sexta-feira, setembro 26, 2008

COISAS QUE EU GOSTO.


ATENÇÃO ONANISTAS, CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR.

FIM DE SEMANA  - ESCOLHA

Evento

Rock no bar
A banda Rádio BRA se apresenta hoje, logo mais às 21h, no bar Maria Farinha, que fica em Morro Branco. O grupo reúne o melhor do pop-rock nacional e também MPB. No repertório, interpretações de bandas como Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Zé Ramalho, Vanessa da Mata, Lobão, Plebe Rude, Capital Inicial, Marina Lima, Cazuza, Barão Vermelho, Uns e Outros, Nenhum de Nós, Lulu Santos, Metrô, O Rappa, entre muitos outros. Não é cobrado couvert artístico. O Bar Maria Farinha fica na Rua Brigadeiro Gomes Ribeiro. Mais informações: 8832 6490.

Bandas na boate
O som do MobyDick está hoje na boate Aprecie Live, em Ponta Negra. Amanhã será a vez da banda Revolver, tocando clássicos do rock. A festa começa sempre às 22h, o couvert é de R$ 5. A Aprecie Live fica na Rua das algas, 2282, Alagamar - Ponta Negra, em frente à praça da rua da lagosta. Mais informações: 3219 0050.

Livro e Música
O Veleiros Bar está fazendo aniversário e promovendo uma série de atrações culturais. Hoje, a cantora Yasmine Lemos lança seu livro de poesias Vestida em Versos, que contará também com show de Lene Macedo e Rebeca Macedo, a partir das 20h. E amanhã, as cantoras Tânia Soares e Ana Clara Menezes se apresentam no palco do lugar para embalar a noite de sábado. Mais informações: 3236 4532.

Evento do Bem
O Castelo Pub, que fica na Roda do Sol, promoverá amanhã o Forrock do Bem, reunindo a partir das 22h, os melhores hits dos anos 60 até hoje, com o DJ Berto, a banda VNV, com rock dos anos 80 daqui e de fora, finalizando com a banda de forró universitário Merda de Gado. Toda a renda dos ingressos, que custará R$ 5 cada, será revertida para as ações humanitárias da Casa do Bem.
As senhas já estão sendo vendidas pelo DJ Berto. Mais informações: 9983 4341.

Cultura no Trem
A 8ªEdição do Cultura no Trem traz Letto Ottel e grupo de Teatro de Trânsito da STTU. A programação começa amanhã, a partir das 8h, na Estação de Trens da Ribeira. Letto tem 23 anos e vem se destacando com apresentações de músicas próprias com voz e guitarra tocando o ritmo Folk Rock. Já a Turma de Teatro de Trânsito da STTU vai fazer uma encenação de cordel, com foco em ações educativas no combate à acidentes de trânsito. Na programação, ainda recital de poesia, literatura de cordel, coco de embolada e capoeira. Às 9h40, o trem parte com destino à Ceará Mirim contando com animadores durante todo o percurso.

Aniversário do Clube
O Jiqui Country Club está completando 45 anos e amanhã prepara uma grande festa de comemoração a partir das 22h. A animação ficará por conta da Orquestra Los Manos e a Banda Perfume de Gardênia. Censura livre. Informações e vendas: 3208.1227.

Repertório eclético
O cantor e compositor, Giovani Montini recebe seus convidados amanhã, a partir das 18h, no Botiquim Sargento Tainha, em Emaus, próximo ao Morada da Paz. Giovani apresentará um repertório eclético: MPB, Pop Rock e Reggae.

Programação do Orla Sul
A programação cultural do Shopping Orla Sul conta hoje com a apresentação do Toca Trio, no Café Grão Santo, a partir das 18h. No mesmo horário, será lançado o livro Be-a-bá da Capoeira, do Mestre Alexandrre Marcos de Brito, na Praça de Alimentação. Às 19h, será a vez da cantora Tânia Soares e Banda tocar MPB no mesmo local. Amanhã, a partir do meio-dia, a Praça de Alimentação já será tomada pelo cantor Anderson Lima; mais tarde, às 18h, será a vez de Lavu e Leonardo, no piano e sax, e às 19h, Dani Negro e Trio MPB sobem ao palco. No domingo, Lene Macedo anima a hora do almoço, com seu rico repertório em MPB.

Khrystal na ZN
A cantora Khrystal se apresenta hoje no Beto’s Bar, na Zona Norte. Acompanhada pelo trio Ricardo Baía, José Fontes e Kleber Moreira - em nova formação da sua banda - esse já será o 12º show no mês de setembro feito por Khrystal. Em outubro, Khrystal parte para uma série de shows em Fortaleza (CE), Mossoró e Pipa. Amanhã, Khrystal estará no Praia Shopping Musical, em Ponta Negra, a partir das 20h30.

Música todo dia
O Praia shopping musical encerra a temporada do final de semana com Alexandre Moreira e Trio, apresentando clássicos do Choro. O show começa a partir das 20h. O projeto ocorre diariamente no Praia Shopping, em Ponta Negra, com entrada gratuita. E, seguindo a série de shows, na segunda-feira, será a vez de Zé Hilton e Trio, com clássicos do Forró e participação especial de Waldir Luzz e Nara Costa, a partir das 20h.

Som da Mata
Rogério Pitomba (bateria), Ismael Miranda (contrabaixo) e Diego Brasil (guitarra) juntaram seus acordes e apresentam show instrumental no próximo domingo, dentro do Projeto Som da Mata, que ocorre sempre às 16h30, no Parque das Dunas. No repertório preparado, além de composições próprias, o grupo vai apresentar releituras de clássicos de Tom Jobin, João Donato e Gilberto Gil. A entrada custa R$ 1. Mais informações: 3201 4440.

Domingo no Parque
O cantor Rodolfo Amaral estará neste domingo no projeto Domingo no Parque, que ocorre no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, sempre a partir das 16h. No show Borogodó Musical, Rodolfo Amaral canta MPB, marchinhas de carnaval, além de Edith Piaf. O Domingo no Parque é uma promoção da Funcarte e Prefeitura Municipal e além da atração cultural também oferece oficinas com contação de histórias, cantigas, corpo e voz. A entrada é gratuita. O Parque da Cidade fica no prolongamento da Prudente de Morais, no Pitimbu.

Fábulas no Ensino
O Projeto Fábulas na Escola-Cosern inicia na próxima segunda-feira uma temporada de apresentações na rede estadual de ensino. Até o dia 17 de outubro o grupo Clowns de Shakespeare percorrerá 13 escolas estaduais, para alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O grupo vai orientar e incentivar os professores a fazer com que os alunos escrevam e contem histórias e com isso estará estimulando a criatividade e despertando a criança a pensar através de suas vivências.

NA FRENTE OU NO VERSO



SEXTA NOS JORNAIS


- Globo: Disputa eleitoral nos EUA dificulta socorro a bancos

 

- Folha: Republicanos travam pacote nos EUA

 

- Estadão: Partido de Bush resiste ao pacote

 

- JB: Congresso esfria a crise dos EUA

 

- Correio: Sexo, drogas & Vergonha

 

- Valor: Crédito de curto prazo para empresas mingua

 

- Gazeta Mercantil: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos

 

- Estado de Minas: A hora da verdade

 

- Jornal do Commercio: Sem Lula, PT faz comício no Recife

quinta-feira, setembro 25, 2008

Papagaio cubano



Em Cuba, um menino regressa da escola e chega a casa cansado e faminto e
pergunta à mãe:

-'Mamá, que há de comer?'

-'Nada, meu filho.'

O menino olha para o papagaio que têm e pergunta:

-'Mamá, porque não há papagaio com arroz?'

-'Porque não há arroz.'

-'E papagaio no forno?'

-'Não há gás.'

-'E papagaio no grelhador eléctrico?'

-'Não há electricidade.'

-'E papagaio frito?'

-'Não há azeite.'

E o papagaio contentíssimo gritava:

'VIVA FIDEL !!! VIVA FIDEL

PARA ENTENDER A CRISE

O estrago que seu Biu provocou
Quer entender a crise que pode levar os Estados Unidos para o buraco, segundo Bush, e com ele parte do mundo?

"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bebuns e quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito e o aumento da margem para compensar o risco).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, PQP, TDA, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu."

TÁ ROLANDO NA NET
ESTICA & PUXA

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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 15

Marcela

Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois meios de granjear a vontade das mulheres: o violento, como o touro de Europa, e o insinuativo, como o cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânae, três inventos do padre Zeus, que, por estarem fora da moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno. Não direi as traças que urdi, nem as peitas, nem as alternativas de confiança e temor, nem as esperas baldadas, nem nenhuma outra dessas coisas preliminares. Afirmo-lhes que o asno foi digno do corcel, — um asno de Sancho, deveras filósofo, que me levou à casa dela, no fim do citado período; apeei-me, bati-lhe na anca e mandei-o pastar.

Primeira comoção da minha juventude, que doce que me foste! Tal devia ser, na criação bíblica, o efeito do primeiro sol. Imagina tu esse efeito do primeiro sol, a bater de chapa na face de um mundo em flor. Pois foi a mesma coisa, leitor amigo, e se alguma vez contaste dezoito anos, deves lembrar-te que foi assim mesmo.

Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome, que eu de nomes não curo; teve a fase consular e a fase imperial. Na primeira, que foi curta, regemos o Xavier e eu, sem que ele jamais acreditasse dividir comigo o governo de Roma; mas, quando a credulidade não pôde resistir à evidência, o Xavier depôs as insígnias, e eu concentrei todos os poderes na minha mão; foi a fase cesariana. Era meu universo; mas, ai triste! não o era de graça. Foi-me preciso coligir dinheiro, multiplicá-lo, inventá-lo. Primeiro explorei as larguezas de meu pai; ele dava-me tudo o que eu lhe pedia, sem repreensão, sem demora, sem frieza; dizia a todos que eu era rapaz e que ele o fora também. Mas a tal extremo chegou o abuso, que ele restringiu um pouco as franquezas, depois mais, depois mais. Então recorri a minha mãe, e induzi-a a desviar alguma coisa, que me dava às escondidas. Era pouco; lancei mão de um recurso último; entrei a sacar sobre a herança de meu pai, a assinar obrigações, que devia resgatar um dia com usura.

Em verdade, dizia-me Marcela, quando eu lhe levava alguma seda, alguma jóia; em verdade, você quer brigar comigo... Pois isto é coisa que se faça... um presente tão caro...

E, se era jóia, dizia isto a contemplá-la entre os dedos, a procurar melhor luz, a ensaiá

la em si, e a rir, e a beijar-me com uma reincidência impetuosa e sincera; mas, protestando, derramava-lhe a felicidade dos olhos, e eu sentia-me feliz com vê-la assim. Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu levava-lhe quantas podia obter; Marcela juntava-as todas dentro de uma caixinha de ferro, cuja chave ninguém nunca jamais soube onde ficava; escondia-a por medo dos escravos. A casa em que morava, nos Cajueiros, era própria. Eram sólidos e bons os móveis, de jacarandá lavrado, e todas as demais alfaias, espelhos, jarras, baixela, — uma linda baixela da Índia, que lhe doara um desembargador. Baixela do diabo, deste-me grandes repelões aos nervos. Disse-o muita vez à própria dona; não lhe dissimulava o tédio que me faziam esses e outros despojos dos seus amores de antanho. Ela ouvia-me e ria, com — expressão cândida, — cândida e outra coisa, que eu nesse tempo não entendia bem, mas agora, relembrando o caso, penso que era um riso misto, como devia ter a criatura que nascesse, por exemplo, de uma bruxa de Shakespeare com um serafim de Klopstock. Não sei se me explico. E porque tinha notícia dos meus zelos tardios, parece que gostava de os açular mais. Assim foi que um dia, como eu lhe não pudesse dar certo colar, que ela vira num joalheiro, retorquiu-me que era um simples gracejo, que o nosso amor não precisava de tão vulgar estímulo.

— Não lhe perdôo, se você fizer de mim essa triste idéia, concluiu ameaçando-me com o dedo.

E logo, súbita como um passarinho, espalmou as mãos, cingiu-me com elas o rosto, puxou-me a si e fez um trejeito gracioso, um momo de criança. Depois, reclinada na marquesa, continuou a falar daquilo, com simplicidade e franqueza. Jamais consentiria que lhe comprassem os afetos. Vendera muita vez as aparências, mas a realidade, guardava-a para poucos. Duarte, por exemplo, o alferes Duarte, que ela amara deveras, dois anos antes, só a custo conseguia dar-lhe alguma coisa de valor, como me acontecia a mim; ela só lhe aceitava sem relutância os mimos de escasso preço, como a cruz de ouro, que lhe deu, uma vez, de festas.

— Esta cruz...

Dizia isto, metendo a mão no seio e tirando uma cruz fina, de ouro, presa a uma fita azul e pendurada ao colo.

— Mas essa cruz, observei eu, não me disseste que era teu pai que...

Marcela abanou a cabeça com um ar de lástima:

— Não percebeste que era mentira, que eu dizia isso para te não molestar? Vem cá, chiquito, não sejas assim desconfiado comigo... Amei a outro; que importa, se acabou? Um dia, quando nos separarmos...

— Não digas isso! bradei eu.

— Tudo cessa! Um dia...

Não pôde acabar; um soluço estrangulou-lhe a voz; estendeu as mãos, tomou das minhas, conchegou-me ao seio, e sussurrou-me baixo ao ouvido:

— Nunca, nunca, meu amor! Eu agradeci-lho com os olhos úmidos. No dia seguinte levei-lhe o colar que havia recusado.

— Para te lembrares de mim, quando nos separarmos, disse eu.

Marcela teve primeiro um silêncio indignado, depois fez um gesto magnífico: tentou atirar o colar à rua. Eu retive-lhe o braço; pedi-lhe muito que não me fizesse tal desfeita, que ficasse com a jóia. Sorriu e ficou.

Entretanto, pagava-me à farta os sacrifícios; espreitava os meus mais recônditos pensamentos; não havia desejo a que não acudisse com alma, sem esforço, por uma espécie de lei da consciência e necessidade do coração. Nunca o desejo era razoável, mas um capricho puro, uma criancice, vê-la trajar de certo modo, com tais e tais enfeites, este vestido e não aquele, ir a passeio ou outra coisa assim, e ela cedia a tudo, risonha e palreira.

— Você é das Arábias, dizia-me.

E ia pôr o vestido, a renda, os brincos, com uma obediência de encantar.

cont.amanhã


Dnit diz que “erro de digitação” levou a pagamentos indevidos

Um ‘‘erro de digitação’’ pode ter provocado o pagamento excedente de R$ 17 mil pelo asfalto usado na duplicação da BR-101, especificamente no trecho que liga o Rio Grande do Norte à divisa com a Paraíba. Falhas na composição de preços, na elaboração do projeto e na execução dos trabalhos foram detectadas pelo Tribunal de Contas da União, em auditoria realizada na obra em 2007, mas cujos resultados só foram publicados no último dia 19 no Diário Oficial da União.

O TCU, que é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos do governo federal, deu o prazo de 15 dias - a contar da última terça-feira - para que o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) modifique o preço de asfalto, ou da execução do chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente, o CBUQ, que apareceu com dois valores diferentes no edital da licitação. ‘‘Pode ter sido erro de digitação’’, cogitou ontem o superintendente regional do Dnit, José Narcelio Marques Sousa, em entrevista ao Diário de Natal, acrescentando que o TCU mandou unificar os preços, considerando o menor valor. Os preços, contratados com o consórcio Constran/Galvão/Construcap/ deverão ser reduzidos mediante termo aditivo. LEIA MAIS AQUI


PERGUNTA SEM RESPOSTA.

VOCE JÁ VIU ERRAREM  PARA UM PREÇO MENOR? Ô CAMBADA DE LADRÕES...

MALUCO CORRUPTO



QUINTA NOS JORNAIS


- Globo: BC deixa mais dinheiro com bancos para não faltar crédito

 

- Folha: BC libera dinheiro para compensar crise no exterior

 

- Estadão: BC põe R$ 13 bi no mercado e reduz pressão sobre bancos

 

- JB: Vitória da Democracia

 

- Correio: Reação ao intolerável

 

- Valor: BC combate concentração de recursos nos grandes bancos

 

- Gazeta Mercantil: Toda economia está em perigo, adverte Bush

 

- Estado de Minas: Mineira vive mais, estuda mais e não quer se casar

 

- Jornal do Commercio: Tempo quente no guia eleitoral

terça-feira, setembro 23, 2008

ORGULHO DE SER  PT
ORGULHO DE SER LULISTA

 BRASIL TEM NOTA 3,5 NO RANKING DA CORRUPÇÃO DA TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL.

PAÍS APARECE EM 8O LUGAR ENTRE 180 PAÍSES, SEGUNDO A ONG.

O Brasil aparece em 80º lugar no ranking de 180 países divulgado nesta terça-feira (23), em Berlim, no relatório anual da ONG Transparency International (TI, Transparência Internacional).

 

O país aparece com nota 3,5 em uma escala de 0 a 10, empatado com Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. No ano passado, o país havia ficado em 72º lugar, com a mesma nota 3,5, empatado com China, Índia, México, Marrocos, Peru e Suriname.

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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 14

Primeiro beijo

Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com eles nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.

Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola. Marcela, a "linda Marcela", como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos. Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, ela morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola.

Via-a, pela primeira vez, no Rossio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Via-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. —Segue-me, disse ela ao pajem. E eu seguia-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe "linda Marcela", lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto.

Três dias depois perguntou-me meu tio, em segredo, se queria ir a uma ceia de moças, nos Cajueiros. Fomos; era em casa de Marcela. O Xavier, com todos os seus tubérculos, presidia ao banquete noturno, em que eu pouco ou nada comi, porque só tinha olhos para a dona da casa. Que gentil que estava a espanhola! Havia mais uma meia dúzia de mulheres, — todas de partido —, e bonitas, cheias de graça, mas a espanhola... O entusiasmo, alguns goles de vinho, o gênio imperioso, estouvado, tudo isso me levou a fazer uma coisa única; à saída, à porta da rua, disse a meu tio que esperasse um instante, e tornei a subir as escadas.

— Esqueceu alguma coisa? perguntou Marcela de pé no patamar.

— O lenço.

Ela ia abrir-me caminho para tornar à sala; eu segurei-lhe nas mãos, puxei-a para mim, e dei-lhe um beijo. Não sei se ela disse alguma coisa, se gritou, se chamou alguém; não sei nada; sei que desci outra vez as escadas, veloz como um tufão, e incerto como um ébrio.

CONT.AMANHÃ





TERÇA NOS JORNAIS


- Globo: Incerteza sobre pacote gera instabilidade nos mercados

 

- Folha: Indefinição sobre pacote esfria mercado

 

- Estadão: Países ricos rejeitam ajuda global a bancos

 

- JB: Governo vai aumentar multa por embriaguez

 

- Correio: Petróleo em disparada

 

- Valor: Tesouro aceita supervisão e "resgate" avança nos EUA

 

- Gazeta Mercantil: Petróleo tem alta histórica de US$ 16,37

 

- Estado de Minas: Crise já ameaça até bolso do Papai Noel

 

- Jornal do Commercio: Greve de servidores fecha ambulatórios

segunda-feira, setembro 22, 2008

    MALUCO


SEGUNDA NOS JORNAIS

- Folha: EUA estendem ajuda a bancos estrangeiros

- Globo: Brasileiro vive mais de 11 anos com saúde precária

- Estadão: EUA pedem a outros países que também socorram bancos

- JB: Tráfico e militares se encontram na favela

- Correio: Cinco mil vagas temporárias no comércio

- Valor: Congresso interfere em plano do Tesouro dos EUA

- Gazeta Mercantil: Congresso dos EUA quer auditar a ajuda aos bancos

domingo, setembro 21, 2008

POMBA DE BURRO

CULINÁRIA BIZARRA:PÊNIS DE JUMENTO FAZ SUCESSO NA CHINA


Ampliar FotoFoto: Divulgação/CITS

Vai um pênis de jumento aí, chefia? (Foto: Divulgação/CITS)


Prato é considerado 'iguaria' afrodisíaca por orientais.

No país, também são consumidos membros de ursos, cachorros e focas.

Considerando-se a crença chinesa de que certos animais ou seus órgãos têm propriedades medicinais quando ingeridos, não é difícil imaginar qual seria o efeito de um pênis de jumento no organismo humano. 

A chamada "cultura do pênis" chinesa chegou há alguns anos ao conhecimento ocidental. Em alguns lugares, como restaurantes temáticos, eles tentam falar abertamente sobre o assunto em busca de melhorar seu desempenho sexual. Entre uma prosa e outra, consomem os membros cozidos e fatiados (e supostamente afrodisíacos) de bois, ursos, veados, burros, cavalos, carneiros, búfalos, focas, cobras e cachorros. 

A novidade é um vídeo publicado no site Weird Asia News, que mostra um cidadão inglês sendo confrontado com seu jantar: um pênis de jumento. A garçonete explica como aquilo foi preparado e qual é a forma correta de comê-lo. 

Segundo a reportagem, o China International Travel Service (CITS), órgão ligado ao turismo internacional no país, faz sua parte, preparando os visitantes estrangeiros para o fato de que eles podem considerar alguns pratos apreciados na China como algo ofensivo ou repugnante. 

Nos centros comerciais são oferecidos petiscos como cavalos-marinhos no espeto e cigarras. Segundo um vendedor, cavalo-marinho é bom para os rins masculinos. O CITS encoraja os estrangeiros a experimentar esses pratos "de cabeça aberta", como forma de estreitar as diferenças culturais entre os povos.

BALANÇANDO O DOMINGO

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É muito gostosa.


DOMINGO NOS JORNAIS


- Globo: Crise: empresas perderam US$ 215 bilhões no Brasil

 

- Folha: Lula reabre compra de Petrobras com FGTS

 

- Estadão: Pacote dos EUA prevê socorro de US$ 700 bi

 

- JB: Campanha não empolga eleitor

 

- Correio: A Brasília que joga

 

- Valor: Dólar dispara e leva BC a intervir

 

- Gazeta Mercantil: Bancos Centrais injetam recursos e mercados reagem

sábado, setembro 20, 2008

Globalização!!


Globalização!! Você sabe o que é? Vou tentar explicar

O diretor disse à secretária:
- Vamos viajar para o exterior por uma semana, faça os preparativos da viagem!
A secretária faz uma chamada para o marido:
- Vou viajar para o exterior com o meu diretor por uma semana. Cuida-te.
O marido liga para a amante:
- Minha mulher vai viajar para o exterior por uma semana, então nós vamos passar a semana juntos, meu docinho!
A amante liga para um menino a quem ela dá aulas de explicação:
- Tenho muito trabalho na próxima semana e não precisas vir às aulas.
O menino liga para o seu avô:
- Vô, na próxima semana não tenho aulas, a minha professora estará ocupada.
Vamos passar a semana juntos.
O avô (que é o diretor) liga para a secretária:
- Vou passar a próxima semana com o meu neto,não poderemos participar naquele encontro. Cancele a viagem.
A secretária liga para o marido:
- A próxima semana o meu diretor tem muito trabalho, cancelamos a
viagem..
O marido liga para a amante:
- Não poderemos passar a próxima semana juntos, a viagem da minha mulher
foi cancelada.
A amante liga para o menino das aulas de explicação:
- Esta semana vamos ter aulas como normalmente.
O menino liga para o avô:
- Vô, a minha professora disse que esta semana tenho aulas. Desculpe-me,
não vai dar para fazer-lhe companhia.
O avô liga para a sua secretária:
- Não se preocupe, na próxima semana vamos participar naquele encontro. Continue com os preparativos. (isso é globalização...)

ENVIADO POR APOLO
 DE  PINÓQUIO



Colunista: Alex Medeiros

E-mail: alex.medeiros1959@uol.com.br


Cala a boca, Odorico!

No velho Hotel Thermas de Mossoró só faltou o "gramu", como diria a personagem Lady Kate. A choldra papa-jerimum rindo das piadinhas sem graça do bufão do Planalto. Sempre foi assim. O Brasil não muda. Antes eram os coronéis dos grotões gargalhando da sabedoria de almanaque dos generais.

Do Oeste, via aérea (não confundir com vias nasais), o teatrinho mambembe de uma arena inculta pousa nos quintais do Potengi. Cada discurso surrado aplaudido como um pronunciamento solene de um vocalista de forró. Um recado eleitoreiro para Natal nos ouvidos de eleitores do interior. Qual é a graça?

Cada dia que passa o homem vai ganhando trejeitos e verborréias do prefeito Odorico Paraguaçu, personagem imortal de Dias Gomes. Junte-se a ele um trio de lideranças provincianas e teremos o quadro completo com as irmãs Cajazeiras e ainda uma espécie de "Dirceu Borboleta" a lançar grunhidos no lugar da fala.

Um palanque com várias arrobas de gordura e outra quantia de músculos para enfrentar uma mulher de um metro e meio. Se Micarla de Sousa ganhar a eleição, melhor enviá-la como vice de Barack Obama para consolidar de vez o desejo de vitória dos que comungam com o democrata americano.

Quanto vômito verbal sem sentido. O clone do Odorico na velha versão de Sucupira lançando na oposição a lama que lhe infecta as entranhas partidárias. Enquanto vociferava contra José Agripino, explodia na imprensa sudestina a notícia de seu genro fazendo lobby para um amiguinho industrial.

É a escola do Lulinha formando novos gênios das finanças fáceis. E o homem ainda tem coragem de dizer que o senador do Rio Grande do Norte "achincalhou minha administração". Quem, cara pálida? Quer dizer que o Jajá é um novo disfarce do Zé Dirceu? Será Agripino o guru de Gushiken, de Delúbio, de Marcelo Sato?

Odorico acha que para Micarla ser uma boa pessoa teria que estar no lado dele. É nesse "lado do bem" que estão corruptos do mensalão, ladrões dos Correios, carregadores de dólares na cueca, sanguessugas do erário, parceiros do narcotráfico, amiguinhos do terrorismo internacional, salteadores das licitações públicas.

A esquerdopatia nacional está pronta para transformar o Brasil numa ditadura barnabesina-sindical, uma Cuba de militantes parasitas e incultos. E no lugar do charuto fidelino, um ridículo cigarrinho Gudang Garam, símbolo maior do avanço petista em três décadas. No começo era apenas um baseado de maconha circulando entre vagabundos intelectuais e comunistas fedorentos. Nunca nesse país... (AM) 

REVISTA VEJA - 20/09

Internacional
A Bolívia que quer ser primitiva

Como Evo Morales está destruindo a economia e a democracia
para criar um estado narcossocialista, com a sociedade 
organizada de acordo com costumes pré-colombianos


Duda Teixeira, de La Paz


Fotos Anderson Schneider
FALTA GÁS TAMBÉM PARA OS BOLIVIANOS
"Aqui tem fila todo dia", diz Miguelina Choque, dona-de-casa. A cada quinze dias, ela chega às 6 horas da manhã à fila do botijão de gás, distribuído pela estatal YPFB em certas ruas de La Paz. Desde a nacionalização do setor de energia, a produção de gás de cozinha não atende ao consumo interno. Miguelina diz que o botijão, que antes durava um mês, hoje acaba em quinze dias. "Também se tornou um martírio comprar óleo, carne, pão e arroz", reclama.

Por que é tão difícil acabar com o caos boliviano? A resposta é óbvia: a estratégia de poder do presidente Evo Morales só tem chance de sucesso se a oposição e a democracia forem subjugadas, mesmo que para isso seja preciso um banho de sangue. De outra forma, não há maneira de convencer os setores modernos e produtivos da sociedade boliviana a aceitar que a estrutura social do país seja recriada em um formato pré-colombiano, com a volta do açoitamento de criminosos e toda a economia nas mãos do estado. Por isso, apesar de representantes dos departamentos autonomistas e do governo terem sentado para conversar em Cochabamba, na semana passada, ainda é impossível falar em paz na Bolívia. No exato momento em que a reunião ocorria, soube-se que oito centenas de camponeses e mineiros fiéis ao presidente se dirigiam com armas na mão para o Departamento de Santa Cruz. O objetivo da turba era atacar aqueles que Morales qualifica de "capitalistas" e "oligarcas" da região mais dinâmica do país.

Anderson Schneider
APOIO OBRIGATÓRIO
Líder de sua categoria, o lojista Marcelo Cortez organizou duas passeatas na última semana em apoio ao governo. Como faz isso? "O comparecimento é obrigatório. Quem não vai sofre sanção", revela Cortez. Quem falta a uma manifestação tem sua loja fechada por três dias. Quem falta a duas fica de portas fechadas por uma semana. Quem não aparece em quatro eventos tem seu estabelecimento fechado para sempre. É a democracia de Morales em ação!


A intransigência ultrapassa a histórica rixa entre os departamentos do ocidente e do oriente, entre o altiplano, no qual povoados indígenas vivem de modo tradicional, e as planícies da Amazônia, onde bolivianos de todos os matizes se integraram ao mundo moderno. Morales quer "refundar" o país e "construir um estado novo" – como está escrito na Constituição que ele fez aprovar numa reunião legislativa secreta, sem a presença da oposição, e agora pretende submeter a referendo. Nessa nova pátria, não haverá espaço para o capitalismo, para o empreendedorismo e para a democracia. "Enquanto no Brasil historicamente se busca a continuidade, na Bolívia se quer sempre começar tudo de novo", disse a VEJA o historiador Jorge Siles Salinas. "E isso só se faz com violência, com sangue."

Seguindo o mesmo modelo testado e reprovado na Venezuela, Morales está à frente de uma febre estatizante. No país de Hugo Chávez, o esfacelamento econômico é compensado pelos dividendos do petróleo vendido aos Estados Unidos. A Bolívia, cujas reservas de petróleo e gás têm um décimo do tamanho das venezuelanas, não desfruta esse privilégio. Para piorar, a nacionalização do setor perturbou a produção. A economia boliviana agora depende do dinheiro venezuelano e do narcotráfico. Desde que Morales subiu ao poder, dois anos atrás, a produção de cocaína aumentou em 13%. O presidente fez carreira política como representante dos produtores de coca e defende o uso tradicional da planta em chás ou para mascar. O problema é que o mercado tradicional de coca só absorve 17% da produção atual. O restante vai diretamente para os laboratórios dos narcotraficantes. "Em cinco anos, Morales transformará a Bolívia no que era a Colômbia há duas décadas", disse a VEJA a deputada Ninoska Lazarte, do partido oposicionista Podemos, em La Paz. Na terça-feira passada, quando ia entrar no Congresso, a deputada foi atacada por partidários de Morales. Eles puxaram seu cabelo e a cobriram de lixo. Tudo isso às vistas de policiais, que nada fizeram.

Enquanto a coca ganha espaço, o resto da economia vai de mal a pior. "O setor industrial não faz parte do programa de governo. Para Morales, somos os inimigos capitalistas", comenta Eduardo Bracamonte, dono de uma fábrica de jóias que exporta para as cadeias americanas Wal-Mart, JCPenney e Bloomingdale’s. A produção de soja caiu 55% nos últimos dois anos. A mineração entrou em colapso depois que a Comibol, a autarquia que supervisiona o setor, estabeleceu a sindicalização forçada dos mineiros que trabalhavam em cooperativas. "O governo quer sovietizar a Bolívia. Não aceita nenhum tipo de trabalhador independente", disse a VEJA o mineiro Samuel Flores, 62 anos e sem trabalho há dois por ter se recusado a aceitar as regras da Comibol. Até o setor energético – a bandeira do nacionalismo de Morales – vai mal. Depois da nacionalização, as companhias que atuavam no país desistiram de fazer novos investimentos. Como a Bolívia não tem recursos nem tecnologia para compensar a falta dos estrangeiros, a produção vem diminuindo. O clima na YPFB, a estatal do petróleo que recebeu de presente as refinarias, campos de extração e gasodutos, é de lambança. Pessoas sem experiência no ramo são nomeadas para altos cargos. O superintendente de hidrocarbonetos é contador e o vice-ministro de Energia, advogado. Santos Ramírez, um professor de escola rural catapultado a presidente da estatal, ganha oficialmente 3 800 reais mensais. Neste ano, comprou uma casa por 2,3 milhões de reais na zona sul da La Paz.

Anderson Schneider
VÍTIMAS DAS MILÍCIAS DE MORALES
Desde janeiro, a Aliança da Praça Avaroa, que reúne centenas de jovens, manifestou-se oito vezes na capital boliviana, pedindo respeito aos direitos humanos, democracia e liberdade. Em todas as ocasiões, os manifestantes foram agredidos pelas milícias de Morales. "Mineiros nos atacaram com dinamite e os muros de nossas casas foram pichados com ofensas", diz o universitário Andrés Ortega. "Somos loucos em fazer oposição aqui."

Os absurdos do governo Morales causam revolta nos departamentos produtivos do Oriente, mas praticamente não são questionados no Altiplano. Na capital, sindicalistas e outros pelegos convocam pelo rádio marchas quase diárias de apoio ao presidente. Quem não comparece é punido pelo dirigente de seu sindicato ou agremiação. Outra maneira de convencer as pessoas a segurar faixas é com dinheiro. A participação numa passeata vale 30 reais. Quem se dispõe a fazer parte de um grupo de choque, especializado em agredir opositores, recebe 55 reais por dia. Estima-se que as milícias de Morales disponham de 5.000 integrantes prontos para cometer atos de violência, sempre que convocados por seus dirigentes. A mais violenta delas é chamada de Ponchos Rojos, que recebe ordens diretamente do presidente. No fim do ano passado, para demonstrarem o que pretendiam fazer com os "inimigos de classe", esses esquerdistas furiosos se puseram a degolar cães em La Paz. Desde que Morales assumiu o poder, em 2006, a violência política já fez meia centena de mortos. Esses são os primeiros corpos do mundo primitivo que Morales começa a criar.


LEIA UM LIVRO

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS

CAPÍTULO 13

Um salto

Unamos agora os pés e demos um salto por cima da escola, a enfadonha escola, onde aprendi a ler, escrever, contar, dar cacholetas, apanhá-las, e ir fazer diabruras, ora nos morros, ora nas praias, onde quer que fosse propício a ociosos.

Tinha amarguras esse tempo; tinha os ralhos, os castigos, as lições árduas e longas, e pouco mais, mui pouco e mui leve. Só era pesada a palmatória, e ainda assim... Ó palmatória, terror dos meus dias pueris, tu que foste ocompelle intrare com que um velho mestre, ossudo e calvo, me incutiu no cérebro o alfabeto, a prosódia, a sintaxe, e o mais que ele sabia, benta palmatória, tão praguejada dos modernos, quem me dera ter ficado sob o teu jugo, com a minha alma imberbe, as minhas ignorâncias, e o meu espadim, aquele espadim de 1814, tão superior à espada de Napoleão! Que querias tu, afinal, meu velho mestre de primeiras letras? Lição de cor e compostura na aula; nada mais, nada menos do que quer a vida, que é a mestra das últimas letras; com a diferença que tu, se me metias medo, nunca me meteste zanga. Vejo-te ainda agora entrar na sala, com as tuas chinelas de couro branco, capote, lenço na mão, calva à mostra, barba rapada; vejo-te sentar, bufar, grunhir, absorver uma pitada inicial, e chamar-nos depois à lição. E fizeste isto durante vinte e três anos, calado, obscuro, pontual, metido numa casinha da Rua do Piolho, sem enfadar o mundo com atua mediocridade, até que um dia deste o grande mergulho nas trevas, e ninguém te chorou, salvo um preto velho, — ninguém, nem eu, que te devo os rudimentos da escrita.

Chamava-se Ludgero o mestre; quero escrever-lhe o nome todo nesta página: Ludgero Barata, — um nome funesto, que servia aos meninos de eterno mote a chufas. Um de nós, o Quincas Borba, esse então era cruel com o pobre homem. Duas, três vezes por semana, havia de lhe deixar na algibeira das calças, — umas largas calças de enfiar —, ou na gaveta da mesa, ou ao pé do tinteiro, uma barata morta. Se ele a encontrava ainda nas horas da aula, dava um pulo, circulava os olhos chamejantes, dizia-nos os últimos nomes: éramos sevandijas, capadócios, malcriados, moleques. — Uns tremiam, outros rosnavam; o Quincas Borba, porém, deixava-se estar quieto, com os olhos espetados no ar.

Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma coisa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dois peraltas sem emprego. E de imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei, ministro, general, uma supremacia, qualquer que fosse. Tinha garbo o traquinas, e gravidade, certa magnificência nas atitudes, nos meneios. Quem diria que... Suspendamos a pena; não adiantemos os sucessos. Vamos de um salto a 1822, data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal.

CONT.AMANHÃ

sexta-feira, setembro 19, 2008


O CANALHA LULA VEM AO RN PARA INAUGURAR O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DE UM POSTO DE GASOLINA DA PETROBRÁS. É UM BANDIDO

É UMA BRINCADEIRA, UM CALA BOCA. A GOVERNADORA CORRUPTA, O SENADOR QUE, SEGUNDO FÁTIMA BEZERRA, É LADRÃO. TODOS, TODOS ESTÃO COM O RABO PRESO NO MEIO DAS PERNAS E BALANÇANDO A CABEÇA FEITO LAGARTIXA, MONSTRANDO A SUBSERVIÊNCIA EM QUE VIVEM. 
ONDE ESTÃO AS OBRAS ESTRURANTES DO RIO GRANDE DO NORTE? CADÊ A REFINARIA? O PORTO? O AEROPORTO? O POLO PETROQUÍMICO? A INCLUSÃO DO RN NA TRANSNORDESTINA? ONDE ESTÃO? QUAIS SÃO AS OBRAS DO GOVÊNO fEDERAL? QUAIS?
É UM MILHÃOZINHO AQUI, CINCO MILHÃOZINHO ALI, PARA UM TAPA BURACO NUM POSTO DE SÁUDE, UMA BOLSA FAMÍLIA... MAIS TARDE CONTINUO

VÃO LÁ, VÃO APLAUDIR, O RIO GRANDE NORTE MERECE.

quinta-feira, setembro 18, 2008


CLIQUE NA IMAGEM E...
REFORMA

Já que não consigo mudar minha cabeça, mudo o blog 
Estou fazendo umas reformas no blog. Como sou analfa sem beto, apaguei o que não devia apagar, e liguei o que não devia. Um caos. Se o bicho sumir de vez, aí fudeu, vou ter que fazer outro.
Enquanto isso vou colocar na gostosa(ops, vou colocar uma gostosa).

                         ACELERADOR DE CRISE



QUINTA NOS JORNAIS


- Globo: Brasil e Rússia perdem mais

 

- Estadão: Fuga de investidores provoca queda de 6,74% na Bovespa

 

- JB: Desconfiança anula socorro aos mercados

 

- Correio: IPTU vai subir 7,15%

 

- Valor: Crédito encolhe no mundo todo

 

- Gazeta Mercantil: Socorro bilionário à AIG falha e mercados mergulham na crise

 

- Estado de Minas: Temporal devastador

 

- Jornal do Commercio: Droga virtual surge na Internet

quarta-feira, setembro 17, 2008

Para Olimpiadas


"Uma criança de seis anos, vendo o grande apelo de marketing dos Jogos Olí­mpicos, pergunta para o seu pai: - Papai, o que é PARA -OLIMPÍADAS ? O pai, com habilidade, responde à filhinha: - Assim como tivemos os JOGOS PANAMERICANOS e o PARA-PAN, teremos as Olimpíadas e as PARA-OLIMPÍADAS.As PARA-OLIMPÍADAS, como o PARA-PAN, são para os atletas especiais, que possuem deficiência física e/ou mental, entendeu filhinha ? A filha, com cara de quem descobriu o mundo, responde: - Ahhhhhh, papai, entendi. Por isso é que teve eleição PARA-PRESIDENTE e o LULA ganhou, não é ?"
NATAL
CHEGA MAIS BANDIDO PARA APOIAR FÁTIMA


RICARDO BERZOINI,  ESSE É MAIS UM DA QUADRILHA QUE VEM DAR APOIO A CANDIDATA FÁTIMA BEZERRA.
-ALOPRADO, ENVOLVIDO COMO MANDANTE DO DOSSIÊ CONTRA SERRA NA ELEIÇÃO PASSADA.
-ACUSADO DE DESVIO DO BANCCOP PARA  OUTROS PETISTAS ALOPRADOS
-MENSALEIRO

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MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS-CONT.

MACHADO DE ASSIS


CAPÍTULO 12

Um episódio de 1814

Mas eu não quero passar adiante, sem contar sumariamente um galante episódio de 1814; tinha nove anos.

Napoleão, quando eu nasci, estava já em todo o esplendor da glória e do poder; era imperador e granjeara inteiramente a admiração dos homens. Meu pai, que à força de persuadir os outros da nossa nobreza acabara persuadindo-se a si próprio, nutria contra ele um ódio puramente mental. Era isso motivo de renhidas contendas em nossa casa, porque meu tio João, não sei se por espírito de classe e simpatia de oficio, perdoava no déspota o que admirava no general, meu tio padre era inflexível contra o corso, os outros parentes dividiam-se; daí as controvérsias e as rusgas.

Chegando ao Rio de Janeiro a notícia da primeira queda de Napoleão, houve naturalmente grande abalo em nossa casa, mas nenhum chasco ou remoque. Os vencidos, testemunhas do regozijo público, julgaram mais decoroso o silêncio; alguns foram além e bateram palmas. A população, cordialmente alegre, não regateou demonstrações de afeto à real família; houve iluminações, salvas, Te Deum, cortejo e aclamações. Figurei nesses dias com um espadim novo, que meu padrinho me dera no dia de Santo Antônio; e, francamente, interessava-me mais o espadim do que a queda de Bonaparte. Nunca me esqueceu esse fenômeno. Nunca mais deixei de pensar comigo que o nosso espadim é sempre maior do que a espada de Napoleão. E notem que eu ouvi muito discurso, quando era vivo, li muita página rumorosa de grandes idéias e maiores palavras, mas não sei por que, no fundo dos aplausos que me arrancavam da boca, lá ecoava alguma vez este conceito de experimentado:

— Vai-te embora, tu só cuidas do espadim.

Não se contentou a minha família em ter um quinhão anônimo no regozijo público; entendeu oportuno e indispensável celebrar a destituição do imperador com um jantar, e tal jantar que o ruído das aclamações chegasse aos ouvidos de Sua Alteza, ou quando menos, de seus ministros. Dito e feito.Veio abaixo toda a velha prataria, herdada do meu avô Luís Cubas; vieram as toalhas de Flandres, as grandes jarras da Índia; matou-se um capado; encomendaram-se às madres da Ajuda as compotas e marmeladas; lavaram

se, arearam-se, poliram-se as salas, escadas, castiçais, arandelas, as vastas mangas de vidro, todos os aparelhos do luxo clássico.

Dada a hora, achou-se reunida uma sociedade seleta, o juiz de fora, três ou quatro oficiais militares, alguns comerciantes e letrados, vários funcionários da administração, uns com suas mulheres e filhas, outros sem elas, mas todos comungando no desejo de atolar a memória de Bonaparte no papo de um peru. Não era um jantar, mas um Te Deum, foi o que pouco mais ou menos disse um dos letrados presentes, o Doutor Vilaça, glosador insigne, que acrescentou aos pratos de casa o acepipe das musas. Lembra-me, como se fosse ontem, lembra-me de o ver erguer-se, com a sua longa cabeleira de rabicho, casaca de seda, uma esmeralda no dedo, pedir a meu tio padre que lhe repetisse o mote, e, repetido o mote, cravar os olhos na testa de uma senhora, depois tossir, alçar a mão direita, toda fechada, menos o dedo índice, que apontava para o teto; e, assim posto e composto, devolver o mote glosado. Não fez uma glosa, mas três; depois jurou aos seus deuses não acabar mais. Pedia um mote, davam-lho, ele glosava-o prontamente, e logo pedia outro e mais outro; a tal ponto que uma das senhoras presentes não pôde calar a sua grande admiração.

— A senhora diz isso, retorquia modestamente o Vilaça, porque nunca ouviu o Bocage, como eu ouvi, no fim do século, em Lisboa. Aquilo sim! que facilidade! e que versos! Tivemos lutas de uma e duas horas, no botequim do Nicola, a glosarmos, no meio de palmas e bravos. Imenso talento o do Bocage! Era o que me dizia, há dias, a Senhora duquesa de Cadaval...

E estas três palavras últimas, expressas com muita ênfase, produziram em toda a assembléia um frêmito de admiração e pasmo. Pois esse homem tão dado, tão simples, além de pleitear com poetas, discreteava com duquesas! Um Bocage e uma Cadaval! Ao contato de tal homem, as damas sentiam-se superfinas; os varões olhavam-no com respeito, alguns com inveja, não raros com incredulidade. Ele, entretanto, ia caminho, a acumular adjetivo sobre adjetivo, advérbio sobre advérbio, a desfiar todas as rimas de tirano e de usurpador. Era à sobremesa; ninguém já pensava em comer. No intervalo das glosas, corria um burburinho alegre, um palavrear de estômagos satisfeitos; os olhos moles e úmidos, ou vivos e cálidos, espreguiçavam-se ou saltitavam de uma ponta à outra da mesa, atulhada de doces e frutas, aqui o ananás em fatias, ali o melão em talhadas, as compoteiras de cristal deixando ver o doce de coco, finamente ralado, amarelo como uma gema, — ou então o melado escuro e grosso, não longe do queijo e do cará. De quando em quando um riso jovial, amplo, desabotoado, um riso de família, vinha quebrar a gravidade política do banquete. No meio do interesse grande e comum, agitavam-se também os pequenos e particulares. As moças falavam das modinhas que haviam de cantar ao cravo, e do minuete e do solo inglês; nem faltava matrona que prometesse bailar um oitavado de compasso, só para mostrar como folgara nos seus bons tempos de criança. Um sujeito, ao pé de mim, dava a outro notícia recente dos negros novos, que estavam a vir, segundo cartas que recebera de Luanda, uma carta em que o sobrinho lhe dizia ter já negociado cerca de quarenta cabeças, e outra carta em que...Trazia-as justamente na algibeira, mas não as podia ler naquela ocasião. O que afiançava é que podíamos contar, só nessa viagem, uns cento e vinte negros, pelo menos.

— Trás... trás... trás... fazia o Vilaça batendo com as mãos uma na outra. O rumor cessava de súbito, como um estacado de orquestra, e todos os olhos se voltavam para o glosador. Quem ficava longe aconcheava a mão atrás da orelha para não perder palavra; a mor parte, antes mesmo da glosa, tinha já um meio riso de aplauso, trivial e cândido.

Quanto a mim, lá estava, solitário e deslembrado, a namorar uma certa compota da minha paixão. No fim de cada glosa ficava muito contente, esperando que fosse a última, mas não era, e a sobremesa continuava intacta. Ninguém se lembrava de dar a primeira voz. Meu pai, à cabeceira, saboreava a goles extensos a alegria dos convivas, mirava-se todo nos carões alegres, nos pratos, nas flores, deliciava-se com a familiaridade travada entre os mais distantes espíritos, influxo de um bom jantar. Eu via isso, porque arrastava os olhos da compota para ele e dele para a compota, como a pedir-lhe que ma servisse; mas fazia-o em vão. Ele não via nada; via-se a si mesmo. E as glosas sucediam-se, como bátegas d'água, obrigando-me a recolher o desejo e o pedido. Pacientei quanto pude; e não pude muito. Pedi em voz baixa o doce; enfim, bradei, berrei, bati com os pés. Meu pai, que seria capaz de me dar o sol, se eu lho exigisse, chamou um escravo para me servir o doce; mas era tarde. A tia Emerenciana arrancara-me da cadeira e entregara-me a uma escrava, não obstante os meus gritos e repelões.

Não foi outro o delito do glosador: retardara a compota e dera causa à minha exclusão. Tanto bastou para que eu cogitasse uma vingança, qualquer que fosse, mas grande e exemplar, coisa que de alguma maneira o tornasse ridículo. Que ele era um homem grave o Doutor Vilaça, medido e lento, quarenta e sete anos, casado e pai. Não me contentava o rabo de papel nem o rabicho da cabeleira; havia de ser coisa pior. Entrei a espreitá-lo, durante o resto da tarde, a segui-lo, na chácara aonde todos desceram a passear. Vio-o conversando com Dona Eusébia, irmã do sargento-mor Domingues, uma robusta donzelona, que se não era bonita, também não era feia.

— Estou muito zangada com o senhor, dizia ela.

— Por quê?

— Porque... não sei por quê... porque é a minha sina...creio às vezes que é melhor morrer...

Tinham penetrado numa pequena moita; era lusco-fusco; eu segui-os. O Vilaça levava nos olhos umas chispas de vinho e de volúpia.

— Deixe-me, disse ela.

— Ninguém nos vê. Morrer, meu anjo? Que idéias são essas! Você sabe que eu morrerei também... que digo?... morro todos os dias, de paixão, de saudades...

Dona Eusébia levou o lenço aos olhos. O glosador vasculhava na memória algum pedaço literário e achou este, que mais tarde verifiquei ser de uma das óperas do Judeu:

— Não chores, meu bem; não queiras que o dia amanheça com duas auroras.

Disse isto; puxou-a para si; ela resistiu um pouco, mas deixou-se ir; uniram os rostos, e eu ouvi estalar, muito ao de leve, um beijo, o mais medroso dos beijos.

— O Doutor Vilaça deu um beijo em Dona Eusébia! bradei eu correndo pela chácara.

Foi um estouro esta minha palavra; a estupefação imobilizou a todos; os olhos espraiavam-se a uma e outra banda; trocavam-se sorrisos, segredos, à socapa, as mães arrastavam as filhas, pretextando o sereno. Meu pai puxou-me as orelhas, disfarçadamente, irritado deveras com a indiscrição; mas, no dia seguinte, ao almoço, lembrando o caso, sacudiu-me o nariz, a rir: Ah! brejeiro! ah! brejeiro!

CONT. AMANHÃ