sábado, fevereiro 14, 2009

GUSTAVO IOSCHPE

REVISTA VEJA

Artigo Gustavo Ioschpe
Falência educacional: 
complô ou lógica?

"Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores do que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública"

Quando se fala em educação no Brasil, algo não faz sentido. Todos exaltam o benefício da educação e apontam-na como a solução de nossos problemas. Todos parecem engajados em sua melhoria. Apesar desse consenso e da boa vontade, nossas escolas patinam, e sua qualidade só tem decaído. Para explicar essa curiosa dissonância, era comum ouvir, dez anos atrás, a ideia de que nosso fracasso na área se devia à falta de "vontade política" de nossos governantes, ou ainda ao complô das elites pela alienação do proletariado, ou, finalmente, às imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI), que supostamente exigia o corte de gastos na educação em seus acordos com o país.

De lá para cá, os dotados de "vontade política" chegaram ao poder, as elites de antanho deram lugar à república dos sindicalistas e o Brasil já não precisa mais da tutela do FMI, ao qual não deve nada. Mas a melhora esperada não veio. O resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005 é mais baixo que o de 1995. Apesar disso, o discurso da área educacional continua o mesmo. Será que eles estão certos, e que há um complô tão poderoso a favor da nossa ignorância que nem os próprios atores da nossa tragédia percebem a sua insignificância? Estariam as "forças ocultas" de Jânio Quadros rondando novamente os palácios, de onde talvez jamais tenham saído? Ou será que nosso atraso é mais compreensível à luz de uma análise racional dos envolvidos na área, presumindo-se que eles agem de maneira lógica e maldosa? Creio que a segunda hipótese é a mais provável: nossa inércia é compreensível se entendemos a economia política dos grupos envolvidos.

Comecemos pelos alunos. Eles aprendem muito pouco, e são os maiores interessados em seu próprio sucesso acadêmico. Por que não protestam? Há, em primeiro lugar, a questão etária: não é possível imaginar que crianças de 10 ou 12 anos se mobilizem em passeata pública por um ensino de melhor qualidade. Quando os alunos se dão conta das deficiências do seu ensino, costuma já ser tarde demais, e a própria carência educacional dificulta a reclamação: é improvável que um semiletrado escreva um artigo cativante ou uma carta pungente ao seu congressista. Em segundo lugar, os alunos são condicionados pelo seu sistema de ensino a acreditar que o culpado pelo insucesso do aluno é ele mesmo. Nessa missão, seus mestres são extremamente efetivos: em pesquisa recente da Unesco, 82% dos alunos ouvidos dizem que, se o aluno não passa de ano, a culpa é sua, muito mais que da escola (mencionada por apenas 5%) ou dos professores (3,7%). Para piorar, os próprios pais culpam o filho pelo insucesso na escola: pesquisa publicada no livro A Escola Vista por Dentro indica que 63% dos pais da escola municipal e 54% dos da estadual culpam o filho por sua repetência. Cercados por esse mar de desconfiança e assolados pelo próprio desconhecimento, os alunos protestam mais com os pés que com a cabeça: quando entendem que a escola lhes consome muito tempo sem dar muito em troca, abandonam-na.

Juca Varella/Folha Imagem

O FMI SE FOI
E as elites saíram do poder, agora ocupado por governantes com "vontade política", mas a esperada melhora da educação não veio

O próximo grupo de interessados pela educação é o dos pais dos alunos. Por que eles aceitam bovinamente uma péssima educação para seus filhos? Aqui devemos dividir esse universo em dois: há o grupo de classe média e alta, que coloca os filhos em escola particular, e o restante da população, que usa a escola pública.

Quem coloca seus filhos em escolas particulares (12% do total das matrículas da educação básica) comete um grave equívoco: acredita que essas escolas são boas apenas porque são melhores que as escolas públicas. Assim, despreocupa-se da educação dos filhos e da qualidade da escola pública. O problema é que a escola particular é também muito ruim – basta ver os resultados dos alunos de alto nível socioeconômico em testes internacionais como o Pisa, em que nossos alunos ricos têm desempenho pior que o dos alunos mais pobres dos países desenvolvidos. E o segundo problema é que, como a escola pública forma, via de regra, os professores da escola particular, enquanto não melhorarmos todo o sistema, não teremos educação de qualidade para ninguém. Mas os pais das escolas particulares não entendem isso; afastam-se da questão educacional por acreditar que essa problemática não os afeta.

Esperar-se-ia, porém, que os pais de alunos da escola pública (os outros 88% das matrículas) estivessem profundamente descontentes com a educação dos filhos e bradando por sua melhoria. Mas não estão: as pesquisas apontam que, pelo contrário, estão satisfeitos com a escola das crianças. Essa visão não é causada por preguiça ou desinteresse, mas por despreparo. Pesquisa do Inep mostrou que quase 60% dos pais do ensino público não completaram nem o ensino fundamental, 73% têm renda inferior a três salários mínimos, três quartos nunca ou raramente leem jornal. Pesquisas qualitativas mostram que esse pai compara a escola da sua época – em que faltava vaga, não havia merenda nem transporte – com a escola do filho. Vendo todas as benesses materiais que o filho recebe, associa-as a uma educação de boa qualidade. Reclama quando o professor falta à aula, mas é só. Se o pai acha a escola boa e o filho vai mal, então é natural que o pai culpe o filho e exima a escola, perpetuando o sistema roto.

Depois dos pais, temos os diretores escolares. Destes, segundo o MEC, 60% são indicados pelo Poder Executivo de sua cidade ou estado. Menos de 10% são concursados, outros 19,5% são eleitos. É provável que a maioria, indicada por políticos, não esteja disposta a bancar grandes revoluções em suas escolas, que poderiam levar à sua destituição – especialmente se prescrevessem aos seus professores as medidas impopulares que estão associadas ao melhor desempenho acadêmico, como uso constante de dever de casa, avaliação de alunos, redução do absenteísmo docente, uso intensivo de material didático e utilização do tempo de aula para tarefas expositivas, e não cópia do quadro-negro ou realização de exercícios. A maioria dos diretores é composta de ex-professores, o que reforça o corporativismo, e não há no Brasil instituições de ensino que preparem uma pessoa para o ofício de diretor escolar, de forma que mesmo os diretores bem-intencionados são frequentemente despreparados.

Vejamos o professor. Por que ele não produz uma educação de melhor qualidade? Em primeiro lugar, porque não consegue. O professor brasileiro tem uma péssima formação e não é preparado para encarar uma sala de aula do Brasil real, especialmente em áreas de vulnerabilidade social. Em segundo lugar, porque é tomado por um viés ideológico que torna o sucesso acadêmico insignificante. Em pesquisa da Unesco, só 8,9% dos professores indicaram "proporcionar conhecimentos básicos" como uma das finalidades importantes da educação. "Formar cidadãos conscientes" ficou com 72,2% das preferências. Confrontados com o seu fracasso, então, nossos professores têm duas respostas-padrão: ou culpam o aluno e seus pais, ou culpam a visão neoliberal e reducionista de quem reclama da escola que forma analfabetos, porque a educação "é muito mais do que isso".

Finalmente, chegamos à última peça dessa engrenagem, aquela que é paga e eleita para administrar o sistema e zelar pelo bem comum: os políticos. Se o político for desonesto, a educação será um ótimo lugar para tirar dinheiro: não só concentra uma parte grande do orçamento (no mínimo 25%) como ainda é cheia de transferências do governo federal. Tem uma grande vantagem: se o sujeito rouba da saúde e faltam remédios ou médicos, a população chia; se rouba dos transportes e faltam ônibus, os eleitores reclamam; se rouba da educação e os alunos não aprendem, ninguém se importa. Mas, mesmo que o político seja honesto e comprometido com o progresso da sua região, é confrontado com uma decisão indigesta: se ele quiser mesmo reformar seu sistema educacional, terá de parar de investir em merenda ou em prédios e investir na formação de diretores e professores, terá de cobrar o seu desempenho, terá de mobilizar pais e alunos, terá de remanejar professores e funcionários incompetentes. Tudo isso causa des-conforto. Se a experiência de estados reformistas na área, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais ou Sergipe, servir de exemplo, o descontentamento descambará em greve. Os professores são uma das categorias profissionais mais numerosas e vocais em suas reclamações. Os beneficiários dessas reformas mal sabem que têm um problema e, portanto, não reconhecerão a melhoria. Se tiverem de deixar de trabalhar para cuidar dos filhos sem aula por causa da greve, perigam ser contrários às reformas. O lógico, nesse caso, para os políticos, é fazer o quê? Exatamente: nada. Assim vamos ficando, ano a ano, mais ignorantes e despreparados.

CLAUDIO DE MOURA CASTRO

REVISTA VEJA

Claudio de Moura Castro 
Vamos de mal a pior?

"Como disse lorde Rees de Ludlow, ‘para a maior 
parte das pessoas, na maior parte das nações, 
nunca houve um momento melhor para viver’"

Alguns só conseguem enxergar o lado feio do mundo. E, como só notícias ruins dão manchete, deleitam-se em ver confirmados seus piores enredos. Mas, no que se pode medir ou contar, a história é outra. O mundo hoje está pior? Vamos compará-lo com o de um século atrás. Jamais houve tanta liberdade e o crescimento das democracias foi extraordinário. Entre elas já não há guerras. Nos conflitos recentes, pelo menos um lado é ditatorial. Na última década, reduziram-se em 40% as guerras. Houve também dramática redução das mortes violentas, que, no passado, ceifavam 25% da população masculina. Hoje são só 2%. Nas praças públicas, o povo via os acusados de heresia, bruxaria e magia negra serem assados em fogueiras. A razão e a ciência ajudaram a lançar luzes nessas áreas. Além disso, a ciência hoje é capaz de captar, entender e resolver boa parte dos problemas materiais que afligem a humanidade – incluindo os desastres do meio ambiente.

Ilustração Atômica Studio


Antes da Revolução Industrial, um operário só possuía a roupa do corpo. Sua maior riqueza eram os pregos de sua casa. Há menos de dois séculos, um europeu trabalhava sessenta horas por semana, dos 10 anos de idade até a sua morte, por volta dos 50 anos. Educação, cultura e lazer chegaram também aos pobres. Acabou-se a fome causada por calamidades naturais, como a que matou metade da população da Irlanda, no século XIX. Luís XIV não tinha a variedade nem a qualidade do cardápio de um reles membro da classe média de hoje. O povo francês consumia 2 000 calorias por dia. Hoje, nos países pobres, consomem-se 2.700.

Haverá algum país que estava pior que o Brasil em 1900 e hoje lhe passous à frente? Não encontrei nenhum. A maioria dos países latino-americanos, incluindo o Peru, era bem mais rica do que o Brasil. A renda per capita da Argentina foi cinco vezes maior (hoje é quase igual). Em 1950, o Brasil era como a Bolívia de hoje. Em 1958, Cuba era o segundo país mais rico da América Latina. Desde então, não fez senão retroceder. E a Coreia? Na década de 50, vítima de uma medonha guerra fratricida, até os pauzinhos de comer passaram a ser de metal, pois não havia mais árvores. Mas a Coreia é uma civilização milenar, com sólida tradição de ciência e educação. Portanto, é uma comparação discutível. O Brasil avançou, do último século para cá? Quem duvida do atraso do Brasil no passado que leia as tenebrosas narrativas dos muitos visitantes que por aqui viajaram. O século XX transformou espetacularmente o país. Entre 1870 e 1987 o PIB brasileiro cresceu 157 vezes, o japonês 87 e o americano 53. Brasil, campeão do mundo!

Por volta de 1900, a esperança de vida era inferior a 30 anos. Hoje já ultrapassou 70. A desnutrição grave é residual e acabaram-se as fomes catastróficas. Quase todos têm hoje acesso a serviços médicos (não tão bons, mas antes não havia nada). Nos confortos materiais, houve avanços espetaculares. Mais de 90% têm água encanada, eletricidade, televisão, geladeira e dezenas de outros confortos. Meus colegas do primário iam descalços para a escola. Como entendeu Schumpeter, foram os pobres que mais ganharam qualidade de vida com o crescimento. Em 1900, 95% das crianças (entre 7 e 14 anos) não frequentavam escolas. Hoje, apenas 2% ficam de fora. E, contrariando as fantasias saudosistas, os poucos que iam encontravam uma escola medíocre. Hoje, continua medíocre, mas é para todos e há ilhas de excelência. Crescendo junto com a educação, nossa democracia nunca esteve tão robusta. Nem tudo são rosas. Há áreas em que somos péssimos, como a distribuição de renda. Em matéria de segurança, há oscilações. Contudo, as mortes violentas encolheram muito. Em corrupção, faltam dados confiáveis. Mas, em praticamente tudo o que podemos contar ou medir, pior não estamos. Essa é a tese do ensaio. Como disse lorde Rees de Ludlow, "para a maior parte das pessoas, na maior parte das nações, nunca houve um momento melhor para viver".

Os pessimistas que fiquem com seus resmungos, pois os avanços em praticamente todas as direções estão bem medidos. Os fatos não lhes dão razão (e, segundo o Gallup, nossa juventude é campeã mundial de otimismo). Porém, não podemos festejar a situação presente, pois para o progresso futuro precisamos ser obstinadamente inconformistas.

J. R. GUZZO

REVISTA VEJA

J.R. Guzzo 
Fecho de ouro

"Uma pesquisa realizada algum tempo atrás 
revelou que o bicho que os brasileiros achavam 
mais parecido com os políticos era o rato"

Michel Temer? José Sarney? Quem são? Todo mundo deveria estar muito impressionado com os dois, pois são os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; trata-se, segundo garantem os cientistas políticos, de figuras importantíssimas para o presente e o futuro do Brasil. Mas não é nem de um nem de outro que o público está falando. O grande nome do momento no Congresso Nacional é o deputado Edmar Moreira. Normalmente esse Edmar, cuja base eleitoral está no interior de Minas Gerais, não deveria chamar maior atenção – não há muito, no fundo, que o torne diferente de boa parte dos deputados e senadores brasileiros. Ele responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal, acusado de embolsar as contribuições feitas ao INSS por funcionários de suas empresas. Não declarou, nem à Justiça Eleitoral nem ao imposto de renda, um espantoso castelo de 7 500 metros quadrados construído perto de São João Nepomuceno, em Minas, e que tenta vender por 25 milhões de reais. Está sendo processado em São Paulo, numa vara cível, pelo não pagamento de uma dívida de 1,9 milhão de reais ao Banco do Brasil; numa vara penal, é acusado de cometer crimes contra a ordem tributária. Responde a 2 000 ações trabalhistas, é suspeito de desviar verbas funcionais e retira seus salários de deputado em dinheiro vivo, na boca do caixa, o que impede a Justiça de bloqueá-los em favor dos credores. Em resumo: o deputado Edmar Moreira é um retrato perfeito do parlamentar brasileiro de hoje.

Tanto é assim que ele foi eleito segundo-vice-presidente da Mesa da Câmara, na mesma eleição que mobilizou, durante meses, os gigantes da nossa política. Foi eleito, na verdade, de caso pensado: outro traço notável na carreira do deputado, além dos listados acima, é que ele se destacou nos últimos anos como um dos campeões na defesa de colegas ameaçados de punição. Votou contra sete pedidos de cassação de deputados envolvidos no mensalão – e agora, com o seu cargo na Mesa, teria a função de corregedor, ou seja, caberia justo a ele vigiar a moralidade dos colegas. A história toda, como se sabe, acabou em lágrimas. A chave do sucesso, para políticos como Edmar, é falar pouco, fazer menos ainda e aparecer o mínimo possível; não pode ser, numa palavra, o que o povo chama de exibido. Mas o deputado resolveu anunciar que dali por diante, sendo ele o corregedor, a Câmara não iria julgar mais ninguém – e não se recomenda dizer esse tipo de coisa em voz alta.

O Congresso Nacional, de tempos em tempos, funciona por vias misteriosas; uma delas é o seu instinto para cheirar casos perdidos. Nessas horas, como se viu mais uma vez, larga os feridos sangrando na beira da estrada e segue viagem sem olhar para trás. O novo presidente da Câmara chegou a esboçar um "acordo" para o deputado ficar na vice-presidência mas não exercer a função de corregedor, um disparate que não durou mais do que algumas horas, da mesma forma como foram rapidamente a pique outras moles tentativas de salvá-lo. Já no começo da semana passada Edmar demitiu-se da corregedoria, renunciou à vice-presidência e pediu desligamento do seu partido; trata, agora, de segurar o mandato. Os mesmos deputados que tinham acabado de votar nele porque era um defensor da impunidade o abandonaram quando disse em público que continuaria agindo assim mesmo, uma vez instalado na Mesa. Seu partido, o DEM, que há anos acha tudo perfeitamente normal com Edmar, descobriu de repente que sua conduta era intolerável, e iniciou procedimentos para a sua expulsão. O líder do PT, partido que tanto ficou devendo ao deputado na época do mensalão, iniciou o episódio como um dos seus principais advogados; depois sumiu de cena e não foi mais encontrado. Um fecho de ouro, sem dúvida, para uma eleição na qual a palavra mais utilizada durante a campanha foi "traição".

Uma pesquisa realizada algum tempo atrás revelou que o bicho que os brasileiros achavam mais parecido com os políticos era o rato – um duro golpe para os ratos, animais que já têm sérios problemas de imagem junto à opinião pública e realmente não precisavam de mais essa. Não há mudanças à vista. Na semana passada o governo entregou ao Congresso sete projetos de reforma política; nenhum deles muda um milímetro nas causas que produzem espetáculos como o do deputado Edmar, ou que permitem a volta ao status de grandes estrelas do Senado, sob a presidência de José Sarney, dos portadores de alguns dos mais tenebrosos prontuários da casa. O Congresso fica apenas cada vez mais parecido consigo mesmo.

O IDIOTA E A CADELA


SÁBADO NOS JORNAIS

Globo: Bancos dão trégua a Obama e suspendem despejos nos EUA

 

Folha: Recessão se aprofunda na Europa

 

Estadão: Para Lula, empresas demitem em excesso

 

JB: Olimpíada trará ao Rio mais R$ 12,8 bi

 

Correio: Classe média reage

 

Valor: Tesouro deve pôr capital no BB para aumentar crédito

 

Gazeta Mercantil: Pacote paulista garante R$ 20 bi para o estado

 

Estado de Minas: Juvenil Alves é cassado

 

Jornal do Commercio: Polícia da Suíça desmente advogada

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

GOSTOSA


ESSA TEM UMA BOA DOBRADIÇA

CLIQUE NA FOTO E VEJA EM DETALHES

FIM DE SEMANA EM NATAL

Antes da folia natalense

Música 

Orla Sul
André Leli toca hoje seu reggae, pop e MPB na praça de alimentação do Orla Sul a partir das 19h. Depois, às 22h, no Lual do Boteco do Chopp a banda Moby Dick toca no deck do Boteco Bar, ainda no Orla Sul. No sábado a música começa às 16h com muito samba e feijoada. Em seguida, Lavu e Moura e Elielson. Domingo é a vez da MPB de Mr. Jô, a partir das 12h30.

Paçoca de Pilão
A Paçoca de Pilão comemora hoje, às 22h, 19 anos com festa animada pelas bandas Vereda e Tropical Banda Show. A promessa é de caipifrutas de graça, bolo e a tradicional alegria do lugar. As mesas são reservadas pelos telefones 3238-2088, 3238-2213 ou 9982-3491. Parte da renda do evento será destinada às ações humanitárias da Casa do Bem.

Aprecie Pub
O suingue de Sueldo Soaress e a Bamuamba será a atração do Aprecie Pub amanhã, a partir das 23h. Localizado no conjunto Alagamar em Ponta Negra, o Aprecie pub & bistrô abriu suas portas oficialmente no dia 30 de agosto de 2008 e é a única casa de Natal a dar espaço semanalmente para apresentações de gêneros musicais que andavam meio sumidos do roteiro cultural da cidade, como o Chorinho, Jazz e Blues. Informações: 9188-9755

Castelo Pub
A Orquestra Boca Seca mostra seu repertório no Castelo Pub amanhã, a partir das 22h, com interpretações de Tim Maia, Paula Lima, Taryn Szpilman, Jorge Ben Jor, Marcos Vale, Antônio Carlos, Jocafi, Roberto Carlos entre outros, além das próprias composições da banda. O ingresso custa R$ 5. O Castelo Pub fica em frente ao estádio do ABC, na Rota do Sol, Ponta Negra. Contato para shows: 8715-3560 / 9911-3026.

Corsário Bar
O mais novo bar e restaurante de Petrópolis - o Corsário Bar - abre hoje a noite com música ao vivo a partir das 22h. A atração é Mário Bakuna Trio, com bossa nova e MPB instrumental. O Corsário inaugurou em dezembro, na Rua Potengi e fica aberto para almoço nas quintas e sextas-feiras a partir do meio-dia. Para jantar, de segunda à sábado, a partir das 17h30. Música ao vivo toda quinta e sexta-feira.

Forró do Jerimum
Cristiane Velassy e o Trio Zé Moré são as atrações do primeiro Carnaforró promovido no Forró do Jerimum, localizado na BR-101, próximo ao Posto Dudu. Será das 19h às 2h. Ingresso a R$ 10. Universitário, até 0h, não paga. Informações: 3643-6665 ou 8862-8832.

Banda suíça
A banda suíça UnderSchool Element se apresenta amanhã no Sancho Pub, a partir das 22h. A banda virá ao Brasil para uma grande turnê, e Natal foi escolhida para uma de suas apresentações. O som apresenta fusão de várias influências que culminaram em um som jovem, cheio de swing e ao mesmo tempo com a pegada do bom e velho rock and roll. Contará com as participações das bandas VNV e Vitrola. Entrada antecipada na Wizard Ponta Negra a R$ 10 (na hora R$ 15). Informações: 3219-4422.

Carnaval

Kengas no América
Com shows de Khystal, Iggor Dantas e Perfume de Gardênia, As Kengas realizam a 20ªedição do Baile comemorando a volta para clube o América. Ambientação assinada pelo artista Manoel Gomes utilizará fuxicos gigantes com muito colorido e brilho. Será hoje às 22h. Senhas a R$ 20. Informações: 3211-8589.

Burro Elétrico
Amanhã o Burro Elétrico sai em Pirangi, partindo do cajueiro às 20h30, percorrendo a avenida principal e, depois, continuando a folia nos fundos do Paçoca de Pilão. O bloco é animado por bandinhas de frevo e mini-trio com o DJ Sólon Silvestre. O bloco distribui bebida e caldinho no Paçoca de Pilão. Os kits do Burro Elétrico estão sendo vendidos no shopping Orla Sul, no horário das 14 às 20h, fone 3642-1265, dando direito a ingresso para o projeto Por do Sol no Potengi.

Teatro

A Mar Aberto
A peça do Coletivo Artístico Atores à Deriva - A Mar Aberto - fará sessão extra amanhã na Casa da Ribeira, às 20h. A peça é escrita e dirigida por Henrique Fontes e conta a história de um velho lobo do mar que em um dia de pescaria é atraído pelo desejo. Ele acredita que o demônio usa de suas artimanhas para fazê-lo desejar um jovem que abadonou a faculdade para ser pescador. Ingressos na bilheteria a R$ 12 (inteira).

Lançamento

Canto Jovem
A ONG Canto Jovem comemora hoje 10 anos de atividades em Natal. A ocasião marca o lançamento de sua revista anual, com matérias relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, juventudes, participação e democracia, arte, cultura e educação. Também será apresentada a programação para 2009. O evento será no R&M Espaço Gastronômico (rua Monsenhor Honório, 218, Tirol, próximo à Cidade da Criança). Das 9h às 10h30.

PARA...HIHIHIHI

VACA

Um homem entra no quarto com uma ovelha nos braços.
Sua mulher está lendo um livro deitada na cama.
O homem diz:
- Amor, essa é a vaca que eu tenho relações quando você tem dor de cabeça…
Responde a mulher:
- Se você não fosse tão idiota se daria conta que é uma ovelha…
O homem sorri:
- Se você não fosse tão idiota, se daria conta que estou falando com a ovelha…

DORA KRAMER

Na morte da bezerra

O ESTADO DE S. PAULO - 12/02/09


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já há algum tempo elabora raciocínios para tentar convencer o PSDB a pôr o bloco de 2010 na rua. Fala em abertura do partido para a sociedade, valorização dos sindicatos, universidades, associações como espaços de debates de temas que deveriam ser adotados pelos tucanos na construção de um diálogo com o interesse nacional.

Tem pregado no mais árido dos desertos.

Já o presidente Luiz Inácio da Silva, em seu pragmatismo de elaboração zero e eficácia total, fez o PT captar a mensagem traduzindo a coisa ao molde do velho ditado segundo o qual cobra que não anda não engole sapo.

Abstraindo a lisura dos métodos, fato é que andou. Acrescentou 10 pontos porcentuais aos ínfimos índices de um ano atrás da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião e, do ponto de vista da percepção pública, conseguiu alterar a situação.

Lula estava numa sinuca eleitoral, sem candidato viável à sucessão, assistindo do alto de sua popularidade ao adversário fazer bonito na preferência do eleitor. Antecipou o processo e agora empurra o PSDB para um dilema: definir a candidatura o quantos antes sem dividir irremediavelmente o partido e administrar o favoritismo durante 18 longos meses.

Para o governo, que partiu do zero, o que vier é lucro, todo ganho é contabilizado como vitória. Para o PSDB, cujo ponto de partida foi o topo, qualquer perda será vista como derrota. Na chamada batalha da comunicação, trata-se de uma vantagem considerável para o campo governista.

Basta ver que a redução de 3 pontos percentuais no índice do governador de São Paulo na última pesquisa, mereceu mais destaque que o fato de José Serra contar com 43% das preferências contra os 13% da candidata patrocinada pelo presidente de 84% de popularidade.

Objetivamente, o "retrato" instantâneo é: o eleitorado acha Lula uma ótima figura, não obstante, se a eleição fosse hoje daria ganho de causa não à sua candidata, mas ao principal oponente. E aqui o termo "opositor" é evitado de propósito.

Nem Serra nem o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, se portam como adversários explícitos do governo.

Fazem uma declaração crítica aqui e ali, impõem um ou outro reparo ao modo Lula de governar, suas oportunidades perdidas e malefícios provocados pela unanimidade pretendida, mas, no geral, ficam ali comendo umas goiabas, dando tempo ao tempo.

Ambos armam seus jogos, é verdade. Aécio se desloca para a eventualidade de se abrir uma oportunidade de ganhar a preferência. Serra conquista adeptos, neutraliza adversários, dirime conflitos, amarra pontas.

Numa situação normal, seria esse mesmo o calendário do período. Mas o cenário é tudo, menos normal. Há mais de um ano o presidente da República disse ao que viria: avisou à oposição que ganharia a eleição e mandou dizer à Justiça Eleitoral que considerava suas regras restritivas muito hipócritas.

Sendo ele franco, partiu para a mais sincera afronta à lei deixando muito claro que quem se incomodar que vá procurar seus direitos porque a luta, ou melhor, a campanha, continua.

O PSDB só viu o tamanho da encrenca agora, diante da quermesse eleitoral que o governo patrocinou para prefeitos de todo o País durante dois dias em Brasília, enquanto o principal partido de oposição se ocupava do importante debate a respeito da legitimidade dos métodos aplicados pelo deputado José Aníbal na sua recondução à liderança na Câmara.

Resultado: os tucanos estão na posição contrária à dos petistas, com candidatos demais e campanha de menos. Discutem uma forma "democrática" de escolher o candidato fazendo de conta que não existe, na prática, a primazia do governador de São Paulo e o PT, tarefeiro, aceita o centralismo e vai em frente, reunido sob a luz do poste amigo.

Procurado para resolver a transcendental questão do líder, FH deu uma chacoalhada na tropa. Em outras palavras, pediu que parassem de tolice e tratassem de apressar o processo de construção da unidade e do discurso marcadamente de oposição, mostrando o que partido entende precisa ser mudado ou corrigido no atual governo.

A direção do partido assegura que entendeu e agora vai. Só falta decidir quando, como, por que e com quem.

Osso duro

A primeira tarefa do novo corregedor da Câmara, deputado ACM Neto, é especialmente delicada para ele, integrante do DEM que acabou de desligar o deputado Edmar Moreira, alvo de representação por quebra de decoro parlamentar.

Se decidir que a ação não procede, ACM estará dizendo que seu partido se livrou do castelão das Gerais sem motivo, pois não serve para ficar no DEM, mas serve para continuar deputado sob a jura do decoro parlamentar.

Se resolver acatar, será acusado de atender à orientação partidária. É um dilema, para o qual a pior solução é a omissão e a transferência da responsabilidade para o desmoralizado Conselho de Ética.

EDITORIAL - FOLHA DE SÃO PAULO

Campanha biônica

Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

Lula se prevalece da legislação eleitoral e antecipa corrida sucessória com ministra que tirou do anonimato

DO POWER Point ao pagode, vai de vento em popa o mutirão que tenta popularizar a imagem da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sairá candidata à sucessão de Lula? "Deixa a vida me levar", cantarolou a ministra na saída de mais um evento preparado para alçá-la ao estrelato.
As aulas de lulismo produzem outros efeitos. Rousseff conseguiu deixar de lado o soporífero slide show do PAC e falou de improviso a milhares de prefeitos especialmente reunidos em Brasília. O programa federal de obras ganhou até alegoria pecuária. O PAC é "uma vaquinha" que "está ficando bem gordinha", metaforizou a petista.
Como traquejo e manemolência não se assimilam com facilidade, o resultado parcial soa bizarro. Afinal, nesse projeto sucessório acalentado pelo presidente Lula, o estranhamento não transparece apenas no contraste entre a sisudez tecnocrática da ministra e o figurino macunaímico que tenta vestir.
Não é comum que um presidente da República se ponha a inventar um candidato para sucedê-lo. Se "política tem fila", como diz o clichê, Lula deu a famosa carteirada e de uma só tacada arrancou Dilma Rousseff do bolso do colete, do anonimato e da inexperiência político-eleitoral.
A fila do Partido dos Trabalhadores, conceda-se, parecia mais um cordão de fuzilados após o escândalo do mensalão. Este, por sinal, foi o lance que determinou as condições do jogo atual: Lula sobreviveu e se fortaleceu; o PT se descaracterizou e se submeteu ao ditado presidencial; Dilma Rousseff substituiu José Dirceu, caído em desgraça.
A transformação de Lula num aiatolá petista, um caudilho que impõe sua vontade e é adulado por isso, não deixa de funcionar como golpe de misericórdia na imagem de uma sigla que gostava de se identificar como a única organização partidária digna do conceito no país. O PT resignou-se a louvar Lula e aparelhar a máquina pública.
Os rasgos cesaristas, entretanto, não ficam restritos à relação entre Lula e seu partido. Inebriado em popularidade, o presidente movimenta seu arsenal numa direção preocupante. Enquanto brinca de atacar e depois afagar os meios de comunicação, se acha no direito de decidir, ao arrepio da previsão legal e da responsabilidade do cargo, quando e em que condições dar início à campanha eleitoral de 2010.
Dilma Rousseff é exposta à exaustão em palanques pelo Brasil afora, em atividades que notoriamente vão muito além de suas atribuições de ministra. Beneficia-se, sozinha, da tutela excessiva da legislação eleitoral, que impede outros potenciais candidatos de fazerem campanha até meados do ano que vem.
Antecipar, nessas condições, a corrida sucessória da candidata biônica do presidente Lula pode parecer, para alguns, um lance de rematada esperteza. Mas é péssimo num país que precisa de tranquilidade, institucional e política, para enfrentar uma gigantesca crise internacional.

FERNANDO GABEIRA

David e o dentista


Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

Milhões de internautas transformaram a história de David num dos maiores sucessos da rede. É um menino americano que saiu dopado do dentista e, no banco de trás do carro, perguntava desesperado: pai, isso é vida real? Alheios à angústia de David, os internautas se divertiram mesmo com suas inquietações dolorosas: isto vai durar para sempre?
O castelo do corregedor da Câmara suscitou em muita gente as mesmas perguntas de David. Isto é vida real? Vai durar para sempre? No caso do dentista, houve incompetência técnica. Mas, no da Câmara, apenas deixamos de observar os detalhes de um processo que acabaria no castelo, ou em algo mais exótico.
A degradação passou pelo esvaziamento do Conselho de Ética e pela aprovação da tese de que eleição absolve o deputado de crimes anteriores, chegando, finalmente, ao "liberou geral". A maioria escolheu Edmar Moreira por achá-lo o corregedor certo para a época .
É vida real. Resta saber se vai durar para sempre. Oitenta e quatro por cento dos brasileiros aprovam o governo; um índice quase tão alto quanto a rejeição ao Congresso. Poucos acreditam na relação entre governo e decadência do Congresso. Vamos precisar de tempo.
Os antepassados também precisaram: uma escravidão resiliente, ditaduras que duram décadas. O Congresso é uma comodidade para o presidente. Tentação zero de fechá-lo. Se não houver algo exótico, o grande perigo é ser esquecido. Pelo menos, de vez em quando, um grande número de pessoas duvida de que isso seja vida real.
Precisamos de que alguém duvide da própria lucidez para nos certificarmos de que estamos vivos. Somos uma alteração da consciência popular, uma "bad trip", como a do garoto David; um bode, na tradução nacional. Neste lugar, sobreviver é resistir.

TÔ MUITO DOIDÃO


BRASÍLIA - DF

Novo orçamento

Denise Rothenburg
Correio Braziliense - 13/02/2009
 


É bom os congressistas se prepararem para um período de vacas magras em termos de emendas aprovadas no Orçamentode 2009 e que possam pulverizar a utilização de recursos. Em março, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pretende rever os valores de despesas correntes e receitas orçamentárias à luz das medidas de desoneração fiscal e pacotes de investimentos, como o PAC da Habitação que o governo lançará em breve. Já tem gente dizendo que os deputados vão “sambar” mesmo é depois do carnaval.


Ciro e Serra

O bloquinho PSB—PCdoB—PMN está meio cabreiro com a proposta de reforma política que pretende colocar novamente em votação a cláusula de barreira, a lista fechada e o fim das coligações proporcionais. Acha que é mais um artifício entre PT e PMDB para reduzir o número de partidos e colocar o bloco de Ciro Gomes (PSB-CE) para escanteio em 2010. A coisa está tão séria que Ciro já cogita até mesmo uma reaproximação com José Serra, com quem brigou feio no governo de Fernando Henrique Cardoso. 

O teste de fidelidade

A turma de Ciro e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pretende monitorar com uma lupa o comportamento do PT no que se refere à reforma política para ver se ainda há espaço para eles no bloco PT-PMDB. “O PT sempre recusou as medidas que beneficiavam só os grandes partidos em função de seus antigos aliados preferenciais. Vamos ver como se comporta agora”, diz o líder do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF). 

Foco & festa

Sacramentada a desfiliação do enrolado Edmar Moreira (MG), a Executiva Nacional do Democratas centrou o debate de ontem nos recentes rachas no aliado PSDB. Presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ) se disse preocupado com a divisão entre os tucanos que querem José Serra candidato à Presidência da República e aqueles que preferem o governador de Minas, Aécio Neves. Maia teme que a disputa termine por prejudicar a candidatura que sair vitoriosa. O assunto estará nas rodas da festa que o DEM faz hoje para comemorar os 59 anos do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio. 

Caixa à míngua

A Agência Espacial Brasileira (AEB) calcula perder cerca de R$ 400 milhões por conta da disputa pelas terras declaradas quilombolas em torno do Centro de Lançamento de Alcântara (MA). O valor se refere às receitas com o uso da plataforma por oito foguetes, em parceira com a Ucrânia, que deixarão de ser lançados. 

Vem por aí

Depois de um aperitivo num restaurante de Brasília, um grupo de empresários simpático à candidatura de José Serra bolou uma frase alusiva à plástica da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para colocar junto com uma foto do governador paulista e distribuir na forma de adesivos: “Esse não precisa mudar de cara para governar o Brasil”. 

No cafezinho
 
 
 

O partidão não morreu/ Presente à posse de Alírio Neto como secretário de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, o presidente do PPS, Roberto Freire (foto), saiu com uma nostalgia dos tempos de PCB. É que, no meio da solenidade, o secretário Marcelo Aguiar, hoje do PDT, enviou um bilhetinho: “Roberto, o partidão tem três militantes no governo Arruda: Alírio, Augusto Carvalho e eu!”. Ao que o governador Arruda completou: “E você, Roberto, não precisa ir para são Paulo para sair candidato. Fique por aqui”, convidou. 

Disneylula/ Alguns deputados não resistiram à comparação: o estande em que os prefeitos podiam tirar uma foto e pedir uma montagem ao lado do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff lembrou a muitos a montagem feita nos parques da Disney, onde a criança posa para um retrato com a mãozinha em concha e, se quiser, pode comprar a foto como se estivesse segurando a fada Sininho. 

Meu cantinho/ Supersticioso, o senador José Sarney (PMDB-AP) mandou reorganizar a disposição da Presidência do Senado. A primeira mudança foi transferir a sala privativa do presidente. Sarney substituiu o amplo salão usado pelo seu antecessor Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) por uma bem menor, que ele usou em seu último mandato no comando da Casa. 

Síndrome de Garfield/ Marca da gestão Arlindo Chinaglia (PT-SP) e pouco popular entre os deputados, as votações às segundas-feiras estão de volta. O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP) convocou os parlamentares para limpar a pauta antes do carnaval. Tudo combinado com os líderes. Os congressistas, assim como o gato dos quadrinhos, detestam começar a semana de trabalho em Brasília no primeiro dia útil da semana.

PAINEL

Medida extrema


Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

Pelo menos 4 dos 7 membros da Mesa da Câmara defendem que, em ação inédita, sejam divulgadas as notas fiscais da verba indenizatória do deputado Edmar Moreira (DEM-MG), suspeito de uso indevido do dinheiro. "Há uma denúncia grave. Isso tem de se tornar público", diz Marco Maia (PT-RS), 1º vice. "Não podemos constranger a Casa para proteger ninguém", opina Rafael Guerra (PSDB-MG), 1º secretário.
A decisão final caberá ao corregedor, ACM Neto (DEM-BA), e ao presidente, Michel Temer (PMDB-SP). A divulgação, se ocorrer, será cercada de cuidados, para não abrir precedentes desconfortáveis. A ideia é limitar a transparência a casos em que exista um processo formal de acusação.

Nem tanto
Defensor de maior transparência nos gastos da Câmara, o novo corregedor, ACM Neto, teve 70% de sua campanha à Prefeitura de Salvador, em 2008, bancada de forma oculta. Foram R$ 3,98 milhões que saíram de contas do DEM para o caixa do candidato. Esse tipo de transferência, permitido pela Lei Eleitoral, impede a identificação dos doadores. 

É você
Ao repetir, a cada entrevista, que Lula jamais lhe disse palavra sobre a candidatura à sua sucessão, Dilma Rousseff apenas segue um protocolo. O presidente já teve, sim, uma conversa bastante direta com a ministra. 

Buchada
A exemplo do jantar que Marta Suplicy oferece hoje em São Paulo para Dilma, o ex-prefeito João Paulo organiza em Recife um repasto para cercar a ministra de petistas do Nordeste. 

Difícil
O governo busca acordo com sindicatos patronais para obter algum compromisso contra o fechamento de postos de trabalho enquanto durar a crise. Espera anunciá-lo em breve, junto com um conjunto de medidas para preservar o emprego. 

Simples assim
Integrante de corrente radical do PT, Markus Sokol propôs, na reunião do Diretório Nacional do partido, que o governo edite uma medida provisória para proibir as empresas do país de realizarem demissões até a superação da crise.

Holofotes
Rolou um "climão" no Palácio dos Bandeirantes durante o anúncio do "PAC do Serra". Apoiadores da candidatura do secretário Aloysio Nunes (Casa Civil) ao governo não gostaram nem um pouco de ver Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) anunciando as medidas. 

Régua
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) sugeriu ao diretor do Inpe, Gilberto Câmara, que as medições de desmatamento passem a contemplar também a regeneração de áreas deterioradas que foram embargadas pelo governo. Câmara ficou de apresentar uma proposta. 

Vertical
Membro do diretório do PDT no Rio de Janeiro, Carlos Simi foi nomeado ontem assessor da Secretaria de Políticas de Emprego do Ministério do Trabalho. A pasta está toda com o partido. 

Sem escala
Servidor de carreira da Câmara, o advogado Leonardo Barbosa pulou ontem diretamente da assessoria do DEM para a equipe do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos). 

Puxadinho
Conhecido como "cortição" por abrigar grande variedade de ministérios, o Bloco A da Esplanada ficou ainda mais populoso diante da necessidade de esvaziar o Palácio do Planalto para reforma. A Secretaria Nacional Antidrogas agora está no quinto andar do prédio. 

Visita à Folha
Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Márcio Polidoro, diretor de Comunicação Social.

Tiroteio

"É preocupante ver o DEM nesse moralismo tardio. Se começarem a expulsar deputado rico, quem vai sobrar no partido?". 
Do deputado 
FERNANDO FERRO (PT-PE), sobre a decisão de expulsar o ex-corregedor da Câmara Edmar Moreira.

Contraponto

Enfermaria

O encontro de prefeitos promovido na terça e na quarta pelo governo federal congestionou os serviços e especialmente a rede hoteleira de Brasília. Com dificuldade para encontrar acomodação na capital, um grupo de cerca de 30 participantes do Centro-Oeste bateu à porta do gabinete de Eduardo Gomes (PSDB-TO) na Câmara.
-Deputado, dá uma força... Tem gente procurando quarto até em motel!- queixou-se um prefeito tucano.
Gomes fez o que pôde:
-Olha, hotel nesta semana está difícil. Mas, se alguém tiver problema de saúde, às vezes a gente consegue uma vaga no Sarah Kubitschek...

PARA...HIHIHIHI

EM PLENA FORMA

Três velhinhos contando vantagem um para o outro. O primeiro:
- Tenho 70 ano e estou plena forma. Só o meu estômago é que anda rateando um pouco. Outro dia comi uma feijoada, acompanhada de umas e outras caipirinhas. E depois me senti meio pesado, sonolento…
- Pois eu tenho 78 - disse o segundo - e também estou muito bem, mas acho que minhas pernas andam fraquejando. Ontem eu joguei uma pelada na praia, depois nadei uns três quilômetros. Dai a noite, minhas pernas estavam um pouco doloridas.
- Já eu, que tenho 80 anos - disse o terceiro -, não sinto esses problemas. Mas minha memória está começando a falhar. Ontem, de madrugada, eu bati na porta do quarto da empregada e ela acordou assustada e falou: “Que é isso, seu Oliveira? Quer dar mais uma ?!”

ARI CUNHA

História de indenização


Correio Braziliense - 13/02/2009
 


Porto Alegre — A primeira lei trabalhista foi editada ao tempo de Getúlio Vargas. Criava direitos para os trabalhadores. Em caso de demissão, cabia receber indenização pelo tempo de serviço na firma. Desde a ascensão de Lula ao poder, o erário não tem conta das indenizações milionárias que os petistas ganharam por ter enfrentado o governo militar. Detalhe: a decisão de enfrentamento foi do próprio cidadão. Os soldados têm obrigação de defender a pátria e honrar a Constituição. Outra coisa: o que se mata de gente no Brasil é escândalo. Inocentes morrem em ataques à mão armada, sequestros e o que mais o valha. A polícia mata. O governo se preocupa em indenizar os amigos. Chico Mendes foi anistiado. Prêmio para a família. Estão falando em anistia para Dorothy Stang. Em relação ao capitão que ensinou o povo a atirar, traiu o Exército e foi morto, há gente querendo lhe dar o posto de general. Tudo é possível. Desaforo do tempo. Há ONGs estrangeiras que matam nas selvas e dizem que são a favor dos amazônidas. Mesmo em crise, o dinheiro do Tesouro voa nas direções políticas. E todo ele provém dos impostos altos que nós pagamos e não administramos.


A frase que não foi pronunciada

“Educação é prioridade. Já os professores...”
Comentário à boca miúda na assembleia dos docentes.


Cálculos 
Manifestantes em frente à Vale faziam o cálculo. Se a empresa foi vendida por R$ 3 bilhões e hoje vale R$ 123 bilhões no mercado, com o lucro não precisaria demitir os funcionários. O problema apontado por Roger Agnelli é que a demanda já não é a mesma. 

Rave 
De festa em festa, a polícia foi se organizando para traçar o caminho do esquema milionário do tráfico internacional de drogas sintéticas e armas. O que impressionou foi a cifra que cada traficante faturou mensalmente: R$ 1 milhão. 

Risada 
Chega ao público norte-americano o livro eletrônico de mão. Ariano Suassuna não pagaria os US$ 299 pelo produto. É que um vendedor mostrou o dicionário acoplado. Não esperava pelo resultado inusitado. No teste para ver o significado de Ariano Villar Suassuna, a coisa remeteu a “sectário do arianismo, vilão, assassino”. 

Primeiro Mundo? 
Ninguém confirma se foram membros do Partido do Povo Suíço que atacaram a pernambucana Paula Oliveira. O fato é que o racismo e a xenofobia são assumidos com veemência. A bandeira do partido trazia três ovelhas brancas empurrando uma ovelha negra. 

Defesa 
Valeu a palestra do ministro Nelson Jobim a embaixadores da América Latina e Caribe. Só faltou um tradutor instantâneo na solenidade para um entendimento maior. No final das contas, o espanhol do ministro não criou problemas para o entendimento básico da estratégia nacional de defesa. 

Bancos 
Em São Paulo, a Câmara Municipal quer uma CPI para os bancos. Enquanto isso, movimentações suspeitas entre o HSBC e BNDES levam o TCU a uma auditoria rigorosa. Com crise ou sem crise econômica, o senador Cristovam Buarque defende o socorro aos bancos e cadeia aos maus gestores. 

W3 
Uma pena o abandono das casas na W3 Sul. Gramados viraram matagal, casas se transformam em depósitos, cercas em painéis de pichadores, parte do comércio na área residencial esconde marginais. Área que já foi nobre pena com o descaso. É hora de voltar os olhos a quem paga impostos.

Hitória de Brasília

Alguém lançou um balão de ensaio com o nome do sr. Juca Ludovico para a prefeitura de Brasília. Não vamos fazer isso. O lugar é para um homem jovem, conhecedor das questões locais, que se situe tão longe quanto possível dos problemas políticos. Basta o que já fizeram até agora os candidatos a deputados.(Publicado em 22/1/1961)

GOSTOSA


PARA TOMAR UM LEITINHO, BÉÉÉ, BÉÉÉ

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

ELIANE CANTANHÊDE

A Paula somos nós


Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

Não houve roubo nem estupro. Logo, até ordem em contrário, só há uma explicação plausível para a selvageria de três homens contra a advogada brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, que perdeu bebês gêmeos depois de espancada e cortada com estilete por três skinheads na Suíça: xenofobia.
Os skinheads não nasceram com a crise internacional, e a covardia contra Paula não foi a primeira nem será a última. Apesar disso, o episódio só reforça a sensação, ou o temor, de que as dificuldades econômicas e o crescente desemprego exacerbem o protecionismo e a xenofobia nos países ricos.
A agressão a Paula ocorre quando a Suíça aprova referendo ratificando que estrangeiros da União Europeia podem morar, trabalhar e circular livremente por suas fronteiras. O "sim" teve 60%. Ou seja: 40% são contra a livre circulação -e os próprios imigrantes.
No Rio, em São Paulo, em Recife e em qualquer metrópole brasileira, o risco do turista estrangeiro é ser assaltado por pivetes com um trezoitão na orelha. Vive acontecendo. De vez em quando morre um, dois ou três. A violência é crônica.
Em pequenas, médias e grandes cidades europeias, os riscos de violência contra turistas, estudantes ou imigrantes de nacionalidades consideradas "menos nobres" por xenófobos são outros: vexames em aeroportos, dias sem tomar banho até serem despachados de volta, perder os dentes a socos policiais e, agora, voltar com siglas de partidos de direita ou grupos nazistas marcadas a sangue no corpo. É uma violência aguda. Até quando?
"Globalização" remete a livre mercado e a portas abertas, mas o que se vê são os mercados e as portas dos ricos batendo na cara dos outros. Não de todos, só de uns, seletivamente. Se a Paula fosse de Washington, Chicago, São Francisco ou Boston, seria vítima desse absurdo? Não. Então... se a história foi como foi, a Paula somos todos e cada um de nós.

MÓNICA BÉRGAMO

Mestre


Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), começou a pensar "seriamente" em se aposentar, como confidenciou a amigos. A decisão, se levada adiante, terá o efeito de uma bomba entre os ministros: decano do tribunal, ele é hoje a voz mais respeitada por seus colegas e paira acima das disputas renhidas que vicejam entre os magistrados.

MAIS TARDE
A notícia, no entanto, não deve animar o governo: Celso de Mello planeja sair do Supremo "em dois anos" e só depois do fim do mandato de Lula - que já indicou sete dos 11 ministros do tribunal e ainda pode indicar mais dois. Um deles, para a vaga de Ellen Gracie, que disputa um cargo na OMC (Organização Mundial do Comércio). O outro, no lugar de Eros Grau, que se aposenta em 2010.

UMA VIDA
Celso de Mello tem 39 anos de serviço público e completará em agosto 20 anos de STF. Aos 63 anos, poderia ficar no tribunal por mais sete se desistisse de aposentar a toga.

FOFO 
De um dos mais próximos aliados do governador José Serra (PSDB-SP), filiado ao DEM, sobre as estratégias eleitorais do presidente Lula: "Ele escolheu com quem pode ganhar e para quem pode perder a eleição presidencial de 2010. Se vencer com a Dilma, melhor. Se perder para o Serra, tudo bem; os dois são amigos". O serrista considera que as estocadas de Lula em Serra têm sido leves.

CLÓVIS ROSSI

O galope da selvageria


Folha de S. Paulo - 13/02/2009
 

O atentado contra a advogada brasileira Paula Oliveira nas imediações de Zurique é um desses episódios tão bestiais que dá vontade de passar ao largo, fingir que não leu, para não ter que aceitar que a humanidade ainda oferece tal grau de selvageria.
Há dois aspectos no crime. Primeiro, o nítido avanço nos últimos muitos anos da xenofobia, do racismo, do repúdio ao "outro", seja qual for o "outro" da vez. Esse avanço faz com que partidos xenófobos, como o Partido do Povo Suíço, ao qual suspeita-se que pertença ao menos um dos agressores de Paula, acabem entrando no "mainstream", quando eram marginais até faz relativamente pouco tempo.
O caso de Israel talvez seja o mais emblemático: é assustador que a tribo que sofreu a mais cruel perseguição do século 20 ponha no "mainstream", no início do século 21, o partido de Avigdor Lieberman, que prega a limpeza étnica (no caso, dos árabes).
Mas a xenofobia/racismo não explica tudo. Há casos de bestialidade que não têm coloração ideológica. O Brasil é um repositório formidável de episódios do gênero.
O diabo -e aí não é força de expressão- é quando se soma ao racismo a violência que impregna a sociedade. Durante muito tempo, recusei-me a crer na tese de que a televisão estimula a violência de tanta violência que leva ao ar. Achava que a TV não inventa a violência; mostra o que já aconteceu na vida real. Hoje, não tenho tanta segurança. Banalizou-se a violência, na TV, no cinema, nos videojogos, até em raças de cães que, nos meus tempos de inocência, nem existiam.
A violência, em grau exacerbado, passou a ser, digamos, natural. O que ainda me choca, em certos videojogos, é o normal para meu neto. Que a adolescência da geração dele é mais rica, do ponto de vista material, que a minha, parece óbvio. Mas, do ponto de vista cultural, será que evoluímos?

ILIMAR FRANCO

Pragmatismo

Panorama Político 
O Globo - 13/02/2009
 

Os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), estão empenhados em superar as divergências e construir um ambiente no partido que permita uma estratégia eleitoral comum para 2010. Querem isolar focos de resistência e organizar a máquina partidária. Um dos sinais desse pragmatismo é que, pela primeira vez, o PMDB não está gastando energia com o balão de ensaio da candidatura própria. 

Dilma precisa atingir 20% 

A avaliação predominante no PMDB é que, se a presidenciável Dilma Rousseff atingir 20% nas pesquisas até o final do ano, sua candidatura não é mais uma aventura. Na CNT/Sensus divulgada semana passada, ela teve 13,5% em cenário de disputa com José Serra. Nesse caso, o partido, que já tem o lugar de vice garantido, não quer se perder em brigas internas. A tarefa de unir o PMDB engloba os ministros. Há insatisfação com Reinhold Stephanes (Agricultura) e José Temporão (Saúde) que não atenderiam os deputados. Eles reclamam que o PP, com apenas uma pasta, a das Cidades, é mais articulado do que o PMDB, com seis. 

No PMDB não tem major, só tem coronel. Então o sujeito já entra criando dissidência e dando opinião" - Moreira Franco, alertando para a importância da unidade 

BLOCO NA RUA. A disputa interna no PSDB entre Aécio Neves e José Serra pela candidatura a presidente da República chegou às ruas. Circula em São Paulo e chegou a Brasília o adesivo: "Virei mineiro de coração! Aécio Neves 2010", diz a propaganda antecipada, com as cores do partido e o símbolo tucano. Pelo visto, o apelo de Fernando Henrique Cardoso para que eles se concentrem na oposição ao PT não surtiu efeito. 

Blitz 

A Advocacia Geral da União vai fazer um esforço concentrado a partir de março para cobrar multas de crimes ambientais já processadas. Os valores chegam à casa dos bilhões e cogita-se até o sequestro de bens dos devedores.

O castelo ruiu 

O procurador do Ministério Público junto ao TCU, Marinus Marsico, requisitou ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), as notas fiscais da verba indenizatória de 2007 e 2008 do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG). 

Prestígio em baixa 

O ministro José Múcio (Relações Institucionais) fez um apelo para que os líderes da base governista prestigiem o Conselho Político, integrado também pelos presidentes de partidos aliados. Nas reuniões do fim de 2008, o conselho foi esvaziado. Em contrapartida, os líderes cobraram a inclusão na pauta de assuntos de interesse dos partidos e das bancadas. Na reunião da próxima semana, o tema central será a crise econômica. 

Nova elite 

Gim Argello (PTB-DF), da tropa de choque da campanha de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado, ganhou um gabinete no 14º andar do Anexo I, ala nobre do Senado. Efraim Morais (DEM-PB), que deixou a Mesa Diretora, desalojou o departamento de pagamento e se instalou no 8º. O ex-presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) despejou a contabilidade e ocupou o 12º. No prédio já estavam Fernando Collor (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL). 

OVERBOOKING. Ministros, senadores e deputados tiveram a agenda monopolizada esta semana pelos prefeitos que estavam em Brasília. Orlando Silva (Esporte), que transferiu seu gabinete para o lugar do encontro, recebeu mais de cem. 

BYE BYE. Líderes da base e da oposição fizeram anteontem jantar de despedida para o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP). 

TERMINOU sem acordo reunião do Parlamento do Mercosul, segunda-feira, para adotar a proporcionalidade em sua composição. O Paraguai está irredutível.

ANCELMO GOIS

FMI nunca mais


O Globo - 13/02/2009
 

No encontro com 16 empresários do Fórum Reis Veloso, segunda à noite, Lula contou que recebeu um telefonema de Felipe Calderón, presidente do México, propondo que os dois países fizessem um empréstimo conjunto ao FMI para enfrentar a crise: 

- Eu disse a ele: "Companheiro Calderón, me convide para outra coisa. O Brasil não precisa do FMI." 

Ainda a Vale... 

Em outro momento, o empresário Emílio Odebrecht comentou com Lula: 

- Presidente, imagino como o senhor deve estar sofrendo ao ver tanta gente desempregada. 

No que Lula desabafou: 

- Pois é, Emilio, o que me entristeceu mesmo foi ver a Vale demitir tanta gente. 

Logo agora... 

Ainda sobre a crise, Lula contou que se sente como aquele sujeito que passou seis anos paquerando uma moça e se preparando para o grande encontro. 

Só que, na hora da festa, tudo deu errado, e a moça sumiu. 

Mas... 

Lula acha que, agora, é hora de investir: 

- O empresário que souber tirar vantagem da crise neste momento vai colher mais na hora em que as coisas melhorarem. 

Sarkozy também... 

Para Lula, o mundo de hoje tem dois grandes líderes. 

Obama e Sarkozy.

O IDIOTA E A TERRORISTA


SEXTA NOS JORNAIS

Globo: STF agora solta réus de casos de estupro, roubo e estelionato

 

Folha: Banco público se previne contra aumento de calote

 

Estadão: STF pressiona Congresso para garantir aumento de 13%

 

JB: Serra segue Lula e faz o PAC paulista

 

Correio: Vaga fácil ressuscita a R$ 4 por hora

 

Valor: Tesouro deve pôr capital no BB para aumentar crédito

 

Gazeta Mercantil: Pacote paulista garante R$ 20 bi para o estado

 

Estado de Minas: Prefeitura tem mil professores com diploma suspeito