quinta-feira, janeiro 07, 2010

PAINEL DA FOLHA

Esforço concentrado

SÍLVIO NAVARRO(interino)

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/01/10


Na reta final do ano, enquanto negociava a aprovação do Orçamento, o governo destinou R$ 245 mi em emendas individuais para deputados e senadores da dupla PT-PMDB. Esse montante representa quase 40% de tudo o que foi "empenhado" (compromisso de pagamento) no mês de dezembro para todos os partidos, segundo dados do Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos da União).
A bancada do PMDB fechou o ano com 80% dos pleitos contemplados, e a do PT com 70%. Na oposição, "demos" e tucanos tiveram percentual de 55%. As emendas individuais, conhecidas como "carimbadas", são as preferidas dos parlamentares porque atendem pequenas obras em suas bases eleitorais.


Cofre. No ranking governista, o campeão foi Ciro Gomes (PSB-CE), com R$ 10 mi, único a obter o teto possível para emendas individuais.

Telhado. A Câmara vai gastar R$ 45,9 mi na reforma de 144 apartamentos funcionais. As obras deveriam ter começado no ano passado, mas houve problemas com as duas empresas vencedoras da licitação: uma quebrou e outra cancelou o contrato.

Esquadrilha. O governo se articula para tentar evitar desgaste com a convocação de ministros e do Comando da Aeronáutica em comissões no Congresso, na volta do recesso, para tratar da compra dos caças. Os petistas Ricardo Berzoini (SP) e José Genoino (SP) formam a linha de frente.

Na mesa. Em meio à polêmica aérea, o rei da Suécia, Carl Gustaf, será recebido por Lula no dia 24 de março, a convite do Itamaraty. Os suecos são fabricantes do Gripen NG, modelo favorito no relatório da Aeronáutica.

Merenda. Lula atrasou a partida da Bahia para Guarujá, ontem, para que desse tempo de embarcar uma caixa de acarajés enviada pelo governador Jaques Wagner.

Calendário. O presidente, aliás, desistiu da viagem a Guaribas (PI), cidade-piloto do Fome Zero, marcada para a próxima quinta-feira. O staff do Planalto argumentou dificuldade de acesso à região.

Laços 1. Desdobramentos das investigações da Polícia Federal sobre os contratos de empresas de informática no Arrudagate esbarraram no nome de Valério Neves, braço direito do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e por ele instalado na presidência do PSC do Distrito Federal.

Laços 2. Neves foi chefe de gabinete de Roriz e antecessor de Durval Barbosa, o homem-bomba do mensalão candango, na Secretaria de Relações Institucionais. Também é ligado ao deputado distrital Rubens César Brunelli (PSC), que aparece nos vídeos da "oração da propina".

Boquinha. Inaldo Leitão (PSB), que chefiava a representação da Paraíba em Brasília na gestão de Cássio Cunha Lima (PSDB), foi nomeado assessor do Ministério de Relações Institucionais, chefiado por Alexandre Padilha.

Abastecimento 1. O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) defendeu na reunião com Edison Lobão (Minas e Energia) e Nelson Machado (interino da Fazenda) que o atraso na colheita da cana em razão das chuvas, que força a alta no preço do álcool, acabará tendo efeito positivo na safra anual. "É um problema de 90 a 120 dias."

Abastecimento 2. A saída será reduzir o etanol na mistura com a gasolina e pressionar usineiros para antecipar a moagem da cana.

Caravana. O governador Roberto Requião (PMDB-PR) inicia no dia 16 um tour defendendo sua candidatura à Presidência. Vai a Tramandaí (RS) acompanhado do senador Pedro Simon e do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.
com LETÍCIA SANDER e MALU DELGADO

Tiroteio

Ganhar R$ 70 milhões na Mega-Sena é muita sorte. Já o mensalão do DEM é puro azar daqueles que apostaram no Arruda.
Do deputado RODRIGO ROLLEMBERG, líder do PSB, sobre a afirmação do governador José Roberto Arruda (sem partido) de que ele é "culpado até da Mega-Sena", ao reclamar ser vítima de campanha difamatória.

Contraponto

Cara feia


O governador José Serra (PSDB) participava da assinatura de um convênio para incentivar a ida dos alunos da rede estadual às atividades culturais do Sesc. Os organizadores exibiram um vídeo para uma plateia repleta de crianças, cujo tema eram personagens do folclore brasileiro. Na sequência, o tucano foi ao microfone. Começou citando o secretário Paulo Renato (Educação), até que notou a presença do titular da pasta de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, de semblante fechado.
Serra não perdeu a piada:
-Só não entendi o que o Lourival veio fazer aqui. Acho que foi só para assustar as crianças...

ROBERTO MACEDO

O Estado hipopótamo

O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/01/10


Falando no dia 21 de dezembro numa reunião com empresários, o presidente Lula voltou a argumentar em defesa da alta carga tributária brasileira, que ele e outros membros de seu governo entendem como necessária à manutenção de um Estado forte. Insistiu em deixar claro que não se deve imaginar o País com uma carga tributária fraca.

Referindo-se a essa manifestação, um editorial deste jornal, do dia 25 do mesmo mês, ponderou que nosso presidente confunde Estado forte com a condição de gordo e pesado. Lembrando um ditado popular, tamanho não é documento, e isso vale também para avaliar a natureza do Estado. Esta envolve, entre outros aspectos, os serviços que presta e o uso que faz dos recursos de que dispõe.

Quanto a isso, o Estado brasileiro sai-se mal, pois de um modo geral está longe de ser eficaz na prestação de serviços. Tampouco é eficiente no uso dos muitos recursos que mobiliza com sua enorme carga tributária. Essa ineficiência é mais forte na esfera federal, já que conta com mais recursos tributários e não está sujeita às mesmas restrições de endividamento nem a dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal que limitam a margem para gastança nas unidades da Federação e nos municípios.

Nessa linha, particularmente nessa dimensão federal, o Estado brasileiro costuma ser comparado a um elefante, dadas as suas proporções paquidérmicas. Essa comparação, contudo, não é adequada. O elefante é um animal dos mais nobres, podendo ser domesticado para prestar serviços como o transporte de pessoas e de mercadorias. E é obediente ao seu dono ou guia, o que não acontece com o Estado brasileiro, que muitas vezes não se põe a serviço do povo, mas o vê a seu serviço. Assim, a comparação é uma ofensa ao elefante.

Mais adequado é comparar o nosso Estado a um hipopótamo, um animal que esbanja gordura por todos os lados, além de não domesticável. Tipicamente, passa a maior parte do dia na água ou num lamaçal, saindo para pastar à noite. Aliás, esse lamaçal em torno dos hipopótamos também lembra características do Estado brasileiro, tais como as que vieram à tona em 2009 em Brasília, no Senado e no governo do Distrito Federal.

E mais: com sua enorme boca, que escancara a ponto de tapar-lhe a visão, o hipopótamo está em sintonia com o apetite voraz que o Estado brasileiro tem por tributos, o que levou à enorme carga tributária brasileira, ímpar se comparada à de países em estágio de desenvolvimento equivalente e mesmo à de outros já desenvolvidos.

Acrescente-se que, como selvagem e não administrável, o hipopótamo não é marcado pela responsabilidade ao transformar seus recursos em energia, e tampouco ao dispor dos resíduos de seu processo alimentar. Segundo a Wikipédia, executa esta última atividade girando a cauda para espalhá-los na maior área possível, com o objetivo de marcar território.

A dificuldade de os donos - em tese, o povo, no caso do Estado - lidarem com hipopótamos ficou evidente num episódio do qual soube pela mesma fonte. No final dos anos 1980, Pablo Escobar, o mais famoso traficante de drogas colombiano, morto em 1993, resolveu colocar quatro hipopótamos numa fazenda sua após comprá-los nos EUA. Depois que Escobar se foi, esses animais foram deixados nessa propriedade, dada a dificuldade de agarrá-los e movê-los. Acabaram se multiplicando por quatro e passaram a se banhar num rio próximo. No ano passado, três deles escaparam, atacaram pessoas e mataram gado. Um foi morto por caçadores autorizados pelas autoridades locais e parece que o grupo desses animais permanece como um inconveniente problema a resolver.

Assim, como o Estado brasileiro, os hipopótamos são difíceis de lidar e, deixados por conta própria, causam problemas complicados. Em particular, nosso Estado já evidencia estar tomado por maus instintos, em particular os da sua burocracia e os dos políticos, que colocam seus interesses acima dos interesses do povo a que deveriam servir.

A burocracia tem o seu próprio poder. Combinada com a irresponsabilidade dos políticos, e novamente com destaque na área federal, conseguiu impor à sociedade condições privilegiadas de previdência social e de remuneração, neste último caso contando com a complacência da gestão federal atual. A ineficiência revela-se claramente em setores como saúde, segurança e educação, e na baixa taxa de poupança e de investimento, em que pese a enorme carga tributária. Mesmo após o governo Lula acordar, ainda que sonolento, para a necessidade de ampliar investimentos, seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), enfrenta enormes dificuldades para avançar e cumprir seus objetivos e metas.

Voltando à comparação com animais, em lugar de mirar-se cada vez mais no hipopótamo, o governo Lula deveria inspirar-se em características de outro bicho, realmente mais adequadas e usadas até mesmo em modelos de gestão. Trata-se do cheetah ou guepardo, que lembra uma mistura de gato com leopardo. Pertence ao grupo dos grandes felinos. Saradão, é conhecido pela sua agilidade e rapidez, sendo considerado o animal terrestre que alcança maior velocidade. Em arrancadas de curta duração pode alcançar 110 km/h e acelerar de zero a 100 km/h em 3,5 segundos. Por isso mesmo inspirou uma metodologia administrativa conhecida como Cheetah Learning, desenvolvida por um instituto dos EUA e que leva a uma certificação em gestão de projetos.

Faço essa sugestão, mas sem ignorar seu risco, o de levar a uma inspiração limitada apenas ao lado gato do guepardo, mantidas as gorduras do hipopótamo e o projeto estatal de grandeza, moldando assim uma gorda gataria.

Roberto Macedo, economista (UFMG, USP e Harvard), professor associado à Faap, é vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo

JAPA GOSTOSA

ELIANE CANTANHÊDE

Ranking or not ranking?

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/01/10



BRASÍLIA - O ministro Nelson Jobim avisa que a Aeronáutica NÃO FARÁ um ranking dos três caças supersônicos finalistas para renovar a sua frota, apenas analisará critérios individualmente e jogará a maçaroca para Lula decidir.
O problema é que a Aeronáutica JÁ FEZ um ranking, com seus especialistas, ouvindo empresas interessadas (Embraer à frente), consumindo quase um ano e 30 mil páginas: o sueco Gripen NG ficou em primeiro; o F-18, dos EUA, em segundo; o francês Rafale, em último.
E agora, José?
Um representante dos EUA ou da França (não conto) usou uma provocação parecida com a do ministro francês Hervé Morin contra o Gripen NG: "O Brasil prefere um Mercedes ou um fusquinha?". A resposta parece óbvia, mas não é.
Um país rico, belicoso, que invade o Paquistão e o Afeganistão sem cerimônia, certamente prefere o Mercedes. Mas, no Brasil, bonachão e de Orçamento apertado, é um luxo caro e sem sentido.
Talvez o mais adequado, como a FAB diz, seja um fusquinha mesmo: um avião menor, mais leve, pela metade do preço, custo de manutenção mais baixo e capaz de cumprir bem a função de vigilância e eventual ataque. Além de trazer tecnologia mais diretamente, com ramificação para a indústria privada e boas chances de negócios.
Assim: os engenheiros e técnicos brasileiros participam do projeto já a partir do desenho e na implementação, aprendem tudo sobre componentes e integração de sistemas e se tornam aptos à fabricação nacional, podendo transformar o país em plataforma de vendas para África e América Latina.
E o fator preço não é irrelevante.
O governo Lula acaba em um ano, mas a dívida fica, assim como o custo de manutenção por 30 anos -vida útil de um brinquedinho assim.
Quem paga? A FAB. Que, por tudo isso, conclui que um fusca zero, de última geração, está de bom tamanho para um país como o Brasil.

MERVAL PEREIRA

Os sem-palanque

O GLOBO - 07/01/10


Uma reunião da cúpula do DEM com o ex-governador Garotinho, candidato ao governo do Rio pelo PR, agitou o empobrecido cenário político do estado, onde dois dos três principais candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro, não conseguem montar palanques competitivos e se anulam na tentativa de organizar suas bases políticas contra a força do governador Sérgio Cabral, favorito à reeleição e principal apoio da candidata oficial Dilma Rousseff

As críticas ao governador do Rio, por ter demorado a aparecer no local das enchentes em Angra dos Reis, estão sendo atribuídas mais à sua importância estratégica para a candidata oficial à Presidência do que a uma real indignação com o que seria uma atitude displicente do governador, embora seja até o momento inexplicável sua ausência.

De fato, sendo o Rio o terceiro colégio eleitoral do país, é importante para o governo que Dilma tenha aqui uma vitória expressiva, para compensar, pelo menos em parte, uma previsível derrotanos dois outros maiores colégios eleitorais, São Paulo e Minas Gerais.

A candidatura da senadora Marina Silva pelo PV à sucessão de Lula, tirou do tucano José Serra a melhor opção que teria para seu palanque no Rio, o deputado federal Fernando Gabeira.

Ao mesmo tempo, o PV não ganhou esse candidato forte, pois seu tempo de televisão na propaganda eleitoral é tão pequeno que inviabiliza de cara uma vitória, ainda mais contra o governador do PMDB, que tem, ao contrário, tempo de sobra.

É por essa razão que Gabeira tende a se candidatar a deputado federal, já que também para o Senado o tempo dele seria mínimo, o que dificultaria uma possibilidade de vitória em uma disputa que será difícil.

A reunião do DEM com Garotinho não teve consequências políticas maiores porque, por ser candidato ao governo do Rio pelo PR, o ex-governador está impedido liminarmente de apoiar outro candidato a presidente que não seja Dilma Rousseff.

Garotinho chegou a aventar a hipótese de dar a vice para o PSDB, o que aguçou o apetite da vereadora Lucinha, uma das possibilidades citadas.

As nuvens no momento indicam que tanto o PSDB quanto o PV do Rio darão palanques estaduais a seus candidatos a presidente com vereadores candidatos ao governo, que continuam com mandato caso percam a eleição.

Pelo PV, o mais cotado no momento é Alfredo Sirkis e pela coligação DEMPSDBPPS, o vereador Stepan Nercessian. Seria uma solução claramente capenga, que não garantiria palanques fortes para seus candidatos a presidente, permitindo que Dilma Rousseff tenha chance de a brir boa vantagem com uma coligação ampla no estado, capitaneada pelo PMDB.

Mais que para o PV, é crucial para o PSDB nacional tentar fortalecer o palanque do Rio, e, por isso, enquanto os tucanos continuam sonhando com a candidatura de Gabeira, o DEM insiste na candidatura do ex-prefeito Cesar Maia ao governo.

Depois de se reunir com Garotinho, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, teve ontem um e ncontro com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, onde a situação do Rio foi discutida. Foi reafirmada a coligação do DEM com o PSDB, mas a reação contrária da ala tucana do Rio a essa possibilidade é grande, tanto quanto a um eventual arranjo com o ex-governador Garotinho.

O PSDB do Rio foi oposição a Cesar Maia na prefeitura e não aceita apoiálo para governador agora.

No entanto, ele parece ser a alternativa mais consistente, atrás de Sérgio Cabral e Garotinho. O ex-prefeito aparece como o segundo mais votado para senador no Rio, atrás do bispo Crivela, e o seu partido alega que ele é o candidato da oposição que tem maior potencial de crescimento para o governo do estado caso Gabeira não se candidate mesmo ao cargo.

A alegação dos vereadores tucanos é que Cesar Maia como candidato ao governo prejudicaria mais do que ajudaria a candidatura de Serra. O mesmo alegase em relação ao ex-governador Garotinho.

Na eleição presidencial de 2006, o candidato tucano Geraldo Alckmin chegou ao segundo turno com uma votação acima das expectativas, e a primeira providência foi aparecer em fotos com o casal Garotinho.

Atribui-se à repercussão desse lance a péssima performance de Alckmin no segundo turno, quando ele teve dois milhões de votos a menos que no primeiro turno.

No Rio, o candidato tucano teve os mesmos níveis de voto do primeiro turno (2.406 milhões) enquanto Lula teve mais que o dobro (5.523 milhões).

Em 2002, Garotinho chegou a ganhar de Lula no primeiro turno no Rio (3.449 milhões a 3. 284 milhões), mas o petista, com seu apoio, praticamente dobrou sua votação no segundo turno, livrando quase cinco milhões de votos contra Serra no Rio.

Ainda existe a possibilidade, cada vez mais remota, mas ainda viva pela falta de alternativa, de Gabeira vir a ser candidato a governador com uma coligação regional forte que reuniria PSDB-DEM-PPS e PV e, a nível nacional, frequentar o palanque dos dois candidatos a presidente.

Se a coligação regional lhe daria espaço suficiente na propaganda do rádio e televisão para estabelecer uma disputa real com o governador Sérgio Cabral e o ex-governador Garotinho, a confusa situação de apoiar dois candidatos a presidente ao mesmo tempo não anima ninguém, especialmente ele.

Mas é a melhor solução para o candidato Serra no Rio, e por isso continuará a ser tentada.

GOSTOSA

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

A verdade vai ao plenário

O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/01/10


A oposição decidiu levar ao Congresso a polêmica sobre a Comissão da Verdade, que o pessoal ligado aos direitos humanos pretende criar. Vai convocar Nelson Jobim, Paulo Vanucchi e Tarso Genro.
Raul Jungmann está convidando os três para audiências públicas na Câmara. Além disso, planeja encaminhar pedidos de explicação a Dilma e a Lula.
No governo, já tem gente fazendo outra conta: como Lula estava envolvido com Copenhague e Dilma com a campanha, a briga vai sobrar para a secretária-executiva Erenice Guerra.,

Sacode a poeira

Ronaldo Marzagão está de volta à advocacia. Nove meses depois de deixar a Secretaria de Segurança, vai representar a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas da TAM.


Pra lá do Norte

Para quem acha que o pessoal do Suriname não gosta de brasileiros: um dos hits no rádio, em Paramaribo, é uma versão eletrônica de Tic, Tic, Tac (Bate Forte o Tambor), do Carrapicho. Sucesso por aqui nos anos 90.

Depois da chuva

O pessoal dos Transportes comemorava, ontem cedo, a rápida reabertura da ponte do km 43 da Osvaldo Cruz.
E o DER e a Polícia Rodoviária respondem às queixas de quem usou a rodovia no feriado: havia policiamento em todas as saídas.

Tudo passa

Agradável surpresa para Luiza Erundina: na lista dos políticos que a ajudaram a pagar a multa por propaganda ilegal, o ex-inimigo Campos Machado.

Tanque vazio

Nas contas de Maurilio Biagi Filho, da Única, é otimismo achar que no fim de março o litro de álcool estará custando R$ 2.
"Os postos forçarão mais do que isso", aposta, avisando que o preço não baixa antes de meados de abril.

De helicóptero

Seis dias depois da tragédia que deixou 52 mortos em Angra dos Reis, Benedita da Silva apareceu ontem de manhã na cidade.
A secretaria de Direitos Humanos do Rio desceu de helicóptero às 10h30, visitou o morro da Carioca, comprou CDs no shopping Piratas e voltou ao Rio às 14 horas.

No estaleiro

Mário Bortolotto, baleado no início de dezembro, não volta tão cedo à boemia.
Sob efeito de muitos remédios, diverte-se escrevendo seu blog. E promete: vai trocar o uísque pela cerveja.

Ilustre visita

Sua Beatitude Gregorios III Laham, o patriarca dos melkitas, desembarca em São Paulo dia 10 de agosto.
Nessa religião greco-bizantino, ele equivale ao papa.

Na frente

Adriana Esteves está para Dalva de Oliveira assim como a cantora está para Branca de Neve. É dela a voz da princesa do clássico de Walt Disney, de 1938.

Na falta de um twitter oficial de Chico Buarque, Rafael Payão e Cesar Paz criaram o Chicólotras, em que postam versos do compositor. O perfil tem 43.236 seguidores.

De mala, cuia e violão, Ana Carolina acaba de desembarcar para temporada de reflexão no Spa Sete Voltas.

Depois de passar por uma repaginada, o Sallvattore reabre hoje para o almoço.

E Geisy Arruda rompe fronteiras. É convidada do baile pré-carnavalesco do Siri na Lata, em Recife. E preside o júri, que escolhe a melhor fantasia.

Interinos: Doris Bicudo, Gabriel Manzano Filho, Marilia Neustein e Pedro Venceslau.

Tipo exportação

Domingo tem festa da GM brasileira... em Detroit.
No Renaissance Center, durante o badalado Salão Internacional do Carro, a Chevrolet mundial apresenta seus novos modelos - e uma das estrelas da noite será o Agile.
Desenvolvido inteiramente pela filial do Brasil.

Vem, não vem...

As especulações eram fortes, mas morreram na praia.
Para tristeza das fãs teens, Robert Pattison - o galã vampiro de Crepúsculo - não virá ao Brasil substituir Gisele Bündchen no desfile da Colcci, na SPFW.
O posto da top ficou para Alessandra Ambrósio.

...E Eu vou

Já Fernanda Lima disse sim e volta às passarelas.
A mãe de Francisco e João fechou com a Cantão. Em seguida ao desfile da marca, dia 9, no Fashion Rio, posa para a campanha.

JANIO DE FREITAS

A turbulência dos caças

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/01/10


As negociações nunca passaram de negociações; a haver "decisão política", não haveria abertura de negociações, no sentido que o próprio Lula lhes deu

A CONTRADIÇÃO entre a preferência especializada da FAB pelo caça sueco Gripen e, de outra parte, a motivação "política" de Lula para compra do avião francês Rafale leva -entre jornalistas, políticos e no próprio governo- a uma quantidade grande de equívocos e precipitações. A começar da ideia, como assegurava anteontem um comentarista de TV, de que, "se o presidente quiser comprar o Rafale", a despeito do parecer da FAB, "tem todo o direito de fazer isso". Não, não tem essa liberdade.
Tal ideia, muito difundida, decorre da preliminar de que Lula haveria dito, depois de encontro com o presidente Sarkozy, querer ou ter decidido comprar o caça francês. E, a partir de então, ter reafirmado, com a constante repetição também do ministro Nelson Jobim, que "a decisão será política", e independente da avaliação técnica, orçamentária, de absorção tecnológica e tático-estratégica da FAB.
Lula não disse querer ou haver decidido comprar o Rafale. O que comunicou de público, a propósito da conversa com o presidente francês em Brasília, por ocasião do Sete de Setembro do ano passado, foi "a decisão de abrir negociações para compra de aviões Rafale".
As negociações nunca passaram de negociações. A FAB não quis que ficassem restritas ao caça francês, no que foi acompanhada por investidas imediatas dos fabricantes do F-18E (Boeing) e do Gripen (Saab).
E, apesar de todas as pressões, levadas ao ponto de Nelson Jobim, em desespero de causa, querer impedir a FAB de pareceres comparáveis dos aviões entre si, nada pôde passar de negociações. Nas quais as condições do Rafale foram melhoradas várias vezes por Sarkozy, premido pela necessidade de conseguir a primeira venda desse caça (derrotado em todas as concorrências de que participou) e de recuperar parte do auxílio governamental ao enfraquecido fabricante Dassault.
As conclusões da FAB sobre os três concorrentes nada têm a ver com o impasse, entre os comandantes militares e Lula, em torno do Plano Nacional de Direitos Humanos e sua pretendida Comissão da Verdade. A FAB apenas recusou-se a não fazer o seu papel, e o fez.
A haver "decisão política", não haveria negociações, no sentido que o próprio Lula lhes deu. Seriam dois os motivos para a propalada "decisão política". O primeiro é o propósito de adotar uma aliança estratégica com a Europa, selecionando a França, para substituir a compulsória aliança com os Estados Unidos, o que é fácil deduzir da Estratégia de Defesa Nacional elucubrada por Mangabeira & cia.
O outro motivo é permutar, com o novo par na aliança estratégica, os altos negócios do seu interesse pelo apoio que dê, com o cacife de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, à entrada do Brasil nesse círculo.
O primeiro motivo é de fundamentos mais do que duvidosos. Os estrategistas do Planalto parecem esquecer que a França tem com os Estados Unidos uma aliança militar -a Otan- muito dificilmente superável em favor do Brasil, supondo-se uma contraposição mais séria entre nós e os EUA (hipótese que também se pode deduzir do tal plano estratégico).
O segundo motivo não é menos inconvincente. Até hoje, os Estados Unidos recusaram-se a apoiar a entrada do Brasil no Conselho de Segurança. Têm nisso a companhia da Rússia. A última coisa a pensar-se, então, é que aceitariam a entrada de um país que, por força de uma "aliança estratégica", tenderia a ser sempre parceiro de outro integrante do círculo. Percepção em que os EUA têm outra vez a companhia da Rússia.
Além da aliança militar na Otan, a França é parte também de uma aliança política, a cujos objetivos integrou a sua estratégia nacional: é a União Europeia. Agora com sua Constituição, com presidência, com política externa própria e cada vez mais influente nas relações internacionais -enfim, uma aliança política que a França jamais transgredirá em favor de uma "aliança estratégica" com o Brasil.
A maior aproximação com a França pode ser muito conveniente. Mas não nas condições assombrosas, financeiras e outras, para a compra dos Rafale. Já basta o negócio feito com submarinos franceses e com a pretendida colaboração em projetos nucleares.
E não esqueçamos que Lula não pode fazer alianças internacionais, estratégicas ou não, por decisão pessoal. A Constituição exige que sejam submetidas ao Congresso. E as torna passíveis de exame pelo Judiciário, com a possibilidade de consequências graves para o presidente que viole as exigências constitucionais.

BAR ZIL

MARCELO VIEIRA e LUIZ SUPLICY HAFERS

Café, o fim de um ciclo

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/01/10



Nossa cafeicultura passa hoje pelo mesmo desafio pelo qual passaram indústrias que migraram de países ricos para o 3º Mundo


UM GRUPO de cafeicultores e pessoas interessadas em nossa produção de café vem discutindo na Sociedade Rural Brasileira o tema "Caminhos para o café". As discussões formais e informais nos levaram a conclusões surpreendentes.
Estamos assistindo ao fim de um ciclo, durante o qual um único produto foi o principal em nossa pauta de exportações e financiou parte importante da industrialização do país. Em décadas recentes, o café foi perdendo sua importância relativa, graças à progressiva diversificação de nossa economia e à perda de competitividade do produtor brasileiro de café.
O Brasil ainda é o maior produtor de café, o maior exportador, mas, mesmo numa fase de preços internacionais relativamente favoráveis, nosso produtor não tem obtido retorno adequado. Somos os produtores mais eficientes, temos uma estrutura de comercialização muito competitiva e com baixos custos e temos o segundo maior mercado consumidor.
Mas, ao mesmo tempo, o progressivo desenvolvimento de nossa economia leva ao encarecimento da mão de obra. O principal impacto na cafeicultura dessa mudança altamente benéfica para o país é a perda de competitividade do produtor tradicional em regiões de montanha, que tem uso intensivo da mão de obra.
Num negócio em que a mão de obra representa mais de 50% do custo da produção, um produtor que paga a um colhedor US$ 500 mensais não tem como competir com produtores da América Latina, da África e da Ásia, que buscam esse valor como renda anual.
Como todos os demais países produtores são menos desenvolvidos que o Brasil e não têm alternativas de diversificação da agricultura, o aumento de custos para o produtor brasileiro não se reflete num aumento de preços no mercado internacional.
Nossa cafeicultura passa hoje pelo mesmo desafio pelo qual passaram indústrias intensivas em mão de obra que, aos poucos, migraram de países ricos para o Terceiro Mundo.
Além disso, durante esse mesmo período, a indústria do café passou por uma progressiva substituição do café arábica, de mais alto custo e com maior potencial de qualidade, pelo café robusta, produzido em regiões de menor altitude, com menor custo.
O produtor de robusta, que abastecia 25% do consumo mundial há 30 anos, hoje tem uma participação de 40% no mercado mundial de café.
Nosso produtor tradicional se vê em situação similar à da indústria automobilística americana, que sempre esteve na vanguarda do negócio, mas agora vem sendo substituída por produtores mais competitivos.
Tudo isso levou a um recorrente endividamento de um grande número de cafeicultores, que não têm nenhuma perspectiva de gerar resultado na produção para abater a dívida, enquanto continuam contribuindo para uma oferta excedente do produto, o que pressiona contra eventuais ganhos de preço que recuperem a competitividade da cafeicultura.
Precisamos buscar uma regra de saída para esses produtores que lhes reduza a dívida com o compromisso de erradicação da parte ineficiente do parque produtivo. Isso levaria à redução da área e ao aumento da produtividade, com consequente redução das exportações, provocando um aumento das cotações internacionais sem impacto negativo na receita exterior.
Ajudar a saída de agricultores menos competitivos pode também dar impulso a uma reforma agrária pacífica e viável. A expansão da cafeicultura tem vindo da produção familiar: o café é, possivelmente, a cultura mais adequada a uma propriedade familiar, por ser uma produção intensiva no uso da terra e da mão de obra.
Ela é mais viável na propriedade familiar, que não é sujeita ao nosso pesado custo Brasil de altos encargos sociais, juros altos, altos impostos sobre a produção e custos crescentes de licenciamento e adequação ambiental.
Defender a redução da dívida de agricultores é tabu no Brasil, onde os bancos têm conseguido sempre renegociações que resolvem os seus problemas, mas não necessariamente os dos produtores. Mas problemas graves exigem soluções drásticas, e o fundo que financia a cafeicultura foi criado com recursos provenientes dela com o objetivo de viabilizá-la.
Essa dívida impagável deprime mercados, leva a uma crescente desilusão e angústia os produtores responsáveis que buscam solver seus compromissos e serve de desculpa para os irresponsáveis. E perpetua uma discussão das entidades representativas em torno de periódicas renegociações e alongamentos, quando deveriam estar desenvolvendo estratégias de longo prazo para a recuperação da competitividade, sem as quais nossa cafeicultura permanecerá nesse impasse dos últimos anos.

MARCELO VIEIRA produz café em Minas Gerais, é diretor da Adecoagro e membro do Departamento do Café da Sociedade Rural Brasileira. Foi presidente da BSCA - Brazil Specialty Coffee Association.

LUIZ MARCOS SUPLICY HAFERS produz café na Bahia e no Paraná e é membro do Departamento do Café da Sociedade Rural Brasileira, entidade da qual já foi presidente.

ARI CUNHA

Tarso fala em anistia

CORREIO BRAZILIENSE - 07/01/10


Tarso Genro está fazendo proselitismo da anistia aos crimes depois de 1964. Ministro da Justiça defende ardoroso projeto de punir todos os ainda não condenados. Passa pela cabeça do ministro que muita gente perseguiu o povo e está sem punição. Ele se refere aos militares como autores das torturas e mortes. Abrindo a memória do homem de direito no governo, convém lembrar que houve crimes dos dois lados. Esquece da atuação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando guerrilheira. Não lembra os companheiros de lutas autores de assassinatos e torturas. É válido o pedido de Tarso Genro. Justo que seja esclarecido o assunto até o fim. Quem for culpado merece receber o castigo da lei e da sociedade.


A frase que não foi pronunciada

“Alguns lobos mudam a pele. Mas a alma é a mesma.”
Regra número um no manual da corrupção.




De olho
Professores de educação física da rede pública querem distância do Conselho profissional. São regidos pelo Ministério da Educação, responsável pela regulamentação da profissão e devem satisfação direta ao GDF. Entendem como armação comercial misturar academia de ginástica com aulas de educação física. O assunto promete render.

Alô
Faltam 13 dias para o início do Curso Internacional de Verão e até hoje não há alguém que atenda o telefone da Escola de Música de Brasília. Alguns professores já confirmaram a presença, inclusive estrangeiros. O curso tem tudo para ser uma homenagem ao professor Galvão. Falta um braço forte para coordenar.

Estranho
Clientes do Banco do Brasil estranharam a retirada de um item de segurança para o acesso à conta pela internet. Enquanto alguns bancos dispõem de cartões de segurança ou o dispositivo eletrônico Token, para o BB basta digitar a senha.

Isopor na cabeça
Andando nas areias da Bahia, o presidente Lula vai à frente levando um isopor. Não se sabe o que havia dentro. Só que o passo era avançado. Pouco atrás vinha a primeira-dama, Marisa.

Censura
O Estado de S. Paulo chega aos 160 dias sujeito à censura. Na véspera do recesso dos tribunais, Fernando Sarney protocolou na Justiça pedido para esquecer a censura. Só que, no dia seguinte, os homens de toga entraram em recesso. Muitos dias terão corridos até que a Justiça possa se manifestar.

Grupo RBS
Paulo Tonet Camargo representa o grupo RBS em Brasília. Ele enviou ao colunista os relatórios das empresas. É relação de grandes trabalhos, ocupando toda a área de jornal, rádio e televisão do Sul. Como cresce, é o sucesso que registra a empresa gaúcha criada por Maurício Sirotsky de saudosa memória e seu irmão Jaime Sirotsky. Para lembrar mais, pense na presença pioneira de Celso Kaufman.

Pregação
A ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula da Silva mudou o tom do discurso. Começa a pregar um Estado forte. O Brasil está em boas condições financeiras, mesmo comparando com outros países. Há sombra no real de nossos dias. São R$ 190 bilhões.

Mensagem
Biólogo e bom chefe de cozinha, Marcos Veronese envia à coluna dicionário de expressões que alega serem do Nordeste. Como é excelente biólogo começando pelo Ciem, a coluna deixa de editar suas palavras. Ele entende tanto de linguagem do Nordeste como os atores da TV Globo quando tentam imitar a gente daquelas bandas.


História de Brasília

O presidente Jânio Quadros está com uma lista enorme de cargos importantes e está encontrando dificuldades com a escolha dos nomes. (Publicado em 22/2/1961)

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

JOSÉ SIMÃO

Ueba! Roubaram celulite da Gretchen!

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/01/10



Meteram a mão na poupança da Gretchen; e, devido aos temporais, tá proibida a chapinha


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Sabe como se chama o químico responsável pela cola Tenaz? Sérgio GRUDE! Rarará. Mais um predestinado!
E aquela minissérie da Grobo? Deveria se chamar Donald e Herivelto. Porque a Adriana Esteves tem voz de Pato Donald. Rarará!
Adorei a irmã do Lula, que avisou à imprensa que ia fazer uma visita surpresa. Avisa ao Lula que eu vou fazer uma visita surpresa. E nós entramos em 2010 ou em 2012? "Disaster movie": a Gretchen foi assaltada, e a Dilma pegou gripe suína! Socuerro. Entramos em 2012!
E eu vou comprar um kit chuva: sunga nova e boia de patinho. Chapinha não pode. Devido aos temporais, está proibida a chapinha. Imagine a Fátima Bernardes caindo numa enchente na marginal Pinheiros? O cabelo ia virar macarrão parafuso! E com essas enchentes a Sabesp cumpriu a promessa: água e esgoto na porta de casa. Rarará!
E a Gretchen foi assaltada em Salvador. Meteram a mão na poupança da Gretchen. Mas que bundas-moles. Precisa ser muito bunda-mole para roubar a Gretchen! E roubaram o quê? CELULITE! Celular e celulite. E como diz um amigo meu: a Gretchen é bunda para cem talheres.
E eu digo que, se a Gretchen soltar um pum num saco de confete, é Carnaval o ano inteiro! Rarará! Mulata Globundeza!
E atrás da embalagem de La Sereníssima, o leite da Xuxa, está escrito: "Envasado em atmosfera inerte".
Tucanaram o vácuo! Rarará!
E está chovendo ou estão cuspindo na gente? Cuspindo. E acho que foi um argentino. Rarará! E eu entrei no Carrefour e comprei um colchão inflável como estepe. E vou trocar a malhação pela natação!
Enchente tem o seu lado positivo: uma amiga foi se proteger num posto de gasolina e conheceu três advogados e dois sociólogos, todos lindos e bem vestidos. Choveu na horta dela. Pegou na enchente! Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca para ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão.
Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". É que em Braga, Portugal, tem um café chamado Buraquinho Delícia. Ueba! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. Hoje não tem. Que o Lula está na praia de sunga azul. Um gato! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

DEMÉTRIO MAGNOLI

Os vitoriosos de hoje

O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/01/10


"As vítimas de ontem são os vitoriosos de hoje. Elas não se envergonham de mostrar a cara e manter viva a memória nacional, ao contrário dos torturadores, que trafegam pelas sombras e insistem em negar o que fizeram." Frei Betto escreveu isso na passagem dos 30 anos da Lei de Anistia. Agora, capitaneados pelo secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, os "vitoriosos de hoje" negociam com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o conteúdo do decreto que cria a Comissão Nacional da Verdade. Toda a disputa se trava em torno da fabricação da "memória nacional".

Frei Betto não é sempre contra a violência política de Estado. Há pouco, quando se preparava para receber em Havana mais um prêmio da ditadura castrista, publicou um artigo sobre a blogueira Yoani Sánchez. Dias antes, ela sofrera um sequestro relâmpago e agressões corporais de agentes da polícia secreta cubana. No artigo, o piedoso frade sugere que o evento existiu apenas como maligna invenção de Yoani e, ainda, que a blogueira funciona como peão do "inimigo externo" da indômita Cuba socialista. Até onde pode ir Frei Betto em nome de sua causa?

Não é exato dizer que as "vítimas de ontem" são os "vitoriosos de hoje". Elas fazem parte do condomínio que está no poder, mas à custa de uma dupla renúncia. Em primeiro lugar, renunciaram ao seu programa original, que persiste apenas na esfera simbólica e se manifesta iconicamente em eventos como o da premiação de Frei Betto. Em segundo lugar, renunciaram aos seus princípios políticos e se associaram aos "vitoriosos de ontem", que formam um componente crucial da base governista. Eis o motivo pelo qual Vannuchi não terá a "verdade" que almeja no fim da negociação em curso.

Justiça e verdade não são a mesma coisa. A primeira depende das leis vigentes e se coagula na decisão, certa ou errada, de um tribunal superior. A segunda é uma leitura do passado, uma narrativa mais ou menos amparada nos fatos, que se condensa como consenso circunstancial, sempre sujeito a revisão. Sancionada pelo último general-presidente no outono da ditadura militar, a Lei da Anistia tinha os intuitos simultâneos de impedir a produção da justiça e promover um equilíbrio entre duas verdades conflitantes. Na versão formulada por Vannuchi, a Comissão da Verdade pretende unicamente consagrar a verdade dos autodeclarados "vitoriosos de hoje".

A justiça é um patrimônio coletivo. Augusto Pinochet foi processado num tribunal chileno por violações de direitos humanos e um tribunal argentino condenou Jorge Videla à prisão perpétua. Tais veredictos não são triunfos das "vítimas de ontem" e não compensam os amigos, irmãos, filhos e netos vitimados nos subterrâneos das ditaduras. Eles equivalem a contratos históricos das duas nações, que comprometem as gerações futuras no repúdio à tirania e na proteção das liberdades políticas e dos direitos humanos.

A Lei da Anistia proíbe o Brasil de firmar consigo mesmo um contrato dessa natureza. Os "vitoriosos de hoje" acatam tal interdito. Nos termos daquela lei, classificada por Frei Betto como "uma vitória parcial", eles trocam o contrato nacional por indenizações pecuniárias pessoais cujos valores oscilam em função do prestígio e da influência dos beneficiários. Vannuchi, que os representa, coerentemente assegurou que a Comissão da Verdade "não é contra a Lei da Anistia".

A verdade - isto é, a "memória nacional" - é um patrimônio privado. Nas ditaduras comuns, a censura e a repressão sustentam a hegemonia da verdade oficial. Nas ditaduras totalitárias, como a cubana, o partido único veicula a sua verdade dogmática por meio dos sistemas de comunicação e educação e de todas as instituições culturais. Nas democracias, por definição, não existe uma verdade de Estado, mas verdades concorrentes que dialogam no mercado de ideias. A pretensão de, por meio da Comissão da Verdade, marcar uma verdade particular com o sinete de verdade oficial evidencia o que pensam da democracia os "vitoriosos de hoje".

"A anistia foi a pedra de toque da transição da ditadura para a democracia e acredito que isto é um pacto político e como tal não vale a pena reabrir essas velhas feridas." As palavras do deputado Raul Jungmann, que refletem a covardia de nossa elite política, foram escolhidas para exprimir a repulsa de Jobim e dos comandantes militares à Comissão da Verdade. Eles todos sabem que Vannuchi não persegue a justiça e respeita o "pacto político" que protege o vértice da cadeia de comando da ditadura militar. Mas a falsa acusação de violar a sacrossanta Lei da Anistia funciona como expediente eficaz para atingir o fim realmente visado.

Os comandantes militares insurgem-se contra as propostas de identificação das estruturas empregadas nos subterrâneos da tortura e de proibição legal de batizar logradouros com o nome dos responsáveis pela tortura. Eles não se erguem contra uma inexistente ameaça judicial, mas cerram fileiras em torno de um valor simbólico: a imagem dos chefes das Forças Armadas do passado recente, que identificam com a instituição militar atual. No fim das contas, negam aos "vitoriosos de hoje" até mesmo um troféu puramente virtual.

Há uma narrativa histórica implícita na Lei da Anistia, que emerge na declaração do brigadeiro da reserva José Carlos Pereira: "Se a coisa é séria e se quer investigar, teria que investigar os dois lados, é claro." A descrição do Estado ditatorial e dos militantes de esquerda, armados ou não, como "dois lados" simétricos de uma guerra ideológica internacional cumpre o papel de tese de legitimação da violência política oficial. O artigo de Frei Betto sobre Yoani Sánchez constitui uma versão adaptada dessa mesma obscenidade.

Os "vitoriosos de hoje" não são muito diferentes dos de ontem. Uns e outros negociarão suas verdades particulares - e continuarão a negar a justiça à Nação brasileira.

Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br

GOSTOSA

DORA KRAMER

Razão e sensibilidade

O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/01/10


Uma das coisas que se faz no Brasil à moda antiga é a política, quanto a isso há evidências de sobra. Independentemente das modernidades introduzidas pelo departamento de propaganda, especialmente em campanhas eleitorais, os meios e os modos são de uma obsolescência à prova de marqueteiros.

Uma dessas normas antiquadas é a crença de que, quanto mais distante de ocorrências negativas o político estiver, melhor para sua imagem. É sob essa regra que muitos governantes escolhem manter distância de certos infortúnios a fim de não se associar à adversidade.

É comum que presidentes da República evitem comentários a respeito de determinados assuntos ou acontecimentos desfavoráveis para não "levar a crise para dentro do palácio". Nada mais retrógrado e tolo, embora suas excelências considerem esse tipo de atitude a quintessência da esperteza.

E a esperteza, reza um dogma também do tempo do onça, quando é demais vira bicho e engole o dono.

O silêncio, portanto, nem sempre é de ouro, ainda mais nesses tempos de comunicação instantânea e cobrança ininterrupta por informações.

O presidente Luiz Inácio da Silva, quando candidato à reeleição, preferiu se ausentar do debate da TV Globo para não ser cobrado pelo adversário a respeito dos escândalos do primeiro mandato e do caso dos aloprados (compra de dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo, José Serra) e pagou o preço do segundo turno.

Antes, na crise do caos aéreo, calou-se a maior parte do tempo e só falou, atrasado, diga-se, quando houve o acidente da TAM que não tinha ligação direta com a revolta dos controladores de voo, mas ficou irremediavelmente colado à crise.

A tentativa de blindagem de Dilma Rousseff no apagão do ano passado resultou na produção de 24 horas de performance desastrosa do ministro Edison Lobão. Quem pagou a conta, o PMDB? Dilma e o governo.

Em 1996, quando a polícia do Pará matou sem-terra em Eldorado de Carajás, o presidente Fernando Henrique Cardoso ficou em Brasília, seu ministro da Justiça, Nelson Jobim, só apareceu no cenário da tragédia dias depois porque o então governador paraense, o tucano Almir Gabriel, não queria "intervenção" em seu território.

Nacional e internacionalmente, o débito em forma de desgaste ficou com o governo federal.

Argumentava-se no governo que "não adiantava" FH aparecer, poderia denotar demagogia. Exatamente o mesmo argumento usado agora pelo governador Sérgio Cabral Filho para justificar sua ausência de Angra dos Reis, onde mais de 50 pessoas morreram por conta de desabamentos na virada do ano.

Já bater uma bola com o presidente da República em favelas, ciceronear Madonna para cima e para baixo, animar inaugurações de obras inexistentes não parecem ao governador do Rio - nem a qualquer outra autoridade - atitudes demagógicas.

É o conflito do uso da razão em proveito próprio e o abandono da sensibilidade quando em jogo está o próximo.

Exposição de motivos

A FAB explicou em 30 mil páginas de relatório as razões pelas quais dá preferência à compra dos caças suecos para a renovação de sua frota, deixando as propostas americana e francesa em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

O presidente Lula, a quem cabe a palavra final, segundo o chanceler Celso Amorim, porque a decisão "é política", só disse até agora que "quer porque quer" os Rafale franceses.

Não tem tu

O batalhão avançado do PSDB nacional encarregado de convencer o deputado Fernando Gabeira a concorrer ao governo do Rio de Janeiro já informou ao governador José Serra que é melhor dizer adeus à esperança.

Sendo assim, o partido decidiu que no Rio não adianta disputar, embora seja preciso participar para garantir tempo de televisão. Há quatro nomes na parada: os deputados Marcelo Itagiba, Otávio Leite e Índio da Costa ou a vereadora Andréia Gouvêa Vieira.

Se houver mudança de planos, corre por fora a hipótese César Maia.

Como quem tem vários pré-candidatos na realidade não tem nenhum, em matéria de eleição estadual o PSDB está para o Rio como o PT está para São Paulo, onde há seis possibilidades de candidaturas.

Dique de contenção

O presidente Lula havia dito ao deputado Ciro Gomes que em fevereiro os dois conversariam para definir o destino de Ciro: candidato a presidente ou ao governo de São Paulo.

A data mudou. O campo governista prefere que o deputado segure seu lugar nas pesquisas nacionais até o último prazo legal possível, por achar que se ele se retirar José Serra pode ganhar pontos.

Ainda que sejam poucos, qualquer movimento ascendente do adversário pode ter um efeito decente sobre o ânimo dos potenciais partidos aliados. Notadamente o PMDB.

ANCELMO GÓIS

COPA DE 2014

O GLOBO - 07/01/10


Dia 13 agora, Lula reúne os 12 governadores e os 12 prefeitos das capitais anfitriãs da Copa do Mundo de 2014. Vai lançar o PAC da Mobilidade Urbana.
FATOR NORDESTE
Um dos motivos que levaram a Batavo a pagar R$ 25 milhões anuais para expor sua marca na camisa do Flamengo é a estratégia da empresa de ampliar sua participação no Nordeste. Na Bahia, por exemplo, o Fla, com 21%, quase bate, segundo o DataFolha, a soma de torcedores de Vitória (10%) e Bahia (14%).
GASOLINA REBAIXADA
A gasolina virou combustível alternativo no Brasil. A venda de etanol hidratado pelas distribuidoras cresceu 24,39% em 2009. Com isto, a participação do etanol hidratado e do anidro na matriz de combustíveis automotivos brasileira já é de 54,57%.
AVIÕES POLÊMICOS
A edição eletrônica do jornal israelense de esquerda “Haaretz” publicou ontem declarações de Válter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, contra a compra de aviões não tripulados de Israel para as polícias brasileiras. Segundo o jornal, Pomar disse que “significa importar a opressão israelense” na vigilância dos territórios palestinos. É. Pode ser.
BOLSA-IDOSO
Lula deve sancionar estes dias projeto que cria o Fundo Nacional do Idoso, que receberá doações dedutíveis do IR. O Ministério da Justiça já deu parecer favorável ao texto.
MUNDO CÃO
Pequenas embarcações que levam turistas para passear no mar de Angra dos Reis, no Rio, incluíram, a pedido dos próprios turistas, uma passada pelo local da tragédia no réveillon na Ilha Grande. Meu Deus...
‘DETALHES’
Roberto Carlos recuperou os direitos autorais sobre 50 músicas cedidas à EMI em 1968. A devolução dos direitos sobre “Detalhes” e “Festa de Arromba”, entre outras, faz parte de acordo para acabar com processo movido pelo Rei contra a gravadora há cinco anos.
AÇÃO QUE SEGUE...
Na ação, o cantor sustenta que, apesar do contrato, os direitos sobre as músicas são seus. A disputa começou em 2004, quando a EMI quis impedir o uso de músicas do Rei no DVD “Para sempre ao vivo no Pacaembu”.
GP DE CONGONHAS
A Anac anuncia dia 22 as novas companhias que querem voar em Congonhas, o filé da aviação nacional. A Webjet e a Azul estão na fila e outras correm para entrar. Aumentar a concorrência em Congonhas é um dos desafios da Anac em 2010. Hoje, TAM, Gol/Varig e Ocean Air voam lá.
RIO 2016
Ontem à noite, no Galeão-Tom Jobim, sempre ele, dos quatro elevadores do Terminal 2, só um funcionava. A fila levava 15 minutos.
MP DA TRAGÉDIA
Lula, em conversa com Cabral, confirmou uma medida provisória para socorrer as cidades da Baixada Fluminense e Angra.
NO MAIS
A prefeitura de Angra acusa as manchetes da imprensa pela queda do turismo na região. A experiência internacional neste tipo de tragédia mostra que a imprensa pouco pode fazer. Não adianta dizer, por exemplo, que outras pousadas, distantes do local do acidente, não oferecem perigo. Por mais que se lamente o impacto da fuga de turistas na economia local, só o tempo devolverá confiança aos visitantes.

GOSTOSA

LUIS FERNANDO VERISSIMO

Com ou sem abismo

O GLOBO - 07/01/10


Um personagem do Vladimir Nabokov diz que o escritor deve manter-se sempre “à beira da paródia”, mas tendo do outro lado “um abismo de seriedade”, e deve saber equilibrar-se neste estreito caminho “entre a verdade e sua caricatura”. O próprio Nabokov foi quem melhor seguiu o conselho do seu personagem, que também serve como uma receita para o pós-moderno, embora Nabokov fosse o primeiro a rejeitar o rótulo. Em muitos dos seus textos, culminando com Lolita, em que o narrador Humbert Humbert faz uma autocaricatura trágica, Nabokov soube manter o equilíbrio, não caindo nem no vazio do puro humor nem no vazio do outro lado. O resultado é que nunca se viu alguém fazer piruetas tão engraçadas na borda de um abismo.
Antes de Nabokov, não muitos tinham tentado a proeza. Graham Greene dividiu sua obra em duas categorias, os romances sérios, marcados pelos tormentos sobre pecado e remissão de um católico relapso e pelas suas preocupações políticas, e os que ele chamava de “divertimentos” e eram apenas isto, livros divertidos. Foi uma maneira de Greene escapar da rotulagem da crítica, e também de escapar do abismo. A verdadeira divisão da sua literatura é um pouco como a que divide as águas minerais, no caso “com abismo” ou “sem abismo”.
Woody Allen, em alguns dos seus filmes, tentou misturar humor e seriedade sem que uma coisa “corresse” nas outras como tintas numa aquarela. Mas – fora o fato de que o personagem Woody Allen é sempre um angustiado com a condição humana e portanto já caiu no abismo – ele prefere manter a separação. Comédia é comédia, mesmo que a maior piada de
todas seja que no fim a gente morre.
Já na literatura atual (ouço dizer, não tenho lido nada) tem muita gente seguindo a trilha nabokoviana, ou fazendo humor sem dispensar o abismo. Um pouco, imagino, porque, como tudo já foi feito em literatura, uma certa dose de paródia, mesmo não-intencional, é inevitável. E um pouco porque até os “divertimentos” mais descomprometidos agora precisem de um centro de gravidade (estão usando muito a palavra “gravitas”) para serem pelo menos, mais respeitáveis. O fato é que hoje quase todos que escrevem são equilibristas.
***
NOVIDADE
(Da série “Poesia numa hora destas?!”)
Queremos truques novos,
nada com cartas ou lenços
ou focas jogando bola.
Rápido:
um coelho
tire um mágico
da cartola!

CLÁUDIO HUMBERTO

“A decisão sobre os caças será sempre política”
CHANCELER CELSO AMORIM, “ENTREGANDO” QUE LULA JÁ DECIDIU PELOS FRANCESES RAFALE

BB E CEF: MONOPÓLIO DO CRÉDITO CONSIGNADO
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal dominam o crédito consignado: compram as folhas de pagamentos de governos estaduais e prefeituras e monopolizam o crédito, que antes era a grande alternativa dos bancos de porte menor para sobreviver. Ao adquirir as folhas, os bancos praticamente obrigam o servidor a quitar seu empréstimo anterior e “compram” o resultado da operação. Betim (MG) foi uma das vítimas.
SEM LUCRO
Esse novo empréstimo nem sempre sai por juros mais baixos do que os praticados antes, e os bancos menores não conseguem obter o lucro.
SEM DANOS
O BB nega que cobre os juros mais altos e “prática danosa” ao mercado. A CEF e o Banco Central não responderam até o fechamento da coluna.
CABRAL ‘DESCOBRE’ ANGRA
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), vai hoje (7) a Angra dos Reis com o ministro Geddel Vieira (Integração), que vem da Bahia ver a tragédia.
PAÍS DOS FERIADOS
Pelas projeções da Suframa, os 14 feriados em dias úteis, este ano, causarão prejuizos de R$ 2,8 bilhões ao polo industrial de Manaus.
MINISTÉRIO ‘PESCA’ SERVIDORES
Alugado por R$ 575 mil mensais no início de 2009 para sediar o Ministério da Pesca, o prédio de 14 andares no setor bancário Sul, em Brasília, está praticamente vazio. Funcionários queixam-se da infraestrutura: sem telefone e com rede precária de computadores.
O ministério diz que está em “fase é de transição” e com “infraestrurua suficiente”, mas adianta que não tem previsão de ocupação total.
BIG BROTHER CH
Todo dia um servidor do governo do DF para o furgão oficial JCY 4960 diante de casa, na quadra 710 da Asa Sul, para almoçar.
É MUITO MAIS
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades investiu R$ 34,2 bilhões, e não milhões, desde 2007.
OBAMA EM BAIXA
Todo mundo sabe que a popularidade de Obama vem caindo, mas hoje ele é menos popular que Hillary e Michelle nos EUA, segundo pesquisas.
PEDRAS NO CAMINHO
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está enrolado com os reparos necessários na caótica rodovia Goiás-Brasília. Problemas nos editais têm atrasado ainda mais as obras.
OPS, MINISTRO...
Em entrevista ao programa de rádio Bom Dia Ministro, Paulo Bernardo (Planejamento) não soube responder sobre construção de uma rodovia em Juiz de Fora (MG) e de investimentos do PAC na Zona da Mata.
...E OPS, DE NOVO
“A senhora me pegou no pulo, não sei se está no orçamento e em que condições”, respondeu a uma ouvinte sobre a rodovia em Juiz de Fora. Na edição impressa do programa, o governo tirou as perguntas “difíceis”.
JUDICIÁRIO DE VOLTA
O Judiciário retoma hoje (7) os trabalhos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informa que registrou apenas cinco reclamações de decisões de juízes, durante o plantão do recesso.
RECEITA DA VOVÓ
Treze Estados já aderiram ao programa do Ministério da Saúde de uso medicinal de várias plantas. Estarão disponíveis este ano a alcachofra, a aroeira, a cáscara sagrada e a garra do diabo, entre outras.
ANO NOVO, CASA NOVA
A Câmara dos Deputados vai reformar os imóveis funcionais dos seis blocos da quadra 302 norte, de Brasília. A recuperação geral “de áreas comuns e áreas externas” vai (nos) custar R$ 45 milhões.
A MAIOR GELADA
Quem pensa em tentar a sorte na Alemanha pode tirar o cavalinho da neve: a taxa de desemprego ficou em 8,2%, uma média de 3,2 milhões de desempregados. O resto da Europa também mata cachorro a grito.
PENSANDO BEM...
começou a temporada de “caça” de encrenca no ministério da Defesa.

PODER SEM PUDOR
MARCAÇÃO TEATRAL
Paulo Maluf é um artista. Era prefeito de São Paulo, em outubro de 1996, e visitava o Salão do Automóvel. A certa altura, percebeu que o governador do Estado, Mário Covas, adversário, caminhava em sua direção. Ficou de costas, parado. Quando Covas já estava a um metro e meio de distância, um assessor murmurou entre os dentes: “Agora!”. Naquele instante, Maluf se virou rapidamente e passou pelo governador, acenando sem parar:
– Oi, Mário.
Deixou Covas com a mão no ar e sorriso amarelo no rosto.

O ABILOLADO E A VAGABUNDA

QUINTA NOS JORNAIS

- O Globo: Crise não impede aumento de horas extras no Senado

- Folha: Prejuízo com chuva supera R$ 1 bi

- O Estadão: Pressão do Planalto faz FAB alterar relatório sobre caças

- JB: Argentina abre todos os arquivos da ditadura

- Correio: Farra sem escalas