Os pinotes do petróleo
| O Estado de S. Paulo - 30/12/2008 |
Quem aprecia os pinotes de barriga e de traseira que as bestas exibem nos rodeios deve ter se impressionado com o que aconteceu ontem no mercado global do petróleo. |
| O Estado de S. Paulo - 30/12/2008 |
Quem aprecia os pinotes de barriga e de traseira que as bestas exibem nos rodeios deve ter se impressionado com o que aconteceu ontem no mercado global do petróleo. |
| Panorama Político |
| O Globo - 30/12/2008 |
O governo apostou mais uma vez no fato consumado ao editar medida provisória para capitalizar o Fundo Soberano. Mesmo que o STF aceite pedido da oposição e considere a MP inconstitucional, o governo já vai ter garantido os R$14,2 bi para a poupança fiscal. "A oposição está chorando o leite derramado, quer fazer terceiro turno", diz o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Sem polêmica |
JORNAIS NO BRASIL E NO MUNDO
Jornais nacionais
Folha de S.Paulo
Israel se declara em "guerra total"
Agora S.Paulo
Explode concessão de aposentadoria por invalidez em 2008
O Estado de S.Paulo
Israel avança em 'guerra aberta' contra o Hamas
Jornal do Brasil
Estradas matam 180% a mais no feriadão
O Globo
Israel decreta guerra total; ataques já mataram 350
Correio Braziliense
Mais turistas de Brasília caem no golpe do abadá
Estado de Minas
Lacerda anuncia a demissão de 250 assessores
Diário do Nordeste
Estado reduz IPVA e muda pagamento dos servidores
Extra
Financeiras, bancos e lojas oferecem vantagens para quitação de dívida
Correio do Povo
Inter e Grêmio garantem projetos
Zero Hora
Câmara de Vereadores aprova projetos dos novos estádios da dupla Gre-Nal
Jornais internacionais
The New York Times (EUA)
Não há fim próximo para "guerra total" contra o Hamas em Gaza
The Washington Post (EUA)
"Guerra-total" declarada ao Hamas
The Times (Reino Unido)
Israel quer varrer Hamas do poder
The Guardian (Reino Unido)
"Eu não via nenhuma de minhas meninas, somente uma pilha de tijolos"
Le Monde (França)
O exército israelense preparado para uma ofensiva terrestre
China Daily (China)
Mortes em Gaza passam de 360 no terceiro dia de ataque israelense
El País (Espanha)
"Guerra-total contra o Hamas"
Clarín (Argentina)
Um kirchnerista duro na frente da AFIP
| Folha de S. Paulo - 29/12/2008 |
Inovações legais, renovação e pressão social atuam para que o STF se dedique mais a julgamentos relevantes |
| Folha de S. Paulo - 29/12/2008 |
Em 12 de novembro último, sob pretexto fútil, dezenas de alunos de uma escola do Belém, zona leste de São Paulo, promoveram um quebra-quebra das salas de aula. Ameaçaram as mestras, destruíram móveis e quebraram vidros arremessando cadeiras. Nas paredes, segundo o noticiário, picharam desenhos de armas, citações do Código Penal e a sigla do PCC, principal facção criminosa de São Paulo e, agora, do país. A escola chamou a polícia, também recebida com violência pelos jovens. |
| O Estado de S. Paulo - 29/12/2008 |
Nos momentos mais difíceis da crise financeira, muita gente acreditou que o mundo estava diante de uma grande mudança, o fim do capitalismo. Dizia-se: a quebra do Lehman Brothers está para o capitalismo assim como a queda do Muro de Berlim esteve para o socialismo. Mais ainda, que o processo de derrocada do capitalismo começaria em sua maior pátria, os Estados Unidos. |
| Folha de S. Paulo - 29/12/2008 |
O Conselho Nacional de Justiça decidiu, por maioria, que é inadmissível juízes dirigirem cooperativas de crédito de magistrados, mesmo sem salários ou vantagens financeiras. O ministro Cesar Asfor Rocha, voto vencido, não vê incompatibilidade e acha que a entidade de crédito fechada, formada por membros da magistratura, auxilia a organização da vida pessoal do juiz. O CNJ não editou resolução, mas a decisão abre precedente para impedir a atuação de juízes em instituições de crédito de entidades da magistratura. Um grupo de deputados e senadores acompanhava a visita dos chefes das Forças Armadas ao Congresso, pela comemoração do Dia do Marinheiro, quando Garibaldi Alves (PMDB-RN) apareceu mancando. |
| Folha de S. Paulo - 29/12/2008 |
Como se ainda fosse preciso dirimir alguma dúvida, Dilma Rousseff se submeteu a uma plástica facial. No apagar das luzes de 2008, uma fumaça branca na chaminé do Moinhos Plastic Center anunciava: habemus candidata! |
| O Estado de S. Paulo - 29/12/2008 |
A sabedoria popular diz que o que vem fácil vai fácil. É o esforço na obtenção que leva à contenção - enquanto o que é dado escoa rápido. Isso se confirma, plenamente, com a gastança das centrais sindicais brasileiras. Elas foram presenteadas com pródiga dinheirama desde 31 de março, quando o presidente Lula as reconheceu, assegurando-lhes o direito ao repasse de recursos correspondentes a 10% do Imposto Sindical arrecadado, ao mesmo tempo que vetou o dispositivo do projeto que obrigava à fiscalização de suas contas por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).
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| O Globo - 29/12/2008 |
Pesquisa nacional da ONG SOS Mulher, publicada pela Fiocruz, revela que, de cada dez mulheres agredidas pelos maridos, três continuam em casa, na esperança de que o relacionamento melhore. |
JORNAIS NO BRASIL E NO MUNDO
Jornais nacionais
Folha de S.Paulo
Israel prepara ataque terrestre a Gaza
Agora S.Paulo
Saiba se os seus atrasados do INSS vão sair em 2009
O Estado de S.Paulo
Israel prepara ofensiva terrestre
Jornal do Brasil
Curso médio ganha perfil modernizado
O Globo
Israel volta a bombardear Gaza e prepara a invasão
Correio Braziliense
Israel ignora apelo da ONU e Gaza afunda no caos
Estado de Minas
Crise adia projetos pessoais
Diário do Nordeste
Seqüestro acaba em prisões
Extra
Oficiais não tinham autorização para levar armas da PM a rave
Correio do Povo
Fim de ano sangrento em Gaza
Zero Hora
Pacote federal prevê duplicação de três estradas no Estado
Jornais internacionais
The New York Times (EUA)
Israel aumenta ataques a Gaza; raiva árabe aumenta
The Washington Post (EUA)
Ataques a faixa de Gaza continuam; Israel está preparado para uma longa batalha
The Times (Reino Unido)
Tropas israelenses se posicionam para ataque terrestre a Gaza
The Guardian (Reino Unido)
Israel considera ataque terrestre uma vez que mobiliza mais tropas
Le Monde (França)
Em Gaza, os ataques continuam e o equilíbrio piora
China Daily (China)
Ataque mais sangrento em 60 anos
El País (Espanha)
Israel prepara tanques e soldados para entrar em Gaza
Clarín (Argentina)
Gaza: Israel voltou a golpear e ameaça atacar por Terra
JORNAIS NO BRASIL E NO MUNDO
Folha de S.Paulo
Israel faz maior ataque contra Gaza
Agora S.Paulo
Confira sete novas revisões do INSS garantidas
O Estado de S.Paulo
Israel faz bombardeio a Gaza e mortos chegam a 225
Jornal do Brasil
Tudo pronto para 2009
O Globo
Bolsa no Brasil perde US$ 835 bi em 2008
Correio Braziliense
Ataque a Gaza põe mundo em alerta
Estado de Minas
2008 - O ano que não terminou
Diário do Nordeste
Conheça as dicas de investimentos para o seu bolso
Extra
Confira tabela dos reajustes do funcionalismo para 2009
Correio do Povo
Faixa de Gaza é bombardeada
Zero Hora
Como ficam as rodovias sem pedágios prorrogados
Jornais internacionais
The New York Times (EUA)
Israel diz que ataques contra o Hamas vão continuar
The Washington Post (EUA)
Caças israelenses ataca Gaza
The Sunday Times (Reino Unido)
Caças israelenses matam "ao menos 225" em ataques de resposta em Gaza
The Observer (Reino Unido)
Ataque aéreo em Gaza mata 225 e Israel busca Hamas
Le Monde (França)
Situação dos sem-teto se agrava na Europa
China Daily (China)
Marinha manda navios para combater piratas
El País (Espanha)
Israel golpeia cidade de Gaza
Clarín (Argentina)
Registro por pontos: iniciam radares desde Ano Novo
Blog Noblat
O contencioso político que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, constrói em torno da usina hidrelétrica de Itaipu coloca mais uma vez a diplomacia brasileira em estado de desconforto com os seus vizinhos.
Mais uma vez, o projeto de unidade político-ideológica do continente, concebido pelo Fórum de São Paulo, esbarra em conflitos de interesse, freqüentemente ditados por questões de conveniência política interna, associadas a velhos recalques históricos, que marcaram por anos as relações da América Espanhola com a América Portuguesa.
Enquanto a diplomacia brasileira acena com a superação desses contenciosos históricos e investe na unidade, seus vizinhos, comercialmente beneficiários desse aceno, fazem o contrário: revivem esses ressentimentos, tornando-os matéria-prima de um discurso populista que garante índices de aprovação interna, mas gera impasses que, não sendo superados, comprometem o projeto de construção de um bloco continental.
É o caso das relações com a Bolívia e com o Equador, que acaba de protagonizar um calote no BNDES. E é o caso paraguaio. Vejamos. O presidente Fernando Lugo fez de Itaipu uma de suas bandeiras eleitorais. Construiu em torno da usina, que seu país recebeu de mão beijada do Brasil, um discurso oportunista, que semeia indignação e colhe aplausos.
Quem se dispuser a examinar com isenção a questão de Itaipu, seja pelo ângulo político ou econômico, há de constatar o despropósito das queixas paraguaias. Como se sabe, a usina foi inteiramente construída e paga pelo Brasil, ao tempo do governo militar, o que representou um dos itens mais onerosos de sua dívida externa, ainda em curso.
O Tratado de Itaipu, que Lugo quer rever, garante ao Paraguai 50% da produção da maior represa hidrelétrica do mundo em capacidade de geração. O Paraguai consome apenas 5% da energia que recebe de graça, o que lhe garante algo inédito em todo o planeta: capacidade de aumentar seu consumo em 10 vezes, com uma fonte limpa e renovável de energia, ao custo de US$ 22,5 por megawatt/hora (baixíssimo em termos de mercado), sem investimentos em infra-estrutura.
Trata-se, sob qualquer ótica, de recurso estratégico fundamental, que coloca o país em posição privilegiada em relação a qualquer outro. Enquanto todos gastam ou têm que gastar (muitos, como o Brasil, sem ter de onde tirar) recursos colossais para mudar sua matriz energética, substituindo fontes emissoras de carbono, o Paraguai tem tudo isso de graça, assegurado pelo tratado que seu presidente quer mudar.
Lugo argumenta que o artigo XIII do Tratado de Itaipu, que estabelece que a energia excedente de uma das partes seja vendida à outra, é injusto. O Brasil estaria pagando por essa energia excedente preço de custo e não preço de mercado. Não é verdade.
A receita da Itaipu Binacional é de US$ 3,2 bilhões/ano. E é repartida igualmente entre os dois países, o que gera para cada qual cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. Há, porém, um detalhe: dois terços dessa receita vão para o pagamento da dívida que a construção da represa custou. E o Brasil arca sozinho com essa despesa, o que, como é óbvio, limita o ingresso líquido da sua receita em um terço. Nada menos.
O endividamento brasileiro com a construção da usina foi de US$ 27 bilhões, captados em período particularmente delicado para o país: a década dos 80, que marcou a crise da dívida externa e o aumento das taxas de juros norte-americanas, que passaram de 6% para quase 20% ao ano.
O sufoco foi tão grande que o Brasil chegou a considerar a paralisação da obra. O Paraguai, mesmo assim, quer a rever o Tratado. Quer vender a energia excedente a terceiros e aumentar substancialmente o seu preço. Quer o fim do artigo XIII, exatamente o que fez com que o Brasil se dispusesse a empreender obra de tal porte e compartilhá-la sem ônus com outro país. Itaipu só foi construída como obra binacional na confiança de que o Brasil poderia comprar o excedente paraguaio.
Romper essa cláusula, sobretudo em momento delicado para o Brasil, de carência energética, representa traição ao Tratado, que é de longe o melhor negócio da história daquele país. Se o Brasil tivesse perdido a guerra do Paraguai e fosse obrigado a pagar uma indenização, nenhuma excederia os ganhos da Hidrelétrica de Itaipu, nos termos em que está.
Mas Fernando Lugo, cuja eleição foi incentivada por Lula – assim como a de Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Hugo Chavez (Venezuela) -, passa por cima desses, digamos, detalhes.
Em vez de investir no crescimento do país, com a garantia de uma matriz energética já instalada e sem custos, quer uma nova Guerra do Paraguai – sem pólvora, mas com muitos, muitos dólares. Lula diz que vai tentar atendê-lo...
Folha de S.Paulo
Lula muda lei para tornar fundo soberano ilimitado
O Estado de S.Paulo
Planalto atropela Congresso com MP do Fundo Soberano
Jornal do Brasil
Tudo pronto para 2009
O Globo
Anac ameaça cancelar vôos se Gol não cumprir normas
Correio Braziliense
Recorde de vendas anima comércio no DF
Estado de Minas
Operação de guerra para aplicar Lei Seca
Dificilmente o presidente Lula escapará em 2009 do debate sobre a flexibilização das leis trabalhistas, cobrada por empresários como medida para evitar o corte de vagas e execrada por entidades sindicais pelo temor de que se abra uma janela para a redução sem critérios dos direitos do trabalhador. Capital político para azeitar a discussão, Lula tem. O problema é que, para muitos dentro do governo, a oportunidade foi perdida lá atrás, quando naufragou o diálogo tripartite governo- empresas-trabalhadores sobre as reformas sindical e trabalhista – esta última, de tão emperrada, sequer chegou a ir para o papel. Diante dos primeiros reflexos da crise no mercado de trabalho, Lula começa a se deparar com o dever de casa que deixou de fazer.
Um cajado... ...E dois coelhos
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), não pode ouvir a hipótese de ser o candidato do partido ao governo do Rio em 2010 sem se assanhar todo. Lindberg está em constante campanha para tentar emplacar o governador Sérgio Cabral como a melhor opção para vice em uma possível chapa com a ministra Dilma Rousseff para a Presidência da República, em 2010.
Dessa forma, o petista não teria empecilhos para sair candidato ao governo do Estado. Sem ter Cabral como adversário e ainda tendo o apoio dele e de Dilma.
A todo vapor
Lindberg lançou uma frente de prefeitos do PT do Rio, na semana passada, já de olho no fortalecimento de sua candidatura. A quem quiser ouvir, ele jura já ter adesão de outros 15 prefeitos numa lista suprapartidária. Todos da Baixada Fluminense e do Norte do Estado. Vale lembrar que só a Baixada concentra 23% dos votos do Rio. Se for verdade...
Cena 1
Em Brasília, tal como Cosme e Damião, os inspetores da Anac caminhavam de dois em dois pelo aeroporto lotado. A despeito do caos instalado, dois deles conversavam calorosamente sobre a biografia de um líder religioso de uma igreja brasileira. Enquanto isso, filas cresciam, atrasos se multiplicavam.
Cena 2
Uma fila enorme se rebelava no guichê da Gol. Mais de 30 pessoas para comprar passagens e apenas três atendentes se revezavam no atendimento dos clientes. Dois passageiros foram à Anac. A resposta? "Não há regulação na Anac para fila grande". Ah tá, diria o sábio.
E aí?
A reunião de ontem entre Anac e Gol/Varig vai mesmo mudar alguma coisa?
Levante
Na tradicional Faculdade de Direito da USP, o diretor João Grandino Rodas comprou briga contra servidores, que ruminam contra ele nos corredores da faculdade e exigem do sindicato da USP uma posição mais dura contra Rodas. O motivo é que ele trocou praticamente todas as chefias dos departamentos administrativos e está alterando lotação de servidores e substituindo-os.
Demandas
Outra queixa dos servidores é a outorga de um espaço privilegiado dentro da Faculdade para que a Editora Saraiva abrisse uma filial e um point de cafeteria. Apesar da filial andar às moscas, os servidores consideram que Grandino Rodas deveria ter sido mais transparente na escolha da Saraiva, abrindo espaço para competição com outras editoras jurídicas.
Por outro lado...
Apesar das queixas, Grandino Rodas tem conseguido obter recursos para a manutenção e reforma da Faculdade do Largo do São Francisco, com uma campanha de doação de livros pelas grandes editoras e a formação de um grupo de apoiadores institucionais, entre escritórios de advocacia e ex-alunos da USP, para captação de dinheiro no mercado.
Laços
O corpo diplomático da China – representantes de Brasília, São Paulo e Rio – comandado pelo cônsul no Rio, almoça hoje em Búzios em clima de confraternização com empresários brasileiros.