sexta-feira, agosto 03, 2012
Quem é quem - MERVAL PEREIRA
O GLOBO - 03/08
A postura do ministro Ricardo Lewandowski no começo do julgamento do mensalão mostra bem a disposição dele de se fazer um contraponto ao relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.
Opapel de revisor não é o de contestar o relator, o que pode acontecer pontualmente, mas Lewandowski entrou no julgamento com a decisão de marcar sua posição a favor dos réus, sem que se saiba ainda se defenderá a absolvição generalizada ou se atuará em favor de penas brandas, admitindo que houve crime no episódio.
O protagonismo de Lewandowski serviu também para retirar o foco do ministro Dias Toffoli, que se mostrou à vontade para participar do julgamento. A proposta de desmembramento do processo, levantada novamente pelo advogado de defesa Márcio Thomaz Bastos, não precisaria ser analisada tão detalhadamente quanto o fez Lewandowski se ele não estivesse querendo marcar o terreno da defesa, respaldando uma tese que já havia sido rejeitada nada menos que três vezes pelo Supremo.
Foi o que irritou o ministro Joaquim Barbosa, que sentiu na atitude do revisor uma "deslealdade" com ele, pois, nos dois anos em que atuam juntos, não foi avisado de que Lewandowski respaldaria um pedido da defesa para "ressuscitar" um assunto que já estava superado pelo plenário do Supremo.
O próprio Joaquim Barbosa deixou claro que, embora tivesse uma posição anterior igual à de Lewandowski, pelo desdobramento do processo, acatou a decisão da maioria e aceitou a sua integralidade, não sendo razoável voltar ao assunto pela quarta vez, logo no primeiro dia do julgamento.
O fato de ter lido um longo voto, que roubou três horas do julgamento, mesmo depois de o presidente Ayres Britto ter pedido que fosse breve, pois se tratava apenas de uma questão de ordem, mostra que ele, da mesma maneira que se comportou ao liberar sua revisão fora do prazo, não se importa em retardar o processo desde que garanta a publicidade de sua posição. Seria leviano afirmar que Lewandwski se debruçou sobre o tema tão demoradamente dentro de estratégia de inviabilizar o calendário elaborado pelo STF, que permitiria que o ministro Cezar Peluso votasse antes de sua aposentadoria, em 3 de setembro.
Essa é certamente uma estratégia da defesa, e não foi outra a intenção de Thomaz Bastos ao pedir de novo o desmembramento do processo, embora a razão oficial seja de motivação técnica. Na base da defesa do desmembramento está a tentativa de descaracterizar a conexão entre os diversos crimes, esvaziando a tese da Procuradoria Geral da República de que houve formação de uma quadrilha para executar crimes contra o Estado brasileiro. À medida que cada um dos 38 réus fosse julgado isoladamente, ficaria mais fácil manobrar as diversas instâncias de recursos processuais.
O ministro Gilmar Mendes foi direto ao ponto, lembrando que, se os processos fossem encaminhados isoladamente para a primeira instância judicial, quase certamente não teriam chegado a julgamento, e os crimes prescreveriam.
Também o ministro Peluso, lembrando uma reportagem do "Jornal das 10", da Globo News, disse que um juiz que pegasse o processo pela primeira vez teria grandes dificuldades para colocá-lo em julgamento em curto prazo, pois suas muitas mil páginas não permitiriam que se inteirasse do assunto em pouco tempo, mesmo que fosse leitor tão rápido quanto um locutor de corrida de cavalos.
Tudo isso para demonstrar que a retomada da questão do desmembramento só levaria a um retardamento do processo.
A ministra Rosa Weber foi muito feliz ao dizer que os ministros estavam ali para levar adiante o processo, e não assumir posições que signifiquem um retrocesso. O cronograma inicial organizado pela presidência do Supremo já está prejudicado e, dependendo da leitura do voto do revisor, que tem mais de mil páginas de contraposições ao do relator, poderá ficar ainda mais inviabilizado.
A grande discussão será, então, sobre a possibilidade de o ministro Cezar Peluso antecipar seu voto, fazendo-o logo depois dos votos do relator Joaquim Barbosa e do revisor Ricardo Lewandowski.
É previsível que advogados questionem esse voto, pois Peluso não ouvirá o voto de vários de seus pares e não poderá mudar sua posição depois de aposentado; os demais ministros podem fazê-lo até o fim do julgamento. Ficou claro que há na maioria dos ministros do Supremo uma decisão de levar o julgamento adiante, independentemente da posição pessoal de cada um. Voltar atrás no julgamento a esta altura seria uma desmoralização para a instituição.
Tempo, tempo... - SONIA RACY
O ESTADÃO - 03/08
Código Penal em mãos, os ministros usarão a chamada dosimetria “a dose do remédio”, nas palavras de um dos magistrados para calcular as penas dos que forem condenados. “Não é brincadeira, mas estamos preparados”, ponderou à coluna Luiz Fux. “Só receio que o plenário vire uma feira livre” ,emendouo sempre polêmico Marco Aurélio Mello.
Tempo 2
Para memorizar os personagens do escândalo, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, instalou até uma lous a em seu gabinete com os nomes de todos os réus, agrupados de acordo com as acusaçõe s do Ministério Público. “É cacoete de professor”, declarou.
Seuvoto é dos mais esperados.
Nova musa?
Sai Andressa Mendonça de cena –- por decisão da Justiça, ela não pode ter nenhum contato com os investigados –, entram novas candidatas a musa do caso Cachoeira.
Kelly, mulher de Geovani Pereira da Silva, contador foragido do bicheiro, apareceu em uma audiência em Brasília de jeansjusto e regatapretadecotada. Equilibrava-se em saltos altíssimos e passou o tempo todo de óculos escuros.
Musa 2
Já Karina, mulher de Gleyb Ferreira, braço direito de Cachoeira,faz alinhadiscreta. Sai Hermès e entra Dudalina. “É o que gosto de usar”, explica.
Após deixar a sombra de Andressa, ela até conversou. Falou do drama que vive com o marido na cadeia. Em audiência em Goiânia, caiu no choro ao ouvir a cara-metade falar que passa os dias avaliando “se vale a pena viver ou não”.
Bola na rede
E tem ministro comparando o julgamento do mensalão a clássico de futebol: “É Brasil e Argentina na Bombonera”. Fato.
Esclarecendo
Aproposta de Kakaypara Cezar Peluso. O advogado defende que o ministro do STF seja o último a votar, para que possa ouvir seus pares antes de fazê-lo – já que, provavelmente, não estará presente nas discussões finais.
E se não dertempo de elevotar antes da aposentadoria, em 3 de setembro? “Não vota.”
Tricolor
O marketing do São Paulo FC está sem diretor. Rogê David deixou o posto para se dedicara sua empresa de viagens.
O clube quer, agora, profis sionalizar o cargo e convidou Rui Branquinho, VP de Criação da Y&R.
Troca da guarda
Marcelo Ferro e Marcelo Trindade, notáveis advogados de contenciosos, assumiram as rédeas das negociações entre Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri.
Zelo
Operação de guerra para que as telas de Van Gogh, Monet e Manet cruzassem o Atlântico e chegassem à exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, que abre amanhã no CCBB. Abordo de seis aviões, as obras vieram em caixas climatizadas –- sob o olhar atento de responsáveis do Musée D’Orsay. Com direito, ainda, a período de repouso antes de serem desembaladas.
Entende-se. É a primeira vez que esse patrimônio francês deixa o museu parisiense.
Direto das Olimpíadas
Se na sala onde os nadadores ficam antes de entrar na prova, o clima é de intimidação, um filme no YouTube faz sucesso entre todos eles. Produzido pela equipe norte-americana, já tem mais de 300 mil acessos. Ao som de Carly Rae Jepsen, mostra a delegação dos EUA fazendo estripulias na piscina e dublando o hit. Com direito a participação de Michael Phelps e até beijinho de Ryan Lochte. O nadador americano, aliás, levou a família para apoiá-lo em Londres. Sua mãe, Ike, afirmou à coluna que todos acreditam ser esta a “olimpíada dele”. E que já estão ansiosos pela próxima, no Rio de Janeiro.
Já no vôlei feminino, nem a derrota para a Coreia do Sul desanimou Ana Moser. A exjogadora acredita que as coisas ainda podem mudar: “São 15 dias de muita pressão e o time passou por reconstruções importantes”, afirma. Sobre o polêmico corte da levantadora Fabíola, Ana disse entender José Roberto Guimarães: “São só 15 jogadoras, alguém tem de ser cortado”.
No hipismo, nossa amazona Luiza Almeida está tranquila. A moça chegou a Londres dia 27 e ficou descansando até domingo, quando seu cavalo, Pastor, chegou. Luiza passou os últimos dois meses treinando na Alemanha, investimento que contou com incentivo do COB. Depois de ver Zara Phillips, neta da rainha Elizabeth II, competindo que Luiza enfatizou à coluna: “É uma cavaleira excepcional”. Detalhe: o hipismo tem sido o esporte que mais atraiu público até agora nos Jogos. Cerca de 65 mil pessoas assistiram ao segundo dia de competição.
Gente que trabalha no mercado de luxo em Londres anda reclamando da falta de compradores. A maior parte das lojas de alta costura, por exemplo, está às moscas.
E quem teve seu ataque fashionista foi Maria Sharapova. A tenista russa pediu a Martin Lotti, homem dos uniformes da Nike, que lhe desenhasse algo bonito. Ele contou à coluna que a moça “se sente mais confiante” e “joga melhor” quando usa algo que a deixa elegante.
DNA do mensalão - FERNANDO GABEIRA
O Estado de S.Paulo - 03/08
O mensalão, para os juízes, é um processo de 50 mil folhas. Para mim, é matéria de memória. Maio de 2005 é um marco na política brasileira. Mas não um relâmpago em céu azul.
É um marco porque ficou evidente, naquele mês, que o PT jamais cumpriria uma de suas maiores promessas de campanha: ética na política. A entrevista do então presidente Lula em Paris, tentando justificar o mensalão, ainda menciona a responsabilidade ética do partido, mas com uma dose de convicção tão pequena que entendi como um adeus à bandeira do passado. Eu já havia deixado o PT e a base do governo em 2003. O escândalo do mensalão foi, no entanto, uma tomada de consciência popular de que a ética na coalizão do governo era só propaganda.
O termo mensalão cresceu porque foi bem escolhido. Roberto Jefferson, ao usá-lo pela primeira vez, não ignorava o apelo popular de um aumentativo. Na TV, as feiras de carros são anunciadas como feirão, as lojas de atacado, como atacadão e até os estádios de futebol, Engenhão, Barradão, Mineirão, seguem o mesmo caminho. Um setor que ainda acreditava nas promessas do PT se sentiu traído, como se o armário do quarto escondesse um amante: Ricardão.
Não foi um relâmpago em céu azul. Lula estava cansado de perder eleições. Decidiu disputar em 2002 com as condições profissionais dos adversários. Começou aí a necessidade de captar em grande escala. Programas de TV são dispendiosos. Mulheres grávidas desfilando a esperança, muitas câmeras, luz, gruas, tudo isso custa dinheiro.
Uma vez no poder, era preciso controlar os aliados, garantir sua sobrevivência política e, em troca, sua fidelidade. Agora o dinheiro corria mais fácil.
A primeira tentativa de combater o estrago do mensalão foi afirmar que jamais existiu com rigor temporal. Não havia pagamentos mensais, dizia a defesa. Mas que importância legal tem isso? O dinheiro era distribuído aos líderes dos partidos amigos. O apartamento do deputado José Janene, do PP, era chamado de pensão pelos deputados que o frequentavam. Talvez lhes pagasse quinzenalmente. Seria apenas um quinzenão.
Segundo a ex-mulher de Valdemar Costa Neto, em depoimento na Câmara, ele gastou numa só noite de cassino o equivalente a US$ 300 mil. Pode muito bem ter dado o cano nos deputados naquele mês, ou pago apenas um vale para acalmá-los. Quem jamais saberá?
A segunda tentativa de atenuar os estragos do mensalão foi o uso da novilíngua: eram apenas sobras de campanha, mero crime eleitoral. Tão brando que nem poderíamos chamar esse dinheiro de caixa 2, mas de recursos não contabilizados. Era tanto dinheiro em cena que recursos não contabilizados não conseguiam explicá-lo. Surgiram, então, empréstimos do Banco Rural e do BMG. O dinheiro foi emprestado por bancos que não cobram juros nem acossam devedores. Bancos amigos.
O relatório da CPI indicou com bastante clareza de onde veio o dinheiro: do Banco do Brasil e da Visanet. Naufragou ali a última atenuante: o dinheiro do mensalão, num total de R$ 100 milhões, é público.
Lembro-me como se fosse hoje do depoimento de Duda Mendonça. Ele anunciou a alguns deputados que iria falar. E falou: recebeu dinheiro do PT no exterior, pouco mais de R$ 10 milhões, que nunca mais retornariam ao País.
O episódio do mensalão não evitou que Lula vencesse as eleições em 2006 e, quatro anos mais tarde, elegesse Dilma Rousseff. A força eleitoral do PT manteve-se e as consequências políticas pareciam neutralizadas. O dinheiro continuou fluindo em campanhas milionárias e o partido, como os comunistas italianos, poderia até montar uma sólida estrutura econômica alternativa. Mas as consequências políticas não morrem tão cedo.
O julgamento do caso vai recolocá-lo na agenda política. Não acredito que possa modificar o curso das eleições. Será apenas uma nova dimensão a considerar. Muito se falou que a CPI do Cachoeira iria ofuscar o julgamento do mensalão. Deve ocorrer o contrário: o julgamento vai conferir importância à CPI do Cachoeira. A mensagem é simples: mesmo quando não há consequências políticas imediatas, a corrupção ainda tem toda uma batalha legal pela frente.
O PT vai se distanciar do mensalão, Dilma também. Dilma distanciou-se da Delta, de Fernando Cavendish, mas seu governo continua a irrigar os cofres da empresa fantástica. É compreensível a distância. No caso do mensalão, ela nos faz crer que todo o mecanismo foi montado pelo cérebro do ex-ministro José Dirceu, que operava num paraíso de inocentes. No da Delta, a distância convida-nos a crer que tudo se passou numa obscura seção goiana da empresa.
Nas paredes de cadeia sempre há esta inscrição: aqui o filho chora e a mãe não ouve. A mãe do PAC finge que não ouve os choros da Delta. Grande administradora, não desconfiou que a empresa que mais trabalhava nas obras do PAC era, na verdade, um antro de picaretagem. Assim como Lula não sabia que houve o mensalão. Todo aquele dinheiro rolando a partir da campanha de 2002 era um milagre político. É um senhor que me ajuda, como diria a mulher bonita vivendo súbita prosperidade. É tudo um tecido de mentiras que ainda não se rasgou no Brasil. No mensalão era uma agência de publicidade de Marcos Valério que despejava grandes somas nas contas dos políticos. O nome dela era DNA. Recentemente, foram as empresas fantasmas da Delta que realizaram essa tarefa.
Em 2005 ainda havia um mínimo de combatividade parlamentar para buscar a verdade. Hoje nem com isso podemos contar. O mensalão arrasta-se como um vírus mutante pela História moderna do Brasil. Mas a corrupção não é uma fatalidade genética. E o grande equívoco de alguns marxistas vulgares é supor que ela é um componente natural, insuperável, diante do qual a única reação sensata é tirar proveito.
Sete anos o Brasil esperou para julgar o mensalão. Sete anos mais vamos esperar pelo júri da Delta. E mais poderíamos esperar, não fora para tão longa sede tão curta a vida.
Day after - VERA MAGALHÃES - PAINEL
FOLHA DE SP - 03/08
Com o atraso no cronograma, advogados dos réus do mensalão já estudam os cenários possíveis caso o ministro Cezar Peluso se aposente em setembro sem votar. Em caso de empate, não está claro para a defesa se a decisão seria em favor dos acusados ou se o presidente Ayres Britto arbitraria. Apenas um entendimento é consensual: ainda que Dilma Rousseff nomeie o substituto durante o julgamento, ele não poderá dar seu voto, uma vez que Peluso já se manifestou.
Fla-Flu Defensores dos réus vibravam com os elogios dos ministros ao voto de Ricardo Lewandowski, que avaliaram como desagravo à "deselegância" de Joaquim Barbosa com o revisor. Mas ficaram desolados com o placar amplamente contrário à tese do desmembramento.
Bolsa... Com a abertura de duas vagas no Supremo até o fim do ano, advogados estrelados já apostam no nome de Arnaldo Malheiros, que defende do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares no processo do mensalão, para ocupar uma das cadeiras.
... de apostas Surpreso, o criminalista afirma que, se for chamado, encarará como uma "missão". Ele lembra que o salário é bem inferior aos ganhos com escritórios de advocacia. "O Eros Grau falava que perdia R$ 1 milhão por ano", diz, referindo-se ao ministro aposentado.
Eu? Decano do STF, o ministro Celso de Mello confidenciou a um colega que não pretende deixar a Corte após o julgamento do mensalão.
Na ativa Apesar da alta só estar prevista para domingo, Roberto Jefferson, diagnosticado com câncer no pâncreas, despachou ontem o dia todo do hospital em que está internado, no Rio. Enquanto começava o julgamento do mensalão, no qual é réu, ele recebeu dirigentes petebistas para discutir estratégias para as eleições.
Não é comigo Na reabertura dos trabalhos da Câmara, apenas os líderes das bancadas do PT, PSDB, DEM, PPS e PSOL trataram do mensalão. Deputados dos outros 17 partidos com representação na Casa ignoraram o julgamento nos pronunciamentos em plenário -inclusive o PTB, hoje presidido por Jefferson, delator do esquema.
Hora do rush Simultaneamente ao início do julgamento, João Paulo Cunha (PT-SP), único réu que disputa a eleição, falava sobre o "trânsito caótico" de Osasco em reunião com aliados no Sindicato dos Bancários.
Veja bem José Roberto Batocchio diz que arrolou no processo de Flávio Maluf testemunhas na Síria, no Egito, no Afeganistão e no Iraque porque a Eucatex tem negócios nesses países. Da mesma forma, diz ele, o Ministério Público usou documentos produzidos no exterior.
Sem teto Guilherme Afif reagiu ontem à limitação do ingresso de secretários em conselhos de estatais, anunciada por Geraldo Alckmin. "Sou contra. Suplementar a remuneração é legítimo e ajuda a qualificar o governo", diz o vice-governador, fora da lista de bonificados.
Padrinhos Eduardo Campos (PSB) fará corpo a corpo hoje ao lado de Jonas Donizette, seu candidato em Campinas, praça na qual duelará com Lula como cabo eleitoral. Aliado nacional do governador pernambucano, o ex-presidente promete ajudar Márcio Pochmann (PT).
Visita à Folha Ricardo Annes Guimarães, presidente do BMG, visitou ontem a Folha. Estava com Márcio Alaor de Araújo, vice-presidente executivo do banco, Marcus Vinícius Fernandes Vieira, advogado, e Luiz Sales e Daniel Bruin, diretores da SPGA Comunicação.
com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI
tiroteio
"Pela Constituição, todo o cidadão é inocente até se prove o contrário. A PM condena e mata. Só depois vê a ficha de quem aborda."
DO DEPUTADO ESTADUAL ENIO TATTO (PT), sobre o paciente de câncer confundido com criminoso e ofendido em blitz na zona leste paulistana.
contraponto
Dança das cadeiras
Com a superlotação do plenário do STF, ontem, advogados dos réus não conseguiram lugares para sentar no local reservado à defesa e tiveram de buscar cadeiras vagas na plateia. Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defensor de Duda Mendonça, questionou o advogado de José Dirceu, José Luis Oliveira Lima, o Juca:
-Arrumou lugar ou vamos ficar em pé?
Sem resposta, Kakay emendou, arrancando um sorriso amarelo do colega:
-Se o ministro Toffoli se disser impedido vai sobrar um lugar ali. Um de nós pode ficar sentado...
À beira de um ataque... - ILIMAR FRANCO
O GLOBO - 03/08
Irritado com uma declaração à imprensa do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-RR), o ministro Gilmar Mendes (STF) ligou na segunda-feira e avisou: "O senhor não me conhece, sou um homem de enfrentamentos." O senador ouviu os protestos e respondeu: "Ministro, muito prazer. Eu também não costumo fugir de uma boa briga" Gilmar bateu o telefone.
O Planalto e o mensalão
A presidente Dilma pediu que ninguém no governo falasse em mensalão, mas todos os dias, no Planalto e na Esplanada, governistas, petistas ou não, trocam impressões sobre o julgamento. A grande preocupação do Planalto é preservar o ex-presidente Lula, que, como se sabe, é uma reserva moral do governo Dilma. Os petistas no governo também se preocupam com o destino do ex-ministro José Dirceu, sobretudo no caso de ele receber uma condenação. Entre os aliados, o temor é outro. Em caso de absolvição, preveem uma forte pressão das bases petistas pela sua reabilitação, com a nomeação para um ministério ou assumindo o comando do partido.
“Este julgamento vai transformar os ministros do STF em árbitros de futebol. Suas decisões vão ser discutidas na imprensa e nos bares”Sérgio Guerra
Presidente do PSDB e deputado federal (PE)
Tucanos recorrem a especialistas
O PSDB contratou duas empresas de auditoria para analisar e cruzar todos os dados bancários, recebidos pela CPI do Caso Cachoeira que envolvem a Construtora Delta e os integrantes da organização do contraventor Carlos Cachoeira.
Vou festejar...
Ao contrário da maioria dos petistas, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) faz festa para o governador Eduardo Campos (PE). Na homenagem ao socialista, anteontem no Rio, afirmou que ficava "impressionado" com petistas incomodados com a projeção nacional do PSB e de Campos. E concluiu: "É melhor os companheiros crescerem do que os adversários."
De volta ao passado
José Dirceu se encontrou no fim da semana passada com Lula, em São Paulo. Procurou o ex-presidente para conversar sobre o julgamento. Estava apreensivo com o resultado. Lula desejou boa sorte ao seu ex-braço-direito no Planalto.
Mensalão: quem se beneficiou
Foi o PMDB quem faturou com o escândalo do mensalão. Sua votação para a Câmara dos Deputados em 2006 subiu de 13,4% (2002) para 14,5%. A do PT caiu de 18,4% para 14,9%. A oposição despencou. O PSDB caiu de 14,3% (2002) para 13,7% (2006), e para 11,9% (2010). O DEM caiu de 13,4%, para 10,9% e para 7,5%.
Demóstenes nas redes sociais
Como fizeram o ex-ministro José Dirceu e o presidente do PTB, Roberto Jefferson, quando foram cassados na Câmara por causa do mensalão, o ex-senador Demóstenes Torres vai criar blog para se defender no Caso Cachoeira.
Um comunista quer se dar bem
Candidato a vereador pelo PCdoB em Caxias, interior do Maranhão, Batista Barros adotou como slogan: "Eu quero é me dar bem’! Nos seus cartazes, acrescenta: "Prefiro perder com a verdade do que ganhar mentindo’!
A oposição na Câmara só dá quorum para votar se o governo tiver cumprido sua promessa de empenhar suas emendas ao Orçamento da União.
Irritado com uma declaração à imprensa do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-RR), o ministro Gilmar Mendes (STF) ligou na segunda-feira e avisou: "O senhor não me conhece, sou um homem de enfrentamentos." O senador ouviu os protestos e respondeu: "Ministro, muito prazer. Eu também não costumo fugir de uma boa briga" Gilmar bateu o telefone.
O Planalto e o mensalão
A presidente Dilma pediu que ninguém no governo falasse em mensalão, mas todos os dias, no Planalto e na Esplanada, governistas, petistas ou não, trocam impressões sobre o julgamento. A grande preocupação do Planalto é preservar o ex-presidente Lula, que, como se sabe, é uma reserva moral do governo Dilma. Os petistas no governo também se preocupam com o destino do ex-ministro José Dirceu, sobretudo no caso de ele receber uma condenação. Entre os aliados, o temor é outro. Em caso de absolvição, preveem uma forte pressão das bases petistas pela sua reabilitação, com a nomeação para um ministério ou assumindo o comando do partido.
“Este julgamento vai transformar os ministros do STF em árbitros de futebol. Suas decisões vão ser discutidas na imprensa e nos bares”Sérgio Guerra
Presidente do PSDB e deputado federal (PE)
Tucanos recorrem a especialistas
O PSDB contratou duas empresas de auditoria para analisar e cruzar todos os dados bancários, recebidos pela CPI do Caso Cachoeira que envolvem a Construtora Delta e os integrantes da organização do contraventor Carlos Cachoeira.
Vou festejar...
Ao contrário da maioria dos petistas, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) faz festa para o governador Eduardo Campos (PE). Na homenagem ao socialista, anteontem no Rio, afirmou que ficava "impressionado" com petistas incomodados com a projeção nacional do PSB e de Campos. E concluiu: "É melhor os companheiros crescerem do que os adversários."
De volta ao passado
José Dirceu se encontrou no fim da semana passada com Lula, em São Paulo. Procurou o ex-presidente para conversar sobre o julgamento. Estava apreensivo com o resultado. Lula desejou boa sorte ao seu ex-braço-direito no Planalto.
Mensalão: quem se beneficiou
Foi o PMDB quem faturou com o escândalo do mensalão. Sua votação para a Câmara dos Deputados em 2006 subiu de 13,4% (2002) para 14,5%. A do PT caiu de 18,4% para 14,9%. A oposição despencou. O PSDB caiu de 14,3% (2002) para 13,7% (2006), e para 11,9% (2010). O DEM caiu de 13,4%, para 10,9% e para 7,5%.
Demóstenes nas redes sociais
Como fizeram o ex-ministro José Dirceu e o presidente do PTB, Roberto Jefferson, quando foram cassados na Câmara por causa do mensalão, o ex-senador Demóstenes Torres vai criar blog para se defender no Caso Cachoeira.
Um comunista quer se dar bem
Candidato a vereador pelo PCdoB em Caxias, interior do Maranhão, Batista Barros adotou como slogan: "Eu quero é me dar bem’! Nos seus cartazes, acrescenta: "Prefiro perder com a verdade do que ganhar mentindo’!
A oposição na Câmara só dá quorum para votar se o governo tiver cumprido sua promessa de empenhar suas emendas ao Orçamento da União.
Essência da causa - DORA KRAMER
O Estado de S.Paulo - 03/08
Se o mensalão é o maior escândalo da história da República, só a invenção de artefato de medição comparativa seria capaz de dizer.
O documento importante aqui não é o tamanho, mas a essência da causa: o mercadão em que governos e partidos fazem suas operações de compra e venda pela primeira vez será submetido aos ditames do Código Penal e da Constituição.
Trata-se de um marco a partir do qual tais negociatas perdem o status de prática comum, aceita e tida como inevitável, para se tornar objeto de escrutínio criminal.
Isso faz toda a diferença. Impõe barreira ao desenfreado cinismo dos defensores da tese de que política sempre se fez com mãos sujas e que assim deve continuar a ser feito.
Ainda que as provas não sejam suficientes para condenar os réus, não será possível demonstrar a inexistência dos fatos como pretendem os acusados. Ao fim do julgamento, o máximo que poderão obter é a absolvição, nunca a anulação da realidade.
Esta está posta na trajetória a ser rememorada diariamente nas próximas semanas: desde a primeira notícia, desmentida, em setembro de 2004, até o início da apreciação formal da ação penal.
Entre esses dois momentos houve a delação de um integrante do esquema, as investigações de uma comissão parlamentar de inquérito, a inspeção do Ministério Público, o oferecimento da denúncia, a aceitação pelo Supremo Tribunal Federal de que havia base para a abertura de um processo e, finalmente, o momento da decisão.
Nada disso pode ser ignorado, bem como tudo isso deve ser visto sob a perspectiva de saúde das engrenagens institucionais que, obviamente, se assim decidiram que se chegasse até aqui não foi por se associarem a uma conspiração ou aderirem a uma fantasia da oposição em conluio com a imprensa.
A materialidade dos acontecimentos é que os fez transitar da boataria de corredores no Congresso até o julgamento no Supremo.
Se não houvesse substância, não haveria 50 mil páginas de processo sobre as quais a Corte se debruça desde ontem no exame daquele que pode ou não ser o maior escândalo da história da República.
Tanto faz como tanto fez seu tamanho ou denominação. Se a narrativa recebe o apelido de mensalão ou a designação jurídica e ultimamente considerada politicamente correta de ação penal 470, não importa.
Interessa menos o nome que as coisas têm se, na essência, elas são como são. E nesse caso são ações de apropriação do patrimônio público por grupos políticos que usam a delegação popular como salvo-conduto para prevaricar na execução de projetos de continuidade no poder.
Se o mensalão é o maior escândalo da história da República, só a invenção de artefato de medição comparativa seria capaz de dizer.
O documento importante aqui não é o tamanho, mas a essência da causa: o mercadão em que governos e partidos fazem suas operações de compra e venda pela primeira vez será submetido aos ditames do Código Penal e da Constituição.
Trata-se de um marco a partir do qual tais negociatas perdem o status de prática comum, aceita e tida como inevitável, para se tornar objeto de escrutínio criminal.
Isso faz toda a diferença. Impõe barreira ao desenfreado cinismo dos defensores da tese de que política sempre se fez com mãos sujas e que assim deve continuar a ser feito.
Ainda que as provas não sejam suficientes para condenar os réus, não será possível demonstrar a inexistência dos fatos como pretendem os acusados. Ao fim do julgamento, o máximo que poderão obter é a absolvição, nunca a anulação da realidade.
Esta está posta na trajetória a ser rememorada diariamente nas próximas semanas: desde a primeira notícia, desmentida, em setembro de 2004, até o início da apreciação formal da ação penal.
Entre esses dois momentos houve a delação de um integrante do esquema, as investigações de uma comissão parlamentar de inquérito, a inspeção do Ministério Público, o oferecimento da denúncia, a aceitação pelo Supremo Tribunal Federal de que havia base para a abertura de um processo e, finalmente, o momento da decisão.
Nada disso pode ser ignorado, bem como tudo isso deve ser visto sob a perspectiva de saúde das engrenagens institucionais que, obviamente, se assim decidiram que se chegasse até aqui não foi por se associarem a uma conspiração ou aderirem a uma fantasia da oposição em conluio com a imprensa.
A materialidade dos acontecimentos é que os fez transitar da boataria de corredores no Congresso até o julgamento no Supremo.
Se não houvesse substância, não haveria 50 mil páginas de processo sobre as quais a Corte se debruça desde ontem no exame daquele que pode ou não ser o maior escândalo da história da República.
Tanto faz como tanto fez seu tamanho ou denominação. Se a narrativa recebe o apelido de mensalão ou a designação jurídica e ultimamente considerada politicamente correta de ação penal 470, não importa.
Interessa menos o nome que as coisas têm se, na essência, elas são como são. E nesse caso são ações de apropriação do patrimônio público por grupos políticos que usam a delegação popular como salvo-conduto para prevaricar na execução de projetos de continuidade no poder.
O BOLÃO DOS ADVOGADOS DOS RÉUS DO MENSALÃO - MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SP - 03/08
"O Marco Aurélio [Mello] subiu no telhado", diz um dos principais advogados do mensalão enquanto vê o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) atirar na direção de outro magistrado, José Antonio Dias Toffoli, na edição do "Jornal Nacional" de anteontem.
Os defensores dos principais réus do caso estão com os olhos grudados na tela da TV Globo. Reunidos no bar da cobertura do hotel Naoum, eles veem Marco Aurélio dizer que será "triste" e "constrangedor" para o STF decidir se Toffoli pode ou não julgar o caso -ele foi advogado do PT no passado.
Marco Aurélio era até então computado como voto eventualmente favorável aos principais réus. Ele já tomou posição impopular em vários processos e sempre criticou ministros que votam "com a turba". Ao dar a entrevista à Globo, no entanto, o ministro sinalizava, na opinião de vários advogados, que votará pela condenação.
E Toffoli? Aguentaria a pressão do "Jornal Nacional" ou se declararia impedido de julgar, perguntavam-se alguns. "Ele é um pouco medroso", opinava um deles. "Não é, ele vai votar, sim", dizia outro. Toffoli era considerado voto certo pela absolvição. "Nós podemos cair num paradoxo de ele ficar no julgamento, mas ficar fraco e condenar um monte de gente", afirmava um terceiro.
A cobertura do Naoum vai ficando cada vez mais cheia. Vários advogados chegam para se juntar aos ex-ministros Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias e aos advogados Arnaldo Malheiros Filho e Celso Vilardi, hospedados lá. Alguns tomam uísque. Outros, cerveja ou água.
O "JN" é o tema da conversa. Muitos deles consideram que as reportagens longas e diárias, em que as acusações contra os réus são repetidas várias vezes em horário nobre, podem influenciar mais alguns ministros, que teriam "medo" do telejornal, do que as defesas que farão de seus clientes no tribunal.
Dez advogados saem para um restaurante. Thomaz Bastos, Dias e Malheiros ficam no hotel. Querem dormir cedo.
Num táxi, a caminho do jantar, os palpites se avolumam. Delúbio Soares dificilmente escapará da condenação. Alguns réus terminarão o mês presos e algemados. Mas pelo menos uns dez serão absolvidos.
Sob a condição de não terem seus nomes publicados, os advogados dão à coluna suas opiniões sobre os votos de cada ministro no caso do principal réu: José Dirceu.
A ministra Cármen Lúcia? "Essa condena até Papai Noel na véspera de Natal", opina um advogado. "Eu já acho que ela absolve até Judas na véspera do enforcamento", palpita o taxista, provocando risos gerais.
O ministro Joaquim Barbosa? Condena. Carlos Ayres Britto? Condena. Marco Aurélio Mello? "Ele não subiu no muro, ele já se atirou da janela. Condena todo mundo", prossegue o advogado.
O ministro Ricardo Lewandowsky? "Ele vem com um grande voto. Vai dar a volta por cima." Todos concordam. Toffoli? Absolve. Luiz Fux? Absolve. "Mas ele é meio vaidoso", opina outro.
Em relação aos demais, as opiniões se dividem.
A ministra Rosa Weber? Mistério. "Não sei. Todos achavam que sim, absolveria, pela ligação com a presidente Dilma Rousseff. Mas ela me recebeu com uma frieza glacial", diz um dos defensores. "Tá todo mundo assustado, porque ela chamou o juiz Sergio Moro para auxiliá-la. Ele é muito duro, condenador", afirma outro.
O ministro Cezar Peluso? "Pau", diz um advogado. "Ele odeia o José Dirceu." Quando já estava indicado para o STF, Dirceu quase teria conseguido convencer o então presidente Lula a trocá-lo por outro candidato, o juiz Dirceu Aguiar Cintra. "Quem não deixou foi o Márcio [Thomaz Bastos, então ministro da Justiça]." Outro discorda: "Ele é garantista, vai dar um voto bom, vai surpreender".
Ministro Gilmar Mendes? Considerado até o começo do ano um voto favorável, passou a ser uma dúvida entre os advogados depois de se desentender com o ex-presidente Lula e de ser atacado por petistas. "É um baita juiz, garantista. Se um dia eu fosse acusado, queria ter o ministro Gilmar como meu julgador. Mas, hoje, para nós, é uma incógnita."
E enfim o decano, Celso de Mello. É quase um consenso que o ministro é "o melhor", "o mais independente", "o menos vaidoso". Sobre seu voto, no entanto, ninguém arrisca nem sequer um palpite.
DA HORA
A atriz Giovanna Ewbank foi conferir o lançamento de uma coleção de relógios numa joalheria anteontem, no shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia. A apresentadora Ana Luiza Castro também esteve no coquetel.
FILOSOFAR EM ALEMÃO
O livro "Saraminda", do senador José Sarney (PMDB-AP), ganhará versão em alemão. A Fundação Biblioteca Nacional deu bolsa de US$ 5.000 para a editora Königshausen & Neumann traduzir o título. O site de Sarney reproduz crítica em que o antropólogo Claude Lévi-Strauss fala do "poderoso lirismo" da obra sobre uma mulher negra "que domina todos a sua volta".
NEGÓCIO DA CHINA
"O Aleph", de Paulo Coelho, também entrou no programa de tradução de obras brasileiras -será reescrito em mandarim. Mais autores traduzidos: Machado de Assis e Clarice Lispector.
TELÃO DA JUSTIÇA
O bar Ilha das Flores, no Morumbi, exibe hoje o julgamento do mensalão em um telão. Um dos fregueses do local é o advogado de José Genoino, Luís Fernando Pacheco. Colegas de Pacheco combinaram de se encontrar lá para assistir à sua performance na TV Justiça.
BANDO DE LOUCOS
O Timão voltará ao cinema com "1976 - O Ano da Invasão Corintiana", da produtora Canal Azul. A obra contará o episódio em que cerca de 70 mil torcedores viajaram ao Rio para ver um jogo contra o Fluminense (deu empate: 1 a 1).
Consulta com pai de santo e farra de jogadores no motel estão entre as pistas que o diretor Ricardo Aidar pretende investigar no documentário. O filme tem orçamento de R$ 2 milhões.
ESQUECERAM DE MIM
Na terça à noite, gritos foram ouvidos na Câmara Municipal de SP. A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal foram chamadas. Descobriram que o funcionário responsável pela biblioteca havia trancado a sala com uma pessoa lá dentro. O esquecido foi Alexandre Matias Junior, advogado que trabalha com o presidente da Câmara, o vereador José Police Neto (PSD-SP).
A MEDUSA É DELE
A exposição "Caravaggio e seus Seguidores" foi inaugurada anteontem em SP, no Masp. A mostra traz 22 obras do artista italiano e de alguns pupilos dele. Estavam no evento o italiano Alberto Zoffili, dono da primeira versão da pintura "Medusa". A colecionadora Maria Lúcia Segall também passou pelo coquetel.
CURTO-CIRCUITO
Os músicos Curumim e Lucas Santtana se apresentam hoje no Cine Joia, na Liberdade, a partir das 21h. Classificação etária: 18 anos.
O estilista Oskar Metsavath, da Osklen, e Emicida estão no The Creators Project, que acontece hoje e amanhã, no espaço Moinho Eventos, na Mooca.
Maria Pia Finocchio dirige de hoje a domingo apresentação de 70 grupos regionais no Memorial da América Latina. Livre.
com ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, LÍGIA MESQUITA e OLÍVIA FLORÊNCIA
A apatia paralisante (desde o velho Braga) - WASHINGTON NOVAES
O Estado de S.Paulo - 03/08
Será que o julgamento do "mensalão" vai mesmo tirar o País da apatia, como têm escrito e dito tantas vozes respeitáveis e ilustres? Terá o julgamento o condão de nos retirar da "retórica da indignação", sem organização social e projetos políticos transformadores, como se tem escrito neste espaço? Sempre vem a tentação de recorrer ao velho e incomparável Rubem Braga: "Que fizeram nesse país? De onde vem esse mormaço - do bocejo de tédio dos poderosos ou da parda indiferença do povo? (...) Faz mormaço na alma. Faz mormaço na Câmara. Os ventos estão desmoralizados e já sopram sem fé" (crônica Mormaço, em A Borboleta Amarela, 1951).
Será de indiferença a atitude geral diante do fato de que já pagamos, no primeiro semestre, R$ 508,5 bilhões em impostos federais e pagaremos um total de mais de R$ 1 trilhão ao longo do ano - uns 36% do produto interno bruto (PIB), se excluído o equivalente a 16,8%, ou quase R$ 700 bilhões, da "economia subterrânea"? E que, ainda assim, nossa dívida pública federal está em quase R$ 2 trilhões - e mesmo com a taxa atual de juros significou até há pouco mais de R$ 200 bilhões anuais, umas cinco vezes o gasto com o Bolsa-Família, que beneficia 14 milhões de pessoas e, com suas famílias, uns 40 milhões? Não importará a ninguém que os juros em nossos cartões de crédito estejam acima de 320% ao ano, na média 7,6 vezes mais que nos países vizinhos (55% no Peru, por exemplo)?
Também nada quer dizer que, embora nossas ruas caminhem para a paralisação com uma frota gigantesca de veículos, que se calcula chegará a 50 milhões em poucos anos, continuemos a dar incentivos fiscais para esse tipo de produção, sem nenhuma contrapartida, como foram os R$ 28 bilhões recentes (ao custo de R$ 1 milhão por posto de trabalho gerado ou assegurado)? Não importa, aparentemente, que já tenhamos no trânsito uma taxa de 20 mortos por 100 mil habitantes e que o custo médio por acidente seja de R$ 176 mil. Vamos tocando. Ainda que o nível de poluição do ar na Grande São Paulo tenha aumentado 9% de 2010 para o ano passado, com 265 dias no ano apresentando saturação de ozônio no ar.
O custo dessa poluição para o sistema de saúde é brutal, mesmo com o Brasil se situando abaixo da média mundial nos gastos nessa área: 5,9% do orçamento público, ante 14,3% (Estado, 21/5). Luxemburgo, por exemplo, aplica aí quase 25 vezes mais por habitante do que o Brasil. Nosso investimento médio por habitante em saúde é de US$ 320, ante US$ 549 no mundo. Com apenas 3,77% do PIB investido nesse setor, ficamos abaixo dos países do Caribe, por exemplo.
Vamos continuar permitindo que seja assim, enquanto desperdiçamos bilhões em obras superfaturadas, inúteis ou paralisadas? Por que não conseguimos aplicar o desperdício dotando de abastecimento doméstico de água quase 10% da população ainda carente? Ou de coleta domiciliar de esgotos quase 50% da população? Poderíamos até ter mais recursos se tivéssemos sistemas eficientes para reduzir as perdas de água nas redes públicas - 37,2% do total (o Japão perde 3%). Em São Paulo, segundo a Sabesp, a redução de 3,9% nas perdas (reduzidas para 25,6%) significou 83 bilhões de litros, suficientes para abastecer uma cidade de 745 mil habitantes. Quanto se economiza deixando, com isso, de construir novas represas, novas adutoras, novas estações de tratamento? As grandes empreiteiras não gostariam, é certo. Mas... paciência. Elas também não gostariam que se adotasse onde possível o sistema de coleta de esgotos por ramais condominiais, que economizam pelo menos 30% do custo das obras. Mas o sistema transformou Brasília numa cidade com 100% de esgotos coletados.
Se conseguirmos transformar a mera "retórica da indignação" em projetos políticos - e exigirmos a sua adoção -, poderemos, por exemplo, transformar nossas políticas de limpeza urbana (ou a falta delas) em projetos eficazes. Deixaremos de desperdiçar quase 100 mil toneladas diárias de resíduos orgânicos e poderemos transformá-los em fertilizantes. E ainda reciclar grande parte do restante, economizando aterros, reduzindo as despesas com empresas coletoras/transportadoras, que, todos sabem, são hoje algumas das maiores financiadoras de campanhas eleitorais (em troca de políticas - ou falta delas - que as beneficiem). Também poderemos enfrentar a calamitosa situação em mais de metade dos municípios brasileiros que mandam para lixões todos os seus resíduos.
Se mudarmos nossas posturas será possível, com mais recursos não desperdiçados, avançar na área social, na qual ainda temos pelo menos 16 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Só no Estado de São Paulo, 1,1 milhão de pessoas com rendimento (?) abaixo de R$ 70 mensais, 36,8% das quais em domicílios urbanos, mais de 50% rurais. No levantamento feito pelo governo paulista, diz este jornal (23/5), 700 mil famílias no nível de pobreza estavam "invisíveis". Mesmo com todas essas carências, este ano o governo federal tem R$ 59 bilhões para investimentos públicos que não pode gastar, "empenhados, mas não liquidados", imobilizados na rubrica "restos a pagar". O que não daria para fazer com eles em matéria de habitação, saúde pública, educação em tempo integral, transporte eficiente, saneamento básico, etc.? Mas para isso é preciso superar a apatia, organizar a sociedade, discutir, mobilizar aliados como Ministério Público, Procon, etc.
Não há como não relembrar o "velho" Braga: "Somos todos amanuenses de um país de mormaço, não atingimos o tédio, ficamos na chateação difusa (...) deixar a vida para amanhã".
Será que o "mensalão" terá o condão de nos sacudir do torpor e nos restituir a cidadania plena?
P. S. - No artigo da última sexta-feira grafei incorretamente o nome da editora do livro Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes, ali citado. O correto é Bookman Editora.
Mensalão! Toffoli vira Tôfora! - JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SP - 03/08
O mensalão demorou tanto pra ser julgado que os réus já tão doentes e o juiz, com Alzheimer! Adia! Por mais sete anos! E tucano tá proibido de usar a palavra "petralha". E petista de usar "imprensa golpista", PIG! Condenados: Pig e Petralha! Já é um começo! Rarará!
E atenção! Barraco na Olimpíada! Galvão arma barraco com Renato Prado no SporTV! Tava com saudades do UFC! BaRRRaco! Galvão quase dá poRRRada no RRRenato! A Maldição dos RRRs!
Comentários no Twitter: "O Galvão tá irritado porque não tem credencial pros jogos. Tem que assistir tudo em cima duma laje". É falta de credencial. O Galvão vai excomungar o Bispo Edir Macedo! Outros acham que ele tá com a cueca apertada! Rarará! O Galvão é um sapo pronto pra explodir. Bota um charuto na boca dele! Rarará!
E mais barraco! "Avenida Brasil"! Avenida Barraco! Melhores momentos: o Jorginho é revoltado assim porque lembrou que comeu a Mãe Lucinda em outra novela. O Leleco tá doido pra dar pro Darkson.
Monalisa muda pra Zona Sul e entra em novela de Manoel Carlos. O Tufão não acredita que o mensalão existiu!
E eu tenho uma amiga chamada Carminha que se apresenta assim: "Meu nome é Carminha, mas podem me chamar de Nina". Rarará! E quem gritar mais alto tem a imagem congelada no final!
E a Olimpíada? O Brasil é ouro em dominó, porrinha, pega-varetas, rouba monte, passa anel, bimbada e bronha! E a Espanha tá em crise mesmo. Ex-panha. Perdeu tanto que mudou de nome pra Apanha! E a palavra mais usada em competições brasileiras: "emocional"! Tucanaram o amarelou! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
A Galera Medonha! A Turma da Tarja Preta! A Micareta dos Picaretas! O PGN, o meu Partido da Genitália Nacional, tem que filiar essa candidata imediatamente. Direto de Martinho Campos, Minas Gerais: Clarice do Pedro Picão! Não dá pra votar só no Pedro? Rarará!
E tem uma bem desorientada! Era pra ser em Buenos Aires, mas veio bater em São Paulo: Cristina Kirsner! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Caminhos trancados até 2013 - PAULO RABELLO DE CASTRO
BRASIL ECONÔMICO - 03/08
A desaceleração global vai piorar, apesar dos bancos centrais. E estes não tentarão muito mais, por não terem mandato para tal
Os últimos otimistas sem base nem argumento saíram de férias no Hemisfério Norte. Afinal, estamos em agosto. Os realistas e eventuais pessimistas ficaram em casa. No Hemisfério Sul, majoritariamente povoado por nações emergentes ou submersas(não me perguntem quem são esses últimos), persistem dúvidas quanto ao grau do contágio da desaceleração mundial ora em curso. Qualifiquemos. Trata-se da mesma crise com os mesmos atores de 2008, apenas deslocados para outros cantos do palco planetário. Mas o tablado é umsó e treme debaixo dos pés de todos. O que tem mudado são as condições de interferência dos atores governos, que ficaram mais amarrados em sua já limitada capacidade de agir, na medida em que a munição monetária foi largamente utilizada, à exceção do caso do Brasil, e em que as condições fiscais estão agravadas por déficits sucessivos. As limitações de ordem política - líderes fracos ou com mandatos quase esgotados, como nos Estados Unidos e na China - tornam impossível a convocação de uma conferência monetária mundial para coordenar melhor a concorrência comercial e cambial entre as principais economias, condição essencial à retomada da produção de modo sustentado e confiável.
Os números da desaceleração mundial ainda vão piorar até o fim deste ano, façam o que fizerem o Fed e o BCE. E estes não tentarão muito mais, por não terem mandato para tal. A política monetária seguirá frouxa, com as taxas de juros básicas próximas de zero, favorecendo os papéis do Tesouro americano, porém com baixa ou nenhuma repercussão sobre a demanda de produtos, sobretudo no sensível setor industrial, no qual se acumulam, hoje, estoques gigantescos de mercadorias sem comprador. Um exemplo: a Coreia do Sul, a supermáquina exportadora de industrializados, sentiu um baque de 9% de queda nas vendas externas de manufaturas neste segundo trimestre. O mesmo ocorre na China, que enfrenta recuo nas suas exportações e, por isso, começa a desaquecer suas compras. Nos Estados Unidos, o quadro de seca nas lavouras de grãos émotivo de preocupação a mais, por introduzir um elemento novo, a inflação de alimentos, num quadro de desemprego persistente.
O mais grave, porém, será ver a repetição das tentativas de mais afrouxamento monetário, ou seja, mais emissões a fim de socorrer o descapitalizado sistema bancário. Mario Draghi, do BCE, acena com isso. A combinação de uma política monetária frouxa com a tentativa de apertar o cerco fiscal contra empresas e famílias só contribuirá para prolongar e agravar as condições da crise. Mais moeda na mão dos bancos apenas engrossará suas reservas ociosas, usadas para especularem commodities, ações e moedas. Eles não querem emprestar mais para famílias e empresas endividadas. E a tentativa de cobrar mais impostos em plena recessão é tarefa inútil. Temos uma combinação monetária-fiscal equivocada para lidar com este momento da crise. Os governos do Hemisfério Norte deveriam estar neutralizando a folga monetária exagerada e fazer mais política fiscal compensatória, mediante devolução direta de recursos fiscais para a base da pirâmide. Como farão o oposto disso, os caminhos de 2013 ainda continuarão trancados, com riscos crescentes de derrapagem nas curvas e novo acidente grave.
Por aí com Gore Vidal - RUY CASTRO
FOLHA DE SP - 03/08
Gore Vidal, o escritor americano que morreu na quarta-feira, só não fazia pior juízo de seus semelhantes porque não os considerava seus semelhantes. Sim, ele era esnobe, mas muito engraçado e não poupava ninguém, principalmente seus patrícios. Desprezava a história dos EUA ("construída sobre a violência"), a Constituição americana ("criada para defender a propriedade"), o povo ("confunde inocência com ignorância"), Norman Mailer, Truman Capote, o "New York Times", os intelectuais de Nova York, os críticos, todo mundo -isso, claro, quando se lembrava deles.
Essas foram algumas das frases que anotei ao dar umas voltas com Vidal por Rio e São Paulo quando ele esteve aqui, em 1987. Ao ser apresentado a alguém, perguntava: "Sabia que a biblioteca do [presidente] Reagan acaba de pegar fogo? Ambos os livros foram destruídos!". E, enquanto o outro ria, ele completava: "E, um deles, Reagan ainda nem tinha acabado de colorir". Gostava tanto da história que abriu duas palestras, no auditório da Folha e na Unicamp, com ela.
Em outros momentos, Gore teve de conter o riso. No dia da palestra na Unicamp, um funcionário o levou a um tour pelas instalações e mostrou-lhe as obras de arte nas paredes -reproduções de clássicos italianos em fascículos da Abril, sob molduras de vidro. Para quem morava em Ravello, na Itália, e tropeçava nos originais, não devia ser muito impressionante.
Depois da palestra, foi agraciado com um recital de Villa-Lobos pelo coral da universidade. Pela extensão do concerto ou pelos 35 graus de temperatura, ele me sussurrou: "Nunca mais me deixe ouvir Villa-Lobos". E, quando se levantou, descobriu que sua cadeira estava recém-envernizada, e as tiras tinham ficado marcadas nas costas de seu paletó.
Nem assim Gore perdeu o humor. Como eu disse, ele era esnobe.
MARIA CRISTINA FRIAS - MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SP - 03/08
Cresce embarque de suíno e autopeça à Argentina
As exportações brasileiras de suíno e autopeças à Argentina já dão sinais de que o governo do país vizinho começa a flexibilizar as restrições para entrada de produtos.
As duas mercadorias estão entre os produtos brasileiros cujas exportações para a Argentina subiram depois das negociações com o país, de acordo com dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil).
"Licenças de importação que estavam sob análise do governo argentino foram liberadas e a flexibilização de exigências também beneficiou outros setores, como o de calçados", diz a a secretária de Comércio Exterior do ministério, Tatiana Prazeres.
No caso dos suínos, os embarques, que quase haviam sido interrompidos, passaram de US$ 1,5 milhão em junho para US$ 8 milhões em julho -alta de 422,5%.
De janeiro a julho deste ano, porém, o total de exportações teve queda de 17,2%, ressalta a secretária. A situação começou a melhorar um pouco no mês passado.
"Em julho, o comércio como um todo começou a se intensificar. Os setores de suínos e de autopeças eram dois segmentos que reclamavam muito de dificuldades para exportar para a Argentina, mas houve melhora na relação bilateral."
Além de sofrer com as barreiras comerciais, as exportações brasileiras ressentem também com a crise, que reduziu o apetite para compras, segundo Prazeres.
No acumulado deste ano, até julho, as vendas ao país registraram US$ 10 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 8,7 bilhões.
IMPASSE NO AEROPORTO
Para combater o prejuízo que diz ter sido provocado pela greve da Anvisa, o Sindusfarma (sindicato da indústria farmacêutica) voltou a ingressar com medida judicial no porto de Santos e protocolou novos mandados de segurança para liberação de mercadoria em Anápolis, Curitiba, Rio e Campinas.
A entidade obteve, no último sábado, liminar em mandado de segurança para que as mercadorias que se encontram no aeroporto de Guarulhos fossem liberadas.
De acordo com o sindicato, porém, o posto de atendimento da Anvisa em Guarulhos está dificultando o cumprimento da decisão judicial.
A Anvisa, por sua vez, diz que a atuação do posto de Guarulhos ocorre "dentro das normas da legislação vigente, que determina que 30% da força de trabalho fique disponível para os serviços considerados essenciais".
ENERGIA TRANSMITIDA
A gaúcha Masterzinc, que trabalha com galvanização (tecnologia que protege o aço contra corrosão), vai entrar no setor de energia.
Com aporte de R$ 20 milhões, a companhia irá criar uma nova empresa, a Masterenergia, para fabricar torres e equipamentos para transmissão de energia.
"Encomendamos um estudo de mercado, que apontou que esse é um setor que terá bom crescimento nos próximos dez anos. Não existem nem dez empresas no Brasil que trabalham com construção de torres", diz Alex Godoy, sócio da Masterzinc.
A planta terá capacidade para produzir 1.800 toneladas de equipamentos por mês. Uma torre leve pesa quatro toneladas, enquanto as mais pesadas podem chegar a 750 toneladas.
A nova fábrica será instalada em Canoas e o acabamento e a expedição dos produtos serão feitos na unidade de Charqueadas, onde a empresa faz galvanização. As duas cidades ficam na região metropolitana de Porto Alegre.
R$ 20 MILHÕES serão investidos na fábrica
1.800 TONELADAS poderão ser produzidas por mês na unidade
3.500 m2 de área construída terá a planta
3 empresas serão as principais concorrentes: SAE Towers (MG), Damp (MG) e Brametal (ES)
750 TONELADAS podem pesar as maiores torres, as menores tem quatro toneladas
PONTUALIDADE SUÍÇA
O presidente mundial da TAG Heuer, Jean-Christophe Babi, esteve no Brasil nesta semana para conhecer o mercado do Rio de Janeiro e pontos de São Paulo onde a empresa poderá instalar suas lojas.
Em outubro, a marca abre sua primeira unidade no país, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo.
Babi afirma que a companhia pretende ter lojas também em mais "duas ou três cidades", sem dizer quais serão nem quando as unidades serão implantadas.
A expansão da marca no Brasil não tem relação com a crise europeia, diz o presidente da empresa.
"Traçamos estratégias de longo prazo. Vemos os países onde podemos crescer mais. Se queremos ser líderes mundiais, temos de ser fortes no Brasil, na Indonésia, na China."
Com as novas lojas e mais campanhas de publicidade, Babi acredita que poderá dobrar o faturamento da empresa no Brasil em quatro anos.
A marca continuará com sua parceria com a H.Stern.
2ª posição é ocupada pela empresa no ranking mundial das marcas de relógio de luxo
26% foi o crescimento em 2011 do segmento de relógios dentro do grupo LVMH, ao qual a TAG Heuer pertence
INVESTIMENTO CONTRA A FOME
Oito em cada dez empresas do setor de agronegócio se dizem preparadas para aumentar em 40% sua produção no Brasil até 2020, de acordo com estudo da Amcham.
O crescimento é o desejado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para que o país contribua com a oferta de alimentos necessária para a população mundial em oito anos.
Com o objetivo de garantir o aumento da produção nesse período, 71% das empresas pretendem investir na diversificação do seu portfólio.
A qualificação de funcionários e o desenvolvimento de novas tecnologias aparecem na sequência, com 50% e 43%, respectivamente.
Material para Copa A Alcoa começa a fornecer alumínio para as obras da Arena Fonte Nova, em Salvador. Serão usadas 200 toneladas de alumínio da empresa.
Consórcio expandido A Embracon abre 16 filiais em sete Estados e inicia operação em Salvador, Rio e Florianópolis. O objetivo é atingir R$ 4 bilhões em vendas até o fim de 2013.
Super, pero no cumplidor - CELSO MING
O Estado de S.Paulo - 03/08
Depois de declarar solenemente, no dia 26, que faria "de tudo para salvar o euro e, creiam-me, isso será suficiente", o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi (foto), avisou ontem que não pode fazer nada. E, sem mais cerimônia, devolveu a bola para os dirigentes políticos: "O BCE não pode substituir os governos e outras instituições". Ou seja, o Super-Mario não é nada do que se supunha ser.
Foi um banho gelado nos mercados (veja o Confira). Assim como as declarações da semana passada, reforçadas com pronunciamentos de apoio a Draghi por parte da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, François Hollande, haviam arrancado entusiasmo, as novas afirmações produziram enorme decepção.
Mas, afinal, o que é "fazer de tudo para salvar o euro" numa situação real em que não se pode fazer nada?
O que aconteceu entre os dois pronunciamentos de conteúdos tão opostos é agora objeto das mais variadas especulações. O ortodoxo Bundesbank (banco central da Alemanha) pode ter vetado o projeto avançado de Draghi. Mas, nesse caso, por que então Merkel o apoiou com força?
Será que os analistas, os mercados e os políticos interpretaram mal as declarações de Draghi na semana passada e passaram a esperar dele o que ele não tem como dar? Mas, outra vez, por que então os principais chefes de governo da área do euro respaldaram a mensagem de Draghi tal como foi entendida?
Talvez Draghi e as demais autoridades imaginassem poder virar o jogo adverso e, assim, atrair os apavorados aplicadores de volta aos títulos soberanos da Espanha e da Itália, apenas com lindos gorjeios vindos de suas gargantas. Nesse caso, a erosão de credibilidade pode ter sido enorme.
Draghi disse ainda que os Estados necessitados de socorro devem pedi-lo ao fundo europeu de resgate. O primeiro ministro da Itália, Mario Monti, teve pressa em negar que as finanças do seu país precisam de ajuda. Por sua vez, o presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy, além de apoiar as novas falas de Draghi, desconversou sobre se vai pedir ou não socorro ao fundo de resgate.
Ora, Itália e Espanha são os dois países cujos títulos de dívidas soberanas vinham sendo severamente rejeitados pelos investidores, a ponto de serem obrigados a pagar rendimentos (yields) e juros próximos e, em alguns casos, superiores a 7% ao ano, já em níveis insustentáveis. Se, como disseram, não precisam de ajuda e têm condições de enfrentar a rejeição dos mercados, qual é então o problema?
Na verdade, tanto Monti quanto Rajoy não querem recorrer aos fundos salvadores. Ambos os líderes sabem que teriam de aceitar as tais condicionalidades. E, nessas condições, as finanças soberanas, sejam elas da Itália ou da Espanha, ficariam sob controle da troica (BCE, Fundo Monetário Internacional e União Europeia).
Sob o efeito da nova postura de Draghi, os mercados desabaram. Mas a principal consequência da confissão de impotência por parte dele é que os títulos de dívida de Itália e Espanha voltam ao status de cachorros abandonados, sujeitos a encaminhamento para os centros de controle de zoonose.
O fim do poder - MOISÉS NAÍM
FOLHA DE SP - 03/08
Poder está mais restrito hoje, mas exercê-lo ficou mais difícil, assim como se tornou mais fácil perdê-lo
O que têm em comum o aquecimento global, a crise na zona do euro e os massacres na Síria? O fato de ninguém ter o poder de detê-los. Cada uma dessas situações vem se deteriorando em plena vista do mundo. As três implicam graves perigos e o sofrimento de milhões de pessoas. Há ideias do que fazer em relação às três. Mas não acontece nada.
Há reuniões de ministros, cúpulas de chefes de Estado, exortações de líderes sociais, religiosos e acadêmicos. Nada. Diariamente, somos informados de que cada uma dessas crises segue adiante na corrida desembestada rumo ao despenhadeiro. E...? Nada. Não ocorre nada.
É como assistir a um filme em câmera lenta em que um ônibus cheio de passageiros ruma ao precipício, enquanto o motorista não pisa no freio nem muda de direção. O problema é que todos estamos nesse ônibus. No mundo atual, o que acontece em outro lugar, por distante que pareça ser, acaba nos afetando.
Mas minha metáfora é imperfeita. Supõe que o freio e o volante funcionem e que exista um motorista com o poder de frear ou mudar de rumo. Porém não é o que ocorre.
No caso dessas três crises -e de muitas outras-, não há um motorista único, e sim vários. E cada vez há mais motoristas, ou candidatos a motoristas, que, embora não tenham o poder de decidir a direção e a velocidade do ônibus, têm, sim, o poder de impedir que sejam tomadas decisões das quais discordam.
Rússia e China não podem solucionar a crise na Síria. Mas podem vetar as tentativas de outros países de deter as matanças. Os líderes de Itália, Espanha ou Grécia precisam da ajuda de outros países e de entidades como o Banco Central Europeu ou o FMI para enfrentar sua crise. Contudo, embora nem Angela Merkel nem os órgãos internacionais tenham o poder de solucionar a crise, eles podem bloquear o jogo.
Com o aquecimento global é a mesma coisa. As evidências científicas avassaladoras confirmam que a atividade humana está aquecendo o planeta, o que gera variações climáticas traumáticas. Se as emissões de certos gases não diminuírem, as consequências para a humanidade serão desastrosas.
E, se para alguns é fácil ignorar a tragédia síria, por estar muito distante, ou a europeia, por lhes ser alheia, é impossível ignorar os efeitos do clima sobre todos nós e sobre as gerações que vão nos seguir.
Essas três crises são uma manifestação de uma tendência que as ultrapassa e que molda muitas outras esferas: o fim do poder. Isso não significa que o poder vá desaparecer ou que já não haja atores com imensa capacidade de impor sua vontade a outros. Significa que o poder vem ficando cada vez mais difícil de exercer e mais fácil de perder. E que quem tem poder hoje está mais limitado em sua aplicação do que eram seus predecessores.
O presidente dos EUA (ou da China), o papa, o chefe do Pentágono ou os responsáveis por Banco Mundial, Goldman Sachs, "The New York Times" ou qualquer partido político hoje têm menos poder do que aqueles que os precederam.
O fim do poder é uma das principais tendências que vão definir o nosso tempo.
CLAUDIO HUMBERTO
“Será um mês longo, de exaltação ou velório da democracia”
Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão e virou réu, pedindo “coragem” ao STF
CLARAMENTE, LEI IMPEDE TOFFOLI DE JULGAR MENSALÃO
O ministro Dias Toffoli tinha mesmo de alegar suspeição para não julgar o mensalão, de acordo com o Código de Processo Civil (CPC). O inciso I do artigo 135 veda a participação de juiz em julgamento de “amigo íntimo” ou “inimigo capital” de qualquer das partes. Além de ser amigo de réus como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, de quem foi subordinado, sua namorada advogou para três réus do processo.
OUTRO IMPEDIMENTO
O inciso IV do art. 135 do CPC também torna impedido o magistrado que “recebeu dádivas” ou “aconselhou” uma das partes sobre o caso.
PREJULGAMENTO
Além de ministro-chefe da AGU no governo Lula, como advogado do PT, Toffoli alegou no TSE que o mensalão não havia sido “provado”.
ENQUADRAMENTO
Procuradores federais avaliam processo contra Dias Toffoli com base no art. 39, inciso 2, da lei 1079/50, de Crimes de Responsabilidade.
JÁ O FEZ ANTES
José Antônio Toffoli se declarou impedido de julgar no STF o sistema de cotas raciais em universidades federais.
URUBU FORÇA POUSO NA TAM, QUE OMITE INCIDENTE
A habilidade do piloto evitou um grande acidente no domingo, 22 de julho. Um urubu foi sugado por uma turbina do voo 9374 da TAM, que decolava do Rio para Nova York, provocando barulho e pânico. Era tarde para abortar a decolagem, mas a turbina avariada obrigou o comandante a retornar em seguida. A cantora Fernanda Abreu e Ronaldo Cramer, procurador-geral da OAB-Rio, estavam a bordo.
QUEM? COMO?
A TAM se preocupou tanto em esconder o incidente que até o negou, ressalvando que toda empresa está sujeita a urubus no caminho.
JEITO TAM
Os problemas do voo Rio-NY começaram na véspera. Previsto para as 23h de sábado (21), o voo 9374 só partiu às 15h de domingo.
DINHEIRO A RODO
Somados, os honorários dos advogados dos réus do mensalão são superiores aos orçamentos de metade dos municípios brasileiros.
CUMPRIU-SE O FADO
A “questão de ordem” que Márcio Thomaz Bastos fez de improviso, para desmembrar o processo, não surpreendeu Ricardo Lewandowski, que já tinha voto redigido em sua defesa. E ainda fez rasgado elogio ao ex-ministro de Lula, que chancelou sua indicação para o STF.
FARPAS NO STF
O ministro Joaquim Barbosa deixou o Plenário do STF durante boa parte da fala do revisor, Ricardo Lewandowiski, a quem acusou de “deslealdade” por votar para desmembrar o julgamento do mensalão.
OUVIDO AMIGO
Irritado com a atitude do revisor, que poderia ter comunicado com antecedência o voto pelo desmembramento, Joaquim Barbosa desabafou no ouvido do presidente Ayres Brito durante a sessão.
LIMONADA
Advogados dos mensaleiros acham “positivo” para seus clientes a “atitude indelicada” de Joaquim Barbosa, chamando de “irresponsável” a questão de ordem de Márcio Thomaz Bastos e “desleal” o comportamento do ministro revisor Ricardo Lewandowski.
DEFESA NO MENSALÃO
A página do ministro Celso Amorim (Defesa) nas redes sociais sapecou: “Defender Zé Dirceu é defender fundamentalmente a consolidação democrática em nosso País. Chega de ditadura midiática”.
NERVOS DE AÇO
Ao revelar num “torpedo” ao advogado que tinha “carcinoma estágio 1” no pâncreas, o deputado cassado Roberto Jefferson, réu no mensalão, marcou o churrasco “da cura”, mas avisou que não vai pagar o vinho.
FICOU FORA
O Tribunal Superior Eleitoral informou que o Consórcio ESF venceu a licitação de
R$ 129 milhões, concluída em 17 de julho, para a manutenção de urnas eletrônicas. A CTIS, envolvida no esquema desvendado pela Operação Caixa de Pandora, foi desclassificada.
LIÇÃO AOS PARTIDOS
Presidente da Frente de Combate à Corrupção, Francisco Praciano (PT-AM) acompanhou do Supremo o julgamento do mensalão e comemorou a decisão de não desmembrar o processo: “Seria desqualificar a Corte. Sei que atinge meu partido, mas é uma lição”.
PENSANDO BEM...
...ainda bem que Lula não se compara mais com Getúlio: afinal, em 24 de agosto, o Velho se matou.
PODER SEM PUDOR
A URNA TRANSPARENTE
Ulysses Guimarães era candidato do PMDB - partido de Miguel Arraes - na campanha presidencial de 1989. Numa reunião com lideranças do interior de Pernambuco, Arraes prega o voto em Lula. À saída do encontro, o assessor Francisco Simões pergunta ao ex-governador:
- E o dr. Ulysses?
- Que é que tem?
- O senhor não vai votar nele?
- Claro que vou votar no Ulysses!
- Não entendi, dr. Arraes...
- Você ainda não entende essas coisas. Já pensou se na "minha" urna não aparece nenhum voto pro Ulysses?
Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão e virou réu, pedindo “coragem” ao STF
CLARAMENTE, LEI IMPEDE TOFFOLI DE JULGAR MENSALÃO
OUTRO IMPEDIMENTO
O inciso IV do art. 135 do CPC também torna impedido o magistrado que “recebeu dádivas” ou “aconselhou” uma das partes sobre o caso.
PREJULGAMENTO
ENQUADRAMENTO
Procuradores federais avaliam processo contra Dias Toffoli com base no art. 39, inciso 2, da lei 1079/50, de Crimes de Responsabilidade.
JÁ O FEZ ANTES
José Antônio Toffoli se declarou impedido de julgar no STF o sistema de cotas raciais em universidades federais.
URUBU FORÇA POUSO NA TAM, QUE OMITE INCIDENTE
A habilidade do piloto evitou um grande acidente no domingo, 22 de julho. Um urubu foi sugado por uma turbina do voo 9374 da TAM, que decolava do Rio para Nova York, provocando barulho e pânico. Era tarde para abortar a decolagem, mas a turbina avariada obrigou o comandante a retornar em seguida. A cantora Fernanda Abreu e Ronaldo Cramer, procurador-geral da OAB-Rio, estavam a bordo.
QUEM? COMO?
JEITO TAM
Os problemas do voo Rio-NY começaram na véspera. Previsto para as 23h de sábado (21), o voo 9374 só partiu às 15h de domingo.
DINHEIRO A RODO
Somados, os honorários dos advogados dos réus do mensalão são superiores aos orçamentos de metade dos municípios brasileiros.
CUMPRIU-SE O FADO
A “questão de ordem” que Márcio Thomaz Bastos fez de improviso, para desmembrar o processo, não surpreendeu Ricardo Lewandowski, que já tinha voto redigido em sua defesa. E ainda fez rasgado elogio ao ex-ministro de Lula, que chancelou sua indicação para o STF.
FARPAS NO STF
O ministro Joaquim Barbosa deixou o Plenário do STF durante boa parte da fala do revisor, Ricardo Lewandowiski, a quem acusou de “deslealdade” por votar para desmembrar o julgamento do mensalão.
OUVIDO AMIGO
Irritado com a atitude do revisor, que poderia ter comunicado com antecedência o voto pelo desmembramento, Joaquim Barbosa desabafou no ouvido do presidente Ayres Brito durante a sessão.
LIMONADA
Advogados dos mensaleiros acham “positivo” para seus clientes a “atitude indelicada” de Joaquim Barbosa, chamando de “irresponsável” a questão de ordem de Márcio Thomaz Bastos e “desleal” o comportamento do ministro revisor Ricardo Lewandowski.
DEFESA NO MENSALÃO
A página do ministro Celso Amorim (Defesa) nas redes sociais sapecou: “Defender Zé Dirceu é defender fundamentalmente a consolidação democrática em nosso País. Chega de ditadura midiática”.
NERVOS DE AÇO
Ao revelar num “torpedo” ao advogado que tinha “carcinoma estágio 1” no pâncreas, o deputado cassado Roberto Jefferson, réu no mensalão, marcou o churrasco “da cura”, mas avisou que não vai pagar o vinho.
FICOU FORA
R$ 129 milhões, concluída em 17 de julho, para a manutenção de urnas eletrônicas. A CTIS, envolvida no esquema desvendado pela Operação Caixa de Pandora, foi desclassificada.
LIÇÃO AOS PARTIDOS
Presidente da Frente de Combate à Corrupção, Francisco Praciano (PT-AM) acompanhou do Supremo o julgamento do mensalão e comemorou a decisão de não desmembrar o processo: “Seria desqualificar a Corte. Sei que atinge meu partido, mas é uma lição”.
PENSANDO BEM...
...ainda bem que Lula não se compara mais com Getúlio: afinal, em 24 de agosto, o Velho se matou.
PODER SEM PUDOR
A URNA TRANSPARENTE
Ulysses Guimarães era candidato do PMDB - partido de Miguel Arraes - na campanha presidencial de 1989. Numa reunião com lideranças do interior de Pernambuco, Arraes prega o voto em Lula. À saída do encontro, o assessor Francisco Simões pergunta ao ex-governador:
- E o dr. Ulysses?
- Que é que tem?
- O senhor não vai votar nele?
- Claro que vou votar no Ulysses!
- Não entendi, dr. Arraes...
- Você ainda não entende essas coisas. Já pensou se na "minha" urna não aparece nenhum voto pro Ulysses?
SEXTA NOS JORNAIS
- Globo: A hora do mensalão – No primeiro confronto, réus perdem de 9 a 2
- Folha: Julgamento começa com bate-boca de ministros e atraso
- Estadão: Supremo rejeita separar julgamento de réus do mensalão
- Correio: Relator vence primeiro duelo do mensalão
- Valor: Governo prepara reformas e vai ‘fatiar’ pacote anticrise
- Estado de Minas: Mensalão – Começo quente
- Jornal do Commercio: Queda histórica nos índices de violência
- Zero Hora: INSS cobrará despesas de maridos agressores
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