde do Servidor, realizada nas dependências do Ministério do Planejamento. Aí tem coisa...
Coisa séria
Criado pelo decreto 6833/09, o Comitê Gestor reúne administradores públicos para discutir ações em favor da saúde do servidor.
Boa notícia
A Suframa aprovou 42 novos projetos para a Zona Franca de Manaus. Os investimentos de US$ 345,485 milhões vão gerar 1.122 empregos.
Terra arrasada
"A desgraceira que o PT fez no Piauí foi pior que os terremotos no Chile e Haiti", garante o ex-governador e senador Mão Santa (PSC).
Fins bem lucrativos
Até o final de abril, o governo Lula gastou mais de R$ 1,14 bilhão com "entidades sem fins lucrativos", incluindo ONGs picaretas, segundo dados do Siafi. Corresponde a 25% do que foi repassado em 2009.
Admiração
O ex-ministro João Paulo dos Reis Veloso, cujos seminários têm o poder de fazer o Brasil refletir sobre o próprio futuro, é um dos admiradores confessos do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Vade retro
Diplomatas ameaçam votar em massa em Dilma Rousseff (PT) só para evitar o risco de o embaixador tucano Rubens Barbosa, atual diretor de Relações Internacionais da Fiesp, voltar ao Itamaraty como ministro.
Prêmio inédito
Nesta terça (25), nos Estados Unidos, Jorge Gerdau será o primeiro latino-americano a receber a Medalha Juran, da American Society for Quality, por seu compromisso com qualidade e gestão inovadora.
PODER SEM PUDOR
Menino com mania de ler
Certa vez, o pai do deputado Aldo Rebelo, vaqueiro em Viçosa (AL), procurou o senador Teotônio Vilela para uma conversa séria sobre o filho, um garotinho encabulado que trazia enroscado em suas pernas:
- Este menino, Teotônio, anda com umas coisa estranhas, agora só fala em ler, estudar... Ele tem é que ser vaqueiro que nem o pai!...
Soou como música aos ouvidos do Menestrel, que desde então apoiou os seus estudos. Hoje, o menino com mania de ler, além de ter sido ministro, é deputado federal, um intelectual refinado e grande conhecedor de literatura brasileira.
SEGUNDA NOS JORNAIS
- Globo: Gastos do governo com publicidade crescem 63%
- Folha: Prefeitura proibirá estacionar em ruas do centro expandido
- Estadão: Há escassez de mão de obra especializada em 67% das empresas
- JB: Irã fala em "nova era" com acordo
- Correio: Sobram barcos, falta fiscalização
- Valor: Crise traz de volta ao país 400 mil “expatriados”
- Estado de Minas: Vacina da gripe suína influencia teste de Aids
- Jornal do Commercio: De novo, arrastão e medo em Boa Viagem
domingo, maio 23, 2010
AUGUSTO NUNES
VEJA ON-LINE
AUGUSTO NUNES
O PT acabou no colo da elite golpista do Maranhão
23 de maio de 2010
Em 2005, quando o escândalo do mensalão implodiu o templo das vestais de araque, os brasileiros descobriram que os sacerdotes do PT, enriqueciam em missas negras que juntavam ecumenicamente cardeais e coroinhas alugados em quaisquer partidos. Passados cinco anos, informa a presente edição da revista VEJA, os velhos gigolôs do monopólio da ética vão além de comprar, alugar ou arrendar. Também são arrendados, alugados ou comprados, como anda ocorrendo no Maranhão.
Como a convenção regional do PT negou-se a ratificar o apoio à reeleição de Roseane Sarney, conforme Lula ordenara, a governadora resolveu apressar as coisas com os métodos aperfeiçoados pela famiglia em 50 anos de vilanias. Vários delegados municipais já receberam de R$ 20 mil a R$ 40 mil para entenderem que o melhor para o Maranhão é a troca da aliança celebrada com o PCdoB, que lançou a candidatura do deputado Flávio Dino, pelo palanque da herdeira do Homem Incomum.
Pela qualidade da mercadoria, o preço parece excessivo. Mas tem cara de fim de feira. Além da bolada, os convertidos ganham um brinde que aplaca remorsos improváveis: a gratidão do chefe supremo, que prometeu ao amigo que chamava de ladrão facilitar as coisas para a filha em apuros. Alguns petistas maranhenses ainda consideram intragável tal parceria. Terão de achá-la saborosa ou mudar de partido.
A gritaria dos milicianos contra a direita reacionária, o capitalismo selvagem e a oligarquia exploradora não rima com a submissão a um clã que é tudo isso e muito mais. Mas sempre prevalece a vontade do cara que está em todas. Em junho de 2005, Lula abençoou a compra de delinquentes aliados. Neste fim de maio, abençoa a venda de companheiros desfrutáveis.
Quando nasceu, há apenas 30 anos, a sigla pretendia ser moderna. Perdeu o viço ainda adolescente, envelheceu antes da idade adulta, perdeu a honra aos 25 anos, perdeu os militantes que sonhavam, virou um bando de milicianos, fez a opção pelo primitivismo e, acanalhada pelo Grande Pastor, hoje é uma seita condenada à morte.
Sempre berrando juras de amor aos ícones da esquerda psicótica, o PT, quem diria?, agoniza no colo da elite golpista do Maranhão.
Pela qualidade da mercadoria, o preço parece excessivo. Mas tem cara de fim de feira. Além da bolada, os convertidos ganham um brinde que aplaca remorsos improváveis: a gratidão do chefe supremo, que prometeu ao amigo que chamava de ladrão facilitar as coisas para a filha em apuros. Alguns petistas maranhenses ainda consideram intragável tal parceria. Terão de achá-la saborosa ou mudar de partido.
A gritaria dos milicianos contra a direita reacionária, o capitalismo selvagem e a oligarquia exploradora não rima com a submissão a um clã que é tudo isso e muito mais. Mas sempre prevalece a vontade do cara que está em todas. Em junho de 2005, Lula abençoou a compra de delinquentes aliados. Neste fim de maio, abençoa a venda de companheiros desfrutáveis.
Quando nasceu, há apenas 30 anos, a sigla pretendia ser moderna. Perdeu o viço ainda adolescente, envelheceu antes da idade adulta, perdeu a honra aos 25 anos, perdeu os militantes que sonhavam, virou um bando de milicianos, fez a opção pelo primitivismo e, acanalhada pelo Grande Pastor, hoje é uma seita condenada à morte.
Sempre berrando juras de amor aos ícones da esquerda psicótica, o PT, quem diria?, agoniza no colo da elite golpista do Maranhão.
DANUZA LEÃO
De cultura etc.
DANUZA LEÃO
FOLHA DE SÃO PAULO - 23/05/10
Mas me recuso a ter que gostar de artistas consagrados porque alguns decretaram que eles são talentosíssimos
SEMPRE TIVE implicância com algumas palavras, sobretudo com o peso dado a elas, um peso que tema ver quase com o sagrado. A principal delas é CULTURA, que envolve arte e literatura, entre muitas outras coisas. É perigoso falar desses assuntos, mas esse sentimento existe tão forte dentro de mim que evitá-los seria quase hipocrisia.
Vamos à primeira: CULTURA. O que é uma pessoa culta? É a que leu todos os livros, esteve em todos os museus, sabe falar, com palavras bonitas - e se forem difíceis, melhor ainda -, sobre os movimentos culturais do passado, do presente e até os que ainda vêm por aí. Sabe tudo sobre história em geral, a Grécia antiga, os romanos etc.; só que para falar sobre essas coisas e passar uma bela impressão deCULTURA é preciso ter também uma memória privilegiada.
Não adianta um vasto conhecimento sobre todos os assuntos que fazem parte do que se chamaCULTURA, se não tiver memória. Por ter alguma experiência de vida, também implico muito com os "espaços" culturais, talvez por ter visto tanta gente que só tem uma ambição na vida: dirigir um deles. Eles pulam de um para outro e passam a vida às custas da CULTURA, seja lá isso o que for; são os gigolôs daCULTURA.Aliás, quem decide o que é e o que não é CULTURA?
E quem decidiu que esses têm o poder de decretar o que é e o que não é?Há alguma coisa mais vaga do que um centro cultural? E quantos devem existir no Rio e em São Paulo?
Centenas, com toda certeza. Vamos agora à palavra arte; artes plásticas, mais precisamente. Existem, nos dias de hoje, artistas que vendem suas criações por milhares de dólares, e fico feliz por eles. Já outros passam a vida sem conseguir vender um único quadro - olha o exemplo de Van Gogh - e um belo dia passam a ser considerados os melhores da história do mundo.
Eu, que confesso sem nenhuma vergonha não ter um bom olho para a pintura, às vezes gosto do quadro de um pintor famoso, às vezes não; às vezes gosto do quadro de um desconhecido, às vezes não. Mas me recuso a TER QUE gostar de artistas consagrados porque alguns alguéns decretaram que eles são talentosíssimos. Odeio instalações, e me dou ao direito - que todos temos, aliás - de gostar do que eu gosto, sem ir pela cabeça dos críticos.
Agora, a literatura. Escrever, bem ou mal, não dá a ninguém o direito de se achar parte do sagrado mundo literário, e eu gostaria de saber por que razão os críticos da palavra têm o poder de dizer que uma determinada obra é um primor de literatura, ou não. Qual o critério de poder julgar o trabalho dos outros e dizer, do alto de sua sabedoria, o que é bom e o que não é?
Cansei de tentar ler livros altamente considerados como obras-primas e largar nas primeiras páginas, tal o tédio que senti. Aliás, quem quiser se passar por culto é só decorar algumas frases de autores famosos e de vez em quando dizê-las, assim como quem não quer nada, no meio de uma conversa.
Quem decreta que A é um bom pintor, que B é cultíssimo, que o LIVRO C é bom ou ruim? Quem consagraou destrói quem ousa penetrar nesse misterioso mundo da CULTURA?Quem tem o direito de falar sobre a qualidade do trabalho de um pintor?
Penso que somos, todos nós, únicos, com nossos gostos e preferências, e que devemos olhar para tudo o que é feito em nome da CULTURA com nossos próprios olhos, e não pelos daqueles que são considerados - não sei por quem - os únicos que sabem.
ANCELMO GÓIS
Cena carioca
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 23/05/10
Não é para levar a sério. Mas, outro dia, moradores de Laranjeiras, no Rio, viam
e ouviam das janelas o Bope desfilar, cantando músicas barra-pesada. Foi quando
o instrutor puxou o coro: ?Você que está me olhando/ Eu não olho pra você/Porque
se você continuar me olhando/ Vou aí buscar você?...
No mais
Parece paspalhice. E é.
Viva Elba!
Elba Ramalho tem emocionado a plateia cantando Ave Maria nos seus shows. É para
agradecer a rápida cura de um nódulo na mama.
Em junho, a cantora fará 25 apresentações pelo Brasi
MPB desafinada
A 11aCâmara Cível do TJ do Rio negou o pedido de indenização de Ruy Faria contra
seus ex-colegas do MPB-4.
O processo se arrasta desde 2007 quando, após 40 anos de uma história harmoniosa
como seus vocais, o grupo se desentendeu por razões financeiras.
Daniella Perez
Glória Perez decidiu criar um site (www.gloriafperez.net) para transcrever o
processo do assassinato da filha, Daniella Perez.
O trabalho já foi iniciado
De mãos dadas
A Petrobras e a Nova Cibe Energia (grupo Bertin) seguem unidas no objetivo de
sujar a matriz energética brasileira. Após a termelétrica na Bahia, anunciam uma
térmica em Pernambuco.
Também à base de óleo combustível, que é uma sujeira só.
Bichos da África
A ONG Fala Bicho, como se sabe, enviou carta ao embaixador Bangumzi Sifingo,
representante da África do Sul aqui, contra a matança de animais para abençoar
os campos da Copa.
A embaixada demorou, mas respondeu. Disse que o governo sabe dos rituais, mas
que a Constituição ?dá direito a livre religiosidade?. É. Pode ser
Leiteria Federal
Pelo volume gasto com leite no Senado dá para desconfiar que há alguém mamando.
Em um mês, a casa pagou R$ 76 mil pelo produto na Comércio de Alimentos PC Ltda,
segundo a ONG Contas Abertas.
O negócio é petróleo
Veja como cresce o negócio do petróleo no Brasil. O Espírito Santo, segundo
maior produtor do país, terá uma base de apoio logístico do grupo norte-americano
Edson Chouest Offshore.
Investimento: R$ 300 milhões
Igualdade racial
Milton Gonçalves (acima), o querido ator de 75 anos, será homenageado, aos 54
anos de carreira, pelo movimento negro, dia 31 agora, durante a quinta edição do
Prêmio Camélia da Liberdade, promovido pelo Centro de Articulação de Populações
Marginalizadas (Ceap). Merece.
A camélia, como se sabe, foi a flor-símbolo da luta pela abolição da escravatura.
Segurança máxima
O jeito Dunga de treinar, com a concentração da seleção isolada no complexo do
Atlético-PR, vai virar piada no Casseta & Planeta, terça.
O quadro se chama Concentração de segurança máxima.
Nele, aparece um campo com arame farpado cercado por guardas e cães.
Faz sentido
Luciano Szafir passeava na manhã de quinta no aeroporto de Brasília, quando
quatro senhorinhas entoaram num coro quase perfeito: É o marido da Xuxa! Vamos
tirar uma foto.
No que...
Szafir argumentou: Não sou o marido da Xuxa.
Sou o pai da Sasha.
Ah, bom!
Abundância literária
A terra das popozudas emplacou uma representante no que pretende ser a
publicação definitiva sobre...
moças de bunda grande. Andressa Soares, a Mulher Melancia, é a brasileira nas
páginas de The Big Butt Book, que chega às livrarias do país dia 1o agora, numa
e d i ç ã o e m p o r t u g u ê s . Produção da alemã
Taschen, maior editora de livros de arte do mundo, que sairá aqui pela Paisagem,
a obra ? abundantemente ilustrada integra a coleção dos fetiches, que já tem o
livro dos seios, das pernas e, acredite, dos pênis.
Chamada The Watermelon Woman? na edição em inglês, Andressa desfila sua
opulência em 12 páginas, com fotos e texto do coleguinha Thiago Lucas. Ela está
exultante com a lembrança.
Acho que o Brasil está bem representado.
Pelo livro que é, sou a pessoa certa, assume a nada mos desta Melancia, lamentando
não haver mais brasileiras na obra. Uma é pouco. Poderiam estar a
Rita Cadillac e a Gretchen, além de muitas que não são famosas. A gente vê na
rua que aqui é o país das mulheres de bunda grande?.
Faz sentido.
Cantos de guerra
Uma seleção de coleguinhas - Zuenir Ventura, Merval Pereira, Ruy Castro, Tostão
e Roberto Pompeu de Toledo, entre outros - criticou o tom desmedidamente
ufanista de Dunga na seleção. Houve também quem fizesse reparos aos anúncios de
TV em que o brahmeiro? Dunga fala como um guerreiro.
Veja que curioso. Não é a primeira vez que a publicidade é usada como plataforma
patriótica em tempos de seleção. Era originalmente um jingle, vencedor de um
concurso da agência JW Thompson, aquele hino da Copa de 1970, que dizia: Noventa
milhões em ação/ Pra frente, Brasil, do meu coração?? Aliás, Miguel Gustavo (1922-1972),
o autor deste hino apropriado pela ditadura, ajudou a eleger João Goulart,
derrubado pelo golpe militar de 1964. O compositor foi autor do jingle da
campanha de Jango à Vice-Presidência, em 1960. Um trecho: ?Na hora de votar/Eu
vou Jangar/É Jango, é Jango!/É o Jango Goulart.
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