quinta-feira, outubro 18, 2012
Passaporte para a diáspora - EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo - 18/10
A partir de 14 de janeiro próximo e pela primeira vez desde 1961, os cubanos não precisarão mais requerer o "cartão branco", ou visto de saída, para viajar ao exterior nem apresentar a "carta-convite" de um anfitrião no ponto de destino a fim de obtê-lo. Bastará ter passaporte e o visto do país a ser visitado. Além disso, o limite da estada no estrangeiro passará de 11 para 24 meses, podendo o prazo ser prorrogado. Por fim, se o turista aproveitar a oportunidade para mudar-se de vez da ilha, os bens que tiver deixado já não serão passíveis de confisco.
Dito assim, pode parecer que, com a reforma da Lei de Migração recém-anunciada pelo regime cubano, os 11 milhões de cubanos reconquistaram um direito fundamental. Longe disso. Em primeiro lugar, o governo estipulou que não concederá automaticamente passaportes a todos quantos os solicitarem - e tiverem condições de pagar cerca de US$ 100 pelo documento nesse país em que o salário médio mensal é inferior a US$ 20. "Razões de defesa e segurança nacional", além de "outras razões de interesse público", igualmente inespecíficas, sempre poderão ser invocadas para negar o documento de viagem.
Desde logo o regime fez saber que para certas categorias de cidadãos, como atletas, médicos e pesquisadores, nada irá mudar. No retorcido jargão burocrático-autoritário de todos os regimes de força, o decreto avisa que tais cidadãos estarão sujeitos à "autorização estabelecida em virtude das normas dirigidas para preservar a força de trabalho qualificada para o desenvolvimento econômico, social e técnico-científico, assim como para segurança e proteção da informação oficial". Cubanos processados por delitos políticos, como é o caso da maioria dos dissidentes, continuarão confinados. Aos demais ainda não atingidos pela "justiça revolucionária" decerto se aplicarão as citadas razões genéricas de defesa ou de interesse público.
"As mudanças são muito limitadas. A violação do direito de ir e vir vai se manter", avalia o presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez. "Não se trata de uma reforma, mas de uma mudança administrativa." A presidente do grupo de oposição Damas de Branco, Berta Soler, concorda. "Aqui não há abertura, não há reformas", lamenta. De seu lado, a blogueira e colunista deste jornal Yoani Sánchez, que teve 20 pedidos de permissão para viajar negados nos últimos cinco anos, escreveu no Twitter: "Já existem até piadas sobre a nova lei migratória". Se assim é, por que o decreto?
Em parte para mostrar que o programa de reformas de Raúl Castro segue adiante. No papel, pelo menos, os cubanos foram autorizados a plantar em terras ociosas do Estado, a comprar computadores e celulares, a se hospedar em hotéis antes reservados a turistas, a abrir pequenos negócios e a comprar casas e carros. O que disso resultou na prática é no mínimo incerto. Não se sabe, por exemplo, quantos dos milhares de funcionários demitidos para desinchar a administração conseguiram vencer a burocracia ainda imensa e a má vontade oficial para ingressar no setor privado. O fato é que a economia da ilha continua na UTI - ou na incubadeira, dado que na Cuba de Fidel nunca houve uma economia real - sugerindo que a intenção última do decreto sobre viagens seja a de aumentar a diáspora cubana.
Como que despachados para o exterior, muitos cidadãos deixariam de ser um fardo e aumentariam, graças às oportunidades que passassem a ter, as remessas de divisas aos familiares remanescentes. Elas mais do que dobraram desde a década passada, chegando hoje a cerca de US$ 2,3 bilhões por ano. Para a incipiente economia nacional, é uma dinheirama. O problema é que, se o decreto vingar, tornando significativo o número de passaportes a serem emitidos a partir de 2013, Cuba transferirá a terceiros, notadamente EUA, México e Espanha, a responsabilidade de acolher os muitos de seus "excedentes" interessados em se fixar ali. Washington já concede por ano 20 mil vistos de permanência a cubanos autorizados a migrar. Resta claro que o decreto é uma válvula de escape, um expediente para dar conforto a um regime falido.
A última eleição e o voto distrital - ROBERTO MACEDO
O ESTADÃO - 18/10
Nos recentes resultados eleitorais vi nova oportunidade para retomar minha pregação pelo voto distrital, neste caso, para as Câmaras Municipais, tomando como exemplo a cidade de São Paulo.
São várias e fortes as vantagens do voto distrital. São Paulo tem 55 vereadores e a cidade se dividiria em igual número de distritos, cada um elegendo um deles. Num distrito, o número de candidatos seria limitado a um por partido ou coligação, tal como nas eleições para o Executivo. Ou seja, haveria uma eleição direta para vereador do distrito. Mesmo os eleitores que não votassem no eleito também o teriam como representante. Com a campanha limitada a um distrito e, se tanto, a uma meia dúzia de candidatos viáveis, seriam conhecidas mais informações sobre eles, seria possível cotejar um com outro e o custo da campanha seria menor que o das que hoje cobrem toda a cidade.
No sistema atual, conhecido como proporcional, o eleitor escolhe, muitas vezes sem refletir muito, um entre muitos candidatos. Em São Paulo, muitíssimos: 1.227 na eleição que passou. Além de escassas informações sobre eles, é impossível a tarefa de comparar uns com outros.
E mais: ao votar num candidato, pode-se eleger outro, até um indesejável, pois o voto dado a perdedores engrossa os dos partidos ou coligações cujos mais votados são os eleitos. Ademais, sem vínculo com os cidadãos do espaço limitado de um distrito, é comum que o eleito privilegie a representação de quem votou nele em todo o município, como uma categoria profissional ou um grupo religioso, além de marginalizar quem votou em candidatos não eleitos.
Acrescente-se que num distrito a fiscalização da Justiça Eleitoral quanto aos recursos da campanha - inclusive o tão usado caixa 2 - teria condições de ser mais eficaz. Na dimensão do município como um todo é muito difícil avaliar gastos eleitorais além dos oficialmente declarados dentro dos limites legais, o que seria uma indicação de financiamento irregular.
Quando um vereador deixasse o cargo por alguma razão, o seu substituto teria de vir do mesmo distrito. E não como hoje, quando o substituto é o primeiro suplente do partido ou coligação, seja lá de que parte da cidade for.
Focado no seu distrito, o eleitor teria muito maior interesse pelo pleito, estaria mais próximo do eleito, este teria de prestar contas a todos os cidadãos do distrito e estes teriam maiores condições de acompanhar o desempenho do seu vereador.
Passando aos resultados da última eleição, inicio com os que mostram interesse bem maior pela eleição direta do prefeito do que pela proporcional dos vereadores. Assim, na do prefeito votaram 7.026.448 eleitores, com 897.791 votos em branco e nulos, levando, dessa forma, a 6.128.657 votos válidos. Na de vereadores, com idêntico número de votantes, o total de votos em branco e nulos foi de 1.315.084, ou 46% a mais no total e 94% (!), no caso dos em branco. Houve também 1.122.569 votos apenas na legenda, refletindo a consciência partidária do eleitor e/ou a dificuldade de escolher um candidato. Sou mais pela segunda hipótese.
Com esses números, os votos dados nominalmente a candidatos totalizaram 4.588.795, número 25% inferior ao dos dados aos candidatos a prefeito. Concluindo os números, mais dois importantes: os 55 candidatos eleitos receberam 2.367.087 votos e 2.221.708 votaram em candidatos não eleitos. É claro que no sistema distrital também haveria os votos dos perdedores, mas nele o eleito estaria representando todos os eleitores do distrito, cada um destes sabendo quem é o seu vereador.
Se na eleição recente um eleitor teve seu candidato eleito, pode ainda se sentir representado, embora no sistema atual o vínculo entre um e outro seja tão firme como um prego na areia. E quem votou em candidato não eleito? Quem seria seu representante? Como visto, cerca de metade dos eleitores ficou sem ele.
Passando às dificuldades de aprovação do sistema distrital, elas são enormes, mas esse é o tamanho do desafio a enfrentar. A aprovação caberia ao Congresso Nacional, mas há o vínculo partidário e vereadores e congressistas se ajudam mutuamente nas eleições. Assim, deputados federais e senadores são pressionados a não adotar um sistema que não conviria aos atuais vereadores. E sua extensão aos deputados tampouco conviria a estes. Com isso, tanto deputados como vereadores defendem o sistema pelo qual foram eleitos e que lhes oferece maior probabilidade de reeleição. Esse obstáculo poderia ser aliviado em parte se o sistema distrital começasse apenas pela eleição para vereador e nas cidades com mais de 200 mil habitantes.
Nessas condições, será preciso um grande movimento de alcance popular para pressionar pelo voto distrital, algo semelhante ao das Diretas-Já, de 1983 e 1984. Mas vejo também uma dificuldade de comunicação com os cidadãos em geral, pois políticos e outros que defendem o distrital usualmente o fazem com esse nome. Ora, a grande maioria da população não sabe o que é voto distrital. E na comunicação é sempre um problema quando algum conceito tem de ser muito explicado.
Por isso venho insistindo em que a pregação do voto distrital deveria ser trocada pela de eleições diretas para vereador e deputado. A razão é que, particularmente depois da arregimentação pelas Diretas-Já, grande parte da população sabe o que significa uma eleição direta e ficaria mais fácil explicar a quem ainda não entende a expressão.
Aliás, novamente adotar Diretas-Já seria até melhor, em face desse precedente. E, ainda, da urgência de que a mudança se reveste diante das enormes distorções do sistema com que de novo elegemos representantes do povo que não fazem jus ao nome.
Concluo perguntando ao leitor: quem é efetivamente o seu vereador?
O Senado e o novo ministro do STF - FERNANDO LEAL e DIEGO WERNECK ARGUELHES
O GLOBO - 18/10
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado concluiu a apreciação de Teori Zavascki para integrar o Supremo. O processo foi distinto de indicações anteriores. Não pela duração: a sabatina do ministro Fux foi iniciada e concluída um dia após a indicação, mas três semanas se passaram entre a indicação da ministra Rosa Weber e a sua confirmação pelo Senado. A sabatina de Zavascki foi concluída em pouco mais de um mês, mas foi diferente, sobretudo, pelo seu conteúdo.
Senadores como Pedro Taques, Eduardo Suplicy e Aloysio Nunes fizeram perguntas substantivas. Não para testar o conhecimento jurídico de Zavascki, sobre o qual não pairam dúvidas. Mas para conhecer suas ideias sobre temas da agenda jurídica nacional.
E o indicado respondeu. Posicionou-se sobre temas como redução da maioridade penal e foro privilegiado. E não hesitou em dizer, mesmo diante de legisladores, que CPIs não têm o poder de convocar juízes para prestar esclarecimentos sobre suas decisões. Zavascki entende que há um dever de colaboração, mas esse dever não se sobrepõe à separação entre os poderes.
Ao responder, Zavascki se distanciou da prática, infelizmente comum entre indicados ao Supremo, de se recusar a falar sobre questões jurídicas controvertidas sob o argumento de que podem vir a julgá-las quando ministros. Não se pronunciou sobre casos concretos, mas enfrentou a pauta dos Senadores. Explicou, por exemplo, que, na sua visão, o crime de evasão de divisas pode ocorrer independentemente da origem lícita ou ilícita dos valores — mas sem discutir a aplicação desse crime aos fatos concretos do processo do mensalão. Discutiu o tema, e não o caso.
A pergunta e sua resposta mostram ser possível que indicados e senadores mantenham um diálogo substancial sobre questões controvertidas sem colocar em risco a imparcialidade do futuro ministro. Como destacou ontem o senador Aécio Neves, o instituto da sabatina vem se aprimorando. Esse processo pode e deve ser fortalecido. No fim das contas, ganham todos — senadores, indicados e a sociedade.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado concluiu a apreciação de Teori Zavascki para integrar o Supremo. O processo foi distinto de indicações anteriores. Não pela duração: a sabatina do ministro Fux foi iniciada e concluída um dia após a indicação, mas três semanas se passaram entre a indicação da ministra Rosa Weber e a sua confirmação pelo Senado. A sabatina de Zavascki foi concluída em pouco mais de um mês, mas foi diferente, sobretudo, pelo seu conteúdo.
Senadores como Pedro Taques, Eduardo Suplicy e Aloysio Nunes fizeram perguntas substantivas. Não para testar o conhecimento jurídico de Zavascki, sobre o qual não pairam dúvidas. Mas para conhecer suas ideias sobre temas da agenda jurídica nacional.
E o indicado respondeu. Posicionou-se sobre temas como redução da maioridade penal e foro privilegiado. E não hesitou em dizer, mesmo diante de legisladores, que CPIs não têm o poder de convocar juízes para prestar esclarecimentos sobre suas decisões. Zavascki entende que há um dever de colaboração, mas esse dever não se sobrepõe à separação entre os poderes.
Ao responder, Zavascki se distanciou da prática, infelizmente comum entre indicados ao Supremo, de se recusar a falar sobre questões jurídicas controvertidas sob o argumento de que podem vir a julgá-las quando ministros. Não se pronunciou sobre casos concretos, mas enfrentou a pauta dos Senadores. Explicou, por exemplo, que, na sua visão, o crime de evasão de divisas pode ocorrer independentemente da origem lícita ou ilícita dos valores — mas sem discutir a aplicação desse crime aos fatos concretos do processo do mensalão. Discutiu o tema, e não o caso.
A pergunta e sua resposta mostram ser possível que indicados e senadores mantenham um diálogo substancial sobre questões controvertidas sem colocar em risco a imparcialidade do futuro ministro. Como destacou ontem o senador Aécio Neves, o instituto da sabatina vem se aprimorando. Esse processo pode e deve ser fortalecido. No fim das contas, ganham todos — senadores, indicados e a sociedade.
Kit Serra - JANIO DE FREITAS
FOLHA DE S. PAULO - 18/10
Tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas, mas desde que seja sobre questões preocupantes do eleitorado
OS INCIDENTES entre José Serra e repórteres multiplicam-se. O repórter brasileiro está entre os mais mansos. Mesmo quando suscita tema delicado, mantém-se distante, muito distante, dos modos incisivos dos repórteres americanos e europeus, que não admitem a função profissional condicionada a cuidados com ares hierárquicos, muito menos a ares intimidatórios.
José Serra conviveu bastante em jornal, no grupo de formulação de editoriais da Folha. Como político, pôde ver a maneira quase dócil do repórter brasileiro na abordagem e na relação funcional com políticos, empresários de porte e ocupantes de cargos de relevo em governo. Como frequentador de Redação, José Serra pôde ver que a transposição do trabalho dos repórteres no jornal depende do trabalho interno de edição. Este, sim, definidor dos realces, do tom, das localizações, do uso de fotos (e das legendas do tipo "Fulano segura um copo", para a foto do fulano segurando um copo).
Apesar daquelas oportunidades de aprendizado e compreensão, José Serra mantém um clima hostil e intimidatório na proximidade de repórteres. Daí seguem-se agressões verbais em direção errada e às quais não falta um componente de covardia, dada a improbabilidade da resposta adequada.
Mas é indispensável reconhecer que os jornalistas não são alvos exclusivos da agressividade verbal de Serra. Sua prometida campanha na base de paz e amor é mensurável pela sucessão de artigos que cobram menos ataques pessoais e alguma abordagem de temas paulistanos. Nessa deformação da campanha Fernando Haddad tem sua cota de responsabilidade.
Se Haddad tem ideais a propor a São Paulo, não se justifica que adira à troca de agressões alheia à razão de ser de eleições. Não falta matéria-prima -na campanha, na política, na vida- para uns dois tarugos que deem resposta a Serra, e pronto. A partir disso, é olhar para o que interessa ao eleitor.
A tentativa de homicídio verbal é própria de campanhas eleitorais. Mas desde que seja em torno de posições quanto aos problemas preocupantes do eleitorado, desde que se dê motivada pelo confronto conservadorismo administrativo (predominante em São Paulo) ou de buscas inovadoras. Chega de jogo sujo nas campanhas. Rebaixá-las assim é trapaça.
Não tenho capacidade de imaginar como é a cabeça de um prefeito e a de governador que esbanjam fortunas em festividades, obras de engodo, dia disso e daquilo, futebol, tudo onde "a espera por atendimento de um endocrinologista é de dez meses", "pacientes reclamam que exames mais específicos, como densitometria, chegam a demorar até dois anos", revelação do jornalista Nilson Camargo sobre medicina em certas áreas da capital (Folha, pág. A2, 13/10/12).
A meu ver, não menos doentes do que tais necessitados são o prefeito e o governo de sua rica São Paulo. Mas doentes de outros males. Cabeças razoavelmente sensatas, ou medianamente sadias, não tolerariam desperdiçar nem um minuto e nem um centavo dos seus poderes enquanto não exterminassem realidades revoltantes como a da perversidade exposta por Nilson Camargo.
Diante disso, a disputa eleitoral em São Paulo-capital volta a ser submetida ao "kit Serra", composto de insultos, desdizer-se, agressões verbais e mania de perseguição.
O candidato Serra e as 'pautas petistas' - EUGÊNIO BUCCI
O ESTADÃO - 18/10
Na terça-feira o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, agastado com perguntas de dois jornalistas, acusou-os de defenderem "pautas petistas" e tentou desqualificá-los como profissionais. As ofensas mereceram destaque na primeira página do jornal Folha de S.Paulo de ontem. A "pauta petista", na opinião de Serra, é a comparação entre o famigerado "kit gay", preparado pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, quando Fernando Haddad, hoje candidato a prefeito pelo PT, ainda era o titular dessa pasta, e uma cartilha distribuída às escolas pelo governo paulista em 2009, tempo em que Serra ainda morava no Palácio dos Bandeirantes.
O ex-governador de São Paulo repudiou a revelação feita na segunda-feira pela colunista Mônica Bergamo, da própria Folha, de que o kit do MEC e a cartilha paulista tinham conteúdos parecidos (é verdade que o material do MEC, depois de pronto, nunca foi distribuído, pois a presidente Dilma Rousseff, pressionada pelas reações ruidosas de congressistas católicos e evangélicos, mandou engavetá-lo). Serra entendeu que a analogia entre uma coisa e a outra constitui mau jornalismo, ou, nas palavras dele mesmo, "a Folha entrou numa roubada (...) e fez uma má reportagem".
O tucano atacou pessoalmente os dois profissionais em dois episódios diferentes. Na terça de manhã, ao ser indagado sobre o assunto pelo jornalista Kennedy Alencar, da rádio CBN, disparou: "Eu sei que você tem preferências políticas, mas modere, você não pode fazer campanha eleitoral aqui". Parecia falar em nome dos acionistas da CBN. Depois, à tarde, tentou humilhar uma repórter do UOL, portal do Grupo Folha, propondo que ela fosse "trabalhar com o Haddad". A repórter, como Kennedy Alencar, não tinha injuriado ou agravado o candidato. Ela simplesmente solicitara que ele esclarecesse sua posição sobre o debate da homofobia em escolas. Foi o que bastou para Serra subir o tom.
Como se viu, o "kit gay" desencadeia um tique nervoso no candidato tucano: bater boca com a imprensa. Na campanha que disputou para a Presidência da República, em 2010, por motivos outros, que nada tinham que ver com homofobia, o mesmo tique apareceu em mais de uma ocasião. Aqui e ali, Serra tratou repórteres com uma rispidez inadmissível para alguém que pleiteava nada menos que o emprego de presidente do Brasil.
Quando um governante - ou candidato a - dirige a um repórter insinuações ou acusações com o objetivo de macular sua dignidade profissional, estamos no pior dos mundos. Se exacerbada, essa conduta desestabiliza as instituições. Rafael Correa, presidente do Equador, levou às últimas consequências a política de fustigar jornalistas: ele os ataca nominalmente em discursos transmitidos em cadeia nacional de rádio e televisiva. A consequência é que hoje as condições da imprensa livre no Equador inspiram preocupações das mais sérias.
Serra não é Correa, evidentemente, mas agiu mal. Um candidato pode reprovar uma manchete, uma legenda, uma pergunta que lhe façam. Pode discordar. O que não pode é investir contra a pessoa do jornalista. Interrogações adversas fazem parte do clima eleitoral. Se ele agride um repórter acusando-o de não observar as regras da independência editorial (um cânone da nossa profissão) e de fazer proselitismo partidário disfarçado de noticiário, dá indícios de que talvez não esteja assim tão preparado para conviver serenamente com a pluralidade de opiniões.
Por certo, a conduta arrivista de José Serra nesta semana não constitui, em si mesma, uma ameaça à democracia. O problema, porém, não é o que essa impaciência toda destrói ou deixa de destruir, mas o que ela não constrói. Atitudes assim não ajudam a sustentar o ambiente democrático e de um candidato a prefeito de São Paulo não se exige apenas que não ameace a liberdade de imprensa, mas se exige dele que ajude a fortalecê-la. Candidato que se arvora a passar pito em repórter sai de sua função e não constrói nada de bom.
Nesse ponto, um gesto de desrespeito dirigido contra jornalistas pode ser lido, sim, como falta de zelo pela própria instituição da imprensa. Se o destempero de Serra não corrói a liberdade, ainda que fira a imagem de profissionais de imprensa, não constrói a convivência entre jornalistas, eleitores e autoridades.
Não é só isso. Um candidato que preza, mais que a instituição da imprensa, a autonomia e a dignidade do eleitorado tem o dever moral de responder a todas as perguntas que lhe fazem, venham elas dos veículos jornalísticos que ele aprecia ou venham diretamente dos partidos adversários. Do ponto de vista do eleitor, tanto faz. As dúvidas da sociedade, tenham a origem que tiverem, devem ser todas esclarecidas. Pense bem o leitor: o que seria do debate público se todos os candidatos petistas, quando indagados sobre o mensalão, dissessem simplesmente que isso é uma "pauta tucana" e não respondessem nada? O debate público ficaria inviável.
É fato que centenas de petistas - inclusive alguns dirigentes da máquina partidária - vivem a jogar nas costas da imprensa a responsabilidade pelas misérias morais do PT, mas existem candidatos responsáveis da legenda que se prestam a responder com sobriedade e urbanidade a todas as perguntas. Eles sabem que o cidadão tem o direito de saber dos assuntos de interesse público e isso inclui o direito de saber sobre mensalão e... sobre o "kit gay" também. Portanto, mesmo que a cartilha do governo paulista sobre homofobia fosse uma "pauta petista" (o que não é), isso não o desobrigaria de responder ao que lhe é perguntado. Ao descartar o questionamento como se fosse uma bobagem, o candidato chamou de bobos todos os interessados no tema.
Um jornalista, seja da Folha, da rádio CBN, do UOL, de onde for, representa o seu veículo e o seu público. Quem agride um jornalista agride o público.
Poço de mágoas - ILIMAR FRANCO
O GLOBO - 18/10
Nem todos são iguais na política
Enquanto em São Paulo o candidato do PSDB, José Serra, colocou o kit-gay do ex-ministro Fernando Haddad (PT) na roda; no Rio, o candidato Rodrigo Maia (DEM) se recusou a usar vídeo da prefeitura que visava a atrair o turismo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. A sugestão foi da ala evangélica da sua coligação. O vídeo apresenta o Rio como cidade tolerante com a diversidade sexual e convida o público LGBT a conhecer suas belezas naturais e a participar de seus eventos. Embalado pela canção “São coisas nossas”, de Noel Rosa, na voz de Gal Costa, há imagens de casais masculinos, aos beijos, e de casais femininos, de mãos dadas e se abraçando.
“Que confusão o (Eduardo) Paes arrumou (ao sugerir que Sérgio Cabral fosse o próximo vice de Dilma). Nós (PSDB) estamos precisando de muita confusão”
Marcus Pestana
Deputado federal e presidente do PSDB-MG
Namorico
Na sexta-feira, em Uberaba, o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) vão subir no mesmo palanque pedindo votos para Lerin (PSB), que disputa o segundo turno contra o PSD.
Aviso das urnas
A eventual derrota de José Serra em São Paulo, sinalizada pelas pesquisas, retira do PSDB paulista a condição de alternativa nacional de poder. Ela consolida a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência em 2014. O fracasso agora representa uma ameaça na disputa pela reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin (SP).
A bancada da Delta
A bancada da Delta na CPI do Cachoeira não quer quebrar o sigilo das 12 empresas de fachada que eram usadas pela empreiteira. E atua para impedir que a CPI vote no dia 30 e assim impedir que ela seja alvo de cobranças públicas.
Água para a produção
O ministro Mendes Ribeiro (Agricultura) conclui em 15 dias orçamento de novo programa do governo Dilma, que vai permitir a construção de centenas de pequenas barragens para irrigação, garantindo a produção agrícola nos períodos de estiagem. O alvo do programa são os municípios que têm histórico de decretação de estado de calamidade pública por causa da falta de chuvas.
O vice de Henrique Alves
O ex-líder do PT na Câmara Paulo Teixeira (SP) e o secretário nacional de Comunicação do partido, deputado André Vargas (PR), estão em campanha pela vice-presidência da Casa. Correndo por fora, Décio Lima (PT-SC). A eleição será em fevereiro.
Sinal dos tempos
Os parlamentares voltaram do primeiro turno das eleições municipais contando que os financiadores reduziram consideravelmente as doações “por fora”. Dizem que isso se deve ao julgamento do mensalão e à CPI do Cachoeira.
NO VOO PARA O MARANHÃO, a presidente Dilma comentou que a “grande surpresa” da eleição foi Márcio Pochmann, candidato (PT) em Campinas.
Ueba! Max e Elvis não morreram! - JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SP - 18/10
Direto do País da Piada Pronta: "Gambá invade o Senado e é achado perto dos gabinetes de Sarney e Collor". Fedeu!
Foi procurando pelo cheiro! E sabe o que o gambá falou? "Eu sou suplente!" Rarará! Eu acho que votei no gambá! Esse gambá devia ser um corintiano. Tinha tatuagem no braço? Rarará!
Piada Pronta, direto de Campinas: "Garoto é mordido por morcego em festa infantil de Batman". Que feio, Joaquim Barbosa! Mordendo até criança?! Rarará!
E agora, direto de "Avenida Brasil ". Manchete do Sensacionalista: "Goleiro Bruno garante que Max está vivo". O Max é o novo Elvis. Não morreu! O Max não morreu, foi congelado! E o Max se matou! Não aguentava mais ouvir o "OIOIOI"! O Max se matou. Era palmeirense!
Quem matou o Max foi o Picolé: enfiou o palito na boca do Max! E o Santiago parece o Urso Lotso do "Toy Story 3"! E como disse uma amiga: "Eu num tô entendendo mais nada dessa novela, meu pai". Nem eu! Estou tonto de tanto pensar! Parece a última temporada de "Lost"!
"Avenida Brasil " engarrafou o Brasil! Capa da Folha: "Autores convidados criam versões para o final da novela 'Avenida Brasil '". Capa do "Extra": "Policiais do Rio dão palpites que podem elucidar o crime que abalou o Divino". O Bope vai invadir o lixão! Rarará!
E a capa falsa da revista "Minha Novela": "Tufão se recusa a jogar no Palmeiras. Ex-jogador prefere ir morar no lixão com a Carminha". Sobrou pro Palmeiras! E o Nilo morreu porque deram um Old Eight pra ele. Se fosse Chivas, no máximo rolava uma dor de cabeça! Rarará!
E um amigo disse que as mulheres do Cadinho deviam se filiar ao PMDB! Por motivos óbvios! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E esta, direto de Cuba: "Cuba relaxa migração, mas médicos, atletas e opositores continuarão a ter restrições para sair do país". Então não vai sair ninguém.
Tirando os médicos, os atletas e os opositores não sobra ninguém. Só sobra o Fidel e o Raul! O resto continua nadando. Rarará!
E esta: "Supremo quer acabar sessões antes do segundo turno". POR QUÊ?! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
O já famoso Estoura Brasil!
Sobre o indulto - DORA KRAMER
O Estado de S.Paulo - 18/10
Quando assumiu a presidência dos Estados Unidos depois da renúncia de Richard Nixon por causa do caso Watergate, Gerald Ford concedeu perdão presidencial ao antecessor e, assim, evitou punições legais para além da perda do cargo.
Entre nós existe a figura do indulto, prerrogativa exclusiva da presidência da República. Se quiser, a presidente Dilma Rousseff poderá livrar os condenados no processo do mensalão do cumprimento ou determinar a redução das penas.
Estará amparada no artigo 84 da Constituição e, portanto, oficialmente não cometeria afronta alguma à decisão do Supremo Tribunal Federal.
O juízo aí deverá ser o da conveniência, oportunidade e utilidade políticas do perdão.
São variantes importantes porque, a despeito do ato legalmente perfeito, há de ser considerada a repercussão do gesto. Na sociedade e no próprio tribunal que já estará sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, cujo temperamento não sugere uma aceitação sem algum tipo de reação.
Mas seria uma resistência meramente simbólica e, caso se concretizasse, a princípio não teria a concordância da maioria do colegiado, pois a Constituição é clara ao dizer que compete privativamente ao presidente da República "conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei".
Uma vez assinado o indulto, a extinção da pena precisa ser declarada pelo "juiz competente". No caso, o relator do processo, Joaquim Barbosa. Uma formalidade, pois legalmente não teria margem para contestar a decisão presidencial.
O outro caminho a ser tentado pelos condenados poderia ser o da anistia que, além de eliminar a pena, extingue a existência do crime. Os réus voltariam a ter ficha criminal limpa. O fundamento da anistia é o esquecimento.
Diferente do indulto, não é um ato discricionário do Poder Executivo, mas um perdão que depende de lei e, portanto, do Poder Legislativo.
O mesmo Legislativo que em 2006 não deixou Dirceu concluir seu discurso de volta à Câmara quando saiu da Casa Civil, e seis meses depois lhe cassou o mandato por quebra de decoro.
Calendário. A previsão de que o julgamento do mensalão termine até o próximo dia 25 é considerada muito otimista por alguns ministros. Uma data tida como mais realista seria a de 9 de novembro, cinco dias antes de o atual presidente Carlos Ayres Britto se aposentar.
Por essa agenda menos acelerada, a fase dos votos poderia ser concluída até a viagem do relator Joaquim Barbosa para a Alemanha, no dia 27, mas as penas só seriam definidas após a volta dele, na semana no dia 4.
A execução das sentenças, no entanto, é impossível de ser prevista porque depende da publicação do acórdão e do exame de todos os embargos, caso defesa ou acusação apontem algum tipo de omissão, obscuridade ou contradição no documento.
No exame dos embargos as partes são ouvidas novamente, mas não há mais sustentação oral. Se forem rejeitados, fica mantido o texto original, mas, se forem aceitos, é elaborado um novo acórdão ao qual outra vez podem ser apresentados embargos.
O caminho até o trânsito em julgado e daí às prisões, como se vê, é longo e vai entrar por 2013 afora.
Talvez mais, a julgar pelo caso do deputado federal Natan Donadon, condenado pelo STF em 2010 a 13 anos de prisão por desvio público e até hoje solto por força de recursos.
Podia ser pior. Condenados por corrupção ativa e ainda a serem julgados por formação de quadrilha, Dirceu e Genoino escaparam da denúncia por peculato.
Em 2006 a Procuradoria-Geral da República enquadrou ambos naquele crime, mas a acusação foi recusada em 2007 no STF por unanimidade.
Quando assumiu a presidência dos Estados Unidos depois da renúncia de Richard Nixon por causa do caso Watergate, Gerald Ford concedeu perdão presidencial ao antecessor e, assim, evitou punições legais para além da perda do cargo.
Entre nós existe a figura do indulto, prerrogativa exclusiva da presidência da República. Se quiser, a presidente Dilma Rousseff poderá livrar os condenados no processo do mensalão do cumprimento ou determinar a redução das penas.
Estará amparada no artigo 84 da Constituição e, portanto, oficialmente não cometeria afronta alguma à decisão do Supremo Tribunal Federal.
O juízo aí deverá ser o da conveniência, oportunidade e utilidade políticas do perdão.
São variantes importantes porque, a despeito do ato legalmente perfeito, há de ser considerada a repercussão do gesto. Na sociedade e no próprio tribunal que já estará sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, cujo temperamento não sugere uma aceitação sem algum tipo de reação.
Mas seria uma resistência meramente simbólica e, caso se concretizasse, a princípio não teria a concordância da maioria do colegiado, pois a Constituição é clara ao dizer que compete privativamente ao presidente da República "conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei".
Uma vez assinado o indulto, a extinção da pena precisa ser declarada pelo "juiz competente". No caso, o relator do processo, Joaquim Barbosa. Uma formalidade, pois legalmente não teria margem para contestar a decisão presidencial.
O outro caminho a ser tentado pelos condenados poderia ser o da anistia que, além de eliminar a pena, extingue a existência do crime. Os réus voltariam a ter ficha criminal limpa. O fundamento da anistia é o esquecimento.
Diferente do indulto, não é um ato discricionário do Poder Executivo, mas um perdão que depende de lei e, portanto, do Poder Legislativo.
O mesmo Legislativo que em 2006 não deixou Dirceu concluir seu discurso de volta à Câmara quando saiu da Casa Civil, e seis meses depois lhe cassou o mandato por quebra de decoro.
Calendário. A previsão de que o julgamento do mensalão termine até o próximo dia 25 é considerada muito otimista por alguns ministros. Uma data tida como mais realista seria a de 9 de novembro, cinco dias antes de o atual presidente Carlos Ayres Britto se aposentar.
Por essa agenda menos acelerada, a fase dos votos poderia ser concluída até a viagem do relator Joaquim Barbosa para a Alemanha, no dia 27, mas as penas só seriam definidas após a volta dele, na semana no dia 4.
A execução das sentenças, no entanto, é impossível de ser prevista porque depende da publicação do acórdão e do exame de todos os embargos, caso defesa ou acusação apontem algum tipo de omissão, obscuridade ou contradição no documento.
No exame dos embargos as partes são ouvidas novamente, mas não há mais sustentação oral. Se forem rejeitados, fica mantido o texto original, mas, se forem aceitos, é elaborado um novo acórdão ao qual outra vez podem ser apresentados embargos.
O caminho até o trânsito em julgado e daí às prisões, como se vê, é longo e vai entrar por 2013 afora.
Talvez mais, a julgar pelo caso do deputado federal Natan Donadon, condenado pelo STF em 2010 a 13 anos de prisão por desvio público e até hoje solto por força de recursos.
Podia ser pior. Condenados por corrupção ativa e ainda a serem julgados por formação de quadrilha, Dirceu e Genoino escaparam da denúncia por peculato.
Em 2006 a Procuradoria-Geral da República enquadrou ambos naquele crime, mas a acusação foi recusada em 2007 no STF por unanimidade.
Tudo ou nada - VERA MAGALHÃES - PAINEL
FOLHA DE SP - 18/10
Em desvantagem nas pesquisas, José Serra enxerga na série de debates na TV que começa hoje a chance derradeira para carimbar em Fernando Haddad o selo do "despreparo" para administrar São Paulo. Mais experiente que o rival neste tipo de confronto, o tucano terá cautela para não subir o tom a ponto de soar arrogante. Ciente dos riscos de um mau desempenho, Haddad suspendeu a agenda para imersão nos temas que sua equipe considera passíveis de questionamento.
Camaradas Grupo de 40 dirigentes de entidades do movimento estudantil, como UNE e Ubes, divulgará hoje carta defendendo a gestão de Haddad no MEC, alvejada pela campanha de Serra. Segundo o texto, o petista promoveu uma "revolução na educação brasileira".
Terror Jornal distribuído pelo comitê sindical pró-Haddad diz que haverá escalada da violência na capital caso Serra vença. "Arrastões, assaltos em shoppings, chacinas e explosões de caixas eletrônicos vão aumentar. O crime organizado se alastrará em São Paulo", diz o texto.
Fora do ar O candidato tucano não pretende questionar Haddad sobre o kit anti-homofobia do MEC no debate. Mas estrategistas serristas acham que o petista pode evocar o assunto para dizer que foi vítima de intolerância de apoiadores do rival.
Veja bem Vereadores do PT dizem que reunião do grupo ligado ao deputado Vicente Cândido anteontem foi para discutir engajamento na reta final da campanha de Haddad. "Não tem cabimento falar em espaço em governo agora", diz Juliana Cardoso.
Dupla Enquanto Dilma Rousseff estreia no palanque de Nelson Pelegrino, em Salvador, o governador Eduardo Campos (PE) e o senador Aécio Neves (PSDB) vão amanhã a Uberaba para apoiar Antonio Lerin (PSB), que disputa com Paulo Piau (PMDB), em aliança com o PT.
Horário nobre ACM Neto apelou à Justiça para impedir telões no comício da presidente amanhã em Cajazeiras. O recurso serviria para levar ao público o capítulo final da novela "Avenida Brasil". Para o DEM, a transmissão caracterizaria "showmício", o que é proibido por lei.
Petit comité Conhecida pelo estilo discreto, Dilma aceitou sugestão da ministra Marta Suplicy e vai promover um coquetel no Palácio da Alvorada no dia 5, para cerca de 100 pessoas, em homenagem aos premiados com a Ordem do Mérito Cultural.
Do lixo ao luxo O apresentador da cerimônia será o ator José de Abreu, um dos mais ferrenhos críticos da ex-ministra Ana de Hollanda, que nesta semana desencarna do papel de Nilo, o rei do lixão de "Avenida Brasil".
O que é isso... Ministros do governo Dilma acusam José Dias Toffoli de "traição" pelo voto a favor da condenação de José Genoino por corrupção ativa no mensalão.
... companheiro? Dizem que, para absolver José Dirceu, Toffoli condenou "um inocente" e relatam que, apesar de já ter votado em Genoino, o ministro do STF nunca teve simpatia pelo ex-deputado quando atuava no PT.
Visitas à Folha Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo, visitou ontem a Folha.
André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Roberto Sallouti, diretor vice-presidente.
Alexandre Raposo, presidente da TV Record, visitou ontem a Folha. Estava com Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo.
com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI
tiroteio
"Se a construção de aliança se consolidar para disputa da presidência da Câmara, não tem acerto em outra posição."
DO DEPUTADO JÚLIO DELGADO (PSB-MG), negando que tenha pretensão de se candidatar à presidência com o real intuito de negociar um cargo à Mesa.
contraponto
Superstição eleitoral
Reunidos na sede da CTB para organizar ato de sindicalistas em favor de Fernando Haddad (PT), dirigentes de seis centrais aguardavam a presença de Nádia Campeão (PC do B), candidata a vice-prefeita. Como todos os lugares à mesa estavam ocupados, restava a ela tomar o assento da presidência. Sem graça, Nádia recusou:
-Melhor não, arrumem outro lugar.
Um dos sindicalistas quis saber a razão, ao que a candidata respondeu prontamente:
-Sentar na cadeira da chefia antes da hora dá o maior azar. Prefiro me precaver!
Cabresto na Petrobrás - EDITORIAL O ESTADÃO
O Estado de S.Paulo - 18/10
Depois de ter defendido várias vezes um aumento do preço da gasolina, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, parece ter perdido a pressa, embora a empresa precise de caixa para enfrentar seu enorme programa de investimentos. O aumento virá, disse a executiva, mas ninguém deve esperá-lo para breve. A empresa, segundo ela, pode melhorar suas finanças de outras formas - por meio, por exemplo, de um esforço de redução de custos operacionais. Seria difícil encontrar um discurso menos convincente. Não há como levar a sério a nova fala da presidente da empresa, até porque é bem conhecida a resistência dos ministros da área econômica e financeira a uma elevação dos preços dos combustíveis. O melhor, segundo eles, é deixar para mais tarde, quando as pressões inflacionárias forem menores. Nenhuma dessas alegações é segredo, nesta altura.
Quando assumiu a presidência da Petrobrás, Graça Foster chegou a criar, em seus primeiros pronunciamentos, a expectativa de mudanças na orientação da empresa. Ela criticou a política executada pela administração anterior, apontou erros em projetos e chamou a atenção para desvios em relação às metas anunciadas. Talvez houvesse mesmo, naquele momento, alguma intenção de passar a limpo os critérios de gestão da empresa. Em pouco tempo, no entanto, as pretensões da nova direção parecem ter encolhido.
Por enquanto, prevalecem os costumes consolidados na gestão anterior. A Petrobrás, maior estatal brasileira, permanece refém do voluntarismo do governo. Continua forçada a deixar em segundo plano a própria atividade para servir a objetivos estranhos à sua missão empresarial.
Um desses objetivos é o controle da inflação, tarefa mais adequada ao Banco Central (BC) do que a uma petroleira. A incompatibilidade é ainda mais óbvia quando se trata, como nesse caso, de uma companhia comprometida com gigantescos programas de investimentos em exploração, produção e processamento de petróleo e gás, além de manter e provavelmente expandir, é claro, as atividades de transporte e comercialização.
Outra missão estranha aos interesses próprios da empresa é a execução, mesmo com aumento de custos, de uma parcela importante da política industrial. Nacionalizar a produção de equipamentos e componentes pode ser um respeitável objetivo político, mas é um erro evidente subordinar os custos, os prazos, a eficiência e a rentabilidade da Petrobrás a essa tarefa. Essa mistura de funções envolve riscos tanto para a estatal quanto para o conjunto da economia, dependente do sucesso da Petrobrás como fornecedora de combustíveis.
Os danos causados à empresa pelo voluntarismo característico da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são conhecidos. A empresa foi usada tanto para o controle de preços - ou, mais precisamente, para o controle dos índices de preços - como para a execução de planos políticos de interesse do grupo no governo e, muito especialmente, do presidente da República. A associação com a PDVSA para construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi ditada por esse tipo de objetivo. Não se concretizou a associação, até agora, mas a Petrobrás aplicou recursos enormes, bem maiores que os inicialmente previstos, na obra ainda hoje incompleta.
A motivação do governo para proibir o aumento de preços dos combustíveis aponta para outra distorção importante. Segundo as autoridades monetárias, a inflação está controlada e converge para o centro da meta (4,5%). Mas essas mesmas autoridades reconhecem a existência de pressões inflacionárias e, de acordo com suas projeções oficiais, a inflação efetiva ainda estará acima de 4,5% em 2014. De toda forma, um reajuste para os preços da Petrobrás seria agora inconveniente, segundo o governo.
Há uma evidente incoerência no discurso oficial sobre a inflação. De novo, prevalece o voluntarismo. É preciso considerar irrelevantes as pressões inflacionárias - proibindo, ao mesmo tempo, reajustes de preços dos combustíveis - porque a presidente da República decidiu prolongar o corte de juros a qualquer preço. O BC atende a seus desejos, assim como a Petrobrás. Pelo menos na ordem unida há uma coerência aparente.
Novos ventos - SONIA RACY
O ESTADÃO - 18/10
O processo foi remetido à Superintendência Nacional de Previdência Complementar, para apurar responsabilidades dos dirigentes do fundo.
Novos ventos 2
Detalhe curioso: a diretora calculou que a probabilidade de um dos acusados ter acertado tantas vezes no mercado sem um “esquema” por trás é de 1 para 256 setilhões.
Só para se ter ideia, as chances de alguém ganhar na Mega-Sena são de 1 para 50 milhões.
Suspense
Está quase no fim auditoria realizada por terceiros na Via Varejo – sob encomenda do Pão de Açúcar. O que acharam ainda é impublicável.
Apurou-se que o Grupo deve anunciar o resultado em breve.
Lixão
São Paulo está no topo da lista da Campanha Nacional do Desarmamento. Desde maio de 2011, foram recolhidas 16.554 armas de fogo em todo o Estado. Algo como 20% do total no Brasil. Os revólveres representam 48% dos modelos entregues no período.
Os armamentos vão para um depósito das Forças Armadas, onde serão destruídos por um rolo compressor.
Onde há fumaça…
Depois de Roberto Podval, são fortes os rumores de que Rosana Chiavassa também desistirá de sua candidatura para apoiar Alberto Toron à presidência da OAB-SP.
Procurado pela coluna, o candidato respondeu apenas que os dois estão… conversando.
Chanel
Nomes da moda, entre eles Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch, se reúnem com Marta Suplicy para reativar a comunicação com o MinC.
Amanhã, na Funarte, em SP.
Morte morrida?
Quem pensa que Max morreu em Avenida Brasile que Marcelo Novaes não vem tendo nada para fazer, se engana. O ator está gravando nada menos que seis versões para sua morte no folhetim da Globo.
Em tempo: hoje, o elenco participa de festa de encerramento da novela no Projac, no Rio.
‘Discaçaço’
Caetano Veloso batizou seu novo CD de Abraçaço. Palavra que o compositor costuma usar para finalizar seus e-mails.
Segundo o cantor, a repetição do “ç” parece um eco, “um reverb verbivocovisual”. E sugere não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo. “Tudo isso tem a ver com como percebo o disco”, explica.
Só simpatia?
Pep Guardiola– que passa ano sabático em NY – foi reconhecido por estudante brasileiro durante aula de economia de Xavier Sala-i-Martin(que já foi presidente do Barcelona), na Universidade Columbia.
“Por que não treina o Brasil?”, perguntou o aluno. E o catalão: “Adoraria, mas nunca fui convidado”.
Arigatô
Entre as exigências da TV japonesa, no acordo que fez com a CBF, estava a de que pelo menos 70% dos jogadores em campo na partida Japão/ Brasil fossem titulares.
Sorte. Ninguém se machucou.
Quem vem
Mia Couto desembarca na Vila Piraporinha. Participa, dia 7, da Mostra de Artes da Periferia.
Mais precisamente, do Sarau da Cooperifa. O poeta Sérgio Vaz, um dos criadores do Sarau, é leitor do autor moçambicano.
Na frente
Drauzio Varella lança seu livro Carcereiros. Na Livraria Cultura da Cia. das Letras. Hoje, no Conjunto Nacional.
A Mostra de Cinema de São Paulo abre hoje com o filme Nosferatu. No Auditório do Ibirapuera.
Kika Goldstein abre exposição no D4. Hoje, nos Jardins.
A Rolling Stone Brasil comemora 6 anos, com show do Titãs. Hoje, no Cine Joia.
Gustavo Franco lança em novembro, pela Zahar, o livro As Leis Secretas da Economia, retrato bem-humorado do mercado financeiro no País.
A Red Valentino abriu loja no Shopping Cidade Jardim.
A We Clap arma festa de Halloween, amanhã.
Correção: Wanderley Nunes não pilota almoço com a Kérastase no dia 22.
Manifestantes anti-Serra armam uma “sushizada”, em que servirão peixe-serra, na bandeja, durante a apuração do segundo turno. Preço? R$ 50, no Bar da Frente, em Pinheiros.
MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO
FOLHA DE SP - 18/10
Com R$ 120 mi, empresa gaúcha instala nova fábrica
Com R$ 120 milhões em investimentos, a fabricante de estruturas metálicas Metasa irá construir uma nova fábrica em Charqueadas (a 60 quilômetros de Porto Alegre).
A unidade fabril produzirá estruturas para plataformas de petróleo.
A probabilidade de a Petrobras descartar investimentos caso não haja reajuste no preço dos combustíveis não preocupa a companhia.
"[A estatal] não deve voltar atrás. Pode adiar, mas [os projetos] vão acontecer", afirma o presidente da Metasa, Antônio Roso.
A empresa não vende diretamente para a Petrobras, mas para fabricantes de módulos de plataformas que têm contratos com a petroleira.
A planta de Charqueadas deve começar a operar já em abril de 2013 como centro de montagem de peças produzidas na fábrica de Marau (a de 270 km da capital gaúcha).
A partir de 2014, os equipamentos para produzir as estruturas serão instalados na nova unidade.
A intenção é aumentar a produção da companhia em 20% no primeiro ano de operação da planta. A partir do segundo, o crescimento deverá ser de 50%.
A empresa produz hoje 3.500 toneladas por mês em duas fábricas -em Marau e em Santo André (SP).
A ideia inicial da companhia era instalar a terceira unidade em Rio Grande (RS), mas os planos do governo gaúcho de montar um polo naval em Charqueadas e a facilidade de mão de obra atraíram a Metasa, segundo o diretor Oscar de Azevedo.
Rio Grande deverá receber agora uma unidade de logística, assim como Macaé (RJ).
AÇO PROTEGIDO
A metalúrgica Armco Staco vai expandir suas operações com a instalação de um novo parque fabril na cidade de Resende (RJ) para ampliar a capacidade das linhas de galvanização (tecnologia que protege o aço contra a corrosão).
Com investimento total de R$ 40 milhões, a terceira unidade da empresa, que já tem plantas na cidade do Rio de Janeiro e em Guarulhos (SP), deverá ser inaugurada em fevereiro do próximo ano.
A empresa espera com isso incrementar o faturamento anual, de R$ 250 milhões, em cerca de R$ 50 milhões.
"É uma localização estratégica para escoar a produção para os Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. Como o produto tem um preço muito baixo, o valor do frete tem um peso grande", diz Arnaldo Pampalon, sócio da companhia.
Crédito...
Os usuários cadastrados na Nota Fiscal Paulista usaram R$ 12,5 milhões para abater o IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos) de 2013 na primeira quinzena de outubro, segundo a Secretaria da Fazenda.
...para imposto
No período, essa foi a opção de 66,4 mil consumidores, ante os 89,7 mil do ano passado. Outubro é o único mês em que se podem utilizar os créditos para o pagamento do imposto de 2013.
Convenção...
A International Bar Association, organização que reúne profissionais de direito internacional de 180 países, realiza um encontro hoje na sede paulista do escritório Demarest e Almeida Advogados.
...de direito
Participarão também da reunião advogados representantes das bancas Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga, Pinheiro Neto e Machado Meyer, entre outros.
CASA PARA CHOCÓLATRAS
A Bauducco está entrando no segmento de empórios e cafeterias por meio de lojas-conceito em que serão comercializados produtos artesanais. Serão mais de 70 itens na Casa Bauducco, que terá suas primeiras unidades em São Paulo. A operação começa com duas lojas até o final deste ano.
Foram investidos R$ 6 milhões no início da nova operação. O objetivo é inaugurar oito lojas no decorrer de 2013, de acordo com Paulo Cardamone, diretor-geral da Casa Bauducco.
"Estamos buscando pontos que atendam ao perfil do empreendimento. O valor total do aporte depende de variáveis como localização e tamanho do espaço. O projeto inicia-se em São Paulo, mas, como se trata de uma nova unidade de negócios independente da empresa, já temos um plano de expansão definido para os próximos anos que contemplará outras grandes cidades."
OLHO NA CRISE
Uma nova recessão econômica global é apontada como um dos principais riscos para o mercado nos próximos 12 meses para 36% dos investidores da Europa e dos EUA entrevistados pela EIU (Economist Intelligence Unit).
O agravamento da crise europeia e o fim da zona do euro também foram citados como fatores que podem gerar os chamados "tail risks", eventos considerados pouco prováveis, mas que não podem ser desconsiderados.
A saída da Grécia da zona do euro também preocupa. Ela foi indicada por 29% dos entrevistados.
A crise econômica de 2008 fez com que os investidores reconsiderassem suas estratégias para alocação de ativos. A maioria (70%) não descarta redução nos ganhos na escolha de ferramentas para evitar grandes perdas.
Foi entrevistado um total de 310 investidores.
Com R$ 120 mi, empresa gaúcha instala nova fábrica
Com R$ 120 milhões em investimentos, a fabricante de estruturas metálicas Metasa irá construir uma nova fábrica em Charqueadas (a 60 quilômetros de Porto Alegre).
A unidade fabril produzirá estruturas para plataformas de petróleo.
A probabilidade de a Petrobras descartar investimentos caso não haja reajuste no preço dos combustíveis não preocupa a companhia.
"[A estatal] não deve voltar atrás. Pode adiar, mas [os projetos] vão acontecer", afirma o presidente da Metasa, Antônio Roso.
A empresa não vende diretamente para a Petrobras, mas para fabricantes de módulos de plataformas que têm contratos com a petroleira.
A planta de Charqueadas deve começar a operar já em abril de 2013 como centro de montagem de peças produzidas na fábrica de Marau (a de 270 km da capital gaúcha).
A partir de 2014, os equipamentos para produzir as estruturas serão instalados na nova unidade.
A intenção é aumentar a produção da companhia em 20% no primeiro ano de operação da planta. A partir do segundo, o crescimento deverá ser de 50%.
A empresa produz hoje 3.500 toneladas por mês em duas fábricas -em Marau e em Santo André (SP).
A ideia inicial da companhia era instalar a terceira unidade em Rio Grande (RS), mas os planos do governo gaúcho de montar um polo naval em Charqueadas e a facilidade de mão de obra atraíram a Metasa, segundo o diretor Oscar de Azevedo.
Rio Grande deverá receber agora uma unidade de logística, assim como Macaé (RJ).
AÇO PROTEGIDO
A metalúrgica Armco Staco vai expandir suas operações com a instalação de um novo parque fabril na cidade de Resende (RJ) para ampliar a capacidade das linhas de galvanização (tecnologia que protege o aço contra a corrosão).
Com investimento total de R$ 40 milhões, a terceira unidade da empresa, que já tem plantas na cidade do Rio de Janeiro e em Guarulhos (SP), deverá ser inaugurada em fevereiro do próximo ano.
A empresa espera com isso incrementar o faturamento anual, de R$ 250 milhões, em cerca de R$ 50 milhões.
"É uma localização estratégica para escoar a produção para os Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. Como o produto tem um preço muito baixo, o valor do frete tem um peso grande", diz Arnaldo Pampalon, sócio da companhia.
Crédito...
Os usuários cadastrados na Nota Fiscal Paulista usaram R$ 12,5 milhões para abater o IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos) de 2013 na primeira quinzena de outubro, segundo a Secretaria da Fazenda.
...para imposto
No período, essa foi a opção de 66,4 mil consumidores, ante os 89,7 mil do ano passado. Outubro é o único mês em que se podem utilizar os créditos para o pagamento do imposto de 2013.
Convenção...
A International Bar Association, organização que reúne profissionais de direito internacional de 180 países, realiza um encontro hoje na sede paulista do escritório Demarest e Almeida Advogados.
...de direito
Participarão também da reunião advogados representantes das bancas Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga, Pinheiro Neto e Machado Meyer, entre outros.
CASA PARA CHOCÓLATRAS
A Bauducco está entrando no segmento de empórios e cafeterias por meio de lojas-conceito em que serão comercializados produtos artesanais. Serão mais de 70 itens na Casa Bauducco, que terá suas primeiras unidades em São Paulo. A operação começa com duas lojas até o final deste ano.
Foram investidos R$ 6 milhões no início da nova operação. O objetivo é inaugurar oito lojas no decorrer de 2013, de acordo com Paulo Cardamone, diretor-geral da Casa Bauducco.
"Estamos buscando pontos que atendam ao perfil do empreendimento. O valor total do aporte depende de variáveis como localização e tamanho do espaço. O projeto inicia-se em São Paulo, mas, como se trata de uma nova unidade de negócios independente da empresa, já temos um plano de expansão definido para os próximos anos que contemplará outras grandes cidades."
OLHO NA CRISE
Uma nova recessão econômica global é apontada como um dos principais riscos para o mercado nos próximos 12 meses para 36% dos investidores da Europa e dos EUA entrevistados pela EIU (Economist Intelligence Unit).
O agravamento da crise europeia e o fim da zona do euro também foram citados como fatores que podem gerar os chamados "tail risks", eventos considerados pouco prováveis, mas que não podem ser desconsiderados.
A saída da Grécia da zona do euro também preocupa. Ela foi indicada por 29% dos entrevistados.
A crise econômica de 2008 fez com que os investidores reconsiderassem suas estratégias para alocação de ativos. A maioria (70%) não descarta redução nos ganhos na escolha de ferramentas para evitar grandes perdas.
Foi entrevistado um total de 310 investidores.
A nova conta movimento - CELSO MING
O Estado de S.Paulo - 18/10
Ontem, o Tesouro repassou para o BNDES mais um empréstimo de R$ 20 bilhões de um total de R$ 45 bilhões previstos para este ano. No ano passado, o BNDES já recebera R$ 55 bilhões.
Essas transferências cumprem a função de suprir o BNDES de recursos oficiais destinados a empréstimos de longo prazo, para viabilizar investimentos das empresas tanto públicas como privadas. Mas não são os únicos repasses do Tesouro a bancos oficiais. O Banco do Brasil deve receber neste ano até R$ 8,1 bilhões, e a Caixa Econômica Federal, outros R$ 13 bilhões - como munição para o crédito e para forçar os bancos privados a reduzir os juros nas suas operações ativas.
Embora decididos com as boas intenções de praxe, esses repasses produzem distorções. A primeira é a reedição da chamada conta movimento. Foi a união incestuosa entre Tesouro e Banco do Brasil que financiou despesas do governo com dívida pública e emissões de moeda. Causou enormes estragos à economia brasileira até ser extinta em 1986, no governo Sarney.
O único ponto positivo dos atuais repasses do Tesouro é o de só poderem ser feitos caso, no resto, o governo cumpra um bom programa de responsabilidade fiscal. Mas, se é uma reedição de práticas condenáveis, está visto que não podem acabar bem.
A segunda incongruência já foi reconhecida pelo próprio presidente do BNDES, o economista Luciano Coutinho. Essa gambiarra fiscal, em que dinheiro público gerado com vento é injetado nas veias de algumas empresas brasileiras, impede o desenvolvimento de um mercado de capitais sadio no Brasil - onde qualquer empresa bem administrada e com um bom projeto poderia se financiar com recursos relativamente baratos para a sua expansão. Quem e qual instituição financeira pode concorrer com o BNDES (ou com o Tesouro) no fornecimento de recursos de longo prazo nessas condições? Esse é o maior obstáculo para o desenvolvimento de um mercado de debêntures, ou seja, de lançamento de títulos de longo prazo pelas empresas. O BNDES sempre fornecerá recursos mais baratos do que o mercado vai cobrar.
No passado, a falta de recursos de longo prazo para financiar o crescimento tinha outras causas - como a inflação alta ou a insegurança criada pelos fundamentos frágeis da economia. Hoje, um dos principais motivos é a ausência de poupança de longo prazo no mercado.
Esse desvio leva a outro: os bancos oficiais acabam por fazer concorrência desleal aos privados, em capitais de investimento e de crédito a prazos mais curtos.
Outro fator negativo é a escolha arbitrária dos campeões dos torneios de crescimento econômico. À medida que passa a deter o monopólio da oferta interna dos capitais de longo prazo e escolhe as empresas que vão desfrutá-los, outros elementos de irracionalidade se instalam na economia. Muitas vezes, eleitos assim designados são as melhores opções de investimento. Transferências de recursos com critérios políticos motivam critérios também políticos de aferição de resultado. E isso já se sabe onde vai parar.
Além disso, nem sempre os financiamentos, sejam de que prazo forem, chegam ao grupo empresarial que deles mais necessita. Ao contrário, muitas vezes a empresa já detém reservas para seus planos de investimento. Mas, uma vez que conta com o beneplácito do governo federal, prefere dar-lhes outra destinação.
Segundo round - MIRIAM LEITÃO
O GLOBO - 18/10
Mais importante do que saber que Barack Obama ganhou o segundo debate é entender que proposta econômica está por trás de cada candidato. A distância entre Obama e Mitt Romney é maior do que era entre o atual presidente e o republicano que ele derrotou em 2008. E é um momento decisivo para a economia americana e mundial porque é o começo da recuperação.
Na área da energia, a grande diferença está marcada na defesa do carvão, feita por Romney. Ele diz que adora "carvão limpo", mas a tecnologia dessa limpeza é controversa. No governo Obama, os EUA estão reduzindo emissões de gases de efeito estufa, mas ele nem usou esse argumento. Seu projeto de investimento em fontes alternativas, como solar e eólica, é importante, mas a participação na matriz energética ainda é pequena. O que tem mudado é o aumento do gás extraído da rocha de xisto, que tem impacto ainda não suficientemente estudado sobre o meio ambiente. A extração pode contaminar o lençol freático.
Romney, em termos de energia e de combate às mudanças climáticas, significará um retrocesso para o mundo. E isso é tudo o que não se quer. Os progressos foram menores do que se esperava na era Obama. Perder esses poucos avanços é assustador.
Obama defendeu sua política para a indústria de automóveis e disse que seu adversário a deixaria falir. As empresas quebraram no colo de Obama como parte da herança que recebeu do governo anterior. Sua saída foi dar dinheiro público em volumes exorbitantes para a indústria. O governo virou o maior acionista da General Motors. Depois, fez mudanças que induziram uma renovação. Romney, disse Obama, deixaria a indústria falir. O candidato republicano argumentou que seria uma destruição que levaria a uma indústria mais competitiva no futuro.
A ortodoxia econômica de Romney não faz dele um defensor do livre comércio. Todo o discurso que ele fez no debate ameaçando a China por tomar empregos americanos pode se voltar contra outros países. É mais popular na campanha atacar a China. No entanto, se for eleito, Romney logo descobrirá a estranha relação simbiótica entre os dois países. Barreiras contra a China podem significar redução da exportação dos Estados Unidos.
Na questão do emprego, o debate ficou vago, como sempre. Obama disse que criou cinco milhões de vagas e que reduziu a taxa de desemprego. Romney alega que a queda do desemprego foi causada pela redução do número de pessoas procurando colocação. É verdade que aumentou a oferta de emprego no governo Obama, mas também é verdade que o índice permanece tão elevado que muitos desistiram de procurar trabalho.
Romney está, em termos econômicos e políticos, à direita de John McCain, que disputou com Obama na última eleição. O ex-governador de Massachusetts teve que ir mais para a direita, com a escolha do vice, Paul Ryan, pelo movimento de radicalização do partido desde que surgiu o Tea Party.
Obama defendeu seu governo dizendo que fez a mais forte regulação do mercado financeiro desde 1930. De fato, ele conseguiu aprovar a duras penas novas regras de supervisão e controle dos bancos.
Ponto curioso do debate é que Obama tem um passado democrata recente a lembrar: os anos Clinton. Já Romney quando fala do passado republicano ressalta os anos Reagan. Isso o faz merecedor da medalha olímpica de salto à distância, porque tem que pular sobre três mandatos George Bush: um do pai e dois do filho.
O ponto importante da escolha é que, com todas as falhas, Obama tem persistido no caminho da recuperação da economia. Romney disse que tudo será diferente, mas não diz exatamente como.
A saída para a crise - GILLES LAPOUGE
O Estado de S.Paulo - 18/10
O presidente francês, François Hollande, teve uma ideia e a confiou numa entrevista coletiva concedida aos seis maiores jornais europeus. "Estamos perto, muito perto da saída da crise do euro... O pior ficou para trás." Nada mal...
Sob esse título retumbante, Hollande explicou. Está se conseguindo resolver de maneira definitiva a situação da Grécia que fez muitos esforços e deve ter assegurada sua permanência na zona do euro. Ao mesmo tempo, responderam-se às demandas dos países que fizeram as reformas esperadas e devem poder se financiar com taxas razoáveis.
Enfim, a Europa criou a União Bancária.
E para os que poderiam duvidar do otimismo de Hollande, este prosseguiu dando garantias. Essas garantias, na verdade, são o próprio Hollande. Ele fala com frequência, na primeira pessoa, como se fosse madame Angela Merkel: "Quero que todas as questões relativas à União Bancária sejam acertadas até o fim do ano (...) Eu quis que a Europa assumisse a prioridade do crescimento, sem recolocar em questão a seriedade orçamentária...".
No embalo, ele deu suas instruções aos dirigentes dos países da zona do euro: "Os países que estão com superávit devem estimular sua demanda interna com um aumento dos salários e uma redução das deduções". E, ao contrário, teve um pensamento para os países que sofrem com a austeridade: "Não se deve infligir uma pena perpétua a nações que já fizeram sacrifícios consideráveis se os povos não constatarem, em algum momento, o resultado de seus esforços". Não é difícil perceber, por trás desses "retratos falados", primeiro a Alemanha, e depois a Grécia, a Espanha, a Itália, a Irlanda...
Aqui e ali, percebem-se críticas à Alemanha, mas sem acrimonia. Sobre a chanceler Merkel, ele disse: "Ela é clara. Ela diz as coisas. Isso faz ganhar tempo. Eu tenho a mesma abordagem. Em seguida, de nossos pontos de partida, nós procuramos encontrar o melhor ponto de chegada. É mais fácil com esses pontos de partida explícitos do que com pontos de partida ambíguos. E ninguém pode dizer que madame Merkel é ambígua."
Essas declarações são duplamente importantes. De um lado, Hollande se mostra um belo otimista. Ele é o primeiro "vigia" que nos anuncia que o céu se desanuviará e que um dia os bons tempos voltarão. De outro, esse homem que, com frequência, pintamos como indeciso, um pouco apagado, se apresenta como um chefe. E como um dos arquitetos da Europa. "Eu quero..., eu quis... eu decidi..., etc." O otimismo de Hollande será partilhado? No mesmo jornal Le Monde (consagrado à Europa), o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, foi mais prudente. "Não vimos uma compra de dívida pelo Banco Central Europeu (BCE). O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef) não funciona, embora essa medida tenha sido anunciada há um ano. Os problemas persistem de maneira muito grave na Grécia e na Espanha.
"As soluções propostas dizem respeito apenas aos problemas visíveis, em outras palavras, à possibilidade de crash dos bancos e ao refinanciamento da dívida soberana. As medidas anunciadas podem pôr fim ao estresse desses dois mercados, mas não resolverão a questão central da retomada."
"... Trata-se de saber se essa iniciativa, que consiste em dizer às populações que os salários continuarão a baixar e o trabalho continuará a faltar durante dois ou três anos, ainda é politicamente viável. É uma estratégia temerária." O ministro brasileiro falou depois de Hollande que também desejou colocar a ênfase no retorno do crescimento.
"Sim", disse Mantega, "mas mesmo concordando com Hollande, não vejo essas questões na ordem do dia. A proposta consiste em fazer uma economia de 30 bilhões aumentando impostos e reduzindo despesas.
Mas onde está o programa de investimentos? O banco europeu para o desenvolvimento já existe, mas não funciona. É preciso pensar com urgência em uma estratégica que abrevie a crise. O tempo passa..." E Mantega terminou com a bela frase "Como disse John Maynard Keynes, no longo prazo, estaremos todos mortos". / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
O duelo dos Melhores - ALEXANDRA MORAES
FOLHA DE S. PAULO - 18/10
Contra ataques, Haddad franze o cenho e solta o verbo, e Serra dá bronca professoral
OS AUTOPROCLAMADOS Melhor ministro da Saúde que o Brasil Já Teve e Melhor ministro da educação que o Brasil Já Teve se batem pela televisão.
Fernando Haddad (PT), o da Educação, havia retornado ao horário político, na segunda, vestindo branco e caminhando sorridente por São Paulo, guiado pelas pesquisas que já indicavam vantagem sobre José Serra (PSDB). Por onde passava, deixava um vasto rastro vermelho-petista. Era a mudança chegando, de acordo com a propaganda.
Na hora de atacar, falou em "políticos de meio mandato e meio expediente". Não deu nomes e deixou para seu ator loirinho boa-pinta fazer referências a "quem não tem compromisso com a verdade".
Pouco minutos antes, porém, Serra, o da Saúde, havia se vestido com o cinza da gravidade e jogado o mensalão no ventilador -pessoalmente.
Ao mesmo tempo, fora dos domínios do horário político, davam rasantes sobre os dois candidatos as cartilhas-bumerangue antipreconceito das quais ambos cuidaram no passado. Calvas e cabeleiras se ressentiram.
No programa noturno de terça, foi a vez de Haddad fazer sua investida mais direta. Realizou o equivalente àquele "basta, Haddad" acompanhado por tapa na mesa que Celso Russomanno desferiu no primeiro turno. "Serra não tem o menor respeito pelos fatos", vociferou, rouco, contra ataques à sua performance ministerial. Franziu o cenho, apertou os olhos puxados, prendeu o bico, soltou o verbo. Chamou o tucano pelo nome e usou o vocativo, dirigindo-se a ele diretamente: Ei, Serra, era com você mesmo que eu estava falando.
Já Serra, ainda de cinza-grave, tentava explicar a implicância do PT com as OSS (Organizações Sociais de Saúde).
Para isso, ao redor dos olhos bem abertos, sobrancelhas e mãos subiam e desciam com ar didático.
À maneira de um professor ligeiramente bravo, disse que os petistas ricos usam os melhores hospitais, mas querem vedar a parceria destas instituições com unidades públicas. "Fazem politicagem com assunto sério." Talvez aí tenha faltado "OS" para dar sentido completo ao que tem sido o debate: "Fazemos (todos) politicagem com assunto sério".
CLAUDIO HUMBERTO
“Estou preparado para ser preso”
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, condenado por chefiar o mensalão
BELTRAME QUER LIVRAR MARACANÃ E GALEÃO DO TRÁFICO
A ocupação das favelas de Manguinhos e Jacarezinho teve o objetivo principal de livrar de bandidos, até dezembro, toda a área do entorno do Maracanã e acessos e saídas do aeroporto do Galeão, segundo estratégia definida pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Desde domingo, forças de segurança tentam encurralar a gangue “Comando Vermelho” no Chapadão e na favela da Maré.
FALTA POUCO
Em dezembro, o Bope vai ocupar novas instalações, na entrada da Ilha, e a Polícia Militar espera declarar a Maré livre do tráfico.
UMA BRASTEMP
Ministros aproveitaram o julgamento de lavagem de dinheiro do mensalão para lavar roupa suja, no STF. O público ficou “passado”.
PENITÊNCIA
Fundador do PT, Plínio de Arruda Sampaio foi execrado por petistas no Twitter, ao advertir que a vitória de Haddad fortalece Lula e o mensalão.
VOTOS ZERO
O deputado Paulinho da Força apoia José Serra, mas seu PDT apoia Fernando Haddad. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.
CPI INTERPELA GOVERNO POR CEDER FEDERAL A PERILLO
A deputada Iris Araújo (PMDB-GO), da CPI mista do Cachoeira, decidiu interpelar o governo federal, por meio do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), por ceder o delegado Joaquim Mesquita, da Polícia Federal, para assumir a Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Como superintendente da PF no Estado, ele comandou a operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro e fez de Perillo investigado.
UM PROFISSIONAL
Delegado com mais de quinze anos de experiência, Joaquim Mesquita é especialista em segurança e pós-graduado em gestão pública.
CARTADA
Com o convite ao delegado que coordenou a operação Monte Carlo, Marconi Perillo tenta demonstrar que não teme as investigações.
BREJO TUCANO
O PSDB-SP esquece o propalado “antipetismo” paulistano para elogiar a gestão de Gilberto Kassab, enquanto vê a vaca a caminho do brejo.
DRAMA FAMILIAR
Réu do mensalão, Jacinto Lamas enfrenta um terrível drama pessoal. Ele pediu recentemente sua aposentadoria, na Câmara, para cuidar do filho pré-adolescente que ficou paraplégico após um acidente recente, e cuja enfermidade é dificultada por um grave quadro de depressão.
SCHALKA CAI FORA
Valter Schalka se demitiu da presidência da Votorantim Cimentos, gigante do setor, às vésperas de julgamento da acusação de formação de cartel, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
RACIONALIZAR É PRECISO
Ciro Nogueira (PP-PI), relator da reforma administrativa do Senado, defende a unificação de algumas áreas com a Câmara dos Deputados. Por exemplo, criando uma Biblioteca do Congresso. O senador Ciro avisa: as mudanças da reforma buscarão sempre o corte de despesas.
BRASILIDADE CULTURAL
A Comissão de Educação aprovou projeto do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) isentando turnês internacionais de impostos. A ideia é reverter a timidez do artista brasileiro na conquista de mercados lá fora.
ADIAMENTO
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) se empenhou para evitar a votação, no plenário, da indicação de Teori Zavaschi para o Supremo. Os tucanos querem evitar que ele participe do julgamento do mensalão.
OLHO VIVO
Políticos abram o olho com a desculpa do “tudo aprovado pelo Tribunal de Contas”. A Lei de Improbidade Administrativa não isenta o administrador público das exigências das leis de licitação. Foi o caso do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que usou o argumento. E não colou.
MP QUER GOVERNAR
O Ministério Público do DF vê “anomalias” no PDOT, plano urbanístico de Brasília submetido a audiências públicas, discutido durante meses na Câmara e que virou lei há dias. Nova instância de poder, o MP quer vetar a quadra 901 Norte e a mudança do gabarito do setor hoteleiro.
PORTA ARROMBADA
“Macaco” para remover avião avariado da pista não tem, mas a Infraero vai gastar quase R$ 2 milhões na construção de cinco guaritas de segurança no aeroporto internacional Tancredo Neves, em BH (MG).
FECHO DE OURO
Da roqueira-vó Rita Lee no Twitter, ontem: “Joaquim Barbosa, com o perdão de Vossa Excelência, vc é f...”.
PODER SEM PUDOR
COMO 'DESOCUPAR' UM MINISTRO
Durante um mês, o deputado Salatiel Carvalho (PMDB-PE) tentou ser recebido pelo então ministro de Minas e Energia de FHC, Rodolpho Tourinho. Cansado, Salatiel recorreu a Severino Cavalcante, que estava no exercício da presidência da Câmara. Severino também não conseguia falar com o ministro, sempre "ocupado". Resolveu blefar:
- Tem aqui um pedido de CPI para investigar corrupção no ministério...
Em trinta segundos, Severino falava com quem queria e em poucos minutos o deputado Salatiel seria procurado pelo solícito ministro.
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, condenado por chefiar o mensalão
BELTRAME QUER LIVRAR MARACANÃ E GALEÃO DO TRÁFICO
A ocupação das favelas de Manguinhos e Jacarezinho teve o objetivo principal de livrar de bandidos, até dezembro, toda a área do entorno do Maracanã e acessos e saídas do aeroporto do Galeão, segundo estratégia definida pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Desde domingo, forças de segurança tentam encurralar a gangue “Comando Vermelho” no Chapadão e na favela da Maré.
FALTA POUCO
Em dezembro, o Bope vai ocupar novas instalações, na entrada da Ilha, e a Polícia Militar espera declarar a Maré livre do tráfico.
UMA BRASTEMP
Ministros aproveitaram o julgamento de lavagem de dinheiro do mensalão para lavar roupa suja, no STF. O público ficou “passado”.
PENITÊNCIA
Fundador do PT, Plínio de Arruda Sampaio foi execrado por petistas no Twitter, ao advertir que a vitória de Haddad fortalece Lula e o mensalão.
VOTOS ZERO
O deputado Paulinho da Força apoia José Serra, mas seu PDT apoia Fernando Haddad. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.
CPI INTERPELA GOVERNO POR CEDER FEDERAL A PERILLO
A deputada Iris Araújo (PMDB-GO), da CPI mista do Cachoeira, decidiu interpelar o governo federal, por meio do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), por ceder o delegado Joaquim Mesquita, da Polícia Federal, para assumir a Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Como superintendente da PF no Estado, ele comandou a operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro e fez de Perillo investigado.
UM PROFISSIONAL
Delegado com mais de quinze anos de experiência, Joaquim Mesquita é especialista em segurança e pós-graduado em gestão pública.
CARTADA
Com o convite ao delegado que coordenou a operação Monte Carlo, Marconi Perillo tenta demonstrar que não teme as investigações.
BREJO TUCANO
O PSDB-SP esquece o propalado “antipetismo” paulistano para elogiar a gestão de Gilberto Kassab, enquanto vê a vaca a caminho do brejo.
DRAMA FAMILIAR
Réu do mensalão, Jacinto Lamas enfrenta um terrível drama pessoal. Ele pediu recentemente sua aposentadoria, na Câmara, para cuidar do filho pré-adolescente que ficou paraplégico após um acidente recente, e cuja enfermidade é dificultada por um grave quadro de depressão.
SCHALKA CAI FORA
Valter Schalka se demitiu da presidência da Votorantim Cimentos, gigante do setor, às vésperas de julgamento da acusação de formação de cartel, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
RACIONALIZAR É PRECISO
Ciro Nogueira (PP-PI), relator da reforma administrativa do Senado, defende a unificação de algumas áreas com a Câmara dos Deputados. Por exemplo, criando uma Biblioteca do Congresso. O senador Ciro avisa: as mudanças da reforma buscarão sempre o corte de despesas.
BRASILIDADE CULTURAL
A Comissão de Educação aprovou projeto do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) isentando turnês internacionais de impostos. A ideia é reverter a timidez do artista brasileiro na conquista de mercados lá fora.
ADIAMENTO
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) se empenhou para evitar a votação, no plenário, da indicação de Teori Zavaschi para o Supremo. Os tucanos querem evitar que ele participe do julgamento do mensalão.
OLHO VIVO
Políticos abram o olho com a desculpa do “tudo aprovado pelo Tribunal de Contas”. A Lei de Improbidade Administrativa não isenta o administrador público das exigências das leis de licitação. Foi o caso do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que usou o argumento. E não colou.
MP QUER GOVERNAR
O Ministério Público do DF vê “anomalias” no PDOT, plano urbanístico de Brasília submetido a audiências públicas, discutido durante meses na Câmara e que virou lei há dias. Nova instância de poder, o MP quer vetar a quadra 901 Norte e a mudança do gabarito do setor hoteleiro.
PORTA ARROMBADA
“Macaco” para remover avião avariado da pista não tem, mas a Infraero vai gastar quase R$ 2 milhões na construção de cinco guaritas de segurança no aeroporto internacional Tancredo Neves, em BH (MG).
FECHO DE OURO
Da roqueira-vó Rita Lee no Twitter, ontem: “Joaquim Barbosa, com o perdão de Vossa Excelência, vc é f...”.
PODER SEM PUDOR
COMO 'DESOCUPAR' UM MINISTRO
Durante um mês, o deputado Salatiel Carvalho (PMDB-PE) tentou ser recebido pelo então ministro de Minas e Energia de FHC, Rodolpho Tourinho. Cansado, Salatiel recorreu a Severino Cavalcante, que estava no exercício da presidência da Câmara. Severino também não conseguia falar com o ministro, sempre "ocupado". Resolveu blefar:
- Tem aqui um pedido de CPI para investigar corrupção no ministério...
Em trinta segundos, Severino falava com quem queria e em poucos minutos o deputado Salatiel seria procurado pelo solícito ministro.
QUINTA NOS JORNAIS
- Globo: Para relator, Dirceu chefiava esquema
- Folha: Para relator, José Dirceu comandava a quadrilha
- Estadão: Haddad está 16 pontos à frente de Serra, diz Ibope
- Valor: MP de elétricas é usada até para abolir exame da OAB
- Estado de Minas: Tradicional. Mas nem tanto…
- Zero Hora: Escassez força gaúchos a usar gasolina aditivada
- Correio Braziliense: Câmara amplia folga e mantém 14º e 15º salários
- Jornal do Commercio: O novo perfil das famílias
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