sábado, março 21, 2009

MÍRIAM LEITÃO

Cenário atual


O Globo - 21/03/09


A crise se espalha de forma diferente pela economia. A venda de caminhões está 20% menor. Mesmo com a redução do IPI, os brasileiros estão comprando 69 mil carros a menos por mês. O setor de computadores acha que venderá as mesmas 12 milhões de unidades, interrompendo o crescimento de 20% ao ano. Os supermercados achavam que ficariam no empate, mas desistiram de fazer previsão.

A situação está mudando muito. Alguns setores continuam com previsões mais otimistas, porque foram os mais dinâmicos nos últimos anos; outros despencaram; outros precisam exagerar as previsões de queda para fortalecer o lobby junto ao governo por ajuda.

Produtos cujas vendas cresceram muito nos últimos anos não têm previsões de queda. Mas não crescer já é um mau resultado. O mercado de computadores no Brasil só fez crescer durante mais de uma década. Os brasileiros compravam 650 mil computadores por ano no primeiro ano do governo Fernando Henrique. No último, compravam 3,3 milhões de computadores. Este número caiu para 3,06 milhões em 2003 e, aí, começou o enorme boom. No ano passado, os brasileiros compraram 12 milhões de computadores. Para 2009, a previsão da Abinee é de que as vendas não vão subir, nem cair, mas mudará o mix: vai cair a venda de desktop e aumentar a de notebooks, e o setor vai fechar nas mesmas 12 milhões de unidades.

Os brasileiros compraram 9,2 mil caminhões em novembro de 2008 e, em fevereiro deste ano, 6,4 mil. No primeiro bimestre, as vendas foram 20% menores que no primeiro bimestre do ano passado. Em veículos leves, o tombo do pico ao ponto mais baixo foi enorme. Em julho, foram vendidos 288 mil veículos. O melhor mês. Em novembro, foram 178 mil. A redução foi de 110 mil veículos. Mas julho tinha sido excepcional. Melhor ficar com o número de setembro, quando foram vendidos 269 mil carros. Depois de cair em outubro e novembro, o governo acudiu o setor com a redução de IPI. Melhorou, mas ainda está vendendo 69 mil veículos a menos do que em setembro.

Um setor que sempre foi dinâmico, e que cresce todos os trimestres desde o começo dos anos 90, é o de celular. Agora, está crescendo menos. Pegando só o número de acessos, o Brasil terminou 2008 com 150,6 milhões de acessos. Para se ter uma ideia do dinamismo do setor, em 1999 o país tinha 15 milhões de acessos. Multiplicou por dez neste período. Em fevereiro deste ano, segundo a Anatel, o Brasil tinha 152,3 milhões de acessos. Em novas linhas, foram 1,7 milhão no primeiro bimestre deste ano – sendo 415,9 mil em fevereiro –, contra 3,1 milhões no mesmo período do ano passado. A produção de aparelhos, que acompanhou a expansão do setor de telefonia móvel, está agora com estoques. Há estoques de aparelhos também nas operadoras e a indústria quer esperar março acabar, para só então arriscar as previsões para este ano.

Nos supermercados, a situação está confusa ainda. O presidente da Abras, Sussumu Honda, disse a Leonardo Zanelli, da coluna, que até o ano passado o setor vinha crescendo sempre acima do PIB. Agora não sabe o que vai acontecer. No começo do ano, as previsões eram de um crescimento de 2% a 2,5%, mas eles preferiram suspender até junho qualquer previsão. Alimentos continuam vendendo por serem sempre os últimos itens a saírem de qualquer lista de compras e porque a queda dos preços das commodities provocou deflação em alguns preços. Mas perecíveis, ele admite, é o segmento que está sentindo mais. A esperança dos supermercados é o volume de dinheiro que vem para a economia com o aumento do salário mínimo. Na indústria de alimentos, os laticínios estão com queda na produção, mas outros setores, como chocolates, conservas vegetais, massas e temperos, registram alta neste início de ano.

Em algumas áreas a crise parece aguda. As siderúrgicas estão com vários fornos parados. Uma delas, de cinco, está com três desligados. Um desastre completo. Isso pelo fenômeno que já comentei aqui na coluna: o setor vinha crescendo muito, acelerou a produção, não previu a crise. As compras de bens finais caíram, os distribuidores estavam estocados e a maior parte da demanda atual por aço está sendo atendida pelos distribuidores. A siderurgia teve que cortar drasticamente a produção até o fim da desova dos estoques. A indústria, de forma geral, está com uma utilização da capacidade instalada em níveis piores que em 2003, que foi um ano recessivo.

Os exportadores venderão menos, a preços menores, e com crédito mais curto e mais caro. O Banco Central está usando as reservas para financiá-los. Mas segundo Roberto Giannetti da Fonseca, os bancos, que pegaram essas reservas, subiram os juros nas linhas de financiamento e encurtaram os ACCs de 180 para 60 dias. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) está prevendo que o saldo comercial ficará em R$ 17 bilhões, dos R$ 29 bilhões atuais. Mas a exportação vai cair 20%. Só que, de novo, com várias diferenças. Commodities metálicas com preços bem menores. O alumínio chega a estar com um preço 50% menor. As commodities agrícolas sofrerão menos, porque as vendas vão continuar. Mas os produtos que não são cotados em bolsa, mas negociados no mercado físico, tiveram quedas maiores. A carne, por exemplo, teve uma queda de 35%.

Quem conversa com as empresas e setores percebe que a marca dessa crise é mesmo a imprevisibilidade.

INFORME JB

 Mudanças à vista na exploração mineral

Leandro Mazzini

Jornal do Brasil - 21/03/09

O governo está em alerta com a dependência externa do país com adubos e fertilizantes. Num país como o Brasil, considerado um dos celeiros do mundo, isso é preocupante, lembra o senador Gerson Camata (PMDB-ES) (foto). Daí o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter proposto a fabricação estatal de fertilizantes. Mais de 80% são importados. Os senadores pretendem mudar o Código Nacional de Mineração para mudar o quadro. Camata lembra que quatro multinacionais detêm o domínio sobre a exploração de reservas minerais no país. "O pior é que elas nem chegam a iniciar a exploração, e o governo assiste a tudo, passivo", protesta. Ele defende uma mudança radical na lei. Quem não explorar sua reserva no prazo de um ano perderá o alvará ou a licença.

Cidadão... ... do mundo

Engana-se quem pensa ser mole a vida do presidente Lula quando fica o dia inteiro no gabinete do Planalto. Na quinta à tarde, entre uma audiência e outra, recebeu o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, para quem foi todo ouvidos.

Depois, o presidente recebeu ligação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que desejava um lero-lero com Lula.

Parceiros

Um detalhe. Patrick Manning está no quarto mandato. Não que Lula queira um terceiro...

Surpresas

Os integrantes do Iron Maiden chegaram de surpresa ao pub O´Rilley, quinta à noite, em Brasília, e fizeram a festa da turma. Ontem, o guitarrista Janick Gers, do Iron, fez demorado tour pelo Congresso. Vá entender!

Tá difícil

Houve acordo de não-agressão entre os senadores Tião Viana e José Sarney. Um suspeita do outro sobre vazamento de denúncias.

Loyola reloaded

Gustavo Loyola, ex-presidente do BC, faz palestra dia 27 para o grupo Líderes Empresariais em São Paulo, no Hotel Intercontinental.

Lembrete

Está mesmo nas mãos do STF o destino do italiano Cesare Battisti, que ganhou refúgio no Brasil via Ministério da Justiça. Se a corte decidir por sua extradição, assim será feito. Mas um dos mais antigos ministros da corte lembra que "não existe decreto de extradição".

Lembrete 2

O presidente da República só tem competência constitucional para decretar expulsão (e não extradição) de estrangeiro.

A volta...

O ex-deputado federal Reinaldo Gripp (PL-RJ) é o novo secretário de Saúde de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Em 2006, a CPI das Sanguessugas recomendou seu indiciamento por suspeita de envolvimento na máfia das ambulâncias.

... dos que não foram

Outra envolvida no escândalo, Maria José Gouveia, ex-assessora do ex-deputado Itamar Serpa, também foi nomeada em Belford Roxo. Vai cuidar da captação de recursos em Brasília.

Notícia & música

A Video Clipping, uma das maiores empresas de clipping do país, completa 21 anos na terça. O Música no Museu fará concerto-homenagem às 12h30 no Real Gabinete Português, no Rio.

FERNANDO RODRIGUES

Ponto de inflexão

Folha de São Paulo - 21/03/09

BRASÍLIA - A oscilação negativa de cinco pontos percentuais (de 70% para 65%) na popularidade de Lula na pesquisa Datafolha é relevante. Pode marcar talvez o ponto de inflexão do petista neste seu segundo mandato. Mas mais eficaz para medir o humor do eleitorado são as respostas sobre a atual situação econômica.
Em novembro, 49% dos brasileiros aprovavam a atuação de Lula no combate aos efeitos da crise. Hoje, o percentual caiu para 43%. A popularidade do presidente (65%) ainda está oceânicos 22 pontos percentuais à frente. Manter essa diferença é o desafio do governo até a eleição do ano que vem. A dificuldade de Lula para permanecer nas alturas está diretamente relacionada ao desempenho da economia. Mais desemprego equivalerá a menos paciência dos eleitores. Também deve ser considerado o timing desse processo. A tal teoria das curvas concêntricas -como aquelas formadas pela pedra jogada no meio do lago.
Eleitores afluentes e com acesso a informação já sabem o tamanho do problema econômico mundial. São a primeira curva formada pela pedra no lago. A maioria dos brasileiros, na base da pirâmide social, só sentirá todos os efeitos da desaceleração num momento posterior. O cenário mais funesto para Lula é a inflexão atual atingir o seu pico daqui a um ano, quando estiverem sendo formadas as alianças para a eleição de outubro de 2010. O pior da crise poderá ter passado, mas muitos eleitores se pautarão pelos danos sentidos em 2009.
É o efeito Bush-Clinton. No início da década de 90, George Bush, o pai, tomou as medidas necessárias para corrigir os rumos da economia dos EUA. Na eleição de 1992, os eleitores não sentiam ainda os efeitos positivos. Elegeram o oposicionista Bill Clinton. É tudo com que a oposição brasileira sonha. E o pesadelo de Dilma Rousseff e do PT.

DORA KRAMER

Uma coisa é outra coisa


O Estado de São Paulo  - 21/03/09


As pesquisas Datafolha e CNI/Ibope constatam o esperado: com o agravamento da crise econômica, materializada aqui nas más notícias sobre o PIB do último trimestre de 2008, aumenta a apreensão das pessoas e diminui o grau de tolerância geral.

Quem pouco ligava para desvios éticos fica mais sensível a notícias sobre corrupção, quem estava seguro no emprego consumindo ao ritmo de 36 prestações mensais “sem juros” começa a se inquietar e a querer cobrar do governo uma providência antes que o pior aconteça.

Quem admirava a habilidade do presidente da República em se desviar das crises políticas tende a exigir mais sobriedade na administração da adversidade econômica, a cotejar palavras com rigor a fim de conferir se há relação entre a realidade vivida e os discursos ufanistas.

Seria, pois, de espantar se a popularidade do presidente Luiz Inácio da Silva não registrasse um abalo. A palavra “queda” soa um tanto superlativa ante a oscilação de cinco pontos porcentuais, em média, nas duas pesquisas.

Se no ambiente geral adverso Lula ainda conseguisse mais pontos positivos na avaliação pessoal, aí não seria presidente, mas um santo a operar o milagre da felicidade na crise econômica. Para quem é popular entre mais de 60% da população, cinco pontos a mais ou a menos não faz diferença. A questão que ao governo federal aflige – ou pelo menos deveria – é o comportamento futuro desses índices e como eles vão repercutir no papel que Lula pretende cumprir na História.

Desse ponto de vista, muito mais importante que a queda do índice de popularidade é o abalo no grau de confiança da população na figura do presidente e, por consequência, no governo. Segundo o Ibope, houve redução de seis pontos porcentuais no quesito de novembro a março.

Popularidade e confiabilidade são conceitos diferentes. Lula é popular por uma série de razões que não necessariamente guardam relação com seus reais atributos de governante. É o personagem preponderante na política, está todos os dias nos jornais, na televisão, no rádio, seu nome é dito e repetido em toda parte, a todo instante.

Popularidade se ganha, se perde e se recupera com relativa facilidade, bastando saber manejar com competência circunstâncias, emoções, características culturais do ambiente, simbologias e atributos pessoais.

Confiabilidade é outra coisa. É prima-irmã da credibilidade e, uma vez perdida, dificilmente é retomada. Principalmente se a perda é acelerada como a registrada na pesquisa Ibope.

O instituto Datafolha apontou o detalhe objetivo: 50% da população não acredita na afirmação do presidente Lula de que a crise econômica passaria pelo Brasil como uma “marolinha”. Há três meses, 39% diziam confiar naquelas palavras.

Essa é a perda consistente e que poderá influir no desempenho eleitoral do candidato governista à Presidência em 2010, seja a ministra Dilma Rousseff ou qualquer outro nome.Se o presidente fiador da candidatura é popular, a eleição municipal de 2008 mostrou que aos olhos do eleitorado isso não tem necessariamente influência sobre a opção de voto. A qualidade é pessoal e intransferível.

Agora, se o chefe do governo não é confiável, a desconfiança tende a contaminar a candidatura, pois ela é uma representação institucional. Uma característica fala sobre a simpatia despertada pela pessoa física, a outra diz respeito à avaliação de desempenho da figura jurídica.

Lula chegando com altos índices de popularidade em 2010, tanto melhor para a candidatura oficial. Mas, chegar lá com um grau razoável de confiabilidade será essencial.

Mais não seja, para entrar pela porta da frente na História.

Agenda do eleitor

Os índices de intenção de votos nos prováveis candidatos a presidente em 2010 se mantiveram praticamente os mesmos em relação à última pesquisa do Datafolha. A economia mexeu com a avaliação do presidente, mas passou longe da eleição.

Indica que o governador José Serra talvez esteja certo em resistir aos apelos para entrar na campanha eleitoral desde já. No momento, a crise está em primeiro lugar na escala de prioridades do eleitorado.

A dianteira de Serra, com 41% das preferências, contra 17% de Aécio Neves, 16% de Ciro Gomes, 11% de Dilma Rousseff e 11% para Heloísa Helena, também explica por que o governador não quer antecipar o embate.

Os oponentes, em desvantagem, precisam se movimentar. Mas a ele a paralisia favorece. No mínimo não corre o risco de provocar alterações de humor eleitoral numa hora em que o mar não está para peixe.

Resistência

A ex-senadora Heloísa Helena está fora de cena há mais de dois anos. No entanto, resiste emparelhada com Dilma Rousseff, em cena diariamente há um ano.

BLÁ, BLÁ, BLÁ


SÁBADO NOS JORNAIS

- Globo: Desemprego faz saque de FGTS subir 35% no mês

 

- Folha: Avaliação do Congresso piora após escândalos

 

- Estadão: STF reage e vai antecipar debate sobre extradições

 

- JB: Azul pousa sob fogo de Cabral

 

- Correio: GDF perde R$ 500 milhões e servidor fica sem aumento

 

- Estado de Minas: Casa popular terá prestação de R$ 50

 

- Jornal do Commercio: Suspeito de matar padre é capturado

sexta-feira, março 20, 2009

FIM DE SEMANA EM NATAL

MÚSICA

O Projeto Música no Museu chega a Natal nesta sexta-feira (20) com Duo Milewski, formado pelo violinista polonês Jerzy Milewski e sua esposa, a pianista brasileira Aleida Shweitzer. A apresentação será no Teatro Alberto Maranhão, às 20h, com abertura do violonista potiguar Alexandre Atmaram. Apesar do projeto indicar museus como local das apresentações, o TAM foi escolhido por sua representação arquitetônica e histórica. O projeto é uma versão do que acontece nos museus de maior expressão do mundo. A entrada é gratuita.

REGGAE PUB
O Castelo Pub abriu mesmo as portas ao reggae com o projeto Reggae Nights. Nesta sexta-feira (20) tem Fluido Natural e Trip Reggae, e Rastafeeling no domingo (22). A entrada custa R$ 5. Os shows começarão às 22h e 20h, respectivamente. O Castelo Pub está localizado na Rota do Sol, em frente ao Frasqueirão, do ABC.

POTENGI
O projeto Pôr-do-Som no Potengi tem início sábado (21) com o cantor e compositor Sueldo Soaress, com apoio do percussionista Cassio Duarte. O barco sairá do Iate Clube às 16h e por cerca de duas horas circula entre as belezas do estuário e da cidade. No preço de R$ 30 (residentes) e R$ 40 (turistas) estão incluídos dois drinques e degustação de pastinhas naturais com torradas e biscoitos. O barco tem capacidade para 25 pessoas, e conta com bar e banheiro a bordo. Reservas pelo 3088-1833 / 9999-4488 ou pelo email
contato@toatoapasseios.com

Programação do Aprecie
A banda Deckadas estréia nesta sexta-feira (20) no palco do Aprecie Live. No repertório, sucessos que marcaram várias décadas. Do pop ao rock, do blues ao soul. A apresentação inicia às 23h. No sábado (21) ocorre show com o cantor americano Zack Glass, com som voltado para o folk music e canções de artistas como Van Morrison, James Taylor, Simon e Garfunkel. Ainda no sábado, a banda Aurora Blues. O ingresso custa R$ 10. Informações pelo 9117-1757. O Aprecie Live fica na Rua das Algas, 2282, Ponta Negra.

ORLA SUL
O Shopping Orla Sul inicia nesta sexta-feira (20) sua programação musical ao vivo das 18h, com o Toca Trio, às 22h, com o pop rock do Boca de Sino. No sábado (21), a partir das 2h tem Rildo Lima (antigo Alphorria) na praça da alimentação. Às 16h, Banda Black Samba. Em seguida, piano e violão com Lavu e Moura. E às 20h, a MPB de Olga Spínola. Domingo (22) é a vez de voz suave de Átila Carvalho a partir das 12h30.

HARD ROCK
Os amantes Hard Rock terão noite especial no Castelo Pub com as bandas Sunset Boulevard e Hard Alliance. Será sábado (21). Entrada a R$ 5. Informações: 9117-8816.

LITERATURA

CONTOS
O Sindsaude prorroga inscrições do 1º Concurso de Contos até 26 de março. Podem se inscrever qualquer servidor público. Não há limite de páginas e a temática é livre. Os interessados devem entregar os contos na sede do sindicato (Avenida Rio Branco, 874, Centro). Mais informações pelo site
www.sindsaudern.org.br ou ligue para 4006-2950. O prêmio para o primeiro colocado é de um salário-mínimo. O segundo recebe meio salário-mínimo. E o terceiro, um terço do salário-mínimo.

LIVRO
O potiguar José Guará lança quinta-feira (26) Fragmentos de História Militar, o sexto livro de sua autoria. O evento será às 19h no Sota Voga, na Rua Djalma Maranhão, sem número, no bairro de Lagoa Nova. A obra traz seleção de discursos ou conferências pronunciadas por Guará em diversas épocas e ocasiões, em solenidades militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de abordar trabalhos e opiniões sobre acontecimentos e personalidades históricas.

CINEMA

CINECLUBE
A Aliança Francesa, com apoio do Cineclube Natal, exibe três filmes africanos, de três colônias francesas, para ilustrar a Semana da Fracofonia, evento comemorativo a língua francesa no mundo. Será também marco inicial da parceria entre as duas instituições. Nesta sexta-feira (20) é a vez de Mauritânia (1986), do diretor Med Hondo. Amanhã (21), será exibido Guimba - Um Tirano e Sua Época (1995), do diretor Cheick Oumar Sissoko. E terça (24), Pedaços da Identidade (1998), dirigido por Mweze Dieudonné Ngangura. Os filmes serão exibidos sempre às 18h. Entrada gratuita. A Aliança Francesa fica à Rua Potengi, 459, Petrópolis.

PAINEL

Jogo do contente


Folha de S. Paulo - 20/03/2009
 

O corte de R$ 21 bilhões anunciado ontem ficou muito aquém do que a equipe econômica vinha antecipando aos membros da Comissão de Orçamento não apenas no número geral, mas também no escopo das áreas atingidas. Entre os técnicos, há consenso de que não será possível pagar todos os aumentos prometidos aos servidores -ao contrário do que foi dito na entrevista coletiva. "Mas prevaleceu a pressão de Lula por um cenário otimista", resume um senador que acompanhou o vaivém dos números.
Não por acaso, a ministra e pré-candidata Dilma Rousseff apareceu insistindo na previsão de crescimento de 2,5%. A ordem é rebater por todos os meios o resultado próximo de zero previsto pelo mercado.

Não diga!
O choque manifestado pelos senadores diante do número e das atribuições heterodoxas das diretorias da Casa é pura encenação. Em todos os gabinetes repousa um volume do "Guia Telefônico Administrativo", com nomes e ramais de cada serviço. Há sete diretores apenas para cuidar do livreto. 

Bardo
No esforço para conter a guerra PT-PMDB, responsável pelas revelações que assombram o público, o ministro José Múcio (Relações Institucionais) citou Shakespeare: "A mágoa é um copo de veneno que você toma esperando que o outro vá morrer". 

Eu protesto 1
De João Ribeiro (PR-TO), se solidarizando com Tião Viana (PT-AC), cuja filha levou o celular do Senado em viagem ao México: "Tenho um filho que fez duas cirurgias do coração. Se olharem meus gastos com saúde, cassam meu mandato". 

Eu protesto 2
De Valter Pereira (PMDB-MS), lamentando acusação contra Roseana Sarney (PMDB-MA): "Esse debate sobre passagens aéreas é miudeza. O clima está tão irrespirável que, se você olha para o lado, é suspeito". 

Grande família
Denise de Araújo Zoghbi, mulher de João Carlos Zoghbi, que perdeu a diretoria de Recursos Humanos do Senado por repassar um apartamento funcional para familiares, também tinha, até setembro, cargo de diretora: chefiava o Instituto Legislativo Brasileiro.

Canto da sereia
Comentário de Fareed Zakaria após entrevistar Lula para a CNN: "Ele fala e você quer acreditar no que ele está falando". 

Tête-à-tête
A pedido de Nicolas Sarkozy, Lula e o presidente francês terão reunião privada em Paris em 1º de abril, véspera do encontro de chefes de Estado do G20. 

Paseo
Cristina Kirchner causou alvoroço na equipe que prepara sua visita a São Paulo, hoje, ao anunciar que pretendia fazer a pé o trajeto do hotel onde ficará hospedada até a sede da Fiesp. O pedido foi polidamente negado. 

Cliente único
Chamou a atenção da comissão de sindicância o fato de as notas da Ronda e da Itatiaia, entregues por Edmar Moreira para justificar gasto da verba indenizatória, serem sequenciais e com numeração inversa à data de emissão. As empresas são da família do deputado. 

Cargos
Michel Temer (PMDB-SP) vai criar mais cinco comissões na Câmara, todas relacionadas à crise: Sistema Financeiro e Mercado, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços e Emprego. O PMDB chefiará três delas. 

Visitas à Folha
Edevaldo Alves da Silva, presidente do Complexo Educacional FMU, Fiam/Faam, Fisp e Uniceub de Brasília, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Arthur Sperandéo de Macedo, reitor da Fiam/Faam, Edson Alves da Silva e Eduardo E. Alves da Silva, advogados. 
Renato Rabelo, presidente nacional do PC do B, visitou ontem a 
Folha. Estava com Pedro de Oliveira, assessor.

Tiroteio

"Chega de falar do filho de um e do filho do outro. Ninguém mais vaza nada, estamos fechando a pauta para começar a trabalhar." 
Do líder do PTB, 
GIM ARGELLO (DF), sobre o acordo PT-PMDB para pôr fim à temporada de denúncias que balança o Senado.

Contraponto

Trovões da crise

Deputado e presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto (PTB-PE) dava entrevista sobre a crise econômica no Salão Verde da Câmara. A poucos metros de distância, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), que conversava com um jornalista, comentou:
-Eu tenho inveja do Armando!
O repórter especulou:
-O senhor gostaria de ocupar a presidência da CNI?
-Não. Tenho inveja é da voz dele. Se eu tivesse esse vozeirão, seria o puxador oficial do Simpatia é Quase Amor!
Trata-se do bloco carnavalesco que, todo ano, arrasta mais de 30 mil foliões pelas ruas do Rio de Janeiro.

FERNANDO GABEIRA

Crise e magia


Folha de S. Paulo - 20/03/2009
 

É difícil prever o futuro. Ainda mais o futuro da crise. O governo afirma que o país vai crescer em 2009. Algumas agências dizem que vai encolher. Lula responde a elas, lembrando que os bancos erraram sobre si próprios. Por que não errariam agora? Tem razão. Acontece que não são apenas agências tipo Stanley Morgan que preveem um recuo.
O tempo resolverá a divergência. Sempre que se menciona a crise econômica por aqui, acrescenta-se a expressão "de origem externa". A crise se originou nos Estados Unidos. Mas os norte-americanos não foram os únicos atores na economia global. O comércio cresceu, e os ventos favoráveis impulsionaram os barcos nacionais. Representamos o crescimento brasileiro como algo que dependeu apenas do governo, de um esforço endógeno.
A crise é externa e não sistêmica. Logo somos vítimas da crise. Quando se tratava de crescimento, nossos eram os méritos; quando se trata de estagnação, deles é a culpa.
O governo não inventou essa forma política de reagir, desconectando fios. Ela é famosa no esporte e foi sintetizada numa frase atribuída ao técnico Yustrich: "Eu venço, nós empatamos, vocês perdem".
Quando falamos de gastos públicos, somos considerados reacionários. O Senado tem 181 diretores. Há anos, afirmo ser possível cortar quase metade dos gastos no Congresso, sem perda de eficácia. O que vão fazer diante da onda, que esperam passageira? Criar mais uma diretoria, a de racionalização?
A Fundação Getúlio Vargas vai fazer um plano. Os 181 não conseguem sozinhos um contato com a realidade. No futuro, a fundação será a culpada. O país só aceita tudo isso porque os curandeiros nos convencem de que nossos males estão fora de nós: feitiço, macumba e mau olhado.

MÓNICA BÉRGAMO

Esqueleto


Folha de S. Paulo - 20/03/2009
 

O BC vai entrar como "amicus curiae" (interessado, sem ser parte) na ação movida por bancos privados no STF (Supremo Tribunal Federal) para que sejam desobrigados de pagar aos clientes a correção dos saldos das cadernetas de poupança nos períodos em que cinco planos econômicos foram implementados -Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. A iniciativa deve reforçar a posição das instituições, que calculam que terão que desembolsar R$ 170 bilhões caso percam as 550 mil ações na Justiça.

ESQUELETO 2
O Banco Central decidiu entrar na ação depois de concluir que as instituições públicas, ou seja, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, serão afetados de forma intensa caso tenham que pagar a diferença da correção dos planos para seus clientes. A situação da CEF seria especialmente dramática. "O BC só está entrando na ação para defender o tesouro nacional", diz um diretor do banco.

ESQUELETO 3
O departamento jurídico do BC também avaliou que, caso os bancos percam a ação, podem acionar o governo para ir atrás do prejuízo, já que modificaram a correção das cadernetas por exigência de leis aprovadas pelo Congresso. O Plano Verão, de 1989, por exemplo, determinou que o rendimento deveria seguir a remuneração das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), não mais o IPC. A rentabilidade passou a ser de 22%. Entidades de defesa do consumidor dizem que o percentual correto seria de 42%.

VIDA NOVA
André Skaf, filho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, está contratando Evanise Santos, namorada de José Dirceu, para organizar o cerimonial de um encontro de "novos líderes" que está realizando. Ele já convidou ministros para o evento, como Carlos Minc, do Meio Ambiente, e Fernando Haddad, da Educação. Evanise confirma a informação.

PLANOS FUTUROS 
Caso feche contrato, será o primeiro trabalho de Evanise fora do governo, que ela deixa em abril. Há outras parcerias em vista, por exemplo, com a publicitária Bia Aydar, da MPM. As duas se conhecem desde quando Evanise trabalhava no Ministério dos Transportes no governo de FHC.

SEGUNDO ROUND
O sindicato das empresas aéreas perdeu na Justiça ação que movia para tentar impedir a liberação de tarifas internacionais pela Anac. As companhias queriam que a agência realizasse audiências presenciais para discutir a questão, e não por internet. Sem sucesso. As tarifas podem ser liberadas nas próximas semanas.

ARI CUNHA

Explicar faz bem


Correio Braziliense - 20/03/2009
 


Houve precipitação do governo ao conceder aumento ao funcionalismo. Não é novidade que o país não é mais o mais sacrificado pela crise da economia mundial. O otimismo é bom sinal de disposição. Mas há os limites. O desafio do governo Lula da Silva é justificar por que o aumento será adiado. Ou melhor, não vai ser pago enquanto as coisas não melhorarem. Os ministros da área econômica sempre aplaudiram a alegria do presidente Lula ao falar que o Brasil ia sentir apenas uma “marolinha”. Ela cresceu, virou agitação no oceano financeiro do mundo. Não seria justo que um país ficasse olhando a dificuldade e os embates de todos. Não se trata de apertar o cinto ou usar calças curtas. A experiência mostra que falar sem jactância é o melhor para quem está pisando em caminho difícil. Ninguém quer o mal do país. Só os irresponsáveis incentivam a destruição. O caminho aberto para o esforço coletivo marca a unidade de quem sofre. As primeiras casas do Brasil colonizado mantinham o mesmo oitão. Mostravam a solidariedade instintiva contra o colonizador voraz em busca de pedras preciosas e o ouro do nosso subsolo. O Brasil tem seu destino. Avançar além do desejável é colocar o peito aberto à situação difícil. Inteligência e paciência sempre foram bens inseparáveis.


A frase que foi pronunciada

“Quanto menos se briga, mais se produz.”
Presidente Lula da Silva, contra as brigas internas do PT. Os que foram considerados culpados estão voltando.


Prisão 
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprova pessoas que terão direito a prisão especial. Da relação são retirados os que têm curso superior. Padres, bispos, pastores evangélicos e pais de santo estão protegidos com o privilégio. 

Greve geral 
Os trabalhadores franceses amanheceram fazendo manifestações contra o desemprego. Desejam que empresas mantenham todos em seus postos à espera de que melhore a crise econômica. A resposta dos patrões ainda não foi dada. Sabe-se que procuram maneira de não acirrar os ânimos, a pedido das autoridades. 

Melhora no Brasil 
Declaração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, chegada ao conhecimento público, afirma que as ameaças de greve foram sustadas. O governo Lula da Silva está projetando vagas para trabalhadores. Diz o ministro que este mês foram admitidos muitos trabalhadores. E acrescenta que 9.199 tiveram carteiras de trabalho assinadas. 

Geleiras 
Notícia de Istambul informa que o degelo das montanhas está aumentando o nível dos mares. Provoca inundações. É o primeiro sinal da mudança climática. A opinião é do ambientalista Mark Smith, dos mais conhecidos no mundo. A seu ver, o aquecimento ocupará o primeiro lugar nas discussões do 5º Fórum Mundial da Água. 

Populares 
O governo se esforça para reconquistar a verba de R$ 202 milhões. Foi prometida à construção de 1 milhão de casas até dezembro. O tempo é curto, e empresas de material de construção não sabem se devem ou não comprar estoque. Se a ordem não sair, poderá haver prejuízo para o comércio e a indústria — que já não vivem clima de abundância. 

Leasing 
A ministra Dilma Rousseff indica a solução de casas populares. Os preços devem ser baixos. Como o dinheiro é curto, tudo será feito pelo sistema de leasing. Quando terminar o pagamento, a casa será de quem pagou. 

Suspenso 
Alto nível de inadimplência coloca o Banco do Nordeste em posição que nega a existência da crise. Mas o fato é que está suspensa a liberação de verbas para produtores rurais no centro-sul do Ceará.

História de Brasília

Quando procedia à limpeza matinal do gabinete do ministro Lafayete de Andrade, no Supremo Tribunal Federal, um contínuo encontrou uma coruja, que passou a ser mascote de toda a equipe transferida para Brasília. (Publicado em 25/1/1961)

GOSTOSA


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ILIMAR FRANCO

Aproximação

Panorama Político 
O Globo - 20/03/2009
 

Pré-candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira jantaram anteontem. Firmaram um pacto de convivência. Alckmin é o mais forte na opinião pública, e Aloysio tem mais apoio na militância tucana. O encontro ocorreu porque eles não querem repetir no estado a disputa José Serra x Aécio Neves. Para os tucanos paulistas, não basta estar bem nas pesquisas; o candidato precisa de apoio interno. 

Lula, Obama e a biodiversidade 

Na conversa com Barack Obama, o presidente Lula pediu que os EUA assinem a Convenção da Biodiversidade, da qual fazem parte 150 países e à qual George Bush se recusou a aderir. Pelo acordo, entrará em vigor no ano que vem um sistema de pagamento pelo uso da biodiversidade. Assim, um laboratório estrangeiro que utilizar, por exemplo, recursos genéticos obtidos na Amazônia brasileira terá que pagar ao Brasil um percentual do lucro obtido com a venda do produto. Esse dinheiro será utilizado para a conservação da floresta. Os objetivos são a conservação da biodiversidade e o uso sustentável de seus componentes. 

Não podemos continuar sob esse clima, porque democracia e Parlamento desmoralizado não se casam" - Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado (AM) 

ASSÉDIO. Ao chegar atrasado para uma audiência ontem com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro Fernando Haddad (Educação) não encontrou lugar para sentar ao redor da mesa. Providenciaram então uma cadeira para ele ao lado de Temer. O líder do PMDB, Henrique Alves (RN), provocou: "Aproveita e já assina a filiação ao PMDB para ser nosso candidato ao governo de São Paulo". A gargalhada foi geral. 

Poderoso 

Com o apoio do PMDB mineiro, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) emplacou mais um. Ele fez, em janeiro, Mário Renato Borges da Silva diretor regional dos Correios no Rio. Parcela do PMDB carioca ficou chupando dedo. 

Nepotismo 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a exoneração de uma nora do desembargador Edson Vidal Pinto e de um genro do desembargador José Augusto Gomes Ancieto, ambos do Tribunal de Justiça do Paraná, que ocupavam cargos comissionados em seus gabinetes. O entendimento foi que, mesmo que o vínculo familiar seja criado após a nomeação, não é permitida a manutenção do servidor subordinado ao magistrado. 

Roupa suja 

O ministro José Múcio (Relações Institucionais) reuniu senadores de PT, PMDB e PTB, em jantar anteontem, para tentar pacificar a base aliada no Senado. Mas era só ele piscar para os senadores começarem a lavar a roupa suja. "Pra frente, gente, pra frente, porque pra trás não adianta", apelava ele. Estavam à mesa os senadores Ideli Salvatti (PT-SC), Aloizio Mercadante (PT-SP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Gim Argello (PTB-DF). 

Virou vinagre 

O voto remoto, pelo qual um senador votaria de fora do Congresso, era defendido ontem por Marcelo Crivella (PRB-RJ), quando foi bombardeado por Heráclito Fortes (DEM-PI): "Esse voto vai criar o senador de presença remota".

O MINISTÉRIO Público junto ao TCU vai questionar o convênio firmado pelo Senado com a FGV para a realização de auditoria administrativa. Diz que era preciso fazer licitação. 

ARRANJOS REGIONAIS fizeram o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra (PT), desistir do Senado. Ele será candidato a deputado por Sergipe. 

O MINISTRO Tarso Genro (Justiça) assina convênio hoje em Foz do Iguaçu com o prefeito Paulo Ghisi para combater o contrabando e o tráfico de drogas, de armas e de pessoas. É o Pronasci Fronteira.

PARA...HIHIHIHI

NO AVIÃO

A aeromoça, no avião, pergunta aos passageiros se desejam pedir alguma coisa.
Chegando na poltrona de um senhor, ela pergunta:

- O que deseja? Temos doces, refrigerantes etc.

Ele responde:

- Não quero nada, sou diabético. . . Quero comer seu cu!

Ela se sente ofendida e vai falar com seu chefe. Chegando lá ela explica que um senhor foi mal educado com ela, dizendo que queria comer seu cu. O chefe respondeu que sentia muito, mas que ela teria que dar o cu. Ela achou um absurdo e já ia pedindo demissão, quando o chefe esclareceu que o senhor em questão era dono do avião. Ela foi pedir desculpas ao dono, e chegando lá disse:

- Pensei bem, e vou dar meu cu para você.

Ele respondeu que não queria. Ela perguntou o porquê, e ele disse:

- Você fez cu doce. . . Sabendo que eu era diabético!