terça-feira, abril 13, 2010

MÍRIAM LEITÃO

Curto alívio 

O Globo - 13/04/2010

A bilionária oferta européia de socorro à Grécia põe fim a um dilema da Zona do Euro: se deveria ou não resgatar países encrencados por dificuldades fiscais.

Ontem, o euro subiu, e o custo da dívida grega diminuiu, mostrando que o mercado viu com bons olhos o fim do dilema. Mas os problemas ainda estão longe do fim, e o alívio é apenas de curto prazo. A médio e longo prazo, a dúvida grega continua.

É o que pensa, por exemplo, o economista Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco: — O mercado olha para o futuro da Grécia, com uma dívida de 113% do PIB, um déficit de 12% e juros de 7%, e conclui que isso é explosivo.

Os juros caíram ligeiramente com a oferta do pacote de ajuda, mas a situação ainda é difícil.

A preocupação com a Grécia fez com que surgissem, pela primeira vez, dúvidas sobre o sistema monetário europeu. A Zona do Euro continua forte, mas apareceram incertezas sobre se é possível manter a mesma moeda para economias com pesos e situações fiscais tão diferentes.

— No começo, todos os países passaram a pagar juros alemães. E foi uma festa.

A “prestação”, digamos, ficou mais baixa. Mas agora, quando entra a crise, os países descobrem que não têm uma ferramenta. Não podem desvalorizar a moeda para ajudar a resolver os problemas — diz Ilan.

Ele registra ainda que o prêmio de risco da Grécia caiu ontem, mas o mercado continua achando o pacote de ajuda financeiro muito abstrato.

Mas há boas notícias em outras frentes da crise da economia mundial, que começou em 2008. Economias se recuperam, e isso vai gerando um circulo virtuoso.

Ontem, o “Wall Street Journal” noticiou que o custo para o contribuinte americano da ajuda aos bancos e empresas está encolhendo, com os pagamentos feitos pelos bancos e com a venda de ações que foram compradas pelo Tesouro.

Ilan acha, no entanto, que subsiste uma dúvida: — Até que ponto essa recuperação da economia se deve aos estímulos econômicos e aos juros zero? Nada disso durará para sempre.

Todos sabiam que viria em algum momento uma crise fiscal. Ela veio mais rápido do que se esperava, e a Grécia é apenas o primeiro sinal.

— A água que estava na altura do nariz, agora volta para o queixo — diz o economistachefe da Austin Rating, Alex Agostini.

Depois do anúncio, os juros pagos pelos gregos caíram de 7,2% para 6,5%.

Queda forte para um único dia, mas que ainda os deixa acima da última captação, que teve juros de 5%. Parte da estratégia do pacote é justamente derrubar os juros, para que os gregos possam fazer novos empréstimos.

Seria uma forma de dividir a conta com o mercado. Ontem, os juros gregos atingiram a menor diferença dos últimos três meses em relação aos juros pagos pelos alemães.

A situação da Grécia não é simples: o país tem, em 2010, C 53 bilhões em dívida para rolar. Somente no mês de maio, são C 11 bilhões.

A dívida total é calculada, na melhor conta, em C 300 bilhões, cerca de 113% do PIB. A Zona do Euro colocou C 30 bilhões à disposição do país, e o FMI pode entrar com mais C 10 a 15 bilhões. Tudo isso, este ano. Ao todo, o pacote pode chegar a C 80 bi. Mas, nos próximos três anos, a Grécia tem C 150 bilhões em vencimentos para pagar.

Agostini acha que é muito difícil que a Zona do Euro e o FMI queiram financiar tudo isso: — O problema não foi resolvido de forma definitiva.

O pacote só dará certo dentro de um contexto de recuperação — afirmou.

A análise do banco Morgan Stanley é de que o risco de longo prazo continua intacto. Para piorar, o banco prevê que a economia grega sofrerá retração de 2,5% este ano: “Enquanto os riscos de curto prazo diminuíram, os riscos de insolvência no longo prazo continuam firmes no mesmo lugar”, disse o banco em relatório.

O economista-chefe do banco West LB, Roberto Padovani, acha que o problema grego deixou de ser a moratória e passou a ser o baixo crescimento. Ele aponta para o risco de uma espiral negativa no país, como houve na Argentina, em 2001.

— O governo cortará gastos para diminuir o déficit público, só que isso pode também desacelerar a economia e diminuir a arrecadação.

Aí o governo cortará mais gastos, a economia voltará a desacelerar, e a arrecadação também.

Nesse contexto, haveria fuga de investidores. Por isso, a recuperação global é importante — explica.

Álvaro Bandeira, da Ágora Corretora, acredita que o pacote diminui o ataque especulativo ao euro. Ontem, o euro se valorizou 1,4% em relação ao dólar, cotado a US$ 1,3691, a maior cotação das últimas três semanas, mas depois de ter caído 14% em quatro meses.

— O mercado ainda olha com certa prudência. Outros países, como Espanha, Portugal, Irlanda e Itália, também devem precisar de ajuda. Outro ponto de dúvida é como a Itália, que está com problemas, participará do socorro à Grécia.

De uma maneira geral, todos os países estão com problemas fiscais — disse.

O pacote grego é um alívio de curto prazo, mas a crise que começou em 2008 ainda continua produzindo seus desdobramentos.

BRASIL S/A

O poder da versão
Antonio Machado

CORREIO BRAZILIENSE - 13/04/10

BC está cercado pela certeza do mercado de que a demanda cresce em ritmo maior que o da produção


Pela 12ª semana, a estimativa da inflação para 2010 veio em alta, conforme o mirante da centena de bancos, consultorias e entidades empresariais consultadas pelo Banco Central. De 5,18%, uma semana atrás, saltou para 5,29%. E de 4,74%, em 2011, para 4,80%.

Ambas as medidas, balizadas pelo IPCA, índice do IBGE que capta a variação dos preços ao consumidor, estão acima do centro da meta — 4,5%, com intervalo de 2,5% a 6,5%. Fecha-se, assim, o cerco sobre a reunião do dia 28 do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Nela, a Selic voltará a estar em foco. E deverá subir, segundo o Focus, boletim semanal do BC sobre os anseios do chamado mercado. Parada em 8,75% ao ano desde julho de 2009, é uma das mais altas do mundo e, paradoxalmente, a menor já praticada pelo BC.

A Selic é referência para o custo das operações interbancárias e, portanto, funciona como piso para os juros pagos aos investidores no processo de formação das taxas cobradas no mercado de crédito.

É com ela que o BC influencia as expectativas inflacionárias. Mas as expectativas também podem influenciá-lo, sempre que o seu papel de coordenação estiver questionado. A ata do último Copom, quando, segundo seu relato, a conjuntura indicava o aumento da Selic, que não aconteceu, confundiu as percepções. O mercado se viu sem chão.

A indecisão do presidente do BC, Henrique Meirelles, sobre o seu destino político envenenou o quadro. Ele decidiu ficar, mas agora à frente de uma diretoria 100% formada por funcionários. O último diretor egresso do setor privado, Mário Mesquita, saiu. Não é que isso possa fazer alguma diferença. O BC já foi tocado por quadros de carreira sem se desviar um milímetro da ortodoxia monetária.

Mas é outro questionamento num ano eleitoral, ao que se adicionam a combatividade do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para que o crescimento acelerado não sofra percalços, e a ordem do presidente Lula ao ministério, em reunião no início da semana passada, para que o orçamento de cada pasta seja gasto até o último centavo.

Assim está o BC em relação ao que fazer com a Selic, função, por sua vez, do que se espera da inflação — resultado de fundamentos identificáveis pelos modelos de projeção, mas também de profecias baseadas em crendices econômicas e de apostas dos que operam com a arbitragem de taxas no mercado de títulos da dívida pública.

Só o passado é certo

Tudo isso é ponderado pelo BC, até o lobby disfarçado de análise técnica. Certo é só o passado. Ele diz à luz do IPCA em doze meses até março que a sua variação acumulada, 5,17%, supera a meta anual (4,5%), mas no mês cresceu abaixo do esperado pelo mercado, 0,52%, e muito menos que o resultado de fevereiro sobre janeiro, 0,78%.

Fatores pontuais inflaram a inflação corrente, como o excesso de chuvas, que impacta os preços dos gêneros agrícolas, e reajustes de IPTU, IPVA, as tarifas de ônibus e mensalidades escolares.

O dialeto do mercado

É a carestia datada, razão pela qual a inflação projetada para os próximos doze meses se adapta a um ritmo menor que o previsto para o ano-calendário. Na média intersemanal do Focus, ela foi de 4,63% a 4,69%: acima da meta e abaixo do estimado para o ano (5,29%).

Essa sopa de números é o dialeto do “mercado” para dialogar com o BC. Traduzindo o seu significado: 1º, não há pressão factual sobre os preços; 2º, mas ela haverá, se a aceleração da demanda não for ajustada à da produção, uma função do investimento, complementada pelas importações; e 3º, o mercado diz que, mesmo supondo aumento da Selic dos atuais 8,75% para 11,25% este ano e assim ficando até o fim de 2011, a inflação só voltará ao centro da meta em 2012.

Expectativa dá o tom

Para as fontes que formam a média das projeções do Focus, o BC se atrasou em relação à Selic. Como a inflação corrente não sanciona o vaticínio, só a projetada, o BC pisa em ovos. Os inflacionistas alegam que a folga da capacidade instalada aberta pela crise está se fechando e que o ritmo dos investimentos, embora forte, não vai expandir a oferta, suplementada com importação, a tempo de demover uma onda de remarcação preventiva de preços. Há controvérsias.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, argumenta que o cenário do Focus não confere com o mapa dos investimentos em curso. Não há gargalo de oferta, ele sustenta. Mas há, admite, “problema com as expectativas do mercado”, que acredita noutra coisa. O que fazer?

“O BC tem de controlá-las”, diz. Ou faz ou a profecia do mercado se tornará realidade. É triste, mas o BC não vai bancar a aposta.

PIB pode chegar a 7%

Aos olhos de quem só vê a dinâmica que a Selic tende a assumir, há um grande desarranjo. Não há. Há é uma recuperação cíclica que vai impressionar. Para o economista Fernando Montero, será a maior em 25 anos. O aumento do PIB, estimado em 5,8% pelo BC, já chega a 7% em suas contas. O Bradesco acaba de rever sua projeção para 6,4%.

O Tesouro deve estar esperando um aumento dessa grandeza, segundo Montero, já que, diz, sem superarrecadação tributária, não há como entregar a meta anual de superávit primário (3,3% do PIB), como o governo garante que fará. Em tal cenário, é a inflação de 2011 que pode desgarrar. Para pegá-la no laço, o BC deve começar já agora a pôr fermento na Selic. Essa é a motivação, não o IPCA de 2010.

ANCELMO GÓIS

A Barrafunda  
O Globo - 13/04/2010

A BARAFUNDA DAS calçadas cariocas, de obstáculos variados, ganhou os objetos das fotos, tiradas pela coleguinha Rejane Guerra. São carrinhos de supermercados “estacionados” ao lado de árvores, e presos por correntes, um no Leblon, na esquina das avenidas Ataulfo de Paiva e Afrânio de Melo Franco (foto de cima), o outro na Glória, na Rua Conde Laje.
Provavelmente, são de moradores de rua, que os utilizam para guardar seus pertences, na migração permanente em que vivem

Os fuzis
Amanhã, os soldados da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro Dona Marta, no Rio, iniciam treinos para uso de spray de pimenta.
A ideia é que os policiais das UPPs usem cada vez mais armas não letais. A meta é reduzir, paulatinamente, o uso de fuzis, que ficaria restrito a 20% da guarnição nestas comunidades.

Chame Jack Bauer
A bomba que explodiu o carro do bicheiro Rogério Andrade foi, provavelmente, detonada por um celular.
O uso desta tecnologia no crime carioca acendeu um alerta na polícia e nas Forças Armadas.
Na série “24h”, a do agente Jack Bauer, o presidente dos EUA, vivido por Dennis Haysbert, sofreu um atentado assim.

Varig, Varig, Varig

O juiz Luiz Ayoub condenou, cinco anos depois, o ex-presidente da Varig Marcelo Bottini e seus antigos diretores a devolverem, com juros e correção, R$ 1,1 milhão à finada voadora.
A grana é referente a rescisões antecipadas pagas, segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários, aos caciques da falecida, “em detrimento dos trabalhadores, ainda hoje sem receber”.

Marketing na Copa
A Vivo, que já patrocina a seleção, assinou com Pelé.

Contra Hu Jintao
A ONG inglesa Free Tibet, que luta pela libertação do Tibete, fará um protesto amanhã contra a visita do presidente da China, Hu Jintao, ao Brasil.
Será em frente ao consulado do país no Rio, das 16h às 18h.

Telefone para o céu
A José Olympio vai relançar “Se eu morrer, telefone para o céu”, de José Cândido de Carvalho, autor do clássico “O coronel e o lobisomem”.
O livro, que ficou décadas esquecido, sairá pela coleção Sabor Literário.

Diário de Justiça
A Comissão de Anistia, que julga casos de quem reclama ter sofrido perseguições políticas, analisa amanhã um pedido de Norma Bengell, 75 anos.
Em recente entrevista à “Folha de S. Paulo”, a atriz e diretora disse que “perdeu as contas de quantas vezes foi detida na ditadura”. Norma teve bens bloqueados pela Justiça por causa de “O guarani”, acusada de mau uso de dinheiro de incentivo fiscal para fazer o filme, em 1995.

Amor em pedaços
O casamento do jogador Alexandre Pato com a atriz Stephany Britto não anda bem.

Cinema livre
O senador Francisco Dornelles apresentou projeto para prorrogar até 2016 o artigo 1º da Lei do Audiovisual (expira este ano).
Baseada em renúncia fiscal, a lei representa uma injeção no setor de R$ 40 milhões anuais.

Acorda, Jorge!
Embora Niterói tenha umas 30 áreas problemáticas, a equipe da Defesa Civil da prefeitura da cidade é formada por... quatro funcionários.

Igreja Católica
Leonardo Boff, cujas idéias políticas já renderam um litígio com o Vaticano, voltou a enfrentar problemas na Igreja.
É que Boff foi convidado para fazer a palestra de abertura da II Conferência Municipal de Saúde Mental, sexta, na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), mas teria sido vetado pelo bispo dom Filippo Santoro.

O outro lado...
Segundo o monsenhor Daher, vigário-geral diocesano, a UCP cederia o espaço ao evento, mas os organizadores não mandaram a tempo toda programação: — A universidade, por ser católica, tem responsabilidade com a Igreja. E em vários destes encontros há coisas que podem bater com posições da Igreja. A decisão de proibir foi da universidade e não do bispo — diz o monsenhor.

Negócio fechado
Já é dada como sacramentada a compra da Richards e da Salinas pelo grupo InBrands, o mesmo das marcas Ellus, Isabela Capeto e 2nd Floor.

Tem culpa eu?
Luiz Pezão foi ontem ao Morro do Bumba, em Niterói. No meio do papo, um morador perguntou se ele era jornalista.
Quando Pezão disse que era vice-governador, o homem ficou aliviado: “Não aguentamos mais tantos jornalistas em cima.”

VOVÔ ZECA
Pagodinho, nosso sambista, posa todo coruja com o primeiro neto, Noah, no Porcão da Barra. Vovô bamba é outra coisa

O CANTOR ALEJANDRO
Sanz recebe carinho em dose dupla da atriz Sheron Menezes e da modelo Letícia Birkheuer nos bastidores do “Domingão do Faustão”

PONTO FINAL
A Light ouviu as preces da coluna, e os cariocas correm menos risco devido a uma instalação elétrica clandestina. Foram retiradas, veja na foto, tomadas que levavam energia ilegal a camelôs, na Rua do Lavradio, no Centro. Ainda bem.

JOSÉ SIMÃO

Serra lança Bolsa Família Adams!
FOLHA DE SÃO PAULO - 13/04/10

E o novo apelido do Rogério Ceni: ROGÉRIO SENIL; diz que tem 37 anos e 47 de goleiro!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
E o novo apelido do Rogério Ceni: ROGÉRIO SENIL. Diz que tem 37 anos: 37 de idade e 47 de goleiro!
E 2012 É HOJE! "Suzana Vieira vai ao cinema com o ex-BBB Serginho." Por isso que o mundo vai acabar. Aliás, depois dessa, o MUNDO TEM QUE ACABAR! Rarará!
E um amigo marcou consulta no urologista e a secretária falou: "O urologista fica ao lado do Habib's!".
Vai levar um toque no Habib's!
E quem disse que a dona Marisa não faz nada? Bando de linguarudos!
Olha a faixa que eu vi em Brasília: "Dona Marisa! Cartas, búzios e tarô". E o lançamento do Serra? Mais conhecida como "A Festa do Aécio" ou "Baile da Terceira Idade do Clube Pinheiros"! E o discurso do Vampiro Anêmico: "Prefiro ter uma cara só".
AINDA BEM! Já imaginou duas daquelas? Aliás, se ele tivesse duas caras, não estaria usando justo essa que ele tá usando! Rarará! E mais: "O Brasil não tem dono". E aí o Sarney gritou: "Mas o Maranhão tem!".
E o Eramos6 revelou o grande projeto social do Serra: BOLSA FAMÍLIA ADAMS! Rarará! E o ex-futuro vice Aécio? Disse que o Brasil precisa da velocidade tucana. Aí, o Serra pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do Rio. Que durou um minuto e quarenta e três segundos!
Isso que é velocidade! O Aécio?
E o Lulalelé em São Bernardo: "Eu vou falar com o OBRAHMA". Juro que ele falou. Antes era só piada.
Agora é piada verídica! E sabe o que mais ele falou? "Quem disse que eu não estudei? Só no ABC passei 20 anos!". E a Dilma fica tão grudada no Lula que até assombra. Ops, A SOMBRA! Dilma e Serra, dou um pelo outro e não quero troco!
Nota oficial do Vaticano. "Sejam todas as mulheres informadas de que, deitadas na cama, nuas, enroscadas com alguém, gritar "Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!"
não será considerado prece!". E mais um pra minha série Os Predestinados. Sabe o nome do responsável pela Protecta Vale Controle de Pragas? Edson RATÃO! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
Antitucanês Reloaded, a Missão.
Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. É que em Salvador, em frente ao Barra Shopping, tem uma carrocinha de cachorro-quente chamada O Cachorro do Lula. Rarará!
Mais direto, impossível!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. Hoje não tem! Motivo: nó na tripa! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza.
Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

PAINEL DA FOLHA

Pé quebrado
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 13/04/10

Menos de duas semanas depois de acertada pessoalmente por Lula, a aliança PT-PDT em prol de um palanque sólido para Dilma Rousseff no Paraná está por um fio. Em público, o pedetista Osmar Dias, que seria o candidato ao governo do consórcio, limita-se a criticar os petistas por lhe negarem Gleisi Hoffmann para ocupar a vice. "Eles só têm um projeto: eleger a senadora. O meu é maior." Dias gostaria de usar a vaga ao Senado para atrair o PP. Chegou a dizer a aliados que o PT quer lançá-lo "ao mar sem boia".
Em privado, o senador vai além. Afirma que, nas atuais condições, prefere abandonar a candidatura ao governo e buscar a reeleição, inclusive apoiando Beto Richa (PSDB), palanque de José Serra no Estado.


Rodo 1. Jaques Wagner (PT) chegou a afirmar em entrevista que estava "fechado" o apoio do PR à sua reeleição na Bahia. No mesmo dia, o partido anunciou que disputará o Senado, com César Borges, na chapa que terá Geddel Vieira Lima (PMDB) como candidato a governador.
Rodo 2. Ao PR interessava aliança na chapa proporcional, mas o PT não queria. Borges também achava que os petistas pretendiam atrapalhar sua reeleição ao Senado colocando outro nome de peso na chapa. "Não venham com Waldir Pires pra cima de mim", avisou a Wagner.
Rodo 3. Já robustecido pelo tempo de TV do PR, Geddel está perto de arrastar também o PPS, para ira do PSDB, que na Bahia apoiará o candidato do DEM, Paulo Souto.
Melhor não. Não foi só para diminuir a zona de atrito com Ciro Gomes (PSB) que a campanha de Dilma enxugou o roteiro da candidata no Ceará. Em Juazeiro, que ela visitaria, o prefeito Manuel Santana (PT) está todo enrolado em acusações de irregularidades em concorrências e superfaturamento de obras.
De mudança. Depois de José Serra afirmar em discurso que seu pai carregou "caixas de frutas para que eu carregasse caixas de livros", e Dilma Rousseff declarar em entrevista que carregou "o piano nestes cinco anos", surgiu em Brasília a expressão "campanha Granero".
Concorrência. Foi colocada para circular no PT a ideia de Antonio Palocci ser suplente de Marta Suplicy ao Senado. Os principais incentivadores são colegas de bancada do deputado, cuja reeleição é considerada segura.
Memória 1. A propósito de polêmica sobre a Constituição de 1988 levantada pelo PSDB no lançamento da candidatura de Serra, o PT lembra que, embora tenha votado contra, uma vez aprovada a Carta, todos os seus parlamentares a assinaram.
Memória 2. Veterano da campanha petista de 1989 conta que o "Olê, olê, olê, olá" foi extraído de grito de guerra do Flamengo, ao qual o compositor Hilton Acioli teve a ideia de somar o "Lula, Lula". Agora, surgiram versões adaptadas às campanhas de Dilma e até do tucano Serra.
Certame. Com um ano e meio de vida, a Fields, de Brasília, desbancou duas agências grandes e ganhou a conta do TSE para as eleições deste ano. O tribunal tem R$ 5,5 milhões para publicidade. A última campanha foi da W. Brasil.
Vou ali e já volto. Desde ontem fora da prisão, o governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, sem partido, foi aconselhado por amigos a sair de Brasília. Quem o conhece, porém, afirma que ele pode até seguir a recomendação, mas por muito pouco tempo.
Tenho dito. Declaração de despedida do ministro Fernando Gonçalves, responsável pela prisão, há dois meses, de Arruda ao se aposentar ontem do Superior Tribunal de Justiça: "As palavras são de prata, e o silêncio é de ouro". 

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER
Tiroteio
"É irônico que Serra anuncie sua candidatura pregando ensino de qualidade. Em São Paulo, onde estão no poder há 16 anos, os tucanos não conseguiram isso."
Do deputado estadual ROBERTO FELÍCIO (PT), sobre o trecho do discurso do ex-governador, durante o lançamento de sua candidatura à Presidência, dedicado à necessidade de melhora da educação. Contraponto
Anjos e demônios

Durante recente reunião da CCJ da Câmara, o presidente da comissão, Eliseu Padilha (PMDB-RS), chamou a atenção de Luiz Couto (PT-PB) por ter mudado três vezes de opinião numa discussão a respeito de quais quais projetos seriam votados naquele dia. O deputado, que é padre, respondeu com bom humor:
-Não me arrependo do que fiz, pois três é o número da Santíssima Trindade!
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que acompanhava a conversa, resolveu opinar:
-Bom, já que ele invocou a Santíssima Trindade, acho que é o caso de perdoarmos o padre!

ÁREA DE RISCO

DORA KRAMER

Sábado de aleluia 

O Estado de S.Paulo - 13/04/2010

Fazia tempo que a sorte não se mostrava uma aliada tão fiel dos tucanos como no último sábado, quando, no anúncio da candidatura de José Serra à Presidência da República, até os erros acabaram dando certo.


Traumatizados pela produção de atos partidários anteriores marcados pela discórdia na cúpula, o desânimo nas bases e o desinteresse da militância, os tucanos foram modestos na expectativa e escolheram um local aquém da cerimônia.

Cerimônia? Maneira de dizer. Balbúrdia descreveria melhor o ambiente totalmente estranho ao modo tucano de ser.

Gente amontoada num desconforto de dar dó e, ainda assim, apaixonada e motivada.

Nem tudo, no entanto, foi improviso. Os presidentes de partidos aliados, Rodrigo Maia, do DEM, e Roberto Freire, do PPS, foram os primeiros a bater forte no adversário.

Fernando Henrique Cardoso ficou com a ironia de expor como trabalho de propaganda as obras do governo. "Ouço falar nos discursos, mas não vejo nada."

Antes do início dos pronunciamentos havia uma preocupação entre os organizadores - falsa, viu-se depois - com o atraso de Aécio Neves. Tudo combinado. O mineiro chegou durante o discurso de FH, recebido em delírio da plateia, que pressionou como se não houvesse amanhã nem recomendação da direção nacional: "Vice, vice!"

Os dois, José Serra e Aécio Neves, dançaram conforme pedia a música da ocasião. O candidato alternou uma conversa amena sobre sua biografia com discurso afirmativo de propostas, ressaltando a questão da segurança pública, ponto em que os dois governos anteriores foram absolutamente omissos, e pregou a união do Brasil repudiando o "raciocínio do nós contra eles".

Já Aécio aceitou o desafio e disse que se fosse para discutir o passado o partido estava preparado para expor os fatos, a começar pela recusa do PT a participar do processo de transição democrática. E, a fim de dirimir dúvidas, finalizou: "A partir de hoje, o candidato de Minas é José Serra."

Dito isso, puxou Serra para o centro do palco e encerraram os dois o espetáculo deixando um aroma de puro-sangue no ar.

Ao fim no encontro, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, e o deputado Jutahy Júnior saiam ainda meio aparvalhados, sem acreditar no que tinham acabado de ver. "Esperávamos umas dez pessoas do Amazonas, mas apareceram 150", relatava Sérgio Guerra.

"Da Bahia chegaram ônibus de gente que nem conhecíamos", contava Jutahy.

À noite, já em São Paulo, José Serra checava pelo telefone e via e-mails o efeito do discurso que na opinião dele havia sido positivo, com muitos improvisos, mas queria ter certeza se a impressão interna correspondera à repercussão externa.

Avaliação sucinta do próprio: "Foi tudo na medida. Aécio irrepreensível sob todos os aspectos", com acréscimo provocativo a Fernando Henrique que o chamou de irmão: "Mais adequado teria sido sobrinho." Serra tem dez anos de idade a menos que FH e faz questão de cada um deles.

Arapuca. Se a candidata Dilma Rousseff tiver juízo não cairá na provocação do MST para forçá-la a se pronunciar sobre reforma agrária. Inclusive porque nos termos em que as coisas são postas, com João Pedro Stédile chamando Dilma de "ignorante" no tema, não há um convite racional ao debate.

O que existe é um óbvio desastre anunciado, cuja intenção do MST não é perceptível a olho nu, mas que muito agradará à oposição.

Se o MST não apoiar Dilma, tanto melhor para ela.

Tribos de Marina. Alfredo Sirkis, coordenador da campanha da senadora Marina Silva (PV), diz que neste momento o alvo são três tipo de público: "Os jovens, a classe média iluminista e as mulheres cristãs, em sua maioria pobres."

Crítica e autocrítica. "Os políticos se valorizam além do valor que eles têm" (César Maia).

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Vantagem tributária não ajuda Belo Monte 

Folha de S.Paulo - 13/04/2010

Mesmo que o governo venha a oferecer eventuais vantagens tributárias para quem participar de Belo Monte, a avaliação dentro do consórcio que desistiu do leilão é que o investimento não valerá a pena.

Pode melhorar, mas não resolve, segundo afirma uma pessoa ligada ao consórcio que desistiu de participar da licitação da concessão da hidrelétrica.

Apesar de terem aberto mão do leilão como investidoras, a obra interessa às construtoras.
Em entrevista à Folha, publicada na edição de ontem, ao comentar a desistência das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa de participar do leilão, a pré-candidata do PT à Presidência creditou a decisão ao fato de haver muitas obras hoje no país.

"Tem muita obra no Brasil. O pessoal está estofadinho de obras. As empresas hoje têm um leque grande de oportunidades", declarou a ex-ministra.

A ex-ministra Dilma Rousseff está vendo Belo Monte apenas como obra e o olhar tem que ser de investidor, defende-se a fonte que acompanhou negociações no grupo. Como investidores, a conta não fecha, dá retorno baixíssimo, e o risco é monumental, afirma.

A obra, que representa entre 40% e 50% do custo do empreendimento, porém, interessa às construtoras, pois construtora nenhuma abriria mão de uma obra que terá um canal maior que o do Panamá, diz.

Além do baixo valor oferecido no edital, o consorcio queixou-se de não poder usar a energia como quisesse e de haver percentual obrigatório para autoprodutores no Norte e no Nordeste, enquanto a maior parte dos consumidores está no Sul e no Sudeste.
Brasil deve crescer 6,4%, prevê Bradesco 
A economia brasileira terá expansão de 6,4% neste ano, bem mais que o dobro que o país cresceu na média dos últimos 15 anos, que foi de 2,9%. Essa é a análise de Octavio de Barros, diretor de pesquisa e estudos econômicos do banco Bradesco.

No novo cenário macroeconômico realizado pelo banco para este ano, a inflação no país será de 5,5% no IPCA, do IBGE, e de 8,0% no IGP-M, da FGV.

"Caso não haja reação tempestiva do Banco Central, esses números deverão ser revisados para cima. Contudo, consideramos que a política monetária será acionada imperativamente com três aumentos sucessivos da taxa Selic a partir de abril, atingindo 11% até julho e continuando o ciclo em 2011 até um pico de juros de 12,25%", afirma Barros.

A balança comercial brasileira projetada pela equipe de economistas do banco deverá atingir saldo positivo de US$ 18,4 bilhões neste ano.

O resultado do superavit se deve, em grande parte, às commodities e, em particular, ao minério de ferro, cujo preço médio deverá ser reajustado em cerca de 90%, segundo análise do Bradesco.

NO FRASCO

A filial brasileira da Parfums Christian Dior inaugura neste mês dois espaços personalizados dentro de perfumarias de luxo em São Paulo. Trata-se de um móvel com peças desenhadas na França e montadas no Brasil, que será instalado dentro de duas perfumarias, onde profissionais especializados em tratamento e fragrâncias farão atendimento personalizado aos clientes. A arquitetura é baseada em nova imagem, chamada Cosmotic. Segundo Renato Rabbat, diretor do grupo LVMH, a meta é levar o projeto a Rio, Brasília, Salvador e Fortaleza. A ação no ponto de venda foi desenvolvida para alinhar a estratégia da marca no Brasil com o que já existe em lojas de departamentos onde atua no exterior.

NA PASSARELA

Empresários de negócios da moda estarão reunidos no seminário "Construindo Marcas de Sucesso na Moda", que acontecerá nos dias 27 e 28 deste mês, em São Paulo. No evento, organizado pela Folha, os participantes irão conhecer a trajetória de reconhecidas marcas brasileiras, os desafios e as estratégias. Entre os palestrantes estão Márcio Utsch, presidente da Alpargatas, Luís Fernando Justo, presidente da Osklen, e Valdemar Iódice, presidente e diretor de criação da Iódice.

FALSIFICADO

Os paulistanos da classe C são o maior público-alvo dos produtos piratas. Cerca de 90% deles já compraram produtos pirateados, contra 74% dos soteropolitanos, segundo levantamento da consultoria Quorum Brasil, com mais de 400 entrevistas nas duas capitais. CDs e DVDs são os produtos mais comprados. As mulheres dão preferência para roupas e tênis falsificados. Remédios, embora com participação pequena, também aparecem nesse mercado. Os paulistanos também são os que mais incentivam a prática e acreditam no crescimento do mercado pirata. Apenas um terço deste público reconhece ser sua a responsabilidade por esse crescimento -a maioria atribui essa responsabilidade aos governos e às empresas.

REDONDEZA
A Multiplan, de shopping centers, se prepara para iniciar a construção do edifício de escritórios Morumbi Business Center, ao lado do MorumbiShopping, em São Paulo. A estratégia é investir em complexos com edifícios comerciais, residenciais, hotéis e centros médicos no entorno de seus shoppings. O investimento previsto é de R$ 66 milhões.

ESCOLAR 1
A Editora Saraiva entra na área de sistemas de ensino para escolas públicas. A empresa acaba de lançar um sistema de ensino voltado para a rede pública, que oferece material didático e serviços como palestras e plantões de dúvidas. A editora já atuava em escolas particulares.

ESCOLAR 2
A rede de escolas de idiomas Wizard abrirá dez novas unidades em Pernambuco até 2012. O investimento amplia em 10 mil alunos a capacidade da rede no Estado. A empresa tem hoje 16 unidades em Pernambuco e negocia expansão em Fortaleza, Rio, Salvador e Natal.

TERMÔMETRO
A SulAmérica Saúde divulga amanhã o resultado de estudo com profissionais de 160 empresas clientes. Caiu o número de pessoas com pressão arterial alta. Nas mulheres, o índice passou de 12,5%, em 2008, para 9,9%, em 2009, e nos homens, de 30,2% para 25,6%. O estudo foi realizado a partir da avaliação do perfil de mais de 66 mil pessoas.

ELIANE CANTANHÊDE

Esquerda contra esquerda
FOLHA DE SÃO PAULO - 13/04/10

BRASÍLIA - A semana passada não foi das melhores para Lula e para Dilma, que só "abriram a boca para falar besteira", como naquele velho programa humorístico de TV.
Deram a deixa para críticas dos adversários e deixaram desconfortáveis os próprios aliados.
Do alto dos seus 80% de popularidade, Lula desdenhou da Justiça e disse que não se pode ficar refém de um juiz qualquer, enquanto Dilma foi a Minas botar flores no túmulo de Tancredo Neves -que o PT simplesmente se recusou a apoiar em 1985- e aproveitou para lançar o voto "Dilmasia", sugerindo que os mineiros votem nela e no candidato tucano ao governo estadual.
Resultados: 1) o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, teve de lembrar a Lula que o Brasil "não tem soberanos" e que ninguém está acima da lei; 2) o PMDB deu um pulo de chateação com a desfeita de Dilma a seu candidato, Hélio Costa; 3) o PSDB soltou nota e instigou Aécio Neves -tão popular em Minas quanto Lula no país- a lembrar que o PT não só não apoiou Tancredo como também virou as costas à Constituição de 1988 e ao Plano Real de Itamar e FHC.
Mas o desastre final foi quando Dilma, por inexperiência ou por estratégia equivocada, decidiu reacender uma velha discussão e jogar esquerda contra esquerda, ao comparar sua atuação contra a ditadura à de Serra. "Eu não fujo quando a si
Esquerda contra esquerda
BRASÍLIA - A semana passada não foi das melhores para Lula e para Dilma, que só "abriram a boca para falar besteira", como naquele velho programa humorístico de TV.
Deram a deixa para críticas dos adversários e deixaram desconfortáveis os próprios aliados.
Do alto dos seus 80% de popularidade, Lula desdenhou da Justiça e disse que não se pode ficar refém de um juiz qualquer, enquanto Dilma foi a Minas botar flores no túmulo de Tancredo Neves -que o PT simplesmente se recusou a apoiar em 1985- e aproveitou para lançar o voto "Dilmasia", sugerindo que os mineiros votem nela e no candidato tucano ao governo estadual.
Resultados: 1) o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, teve de lembrar a Lula que o Brasil "não tem soberanos" e que ninguém está acima da lei; 2) o PMDB deu um pulo de chateação com a desfeita de Dilma a seu candidato, Hélio Costa; 3) o PSDB soltou nota e instigou Aécio Neves -tão popular em Minas quanto Lula no país- a lembrar que o PT não só não apoiou Tancredo como também virou as costas à Constituição de 1988 e ao Plano Real de Itamar e FHC.
Mas o desastre final foi quando Dilma, por inexperiência ou por estratégia equivocada, decidiu reacender uma velha discussão e jogar esquerda contra esquerda, ao comparar sua atuação contra a ditadura à de Serra. "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta", disse ela, que optou pela luta armada, enquanto Serra se exilava no Chile.
Dilma se esqueceu de um detalhe que o presidente do PPS, Roberto Freire, ex-partidão, hoje aliado de Serra, tratou de alardear: Brizola (PDT), Arraes (símbolo do PSB), Prestes (PCB), Jango (PTB) e até José Dirceu (PT) também foram exilados. Fugitivos? Será?
Havia vários motivos. Um deles era a avaliação de que pegar em armas provocaria maior radicalização do regime e uma guerra totalmente desigual. Com todo o respeito, foi ou não foi o que aconteceu?tuação fica difícil. Eu não tenho medo da luta", disse ela, que optou pela luta armada, enquanto Serra se exilava no Chile.
Dilma se esqueceu de um detalhe que o presidente do PPS, Roberto Freire, ex-partidão, hoje aliado de Serra, tratou de alardear: Brizola (PDT), Arraes (símbolo do PSB), Prestes (PCB), Jango (PTB) e até José Dirceu (PT) também foram exilados. Fugitivos? Será?
Havia vários motivos. Um deles era a avaliação de que pegar em armas provocaria maior radicalização do regime e uma guerra totalmente desigual. Com todo o respeito, foi ou não foi o que aconteceu?

CLÁUDIO HUMBERTO

“PT é igual a tosa de porco: muito grito e pouco pêlo”
DEPUTADO ALBERTO FRAGA (DEM-DF) EM DURO DISCURSO, ONTEM, CRITICANDO O GOVERNO LULA

DOCUMENTO INTERNO ADMITE: ECT FUNCIONA
A 70% Em documento interno ao qual esta coluna teve acesso, o diretor de Operações dos Correios e Telégrafos, Marco Antonio de Oliveira, conclui que a estatal padece “de um mal generalizado”, referindo-se à sua ineficiência, e por isso iniciou 2010 “praticando um padrão de qualidade em torno de 70% nos principais serviços”, o que significa grave problema em quase uma a cada três encomendas que transporta.

DEVASTADORA
A ECT padece de sucateamento da frota, sistemas de informação ruins e indisciplina operacional, diz o diretor Marco Antonio de Oliveira.

SÓ PIORA
Um dado ilustra bem a deterioração na qualidade dos serviços da ECT: entre 2008 e 2009 cresceram 21,3% as indenizações por extravio.

LONGE DO DF
Em casa após dois meses preso, o ex-governador do DF José Roberto Arruda deve viajar na companhia de sua mulher, Flávia.

PERGUNTA DESCARADA 
Com que cara vai ficar “o cara” depois que Obama descartou um encontro cara a cara com ele, esta semana, em Washington? 

STF PODE ADIAR JULGAMENTO DA LEI DE ANISTIA
Pode faltar quórum à sessão desta quarta do Supremo Tribunal Federal para decidir se a Lei de Anistia, em vigor há 40 anos, pode ser “revista” contra torturadores, sequestradores e assassinos. O ministro Cesar Peluso está em viagem, Joaquim Barbosa adoentado e Dias Toffoli impedido porque se posicionou sobre o assunto quando chefiava a Advocacia Geral da União. Se outro ministro faltar, não haverá sessão.

CHECAGEM
Nesta terça, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, vai checar cuidadosamente se haverá quórum para o julgamento de amanhã.

RESGATE
O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, defende a revisão da anistia, mas “não por revanchismo ou vingança, mas pelo resgate da história”.

TEST-DRIVE
A Câmara dos Deputados vai gastar R$ 4,3 milhões com motoristas terceirizados da locadora Brasfort. Suas excelências detestam dirigir. 

OBAMA’S ENROLATION
O jornalista Howard LaFranchi, do Christian Science Monitor, desfez o mito do “amigável” presidente Barack Obama: “Ele é frio e, ao contrário de George W. Bush, não gosta de laços pessoais com outros dirigentes do mundo. Prefere os grandes discursos no exterior”. Ué, e “o cara”?

RORIZ COMO ALVO
Candidato ao governo do DF, o deputado Aberto Fraga (DEM) vai abrir as baterias contra o rival Joaquim Roriz (PSC). “Ele vai passar a campanha tentando responder as graves denúncias que farei”, avisa.

NO LIMITE DO DELÍRIO 
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), bateu o martelo: o limite para aposentado com mais de um mínimo é 7%. “Questão de responsabilidade”, diz ele, sem ficar morto de vergonha.

COMEÇOU A BAIXARIA 
Candidato forte ao governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) denunciou à Procuradoria Geral da República ter sido alvo de um dossiê falso tentando incriminá-lo até com contas no exterior.

VALE LEMBRAR
Dois processos do Ministério Público Federal ainda tramitam contra os pilotos do jato Legacy, no acidente do voo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas em 2006. Um por negligência e outro por incompetência.

ELEMENTAR, MEU CARO
Lula acha que o Irã deve ter a bomba só porque outros a têm. Já o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, agiu com sabedoria: disse que nem o Irã nem qualquer país deve ter armas nucleares. Bingo!

DEMISSÕES A PEDIDO
O ex-secretário de Habitação do DF, Túlio Fernandes, diz que deixou o cargo para retomar a carreira na Polícia Civil e se aposentar em breve. A ex-diretora da Codhab Valeria Machado também pediu para sair.

CRIME PETISTA NO SUL
Um caso envolvendo petistas agita Estância Velha (RS): um menor confirmou à Justiça que participou do atentado a tiros contra o jornalista Mauri Martinelli, em 2006, a mando de petistas locais, entre eles um vereador e uma cafetina. Martinelli, que denunciava mutretas, escapou. 
PENSANDO BEM...
...depois de tantas bobagens, incluindo a pregação da desobediência à Justiça, está na hora de tirar a garrafa do gênio. 

PODER SEM PUDOR 
O DEPUTADO QUE SE ACHOU
Presidindo as sessões da Constituinte, Ulysses Guimarães chamava cada parlamentar a votar. Certa vez, quando não se falava em outra coisa senão nas fotos de Milene Macedo, formosa secretária do deputado Samir Achoa (PMDB-SP), publicadas numa revista masculina, lá estava o dr. Ulysses:
– Como vota o deputado Samir Achoa? Deputado Samir Achoa?
Como o deputado não aparecia para votar, Dr. Ulysses insinuou:
– Posso concluir que o deputado Samir achou-a...

GUERRA

TERÇA NOS JORNAIS

Globo: Floresta da Tijuca e Cristo são interditados sem prazo

Estadão: Brasil desafia pressões e garante crédito ao Irã

JB: Cidade ganhou 279 favelas com Cesar

Correio: Justiça solta Arruda

Valor: Pão de Açúcar e Casas Bahia reveem fusão

Jornal do Commercio: IML vai guardar corpos em caminhão