quarta-feira, junho 23, 2010

ANCELMO GÓIS

É da Bolívia... 
Ancelmo Góis 

O Globo - 23/06/2010

Cresceram 21% as apreensões de cocaína no Brasil em 2008. A maior parte vem da Bolívia, do Peru e da Colômbia.

Os dados estão no Relatório Mundial sobre Drogas 2010 da ONU a ser divulgado hoje.
Copa das drogas
A Bolívia, agora, é o maior produtor de maconha do mundo, com um aumento de 228 vezes em seis anos.

Venceu o Paraguai na copa das drogas.
De olho na grana 
Trinta e cinco empresas adquiriram o edital da reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

A obra, como se sabe, está orçada em R$ 720 milhões.
Copa do nheco-nheco 
O Comitê Organizador da Copa começou a distribuir camisinhas nos estádios para garantir a saliência segura dos torcedores na África do Sul.

Nos banheiros do Ellis Park e do Soccer City, em Johannesburgo, já há, esta semana, lotes grandes de preservativos para a turma das arquibancadas
Calma, gente!
Kaká tem direito de criticar Juca Kfouri. Mas é um desrespeito fazê-lo através do filho de Juca, o também jornalista André Kfouri, com palavras tipo “seu pai”.

Pai e filho são adultos com histórias profissionais próprias.

Cada um é responsável pelos seus atos. Misturar é covardia.

Com todo o respeito
No mais 
Saudades da elegância de Parreira.
Bichinho de pelúcia
A americana Build-a-Bear Workshop, gigante dos bichinhos de pelúcia personalizados, está com um pé no Brasil.

Com 345 lojas pelo mundo, busca interessados em abrir franquia aqui. A decisão sai em agosto.
Espere um pouco
Eros Grau foi para Paris sexta sem antecipar, como prometido, a aposentadoria do STF .

O que se diz é que ele resolveu ficar para dar tempo de o governo resolver quem vai substituílo. Legalmente, Eros tem até 19 de agosto, quando completa 70 anos, para se aposentar
O outro Chaves 
No livro “Seu Madruga: vila e obra”, de Pablo Kaschner, sobre o seriado mexicano “Chaves”, há um depoimento de Dilma Rousseff: “Vi muito Chaves. Assisti a todos episódios. Minha filha só comia vendo o Chaves.” Ah, bom!

Fica para outra vez
Acionado segunda por João Gilberto, que descobriu na véspera estar com o visto vencido, o consulado dos EUA no Rio até se esforçou. O grande músico foi entrevistado às 13h, e às 17h estava com o documento.

Mas o show que faria ontem no Carnegie Hall, em Nova York, foi cancelado
Céu de brigadeiro 
A American Airlines inaugura em novembro novas rotas.

A companhia voltará a ter, depois de nove anos, voos diários do Rio para a Nova York e, duas vezes por semana, de Brasília com destino a Miami
Para francês ver 
Veja só como os alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, tem suado a camisa para mostrar seu trabalho no exterior.

Pedro Struchiner e Rivaldo Junior, bolsistas da EAV, foram aceitos pelo programa de intercâmbio da francesa École des Beaux Arts, após passar pelo curso da escola carioca
Partida 
A piada não é nova. Mas é irresistível: — A melhor partida da Copa até agora foi... a partida da França de volta para Paris

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PAINEL DA FOLHA

Segundo turno 
Renata Lo Prete 

Folha de S.Paulo - 23/06/2010

Depois de negarem a possibilidade de candidaturas "solteiras" ao Senado, ou seja, desvinculadas das coligações dos partidos para as eleições ao governo, ministros do Tribunal Superior Eleitoral estão divididos ao voltarem a analisar o tema. Se liberadas, essas candidaturas podem embaralhar as alianças estaduais, já que hoje são permitidos apenas dois senadores por chapa. O julgamento foi paralisado com placar empatado após pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello. Faltam três votos. O relator, Hamilton Carvalhido, respondeu positivamente à pergunta: "Partidos A, B, C, D e E, coligados para governador, podem ter candidatos isolados ao Senado?"
Releitura


O caso já havia sido analisado em maio pelo tribunal, numa consulta do presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ). Na ocasião, a maioria dos ministros votou contra a possibilidade. Desta vez, o questionamento é do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Cenários


O Rio seria um dos principais Estados implicados numa eventual mudança na regra. Por exemplo: desataria o nó de PSDB, DEM e PPS para apoiar Fernando Gabeira (PV) ao governo, já que sobram candidatos interessados em tentar o Senado nas quatro siglas.

Nervos de aço Osmar Dias (PDT) não apareceu ontem à tarde na rodada de negociações entre PT, PMDB e PDT para fechar o palanque da corrida ao governo do Paraná. Segundo o presidente do partido, Carlos Lupi, ele estava com a "pressão alta".

Noiva De um paranaense, sobre a lista de exigências de Osmar Dias: "Ele quer ser nomeado, e não eleito".
Terceirizando


Na conversa com a cúpula do seu partido ontem, Eduardo Pinho Moreira (PMDB) tentou culpar Ideli Salvatti (PT) por ele ter pulado fora do barco governista e optado pelo apoio ao DEM em Santa Catarina. Sem efeito, tentou emplacar a desculpa de que, quando esteve com Dilma Rousseff, não havia prometido ficar com o PT.
Atrito


O grande embate da reunião do PMDB foi entre o ex-governador Luiz Henrique da Silveira e o deputado Eunício Oliveira (CE). A cúpula da sigla segue dizendo que não aceitará apoio formal ao DEM no Estado.
Rebuliço


 A nova regra imposta pela Lei da Ficha Limpa causou confusão no Pará e em Mato Grosso do Sul, onde os partidos correm o risco de perderem candidaturas já colocadas na rua, a saber: Jader Barbalho (PMDB-PA), Paulo Rocha (PT-PA) e Dagoberto Nogueira (PDT-MS). Todos vão recorrer para tentar o registro.

Quem dera



No site oficial de Dilma Rousseff (PT), um vídeo diz que a convenção estadual do PMDB baiano, realizada anteontem em Salvador, serviu "para oficializar a aliança entre o partido e o PT da Bahia". No Estado, o peemedebista Geddel Vieira Lima e o petista Jaques Wagner são adversários.

Na rede



A campanha de Dilma lançará nos próximos 15 dias nova ferramenta na web: um site que funcionará como espécie de guarda-chuva de redes sociais.

Dízima periódica



Comunicado do PT distribuído ontem comemorava que a última atualização do governo nos números de empregos com carteira assinada indicava 13.013.131 postos de trabalho desde 2003.

Folclore



A convite do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o tucano José Serra deverá fazer uma visita, no final da semana, ao Festival de Parintins, no Amazonas.

Tiroteio



Num país com tamanha tradição de compadrio, afrouxar as regras na mais alta instância induz a um efeito dominó.

Contraponto 


Ocupação irregular 



Instalada para investigar supostos desvios da cooperativa dos bancários para o PT, a CPI da Bancoop ouvia ontem o depoimento do engenheiro Ricardo Luiz do Carmo na Assembleia Legislativa de São Paulo sobre a compra de terrenos. Segundo ele, os imóveis estavam em áreas pantanosas ou em rota de aviões.

-Em um deles, assim que tiramos o primeiro punhado de terra, a água começou a verter...

Tucanos não resistiram, e Ricardo Montoro atirou:

-Então será que algum diretor molhou as mãos?

MÍRIAM LEITÃO

Soluções de Marina 
Miriam Leitão 

O Globo - 23/06/2010

“Eu sou uma grande solução para o agronegócio brasileiro.” A frase espanta por ser de Marina Silva.

Em entrevista que fiz com ela na GloboNews, a candidata do Partido Verde criticou a forma como o BNDES está atuando: dando R$ 10 bilhões de subsídios aos “escolhidos” sem transparência. Marina disse que a política econômica está com boca torta porque só o Banco Central combate a inflação.

— Não me conformava em ver o governo fazer propaganda, por oito anos, do etanol brasileiro sem fazer o que deve anteceder a propaganda, que é a certificação.

Se tivéssemos certificado o etanol, vários países teriam mais facilidade de convencer seus congressos e a opinião pública de que o etanol não estava sendo produzido em detrimento da segurança alimentar, nem do meio ambiente ou do social. Aí não precisaríamos de propaganda.

Marina define como atrasada a visão de opor desenvolvimento e meio ambiente e diz que o relatório de Aldo Rebelo de mudanças no Código Florestal é “o maior retrocesso na história da legislação ambiental brasileira.” Completa: “isso sim é um desserviço ao agronegócio.” Marina cresce nas questões ambientais, mas tem mostrado cada vez mais desenvoltura na questão econômica e tem resposta na ponta da língua para a pergunta sobre se ela está preparada para os outros temas do país além da questão ambiental. Ela repete que a questão ambiental hoje está em todos os outros assuntos, e não é uma questão separada, mas diz também que não é preciso ser economista para governar um país, nem jurista para fazer leis. Ela não faz críticas diretas ao presidente Lula, mas dá estocadas nos dois candidatos quando defende a sua própria proposta de ser sucessora em vez de opositora ou continuadora de Lula: — Não me coloco no lugar de Serra de opositor porque a oposição tem a tendência de ser contra tudo e contra todos. O sucessor tem autonomia para reconhecer os ganhos e apresentar um delta a mais.

O continuador será tutelado por quem o indicou e tem que fazer a unção divina de tudo o que foi feito antes, sendo complacente com os erros. O que se coloca numa linha sucessória afirma os avanços sem medo e sem vaidade, e é capaz de corrigir os erros e apontar os novos desafios.

Entre os desafios, a educação e a infraestrutura. Ela diz que sem isso o país pode perder as oportunidades desse século. Marina afirmou que em seu governo haverá hidrelétricas na Amazônia, mas não como Belo Monte.

Disse que não se arrepende de ter dado a licença para a BR-163, mas admite que fracassou seu projeto de proteger a área com criação de unidades de conservação. O desmatamento está aumentando na região: — Fracassou por essa visão atrasada dos outros ministérios de opor desenvolvimento ao meio ambiente.

Na área econômica, Marina disse que não acha que Henrique Meirelles seja a única pessoa capaz de manter a estabilidade econômica. Reconhece seus méritos em ter garantido os avanços do Plano Real e ter acumulado reservas, admite que o “perfil desejável” de um presidente do Banco Central seria o de “dar continuidade”. Ela criticou os juros altos, mas não culpa o Banco Central por isso. Diz que o Brasil tem perseguido a inflação baixa apenas com juros: — Hoje, o Banco Central eleva a taxa de juros porque é a única ferramenta para manter a inflação, e o governo ficou com a boca torta.

Se tivermos uma combinação de juros e de corte de gastos públicos poderemos ter taxas mais comedidas e o BC não será o único a ter o encargo de controlar a inflação.

Eu perguntei sobre a afirmação do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos seus consultores, de que o governo dá a “Bolsa BNDES” aos grandes grupos empresariais. Ela disse que a preocupação do Giannetti também é a dela, e a do candidato a vice em sua chapa, Guilherme Leal, que falou disso numa entrevista ao “Valor”, em março. Ela disse que não tem dúvidas da importância do BNDES para o desenvolvimento brasileiro, mas propõe mais transparência na concessão dos empréstimos subsidiados porque eles envolvem impostos pagos pelos cidadãos e cidadãs: — O governo capitaliza o BNDES a juros Selic e o banco empresta a juros subsidiados que custam de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões.

Isso não está no orçamento, não tem transparência e o cidadão ou a cidadã brasileira precisa saber que uso está sendo feito do seu tributo, quem são os escolhidos (para receber esses recursos) e de que forma eles estão sendo escolhidos.

Isso está criando sim uma preocupação.

Na entrevista de 25 minutos, ela criticou quem fala contra aumento de gastos e diante de um problema, como o da segurança, propõe criar mais um ministério. A indireta era para o candidato José Serra. Disse que vários outros países, até a China, estão investindo em energias como a eólica. Era indireta à Dilma. Negou que seja frágil fisicamente. Diz que a única sequela que tem da contaminação por mercúrio foi uma forte alergia. Na semana que vem, entrevisto José Serra.

Dilma Rousseff não aceitou ser entrevistada

JAPA GOSTOSA

WILEN MANTELI

A igualdade nos contratos portuários
WILEN MANTELI
FOLHA DE SÃO PAULO - 23/06/10

O descumprimento da lei pelo governo criou descabido tratamento diferenciado entre os dois gêneros de terminais portuários



A Câmara dos Deputados, fundamentada numa reportagem da Folha, promoveu uma audiência pública no mês passado para avaliar "supostas irregularidades na prorrogação dos contratos de arrendamento dos terminais portuários que operam dentro da área dos portos públicos". Compareceram à reunião representantes do poder público e do setor privado.
Ao final da audiência, foi constatado que a única irregularidade é do governo, que não cumpriu a tarefa de adaptar todos os contratos de exploração de instalações portuárias conforme estabelece a lei nº 8.630, de 1993, que criou moderno regime jurídico para a exploração dos portos, estimulando a participação de capital privado no setor.
Ressalte-se que, àquela época, os portos brasileiros se encontravam em avançado processo de sucateamento e praticavam tarifas entre as mais caras do mundo, com graves prejuízos para o nosso comércio exterior.
Era, portanto, imprescindível encontrar uma forma de promover a continuidade dos serviços portuários e dos investimentos, afastando a ameaça de colapso da cadeia logística do comércio exterior.
A legislação vigente até 1993 facultava a prorrogação sistemática dos contratos por 20 anos, de forma contínua e sem licitação.
Essa foi a motivação da nova lei, que aproveitou da legislação anterior a ideia de utilizar a indispensável continuidade dos serviços portuários e, ao mesmo tempo, adaptar todos os contratos ao novo regime jurídico.
Com efeito, todos os contratos de exploração dos terminais de uso privativo foram adaptados de forma correta pelo Ministério dos Transportes, exceto parte dos contratos de arrendamento de terminais portuários localizados nos portos públicos.
Esse descumprimento da lei pelo governo criou um descabido tratamento diferenciado entre os dois gêneros de terminais portuários, o que viola o princípio da igualdade -razão de ser do regime republicano- expresso na Constituição Federal, segundo o qual todos são iguais perante a lei.
Por essas razões, os contratos anteriores a 1993 somente devem ser submetidos à licitação pública após o governo cumprir a Lei dos Portos e adaptá-los às cláusulas nela estabelecidas, inclusive quanto ao prazo.
O que está em causa e deve prevalecer não é a licitação, mas, antes de tudo, o cumprimento de uma lei federal e do interesse público, entendido como aquele que realiza os objetivos fundamentais, como é o caso do desenvolvimento do país.
Tudo isso se resume numa clara mensagem que os legisladores deram às autoridades públicas em 1993: assegurem a continuidade das atividades portuárias geradoras de riqueza, de empregos e de tributos.
Não é somente pela licitação que se obtém a proposta mais vantajosa para a administração pública, nem só por ela se asseguram os princípios de moralidade, isonomia, impessoalidade e indisponibilidade do interesse público. Os princípios da eficiência, da continuidade e da economicidade também devem ser considerados.
WILEN MANTELI é presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

CLÁUDIO HUMBERTO

“Precisamos mostrar que sabemos cuidar da nossa floresta”
PRESIDENTE LULA, REJEITANDO INTROMISSÃO ESTRANGEIRA NAS OBRAS DA USINA DE BELO MONTE

AL E PE RECEBERÃO TRÊS VEZES MENOS QUE O HAITI
Nossas tragédias não repercutem no exterior. Deve ser por isso que o presidente Lula vai liberar só R$ 100 milhões (56 milhões de dólares) para reconstruir cidades de Alagoas e Pernambuco devastadas pelas enchentes, mas doou o triplo, ou seja, R$ 297 milhões (167 milhões de dólares), para a reconstrução do Haiti, após o terremoto. São 41 mortos confirmados e só em Alagoas há mais de seiscentos desaparecidas. 

NÃO DÁ IBOPE 
Lula não visitou locais de tragédias nossas, como Congonhas, onde caiu o avião da TAM, ou Angra dos Reis (RJ). Mas foi ao Haiti e Chile.

ABRAÇO ZERO 
Fiel ao estilo de não associar sua imagem a “tragédias”, o presidente Lula, hoje, apenas sobrevoará as áreas atingidas pelas enchentes.

PAPO FURADO
O dinheiro do socorro ao Nordeste não chegará tão cedo. Em Santa Catarina, começou a “pingar” quase um ano depois das enchentes. 

JOGO LIMPO
A lista do Tribunal de Contas da União, com os 4.922 “fichas sujas” da gestão pública, poderia virar “tabelinha” gratuita, igual à da Copa. 

LULA MANTÉM CORREIOS SOB INTERVENÇÃO BRANCA
A direção dos Correios está sob “intervenção branca”: as decisões mais importantes são agora submetidas a ministra Erenice Guerra (Casa Civil). Também está sob “observação” e corre o risco de demissão o ministro Arthur Filardi (Comunicações), a exemplo do protegido Carlos Henrique Custodio, presidente da estatal. Lula fixou prazo para que os Correios recuperem a boa imagem e façam concurso para carteiros.

ATÉ AGORA, NADA
Está há dois meses parados e lacrados, à espera de perícia, os carros oficiais dos diretores dos Correios que estariam sob escuta ilegal.

NOVO HOTEL
Brasília vai ganhar finalmente um hotel perto do aeroporto. Era a única capital do mundo sem hotel no sítio aeroportuário. O lobby aterrissou.

FOGO! 
Deu chabu. Foram reprovados quase todos os 224 extintores de incêndio da presidência da República, que vai comprar outros 200. 

PARAÍSO ENGRADADO
Quatro especialistas em “política criminal e penitenciária” do Ministério da Justiça chegam na segunda (28) a Cuba, para uma conferência e cinco dias de “visitas a órgãos e entidades oficiais”. Dá até arrepio...

DÚVIDA CRUEL
O novo “mantra” dos petistas será difundir que o presidenciável tucano José Serra tentará privatizar a Petrobras, Caixa e Banco do Brasil. Por que a adversária Dilma Rousseff não vai aos debates e pergunta?

VOCÊ JÁ SABIA
A manchete da Folha ontem, de “grampos” nos presídios federais, foi notícia nesta coluna em abril: a OAB encampou a denúncia de supostas gravações íntimas de presos em Campo Grande (MS).

TRAIR E COÇAR... 
... É só começar: o PP do Paraná, de Ricardo Barros, vice-líder do governo Lula e aliado do PSB na disputa pelo Senado, apoia o tucano Beto Richa para governador. Ele tem afilhado na direção da Petrobras.

PRESIDENTE GASTADOR
Leitora conta que certa vez em Hannover (Alemanha) viu o primeiro-ministro Gerhard Schroeder dirigindo o próprio carro. Explicaram que autoridades, lá, usam carros oficiais só a trabalho ou em visitas oficiais. No Brasil, Lula usou o Airbus para ir a festinha de quinze anos da neta.

CONSTITUIÇÃO DE CÁDIZ??
A Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais, de Paulo Bonavides, o mais importante constitucionalista brasileiro, registrará os 200 anos da Constituição de Cádiz, a primeira do Brasil (dom João VI, 1812). Durou só 24 horas. Foi sepultada por militares portugueses.

É FRIA! 
Lula, o grande pé-frio do Brasil, achou seu par: mal Dilma anunciou participação nas festas juninas do Nordeste, desabou um temporal que virou calamidade pública em Pernambuco e Alagoas. Toc, toc...

O GARCIA TURCO
O chanceler turco Ahmet Davutoglu se adiantou ontem na “bola” brasileira, garantindo que Turquia e Brasil mantêm a opção pela troca de urânio com o Irã, após o chanceler Amorim anunciar jogo encerrado. 

PENSANDO BEM...
... “A ficha mais limpa do Brasil” pode ser encontrada no supermercado, em rolos de 20 ou 40 metros. 

PODER SEM PUDOR
TODOS CALÇAM
40 Servidor aposentado, Dalvo atuou até como ator, no papel de pai do personagem vivido por Fábio Júnior no filme Bye, bye Brasil, de Cacá Diegues, porque sua cidade, Piranhas (AL), foi cenário do filme. Dalvo se desiludiu com os políticos, carregando na ponta da língua sua resposta diante de um pedido de voto: “Todo político calça 40!”.
– Mas eu calço 39 – tentou o deputado estadual Gervásio Raimundo.
– Você calça 39 antes da eleição – reagiu Dalvo, na bucha – Se for eleito, pode trocar de sapato.

VAMBORA

terça-feira, junho 22, 2010

EDITORIAL - O ESTADO DE SÃO PAULO

A confissão do chanceler

EDITORIAL
O Estado de S. Paulo - 22/06/2010
 
 O presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, só podem culpar a si próprios por terem "queimado os dedos", como acaba de reconhecer o chanceler, na tentativa de mediar, ao lado da Turquia, a crise em torno do programa nuclear iraniano. A chamada Declaração de Teerã, pela qual o Irã concordou em enriquecer no exterior 1.200 quilos de urânio para uso em um reator de pesquisas medicinais, foi celebrada pelo governo brasileiro como um triunfo da sua atuação diplomática em escala global.

O acordo não impediu, como se sabe, que os Estados Unidos conseguissem aprovar no Conselho de Segurança (CS) da ONU um quarto pacote de sanções contra a República Islâmica pela insistência em manter os seus projetos de enriquecimento de urânio, proibidos em decisões anteriores do CS. A recusa iraniana a se submeter irrestritamente à fiscalização da agência atômica das Nações Unidas, a AIEA, e a descoberta de instalações nucleares clandestinas no país também foram invocadas para justificar a nova rodada de punições. Só o Brasil e a Turquia votaram contra.

Numa entrevista ao jornal londrino Financial Times, publicada domingo, Amorim desenvolveu um raciocínio que colide com os fatos para anunciar que, de agora em diante, só a convite o Brasil voltará a se envolver com o problema iraniano de forma "proativa". Segundo ele, foi como se Brasília tivesse levado uma rasteira de Washington. Nas suas palavras: "Queimamos os nossos dedos por fazer aquilo que todos diziam que seria útil e, no fim, descobrimos que algumas pessoas não aceitavam um "sim" como resposta." A alusão aos Estados Unidos é óbvia.
O argumento se baseia na carta que o presidente Barack Obama enviou ao seu colega Lula em abril e que o governo mais tarde vazou para a imprensa a fim de provar que o Brasil foi incentivado a procurar uma solução negociada com o Irã. Na mensagem, embora duvide da disposição iraniana "para um diálogo de boa-fé" e advirta que "continuaremos a levar adiante nossa busca por sanções", Obama considera que um acordo como o que seria selado em Teerã representaria "uma oportunidade clara e tangível de começar a construir confiança mútua".
Não fosse pelo proverbial pequeno detalhe, a versão do Itamaraty se sustentaria. Obama não precisaria ter escrito o que pode ser lido como um claro encorajamento. Bastaria o silêncio para exprimir a sua presumível contrariedade com as gestões brasileiras. Entre a carta e a pronta rejeição americana à Declaração de Teerã, um mês depois, acentuou-se em Washington um debate em surdina ao cabo do qual a linha-dura personificada pela secretária de Estado Hillary Clinton prevaleceu sobre os moderados da Casa Branca.
O detalhe, por assim dizer, é que o Brasil não foi a campo no Irã porque os Estados Unidos o estimularam a ir e depois lhe teriam dado as costas. Pelo menos desde que se preparou a visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em novembro do ano passado, o governo assumiu ostensivamente a intenção de se promover a mediador do contencioso sobre o programa nuclear suspeito de se destinar à produção da bomba atômica. Nos cálculos do Itamaraty, a iniciativa daria ao Brasil, na arena política global, o equivalente ao que significa o investment grade para as transações financeiras do País.
Tamanha certeza ? ou soberba ? levou o governo a tratar como impatrióticas as advertências sobre a desproporção entre os custos (reais) e os benefícios (eventuais) da empreitada lulista para desarmar um confronto que em última análise se entrelaça com os conflitos crônicos do Oriente Médio e com os interesses estratégicos dos Estados Unidos na região. Agora, o próprio ministro Celso Amorim se rende à força das coisas como elas são e não como ele e o presidente Lula, com o seu voluntarismo desenfreado, gostariam que fossem.
Mas até na hora de pensar o que devia ter pensado antes, o diplomata tenta debitar a terceiros países o malogro da política aventureira que chamuscou a imagem do Brasil como um interlocutor amadurecido e responsável. E tudo porque o presidente Lula imaginou que popularidade interna e liderança internacional são a mesma coisa.

GOSTOSA

MELCHIADES FILHO

Portal de notícias 
MELCHIADES FILHO
FOLHA DE SÃO PAULO - 22/06/10
BRASÍLIA - O governo Lula se atrapalhou ao levar à internet relatórios internos de avaliação de políticas públicas e cometeu um erro grave ao tirá-los sumariamente do ar, preocupado com a repercussão.
A sequência de atropelos lança dúvidas sobre o novo Portal do Planejamento -ferramenta de gestão promissora, porque reúne em apenas um espaço as estatísticas, leis e notícias de 50 temas sociais, econômicos e de infraestrutura.
O ministério, primeiro, foi imprudente quando, na estreia, semana passada, permitiu a divulgação não só dos dados brutos mas também das reflexões críticas habitualmente feitas pelos técnicos da pasta.
Essa transparência total parece bacana, tão raro é o governo (e sobretudo este governo) admitir erros e escancarar o que de fato pensa. Seu efeito, porém, seria o inverso: um desestímulo à franqueza.
Totalmente expostos às patrulhas, inclusive do próprio governo, os servidores passariam a medir cada palavra. Dificilmente teriam coragem de escancarar a má gerência do PAC ou a corrupção em torno do Luz para Todos, por exemplo.
Então por que o Planejamento agiu mal ao suspender o site? Justamente porque o primeiro catatau publicado foi devastador.
O portal demoliu, entre outras coisas, o plano do biodiesel (economicamente inviável) e iniciativas federais no campo (endividamento da agricultura familiar, concentração de renda e fiasco dos assentamentos da reforma agrária).
São avaliações difíceis para Lula digerir. O presidente bate bumbo do seu desempenho nessas duas áreas. A ponto até de, arrogante, ter anunciado os nomes que cuidarão delas em um governo Dilma (Miguel Rossetto e Paulo Okamoto).
O Planalto, porém, devia ter sido menos sanguíneo. Deixasse as críticas no ar e ajustasse os procedimentos mais adiante. Ao mandar engavetar o portal, só fez confirmar a vocação à propaganda enganosa e a aversão a todo tipo de crítica.

BRASIL S/A

A Oi diz alô

Antônio Machado
Correio Braziliense - 22/06/2010
 
Telefónica quer a Vivo, da Portugal Telecom, que quer um naco da Oi, que sonha com a PT

As investidas da Telefónica de Espanha sobre a Portugal Telecom (PT), com a qual partilha o controle da operadora de celular Vivo, deverão mexer com os interesses das demais empresas de telefonia no Brasil, se os portugueses cederem ao assédio dos espanhóis. 

As duas empresas ibéricas apuram no Brasil grande parte de seus resultados — e a tendência é que só venha a crescer a importância do mercado brasileiro para elas diante da crise na Europa do euro, que será longa, e no Leste Europeu, onde ambas também atuam. 

A Vivo, para a PT, é o filho único bem sucedido, o apoio dos pais na velhice. A família da Telefónica é maior e mais diversificada, estando presente em quase toda a América Latina, além da Europa. 

Mas é no Brasil, pelo tamanho da economia, que o seu negócio pode crescer, compensando a retração na Europa. Os interesses das duas se entrelaçam no Brasil e em Portugal. Lá, a Telefónica detém 10% do capital da PT, cujo controle é pulverizado de tal modo que ela, individualmente, é o seu maior acionista. No Brasil, ambas dividem a holding que controla a Vivo, mas a PT tem o comando da operação. 

A divisão atendeu aos interesses das duas até que a grande crise global se abateu sobre a Europa, abalando Espanha e Portugal, que já vinham em dificuldades fiscais e financeiras e foram tragadas pelo redemoinho provocado pela virtual insolvência da Grécia. 

Entre os sócios da PT, vários são fundos de hedge que investiram na empresa visando lucrar com desdobramentos futuros de seu plano estratégico. Eles foram atraídos para ela durante o conflito com o grupo português Sonae, do empresário Belmiro de Azevedo. No início de 2006 ele tentou assumir a PT com uma oferta hostil. Foi barrado por outros sócios, sobretudo o Banco Espírito Santo. 

Para os fundos, já passou a hora de sair da PT. Houve uma chance durante a fusão da Brasil Telecom (BrT) à Oi, mas as conversas não evoluíram. Agora, eles estão na linha de frente dos que acarinham a proposta da Telefónica, que também seduz os sócios portugueses — desencantados com as possibilidades econômicas de Portugal. 

O mesmo euroceticismo move as intenções da Telefónica, mas, para crescer no Brasil, ela precisa reinventar sua atuação no país, já que aqui o seu negócio principal é telefonia fixa, uma tecnologia em desuso, e com área de atuação limitada a São Paulo. 

A dança dos ibéricos 
A telefonia celular acoplada ao acesso à internet em banda larga sem fio é o negócio de maior expansão. A Telefónica está amarrada à PT na Vivo, o que a impede de obter ganhos de sinergia fundindo-a com a telefonia fixa. Este é o senso que movimenta os espanhóis. 

Eles querem comprar os 50% da Vivo que pertencem à PT, que reluta tanto pelo preço — a Telefônica oferece 6,5 bilhões de euros, quase US$ 8 bilhões — como pela perda da vaca leiteira, esse, o impasse maior. 

Para desempacar, a Telefónica foi ao governo Lula sondar sobre a entrada da PT na Oi, usando para isso o capital que receberia com a venda de sua metade na Vivo. A posição do governo é que se trata de um negócio privado, ainda que o BNDES seja um dos sócios da Oi. 

Versão sem aprovação 
O controle da Oi é partilhado entre a Andrade Gutierrez, dirigida pelo empresário Sérgio Andrade, e Iguatemi, de Carlos Jereissati. Os dois se reuniram com o presidente na quinta-feira para expor os investimentos, o estágio da fusão com a BrT e os planos da Oi para crescer no exterior e em satélites. A questão da PT foi falada por alto, segundo um dos presentes. Estavam na reunião o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e Cesar Alvarez, assessor que cuida da agenda de Lula e participa do projeto de banda larga. A versão divulgada é que os empresários recorreram a Lula para blindar a Oi contra a PT. Foi o contrário. 

Lula quer Oi nacional 
Os sócios da Oi disseram que aceitam a PT como sócia, mas não com poder de decisão. E também estariam dispostos a comprar um naco da PT, incluindo as ações que a Telefónica deverá vender se conseguir levar a Vivo. Lula, segundo se apurou, gostou da ideia e os pautou a tratar com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ratificou-se também que a Oi é empresa estratégica, a grande telco nacional. 

Multis sem blindagem 
A crise nos países ricos torna os emergentes, como Brasil, área de caça das multinacionais. Aqui, a Oi é a última barreira contra a desnacionalização das telecomunicações. O setor é dominado pela Telefônica, PT e mais Embratel, Claro e Net, todas de Carlos Slim, o bilionário mexicano; TIM, da Telecom Itália (da qual Telefónica é sócia); a GVT, da francesa Vivendi; e outras empresas menores. 

Lula apoiou a fusão da BrT à Oi, inclusive mudando a legislação, justificando-a como estratégica para o interesse nacional. Não faz sentido, portanto, encaixar em seu capital uma empresa estrangeira com poder de veto. Se vender a Vivo, a PT virará um pontinho, com menos de 20% do tamanho da Oi. Hoje, ela já é bem menor que a Oi. 

Fundos de pensão de estatais também são sócios da Oi. O acordo de acionistas, porém, dá preferência aos outros sócios, se quiserem sair. Mais: o governo tem poder de veto sobre os negócios desses fundos. A Oi está blindada. Os estrangeiros é que não estão — e se mostram incomodados com o eventual avanço da Telefónica no Brasil.

GOSTOSA

FERNANDO DE BARROS E SILVA

A hora da fugitiva
FERNANDO DE BARROS E SILVA
FOLHA DE SÃO PAULO - 22/06/10

SÃO PAULO - Algum amigo do peito deveria presentear José Serra com um despertador. Talvez um modelo imitando o som da vuvuzela, para entrar no clima. Eram 11h42 quando o candidato tucano à Presidência entrou no palco da sabatina Folha/UOL, evento com transmissão ao vivo marcado para as 11h. Esperavam-no sentados na primeira fila, à frente da plateia que lotava o teatro, Gilberto Kassab, Geraldo Alckmin, Orestes Quércia, Aloysio Nunes Ferreira, entre tantos outros. Não é fácil descrever a cena, mas todos ali pareciam seus empregados. Serra chegou sério, sem dizer bom dia nem pedir desculpas pelos 42 minutos de atraso.Ele viria se retratar apenas no final do evento, duas horas mais tarde, depois de ser questionado sobre a razão de viver assim, sempre de mal com o relógio: "Eu detesto me atrasar. Eu sofro também, até mais do que as pessoas que esperam", disse, como se fosse o coelho da Alice. Os psicanalistas talvez se interessem por tanta e sincera aflição.Serra chegou tarde, mas compareceu à sabatina. Dilma Rousseff, sua principal adversária, fugiu do compromisso que havia assumido. É muito mais sério. A petista tem evitado sistematicamente as situações de exposição e de confronto. Em público, só com papel na frente ou de braço dado com Lula -de preferência, as duas coisas juntas.Agora, em seu giro europeu, armado às pressas e só explicável pela determinação de tirá-la de circulação, Dilma acabou posando de estadista antes do tempo. Em Paris, se hospedou num hotel de grã-fino nos Champs-Elysées e reclamou do assédio dos jornalistas. Mas não sabia bem o que dizer aos repórteres em Bruxelas, após encontro pouco amigável com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Dilma vem sendo tratada no PT como um bibelô que deve ser preservado do mundo. Vive hoje numa espécie de redoma, e sua figura vai ficando marcada, inclusive fisicamente, pelo artificialismo. É uma aposta de risco. Que pode vingar.

JOSÉ (MACACO) SIMÃO

Afogaram o bacalhau!
JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SÃO PAULO - 22/06/10


Os portugueses fizeram sete gols, mas em Portugal comemoraram 14. Lá, replay vale como gol!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! Direto da Cópula do Mundo!

Eu ainda tô com a vuvuzela rouca! E esta: "Mulher machuca a garganta após soprar vuvuzela com força". Não pode ser com força, tem que ser com carinho! Rarará!
E sabe o que dá o cruzamento de Portugal com Coreia do Norte? JOAKIM JONG! Rarará.
Portugal e Coreia do Norte! 7 a 0. É futebol ou é truco? Rarará.
E adorei o nome desse jogador português: COENTRÃO! E o goleiro coreano: ele não defende, ele se assusta! Portugal fez sete gols, mas os portugueses comemoraram 14! É que em Portugal eles comemoram até replay. Replay vale como gol! Rarará! Portugal afogou o bacalhau!
E o Cristiano Ronaldo? O Cristiano Ronaldo é modelo. Devia jogar no Fashion Week! Gosta mesmo é de mostrar as pernas. E é por isso que ele usa aquele short na testa! Rarará! E sabe qual é o apelido do Cristiano Ronaldo em Portugal? Puto Maravilha. Puto é menino, em Portugal.
E como diz uma amiga minha: "Eu quero comprar o passe do Cristiano Ronaldo pra ele bater um bolão aqui em casa".
E o Luis Fabiano? Fez gol com duas mãos! Gol de vôlei! OBA! Superamos o Maradona! E ganhar com gol de mão é mais gostoso! Rarará!
E o Kaká? O site "Comentando" revela a verdadeira causa da expulsão: ele deixou a mulher gravar um CD, fez a letra da música e, o mais grave de tudo isso, ainda cantou junto. Cartão vermelho para o Kaká.
E o Kaká não fez muitos passes porque passe é coisa de pai de santo. A bispa não deixa: "Não vai ficar dando passe em campo, hein?!".
Outros dizem que ele foi expulso porque o cabelo tava mal cortado. Rarará.
Mas ele jogou super! E o bom de ser expulso é que vai pro chuveiro mais cedo! Rarará!
E o Dunga na entrevista coletiva? Assassinato da língua portuguesa via satélite. Como disse um amigo meu que, pasmem, nunca tinha visto o Dunga: "Ele é invocadinho!". Rarará. O Dunga é como maisena: só engrossa!
Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
E força na vuvuzela. Ops, na VUVUZEBRA!