domingo, fevereiro 08, 2009

GOSTOSA


COMIDA AMERICANA

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Vejam como aqui é realmente um puteiro. A notícia abaixo, dando conta da visita da CBF e outros caralhos mais, por conta da Copa de 2014. O filho da puta do secretário de turismo, ficou entusiasmado porque  a explanação que seria de 20 minutos, demorou mais e ficou em 4o minutos.
Na verdade, o que todos estão querendo é o dinheiro das obras, querem meter a mão. A governadora, chega a babar pelos cantos da boca. O seu filho ladrão, que passou uma temporada na cadeia, junto com sua gangue já fazem planos. Lembrem-se, só da ponte, comeram quase 40 milhões

07/02/2009

Apresentação à comitiva da Fifa e CBF anima autoridades locais

Período de explanação do projeto potiguar ultrapassou o tempo previsto

As autoridades da capital e do estado receberam ontem, em Natal, a comissão de avaliação da Federation Internacional of Footbal Association (Fifa) e Confederação Brasieleira de Futebol (CBF) que realizaram, em pouco mais de uma hora, a análise técnica da cidade, como candidata a uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014. Apesar de expressar pouca ou nenhuma garantia, numa visita "fria" e técnica, a comissão Fifa/CBF deixou na coordenação local uma boa impressão de agrado, reacedendo a esperança de estar entre as 12 que serão escolhidas e anunciadas no dia 20 de março como sede dos jogos.
O secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, afirmou que a explanação saiu melhor do que o esperado, pois o tempo previsto de 20 minutos se estendeu até os 40 minutos. Ele citou que em nenhum momento a palestra foi interrompida por causa do tempo, mostrando o interesse dos técnicos presentes. "Sabemos que a disputa é muito acirrada, mas estamos jogando para ganhar uma vaga. Senti que eles gostaram do que viram, pois passou-se o tempo e ninguém interrompeu. Foi tudo muito bem, mas em algumas situações tivemos que pedir paciência, do lado de fora do plenário, devido ao grau de exigência deles", revela o secretário.

LEIA O RESTO AQUI, É UMA PÉROLA

PEDRO MALAN


O ESTADO DE S. PAULO - 08/07/09

"Nunca a conjuntura foi tão pouco conjuntural" (André Lara Resende). O que é uma forma de dizer: há que ter senso de perspectiva quando se está em meio a uma crise econômica global do tipo que só ocorre em intervalos que se contam em décadas. Perspectiva não apenas para entender melhor como chegamos à situação atual, ver se há algo para aprender com as experiências de resolução de crises pretéritas; reavaliar como está o resto do mundo. Como também - e tão ou mais relevante - para olhar adiante, sabendo que "o que mais importa agora" é responder adequadamente à crise - o que exige um mínimo de perspectiva.

Relevância e urgência seriam razões suficientes para voltar ao tema de meu artigo anterior neste espaço (Respostas à crise e o crescimento). Há outras, que têm que ver com o uso, a meu juízo, indevido, que se vem fazendo entre nós das ideias do maior economista do século passado (J. M. Keynes) para defender um determinado tipo de resposta do Brasil à grave crise atual, com referência à forma como teria sido superada a crise dos anos 1930 - a mais grave até hoje conhecida e tema de revigorado debate entre os que buscam lições do passado para exigências do presente.

As situações e as respostas de hoje por certo não são nem poderiam ser as mesmas que as de quase 80 anos atrás. Entre 1929 e 1933, por exemplo, o PIB norte-americano declinou, em termos nominais, em mais de 50%, divididos quase meio a meio entre queda real e deflação (queda de preços). O desemprego nos EUA quando Roosevelt iniciou seu governo (março de 1933) chegava a 25% da força de trabalho. E, apesar do New Deal, houve uma recessão intensa nos EUA entre março de 1937 (início do segundo mandato de Roosevelt) e maio de 1938, contribuindo para que o nível do PIB nominal que os EUA haviam alcançado em 1929 só fosse superado em 1940, um ano após o início da 2ª Guerra Mundial.

Keynes tinha convicção sobre a crucial importância da recuperação da economia dos EUA para o resto do mundo. Instado por amigos americanos, escreveu bela carta a Roosevelt em dezembro de 1933. Convidado pela Universidade de Columbia, visitou os EUA em maio de 1934 e por três semanas, em contatos com empresários, financistas, políticos e altos funcionários da administração, inclusive com o próprio Roosevelt. Na sua principal palestra pública nessa viagem abordou o tema da retomada à luz de duas perguntas básicas: que medidas podem ser adotadas para acelerar o retorno à normalização das atividades empresariais? Em que escala, por meio de que expedientes e por quanto tempo são recomendáveis níveis anormais de dispêndio governamental?

Keynes argumentou que a confiança empresarial estava "singularmente escassa" e sugeria que por "pelo menos seis meses e provavelmente um ano" a retomada dependeria fundamentalmente dos estímulos supridos pelas autoridades na forma de gastos emergenciais. E insistiu na necessidade de aumentar a efetividade das políticas de retomada do crescimento em cinco áreas: investimentos em habitação, ferrovias e "utilities"; reabertura do mercado de capitais; redução da taxa de juros de longo prazo e manutenção da política cambial que fixara uma nova relação (desvalorizada em quase 60%) entre o dólar e o ouro, que prevaleceu até 1971.

É importante notar, para propósitos do debate atual, que Keynes falava em "problemas de ignição", em gastos governamentais temporários, emergenciais, contracíclicos, como se diz hoje. E escreveu na carta a Roosevelt: "No segundo capítulo desta história, os dispêndios do governo podem ser reduzidos à medida que o setor privado retome seu papel."

Mas o fato é que muitos, no mundo de então, e de hoje, viram, e veem, a sugestão de Keynes para sair da Depressão como uma "parte permanente do mecanismo de preservação da demanda". Vale citar a explicação de Keynes em correspondência (de 1934) dirigida ao chefe da Divisão de Pesquisa e Planejamento da National Recovery Administration: "A minha teoria (ênfase no original) é a mesma seja o dispêndio realizado pelo governo ou pelo setor privado... apenas no evento de uma transição para o socialismo alguém deveria esperar que o dispêndio governamental desempenhasse o papel predominante de forma mais permanente."

Keynes escreveu novamente a Roosevelt em fevereiro de 1938, com os EUA de novo em recessão. Além de advogar a sua já conhecida prescrição de aumento de obras públicas, especialmente em serviços públicos de infraestrutura (nos quais via as políticas recentes da administração como inibidoras do investimento privado), Keynes também sugeria que a administração Roosevelt adotasse um conjunto diferente de atitudes (mais positivas) para com o investimento privado.

Roosevelt encaminhou a carta a seu secretário do Tesouro, que respondeu a Keynes de forma lacônica. Este replicou em março de 1938 com as seguintes palavras: "... Você precisa ou dar mais encorajamento ao setor empresarial ou assumir mais de suas funções você mesmo... suas políticas recentes parecem presumir que você tem mais poder do que efetivamente dispõe." Sábio conselho, que retém surpreendente atualidade no mundo de hoje.

Estas longas digressões me vêm à mente ao ver com frequência, no nosso debate atual, o nome de Keynes, suas ideias e sua Teoria Geral... utilizados para justificar aumentos de gastos permanentes e recorrentes do governo, como contratação de pessoal, aumento de salários públicos, custeio de toda ordem, como se fossem gastos contracíclicos de inspiração keynesiana, destinados não só a responder à crise atual, como a assegurar, de forma permanente, níveis adequados de demanda efetiva e apropriados estímulos ao investimento. Uma postura que torna mais difícil alcançar o objetivo de redução (crível) da taxa de juros reais de longo prazo, tão necessária - entre outras coisas - ao crescimento sustentado da economia brasileira.

Pedro Malan, foi ministro da Fazenda no governo FHC

INFORME JB

Temer ou Roseana. Quem será o vice?

Leandro Mazzini

Passada a eleição no Congresso, abre-se a cortina do espetáculo forjado nas entranhas do PMDB e se sabe a real intenção da disputa de dois grupos que chegaram ao poder da Câmara e do Senado. O deputado Michel Temer (SP) e o senador José Sarney (AP) não apenas almejavam reforçar o poderio com vistas às suas bases eleitorais como também desnudam agora seus projetos para o país. O grupo de Temer quer fazê-lo vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) à sucessão do presidente Lula. Sarney quer o mesmo para a filha, a senadora Roseana (PMDB-MA), que já provou desenvoltura como líder do governo no Congresso. Como manda-chuva da legenda, Temer vai prometer trazer o partido inteiro para Dilma. Como eventual vice da petista, Roseana tem o respaldo do sobrenome e o trunfo de vir do Nordeste. Lula está se divertindo, porque pode usar essa divisão interna do PMDB para domar de vez o partido.

Sonho oculto Quércia vem aí

O deputado Eunício Oliveira, do PMDB, ex-Comunicações, sonha voltar à Esplanada. No lugar de Reinhold Stephanes.

Orestes Quércia (PMDB-SP), sem mandato mas de volta ao eixo São Paulo–Senado, tratou com o PSDB paulistano ser candidato único à Casa Alta em 2010. Mas até lá muita coisa pode mudar.

Edmar é feroz

Placa na estrada que rodeia o Castelo Monalisa, de Edmar Moreira: "Cuidado – cães ferozes e guardas armados".

Bombeiro

O governador de São Paulo, José Serra, vai receber parte da bancada tucana da Câmara. Entrou no time de bombeiros para unir a turma dos deputados José Aníbal e Antonio Carlos Pannunzio.

Mineirinho

Quieto, em Brasília, o governador Aécio Neves conversou com alguns parlamentares. Mas sem nenhum resultado.

Tela quente

Deputados da bancada do Rio vão visitar as futuras salas de videoconferência do TJ, de Niterói e do Presídio Bangu 1. Serão conectadas em breve.

Congratulações

Wanderlei Ávila toma posse, quinta-feira, como presidente do TCE de Minas. Antonio Carlos de Andrada é o vice. Ambos foram indiciados pela Polícia Federal por corrupção passiva, formação de quadrilha e prevaricação.

Política & Justiça

Adriene Andrade, mulher do presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, será corregedora do TCE.

Energia limpa

Até o fim do ano, a Paraíba será o segundo parque eólico do país, com 250 megawatts gerados. O líder é o Rio Grande do Sul.

Novo verde

O deputado Maurício Rands (PT-PE) vai propor lei que abata em 30% impostos sobre produtos que beneficiem energia eólica e solar.

Aula de Hage

Convidado pela ONU, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, vai falar em Doha, no Qatar, sobre as melhores iniciativas de transparência na gestão pública.

Gabinete aberto

Do vice-governador e secretário de Obras do Rio, Pezão, animado com seu novo gabinete: "Não saio mais das favelas".

GOSTOSA


SUSHI

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PARA....HIHIHIHI

JOãOZINHO E SUA AVÓ!!!


Um dia na sala de aula a professora pede para que seus alunos levem no outro dia, equipamentos de primeiros socorros.
No outro dia...
- Marininha, o que você trouxe?
- Eu trouxe um esparadrapo, professora.
- E quem te deu?
- Foi minha tia.
- E o que ela disse?
- Disse que é muito bom pra fechar um curativo.
- Muito bem Mariinha.
E assim foi com todos os alunos até chegar na vez do JOÃOZINHO...
- Joãozinho, o que você trouxe?
- Eu trouxe um Balão de oxigênio, professora.
- E quem te deu?
- Foi minha avó.
- E o que ela disse?
- Devolve... Devolve...

DORA KRAMER

Pode ser, mas está difícil

 O ESTADO DE S. PAULO - 08/02/09

Os novos presidentes da Câmara e do Senado acertaram na escolha do conteúdo, mas claudicaram visivelmente na forma de conversar com o presidente da República sobre a edição de medidas provisórias, no primeiro encontro oficial dos três depois das eleições de Michel Temer e José Sarney.

Do jeito como foi posto o assunto, é difícil que se chegue a uma solução minimamente razoável. Do ponto de vista do Poder Legislativo, porque sob a ótica do Executivo tudo está bem.Não merece muita credibilidade a declaração feita pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, logo após a reunião. "O governo tem consciência de que precisa diminuir a edição das medidas provisórias", disse.

Se tem, adquiriu muito recentemente, pois durante toda a legislatura passada embromou solenemente os então presidentes Arlindo Chinaglia e Garibaldi Alves - que se deixaram docemente embromar, diga-se -, evitando a votação da proposta de mudança no rito das MPs. O assunto é discutido há dois anos e há dois anos não sai do lugar.

O presidente do Senado comunicou ao presidente Lula que considera "inaceitável" a quantidade de edições. Um adjetivo. O presidente da Câmara promete algo mais substantivo. Prega obediência total à Constituição.

A julgar por aquele encontro entre os três presidentes, é difícil sair algo de efetivo. Pelo seguinte: Temer e Sarney já começaram a conversa flexibilizando posições. Praticamente pediram licença a Lula para cumprir o que diz a Constituição e o fizeram quase em tom de escusas.

Não que devessem chegar ao Palácio do Planalto com a Carta em punho informando que dali para frente tudo seria diferente. Não. Mas também não precisavam chegar abrindo a guarda para a solução que for mais conveniente ao Executivo.

E foi esse o ponto de partida, quando o princípio da discussão é outro: o presidente tem a prerrogativa de editar MPs sobre o que julga urgente e relevante e o Congresso tem o direito de analisar se concorda. Se discordar, devolve. Simples e institucional, sem brigas nem atritos.

Conversar previamente com o presidente da República sobre o conteúdo de cada medida, como propõe Temer, é uma distorção de funções. Primeiro, porque o regime é presidencialista, o que confere a decisão ao presidente.

Segundo, porque há uma regra muito clara sobre o passo seguinte: o Congresso admite ou não a tramitação da medida. Em terceiro lugar, porque o presidente da Câmara ou do Senado não pode se substituir ao colegiado e assumir esse papel previamente. Muito menos em feitio de negociação.

Em tese, o senador José Sarney compreende do que se trata quando diz que sua autonomia terá de ser exercida independentemente do apoio político dado ao presidente da República. "Nós separamos o que é relação pessoal e o que é relação institucional", disse.

Não separam. Nem eles nem político nenhum. No Brasil não é a impessoalidade que preside as relações. Nem mesmo entre eleitos e eleitores.

Se fosse, esse cuidado todo, esse pisar em ovos seria dispensável. Não haveria a dicotomia entre o conflito e a harmonia, a devolução de uma medida provisória não renderia crises, não seria fruto de pressões nem sempre bem intencionadas, não geraria retaliações.

A consciência da obediência à Constituição como dever primeiro do cidadão não requer negociações, acertos, reverências, concessões. É autoexplicável e, portanto, autoaplicável.

Plano B

O PT caminha para 2010 com Dilma Roussef, reservando-se, contudo, o direito à descrença sobre as condições objetivas da ministra para se tornar uma candidata presidencial competitiva.

Os petistas não sabem direito quais os planos de Lula, mas estão com ele. Por via das dúvidas, preparam-se para refazer o trajeto à esquerda e retomar o discurso da ética.

Uma sinalização para quem se interessa em pilotar o andar dessa carruagem será a posição do PT em relação ao código de ética do partido, a ser discutido ao longo de 2009.

Se a maioria pedir um código mais ameno, menos "moralista e udenista", significa que há esperança de vitória em 2010. Se prevalecer a defesa aguerrida dos bons costumes, quer dizer que o PT trabalha para voltar à oposição.

Ponto pacífico

Ainda presidente do PMDB, em vias de se licenciar para evitar questionamentos no exercício da presidência da Câmara, Michel Temer põe um ponto final na expectativa de que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, possa se filiar ao partido.

No ano passado, Temer conversou muito a respeito com Aécio; chegaram a falar sobre o rito de passagem e a necessidade de o governador levar junto um grupo expressivo de políticos mineiros, tucanos ou não.

Agora, na avaliação de Temer, o PMDB entendeu (ou quis entender) que Aécio não sai do PSDB; vai disputar posições dentro do partido. "Isso é fato vencido", diz o presidente da Câmara.

AUGUSTO NUNES

Sete Dias

Jornal do brasil - 08/02/09

Bons companheiros – Sarney, Renan e Collor mostraram que nenhuma aliança é impossível

No século passado, se o destino juntasse no mesmo saloon José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, sobraria chumbo até para o pianista. "O presidente Sarney é o maior corrupto do Brasil", recomeçavam o tiroteio Lula e Collor. "O deputado Lula é um primitivo", revidava Sarney – além de "analfabeto", mirava na testa Collor. "O governador de Alagoas é um canalha", puxava o gatilho Sarney, antes que a ascensão e a queda de Collor sugerissem a Lula o tiro de misericórdia: "Foi o mais safado dos presidentes" .

Nada como um século depois do outro. Em 2003, meia hora de conversa (animada por meia dúzia de nomeações) bastou para que Lula e Sarney virassem amigos de infância. Em 2007, na primeira visita do senador Collor ao chefe de governo, ambos foram assaltados pela sensação de que choraram no mesmo berçário. No começo da semana, Sarney e Collor descobriram que cresceram na mesma rua. E se lembraram de que, quando chovia, nadavam na mesma enxurrada frequentada por aquele parceiro pernambucano.

Encerrada a eleição para a presidência do Senado, Lula ficou feliz com a vitória de Sarney, que ficou feliz com o apoio militante de Collor, que ficou feliz por ganhar de presente o comando da Comissão de Relações Exteriores. E todos ficaram felizes com o bom trabalho do ex-amigo, ex-inimigo e novamente amigo dos três Renan Calheiros, que ficou feliz por ter-se vingado do candidato derrotado Tião Viana, o único que não ficou feliz. "Venceu a base aliada", consolou-o Lula, que diria a mesma frase caso o senador petista triunfasse. Há lugar para qualquer partido na "base aliada". E há carteirinhas de sócio sobrando na portaria do Clube dos Amigos do Presidente.

Ali, Lula, Sarney e Collor trocam afagos na mesa principal, sob olhares aprovadores de centenas de associados que também protagonizam parcerias improváveis. A visão panorâmica da paisagem informa que os políticos brasileiros não enxergam diferenças entre o convívio dos contrários e a promiscuidade dos amnésicos de araque.

O Brasil democrático reduziu a anacronismos criminosos certos usos e costumes rotineiros nos grotões – cauterizar feridas morais com sangue, por exemplo, ou interromper com trabucos uma ofensiva retórica. Mas não foram abolidos o sentimento da honra, nem a capacidade de indignar-se, tampouco a regra já vigente no tempo das cavernas: há limites para tudo. Todos podem fixá-las como bem entenderem, mas segue obrigatória a demarcação da fronteira que separa o ataque duro do insulto imperdoável, ou da infâmia que exige rupturas definitivas.

Só quem primeiro perdeu a vergonha consegue encontrar depois dos 50 anos (ou dos 60, ou mesmo dos 70) amigos de infância com os quais nunca conviveu. Só a demissão da autoestima e a capitulação que desonra permitem a celebração de alianças tão chocantes quanto acasalamentos de clubes de swing. A praga das parcerias obscenas só serve para atestar que certas demonstrações de pusilanimidade exigem dos protagonistas muito mais coragem que qualquer ato de bravura.

 Cursinho de direito para crianças

Concebido para enfiar noções jurídicas rudimentares na cabeça de bacharéis aos quais falta memória e sobra esperteza, o cursinho de direito para crianças pescou na discurseira do ministro Tarso Genro os temas explorados na aula inaugural da quarta-feira. Primeiro, Tarso aprendeu que "decisão soberana" pode rimar com "decisão desastrosa". Em seguida, soube o que é dupla cidadania e descobriu por que a Itália não devolveu Salvatore Cacciola ao Brasil. A lição de hoje vai explicar que Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado de Cesare Battisti, merece tanta atenção quanto um camelô acampado no Pelourinho quando berra que o bandido italiano "não teve direito a ampla defesa porque foi julgado à revelia".

Adotado no Brasil, rotineiro nas nações civilizadas, sem parentesco com o arbítrio, o julgamento à revelia quer dizer que o réu não estava no tribunal no momento da sentença. Battisti não esteve porque não quis ou por falta do que dizer. Se fosse mesmo inocente, Battisti teria aparecido com o advogado – se faltasse dinheiro, a Justiça escalaria alguém – pronto para garantir-lhe a absolvição. Em vez disso, fugiu para a França e escondeu-se "em lugar incerto e não sabido". Por ignorar o endereço do acusado, restou ao juiz encarregado do processo intimá-lo pela imprensa. Como Battisti não deu as caras nem mandou representante, foi julgado à revelia. Ele sabia que tinha direito a ampla defesa. Só não sabia o que dizer.

Livro luta paraescapar da morte

Os cinco desembargadores que compõem a 18ª Câmara Cível do Rio de Janeiro vão decidir ainda neste verão o destino do livro Roberto Carlos em detalhes, a excelente biografia do Rei escrita pelo jornalista Paulo César Araújo. No ano passado, já transformada em sucesso de público e crítica poucas semanas depois do lançamento, foi condenada à morte por interdição judicial. Sem ter lido uma única página, Roberto Carlos conseguiu a captura dos volumes em liberdade e a prisão preventiva de eventuais edições. Um memorial do caso e um exemplar do livro foram entregues aos cinco eleitores. A votação também decidirá o destino da censura que não ousa dizer seu nome.

De onde menos se espera nunca sai nada

Pode um parlamentar de quinta ter uma ideia de primeira? Talvez, desconfiaram muitos brasileiros surpreendidos pela proposta do deputado Edmar Moreira, 2º vice-presidente e, por consequência, corregedor da Câmara. Aparentemente, queria transferir para o Judiciário os casos de polícia e os atentados ao decoro protagonizados por pais da pátria. Horas depois, ficou claro que a ideia apenas comprovava que certas demonstrações de covardia exigem de seus protagonistas muito mais coragem que qualquer ato de bravura. "Poderíamos, se tanto, votarmos a admissibilidade e encaminharmos para a Justiça, que é o foro competente", começou a desnudar-se. "Iríamos nos desobrigar de sermos acusados de parcialidade com relação a nossos colegas. Além disso, temos o vício insanável da amizade". Ao estagiar no Conselho de Ética, o autor da proposta absolveu todos os mensaleiros que encontrou pela proa. Quer continuar inocentando todo mundo, com o endosso da turma. O prontuário de Moreira informa que acha que não faltará jamais aos parlamentares a brandura do Judiciário. Um dos itens mais vistosos é o castelo de R$ 25 milhões que esqueceu de incluir nas declarações de bens. Depois de ter perdido de vez a vergonha, vai perder o cargo de corregedor. O substituto continuará inocentando delinquentes. A Justiça continuará tratando com misericórdia fortíssimos candidatos à cadeia. Mas os dois poderes ao menos não poderão culpar-se um ao outro pelo espetáculo da indulgência criminosa.

O REINO DO IDIOTA


DOMINGO NOS JORNAIS

Globo: Planos de saúde lotam as emergências no Rio

 

Folha: Governos gastam US$ 1,9 tri para enfrentar crise

 

Estadão: Brasil aciona OMC contra pacotes de protecionismo

 

JB: O Rio que vence o medo

 

Correio: O mercado ilegal de táxis no DF

 

Valor: Governo coloca em xeque juro alto de banco público

 

Gazeta Mercantil: BC vai gastar US$ 36 bi para ajudar empresas

sábado, fevereiro 07, 2009

GOSTOSA


COMIDA PORTUGUESA

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AGORA É OFICIAL: GOVÊRNO VAI BOTAR NO CU DO BRASILEIRO

Governo compra gel lubrificante para reduzir risco de transmissão do HIV por sexo anal
O Ministério da Saúde adquiriu no fim do ano passado 15 milhões de saches de gel lubrificante. O produto é indicado para ser usado nas relações anais por grupos mais vulneráveis às infecções de HIV, como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O lote foi comprado por R$ 1,1 milhão. 

Segundo o MS, o gel começou a ser comprado pelo Programa Nacional de AIDS, em caráter experimental, em 2001. No fim do ano passado o ministério decidiu ampliar a distribuição do produto no país. 

AGORA FUDEU DE VEZ

Poema da FODA !!


Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.

Uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.

Fodem velhos, fodem velhas,
Fode cão, fodem cadelas.
E pra ficar com cabaço,
Fodem o cu das donzelas.

Fodem moscas e mosquitos,
Fode aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão

Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.

General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
E o Presidente da República
Vive fudendo toda a nação.

Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O Pastor fode o irmão.

Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.

Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para fuder.

E você, meu nobre amigo 
Que agora esta a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se fuder!

colaboração de Apolo             

REIEIRA



VILLAS-BÔAS CORRÊA

Lula desconfia do esquema que armou

JORNAL DO BRASIL- 07/02/09

As imagens do presidente Lula transpirando por todos os poros, a camisa amarfanhada e com manchas de suor, cabelos desgrenhados clamando pelo barbeiro e suspirando pelo pente e os exageros da indignação e da eloqüência, na safra de improvisos que assinala a retomada da campanha na hora certa ou precipitada, como a inauguração da primeira obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Manguinhos, no Rio, passou pela TV a impressão de insegurança, das primeiras dúvidas de quem nunca erra e sabe tudo. Convenhamos que não faltam motivos para justificar as suas apreensões.

Lula aposta as suas fichas no otimismo, embalado pela sua surpreendente biografia e com o arremate dos êxitos setoriais dos seus dois mandatos. E se as coisas deslizavam nos trilhos oficiais, na velocidade registrada pelas pesquisas, que acabam de bater o recorde de aprovação com o fantástico índice de 84%, o fantasma da crise econômica que varre o mundo arranha a nossa porta. Para o presidente é como um insulto pessoal. E é como quem aceita o desafio e provoca o adversário no centro do ringue, o tom da sua eloqüência. Insiste sempre na ciranda do velho realejo: para derrubar a crise é preciso enfrentá-la e não fugir dela.

Na seqüência, Lula repete a fórmula mágica da reinvenção do moto-contínuo: ricos, classe média e mesmo pobres não devem ter medo de dívidas, desde que não façam bobagens. Mas, se as lojas estão oferecendo preços remarcados, com reduções consideráveis nas vendas a prazo, com juros sedutores, a população deve comprar o que precisa ou apenas sonha. Pois é assim que gira a roda: o povo compra, o comércio precisa renovar o estoque e compra nas fábricas e a crise foge, com o rabo entre as pernas. O presidente não descarta, mas estimula a compra do carro novo, com prestações que passam de uma geração a outra, como herança duvidosa. Na troca, por pior que seja o calhambeque, sempre vale alguma coisa.

E prestações em até 90 meses, desde que caiba no salário, acaba não doendo no bolso. Mas, se a crise econômica encosta o governo contra a parede, exigindo cortes de verbas, controle da gastança, não é esta a imagem do governo vista do alto da arquibancada. E ou o governo está escondendo dinheiro debaixo do colchão ou a farra de desperdício nos três poderes sugere um descontrole que vai além do tolerável. Ao assumir pela terceira vez a presidência da Câmara, o elegante deputado Michel Temer, flor do PMDB-SP, anunciou como a sua prioritária preocupação provar como os deputados trabalham em suas bases. Ora, a TV-Câmara transmite todas as sessões da Câmara, não perdendo um aparte.

E mais comissões, CPIs e tudo que tenha um mínimo de suposto interesse para o público. Não basta para o exigente presidente da Casa. É preciso levá-la para todo o país, usando a rede pública de televisão, ou as das assembléias legislativas espalhadas por todos os estados. Tudo em defesa da operosidade dos deputados, que se esbofam nas folgas da semana de três dias úteis, atendendo às demandas dos seus eleitores, das prefeituras e dos estados. Ora, é difícil imaginar que flagrante de deputados pode ter o mínimo interesse para os milhões de telespectadores de todo o país. Festinhas em casas de família? Cochichos com eleitores pedintes, candidatos a uma assessoria na Câmara? Debates com vereadores, inaugurações de obras municipais? Francamente, o Congresso perdeu a noção do ridículo.

Entre outras coisas. Mas é velho o truque de desviar a atenção do que interessa, puxando conversa sobre trivialidades. O Congresso desconversa para não enfrentar a crise verdadeira que corrói a sua autoridade e esvazia as suas desculpas. A decadência do Congresso começou com a mudança para Brasília, em 21 de abril de 1960, uma cidade em obras, sem as mínimas condições de hospedar um governo. Para vencer a resistência de ministros, magistrados, senadores e deputados, além de especialistas, o presidente Juscelino Kubitschek apelou para a simpatia e para o irresistível argumento das mordomias, vantagens, benefícios. Aberta a tranqueira, nunca mais foi possível fechá-la ou simplesmente reduzir a voracidade dos pretendentes empistolados. Não se pode exigir do presidente da Câmara, deputado Michel Temer, que queime o seu cacife eleitoral fechando a porta de acesso ao cofre da Viúva.

DORA KRAMER

 (In) cultura do brasil

 O ESTADO DE SÃO PAULO-07/02/09

Uma das formas mais perversas e cínicas do conformismo mora na ideia de que no Brasil "há uma cultura" que interdita qualquer possibilidade de mudança de hábitos. Aplica-se à lei de Gerson, às pequenas negociatas do cotidiano e às instituições.

Mais correto e revelador de disposição à evolução seria dizer que no Brasil prevalece uma incultura do povo esperto que, mediante alguma tomada de consciência, esforço e consideração a exemplos melhores, pode perfeitamente ser alterada.

O caso do novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira - o primeiro vexame patrocinado pelo Congresso já na abertura dos trabalhos de 2009 -, ilustra bem o enunciado.

Ele defende a retirada de mais uma das prerrogativas do Poder Legislativo, de julgar infrações ao decoro parlamentar, e sua transferência para o Poder Judiciário referindo-se ao "vício da amizade" que prepondera e impede o Parlamento de promover processos isentos.

Com uma única frase o deputado Moreira fez o serviço completo: imprimiu à Câmara a pecha de valhacouto de viciados, apresentou suas credenciais de inaptidão para o posto, deformou o conceito de amizade em ato falho explícito e considerou a situação "absolutamente insanável" e, portanto, deixou patente que o mundo é mesmo assim.

E é, mas quando se quer e se aceita que seja. Como os deputados que, a propósito de solução, propõem um jeitinho: mudar o regimento de forma a que o 2º secretário (cargo de Moreira) não acumule mais a corregedoria. Assim, o deputado pode continuar tranquilamente na Mesa Diretora e ainda é poupado do constrangimento de renunciar.

Fantástico. A Câmara é moralmente aniquilada por um dos seus e corrobora o aniquilamento, protegendo-o. Se tivesse algum pudor às faces (atributo grosseiramente traduzido como vergonha na cara), o deputado tomaria a iniciativa de se retirar de cena. Como não tem, reafirma a disposição de continuar e ainda conta com o beneplácito dos colegas.

De partido, inclusive. O DEM divulgou nota oficial pedindo a renúncia de Moreira e anunciando que mandará seu caso para o conselho de ética. É um ato meramente formal, em face da decisão do Supremo Tribunal Federal de que a Constituição dá a posse dos mandatos aos partidos, às pessoas por eles eleitas.

Se isso serve para a legenda reivindicar a devolução de vagas no Parlamento quando o eleito muda de partido sem uma justa causa, serve também para dar à legenda total responsabilidade sobre a conduta de seus parlamentares.

Entre os deveres do responsável estaria, por exemplo, o cuidado de não indicar para um cargo que acumularia a corregedoria um deputado conhecido por absolver seus pares como princípio, sem cotejo das acusações, conforme demonstram o histórico e as declarações do deputado em questão.

O DEM pode dizer o que quiser, menos que a cigana o enganou. Portanto, cabe-lhe mais do que simplesmente um protesto no papel, até como forma de conferir efetividade àquela sentença do STF, muito mais ampla que a simples autorização para perda de mandato em caso de infidelidade por motivo fútil.

Tal entendimento, entretanto, não tem aceitação, é considerado rigoroso, draconiano, quando não farisaico. Uma interpretação das coisas que só prevalece porque, em larguíssima medida, é respaldada pela sociedade.

Seja por preguiça cívica - travestida de proposital indiferença em relação ao que acontece na "ilha da fantasia" - ou por aquela maneira cínica de expressar o conformismo com a "cultura" arraigada aos meios e modos brasileiros.

As sucessivas renúncias de auxiliares nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por sonegação de impostos de variadas naturezas, mostra como um "outro mundo" é perfeitamente possível.

Caíram antes de assumir porque suas condutas são socialmente inaceitáveis. O presidente Obama pediu desculpas por uma das nomeações, porque se considera devedor de satisfações ao povo de seu País. Se isso é fruto do puritanismo norte-americano, antes puritanos mentalmente soberanos que permissivos espiritualmente subalternos.

Aqui, as dívidas para com o Estado sequer seriam motivo de escândalo. Ainda mais se as contas fossem acertadas a posteriori como se dispuseram a fazer os americanos flagrados em delito.

No máximo, seriam vistos como equívocos de segunda linha, insuficientes para impedir uma pessoa de "servir ao País".

Benevolência originária de uma visão distorcida do que seja o agente público. Lá, quem em algum momento da vida achou por bem ignorar o cumprimento de seus deveres não está apto a prestar serviço que preste.

Aqui é o oposto. Quem não presta faz qualquer serviço, não presta contas ao público, é defendido da perseguição insidiosa dos moralistas e ainda exibe com orgulho o dístico de legítimo representante da cultura do Brasil.

A propósito: o deputado Moreira chocou por causa do castelo e nada mais

GOSTOSA


COMIDA CHINESA

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PARA....INFORMAÇÃO


Aprendam os plurais:

** 1 advogado = um doutor**
** 2 advogados = um escritório**
** 3 advogados = uma reunião**
** 4 advogados = uma quadrilha**

** 1 arquiteto = uma bicha**
** 2 arquitetos = uma bicha e um carnavalesco**
** 3 arquitetos = uma bicha, um carnavalesco e um cabeleireiro**
** 4 arquitetos = uma festa gay**

** 1 carioca = 1 surfista**
** 2 cariocas = 2 surfistas**
** 3 cariocas = 1 boca de fumo**
** 4 cariocas = um arrastão**

** 1 gaúcho = um cabra macho, tchê !**
** 2 gaúchos = uma briga de faca**
** 3 gaúchos = um rodeio**
** 4 gaúchos = uma parada gay**

** 1 baiano = um escritor famoso**
** 2 baianos = uma luta de capoeira **
** 3 baianos = um grupo de axé**
** 4 baianos = um terreiro de macumba**

** 1 petista = um idealista**
** 2 petistas = dois camaradas**
** 3 petistas = bando de terroristas**
** 4 petistas = turma do mensalão*

WODEN MADRUGA

O novo Centro Administrativo


Tribuna do Norte-RN-07/02/09


Uma pergunta que nenhum repórter fez (a imprensa hoje gosta mais de ouvir do que de perguntar e se for na área da especulação política, deixa o resto com o assessor; o assessor sempre brilha), mas vou fazer agora: Para onde irão os milhares de servidores públicos estaduais que superlotam os prédios (são mais de vinte) do Centro Adminstrativo, se tudo aquilo for implodido caso essa ideia absurda se materialize para que ali se construa um “complexo de não sei o que” para  sediar duas peladas da Copa do Mundo?

Para onde  serão transferidas as secretarias, as diretorias, as coordenadorias, as companhias, as fundações, os birôs, os computadores, os telefones, os armários,os arquivos, as geladeiras, os fogões, os aparelhos de ar condicionado, os ventiladores, a sala de massagem (sim, a sala de massagem), o som, o colchão de reserva? Onde será localizado, gente,  o novo Centro Adminstrativo? Quanto custará aos cofres da viúva a construção de tantos novos prédios?

Claro que isso interessa à opinião pública e  à construção civil. Principalmente. Para onde irá, meus senhores e minhas senhoras, o posto de combustível no qual se abastecem todas as viaturas oficiais, inclusive da Polícia e do Corpo de Bombeiros, que é uma das coisas mais curiosas do Centro Adminstrativo, acho até com jeito de atração turística. Tem viatura da Polícia que vem lá dos cafundós de judas da Zona Norte para abastecer ali. Ida e volta (quando volta) lá se vão vinte, trinta quilômetros. Se for pela Ponte da Redinha, fica no meio do caminho, sem gás.  Há casos registrados, sim.

Copa do Mundo

Está surgindo uma favela no final da Beira Canal, logo depois da sede da Cosern, na junção com a avenida do Contorno, em cima mesmo do sinal luminoso de trânsito. Os carros param no vermelho e os caras te cercam. Vem assim derna do ano passado, aumentando cada semana, acompanhando o nível de desenvolvimento desta adorável cidade do Natal.

É uma maloca considerável. Contando, assim de passagem,  acho que passa de cincoenta pessoas. Dormem debaixo das árvores, deitam nas calçadas marginais, usam o riacho do Baldo para experiências fisiológicas, adubando a  paisagem. A comunidade vai aos poucos subindo na direção da antiga Salgadeira. Do outro lado, reina o Passo da  Pátria.

O Poder Público, através de seus orgãos sociais, não toma nenhuma providência. A nova favela já tem nome: Copa do Mundo.

 A fumaça do PAC 

Ouço Mírian Leitão, na CBN, falando sobre o maravilhoso mundo da economia:

- Mais uma semana intensa e de indicadores ruins. Na segunda-feira, houve a divulgação de déficit na balança comercial em janeiro. Há muito tempo isso não aconteceia na economia brasileira.

- Na terça-feira, o indicador da vez mostrou o tombo de 12,4% na produção industrial em dezembro. Número muito ruim e que deu um susto geral. O esperado era queda de 10%.

- Depois tivemos o balanço do PAC, com o governo inflando números. Há muita fumaça e pouca substância.

Na agricultura

A coisa também anda cinza pras bandas da produção agrícola brasileira. Veja o que o Estadão deu ontem: 

- As novas estimativas para a safra agrícola brasileira este ano apontam para uma queda maior do que a que vinha sendo projetada. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que previa uma queda de 5,9%, já trabalha agora com uma perspectiva de redução de 7,6%, com uma colheita de 134,7 milhões de toneladas.

- Em outro cálculo, a Companhia Nacional de Abastecimen to (Conab), que estimava uma redução de 4,9%, prevê agora uma queda de 6,5%. Já o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, tem uma posição ainda mais pessimista. “A quebra pode ficar entre 6% e 8%, resultado que ainda depende das condições climáticas”, afirmou.

Pixinguinha e Villa-Lobos Mas nem tudo está perdido, nem tudo é notícia ruim.  Estou lendo, agora, na Internet, que um duo de violão e flauta está se apresentado em São Paulo interpretando Villa-Lobos e Pixinguinha. No repertório tem ainda Chiquinha Gonzaga e Camargo Guarnieri.

A dupla é formada por  Bebel Ribeiro (flauta) e Rafel Cardoso (violão).


Da chuva 

As chuvas de quinta-feira para o amanhecer de ontem foram mais na região do Seridó. O boletim da Emparn mostra São Vicente com 36 milímetros, Jardim de Piranhas, 22, Timbaúba dos Batistas, 17 e Caicó, 17.


Haja pressão 

A prefeita Micarla de Sousa, estou lendo nas colunas especializadas, teve uma crise de hipertensão. Antigamente chamava-se isso de “pressão alta”. 

A prefeita, que tomou posse coisa de trinta e seis dias apenas, passa bem, depois de atendida na Casa de Saúde São Lucas.

Escabriada, a prefeita não procurou nenhum posto de saúde do município nem, tampouco, foi ao Walfredo Gurgel ou a outro qulquer pronto socorro da rede de saúde pública do Estado.

Seguro morreu de velho.


Garibaldi

O senador Garibaldi Filho passa o final de semana na terrinha, depois dos dias agitados que antecederam e se seguiram à eleição da Mesa do Senado. Volta segunda-feira à Brasilia. Na terça-feira vamos ter novas emoções cívicas, pois haverá a eleição para as comissões técnicas da Casa. Garibaldi é candidato à presidente da Comissão de Estudos Econômicos.