quarta-feira, dezembro 10, 2008
BÊBADO, O MACHO DA GOVERNADORA VILMA, FAZ ESCÂNDALO
PARA...HIHIHIHI
Atropelei um petista
Um cidadão entra numa Delegacia em Brasília e diz ao delegado:- Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
- Fique calmo. O que o senhor fez!?
- Atropelei um petista na estrada de Taguatinga.
- Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se esses petistas atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
- Mas ele estava no acostamento!
- Sinal que iria atravessar!!! Se não fosse o senhor seria outro qualquer!
- Mas não tive sequer coragem de avisar a família dele!
- Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação de repúdio, passeatas com apoio da CUT, MST, pancadaria e morreria muito mais gente. Então o senhor fez muito bem, portou-se como um pacifista.
- Mas doutor, eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada!
- O senhor realmente me parece uma pessoa de bem. Enterrar um petista é postura de benfeitor. Outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus.
- Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava: Estou vivo, estou vivo!
- Tudo mentira, esses petistas mentem muito.
DORA KRAMER
A luta continua
| O Estado de S. Paulo - 10/12/2008 |
Impunidade político-eleitoral e tolerância presidencial guardam relação direta com a descoberta de condutas reincidentes nos personagens dos escândalos de 2005. |
MÓNICA BÉRGAMO
Recolhimento e oração
| Folha de S. Paulo - 10/12/2008 |
A Igreja Canção Nova, em Cachoeira Paulista, liderada pelo vereador eleito Gabriel Chalita (PSDB-SP), conseguiu, digamos assim, um verdadeiro milagre: levar pessoas de opiniões políticas aparentemente diversas -como a ministra Dilma Rousseff e o chefe-de-gabinete Gilberto Carvalho, petistas auxiliares do presidente Lula; o governador tucano José Serra, de SP; e o prefeito "demo" Gilberto Kassab, de São Paulo -a participarem de missas no fim de semana e a se concentrarem em orações.
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ÉLIO GASPARI
O mensalão e as cuecas vão bem, obrigado
| O Globo - 10/12/2008 |
Só a Polícia Federal poderá dizer de onde vieram e para onde iriam os 361 mil euros (R$1,1 milhão) escondidos nas meias, na cueca e na pasta de Enivaldo Quadrado. Logo ele, réu no processo do mensalão por traficâncias de lavagem do dinheiro destinado a parlamentares de base de apoio de Nosso Guia. |
ANCELMO DE GOIS
Não é marolinha
| O Globo - 10/12/2008 |
Lula, apesar do otimismo em público, tem sido cauteloso nas conversas reservadas sobre a crise internacional. Rumo a Harvard
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ILIMAR FRANCO
Vai para o voto
| Panorama Político |
| O Globo - 10/12/2008 |
A bancada do PMDB vai mesmo lançar um candidato à presidência do Senado. Vai concorrer mesmo que seja para perder. O partido fez isso em 1997, quando Iris Resende foi massacrado por Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Com a relutância de José Sarney, estão pleiteando a candidatura o ministro Hélio Costa (Comunicações) e os sem-voto Valter Pereira (MS) e Neuto de Conto (SC). Os bastidores da negociação no PMDB Integração |
SÔNIA RACY
O nome do jogo é cortar
| O Estado de S. Paulo - 10/12/2008 |
Sem retrovisor O dia do úfa, eu fico |
QUARTA NOS JORNAIS
- Globo: Crise freia país no auge do seu crescimento econômico
- Folha: Antes da crise, economia cresce 6,8%
- Estadão: PIB surpreende e cresce 6,8%
- JB: País cresce, apesar da crise
- Correio: Gastem! Lula faz apelo ao consumidor para salvar 2009
- Valor: País atrai talentos globais que tentam fugir da crise
- Gazeta Mercantil: Famílias recuam na gestão profissional
- Jornal do Commercio: A guerra pela água
terça-feira, dezembro 09, 2008
PARA...HIHIHIHI
- Mor... Oi, sou eu. Tô com um problema enorme.
- O que houve querida?
- Eu comprei um quebra-cabeça, mas é muito difícil. As peças não encaixam.
- Meu amorzinho, eu já te ensinei a montar vários tipos de quebra-cabeças, né? Primeiro você tem que achar os cantinhos, esqueceu??
- Eu sei, lembrei que você disse isso, mas é que eu não consigo encontrar os cantos.
- Ok... Qual é a figura? Deve estar desenhado na caixa - diz o namorado.
- É um tigre - Responde, apreensiva.
- Tigre? Não me lembro desse quebra-cabeças... Se acalma, to indo 'praí'.
Chegando lá, ela o leva até a cozinha e mostra o quebra-cabeça sobre a mesa. O namorado dá uma olhada, balança a cabeça, chora, dá um soco na parede, conta até 10 três vezes e, após longo e pensativo silêncio, não aguenta e explode:
- Bota já os Sucrilhos de volta na caixa!!!
ORGULHO DE SER BRASILEIRO
Brasil é 5º pior em ranking da propina no exterior, diz Transparência InternacionalPaís teve nota 7,4, segundo relatório sobre 22 países que mais exportam.
Ranking é liderado por Bélgica e Canadá e tem Rússia na pior posição.(leia mais aqui)
COLUNA PAINEL
Swap no PAC
| Folha de S. Paulo - 09/12/2008 |
Está no forno um decreto que, na prática, trocará algumas obras do PAC cuja execução patina por outras, hoje fora do programa-vitrine do governo, que estão em estágio avançado. As primeiras perderão dotação orçamentária em benefício das segundas. Tiroteio
Lula era esperado para apresentar, na semana passada, a premiação da Olimpíada da Língua Portuguesa. Como de hábito, estava atrasado. Depois de meia hora, Rosi Campos, mestre-de-cerimônias, chamou o presidente ao palco. Nada. Para distrair a platéia, a atriz pediu aos músicos que tocassem. Minutos depois, chamou novamente o convidado. |
EDITORIAL: O GLOBO
Rota de perigo
| O Globo - 09/12/2008 |
Na campanha de 2002, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, teve a clarividência de assinar a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia a respeitar contratos - não dar calotes - e não colocar em prática outras propostas delirantes que acompanhavam o partido desde a fundação. Naquela encruzilhada, Lula seguiu o caminho certo, pôde reeleger-se e construir alta popularidade. Agora, com a economia em fase de contágio pela crise mundial, o presidente é colocado, mais uma vez, diante de opções conflitantes, e também não pode errar. Como naquele momento, forças existentes no PT, com representantes próximos ao presidente, aconselham a adoção de medidas exóticas, tecnicamente equivocadas, capazes de colocar o país mais uma vez na rota da insolvência externa e da inflação sem controle. |
EDITORIAL- ESTADÃO
O PT tropeça na crise
| O Estado de S. Paulo - 09/12/2008 |
Já não bastasse a fatalidade de disputar a próxima eleição presidencial, pela primeira vez desde 1989, sem a candidatura Luiz Inácio Lula da Silva, o PT terá contra si na campanha de 2010 os maus ventos da economia. Ainda que os estragos da crise financeira mundial não venham a mergulhar o Brasil numa recessão como a que já se instalou nos países centrais, bastará a ruptura do ciclo de bonança dos últimos anos para recobrir com pesadas nuvens as chances petistas de se manter no governo - com uma provável candidata, a ministra Dilma Rousseff, da escolha pessoal de Lula, sem raízes na agremiação e cujo apelo eleitoral por enquanto se traduz em índices de um dígito nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, tampouco se sabe até que ponto a popularidade do presidente se manterá incólume, à medida que se frustrarem as atuais expectativas otimistas da maioria da população, e, menos ainda, qual será a sua capacidade de carrear votos para a sua afilhada política, no cenário de adversidade que se desenha. |
LULA FALA DEMAIS
| Vinicius Torres Freire | |
| Folha de S. Paulo - 09/12/2008 | |
O PESSOAL do Banco Central está tenso. Já estava tenso com os relatos que ouviu de Henrique Meirelles a respeito de reuniões da cúpula do governo. Ficou ainda mais nervoso com os discursos de Lula, que dos palanques diz que as taxas de juros são inaceitáveis. Um diretor do BC chegou a dizer que ia embora. Outro ficou mais tiririca após ler coluna de Kennedy Alencar, colega da Folha, publicada domingo na Folha Online. O suco do que Alencar escreveu é o seguinte: "Lula estuda agora uma eventual interferência política pública e assumida para forçar uma queda da taxa básica de juros caso o BC insista em manter os juros no atual patamar ou não sinalize que vai baixar a taxa no ano que vem". O pessoal do Planalto, pois, está animado com a possibilidade de dar um xeque no BC. Mas faz seis anos que Lula recorre ao truque de se fazer de vítima desentendida do BC, repetido a cada semana prévia às reuniões do Copom. Mas a chorumela luliana não foi de todo sem conseqüências e, desta vez, está em tom acima do queixume habitual. No início de Lula 2, Meirelles, político esperto, aproveitou saídas voluntárias da diretoria do BC para formar equipe um pouco menos divergente das idéias da Fazenda. A atual direção do BC é mais discreta e menos carne de pescoço que a de Lula 1. Ainda assim, é o que a cúpula do PT chama de "último bastião da ortodoxia" no governo, opinião reiterada e trombeteada na reunião da tendência majoritária do partido, encerrada domingo. Nesta temporada pré-Copom, Lula fez mais pressão sobre bancos privados, via emissários, entre eles o próprio Meirelles. Coloca na parede os presidentes dos bancos estatais. Fez discursos cada vez mais irados contra juros. Sentiu o baque da crise próxima, os pátios cheios de carros, o tombo da indústria, as primeiras levas de demissões. Um assessor próximo diz que não via Lula tão irritado com a economia desde o tempo em que se frustrava o "espetáculo do crescimento". Mas Meirelles não pode torcer o pescoço de sua diretoria, com o que perderia credibilidade na praça. Lula daria um tiro no pé se pusesse Meirelles para fora, em meio a tal crise. Mas, segundo suas próprias idéias, o BC tem tantos motivos para cortar a Selic como na reunião do Copom de outubro: nenhum. O cenário econômico está muito turvado e incerto, inflação e expectativas não desandam mas não baixam, o dólar foi à estratosfera. Mas o ambiente mudou. A curva de juros de mercado levou um tombo de um mês para cá. Bancões dizem "aceitar" que a Selic caia em janeiro. Se o dólar não for da Lua a Marte, o ideal seria o BC não fazer nada agora e dar um talho significativo na Selic caso o PIB embique para baixo entre o fim de 2008 e o início de 2009. Agora, com a falação luliana, o caldo pode entornar. Lula poderia ter apresentado um plano coerente e organizado para o período de crise, encaixando o BC no programa e cobrando a fatura da Selic, mas atrás do pano. Poderia cumprir a promessa de palanque de cortar custeio, tomar medidas para dificultar a festa cambial do mercado, organizar com Estados o deslanche de obras mal paradas etc. Mas Lula gosta de falar. |
ELIANE CANTANHÊDE
Gol 1907
| Folha de S. Paulo - 09/12/2008 |
As conclusões finais sobre o choque do jato Legacy com o Boeing da Gol, amanhã, encerram mais de dois anos de um minucioso trabalho de investigação que parte de três bases: as caixas-pretas dos dois aviões, os dados do controle de tráfego aéreo em terra e os depoimentos de sobreviventes. |
TÁ NO GLOBO
PARAGUAI QUER AGORA DAR CALOTE DE US$19 BI
| UM "PERDÃO" DE US$19 BILHÕES |
| Autor(es): Ricardo Galhardo |
| O Globo - 09/12/2008 |
País vizinho vai propor que Brasil "perdoe" dívida da usina de Itaipu |
NAS ENTRELINHAS
A crise, o “sifu” e os 70%
| Correio Braziliense - 09/12/2008 |
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DORA KRAMER
O bagaço da laranja
| O Estado de S. Paulo - 09/12/2008 |
Difícil vai ser o PT convencer alguém com neurônios em estado razoável de conservação. Noves fora esse detalhe, é perfeita a estratégia do partido de transferir a culpa da crise econômica para o PSDB: se os tucanos importaram o modelo e ele desmorona, é preciso eleger uma pessoa comprometida com a mudança. |
ILIMAR FRANCO
Lambança
| Panorama Político |
| O Globo - 09/12/2008 |
Para voltar a liderar a bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) está oferecendo ao atual líder, Valdir Raupp (RO), o que não pode entregar: a liderança do governo no Congresso. O cargo é ocupado por Roseana Sarney (MA) e a negociação está sendo feita à revelia do presidente Lula. A movimentação das peças pretende evitar que o PMDB do Senado se divida ainda mais. Serra, Datafolha e prévias É o cara |
TERÇA NOS JORNAIS
- Globo: Paraguai quer agora dar calote de US$ 19 bi
- Folha: Expectativa de mais ajuda oficial faz Bolsas subirem
- Estadão: Crise provoca queda na arrecadação
- JB: Deflação já ameaça economia brasileira
- Correio: É o fim do espetáculo
- Valor: Reservas devem financiar rolagem de dívida externa
- Gazeta Mercantil: Redes de 3G derrubam ligações em SP
- Estado de Minas: 7.221 jovens motoristas perdem a carteira
segunda-feira, dezembro 08, 2008
RICARDO NOBLAT
Inaudível
| O Globo - 08/12/2008 |
" Ou você diria ao paciente "sifu" ? Se você chega dizendo a gravidade da doença, você acaba matando o paciente ". (Lula) No país dos grampos, quanto mais se escuta, menos se ouve. Do alto de espantosos 70% de aprovação, Lula parece surdo ao que contrarie suas crenças. Seria compreensível se não fosse perigoso. Do mesmo modo, a maioria dos brasileiros ignora o estrondo que derreteu os mercados lá fora, ajudou a eleger Obama presidente e começa a ecoar por aqui. O que era doce acabou. O Brasil aproveitou pouco a mais recente fase de ouro da economia mundial. O pior da crise ainda está por vir. “Yes, we can´t!”. Mas ainda levará um longo tempo para que possamos celebrar a recuperação da economia. Fazer o quê? Melhor fingir que se trata de uma “marolinha”, como prefere Lula. E com ele concordam 42% dos 3.486 brasileiros entrevistados pelo Datafolha na semana passada. Para 78%, a vida vai melhorar em 2009.
Sinto muito, não vai. O Produto Interno Bruto deve crescer bem menos do que se imaginava, o desemprego aumentar e o salário diminuir. Nada que impeça o governo de criar novas despesas ao invés de reduzir as existentes. A hora é de gastar, aconselha Lula. E não esperem que ele se debruce sobre o leito do paciente e diga: “Meu, sifu!” Isso não se faz. Na verdade, isso um presidente da República não diz, salvo se estiver embriagado pelo próprio sucesso.
O “sifu” não foi uma derrapada de mau gosto nunca antes cometida por um presidente. No passado, o presidente Fernando Collor avisou aos interessados que tinha “aquilo roxo”. Na campanha eleitoral de 2006, Ciro Gomes, duas vezes candidato a presidente da Republica, mandou um adversário “à puta que o pariu”. Mais recentemente definiu Fortaleza como “um puteiro a céu aberto”. Ao seu estilo, cada um deles prestou tributo ao romano Cícero e ao grego Demóstenes, mestres da oratória.
Os cinco sentidos humanos carimbaram a Era Lula desde o seu início. Em 2002, Lula provou o gosto do poder ao alcance da mão durante uma campanha em que foi o franco favorito o tempo todo – sem falar do Romanné Conti degustado ao lado do publicitário Duda Mendonça. 2003 foi o ano da visão. O mundo contemplou extasiado a figura do ex-retirante da seca, ex-metalúrgico, ex-líder sindical que finalmente fora eleito presidente do Brasil.
O olfato dos mais sensíveis denunciou que algo cheirava mal no segundo semestre de 2004. O cheiro ruim se impôs dali há um ano quando o mensalão fez o governo tremer e Lula duvidar da possibilidade do segundo mandato. Foi quando ele ameaçou renunciar à Presidência da República se o PT não desse um jeito de impedir que o publicitário mineiro Marcos Valério abrisse o bico como ameaçava fazer. O jeito foi tão bem dado que Valério, hoje, preso, permanece de bico fechado.
Em 2006, Lula sentiu que era possível dar a volta por cima. Saiu para o abraço percorrendo todas as regiões do País e ameaçando jogar o povão contra as elites interessadas em derrubá-lo. Manipulador de primeira, esse Lula. As elites jamais estiveram tão satisfeitas com um presidente. Dotado de notável tato político, montou uma poderosa aliança e derrotou um oponente autor da proeza de ter no segundo turno menos votos do que no primeiro. Atingiu o zênite. E sonhou com o terceiro mandato consecutivo.
O episódio do “sifu” é emblemático do ano em que o grampo mais famoso é aquele que só foi transcrito. O governo tapa os ouvidos às críticas da oposição. Essa se faz de surda a quem lhe cobra coerência e uma proposta de governo consistente para o futuro. O delegado Protógenes Queiroz não ouve a Polícia Federal, que não ouve a Agência Brasileira de Inteligência. Nem o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, ouve o juiz federal Fausto De Sanctis – e vice-versa.
Ao publicar na página do Palácio do Planalto na internet o mais extravagante discurso feito por Lula, o responsável pela tarefa foi bastante feliz ao trocar o “sifu” pela expressão “inaudível”. Nada marca melhor 2006. |


