sábado, agosto 14, 2010

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Portabilidade da portabilidade
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 14/08/10

O BB, em sua estratégia mercadológica agressiva, vem conseguindo alguns gols que o mercado financeiro está classificando como "gol de mão". Tudo por causa de um artifício usado pela instituição para contornar a regra da portabilidade de salários, estabelecida por resolução do Conselho Monetário Nacional e normas do Banco Central.
Explicando: as regras deram aos bancos públicos o direito de não cumprir a portabilidade até 2012, caso o contrato de prestação de serviços de folha de pagamentos estivesse em vigência no dia da sua decretação.
Portabilidade 2
O que fez o BB? Segundo fontes do mercado, usou contratos de prestação de serviços com prefeituras e governos estaduais encerrados, aplicou aditivos e assim o contrato voltou a estar "em andamento". Com isso, o BB se abstém de aplicar a portabilidade do salário para o cliente que assim desejar.
Isto é, o BB conseguiu portar a regra da portabilidade.
Escudo

Lula sai em socorro dos exportadores de carne, sistematicamente atacados por boatos em suas vendas para Europa. Convocou Wagner Rossi para definir nova estratégia de comunicação para produtos agrícolas lá fora.
VIPs
Sérgio Cabral já tem compromisso lá fora em outubro. Ganhou dois ingressos para ver o show do U2 em Roma.
Cafezinho
Além de José Serra, a assessoria de Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, pediu audiência com Marina Silva...
Inclusão
A Defensoria Pública do Estado está mudando seu sistema de concurso público. Incluindo mecanismos para que deficientes visuais e auditivos possam participar.
Vudu pra lá
O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo percebeu certo aumento na procura por gatos pretos às vésperas da sexta-feira 13. Para proteger os bichos de "uso" em rituais macabros, reforçou exigências na autorização de adoções durante a semana que passou.

Eu ou você?
José Serra foi embora do debate da Band, anteontem, com a jaqueta de Andrea Matarazzo. Sentado na mira do ar-condicionado, gripado, o secretário fez questão de emprestar o seu casaco. Detalhe: ambos são hipocondríacos.
Art in store
Natalie Klein ataca de galerista.
Abre, quarta-feira, a sua NK Store para expor os trabalhos de Fábio Gurjão. A ideia é apresentar um escolhido do curador Eduardo Chalabi a cada dois meses.
Yes, indeed
Ivete Sangalo convidou e Stephen Jones disse sim. O estilista britânico, xodó da rainha Elizabeth, assina os chapéus que a cantora usará no show do dia 4 de setembro. No Madison Square Garden, em NY.
Bonde andando
Jan Fabre viria a SP anteontem para abrir sua mostra no Instituto Tomie Ohtake.
Não deu. A balsa que o transportava em uma ilha na Croácia quebrou e ele... perdeu seu voo.

Na frente

Ricardo Young, candidato do PV ao Senado, será centro das atenções em encontro que Maria Alice Setubal organiza em sua casa. Segunda.
David Uip pilota as caçarolas, domingo, no jantar em prol do Hospital Emílio Ribas. No Figueira Rubaiyat.
Phil Collins lança CD com covers que marcaram sua infância. Em setembro.
Duncan L. Niederauer, da NYSE Euronext, chega semana que vem ao Brasil.
Sergio Fingermann lança livro hoje na Dan Galeria. Com direito a exposição.
Guilherme de Faria apresenta o catálogo Obra Gráfica. Hoje, na Caixa Cultural Sé.
De Mário França, do PSB, ao ser questionado se Ciro Moura, que concorre ao senado sem o sobrenome, está sendo confundido com Ciro Gomes: "coloca só o C. Moura na pesquisa para ver quantos pontos ele tem..."

Colaboração
Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br
Gilberto de Almeida gilberto.almeida@grupoestado.com.br
Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br
Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br

O ESGOTO DO BRASIL

RUTH DE AQUINO

Mano para Presidente
RUTH DE AQUINO
REVISTA ÉPOCA
Se a campanha continuar assim, vamos achar que a política é o ópio do povo – e não o futebol ou a religião
RUTH DE AQUINO
Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Agora que o Brasil se livrou de Dunga e recuperamos o futebol arte, não custa sonhar com a arte da política sem tédio e fora da retranca. O que vimos nos 12 minutos de Jornal Nacional ? Uma mãe dos pobres que aprendeu a mentir, ignorar fatos históricos e até a se equivocar com desenvoltura, sem gaguejar. Um emotivo e tépido oposicionista paulista, que cita mais números e porcentagens que qualquer matemático. Uma candidata de Deus que se apresenta como a primeira mulher negra e pobre a disputar a Presidência. Todos na garupa do social.
A continuar assim, vamos chegar ao fim do segundo tempo com a convicção de que a política é o ópio do povo. E não o futebol ou a religião. Ao fim de um debate sonolento na Band na semana anterior, só os candidatos e a emissora saíram satisfeitos, ninguém mais. A decisão da Libertadores ganhou de lavada na disputa de audiência. O “alto nível” do debate, elogiado pelo presidente Lula, queria dizer o seguinte: ninguém foi contundente, e sua candidata não foi o desastre que muitos esperavam. Serra até levantou a bola para Dilma, numa pergunta que permitiu à petista completar seu raciocínio. E ela agradeceu ao tucano.
Por sua performance até agora, os candidatos Dilma, Serra e Marina teriam vaga certa na Seleção derrotada na África, sob o comando do zangado Dunga, que só se permitia uma gracinha no figurino. O mandamento-mor seguido pelos atletas era: nenhum podia brilhar muito. Jogadores só podiam dar entrevista para exaltar o conjunto, a equipe. Ninguém podia fazer um drible desconcertante, surpreender com um elástico, desmoralizar com um lençol – simplesmente pela alegria de provocar o adversário. Rebolation na comemoração, então, nem pensar. A coreografia mais ensaiada na Seleção sem personalidade de Dunga eram as mãos erguidas aos céus. Até Robinho ficou irreconhecível, como se estivesse numa camisa de força. Rezou, não rebolou. 
Se a campanha continuar assim, vamos achar que a política é o ópio do povo – e não o futebol ou a religião
Nossos candidatos à Presidência estão todos assim. Aprisionados pelo pragmatismo, pela marquetagem compressora e pela numeralha entediante, emitem opiniões sem partir para o ataque. Parecem jogar sempre pelo empate. Onde andam o raciocínio rápido, a criatividade, a eloquência, as propostas originais que podem conquistar a torcida? O contorcionismo, ao vivo, para negar suas próprias convicções em busca de votos dificulta a vida do eleitor inteligente. O eleitor fanático, contra ou a favor, não tem problema nesta eleição. Já decidiu. Nem precisa ver seu candidato ou sua candidata entrar em campo. O único personagem irreverente é o inviável Plínio de Arruda, do PSOL, o candidato octogenário das causas impossíveis.
Quem convenceu até agora o país foram os garotos Neymar, Ganso e Pato na estreia vitoriosa da nova Seleção de Mano Menezes contra os Estados Unidos. Vimos um gol inesperado, partindo de uma cabeça moicana. Nem Neymar acreditou: “Saiu a ansiedade da estreia. Agora estou mais tranquilo”. Ainda não é hora de ir para o Chelsea e enfrentar o inverno e o humor ingleses. Na entrevista após a vitória, Ganso disse: “Mano deu toda a liberdade para a gente jogar nosso futebol alegre”. E, sem falsa modéstia: “Pude mostrar todo o meu talento em campo”. Mano, não deixe que esses meninos se tornem mártires como Kaká, que admitiu ter jogado no sacrifício, “infiltrado” (com injeções no pé e no joelho), para ajudar a Seleção. Estimule o talento, não o fervor.
Não se está advogando aqui que Serra dê um carrinho, que Marina faça jogo perigoso ou que Dilma tente um gol de mão. Campanhas sem golpes baixos são uma homenagem ao jogo democrático, embora o presidente Lula já tenha sido multado tantas vezes por violar o regulamento eleitoral que, se houvesse cartão vermelho por reincidência, ou se nossos juízes tivessem peito, ele já teria sido expulso da margem do campo. Sem ser candidato, é o único com carisma – e, por isso, ventríloquo de Dilma.
Se os debates eleitorais continuarem assim, previsíveis e cheios de PAC, UPA e UPP, só temos uma saída: Mano para presidente.

ANCELMO GÓIS

Momix no Brasil
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 14/08/10

Depois de três anos, o Momix volta ao Brasil.
“Botânica”, o novo espetáculo do grupo que revolucionou a dança nos EUA, vai se apresentar em Curitiba, Ribeirão Preto, SP, e no Rio (3 de novembro).
‘Paraíbas’ em alta
O Senac anuncia quarta, dia 18, um curso para 250 porteiros de Copacabana sobre o modo de lidar com idosos.
No bairro, 3,3 de cada dez moradores têm mais de 60 anos. A média nacional é de um para cada dez.
Melhor amigo...
Pesquisa em Copa, encomendada pela Bradesco Seguros, revelou que, para vovôs e vovós, o “melhor amigo” é o porteiro.

O pessoal da minha terra quebra muitos galhos para os idosos, como trocar uma lâmpada.
Atchim! Atchim!
Marina Silva pediu à ABL para não pôr flores na mesa, quarta passada, numa reunião. Ela é alérgica. Um dos acadêmicos aproveitou para fazer gracinha: — Como uma candidata verde, ex-ministra do Meio Ambiente, não se dá bem com as flores?
Baixa no PV...
Aliás, o PV de Marina e Gabeira sofreu uma baixa no Rio.

Um dos bonecos infláveis gigantes do partido encerrou suas atividades de cabo eleitoral, ontem, na Cinelândia. Um guri, danadinho, enfiou um prego e — fuuhh... — o bonecão murchou.
Eu apoio
Esporte e cultura têm sido usados em prol da autoestima nas favelas cariocas com UPPs.

Hoje, no Flamengo x Ceará, no Maracanã, dez meninos do Dona Marta entrarão em campo com os jogadores rubro-negros.

Outro dia, 50 senhorinhas da Ladeira dos Tabajaras foram ao Teatro das Artes, na Gávea, assistir à peça “Por uma noite”.
Fator empada
Há dois anos, a Fazenda liberou R$ 2 bi para a saúde depois que o ministro Guido Mantega almoçou com seu colega Temporão no Mosteiro. É o restaurante do pai do ministro da Saúde.

Dilma já havia dito a colegas de governo que almoço ali é “prejuízo na certa”. Mas, ontem, Temporão comeu com o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, o guardião do cofre.
Aliás...
O ministro Juca Ferreira poderia pedir a Temporão a receita da empada do Mosteiro.

É que o pessoal da Cultura reclama que Paulo Bernardo segura a grana da Funarte, da Biblioteca Nacional, dos museus...
Ranking escolar
O TJ do DF mandou o MEC divulgar em seu site a média dos alunos do Colégio Objetivo.

Ontem, João Carlos Di Genio, dono do Objetivo, festejava o 2º lugar no ranking do Enem dos melhores colégios privados.
ZONA FRANCA
Marlene Mattos dirige o I Rio Fashion Kids, no Riocentro.

Dia 21, Zuenir Ventura, Mauro Wainstock, Waldemar Zveiter, Nilton Bonder, Milton Gonçalves, José Isaac Peres e Jacob Kligerman ganham o título Homens de Ação, Homens de Valor, na Hebraica.

É hoje, às 22h, a Rocco in Rio II, no Baixo Santa do Alto da Glória.

Karin Sá Rego e o ilustrador Daniel Kondo lançam amanhã, na Travessa do Leblon, “Palavrinha ou palavrão”.

Gabriela Palmiere Zarur ganhou o título de bacharel em Direito da PUC.

A World Study faz dia 17 a primeira feira de entrevistas via Skype.

Sílvia Pereira, a nova presidente da SBGG, é ex-presidente da Comissão de Seleção dos Novos Geriatras.
Crime e castigo
A juíza Flávia Viveiros de Castro, do Rio, condenou os jovens Francisco Nery Neto, Rodrigo Bassalo da Silva, Rubens Bruno, Júlio Ferreira e Leonardo de Andrade a pagarem, cada um, R$ 100 mil à doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto.

Eles espancaram Sirlei num ponto de ônibus da Barra em 2007. Disseram que a confundiram com uma prostituta.
E mais...
Os agressores também terão de pagar os salários mínimos mensais que Sirlei deixou de receber até voltar à ativa.
Barraco vip
Terça, numa festança de bacanas no condomínio Jardim Barra da Tijuca I, à certa altura, a segurança barrou a entrada de carros por falta de vagas.

A filha da dona da festa foi à portaria reclamar aos gritos.
O colete do Minc
A campanha do deputado de Carlos Minc na TV começa mostrando um... colete.
Conselho Nacional
O procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Lopes, deve ser reconduzido ao cargo de vicepresidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do MP dos Estados e da União.
Tranca-rua
Domingo, o senador Marcelo Crivella, candidato à reeleição, fazia campanha na Rocinha, com direito a carro de som, caminhão etc., quando um eleitor gritou: — Crivella, seu tranca-rua!!! Era só reclamação pelo engarrafamento.
ESTRELA DO time de modelos brasileiras que brilham no exterior, Alessandra Ambrósio posa para a campanha dos jeans de Carlos Miele, o grande estilista
MAIS NOVA amiga de infância de Jorge Bastos Moreno, a atriz Isis Valverde, estrela de “Ti-ti-ti”, recebe o coleguinha em sua cobertura, na Barra
PONTO FINAL
Esta foi uma das piores semanas na vida da Gol.

Atrasos de voos, ameaça de greve e, para fechar, o sonho de assumir a liderança no ar terá de ser adiado mais uma vez, por causa desta fusão TAM/Lan Chile.

GOSTOSA

RUY CASTRO

Para evitar gafes
Ruy Castro
folha de são paulo - 14/08/10


Os brasileiros nunca chegam na hora, não gostam de perguntas pessoais, vivem aos beijos e abraços entre si e suas mulheres se vestem de maneira provocante e sensual. Essas são algumas informações de um guia que a agência oficial de turismo da Grã-Bretanha lançou esta semana para instruir os ingleses sobre os visitantes estrangeiros na Olimpíada de Londres em 2012. 
Boa ideia, e já deveríamos estar fazendo o mesmo para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Pois aí vão algumas informações sobre os ingleses para evitar que cometamos certas gafes ao tratar com eles. 
Diz-se que a mulher mais fria do mundo é a inglesa – exceto no banco traseiro do táxi, quando se revela “um furacão”. Se, em 2014, você se vir com uma inglesa no banco traseiro do táxi, espere que ela tome a iniciativa – o que, se ela for mesmo um furacão, acontecerá. Idem, se você for uma brasileira provocante e sensual, evite provocar os ingleses. Eles não gostam muito.
Os ingleses são admirados pelo senso de humor, mas não se iluda: só riem do próprio humor. E, mesmo assim, sempre pigarreiam antes de rir. E há assuntos que não se deve discutir na presença deles. Dentes, por exemplo – os ingleses têm, historicamente, péssimos dentes. Talvez pela mania de tomar hectolitros de cerveja morna.
Nunca confunda um inglês com um americano. Ele ficará ofendido, e com razão. Em meados do século 20, a Inglaterra perdeu para os EUA a sua longa supremacia política e econômica, tornou-se um reboque da sua ex-colônia, e é natural que eles se ressintam. 
Sobretudo, se tiver que discutir futebol com eles, nunca se jacte dos cinco títulos mundiais do Brasil contra o único deles, em 1966, conquistado em casa e com um gol ilegal. E, por favor, nada de piadas a respeito daqueles chapéus de chifres que os torcedores ingleses gostam de usar.

PAINEL DA FOLHA

Efeito combinado
 RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 14/08/10

Durou dois dias o entusiasmo gerado na campanha de José Serra pela entrevista do candidato na bancada do “JN”. O Datafolha em que Dilma Rousseff aparece oito pontos à frente do tucano e com possibilidade concreta de liquidar a eleição no primeiro turno atingiu o PSDB associado a um outro resultado desalentador: o da manutenção da dianteira de 26 pontos de Hélio Costa (PMDB) sobre Antonio Anastasia em Minas. Analisados em conjunto, os resultados nacional e mineiro desenham para a oposição, às vésperas do início da propaganda de TV, um quadro alarmante do qual apenas São Paulo e Paraná escapam. 
Marco - Na simulação de segundo turno, Dilma tem hoje os mesmos 49% que Serra registrava em dezembro do ano passado, no primeiro Datafolha presidencial da atual série histórica. 
Meio a meio - Em SP, a fortaleza tucana que permanece em pé, Geraldo Alckmin se permite o luxo de dividir com Aloizio Mercadante o eleitorado petista: tem 37% entre os simpatizantes do partido; o senador, 36%. 
Geracional 1 - Mercadante obtém o pior desempenho entre os eleitores mais jovens: 8%, metade de seu resultado geral. Com Alckmin acontece o contrário: ele pontua 65% na faixa de 16 a 24 anos, e 54% na média. 
Geracional 2 - Marta Suplicy escapa da má sorte de seu correligionário entre os jovens: registra 42% nessa faixa, contra 32% no geral. 
Sem público - Por essas e outras, no próprio PT há quem considere que Mercadante erra ao adotar, como fez no debate da Band, o discurso de que nada funciona no governo de São Paulo e de que o eleitor “quer mudar”. Assim como ocorre com a avaliação do governo federal petista, não há sinal de tal insatisfação no Estado administrado pelos tucanos. 
Passa lá - Serra foi ao debate da Band atendendo a convite de Alckmin. 
Não dá liga - A vantagem de 12 pontos aberta por Beto Richa (PSDB) na disputa pelo governo do Paraná parece dar razão aos que viram constrangimento do eleitorado antigo de Osmar Dias (PDT) por vê-lo desfilando em Curitiba ao lado de Lula. 
Locação - Lula gravou ontem às margens do rio Madeira um depoimento para o programa eleitoral de Dilma Rousseff, no ar a partir da próxima terça. Na fala, o presidente exalta a “segurança energética” que teria sido alcançada em sua gestão. 
Fila - No embalo, Lula grava hoje a primeira leva de depoimentos de apoio a candidatos aliados aos governos dos Estados e ao Senado. A lista dos contemplados estava ontem em elaboração. 
Camuflado - A despeito de um calor de lascar em Rondônia, o presidente visitou as usinas de Santo Antonio e Jirau vestindo jaqueta marrom de mangas compridas. Ele machucou o braço esquerdo numa pescaria e não pode tomar sol na lesão. 
Twister - Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o vento impressionou a comitiva de Dilma. “Ventania arretada aqui em Porto Alegre. Derrubou a cobertura do ponto de táxi em frente ao hotel”, disse no Twitter o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Memória seletiva Em busca de novo mandato, Renan Calheiros (PMDB-AL) conta no site da campanha que o “ápice” de sua carreira se deu em 2005, quando foi eleito presidente do Senado. Nenhuma palavra sobre o fato de ter renunciado ao cargo para não ser cassado.
Tiroteio
O debate da Band inaugurou a “era dos nanicões”: Mercadante, Russomano e Skaf fazendo tabelinha para atacar Alckmin. 
DO DEPUTADO DUARTE NOGUEIRA (PSDB-SP), sobre a atuação dos adversários do tucano no programa realizado na noite de quinta-feira.
Contraponto
Quero só ver 

Na plateia da Band, Ciro Moura (PTC) se queixava de que o mundo inteiro atribui os 19% por ele obtidos no Datafolha para o Senado à confusão com o nome do bem mais conhecido Ciro Gomes (PSB). 
- Será que pensam que o povo é bobo? - indagava o candidato nanico a todos com quem falava. 
Ao ouvir o comentário, o deputado Márcio França, presidente do PSB de São Paulo, sugeriu: 
- É fácil tirar essa história a limpo. Basta colocar “C. Moura” na cartela e ver quantos votos sobram.

A TERRORISTA MENTIROSA

DOM ODILO P. SCHERER


Partidos e candidatos, qual é a sua posição?

Dom Odilo P. Scherer 
O Estado de S.Paulo - 14/08/10



A campanha eleitoral vai ganhando corpo e os eleitores são confrontados com os muitos pretendentes ao seu voto. Por enquanto, os "presidenciáveis" são postos em maior evidência e quase não nos damos conta de que também estão em jogo os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Nas questões gerais, todos os gatos parecem pardos. Os candidatos mostram os seus planos para a economia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte, o meio ambiente... De todos é esperado que tenham ficha limpa, sejam honestos e transparentes no exercício do poder e promovam o bem comum, e não apenas o de alguns setores da sociedade. Cabe ao eleitor ouvir, discernir e escolher os cidadãos probos, capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência.

Mas deveriam merecer atenção especial os projetos de partido e o rumo que se pretende imprimir ao País. Votamos em candidatos, mas quem dita as regras é o partido. Qual é a ideologia do partido e a sua proposta para o exercício do poder? As diferenças entre os partidos e os candidatos aparecem especialmente nas políticas públicas que desejam desenvolver.

Os eleitores querem saber - e têm esse direito - a respeito de quais serão as políticas sociais para a superação das gritantes desigualdades e o alcance da equidade e da justiça social, como convém a um país que se pretende grande na economia e importante no cenário internacional. Como se posicionam candidatos e partidos sobre os direitos humanos fundamentais? Parece questão pacífica, mas não é, pois nem tudo é claro nos programas de direitos humanos. A questão não pode ser deixada apenas à ação de grupos de pressão, nem ao cálculo de conveniências nas relações internacionais.

Por falar nisso, qual será a posição do futuro governo nas questões de política externa? E quem serão os amigos preferenciais do Brasil?

Poucos duvidam da importância da família para a pessoa, a sociedade e a Nação. No entanto, a família não é tema de debates políticos. Estudos sociológicos têm demonstrado que a ausência da família, ou a impossibilidade de cumprir a missão que lhe é própria, está na origem de graves males. Quando um governo descuida da família e a desprotege, deixa uma herança pesada de problemas à sociedade e chama a si muitas responsabilidades que poderiam ser assumidas bem melhor pela família, que tem um papel social insubstituível. Por isso ela merece toda a atenção dos governantes e legisladores. Não seria hora de ter no governo brasileiro um Ministério voltado para as questões da família?

A família precisa de políticas públicas para o acesso à moradia digna, alimentação e educação de qualidade. O trato privilegiado da saúde materna e infantil seria um investimento de elevado retorno social; a adoção poderia ser mais incentivada; a educação sexual não deveria ser desvinculada da formação para atitudes eticamente e socialmente responsáveis, nem dos valores do casamento e da família bem constituída, condições para acolher bem os novos brasileirinhos.

Será que é bom para o futuro do País que um porcentual elevado de crianças nasça fora de uma família constituída? Que a sustentação e educação do filho fique a cargo de um dos genitores apenas? Os programas de repressão da natalidade levaram o Brasil a uma queda brusca do número de filhos por casal e isso foi celebrado como um avanço importante. Seremos, em breve, uma população de idosos, como já ocorre em outros países, e os governos precisarão fazer políticas de incentivo à natalidade...

Questão espinhosa para os candidatos é o pleno respeito à dignidade da pessoa e à sua vida em todos os momentos do existir. Questões como o aborto, a eutanásia, a manipulação de seres humanos nas pesquisas científicas acabam sendo evitadas, ou tratadas de maneira evasiva: "Vamos tratar disso como questão de saúde pública..." Ou, então: "Vamos submeter a um plebiscito..."

O direito à vida não pode ser submetido ao arbítrio da maioria. O aborto deveria, sim, ser tratado como questão de saúde pública, mas para melhor proteger a vida dos nascituros contra toda agressão, amparar as gestantes, dando-lhes condições de levar a gravidez até o fim e de dar à luz com dignidade os seus bebês. Gravidez e maternidade não são enfermidades! Mas se, por saúde pública, é sinalizada a facilitação ou a legalização do aborto, não estamos mais diante de uma política de saúde. Inútil abrandar as coisas com conceitos como "despenalização do aborto" ou "antecipação do parto". A crua realidade não muda e o aborto voluntário é sempre a supressão direta da vida de um ser humano.

Política pública de saúde seria também a aplicação da lei em vigor, fechando as clínicas clandestinas de abortos e punindo os responsáveis! Seria ainda a oferta de apoio efetivo às gestantes em dificuldades, bem como o chamado à responsabilidade do pai biológico e o cumprimento da lei em vigor no que se refere à proteção e à defesa da mãe e do filho ainda por nascer. Com frequência se ouvem cálculos, de fato nunca comprovados, de que no Brasil os abortos clandestinos seriam mais de 1 milhão por ano - 1 milhão de seres humanos eliminados antes de nascer! E, com eles, muitas mulheres morrem ou levam problemas para o resto da vida! Isso deveria merecer alguma atenção política!

Os candidatos aos cargos de deputado federal e senador, se eleitos, terão a responsabilidade de fazer leis sobre essas questões. Suas posições e as de seus partidos sobre o assunto são conhecidas? Os eleitores têm o direito de saber, para votarem conscientemente.

CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO

CLÁUDIO HUMBERTO

“(Durval é) o homem que vai moralizar a coisa pública deste País”
JOAQUIM RORIZ SOBRE DURVAL BARBOSA, SEU EX-AUXILIAR QUE DELATOU O MENSALÃO DO DEM

TSE DEVE APLICAR FICHA LIMPA ESTE ANO POR 4X3
A aplicação da Lei do Ficha Limpa nas eleições deste ano deve passar apertado no Tribunal Superior Eleitoral. Com base em declarações dos ministros em julgamentos e entrevistas, experientes advogados eleitoralistas, incluindo ex-ministros do TSE, avaliam que os políticos fichas sujas serão excluídos das eleições por 4x3, com o voto de desempate do presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandovski. 

SUPLENTE CONTRA
O placar pode se inverter no TSE se o ministro Dias Toffoli, suplente, participar do julgamento. Ele é contra a vigência da lei nesta eleição.

DUCHA FRIA 
Para juristas, o Supremo Tribunal Federal deve entender que uma lei como a da Ficha Limpa deve ser aprovada um ano antes da eleição.

TEMPO EXÍGUO
A dúvida é se os ministros do STF vão mesmo discutir a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa antes da eleição.

SEM PROCESSO 
Para examinar a Lei da Ficha Limpa, o STF precisa ser provocado por algum ficha suja. E até agora ninguém se apresentou.

POBRE É BOM PARA SER EMPREGADO. E PARA VOTAR.
No debate da Band entre candidatos ao governo do DF, Joaquim Roriz (PSC), “pai” do assistencialismo tipo Bolsa Família, defendia políticas “para o pobre” argumentando que Brasília não pode ser somente de ricos. E perguntou, quando seu microfone era cortado, com seu tempo esgotado: “como conseguiríamos empregadas domésticas para trabalhar em nossas casas?” A perplexidade emudeceu os adversários.

O COMEÇO DE TUDO
Joaquim Roriz fez uma declaração importante, no debate, ao admitir que o esquema do mensalão no DF pode ter iniciado no seu governo.

NOVO SITE
A presidência da República informou que o antigo “Portal Brasil” atende agora em um novo endereço: brasil.gov.br. 

FALTA NOMEAR
Lula deveria homenagear o STF nomeando o substituto do ministro aposentado Eros Grau. Isso aliviaria os sobrecarregados ministros.

A DOIS (DUAS)
A ministra Erenice Guerra tira neste fim de semana sua primeira folga desde que assumiu a Casa Civil. Três dias numa praia. Desconfia-se que a candidata Dilma Rousseff deve dar uma passadinha por lá.

CHORÃO REVELADO
Ministros e auxiliares estão preocupados: Lula anda muito emotivo, cedendo aqui e ali a uma lágrima furtiva ou ao choro convulsivo. Acham que não é apenas pela proximidade acelerada do final do governo.

DUPLA SERTANEJA
O chatonildo Armando Monteiro Neto (PTB) faz campanha casada, em Pernambuco, com Silvio Costa Filho, candidato a deputado que ele indicou para a Secretaria de Turismo, da qual foi demitido pelo governador Eduardo Campos, sob suspeita de graves irregularidades.

AFRONTA NA BAHIA
Vice de Jaques Wagner (PT) na Bahia, Otto Alencar se aposentou com R$ 25 mil mensais, após cinco anos no Tribunal de Contas do Estado. “É uma afronta”, reagiu o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que se inspirou no caso para propor projeto de lei “coibindo a imoralidade”.

SONO RETUMBANTE
Preocupação generalizada: os debates de quinta mostraram que a campanha precisa de um fato novo para despertar os eleitores da letargia. Mensalão 
já não perturba mais o sono de ninguém.

TUCANO IMEXÍVEL
Entra presidente, sai presidente, e ninguém mexe em um assessor dos Correios criticado pelo papel a que se prestou na extinção de três diretorias regionais mineiras e numa intervenção no Espírito, nos tempos de FHC. O tucano Marcelo de Araujo Rodrigues é imexível.

SAÚDE NO BOLSO
Para o bem dos nossos bolsos, o tiranete Hugo Chávez e o cocaleiro Evo Morales têm seus próprios aviões. Não precisamos buscá-los em jatos da FAB para nos visitar. Vida longa aos do Equador e El Salvador!

HONORÁVEL BADERNA
Um novo lançamento do livro “Honoráveis bandidos”, de Palmério Dória, com o senador José Sarney na capa, acabou em pancadaria, tiros e bombas, outra vez, no Maranhão. Desta vez em Imperatriz.

ESTÃO ENTRE NÓS
A Aeronáutica vai registrar a presença de OVNIs. Poderia começar analisando a pinta de certos candidatos registrados no site do TSE. 

PODER SEM PUDOR
MUY AMIGOS 
O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, tinha relações cordiais com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um ex-tucano. Havia sido fiador de uma espécie de pacto segundo o qual Meirelles seria poupado pela oposição. Mas, diante das primeiras denúncias contra Meirelles, Virgílio mandou um recado por um amigo comum:
– Sinto muito, mas o pacto está rompido. Prepare a carcaça.

GOSTOSA

SÁBADO NOS JORNAIS

- Globo: Datafolha: Dilma sobe e abre 8 pontos sobre Serra

- Folha: Dilma ultrapassa Serra e fica a 3 pontos da vitória no 1º turno

- Estadão: Chilena LAN se une à TAM e terá a maior parte do capital

- JB: Pesquisa Datafolha

- Correio: Fusão cria maior empresa aérea da América Latina

- Jornal do Commercio: Gangue dos prédios de luxo presa em Alagoas

- Zero Hora: Fusão da TAM com empresa chilena cria gigante da aviação