quinta-feira, outubro 11, 2012
O sentimento nacional de justiça e o mensalão - ALOÍSIO DE TOLEDO CÉSAR
O ESTADÃO - 11/10
A firmeza dos ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão vem ajudando a sepultar em parte a ideia de que o favor da nomeação para tão alto cargo poderia prevalecer na tomada das decisões. Como já foi tantas vezes divulgado, os integrantes dessa Corte foram majoritariamente nomeados pelo ex-presidente Lula, com a participação claríssima de políticos petistas.
Todos os povos possuem um sentimento nacional de justiça e em alguns deles isso se deixa transparecer de forma bastante aguda. Há casos emblemáticos em torno dos quais os povos externam com absoluta certeza o que esperam da Justiça e o que devem fazer os julgadores. Se a lei e o Direito indicam ser possível essa conduta, é compreensível que os magistrados julguem nesse sentido.
No episódio do mensalão ficou evidente que o sentimento nacional de justiça, envergonhado por condutas tão sórdidas, somente seria satisfeito com a reparação vertical provinda do Judiciário. Isso começou a ocorrer de forma surpreendente, de início com os votos seguros e claros do ministro relator Joaquim Barbosa, que foi seguido por vários outros, sempre na linha de que os crimes cometidos são de extrema gravidade e merecem reparação.
Houve duas exceções, infelizmente, envolvendo as decisões dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Tófoli, ambos vistos como pessoas com ligações mais fortes com o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus dirigentes, dos quais partiu a ação delitiva. Toffoli foi até mesmo advogado do PT, o que demonstrava claro impedimento para o julgamento.
Em verdade, ao proferir o voto com o qual absolveu José Dirceu da imputação do crime de corrupção ativa, o ministro Dias Toffoli assumiu claramente a posição de seu advogado. Praticamente se esquecendo de que é ministro da Suprema Corte e estava julgando um réu, ele começou a defender de forma enfática a pessoa de José Dirceu. Não chegou a dizer que ele deveria ser canonizado, mas foi tão contundente nessa defesa que passou a olhar para os outros ministros, para ver se algum deles o apoiava - e ninguém sequer virou os olhos em sua direção. Seria preferível que Toffoli e Lewandowski tivessem externado o seu impedimento para julgar, o que rotineiramente ocorre quando o magistrado, por sua amizade ou ligação com uma das partes, não se sente absolutamente livre para o gesto soberano de prestar a jurisdição.
Declarar-se impedido não é feio nem incomum, não diminui o juiz e se dá com frequência na vida dos tribunais. Se eles se tivessem dado por impedidos, sem nenhuma dúvida teria sido muito melhor para ambos, porque não transpareceria na sua conduta a impressão de que estavam divididos entre a lealdade que devem à Nação e àqueles que os nomearam.
Em verdade, a sua lealdade deveria ser exclusivamente à Nação. A clareza do sentimento nacional de justiça, nesse caso tão emblemático, exigia dos julgadores um comportamento compatível e com a grandeza que a grande maioria esperava: a condenação exemplar dos culpados.
Por mais que os dois ministros divergentes possam jurar, até ao pé da cruz, que a absolvição de José Dirceu e outros decorreu unicamente de suas convicções jurídicas, será muito difícil encontrar alguém que acredite nisso. A ideia que prevaleceu é a oposta - e isso é lamentável, por envolver o mais importante tribunal do País, agora, aliás, fortalecido aos olhos de todos pelo exemplo do julgamento.
E mais: o fato de absolverem Dirceu e outros, ao fundamento da inexistência de provas, soa como uma censura aos demais ministros, os quais as consideraram suficientes. Inferiorizados nessa posição, dado o maciço predomínio do entendimento em contrário, levarão para as respectivas biografias um dado sombrio, que teria sido evitado caso optassem por se julgar impedidos.
No caso particular de Lewandowski, cada vez que, durante as votações, ele externava os seus argumentos pela absolvição, acabava agindo como se estivesse a se explicar aos brasileiros por que procedia daquela maneira. Seus gestos, sua expressão, ao julgar, exprimiam constrangimento, e não a firmeza dos demais julgadores que optavam pelas condenações.
Em verdade, quando julga, o magistrado não deve externar emoção alguma. Conforme deixaram claro o presidente da Corte, Carlos Ayres Brito, e o ministro Cezar Peluso - este em seu último voto como magistrado -, não há ódio na decisão que condena, e isso é o que realmente ocorre no cotidiano de quem julga. Uma expressão absolutamente neutra é a mais compatível para quem condena ou absolve.
A lealdade aos companheiros constitui traço de caráter merecedor de admiração nas relações humanas, mas não quando envolve a figura do juiz, porque este, sendo praticamente um escravo da lei e do Direito, não pode ficar dividido entre o que a Nação e os amigos dele esperam.
Enfim, externar lealdade aos companheiros no momento em que presta a jurisdição serve para demonstrar que o juiz não deveria estar ali a exercê-la, ou seja, fica aparente até mesmo o erro no ato de quem o escolheu. Ressalte-se, a propósito, que outros ministros nomeados pelo ex-presidente Lula exerceram a tarefa de julgar com absoluta independência e se mostraram sensíveis ao sentimento nacional de justiça nesse processo tão emblemático.
Será mesmo muito difícil para os brasileiros admitir que os dois ministros optaram pela absolvição por motivos tão somente jurídicos, sobretudo porque as suas posições estão em choque com o entendimento da maioria. Por mais que Lewandowski e Toffoli possam argumentar que manifestaram exclusivamente um entendimento jurídico divergente, sempre ficará a ideia de que estavam pagando o favor da nomeação. Isso é péssimo para o Supremo Tribunal Federal e, especialmente, para eles.
O alcance de uma sentença - EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo - 11/10
Conceda-se, apenas para argumentar, que os costumes políticos brasileiros permanecerão em geral os mesmos apesar da decisão sem precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) de condenar por corrupção ativa, entre outros, um dos mais importantes líderes de sua geração, o ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu, homem forte do PT durante décadas e do governo Lula nos seus primeiros anos. Afinal, poderão dizer os céticos, invocando um exemplo de varejo, porém ainda assim revelador, na semana passada, em pleno julgamento do mensalão, a Polícia Federal apreendeu R$ 1,1 milhão que serviria para subornar eleitores em Paraopebas, no Pará, sem falar de R$ 1.280 que, como manda o figurino, estavam escondidos na cueca de um agente petista em Manaus.
Mas o prognóstico de que, passado o choque inicial das sentenças acachapantes da Suprema Corte, tudo continuará igual em matéria de conquista e ocupação do poder, equivale de alguma forma a acreditar na enormidade de que o mensalão não só foi uma operação de caixa 2 entre o PT e aliados, como saiu da cabeça do tesoureiro da agremiação, o matuto Delúbio Soares. O fato é que, "pela primeira vez na história deste país", a Justiça processou, julgou e puniu dezenas de réus de um esquema ambicioso de corrupção política engendrado nas entranhas do governo federal. E o fez deixando claro que, em estrita obediência ao devido processo legal, o Judiciário tem condições técnicas, institucionais e morais para reconstituir, passo a passo, um escândalo de tamanhas proporções e identificar os seus autores.
Se não por uma improvável conversão aos valores que devem ditar a conduta dos detentores da representação popular, ao menos a certeza da punição fará a maioria dos políticos habituados a ceder aos seus piores instintos, a custo zero, pensar duas vezes antes de delinquir. Inescrupulosos ou honestos, decerto já se deram conta de que o breve do Supremo contra a corrupção vem no bojo da repulsa da opinião pública - uma coisa realimentando a outra - à imundície das estrebarias do poder. Há, nesse sentido, uma relação entre a cobrança popular que gerou a Lei da Ficha Limpa e as esperanças do País quando, sete anos depois da revelação dos fatos, o STF começou a julgar os mensaleiros. A súbita popularidade do severo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, atesta que a consciência moral da Nação está viva e desperta.
Os brasileiros leigos nem sempre conseguimos acompanhar os pontos de doutrina discutidos nas sessões da Corte transmitidas ao vivo. Mas a sociedade entende perfeitamente - e se rejubila - quando o decano do tribunal, Celso de Mello, saúda o direito do cidadão de exigir "que o Estado seja dirigido por administradores íntegros, legisladores probos e juízes incorruptíveis". Ou quando a ministra Cármen Lúcia expressa a sua ira contra a versão oficial, rota desde o primeiro momento e descartada pelo STF, de que não houve suborno de deputados, mas caixa 2. "Caixa 2 é crime, uma agressão à sociedade", fulminou. "(A defesa) passa a ideia de que ilícito pode ser praticado e tudo bem. Não é 'tudo bem'". Ela integrou a maioria que condenou Dirceu (além do então presidente petista José Genoino e do notório Delúbio) com base em três pontos críticos.
Pela posição que ocupava no coração do governo e por sua influência política dentro e fora do PT, ele dispunha dos meios para orquestrar a compra de apoio parlamentar ao Planalto. Portanto, podia e - a julgar pelo muito que dele se conhece - queria. Não bastasse isso, há a proximidade de datas entre os encontros de Dirceu com banqueiros (e Delúbio!) e os repasses de dinheiro manchado. Por último, se é inverossímil que o tesoureiro do PT tenha criado e dirigido o espetáculo, a tese da iniciativa e comando de Dirceu é de todo verossímil. Assim também o nexo entre Lula e o mensalão. A mesma lógica que une Delúbio e Genoino a Dirceu no trâmite do negócio liga o "capitão do time" do governo ao presidente. O ex-ministro condenado por ter concebido e comandado o esquema, não o levaria adiante sem, no mínimo, o sinal verde do chefe. E este, que nomeou 5 dos 10 atuais membros do STF, vem dizer, insultuosamente, que a condenação de seus companheiros foi "uma hipocrisia".
UM NETO DE GONZAGA - MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SP - 11/10
HORA CERTA
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve julgar hoje recurso de Celso Giglio, candidato à Prefeitura de Osasco pelo PSDB. Ele teve a candidatura cassada pelo TRE-SP por ser considerado ficha-suja.
GUARDA-ROUPA
Caso seja mantida a cassação, o novo prefeito será Jorge Lapas, do PT. Ele virou candidato depois que o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) foi condenado no STF por causa do mensalão.
FALA, BRINDEIRO
Curiosidade: na acusação ao candidato tucano, feita por um vereador do PV, atua o advogado Gilmar Brindeiro. Procurador-geral da República nos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, ele ficou celebrizado como "engavetador-geral", por jamais abrir investigação sobre escândalos da época.
FALA, ALCKMIN
Na defesa de Giglio, entre outros, está o advogado José Eduardo Alckmin.
SOB NOVA DIREÇÃO
Mal assumiu como novo corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Francisco Falcão mandou reformar todo o seu gabinete, antes ocupado por Eliana Calmon. Mudou carpete e fez reforma geral do banheiro -trocou até o vaso sanitário.
DEIXA EU FALAR
Soninha (PPS) tem uma lista do que gostaria de fazer após terminar em quinto lugar na eleição de SP. Uma delas: "Queria ser colunista de jornal ou de rádio para fazer um comentário semanal sobre a Câmara Municipal, que nem fazia com futebol".
NA TV
O grupo sueco Kinnevik, sócio, no Brasil, do jornal "Metro" com o grupo Bandeirantes, quer ampliar a sua atuação no país. Negocia a aquisição da SIM, operadora de cabo da emissora brasileira, com presença em São Gonçalo, Recife e Salvador.
NA TV 2
A ideia dos suecos é ampliar presença na América Latina. Recentemente, o Kinnevik comprou uma operação de cabo no Paraguai.
DEIXE O SOL ENTRAR
O aeroporto de Congonhas, em SP, pretende reduzir os gastos com luz.
Testa um sistema de captação de energia solar.
MOLDURA
A Pinacoteca de São Paulo já comprou novas obras de arte com os quase R$ 500 mil arrecadados com o grupo Patronos de Arte Contemporânea do museu.
Foram adquiridos trabalhos de Carla Zaccagnini, Dora Longo Bahia, Ana Maria Tavares, João Musa e Eliane Prolik.
MINICHEF CIDADÃ
Luzia Barros, 8, que integra o grupo Pequeno Cidadão, de Edgard Scandurra e Antonio Pinto, ao lado da mãe, Taciana Barros, estreia no Dia das Crianças o programa infantil de culinária "Luzia Pirou na Batatinha" no portal MdeMulher. Ela abastece os ensaios da banda com bolo de banana com aveia e sopa de quinua.
Amanhã à noite, o Pequeno Cidadão faz show de pré-lançamento do novo CD no Sesc Pompeia.
VOCÊ ESTÁ DEMITIDO
A demissão de dirigentes de empresas cresceu 20% no primeiro semestre de 2012, em relação ao ano passado. Foram 40 demitidos, como Paulo Mendonça (OGX Petróleo e Gás) e Marcos Grasso (Kraft Foods Brasil). A maioria comandava multinacionais e não cumpriu metas fixadas pelos acionistas para compensar prejuízos nos EUA e na Europa. A pesquisa, da Produtive, foi feita para a revista "Você S/A".
LÁ VEM A NOIVA
Fernanda Young vestiu preto para lançar o livro e a exposição "A Louca Debaixo do Branco", ambos sobre noivas. Os designers Julien Sappa e Nasha Gil foram ao Museu da Imagem e do Som. O produtor gráfico Jairo da Rocha também foi à festa, em que tocou a DJ Miss Má, na segunda.
ROUPA NOVA
A banda Dexterz, de Junior Lima e Amon Lima, se apresentou em lançamento de marca de lingerie na Oscar Freire, anteontem. A estilista Ana Gequelin e a modelo Juliana Xerez foram ao evento.
CURTO-CIRCUITO
O evento WTC da Paz 2012 é hoje, com 500 crianças de ONGs, no Brooklin.
Maria Creuza canta hoje no Memorial da América Latina, dentro do projeto Adoniran 2012. Livre.
A Casa 92, em Pinheiros, promove hoje sua Noite Hitchcock. 18 anos.
O documentário "Quem Se Importa" terá duas sessões gratuitas na Etec do Butantã: 16h e 19h. Livre.
Camila Mizutani faz ilustrações nos tênis da loja Eurico Max, nos Jardins.
‘O novo papel de Barbosa’ - JOAQUIM FALCÃO
O GLOBO - 11/10
Como presidente do Supremo, Joaquim Barbosa exercerá centralidade na vida brasileira. Jurídica, política e cultural. Será também presidente do Conselho Nacional de Justiça. Terá sido o implacável relator do mensalão. É o Batman das redes sociais, o que vigia a cidade e combate bandidos. Presidiará o Judiciário nas decisivas eleições para Presidência da República de 2014. Como exercerá tanto poder e influência?
É negro, num país mestiço, de elite branca. Como Lula e Eliana Calmon comunica-se diretamente com o povo. Às vezes por palavras, quase sempre por sintonia de sentimentos e atitudes. Assim ultrapassa as críticas a seu temperamento.
Acusam-no de se irritar com opiniões contrárias. O ministro Marco Aurélio chegou a afirmar que ele não teria condições de comandar o STF. Vai ter, com o voto do próprio Marco Aurélio. Não leva insinuações para casa, que digam os ministros Gilmar, Peluso e Lewandowski. Não provoca, mas reage. Às vezes exagera na reação.
Será o primeiro presidente a conhecer por dentro o sistema jurídico americano, o modelo de Corte que nos inspirou. Sabe o valor da democracia. Foi visiting scholar em Los Angeles e na Universidade de Columbia, em Nova York.
A presidenta simboliza a necessidade de maior igualdade da mulher. Joaquim Barbosa, que não hesita em explicitar situações de discriminação por que passou e ainda passa na vida, simboliza a necessidade de igualdade do negro em nossa sociedade. Conquistada não por assistencialismos, filantropismo ou cordialidades. Mas por mérito. É assim sua experiência de vida.
Conquistou a imensa maioria dos votos de seus colegas ministros por sua competente estratégia indutiva de denúncia. Optou por um julgamento segmentado, passo a passo, estabelecendo os fatos, de tal modo que a força dos fatos conduzisse as teorias. E não vice versa. A defesa percebeu e temeu a estratégia. Não foi por menos que, na primeira sessão, a defesa tudo fez para evitar o desmembramento. Perdeu.
O desempenho de Barbosa no mensalão consolida o valor do mérito pessoal, muito além das raças, e mesmo assim simboliza a injustiça da discriminação do negro. Moldará sua presidência.
Como presidente do Supremo, Joaquim Barbosa exercerá centralidade na vida brasileira. Jurídica, política e cultural. Será também presidente do Conselho Nacional de Justiça. Terá sido o implacável relator do mensalão. É o Batman das redes sociais, o que vigia a cidade e combate bandidos. Presidiará o Judiciário nas decisivas eleições para Presidência da República de 2014. Como exercerá tanto poder e influência?
É negro, num país mestiço, de elite branca. Como Lula e Eliana Calmon comunica-se diretamente com o povo. Às vezes por palavras, quase sempre por sintonia de sentimentos e atitudes. Assim ultrapassa as críticas a seu temperamento.
Acusam-no de se irritar com opiniões contrárias. O ministro Marco Aurélio chegou a afirmar que ele não teria condições de comandar o STF. Vai ter, com o voto do próprio Marco Aurélio. Não leva insinuações para casa, que digam os ministros Gilmar, Peluso e Lewandowski. Não provoca, mas reage. Às vezes exagera na reação.
Será o primeiro presidente a conhecer por dentro o sistema jurídico americano, o modelo de Corte que nos inspirou. Sabe o valor da democracia. Foi visiting scholar em Los Angeles e na Universidade de Columbia, em Nova York.
A presidenta simboliza a necessidade de maior igualdade da mulher. Joaquim Barbosa, que não hesita em explicitar situações de discriminação por que passou e ainda passa na vida, simboliza a necessidade de igualdade do negro em nossa sociedade. Conquistada não por assistencialismos, filantropismo ou cordialidades. Mas por mérito. É assim sua experiência de vida.
Conquistou a imensa maioria dos votos de seus colegas ministros por sua competente estratégia indutiva de denúncia. Optou por um julgamento segmentado, passo a passo, estabelecendo os fatos, de tal modo que a força dos fatos conduzisse as teorias. E não vice versa. A defesa percebeu e temeu a estratégia. Não foi por menos que, na primeira sessão, a defesa tudo fez para evitar o desmembramento. Perdeu.
O desempenho de Barbosa no mensalão consolida o valor do mérito pessoal, muito além das raças, e mesmo assim simboliza a injustiça da discriminação do negro. Moldará sua presidência.
Ueba! Zé Dirceu casa com Ivana! - JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SP - 11/10
E a cópula petista: Marcos Velório, Dilúvio Soares, Zé Ingenoino e Zé Dirceu! E o PT tá sendo chamado de Arca de Noé: os sobreviventes do Delúbio! E o Marcos Valério é inocente! Já viu mineiro distribuir dinheiro? Essa é a prova cabal da inocência de Marcos Velório: mineiro não distribui dinheiro!
E o Delúbio tá com a cara do Saddam quando saiu do buraco! Só que ao contrário! Pena pro Delúbio: ficar trancado no cofre do Banco Rural com a Ideli Salvatti! Prisão perpétua! Rarará!
E eu já disse que o grande culpado do mensalão é o Gabeira, que nos anos 1960 trocou o embaixador americano pelo Zé Dirceu!
E o Zé Dirceu com aquele sotaque? Filho da Mãe Lucinda com o Mazzaropi! E sabe por que o Genoino e o Delúbio não falam plural? Porque eles são especialistas em Rural, não em plural!
E como disse o Lula: "O único Genoino que eu conheço é o escocês!". O Lula não acredita no mensalão, só no saci, no curupira, no boitatá e na mula sem cabeça!
E aquela ministra Cármen Lúcia é clone do Mister Bean. E eu vou dar uma poltrona de dentista pro Joaquim Barbosa ficar deitado! O Joaquim Barbosa parece a minha sogra: ranzinza e condena todo mundo. Rarará! E o Lewandowski de tanto absolver vai ter que ser absolvido! Rarará!
E adorei as desculpas pros saques do Banco Rural. É a famosa desculpa JÁ QUE: "Minha mulher foi ao Banco Rural resolver um problema de TV a cabo e, já que estava lá, resolveu fazer um saque de R$ 100 mil". "Minha assessora foi ao médico no prédio do Banco Rural e, já que estava lá, resolveu fazer um saque de R$ 320 mil." Rarará!
E já imaginou o Zé Dirceu com a Ivana? Com aquela cara de Bozo e fala tatibitate: "Bebejão, amoji, vamo brincá de Xupremo?". Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
Marcha da Apuração! Cresce a bancada do PGN, o meu Partido da Genitália Nacional!
Paulo Cenoura, de Ponta Grossa. Eleito! André Sacco, de Osasco. Eleito! Aliás, chutaram o cavalete do Andre Sacco e ainda escreveram embaixo: "Chutei o Sacco"! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Parte no ajuste - CELSO MING
O Estado de S.Paulo - 11/10
Quando derruba os juros básicos a níveis mais próximos da inflação, o Banco Central do Brasil não age muito diferentemente da maioria dos grandes bancos centrais.
O objetivo por estes declarado é sempre o de operar a política monetária (política de juros) de maneira a ajudar na superação da crise, tendo-se como favas contadas a ausência do principal inimigo a combater.
E, de fato, a inflação anda meio desaparecida nos países avançados desde os últimos anos da década de 1990. Naquela fase, o então presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Alan Greenspan, admitia que trabalhava com juros no chão por não ver disparada dos preços. Atribuía o fato tanto à derrubada dos custos dos produtos industrializados - graças às importações da China - como à incorporação de Tecnologia da Informação ao processo produtivo, altamente poupadora de todos os fatores de produção, especialmente de mão de obra.
Embora o objetivo declarado da prática de juros baixos por tanto tempo pelos grandes bancos centrais seja a necessidade de reativação do setor produtivo, o efeito mais importante é a desvalorização das dívidas soberanas. Só o Tesouro dos Estados Unidos já deve perto de US$ 16 trilhões (107% do PIB), a dívida bruta total da área do euro corresponde a outros US$ 10 trilhões (90% do PIB) e a do Japão, a US$ 12 trilhões (240% do PIB).
Seriam dívidas insustentáveis e, portanto, impagáveis, caso sua remuneração se mantivesse acima da inflação (remuneração real). Ou seja, as atuais políticas monetárias fortemente expansionistas dos bancos centrais, desempenham a função de ajudar os governos dos países avançados a desvalorizar em termos reais os passivos dos seus Tesouros. Em outras palavras, os grandes bancos centrais cumprem com suas políticas monetárias determinados objetivos fiscais.
Quando o Banco Central do Brasil manobra para puxar para baixo o juro real, está tocando a mesma partitura. Corre lá seus riscos, que não são maiores do que aqueles a que estão sujeitos outros bancos centrais. De mais a mais, seus dirigentes sempre poderão argumentar que estão em boa companhia.
Os mais ortodoxos advertem que criança não deve brincar com fogo. Eles temem que a inflação volte a consumir o circo. Nestes tempos de intensa incorporação de mão de obra barata e de aumento da utilização da Tecnologia da Informação, o risco mais alto talvez não seja a cavalgada dos preços, mas a já notória desvalorização da poupança e dos patrimônios financeiros privados.
Em todo o mundo trilhões e mais trilhões de dólares em reservas dos fundos de pensão e de investimento, dos planos de aposentadoria complementar e das seguradoras vêm sendo persistentemente desvalorizados. E não é um processo com prazo para terminar. Começou lá atrás, como ficou dito, e prosseguirá indefinidamente. O presidente do Fed, Ben Bernanke, avisou há duas semanas que ninguém deve esperar pela alta dos juros básicos dos Estados Unidos (hoje em torno de zero por cento ao ano) antes de meados de 2015. Apenas neste período de crise, já são sete anos de juros rastejantes.
Enfim, por toda parte, a poupança privada está sendo requisitada para ajudar a tirar os Tesouros soberanos da encalacrada.
Uma etapa da mudança - MIRIAM LEITÃO
O GLOBO - 11/10
Ele é negro. Acima de qualquer dúvida razoável, como dizem os juízes. Ele é negro e não contemporiza para facilitar sua aceitação. Joaquim Benedito Barbosa foi eleito ontem presidente do Supremo Tribunal Federal. Elogiou-se a rotina de eleição pelos pares e a alternância no cargo. Ainda melhor será o momento em que o fato de um negro estar lá nem notícia será, de tão rotineiro.
É assim que o país avança: quebrando paradigmas. O ministro Joaquim vai errar e acertar nos próximos dois anos, como nos últimos nove. Seus antecessores também erraram e acertaram. Não é herói — ele até se define como anti-herói — mas virou símbolo de um avanço extraordinariamente importante para o Brasil. O espaço maior que vem sendo ocupado pelos negros em instâncias do poder, até hoje majoritariamente brancas, é uma vitória que pertence ao país como um todo. Multiétnico e miscigenado, o Brasil ainda assim criou distâncias sociais e as manteve com a mais eficiente das estratégias: negar a existência da discriminação.
Joaquim votou no PT nas últimas três eleições, como revelou à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e hoje é relator do processo que está condenando lideranças emblemáticas do partido. Foi capaz de separar de forma cirúrgica sua convicção técnica de juiz de quaisquer outras considerações que poderiam interferir em sua decisão.
O ministro tem uma história de vida de superação. Foi pobre, construiu sua ascensão pela educação, se globalizou indo para algumas das melhores universidades da Europa e dos Estados Unidos. Tem currículo invejável e competência inequívoca.
Debruçou-se, entre outros temas, sobre uma política pública que no Brasil ainda produz muita controvérsia: a ação afirmativa. Poderia fugir do assunto por temer ser instalado num gueto teórico. Poderia negar, com sua história de vida de superação, que este seja o melhor caminho para a construção de um país com uma elite também multiétnica. Mas estudou ação afirmativa, escreveu um livro técnico defendendo a política e não ficou preso ao tema. Quando a ação das cotas chegou ao Supremo Tribunal Federal, seu livro foi citado, por exemplo, no voto do ministro decano Celso de Mello. Ao fim, as cotas foram aprovadas por unanimidade, porque o voto do ministro relator Ricardo Lewandowski foi seguido por todos.
Não há uma contradição entre o caminho que o levou ao topo e as ações afirmativas que tornarão o Brasil, no futuro, um país em que outros vençam as barreiras que ele venceu. O currículo dele foi construído com muito esforço, mas nenhum presidente antes do Lula viu méritos em outros juízes negros. A invisibilidade do discriminado é uma arma antiga para manter as distâncias sociais. Se o ex-presidente Lula tivesse ficado prisioneiro da mesma armadilha de ver os méritos apenas do grupo dominante, o Supremo, talvez, fosse ainda hoje um monopólio dos brancos. Joaquim, como lembrou Celso de Mello, é o 50º presidente da Corte desde o Império, o 44º da República. E será o primeiro negro a se sentar na cadeira de presidente.
Muitos dizem que o importante não é que ele é negro é que tem méritos. Sem dúvida. Mas por que houve uma tão longa fila de meritórios apenas brancos? Porque não houve igualdade de oportunidades.
Há dez anos um blog do jornal Washington Post pediu a jornalistas de vários países que escrevessem quais eram as forças emergentes em cada país que teriam mais poder em 20 anos. Escrevi que no Brasil essas forças emergentes eram as mulheres e os negros. Hoje, o Brasil é presidido por uma mulher e, em breve, o Judiciário, por um negro. O Brasil muda para melhor.
Brasil surpreende o FMI - ALBERTO TAMER
O Estado de S.Paulo - 11/10
O relatório do FMI sobre o Panorama da Economia Mundial, divulgado esta semana, é um documento sombrio imerso em dúvidas e incertezas. Tudo nele é "condicional." O Fundo prevê que o PIB mundial vai crescer 3,3% este ano, o que não seria tão grave, comparado com a previsão de 3,6%, feita em julho. Seria um recuo até simbólico, uma tolerância estatística. Mas esta é a segunda retração da economia global que o FMI registra - a anterior foi em abril. E é o menor índice de crescimento desde 2002 (que foi 2,9%) com exceção dos dois anos da crise financeira de 2008.
Não é a recessão. Mas, de qualquer forma, a economia mundial, pode-se dizer, está longe da recessão. Não é bem assim, diz o FMI. Em um dos cenários prováveis, que constam do estudo divulgado em Tóquio, o Fundo é muito claro. Se nada for feito agora, o risco de recessão na zona do euro é de 80%, 25% no Japão e 15% nos Estados Unidos. E isso só poderá ser evitado "se" os Estados Unidos e a os países da zona do euro frágeis adotarem nos próximos meses medidas urgentes e vigorosas de incentivo econômico. Fiscais, tributárias, financeiras, monetárias, para gerar demanda do governo (leia-se gastos e investimentos) e emprego. É urgente porque as duas economias estão fragilizadas. O PIB dos Estados Unidos cresce menos de 2%. Na zona do euro e na União Europeia, é a recessão, com PIB negativo de 0,4%, que se infiltra e se instala sem ser até agora incomodada. Está feliz com a política de severa austeridade fiscal que implica mais impostos, menos gastos e investimentos. Uma política que está sendo aplicada há mais de dois anos e não dá certo. Ninguem é contra austeridade a não ser quando ela é aplicada em dose suicida, como está ocorrendo na Europa.
Em seminário organizado pelo Fundo, em Tóquio, o presidente do Banco da Itália e vice-presidente do Banco Central Europeu, Vitor Constancio, alertou que os governos europeus devem acompanhar atentamente os planos de cortes no orçamento para se certificarem de que eles não prejudicarão muito o crescimento econômico, como está acontecendo agora. Isso só tornará mais difícil alcançar as metas de equilíbrio fiscal e orçamentário. No Fundo, ninguém é contra uma política de austeridade, desde que não seja suicida.
Hipótese hipotética. Como nos Estados Unidos, tudo vai parando até os resultados da eleição - e que seja Obama, por favor, porque seu opositor, Romney, defende a mesma política suicida da zona do euro. A hipótese de o FMI contar com os dois blocos, que representam 50% da economia mundial, para alguma recuperação é apenas isso, uma "hipótese hipotética". Nem o FMI acredita nela. O Fundo indica um longo período de um mundo mais pobre, inseguro e doloroso.
E para o Brasil? O que o Panorama da Economia Mundial do FMI prevê? Vai afundar com os outros? Parece que não, diz o Fundo. É um caso de contrastes. O Brasil foi o mais atingido pelas revisões do FMI, que previa em julho um PIB de 2,5% e agora,dois meses depois, apenas 1,5%, índice de crescimento pobre que o governo admite. Mas o Fundo reconhece que a economia brasileira voltou a crescer e projeta um salto do 1,5% do PIB para 4% no próximo ano. Deve ser o país que mais vai crescer em 2013, depois de China (8,2%) e Índia (6,8%). A Rússia fica perto na previsão do Fundo, 3,8%, seguida do México, 3,5%. Os motivos apontados pelo FMI para esse resultado quase isolado e distante são do conhecimento do leitor da coluna e foram amplamente noticiados no caderno de Economia.
Riscos. Mas o relatório do FMI não é só elogios, há sérias observações sobre o risco do endividamento excessivos das pessoas físicas, das empresas, a exposição ainda existente à crise financeira na zona do euro, a dependência excessiva dos preços das commodities e uma inflação que, mesmo estabilizada, é de 5%. Mas comparando com a recessão europeia, a desaceleração americana e chinesa são desafios mais fáceis de enfrentar. E mais uma vez, como em 2008, o País vai ter de contar com investimentos no seu mercado interno para não ser contaminado pelo pífio crescimento de 3,6% da economia mundial em que nem mesmo o FMI acredita muito. O Brasil tem a vantagem de sair de 2012 crescendo 4% com mérito próprio enquanto os outros lá fora desaceleram por inércia. Temos desafios que são mais fáceis de contornar do que o risco de recessão que existe lá fora, para o qual o FMI alerta em vão até agora.
As ameaças da Aneel - EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo - 11/10
Cometerá uma violência jurídica a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se, como ameaçou seu diretor-geral, Nelson Hubner, impedir a participação, em futuras licitações, das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica que não aceitarem as condições impostas pelo governo para renovar suas concessões.
A questão da renovação das concessões, que vencem entre 2015 e 2017, se arrastava há anos, por falta de decisão do governo. Finalmente, as condições foram definidas há um mês, com a Medida Provisória (MP) n.º 579, que trata também da redução das tarifas de energia. Embora tenha demorado tanto para decidir, o governo deu às empresas concessionárias prazo curtíssimo, que vence na segunda-feira (15/10), para aceitar ou não as condições. A ameaça do diretor-geral da Aneel destina-se a forçá-las a concordar com elas.
Ao fazer a ameaça, o diretor-geral da Aneel extrapolou suas funções. Compete à agência, além de estabelecer tarifas, atuar para que os contratos em vigor sejam cumpridos de acordo com critérios neles estabelecidos de qualidade, continuidade e segurança, entre outros. À Aneel não foi atribuída, porém, a prerrogativa de cassar o direito de qualquer empresa de participar de licitações públicas se para tanto estiver qualificada.
A atitude do diretor-geral da Aneel, por isso, teve péssima repercussão no setor, já surpreendido pela maneira como as regras foram definidas, sem prévio entendimento, e por sua complexidade. As regras para a renovação envolvem cálculos bilionários de indenizações e amortizações de ativos, com os quais as empresas precisam concordar, e fazer isso em prazo curtíssimo.
A ameaça tornou ainda mais difíceis os entendimentos em torno da controvertida MP 579. "Não vamos trabalhar com ultimato e ameaça de ninguém, seja da Aneel ou do governo", disse o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal. A concessionária paulista Cesp está vinculada a sua pasta. Ele enfatizou a necessidade de um diálogo amplo sobre esse setor estratégico para a economia nacional.
As declarações de Hubner revelam também desrespeito às atribuições da Aneel e de outras agências reguladoras. Elas não foram criadas para ser instrumentos do governo ou para, pura e simplesmente, executar suas políticas, como tem ocorrido nos últimos anos - e como ficou claro nesse episódio. A elas cabe atuar com isenção entre o poder concedente, no caso a União, as concessionárias e os consumidores.
"Vamos oferecer um valor de tarifa que acreditamos ser viável e que vai garantir uma receita anual para manter e operar as usinas e as linhas", disse Hubner. "Em 2015, nada muda." Estranhamente, porém, o governo quer que as empresas optem às pressas por renovar seus contratos nos termos da MP 579 antes de estabelecer as novas tarifas, que só serão conhecidas em novembro. Há ainda outras lacunas na MP que as empresas têm interesse em discutir, mas o diálogo, ao que tudo indica, está fechado.
O diretor-geral da Aneel afirma ter "absoluta convicção de que não estamos quebrando contratos". Ele aparentemente ignora que contratos não são quebrados apenas por descumprimento de suas cláusulas. Podem sê-lo também pela introdução de novas condições antes do fim do prazo de sua vigência.
Ora, quando o governo encosta as concessionárias na parede, dando-lhes um prazo exíguo para fazer a opção entre aceitar ou não o modelo de concessão que lhes é proposto, introduz uma nova regra nos contratos em vigor. E, a prevalecer a ameaça de que as que não aceitarem aquelas condições poderão ser impedidas de participar de novos leilões, seria imposta uma punição a elas. Isso seria uma arbitrariedade, que, sem dúvida, daria motivo a ações na Justiça.
Na prática, a exclusão dessas empresas geraria distorções nas licitações previstas. Com a ausência de participantes potenciais, a concorrência se estreitaria, o que poderia resultar em prejuízo para o governo e para o consumidor, pois a finalidade do leilão é selecionar a proposta mais vantajosa do ponto de vista da tarifa e da receita que o governo poderia auferir.
MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO
FOLHA DE SP - 11/10
Com R$ 500 mi para 2013, empresa de shopping cresce
A Tenco Shopping Centers, com sede em Minas Gerais, irá intensificar seu projeto de expansão no país em 2013.
Com aporte de R$ 500 milhões, pretende lançar cinco shoppings no próximo ano.
Estados das regiões Sudeste e Nordeste estão sendo analisados para receber os empreendimentos.
A intenção da companhia é manter o ritmo de crescimento depois de 2013 com cinco novos projetos por ano.
Em 2012, a empresa lançou apenas uma unidade. Nas próximas semanas, no entanto, irá anunciar um shopping para Bragança Paulista (a cerca de 90 quilômetros de São Paulo) e outro para Varginha (a 315 quilômetros de Belo Horizonte).
"Estamos buscando cidades que tenham entre 200 mil e 500 mil habitantes e que sejam polos regionais. Precisa haver outras cidades que gravitem em torno dela", diz o presidente da empresa, Eduardo Gribel.
Todos os shoppings que a companhia está desenvolvendo seguem o mesmo projeto arquitetônico. "Procuramos terrenos onde podemos adequar nosso modelo."
Os shoppings custam em média R$ 100 milhões, têm seis salas de cinema e cerca de 170 lojas, com espaço para mais 60 caso uma expansão seja necessária.
A empresa tem hoje três unidades em operação e quatro em obras. Cerca de 20 foram vendidas para terceiros.
Dupla
A Investe SP, agência de fomento, e o Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ assinaram protocolo de cooperação para estimular a atração de investimentos e realizam hoje a primeira ação conjunta, na câmara de comércio japonesa.
Cholocate
A Cacau Show inaugura hoje sua primeira loja em aeroporto. A unidade ficará em Congonhas, São Paulo. A rede planeja abrir outros 140 pontos até o final do ano. Hoje são 1.200 unidades em todo o país.
Cheque...
O número de cheques devolvidos pela segunda vez, por falta de fundos, está em queda, segundo levantamento nacional da Boa Vista Serviços. Em setembro deste ano, foram cerca de 1,3 milhão, ante 1,5 milhão em agosto.
...sem fundo
Houve redução também no acumulado de janeiro a setembro. No período, foram registrados aproximadamente 13,9 milhões de cheques devolvidos -retração de cerca de 5% em relação ao ano passado.
Grife suíça fecha parceria com a CBF para fazer relógios de luxo
A suíça Parmigiani, que faz relógios de alto luxo com preços a partir de R$ 20 mil, fechou uma parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para produzir com a marca da entidade.
Além de se tornar o fabricante de relógios oficial da CBF, a grife abre seu primeiro escritório no Brasil.
A empresa já tinha um representante no país e continuará a vender em joalherias, como no resto do mundo.
A partir de dezembro os relógios estarão na Sara Jóias. Um dos modelos com estrelas do pentacampeonato custará cerca de R$ 51 mil.
"Associamos a marca a esportes como o futebol e a canoagem, algo bem diverso do que fazem outras grifes de luxo", diz Jean Marc Jacot, CEO da Parmigiani Fleurier.
O acordo vai até 2015.
"O contrato foi feito antes de eu chegar e é de aproximadamente US$ 1,2 milhão [R$ 2,4 milhões] por ano, mais uma participação nas vendas a partir de um certo número de relógios [comercializados]", diz José Maria Marin, presidente da CBF.
"Analisamos com a marca uma parceria para outra empresa fazer relógios mais populares também."
RoBÔ CIRÚRGICO
O Hospital 9 de Julho está investindo US$ 6 milhões (R$ 12 milhões) em equipamentos com tecnologia pouco invasiva. O principal deles demandará 80% do total do aporte (R$ 9 milhões).
Chamado de Da Vinci, o robô, que permite ao médico operar de um console, será utilizado em cirurgias urológicas e ginecológicas, entre outras. O aparelho deve chegar até o final deste ano.
DINHEIRO NO COLCHÃO
Mais da metade das famílias na região metropolitana do Rio tinham algum dinheiro guardado em setembro, segundo a Fecomércio-RJ.
A alta é de 5,2 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2011.
Aproximadamente 55% das que possuíam dinheiro guardado declararam intenção de elevar a reserva em setembro. Cerca de 30% das famílias sem poupança tinham a intenção de guardar.
Após pagarem as despesas mensais, 43,7% teriam sobra de dinheiro e 39,4% ficariam com as contas equilibradas. As principais perspectivas para o excedente são lazer (37,4%), consumo de bens no futuro (31,4%) e poupança para eventualidades (30,1%).
Os girassóis de Ayres Britto - MARCELO COELHO
FOLHA DE SP - 11/10
O ministro tem algo de elfo, de duende, no sorriso e até na voz; é o estilo verbal mais colorido da corte
A SESSÃO de ontem começou em clima amistoso. Tratava-se de proceder à escolha do novo presidente do STF. Joaquim Barbosa foi eleito.
Vieram as homenagens. "A nação encontra-se em júbilo com a eleição de Joaquim Barbosa", declarou -com escandaloso exagero -o representante dos advogados.
O fato é que Ayres Britto deixará saudade, pelo menos no coração deste articulista. Tem algo de elfo, de duende, no sorriso e até na voz.
É também o estilo verbal mais colorido da corte, com a falta de gosto que isso acarreta.
Disse outro dia que a tese do caixa dois "orça pelos debruns da teratologia argumentativa".
Lewandowski foi eleito vice de Barbosa. Uma "excelente dupla", observou Ayres Britto. Ô.
Durante quase uma hora e meia, Celso de Mello pronunciou duas vezes, no máximo, o nome dos réus. Não mencionou nenhum fato ou prova.
Usou o tempo, com muita redundância, para comentar a teoria jurídica do "domínio do fato". Ou seja, a responsabilidade daqueles que, numa organização criminosa, não querem "sujar as mãos", como disse ele.
O revisor, Ricardo Lewandowski, havia feito críticas a essa teoria. E fez um aparte para voltar ao tema. Imagine-se, disse, um vazamento de petróleo. O risco da teoria do "domínio do fato" seria querer condenar o presidente da Petrobras pelo que aconteceu.
Luiz Fux interveio, desta vez com precisão. Seria necessário que o presidente da Petrobras quisesse ter feito o vazamento. Pois a participação do chefe para a realização do delito exige o dolo, isto é, a intenção criminosa.
Feito o esclarecimento, um dentre outros "sabões" recebidos por Lewandowski ao longo dos últimos dias, Celso de Mello continuou com sua falação. Teorias à parte, foi apenas um conjunto de abstrações sobre "práticas criminosas no interior do Estado", com adjetivos contundentes e substantivos genéricos.
Em seu voto, consagrando as condenações, Ayres Britto fez um belo resumo do que estava em jogo.
Coalizões eleitorais são uma coisa. Alianças partidárias são outra. Não se espera de uma aliança que dissolva a identidade dos partidos. Ainda mais quando, por meio "argentário", como disse, o partido majoritário se "apropria" dos demais aliados.
Veio a inevitável bizarrice literária. Ayres Britto citou o poeta pantaneiro Manoel de Barros. O girassol de Van Gogh, diz o verso, "se apropriou de Deus". No caso, disse Ayres Britto, um partido se apropriou de outros à base de propina. "É bem diferente", comentou. De fato, bem diferente.
Não ficou nisso, porém. Citou trechos do depoimento de José Dirceu, em que o ex-chefe da Casa Civil declarou ser o articulador político do governo, estando em sua atribuição garantir a maioria parlamentar do governo.
Se essa maioria foi obtida "pela prata", como disse Marco Aurélio, não há muito o que duvidar. Os encontros com Marcos Valério teriam algum objetivo casual? Não é possível, podemos dizer, ver só um girassol, Delúbio Soares por exemplo, e não o conjunto da obra.
O ministro tem algo de elfo, de duende, no sorriso e até na voz; é o estilo verbal mais colorido da corte
A SESSÃO de ontem começou em clima amistoso. Tratava-se de proceder à escolha do novo presidente do STF. Joaquim Barbosa foi eleito.
Vieram as homenagens. "A nação encontra-se em júbilo com a eleição de Joaquim Barbosa", declarou -com escandaloso exagero -o representante dos advogados.
O fato é que Ayres Britto deixará saudade, pelo menos no coração deste articulista. Tem algo de elfo, de duende, no sorriso e até na voz.
É também o estilo verbal mais colorido da corte, com a falta de gosto que isso acarreta.
Disse outro dia que a tese do caixa dois "orça pelos debruns da teratologia argumentativa".
Lewandowski foi eleito vice de Barbosa. Uma "excelente dupla", observou Ayres Britto. Ô.
Durante quase uma hora e meia, Celso de Mello pronunciou duas vezes, no máximo, o nome dos réus. Não mencionou nenhum fato ou prova.
Usou o tempo, com muita redundância, para comentar a teoria jurídica do "domínio do fato". Ou seja, a responsabilidade daqueles que, numa organização criminosa, não querem "sujar as mãos", como disse ele.
O revisor, Ricardo Lewandowski, havia feito críticas a essa teoria. E fez um aparte para voltar ao tema. Imagine-se, disse, um vazamento de petróleo. O risco da teoria do "domínio do fato" seria querer condenar o presidente da Petrobras pelo que aconteceu.
Luiz Fux interveio, desta vez com precisão. Seria necessário que o presidente da Petrobras quisesse ter feito o vazamento. Pois a participação do chefe para a realização do delito exige o dolo, isto é, a intenção criminosa.
Feito o esclarecimento, um dentre outros "sabões" recebidos por Lewandowski ao longo dos últimos dias, Celso de Mello continuou com sua falação. Teorias à parte, foi apenas um conjunto de abstrações sobre "práticas criminosas no interior do Estado", com adjetivos contundentes e substantivos genéricos.
Em seu voto, consagrando as condenações, Ayres Britto fez um belo resumo do que estava em jogo.
Coalizões eleitorais são uma coisa. Alianças partidárias são outra. Não se espera de uma aliança que dissolva a identidade dos partidos. Ainda mais quando, por meio "argentário", como disse, o partido majoritário se "apropria" dos demais aliados.
Veio a inevitável bizarrice literária. Ayres Britto citou o poeta pantaneiro Manoel de Barros. O girassol de Van Gogh, diz o verso, "se apropriou de Deus". No caso, disse Ayres Britto, um partido se apropriou de outros à base de propina. "É bem diferente", comentou. De fato, bem diferente.
Não ficou nisso, porém. Citou trechos do depoimento de José Dirceu, em que o ex-chefe da Casa Civil declarou ser o articulador político do governo, estando em sua atribuição garantir a maioria parlamentar do governo.
Se essa maioria foi obtida "pela prata", como disse Marco Aurélio, não há muito o que duvidar. Os encontros com Marcos Valério teriam algum objetivo casual? Não é possível, podemos dizer, ver só um girassol, Delúbio Soares por exemplo, e não o conjunto da obra.
Falta lastro à bravata - DORA KRAMER
O Estado de S.Paulo - 11/10
A autocrítica não é da personalidade petista. Não que não existam defensores da utilidade do exame de consciência no partido: de memória cito Tarso Genro, José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante.
Este último, ainda no início do primeiro governo Lula, recomendava uma revisão de procedimentos em relação às reformas do governo anterior que o PT tanto combateu e depois acolheu. Aconselhava que o partido reconhecesse o equívoco e explicasse à sociedade as razões da nova posição.
Na época, José Dirceu abordava o tema de outra forma: o novo governo simplesmente não devia satisfação a respeito. Disse isso quando perguntado em entrevista ao Estado se não era incoerente o PT atacar e depois defender a reforma da Previdência.
No quente do escândalo do mensalão, Genro e Cardozo reclamaram a necessidade de um urgente inventário. Os dois propuseram uma reflexão seguida de reformulação interna, inclusive com a edição de novo código de ética para balizar a conduta de filiados ao molde do que antigamente cantava a musa no partido.
Falaram sozinhos. Passado o susto, vencida a perplexidade inicial, construído o muro de arrimo na tese do caixa 2, o PT se escorou na força de Lula, na incerteza da sociedade de que princípios deveriam valer também para a política, e tocou o barco.
Sem a mesma aura, já com uma legião de decepcionados, mas com vigor suficiente para ganhar duas eleições presidenciais.
Agora ensaia de novo reação, não obstante as evidências prescrevam como mais prudente uma pausa para meditação, uma resolução dos passivos, a fim de não solapar o enorme capital que ainda lhe resta.
Pela simples razão de que as condições objetivas agora são desfavoráveis. Vejamos alguns exemplos.
A adversidade não resulta de luta política, mas de condenação judicial em instância suprema depois de cinco anos de processo, assegurado amplo direito de defesa.
O julgamento terá efeito em decisões judiciais daqui em diante, além de inibir ações baseadas na certeza absoluta da impunidade.
O uso do caixa 2, antes aceito como inevitável, depois de ter sido tratada pelo STF como prática criminosa não serve mais como desculpa.
Lula não fala mais da tribuna presidencial. Os aliados de hoje não têm a mesma referência de ontem e, amanhã, querem ver a fila do poder andar.
Enfim, o mar não está para peixe como já esteve.
José Dirceu exorta o partido a dobrar a aposta: concentrar-se na luta eleitoral e vencer em São Paulo. Ou seja, a lógica de sempre, o "vamos que vamos" que deu no que deu.
Tal visão menospreza a essência do que se passa: sim, o PT ganha a Prefeitura de São Paulo, mas de que isso serve para a reconstrução da confiabilidade do partido?
Vários políticos foram reeleitos depois de envolvidos em escândalos e, no entanto, voltaram sem o prestígio de antes. Muitos o perderam para sempre. Outros vêm perdendo gradativamente.
Dirceu terá dificuldade, para dizer o mínimo, de manter a influência no PT devido à contingência de precisar sair por algum tempo de circulação.
A despeito da presumível romaria de jornalistas que continuarão a procurá-lo para dar opinião, a cadeia, convenhamos, não é o espaço mais confortável para o exercício de liderança partidária.
José Dirceu pode até fazer barulho para tentar motivar a militância. Mas não pode fugir do fato de que é um homem vencido.
Desmentido. O Supremo não demorou dois meses para contrariar as expectativas de descrença na eficácia da Justiça.
Pesquisa do Datafolha de agosto indicava que 73% das pessoas achavam que os crimes deveriam resultar em castigo.
Apenas 11% acreditavam que os réus seriam punidos, 37% apostavam em condenações sem prisões e 43% cravaram a alternativa da absolvição.
Pesos e medidas - VERA MAGALHÃES - PAINEL
FOLHA DE SP - 11/10
Com o julgamento do mensalão na reta final, integrantes do STF discutem informalmente a dosimetria das penas dos condenados. Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Luiz Fux acham que os ministros que absolveram réus e foram vencidos não devem se manifestar. Carlos Ayres Britto, que votou assim no julgamento do ex-deputado José Gerardo, tem expressado dúvidas a interlocutores por entender que o voto dos vencidos equilibraria as penas.
Simples Outra discussão entre os membros da corte diz respeito aos critérios para definir penas. Há quem defenda que, em vez de truncados cálculos matemáticos, os ministros só se manifestem quando discordarem das propostas do relator ou do revisor.
Me dê motivo O voto de Dias Toffoli condenando José Genoino surpreendeu os próprios ministros, e foi visto como uma demonstração de que não havia consistência nos argumentos de Lewandowski para absolvê-lo. "Todos nós votamos compungidos, mas nesse caso as provas gritavam", diz um deles.
Sinais Petistas interpretaram a declaração de José Dirceu cobrando da direção do partido "prioridade à eleição" e adiando qualquer desagravo alusivo ao mensalão como recado do ex-ministro. "Ele quis dizer que o PT é um só. Na alegria e na tristeza", diz um expoente da sigla.
Poço... A direção do PSB dedicou parte de sua reunião ontem a críticas ao PT. Jonas Donizette, no segundo turno em Campinas, disse que petistas, rivais locais, "desclassificam" os socialistas.
... de mágoas Já Cid Gomes (CE) afirmou que o PT tem por prática criar inimigos e que o PSB é a "bola da vez".
Sem chance 1 Serafim Corrêa avisou ontem à direção socialista que não apoiará Vanessa Grazziotin (PCdoB) em Manaus, a despeito da pressão de Lula e de Dilma Rousseff. Dará apoio ao tucano Arthur Virgílio.
Sem chance 2 Também procurada pelo PT, a deputada Rebeca Garcia (PP) não subirá ao palanque da senadora porque diz que abdicou da sua candidatura por culpa do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB).
Oremos O QG de José Serra celebrou a neutralidade do PRB sobretudo porque deseja engajar vereadores da Igreja Universal à ofensiva contra Fernando Haddad.
Sinal da cruz Alvo de ataques em razão do chamado "kit gay", o petista irá à missa amanhã, dia de Nossa Senhora Aparecida.
Médio prazo Geraldo Alckmin telefonou a serristas entusiasmado com a decisão do partido de Celso Russomanno, que reflete em 2014. O PRB planeja manter distância da sucessão estadual.
Muro Eleito com maior votação do PPS para a Câmara, Ricardo Young faltou ao ato pró-Serra. Ficará neutro.
Piquete Paulinho (PDT), de volta à Força Sindical, levará hoje presidentes da UGT e Nova Central a evento em favor do candidato tucano.
Assino embaixo Em viagem ao exterior, Paulo Skaf entregou carta ao PMDB respaldando a decisão da sigla de apoiar Haddad.
Cabeceira Nelson Pelegrino (PT) prepara-se para encarar ACM Neto (DEM) em Salvador relendo livro cheio de acusações contra o avô do democrata: "Memória das Trevas; devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães".
Visita à Folha José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço.
com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI
tiroteio
"No ritmo que caminham as negociações no segundo turno, governo e PMDB terão que rediscutir a relação após a eleição."
DO DEPUTADO FEDERAL LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA), que declarou apoio à candidatura de ACM Neto (DEM) em Salvador, contra o desejo dos petistas.
contraponto
Quem puxa os seus...
Filho do ministro Garibaldi Alves (Previdência), Walter Alves virou estrela nos comícios de candidatos apoiados pelo PMDB no Rio Grande do Norte. A cada discurso seu nos palanques, o deputado estadual era interrompido por gritos da plateia feminina:
-Lindo! Lindo!
Garibaldi, conhecido mais pelo senso de humor que pela beleza, aproveitou o assédio para brincar, durante um ato especialmente barulhento:
-Estou ouvindo gritarem que ele é lindo, mas aqui e ali ouço uma voz solitária dizendo que é a cara do pai.
In vino veritas - SONIA RACY
O ESTADÃO - 11/10
Segundo o leiloeiro, só uma das mais de 1.200 garrafas foi retirada dos lotes – após laudo do perito em vinhos Oliver Smith. “Muitas estão com o chamado ombro baixo, sim. Mas por serem safras antigas. Agora, vinho oxidado você encontra em qualquer lugar, é um risco.”
Veritas 2
Renato garante que a adega do ex-banqueiro está em perfeito estado e espera arrecadar, no mínimo, R$ 430 mil no leilão.
Edemar jura que sua coleção vale R$ 2 milhões.
Bola na rede
Como a Prefeitura não deu início às obras de revitalização do Anhangabaú, a organização da Copa já planeja levar a Fan Fest, festa oficial da Fifa, ao Ibirapuera ou ao Sambódromo.
Certeza mesmo, só a participação de Ivete Sangalo e Paula Fernandes na abertura.
Retroativo
E o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC vai questionar, na Justiça, a legitimidade da Reforma da Previdência. Em particular, o item que taxou em 11% os inativos.
Consequência do voto de Joaquim Barbosa, confirmando que houve compra de votos para aprovar a reforma, em 2003.
Ao pé do ouvido
Na conversa que teve com Temer, terça, Lula também pediu que o PMDB apoie Marcio Pochmannem Campinas.
Nos bastidores do PT, corre que Jonas Donizette, do PSB, é um Marcio Lacerda caipira: correligionário de Eduardo Campos, apoiado por tucanos.
Em alerta
Após reunião com os vereadores eleitos, o PSDB programa encontro de Serra com os que ficaram de fora da Câmara paulistana. O partido pedirá que continuem mobilizados.
O mesmo será feito com os prefeitos eleitos.
In english
Cristiana Arcangeli investiu 480 mil libras para levar sua beauty’in à Europa. Os produtos estarão na Selfridges inglesa a partir de hoje. E, em março, chegam à rede Boots.
Conheça o inimigo
Visto em voo para Brasília, em leitura atenta, Nelson Pelegrino, candidato do PT à prefeitura de Salvador. O livro? Memórias das Trevas – uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães.
Pelegrino disputa a capital baiana com ACM Neto, do DEM.
Escolhido
José Maurício Machline, idealizador do Prêmio da Música Brasileira, patrocinado pela Vale, escolheu: o homenageado de 2013 será Tom Jobim.
Oi, oi, oi
Nem a seleção brasileira – que está na Polônia – escapou da novela Avenida Brasil, anteontem.
Neymar, Kaká e Thiago Silva a assistiram pela internet…
Oi, oi, oi 2
Há quem diga, aliás, que Neymar está levemente enciumado com a presença de Kaká. Até agora, o atacante santista era o único galáctico do time de Mano.
Na frente
A convite de Ana Paula Padrão e Tatianna Oliva, Tony Porter, especialista em violência contra a mulher, palestra no seminário Mulheres Reais que Transformam. Dia 30, no Rio.
A Bauducco abre, no fim do mês, sua Casa Bauducco, loja conceito mix de cafeteria e empório, nos Jardins. Só com produtos artesanais.
Estreia sábado, no Teatro da Aliança Francesa, a peça A História do Incrível Peixe-Orelha. Adaptação do conto de Edson Natale.
O Museu Afro Brasil abre, amanhã, a mostra Aparecida – A Virgem Mãe do Brasil.
Acontece, dia 24, no Auditório do Ibirapuera, o Prêmio Trip Transformadores.
E o novo estádio do Palmeiras comemora um marco: é a obra de construção civil com o maior número de fãs no Facebook – mais de 70 mil.
Ele tem a força - ILIMAR FRANCO
O GLOBO - 11/10
O eleitor preferiu a esquerda
Consultor político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, ao se debruçar sobre os números das eleições, constatou que os partidos de esquerda ampliaram sua votação em relação às eleições de 2008. Diz que essa postura dos eleitores favoreceu o PT, que foi o mais votado, o PSB, o PDT, o PCdoB e o PSOL. Numa outra faixa política, outro partido que teve mais votos foi o PV. Na outra ponta, conclui que os partidos conservadores, entre os quais inclui o PMDB, o PSDB, o DEM, o PP, o PTB, o PR e o PPS, reduziram sua votação. A exceção foi o novo PSD, cujo desempenho comparativo virá em 2016.
“O STF não está julgando a história, mas os fatos”
Celso de Mello
Ministro do STF, no voto em que condenou o ex-ministro José Dirceu
Nem pensar
A deputada Rebecca Garcia (PP) foi chamada ao Planalto, onde recebeu pedido para apoiar Vanessa Grazziotin (PCdoB) em Manaus. Rebecca disse não, alegando estar rompida com o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).
Maldição das urnas
O ministro Fernando Bezerra (Integração) não conseguiu emplacar seu filho, Fernando, em Petrolina. As pesquisas sinalizavam que Fernando seria eleito, mas acabou derrotado pelo PMDB. Ele teria sido vítima da maldição que assombra o deputado Gonzaga Patriota, que nunca conseguiu eleger-se. Seu filho Gennedy era o vice da chapa.
Sem chance
Além de velho aliado do tucano Arthur Virgílio, o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB) não apoiará Vanessa Grazziotin (PCdoB), no segundo turno, por ter sido ignorado pelo ex-presidente Lula quando este esteve em Manaus.
Um candidato avulso
Mesmo sem contar com o aval de seu partido, o deputado Julio Delgado (PSB-MG) quer se lançar candidato a presidente da Câmara para derrotar o candidato do acordo PT-PMDB. Por isso, sua candidatura tem dificuldades para decolar. Para aplacar as resistências, ele garante: “Se entrar na disputa de presidente da Câmara, não será para negociar lugar na mesa”. Entenderam? É isso aí.
Reciprocidade
O PT nacional entrou no jogo para que o PSOL, que fez 18% dos votos, dê apoio ao petista Rodrigo Neves no segundo turno em Niterói. Em troca, o PT acena entrar na campanha de Edmilson Rodrigues (PSOL) em Belém (PA).
Barriga de aluguel?
Petistas acusam o PSB de ser barriga de aluguel. Citam: Mauro Mendes (Cuiabá) é do time de Blairo Maggi (PR); Jonas Donizette (Campinas) está fechado com Geraldo Alckmin, e Lerin (Uberaba) está na conta de Aécio Neves (MG).
O PROJETO QUE MUDA a regra de acesso ao Fundo Partidário e à TV pelos novos partidos tem a simpatia do Planalto, mas nasceu na Câmara.
Não era golpe, eram fatos - CLÓVIS ROSSI
FOLHA DE SP - 11/10
Mídia internacional deixa claro que a teoria da conspiração foi uma safada invenção do lulo-petismo
A mídia internacional, no noticiário ontem publicado sobre a condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo Supremo Tribunal Federal, desnuda por completo a tese da conspiração golpista, esgrimida pelos hidrófobos do lulo-petismo.
Tome-se, por exemplo, o texto de Juan Arias para "El País" (jornalista e jornal que jamais hostilizaram os governos Lula e Dilma): "O que mais se estranhou na condenação de Dirceu (...) é que tenha sido consumada por um tribunal no qual, dos 11 magistrados, oito foram designados por Lula e pela atual presidenta, Dilma Rousseff".
Acrescento que tanto o procurador que fez a denúncia inicial como o atual, Roberto Gurgel, foram igualmente designados por Lula.
"Não se trata, pois, de uma condenação levada a cabo a partir das fileiras da oposição, mas de magistrados amigos todos de Lula", conclui Arias.
Desmascara completamente a teoria da conspiração golpista que blogueiros, a mídia e intelectuais chapa-branca inventaram safadamente. Era a maneira calhorda que acharam de, apanhados com a mão no bolso alheio, gritar "pega ladrão" para desviar a atenção.
Não funcionou. Para Arias, o que funcionou foi "catarse de tipo ético levada a cabo internamente por simpatizantes do partido condenado".
Catarse que, de certa forma, faz o ator Odilon Wagner, petista de toda a vida, para quem o julgamento foi "exemplar". E lamentou: "Um partido que realizou avanços sociais impressionantes não precisava disso [do mensalão]". Catarse que faz também o governador gaúcho Tarso Genro, igualmente petista de toda a vida, que disse a Lisandra Paraguassu, do "Estadão": "Que tem pessoas que cometeram ilegalidades, não tenho dúvida. Seria debochar da Justiça do país e do processo dos inquéritos achar que todo mundo é inocente".
Ao contrário de debochar, a mídia internacional de qualidade louva o Judiciário brasileiro. Do "Financial Times", por exemplo: "A condenação de Dirceu é um grande passo para o Brasil, onde as cortes têm sido tradicionalmente tímidas em punir corrupção".
De Simon Romero, o excelente correspondente do "New York Times": "O fato de que o julgamento está avançando até a fase de atingir congressistas, membros do partido governante e funcionários graduados que trabalharam diretamente sob um dos presidentes mais populares aponta para um raro avanço em 'accountability' política e uma marca crucial de independência do sistema legal". "Accountability" não tem tradução precisa nem em português nem em espanhol. A mais próxima é "prestação de contas", mas fica aquém da força em inglês.
Não sou entusiasta da teoria, muito disseminada, de que o julgamento do mensalão mudou o Brasil. Quando da campanha das "Diretas Já", parecia também que o país levara uma baita sacudida, só para que, quando as diretas de fato chegassem, quatro anos depois, a maioria votasse em Fernando Collor de Mello, um baita retrocesso. Veremos agora se, pós-mensalão, a impunidade será de fato desterrada.
Mídia internacional deixa claro que a teoria da conspiração foi uma safada invenção do lulo-petismo
A mídia internacional, no noticiário ontem publicado sobre a condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo Supremo Tribunal Federal, desnuda por completo a tese da conspiração golpista, esgrimida pelos hidrófobos do lulo-petismo.
Tome-se, por exemplo, o texto de Juan Arias para "El País" (jornalista e jornal que jamais hostilizaram os governos Lula e Dilma): "O que mais se estranhou na condenação de Dirceu (...) é que tenha sido consumada por um tribunal no qual, dos 11 magistrados, oito foram designados por Lula e pela atual presidenta, Dilma Rousseff".
Acrescento que tanto o procurador que fez a denúncia inicial como o atual, Roberto Gurgel, foram igualmente designados por Lula.
"Não se trata, pois, de uma condenação levada a cabo a partir das fileiras da oposição, mas de magistrados amigos todos de Lula", conclui Arias.
Desmascara completamente a teoria da conspiração golpista que blogueiros, a mídia e intelectuais chapa-branca inventaram safadamente. Era a maneira calhorda que acharam de, apanhados com a mão no bolso alheio, gritar "pega ladrão" para desviar a atenção.
Não funcionou. Para Arias, o que funcionou foi "catarse de tipo ético levada a cabo internamente por simpatizantes do partido condenado".
Catarse que, de certa forma, faz o ator Odilon Wagner, petista de toda a vida, para quem o julgamento foi "exemplar". E lamentou: "Um partido que realizou avanços sociais impressionantes não precisava disso [do mensalão]". Catarse que faz também o governador gaúcho Tarso Genro, igualmente petista de toda a vida, que disse a Lisandra Paraguassu, do "Estadão": "Que tem pessoas que cometeram ilegalidades, não tenho dúvida. Seria debochar da Justiça do país e do processo dos inquéritos achar que todo mundo é inocente".
Ao contrário de debochar, a mídia internacional de qualidade louva o Judiciário brasileiro. Do "Financial Times", por exemplo: "A condenação de Dirceu é um grande passo para o Brasil, onde as cortes têm sido tradicionalmente tímidas em punir corrupção".
De Simon Romero, o excelente correspondente do "New York Times": "O fato de que o julgamento está avançando até a fase de atingir congressistas, membros do partido governante e funcionários graduados que trabalharam diretamente sob um dos presidentes mais populares aponta para um raro avanço em 'accountability' política e uma marca crucial de independência do sistema legal". "Accountability" não tem tradução precisa nem em português nem em espanhol. A mais próxima é "prestação de contas", mas fica aquém da força em inglês.
Não sou entusiasta da teoria, muito disseminada, de que o julgamento do mensalão mudou o Brasil. Quando da campanha das "Diretas Já", parecia também que o país levara uma baita sacudida, só para que, quando as diretas de fato chegassem, quatro anos depois, a maioria votasse em Fernando Collor de Mello, um baita retrocesso. Veremos agora se, pós-mensalão, a impunidade será de fato desterrada.
CLAUDIO HUMBERTO
“Estrangeiros não opinam no Supremo Tribunal Federal”
Ministro Marco Aurélio sobre “recursos” de mensaleiros a tribunais internacionais
SENADO ‘DEDURA’ QUEM INDAGA SALÁRIO DE SERVIDOR
Sempre que um contribuinte entra na página do Senado e clica no nome de servidor para saber quanto ele ganha, conforme prevê a Lei de Acesso à Informação, o alvo da pesquisa é informado sobre quem está fuçando seu salário. Há dias, um funcionário de tribunal superior em Brasília foi interpelado ao telefone por um servidor do Senado: “Por que você está interessado em saber quanto ganho?”. Há informações de e-mail automático “dedurando” o pesquisador, mas o Senado nega.
DIFICULDADE
Para saber quanto se ganha no Senado, o interessado deve preencher um longo e cansativo formulário. Ou não terá acesso às informações.
CORRIDA DE OBSTÁCULOS
No Senado, cada formulário dá direito a conhecer o salário de um servidor. Dez salários de servidores exigem dez longos formulários.
‘IGUAL DIREITO’
O Senado garante que dá “igual direito a pesquisadores e pesquisados”, cidadãos cujos dados são “disponibilizados”.
QUEM ASSINOU
A identificação de quem indaga sobre salários foi determinada por ato do primeiro secretário do Senado, Cícero Lucena (PSDB-PB).
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Após anunciar apoio ao tucano José Serra no segundo turno, Luiz Flávio D’Urso (PTB), vice de Celso Russomanno (PRB), deve ganhar secretaria no governo Geraldo Alckmin. Justiça ou Segurança.
A ORDEM, POR ORA, É POUPAR DIRCEU DE ‘SANGRIA’
A ordem no PT, leia-se Lula, é não deixar José Dirceu “sangrar”, pelo menos até as primeiras pesquisas para o segundo turno em São Paulo. Prevalece a tese “lulista” de que “o povo não está interessado” e que a condenação é parte de um “espetáculo midiático”, que logo será esquecido. Mas há dissidências no partido: os “pragmáticos” temem o desgaste de Fernando Haddad com o julgamento chegando ao fim.
A QUEDA DO LÍDER
A punição de Dirceu abateu os petistas. Eles se dividem em facções, mas todos são tão gratos a Lula quanto a ele, pela existência do PT.
TIMONEIRO
Durante e enfermidade de Lula, o que movia os petistas era a certeza de contar com José Dirceu para “segurar a peteca”, liderando o partido.
NATUREZA GOLPISTA
Tem petista acusando de “complô” da natureza o belo espetáculo do arco-íris sobre o Supremo, no dia da condenação dos mensaleiros.
PIADAS DE SALÃO
Na terça (9), durante a condenação dele no Supremo, Delúbio Soares tuitava sobre economia e o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP) colocava vídeo de Carmen Miranda cantando E o mundo não acabou.
CANÇÃO DO EXÍLIO
Miruna, uma das filhas de Genoino, reiterou em carta aberta que seu pai é inocente e pediu apoio nos cuidados dos dois netos que “idolatram o avô” e “talvez tenham que ficar sem sua presença”.
OLHOS FECHADOS
A imprensa francesa destacou a condenação de José Dirceu, exceto a “progressista”, que censurou a notícia. Foi o caso do parisiense Le Monde, que sempre badalou o ex-presidente Lula e ignora o mensalão.
MISSÃO A CUMPRIR
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) acredita que haverá prorrogação dos trabalhos da CPI do Cachoeira, “principalmente para descobrir quem foi beneficiado pelos recursos do contraventor”.
TIETAGEM
Não estava previsto no protocolo, mas a primeira-dama da Irlanda, Sabina Higgins fez questão de acompanhar seu marido na visita ao Planalto para realizar o sonho de conhecer e tietar a presidente Dilma.
CAÇANDO ALIADOS
O candidato à Prefeitura de Curitiba, Ratinho Júnior, espera finalizar até amanhã todas as alianças para o segundo turno. “A maioria dos vereadores e a liderança do governo vem com a gente”, comemorou.
PREÇO JUSTO
Pelo sexto ano, escolas particulares do DF reajustam abusivamente as mensalidades em até 15%. A Câmara Legislativa do DF fará audiência pública hoje para tentar reverter a situação. Ou o caso vai à Justiça.
PERGUNTA NO COMÍCIO
Com tantos chefões que “não sabiam”, como o PT soube governar sem eles?
PODER SEM PUDOR
COMO FUGIR DE JORNALISTA
Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para o perfil na revista Playboy que ganhou o magnífico título Deus e o Diabo na terra do Sol, quando, no cafezinho pós-almoço, alguém avisou que o jornalista Clóvis Rossi estava ao telefone. ACM queria evitar o repórter da Folha da S.Paulo e meteu uma garfada na boca:
- Aô, bubo bem? - disse ao telefone, de boca cheia.
Rossi concluiu que interrompera o governador em pleno almoço, desculpou-se e desligou. E não teve nova chance.
Ministro Marco Aurélio sobre “recursos” de mensaleiros a tribunais internacionais
SENADO ‘DEDURA’ QUEM INDAGA SALÁRIO DE SERVIDOR
Sempre que um contribuinte entra na página do Senado e clica no nome de servidor para saber quanto ele ganha, conforme prevê a Lei de Acesso à Informação, o alvo da pesquisa é informado sobre quem está fuçando seu salário. Há dias, um funcionário de tribunal superior em Brasília foi interpelado ao telefone por um servidor do Senado: “Por que você está interessado em saber quanto ganho?”. Há informações de e-mail automático “dedurando” o pesquisador, mas o Senado nega.
DIFICULDADE
Para saber quanto se ganha no Senado, o interessado deve preencher um longo e cansativo formulário. Ou não terá acesso às informações.
CORRIDA DE OBSTÁCULOS
No Senado, cada formulário dá direito a conhecer o salário de um servidor. Dez salários de servidores exigem dez longos formulários.
‘IGUAL DIREITO’
O Senado garante que dá “igual direito a pesquisadores e pesquisados”, cidadãos cujos dados são “disponibilizados”.
QUEM ASSINOU
A identificação de quem indaga sobre salários foi determinada por ato do primeiro secretário do Senado, Cícero Lucena (PSDB-PB).
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Após anunciar apoio ao tucano José Serra no segundo turno, Luiz Flávio D’Urso (PTB), vice de Celso Russomanno (PRB), deve ganhar secretaria no governo Geraldo Alckmin. Justiça ou Segurança.
A ORDEM, POR ORA, É POUPAR DIRCEU DE ‘SANGRIA’
A ordem no PT, leia-se Lula, é não deixar José Dirceu “sangrar”, pelo menos até as primeiras pesquisas para o segundo turno em São Paulo. Prevalece a tese “lulista” de que “o povo não está interessado” e que a condenação é parte de um “espetáculo midiático”, que logo será esquecido. Mas há dissidências no partido: os “pragmáticos” temem o desgaste de Fernando Haddad com o julgamento chegando ao fim.
A QUEDA DO LÍDER
A punição de Dirceu abateu os petistas. Eles se dividem em facções, mas todos são tão gratos a Lula quanto a ele, pela existência do PT.
TIMONEIRO
Durante e enfermidade de Lula, o que movia os petistas era a certeza de contar com José Dirceu para “segurar a peteca”, liderando o partido.
NATUREZA GOLPISTA
Tem petista acusando de “complô” da natureza o belo espetáculo do arco-íris sobre o Supremo, no dia da condenação dos mensaleiros.
PIADAS DE SALÃO
Na terça (9), durante a condenação dele no Supremo, Delúbio Soares tuitava sobre economia e o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP) colocava vídeo de Carmen Miranda cantando E o mundo não acabou.
CANÇÃO DO EXÍLIO
Miruna, uma das filhas de Genoino, reiterou em carta aberta que seu pai é inocente e pediu apoio nos cuidados dos dois netos que “idolatram o avô” e “talvez tenham que ficar sem sua presença”.
OLHOS FECHADOS
A imprensa francesa destacou a condenação de José Dirceu, exceto a “progressista”, que censurou a notícia. Foi o caso do parisiense Le Monde, que sempre badalou o ex-presidente Lula e ignora o mensalão.
MISSÃO A CUMPRIR
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) acredita que haverá prorrogação dos trabalhos da CPI do Cachoeira, “principalmente para descobrir quem foi beneficiado pelos recursos do contraventor”.
TIETAGEM
Não estava previsto no protocolo, mas a primeira-dama da Irlanda, Sabina Higgins fez questão de acompanhar seu marido na visita ao Planalto para realizar o sonho de conhecer e tietar a presidente Dilma.
CAÇANDO ALIADOS
O candidato à Prefeitura de Curitiba, Ratinho Júnior, espera finalizar até amanhã todas as alianças para o segundo turno. “A maioria dos vereadores e a liderança do governo vem com a gente”, comemorou.
PREÇO JUSTO
Pelo sexto ano, escolas particulares do DF reajustam abusivamente as mensalidades em até 15%. A Câmara Legislativa do DF fará audiência pública hoje para tentar reverter a situação. Ou o caso vai à Justiça.
PERGUNTA NO COMÍCIO
Com tantos chefões que “não sabiam”, como o PT soube governar sem eles?
PODER SEM PUDOR
COMO FUGIR DE JORNALISTA
Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para o perfil na revista Playboy que ganhou o magnífico título Deus e o Diabo na terra do Sol, quando, no cafezinho pós-almoço, alguém avisou que o jornalista Clóvis Rossi estava ao telefone. ACM queria evitar o repórter da Folha da S.Paulo e meteu uma garfada na boca:
- Aô, bubo bem? - disse ao telefone, de boca cheia.
Rossi concluiu que interrompera o governador em pleno almoço, desculpou-se e desligou. E não teve nova chance.
QUINTA NOS JORNAIS
- Globo: A hora do mensalão – Após condenação, PT corre para conter dano eleitoral
- Folha: Haddad começa 2o turno 10 pontos à frente de Serra
- Estadão: Condenado, Dirceu diz que prioridade é ganhar 2º turno
- Correio: Ladrões levam um carro a cada 51 minutos no DF
- Valor: Mercado reavalia o risco regulatório de concessões
- Estado de Minas: Perigo além das curvas
- Jornal do Commercio: Trânsito mais livre no caminho da praia
- Zero Hora: Tarso prepara concessões de obras ao setor privado
- Brasil Econômico: Copom reduz taxa básica para 7,25%, com três votos contrários
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