quarta-feira, setembro 02, 2009

SONIA RACY

O "oitavo jurista" de Lula

DIRETO DA FONTE

O ESTADO DE SÃO PAULO - 02/09/09

Nem bem Carlos Alberto Direito, do STF, foi-se embora, e já surgem especulações sobre quem será a oitava indicação de Lula para o tribunal. O meio jurídico aposta em dois nomes: Cesar Rocha e José Antônio Toffoli.

Antonio Fernando de Souza: respeitado nos meios jurídicos e no Supremo, tem contra si a classe política. Pois, como procurador-geral da República, denunciou os "40 do mensalão".

Cesar Asfor Rocha: é talvez o candidato com o mais amplo trânsito pelo poder em Brasília. No Congresso, conhece todos os deputados e senadores que têm alguma relevância. Pelo STF, é visto com certa reserva.

José Antônio Dias Toffoli: o titular da AGU é amplamente apoiado pelo PT e por muitos políticos. Tem boa relação com Lula - mas o meio jurídico e vários ministros do STF acham que sua indicação seria política demais para o Supremo.

Luís Roberto Barroso: candidato com sólida formação acadêmica, um constitucionalista. No STF, tem o apoio dos ministros Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, mas não transita muito pela política. Advoga a favor de causas consideradas polêmicas, como o aborto de fetos com anencefalia e a defesa do italiano Cesare Battisti.

Misabel Derzi: aumentaria a presença feminina na Corte. Lula pensou em seu nome quando Ellen Gracie estava para sair do STF.

Roberto Caldas: apesar do pouco trânsito político, conhece Lula e é jovem.

Mau tempo
Cálculo da Convenção Mundial sobre Clima, aberta ontem em Genebra: seriam necessários US $ 400 bilhões anuais para conter os estragos do aquecimento central.

Seria necessário, também, que o Brasil pagasse sua dívida, de US$ 2 milhões, para poder votar na reunião. Não pagou e não vai votar.

Petropolêmica
A questão do "tratamento diferenciado" aos Estados produtores de petróleo - tão falado por Edson Lobão - não é assim... um capricho pedido por Rio e São Paulo.

É cláusula pétrea garantida no art. 20 da Constituição.
Segundo Joaquim Levy, secretário da Fazenda do Rio, "está vetada partilha menor que a de hoje".

Isto é: Lula só fez manter a ordem constitucional.

Petropolêmica 2
E mais. Levy não acredita que, com a partilha, o governo vá ter mais controle sobre produção e preços, como na Arábia Saudita ou Venezuela. "Nesses países, o custo de extração é muito baixo. Aqui, o custo é altíssimo. E se você for brincar de abrir e fechar a torneira, vai virar uma bola de neve gigante de dívidas."

Petropolêmica 3
Explicação: nos países onde o governo varia a produção, o petróleo é extraído com pouco investimento. Se você interrompe a extração, os custos param. No pré-sal brasileiro, com o enorme investimento feito, quando se para a produção os custos... Continuam.

Fazendo marola
O SBT e o Exército terão que explicar participação das Forças Armadas no programa Eliana, domingo.

Tudo por causa de Milton Flávio, deputado paulista, que protocolou pedido de explicação sobre soldados, armas e helicóptero usados para levar o microfone da moça até o palco.

oh, dó...
Moços, frequentadores, do A Lôca, se espantaram.

Assistiram de camarote, domingo, Juliana Paes, dançando sozinha na pista.


Gente fina
Ivete Sangalo liberou os músicos de sua banda para apresentações sem ela, durante a "licença maternidade". No lugar de Ivete, artistas se revezarão no palco.

Respire fundo
Da série "para verde ver".

A mais nova empresa aérea do País tem sede em Brasília e se chama... Clean Air.

Off road
Se beber, não compre carro. A Toyota está desenvolvendo um sistema que trava a ignição se o motorista estiver alcoolizado.

Novo, este luxo
Tá difícil. Anna Wintour, da Vogue, decidiu: fará pit stop no Fashion?s Night Out, evento mundial contra a crise, no Macy?s.... do brega Queens, em Nova York.

Brasileños
Bem como Sasha ( filha biligue de Xuxa), Mônica e turma (filhos de Mauricio de Sousa) também terão versão em inglês e espanhol.

Já Pelezinho, que não emplacou na Fifa como imagem oficial da Copa, terá outro destino. Mauricio está tentando transformá-lo em símbolo alternativo para 2014.

TUDO AZUL ...

Existem nada menos que 75 "blue men", divididos em shows pelo mundo, capitaneados por três fundadores da saga. Um deles, Matt Goldman, falou anteontem à coluna direto de NY. "Adoro fazer shows por aí, o público é o mais carinhoso que conheço", diz.

Matt não fala em números mas revela que rege uma "orquestra" de 400 pessoas, com escritório fixo e sistema organizado. "Não vou ser uma multinacional", brinca. O Blue Man Group começa hoje suas apresentações no Credicard Hall, em curta temporada por SP.
Porque azul? Inventamos uma história de que fomos encontrados pelos "blue men" que, na nossa opinião, sempre existiram. E mais. Acreditamos no mistiscismo do azul, que é a cor do oceano, do céu. Pessoas do mundo inteiro, em diversas culturas, se pintam de azul. Trata-se de uma consciência global.
A tinta não faz mal? Não, é uma maquiagem, usada desde os tempos de Shakespeare (risos). Usamos uma hora só para o figurino.
Os membros do Blue Man Group não falam nem ouvem, mas ironicamente foram convidados para fazer uma campanha de celular. Como foi isso? ( Risos). É verdade. Mas temos coisas em comum, como inovação, inteligência e diversão.

Como fazer para não perder qualidade com tantos blue men? É um dos nossos maiores desafios. Tentamos fazer com que todos se sintam estimulados e envolvidos. Para cada lugar formatamos um show que tenha uma peculiaridade. O do Brasil, por exemplo, é o mais maluco deles. Porque vocês são informais e bem-humorados.

Na frente

A Pinacoteca acaba de comprar duas obras de Leda Catunda. Comemorando a boa fase, a artista abre exposição, amanhã, na Fortes Vilaça.
O Unitário, de Pedro Pueche, será autografado hoje no Sallvattore. O livro trata da história de um médico perseguido pela Inquisição.

A DM9DDB, que completa 20 anos, faz festa dia 09/09, às 09h09 da noite. Jesus Pinto da Luz, cotado para discotecar, trocou a balada por Madonna.

Felipe Machado está entre os finalistas do Prêmio Jabuti. Com o livro Pong-Pong, escrito nas Olímpiadas da China.

O megainvestidor Sam Zell aterrissa hoje para conferir a operação do seu mais novo investimento na Tenda.

Depois do sumiço de Belchior - que já apareceu - surge novo na verbo na internet. "Dar um Belchior" ou "Belchiorar" significa... Desaparecer.

FÁBIO GIAMBIAGI

Nossos filhos pagarão a conta


O Estado de S. Paulo - 02/09/2009

Nas próximas semanas deve ser votado o substitutivo a um dos projetos do senador Paulo Paim, regulando o pagamento das aposentadorias - substitutivo que, se aprovado, comprometerá o cenário fiscal a ser enfrentado por nossos filhos quando tiverem a nossa idade. É difícil esperar visão de longo prazo de uma das legislaturas mais lamentáveis da história do nosso Parlamento. O que é incompreensível é que essa falta de sensibilidade acerca das consequências futuras dos atos praticados hoje seja avalizada pelo Executivo. E, o que é mais espantoso, sem que uma única conta tenha sido apresentada mostrando o impacto das medidas!

Os projetos do senador são tão absurdos, tão divorciados de qualquer cuidado com o rigor matemático, tão acintosamente despojados de preocupação com a sua consistência, tão evidentemente pautados pelo objetivo único e exclusivo da reeleição, que propostas alternativas acabam ganhando, comparativamente, ares de moderação. O problema é que, quando se gastam 10 e se pretende passar essa despesa para 40, uma elevação do dispêndio para 13 será mais branda, mas no fim das contas implicará um incremento de 30% do gasto!

Do que se trata o acordo pactuado na semana passada com as centrais sindicais, em torno do substitutivo? O projeto em questão era inicialmente uma tentativa de evitar que acabasse o fator previdenciário, ao qual, pelo noticiário jornalístico, teria sido acrescentada a extensão, até 2023, da regra de aumentar o piso previdenciário em razão do crescimento do PIB com dois anos de defasagem. Em vez de extinguir o fator, o que poderia gerar uma imagem de irresponsabilidade, pretende-se criar uma regra pela qual seria mantido, mas, respeitadas certas condições, ele seria igual à unidade, o que implicitamente corresponderia à sua eliminação para certas situações: especificamente, os casos em que a soma de idade e de tempo contributivo ao se aposentar seja igual a 95 anos, no caso dos homens, e a 85 anos, no caso das mulheres.

Por exemplo, um homem que tenha 56 anos de idade e 35 de contribuição - somando 91 anos - tem hoje um fator previdenciário de 0,75, que não seria afetado pela medida. Porém, se a pessoa contribuísse mais 2 anos, chegaria a 58 de idade e 37 de contribuição, somando 95. Nesse caso, o fator seria igual a 1.

Onde reside o problema? Para entender isso, vejamos qual é o fator previdenciário para algumas combinações somando 95 anos, no caso dos homens, colocando a idade no primeiro termo, entre parênteses, o tempo contributivo, em anos, no segundo termo e, ao lado, o valor do fator previdenciário: (55,40), fator de 0,84; (56,39), 0,85; (57,38), 0,85; e (58, 37), 0,86.

Já no caso das mulheres, o valor do fator previdenciário, para combinações que correspondem a 85 anos, somando a idade e o tempo contributivo, seguindo o mesmo critério de apresentação entre parênteses, são: (50,35), 0,70; (51,34), 0,71; (52,33), 0,71; e (53,32), 0,72. Na média, aproximadamente, com a regra atual, o fator previdenciário é 0,85, para os homens, e 0,71, para as mulheres, em tais circunstâncias.

O que acontecerá no futuro, se o substitutivo for aprovado? Nessa situação, o fator previdenciário em tais casos seria igual à unidade, implicando um aumento real de 18% (1,00 vs. 0,85) do valor das aposentadorias masculinas e de 41% (1,00 vs. 0,71) das femininas.

A reposição do conjunto dos aposentados se faz em 25 a 30 anos. Quem era aposentado em 1970, hoje provavelmente já faleceu. Da mesma forma, é provável que a maioria das pessoas que estiverem aposentadas em 2010 não esteja mais aqui em 2040. Os adultos de hoje serão os aposentados de amanhã e os atuais jovens serão os futuros adultos. O resultado da proposta é que aposentados com certo rendimento real cederão lugar, pelo processo natural de substituição associado ao ciclo da vida, a aposentados que ganharão 20% ou 40% a mais.

Caberá então a pergunta que Al Gore cita no documentário Uma Verdade Inconveniente, acerca dos efeitos de longo prazo da negligência do ser humano: "Um dia nossos filhos olharão para nós e dirão: ?Mas onde é que vocês estavam quando isso estava acontecendo? O que estavam esperando para acordar??"

Se no futuro a carga tributária chegar a mais de 40% do PIB, o que diremos a nossos filhos quando esse dia chegar e os recursos do pré-sal já tiverem se esgotado?

GOSTOSA


CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

MERVAL PEREIRA

Na corda bamba

O GLOBO - 02/09/09


O lançamento do projeto de exploração do petróleo do pré-sal foi uma boa amostra do que será a campanha eleitoral para a sucessão de Lula no ano que vem. Presentes os dois presuntivos candidatos mais fortes — a ministra Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, José Serra, pelo PSDB —, esteve também presente o espírito verde da senadora Marina Silva na ação de ativistas do Greenpeace, que não deixaram o governo fazer sua festa particular sem lembrar que petróleo e poluição andam juntos e que, afoito para se mostrar dono de um tesouro incalculável, o governo esqueceu-se de que estava comemorando um modelo de desenvolvimento do século passado, sem ter uma palavra sequer sobre a economia do futuro.

O economista Sérgio Besserman, ecologista de primeira, ressaltou bem a discrepância entre o que aponta o futuro e a comemoração do presente: o governo deveria dedicar boa parte dos recursos que vierem do pré-sal para preparar o salto tecnológico para um modelo de desenvolvimento sustentável, baseado em uma matriz energética limpa e renovável, de baixa emissão de carbono, o que não combina com a cultura do petróleo.

Um mundo que já é presente, e deve ser reafirmado na reunião de Copenhague, no fim do ano, que vai definir as novas metas de redução de emissão de gás carbônico na atmosfera.

A própria senadora Marina Silva, que na véspera havia se filiado ao PV e começado sua caminhada rumo à candidatura à Presidência, já identificara a ministra Dilma com “uma visão tradicional e antiga de desenvolvimento”.

O mesmo governo que endeusara os biocombustíveis em geral, e o etanol em particular, como o futuro da energia sustentável, embutindo em seus delírios de grandeza uma crítica velada à cultura do petróleo, hoje volta ao passado para tentar se beneficiar do pré-sal.

O discurso de tom ufanista do presidente Lula e as medidas estatizantes para a exploração do petróleo do pré-sal mostram bem qual a direção e o tom que a campanha eleitoral governista pode vir a assumir, muito semelhante, aliás, à que derrotou o candidato tucano Geraldo Alckmin no segundo turno de 2006.

Naquela ocasião, Alckmin não teve capacidade nem presença de espírito para rebater as acusações de que os tucanos teriam entregue o patrimônio nacional a grupos estrangeiros com as privatizações.

O governo Lula acabara de aprovar no Congresso, com o apoio do PSDB, um projeto que permitia a exploração de terras da Floresta Amazônica em regime de concessão, nos mesmos moldes em que haviam sido privatizadas as telecomunicações, entre outros serviços públicos, e a exploração de petróleo.

Hoje, a situação é semelhante.

No mesmo discurso em que o presidente Lula exaltou como “absolutamente necessária e justificada” a mudança no marco regulatório, com a adoção do modelo de partilha de produção em lugar da concessão, foi anunciado que o antigo regime, instituído em 1997, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo, continuará a prevalecer nas áreas já licitadas e em outras fora do pré-sal.

O regime permitiu que as presumíveis imensas reservas de petróleo do pré-sal fossem descobertas foi instaurado, segundo Lula numa época em que “o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa”.

Hoje, quando “o papel do Estado como regulador e fiscalizador voltou a ser muito valorizado”, ele anuncia medidas que reforçam a tendência estatizante de seu governo, mas não abre mão das concessões para a exploração do petróleo, que tanto deram certo.

Esse embate falsamente ideológico deverá surgir na campanha eleitoral, embora várias privatizações estejam em curso no mesmo governo petista, como a de estradas federais. E também, novamente, na Amazônia, com a Medida Provisória 458, que permite a exploração de terras por particulares e empresas.

A senadora Marina Silva considera que essa decisão vai beneficiar grileiros e grandes proprietários de terras na Amazônia. E a classificou de a pior medida entre tantas tomadas no governo Lula contra o meio ambiente, como a concessão de incentivos à indústria automobilística e a frigoríficos na Amazônia sem a exigência de contrapartida.

O certo é que, durante a campanha presidencial, haverá bastante espaço para a discussão de um projeto de país, mas a tentativa de Lula de jogar a disputa para o campo plebiscitário sobre o seu governo pode levar a um falso embate ideológico, pois até o momento só existem candidatos de esquerda na sucessão presidencial, e certamente será difícil para Dilma tentar jogar Serra ou Marina para sua direita.

O viés estatizante que emergiu da solenidade do pré-sal, se predominar na campanha, vai dificultar uma outra tática que já se esboçava no governo, a de explorar o que seria “o risco Serra” na economia, a fama do governador de São Paulo de ser intervencionista e centralizador, não dando espaço para um Banco Central autônomo, por exemplo.

Dilma assumiria, nesse cenário, o papel conservador, dando garantias ao mercado de que nada mudaria na política econômica atual.

Está sendo cogitada até mesmo a hipótese de ter como seu vice o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um dos principais alvos de Serra, como maneira de reforçar seu compromisso com a continuidade.

O problema é que um governo esquizofrênico como o de Lula se sustenta pela própria figura carismática do líder operário. Já a ministra Dilma Rousseff não tem história nem parece ter habilidade política para se sustentar nessa corda bamba

ARI CUNHA

Disputa no Ceará

CORREIO BRAZILIENSE - 02/09/09


Fortaleza — Notícia forte. PMDB cearense veta a candidatura do ministro José Pimentel ao Senado. A decisão foi comunicada diretamente ao presidente Lula da Silva pelo deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, e Henrique Alves, que lidera a bancada do PMDB. A notícia surpreendeu a política cearense. O interesse do PMDB é manter a maioria no Congresso, do que não abre mão. A eleição do próximo ano vai criar outro sentido, com o peso do PMDB, que deseja representação maior no Congresso. A decepção do PT foi surpresa para o partido no Ceará. Agora serão necessárias reuniões para que possam assimilar a decisão do presidente da Câmara, Michel Temer. Mantida a maioria, o PMDB continuará sendo o fiel da balança


A frase que não foi pronunciada

“Não pense que essa propaganda toda do pré-sal vai diminuir o preço da gasolina.”
Lado pessimista e realista do contribuinte acostumado a bancar os sonhos do governo.



Tudo ou nada
Torpedo se transforma em assunto sério. A defesa do consumidor discute a proibição de torpedos com propagandas comerciais. Durante a compra do aparelho, seria feita a opção do consumidor. Como a operadora vai fazer a triagem do que é ou não comercial, não se sabe.

Pesquisa
Segundo o presidente Lula, os investimentos em pesquisas vão receber incentivo do pré-sal. Se o governo não acordar para o valor desse segmento, o país perde. Mas há alternativas de desenvolvimento com a iniciativa privada. O assunto foi discutido na UnB por Alain Coulon, do Ministério de Educação e Pesquisa da França.

Bolsa
Ainda sobre pesquisa, depois da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, uma caravana segue do Rio para Brasília. O movimento é pela aprovação do projeto de lei do deputado Jorge Bittar. Ele prevê a fixação de valores das bolsas a estudantes de mestrado e doutorado.

Produtividade
Senador Paim exagerou. Enquanto defendia a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), disse que o autor de projetos no Congresso é como um copo descartável. Nem tanto, senador. Há eleitores que estão atentos à produtividade de seus representantes.

2010
Osmar Dias e José Agripino ponderaram sobre a pressa do governo em enviar ao Congresso quatro projetos de lei sobre a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Nem o marco regulatório foi discutido ainda e os projetos são em regime de urgência. A preocupação dos senadores é que o assunto seja politizado, o que seria um crime contra o país.

Muito tempo
CGU detecta prejuízo de R$ 7,1 mi em convênios da Funasa com três prefeituras e uma ONG. Estranho é que a denúncia apareça sobre contratos que foram firmados entre 1998 e 2004.

MI Dengue
Armadilha de plástico com gel que atrai o mosquito da dengue. Simples e eficiente. Agentes contam semanalmente quantas fêmeas foram capturadas. É feito o mapeamento e a prefeitura age para destruir os focos. A Ecovec é uma empresa de biotecnologia, desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais. É a autora do extermínio amistoso do mosquito da dengue.

Sonho ou pesadelo
Já desmembrada, a PEC dos vereadores chega perto de se transformar em realidade. Em breve, o país receberá quase 8 mil novos políticos para fazer valer a vontade do povo. Ou não.


História de Brasília

Quando os ditadores da paginação tomam uma decisão, é implacável, drástica como a Inquisição. Não há argumento, não há vontade, não há nada. E a última decisão aqui, na casa, foi do nosso Almeida. Separou minha vizinha Katucha, colocou-a na capa do segundo caderno, o que equivale a uma suíte presidencial. Com tanta página nos separando, transmito daqui a minha mensagem de agradecimento pela boa vizinhança com que me honrou durante vários meses. (Publicado em 7/2/1961)

FAZ SENTIDO


TODA MÍDIA

O mundo reage

NELSON DE SÁ

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/09/09

Nas manchetes on-line de "Wall Street Journal" e "Financial Times", "Ganhos industriais indicam recuperação global". Em suma, o setor "cresceu nos EUA pela primeira vez desde 2008", "cresceu na China no ritmo mais rápido em mais de um ano" e "superou as expectativas no Japão". Também na Alemanha e na França. "A recuperação é para valer", avalia o economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais, dos "grandes bancos globais".
A China puxou "particularmente" o Brasil, diz o "WSJ". Mas o país "continua a sentir o impacto da crise em suas exportações", acrescenta outro post no "WSJ", sobre o superavit comercial brasileiro, que subiu devido à redução nas importações.

FIM INEVITÁVEL?
wsj.com

O "WSJ" pergunta, em novo artigo, sobre "O fim inevitável do papel do dólar nas reservas?". Cita de Nicholas Sarkozy a Zhou Xiaochuan, do BC chinês. Não fecha a discussão, mas afirma que "alguma coisa foi iniciada pelo pânico de 2008"

ESTÍMULO...
Nas manchetes de Folha Online e Veja.com à tarde, "Com IPI menor, governo evita 60 mil demissões". Mas "perde R$ 1,8 bi".

DE MÃE
Fim do dia na Folha Online, no portal G1, em novas manchetes, "Governo deve ser uma mãe com recursos do pré-sal, diz Lula".

CABO DE GUERRA
Sobre as regras do pré-sal, a cobertura saiu do governo e foi para o DEM, depois também PSDB. No UOL à tarde, "Contra urgência, oposição vai obstruir votações". Depois, "Fracassa tentativa de barrar urgência".
DEM e PSDB defendem manter as regras como foram estabelecidas por David Zylbersztajn -que comandou a agência de petróleo sob FHC e vem ocupando CBN, Globo News e outras, em entrevistas contra a "operadora única" Petrobras. Que quase virou Petrobrax.

TUPI LÁ
wsj.com

Por "WSJ" e outros, a cobertura em papel foi ainda mais crítica do "Independence Day", seu "novo plano para dominar a indústria", seu "papel muito maior do governo". Prevê "debate quente" no Congresso, devido à reação de "alguns oposicionistas"

PRÉ-SAL, A NOVELA
A novela "Paraíso", duas semanas antes de saírem as regras, tratou do pré-sal, na conversa de uma candidata a prefeita com assessor:
"Essa história de petróleo está na moda e, se promessa não paga imposto... Quanto é que custa para perfurar um poço de petróleo? Uns cem mil postos de saúde?"
"Põe mil nisso."
"E escola?"
"Deve dar para reformar todas e construir mais uma montanha delas."
"Então por que a gente está falando em perfurar poço de petróleo?", encerra ela.

2010, A NOVELA
E causa espécie na blogosfera a entrevista de Audrey Furlaneto com o autor da próxima novela das oito, publicada domingo.
Ele anuncia "capítulos quase quentes", inclusive "adendos no dia da gravação". A personagem de uma comentarista de economia pode entrar ao vivo, "se acontecer alguma coisa grave".
Ele fala em vincular notícias do "Jornal Nacional" com a novela. "É evidente que eu aproveitaria, é tão fácil meter um ator no estúdio e fazer um comentário", diz, citando a crise no Senado.

AINDA O BLOG DO PLANALTO
whitehouse.gov

O blog de Marcelo Tas no UOL e outros comandaram ontem as críticas ao Blog do Planalto, por não se abrir a comentários. Até o "El País" citou criticamente.
O blog de mídia de Tiago Dória também não gostou. Mas lembrou contra a corrente que "a referência" usada foi o blog da Casa Branca (acima), também com "conteúdo oficial... e falta de espaço para comentários". O de Lula até avança em relação ao de Obama, com "trackbacks", os links para posts externos sobre o blog.

"DESPEDIDA"
caderno.josesaramago.org

No alto da home UOL, o escritor "diz adeus aos leitores de seu blog". Durou um ano, com "comentários desligados"

PANORAMA ECONÔMICO

Escolhas

REGINA ALVAREZ (interina)

O GLOBO - 02/09/09


O Orçamento é feito de escolhas. Governos costumam moldá-lo cuidadosamente para viabilizar seus projetos de poder. O Orçamento de 2010, encaminhado esta semana ao Congresso, reflete as prioridades do governo Lula no ano eleitoral, mas também consolida as escolhas feitas ao longo de seus oito anos de mandato. Com os números revelados, é possível refletir sobre essas escolhas.

Se tudo der certo e as previsões do governo para a arrecadação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se confirmarem, a receita líquida da União terá crescido o equivalente a 3,61 pontos percentuais do PIB desde a posse de Lula, em 2003, até 2010. Passará de 17,72% para 21,33% do PIB. Já o superávit primário, no mesmo período, cairá de 2,28% para 1,47% do PIB, considerando o abatimento dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somando o aumento da receita com a redução do superávit, chega-se a 4,42% do PIB, que equivale ao avanço das despesas nesse período.

Os números da execução orçamentária, combinados com as projeções para 2010, mostram como o governo dividiu esse bolo. Os investimentos passaram de 0,35% do PIB em 2003 para 1,38% em 2010. É um crescimento de 1,03% do PIB no período, enquanto o gastos correntes abocanharam os 3,39% restantes.

O governo Lula escolheu investir mais nas transferências de renda, nos gastos com pessoas. O aumento das despesas correntes embute os reajustes para o funcionalismo, os programas sociais, o reajuste do salário mínimo e dos benefícios previdenciários.

A professora Margarida Gutierrez, da UFRJ, calcula que os gastos com pessoas comprometem 76% do total de gastos do Orçamento. E mostra preocupação com as escolhas do governo.

— Em muitos casos os gastos são legítimos. O país é muito carente, mas a divisão do bolo é injusta com uma grande parcela da sociedade — afirma.

Gutierrez destaca que com a divisão do bolo dessa forma sobra muito pouco para gastar com outras coisas que a sociedade também precisa. Investimentos públicos, saúde e educação são exemplos de áreas que precisariam de mais recursos, mas o cobertor é curto e elas estão carentes.

— A carga tributária brasileira é uma das mais elevadas, a terceira maior carga entre os emergentes, igual a cargas de países provedores — destaca Margarida, lembrando que os serviços prestados à sociedade estão muito aquém desses países.

A fatia do Orçamento destinada ao pagamento de pessoal passa de 4,5% em 2003 para 5,05% em 2010. É uma renda destinada a um milhão e duzentos mil servidores públicos. Já os investimentos públicos, que beneficiam toda a sociedade, ficaram com apenas um quinto desse montante.

O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, lembra que os investimentos são o passaporte para o crescimento de qualquer país.

— Eles não apenas ampliam a capacidade do setor público de gerar receitas no futuro, como servem de mola propulsora para a expansão da economia — afirma.

As escolhas do governo Lula na condução dos gastos públicos são vistas por muitos analistas como um risco à estabilidade econômica, mas a crise global deu uma espécie de licença para gastar aos governos e a equipe econômica gosta de destacar que o Brasil é um dos que está gastando menos.

Na contramão

Essa análise do economista Raul Velloso reforça e ajuda a entender as escolhas do governo na crise global.

Ele comparou a evolução dos gastos correntes e dos investimentos antes e durante a crise. A conclusão é interessante. Mostra que na crise, a partir de novembro de 2008, os gastos de custeio cresceram em velocidade superior aos investimentos, na contramão dos manuais de políticas anticíclicas.

Do início do governo Lula até novembro de 2008, as despesas correntes anualizadas cresceram 87% — em valores nominais, sem inflação —, enquanto os investimentos subiram 467,3%. Este percentual parece muito grande, mas foi aplicado sobre uma base pequena, de 0,35% do PIB, que foi a fatia dos investimentos em 2003.

Já no período da crise, quando os manuais recomendam mais investimentos, os nossos cresceram em ritmo menor do que os gastos de custeio, principalmente por conta do impacto dos reajustes do funcionalismo.

Entre novembro de 2008 e julho de 2009, essas despesas avançaram 8,1%. Os investimentos, apenas 4,1%. O governo optou pelas desonerações e transferências diretas a pessoas e famílias para enfrentar a crise.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defende a estratégia anticrise do governo Lula: — As medidas garantiram a retomada da economia.

As desonerações evitaram o aumento do desemprego — afirma

GOSTOSA


CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

JOSÉ SIMÃO

Ueba! Quero um pré-sal de frutas!

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/09/09


Em tempo de lei seca, o negócio é tomar remédio para labirintite! Rarará!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
Sexo pago praticado pelas ruas de Barcelona. Como é o nome do lugar? Mercado da BOQUERIA! Ué, no Piauí não tem o Mercado da Piriquita Usada? Então pronto! E o Lula lança o pré-sal. A palavra do dia é pré-sal. Pois eu acho que o Brasil tá precisando de um pré-sal GROSSO! E pra aguentar o Lula um pré-sal de FRUTAS! Rarará!
E o site Comentando disse que o Lula vai lançar um monte de prés. 1) Pré-primário: alfabetização para todos, coordenado pessoalmente por ele, principalmente depois que ele lançou o Brog do Pranalto; 2) pré-tendente: dentadura para todos; 3) pré-juízo: para todos; 4) pré-claro: celular para todos; 5) pré-sepada: todas as anteriores!
E sabe como se chama o hino nacional na versão da Vanusa? O VÍRUS DO IPIRANGA! Rarará! E diz que não foi bebida, foi remédio de labirintite.
Então, em tempo de lei seca, o negócio é tomar remédio para labirintite! Bafo de labirintite! Rarará! TWITTER URGENTE! E as cerebridades, hein? Continuam assassinando o português no Twitter. Olha, depois que a Ana Brega escreveu "uzar" e a Xuxa e a Xaxa escrevem "sena" com "s" (acho que a Xuxa lembrou do Ayrton Senna), vamos lançar um novo serviço: o Personal Twitter. Só para cerebridades. Professor de português para revisar o Twitter. Para ensinar o twico e o tweco a twittar!
E no Twitter só pode usar 140 caracteres. Como disse o Saramago: depois desses 140 caracteres vamos nos comunicar por grunhidos. Eu adoraria ficar grunhindo com a Ana Maria Braga! E o que eu acho da Xuxa querer processar o Twitter? É que esse pessoal da Globo vive num mundo tão à parte que tem dificuldades de entender o mundo real! É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Vila Seixas, aqui em Sampa, tem uma avícola chamada FRANGOS E FRANGAS! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Pressão alta": companheiro Lula abusando do pré-sal! Pré-salve nóis! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
E vai indo que eu não vou!

PAINEL DA FOLHA

Devagar com a sonda

RENATA LO PRETE

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/09/09

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), deverá ser o encarregado de alertar Lula para a conveniência de desistir da urgência constitucional na tramitação dos projetos do marco regulatório do pré-sal - que, até ontem à noite, ainda não haviam sido enviados pelo governo ao Congresso.
As contraindicações da pressa vão desde a complexidade das matérias até o fato de que os deputados não querem ficar com a pecha de ‘enroladores’ quando se evidenciar a inviabilidade de liquidar a fatura neste ano. O ideal, segundo eles, é estabelecer uma longa agenda de audiências públicas. O próprio líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), foi desde o início contrário à urgência.

Tem pra todos - O parecer preliminar do secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, aponta a necessidade de quatro comissões especiais para as matérias do pré-sal. Tradução: haverá presidências e relatorias para dar e vender.

Fogo amigo - Na própria bancada do PT, é intenso o bombardeio à pretensão de Arlindo Chinaglia (SP) de relatar um dos projetos do pacote. Os que querem tirar o ex-presidente da Câmara de campo fazem lobby por Antonio Palocci (SP), cotado para tudo desde que escapou da ação penal no caso do caseiro.

Secessão 1 - A oposição aposta no acirramento da guerra federativa para tirar o foco do pré-sal do discurso nacionalista entoado por Lula e Dilma Rousseff. Acredita que, com 24 unidades da federação contrariadas, o marco regulatório deve empacar como a reforma tributária.

Secessão 2 - De André Vargas (PT-PR), sobre a a ideia de privilegiar os Estados produtores na divisão dos royalties: ‘Acordo entre São Paulo e Rio não dá certo nem no futebol’.

Opções - Uma voz experiente comenta o fato de que o presidente da Petro-sal deverá ser indicado pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), cria política de José Sarney: ‘Precisa ver qual modelo de gestão eles vão adotar: o do Senado ou o do Maranhão’.

Constitucionalista - Cotado para o STF, o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, foi consultado sobre a polêmica dos royalties já na reta final da negociação com governadores. Assim como o ministro Nelson Jobim (Defesa), opinou que a manutenção do regime diferenciado para Estados produtores é um comando constitucional.

Rádio Supremo 1 - A possibilidade de indicação de Toffoli para a vaga de Carlos Alberto Direito incomoda alguns ministros do STF. Embora declarem ter boa relação com o advogado-geral da União, opinam que Toffoli, aos 41, ‘não está pronto’.

Rádio Supremo 2 - Esse grupo de ministros prefere que a vaga seja preenchida por um nome de ‘perfil técnico’, como Direito, e não ‘político’ - Toffoli é defendido pelo PT em peso. Eles acreditam, porém, que Lula se inclina pelo advogado-geral.

Apaga a luz - Por determinação do comandante Enzo Peri, o QG do Exército faz hoje um feriado ‘fora de época’ e, a partir do dia 14, passará a funcionar às segundas em regime de meio expediente, apenas depois das 13h. Trata-se de medida de contenção de despesas. E/ou de protesto dissimulado contra o contingenciamento do Orçamento das Forças Armadas.

Na floresta - Depois da festa em São Paulo para o ingresso de Marina Silva, o PV fará evento sábado no Acre, Estado da senadora, para arrebanhar filiados. Na data se comemora o ‘Dia da Amazônia’.

Buzina - As centrais sindicais acertaram ontem antecipar sua marcha anual a Brasília de dezembro para o próximo dia 30, data em que deve ser votada na Câmara a redução da jornada de trabalho.

Tiroteio

O Blog do Planalto não é “do Planalto’ nem é blog.

Do apresentador e blogueiro MARCELO TAS , comentando no Twitter a recém-lançada iniciativa da Presidência da República, que não permite ao leitor enviar comentários para as informações postadas.

Contraponto

O poço do Serra

Militantes do Greenpeace protestavam no evento do pré-sal quando José Serra cochichou com Marcelo Déda:
- Pensei que era a UNE. Só agora percebi que era contra o governo...
O petista entendeu a ironia e cutucou:
- Mas outro dia eu vi no YouTube um vídeo seu como presidente da UNE elogiando o governo Jango...
- Eu fazia discursos duros. Aliás, sou o último sobrevivente da campanha o ‘Petróleo é Nosso’! - rebateu Serra.
- Então você deveria se sentir incluído no discurso do Lula em homenagem ao companheiro Monteiro Lobato!

GOSTOSA


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

TOSTÃO

Quem vai dançar o tango?

JORNAL DO BRASIL - 02/09/09

O Brasil possui hoje melhor conjunto e melhores jogadores do que a Argentina. O Brasil está pronto para disputar o Mundial, com boas chances de vencer. A Argentina ain da não definiu um esquema tático, nem vários titulares e reservas.

A grande dúvida da Argentina, que vem antes de Maradona ser o técnico, é se o time joga com Messi e mais dois ou um atacante. Nesse último caso, entraria outro jogador de meio de campo. A dúvida é parecida com a do Brasil, quando Ronaldinho era convocado. Dunga não sabia se escalava Robinho, Kaká e Ronaldinho juntos ou se trocava Ronaldinho por mais um armador, para melhorar a marcação.

Sábado, o que será mais decisivo: jogar em casa, a necessidade de vencer e a pressão que a Argentina deve fazer ou a excelente defesa e os ótimos contra-ataques do Brasil? Assim, o Brasil ganhou várias vezes da Argentina e goleou, fora de casa, o Uruguai. Já contra Pa ra guai e Equador, o Brasil foi pressionado e só não perdeu porque Júlio César fez extraordinárias defesas.

Como disse Maradona, Maicon é um trator. Sua atuação contra o Milan foi espetacular. Ainda há muitos no Brasil que não gostam do lateral. Deve ser porque ele é alto, forte e pouco habilidoso. Além da força física, Maicon possui ótima técnica. Na última partida contra a Argentina, no Mi neirão, Gutiérrez entrou em campo só para anulá-lo. Con seguiu. Sábado, Gutiérrez estará fora, contundido.

Na Inter, Maicon e Zanetti formam uma ótima dupla. Maicon, de lateral, e Zanetti, de armador, pela direita. Na seleção da Argentina, Zanetti é lateral. Não há outro. Zanetti não tem mais a juventude e a força física para de fender e atacar.

Na lateral esquerda, André Santos ainda não garantiu seu lugar, mas é melhor que os laterais da Argentina, Heinze e Papas.

O meio de campo da Argentina, com Mascherano, Gago e Verón, é superior ao do Brasil. Essa diferença diminuiu após a entrada de Felipe Melo.

Agüero é outra grande esperança dos argentinos. Está cada dia melhor. Ele e Luís Fabiano mereciam jogar em um dos principais times da Europa.

Recebi críticas por escrever que a seleção não tem um bom substituto para Robinho. Seria Ro naldinho, ou mesmo Diego, que entraria no lugar de Kaká, e esse, no de Robinho. Os dois não têm sido convocados. Não há outros. Ronaldinho virou outro jogador, e Diego não conseguiu um lugar na seleção. Mesmo quando atua mal, Robinho, por se movimentar muito, facilita para os companheiros.

A Argentina tem Messi, e o Bra sil tem Kaká. Dois craques. Pos suem ótima técnica. Messi é mais habilidoso e mais encantador. Kaká é mais alto, forte e utiliza muito bem sua força física.

Antes da Copa de 2002, a Argen tina estava muito melhor que o Brasil. A Argentina foi eliminada na primeira fase, e o Brasil foi campeão mundial. Portanto, não é momento para euforia, mesmo se o Brasil ganhar bem.

Se perder, e os concorrentes ven cerem, a Argentina ficará em uma situação bastante difícil. Seria triste uma copa sem a Argentina e sem Messi. Só restaria aos argentinos chorar e dançar um tango.

FERNANDO CALAZANS

Face de Maradona

O GLOBO - 02/09/09

A circunstância de enfrentar o Brasil pela primeira vez como técnico de futebol parece ter despertado a face meio delirante da personalidade de Diego Maradona. Até que nesta sua experiência como treinador da seleção da Argentina, a primeira também, o irrequieto Maradona estava mais discreto do que na sua época áurea de craque (e bota áurea nisso). Agora, ele se redescobre.
Em primeiro lugar, transferiu o jogo da capital para a cidade de Rosário, onde, acredita, a pressão da torcida sobre a seleção brasileira seria (ou será mesmo) mais forte.
Não contente, inventa essas duas preciosidades, para que o jogo se torne mais rápido, mais corrido: quer que a grama do estádio seja cortada diariamente para ficar baixa, mais rente, e no dia do jogo quer que ela seja regada, tudo isso para dar mais velocidade à bola.
O que me causa espanto e uma certa graça é Maradona achar que tais expedientes, um tanto pueris a meu ver, poderão influir no resultado de um jogo que por muitos é considerado o maior clássico do futebol mundial. Imagino que eles tivessem mais efeito num possível jogo com a Estônia, a Jamaica ou a Tailândia. Mas contra o Brasil...

A Argentina é o tipo do país que, no futebol, pode derrotar a seleção brasileira em quaisquer circunstâncias. O fato de jogar em casa, este sim, ajuda, mas tanto em Rosário, em Buenos Aires ou em Mar del Plata. A altura da grama, molhada ou não, já me parece um pouco de desvario, o que, no caso do grande ex-jogador, não surpreende.
Poderiam entrever, sim, uma recorrência à propalada catimba dos argentinos, tão explorada pela nossa imprensa, como se nossos jogadores, brasileiros, fossem modelos de inocência e de cortesia, os anjinhos. Mas francamente... que bobagem.
O tema catimba vou “explorar” em outra coluna — até sábado, naturalmente.

No momento em que se discute — enfim! — o profissionalismo, ou melhor, a falta de profissionalismo do futebol do Rio, salta aos olhos, de dentro do campo, o péssimo comportamento dos jogadores (chamados de profissionais), como uma das demonstrações do descaso dos clubes.
Sei que histórias de gestão, como as narradas por Maurício Fonseca na reportagem sobre o tema, no último domingo, são mais importantes, mas não aguento mais ver a irresponsabilidade de jogadores cometendo gestos tolos e levando cartões amarelos, vermelhos, cor de rosa, etc...
Sem implicância, apenas a título de exemplo (porque pode ser em qualquer clube), pego o jogo até certo ponto fácil do Flamengo contra o Santo André. Leonardo Moura levou cartão amarelo porque, depois de fazer o gol de pênalti, levantou a camisa do clube para mostrar alguma coisa pessoal na camiseta de baixo.
Quer dizer: Leonardo Moura NÃO sabe que NÃO pode fazer isso. Além dele, a poucos minutinhos do fim, e quando o time já ganhava de 2 a 0, Dênis Marques fez questão de dar um carrinho num adversário, no campo deste, lá longe da defesa do Flamengo, num lance junto à linha lateral, sem qualquer importância. Levou amarelo também.

Houve épocas em que o futebol brasileiro (em qualquer clube) tinha supervisores de alta qualificação, como Carlos Nascimento, Almir de Almeida, Domingo Bosco, só para dar alguns exemplos.
Hoje, do lado de fora dos clubes, nem se sabe o que eles fazem, nem para que servem. Não tratam sequer da disciplina, entregando-a, como outras coisas, nas mãos dos técnicos.
Quando estes se desgastam nas relações com os jogadores, são eles os demitidos, enquanto os tais “supervisores”, assim entre aspas, continuam firmes, esbanjando inutilidade.

NO CU DA GALINHA


CLÓVIS ROSSI

O pré-sal e o pós-sal

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/08/09

LONDRES - Pura coincidência, mas muito significativa: no dia em que boa parte dos jornais do mundo dava destaque para o pré-sal brasileiro, começava em Londres o, digamos, pós-sal -uma campanha cujo fim último fatalmente será o de um mundo com muito menos consumo de petróleo.
A campanha chama-se 10:10, porque visa reduzir em 10% em 2010 a emissão de gases que causam o aquecimento global. Petróleo e derivados são, sabidamente, os vilões principais nessa história, seguidos pelo desmatamento.
A campanha envolve "uma coligação sem precedentes de cientistas, empresas, celebridades e organizações [sociais], cobrindo todo o espectro político e cultural", segundo o jornal "The Guardian", que aderiu com tudo ao 10:10, a ponto de toda a sua capa de ontem estar dedicada ao tema do aquecimento global (não, petistas hidrófobos, o "Guardian" não está fazendo a campanha de Marina Silva).
Do meu ponto de vista, o que chama mais a atenção é o fato de que se busca envolver cada cidadão no esforço dos 10:10. Tanto que um quadro na capa mostra "cinco maneiras pelas quais você pode dar apoio à campanha". Uma delas: "Compartilhe sua experiência de tentar viver uma vida de baixo uso de carbono e consiga orientação de nossos peritos verdes".
Quando digo que se trata de uma coincidência significativa não é para criticar o pré-sal. Ao contrário. Mesmo que o petróleo tenha vida mais ou menos curta, o Brasil é um dos poucos países do mundo, talvez o único, com a imperdível oportunidade de usar os recursos provenientes de um combustível sujo para desenvolver e/ou consolidar as alternativas limpas que possui.
Foi esse o principal aspecto que faltou discutir nessa história do marco regulatório do pré-sal. Se continuar ausente, aí, sim, se dará a "maldição" a que aludiu o presidente Lula.

ANCELMO GÓIS

POUSO FORÇADO

O GLOBO - 02/09/09

A expansão do número de voos no Santos Dumont mostra falta de planejamento – e não só pelo barulho dos aviões em certas áreas residenciais do Rio.
Um dos fingers (passarelas que ligam os portões de embarque às aeronaves) foi canibalizado pela Infraero para suprir a falta de peças de reposição.
PERDAS E DANOS
No Planalto, o balanço da crise política do Senado é que apesar de tudo foi melhor assim.
Lula reconhece o grande desgaste público no apoio a Sarney. Mas, acha que era preciso pagar o preço. Caso contrário, o prejuízo político teria sido maior.
É. Pode ser.
ALÔ, PM!
Otávio Augusto, o ator boa-praça, foi assaltado sábado, às 10h30m, em plena Ataulfo de Paiva, esquina de Cupertino Durão, no meio do Leblon, no Rio.
Dois homens armados levaram celular e dinheiro. E nada de PM por perto.
BANHEIRO OCUPADO
Tem artista convidado para fazer “A Fazenda 2”, o reality show da Record, invocado com uma cláusula do contrato que proíbe a presença no banheiro de mais de um participante ao mesmo tempo.
A razão é... francamente não sei.
IMPRENSA
Que Zé Dirceu, ele mesmo, tem se envolvido em negociações para compra de jornais não é novidade.
Agora o que se diz é que o petista anda namorando a aquisição do jornal carioca “O Povo”.
VIDA & ARTE
Mesmo com a falta de ânimo dos senadores para discutirem o projeto de Cristovam Buarque, que obriga filhos de políticos a estudarem em escolas públicas, a ideia virou plataforma de campanha de Aurora, personagem de Bia Seidl, na novela Paraíso, da TV Globo.
SEGUE...
No capítulo de sábado, Aurora, candidata a prefeita da cidade fictícia da trama, deu uma entrevista à rádio da novela, sugerindo a adoção da medida.
BURACO DO CASÉ
Do gaiato Jaguar, numa mesa do Bracarense, anteontem:
– Depois do Buraco do Lume, agora temos o Buraco do Casé, após a derrubada da passarela. Fui dar uma olhada e gostei. Mas sou contra a derrubada. O Obelisco está para Ipanema assim como a Estátua da Liberdade está para a Barra da Tijuca. Eles se merecem.
MUSEU DO CORPO
Petrópolis, a cidade imperial, vai ganhar um museu de anatomia nos moldes daquela exposição Corpo Humano, lembra?
Ficará na Faculdade de Medicina de Petrópolis.
ALÔ, EIKE BATISTA!
Foi um dos muitos cariocas que fazem seu exercício diário no cinematográfico cenário da Lagoa que notou: não há banheiros por lá.
– Num ponto da caminhada do povo da terceira idade, o único jeito é fazer na Lagoa. Apenas dois banheiros químicos eliminariam os mijões do recanto.
PEGA GERAL
Um conhecido ex-jogador de futebol, que já foi ídolo de grandes clubes no Rio e em São Paulo, virou freguês da casa de suingue (ou seja, de troca de casais) Café Paris, no Recreio.

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO


ROBERTO DaMATTA

Duelos de coluna

O GLOBO - 02/09/09

A conclusão do caso do caseiro contra o ministro abre a questão. No Brasil, quando o fraco duela com o forte, ficamos sempre e invariavelmente com o superior? Ou seremos, um dia, capazes de agir movidos pelo princípio da igualdade para sermos mais intensos com quem manda, cobrando deles mais responsabilidades, justamente porque deveriam ter mais consciência do que diz respeito aos papéis que ocupam, do que os fracos, os pobres e os oprimidos? Estou convencido que o discurso pelo povo e pelo batido “amor” aos pobres é uma fachada. Falamos em pobres para esconder o nosso viés aristocrático e a nossa crença inabalável de que somos realmente superiores.

Cada partido tem os pobres que merecem.

Eis um qualificativo santificado para classificar um conjunto de cidadãos brasileiros como subordinados e inferiores. Numa pesquisa realizada faz algum tempo, encontrei algo contundente.

O mundo foi, é e será sempre constituído de ricos e pobres. A pobreza, dizem os informantes que se classificam como pobres, não é um defeito ou um erro, como argumentam as teorias modernas da desigualdade, mas faz parte da vida. É bíblica e natural.

Aqui, o pobre surge acoplado ao rico: um não pode ser balizado sem o outro.

Posteriormente, essa pesquisa foi confirmada quantitativamente com a colaboração de Carlos Alberto Almeida, do Instituto Análise.

Ela revela o eixo hierárquico dentro dos ideais de igualdade que, com o advento da República, transitaram do campo religioso (todos são relativamente iguais perante Deus, a Virgem e os santos) para o campo cívico-político que declarava uma igualdade de raiz perante a lei neste mundo. Ora, essa é a questão. No “outro mundo”, todos pagam, mas lá não há Supremo Tribunal Federal, governo, polícia, partidos políticos, ambições pessoais e mendacidade, exceto na cabeça dos crentes. E os brasileiros são crentes escarrados.

Todos acreditam não somente numa justiça divina, pela qual os f.d.p deste mundo pagam pelo que fazem com os inferiores, MAS somente depois da morte, quando o que se demanda num regime democrático e liberal é — eis o duelo de coluna — uma justiça igualitária aqui e agora. Um sistema menos condescendente com quem está no poder e mais igualitário com quem vai aos tribunais exigir compensação moral pelo aviltamento sofrido, como foi o caso do caseiro cujos direitos constitucionais foram violados pela cúpula governamental.

Continuamos do lado das hierarquias que com a sinceridade das crenças inabaláveis, porque jamais foram discutidas e politizadas, decidem sempre pelo lado de quem está no “poder”, “manda”, pode e deve mentir ou “controla”; porque pode “dar”, “tirar” ou “perseguir” — esses traços característicos dos mais fortes (dos que “estão em cima” ou “por cima”) — contra os mais fracos. Ou, eis um outro lado do duelo, começamos a mudar essa equação? Longe das disputas, os fracos são “pobres” e “oprimidos”, mas, quando eles se individualizam e clamam por direitos, passam de cordeiros a ingratos que perderam a sua consciência de lugar porque pretenderam — como o caseiro Francenildo Costa contra o todopoderoso ministro Antonio Palocci — disputar com o “superior” como um igual. Eis um caso de revoltar o estômago: um conluio de ministros (inclusive com o da Justiça que, sem conflito de interesses, atuou como advogado de Palocci), um poderoso diretor de um dos maiores bancos do país, a Caixa Econômica Federal, toda uma súcia de subordinados que fazem tudo pelos chefes, contra um caseiro que tinha uma conta bancária impossível para quem acabava de fazer o mensalão e não podia imaginar que alguém pudesse falar a verdade ou não ter um plano B. Eis o Partido dos Trabalhadores jogando tudo contra um trabalhador, eis a prova de que quem está por cima tudo pode no Brasil.

Num sistema aristocratizado, a igualdade é afronta, renúncia do mundo ou subversão. Como é que este merdinha ousa colocar-se contra mim? Eu, que tenho biografia e sou membro do partido que mais tem feito pelos pobres e pelos que, no plano de nossa modernidade retrógrada, os representam: os trabalhadores em geral, pois num sistema (desenhado pela escravidão) todo trabalhador é, por definição, pobre e desamparado.

Todos precisam de pai ou caudilho.

O remédio não prevê a igualdade, mas defensores que irrevogavelmente, como diria o senador Mercadante, os representem de modo absoluto.

Eis o duelo. Quando o pobre “entra” na Justiça e troca a resignação religiosa, base do messianismo de Canudos (e de outros movimentos sociais), e que situava a salvação fora deste mundo (como, aliás, eu menciono em “Carnavais, malandros e heróis”), ele desafia essa justiça divina, trocando-a pelos códigos legais deste mundo. E demandam reparos concretos baseados numa justiça humana: conflituosa, reveladora e falível.

Estamos na base do 5 a 4 para os superiores. Para o Brasil do século XXI onde todos são progressistas, honestos e de esquerda, é — valhame Deus! — um baita avanço!

CLÁUDIO HUMBERTO

“(O governo) é como um papel de uma mãe”
PRESIDENTE LULA PROMETENDO A “CHUPETA” DOS ROYALTIES DO PRÉ-SAL

PRIVATIZAÇÃO FEZ DISPARAR O CUSTO DA ENERGIA
O custo da energia elétrica para o consumidor do Maranhão, o Estado mais pobre, é 80% maior que o do Distrito Federal, que tem a maior renda per capita do País, e 49% mais alto que o de São Paulo, o Estado mais rico. A constatação é da CPI da Conta de Luz na Câmara dos Deputados. A Cia Energética do Maranhão (Cemar), privatizada na era FHC, é da americana PPL Global. No DF, a CEB ainda é estatal.
CADEIRA ELÉTRICA
O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nélson Hubner, vai depor nesta quarta-feira na CPI da Conta de Luz.
DONO DO GALINHEIRO
Sempre bonzinho com distribuidoras privadas de energia, o presidente da Aneel foi diretor da Abradee, a associação das empresas do setor.
“MENAS” NOTÍCIA
O “brógui” do Planalto esteve a maior parte do tempo fora do ar, estes dias. Deve ser por incompatibilidade do redator-chefe com a gramática.
FAVORITO
A vaga do falecido Carlos Alberto Direito no Supremo Tribunal Federal deve ser José Antônio Dias Toffoli, atual advogado-geral da União.
EX-ARAPONGA: ABIN NÃO SABE ESPIONAR
Ex-chefe do Grupo de Trabalho Amazônico e ex-Agência Brasileira de Inteligência, da qual foi afastado pelo ministro Nelson Jobim (Defesa), o coronel da reserva Gelio Fregapani acha que a Abin “deveria cuidar da segurança do presidente, para tanto bastando um coronel, não um general quatro estrelas”. Desvirtuada, “fez besteira” no sumiço da fita da suposta visita da ex-secretária da Receita Lina Vieira ao Planalto.
A FAVOR DO GRAMPO
Militar especialista em estratégia, ele acha que uma agência de inteligência deveria fazer grampos e interpretar “fatos revelantes”.
NINHO DE AMADORES
Fregapani considera a Abin “engessada”, sem o devido contato direto com o presidente, protegido por “filtros (arapongas) amadores”.
NOTÍCIA DE JORNAL
Proibidos de espionar, os arapongas se limitam a analisar notícia de jornal. “É melhor poupar dinheiro e acabar com a Abin”, aconselha.
DEPUTADO PIANISTA
O pianista Arthur Moreira Lima, um dos mais importantes músicos do planeta, não apenas se filiou ao PR, a convite do ex-governador Anthony Garotinho, como cogita candidatar-se a deputado federal.
TEMA INSEPULTO
Testemunha no mensalão, o dono de bingo conhecido como “Zé Maria” foi morto há dias com um tiro na cabeça em Santo André (SP). Sócio oculto dele, um policial também foi assassinado, uma semana depois.
CONTRADIÇÃO VERDE
O repórter Danilo Gentili, do CQC (Band), disse a Marina Silva (PV-AC) que enquanto ela “defende o verde”, o ex-ministro Gilberto Gil, também do PV, “queima” o verde, referindo-se a consumo de maconha. Marina sorriu e respondeu algo como “prefiro não comentar...”
ADVOGADO DO DIABO
O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos não rejeita clientes que pagam seus honorários siderais: agora defende o médico tarado Roger Abdelmassih, acusado de estuprar mais de meia centena de pacientes.
HOMEM HONRADO
Uma das hipóteses levantadas pela polícia do DF para o assassinato do advogado e ex-minsitro do TSE Jose Guilherme Villela foi a de “queima de arquivo”. Villela era um homem honrado, não merecia isso.
CEARÁ EM PÉ DE GUERRA
Lançado pela ministra Dilma no início do ano, um programa do Dnocs para recuperação de 21 áreas de irrigação do Nordeste, oito no Ceará, parou porque o dinheiro teria sido desviado para obras no Rio Grande do Norte, por influência do líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves.
NO RUMO DE CUBA
O governo do semi-ditador Hugo Chávez processa 2.200 venezuelanos por protestos até contra salários, escolas em mau estado, etc. É um presidente de quem deve-se evitar a companhia.
ESPECIALISTAS
A ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, e Adrienne Sena, mulher do ministro Nelson Jobim (Defesa), foram ao espetáculo do balé mineiro Corpo, em Brasília. Ellen comentou cada cena com a amiga.
FILHO BASTARDO
Dilma é “mãe” do PAC, Lula é “mãe” do pré-sal. O pai, pelo visto, é desconhecido.

PODER SEM PUDOR
TROCANDO NOMES
Em 2003 o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Maurício Corrêa, quase ganhou outro inimigo. Ao receber o vice-presidente da Câmara, nos 175 anos do STF, ele abriu o sorriso e os braços:
– Oh, deputado Inocêncio Martins, que bom vê-lo!
– É Inocêncio Oliveira! Oliveira! – irritou-se o deputado pernambucano.

QUADRILHA

QUARTA NOS JORNAIS

- Globo: Depois da festa, pré-sal abre guerra de partidos e estados


- Estadão: BNDES terá reforço para ajudar Petrobras


- JB: Bancada do Rio se une para defender royalties


- Correio: Crime na 113 Sul: 72 facadas e muitas dúvidas


- Valor: Lucro crescente explica pressão contra cartões


- Estado de Minas: Lula promete pré-sal entre todos


- Jornal do Commercio: PM abre 2.100 vagas