quinta-feira, janeiro 14, 2010
DORA KRAMER
A estaca da barraca
0 ESTADO DE SÃO PAULO - 14/01/10
O presidente Luiz Inácio da Silva aproveitou ato administrativo do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida para dar um aviso geral aos navegantes em seu discurso de estreia no ano eleitoral: não será mais o "Lulinha paz e amor" porque não é candidato.
Depois de confessar que a face amena de 2002 foi uma construção feita ao molde da necessidade da eleição, Lula não informou quem exatamente será durante a campanha de 2010, embora tenha dado uma pista ao informar que está preparado "como capoeirista" para enfrentar os adversários.
Por esse critério, depreende-se que vá sobrar pernada.
Mas mais que isso não se entende a respeito do que fala o presidente. Alude a um cenário de guerra de extermínio quando diz que identifica sinais de que a oposição não terá "discursos programáticos" e que, portanto, distribuirá "chutes do peito para cima".
Em quem, nele ou na candidata Dilma Rousseff ? Lula parece esperar que seja o alvo, mas até pelo receio de fazer um enfrentamento pesado com presidente popular como ele não parece ser essa a intenção dos oponentes.
Avançando para além dos "sinais" de agressão presumida, Lula diz estar "convicto do que vai acontecer neste país no processo eleitoral".
A curiosidade sobre o que "vai acontecer neste país" é aguçada pelo acréscimo que faz o presidente à sua previsão. Segundo ele, haja o que houver nada vai fazer com que perca "um milímetro" do seu bom senso e "desvie o País do caminho em que estamos hoje".
Estaria o presidente se referindo ao caminho democrático? Nesse caso, suas garantias soam como temeridade, pois admitem como raciocínio hipotético a possibilidade de que algo justifique o "desvio" que, apenas por obra de seu "bom senso", será evitado.
"Vocês estão vendo", continuou ele para a plateia, "mais ou menos o perfil do discurso que vai ocorrer, o tipo de agressão, o tipo de insinuação."
Como o presidente joga com a ambiguidade, não fala sobre o que sustenta suas convicções, não diz quais são elas nem explicita quais os sinais de preparativos para "chutes no peito", é de se supor que fale das críticas que são feitas a ele, ao seu governo, à candidata oficial, ao PT, a condutas e a procedimentos erráticos como a edição de um decreto que é um verdadeiro monumento em matéria de abertura de frentes de conflitos.
Por seu discurso inaugural de 2010, o presidente Lula pretende criminalizar o contraditório.
Além de preventivamente transferir ao oponente a responsabilidade da iniciativa que ele mesmo tomou ao vislumbrar sinais de agressão no horizonte e, no lugar de rechaçar a violência, avisar que o "Lulinha paz e amor" era só um figurino passageiro que deu frutos e se acabou.
Olho no lance
Em meados do ano passado, logo que se começou a falar no nome do presidente da Câmara, Michel Temer, para vice de Dilma Rousseff, a cúpula do PMDB dizia que só havia uma possibilidade de se alterar a escolha: se o PSDB fosse de Serra/Aécio e o governo precisasse de Hélio Costa para marcar a presença de Minas Gerais na chapa.
Agora os pemedebistas mais ligados ao Planalto começam a considerar aquela solução, mesmo Hélio Costa sendo o líder nas pesquisas para governador.
Certamente não é porque o PMDB esteja interessado em deixar o espaço aberto para quem venha ser o candidato do PT de Minas.
Mas talvez seja porque identificam chance de Aécio Neves vir a formar dupla com José Serra deixando a vaga ao Senado para o atual ministro das Comunicações tentar a renovação de seu mandato que é exercido pelo suplente Wellington Salgado.
Donos do jogo
Os deputados responsáveis pela montagem das investigações de faz de conta na Câmara Distrital de Brasília, para impedir o julgamento dos pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda e evitar a punição dos parlamentares envolvidos, não são ovelhas desgarradas.
Pertencem a partidos: DEM, PSDB, PPS, para citar as legendas de oposição que no Congresso reclamam que são impedidas pela maioria governista de cumprir seu papel de fiscalização.
Considerando que pela lei, reforçada na interpretação recente do Supremo Tribunal Federal, os partidos são os donos dos mandatos, cabe a eles a responsabilidade sobre os atos dos deputados a eles filiados.
Mas nenhuma das direções dos três partidos deu nem foi cobrada a dar palavra a respeito do que pensam da armação ou sobre como - e se - pretendem orientar os respectivos representantes a atuar fora da pauta da farsa.
Missão cumprida
Síntese da solidariedade, Zilda Arns morreu como viveu, trabalhando ao lado de quem precisa. Uma artimanha trágica, mas significativa, do destino.
CLÁUDIO HUMBERTO
DOM PAULO EVARISTO ARNS SOBRE O FALECIMENTO DE ZILDA ARNS, SUA IRMÃ, NO HAITI
HAITI: “DOAÇÃO” PODE ACABAR EM ONGS PETISTAS
O presidente Lula, que até hoje não visitou as áreas devastadas pelas chuvas do começo do ano, aquelas que mataram 52 pessoas só no Rio de Janeiro, anunciou ontem logo cedo a doação de US$ 15 milhões ao Haiti a vítimas do terremoto. A estonteante rapidez pode ter explicação: como em doações a outros países, parte do dinheiro pode acabar em ONGs de “trabalho voluntário” e “humanitário” ligadas a petistas.
CARECA DE SABER
“Ainda não sabemos como esse dinheiro chegará ao Haiti”, confessou ontem o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores). Ele sabe, sim.
CAIXA-PRETA
Apesar da insistência, o governo Lula jamais informou à CPI das ONGs quantas e quais delas recebem dinheiro público brasileiro no
exterior.
INVASÃO DE ONGS
Ao visitar o Haiti em setembro, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI, se espantou com a invasão de ONGs brasileiras.
CORRIDA AO OURO
ONGs de petistas infestam também países como El Salvador, Bolívia, Cuba e Equador, destinos de “doações humanitárias” do governo Lula.
LULA NÃO LIBEROU UM SÓ CENTAVO PARA ANGRA
Rápido na liberação de US$ 15 milhões (R$ 26,4 milhões) para as vítimas do terremoto no Haiti, o governo Lula ainda não depositou um único centavo na conta da prefeitura de Angra dos Reis (RJ) para assistências às vítimas das tragédias que mataram 52 pessoas no Estado do Rio. A informação foi confirmada pela prefeitura, que, para receber os R$ 80 milhões prometidos, precisa “apresentar projetos”.
A PÃO E ÁGUA
A Prefeitura de Angra dos Reis tem se virado como pode, com recursos próprios e com o dinheiro doado por brasileiros de todo o País.
QUE TRAGÉDIA?
Nas trágicas enchentes de Santa Catarina, que matou e desabrigou brasileiros, Lula sobrevoou as áreas atingidas só duas semanas
depois
POUCO CASO
Em Angra dos Reis, somente uma semana após a tragédia apareceu o primeiro ministro. Lula preferiu carregar isopor com cervejas, na praia.
CRÍTICAS ENGOLIDAS
Além de ouvirem calados a decisão de Lula sobre o plano “dos direitos dos mano” que tanto criticaram, Nelson Jobim (Defesa) e os chefes do Exército e da Marinha ainda tiveram de engolir Rogério Sottili, sub de Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) no avião para o Haiti, ontem.
ESTRANHO NO NINHO
Não se sabe ainda o que Rogério Sottili foi fazer no Haiti, mas a sua presença na comitiva chefiada por Nelson Jobim é mal recebida nos meios militares. Foi Lula quem impôs sua presença na viagem.
MEIA PATACA
O novo decreto confirma a criação de uma comissão que, na prática, será a da “meia-verdade”, porque será controlada pelos que propuseram a sua criação.
ESCONDERIJO
O deputado Leonardo Prudente (ex-DEM), presidente da Câmara Legislativa do DF, aquele que fez das meias cofre, escondia grana junto ao motor de sua hidromassagem, onde a PF recolheu R$ 40 mil.
TERRORISTA TRANQUILO
Impressiona o ar de tranquilidade do terrorista italiano Cesare Battisti, hospedado no presídio da Papuda, em Brasília. Quem o viu ontem, por exemplo, reparou que nada no bandido lembra sua suposta depressão.
CORADO E CONFIANTE
Cesare Battisti diz ter ficado dez dias sem comer em protesto por sua possível extradição. Teria comido só uma pera. Mas hoje se alimenta bem e está bastante corado. E contando que não será extraditado.
DELEGADOS UNIDOS
Os delegados das polícias Federal e Civil do DF estão unidos na pressão ao governo para aprovar a Lei Orgânica da classe. Já têm os salários equiparados, agora querem atualizar cargos e remunerações.
NÃO ERA ASSIM
Além das inúmeras alusões ao atual presidente da entidade, destaca-se no Jornal da ABI, da honrada Associação Brasileira de Imprensa, o volume inquietante de propaganda dos governos Lula e Sérgio Cabral.
BRASIL LIMPO
Saiu o anuário Análise Gestão Ambiental, em inglês e português, mostrando as boas práticas das maiores e empresas e bancos do
País.
PODER SEM PUDOR
ZEZINHO E A TV
O mineiro de Barbacena José Bonifácio Lafayette de Andrada deixou sua marca na história da Câmara dos Deputados. Grande articulador, era também um conspirador nato. Diariamente vazava informações preciosas a jornalistas no Congresso, tanto para os mais experientes quanto os mais jovens, como Edilma Neiva, da TV Globo, que ao fim de uma dessas conversas pediu para gravar a entrevista.
– Ah, não. Não falo pra televisão.
Apos insistir muito, a repórter ouviu a confissão da raposa política:
– Minha filha, se gravar pra TV não vou poder desmenti-la depois....
QUINTA NOS JORNAIS
- Globo: Haiti: morte, devastação, violência e desespero
- Folha: Terremoto no Haiti mata milhares; Zilda Arns e 14 brasileiros morrem
- Estadão: Terremoto mata pelo menos 30 mil e deixa Haiti em colapso
- JB: Lágrimas no inferno
- Correio: As faces de uma tragédia
- Valor: Com forte demanda, tarifa aérea sobe 46% em um mês
- Jornal do Commercio: Sofrimento, devastação, perdas
quarta-feira, janeiro 13, 2010
TERREMOTO NO HAITI-MORRE ZILDA ARNS
Zilda Arns morre após terremoto no Haiti
Há muitos soldados desaparecidos
O general de brigada do Exército brasileiro Carlos Alberto Neiva Barcellos confirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa no quartel-general em Brasília, as mortes de quatro militares brasileiros no tremor de 7 graus de magnitude que atingiu ontem o Haiti. A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, estava no Haiti para reuniões e também morreu.
"É possível que tenhamos mais mortes", afirmou nesta quarta-feira o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.
JORGE ZAVERUCHA
Justiça de transição
FOLHA DE SÃO PAULO - 13/01/10
Na Argentina, as Forças Armadas saíram do poder desmoralizadas. No Brasil, todavia, elas não saíram derrotadas do governo
COMO RESOLVER a concepção de justiça em períodos de transição política? Essa questão ainda não foi resolvida pelas ciências sociais. A prova é a crise causada pelo anúncio do governo Lula de criar uma comissão da verdade para lidar com os acontecimentos ocorridos durante o regime militar (1964-1985). Segundo a mídia, comandantes militares ameaçaram entregar os seus cargos. E o presidente Lula recuou ao prometer revisão do texto.
Duas concepções teóricas sobre a justiça de transição competem entre si. Os idealistas procuram tratar o evento com base em conceitos universais. Os realistas analisam a balança de forças política entre os relevantes atores da transição. A partir disso, definem qual é a melhor resposta legal. A justiça seria um epifenômeno da política.
A visão idealista influenciou a criação, depois da Segunda Guerra Mundial, do Tribunal de Nuremberg, que puniu os violadores de direitos humanos. Idem para a Argentina, a partir do presidente Raúl Alfonsín até, recentemente, quando a Lei da Anistia foi abolida pelo Congresso por se chocar com tratados internacionais.
Os realistas argumentam que a punição aos nazistas foi possível porque houve uma clara vitória de um lado sobre o outro. Justiça dos vitoriosos.
Também na Argentina, as Forças Armadas saíram desmoralizadas do poder, seja pelas contumazes violações aos direitos humanos, seja pelo pífio desempenho econômico, seja pela derrota na Guerra das Malvinas.
No Brasil, todavia, as Forças Armadas não saíram derrotadas do governo, tanto é que conseguiram, em 1979, negociar com o Congresso uma autoanistia. Pacto este que contribuiu para uma razoável transição pacífica rumo a uma democracia eleitoral. Além do mais, asseveram os realistas, as Forças Armadas são hoje consideradas pela população brasileira como a instituição laica de maior credibilidade.
Pela Constituição de 1988, a tortura é crime prescritível, mas o Brasil é signatário de convenções internacionais que consideram esse crime imprescritível. Ministros do atual governo almejam uma mudança constitucional para alterar o teor da vigente Lei da Anistia. Um direito deles. Cabe ao Congresso decidir se acata ou não tal proposta. Outros ministros se opõem, por temerem possível reação armada dos militares.
Esse temor "per se" é uma prova de que não há um firme controle civil democrático sobre os militares. Afinal, o presidente da República é o comandante em chefe das Forças Armadas.
O momento da apresentação da proposta da criação da comissão da verdade foi o pior possível, por ser ano eleitoral. Lula abriu a discussão sobre tema tão complexo exatamente em seu último ano de governo. Resultado: setores da oposição detectaram que o projeto prejudica a candidatura da ministra Dilma Rousseff, que militou em organização armada clandestina durante o regime militar.
Foram precisos 25 anos para o surgimento de uma proposta concreta para a criação de um comissão da verdade. Não conheço outro país que tenha demorado tanto a dar esse passo fundamental para a contagem da história verdadeira do país. Todavia, ao contrário de Chile, Peru e África do Sul, não foi proposta uma comissão da verdade e reconciliação. Apenas de verdade. Por quê?
Isso levanta suspeitas do lado militar de que, no fundo, o governo brasileiro estaria mais interessado numa revanche do que em fazer justiça.
Essa desconfiança acentua-se quando o documento governamental menciona como um de seus objetivos estratégicos "promover a apuração e o esclarecimento das violações praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil". Poderia ser usada a expressão "conflito político", para deixar claro que a apuração seria para ambos os lados, ajudando na reconciliação nacional.
Uma contribuição da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul foi não ter feito distinção moral entre violações aos direitos humanos.
Foi estabelecida uma equivalência legal entre os perpetradores, de ambos os lados, dessas violações. O arcebispo Desmond Tutu, presidente dessa comissão, deixou claro que ninguém detinha carta branca para usar o método de ação que mais lhe conviesse.
No Brasil, os militares acreditam que lutaram uma "guerra justa" ("jus ad bellum") contra o surgimento de uma ditadura comunista. A oposição também acreditava na justeza de sua pugna. Há várias verdades em jogo que precisam ser discutidas democraticamente. Corre-se o risco de perdermos uma chance de ouro no avanço desse frutífero debate.
JORGE ZAVERUCHA, doutor em ciência política pela Universidade de Chicago (EUA), é coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade da Universidade Federal de Pernambuco. É autor de "FHC, Forças Armadas e Polícia: Entre o Autoritarismo e a Democracia", entre outras obras.
CELSO MING
Mudança no câmbio e nos juros
| O Estado de S. Paulo - 13/01/2010 |
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, garante que, se a oposição arrebatar a Presidência da República nas próximas eleições, haverá mudanças importantes na política econômica.
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FERNANDO RODRIGUES
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BRASÍLIA - Parece que foi há cem anos, mas em 1996, quando foi publicado o primeiro Programa Nacional de Direitos Humanos, o Brasil ainda não tinha uma lei classificando tortura como crime. |
ROBERTO DaMATTA
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Como somos uma sociedade construída em cima da escravidão; da arrogância e da ignorância aristocrática e senhorial; do poder autoritário e revanchista que pensa primeiro nos nossos; da estadomania que tudo resolve, prevê e legaliza para justamente produzir o oposto, temos sido recorrentemente assombrados por fantasmas bem conhecidos. O maior deles é o da desonestidade governamental que cinde pela raiz o elo entre Estado e sociedade. | |||
MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO
A IBM foi eleita ontem, pelo 17º ano consecutivo, líder global em patentes, de acordo com levantamento realizado pelo instituto americano IFI Patent Intelligence, entidade que concede patenteamento mundial.
Só nos Estados Unidos, a empresa recebeu 4.914 patentes em 2009, seguida pela Samsung com 3.611 e pela Microsoft com 2.906. A HP aparece na décima posição, com 1.273 registros de patentes.
No Brasil, a situação ainda é bem diferente. A operação brasileira da IBM possui apenas 20 patentes. Apesar de baixo, se comparado aos registros americanos, o número está em crescimento, desde que a IBM Brasil lançou, no final de 2007, um programa para estimular seus funcionários a registrarem o capital intelectual desenvolvido, segundo Ricardo Pelegrini, presidente da IBM Brasil.
O programa, que inclui auxílio aos profissionais da empresa, treinamentos e concursos de inovação, fez com que o número de patentes recebidas pela IBM no Brasil saltasse de apenas três em 2006 para a atual marca de 20.
Com o trabalho, a empresa afirma que procura mostrar aos seus funcionários que o registro proporciona visibilidade à marca e reconhecimento do profissional no mercado.
Não só na IBM, mas nas empresas brasileiras em geral, o que mantém os índices de registros de patentes tão baixos é -além de um alto investimento financeiro e uma grande burocracia- a cultura do brasileiro, que não está acostumado a registrar suas invenções, de acordo com a empresa.
A cultura norte-americana, por outro lado, já tem enraizado esse pensamento.
"A IBM aplica cerca de US$ 6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento anualmente. No Brasil, estamos incentivando nossa força de trabalho", afirma Pelegrini.
"No Brasil, estamos incentivando nossa força de trabalho e já temos 20 patentes registradas, número que pretendemos ampliar"
RICARDO PELEGRINI
presidente da IBM Brasil
CRÉDITO NA AULA
A Redecard fechou parceria com a Anhanguera Educacional para oferecer aos alunos opção de pagamento de mensalidades e matrículas por meio de cartão de crédito da bandeira MasterCard. A Anhanguera Educacional, empresa de capital aberto com ações negociadas na Bovespa, possui 54 unidades e 150 mil alunos.
FRANQUEADO
O mercado de franquias e o de fast food seguem aquecidos, com crescimento de 15% e 16%, respectivamente, em 2009. A rede China In Box, que cresceu 16% no ano passado, planeja ampliar em 10% seu número de lojas, hoje em 140. O Seletti, de culinária saudável, também pretende se expandir por meio de franquias neste ano.
NO CAMPO
A Sociedade Nacional de Agricultura, em parceria com a comissão de agricultura da Assembleia Legislativa do Rio, apresentará em abril, ao governo do Estado, uma proposta de incentivo à produção de diversos setores com base em levantamento, que começou a ser feito neste mês, sobre itens como leite e hortifrúti.
AQUECIMENTO
O Grupo Advento, da área de construção, aguarda respostas de clientes para cerca de R$ 6 bilhões em propostas de obras a serem iniciadas neste ano. Os setores de siderurgia, mineração e petroquímica somam 26% das propostas, seguidos de hospitais e farmacêutico (25%), e de shopping centers e prédios comerciais (20%).
NO PISO
Devido ao excesso de chuvas, a energia elétrica está sendo comercializada a curto prazo no valor mínimo, determinado pela Aneel, de R$ 12,80 por MWh, segundo a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Esse valor está bem abaixo dos R$ 502,45 que eram praticados em janeiro de 2008. Com os reservatórios de água cheios e o preço spot no piso, o mercado de curto prazo deverá ser atrativo para os consumidores livres de energia, de acordo com Marcelo Parodi, sócio da comercializadora de energia Compass.
Mais escritórios ficam vazios em Nova York
A crise no setor financeiro, que nos Estados Unidos teve início no fim de 2007, continuou a abater o mercado de imóveis comerciais em Nova York no final do ano passado.
No quarto trimestre, 11,1% dos escritórios em Manhattan estavam desocupados, o que representa aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2008. Somada, a área disponível para locação dá o equivalente a pouco mais de 4 quilômetros quadrados -ou 2,5 vezes o tamanho do parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Para Joseph Harbert, da Cushman & Wakefield (consultoria que realizou o estudo), os números, apesar de negativos, sinalizam que o mercado começou a se estabilizar. Ele disse ainda que as maiores empresas de Manhattan estão aproveitando para adiantar a renovação do aluguel e tomar proveito dos preços mais baixos.
Em média, os proprietários pediram US$ 598 pelo aluguel do metro quadrado, retração de 20% ante o quarto trimestre de 2008. No auge, no terceiro trimestre de 2008, o valor do metro quadrado era de US$ 785.
com JOANA CUNHA, ALESSANDRA KIANEK e ÁLVARO FAGUNDES
PAINEL DA FOLHA
Gato escaldado
| SILVIO NAVARRO |
| Folha de S. Paulo - 13/01/2010 |
Ainda com o episódio da "lista tríplice" a digerir, a ala do PMDB ligada ao presidente da Câmara, Michel Temer (SP), reagiu com desconfiança ao saber que Lula começou o ano dando prioridade a conversas com Renan Calheiros (AL), recebido ontem, e José Sarney (AP), com quem deve se encontrar hoje. O grupo pró-Temer afirmava que o tema "vice de Dilma Rousseff" não seria mais tratado em reuniões isoladas com Lula. Mais: que o assunto será colocado à mesa num jantar amplo com o presidente, neste mês, com ministros e líderes do partido. Depois do acordo de gaveta em 2009, o grupo agora fala em "ajustar procedimentos" sobre Minas, Bahia e Pará, onde PT e PMDB podem se enfrentar nas urnas.
Tiroteio Da deputada distrital ERIKA KOKAY, líder do PT na Câmara do Distrito Federal, sobre denúncias do Ministério Público Federal contra as construtoras do vice-governador, suspeitas de desvio de dinheiro público. Contraponto |
ELIO GASPARI
Perigo à vista: vivandeiras do tucanato
| Folha de S. Paulo - 13/01/2010 | |
A EXPRESSÃO "VIVANDEIRA" veio do marechal Humberto Castello Branco, há 45 anos, no alvorecer da anarquia militar que baixou sobre o Brasil a treva de 21 anos de ditadura. Referindo-se aos políticos civis que iam aos quartéis para buscar conchavos com a oficialidade, ele disse: "Eu os identifico a todos. São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar". Desde o início da controvérsia provocada pelo Programa Nacional de Direitos Humanos, sentia-se o perfume da sedução tucana pelo flerte com a figura abstrata dos militares aborrecidos com a ideia de esclarecer a responsabilidade por crimes praticados durante a ditadura. Uma palavrinha aqui, outra ali, coisa cautelosa para uma corrente política que pretende levar à Presidência da República o governador José Serra, que pagou com 15 anos de exílio o crime de ter presidido a UNE. Serra e os grão-tucanos conhecem um documento de 1973, preparado pela meganha enquanto ele estava preso ou asilado no Chile. A peça vale por uma anotação manuscrita: "Esta é a súmula do que existe sobre o fulano. Como vês, trata-se de "boa gente" que bem merece ser "tratado" pelos chilenos". A rubrica do autor parece ter três letras. (Ao menos cinco brasileiros foram "tratados" pelos chilenos nas semanas seguintes ao golpe do general Pinochet.) Será que Serra não tem curiosidade de saber quem queria "tratá-lo"? A vivandagem tucana explicitou-se numa entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao repórter Gary Duffy. No seu melhor estilo, disse a coisa e seu contrário. Referindo-se aos itens do programa de direitos humanos que cuidam do estabelecimento de uma comissão da verdade, o ex-presidente afirmou o seguinte: "Este não é um assunto político no Brasil, mas uma questão de direitos humanos, o que para mim é importante, mas o perigo é transformar isso em um assunto político". Assunto político, o desaparecimento de pessoas jamais deixará de ser. Não há como dizer que seja um tema climático. O ex-presidente foi adiante e viu na iniciativa de investigar os crimes do Estado um fator de "intranquilidade entre as Forças Armadas". Pode vir a ser um fator de indisciplina. "Intranquilidade entre as Forças Armadas", só se fosse uma ameaça às fronteiras nacionais ou às reservas de petróleo do mar territorial. Fernando Henrique Cardoso já sentiu o gosto amargo da vivandagem quando ampliou a Lei da Anistia e reconheceu a prática, pelo Estado, dos crimes da ditadura. Nesse sentido, na busca da verdade e da compensação das vítimas (reais) da ditadura, deve-se mais a ele e a tucanos como José Gregori do que a Lula e a organizadores de eventos como Tarso Genro e Paulo Vannuchi. Não se reconhece em Fernando Henrique Cardoso do ano eleitoral de 2010 o presidente de 1995 a 2002. Muito menos o militante das causas democráticas, visto pela tigrada como um "marxista violentíssimo". Felizmente, pode-se garantir que FHC não sentou praça na tropa da ditadura. Infelizmente, podendo mostrar pelo exemplo que há uma diferença entre os tucanos e as vivandeiras, escolheu o cálice do oportunismo. |
MERVAL PEREIRA
Verdades
O GLOBO - 13/01/10
A constituição de uma Comissão Nacional da Verdade para apurar os crimes cometidos durante o período de regime militar vem em momento histórico equivocado e envolta em uma embalagem de cunho ideológico que impede liminarmente que se chegue à verdade. O professor de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira acha que a providência é muito tardia e torna muito mais difícil e menos justificável do ponto de vista político a realização da tarefa
Segundo ele, se tivesse sido feita logo depois da redemocratização em 1985, ou talvez na Constituinte de 1988, iria provocar reações contrárias, mas estávamos no processo de reconstituição das instituições brasileiras.
Agora, para Teixeira, as instituições brasileiras estão funcionando muito bem, e nesse momento essa providência não tem mais sentido.
Ele lembra que comissão desse tipo na Argentina foi coordenada pelo escritor Ernesto Sábato, e o da África do Sul pelo bispo Desmond Tutu, militantes de um peso intelectual totalmente diferenciado, o que colocava as comissões acima da partidarização do processo.
“Foram feitas no calor da hora, no momento da refundação das instituições, e por pessoas que tinham autoridade moral reconhecida pela sociedade”.
Luigi Pareyson, um dos maiores filósofos italianos do século XX, professor de Gianni Vatimo e Umberto Eco, em seu livro “Verdade e interpretação”, mostra como a busca da verdade é afetada pela ideologia, uma instrumentalização do pensamento.
Ele trata nesse contexto de duas características do mundo moderno, o praxismo, uma ação política desvinculada da verdade, e o tecnicismo, outra variação do uso da razão que não utiliza a verdade.
Para Pareyson, a verdade é a origem do pensamento, e não o objeto, e seu “conceito de interpretação” tornouse importante na filosofia pela separação entre o “pensamento expressivo”, que ficaria limitado à História, e o “pensamento revelativo”, que se aproxima da verdade.
Uma comissão formada com o objetivo de investigar as violações dos direitos humanos no contexto da “repressão política” nos anos de ditadura militar não perderá sua ideologia fundamental devido ao uso da palavra “conflitos” no lugar de “repressão”, como propõe o presidente Lula aos ministros militares que protestaram.
Segundo o professor de filosofia da Uerj e presidente da Academia Brasileira de Filosofia, João Ricardo Moderno, se existe uma “busca interessada da verdade”, já se está distorcendo o resultado final, que vai encontrar aquilo que estava buscando. Quem age assim “não está interessado minimamente em buscar a verdade, mas em forçar uma situação para que coincida com seu pensamento”.
O professor Francisco Carlos Teixeira, como historiador, considera que o fundamental para se expor a verdade é abrir os arquivos do regime militar, sem se importar com o fato de que esses arquivos, na maior parte das vezes, revelam-se “uma porcaria”.
“São informações de segunda ou terceira pessoas, baseadas em fofocas, sem interesse histórico”. Ele lembra o historiador Carlos Ginsburgo, que escreveu o livro “O queijo e os vermes”, sobre a Inquisição, que dizia que quem usar fontes da Inquisição vai acabar comprovando a existência de bruxas.
“Se usar as fontes da repressão, vai acabar comprovando que comunistas comiam criancinhas”, ironiza Teixeira.
Mesmo assim, ele considera que a abertura de todos os arquivos, embora não vá redundar em “atos de direito”, servirá para que se possa conhecer a História do país. “Anistia não é esquecimento, mas perdão dos atos cometidos”.
Ele admite que existe dificuldade cultural no Brasil com relação a arquivos, que não tem a ver apenas com os do regime militar: “É uma mania brasileira, tanto que o Itamaraty até hoje cria problemas com os arquivos da Guerra do Paraguai. Há um sigilismo na mentalidade da sociedade brasileira que vem da tradição ibérica de arquivo como alguma coisa perigosa e comprometedora”.
Teixeira sabe do que está falando. Ele foi o redator do artigo da Constituição de 1988 que criou o “habeas datas”, porque era, na ocasião, diretor do Conselho Nacional de Arquivos do Brasil e permitiu o acesso aos arquivos da ditadura em repartições públicas.
Guarda até hoje uma carta de Ulysses Guimarães em que ele dizia que aquele seria “o meu artigo” por causa exatamente do acesso livre do cidadão à informação.
Francisco Carlos Teixeira lembra que a abertura dos arquivos tem como contrapartida a necessidade de todos assumirem as responsabilidades, “inclusive a esquerda, porque muitos desses depoimentos, mesmo que conseguidos através de torturas, são altamente comprometedores”.
Ele não vê razão para que as Forças Armadas resistam à revelação de fatos da época da ditadura militar, pois “não há hoje nas Forças Armadas ninguém que tenha tido comprometimento com o que aconteceu”.
Ao mesmo tempo, Francisco Carlos Teixeira faz questão de frisar que o regime ditatorial deveria ser classificado como regime “civil-militar”, porque foi apoiado pelos civis, “e essa comissão deveria ter sido instituída naquele momento para revelar a participação de todos e de qualquer um, principalmente em crimes como a tortura, prática injustificável e imperdoável”.
Mas a tortura, diz Teixeira, não pode ser atribuída a instituições: “Tortura não é responsabilidade da instituição, mas de pessoas. Houve militares que se recusaram a participar, e civis que a aceitaram e praticaram”.
ARI CUNHA
Direitos humanos: dois lados culpados
| Correio Braziliense - 13/01/2010 |
Ministros falam sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos. Comissão da Verdade sugere investigação de tortura na ditadura militar. Lula queria silêncio dos auxiliares. A Comissão da Verdade pode abrir o leque para esclarecer os fatos. Deve abrir o baú da hipocrisia e mostrar tanto um lado como o outro. Houve tortura, crimes, mortes violentas. Vale a verdade para que se esclareçam dificuldades. Os dois lados devem responder pelos fatos, e não apenas imperar uma versão. |
JOSÉ SIMÃO
Verão 2010! Saiu a Mulher Miojo!
FOLHA DE SÃO PAULO - 13/01/10
E a mais nova invenção americana é um robô sexual que conversa! Não tem uma versão muda?
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Pensamento do dia: quem dá aos pobres paga o motel!
E esse BAFO DOS INFERNOS? Sensação térmica: quero morrer! Tem gente indo mais cedo pro trabalho. Isso pra aproveitar o ar-condicionado da firma. E o ar-condicionado ecológico: um respira e o outro aspira.
E acaba de sair nas praias do Rio a Mulher Miojo: é só jogar na água e comer! Rarará! A MULHER MIOJO! Sensação térmica: tô fritando os miolos! Tô fritando os miolos. Vou virar loira. Promovido a loira.
E a nova invenção americana: "Empresa americana lança robô sexual que conversa com o usuário". Tem versão muda? A gente leva anos pra mulher parar de falar e aí vem esse robô e quer conversar? E esse robô sexual fala o quê? "Você me ama mesmo ou só quer me comer?" Rarará! E a última coisa que uma pessoa quer quando procura um robô sexual é conversar!
E tem em um bandido muito famoso em Maceió (aliás, bandido famoso de Maceió mora em Brasília) que se chama MATA SOGRA! Esse tem respaldo popular. Rarará! E a CPI do Arruda? Do Propinetone. Tá sendo chamada de CPI Micareta: panetone fora de época! CPI quer dizer Coma a Pizza Inteira. Essa CPI vai acabar em Bauducco!
E "Big Brother" mesmo é o circuito interno de segurança do prédio: o porteiro xavecando as empregadas, o vigia enfiando o dedo no nariz e o entregador de pizza encoxando a vizinha na garagem! E as duas loiras se bronzeando na praia: "Qual é o seu protetor?". "Santo Expedito". Rarará! E aí perguntaram pro português se a mulher dele era boa de cama. "Uns dizem que sim, outros dizem que não." Rarará!
É mole? É mole, mas sobe! OU como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. É que em Marabá, no Pará, tem um forró chamado Enfeza Rola.
Parece Dias Gomes. E todo forró no Brasil acaba em rola! Enfeza Rola, Rala Rola, Sobra Rola, Rola Rola! Ueba! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Aerobu": pássaro que avoa que nem avião. Rarará. O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza.
Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! E quem não tiver colírio pode pingar Ajax com Fanta Uva!
ANCELMO GÓIS
Em Buenos Aires, há pedintes nas ruas abordando turistas brasileiros, digamos, em nossa moeda:
– Una moneda de 1 real, por favor...
PAPO DE BOTEQUIM
O que se diz é que a Heineken relutou em assumir o braço brasileiro da mexicana Femsa (Kaiser, Bavaria, Sol), porque aqui o osso é duro de doer. Fez isso para não perder o mercado dos EUA, onde as marcas da Femsa têm boa aceitação.
FILME DE LULA NO BBB
O filme Lula, o filho do Brasil será exibido para os concorrentes do BBB 1, que estreou ontem na TV Globo, com direito a debate entre os participantes do programa.
PIRATAS DE LULA...
Aliás, o Ministério da Justiça rebate a crítica de Barretão, às voltas com cópias fajutas de Lula, o filho do Brasil, de que o Conselho Nacional de Combate à Pirataria “não existe”. Diz que, ao longo de 2009, a Polícia Federal realizou 180 operações de combate à pirataria, nas quais foram presas 526 pessoas.
CARTÃO VERMELHO
O juiz da 28ª Vara Cível do Rio, Magno Alves Assunção, proibiu de vez a gigante Mastercard de usar a imagem da seleção brasileira de futebol, a pedido do diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes. Aliás, a gigante do cartão, recentemente, renovou com Pelé como garoto-propaganda.
CALMA, GENTE
Índia Potira, a ex-chacrete, virou ré num processo movido por algumas ex-colegas do programa do Chacrinha. É que, em seu depoimento no filme Alô, alô, Terezinha, sobre o Velho Guerreiro, disse que certas chacretes “faziam programa e cheiravam cocaína com os artistas”.
FOGO NA MATA
A Federação das Indústrias de Rondônia distribuiu de brinde de Natal o livro A fraude do aquecimento global, do geólogo Geraldo Luís Lino, que questiona as mudanças climáticas.
NO MAIS...
Há no meio científico, aqui e lá fora, um grupo, miúdo, é verdade, que minimiza o problema ambiental. Mas tem gente que usa este argumento (espero que não seja o caso da Federação de Rondônia) para, por exemplo, pôr fogo na mata sem sentir culpa.
ROSE PEITUDA
O juiz Fábio Uchoa preside hoje o julgamento de Roseli Costa, a Rose Peituda. A moça, que seria líder de 20 marginais, é acusada de ter participado das mortes de Taís da Sílvia e Maria Carolina Lopes.
DIÁRIO DO GALEÃO
Dois amigos da coluna que precisaram usar o serviço de cadeira de rodas do Galeão-Tom Jobim constataram: o aeroporto da cidade-sede dos Jogos de 2016 (e, portanto, das Paraolimpíadas) está totalmente despreparado para esta situação. Sem elevadores apropriados e com caminhos bloqueados, fizeram um périplo pelas entranhas do Galeão até a saída. Acredite: se o aeroporto é assustador por fora, por dentro é indescritível.
ANTITERROR CAIPIRA
O deputado Chico Alencar voltava ontem do interior de São Paulo pelo aeroporto de Ribeirão Preto, quando, ao passar pelo raio X, passou a acreditar que o rigor da fiscalização antiterror que domina aeroportos chegou ao Brasil. O segurança cismou com uma caixinha que ele levava e, desconfiado, pedia que ele provasse que era mesmo... Uma dúzia de ovos caipiras.





