sábado, agosto 21, 2010

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Bola no pé
SONIA RACY

O ESTADO DE SÃO PAULO - 21/08/10

Executivos do Comitê Paulista para Copa do Mundo conversaram com Andrés Sanchez esta semana, segundo conta Alberto Goldman. Descobriram que o Corinthians equacionou a construção de um estádio para 45 mil lugares. Mas que o time não tem recursos para ampliar o projeto para 60 mil espectadores, como exige a Fifa para a abertura do mundial em 2014.

Ao ouvir que Estado e Prefeitura não colocarão dinheiro público neste tipo de empreendimento, Sanchez lembrou que a Fifa investiu US$ 1,5 bilhão nos estádios da África do Sul.

Seja lá o que isso quer dizer.

Bola no pé 2

Goldman afirma não ter recebido qualquer pressão de Ricardo Teixeira, da CBF, para que resolva o impasse sobre a abertura dos jogos em São Paulo antes das eleições de outubro. "Seria até melhor que o próximo governador tomasse esta decisão", sugere, reafirmando que o Morumbi continua sendo sua aposta mais factível e concreta.

Bola no pé 3

E o Piritubão? Goldman conta que o projeto para a área, a ser licitado, é um grande complexo idealizado para 2020. E que ele inclui um estádio. "Estudos têm apontado que a construção isolada do estádio, antes do todo, não seria viável economicamente."

A Odebrecht já tem pronto desenho da obra completa.


Telinha

Acertada a área do jornalismo, a TV Cultura parte para a negociação de documentários. Na lista, as biografias de Errol Flynn, Charles Bukowski e Ariel Dorfman. Além do filme sobre os bastidores de Hitchcock em Hollywood.

Mar Morto?

Um grupo de 16 empresários brasileiros e holandeses desembarcam em Ilhéus dia 28. Trabalharão juntos, em meio ao New Earth Leaders, propondo soluções para a região.

E que a área é cogitada a receber um porto de minério de ferro dentro do projeto Intermodal Porto Sul.

Na gaveta

Gravou mas não levou. O time de Marina não sabe quando usará as gravações de Gabeira no programa eleitoral.


A conferir

A guerra política em torno do Petrobrás se transformou em uma briga de preços.

Segundo se apurou ontem, é o que está levando Lula a deixar esta capitalização para depois das eleições.

Matemática

Técnicos de mercado fizeram contas e chegaram à conclusão que é viável capitalizar a Petrobrás com o barril a US$ 6. O PL (valor da ação comparado ao lucro da empresa) subiria de 7.7 para algo entre 11 e 12.9. Com barril a US$ 10, esse PL vai para 14.

Para se ter uma ideia, a Exxon hoje apresenta PL de 11.27 e a Cheron de 8.7.

Verde Sachs

Jeffrey Sachs chegou ontem ao Brasil para visita de apenas dois dias: nada de economia e sim viagem ambiental.

Veio conhecer os núcleos Estação Conhecimento que a Vale está construindo no Pará. O autor do livro O Fim da Pobreza defende arduamente a conciliação entre crescimento e desenvolvimento sustentável.

Comemoração

Depois de vencer a Diamond League, anteontem em Zurique, Fabiana Murer foi jantar com organizadores do torneio e seu técnico Elson Miranda. E não dispensou o champanhe. Próxima parada? Itália, onde compete dia 29.

Investimento

Anibal Massaini aumentou para 25% sua participação no grupo de empresários que controla metade do Canal Brasil. Os outros 50% pertencem a Globosat.

Na frente


Bia Figueiredo, pilota de Fórmula Indy, se aventura em outro tipo de pilotagem: a de ... lancha. Mais precisamente, uma Intermarine 460 Full.

Fã sortudo do Black Eyed Peas poderá ter seu dia de glória. A Mondo, organizadora do show, escolherá um deles para trabalhar no backstage.

Com investimento de R$ 12 milhões, a Cia Athletica inaugura unidade no Estádio Morumbi e outra no Shopping Barra Sul, em Porto Alegre, marcando a chegada da rede no Sul.

O Ritz expande: abre uma unidade no Shopping Iguatemi no começo de 2011.

O livro, coordenado por Armando Luiz Rovai e Alberto Murray Neto, será lançado terça. Na Livraria da Vila dos Jardins.

Hoje acontece a final da 54ª edição do Campeonato Brasileiro de Polo no Helvetia Polo Country Club.

A exposição Fernando Pessoa, plural como o universo abre segunda no Museu da Língua Portuguesa.

Siemens vai transmitir hoje pela internet, a ópera As Valquírias, de Richard Wagner. Direto do concorrido Festival de Bayreuth, Alemanha.

Abre hoje individual de Walmir Teixeira na Marcelo Neves & Barion Galeria de Arte.

Belluzzo festeja os 96 anos do Palmeiras. Segunda, no Buffet Torres de Moema.

Comentário petista depois das últimas pesquisas: "Serra é preciso ter bom Sensus".

O ELEITOR

MÍRIAM LEITÃO

Em busca da saída
Miriam Leitão
O GLOBO - 21/08/10

A maior privatização do governo Fernando Henrique, da Telebrás, foi feita em ano eleitoral e no meio da crise da Ásia. Não é o fato de ser ano eleitoral que dificulta a capitalização da Petrobras. Os problemas são as sucessivas mudanças de regras, os sinais contraditórios dados aos investidores, o modelo confuso. Tudo junto fez a empresa perder só este ano um quarto do seu valor de mercado.

Valor de mercado se recupera.

O problema é o acionista pequeno que eventualmente tenha precisado se desfazer da ação num momento de dificuldade.

Ele acabou realizando o prejuízo causado pelas trapalhadas do acionista controlador. Quando a ação subia, o presidente José Sérgio Gabrielli costumava atribuir a alta à sua administração, agora que caiu, ele não faz a mesma correlação.

Há sempre uma série de fatores, e alguns aleatórios, para altas e quedas de ações, mas quando uma empresa se destaca tanto na queda é uma indicação de como os investidores estão vendo as perspectivas da empresa. Eles não estão vendo com bons olhos.

Houve várias lutas internas no governo em torno do tema. Houve uma entre a empresa, que tem pressa por causa do seu alto grau de endividamento, e a Fazenda, que teme contestações judiciais. Há de fato vários pontos obscuros em todo o projeto que vai da mudança do modelo de exploração do pré-sal à fórmula de capitalização da parte do governo. Foram dados também excessivos sinais de que a Petrobras é dirigida, não pelos seus diretores e seu conselho de administração, mas a partir do Palácio do Planalto, onde os olhos estão mais voltados para fatos a serem usados na campanha presidencial.

Tanto que no programa eleitoral até a existência do pré-sal foi apresentada como mérito do governo Lula.

No segundo trimestre, o endividamento da Petrobras saltou de 32% para 34% de seu patrimônio líquido, se aproximando do limite máximo de 35% permitido para uma empresa que tem grau de investimento. A União não quer ver diluída sua participação na companhia caso ela oferte novas ações ao mercado. A solução encontrada foi transferir para a empresa o direito de exploração, que pertence à União, de cinco bilhões de barris do pré-sal.

Para ceder, é preciso saber qual o valor desses ativos.

Para fazer o cálculo, foram contratadas consultorias que deram preços diferentes.

A ANP deu declarações de que o preço tinha que ser calibrado para aumentar a presença do Estado na empresa; autoridades do governo deram seus palpites.

O que era para ser uma avaliação técnica virou um jogo político e ideológico.

Para completar a confusão, o Tesouro terá que emitir títulos para entregar à Petrobras para ela ser capitalizada num primeiro momento.

Quando a exploração do pré-sal começar, a União pegaria seus títulos de volta. Mas essa emissão de títulos não aumentaria o endividamento porque eles serão devolvidos, diz o governo.

Uma engenharia financeira contorcionista, confusa, que gerou muitos ruídos e foi derrubando o preço das ações desde que foi anunciada há um ano. De lá para cá, a empresa já perdeu quase R$ 60 bilhões de valor de mercado.

Há um conflito na escolha do preço do barril do petróleo para definir a capitalização.

Se for mais baixo, mais perto do que a consultoria contratada pela Petrobras calculou, será melhor para os acionistas minoritários que queiram acompanhar a capitalização.

Ficará mais barato para eles.

Se o preço for mais alto, mais perto do que a consultoria da ANP calculou, será mais difícil para o acionista, mas a União poderá ficar com uma fatia maior da empresa. Isso sem falar no detalhe técnico de que, dependendo do preço, a capitalização será maior do que a que foi autorizada pela Assembleia de acionistas. Nada é simples nesse processo.

O analista-chefe da Modal Asset, Eduardo Roche, explica que as reservas que serão cedidas são do campo do Franca, onde só houve uma perfuração. Isso complica ainda mais o cálculo.

Além disso, afirma que o tempo dado às consultorias foi pequeno e que o nível de interferência política foi muito alto. Ele acha que são essas questões que deixam os investidores inseguros. A advogada Marilda Rosado, especializada no setor de petróleo e que trabalhou 20 anos na Petrobras, diz que os riscos de uma batalha judicial são grandes: — Quem achar que a Petrobras foi prejudicada na definição do valor do barril pode entrar com uma ação; quem achar que a União foi prejudicada, também.

Nesse meio tempo, ainda ocorreu o vazamento do Golfo do México, que criou nova pressão baixista nas ações de todas as empresas petrolíferas. Mais importante que essa oscilação de mercado é que, a partir da tragédia da BP no poço de Macondo, ficou claro que as empresas produtoras de petróleo em alto-mar pagarão custos maiores em seus seguros e terão que reforçar seus procedimentos de segurança.

Quando o sindicato dos petroleiros alertou para descuidos na manutenção de plataformas, a primeira resposta da Petrobras foi negar e buscar na Justiça liminar para manter a unidade em funcionamento.

Diante das fotos publicadas neste jornal, que mostravam claros sinais de falta de manutenção, a empresa recuou.

A Petrobras extrai a maior parte do seu petróleo no mar, por isso tem que ter cuidados redobrados nas suas atividades de exploração e disso dar ciência à opinião pública. Quanto mais cuidadosa e mais transparente for, melhor para a empresa.

O país não precisa parar porque há uma eleição. Pode-se tomar grandes decisões.

Mas o cuidado tem que ser redobrado. Tomara que o governo encontre uma boa saída.

Neste momento, parece estar numa armadilha que ele mesmo montou.

ANCELMO GÓIS

 Arnaldo Jabor
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 21/08/10


DEPOIS DE 15 anos longe do cinema, Arnaldo Jabor já tem dia e hora marcados para sua volta às telas do Brasil. Será em 29 de outubro a estreia de “A suprema felicidade”, filme dirigido por ele, com Marco Nanini, Dan Stulbach, Elke Maravilha, Maria Flor — e a belezura da foto, Tammy di Calafiori. A atriz (no ar em “Passione”, a novela da TV Globo, como Lorena) interpreta uma provocante sósia de Marylin Monroe que faz shows num cabaré típico dos anos 1950/60.
Bem-vindo de volta ao clube, Jabor

Só dá Lula

O corintiano Lula será escolhido presidente de honra do clube, que está completando 100 anos agora em 2010.
A homenagem será realizada dia 31, terça da outra semana, na sede do Corinthians, em São Paulo.

Mordaça eleitoral

A lei da mordaça eleitoral que proibiu piada com candidatos na TV, showmícios etc. é mais ampla do que se imagina.
Por causa do período eleitoral, acredite, a biblioteca virtual do Ministério do Desenvolvimento Social, cheia de estudos relevantes sobre o Bolsa Família, por exemplo, está inacessível.
Quem quiser pesquisar ali tem de esperar até novembro.

Nova intentona...

Aliás, Hélio “Cohn-Bendit” de la Peña, um dos rebeldes que organiza a passeata de amanhã contra a proibição de piadas sobre políticos, convidou Dilma, Serra, Marina e Plínio para se juntarem ao protesto. Se eles vão ou não é... outra piada.

Enchendo o tanque

O consultor Adriano Pires fez uma conta. Ao não repassar para o consumidor a queda do preço do petróleo, de outubro de 2008 para cá, a Petrobras meteu a mão no bolso do motorista e conseguiu um ganho extra de uns US$ 13 bilhões.

Morar carioca

Foram escolhidas as duas primeiras comunidades que terão obras do Programa Morar Carioca, de Eduardo Paes, para urbanizar todas as favelas da cidade até 2020.
Quinta, dia 26, começam as obras nos morros da Coroa e de São José Operário. Serão investidos R$ 50 milhões.

Prata em Paris

George Prata, chefe do cerimonial do Itamaraty, deve ser o próximo embaixador em Paris.

Jorgina voltou

Jorgina de Freitas, aquela advogada condenada a 14 anos de prisão por desviar R$ 1,2 bi do INSS, lembra?, concorre, já em liberdade, a uma vaga de aluna de pós-graduação em direito na Uerj.

Onça em campo

Onça, o ex-zagueiro bonitão do Flamengo que fazia sucesso com atrizes e outras mulheres cobiçadas do Rio nos anos 1960 e 1970, voltou para casa, depois de longa temporada de internação num sanatório em Salvador. Recuperado, aos 66 anos, Onça já teria até jogado uma pelada. Viva!

No ar

A TAM diz ser improcedente nota publicada aqui, segundo a qual, antes de se casar com a Lan Chile, teria negociado com a Gol.

ZONA FRANCA

O educador Jorge Werthein recebeu ontem no consulado argentino a Medalha do Bicentenário.

Segunda, Marcos Leib Zylbersztajn ganhará o título de Benemérito do Rio, e Rogério Jonas Zylbersztajn, a Medalha Tiradentes.

Clarice Magalhães faz show hoje na Multifoco, na Lapa, com Toninho Nascimento e Alice Passos, às 22h.

A grife Filhas de Gaia faz bazar hoje na Baronetti, em Ipanema.

Gustavo Ramos assumiu o departamento médico da Pame/Embratel.

Admar Branco vai homenagear Ferreira Gullar dia 16 de setembro no Espaço Cultural Maurice Valansi.

Tania da Silva Pereira dá palestra hoje sobre adoção para juízes do TJ.

Faixa Etária toca hoje no Angra Moto Fest, em Angra dos Reis.

“Por uma noite” encerra temporada amanhã no Teatro das Artes.

Marinheiro só...

Sérgio Cabral publica no Diário Oficial de terça um decreto de desapropriação de dois catamarãs da Transtur, além de tomar de volta seu atracadouro. A empresa deixou de prestar o serviço há mais de um ano.

Segue...

As embarcações serão usadas para tentar desafogar, numa medida de emergência, a demanda da hora do rush nas barcas Rio-Niterói.

O restaurador

A partir de 2011, a Uerj terá, como professor visitante, o pesquisador italiano Giovanni Ettore Gigante, um dos responsáveis pela restauração da Capela Sistina.
Gigante é coordenador de estudos de Archeometry (procedimento de análise e conservação que alia a ciência à história da arte) da Universidade de Roma.

Na sala de aula...

O italiano dará aulas a estudantes de física, química, matemática, biologia e artes.

Vovô danadinho

Há testemunhas. Estes dias, um vovozinho parou num camelô de DVDs piratas na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e perguntou: — Tem filme de travesti? — Não, só de mulher — respondeu o ambulante.

No que...

O vovô deu as costas e saiu batendo o pé, enfezado: — Ah, então, não quero!

CLÁUDIO LINS recebe o chamego de Sônia Braga, nossa querida estrela, após o show dele no Teatro Rival, tradicional casa da Cinelândia

LINDA DESSE jeito e ainda canta: é Julia Bosco, filha de João Bosco, que, enquanto termina seu primeiro CD, faz show no fim de semana no restaurante Kokyo, no Rio

PONTO FINAL

Sarney, na “Folha”, celebra, com razão, a descoberta de gás no Maranhão e fala do esforço de sua geração para tirar o estado da pobreza. Só não explica por que, 50 anos depois, os maranhenses ainda colecionam os piores indicadores sociais do país. Com todo o respeito.

GOSTOSA

CLAUDIO WEBER ABRAMO

Unanimidade sobre o vazio
CLAUDIO WEBER ABRAMO
FOLHA DE SÃO PAULO - 21/08/10


Nenhum candidato quer sair do lodaçal de mediocridade em que chafurdam

AS ELEIÇÕES deste ano estão sendo acompanhadas de um fenômeno que parece inédito no país. Não tem sido possível encontrar-se opiniões discordantes entre aqueles que, habitual ou bissextamente, comentam o pleito nos veículos de comunicação.
Todos, ou quase todos, os que escrevem sobre o assunto têm dito basicamente a mesma coisa: não há o que comentar sobre a campanha política, porque nesta campanha não há política.
A referência usual é em relação ao pleito presidencial, mas o mesmo vale para as disputas em governos estaduais.
O (pouco) que distingue os candidatos são detalhes gerenciais. Devido à pasteurização generalizada praticada pelos políticos, em outubro o eleitor brasileiro elegerá o equivalente ao gerente de um armarinho ou coisa assim.
O noticiário desta Folha ("hard news", como se diz) mostra a mesma coisa. Já, já se verificará o fenômeno observado no jornalismo de grandes eventos, como Copa do Mundo ou guerras: à falta de assunto, jornalistas e comentadores passarão a entrevistar e a referir-se uns aos outros.
Juntamente com a evidente falta de novas lideranças (participam das eleições as mesmas pessoas de sempre), a inapetência dos candidatos em abordar questões importantes é muito mau sinal.
Significa que ninguém (fora os candidatos do PSOL e talvez os do PCO e PSTU, mas estes são geralmente vistos como livre-atiradores) está disposto a sair do lodaçal de mediocridade complacente em que todos chafurdam.
É um retrato do país, é claro. O Brasil é assim, e os candidatos são o que o Brasil é. Mas eleições não são uma ocasião para propor mudanças, outras maneiras de ver as coisas, apontar caminhos? Não, ao menos para esses candidatos que estão aí e seus apoiadores.
Na eleição presidencial, a candidata oficialista, como não poderia ser diferente, navega nas águas da ficção modernizada do "Brasil grande", motorizada por seu presidente-patrono.
Acontece que seu principal opositor diz a mesma coisa, incluindo-se louvações ao presidente-patrono! Ora, se para o candidato opositor o Brasil anda tão bem, se tudo é tão bacana, se todo mundo está feliz como nos anúncios da Petrobras (e dos bancos, e da Vale etc.), que sentido haveria em alguém votar nele? Elas por elas, é melhor ficar com o que se conhece.
O jogo é idêntico, embora com sinal trocado, em São Paulo, Estado que concentra 34% no PIB brasileiro e que, só por isso, mereceria uma atenção política muito maior do que se verifica. O candidato da situação não tem nada a dizer. Meramente simboliza a continuidade tucana, como se isso fosse um valor.
Seu oposicionista petista faz a mesma coisa: nada tem a oferecer senão a proposição por "mudança". Mudança por mudança, melhor será votar no candidato do PCO.



CLAUDIO WEBER ABRAMO é diretor-executivo da Transparência Brasil

CLÁUDIO HUMBERTO

“Perdi três eleições e muitas vezes voltava para casa deprimido
PRESIDENTE LULA, LEMBRANDO O TEMPO EM QUE NÃO ERA O PREFERIDO DE ELEITORES POBRES

LULA DESAUTORIZA ALIANÇA DILMA-PERILLO EM GOIÁS 
O candidato do PSDB ao governo de Goiás, Marconi Perillo, procurou o PT para tentar uma aliança eleitoral informal, à semelhança do que ocorre em Minas Gerais com o movimento “Dilmasia”, de votantes em Dilma Rousseff (PT) para presidente e em Antonio Anastásia (PSDB) para o governo estadual. O tucano propôs o “voto Dilmarconi”. Mas a tentativa foi vetada pessoalmente por um irritado presidente Lula.

INTERMEDIAÇÃO 
Perillo tentou chegar ao PT por meio do ex-deputado Chico Vigilante (DF), amigo pessoal de Lula. Mas o presidente reagiu fortemente.

DERROTA SONHADA 
Só a vitória de Dilma dará mais alegria a Lula do que a derrota de tucanos como Marconi Perillo, político que ele considera “desleal”.

SEM PERDÃO 
Perillo revelou conversa privada com Lula, na qual o teria advertido sobre o mensalão. Lula não perdoa essa “deslealdade” do tucano.

NEM PRECISA 
Lula também achou desnecessária a aliança com Perillo porque, hoje, ela está em melhor posição nas pesquisas que ele próprio em 2006. 

UM DIA PARA ENFRENTAR OS GRUPOS DE EXTERMÍNIO 
A ONG Justiça Global mobiliza entidades civis para pressionar o Superior Tribunal de Justiça, que na quarta (25) julga o pedido de federalização do assassinato do advogado Manoel Mattos, em 2009, por grupos de extermínio na divisa Pernambuco-Paraíba. A medida facilitará a investigação e julgamento imparcial de cerca de 200 crimes em dez anos, envolvendo delegados, magistrados e políticos. 

SEGUIDORES PERDIDOS 
Dilma não mencionou no Twitter a visita ao Sírio-Libanês para “exames de rotina” fora da agenda. Deveria celebrar a “cura”, não esquecer dela. 

OBITUÁRIO 
Faleceu em São Paulo Wagner Batista Ramos, ex-coordenador da dívida ativa daquele Estado, pivô do escândalo dos precatórios.

PERGUNTA NO MURO 
Era obra do PAC aquela favela cenográfica no programa de José Serra na tevê? 

NOVA DENÚNCIA 
O ex-governador do DF José Roberto Arruda resolveu jogar a Operação Caixa de Pandora no ventilador: denunciou a procuradores e confirmou à revista Época que Joaquim Roriz (PSC), candidato ao governo do DF, subornou integrantes do MP para não ser processado.

A JUSTIÇA DECIDE 
Pesquisa do Instituto Exata, realizada em Brasília, indicou que 25% dos eleitores confessos de Joaquim Roriz ao governo do DF mudarão o voto, caso a Justiça confirme que ele é mesmo “ficha suja”.

SOLUÇÃO CASEIRA 
Liminar da Justiça paulista impediu que construtoras, como a OAS, assumam prédios inacabados da Bancoop, suspeita de financiar o PT. A OAS finaliza o apê de Lula no Guarujá e patrocinou o filme sobre ele. 

ESTRADA PARA PERDIÇÃO 
Com menos dinheiro, a campanha de Serra também carece de imaginação: em vez de mostrar o que o tucano fez, deveria viajar mostrando o que Lula não fez: estradas, PAC, Educação, Segurança. 

NEWTÃO DE VOLTA 
O cacique mineiro Newton Cardoso voltou com toda força à política eleitoral. Mas engana-se quem pensar que ele irá gastar algum naco de sua fortuna. O homem é mão fechadíssima. Tem escorpião no bolso.

DE CAIR O QUEIXO 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso afastou, em medida cautelar, o juiz Fernando Márcio de Sales, por suposto abuso sexual no juizado da Infância e Juventude de Paranatinga. Uma das menores tem 9 anos. 

FAZ DE CONTA 
Candidato ao Senado, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) “esconde” Serra da campanha, mas ajuda no blog, lembrando que Barack Obama virou a desvantagem, mudando o discurso para “três grandes questões”. 

A GUERRA DO GÁS 
A Petrobrás nega irregularidade no consórcio com a “não americana” Gemini, de gás liquefeito. O Sindipetro e o engenheiro João Vinhosa contestam: a Gemini é da americana Praxair-White Martins. 

LAR, DOCE LAR 
Lula comemorou que, fora da presidência, poderá tomar “um gole” de cachaça despreocupado da presença da imprensa. E precisava? 

PODER SEM PUDOR
COPO CARO DEMAIS 
O deputado Maurício Rands (PT-PE) certa vez acusou o líder de oposição na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), de fazer “tempestade em copo d’água”, com o escândalo envolvendo o então presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, no patrocínio de uma festa do PT. Aleluia devolveu na bucha:
- Esse copo com água é o mais caro de que se tem notícia. Nem copo de cristal custaria R$ 70 mil...

A TERRORISTA MENTIROSA

SÁBADO NOS JORNAIS

Globo: Governo Lula não mudou a calamidade no saneamento

Folha: Dilma dispara, dobra vantagem e venceria Serra no 1 º turno

Estadão: No País, 34,8 milhões de pessoas vivem sem coleta de esgoto

JB: Lentidão no avanço do saneamento

Correio: Sessão dos distritais dura só três minutos

Jornal do Commercio: UPE tem recorde de feras inscritos

Zero Hora: Polícia desarticula desvio em contas correntes no RS