domingo, outubro 03, 2010

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Fatia da TAM é maior no setor corporativo
MARIA CRISTINA FRIAS

FOLHA DE SÃO PAULO - 03/10/10

A disputa entre TAM e Gol por liderança no mercado doméstico está longe de se repetir no segmento corporativo.
Elas dividem o mercado geral com 42,2% e 40,69% respectivamente, mas dentre os clientes empresariais, a TAM tem 46,99% da preferência, e a Gol, 36,65%.
Os dados sobre gastos com viagens corporativas são de estudo da Abracorp (associação de agências) relativo ao primeiro semestre.
A entidade, criada no início do ano, reúne 27 agências que atendem grandes empresas e que representam 45% do segmento de viagens corporativas. Juntas, venderam R$ 3,35 milhões em passagens, hotéis e outros produtos no primeiro semestre.
De todas as viagens realizadas no Brasil, de 75% a 80% são a negócios.
Em terceiro lugar na preferência das empresas, vem a Azul (4,25%). Como proporção à oferta de assentos, dentre as menores, o destaque é para a Avianca e para a Trip, que exibem uma participação no mercado corporativo superior a sua participação no mercado total. "Avianca e Trip estão atraindo as empresas", diz Faustino Pereira, presidente da Abracorp.
Os destinos mais vendidos pelas agências são Rio, Brasília e São Paulo, no doméstico, e Buenos Aires, Paris e Nova York no internacional. Nas viagens ao exterior, a TAM tem 25% da oferta de assentos no mercado internacional a partir do Brasil e 18,8% de participação na venda de associadas Abracorp.

DEZ ANOS DE EMPREENDEDORISMO

"DESAFIOS MUDAM"
Fábio Barbosa, presidente do Santander, destaca na Endeavor o apoio a iniciativas que vão se sustentar, gerar renda e criar empregos.
"Vemos empreededores com boas ideias que se materializam, mas à medida que as empresas crescem, os desafios são diferentes do momento de formação da empresa", diz.
Com foco na transparência e em contas auditadas, mesmo os pequenos mostram que empresas podem ser saudáveis e cumprir obrigações tributárias, afirma.
Além de propostas para negócios, o tema entra nas conversas que empreendedores têm com conselheiros, como Barbosa. As empresas querem apoiar outras iniciativas de boa governança e contas auditadas, observa.
O curioso é, segundo Barbosa, que se viu alta de projetos que atuam para a classe média. "É reflexo do que acontece no país, com maior crescimento da classe C."

MÃOS À OBRA
Em 2000, quando a palavra empreendedorismo era pouco conhecida no Brasil, a Endeavor iniciou operações no país. Apoiava três empreendedores que empregavam menos de cem pessoas, com a ajuda de poucas grandes empresas que davam conselhos. Chega aos dez anos com apoio a 91 empreendedores de vários segmentos, que em 2009 geraram mais de R$ 2 bilhões em receita, com mais de 20 mil empregos. O Instituto Empreender Endeavor foi criado com a Endeavor Initiative, organização internacional que promove empreendedorismo. "O tema hoje está na agenda da população", diz Rodrigo Teles, presidente.

"ORGANIZAÇÃO É ÍMPAR"
"Endeavor é uma ONG de organização ímpar, conduzida por jovens determinados e muito preparados", afirma Pedro Passos, um dos presidentes do conselho de administração e um dos fundadores da Natura.
"É gostoso poder colaborar. Tem uma rede de voluntários muito significativa e uma seleção de projetos muito rigorosa e competitiva."
Oferece, porém, oportunidade a todos, diz. "Ajudamos na preparação dos candidatos na seleção. Buscamos entender o negócio, as influências..."
Às vezes algumas pessoas saem do processo para se candidatar depois, mais fortalecidas.
Muitas empresas podem aprender como identificar um empreendedor, diz Passos, que dá dicas a quem seleciona: "identificar a energia, o brilho, a capacidade de liderar."

Na Colômbia
A Braskem inaugura, na próxima quinta-feira, seu escritório na Colômbia. Até o final deste ano, a empresa também abrirá uma unidade em Lima, no Peru, onde planeja produzir polietileno, e em Cingapura.

Novo visual
A C&A fechará para reforma hoje sua loja no Shopping Iguatemi, em São Paulo. A unidade será reaberta com conceito de "flagship", diferente das demais lojas da marca no mundo. Será inaugurada no dia 21.

Participação em grupo que estuda acidentes é alvo de discussão

O Gepac (Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo), da Secretaria de Direito Econômico, ganhou três novos membros em setembro: Anvisa, Inmetro e Denatran.
O grupo, porém, não abriu cadeira para fabricantes de produtos, o que é questionado por alguns juristas.
"Sem essa participação, surgem diretrizes contrárias às possibilidades técnicas das empresas", diz Ricardo Motta, do Viseu Advogados.
A limitação dos membros do grupo aos órgãos do governo, porém, é adequada para Maria Helena Bragaglia, do Demarest e Almeida.
"O objetivo é identificar os problemas e impedir que se mantenham. Isso não significa que não haja diálogo", diz.
A competência do grupo é alcançada com a ajuda dos órgãos técnicos, segundo Amaury Oliva, coordenador do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Secretaria.
A participação dos fabricantes, para Maximilian Paschoal, do Pinheiro Neto, enriquece a discussão e não afeta a isenção das decisões. "Eles fornecem dados técnicos, que faltam ao governo."
com JOANA CUNHA, ALESSANDRA KIANEK, FLÁVIA MARCONDES e MARIANA BARBOSA

O VOTO DO SPONHOLZ

VILAS-BÔAS CORRÊA


O impossível pede passagem 


Villas-Bôas Corrêa
JORNAL DO BRASIL - 03/10/10



Qualquer tentativa de análise sobre a surpreendente reviravolta nos rumos da campanha eleitoral - com a candidata franca favorita, Dilma Rousseff, lançada e apoiada pelo presidente Lula e o poderoso esquema governista, despencando de escada abaixo, coma queda de dez pontos em duas semanas entre eleitores com curso superior -antes da última rodada de debates na rede Globo de TV, na quinta-feira passada, e a última pesquisa não irá além de um simples e tendencioso palpite de torcedor.
Por enquanto, devemos ficar nas modestas preliminares, que não são de desprezar. Em que errou o presidente Lula, o maior líder popular na história deste país, que está pagando um alto preço pelo excesso de confiança, tripudiando sobre os adversários, na verdade sobre o candidato da oposição, José Serra, que vinha perdendo pontos com a campanha de maçante monotonia, a bater na mesma tecla de promessas mirabolantes?
Um pouco de cautela e modéstia nunca fez mal a ninguém. E o inesperado chega em dose tripla: o tombo da candidata Dilma, até então a franca favorita, a estagnação do candidato José Serra e a disparada por fora da candidata Marina Silva, do Partido Verde, e que representa a surpresa e a novidade da defesa do meio ambiente.
Um pouco de água ainda passará debaixo da pinguela, até a abertura da primeira boca de urna, neste domingo das eleições. E entre as novidades não é irrelevante a complicação no exercício do voto para o cacho de candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-go-vernador de estado - isto para o Executivo.
E para a murcha esperança de uma vassourada no pior Congresso de todos os tempos, o eleitor, sem tomar fôlego, deverá votar em dois candidatos a senador, em um deputado federal e em um deputado estadual.
O horário de propaganda eleitoral em rede nacional de televisão mais confundiu e irritou os eleitores do que ajudou a escolher os seus candidatos. Com as exceções que se diluíram no pacote do ridículo, foi um desfile constrangedor.
Os eleitores hoje têm de escolher os seus candidatos. E devem anotar nomes numa cola para facilitar uma votação, que é teste para os nervos e a paciência.
E até lá, matutar sobre as escolhas para não purgar o remorso por novos enganos. Não bastam o atual Congresso e a baixaria da campanha?


INDIO DA COSTA


Por que voto em Serra

Indio da Costa
JORNAL DO BRASIL - 03/10/10




Eu voto e peço votos para José Serra porque acredito que honestidade, convicção democrática e competência sejam predicados indispensáveis para um presidente da República.
Também voto em Serra porque acredito que ele seja o único candidato que tenha um verdadeiro projeto de desenvolvimento para o Brasil. Quando falo em desenvolvimento, estou me referindo a crescimento econômico e social, com respeito ao meio ambiente e apoiado em sólidas políticas de valorização das pessoas que constroem este país. Emprego, saúde e educação caminharão juntos neste processo para um Brasil que pode mais.
José Serra é, de longe, o candidato mais experiente entre todos, tendo passado por diversos cargos públicos do Legislativo e do Executivo. Sua passagem pelo Ministério da Saúde revolucionou a forma de gerir os recursos desta pasta em todo o mundo e, portanto, não há sombra de dúvida sobre como o atendimento médico e hospitalar vai melhorar, assim como as ações de prevenção de doenças, especialmente no que se ética, refere à saúde da mulher.

Na Educação, Serra vai preparar os nossos jovens para este Brasil que vai crescer muito mais, criando escolas técnicas capazes de qualificar a garotada para as atividades profissionais mais antenadas com as diversas regiões deste país tão diverso e com tantas vocações.
Serra vai investir pesado nas obras de infraes-trutura, melhorando e duplicando as estradas, para possibilitar um rápido e eficiente escoamento da produção agrícola e industrial para os portos. Isso implicará na redução do Custo Brasil, o absurdo que faz com que seja mais caro levar soja do Mato Grosso a Santa Catarina do que de um porto brasileiro até a China, como ocorre hoje. No governo Serra, teremos uma política industrial, de forma a incentivar a produção nacional, gerando empregos em nosso país.
Terei muito orgulho de estar ao lado de Serra na Presidência, para que todos nós, brasileiros, possamos viver num país democrático, onde a liberdade de expressão seja ampla, total e irrestrita. Onde as manifestações de opiniões diversas e de culturas diferentes sejam entendidas como imprescindíveis para a construção de uma sociedade que valoriza a honestidade e que respeita as diferenças.


CANDIDATO A VICE-PRESIDENTE PELO DEM

GOSTOSA

EDITORIAL - O GLOBO

Instituições democráticas e tolerância
EDITORIAL
O GLOBO - 03/10/10

A sexta eleição presidencial direta consecutiva, com escolha de governadores e renovação de casas legislativas federais e estaduais, merece ser comemorada como uma reafirmação da opção da sociedade pela democracia representativa.

O país completa o período de um quarto de século, sem interrupções, dentro dos marcos de um regime republicano. Sequer a votação do impeachment de um presidente, Collor, foi capaz de produzir algum curto-circuito grave.

Lula encerrará em 90 dias oito anos de uma experiência, também histórica, durante a qual uma eclética aliança política liderada pela esquerda governou o país sem maiores sustos.

Também devido a este ecletismo, o regime democrático e suas instituições foram testados na Era Lula, e demonstraram solidez. Grupos de esquerda autoritária abrigados nesta aliança não deixaram de trabalhar em prol da tutela da sociedade pelo Estado. Suas impressões digitais na campanha eleitoral foram percebidas quando Dilma Rousseff encaminhou à Justiça, como programa de governo, algumas propostas destiladas nesses laboratório do autoritarismo. Em boa hora, a candidata recolheu o documento.

A campanha do primeiro turno foi pautada pela atuação de um presidente decidido a eleger sua candidata mesmo contra a legislação eleitoral. Mais uma vez, os pesos e contrapesos da democracia atuaram. Houve admoestações e multas, pela insistência com que Lula confundiu o papel de chefe de governo com o de líder partidário e cabo eleitoral.

Ávido em fazer o sucessor, Lula se arvorou em “dono” da opinião pública e confundiu notícia com os agentes dela, quando foi conivente com o desengavetamento da exótica acusação contra a imprensa profissional de “golpismo”, artifício dissimulador já acionado no mensalão e no caso dos aloprados. Uma imprensa partidária e/ou dependente de verbas oficiais encontra motivos — embora deploráveis — para não divulgar certas informações.

Mas o jornalismo independente, cuja razão de ser é a credibilidade, jamais fingirá que inexistem malfeitorias em Brasília ou em qualquer outro lugar, mesmo contra os interesses dos poderosos de ocasião.

Numa campanha em que regras rígidas estabelecidas pelos candidatos aos debates na TV impediram, mais uma vez, o aprofundamento da discussão de temas estratégicos, os marqueteiros continuaram a ocupar grande e indesejado espaço. Espera-se que um dia haja uma eleição no Brasil em que candidatos possam esgrimir argumentos como nas campanhas americanas, se mostrem por inteiro. Por tudo, as liberdades de expressão e imprensa estiveram no centro da campanha do primeiro turno.

Com acerto, Dilma Rousseff, na condição de quem sofreu violência desmedida de um estado ditatorial, perfilou-se entre os defensores das liberdades. Não podia ser diferente. Também aqui as instituições mostraram a necessária força, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo à arguição da Abert (associação de emissoras de TV e rádio), tirou a mordaça do humorismo e do jornalismo político na mídia eletrônica em época de campanha. Entre as tendências detectadas pelas pesquisas, prevê-se, nas eleições proporcionais, a a formação, no Congresso, de uma sólida bancada lulopetista e de aliados. Ponto importante a observar, confirmado o cenário, é o que fará esta bancada: se testará limites constitucionais, senha para a deflagração de tensões desnecessárias, ou não. O encolhimento da mancha tucana no mapa político nacional, por sua vez, coloca na agenda do PSDB, mesmo se Serra vier a ser presidente, a crise de identidade do partido: resgata no passado o projeto modernizante exitoso de FH ou insiste na linha de ser uma força paralela ao petismo, apenas com uma suposta competência técnica mais apurada? Fecha a radiografia das urnas, tudo indica, a boa notícia do avanço da agenda verde de Marina Silva, tema do futuro mas que precisa ser debatido já. Haja o que houver na disputa entre Dilma, Serra e Marina, o país que sai do primeiro turno demonstra que nada justifica buscar a hegemonia política a qualquer preço. Quando isto ocorre, os anticorpos da democracia reagem. Neste sentido, a campanha reafirmou a imperiosa necessidade da tolerância e convivência entre contrários, como nos últimos 25 anos.

A necessária convivência pacífica entre contrários

RENATA LO PRETE - PAINEL DA FOLHA

Pega leve
RENATA LO PRETE

FOLHA DE SÃO PAULO - 03/10/10

A despeito das indicações dadas pelo próprio Lula sobre tarefas que pretende assumir a partir de janeiro, o presidente tem sido aconselhado pelos que privam de sua intimidade a submergir totalmente nos primeiros meses de 2011, em especial se Dilma Rousseff confirmar, hoje ou no segundo turno, seu favoritismo.
Auxiliares ponderam que qualquer movimento de Lula, ainda que voltado aos países da África ou a vizinhos da América Latina, pode ofuscar a autoridade do sucessor. Se essa lógica prevalecer, planos como a costura de uma reforma política e da aproximação entre partidos do campo de esquerda tendem a ser mantidos por algum tempo na gaveta.


Lição de casa Edifício no Ibirapuera, em São Paulo, é inspecionado por assessores para abrigar o futuro instituto de Lula. Lá ficará instalado todo o acervo do presidente. Comentário de colaborador próximo: "Espero que ele se ocupe com isso".

Balança Embora vários auxiliares reconheçam que Dilma ganhou peso na campanha, nenhum procurou descobrir quanto. "Não perguntaria isso a uma mulher. Ainda mais uma mulher que pode virar presidente."

Ponto de encontro Há algo em comum entre os oponentes Dilma e José Serra: ambos estão para lá de irritados com a atitude de "candidata do século 21" adotada por Marina Silva (PV).

Herança Dilmistas apostam que, se a eleição terminar hoje, Marina, apesar de sair da disputa maior do que entrou, perderá logo parte do capital político. Além de não ter um partido consolidado no qual se ancorar, faltaria à verde "discurso nacional".

Preventivo De Moreira Franco, representante do PMDB na campanha de Dilma, sobre o "governo de coalizão" mencionado pela petista no debate da Globo: "É uma coisa muito madura. Melhor fazer na eleição que no balcão do Salão Verde".

Massacre 1 A pregação de Lula na tentativa de dizimar a oposição no Senado prospera, segundo o Datafolha, em Pernambuco e no Rio. Marco Maciel (DEM), com 20%, e Cesar Maia (DEM), com 17%, devem naufragar hoje.

Massacre 2 Outros expoentes tucanos estão com a reeleição ameaçada em seus Estados: Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM).

Convergência Em São Paulo, as pesquisas internas do PT e do PSDB divergem em vários pontos, menos no que diz respeito ao ininterrupto crescimento do tucano Aloysio Nunes, que hoje tentará tirar de Marta Suplicy (PT) ou de Netinho (PC do B) uma vaga para o Senado.

Metrópole Na reta final, Geraldo Alckmin (PSDB) consolidou sua vantagem sobre Aloizio Mercadante (PT) na região metropolitana de SP, onde concentrou a agenda nos últimos 15 dias de campanha. Segundo o Datafolha, o tucano passou de 48% para 51% no entorno da capital, enquanto o petista oscilou de 33% para 31%.

Da gaveta Caso eleito, Alckmin promete que sua primeira obra será a duplicação da Rodovia dos Tamoios, projeto de concessão concebido no final de sua gestão e depois colocado no freezer por Serra, que o desaprova em razão dos entraves ambientais e do tráfego.

Em família O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo e do TSE, se apresentará hoje para votar munido de título assinado por sua mulher, que era juíza eleitoral à época em que o documento foi expedido.

com LETÍCIA SANDER e FABIO ZAMBELI

tiroteio

"O Brasil é um país tão excêntrico que, a três dias da eleição, ninguém sabia como votar, e, hoje, não sabemos direito em quem podemos votar."
DO CIENTISTA POLÍTICO RUBENS FIGUEIREDO, analisando a reviravolta quanto à documentação necessária para votar e a indefinição sobre os atingidos pela Lei da Ficha Limpa.

contraponto

Oferta irrecusável


No passado remoto das cédulas de papel, Alberto Goldman era candidato a deputado federal e no dia da votação encontrou um velho conhecido atuando como mesário em sua seção eleitoral. Sem cerimônia, o homem chamou o hoje governador de São Paulo num canto e ofereceu:
-De quantos votos você precisa?
Goldman não entendeu, e ele explicou:
-Posso mudar uns brancos...
-Pelo amor de Deus, não me coloque no meio disso!
Na saída, Goldman ainda recomendou a um fiscal:
-Melhor ficar de olho! Isso aqui vai dar confusão!

O MEU VOTO







CLÓVIS ROSSI

Brasil vota, pobre mas feliz
CLÓVIS ROSSI
FOLHA DE SÃO PAULO - 03/10/10


SÃO PAULO - O Brasil que vai hoje às urnas é, na essência, do seguinte tamanho social: metade dos eleitores (67,5 milhões) ganham, no máximo, até dois salários mínimos.
Seria preciso torturar os fatos para dizer que pertencem à classe média, esse paraíso a que foram conduzidos 30 milhões de brasileiros segundo o ufanismo em voga.
Dos eleitores brasileiros, 13 milhões (10%, pouco mais ou menos) é pobre, pobre mesmo. Ganham menos de um salário mínimo. Figuram entre os 28 milhões excluídos do sistema público de aposentadoria e auxílios trabalhistas.
São, portanto, ninguém.
Também no capítulo educação, a pobreza é radical: 49% dos eleitores fizeram, no máximo, o curso fundamental.
Nesse país que tanto seduz a mídia estrangeira, mais de 60% de seus alunos não têm a capacidade adequada na área de ciências. No exame mais recente, o Brasil ficou em 52º lugar entre 57 países, no quesito ciência.
Alguma surpresa com o fato de que a sétima ou oitava potência econômica mundial é apenas a 75ª colocada quando se mede o seu desenvolvimento humano?
Não tenhamos medo das palavras: o Brasil que vai às urnas é um país pobre, obscenamente pobre para o seu volume de riquezas naturais, território e população.
É também obscenamente desigual, apesar da lenda de que a desigualdade se reduziu. É impossível reduzir a desigualdade em um país que dedica ao Bolsa Família (12,6 milhões de famílias) apenas R$ 13,1 bilhões e, para os portadores de títulos da dívida pública (o andar de cima) a fortuna de R$ 380 bilhões, ou 36% do Orçamento-2009.
Ainda assim, é um país mais feliz do que era há oito anos ou há 16 anos. Fácil de entender: "O pobre quer apenas um pouco de pão, enquanto o rico, muitas vezes, quando encosta na gente, quer um bilhão", já ensinou mestre Lula.

ANCELMO GÓIS

Homofobia na escola
ANCELMO GÓIS

O GLOBO - 03/10/10

As secretarias fluminenses de Assistência Social e Direitos Humanos e de Educação apresentam amanhã, num seminário no Rio, uma pesquisa sobre homofobia nas escolas, feita com alunos de 11 a 17 anos.

“Não dá para esconder”, diz o secretário Ricardo Henriques.

“Adolescentes gays ainda são discriminados nas escolas por sua orientação sexual.”

Violência física...

Veja o relato de um dos 134 alunos ouvidos na pesquisa: — Geralmente, a violência física é disfarçada. Não batem na frente de todo mundo. Aí o garoto está descendo a escada, passa um e fala “veadinho” e dá um chute. Aí o garoto vai e chega lá fora, aí um fala “vou te pegar”, tudo assim”...

Caixa baixa

As contas da campanha de José Serra viraram o mês, de setembro para outubro, com dívidas em torno de R$ 30 milhões.

Tia Dilma

Dilma é quase sempre tratada de ministra em encontros com políticos e empresários.

Mas, quando falam entre si, os ex-colegas de governo só a chamam de “tia”. Faz sentido.

Viva Djavan!

O juiz da 36° Vara Cível do Rio, Rossidelio Lopes da Fonte, deu ganho de causa a Djavan em ação movida pelo compositor contra a gravadora EMI pela posse de 19 músicas suas — entre as quais, “A ilha”, “A mata”, “Alumbramento”, “Aquele um”, “Dor e prata” e “Êxtase”.

O cantor se queixava de não receber seus direitos.

Peru molhado

Das 40 marchinhas já inscritas no concurso de carnaval da Fundição Progresso, no Rio, para 2011, três criticam os... mijões! Trecho de “Pinto molhado”, de Vadilson Ferreira: “Agora a lei é municipal/Quem mijar fora do penico vai parar no tribunal

Lá e cá

Quem acha que as regras eleitorais na Venezuela foram manipuladas para ajudar o governo precisa ver como fizeram...

no Brasil.

Mas, calma, gente, a culpa não é de Lula.

É que...

Desde 1977, quando o então presidente Geisel baixou o Pacote de Abril, a representação eleitoral no Brasil está distorcida.

Assim como no país de Chávez, o voto de um eleitor das regiões mais pobres, como o Nordeste, vale mais que o de eleitores de Rio, São Paulo, Minas e do Sul.

Geisel, além disso, introduziu a exigência mínima de oito deputados por estado, mesmo naqueles menores, que teriam direito a dois ou três parlamentares, no máximo.

Mas...

Quem é que tem coragem de mudar isso?

Cine carioca

CVM e Ancine autorizaram a criação do Funcine Rio 1, fundo destinado a apoiar projetos de empresas de cinema do Rio.

Nasce com R$ 18 milhões em caixa, de cotistas como BNDES, Investe Rio, Firjan, RioFilme e Lacan, a empresa do ex-diretor do BC Luiz Augusto Candiota que também é gestora do fundo.

Portela na rede

A Portela põe no ar hoje um novo site (www.gresportela.com.br) que vai disponibilizar, veja que legal, as gravações originais de seus sambas desde a década de 1970.

Tempos modernos

Uma tia do coleguinha boapraça Alex Escobar, da TV Globo, passou sufoco por causa de um aparelho de GPS.

No caminho de Bangu para Jacarepaguá, no Rio, a rebimboca a fez parar dentro de uma favela, onde foi ameaçada por bandidos.

Segue...

Escobar diz, com razão: — Não é o primeiro relato desse tipo que ouço. O GPS fornece o caminho mais curto, desconsiderando a segurança.

É preciso estar alerta

No mais

A coluna acha que o melhor que pode acontecer com o Brasil depois da eleição de hoje é... nada.

A receita é seguir em frente, sem aventuras, apostando na democracia e nas instituições e insistindo na trilha da inclusão social dos mais pobres.

O resto, a gente corre atrás.

Bom voto.

ZONA FRANCA

Amanhã, Ana Franqueira, Ana Tereza Miranda e Luciana de La Peña lançam “Mulher vamos descomplicar”, às 19h, na Argumento do Leblon.

O curta “O gigante do papelão”, sobre o artista plástico Sérgio Cezar, foi premiado no Festival Inffinito, Uruguai.

A professora Marta Galvão coordena o curso de radiologia, quarta, no VII Congresso de Clínica Médica do Rio.

A prática Justiça Comunitária, idealizada pela juíza Gláucia Foley, do DF, completa dez anos.

Liszt Vieira lança o livro “Nacional global — União Europeia e Mercosul”, na Travessa de Ipanema, amanhã.

Mônica Pondé lança a coleção Fleur du Temps, em Ipanema e Leblon.

Amanhã, alunos do Colégio Pedro II, em São Cristóvão, participam do Encontro Brasil Canadá de Educação.

O DOMINGO É de Maria Joana Chiappetta, 24 anos, esta linda atriz carioca que vai estrear na TV no papel da policial Maria da Glória, em “Araguaia”, nova novela das 21h da TV Globo.

Na trama, de Walter Negrão, sua personagem será a auxiliar do delegado Geraldo, interpretado por Ângelo Antônio. No serviço, Maria da Glória será durona.

Mas, como civil, vai se transformar na doce e romântica Glorinha, como mostra a foto.

Prende eu

A eleição da vaca

Nesta eleição, uma das palavras mais repetidas foi “avacalhamento”. E seus sinônimos. Foi usada em abundância em relação ao palhaço Tiririca, por exemplo. Não por sua candidatura a deputado, em si legítima, mas por seu discurso (“vote em Tiririca, pior do que está...

não fica”), que reduz ainda mais a Casa Legislativa — como se diz em Frei Paulo — a cocô do cavalo do bandido.

Mas, em defesa do palhaço, diga-se que o achincalhamento nesta eleição já começou com a Lei da Ficha Limpa. Até Paulo Maluf conseguiu registro de candidato.

Convidado a tirar dúvidas sobre a aplicação da Lei, o STF deu uma de Chacrinha, como lembrou Elio Gaspari, quando dizia: “Eu vim para confundir, não para explicar.” A indefinição dos juízes põe o Congresso sub judice.

Ainda em agosto do ano passado, o “sr. Ibope” Carlos Augusto Montenegro pôs em ridículo a comunidade das pesquisas ao dizer que o PT estava em decomposição e que Lula não ia conseguir transferir votos para Dilma.

Já Serra esculhambou o sentido da palavra oposição (que, segundo o “Aurélio”, significa “partido( s) político(s) contrário( s) ao governo”) ao iniciar sua campanha com elogios ao... governo.

Lula avacalhou o que seu amigo Sarney chamava de “liturgia do cargo”.

Presidiu sua própria sucessão no palanque. Fez mais comícios do que Dilma — e, na reta final, cego pelo sucesso, perdeu as estribeiras.

GOSTOSA

MÍRIAM LEITÃO

Reflexos da História
Miriam Leitão
O GLOBO - 03/10/10

A cama onde morreu Getúlio é baixa e acanhada para os padrões atuais. O chuveiro, pequeno. Entrei no quarto dele, pensei no mistério daquela morte, olhei longamente o revólver, o pijama. Depois, andei pela exposição sobre a história da República. O começo tumultuado e militarizado, depois, jogo de cúpula, ditaduras. Breves respiros democráticos; mesmo assim, uma história de avanços.

Passei algumas horas da última quinta-feira no Palácio do Catete, sede do governo de 1896 a 1960, que viu esperanças e descaminhos da República e, ainda hoje, aprisiona o estupor do suicídio de um presidente.

Os belos espelhos do Salão Nobre criam a ilusão de ser maior a sala onde os presidentes tomavam posse. Desviando dos espelhos, para evitar o reflexo, pusemos três cadeiras para gravar o programa Espaço Aberto sobre a história do voto no Brasil e os dilemas atuais: que reforma política? Voto obrigatório ou não? Ficha Limpa ainda que tarde.

O cientista político Jairo Nicolau e o jurista Luis Roberto Barroso concordam na visão otimista: o Brasil avançou, apesar dos sustos e erros, ampliando sempre o universo dos votantes: no Império, votavam apenas os ricos. Era necessário comprovar rendas e propriedades.

A idade mínima era 25 anos. Antes, só os homens.

As mulheres tiveram direito de voto em 1932, um pouco antes do único período da história do Brasil em que foi suspenso integralmente o direito de voto, na ditadura getulista de 1937 a 1945.

Elas só puderam ter o direito amplo garantido no fim da segunda guerra. A democracia liberal de 1945 a 1964 foi sempre ameaçada pelas inquietações dos quartéis, as conspirações e denúncias de fraudes. Aí veio a longa noite dos militares no poder, em que foi suspenso o voto para presidente, governador, prefeito das grandes cidades e, em dado momento, para um terço do Senado. Na redemocratização, os votantes passaram a incluir os analfabetos e os jovens de 16 e 17 anos, uma das poucas democracias do mundo que permitem o voto a esta faixa etária, explicou Jairo. Desde a memorável campanha das “Diretas Já”, o Brasil já fez cinco eleições para presidente pelo voto direto. A de hoje será a sexta e para ela estão aptos a votar 136 milhões de brasileiros.

É a democracia estabilizada finalmente? Barroso diz que é uma democracia em construção. Antes, durante e depois da gravação conversamos sobre o fascinante tema do voto. Os entrevistados me lembraram um fato: já não se fala de fraude. O assunto, tão presente na história da República, hoje se limita a denúncias locais.

Mesmo assim, a democracia está longe da perfeição.

Essa campanha deixou sombras. Uma foi a maneira desmedida com que o chefe da nação se instalou nos palanques, ofendendo adversários políticos, em campanha aberta, confundindo de forma intolerável os papéis de presidente com o de chefe de campanha.

Tomara que nunca depois um chefe de Estado confunda tanto o seu papel, abuse tanto do seu poder, use a máquina de forma tão descarada. Se o comportamento do presidente Lula, em campanha, for um precedente seguido por outros, a democracia brasileira vai retroceder.

O Supremo Tribunal Federal lançou outra sombra sobre o processo eleitoral ao não ser capaz de decidir sobre o caso Roriz. A República esperava do Supremo uma decisão. Era sim ou não. Não pode ser um talvez.

Esse talvez levará a cassar o voto de cidadãos a posteriori. Se a falta de nomeação de um ministro criava o risco matemático do impasse, era preciso superar a indecisão. Havia caminho.

Bastava interpretar que, se o entendimento majoritário era que a Lei da Ficha Limpa não é inconstitucional, não se podia acolher o reclamo do então candidato a governador do Distrito Federal. Ele, no dia seguinte, fez a Justiça de boba com a escolha de um avatar para representá-lo.

Quando o STF decidir, os cidadãos terão votado. Hoje, vamos às urnas sem saber que candidatos podem ou não ser votados. Isso distorce o processo.

O que me aflige mais na história recente do país é ver jovens desanimados com a democracia, diante da avalanche de escândalos de corrupção que despencou sobre nós nos últimos anos. A Ficha Limpa foi o começo da virada. Não se defende aqui que o Supremo decida pelo clamor das ruas. Mas pelo caminho do Direito, há como a Justiça sinalizar a estrada que dará ao cidadão a segurança de uma representação de mais qualidade.

A reforma política está sempre nos debates e é, como disse Jairo Nicolau, aquilo que todos são a favor, mas cada um está falando de uma reforma diferente.

Os dois defendem o voto obrigatório, mas no programa, houve divergências.

Voto em lista fechada é a preferência de Barroso.

Nicolau acha que se pode dar ao eleitor a chance de escolher se prefere votar na lista do partido ou no nome.

Ele lembra que o Brasil, desde que se entende por país, vota no nome, e não em lista. Seria a mudança em um processo que tem quase 200 anos. Financiamento público exclusivo de campanha? Ninguém garante que isso acabará com o tormento do caixa dois.

Há muito a fazer e a discutir, mas hoje é o dia de carregar um documento com foto, ir à sua seção eleitoral, digitar na urna, de eficiente tecnologia nacional, os números das pessoas nas quais você confia para deputado estadual, federal, governador, dois senadores e para a Presidência. A democracia não está pronta, mas avançamos muito na sua construção. Riscos existem, mas andando pelo Catete entendi que fantasmas e medos que assombraram a República, hoje estão apenas na História.

CLÁUDIO HUMBERTO

“Meu genro, que é maior de idade, que responda por isso” 
MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO (STF), BEM DISTANTE DAS NEGOCIAÇÕES DO GENRO COM RORIZ.

LULA QUER COMEMORAR COM DILMA E AGNELO 
Convencido de que Dilma Rousseff vencerá o primeiro turno, e também certo da vitória de Agnelo Queiroz (PT) na disputa pelo governo do DF, o presidente Lula combinou com eles comemorar as vitórias no comitê petista do Setor Comercial Sul, em Brasília, tão logo a marcha das apurações as confirme, na noite deste domingo. Lula votará em São Bernardo (SP) e Dilma em Porto Alegre. Depois, seguirão para Brasília.

ESFREGANDO MÃOS 
Lula quer comemorar hoje também o revés dos desafetos Arthur Virgilio (AM), Efraim Morais (PB), Heráclito Fortes (PI) e Tasso Jereissati (CE).

A VIDA É BELA 
Lula viu na internet que as pesquisas mostram Heloísa Helena (PSOL) em terceiro para o Senado, em Alagoas, em viés de baixa. Exultou.

DUPLA ALEGRIA 
Outros motivos de alegria para Lula: Marcelo Crivella (PRB-RJ), de quem ele gosta muito, está reeleito, e César Maia (DEM) ficará no Rio.

CERTEZA 
Lula gostou de saber que Netinho de Paula (SP) terá mais votos que Marta Suplicy e que ambos deixarão Aloysio Nunes de fora do Senado. 

TEMER REASSUME O CONTROLE DO PMDB PAULISTA 
Com ou sem primeiro turno, a eleição presidencial já tem um grande vencedor: Michel Temer (PMDB), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Com Orestes Quércia concentrado em enfrentar o tratamento do câncer, Temer, na 
moita, está assumindo o controle do PMDB paulista, a maior seção estadual a opor-se ao seu comando. Tanto assim que, em São Paulo, o PMDB se aliou ao PSDB.

VIRADA PAULISTA 
Michel Temer já levou para o balaio dilmista três dos quatro deputados estaduais do PMDB-SP. Apenas Vanessa Damo continuou com Serra. 

RELÍQUIAS 
Após o kit obrigatório de primeiros-socorros nos automóveis, o título de eleitor torna-se mais uma inutilidade na vida de quem pagou por eles. 

PIADA DE BRASILEIRO 
Bem observado pelo leitor Julio Gulubango, do Rio: o único documento que não serve para votar é o título de eleitor. Portugal ri de nós. 

CONEXÃO CURITIBA 
O agora famoso advogado Adriano Borges, genro do ministro Carlos Ayres Brito, tem relações com Luiz de Carvalho, homem forte no Paraná para obras da Copa e do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

BUNDÕES 
O presidente Lula já se conformou com a reeleição quase certa de Agripino Maia (RN), a quem odeia. Mas quem paga o pato é o PT do Rio Grande do Norte, “uns bundões”, segundo Lula repete sem parar. 

TORCIDA MINEIRA 
No debate da Globo, houve quem prestasse atençãonas reações de Aécio Neves: preocupação com Marina, simpatia por Dilma e alegria indisfarçável com o desempenho ruim de Serra, que lhe tomou o lugar. 

FALÊNCIA MÚLTIPLA 
Ficha suja ganha, mas pode ficar inelegível após derrotar fichas limpas. Três milhões de eleitores enfrentaram fila em vão para tirar a segunda via do título. “Tira o tubo”, como dizia o personagem do Jô Soares. 

LOS HERMANOS 
Dilma Rousseff é a preferida de 51,3% dos argentinos, segundo pesquisa do Ibarômetro, divulgada pela agência Efe. O tucano José Serra tem a simpatia de apenas 6,4% dos entrevistados. 

SHOPPING ELEITORAL 
Para a revista francesa L’Express, a “despolitização” da campanha no Brasil mostra os eleitores mais interessados nas compras de Natal que nos 
discursos políticos”. Tomara que não ganhem presente de grego.

PORTAL DO PARAÍSO 
No debate da Globo, tivemos candidatos plácidos, respostas etéreas, cenário futurista com colunas diáfanas. Foi debate ou versão-pirata (e ruim) do filme “Nosso lar”? O grande vencedor... foi o candidato Morfeu. 

RICARDO, O PENSADOR 
Do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-ministro da Previdência da fila dos velhos: “Em 2002, a esperança venceu o medo. Em 2006, a militância venceu o cerco. Em 2010, a consciência vencerá a farsa.”

TERCEIRONA 
Piada catarinense: a candidata petista ao governo virou Ideli Perdutti. 

PODER SEM PUDOR 
DIÁLOGO DE SURDOS 
Quando alguém comentou a excelência do filme “Olga”, durante um jantar com políticos, o presidente Lula contou seu diálogo de surdos com o lendário líder comunista Luiz Carlos Prestes, nos tempos em que era sindicalista do ABC e organizava o Partido dos Trabalhadores:
– Ele disse que o meu problema é que eu não era um “operário científico”. Até hoje eu não sei o que é isso.

APRENDIZ

DOMINGO NOS JORNAIS

Globo: Quem vai administrar o Brasil real?

Folha: Dilma tem menor índice em 50 dias; 2º turno segue indefinido

Estadão: 136 milhões vão às urnas hoje para escolher o sucessor de Lula

JB: Natal antecipado preocupa a indústria

Correio: Depois das polêmicas, a hora do voto

Jornal do Commercio: Eduardo deve eleger os dois senadores

Zero Hora: O novo rosto do Brasil