Os últimos serão os primeiros
| Correio Braziliense - 05/06/2009 | ||||||||||
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| O Globo - 05/06/2009 |
Pena que os velhos anarquistas mais libertários não viveram para ver um instrumento tão livre, poderoso e igualitário como a internet, que justamente por isso é tão temida pelas tiranias de esquerda ou de direita. Cada vez mais acessível a mais gente, ela nivela e aproxima, dá voz e imagem a todos e a qualquer um, é um espaço de liberdade e independência que cresce em proporção aos avanços tecnológicos que tornam as máquinas mais rápidas e potentes, mais leves e baratas. |
| Ilimar Franco |
| O Globo - 05/06/2009 |
O presidente Lula vai indicar o nome do ministro José Múcio (Relações Institucionais) para o Tribunal de Contas da União. Ele vai substituir Marcos Vilaça, que se aposenta este mês. O governo concluiu que precisa da secretária-executiva Erenice Guerra na Casa Civil e que seu nome teria dificuldades de passar no Senado. Entre a indicação e a aprovação de Múcio no Congresso, Lula terá tempo para escolher um novo coordenador político. CPI do Canecão |
| O Globo - 05/06/2009 |
O confronto entre ruralistas e ambientalistas é completamente insensato. Mesmo se a questão for analisada apenas do ponto de vista da economia, são os ambientalistas quem têm razão. Os ruralistas comemoram vitórias que se voltarão contra eles no futuro. Os frigoríficos terão que provar aos supermercados do Brasil que não compram gado de áreas de desmatamento. |
| O Globo - 05/06/2009 |
Embora interesse ao governo adiar a instalação da CPI da Petrobras o mais possível, o que está acontecendo é um reflexo da disputa, muito séria e mais ampla, entre PMDB e PT, que vai definir os palanques regionais para a eleição de 2010. O PMDB, além de querer sempre mais poder, mais cargos, maior participação no governo, teme muito o apetite do PT e sabe que, se não fosse Lula garantindo a intermediação dessa disputa, o PT já o teria engolido há muito tempo. |
A vaga de Múcio
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 05/06/09
Com a ida de José Múcio para o TCU praticamente selada, está reaberta a disputa pelo comando da articulação política. O núcleo petista mais próximo a Lula considera esse um bom ‘ministério de entrada’ para Antonio Palocci no caso de seu retorno ao governo _dali ele iria para a Casa Civil, quando da desincompatibilização de Dilma Rousseff. O PMDB, em princípio, não se opõe à substituição de Múcio por Palocci.
Já siglas como PP e PR têm uma outra ideia: gostariam de transformar em ministro o subchefe de Assuntos Parlamentares, Marcos Lima, responsável pela liberação das emendas. Seria assim uma solução ‘sem intermediários’’ para a massa da base aliada.
Ao vivo - O próprio Gilberto Carvalho deve se encarregar de dizer hoje ao PT, na reunião da corrente Construindo um Novo Brasil, em São Paulo, que fica no governo. Ele participa de uma mesa sobre ‘projeto para 2010’ à tarde, ao lado de José Dirceu e Marco Aurélio Garcia.
Múltipla escolha - Sem Gilberto Carvalho na parada, a disputa pela presidência do PT pode ter até quatro nomes. Além de José Eduardo Dutra, provável opção do ex-Campo Majoritário, concorreriam José Eduardo Cardozo (Mensagem ao Partido), Iriny Lopes (Articulação de Esquerda) e Maria do Rosário ou Geraldo Magela (Movimento PT).
Bedel eletrônico - O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), aderiu às mensagens de texto via celular para convocar os 78 deputados de sua bancada ao plenário na hora das votações nominais.
Carimbo - A cúpula do DEM se preocupa com a superexposição de Kátia Abreu (TO) na troca de chumbo com Carlos Minc (Meio Ambiente). Culpa o ministro, mas teme que a imagem de ‘Miss Desmatamento’ grude na senadora.
Sem vergonha - Aliados de Renan Calheiros sinalizam que o líder do PMDB tentará postergar ao máximo o início da CPI da Petrobras e, se possível, impedir seu funcionamento. ‘É melhor ficar vermelho 15 dias do que amarelo seis meses’, tem sido o mantra nas reuniões da tropa.
Paisagem - Integrantes da CPI das ONGs apontam demora do Banco do Brasil em enviar informações sobre entidades ligadas ao MST. As quebras de sigilo foram aprovadas no início de abril. Bancos privados já responderam ao pedido dos senadores.
Hábitos de mídia - O instituto Meta, recém-contratado pela Presidência da República para realizar ‘pesquisas de orientação’, deve sair a campo em breve para perguntar ‘como a população se informa’. O tema foi sugerido pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social).
Triunvirato - Propeg, Artplan e Agnelo foram as agências vencedoras da licitação de R$ 120 milhões para gerir a verba de publicidade do Ministério das Cidades.
Estágio - Não obstante as juras de amor do ex-tucano Eduardo Paes (PMDB) a Lula e Dilma, o prefeito do Rio enviou sua secretária da Fazenda, Eduarda La Rocque, para uma imersão com a equipe econômica do governo Serra. Quer dicas para melhorar a qualidade das despesas e incrementar a arrecadação.
Tiroteio
A redução da vantagem do Serra sobre a Dilma parece estar dando coceira no Aécio. Daí a recente contundência dele.
Da senadora IDELI SALVATTI (PT-SC), líder do governo no Congresso, sobre o governador de Minas Gerais, segundo quem ‘nunca antes neste país se viu uma distribuição tão farta de cargos públicos’.
Contraponto
Olha isso!
Deputados assistiam à apresentação dos resultados de uma pesquisa sobre reforma política encomendada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Para descontrair, o diretor do Diap, Antonio Queiroz, revelou, preservando o nome do autor, a resposta de um deputado quando lhe pediram opinião sobre voto distrital:
-Eu sou terminantemente contra! Imagine só o dinheirão que se gastaria trazendo os eleitores do meu Estado para votar aqui no Distrito Federal!
Polido, Queiroz atribuiu a resposta a ‘mera distração’ do entrevistado, mas a galera não perdoou:
-CQC no colega!- sugeriu um dos presentes.
| O Estado de S. Paulo - 05/06/2009 |
No início dos anos 1700, quando a revolução comercial já era um fator determinante do progresso e do desenvolvimento das nações, um pensador espanhol teria escrito um ensaio defendendo a tese de que o seu país não deveria entrar naquela competição, porque seria um esforço desnecessário. A Espanha, na época, possuía reservas em metais preciosos suficientes para comprar tudo o que seu povo necessitava. Esse mesmo argumento poderia ser válido, um século depois, nos anos 1800, para não embarcar na aventura industrial. O resultado é que o império espanhol ruiu, as suas decantadas reservas se dissiparam e a outrora pujante nação ibérica amargou mais de dois séculos de decadência. Está voltando ao proscênio agora, quando nem o seu governo nem o seu povo se pautam mais por aquela enganosa opulência do passado. De certa forma, é esse mesmo problema que inviabiliza o progresso e o desenvolvimento de muitos países que vivem, atualmente, da riqueza fácil gerada pela extração de petróleo. Para que, afinal, arregaçar as mangas? O ouro negro supre todas as carências... Não é à toa que entre os países mais pobres da África figuram - em aparente paradoxo - os que possuem as maiores reservas mundiais de diamantes e pedras preciosas. A posse de recursos naturais abundantes e de fácil extração já causou a desgraça de muitas nações, através dos tempos. O que dizer, então, quando a falsa abundância não provém de riquezas reais, mas de programas assistenciais promovidos pelos governos locais? Os analistas isentos e imparciais seriam unânimes em afirmar que, nesse caso, o caminho da perdição seria ainda mais curto. E se tais políticas paternalistas estivessem sendo promovidas num país pobre e desprovido de maiores recursos? Aí, então, seria suicídio - afirmariam os estudiosos -, uma nação deliberadamente atirando em seus próprios pés. Pois é esse exatamente o caso do Brasil e do seu programa Bolsa-Família. Segundo se vangloria o próprio governo, o programa já contempla 11 milhões de famílias, alcançando, assim, entre um quarto e um terço de toda a população brasileira. Trata-se de um exemplo ímpar: em toda a História universal, somos o único povo que logrou escapar da miséria com mesadas. Argumentos para defender o Bolsa-Família não faltam. O difícil é acreditar que o programa seja viável para sempre. Pode-se argumentar, a favor dele, que, em termos imediatos é uma forma eficaz de combater os malefícios causados pela miséria. Sem dúvida. Mas trata-se de um paliativo - um remédio que cuida dos efeitos, e não das causas da moléstia. Assim sendo, o seu efeito não é duradouro e tampouco definitivo. Há pelo menos três aspectos cruciais que estão eivando a iniciativa: Não se está exigindo, na prática, nenhuma contrapartida dos beneficiários; não se está fixando um prazo máximo para a concessão do benefício; o valor do benefício pago está-se revelando muito elevado. Benefício concedido sem reciprocidade é esmola. E esmola não cria cidadãos ativos. Cria, isso sim, mendigos. Benefício concedido para sempre não é uma ajuda, mas sim um privilégio. E privilégios não geram indivíduos independentes. Geram, quando muito, um massa disforme de parasitas. Benefício com valor elevado não complementa o trabalho, mas o substitui. Não gera trabalhadores, mas desocupados. Em vez de pessoas ativas, uma multidão apática de ociosos. Um exército de pensionistas totalmente dependentes da boa vontade dos governantes. Se o objetivo final de Lula e do PT é criar um gigantesco curral eleitoral, eles estão sendo muito bem-sucedidos. Os "bolsistas" do famigerado programa estarão sempre dispostos a sufragar os candidatos que o governo recomendar. Mas se o que se pretende é emancipar as pessoas, então o Bolsa-Família está se revelando uma grande excrescência. Como está escrito na porta do Inferno de Dante: "Abandonai todas as esperanças, vós que entrais"... Aqueles que se inscrevem no "Bolsa-Família" hão de saber que dele jamais sairão. As suas virtudes ativas, a sua independência, a sua cidadania, tudo isso, enfim, é impiedosamente moído tão logo se ingressa no programa. A ética do trabalho e do esforço como a única forma legítima de prosperar na vida deixa de existir já na soleira da porta. Como reza o ditado, montar num tigre é fácil, o difícil é desmontar dele depois. O Bolsa-Família é um programa que, uma vez implantado, não há mais como descartá-lo. Os milhões de beneficiários já estão acostumados com o aporte mensal do dinheiro fácil. Como dizer a eles que dali em diante deveriam suar o rosto para obtê-lo? Tanto para o governo como para a oposição, propor o fim do Bolsa-Família seria eleitoralmente desastroso. E o programa, assim, se impõe como algo definitivo. Aqueles que trabalham hão de votar na oposição, já aqueles que não trabalham votarão sempre no governo. Como estes últimos se estão tornando maioria, o continuísmo parece ser um prognóstico evidente. Como é economicamente impossível pôr a totalidade dos brasileiros sob o guarda-chuva do Bolsa-Família - alguém tem de pagar a conta -, teremos no País, doravante, duas classes de cidadãos: a dos que sustentam e a dos que são sustentados pelo Bolsa-Família. Quanto a você, que está lendo este artigo, a recomendação do governo é a seguinte: "Trate de trabalhar duro! Além da sua família, há mais 11 milhões de famílias que dependem de você!" |
O ESTADO DE SÃO PAULO - 05/06/09
Não houve acaso nem coincidências. Foi tudo bem pesado e medido: a ocasião, o recado, o mensageiro e até a ausência de Fernando Henrique Cardoso e José Serra no encontro nacional de mulheres do PSDB, quarta-feira em Brasília, tiveram um significado específico.
A ideia era deixar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, comandar o espetáculo exibido no primeiro palco disponível depois da divulgação de duas pesquisas de opinião confirmando o crescimento dos índices da ministra Dilma Rousseff na simulação de intenções de voto para presidente da República em 2010.
Aécio foi porta-voz de duas mensagens. Na explícita, atacou duramente o governo federal, defendeu a gestão do ex-presidente Fernando Henrique (coisa rara no PSDB), pregou a necessidade de ampliação do quadro de alianças partidárias e anunciou que o tucanato começará a “tratar da campanha” ainda em 2009, a partir do segundo semestre.
Na implícita, avisou aos navegantes que acabou a hora do recreio Esgota-se o tempo regulamentar do jogo da divisão interna e, portanto, é chegado o momento de começar a falar sério, pois a espinhosa empreitada não deixará vivos os amadores.
E por que Aécio no papel de mestre da cerimônia se as pesquisas mostram Serra na dianteira?
Naquele dia, o governador mineiro deu parte da resposta por duas vezes. Primeiro, no próprio encontro, quando informou que o colega paulista pedira que fizesse dele suas palavras. Como adversário na disputa interna pela candidatura a presidente, ninguém melhor que Aécio para falar em nome de Serra, a fim de construir a imagem da unidade.
Logo depois, em entrevista à TV Brasil, Aécio discorreu sobre a escolha da candidatura tucana, ressaltando que hoje as chances de Serra são muito maiores. Não capitulou, mas também não falou como oponente em campanha, cujo discurso natural seria o de salientar a possibilidade de virar o jogo nas prévias.
Além disso, a presença de Aécio à frente de um ato de cunho francamente eleitoral, valoriza o capital dele, ajuda o entendimento com os partidários do mineiro e permite ao partido dar os primeiros sinais de vida sem que José Serra altere seus planos de só entrar na campanha em 2010.
O governador de São Paulo teme uma reação negativa do eleitorado paulista, que já o viu quebrar a promessa de ficar na prefeitura da capital até o fim o mandato. Na avaliação dele – certamente baseada em pesquisas – a população não gostaria de vê-lo abandonar a administração do estado para se dedicar à candidatura presidencial menos de três anos depois de eleito.
O gesto de comprometimento do governador de Minas também serve para enfraquecer especulações sobre a hipótese de Aécio sair candidato por outro partido. Na segunda-feira mesmo, o ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, aventou a possibilidade de apoiar o mineiro. Obviamente, excluído o PSDB.
Esse tipo de investida é resquício da esperança dos governistas de que Aécio disputasse a eleição contra Serra e sinal do receio de uma possível chapa unindo os governadores de São Paulo e Minas Gerais.
Nova edição
O ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh negou a existência do mensalão em seu depoimento como testemunha de defesa dos acusados, com uma nova versão da história. Segundo ele, a prova seria sua derrota na disputa pela presidência da Câmara, pois, se houvesse a aludida mesada aos deputados da base aliada, “o resultado talvez fosse outro”.
Nem Greenhalgh perdeu por falta de pagamento nem a acusação é esta. A denúncia é que o PT financiou campanhas eleitorais de partidos amigos com repasses ilegais de verbas. Em parte públicas, em parte obtidas mediante empréstimos bancários fraudulentos.
Em fevereiro de 2005, Luiz Eduardo perdeu a eleição porque a direção do PT impôs sua candidatura para agradar a ala esquerda do partido e uma ala da bancada reagiu lançando a candidatura de Virgílio Guimarães. Dividido e referido em suas questões internas, o PT abriu espaço para a eleição de Severino Cavalcanti.
Do avesso
“Uma coisa é certa: perco o pescoço, mas não perco o juízo”, avisou a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, um ano e meio antes de se demitir do cargo por se recusar a adaptar a gestão da política ambiental ao ritmo exigido pelo calendário das obras em que Lula gostaria de deixar sua assinatura.
Já o sucessor, Carlos Minc, recebe críticas da oposição e da situação, é ironizado publicamente pelo presidente Lula por fazer “algazarra” na ausência dele e, ainda assim, anuncia que fica “até o fim do governo”.
Ficando ou não, uma coisa é certa: entre o pescoço e o juízo, o ministro preserva o que lhe resta.
- Globo: Cresce mistério sobre tragédia: destroços não são do avião
- Folha: Obama quer nova relação com mundo muçulmano
- Estadão: Obama propõe aliança com mundo islâmico
- JB: A máquina contra o homem
- Correio: Poupança volta a ser melhor negócio
- Valor: Limite para a queda dos juros opõe Fazenda e BC
- Estado de Minas: Hotéis de BH já investem de olho na Copa (pág. 1)
- Jornal do Commercio: Barragens cheias em todo o Estado