sábado, dezembro 22, 2012

O ônus do acerto - IGOR GIELOW

FOLHA DE SP - 22/12


BRASÍLIA - Ao rejeitar a prisão imediata dos condenados pelo mensalão, Joaquim Barbosa mostrou que nem sempre está disposto a se assumir como uma versão tribunal superior do juiz Dredd.

Personagem clássico dos quadrinhos, maltratado em duas adaptações medonhas para o cinema, Dredd vive numa violenta distopia em que magistrados são, ao mesmo tempo, policiais, promotores e executores de pena -invariavelmente duras, geralmente de morte pelas mãos do próprio juiz.

Se foi técnica e merece aplauso, a decisão também tem caráter político. Pois, se calou aqueles que suspeitavam de seu "ativismo", o suspense sobre o que Barbosa faria deu um "calor" nos condenados e seus advogados, que perderam a noção do ridículo e se comportam como vedetes de um teatro do absurdo.

Como tudo na vida, há um ônus mesmo num ato correto. É o fato de que os condenados ganharam talvez dois meses ou mais para eventualmente planejar uma fuga.

Claro que seus advogados vão negar tal hipótese, probos que são seus clientes, e o próprio Barbosa se diz convencido de que a retenção de passaportes seja medida suficiente.

Só que não é. Com dinheiro e contatos, algo que não falta a boa parte dos condenados, qualquer um consegue documentos falsos e se aproveita da porosidade de nossas fronteiras no Sul e na região amazônica.

E para os ideologicamente motivados do bando, a Venezuela chavista, o Equador e o museu dos Castro em Cuba estão logo ali. Como disse um figurão petista em uma festa de fim de ano nesta semana: "Não sei por que eles não vão embora logo".

A possibilidade apavora a Polícia Federal, que ficaria com a conta política de uma fuga. Como não foi incumbida pelo Supremo para, digamos, ter um agente colado em cada condenado, resta à PF confiar no monitoramento de seus serviços de inteligência. E isso pode falhar.

2013, o ano do gás natural no Brasil - PAULO PEDROSA



O ESTADÃO - 22/12

O ano de 2012 foi um marco no setor elétrico, com a reversão da tendência de encareci- mento da energia, historicamente considerada um veículo de políticas públicas e instrumento de arrecadação. Com isso, começamos a recuperai" parte da capacidade do País de promover seu desenvolvimento econômico e social a partir de um potencial único de energia sustentável e a baixo custo. O governo federal mostra que passou a entender a energia como fator determinante para a competitividade da economia. Em recente reunião com associações do setor, o ministro Edison Lobão deixou claro que os investidores do setor elétrico serão atendidos em muitos pleitos, mas precisam ter em mente que o consumidor é a prioridade e que a indústria precisa de competitividade.

Nesse sentido, a Medida Provisória (MP) 579 propôs a renovação das concessões, de forma que o consumidor não pagasse mais pelos ativos amortizados, e reduziu encargos setoriais. Com isso os consumidores vão economizai" algo próximo de RS 20 bilhões em suas contas de energia elétrica em 2013, uma redução média de 20%. Para a indústria, as contas vão cair entre 9% e 16%. Essa é uma queda importante, mas a grande indústria, que é a base das cadeias produtivas, foi apenas cm parte atendida.

Os custos de produção precisam continuar caindo. O próximo passo deve ser a redução dos preços do gás natural e a extinção de novos encargos. Neste momento em que o governo mostra disposição de utilizar mais recursos do Tesouro Nacional para preservai" o esforço de redução do custo de energia, uma importante alternativa a considerar a absorção, pelo Tesouro, dos custos excepcionais dc geração termoelétrica, a redução integral da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), o abatimento dos custos da energia subsidiada pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Só o Encargo de Serviços do Sistema (ESS), para cobrir a geração térmica, deve atingir RS 24 bilhões este ano, um custo médio de RS 5,3 por MWh, que proporcionalmente encarece mais os custos da energia da indústria

Estamos claramente em desvantagem em relação aos nossos competidores internacionais também no que diz respeito ao gás natural. Pagamos em torno de US$ 14 por milhão de BTU (unidade de medida do gás), o 8.° maior preço do mundo. Diante dessa realidade, em 2012 a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) se preparou para o debate do gás natural e liderou o lançamento do projeto +Gás Brasil, em parceria com associações do setor e patrocínio de nove grandes indústrias brasileiras. Uma série de estudos com renomadas consultorias foi realizada e, após mais de 60 entrevistas com todos os agentes da indústria do gás natural, chegamos à proposição de uma agenda de mudança que, mais do que baixar preços, trará ao País investimentos de forma estruturada

Entre as propostas do +Gás Brasil está a criação de âncoras de consumo de gás e a atualização do uso de termoelétricas na base do sistema (ou seja, durante todo o ano). A crise atual de hidrologia traz uma oportunidade para que o governo repense a forma de leilões de novas usinas e os faça regionalmente. Com isso, poderia dar ainda mais segurança ao setor elétrico ao mesmo tempo que incentivaria a produção do gás por diferentes agentes. Bastaria criar clusters de consumo que unissem termo elétricas e grandes indústrias. Além disso, poderia resolver o problema do risco hidrológico, agravado pelo fato de que as restrições ambientais impedem a construção de novas usinas com reservatórios. Além de mais segurança energética, os próprios investidores de gás natural poderiam contar com contratos de longo prazo que viabilizassem a exploração do combustível dirigida para a geração termoelétrica e para o consumo industrial.

Seguindo a tendência iniciada neste ano, 2013 pode ser o ano do gás natural no Brasil: o ano em que consolidaremos uma política pública para este energético que está redefinindo a geopolítica global, assegurando novas bases para a indústria e a economia brasileiras.

Crescer ou crescer - PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

O GLOBO - 22/12



Fundamental é, sem dúvida, o crescimento econômico



O ano de 2012 termina com uma grande decepção: o baixo crescimento econômico do Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, a economia cresceu a taxas medíocres e até agora não há sinais convincentes de retomada da atividade no seu conjunto. Aqui e ali, apareceram alguns sinais positivos, mas chegamos ao fim do ano sem a superação inequívoca do quadro de semiestagnação.

Não era o que se esperava. O governo reviu para baixo diversas vezes as suas projeções de crescimento ao longo do ano. A maioria dos analistas previa o começo da recuperação para o segundo semestre, mais tardar último trimestre do ano. O “staff” do FMI, por exemplo, esteve no Brasil e preparou relatório prevendo a recuperação no curto prazo.

Uma das razões desse consenso era a percepção de que certas medidas de estímulo adotadas pelo governo teriam de produzir efeito antes do fim do ano. Entre essas medidas, se destaca a diminuição das taxas de juros. Desafiando a sabedoria convencional, a Fazenda e o Banco Central trabalharam de modo coordenado para viabilizar uma queda sem precedentes dos juros no país — mas o crescimento não veio, pelo menos não de imediato.

Não quero dizer que a queda das taxas de juros não tenha sido de grande importância. Ela contribuiu para depreciar o real, ajudando a corrigir uma distorção que minava a competitividade externa da economia. Além disso, juros menores têm importante efeito positivo sobre o custo da dívida do governo. E, como o setor público é credor líquido em moeda estrangeira, a desvalorização cambial também afetou positivamente as finanças públicas. Com o novo patamar de juros e câmbio, diminuiu consideravelmente o superávit primário requerido para estabilizar a relação dívida pública/PIB. Diminuiu também o custo de carregamento das volumosas reservas do país.

Tudo isso é muito bom, mas o fundamental é o crescimento econômico. Para um país em desenvolvimento como o Brasil, com longo caminho a percorrer, não há opção: é crescer ou crescer. Somos a sexta ou sétima maior economia. Mas em termos de renda por habitante estamos ainda muito atrás dos países avançados. Sem crescimento a taxas elevadas, não há como melhorar de forma sustentada a qualidade e o nível de vida da população. Não há como erradicar a pobreza em que ainda vive boa parte dos brasileiros.

Políticas sociais, de cunho distributivo, são indispensáveis. Muito pode ser alcançado em desenvolvimento social com políticas desse cunho, como mostra a experiência brasileira nos últimos dez anos. Mas não se pode ter ilusões: no longo prazo, o que realmente faz diferença é o crescimento. E crescimento de longo prazo implica aumento do investimento e da produtividade.

Com crescimento medíocre tudo fica mais complicado. Sofre a geração de empregos e renda. O ajustamento das contas públicas se torna mais difícil. Os conflitos se intensificam. O horizonte se estreita.

O crescimento não é solução para tudo, mas sem crescimento não há solução para nada.

China, discutindo a relação - KÁTIA ABREU

FOLHA DE SP - 22/12


Temos nos mantido à distância da China, como um convidado de 2ª classe à festa do seu crescimento


A China é hoje, indiscutivelmente, uma força econômica dominante no mundo e sua influência e poder vão se manter ou até ampliar nos anos que se seguirão.

Mesmo com o fim da crise do euro e com a esperada recuperação dos Estados Unidos, há muita gente qualificada afirmando que essas duas grandes economias entrarão num longo período de baixo cres-

cimento, por razões estruturais que transcendem as próprias crises atuais.

A China, ao contrário, prepara-se para dobrar o valor de seu Produto Interno Bruto até 2020, mantendo um ritmo anual de crescimento entre 7% e 8%. Esse desenho da economia para o futuro próximo tem consequências para o Brasil que não podem ser ignoradas.

Mas nós estamos tão acostumados a ver o centro do mundo na Europa e na América do Norte que não estou certa de que essa recomendação elementar será de fato observada.

Até agora, nossas relações com a China têm sido marcadas pela passividade, pela resignação e pelo medo. Se forem esses os sentimentos que continuarão nos orientando daqui para a frente, vamos deixar de nos beneficiar das oportunidades que a expansão chinesa naturalmente pode proporcionar.

Nosso intercâmbio com a China, hoje, é no mínimo assimétrico. Nossas exportações cresceram extraordinariamente nos últimos dez anos, é verdade, passando de pouco de mais de US$ 1 bilhão, em 2000, para US$ 44 bilhões, em 2011. Nossas importações chegaram a US$ 28 bilhões, no mesmo período, proporcionando ao Brasil um superavit de US$ 16 bilhões.

Mas nossas exportações, até agora, estão fortemente concentradas no complexo soja e no minério de ferro, enquanto nossas importações são bastante diversificadas, incluindo itens de alta tecnologia nas áreas de eletroeletrônicos, material de telecomunicações e bens de capital.

Ou seja, ficamos maravilhados com o tamanho e o dinamismo do mercado chinês, mas quem está ocupando verdadeiramente um merca do de consumo são os chineses.

As receitas cambiais proporcionadas pela soja e o minério de ferro são muito úteis ao Brasil e dólares e yuans têm o mesmo valor, independentemente da mercadoria pela qual sejam trocados. Mas é impossível não perceber que os chineses têm sido muito melhores vendedores do que nós.

E, se tudo continuar como está, de nada nos adiantarão as perspectivas de crescimento do mercado interno chinês, com a nova ênfase no consumo doméstico e na urbanização acelerada na década em curso.

A China é um mercado difícil, pois não é uma economia inteiramente aberta, e tem uma forte propensão à autossuficiência.

Com uma população de 1 bilhão e 400 milhões de pessoas para alimentar e com escassez de água e terras aráveis, suas importações agrícolas representam apenas 5% de suas importações totais.

Sua indústria avançou muito em inovação e produtividade e é, hoje, altamente sofisticada.

Mas seu próprio tamanho e sua necessidade de inserção na economia global vão forçar mais abertura comercial. E o Brasil não pode deixar de participar, de um modo muito mais ativo e com uma pauta muito mais diversificada.

Ocorre que a China é um país ainda estranho para nós -talvez para todo o mundo.

Por isso, precisamos nos aproximar mais, para melhor conhecê-la. Infelizmente, temos nos mantido à distância, como um convidado de segunda classe à festa do seu crescimento. Empresários e governo devem mudar sua posição.

O Itamaraty tem enviado para chefiar nossa embaixada os melhores e mais qualificados diplomatas de seu ótimo quadro, mas as ambições de nossa representação têm se mantido modestas. Enquanto temos 18 diplomatas em Londres, 24 em Paris e 15 em Roma, em Pequim são apenas 13.

Não é difícil deduzir a lógica dessa distribuição. Ela apenas reitera que, para nós, o centro do mundo ainda não saiu da Europa e a Ásia continua tão longínqua quanto nos tempos de Marco Polo.

Minha conclusão não pode ser outra: quando o assunto é a China, tudo ainda está por fazer.

O CNE enfrenta a Fifa - EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S. PAULO - 22/12


Por unanimidade, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou parecer que recomenda às instituições públicas e privadas de ensino de todo o País a manutenção do calendário escolar durante a realização da Copa do Mundo de 2014. O parecer foi enviado ao ministro da educação, que poderá homologá-lo ou não.

A iniciativa do CNE colide frontalmente com a Lei Geral da Copa. Imposta pela Fifa, essa lei interfere em competências constitucionais dos Estados e municípios, obrigando, por exemplo, a rede de ensino fundamental, médio e superior a conceder férias escolares durante o período entre a abertura e o encerramento do evento esportivo. Para a Fifa, a suspensão das aulas é necessária para amenizar problemas de trânsito e, com isso, assegurar o "sucesso da competição". Para o relator da lei, deputado Vicente Cândido (PT-SP), as mudanças no calendário escolar não causarão prejuízos para os alunos. Diretores de escolas e membros do CNE têm entendimento oposto. Segundo eles, a Lei Geral da Copa criou uma camisa de força que desorganiza o planejamento escolar e "sufoca a liberdade de ensinar e aprender".

Na época em que o presidente Lula enviou à Fifa um ofício informando que a União aceitava todas as imposições da entidade, o governo foi acusado de negociar questões de soberania, abrindo caminho para a imposição de privilégios e medidas absurdas, que desorganizam as competências dos entes federativos. O parecer do CNE retoma essa discussão e, entre os argumentos que invocou, dois merecem destaque.

O primeiro argumento é jurídico. O CNE lembra que a Lei Geral da Copa passa por cima de normas fundamentais da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação. Uma dessas normas estabelece a carga horária de 800 horas-aula por ano, distribuídas por um período de 200 dias. Outra norma dá às autoridades educacionais autonomia para definir o calendário escolar. E como pela Constituição a educação é prioritária, a Lei Geral da Copa não pode se sobrepor à LDB, diz o autor do parecer, Mozart Ramos.

O segundo argumento envolve o teor e o alcance da política educacional do País. Definido por diretores de escolas e pedagogos, o calendário escolar leva em conta as peculiaridades climáticas, sociais e econômicas de cada região, não podendo ser mudado - sob o risco de prejudicar o processo de aprendizagem dos alunos - e muito menos deve ser mudado para atender aos interesses comerciais de uma empresa internacional privada. A Fifa quer que as férias escolares sejam de um mês, durante o período de 12 de junho a 13 de julho de 2014. Mas, pelo calendário das escolas brasileiras, o recesso do meio do ano é de apenas 15 dias e ocorre em julho - não em junho.

"Por que uma criança de um município no interior de qualquer Estado brasileiro terá de ficar obrigatoriamente sem aula, por causa de uma partida entre Japão e Camarões em Brasília", indaga a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios. "Os sistemas de ensino no Brasil são diferentes. O verão no Rio Grande do Sul é diferente do verão no Rio de Janeiro. Nosso início de aula é sempre no fim de fevereiro, depois que as pessoas fazem suas viagens", diz Maria Eulália Nascimento, secretária adjunta de Educação do Rio Grande do Sul, depois de afirmar que não dá para antecipar o início das atividades didáticas de 2014.

O parecer do CNE que questiona a obrigatoriedade de suspensão das aulas durante a Copa do Mundo de 2014 tem o apoio de entidades educacionais, sindicatos de professores, mantenedoras de escolas e até das autoridades educacionais. Eles estão pressionando o Congresso a alterar a redação da Lei Geral da Copa, incluindo um dispositivo que dê a cada escola a prerrogativa de adaptar o calendário ao da Copa do Mundo.

Não se discute a importância desse evento, por causa de suas implicações econômicas, como dissemos recentemente. Mas isso não pode ser justificativa para que o sistema de ensino seja desorganizado nem para que as atribuições básicas dos municípios, dos Estados e da União sejam revogadas, contrariando expressamente a ordem jurídica.

"Pibão grandão" - EDITORIAL FOLHA DE SP

FOLHA DE SP - 22/12


Presidente Dilma quer que o PIB cresça pelo menos 4% em 2013, mas sua política econômica dificilmente trará expansão acima de 3%


A presidente Dilma Rousseff quer um "pibão grandão" em 2013. Sua expectativa de um crescimento de 4% no PIB foi manifestada no mesmo dia em que o Banco Central reduziu mais uma vez sua projeção para este ano, de 1,6% a 1%.

A se confirmar o prognóstico, o primeiro biênio do governo Dilma terá um crescimento médio de 1,8%. Um óbvio "pibinho".

Na tentativa de garantir os 4%, o Planalto recorre à sua receita preferida -até aqui ineficaz. O enésimo pacote de incentivos anunciado, com desonerações de R$ 6,8 bilhões, nada tem de inovador.

Prorrogou-se a redução do IPI para incentivar o consumo de bens duráveis. Estendeu-se ao comércio varejista a desoneração da folha de pagamento. O governo deixará de arrecadar R$ 40 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou para breve a simplificação do PIS/Cofins e a reforma do ICMS, esta para pôr termo à guerra fiscal entre unidades da Federação com o nivelamento paulatino das alíquotas interestaduais, até chegar a 4% em 2025.

Em troca, o governo federal reduzirá os juros das dívidas dos Estados e formará um fundo para compensar os que tiverem perdas. Mas a transição de 12 anos é longa demais, um indicador da dificuldade política de mudar o status quo entre os governos estaduais.

Mantega insiste que está em curso a construção de uma nova matriz econômica, ancorada em juros menores, desvalorização do real e, com menor ênfase, uso de certa folga nas contas públicas -propiciada pela redução da taxa básica de juros- para bancar desonerações de impostos.

Na falta de uma estratégia de longo alcance, instala-se a dúvida quanto ao fôlego dessas medidas para de fato mudar o padrão de crescimento, como pretendem Dilma e Mantega, e não só impulsioná-lo temporariamente. Os juros mais baixos acabarão por incentivar o investimento e a tomada de risco empresarial, um dia, mas persistem as restrições.

Uma delas é a dificuldade do governo em admitir sem meias palavras que depende do setor privado para alavancar investimentos. Outra é a inflação, que persiste acima de 5,5% e pode subir em 2013 se, como é provável, o PIB se acelerar.

No último relatório trimestral de inflação, o Banco Central reafirma o propósito de manter os juros baixos, mas alerta que os gastos governamentais em expansão e a moeda desvalorizada podem pressionar os preços.

É dado como provável que o PIB cresça cerca de 3% em 2013, mas o investimento seguirá abaixo de 20% do PIB, quando o necessário seria 25%. O "pibão" de Dilma não virá tão cedo.

Um obscuro contrato do governo de Brasília - EDITORIAL O GLOBO

O GLOBO - 22/12


Administração Agnelo Queiroz contrata sem concorrência firma de Cingapura a fim de fazer planejamento estratégico da capital federal para os próximos 50 anos



Não há justificativa aceitável, sob todos os aspectos envolvidos na questão, para a decisão do governo de Brasília de entregar, sem concorrência pública, a uma empresa de arquitetura de Cingapura o planejamento estratégico da capital federal nos próximos 50 anos. Anunciada em outubro e já consolidada pelo governador Agnelo Queiroz (PT), com a contratação do escritório Jurong Consultants, a iniciativa foi recebida com indignação por associações de arquitetos brasileiras e internacionais. E não por razões corporativistas.

Não passa despercebida a ironia de Brasília — Patrimônio da Humanidade há 25 anos, por decisão da Unesco — ser um símbolo da excelência da arquitetura nacional, um legado, celebrado internacionalmente, da obra de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. O Brasil tem excelentes arquitetos e urbanistas, escritórios altamente capacitados — e certamente mais identificados culturalmente com a cidade — para planejar o futuro da capital.

Mas, se a opção por uma empresa estrangeira tivesse o propósito de marcar uma posição não xenófoba do governo — postura saudável —, a reserva de mercado poderia ser confrontada pelo crivo da competência, com a abertura de uma concorrência internacional que recebesse propostas de candidatos de todo o mundo, inclusive, se o desejasse, do escritório de Cingapura. Estaria, assim, preservada a transparência do processo, em vez de se consagrar um caminho opaco, delineado entre quatro paredes.

Também pelo ângulo financeiro inexiste explicação convincente para a dispensa de licitação em negócio de tal vulto. O governo brasiliense decidiu, sem buscar a saudável competição do mercado, desembolsar o equivalente a quase R$ 9 milhões para o chamado “Brasília by Cingapura”, o projeto pelo qual o escritório contemplado planejará uma cidade aeroportuária, um polo logístico, um centro financeiro e a ampliação do polo industrial JK.

O empreendimento, que consumirá 18 meses de trabalho, terá implicações até 2060 na vida de uma cidade cuja população atual é de 2,5 milhões de pessoas. Não é empreitada que uma cidade contrate sem abrir o leque de opções, tanto para se definir por um projeto que mais se adeque às suas necessidades urbanísticas, quanto pela crucial obrigação de o poder público, dentro de suas responsabilidades, buscar o melhor preço na praça.

Por princípio, deve-se sempre ver com reservas operações milionárias fechadas com dispensa de licitação, instrumento eficaz contra dolos no âmbito da gestão pública. Mas o governador Agnelo Queiroz, personagem citado nas investigações em torno de Carlinhos Cachoeira, optou pela negociação obscura, mal explicada e de duvidosa valia para o futuro de Brasília e os cofres públicos.

PROGRAMAÇÃO ESPORTIVA NA TV - 22/12


9h30 - Inter de Milão x Genoa, Italiano, Fox Sports

10h - Umacon Zaragoza x Azkar Lugo, Espanhol de futsal, Esporte Interativo

10h45 - Wigan x Arsenal, Inglês, ESPN Brasil

11h15 - Bath x Saracens, Inglês de rúgbi, ESPN +

13h - Manchester City x Reading, Inglês, Fox Sports

13h - Newcastle x Queens Park Rangers, Inglês, ESPN Brasil

13h - Betis x Mallorca, Espanhol, ESPN

14h - Lille x Montpellier, Francês, SporTV 2

14h - Vôlei Futuro x Volta Redonda, Superliga masc. de vôlei, SporTV

14h30 - Perugia x Andreoli Latina, Italiano masc. de vôlei, Bandsports

15h - Valladolid x Barcelona, Espanhol, ESPN e ESPN +

15h30 - Liverpool x Fulham, Inglês, ESPN Brasil

16h - Osasco x Minas, Superliga fem. de vôlei, Esporte Interativo e SporTV

16h - São José x Paulistano, NBB, SporTV 2

17h - Lyon x Nice, Francês, ESPN e ESPN +

17h30 - Villa Cortese x Piacenza, Italiano fem. de vôlei, Bandsports

17h45 - Roma x Milan, Italiano, Fox Sports

17h45 - NAC x PSV, Holandês, ESPN Brasil

19h - UFJF x Minas, Superliga masc. de vôlei, SporTV 2

19h30 - Internacional x Cruzeiro, Brasileiro sub-20, SporTV

21h30 - Rio de Janeiro x Cruzeiro, Superliga masc. de vôlei, SporTV

23h30 - Detroit Lions x Atlanta Falcons, futebol americano, ESPN e ESPN +

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

“Menos mal. Assim posso passar o Natal com minha mãe”
Ex-ministro José Dirceu fingindo desdém, ao saber que não seria preso imediatamente


PLANALTO SÓ TEME A DERRUBADA DE 28 DOS 3 MIL VETOS

O Planalto listou 28 dos 3 mil vetos cuja possibilidade de serem derrubados no Congresso tira o sono da presidente Dilma. Dessa lista, mantida a sete chaves, preocupam mais o governo a lei que acaba o fator previdenciário, para o cálculo de aposentadorias superiores a um salário mínimo, a lei do Código Florestal, em razão de acordos com ambientalistas, e redistribuição de royalties da exploração de petróleo.

FIM DO MUNDO

Para Dilma, “fim do mundo” seria derrubar vetos do fator previdenciário, que provocaria suposto rombo de R$ 40 bilhões no Tesouro Nacional.

LEI DO ROYALTIES JÁ ERA

Na intimidade, Dilma deixa claro que considera “favas contadas” a derrubada dos seus vetos à lei que redistribui os royalties de petróleo.

DERROTA IMINENTE

O governo percebeu que perderia após a troca de votos entre ruralistas e Força Sindical nos temas “fator previdenciário” e “Código Florestal”.

DR. HOUSE

Milagre dos médicos cubanos: segundo o governo venezuelano, o porra-louca Hugo Chávez não só “passa bem”, mas está “consciente”.

MESMO CONDENADO, GENOINO ASSUMIRÁ NA CÂMARA

Réu condenado no mensalão, José Genoino (PT-SP) não vai ao encontro dos pais e familiares no interior do Ceará, como faz todos os anos nas festas de fim de ano. Ele ficará em São Paulo e, já no dia 2, assumirá em Brasília o mandato de deputado federal. Ele é primeiro suplente e sua vaga será aberta com a licença de titulares que vão compor o secretariado de Fernando Haddad, na prefeitura paulistana.

INOCÊNCIA

Durante todo o processo do mensalão, Genoino alegou inocência, mas os ministros do Supremo Tribunal Federal acabaram por condená-lo.

SEMIABERTO

José Genoino foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão. Como sentença é inferior a 8 anos, poderá cumpri-la em regime semiaberto.

IRMÃO DO LÍDER

Ao assumir o mandato, José Genoino será um dos liderados do irmão, José Guimarães (CE), eleito por aclamação líder do PT na Câmara.

CALDO DE GALINHA

Bom mineiro, o ministro Joaquim Barbosa agiu com a conhecida prudência, longe de “pressões” para livrar mensaleiros ou evitar “crise institucional”. Seguiu a letra da lei que Marcos Maia não sabe ler.

CASA DE FERREIRO

Para o líder do PMDB e futuro presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), é contraditório o Supremo exigir a votação cronológica dos vetos presidenciais na Câmara quando os próprios ministros têm mais de três mil acórdãos esperando votação.

TÔ FORA

O ministro Joaquim Barbosa (STF) se sentiu lisonjeado com a citação do seu nome para a Presidência da República, mas descartou: “Não muda em nada o que eu sempre fui (...) alheio a partidos políticos”.

PRONTO PARA IR EM CANA

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato estava no Rio, ontem, “aflito, mas pronto para se entregar”, segundo seu advogado Marthius Lobato, à espera da decisão do ministro Joaquim Barbosa. Com curso superior, pretendia reivindicar prisão especial.

MELANCIA NO PESCOÇO

Uma ação civil pública deveria obrigar o deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, a devolver os custos milionários da sua aparição em rede de TV, marcando o seu retorno ao baixo clero.

NEM ESQUENTOU LUGAR

Apesar de a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) haver informado por escrito que abria mão dos 14º e 15º salários, os R$ 21.230 do tal 14º foram depositados em sua conta. Devolveu-os até o último centavo.

LICENÇA MÉDICA

O senador José Sarney (PMDB-AP) deverá pedir licença para cuidar da saúde assim que deixar a presidência do Senado. Assumirá seu suplente, o ex-governador do Amapá Jorge Nova da Costa, de 84 anos.

QUE REMÉDIO...

O laboratório Eli Lilly pagou US$ 29 milhões ao governo dos EUA para se livrar de processo por suborno na Rússia, China, Polônia e Brasil, diz o jornal Moscow Times. Mas segue a investigação do propinoduto.

PENSANDO BEM..

... Marcos Maia, que queria tocar fogo no circo da Câmara, foi à lona.


PODER SEM PUDOR

DESCULPAS, SÓ PÚBLICAS

O mineiro Magalhães Pinto, velha raposa política, certa vez recebeu a visita de Carlos Lacerda, um dos políticos mais vigorosos do seu tempo, sempre implacável nas críticas. "O Lacerda me atacou pela TV, depois foi lá em casa desculpar-se. Chegou, sentou-se, tomou cafezinho e entrou no assunto:

- Magalhães, fui agressivo com você, ontem. Vim pedir-lhe desculpas.

- Nada disso, Carlos. Aqui em casa, só nós dois, não aceito. Você atacou pela TV, conserte na TV.

SÁBADO NOS JORNAIS


Globo: Manobra de vereadores põe projeto olímpico em risco
Folha: Barbosa rejeita a prisão imediata dos condenados
Estadão: Barbosa nega prisão imediata de condenados no mensalão
Correio: E a vida continua
Jornal do Commercio: Seca provoca perdas no polo de confecções
Zero Hora: Preso na Serra elo entre as Farc e quadrilhas de SP e RJ
Estado de Minas: O Mineirão é nosso e agora do mundo

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Paz e respeito - ANCELMO GOIS


O GLOBO - 21/12


A 12ª Vara Cível do Rio proibiu a TV Record de reprisar reportagem em que Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato de Daniella Perez, fala sobre o crime.
A Justiça também proibiu a exibição, sem autorização prévia, de imagens da atriz e de sua mãe, a novelista Glória Perez.

Segue...
Se a ordem for descumprida, a multa será de R$ 500 mil por exibição, segundo o advogado Paulo Cezar Pinheiro Carneiro Filho.
— Não posso permitir que o assassinato de Daniella seja usado para gerar lucros para seu assassino e quem lhe cede o palco, para que ele conte “versões”, como se já não tivesse sido julgado e condenado. Minha filha está morta, mas a mãe dela está aqui. Só peço paz e respeito.

Polêmica à vista
Historiadores como José Murilo de Carvalho estão contra a transformação da Casa da Marquesa de Santos (Museu do Primeiro Reinado), em São Cristóvão, no Rio, em Museu da Moda, como saiu aqui ontem.
— Trata-se de preciosa peça de arquitetura e pintura, a mais típica do Primeiro Reinado, onde além da marquesa morou Mauá por 13 anos. Que façam em outro lugar o Museu da Moda, sem cometer esse crime. Muita gente vai torcer para que o projeto não vá adiante — diz José Murilo.

Ele merece
Frei Betto, o grande brasileiro, ganhou no voto, e por unamidade, o Prêmio José Martí, da Unesco.
Vai receber dia 28 de janeiro.

Presente de Natal
Pesquisa do Instituto Data Popular, de Renato Meirelles, mostra que a classe C pretende gastar até R$ 288, em média, com presentes neste Natal.
Já a classe B, R$ 484. E a A, R$1.062. Sobrou dinheiro
No país da Copa, o Ministério do Esporte não executou mais da metade de seu orçamento de 2012.

Carinhoso
Milton Gonçalves foi convidado para fazer o papel de Pixinguinha (1898-1973) no cinema.
A direção será de Denise Saraceni. Milton já se submeteu ao molde de uma máscara para a caracterização do personagem na maturidade, aos 75 anos (última fase da vida). O ator fará aulas de flauta e sax tenor para ter intimidade com os instrumentos.
Acervo da ABL
A ABL vai aproveitar seus dois meses de recesso para mudar seu precioso arquivo de lugar.
O tesouro ocupará parte do 16º andar do Palácio Austregésilo de Athayde, no Centro do Rio.

Bafo
A Confederação das Seguradoras doou um milhão de bafômetros para o Denatran. Eu apoio.

Flamengo S.A.
O Flamengo terá um CEO no comando, contratado por sua nova diretoria.
Será Marcelo Corrêa, que por oito anos foi o principal executivo da Neoenergia, empresa do grupo espanhol Iberdrola e da Previ, dona no Brasil de elétricas como Coelba (BA), Celpe (PE), e Cosern (RN).

Artilheiro de Deus
Fred, o atacante do Fluminense, vai ganhar mais um troféu.
O artilheiro do Brasileirão receberá o Prêmio São Sebastião de Cultura, na categoria Esportes, dado pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio. A entrega será no Dia do Padroeiro da cidade, 20 de janeiro.

Defunto invasor
O desembargador Ferdinaldo do Nascimento, do TJ-RJ, condenou o município de Cantagalo a indenizar em R$10 mil o cidadão Sérgio Luiz da Cruz.
É que o cemitério da cidade sepultou no jazigo de sua família, ao lado de sua mãe, um... defunto desconhecido.

A loura sumiu
Ontem, em mais um dia de calorão no Rio, o bar Devassa da Rua do Rosário, no Centro, estava sem... cerveja.
As bandejas passavam cheias de... suco de laranja.

Viva Wilson Moreira!
A prefeitura do Rio deu alvará para o mais novo bloco da cidade, o Amigos de Wilson Alicate, homenagem ao grande compositor Wilson Moreira, 76 anos, parceiro de Nei Lopes em joias do samba como “Senhora liberdade” e “Goiabada cascão”.
Alicate é o apelido de Wilson, pela força de seu aperto de mão. O bloco vai desfilar na Praça da Bandeira, perto do centro cultural que leva o nome do artista.

No mais
Como diria o saudoso Zózimo... e o mundo, hein? Não acabou.

Ponto Final
A inteligência não parece ser o forte de Wellington Dias, com todo o respeito. Para o senador piauiense, o ministro Luiz Fux, por ser carioca, deveria ter se declarado impedido de decidir sobre a questão dos royalties. Por essa tese, a questão teria de ir para a Corte Internacional de Haia. Afinal, um ministro mineiro, por exemplo, não poderia votar a questão, pois a tunga beneficiaria estados não produtores, como Minas. Francamente.

DE VOLTA ÀS AULAS - MÔNICA BERGAMO


FOLHA DE SP - 21/12


O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no julgamento do mensalão, está fazendo teste para ser admitido em uma faculdade de direito. Ele pretende fazer o curso à distância, já que cumprirá pelo menos um ano e seis meses de prisão em regime fechado.

LEITURA
Cunha já estudou três anos de direito numa faculdade em Osasco, mas trancou matrícula há alguns anos. Teria ainda que cursar mais dois anos para se formar. Agora, faz testes em instituições de São Paulo e de Brasília. Ele pretende também prestar vestibular para outra área: filosofia ou literatura.

LEITURA 2
Já prevendo que passará longo período preso, ele também está escrevendo um romance autobiográfico. E revisa o livro que um amigo está escrevendo sobre sua vida.

MANHÃ
Ainda na expectativa de ser preso, José Dirceu passou a manhã de ontem na casa da ex-mulher, Ângela Saragoça. A mãe dela morreu, e ele estava ajudando a organizar o velório. Pretendia ir ao enterro da ex-sogra hoje.

ARIGATÔ
O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Sousa, o Paulo Preto, tido como o "homem bomba do PSDB", viajou ao Japão para ver o Corinthians conquistar o bicampeonato mundial, no domingo.

O MUNDO NÃO MORREU
Se o fim não chegar hoje, o clube A Hebraica fará festa de Ano-Novo com o tema "E o Mundo não Acabou!". Helvis, cover de Elvis Presley, se apresenta no evento.

APOCALIPSE NOW?
E fiéis do Movimento Salvai Almas não apostam mais no fim do mundo hoje. Tanto é que o grupo de leigos católicos até agendou para 19 de janeiro um encontro em Porto Belo (SC) com a presença de Cláudio Heckert, 65. O "profeta", como se autodenomina, dizia ter recebido mensagens de Nossa Senhora sobre a "grande tribulação" até o Natal deste ano.

PERU DE VÉSPERA
O maquiador Marcos Costa recebeu convidados como o estilista Lino Villaventura para peru de Natal em sua casa, nos Jardins. Norma Haddad, mãe do prefeito eleito, Fernando Haddad, foi convidada. As modelos Larissa Portolani, Patrícia Werle e Mariana Mendonça também foram ao jantar.

FORÇA COLETIVA
A exposição "Filtro + Cartel", com trabalhos de 17 artistas, foi inaugurada na Cartel 011. Os sócios da galeria Filtro, Rodrigo Rivellino e Alessandra Marder, receberam convidados como a DJ Mariana Mats.

SEXY NA REDE
Sócia da produtora Mocho, Luciana Vendramini vai produzir um programa de sexo na TV previsto para ir ao ar em 2013. Em parceria com o jornalista João Luiz Vieira, a atriz acaba de lançar o site Pau Pra Qualquer Obra (paupraqualquerobra.com.br), embrião de projeto multimídia.

"Já gravamos um piloto do programa e estamos em negociação com um canal a cabo", diz Luciana, 42.

"É um fórum para discutir relacionamento e intimidade, com entrevistas e vídeos. Tudo bem picante."

CLUBINHO
A aprovação do orçamento estimado da USP para 2013, de R$ 4,7 bilhões, foi contestada por membros do Conselho Universitário. O grupo dissidente diz que as diretrizes para uso da verba teriam sido decididas pelo reitor, João Grandino Rodas, e por uma comissão "ad referendum" -sem discussão prévia, portanto, com os cerca de 120 conselheiros.

UM ESTILO
O orçamento foi apresentado ao conselho na terça, na última reunião antes do recesso, quando não haveria tempo para discussões detalhadas. A atitude "reafirma um estilo de gestão", escreveu a colegas Adrián Pablo Fanjul, um dos representantes do colegiado.

CONSULTA
A Reitoria afirma que unidades e colegiados da USP (com representantes de alunos, docentes e servidores) são consultados para enviarem suas sugestões para o orçamento do ano seguinte. Em 2012, o prazo se estendeu de abril a junho.

TIPO EXPORTAÇÃO
O filme "O Som ao Redor", do pernambucano Kleber Mendonça Filho, que estreia no dia 4, já foi comprado por uma distribuidora inglesa. Deve estrear lá em abril.

VOU SEM NORAH
Norah Jones pode ter cancelado os shows que faria no Brasil neste mês, mas Jesse Harris, que cantaria com ela, veio ao país só. O músico americano fez apresentação não agendada no Comuna (RJ), no fim de semana.

CURTO-CIRCUITO
A antologia "Quem Conta um Conto", com oito textos, será lançada às 19h, no Espaço dos Parlapatões.

Nelson Freire faz noite de autógrafo do álbum "Brasileiro - Villa-Lobos & Friends", na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

A International Society for The Performing Arts premiará a Petrobras por apoiar as artes cênicas.

A Trash 80's faz festa beneficente hoje, no clube Caravaggio. 18 anos.

Três escolas técnicas, do Centro Paula Souza, usarão 200 horas por ano para desenvolver projetos em temas como moradia. Proposta da Unesco.

Pelo fim dos pitbulls - DAVID COIMBRA

ZERO HORA - 21/12


Não sou a favor da eliminação dos pitbulls. Sou a favor da sua extinção.

Ontem mesmo, uma menina de dois anos de idade foi estraçalhada por um desses cães, em Santa Maria. Está em estado grave no hospital. O animal era de propriedade da família e, pouco antes do ataque, brincava com a criança no pátio da casa.

É óbvio que os pais da menina dirão que o cachorro sempre havia sido de uma mansidão de ovelha, até o inexplicável episódio de ontem. É óbvio, também, que os defensores de pitbulls dirão que os animais não têm culpa pelo que fazem. Estão certos, todos. O problema é que um pitbull não precisa ter histórico de agressividade; ele só precisa ser agressivo um único dia, numa única fração de hora, para acarretar uma tragédia. Uma só vez o cão se torna feroz, e uma pessoa jaz morta ou mutilada. É o que basta.

Defensores de pitbulls alegam que seres humanos matam, estupram e agridem. Outra verdade. Pior: ao contrário dos pitbulls, os seres humanos são culpados, sim, pelo que fazem. Eles têm consciência dos seus atos. E por isso são punidos pela lei, quando erram. Um ser humano que estupra, mata ou agride outro ser humano, ou mesmo um animal, será preso, ou multado, ou sofrerá algum outro castigo.

Cães não devem sofrer castigos. Eles não sabem o que fazem. Leões, tigres, crocodilos e elefantes são, como os cães, inimputáveis. Não devem ser castigados por seres humanos. Mas os seres humanos não devem conviver com leões, tigres, elefantes e crocodilos, porque esses animais são feras, são imprevisíveis, são naturalmente agressivos e, por qualquer motivo, podem atacar um ser humano, machucá-lo ou matá-lo.

Pitbulls são como leões ou tigres. São feras. E, como feras, devem ser mantidos afastados dos seres humanos, para o bem deles e dos seres humanos. A cidade não é lugar para feras. Você não pode criar uma onça em casa, porque põe em risco a segurança das outras pessoas. Criar um pitbull em casa deveria ser igualmente proibido. Mas os pitbulls não deveriam ser mortos; deveriam ser esterilizados, para que se extinguissem de forma lenta e indolor.

Leões e tigres, feras como pitbulls, não devem ser extintos como devem ser os pitbulls. Por um motivo: o cão é um subproduto da civilização. Todos os cães, inclusive o poodle com rabo de pompom, são descendentes dos lobos. Foram domesticados. Submeteram-se ao convívio com os seres humanos. Com algumas raças de cães esse processo fracassou. Pitbulls, não raro, voltam a ser lobos. Como os lobos, têm de ser apartados do convívio com seres humanos. O mais rápido possível. Em nome das criancinhas de dois anos de idade, que, aliás, são tão inocentes quanto os pitbulls.

Retrospectiva do fim do mundo! - TUTTY VASQUES


O ESTADÃO - 21/12


Deve ter havido algum mal-entendido na interpretação do tal calendário maia! Pra gente aqui no Brasil, pelo menos, o fim do mundo apenas começa oficialmente às 9h11 desta sexta-feira, dia 21, quando o Sol atinge o solstício no Hemisfério Sul.

Vem chegando o verão e, com ele, a loucura do último fim de semana nos shoppings antes do Natal, o caos aéreo, os acidentes nas estradas, os temporais, os apagões, os efeitos devastadores da gula, o foguetório, as ressacas e, depois da "dezembrite", o aumento da gasolina, o Big Brother Brasil, o carnaval de rua...

O fim do mundo pode até ser especificamente hoje para José Dirceu se o ministro Joaquim Barbosa cismar a qualquer momento de mandá-lo pra cadeia, mas a verdade é que, para a maioria dos mortais, o fim do mundo começa todo dia - estão aí as retrospectivas que não me deixam mentir.

Tragédias, dramas, catástrofes naturais, crimes bárbaros, trapaças, gente que vai fazer falta, micos monumentais e o avanço científico no desenvolvimento de pelos na nuca de ratos carecas.

Todo ano é mais ou menos assim, o que difere 2012 dos outros é a boa notícia da frustração do fim do mundo maia. Vamos lá, sorria!


O que é aquilo?

Se o corte de cabelo do corintiano Guerrero virar moda nos campos de futebol, o torcedor brasileiro vai acabar sentindo saudades do moicano de Neymar!

Sortimento humano

Já com chamadas no ar, o Big Brother Brasil 13 ainda não tem elenco confirmado. O reality show de 2012 - lembra? - reuniu um coroa tatuado bissexual, uma arte-educadora que produzia filmes pornôs, uma lésbica rata de academia, um garoto-propaganda de cuecas... Espera-se para ano que vem uma turma mais ousada. Talvez por isso, a Globo só vai anunciar os participantes depois do Natal!

De castigo

O debate sobre a distribuição dos royalties do petróleo não esclareceu coisa nenhuma, mas serviu pelo menos para revelar ao País que existem 3.060 vetos presidenciais aguardando a atenção do Congresso. O certo seria suspender o recesso parlamentar e convocar deputados e senadores para um esforço concentrado durante o período de festas.

Curto e grosso

Acostumado a malabarismos com o IOF e o IPI para segurar o câmbio ou alavancar o PIB, o ministro Guido Mantega deu, enfim, uma notícia econômica que todo mundo entende: "A gasolina vai ficar mais cara em 2013!"

Fim de festa

Tem torcedor do Corinthians revoltado com o pedido de desculpas do pagodeiro Thiaguinho à Mancha alviverde por provocações aos palmeirenses: "Amarelou, mano?"

Nada é pra já

Quando, afinal, o japonesinho que arrematou a virgindade da brasileira Catarina Migliorini (foto) em leilão na internet vai bater o martelo? Será que vai deixar todo mundo vê-la nua antes na Playboy de janeiro, caramba?!

Dilma busca dialogar com o setor privado - CLAUDIA SAFATLE

VALOR ECONÔMICO - 21/12


A presidente Dilma Rousseff quer "arejar" o seu governo com novas discussões e um universo mais amplo de interlocutores. Ela não está satisfeita com o desempenho da economia nos dois primeiros anos do seu mandato, mas também não pretende mudar a equipe que comanda essa área. Guido Mantega, por exemplo, deve continuar como ministro da Fazenda. Não haverá substituição de nomes na economia no curto prazo, assegurou uma fonte do Palácio do Planalto, referindo-se aos próximos seis meses "no mínimo".


A presidente, porém, sabe que 2013 é o último ano para seu governo apresentar resultados mais promissores. O de 2014 será dedicado à reeleição. No primeiro ano, o país cresceu 2,7%. Neste, o desempenho será pior - expansão do PIB de apenas 1% - com um agravante: a taxa de investimento está em queda sistemática. Não há tempo a perder, avaliam seus assessores.

Dilma vai buscar novos canais de diálogo. "Ela quer conversar com as pessoas que estão na operação das empresas, tanto do setor produtivo quanto do financeiro", informou a fonte.

O governo já fez a guinada para expansão da oferta

Não é possível atribuir eventuais equívocos de concepção de política econômica a terceiros. "A política econômica executada é a da presidente", disse. Mas nem tudo a agrada na gestão do dia a dia. Há um problema que esta comprometendo todo o resultado: o distanciamento do governo com o setor privado, que alimenta desconfianças em relação aos propósitos da presidente e atrasa as decisões de investimentos. Sem investimentos, não haverá crescimento.

"A Dilma, ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, acreditava que o Estado, com seus investimentos, faria o país crescer. A Dilma, presidente da República, entendeu que há limitações e que é preciso trazer a iniciativa privada para o crescimento econômico", resumiu o assessor.

Foi essa compreensão, formada só no fim do ano passado, que a levou a dar uma guinada do "estatismo" concebido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o regime de concessões - o governo não usa a palavra privatização. No primeiro semestre deste ano foram preparados, e no segundo semestre Dilma aprovou, os programas de concessões de rodovias, ferrovias, portos e, ontem, o dos aeroportos.

Para as concessões de rodovias e ferrovias, no entanto, os técnicos oficiais trabalharam com uma taxa de retorno do capital investido de 6% a 6,5% ao ano. As duas primeiras de um total de nove rodovias vieram com uma taxa de retorno ainda mais baixa, de 5,5%, segundo os estudos de viabilidade de ambas. A explicação técnica é que essa taxa é para o projeto total, que engloba os financiamentos do BNDES a juros subsidiados (1% a 2% ao ano). O retorno para o capital próprio da concessionária é maior, de 10%. O fato é que essas retornos fomentaram mais o mau humor dos empresários. O pacote de energia, com todos os seus ruídos, só fez crescer a descrença.

Ontem, a presidente divulgou o regime de privatização de aeroportos e, com isso, concluiu o anúncio dos projetos de concessões que se propôs a fazer. Agora entra a fase de preparação dos editais e dos leilões, uma agenda mais administrativa.

Com isso, explicou uma alta fonte da área econômica, está feita a grande mudança deste governo, que passa do incentivo ao consumo para o foco na expansão da oferta. Uma passagem com tantas mudanças de regras que, na sua avaliação, "tirou vários segmentos da economia da zona de conforto". Tão logo esses pacotes sejam melhor compreendidos, voltará o ânimo, acredita.

Os resultados da política econômica este ano - medidos pela taxa de crescimento e pela inflação - decepcionaram o governo e o setor privado. A inflação do IPCA, segundo previsão do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem pelo Banco Central, deve encerrar 2012 em 5,7%, bem acima do centro da meta de 4,5%. Para 2013, as projeções indicam que deve cair para 4,8% e subir para 4,9% em 2014, último ano do mandato de Dilma.

O PIB, segundo o BC, cresce 1% este ano, assume uma trajetória crescente e chega a 3,3% no terceiro trimestre do próximo exercício. Não há, no horizonte do relatório, a previsão de uma taxa de expansão de 4% para 2013.

Muito se fez este ano, mas não o suficiente para impor dinamismo à economia. Os juros caíram para 7,25%, houve uma maxidesvalorização da taxa de câmbio, foram concedidas desonerações de folha e incentivos fiscais de cerca de R$ 45 bilhões, foi relaxada a política fiscal e as tarifas de energia começam a cair em fevereiro. Mais de R$ 100 bilhões de depósitos compulsórios foram liberados e medidas prudenciais restritivas estão sendo desfeitas.

"Não houve mudança do mix de política macroeconômica. O que houve foi um ajuste nos instrumentos do tripé", disse uma autoridade. O ajuste na taxa de câmbio se esgotou - mais depreciação vai pressionar a inflação - e, para o BC manter os juros baixos, é imperativo que a Fazenda volte a perseguir a meta cheia de superávit primário, de 3,1% do PIB, tanto em 2013 quanto em 2014.

Do lado externo, a economia americana deve crescer entre 2% e 2,5%, o risco de aterrissagem abrupta na China está praticamente afastado e o PIB, lá, deve situar-se entre 7,5% e 8%. Da Europa não deverá vir nem a ocorrência de um "evento" nem crescimento. A cena externa, portanto, prossegue desinflacionária.

O desafio de Dilma para 2013 é convencer os empresários a investir mais, aumentar a oferta de bens e serviços na economia, buscar inovação e viabilizar um caminho de crescimento sustentado para o país. "Uma coisa, porém, é fazer o Estado investir. Outra é convencer uma empresa privada a usar seu dinheiro para investir. Aí é preciso se ter uma relação com os empresários que, na área econômica, ninguém tem", ponderou o assessor da presidente.

É nessa direção que a presidente pretende atuar para obter o que se acredita que esteja faltando: a confiança do setor privado nas suas reais intenções. "Esse é um governo permeável", assegurou a fonte.

FLÁVIA OLIVEIRA - NEGÓCIOS & CIA

O GLOBO - 21/12


Alívio 1
Junto com o pacote dos aeroportos, a presidente Dilma avisou que o reajuste da tarifa de navegação, em janeiro, foi revogado. Foi um alívio para as companhias. A correção das tarifas pela Infraero anularia todo o benefício que o setor apurou com desoneração da folha de pagamentos.

Alívio 2
Na Gol, as mudanças tarifárias de 2013 elevariam custos em R$ 150 milhões. Com a redução dos encargos trabalhistas, economizará R$ 100 milhões. A empresa tem quase 40% do mercado.

Em compensação
O governo vai compensar a Infraero pela suspensão do reajuste tarifário.

Recrutamento
A Telco Brasil, de call center, passará a atuar também em recrutamento. A nova unidade de negócios será voltada para clientes que queiram contratar grande número de funcionários. Começa a operar mês que vem, no Rio, no Distrito Federal e em Santa Catarina. Prevê faturar 5% mais.

Vacinas
A vacina BCG da Fundação Ataulpho de Paiva recebeu chancela de qualidade da OMS. O laboratório teve o apoio do Ministério da Saúde no projeto. Em 2014, inaugura fábrica em Xérem. A produção saltará de 25 milhões para 60 milhões de doses por ano.

GOVERNO QUER GIGANTES DO SETOR EM GALEAO E CONFINS
Regra básica do edital dos dois terminais só habilitará à disputa operadores de não mais de 30 terminais em 15 países
O governo brasileiro está de olho em não mais de três dezenas de operadores de 15 países para assumirem a gestão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). Dos 30 maiores terminais em operação no planeta, só 28 movimentam, sozinhos, ao menos 35 milhões de passageiros por ano, exigência que estará no edital dos dois terminais, ano que vem. Respicio Espirito San to, professor da UFRJ e especialista no setor, vê com reservas a regra. “O sarrafo está alto demais”, declarou, numa analogia ao salto com vara, esporte olímpico. A marca deixa fora da disputa operadores de qualidade, caso dos gestores do premiado Aeroporto de Vancouver (Canadá). Para ele, o governo estimularia a disputa sendo um pouco menos rigoroso. Mas não tão permissivo como nos leilões de Viracopos, Guarulhos e Brasília, em que aceitou operadores de terminais de cinco milhões de passageiros. O consultor José Wilson Massa, ex-Infraero, também enxergou na exigência do governo a busca pelos operadores dos mega-aeroportos de EUA, China, Japão, França e Alemanha, entre outros países: “Será bom para o sistema brasileiro ter um desses players aqui. Foi o que faltou no primeiro leilão”.
28 MEGA-AEROPORTOS
No ranking da AIC, que representa o setor, 28 aeroportos do planeta tinham tráfego anual acima de 35 milhões de pessoas. Doze estão nos EUA; o de Atlanta recebeu 89,3 milhões de pessoas em 2010.

ONZE ANOS
A Fiat põe na rua no domingo a campanha para comemorar o 11º ano seguido de liderança de vendas no mercado brasileiro, segundo dados da Anfavea. Vai circular em TV e cinema, além de mídias impressa e digital. A Agência Fiat criou as peças.

NA TELINHA
Breno Silveira, diretor de “Dois filhos de Francisco” e “Gonzaga, de pai para filho”, filmou o comercial que a Coca-Cola leva ao ar domingo, em intervalo do “Fantástico”, na TV Globo. O vídeo tem um minuto. Mostra imagens captadas na caravana de Natal da marca de refrigerantes na cidade de Betânia do Piauí (PI). A WMcCann assina a ação.

JOGO DA VIDA
A Icatu Seguros lança hoje o projeto “Vivendo e aprendendo”. Terá game na web. Nele o jogador tem de resolver situações práticas, como a contratação de seguro de vida e previdência. A Agência 3 criou.

Emplacou 1
A Livraria Cultura, na Cinelândia, recebeu 30 mil clientes de terça a ontem. O movimento está 40% acima do esperado. A loja, no lugar do Cine Vitória, abriu 2ª. Na estreia, teve 13 mil visitantes.

Emplacou 2
Já está em R$ 650 o tíquete médio do recém-inaugurado ParkShopping Campo Grande. A previsão inicial era R$ 300.

É recorde
O Nova América, a cinco dias do Natal, bateu recorde de vendas. Ontem, o total de notas trocadas na campanha do shopping ultrapassou R$ 5 milhões, 50% acima de 2011.

BRILHO DO NATAL
O Fórum Ipanema põe na rua amanhã a campanha de Natal. A técnica de light painting, que cria desenhos com fontes de luz, foi usada nas fotos. O centro comercial prevê crescimento de 25% nas vendas. A agência Kindle assina a peça, que terá veiculação em mídia impressa.

FIM DE ANO
A Garimppo, grife feminina, lança hoje a coleção de fim de ano. Terá campanha em mídias impressa e digital com a modelo Talitha Rossi. As fotos são de Ana Murad.

A marca prevê crescimento de 30% nas vendas. Hoje, tem duas lojas no Rio. Planeja abrir outras duas no ano que vem.

Apetite
O Balada Mix abre unidade hoje no Nova América. É a 10ª da rede de restaurantes, investimento de R$ 2 milhões. Em 2012, fez cinco inaugurações. Ano que vem, virão mais duas. Em Niterói.

Quiosque
A Tem Quem Queira inaugura amanhã quiosque no Via Parque. Investiu R$ 100 mil. O shopping cedeu a área e arcará com despesas. A ONG prevê produzir 50% mais.

Livre Mercado
O Walmart espera vender cinco mil toneladas de aves natalinas este ano. Na rede, 70% das vendas são nos três dias antes da festa.

A Codin lançou portal de negócios. A ferramenta tem mapa com indicadores das cidades do Rio.

E traz informações sobre áreas disponíveis e linhas de crédito.

A Petrobras lança hoje a “Timeline da virada”, aplicativo no Facebook. Espera 50 mil downloads. Quem assina é Agência Casa.

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


FOLHA DE SP - 21/12


Cidade do Rio de Janeiro cresce em investimentos e ultrapassa São Paulo
O município do Rio de Janeiro aumentou em 98,5% seus investimentos e ultrapassou São Paulo em volume de recursos aportados.

Os dados referentes a 2011 estão no levantamento que a Multi Cidades - Finanças dos Municípios do Brasil, idealizado pela Frente Nacional de Prefeitos e a Aequus Consultoria, acaba de finalizar.

O anuário se baseia em números da Secretaria do Tesouro Nacional e do IBGE.

A necessidade de infraestrutura urbana para os grandes eventos esportivos no Rio alavancou o patamar de investimentos no município. Foram R$ 3,4 bilhões, o maior volume aportado desde 2000. No ano anterior, o investimento total no Rio atingira R$ 1,7 bilhão.

São Paulo, que sempre havia ficado em primeiro lugar no ranking de investimentos, recebeu R$ 3 bilhões em 2011.

A região Sudeste apresentou a maior taxa de crescimento em 2011, de 10,8%, com um investimento de R$ 22,5 bilhões.

A participação da região no total investido no país alcançou 54,7%, o maior patamar desde 2008.

Ainda entre as capitais, Belo Horizonte obteve uma taxa de expansão de 27,9% e Vitória cresceu 5,1%.

Entre os municípios do interior, por sua vez, as maiores altas percentuais ocorreram em Carapicuíba (SP) e São Gonçalo (RJ), com 153,2% e 134%, respectivamente.

PASSO LARGO
A marca de sapatos Empório Naka anuncia hoje a venda de 35% de seu capital para a gestora de investimentos Lusobrastex.

O volume de recursos recebidos, que a empresa não divulga, será usado para "arrumar a casa" no primeiro semestre, de acordo com o fundador Marinho Naccarato, que permanecerá na presidência.

"A expansão será a partir do segundo semestre de 2013", afirma.

Entre 2011 e 2012, a rede chegou a fechar franquias. Atualmente possui mais de 30 unidades.

"Recompramos franquias. Passamos de sete lojas próprias para 17", diz.

Em 2013, a empresa vai abrir outras dez unidades, além de investir em uma nova marca de varejo on-line.

"O setor está sofrendo tempos difíceis, 2012 foi ruim, o que faz com que busquem parceria de um grupo sólido", diz Douglas Carvalho Jr, dono da Target Advisor, que assessorou a rede de sapatos no negócio.

"O movimento que a Empório Naka está fazendo agora é o mesmo que a Arezzo fez há cinco anos com a entrada do Tarpon", afirma.

35%
é a parcela do capital da empresa de sapatos que foi vendida para a gestora de investimentos Lusobrastex

17
é o número de lojas próprias que a Empório Naka possui abertas atualmente

REMÉDIO SEM CRISE
A rede de farmácias Nissei, com sede em Curitiba, vai investir R$ 30 milhões em 2013 em seu projeto de expansão.

Serão cerca de 30 unidades em Ribeirão Preto e cidades próximas.

A empresa entrou em julho deste ano em São Paulo, com lojas na região de Marília e Bauru. Hoje são oito farmácias no Estado.

Ainda em 2013, a companhia quer consolidar sua atuação em Santa Catarina, onde tem 20 unidades.

O presidente da rede, Sergio Maeoka, afirma que a crise não afeta os planos da companhia de entrar em novos mercados.

"O setor farmacêutico não acompanha o ritmo da economia quando ela está aquecida, mas também não perde tanto durante uma recessão", diz Maeoka.

A companhia pretende entrar na cidade de São Paulo em 2014 e dobrar seu tamanho até o final de 2016. Hoje, são 232 lojas, 4.300 funcionários e faturamento de pouco mais de R$ 1 bilhão.

R$ 30 milhões
serão investidos em expansão durante 2013

R$ 1 bilhão
será o faturamento em 2012

Funcionário... 
Falta de pró-atividade, dificuldade de cumprir ordens e horários são as principais reclamações de empregadores industriais sobre a atitude de seus funcionários que interferem nos resultados, segundo o Senai.

...pró-ativo 
Em uma escala de um a cinco, os empregadores deram média três para o desempenho comportamental de seus funcionários. A falta de qualificação dos empregados é a principal causa dos problemas.

Oportunidade 
A terceira edição da Rio Content Market, de 20 a 22 de fevereiro, terá rodada de negócios com produtores independentes, distribuidores e executivos de mídia brasileiros e estrangeiros.

Ocupação... 
O mercado geral de escritórios corporativos no Rio de Janeiro segue em expansão, segundo a consultoria CB Richard Ellis.

...aquecida 
O índice que mede a ocupação de espaços vagos até setembro chegou a 209,2 mil metros quadrados, alta de 3% ante igual período de 2011. Entre os imóveis classe A, o incremento foi de 11%.

Cinema... 
A rede de cinemas Cinesystem irá investir R$ 13 milhões em nove salas ecológicas no Américas Shopping, que está em construção no bairro do Recreio, no Rio de Janeiro.

...verde 
As salas terão revestimento acústico com uma lã PET, o mesmo plástico das garrafas. A previsão é que o cinema e o shopping sejam entregues até março de 2014.

O legado do Mineirão - ANTONIO ANASTASIA E AÉCIO NEVES

O Globo - 21/12


Minas Gerais devolve aos mineiros, rigorosamente dentro do prazo e do preço orçado, o novo Mineirão.

Classificar como grandiosa esta obra, que demandou durante três anos a dedicação de até 3 mil trabalhadores, não é nenhum exagero. Tudo nela é especial e reflete a busca pela excelência, inovação e respeito aos bens públicos e à cidadania. É, também, fruto de planejamento e execução rigorosos iniciados em 2007, tão logo Belo Horizonte foi confirmada entre as sedes da Copa do Mundo Fifa de 2014, exigindo os esforços de duas gestões consecutivas do governo de Minas.

Patrimônio histórico, cultural e afetivo de Minas, o Mineirão, agora uma sofisticada arena multiuso comparável aos estádios mais modernos do mundo, foi modernizado por meio de uma bem-sucedida parceria público-privada (PPP).

Nesse modelo, praticamente todos os recursos empregados são de responsabilidade da iniciativa privada, liberando, assim, o poder público para investir nas áreas essenciais, sob a responsabilidade do Estado. Válido por 25 anos, o contrato de concessão será permanentemente fiscalizado e terá que atender a 200 indicadores de qualidade e desempenho.

O novo Mineirão já se realiza, portanto, como legado duradouro da Copa 2014: é um estádio financeiramente sustentável e completamente integrado à vida da comunidade. Além de receber dentro do campo conforto e segurança, o torcedor e sua família, tratados como cidadãos e clientes, terão à sua disposição uma área externa de 80 mil m², aberta à convivência, diversão e arte. Nessa imensa esplanada, urbanizada com todos os serviços, acontecerão shows e grandes eventos para até 80 mil pessoas.

Desde a entrega em abril do renovado Independência - o histórico estádio construído para a Copa de 1950 -, Minas Gerais vem liderando, dentre os 12 estados que sediarão os jogos, a preparação para a Copa do Mundo. Não apenas cumprimos rigorosamente os padrões internacionais e o cronograma exigidos pela Fifa, como o fizemos com economia de recursos públicos. Temos agora no Mineirão 62 mil assentos cobertos, tribuna para até 3 mil jornalistas, 98 camarotes, 3 mil vagas para carros e uma centena de lojas e lanchonetes. Além de um belíssimo restaurante panorâmico e um Museu do Futebol. E o Mineirão não é verde só no gramado: mitigará as emissões de carbono, conta com energia solar e reaproveita a água das chuvas.

O esforço e o esmero de milhares de mãos já foram reconhecidos pela Fifa e pela CBF. Antes da Copa das Confederações em junho, quando Minas sediará três jogos, o Mineirão receberá o amistoso Brasil x França. Somos pés-quentes: das 20 partidas que jogou em Belo Horizonte, desde 1965, a seleção perdeu apenas duas. Mas no gramado de artilheiros como Tostão, Dario, Reinaldo e Palhinha, a bola começa a rolar bem antes. Em 3 de fevereiro, o Novo Mineirão terá seu primeiro jogo: o clássico Cruzeiro x Atlético. É o recomeço das grandes emoções que nos aguardam em 2013 e 2014!