terça-feira, fevereiro 17, 2009

O IDIOTA


TERÇA NOS JORNAIS

Globo: Obama exige de montadoras plano para evitar concordata

 

Folha: BB irá atuar no crédito à habitação de baixa renda

 

Estadão: Brasil oferece crédito para evitar barreiras da Argentina

 

JB: Doze projetos que podem mudar o Rio

 

Correio: STF dá reajuste a servidor aposentado

 

Valor: Consórcios fazem as pazes e viram parceiros no Madeira

 

Gazeta Mercantil: Venda de carro cresce e freia onda de demissão

 

Estado de Minas: Chega de selvageria

 

Jornal do Commercio: Mais ônibus na folia

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

PARA...HIHIHIHI

PORTUGUESES


Dois cientistas, Manoel e Joaquim, começaram uma profunda pesquisa sobre os aracnídeos… Pegaram uma aranha e falaram:

- Ande, aranha.

Ela andou. Depois cortaram uma perna da aranha e repetiram a ordem. E ela, meio manca, continuou andando… Intrigados, os dois continuaram a pesquisa, cortando cada vez uma perna do pobre aracnídeo. Até que só sobrou uma perna.

- Ande animal!

E a aranha, se rastejando toda, andou com muita dificuldade. Finalmente cortaram esta última perna e falaram:

- Ande, aranha…!

E ela, evidentemente, não se mexeu… Ao final da pesquisa eles chegaram à seguinte conclusão:

“Depois de cortar a última perna de um aracnídeo, este fica surdo” !

GOSTOSA


VERMELHO E BRANCO

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FERNANDO DE BARROS E SILVA

"Vilma" e o ET de Varginha


Folha de S. Paulo - 16/02/2009
 

Como quem conduz uma criança pela mão, Lula vai apresentando sua ministra-candidata ao povo brasileiro. "Dilma, olhe na cara dessa gente. Você vai perceber que o sertanejo é diferente", disse, no sertão pernambucano.
"Vilma", como a chamavam no local, tentou fazer sua parte. Improvisou loas à mulher nordestina, enalteceu o trabalhador que, "com seu braço", sustentou outras regiões do país. Na manhã seguinte, já no Rio Grande do Sul, Dilma voltou a elogiar as mulheres e exaltou a disposição de "correr atrás" e a "dignidade da conduta", segundo ela "diferenciais" do gaúcho.
Cada região do país merecerá um trololó desse tipo. É "Vilma" tentando aplicar a (e se aplicar na) pedagogia do lulismo. Nas suas interações com o jeitinho brasileiro, a ministra foi recebida, em jantar com empresários, na casa de Marta Suplicy. Entre quatro paredes, é possível que um e outro lado tenham elogiado a "dignidade da conduta" como diferencial deste governo.
Até outro dia, Dilma era só a dona brava que ocupou o lugar de homens pouco sérios ao redor de Lula. O seu PAC não deixa de ser uma versão bem-sucedida (ao menos como marca) do business-bolchevismo de José Dirceu.
Emancipado dos que poderiam lhe fazer sombra, todos fuzilados pelo mensalão, Lula está à vontade para deflagrar a própria sucessão. Depois de impor ao PT o nome de uma adventícia egressa do brizolismo, ele agora antecipa o calendário e promove o PAC da candidata.
Um tanto afásica, a oposição ameaça contestar na Justiça a legalidade do "Vilma tour". Talvez tenha que explicar o que o governador de São Paulo fazia montado num trator em Cascavel, no Paraná.
Favorito para 2010, Serra se vê entre dois fantasmas: de um lado, o bonde do lulismo, que avança; de outro, o trem mineiro de Aécio, que preterido pode mudar de rumo. Quando alguém, enfim, disser a Serra "Olhe na cara dessa gente!", talvez seja tarde. Do lado de lá, o sertanejo pode ver na sua frente o ET de Varginha.

PAINEL

Um papel para Skaf


Folha de S. Paulo - 16/02/2009
 

Depois de flertar com PSDB, PPS e PP, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, namora firme com o PSB, sigla pela qual poderia realizar o sonho de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes (ou, num plano B, ao Senado). A despeito das boas relações de Skaf com o tucanato paulista e de alguns embates com o governo Lula, notadamente a cruzada contra a CPMF, o PSB vende ao Planalto tal candidatura como veículo auxiliar da campanha de Dilma Rousseff.
A ideia já foi apresentada à própria ministra, que se mostrou receptiva. Em privado, porém, o governo imagina uma outra função para o futuro socialista Skaf: ser vice do candidato do PT em São Paulo.

Plano A
Petistas que acompanham os movimentos de Michel Temer estão convencidos de que o presidente do PMDB, apesar de dar declarações favoráveis ao ministro Geddel Vieira Lima, trabalha para ser ele próprio o vice da chapa de Dilma. 

Mão do gato
Embora furiosos com o senador Jarbas Vasconcelos por ter afirmado em entrevista que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", caciques do partido trocaram telefonemas no fim de semana e decidiram engolir em seco, enquanto estimulam diretórios regionais a pedir a expulsão do ex-governador de Pernambuco. 

Carimbo
No jantar oferecido sexta por Marta Suplicy para entrosar a candidata Dilma com os petistas de São Paulo, sobraram apelidos para o conjunto de medidas anticrise anunciado na véspera pelo tucano José Serra. O mais ouvido era "PAC cover". 

In e out
Além de José Genoino, que tinha compromisso familiar no Ceará, a ausência mais notada foi a de Luiz Marinho. Doente, o prefeito de São Bernardo não comparecera ao evento que movimentou Brasília no meio da semana. Quanto à ausência de José Dirceu, um conviva explica: "O corte do jantar eram prefeitos e congressistas". 

Etiqueta
Eduardo Suplicy não poupou Dilma de algumas palavras sobre a renda básica de cidadania, mas foi gentil: levou flores para a ministra homenageada.

Tudo...
Enquanto sobrevive a polêmica em torno da MP da anistia às filantrópicas, o governo já emitiu, desde o final de 2008, 7.475 títulos a entidades. Muitas têm pendências ou estão sob investigação. 

...como antes
O Conselho Nacional de Assistência Social, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Social, voltou a recadastrar. Em 2008, o órgão foi acusado de conceder títulos em troca de propina. Ao enterrar a MP das filantrópicas, a Câmara invalidou as mudanças na fiscalização. Um projeto de lei pretende suprir o vácuo jurídico. 

Ecos do mensalão
A procuradoria eleitoral de Minas denunciou o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, sob acusação de falsidade ideológica. Ele confessou ter recebido R$ 410 mil de Marcos Valério para cobrir dívidas da campanha de 2002 a deputado federal. Ao prestar contas, não declarou o dinheiro nem os tais compromissos. 

Cara pálida 1
A intenção do PT e dos movimentos sociais de dominar a pauta da Conferência Nacional de Comunicação, no segundo semestre, enfrenta um obstáculo: a modelagem está a cargo de Hélio Costa, visto como inimigo e chamado de "ministro da Rede Globo" pelas entidades que mais pressionaram pela realização do encontro. 

Cara pálida 2
As entidades defendem desconcentração da propriedade de veículos e recadastramento das concessões de rádio e TV. A ideia do governo, ao escolher Costa, é ampliar o leque de participantes e atrair empresários, acenando com temas como incentivos para investimento em novas tecnologias. 

Tiroteio 

"Se o PT expulsasse todos os envolvidos em escândalos, o partido ficaria menor que o PSOL." 
Do deputado 
PAULO BORNHAUSEN (DEM-SC) em resposta a Fernando Ferro (PT-PE), segundo quem "não sobrará ninguém" no Democratas se o partido expulsar todos os seus filiados ricos, como fez com o ex-corregedor Edmar Moreira.

Contraponto

Assento preferencial

Durante reunião para tratar da divulgação de notas fiscais da verba indenizatória, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), incorreu num autoelogio. Apontando para Alice Portugal (PC do B-BA), disse que a presença da deputada representava o cumprimento da promessa de campanha de dar à "bancada feminina" um lugar entre os líderes . Num canto da sala, o representante do PSOL, Ivan Valente (SP), reclamou:
-Então convide-a para ficar a seu lado, junto dos grandes partidos, e não aqui na ponta da mesa!
Corado, Temer saiu pela tangente:
-Cuidarei de sua proposta geográfica com carinho...

MÓNICA BÉRGAMO

QUESTÃO DE RESPEITO


Folha de S. Paulo - 16/02/2009
 

Na reunião que teve com empresários como Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Emílio Odebrecht, o presidente Lula até que estava contido. Mas foi só a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, sair da sala para que ele se soltasse: "Agora que ela saiu, só estamos nós [homens] aqui, vamos falar à vontade. Quando conversei com o [Barack] Obama, eu disse a ele: "olha, você está f...!"".

PRETO E BRANCO 
O vereador Agnaldo Timóteo (PR-SP) acusou os colegas de racismo ao defender a aprovação das contas da administração de Celso Pitta (PTB-SP) na Câmara. Ao ver que era um dos poucos que votaram a favor do ex-prefeito, foi à tribuna e disparou: "Enquanto o mundo vibra com a transformação da imagem administrativa promovida pelo Obama, meus colegas branquelos querem ferrar o Celso Pitta?". Não houve votos suficientes para a aprovação das contas. O assunto volta à pauta amanhã.

VERGONHA NA CARA 
E um dos primeiros projetos de Timóteo na nova legislatura é para mudar o Dia da Consciência Negra de 20 de novembro para o primeiro domingo de outubro, coincidindo com a data das eleições. "Assim os negros tomam vergonha na cara e começam a se unir para eleger seus irmãos étnicos", diz.

CURTO-CIRCUITO 

O PRESIDENTE da Colômbia, Álvaro Uribe, se encontra hoje com empresários do Grupo de Líderes Empresariais e da Tracker do Brasil, no hotel Grand Hyatt de São Paulo. Ele falará sobre os "Cenários da Transformação Econômica na Colômbia".

DENIS LERRER ROSENFIELD

O Senado e Chávez


O Estado de S. Paulo - 16/02/2009
 

 O Senado brasileiro, nas próximas semanas, deverá tomar uma decisão da maior relevância: a entrada ou não da Venezuela de Chávez no Mercosul. Não se trata de uma questão menor por envolver o valor mesmo da democracia enquanto princípio universal. O Senador José Sarney, novo presidente da Casa, quando de sua candidatura, foi duramente criticado por aquilo que é uma de suas virtudes: a defesa da democracia. Com efeito, o Tratado do Mercosul contempla um artigo, a cláusula democrática, que impede a entrada de países que não respeitem a democracia.


Chávez, com a ajuda de seus "companheiros" brasileiros, está empreendendo um trabalho sistemático de destruição da democracia por meios democráticos. Realiza eleições e referendos como se, assim, a democracia estivesse sendo preservada. Isso faz com que nossos iletrados digam que a democracia está sendo respeitada naquele país, quando o contrário é precisamente o verdadeiro.

Para que se tenha democracia, é necessário que uma série de condições seja preenchida, sem a qual ela se torna uma palavra oca, ou melhor, uma palavra que pode inclusive servir a propósitos totalitários. Na verdade, estamos observando naquele país a volta do socialismo do século 20, rebatizado de século 21. Este nada mais é do que a repetição das experiências totalitárias que desembocaram num dos maiores morticínios da humanidade. O uso da palavra "bolivariano" apenas acrescenta um outro disfarce a um projeto cujo alvo é a supressão mesma das liberdades.

Para que tenhamos democracia, é necessário que a divisão dos Poderes republicanos seja observada. Ora, Chávez concentra em suas mãos praticamente os Três Poderes: decide, legisla e julga. Tal concentração vimos na ex-União Soviética sob Stalin e na Alemanha sob Hitler. Promulga decretos legislativos, que são leis a partir das quais legisla sozinho, subordinando completamente o Poder Legislativo, que se torna somente um apêndice seu. O Poder Judiciário, por sua vez, foi completamente aparelhado, vindo a seguir totalmente as suas orientações.

A liberdade de imprensa e pensamento em geral, uma das marcas distintivas daquele país, está sendo cada vez mais cerceada, num processo que almeja a sua eliminação. Redes de televisão são fechadas, pessoas que critiquem o presidente-ditador podem ser criminalizadas e os seus programas midiáticos são de pura propaganda, recheados de ameaças aos seus adversários. Discordar do líder máximo vem a significar um crime de lesa-majestade. Stalin deve estar aplaudindo de sua tumba, regozijando-se com seu novo discípulo "bolivariano".

Os opositores são sistematicamente perseguidos e alguns assassinados em manifestações de rua como se fosse uma mera briga entre opositores. A artimanha é historicamente conhecida, tendo sido muito utilizada na Alemanha nazista. Trata-se da existência de milícias que respondem diretamente ao líder máximo, sendo armadas e treinadas por ele. Os fuzis, por exemplo, comprados da Rússia, em torno de 100 mil, têm como finalidade armar esses grupos paramilitares. Tais grupos são de estrita obediência, servindo aos mais diferentes propósitos, por mais escusos que sejam. Eles agem impunemente, não seguindo nenhuma legalidade.

Vejamos dois exemplos. O seu ex-ministro da Defesa, Raul Baduel, agora líder da oposição, que o sustentou quanto do golpe impetrado contra ele, foi recentemente alvo de "desconhecidos", que atiraram contra ele num claro sinal de coação e ameaça. O recado foi claro: pare com suas atividades, pois sua vida está a perigo. Nada foi apurado e os seus agressores continuam na impunidade. Amigos se tornam "inimigos", tal como ocorreu com os bolcheviques "companheiros" de Stalin. Uma sinagoga foi invadida e depredada também por um grupo de milicianos bolivarianos. Eles seguiram os discursos de seu chefe máximo, repletos de insinuações e declarações antissemitas. Alguns dias depois, aparece uma "investigação" apontando aparentemente os culpados. O esquema é o mesmo dos grupos paramilitares nazistas: serve aos mais diferentes propósitos, inclusive apresentar "culpados", se necessário. É a "regra" mesma de uma democracia totalitária. O que deve ser realçado é a existência desses grupos paramilitares, subordinados completamente ao líder, fazendo da democracia um utensílio descartável.

A União Europeia também não aceita em seu seio países que não respeitem a democracia e as liberdades. Trata-se de uma condição essencial de uma comunidade que preza a liberdade enquanto princípio de sua organização política. Imaginem se a União Soviética de Stalin e a Alemanha de Hitler tivessem solicitado aderir, naquela época, a uma hipotética Comunidade Europeia. Sempre haveria, é claro, os seus defensores, proclamando ser necessário distinguir os povos soviéticos e alemães de seus governantes. Os respectivos ditadores ficariam muito agradecidos por esse "insuspeito" apoio. As portas seriam abertas para esse novo cavalo de Troia.

A hipotética Comunidade Europeia começaria a se desintegrar internamente, com os liberticidas procurando ditar os rumos dessa associação de países. Num primeiro momento, por exemplo, governantes que compartilham de alguns de seus "valores", o de serem de "esquerda", poderiam dizer que os povos "irmãos" se juntam numa mesma cruzada contra o "neoliberalismo", na busca de "um outro mundo possível". No entanto, os valores genuínos da liberdade começariam a se esfacelar, abrindo caminho para o desprezo crescente para com a democracia. Uma incipiente comunidade seria minada internamente por uma ideologia, que procura transplantar para a América Latina do século 21 as experiências totalitárias do século 20. 

O Senado não pode fugir a essa responsabilidade maior. Dizer não a Chávez significa dizer sim ao povo venezuelano e aos povos latino-americanos em geral. Sim à democracia.

INFORME JB

PMDB ainda sonha com Aécio Neves

Jornal do Brasil - 16/02/09

Karla Correia

O discurso dentro do PMDB arrepia as penas de uma boa parte do tucanato. "O tapete vermelho continua estendido para Aécio", diz o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), dando o peso que teve a visita do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), a Brasília, na semana passada. Aécio cumpriu uma agenda protocolar, indo aos gabinetes dos presidentes da Câmara e do Senado, Michel Temer e José Sarney. Mas ao dar um prazo para a realização das prévias para escolha do candidato ao Palácio do Planalto, mandou o sinal de que o PMDB ainda está entre suas opções. Mesmo que seja só para se cacifar dentro das hostes tucanas, onde faz de tudo para não ser atropelado pelo governador de São Paulo, José Serra.

‘Muy’ aliado Prévias?

A possibilidade de uma candidatura própria não invalida o discurso de que o PMDB estará ao lado de Lula em 2010, diz Henrique Eduardo Alves. "Continuará sendo a candidatura de um aliado do governo", esclarece. Ah, tá.

Nem um pouco disposto a deixar acontecerem em seu partido as prévias para escolha do candidato tucano à Presidência da República em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, confabulava com companheiros de legenda em visita a uma exposição rural em Cascavel (PR). De Minas, o governador Aécio Neves tem dito a quem queira ouvir que tem o apoio de 90% dos diretórios do PSDB para sua candidatura.

Estou podendo

Serra faz pouco caso. "Ninguém vence eleição só com apoio interno. Ele tem os diretórios, mas eu tenho o povo. Quem vier com esse argumento comigo vai ter de enfrentar as pesquisas de intenção de votos, que estão ao meu favor", disse o paulista a aliados.

‘L’argent‘

A ministra da Justiça da França, Michele Alliot Marie, prometeu abrir os cofres do Tesouro de seu país para turbinar o Programa de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), carro-chefe de toda a política de segurança nacional. A preocupação do governo francês é com a região de fronteira entre Brasil e Guiana Francesa.

Acordo

Num encontro, quinta-feira, em Paris, Marie disse ao ministro Tarso Genro que a França quer investir em parcerias na capacitação de policiais, na linha de um acordo existente de combate ao crime ao norte do Oiapoque.

Oratória

É consenso que o estilo duro das falas da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (foto), melhorou muito nos últimos tempos, mas a roupa de candidata ainda custa a se ajustar à ministra, dizem dois petistas que assistiram ao seu discurso no aniversário do partido.

Oratória 2

Em Salgueiro (PE), por exemplo, a ministra recebeu uma ajudinha do presidente Lula que, percebendo que sua fala estava longe de empolgar a plateia, mandou um bilhetinho para ela pedindo ênfase ao programa habitacional, ainda no forno do governo, que contemplará famílias com renda de até 10 salários mínimos. Deu certo.

Aviso aos navegantes

Depois do Carnaval, a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), passa por cirurgia para retirada de um aneurisma no cérebro. Mas não deixa o cargo, como ao menos dois colegas de partido tanto desejavam.

’Low profile‘

"Ela é muito discreta", comentava a mulher de um prefeito, em Brasília, durante o encontro de prefeitos organizado pelo Planalto. "Nem sei qual é o cargo que ela ocupa". Referia-se à primeira-dama, Marisa Letícia, e ao que considerava ser a modéstia de sua atuação no governo Lula.

DE PUTAS & VAGABUNDAS


SEGUNDA NOS JORNAIS

Globo: Prefeitura recruta mães para reforçar salas de aula

 

Folha: Chávez obtém direito a reeleição ilimitada

 

Estadão: Obama faz pressão sobre GM e Chrysler

 

JB: US$ 100 bi sonegados

 

Correio: Valério terá que pedir proteção contra PCC

 

Valor: Governo vai criar estatal para projeto do trem-bala

 

Gazeta Mercantil: Saúde financeira de hospitais em crise

domingo, fevereiro 15, 2009

ÉLIO GASPARI

Sem samba-enredo, Lula é um perigo
O Estado de São Paulo-15/02/09


Nosso Guia não se achou na crise, mas pensa que pode dizer o que quiser, pois bobos são os outros

O PROCESSADOR de Lula está sobrecarregado. Têm sido frequentes os seus momentos de impaciência e mau humor na rotina do palácio. Obrigado a trocar o triunfalismo do pré-sal e da "marolinha" pelas dificuldades da crise econômica, Nosso Guia está sem agenda.
Há um indicador seguro para medir o aquecimento da placa de Lula. Sem assunto, ele retoma o discurso do nós-contra-eles e vai-se embora pra Pasárgada, onde "a existência é uma aventura".
Durante seu discurso para cerca de 4.000 prefeitos reunidos em Brasília, Nosso Guia ofendeu a inteligência alheia duas vezes. Na primeira fez uma piada à la Maria Antonieta: "Nós cortaremos o batom da dona Dilma, o meu corte de unhas, mas não cortaremos nenhuma obra do PAC". Lula estava num evento onde estima-se que o governo gastou R$ 240 mil.
Uma manicure de Lula contou que cortava suas unhas duas vezes por mês. Estimando-se que deixe boas gorjetas, Nosso Guia queima R$ 1.000 anuais nesse conforto. Se dona Dilma usar um batom caro (Sisley), gastará, no exagero, outros R$ 1.000. Portanto, só para custear o convescote dos prefeitos, Lula e Dilma precisariam cortar 120 anos de bem-estar.
A vinheta foi apenas uma tirada boba, mas o segundo atentado foi malévolo e enfático. Dirigindo-se ao prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, disse o seguinte: "Você vai cair da cadeira. Você não sabe e eu não sabia, mas no Estado de São Paulo nós ainda temos 10% de analfabetos no Brasil".
A taxa de analfabetismo em São Paulo está em 4,6%, metade do índice nacional. Lula viajou na planilha. São Paulo abriga 10% dos analfabetos do país, o que, pelo tamanho do Estado, não chega a ser motivo para cair da cadeira. (São Paulo tem 36% da frota nacional de veículos.)
Essa foi a quarta vez que o governo de Lula atropelou a boa norma para criticar a rede de ensino paulista. Ela não é uma esquadra inglesa, mas o governo insiste nos golpes baixos. Já divulgou indicadores misturando metodologias, embaralhou notas da Prova Brasil e apresentou listas de desempenho contaminadas por dados errados. Em duas ocasiões as lorotas coincidiram com as campanhas eleitorais.
Um companheiro dizendo tolices não é um grande problema. Um presidente capaz de fazer campanha dizendo não importa o quê, indica que 2010 será um ano feroz.

O INGLÊS VÊ A "FAVELA" DE UM JEITO NOVO

A revista "The Economist" insiste: surgiu no mundo uma nova classe e o Brasil é um desses países onde esse fenômeno tornou-se mais visível. Falando de Pindorama, menciona com gosto a inauguração de uma filial das Casas Bahia no bairro paulistano de Paraisópolis.
Há duas semanas, Paraisópolis estava nos jornais tratado como se fosse uma perigosa favela, antro de traficantes, justamente ocupada por uma polícia que obrigava moradores a se identificar. O que é Paraisópolis, um bairro habitado pela classe média emergente da "Economist", ou uma "fábrica de produzir marginal", como o governador Sérgio Cabral já chamou a Rocinha?
Programas de regularização fundiária criaram um mercado de imóveis no local e já ocorreram transações com valores superiores a R$ 100 mil. Oito escolas juntam 6.000 jovens. Números semelhantes podem ser achados em quase todos os bairros da periferia da sociedade brasileira. São fábricas de classe média.
Um barão brasileiro que visitasse os subúrbios de Londres na metade do século 19 veria um favelão. Era a desordem social e urbana da revolução industrial. Felizmente, a cidade teve um escritor como Charles Dickens para mostrar que ali vivia o pedaço de baixo da sociedade inglesa, lembrando ao pedaço de cima que os dois formavam um só povo.

COBRA
De uma serpente, ao ver Nosso Guia na televisão falando do batom de dona Dilma e da sua manicure: "Tem certeza de que não é o Bussunda?"

FAUNA ARCAICA
O PSDB é capaz de tudo. Tem dois candidatos a presidente (José Serra e Aécio Neves) que fazem qualquer coisa para chegar ao Planalto, menos oposição.
Na hora de discutir o comportamento do governo, quem vai para o microfone é Fernando Henrique Cardoso. É como se os republicanos pedissem a George H. W. Bush (o pai) para responder ao pacote de Barack Obama.
Pior: depois de ouvir Nosso Guia dizer que São Paulo tem 10% de analfabetos (uma obra dos 14 anos de governo tucano), Serra teve uma reação inspirada pela bonomia do papa João 23: "Foi uma menção a um número. Só que o número está errado".

RISCO ZERO
Michel Temer assumiu a presidência da Câmara dos Deputados a reboque do castelo de Edmar Moreira e perdeu a chance de liderar a iniciativa pela abertura de todas as pastas com as notas fiscais dos reembolsos cobrados à Viúva por seus colegas.
Como dizia o deputado Luís Eduardo Magalhães: "Não há o menor perigo de dar certo".

POTE DE MÁGOA
Paulo Lacerda, o ex-diretor da Polícia Federal defenestrado para um exílio dourado em Lisboa, acha que Lula jogou-o no mar, sabendo que nunca mandara grampear os outros. A tristeza de Lacerda é grande, mas ainda insuficiente para torná-lo loquaz.

JACK GENRO
Quando o governo não sabe o que fazer, tira da gaveta um projeto de reforma tributária ou de reforma política.
No ano passado veio a empulhação tributária. Foi ao arquivo. Agora apareceu o comissário Tarso Genro com um projeto de reforma política, "fatiada", para ser votada em partes. Pode-se chamá-la de "Reforma do Jack". O "Estripador" é o patrono da arte de fatiar.

FESTA EM NY
Depois de ter canalizado algumas centenas de milhares de dólares num encarte da revista "Foreign Affairs", enfeitando-o com publicidade da Petrobras, do BNDES e da Embratur, o comissariado de informações do governo prepara um novo incentivo ao mercado editorial americano. Planeja-se um festim bananeiro para acompanhar a visita de Nosso Guia a Nova York, em março.
Gastar dinheiro com publicidade em veículos sérios na busca de simpatia é uma variante do costume de jogá-lo pela janela.
O Planalto dispõe de R$ 150 milhões para promover a imagem do governo no exterior. Os arquivos do palácio informam: todas as iniciativas anteriores serviram para fazer a alegria de alguns bem-aventurados, e mais nada.
Um governo que tentou expulsar do país o correspondente do "New York Times" mostra que trocou a linha das bravatas gratuitas pela das besteiras remuneradas.

POUSO FORÇADO
Em janeiro, quando assumiu a presidência da Infraero, o brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva trabalhava com a ideia de dispensar 395 funcionários-jabutis (alguém os pôs lá). A lista encolheu para 216. Teme-se que agora esteja em 30.

ENTREVISTA COM JARBAS VASCONCELOS

REVISTA VEJA

Entrevista: Jarbas Vasconcelos
O PMDB é corrupto

Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes 
do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de 
José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso


Otávio Cabral

Cristiano Mariz

"A maioria se incorpora a essas coisas pelas quais os governos vêm sendo denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral"

A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado? É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.

Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores. Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

Como o senhor avalia sua atuação no Senado? Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.

O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB... Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar? Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista? De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.

Por que o senhor continua no PMDB? Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.

Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma? Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso? Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado. O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.

"O marketing de Lula mexe 
com o país. Ele optou 
pelo assistencialismo, 
o que é uma chave para
a popularidade em 
um país pobre. 
O Bolsa Família é 
o maior programa
oficial de compra 
de votos do mundo"

Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação. O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes? Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.

A oposição está acuada pela popularidade de Lula? Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.

"Eu fui oposição ao governo militar e me lembro de que Médici era endeusado no Nordeste. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura. 
A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição"

Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política? Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.

Por que há essa banalização dos escândalos? O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.

É possível mudar essa situação? É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff? A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

O senhor parece estar completamente desiludido com a política.Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.

GOSTOSA


ESSA É FOGO!

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PARA...HIHIHIHI

BINGO


O casal era feliz e vivia tranquilo, até o dia em que a esposa começou a chegar tarde da noite em casa. Desconfiado, o marido foi mexer nas coisas da mulher e encontrou um colar de diamantes. Foi, então, conversar com ela:

- Você pode me dizer o que significa isso?

- Amor, esse colar eu ganhei no bingo!

Ele não se convenceu, mas, como não queria encrenca, resolveu engolir a desculpa. Como a esposa continuava chegando tarde em casa, o homem voltou a revistar suas coisas. E encontrou um anel caríssimo de esmeraldas. Foi, novamente, questionar a mulher, que respondeu:

- Mais um prêmio do bingo, querido! Acho que estou numa maré de sorte!

O marido ficou indignado, mas não discutiu com a mulher. Cada dia ela chegava mais e mais tarde e com jóias mais e mais caras. A desculpa era sempre a mesma: o tal bingo.

Um dia, justamente na hora em que a esposa estava tomando banho para ir ao bingo, acabou a água. Ainda no chuveiro, ela gritou:

- Meu bem, traz água para eu acabar o meu banho!

Sem demora, o marido entrou no banheiro com um copo de água e entregou para ela.

- Mas como eu vou tomar banho só com um copinho de água?

E ele respondeu:

- Simples, querida, lava só a cartela!

MÂE DE CANTORA TREPA COM O GENRO

Marido de Mara Maravilha come a mãe dela


Há alguns dias circula na internet o boato de que a mãe de Mara Maravilha invadiu a gravação de um DVD da cantora, aos berros, insultando a filha e o marido dela. A empresária Marileide Félix teria interrompido o show exigindo que o companheiro de Mara, o dentista Alessander Vigna, se retirasse do local.

 

Rumores apontam ainda que dona Marileide teve um envolvimento amoroso com o atual genro. 

Para esclarecer esta história, Mara foi procurada pelo EGO e explicou que a mãe, muito doente, de fato a insultou no show, mas negou que Marileide tenha tido um caso com seu marido. "Minha mãe teve um AVC há três anos, desde então ela está com diversos problemas e agride todos da família. Ela realmente falou umas coisas no dia do show, mas depois a gravação rolou normalmente", conta. 

"Por causa do AVC, o lado esquerdo está todo comprometido. Ela está na cadeira de rodas, quebrou o fêmur, operou o coração", explica Mara. "Ela já esteve pior, está fazendo tratamento. Antes ela nem falava, ficava inerte. Está dando trabalho, mas é melhor assim, né? Mãe é mãe, ela deu a vida dela por mim." 

Indagada se sua mãe já tinha se envolvido amorosamente com seu atual marido, Mara negou. "Eles são amigos". Contudo, não quis esclarecer a quanto tempo está com Alessander Vigna. "Há muito tempo", disse, econômica.


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