terça-feira, agosto 31, 2010
JOSÉ (MACACO) SIMÃO
Ereções! O Pinto tem pressa!
JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/10
Eu já disse que tenho um slogan para os candidatos travestis: "Votem em mim! Senão conto tudo". Rarará!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O Esculhambador-Geral da República! Ereções 2010!
Exclusivo! A Dilma não tá cantando vitória. Ela tá cantando: "Eu sei que eu sou BONITA E GOSTOSA!" Rarará! E o Serra é o Candidato Espirro: Saúde! Saúde! Saúde!
E tem um candidato na Bahia chamado: Pinto! Só isso! Slogan: "Por uma Bahia que tem pressa". Rarará! Vai perder. Se tem uma coisa que a Bahia não tem é pressa. Nem pinto tem pressa!
E eu tô com a ficha de inscrição no TSE da Léo Áquila, transformista. Ocupação: OUTROS! Rarará! Então ela tá sempre ocupada.
E um senador pelo Paraná: "Piva, 505, pelo fim do Senado!". Esse quer ser eleito senador pra acabar com o Senado. E ele continua recebendo o salário em casa!
E tem um que me deixou comovido: "Vote em mim, o melhorzinho que tá tendo".
E sabe qual o nome da empresa que a Dilma tinha em Porto Alegre? Pão e Circo. Agora ela vai transferir pra Brasília. Pão e Circo!
E o Serra acredita numa virada. Eu sei como Serra vai dar uma virada: com a cara VIRADA pra parede. Rarará!
E o botox da Dilma tá vencendo. E ela não tá repondo! E eu vou trabalhar na campanha do Serra. Como lustrador de careca. Cuspo na careca e depois lustro. Cuspo e lustro!
E o Plínio Arruda tem novo apelido: Geriátrico Levado da Breca! E um amigo me disse que viver em Cuba deve ser como morar num condomínio cujo sindico é o Plínio!
E eu já disse que tenho um slogan perfeito pra candidatos travestis: "Votem em mim! Senão eu conto tudo". Rarará!
E a popularidade do Lula tá tão lá em cima que ele gritou pra Dilma: "Daqui de cima a terra é azul". Rarará! O Lula tá de salto. Ops, de SAUTO AUTO! O Lula não faz mais comício. Faz "stand-up comedy"!
E esta: "Serra conta com os indecisos para ir ao segundo turno!". Eu não contaria com indeciso! E se eles ficam indecisos no dia: "Vou ou não vou! Voto ou não voto!". E aí eles resolvem não ir. Indecisos decidem não ir! Rarará!
E eu sou candidato a presidente pelo PGN, Partido da Genitália Nacional. Votem em mim. Mande o seu currículo. Emprego Garantido! Como piloto de prova de supositório. Rarará!
Ainda bem que nóis sofre, mas nóis goza.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O Esculhambador-Geral da República! Ereções 2010!
Exclusivo! A Dilma não tá cantando vitória. Ela tá cantando: "Eu sei que eu sou BONITA E GOSTOSA!" Rarará! E o Serra é o Candidato Espirro: Saúde! Saúde! Saúde!
E tem um candidato na Bahia chamado: Pinto! Só isso! Slogan: "Por uma Bahia que tem pressa". Rarará! Vai perder. Se tem uma coisa que a Bahia não tem é pressa. Nem pinto tem pressa!
E eu tô com a ficha de inscrição no TSE da Léo Áquila, transformista. Ocupação: OUTROS! Rarará! Então ela tá sempre ocupada.
E um senador pelo Paraná: "Piva, 505, pelo fim do Senado!". Esse quer ser eleito senador pra acabar com o Senado. E ele continua recebendo o salário em casa!
E tem um que me deixou comovido: "Vote em mim, o melhorzinho que tá tendo".
E sabe qual o nome da empresa que a Dilma tinha em Porto Alegre? Pão e Circo. Agora ela vai transferir pra Brasília. Pão e Circo!
E o Serra acredita numa virada. Eu sei como Serra vai dar uma virada: com a cara VIRADA pra parede. Rarará!
E o botox da Dilma tá vencendo. E ela não tá repondo! E eu vou trabalhar na campanha do Serra. Como lustrador de careca. Cuspo na careca e depois lustro. Cuspo e lustro!
E o Plínio Arruda tem novo apelido: Geriátrico Levado da Breca! E um amigo me disse que viver em Cuba deve ser como morar num condomínio cujo sindico é o Plínio!
E eu já disse que tenho um slogan perfeito pra candidatos travestis: "Votem em mim! Senão eu conto tudo". Rarará!
E a popularidade do Lula tá tão lá em cima que ele gritou pra Dilma: "Daqui de cima a terra é azul". Rarará! O Lula tá de salto. Ops, de SAUTO AUTO! O Lula não faz mais comício. Faz "stand-up comedy"!
E esta: "Serra conta com os indecisos para ir ao segundo turno!". Eu não contaria com indeciso! E se eles ficam indecisos no dia: "Vou ou não vou! Voto ou não voto!". E aí eles resolvem não ir. Indecisos decidem não ir! Rarará!
E eu sou candidato a presidente pelo PGN, Partido da Genitália Nacional. Votem em mim. Mande o seu currículo. Emprego Garantido! Como piloto de prova de supositório. Rarará!
Ainda bem que nóis sofre, mas nóis goza.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
JOSÉ PASTORE
China - demografia, emprego e salário
| José Pastore |
| O Estado de S. Paulo - 31/08/2010 |
As notícias que chegam da China dão conta de fortes aumentos salariais. O que será do futuro? A configuração do mercado de trabalho chinês depende muito da dinâmica demográfica, da migração e da produção mais intensiva em capital. As estatísticas da China são precárias. Mas encontrei dados um pouco mais sólidos num trabalho escrito por chineses (Cai Fang, The China Population and Labor Yearbook, Chinese Academy of Social Sciences, Pequim, 2010). A taxa de fertilidade está caindo. É de 1,7 filho por mulher. Cerca de 55% das famílias estão no regime de apenas um filho. Em 2030, a população vai se estabilizar em 1,440 bilhão de habitantes. O peso dos idosos será maior e o dos jovens, menor. As empresas nas cidades sempre contaram com enormes avalanches de migrantes da zona rural. Para ser legal, a migração deve ser autorizada pelo governo ("hukou"). Mas há mais de 200 milhões de migrantes ilegais, na maioria jovens de 16 a 35 anos, solteiros e que ainda aceitam trabalhar 29 dias por mês e com salários bem mais baixos do que os residentes locais. Cerca de 50% dos empregos urbanos são ocupados por esses migrantes. Mas isso está mudando. Dos que moram na zona rural, cerca de 70% trabalham nos grandes projetos de infraestrutura patrocinados pelo governo no interior do país. A migração para as grandes cidades está arrefecendo. Diminuindo os jovens e os migrantes, diminuirão também os excedentes de mão de obra. As empresas industriais já estão sendo pressionadas a elevar substancialmente os salários de seus empregados. A guinada da produção em direção a produtos mais intensivos em capital trará mudanças na demanda de pessoal e de recursos naturais. No tempo da produção intensiva em mão de obra, cada 1% de crescimento do PIB gerava 960 mil empregos. Com o início da produção mais intensiva em capital, o mesmo 1% está gerando 880 mil postos de trabalho. Nos próximos 20 anos vai gerar menos. E as exigências de qualificação serão maiores. Há solução para isso? Os dados do citado livro mostram que 76% dos trabalhadores locais urbanos frequentaram o curso médio ou mais. Entre os migrantes, a proporção é de apenas 23%. Mas nos dois casos está havendo um treinamento maciço com vistas às novas necessidades da indústria. No campo dos recursos naturais, aumenta a cada dia a demanda por carvão, eletricidade, petróleo, minérios, metais e outros insumos que são raros na China. O que dizer? Também nesse campo a China tomou providências. O país está buscando esses recursos nos países em que são abundantes, em especial os da África e da América Latina, inclusive o Brasil. O excesso de dólares está sendo trocado por insumos estratégicos. Como se vê, o país tem grandes desafios pela frente. Mas nada disso ameaça abalar severamente a competitividade da China. No campo dos salários, por mais que subam, as diferenças em relação aos países desenvolvidos e em desenvolvimento continuarão grandes. Vale lembrar que os operários chineses depois das greves recentes passaram a ganhar o equivalente a US$ 300 ou US$ 400 por mês (em média), enquanto no Japão, nos Estados Unidos e na União Europeia ganham mais de US$ 3 mil e nos países em desenvolvimento, US$ 800 (em média). Um desafio que está sem solução à vista é o da previdência social. Entre os trabalhadores locais urbanos, pouco mais de 50% estão protegidos por aposentadoria, seguro-saúde e seguro-desemprego. Entre os migrantes, zero. Mas todos os trabalhadores (rurais e urbanos) começam a pressionar por uma cobertura universal. Isso custará caro e afetará os preços relativos. Conclui-se assim que, em breve, desaparecerão os excedentes de mão de obra, os salários aumentarão, mas a China continuará sendo a fábrica do mundo, desafiando as indústrias de muitos países, inclusive as do Brasil. |
EDITORIAL - O ESTADO DE SÃO PAULO
Areia nos olhos do público
| EDITORIAL O Estado de S. Paulo - 31/08/2010 |
A Receita Federal é um curioso organismo. Trata com implacável rigor o contribuinte, tido por definição como um sonegador em potencial a quem incumbe provar, obedecendo a exigências não raro bizantinas, que está com a sua vida fiscal em ordem. Ao mesmo tempo, para se autoconceder um atestado de inocência política, não se vexa de alegar que o vazamento das declarações de renda de pessoas ligadas ao candidato presidencial do PSDB, José Serra, se explicaria pelos indícios de existência de "um balcão de compra e venda de dados sigilosos", na delegacia do Fisco em Mauá, na Grande São Paulo, com vítimas a granel. As palavras são do corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos D"Ávila. Ele ecoou a posição do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, que disse não acreditar que tenha havido "fins específicos de natureza político-partidária" na devassa dos dados dos companheiros, amigos e familiares do ex-governador Serra, em outubro do ano passado. Tanto assim que, na mesma época e na mesma repartição, 140 outros contribuintes, entre eles os donos das Casas Bahia e a apresentadora de TV Ana Maria Braga, também tiveram os seus registros vasculhados em 320 acessos - dos quais 206 nos computadores de apenas duas servidoras. Destes, 151 não se justificariam. Para jogar areia nos olhos do público e desmoralizar a denúncia de que Serra foi alvo de uma torpeza com intuitos eleitorais - numa repetição do golpe dos aloprados de 2006, que também o visava -, a cúpula da Receita preferiu se expor à desmoralização, ao mostrar como são porosas as barreiras do outro lado dos seus ávidos guichês que deveriam proteger a privacidade dos cidadãos da bisbilhotice dos próprios servidores públicos. Acionados a toque de caixa pelo governo, inquieto com a frouxidão das suas reações ao escândalo, os hierarcas do Fisco subitamente encontram a verdade que, na versão anterior, demandaria exaustiva investigação. Essa história se desenrola há três meses. Em maio, a revista Veja informou que operadores da candidatura Dilma Rousseff tratavam de montar um dossiê com evidências comprometedoras para o seu adversário. A notícia custou a cabeça do jornalista que cuidava da assessoria de imprensa da campanha petista - y de otras cositas más. Em julho, o jornal Folha de S.Paulo revelou que um setor da equipe de Dilma estava de posse de cópias de declarações de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Na semana passada, enfim, o Estado adiantou que, segundo apurou a Corregedoria-Geral da Receita, foi também violado o sigilo de outros serristas. Salta aos olhos a quem o golpe sujo poderia interessar. A alegação da Receita, que menciona o comércio de informações confidenciais com "pagamento de propina", em nada altera a substância dos fatos. Os dados passíveis eventualmente de servir de munição à campanha da candidata do presidente Lula podem ter sido oferecidos ou procurados, contra pagamento ou de favor. Em qualquer das hipóteses, a mercadoria chegou ao destino. O acesso a declarações de renda de terceiros - de muitos terceiros, a julgar pelo material clandestino que se vende em plena rua - é uma história à parte. Não tem que ver com a disputa pela Presidência da República. O que estarrece na série de ilícitos com essa ou aquela intenção é a facilidade com que podem ser cometidos nas tumultuadas entranhas do Fisco. Reportagem publicada domingo neste jornal, com base em depoimentos de analistas tributários e servidores ouvidos no inquérito sobre a violação dos dados do tucano Eduardo Jorge, mostra como senhas individuais de acesso ao acervo de declarações armazenadas em computador passavam de mão em mão e ficavam anotadas em agendas ao alcance de todos quantos passassem pelas mesas dos colegas. "A segurança dos arquivos da Receita é como queijo suíço, com buraco para tudo", resume o advogado de uma das funcionárias investigadas. Se, causado por isso ou propiciado por isso, se formou no Fisco "um balcão de compra e venda de dados sigilosos", é de perguntar o que o seu titular, Otacílio Cartaxo, espera para se demitir. Só não é preciso perguntar por que o presidente Lula ainda não mandou demiti-lo. |
MARIO CESAR FLORES
Desordem pandêmica
Mario Cesar Flores
O Estado de S.Paulo - 31/08/10
Esta é a realidade: nossos vários estratos sociais tendem ao desrespeito à lei nos níveis à sua conveniência ou visão da vida e de acordo com sua sensação de impunidade. Exemplo simbólico: em arrastão no Rio, um motorista de classe média declarou que "os bandidos se aproveitam que temos de reduzir a velocidade porque aqui há radar"... Ou seja, para ele, arrastão é crime e seus autores são bandidos, já o excesso de velocidade só seria delito e ele, infrator porque há o radar. O elenco da orgia vem crescendo "democraticamente", sem discriminação de classe, idade, raça, sexo e religião, das elites ao povo destituído, da adolescência inimputável à provecta idade, do delito vulgar (estacionar na calçada, não usar a faixa de pedestre...) à violência e criminalidade urbana, à desordem rural, à sonegação de impostos e, emblematicamente nefasta, à venalidade na vida pública.
No cotidiano da mídia, que vem banalizando o irregular: assassinatos, assaltos, invasões, saques, arrastões, vandalismo (até no Congresso Nacional, alvo de vandalismo cujo líder transita com desembaraço no poder público), roubos, bloqueios, sequestros, tomada de reféns, agressão ambiental, drogas, pirataria, aberração sexual, ataques à polícia (ao invés de medo da polícia...), improbidade no mundo político e no serviço público, e por aí vai. A violência exacerbada manifesta-se em grupos criminosos do tipo PCC e CV (cujas "guerras" territoriais se assemelham às dos gângsteres de Chicago nos 1930) e alguns delitos são praticados com aspectos (como foi a agressão ao Congresso) similares aos das SA nazistas, que se valiam da tolerância do regime de Weimar.
A leniência com o desrespeito à lei é bem refletida neste fato: há quem aceite, no poder público e na sociedade, ser tolerável - ou até correto - que centenas de "sem-terra", com seus inocentes instrumentos letais de trabalho (foices, machados e facões), ameacem empregados de fazenda invadida e a vandalizem, mas veja como violência a defesa contra a ameaça. No clima atual de complacência e até concordância com o delito, Lampião provavelmente seria visto como paladino da justiça social rural...! Em evento de reintegração de posse, um líder do MST declarou: "Estão criminalizando os movimentos sociais." Errado: criminalizam-se seus métodos delituosos, e não os movimentos sociais, que, de fato, não têm inspiração criminosa (na acepção rigorosa do termo), mas desafiam a ordem do Estado de Direito. Todos rejeitamos hoje a frase "a questão social é caso de polícia", atribuída a Washington Luís, mas essa rejeição não significa admitir o delito, em vez do Estado de Direito, como a solução de problemas sociais.
A miséria, a exclusão e o correlato vácuo mental alienante, agravados por expectativas induzidas pela propaganda paranoica não acompanhada pela capacidade de satisfazê-las, são por vezes apontados como a razão da violência e da criminalidade. Elas realmente as estimulam, há que reduzi-las e criar expectativas positivas, mas a ilegalidade deve ser tratada pelo que ela é. Ademais, miséria e exclusão não são causas deterministas, tanto assim que a maioria do povo pobre não vive fora da lei, é comumente vítima dos fora da lei. Tampouco explicam boa parte da permissividade vigente: muitos delitos, do desrespeito às regras do trânsito à criminalidade cibernética e à corrupção pública, são cometidos por pessoas que nem de longe nelas se enquadram.
Já é perigosa rotina a indiferença pelo anormal no comportamento societário, no qual se insere o descomprometimento com valores como casamento e família, profissão, emprego, carreira, trabalho e estudo. Já é usual ver como "caretice" respeitar a lei na rotina do cotidiano (respeitar o sinal vermelho...) e ser aceito como permitido o que não é ostensivamente reprimido (limite de velocidade só vale onde há radar ou é compulsado por quebra-molas...). O irregular é diluído no cadinho da leniência, condenado ao esquecimento e logo sucedido por espetáculo novo. Nos noticiários sensacionalistas de rádio e TV é comum o predomínio dos delitos e alguns lhes são quase inteiramente dedicados, com nuanças deprimentes, como é a indisfarçável frustração do apresentador quando os fatos não resultam graves: o dramático dá audiência, o trivial não tem apelo.
É comum nesses noticiários a sensacionalização dos erros da polícia. Erros do nosso sistema policial, de fato, ocorrem com frequência, do âmbito tático (preparo profissional e equipamento) ao moral, quando não até criminoso, mas é ilógico seu vilipêndio sistemático. As balas perdidas são a priori atribuídas aos policiais (os bandidos atirariam com mais precisão, ou talvez porque eles não pagam indenizações, já o Estado está sujeito a pagá-las...). Simbólico desse ânimo coletivo: sepultamento de bandido é atendido por grande número de simpatizantes levados ao cemitério por transporte organizado - quem o paga...? -, já o de policial morto no confronto, apenas pela família e representação da corporação.
A democracia pressupõe a liberdade dentro da lei. Ou ocorre a contenção da metástase generalizada da desordem, violência e criminalidade ou, mais dia menos dia, a saturação da conformidade será atingida nos menos propensos à permissividade (que existem em grau variável em função de suas concepções sobre o certo e o errado, comumente ajustadas às conveniências de sua vida...) e com ela o aumento da sedução da aceitabilidade do componente autoritário do poder, como alternativa à esbórnia. Mais dia, menos dia, a licenciosidade acaba prejudicando a liberdade.
MÔNICA BERGAMO
PRAZO MÁXIMO
MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/10
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou à Infraero, a estatal que administra os aeroportos do país, que encaminhe em 15 dias ao órgão um plano de ação para o aeroporto de Guarulhos, em SP. O tribunal quer que a empresa "estabeleça todas as providências a serem adotadas com vistas a sanar, com a urgência devida, as pendências que motivam a paralisação financeira e orçamentária das obras de infraestrutura aeroportuária sob sua responsabilidade".
MARCHA LENTA
As obras de adequação, ampliação e revitalização do sistema de pátios e pistas e de taxiamento de Guarulhos estão paralisadas desde que o tribunal identificou "um potencial dano ao erário de R$ 70,9 milhões".
PARA JÁ
A mesma determinação foi feita em relação ao aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, e de Goiânia, em Goiás.
ARQUIVADO
O Ministério Público de São Paulo arquivou denúncia contra a sede brasileira da SFK (Success For Kids), ONG que tem a popstar Madonna como uma das maiores financiadoras. O promotor Marcelo Duarte Daneluzzi argumentou não haver evidência de uso de verba pública e nem de desvio de finalidade nas atividades do instituto, como apontava a acusação registrada na Promotoria.
"ÓSCAR"
O arquiteto e comunista Oscar Niemeyer se rendeu aos ianques. A revista "Nosso Caminho", que ele edita com a mulher, Vera Lúcia, terá um encarte em inglês a partir da próxima edição. O lançamento é hoje, no escritório dele, no Rio.
MÃO NA TAÇA
O São Paulo F.C. pretende levar algumas das taças do clube para a pré-estreia do filme "Soberano", sobre os seis títulos brasileiros do time. A sessão será no dia 13, no shopping Jardim Sul. O passado não recomenda: em 2007, quando lançou longa sobre o título mundial de 2006, o Internacional transportou o troféu para cinemas Brasil afora e parte do caneco acabou se soltando -um tubo de Super Bonder passou a dividir a mala com a taça.
DUPLA METRAGEM
Com a estreia de "Soberano", prioridade do departamento de marketing do Tricolor, subiu no telhado a ideia de fazer um documentário sobre o estádio do Morumbi, que completa 50 anos em outubro. O filme seria dirigido por Aníbal Massaini.
DANDO UMA MÃOZINHA
A apresentadora Glória Maria será a mestre de cerimônias do evento beneficente Les Chefs et Décors no dia 29 de setembro, no Terraço Daslu. O jantar, organizado por Regininha Moraes Waib, tem renda revertida para o Projeto Velho Amigo, de apoio a idosos.
MODA DE FILHOTES
A grife Ronaldo Fraga para Filhotes fez desfile na sexta durante a Fashion Weekend Kids, no shopping Iguatemi. Na passarela, os filhos do chef Alex Atala, Joana e Tomás, que estavam com a mãe, Márcia Lagos. Antonio, filho do músico Max de Castro, também desfilou.
OLHO NAS COCHEIRAS
Os apresentadores Luciano Huck e Angélica levaram o filho Benício à final do campeonato de hipismo Global Champions Tour, no Athina Onassis International Horse Show, no sábado, no Rio. A atriz Fernanda Torres também levou o filho Antonio. O humorista Hélio de la Peña e a empresária Bethy Lagardère compareceram.
BANDEJÃO
A organização do casamento de Camila Vicintin, neta de Ermírio Pereira de Moraes, do Grupo Votorantim, com Humberto Vallone, no sábado, montou uma sala de refeições só para servir as dezenas de pilotos de helicópteros e motoristas que levaram os convidados da cerimônia. Na entrada, seguranças usavam iPads para checar os nomes na lista.
A festa, para 1.100 pessoas, aconteceu na fazenda da família, no interior de São Paulo, e teve cardápio -com leitões marinados e codorna desossada- assinado pela banqueteira Andrea Fasano.
CURTO-CIRCUITO
André Lara Resende e José Eli da Veiga participam de debate do lançamento do livro "O que os Economistas Pensam sobre Sustentabilidade", organizado por Ricardo Arnt, hoje, às 19h30, na Livraria da Vila da alameda Lorena.
A exposição "Mind the Gap", de Ana Lucia Mariz, será inaugurada hoje, a partir das 19h, na Imã Foto Galeria, na Vila Madalena.
A galeria Mizrahi será inaugurada hoje, às 19h30, na alameda Gabriel Monteiro da Silva, com vernissage da mostra "Olhares Detidos".
O conde alemão Anton Wolfgang Von Faber-Castell participa hoje de jantar no antiquário Stile Doc para o lançamento da Caneta do Ano.
Oskar Metsavaht inaugura amanhã mais uma loja da Osklen em Tóquio.
DIÓGENES CAMPANHA, LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA (interinos)
DORA KRAMER
Inépcia ou dolo
Dora Kramer
O Estado de S.Paulo - 31/08/2010
A Polícia Federal não divulga o nome e mantém sob sigilo a profissão, mas localizou em São Paulo um suspeito de comandar esquema que se utiliza de informações da Receita Federal obtidas a partir da delegacia de Mauá, para extorquir dinheiro de gente que tenha algum tipo de problema com o Imposto de Renda.
A pessoa em questão está sendo vigiada e, com autorização da Justiça, tem suas conversas telefônicas gravadas pela PF. De posse dos dados, o homem procuraria os contribuintes que tiveram sigilo violado identificando-se como funcionário da Receita e se ofereceria para "resolver o problema" mediante uma quantia a combinar.
Essa é uma das linhas de investigação do caso descoberto quando informações fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, foram parar numa papelada que faria parte de um dossiê elaborado por petistas para tentar atingir a campanha presidencial dos tucanos.
O problema dessa versão - que em alguma medida até explicaria o silêncio das pessoas (não políticos) que tiveram seus sigilos violados na delegacia da Receita em Mauá - é que acaba parecendo conveniente demais para o PT, pois tiraria conotação político-eleitoral do episódio e o colocaria exclusivamente no campo criminal.
Tudo certo, caso a Receita tivesse alguma vez nos últimos dois meses aludido à hipótese de as acusações que assombravam o comitê de campanha de Dilma Rousseff nada terem que ver com a disputa eleitoral, pois as investigações da PF apontavam para crime comum.
O PT e a candidata falaram primeiro em inexistência de quebra de sigilo e depois em "factoide" da oposição.
Mas nestes mais de 60 dias de inquérito aberto, só agora, depois de conhecida a violação de mais três pessoas ligadas a José Serra, aparecem versões sobre extorsão. Como quem tem uma boa ideia depois de ver reportagens sobre a venda de informações sigilosas em CDs no centro de São Paulo.
Não é impossível que a PF tenha realmente um suspeito em vista, mas está parecendo que foram misturados alhos com bugalhos por conveniência.
Com base no histórico de casos anteriores, se for isso mesmo logo aparecerá o nome de um culpado para ser punido e encerrado o assunto.
Mas desta vez é mais complicado, pois quando um santo é vestido, livrando a campanha da suspeita de espionagem, outro é posto nu ao deixar patente que o Estado ou é inepto ou criminoso: não assegura a privacidade do cidadão e ainda esconde da sociedade os fatos.
Olhar estrangeiro. Enquanto a academia brasileira de um modo geral se abstém de analisar o quadro, de fora de quando em vez aparecem diagnósticos proveitosos.
Em entrevista ao jornal Folha S. Paulo, o diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, Ricardo Hausmann, diz que o Brasil tem ótimo potencial de crescimento, um setor privado muito forte, mas que o governo, apesar de ter administrado bem a crise econômica mundial de 2008, comete equívocos fatais com base em sucessos pontuais interpretados como sinal de êxito total.
Segundo ele, o Brasil é dos países que ficam arrogantes quando as coisas começam a parecer bem encaminhadas. "Parecem acreditar num mundo de fantasia."
Por exemplo: "Só porque o País teve por um trimestre uma taxa de crescimento de 7%, o Brasil é agora a nova China, Lula é o gênio das finanças e nenhum dos problemas anteriores existe mais."
O economista elogia o cuidado de Lula em 2002 de ter transmitido confiança ao setor privado, mas critica a atitude atual, menos cuidadosa e "mais ideológica". Para ele, a administração "macro" é insustentável por um defeito comum ao que conduz também a linha da política externa.
"Agora que o País é grande pode ir para a cama com Ahmadinejad ou hospedar Manuel Zelaya na embaixada em Honduras. É uma atitude de que o Brasil agora é diferente e, portanto, pode confrontar o senso comum. Esse tipo de arrogância tem sido desastrosa na política externa e pode ser desastrosa para a administração macroeconômica."
MERVAL PEREIRA
Disputa por espaço
Merval Pereira
O Globo - 31/08/2010
O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.
A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado.
Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições.
Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.
O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.
Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.
Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.
O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.
No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).
Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vanbia (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).
Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado “fichasuja”), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB—;Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.
Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.
Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo.
O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff.
O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins.
E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.
Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB.
O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.
O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado.
Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.
MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO
Quatro consórcios apresentam propostas para extensão do metrô
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/10
O Metrô de São Paulo recebeu ontem quatro propostas para a extensão da linha 2-verde, entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, por meio de metrô leve.
Os consórcios Metropolitano (liderado pela Delta), Prolongamento Linha 2-verde (liderado pela Andrade Gutierrez), Monotrilho Tiradentes (liderado pela Odebrecht) e Expresso Monotrilho Leste (liderado pela Queiroz Galvão) apresentaram propostas, que já estão em análise.
Se as propostas estiverem de acordo com as exigências do edital e não houver nenhuma paralisação administrativa ou judicial no processo, o vencedor será anunciado nas próximas semanas.
No total, o trecho em metrô leve terá 23,8 km de extensão e o percurso que atualmente é feito em duas horas poderá ser realizado em 50 minutos. Cerca de 500 mil usuários serão beneficiados.
Os custos de implantação e o tempo de construção de um projeto com monotrilho são menores do que os metrôs subterrâneos. Sem contar que são necessárias menos desapropriações.
OS GRUPOS
- Metropolitano - Liderado pela Delta
- Prolongamento Linha 2-verde - Liderado pela Andrade Gutierrez
- Monotrilho Tiradentes Liderado pela Odebrecht
- Expresso Monotrilho Leste
- Liderado pela Queiroz Galvão
- 23,8 km é a extensão do monotrilho que está em licitação
"UPGRADE" PARA A PRIMEIRA CLASSE
A operação brasileira da British Airways resgatou, no primeiro semestre, a mesma taxa de ocupação que possuía antes da crise, no patamar de 80%. A aérea sofreu com a retração do orçamento das empresas para viagens corporativas. Além da queda da frequência nas viagens de executivos, houve um "downgrade" de cabines, segundo José Coimbra, diretor da BA no país. Executivos migraram da primeira classe para a executiva ou da executiva para a econômica. "O canal que mais caiu foi o corporativo. Então, focamos o lazer." Entre as estratégias de reação houve um realinhamento de tarifas e maior parcelamento.
Mamma... A Itália participa com 12 empresas da próxima edição da Rio Oil & Gas (13 a 16 de setembro), O foco está nas descobertas do pré-sal e na indústria química e petroquímica brasileira. "Desenvolvemos uma indústria de ponta e estamos atentos a oportunidades e ao desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil", diz Giovanni Sacchi, diretor do ICE para o Brasil.
...mia Os italianos desenvolveram tecnologia para a fabricação de válvulas, tubos e conexões e de softwares de gestão e organização do trabalho nas plataformas. Hoje, mais de 80% das cerca de 600 empresas italianas do setor, operam no exterior e mais de 90% de seu faturamento vem de atividades externas.
Prova De 31 de junho a 16 de agosto, foram registrados 18 mil novos contadores no país, segundo o Conselho Federal de Contabilidade. O número se deve à aprovação, em junho, de lei que instituiu a obrigatoriedade de exame de suficiência. Cerca de 450 mil novos profissionais devem se registrar até 29 de outubro.
Construção Com uma nova unidade em Santo André (SP), a Esser Incorporações chega à região do ABC com foco no segmento econômico. O fluxo de lançamentos da companhia para o segundo semestre deste ano foi intensificado, com um VGV (Valor Geral de Vendas) total de R$ 440 milhões.
Enron O livro "O Que Se Passa na Cabeça dos Cachorros e Outras Aventuras" (ed. Sextante, 398 págs.), de Malcolm Gladwell, que escreve colunas para "The New Yorker", não é exatamente sobre economia. Gladwell é um grande contador de histórias. O original capítulo que trata da derrocada da Enron e o artigo que traça o perfil de Nassim Taleb, ex-operador de Wall Street, hoje professor, já valem a leitura.
Burocracia das leis comerciais pode diminuir
A burocracia em torno do número de normas que regulamentam as leis comerciais, como registros de empresas e atos sociais, pode diminuir.
A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, contratou o escritório Martinelli Advocacia Empresarial para apresentar uma proposta de consolidação das normas.
O objetivo é desburocratizar e agilizar os processos.
"Estamos analisando todas as instruções normativas que existem para unificá-las em uma linguagem de fácil compreensão", diz a advogada Juliana Martinelli.
Hoje, existem mais de cem instruções normativas que regulamentam o registro mercantil. "As empresas têm de obedecer um número grande de atos sociais. O processo é muito demorado."
O estudo, que começou em março, deve ser finalizado até o final deste ano. "As análises mostram que existem normas repetitivas, de difícil compreensão e às vezes contraditórias", diz Martinelli.
Além de consolidar as normas, o estudo irá adequá-las ao registro digital, que permitirá o compartilhamento de dados entre as Juntas Comerciais e a Receita Federal.
LIBERDADE PARA VIAJAR
Os brasileiros podem visitar 130 países sem a necessidade de visto de entrada, de acordo com levantamento da Henley & Partners, empresa especializada em migração internacional e planejamento de cidadania.
O número garante a 28ª posição em ranking global, concluído neste mês, que avaliou a liberdade para viajar dos cidadãos de 193 países e territórios.
A lista é liderada pelo Reino Unido. Os britânicos podem ingressar em 166 países sem visto, aumento de seis destinos ante o ano passado. O segundo lugar ficou com a Dinamarca (164) e o terceiro, com a Suécia (163).
Os Estados Unidos (159) caíram três posições e ficaram com o sétimo lugar neste ano. Os afegãos seguem no final da lista, pois possuem a menor liberdade de deslocamento do mundo, com acesso sem visto a 26 países.
MANUSCRITO
O conde Anton Wolfgang Von Faber-Castell, proprietário e presidente da marca alemã Faber-Castell, veio ao Brasil nesta semana para o lançamento da caneta modelo 2010 da linha premium da marca.
Com um sistema de carga e pena elaborado à mão, madeira de noz caucasiana e ouro, nenhuma caneta é igual a outra.
As canetas custarão cerca de R$ 15 mil cada uma e serão vendidas por poucas lojas representantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.
"O mercado brasileiro tem potencial no segmento premium", diz Faber-Castell. O país está na liderança em linha básica para a empresa no mundo. A companhia vende 1,5 bilhão de lápis por ano no Brasil.
SONIA RACY - DIRETO DA FONTE
Bola dentro
Sonia Racy
O Estado de S.Paulo - 31/08/2010
O Corinthians sai no lucro antes mesmo do estádio da abertura da Copa de 2014 ficar pronto. O time vendeu os direitos de nomear a arena para a Odebrecht, construtora do complexo, por nada menos que R$ 100 milhões.
A empreiteira terá o direito de comercializar o "naming rights"da nova casa, segundo contrato a ser assinado. Caso ela venda este direito por mais de R$ 100 milhões, a empresa fica obrigada a dividir o "a mais" com os cofres do alvinegro de Andrés Sanchez.
Receita caseira
Quase sem voz por causa do ar seco, Orlando Silva faz tratamento a base de gengibre, própolis e mel. Tenta se poupar para a festa do Corinthians, hoje, no Anhangabaú.
Várzea
Não passou despercebido o patrocínio que a Brahma colocou nas camisetas dos jogadores de um campeonato amador de futebol. O Código de Ética da Publicidade proíbe a divulgação de bebida em uniformes de esportes olímpicos. O jogo terminou com advertência do Conar ao anunciante.
Sequelas
A Defensoria Pública entra com processo contra o Estado de São Paulo, o Hospital São Luiz e o time do São Paulo. Pede indenização para Sidney Gratuliano Moreira. Ele foi atingido, em 2005, por balas de borracha da PM, no Estádio do Morumbi, durante a final da Libertadores. Teve afundamento craniano e possui grave problema neurológico.
Com 29 anos e sem emprego, o torcedor vive em Carapicuíba, Grande SP, com a mãe que também não pode trabalhar.
Cortada
O Cipriani de Nova York enfrenta uma grave crise e duas de suas filiais serão fechadas para o pagamento de dívidas. Apenas as casas da rua 42 e a de Wall Street ficarão abertas.
Cabo de guerra
Em reunião sábado, a associação dos frequentadores do Parque da Água Branca protestava contra a construção de um deck na área das nascentes existentes no bosque. Consultado, Toninho Teixeira, diretor do parque, garante que o projeto está amparado em laudos oficiais, preservando a mata e revitalizando o espaço. O trabalho começa na semana que vem.
Inspira... expira
Vizinhos da academia Pulsarte, no Alto de Pinheiros, estão tendo que conviver com música altíssima. O local não tem alvará de funcionamento e foi multado três vezes. Caso não solucione o problema, a subprefeitura de Pinheiros promete "malotamento" da entrada.
Indagada, a academia afirma estar em fase final de regularização.
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Guga Kuerten atendeu a uma solicitação especial, no meio do jogo contra Yevgeny Kafelnikov, sábado, em Floripa. Uma criança na arquibancada pediu pedaço da banana do tenista.
Sem titubear, Guga dividiu sua fonte de potássio com o mini-fã.
Como antes
A tradicional Sala Funarte - Guiomar Novaes, no centro de São Paulo, volta a ser ocupada pela música. Mesclando apresentações semanais eruditas e populares. Mario Ficarelli, Paulo Braga e Eneida Soller são os curadores.
Número zero
Empresário do setor de futebol, que adora a noite, está proibido de entrar no Bar Número, a badalada casa de Fernanda Barbosa e Marcos Campos: saiu no braço com outro frequentador. Tiveram que chamar a polícia.
Padaria
Em salões de São Paulo já virou moda. Mulheres pedem o mesmo corte de cabelo de Dilma, criado por Celso Kamura.
O nome? Panetone invertido.
Na frente
A Brown Forman anuncia suas operações no Brasil hoje com almoço no D.O.M.
Tem debate hoje do livro O que os Economistas Pensam sobre Sustentabilidade.
Entre André Lara Resende e José Eli da Veiga. Na Livraria da Vila dos Jardins.
Mayer Mizrahi inaugura nova galeria hoje. Nos Jardins.
Daniel Piza autografa amanhã Noites Urbanas. Na Livraria da Vila dos Jardins.
Vanessa Montoro lança hoje sua primeira coleção no salão de Marcos Proença.
Bastou Lula reclamar de frio para o ar condicionado do Palácio do Planalto pular de 15ºC para 21ºC. Pedido das funcionárias...
PAINEL DA FOLHA
Marina em novo tom
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 31/08/10
O programa de Marina Silva (PV) hoje será um apelo ao eleitor. "Os (outros) dois candidatos fazem chantagem emocional (...). Criam duas novelas. Numa o Brasil é todo azul, na outra é cor de rosa", dirá Marina. "No Brasil real, a coisa é muito diferente." O fecho: "Confio em você pra gente decidir esta eleição num segundo turno, com tempo igual pros candidatos".
A guinada na propaganda resulta da avaliação de que a queda de José Serra (PSDB) e o "já ganhou" de Dilma Rousseff (PT) criam uma janela de oportunidade para Marina. Desde o final da semana passada, a senadora martela em eventos públicos o discurso de que haverá segundo turno "entre duas mulheres".
Sorry 1 Assim como em ocasiões anteriores, candidatos a deputado federal e estadual do PSDB souberam apenas na undécima hora que José Serra visitaria Minas ontem. A diferença é que, desta vez, poucos toparam cancelar suas agendadas para acompanhá-lo.
Sorry 2 Na expectativa de reunir o maior número de prefeitos no evento pró-Serra e Alckmin a ser realizado amanhã em São Paulo, o PSDB telefonou até para o coordenador da campanha de Dilma no Estado, Du Altimari (PMDB), de Rio Claro.
Uma mão... Entusiastas da aproximação PMDB-Gilberto Kassab, flerte interpartidário do momento, ponderam que a eventual migração do prefeito de São Paulo seria lucrativa para ambas as partes. Dono do maior estoque de votos do DEM, Kassab daria ao PMDB um dos poucos atributos que lhe faltam: densidade eleitoral no principal Estado do país.
...lava a outra O PMDB, por sua vez, representaria para Kassab uma alternativa tanto à decadência do DEM quanto à perspectiva de entronização de Geraldo Alckmin no PSDB paulista.
Que fase! Por ora, o placar de 2010 não está bom para Duda Mendonça. Hélio Costa (PMDB), principal investimento do ex-marqueteiro de Lula, é ameaçado por Antonio Anastasia (PSDB) na disputa pelo governo de Minas. Fernando Pimentel (PT) amarga um distante terceiro lugar na corrida pelo Senado. Em São Paulo, Paulo Skaf (PSB) permanece nanico. E, em Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) perdeu a liderança para Carlos Gaguim (PSB).
Com O projeto de Orçamento para 2011, que chega hoje ao Congresso, prevê reajuste do salário mínimo pela variação da inflação.
Sem O texto não inclui recursos para reajustes de servidores do Executivo, Legislativo, Judiciárioou Ministério Público. Os dois últimos reivindicam 56%.
Bancada familiar Se Rosalba Ciarlini (DEM) e Garibaldi Alves Filho (PMDB) saírem vitoriosos, respectivamente, para governo e Senado no Rio Grande do Norte, como indicam as pesquisas, o peemedebista voltará a Brasília com força dupla: o suplente de Rosalba no Senado é o pai de Garibaldi.
Fazer o quê? O avanço de Beto Richa (PSDB) nas pesquisas no Paraná produz um efeito curioso: à exceção de Roberto Requião (PMDB), nenhum outro membro da chapa adversária, encabeçada por Osmar Dias (PDT), ataca o tucano com vigor. No Planalto, avalia-se que a situação no Paraná é mais difícil do que em Minas Gerais.
Timing No diagnóstico de aliados, Osmar, que negociou durante meses simultaneamente com petistas e tucanos até decidir, quase na data-limite, lançar-se ao governo e dar palanque a Dilma, perdeu tempo precioso.
Papelada Para advogados dos partidos, o indeferimento de 25% dos 3.350 inscritos para o pleito em São Paulo é reflexo da burocracia -candidatos estariam obrigados a providenciar até oito certidões. O Ministério Público sustenta que a exigência está explícita na minirreforma eleitoral, o que invalidaria queixas sobre prazos.
com LETÍCIA SANDER e FABIO ZAMBELLI
tiroteio
A máquina pública produz efeito devastador nesta eleição. Querem que a oposição abandone a campanha para virar polícia, fiscalizando o flagrante abuso de poder.
DA SENADORA KÁTIA ABREU (DEM-TO), reclamando das dificuldades enfrentadas por "demos" e tucanos diante de adversários do campo lulista.
contraponto
Item de colecionador
Ao descer do elevador na visita à favela Dona Marta, Lula foi abordado por um funcionário da Cedae, companhia de saneamento do Rio, que distribuía água aos presentes. Depois de beber, o presidente autografou o copo e o devolveu ao funcionário, que abriu um sorriso e disparou, levando os presentes às gargalhadas:
-Vou vender para o Eike Batista e ganhar uma nota!
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