quinta-feira, abril 07, 2011

VINICIUS TORRES FREIRE - Fome, vontade de comer e angu


Fomevontade de comer e angu
VINICIUS TORRES FREIRE
FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11


Por que os economistas de Dilma Rousseff se agitam como doidos na tentativa de barrar parte da torrente de dólares que inunda o Brasil?
1) Porque a enchente é perigosa mesmo, pode causar endividamentos excessivos de empresas e especulações potencialmente daninhas;
2) Porque o governo quer evitar que o capital externo ajude a encher ainda mais a piscina de crédito oferecida ao brasileiro no auge do calor de gastar e se endividar, o que é mau num momento de inflação em alta;
3) Porque o governo não quer valorização extra do real;
Por que o dinheiro de fora é despejado aos montes no Brasil (quase US$ 36 bilhões, no saldo do entrou e saiu neste ano, até março, 44% mais que o tutu externo que veio no ano inteiro de 2010)?
1) Porque sobra capital barato no mundo. EUA, Europa etc. baixaram os juros a zero ou quase; ainda "imprimiram" dinheiro a fim de reflacionar (ou evitar a deflação) em suas economias hecatombadas pela vaga da Grande Recessão. Parte dessa "reflação" veio dar aqui. Não há investimento rentável o bastante no mundo rico, o dinheiro procura economias que crescem e juros altos. Como a do Brasil;
2) Porque os empresários daqui e de fora estão animados com a perspectiva de pelo menos meia década de bom crescimento. Porque haverá um ciclo bom de investimento: infraestrutura, Copa, Olimpíada, pré-sal, fábricas e serviços novos para o povo que recente e ineditamente começou a consumir;
3) Porque, além do mais, numa economia já aquecida, o governo põe lenha na fogueira. Contratou muito gasto em 2010, não vai conseguir contê-lo em 2011 e dá indício de que vai acelerá-lo em 2012. Além do mais, injeta capital em banco público, o que estimula ainda mais o paciente febril, com o termômetro marcando IPCA a 6% e subindo.
Ou seja, há fome e vontade de comer. Sobram capital no mundo (ao menos até o fim do ano, mais ou menos) e vontade de consumir no Brasil.
Problema: as ações do governo para minorar o problema dos excessos da economia são incoerentes.
O governo acredita, talvez com razão, que pode reduzir a inflação sem elevar demais os juros (que, no entanto, subirão) - uma alta de juros tornaria ainda pior o problema de influxo excessivo de capital e o do real forte.
Ok. Em vez de esfriar a economia com juros, pode-se, alternativa ou complementarmente, resfriá-la com redução de gasto público.
Mas o governo não toma medidas convincentes de redução do próprio gasto, agora e daqui a três anos, o que reduziria o excesso inflacionário de consumo sem que fosse necessário apelar a juros altos demais ou a cortes demasiados no consumo das famílias ou no investimento "produtivo".
Mas Dilma Rousseff e seus economistas parecem acreditar que não haveria bem incoerência. Haveria providências alternativas capazes de dar liga a esse angu. Ou seja, barragem direta à entrada de capital para Bolsa, para investimento de curto prazo em renda fixa, ao endividamento de curto prazo de empresas e, quiçá, medidas para machucar o mercado de derivativos.
Algumas dessas medidas são úteis e prudentes. Mas não parecem resolver a incoerência de base da política econômica, nem são capazes de barrar a maré de capital sobrante no mundo. Talvez sirvam de remendo e de refresco.

BRAZIU: O PUTEIRO

KENNETH MAXWELL - A aposta de Obama

 A aposta de Obama
KENNETH MAXWELL

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

O presidente Barack Obama lançou sua campanha por um segundo mandato na Casa Branca. Começou cedo, 20 meses antes da eleição de novembro do ano que vem.
Até o momento, apenas um de seus potenciais oponentes no Partido Republicano, o ex-governador de Minnesota Tim Pawlenty, declarou que tentará a nomeação de seu partido.
Mas é esta a aposta de Obama: ele pretende bloquear o avanço de seus oponentes, se dar tempo para angariar apoios e também para arrecadar os bilhões de dólares que considera necessários para conduzir uma campanha presidencial bem-sucedida.
A mais recente pesquisa de opinião pública da CNN mostra os pontos fortes e os pontos fracos de Obama no momento.
Acima de tudo, 60% dos respondentes continuam a atribuir a ele a culpa pelos problemas econômicos do país, enquanto 39% aprovam a maneira pela qual vem conduzindo a economia. Quanto ao deficit federal, 62% desaprovam suas políticas, e 58% se opõem à sua política de saúde.
Uma pesquisa do jornal "Washington Post" e da rede de TV ABC aponta que 63% dos entrevistados considerariam de maneira desfavorável uma paralisação das atividades do governo federal causada por falta de acordo entre o governo Obama e os republicanos do Congresso para que o trabalho das agências federais seja mantido, um conflito que pode chegar a um momento crítico em breve.
Quanto à política externa, Obama tem 54% de aprovação, e 50% dos entrevistados apoiam até mesmo sua política em relação à Líbia.
Esses resultados acompanham mais de perto o índice geral de aprovação do presidente, 51%. A pesquisa do "Washington Post" e da ABC demonstra, porém, que 73% dos entrevistados consideram que os EUA devem retirar suas tropas do Afeganistão neste ano, e que o conflito não terá desfecho fácil ou previsível, apesar dos reforços enviados ao país por Obama. Bin Laden continua escondido em seu refúgio nas montanhas. Da mesma forma que, ao menos por enquanto, Muammar Gaddafi continua em Trípoli.
E Obama e os democratas tampouco deveriam supor que o Partido Republicano escolherá um mau candidato. Os republicanos contam até mesmo com a possibilidade de lançar um jovem e atraente senador conservador pela Flórida, Marc Rubio, hispânico de origem cubana que se descreve como "filho de exilados".
O senador Rubio já vem sendo mencionado como potencial candidato à Vice-Presidência dos EUA. Como Obama deve recordar, ele também era um senador jovem e com pouca experiência quando tornou "mudança" o seu lema de campanha, e com isso conseguiu conquistar a nomeação do Partido Democrata na eleição passada.

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO


Até 2015, 57% dos hotéis vão ter perfil econômico
MARIA CRISTINA FREITAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

Até 2015, 57% dos hotéis no Brasil devem integrar o segmento econômico, de acordo com estimativa do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). A entidade engloba 67% das redes hoteleiras brasileiras.
A participação do segmento econômico era de 25% em 2005, segundo o levantamento. Hotéis intermediários terão sua participação reduzida de 64%, naquele ano, para 37%, enquanto o segmento de luxo, deve passar de 11% para 6%.
Os hotéis econômicos têm crescido em participação no mercado porque são bem localizados e os quartos têm conforto, embora sem luxo, segundo especialistas.
Beth Kyoko Wada, coordenadora do mestrado em hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi, avalia que o segmento intermediário precisa se posicionar melhor para não perder terreno.
"O consumidor no Brasil compreende melhor a proposta do luxo ou econômico. Não sabe o que esperar do intermediário."
"Não podemos dizer que só houve a migração para o econômico. O econômico investe na acessibilidade do hóspede, na localização e em serviços sem luxo, mas que funcionam", afirma ela.
Para Roberto Rotter, presidente do Fohb, o segmento econômico tem crescido por ser bem localizado.
"Os hotéis geralmente ficam nas regiões centrais e oferecem conveniência e acesso à internet a preços que os novos consumidores podem pagar", diz Rotter.

Venda de bebidas gera aumento do varejo no NE
O crescimento de 26,3% na venda de bebidas alcoólicas impulsionou a indústria varejista no Nordeste, de acordo com pesquisa da Nielsen.
Os outros dois setores que mais contribuíram para o desenvolvimento desse tipo de comércio na região foram os de mercearia doce (que engloba bolachas e chocolates) e de bebidas não alcoólicas, com aumentos de 22,2% e 15,5%, respectivamente.
O comércio varejista no Nordeste cresceu 12,2% em 2010, segundo a Nielsen.
A região foi a segunda que mais se desenvolveu no período, atrás apenas da Norte, com 16,5%. No Brasil, o crescimento das vendas no varejo foi de 10,9%.

METALIZADO

A multinacional belga Frisomat, produtora de galpões metálicos, abrirá sua primeira fábrica fora da Europa entre agosto e setembro deste ano, em Monte Mor (SP).
A empresa pretende importar da Bélgica parte dos materiais que serão utilizados na obra e, por isso, está à espera da emissão de uma licença do governo brasileiro para realizar a construção.
"Espero obter toda essa documentação dentro de, no máximo, 15 a 20 dias", diz o presidente do grupo no Brasil, Benoît Somers.
O investimento inicial na fábrica é de R$ 39 milhões e o país foi escolhido pela empresa devido às semelhanças culturais com a Europa, segundo o fundador da companhia, Guy Somers.
"Os mercados emergentes da América Latina e da Ásia são os que têm mais oportunidades hoje, mas, aqui no Brasil, as pessoas são mais otimistas e a língua é mais fácil de entender", diz Guy.

RIO + 20

A CCI (Câmara de Comércio Internacional), em parceria com CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e United Nations Global Compact no Brasil, e com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores, criou o Basd Brasil, que atuará alinhado ao Basd (Business Action for Sustainable Development 2012) internacional e o Itamaraty. O Basd 2012, estabelecido por sugestão das Nações Unidas, representará o setor privado mundial na Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, em maio de 2012, na cidade. Na próxima semana, Unep, da ONU, e ICC (International Chamber of Commerce) fazem em Paris uma reunião preparatória.

PETRÓLEO EM ABROLHOS

A Queiroz Galvão vai perfurar um poço para exploração de petróleo na região de Abrolhos (BA) ainda no primeiro semestre deste ano.
Local de reprodução de baleias e região de maior biodiversidade do Atlântico Sul, o Parque Nacional de Abrolhos está no centro de uma disputa na Justiça que envolve a ANP (Agência Nacional de Petróleo) e empresas como a Galvão e a Petrobras.
O Ministério Público tenta reverter a decisão da Justiça que permitiu, em dezembro, as atividades petrolíferas em um raio de 50 km do parque. Novas licitações na área também foram permitidas.
A exploração na região pode diminuir a biodiversidade, segundo a ONG Conservação Internacional.
Hoje, cinco empresas tem concessão para atuar na área -Perenco, Queiroz Galvão, ONGC, Petrobras e Shell.
A Petrobras afirma que replaneja suas atividades exploratórias no local.

IPO OU NEGÓCIO PRIVADO?
Na tarefa de vender o controle da Schincariol ou preparar IPO da empresa, o BTG Pactual se viu diante de mais de R$ 1 bilhão de contingência tributária, da qual R$ 632 milhões já estão em depósitos judiciais, segundo balanço divulgado pela cervejeira.
"É difícil apresentar ao mercado, para um IPO, uma contingência deste tamanho junto à Receita. Geraria uma incerteza quanto ao valor da empresa", diz João Batista Fraga, pesquisador da FGV.
Em uma operação privada -como a que tem sido estudada com grandes cervejeiros multinacionais-, por outro lado, o comprador pode, temporariamente, descontar o valor pendente na Justiça.
"A empresa pode valer R$ 1 bilhão a mais ou a menos, a depender disso", diz. A precificação em eventual IPO poderia cair mais devido à insegurança do mercado sobre dados que podem estar fora do balanço, se houver. BTG e Schincariol não comentam.

Para falar em público

O livro reúne dicas para os empresários apresentarem seus produtos e ideias aos clientes. Estratégias para melhorar a comunicação corporativa em slides, cartazes e na exposição para uma plateia são descritas no livro escrito por sócios de uma empresa especializada no tema.

SUPERAPRESENTAÇÕES - COMO VENDER IDEIAS E CONQUISTAR AUDIÊNCIA

de Joni Galvão e Eduardo Adas
EDITORA Original
QUANTO R$ 55,90 (184 págs.)
com JOANA CUNHA, ALESSANDRA KIANEK, VITOR SION, LUCIANA DYNIEWICZ e MAÍRA TEIXEIRA

CELSO MING - As safras correspondem


As safras correspondem
CELSO MING

O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/04/11

As previsões de que o excesso de chuvas do primeiro trimestre derrubaria as colheitas deste ano não se confirmaram. A alta umidade em algumas regiões causou perdas e prejudicou a qualidade do produto, mas não a ponto de provocar derrubadas significativas de safras.
Ontem, tanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dois organismos oficiais que fazem levantamentos desse tipo, anunciaram recorde de produção de grãos neste ano-safra. Nas estimativas anteriores, tanto a Conab como o IBGE haviam acenado com quebra de produção.
Os números divergem um pouco, o que é normal, porque exigem levantamentos em todo o Brasil e projeções levam em conta variáveis nem sempre coincidentes. Mas ambos apontam para as mesmas direção e tendência.
A Conab prevê uma produção de 157,4 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 5,5% sobre a produção anterior. E o IBGE, 155,6 milhões de toneladas, crescimento de 4,0%. A safra de grãos de 2009/2010 atingiu 149,2 milhões de toneladas. (Veja o gráfico)
Uma informação adicional positiva que também tem de ser levada em conta é a de que o crescimento da área plantada no Brasil foi menor do que deverá ser o da produção. A Conab indica que será de 49,2 milhões de hectares (mais 3,9%) e o IBGE, de 48,1 milhões de hectares (mais 3,3%).
Isso parece indicar que, além de contar com bom índice pluviométrico, o produtor brasileiro utilizou mais tecnologia na produção em todos os níveis: escolha da semente, preparo e correção da terra e manejo do cultivo, com fertilizantes e defensivos.
Esse aumento da produção de grãos acontece num momento em que os preços têm um comportamento especialmente favorável para o agricultor. As commodities alimentícias apresentaram em 12 meses (até o final de março) uma alta de 43,6%.
É verdade que alguma perda o agricultor está tendo com a valorização do real diante do dólar, moeda em que são cotadas as commodities. Mas essas perdas estão sendo compensadas com um avanço maior dos preços em dólares.
Isso significa que a renda do agricultor já está aumentando e pode crescer mais do que o esperado. Efeito coligado deve aparecer na força do interior: mais consumo, mais encomenda à indústria e mais utilização de serviços de todo tipo.
Do ponto de vista macroeconômico, isso pode indicar que, embora toda a economia cresça mais devagar (avanço de 4,0% do PIB comparado com os 7,5% ocorridos em 2010), o aumento do consumo pode continuar bem mais alto. É uma indicação que o crescimento das importações, de 23,3% no primeiro trimestre (sobre o primeiro trimestre de 2010) e, mais do que isso, a forte escassez de mão de obra parecem confirmar.
E esse é um problema adicional para o Banco Central, que pretende conter o consumo. Até agora, o crescimento do crédito não se desacelerou aos níveis pretendidos e as vendas de bens de consumo duráveis, especialmente veículos, continua exuberante.

CONFIRA
Mais do mesmo

É provável que o mercado tenha ficado aliviado, pois esperava medidas mais duras no câmbio. Mas a decisão do governo limitou-se a estender para os financiamentos externos de mais de 360 dias a cobrança de IOF de 6%. Em vigor desde o dia 29, incidia apenas sobre a tomada desses empréstimos de até 360 dias.

Vá saber...
O ministro Guido Mantega insiste em dizer que todas as decisões destinadas a conter a entrada de moeda estrangeira produziram efeitos. É o tipo da coisa que não dá para medir. Por exemplo, provavelmente a forte entrada de dólares nos últimos dias (indesejada pelo governo) também foi provocada pelo temor de que o governo estendesse os 6% de IOF inclusive para prazos mais longos.

É pouco
Vai funcionar? Alguma coisa vai. Não leva jeito de ser suficiente, diante do objetivo pretendido. Funcionaria mais se os juros despencassem. Para isso, seria preciso conter com mais vigor as despesas públicas. 

JOSÉ SIMÃO - Corinthians contrata Smirnoff!


Corinthians contrata Smirnoff! 
JOSÉ SIMÃO

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
E o Corinthians? Quer contratar o jogador holandês Seedorf! E o Adriano entendeu Smirnoff. "O quê? Smirnoff? Eu vou jogar com Smirnoff."
E o Eramos6 revela o novo ataque do Timão: Seedorf, Seedorm, Seeford, Seedopa, Seetoca e Seejoga. Seejoga na balada! Rarará!
E futebol é assim: corintiano tem fama de marginal e são-paulino tem fama de bambi.
"Então você sabe o que é o cruzamento de um corintiano com um são-paulino?" "Sei, um ladrão de lingerie." Rarará!
E diz que o São Paulo não fechou contrato nem com a Globo e nem com a Record. Fechou contrato com a Rede Mulher. Rarará!
E esta: "Vaias empurram Ganso pra Europa". Entendi, é só vaiar que o Ganso entra. Rarará!
E o Bolsonaro acha um absurdo tantos homens disputando um Ganso!
E quer proibir o romance do Dentinho com a Mulher Samambaia: não admite sexo vegetal. Rarará!
E o Rio com os bueiros explodindo? Bueiros Aires! Manchete do Sensacionalista: "Disco voador visto por ufólogos no Rio é na verdade um bueiro". Bueiro Voador. Bueiro Bomba.
O pessoal do Twitter achava que bueiro explodindo era promoção do filme "As Tartarugas Ninja". Tartaruga Ninja é o Sergio Cabral.
Ele que tem cara de tartaruga ninja!
E fazer aquela ceninha da Marilyn em cima do bueiro com o vestido voando pelo vento, nem pensar! Vento de bueiro! Em CopacaBUM e Leblomba!
E péssimas notícias: Tribunal da Itália adia julgamento de Berlusconi. Eu já tava pronto pra me divertir. Com o Berlusconi chamando a juíza de meretríssima! Força do hábito!
E em Portugal lançaram um remédio contra epilepsia chamado BIAL. Rarará! É verdade!
E um amigo meu foi pra Buenos Aires e viu a placa: "Alberto Picareta, advogado". Mais um predestinado. Picareta argentino.
E olha a manchete do jornal "Maskate" do Amazonas: "Vexame: 300 PMs pra prender três zé bocetas". Rarará!
O Brasil é lúdico! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

JAPA GOSTOSA

JANIO DE FREITAS - O dedo de Oded


O dedo de Oded 
JANIO DE FREITAS

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

ALÉM DE MOSTRAR que a meia frustração imposta pelo Supremo à Lei da Ficha Limpa não abateu o incipiente ímpeto de participação, o novo "projeto de iniciativa popular", que começa a coleta pública de adesões, propõe-se a fechar outro rombo na relação entre os cidadãos e o Poder.
É um modo de acompanhamento das administrações públicas até agora impossível para os cidadãos, seja quanto ao governo federal, como aos estaduais e municipais.
A histórica falta de hábito fiscalizador do eleitorado deixou à vontade dos eleitos, desde sempre, a distância entre seus compromissos de candidato e o desempenho como governante. Aos meios de comunicação coube um papel contra esse vazio, mas não o cumpriram. Seus trabalhos no gênero são ocasionais, muito restritos nos temas e na abordagem, e, em grande maioria, com mais motivação política do que informativa e analítica.
Daí vêm a verdade e a facilidade, e acima delas a injustiça, de dizer-se que os eleitores são os culpados pela reiterada eleição de todas as espécies de figuras escabrosas e ineptas que corroem a política e a administração pública.
Agora mesmo é dito, com uma parcela de verdade e o restante de impropriedade, que a Lei da Ficha Limpa não seria necessária se o eleitorado não votasse nos "fichas-sujas". Mas deixar de fazê-lo com que nível de informação para discernir?
E, em dimensão ainda maior, com que nível de capacidade crítica proporcionada pela formação pessoal, para não ser enrolado pelos truques da demagogia e da propaganda, a marqueteira como novidade antidemocrática?
O projeto "Plano de Metas", a ser entregue ao Congresso como direito de "iniciativa popular" autorizado pela Constituição, consiste em um sistema de comparativos periódicos e públicos, entre as metas primordiais com que o eleito chega ao poder e a quais seu governo se dedicou, quanto já fez, ou deixou de lado.
O projeto propõe intervalos de quatro meses para apresentação dos levantamentos pelos governos, prazo que talvez precise ser ampliado, considerando-se tanto a fase inicial de uma administração, como o tempo demandado para deslanchar certas realizações. É o de menos.
A reação do Congresso ao "Plano de Metas" -nome, só o nome, que vem da ideia central do governo de Juscelino e seus projetos- é imprevisível. Até pelo que ocorreu ao também "projeto de iniciativa popular" da Ficha Limpa, dado como ideia inconciliável com interesses fortes no Congresso, até que surpreendeu com a aprovação sem maiores solavancos.
A propósito, abraçar ideias assim é próprio da figura incomum de Oded Grajew, que tem sempre o dedo apontado para um interesse social e, quando o põe em alguma coisa, é certo levá-la avante com seu grupo de companheiros, contra todas as expectativas - o Instituto Ethos e suas tantas realizações admiráveis, o Fórum Social Mundial, a iniciativa popular da Ficha Limpa, apenas para citar exemplos. E agora o Plano de Metas, cujas adesões são esperadas na internet por numerosos sites.

MENSAGEM

Agradeço aos militares, ainda no verde-oliva ou já naquela roupinha cômoda, que se têm ocupado com numerosas correspondências e manifestações insultuosas, a propósito do pequeno artigo "Dia dos silêncios". Com cada uma delas, posso fazer observações novas para mim ou consolidar algumas das já antigas.
Se isso pode servir-lhes de estímulo para continuar, digo que nada tenho a modificar no que escrevi, pela segurança com que o fiz.

MERVAL PEREIRA - Dilema


Dilema 
MERVAL PEREIRA

O GLOBO - 07/04/11

Estão nas próprias explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para não adotar medidas mais drásticas para conter a valorização do real, as razões do seu descrédito junto ao mercado financeiro, que prevê para hoje o dólar abaixo de R$1,60.
Disse Mantega que prefere errar para menos do que para mais, para não provocar efeitos colaterais que prejudiquem o crescimento da economia.
O governo está em uma sinuca de bico, na explicação do próprio ministro: se restringisse muito a tomada de crédito no exterior, poderia afetar investimentos; quer diminuir o consumo, mas sem reduzir o investimento.
A sensação generalizada, depois de uma tarde nervosa em que se especulou de tudo, até mesmo de controle de entrada de capitais após a liberação envergonhada do FMI, foi que "a montanha pariu um rato", na definição de um operador do mercado.
Ninguém acredita que a ampliação da cobrança para 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos de bancos e empresas brasileiras no exterior com prazos menores do que 720 dias (dois anos) vá surtir efeito para segurar a entrada de dólares no país.
Ainda mais depois da melhoria da nota de risco do país pela agência Fitch. A situação do governo foi definida mais claramente pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que falou em um desafio de vencer a inflação sem promover recessão.
Também Coutinho, visto pelo mercado como o Plano B do governo para a sucessão de Mantega, quer uma "calibragem coordenada" dos instrumentos econômicos para "reduzir o ritmo de aumento da demanda sem prejudicar o ciclo de investimentos e o desenvolvimento da economia brasileira".
O dilema do governo está todo sintetizado nesta frase: não se quer reduzir a demanda, mas o ritmo de seu aumento.
A própria presidente Dilma Rousseff negou que exista inflação de demanda, e fica o governo nesse jogo de palavras sem tomar as decisões que inspirem confiança.
O Banco Central, que era visto na gestão anterior como uma âncora que poderia ser usada a qualquer momento em que outros setores do governo se vissem tentados a afrouxar as amarras para ganhar maior velocidade de crescimento, hoje parece estar mais alinhado com as metas políticas do governo do que seria de se desejar para uma gestão que se diz autônoma.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, discordou, num primeiro momento, da presidente, afirmando que é necessário reduzir a pressão por consumo para conter a inflação. Logo em seguida, porém, o seu BC deu mostras de que aceita a tese de um pouco mais de inflação.
O mercado financeiro sentiu cheiro de queimado quando essas medidas e comentários foram seguidos da decisão do Banco Central de, na prática, aceitar um pouco mais de inflação este ano para conseguir manter um ritmo de crescimento do PIB em torno de 4%.
Ao revisar a previsão de IPCA para 5,6%, num movimento crescente que leva a crer que poderá atingir as proximidades do topo da meta, que é de 6,5%, o governo revela ao mercado que está disposto a arriscar o controle da inflação para não arriscar sua popularidade.
Não é à toa que o ministro-chefe do Gabinete Civil, Antonio Palocci, está em disputa nos bastidores com o ministro Mantega. Ele sabe que a popularidade só é garantida com o controle da inflação, que impede que o salário seja desgastado.
O clima de reindexação que está instalado, com uma série de preços passando a ter um piso de 6%, é uma ameaça séria ao controle da inflação.
Há também no mercado a certeza de que os cortes de gastos públicos do governo central não representam a realidade, e o primeiro trimestre de 2011 já mostra gastos maiores que os do mesmo período anterior do ano passado.
Também os gastos com verbas secretas do governo cresceram 8%, trazendo um sinal trocado num governo que vende a austeridade como sinal de boa gestão.
A questão econômica gera oportunidades políticas, que ficaram muito claras ontem em dois movimentos. No Senado, no discurso que marcou a posição da oposição diante do governo Dilma e projetou ações futuras, o senador Aécio Neves direcionou suas baterias para a defesa dos estados e dos municípios, acusando o governo federal de centralizar a arrecadação dos impostos, promovendo uma distorção da Federação.
Não foi à toa que o senador mineiro escolheu esse tema como o principal na parte de seu discurso em que lançou os projetos oposicionistas de longo prazo.
Na mesma ocasião se realizava em Brasília uma reunião nacional dos prefeitos para pressionar o governo a voltar atrás na decisão de não honrar os "restos a pagar" deixados pelo governo Lula, que chegam a R$120 bilhões desde 2007.
Segundo os prefeitos, cerca de metade desse montante é devida aos municípios, que estão impossibilitados de prosseguir obras já começadas ou honrar compromissos, justamente no ano anterior à disputa eleitoral de 2012.
Há indicações de que a presidente Dilma Rousseff cederá ao forte lobby municipalista, o que reduzirá ainda mais o alcance do corte de gastos públicos anunciado e já desacreditado pelo mercado financeiro. 

CLÓVIS ROSSI - Crispação, banalização, ebulição


Crispação, banalização, ebulição
CLÓVIS ROSSI

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

SÃO PAULO - Permito-me começar com um pouco de autopropaganda, citando a abertura do texto que assinei a propósito do primeiro dia da gestão Dilma Rousseff, o dia da posse:
"O discurso de posse de Dilma Rousseff não ofereceu luzes sobre como será exatamente a sua gestão, mas deixa aberta uma ampla avenida para trocar a crispação que foi a grande marca da campanha eleitoral por um ambiente político razoavelmente distendido".
Não está dando outra até agora, como o demonstra o texto sempre brilhante de Elio Gaspari na edição de ontem. Ele louva o fato de que Dilma passa a impressão de que "o Brasil é governado por uma pessoa que chega cedo ao serviço, cuida do expediente e vai para casa sem que precise propagar evangelhos ou alimentar tensões".
É ótimo que seja assim, mas há um perigo embutido no que Elio chamou de "banalidade da paz". Pode passar a impressão de que todos os problemas da pátria estão resolvidos ou encaminhados e que basta, portanto, tocar o expediente.
Todo o mundo sabe que não é assim. Mas, como se fosse preciso lembrar, 12 páginas adiante da coluna de Elio Gaspari, o gráfico comparativo de indicadores sociais entre o Brasil, o Peru, a Argentina e o Chile mostra que a dimensão do atraso brasileiro nada tem de banal ou trivial.
Nem vou falar de Argentina e Chile. Fiquemos na comparação com o pobre Peru: a expectativa de vida no Peru é maior do que no Brasil; a média de anos de estudos dos adultos também; o Índice de Desenvolvimento Humano, ajustado por desigualdade social, também. O Brasil só ganha em porcentagem da população com saneamento.
Não se corrigem deficiências com a crispação do período anterior. Mas a correção pede, sim, mais que a rotina gerencial em que Dilma parece especialista. Exige ebulição, além, é claro, de eficiência.

JAPÃO

EUGÊNIO BUCCI - TV pública é TV laica


TV pública é TV laica
EUGÊNIO BUCCI
O Estado de S.Paulo - 07/04/11

Na área desalentadora das emissoras públicas e estatais, acaba de surgir uma notícia que não é puro ranger de dentes: a TV Brasil promete que vai suspender a transmissão de missas católicas e cultos evangélicos. Aleluia, cidadãos!

Tirar uma celebração religiosa da TV brasileira será um pequeno milagre. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que uma missa sair da grade de uma estação de TV no Brasil. Em verdade vos digo: as religiões, algumas fanáticas, outras meramente formais, não são apenas o ópio dos radiodifusores; elas são o bezerro de ouro - e ponha ouro nisso - de boa parte dos canais de rádio e TV, sejam eles públicos ou privados, com fins de lucro.

Até aí, nada de novo sob o sol. É assim desde o princípio dos tempos televisivos. Agora, porém, o anúncio da TV Brasil pode indicar mudanças no horizonte. Uma tendência que parecia eterna poderá ser invertida. Ao menos é o que parece. Se de fato as igrejas saírem do ar, nem que seja numa única estação, teremos razão para um júbilo moderado.

Será uma glória, ainda que modesta. Em nosso país, religião e radiodifusão guardam laços antigos, quase pétreos, e a presença de pregadores na tela só faz aumentar. Basta olhar a paisagem. Diversas emissoras públicas, em uma ou outra beirada da sua grade, têm lá uma pregação católica regular. Um exemplo é a TV Cultura de São Paulo, pertencente à Fundação Padre Anchieta, que cultiva a tradição de transmitir a missa de Aparecida. A distorção não para aí. Ela se espalha pelos domínios das emissoras comerciais, que são a grande maioria. A Globo, aos domingos, pouco antes das 6 da manhã, transmite em São Paulo a Santa Missa, estrelada pelo padre Marcelo Rossi.

Sim, é apenas uma missa. Mas há casos mais graves, bem mais graves. Na Rede Record é difícil fazer os olhos não tropeçarem num bispo ou num pastor a cada hora - as bênçãos estão para a Record assim como os sorteios e loterias estão para o SBT. Daí para a frente, zapeando pela TV aberta, constatamos que a grande maioria das estações e das redes, ao menos uma vez por semana, abre as antenas para a propaganda religiosa, boa parte dela dirigida a captar doações do fiel telespectador.

O "mercado da fé" cresce sem parar. Proliferam aceleradamente as emissoras vinculadas a esta ou àquela igreja. Tele-evangelistas prosperam como radiodifusores abastados. O cenário desola, em oposição ostensiva aos ideais democráticos e republicanos.

Esse ponto, o dos ideais democráticos e republicanos, é o mais sério. É também o mais desprezado: políticos e legisladores - principalmente os comprometidos até a alma com o gigantesco negócio dos teletemplos - fazem questão de ignorá-lo. Por isso mesmo, é fundamental que tratemos dele. Emissoras, públicas ou privadas, quando conduzidas por interesses ou critérios religiosos, contrariam as premissas do Estado laico e, mais ainda, afrontam a Constituição federal. Estão pecando contra as leis dos homens, por assim dizer, e constrangendo a liberdade religiosa dos cidadãos.

À primeira vista, a afirmação parece um paradoxo, mas paradoxal é a situação que está aí. Alguém desavisado pode imaginar que a liberdade religiosa deveria permitir que cada religião fosse dona da sua própria rede de radiodifusão, mas não é assim que deve ser. É justamente o oposto. Para que todos tenham liberdade de culto as emissoras não podem estar a serviço de culto nenhum. Estações de rádio ou TV controladas por igrejas não ampliam, mas confinam a liberdade religiosa.

O raciocínio é muito simples. A radiodifusão é serviço público - nos termos da própria Constituição - e, como tal, assim como não pode estar a serviço de um partido político, não deveria servir a uma igreja. O Estado - e os serviços públicos por ele assegurados - deve ser laico. Não porque ele, Estado, queira propagar o ateísmo, mas porque, ao abraçar uma religião em particular, estaria oprimindo as outras. Só há a liberdade religiosa se o Estado não tiver religião alguma. Tanto é assim que a Constituição nos garante, em seu artigo 19: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público".

Como serviço público - que só pode ser prestado por particulares mediante concessão pública -, a radiodifusão deveria observar o mesmo princípio - principalmente a radiodifusão pública. A veiculação semanal de cultos numa televisão do Estado é uma apostasia, uma heresia, um escândalo, um pecado mortal. Por que uma ou duas religiões viriam na frente das demais? Por que promovê-las com recursos públicos em detrimento das outras?

É nesse contexto, atrasado e antidemocrático, que devemos louvar a decisão da TV Brasil, que foi noticiada por este jornal em 29 de março, em reportagem de Wilson Tosta (EBC decide suspender programas religiosos). Conforme relata o repórter, o Conselho Curador da instituição decidiu substituir o culto evangélico e a missa católica por uma programação que dê lugar às outras crenças, não como pregação, mas como debate e informação. Datada de 24 de março, a decisão tem seis meses para ser posta em prática. Oremos, ou seja, tomara que dê certo.

Por quatro anos, três meses, vinte dias e duas horas, fui presidente da Radiobrás - a empresa pública que deu origem à atual Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durante a minha gestão havia uma missa dominical na TV Nacional de Brasília, que pertencia à Radiobrás. Não tive o engenho, a sustentação política e a graça para tirá-la do ar. Era difícil demais. Se a direção da EBC conseguir fazê-lo, deixo aqui meu testemunho, terá sido um feito bíblico.

RENATA LO PRETE - PAINEL


Na prorrogação
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

Se não produziu consenso quanto ao que fazer, a reunião de ontem no Planalto sobre o novo Código Florestal serviu para conscientizar Izabella Teixeira (Meio Ambiente) de algo que já estava claro para os colegas Antonio Palocci (Casa Civil), Wagner Rossi (Agricultura) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário): os ruralistas têm votos mais do que suficientes para aprovar, tal como está, o texto do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Até a próxima reunião dos ministros, na semana que vem, a ideia é tentar obter acordo interno sobre itens como anistia para desmatadores -talvez por critério de tamanho da propriedade. E contar com alguma boa vontade do relator.

A calhar 
Com o Código Florestal no meio do caminho, foi definido que Aldo Rebelo será um dos vice-líderes do governo na Câmara. A outra vaga ficará com Virgílio Guimarães (PT-MG).

Para ontem 
Na conversa que teve com Dilma antes de assumir a Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt se comprometeu a apresentar à presidente, logo depois da Semana Santa, seu diagnóstico do setor e um plano de ação.

Mandarim 
A agenda de Dilma não registrava ontem nenhum compromisso porque, às vésperas da viagem, a presidente está mergulhada no assunto China. No momento, ninguém consegue desviá-la desse foco.

Alto mar 
Pouco antes da visita de Dilma, Ideli Salvatti (Pesca) solicitou à Anvisa que redobre a vigilância sobre o pescado que o Brasil importa de países asiáticos, entre eles a China. O motivo foi a presença de radiação derivada do acidente nuclear no Japão em águas a mais de 100 km da costa.

Nunca antes 
Quem acompanha a rotina do Senado observa que José Sarney (PMDB-AP), ao franquear a tribuna a Aécio Neves (PSDB-MG) durante muito mais tempo do que os 20 minutos regimentais, quebrou pela primeira vez na atual legislatura o protocolo da Mesa, que vinha mantendo rigor absoluto na cronometragem dos pronunciamentos.

Consultoria 
O economista José Roberto Afonso foi um dos responsáveis pela redação do capítulo econômico da mensagem lida por Aécio em plenário ontem.

Make-up 
Do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), ironizando no ex-blog uma possível fusão entre o PSB e o novo partido da senadora Kátia Abreu: "Como juntar o PSD dos latifundiários da república de 1946 com os atuais socialistas? Agregando um "blush" róseo e um "pancake" azul (porque verde pegará mal) a uma base cor da pele para encobrir as rugas?".

Meio a meio
A direção nacional do DEM deve contemplar Rodrigo Garcia com o comando do partido na capital paulista, onde o deputado pretende se candidatar a prefeito em 2012. Caberia a Jorge Mudalen liderar a comissão provisória estadual.

De novo 

Na próxima segunda, o presidente do DEM, Agripino Maia, voltará ao Bandeirantes para comunicar a mudança oficialmente a Geraldo Alckmin e insistir em reivindicar para o partido o espaço hoje ocupado no governo pelo vice Guilherme Afif, de saída para o PSD.

Ocupação Tranquilos quanto à eleição de Pedro Tobias no diretório estadual do PSDB, aliados de Alckmin agora tentam barrar a permanência de César Gontijo, mais ligado a José Serra, na secretaria geral. Querem instalar ali um ex-deputado federal, cuja atribuição será administrar a máquina partidária com vistas a 2014.

com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"O STJ contrariou a sua própria jurisprudência e a do Supremo para livrar os delinquentes de colarinho branco."
DA PROCURADORA REGIONAL DA REPÚBLICA JANICE ASCARI, apontando incoerência e fragilidade técnica na decisão do Superior Tribunal de Justiça que enterrou a Operação Castelo de Areia.

contraponto

Recrutamento e seleção

Ao fim de audiência realizada anteontem no Palácio do Planalto, integrantes da Frente Nacional de Prefeitos aguardavam o momento de posar para fotografias ao lado de Dilma Rousseff.
Vice-presidente da entidade, Gilberto Kassab, que deixou o DEM para fundar o PSD, percebeu a movimentação dos 50 colegas em busca do melhor ângulo e perguntou, provocando risada geral:
-Por acaso algum de vocês está sem partido?

MIRIAM LEITÃO - Efeito colateral

Efeito colateral 
MIRIAM LEITÃO

O GLOBO - 07/04/11

O que está errado? O preço do álcool ou da gasolina? O desequilíbrio entre os dois combustíveis exibe uma distorção da economia brasileira que é o enorme subsídio à gasolina. O preço da gasolina vendida às refinarias em 12 de setembro de 2005 era o mesmo R$1,54 cobrado este ano, e o valor do barril de petróleo já oscilou espantosamente nesse período.
Isso segura a inflação, mas por outro lado cria um artificialismo no mercado. O preço não cai quando o petróleo desce, nem sobe quando acontece o contrário. Mas outros produtos que não são vendidos ao público como o nafta e querosene de aviação sobem constantemente, mostrando a hipocrisia dessa política de preços.
Neste momento, o governo vive o seguinte dilema. Ontem, o ministro Guido Mantega anunciou novas medidas para tentar evitar a queda do dólar, mas é exatamente essa queda que tem evitado que a inflação suba mais. A valorização do real cria várias distorções na economia, mas se ela não acontecesse, a inflação subiria. Quando os juros sobem para combater a inflação aí é que o dólar cai mais. Como resposta, o governo fica subindo IOF para deter a queda do dólar. Ou seja, a política econômica está numa armadilha e não sabe como sair.
É neste contexto complexo, de dilemas e do preço artificial da gasolina, que o governo ficou "agastado" com o preço do álcool e ameaçou interferência direta no setor. A União Nacional da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) disse que não tem nada contra a Agência Nacional do Petróleo (ANP) buscar mais informações sobre o setor e defende inclusive que ela se torne menos uma agência de petróleo e mais de combustíveis mesmo. Isso é diferente de medidas intervencionistas de controle de preço.
- É bom que o governo entenda sim o que se passa no setor e que procure dar os incentivos certos. Por exemplo, nós achamos que com o IPI o governo pode incentivar as indústrias a produzirem motores mais eficientes para o etanol. Isso é bom para o consumidor, porque ficará mais econômico, e bom para o meio ambiente - diz Marcos Jank, presidente da Unica.
Ele disse que o setor foi atingido por uma série de eventos. Primeiro, a crise de 2008 acertou em cheio as empresas produtores de álcool, no meio de um processo de endividamento para expansão; depois, fortes chuvas provocaram uma quebra de safra; em seguida, uma grande seca reduziu em 10% a nova safra.
- Esta semana começamos a colheita da safra e a tendência em três semanas é a queda do preço do etanol. No centro-sul o preço ficará bem competitivo. Mas o mais importante será o setor voltar a crescer. Ele vinha crescendo a 10% ao ano, mas parou para fazer uma consolidação - disse Jank.
Em 2006, houve um aumento muito grande do investimento no setor sucroalcooleiro. Empresas novas entraram no mercado, se endividaram para implantar suas unidades. Quando o dólar subiu e o crédito secou, elas ainda estavam maturando o investimento. Algumas quebraram, outras foram compradas. Grandes empresas entraram no setor comprando as que estavam em dificuldade. É isso que eles chamam de consolidação. A recuperação foi dificultada por duas quebras de safra, uma por excesso de chuva, outra por seca.
Um grande complicador do etanol é que ele é comparado ao preço da gasolina congelado pela Petrobras. A última grande alteração no preço da gasolina vendida pelas refinarias às distribuidoras - descontados impostos e bem antes de chegar aos postos de gasolina - aconteceu em setembro de 2005, quando o preço médio semanal, segundo a ANP, subiu de R$1,42, do dia 5 de setembro, para R$1,54, no dia 12 de setembro. Para se ter uma ideia, o preço médio do último dado disponível, do final de janeiro deste ano, apontava os mesmos R$1,54. A única exceção ocorre entre 8 de fevereiro e 3 de maio de 2010, quando os preços recuaram para a faixa de R$1,47, mas voltaram logo ao patamar de R$1,54.
Já com o querosene de aviação a situação é completamente diferente. Somente este ano, os preços já foram reajustados quatro vezes, com alta acumulada de 28%, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. Em 2009, houve redução de 18%; em 2008, queda de 3,71%. Em 2007, alta de 12,6%; em 2006, aumento de 7%; em 2005, alta de 8,9%. A mesma coisa aconteceu com o óleo combustível, usado para a produção de energia em usinas termelétricas. Em janeiro de 2005, ele era vendido por R$0,50. No mesmo mês de 2006, foi para R$0,80. Alta de 60%. Em janeiro de 2007, caiu para R$0,61; depois subiu para R$1,00, em 2008; caiu para R$0,61, em 2009; subiu para R$0,87, em 2010, e chegou a R$0,96 em janeiro deste ano. Por serem preços "invisíveis", que não são vistos pelo consumidor, a política é outra, seguindo flutuações de mercado.
O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, também acredita que os preços do álcool começarão a cair, mas lembra que a alta foi mesmo forte.
- O álcool hidratado já subiu 31% este ano; o álcool anidro, que é misturado à gasolina, subiu 61%. Este ano houve condições atípicas de oferta e demanda. Em março, sentimos na bomba uma queda de 60% do consumo de álcool hidratado - afirmou.
Ele é a favor de que a ANP se envolva cada vez mais com o mercado de biocombustíveis, mas lembra que nunca houve um período tão prolongado de gasolina congelada.
Se o governo quiser aumentar o imposto para reduzir a exportação de açúcar, pode ter outro efeito indesejado. Açúcar é o quinto produto da pauta de exportação brasileira, com uma receita de US$13 bilhões.

GOSTOSA

CARLOS HEITOR CONY - Homem: esse desconhecido


Homem: esse desconhecido 
CARLOS HEITOR CONY

FOLHA DE SÃO PAULO - 07/04/11

RIO DE JANEIRO - Sentou-se ao meu lado, quase nos fundos do Airbus que me levaria a São Paulo. Tinha seus 50 anos. Levava uma sacola. O que me impressionou foi o bolso de sua camisa. O paletó aberto deixava ver tudo o que ali havia.
Umas cinco ou seis canetas de diferentes feitios e cores. "Para que tantas canetas diferenciadas?" -foi o que pensei. Mas além das canetas, tinha no mesmo bolso uns cinco caderninhos de agenda, suficientemente manuseados. Que endereços e telefones o obrigavam a trazer colados ao peito tantos caderninhos?
E havia mais. Um envelope comprido, que parecia um aviso bancário ou coisa equivalente. E, naturalmente, o cartão de embarque do voo das 16h20.
O bolso estava estufado, estufadíssimo. Mesmo se quisesse, ele não poderia fechar o paletó. Olhava-o, fascinado, tentando imaginar quem seria aquele companheiro de viagem, o que fazia, o que já fizera pela vida afora.
Olhei seu rosto. Era indecifrável, e estava cansado de um dia difícil. Usara aquelas canetas todas? Consultara aquelas agendas? Quando chegasse em casa, o que faria com elas? Deixaria os filhos mexer naquilo tudo?
Tive uma ideia sinistra: se o avião caísse e aquelas canetas e agendas se misturassem com o meu esqueleto espatifado? Quem sairia perdendo ou ganhando?
Acho que sairia perdendo. Em primeiro lugar, pelo esqueleto espatifado. Em segundo, porque os peritos ficariam confusos diante dos meus ossos de cambulhada com tantas canetas e cadernos. Talvez eu assumisse a identidade daquele homem.
Bem, torci para que o avião não caísse. Pensei que esqueceria o companheiro de viagem. Vejo que não. Ontem, abri o jornal e vi a foto dele. Chamava-se Amaro. Era pracista de uma indústria de azulejos. Foi morto pela amante, que se chama Rosária.

KENNETH ROGOFF - Sem lágrimas


Sem lágrimas
KENNETH ROGOFF

O GLOBO - 07/04/11

Médicos sabem há muito que não é como você come, mas o que você come, que melhora ou piora sua saúde. Da mesma forma, economistas há muito notaram que, para países empanturrados de recursos externos, há grande diferença entre investimentos financeiros e na economia real.

Com formuladores de políticas e analistas protestando contra grandes desequilíbrios comerciais, precisamos reconhecer que os problemas estão enraizados no excessivo endividamento. Se os governos do G-20 pudessem recuar no tempo, canalizariam uma parte maior dos recursos para investimentos produtivos e o sistema financeiro global seria mais robusto do que é hoje.

Infelizmente, estamos muito longe do mundo idealizado no qual os mercados financeiros dividem os riscos eficientemente. Dos US$200 trilhões em ativos financeiros, quase três quartos estão em algum tipo de investimento financeiro, incluindo empréstimos bancários, títulos de empresas privadas e papéis de governos. O mercado de derivativos ajuda a estender o risco mais amplamente do que esse cálculo indica, mas o ponto básico se mantém.

Certamente, há boas razões econômicas para o apetite insaciável por dívidas dos emprestadores. Informação defeituosa e dificuldades para monitorar empresas são obstáculos significativos para os instrumentos de compartilhamento de risco idealizados.

Distorções politicamente induzidas também têm enorme impacto. O sistema tributário de muitos países favorece o endividamento em relação ao investimento. A explosão no mercado imobiliário americano poderia nunca ter alcançado as proporções que teve se os donos de imóveis não fossem autorizados a abater do imposto os juros dos financiamentos. Permite-se às corporações deduzir pagamento de juros sobre títulos, mas dividendos de ações são taxados tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Bancos centrais e ministros da Fazenda também são cúmplices, já que o socorro a endividados é muito mais agressivo que a investidores. Mas, contrariamente à retórica populista, não é só o detentor de títulos rico e bem relacionado que é resgatado. Muitos pequenos poupadores colocam suas economias em fundos de investimento que rendem acima dos depósitos com garantia federal.

Não deveriam levar em conta o risco? Um momento crítico da crise ocorreu quando, logo após o colapso do Lehman Brothers, em setembro de 2008, um desses fundos não conseguiu remunerar seus clientes. É claro que foi resgatado, junto com todos os outros fundos.

Não estou advogando uma volta à Idade Média, quando as leis de usura da Igreja proibiam cobrar juros sobre empréstimos. Naquela época, investidores tinham de imaginar esquemas fantásticos para disfarçar os juros. Hoje, o pêndulo oscilou demais na direção oposta. Talvez estudiosos para os quais a proibição da cobrança de juros nos sistemas financeiros islâmicos geram ineficiências deveriam buscar em tais sistemas ideias positivas que pudessem ser adotadas no Ocidente.

Infelizmente, superar a propensão profundamente arraigada ao endividamento nos sistemas financeiros dos países ricos não será fácil. Nos EUA, por exemplo, nenhum político está disposto a dizer que deduções de pagamentos de hipotecas imobiliárias deveriam ser eliminadas, ou que pagamentos de dividendos deveriam ficar isentos de taxação. Da mesma forma, países em desenvolvimento deveriam acelerar as reformas econômicas - o mercado acionário em economias emergentes é como o Velho Oeste, com regras obscuras e fiscalização frouxa.

Ainda pior, mesmo quando o G-20 fala em encontrar um modelo para neutralizar desequilíbrios globais, alguns de seus membros adotam regras que vão na direção oposta. Por exemplo, temos agora um FMI tamanho GG, cuja capacidade de emprestar foi triplicada para US$750 bilhões. A Europa também expandiu, de forma similar, seus instrumentos de crédito. Estes fundos podem provar serem efetivos no auxílio a curto prazo, mas, no longo prazo, deverão causar mais problemas e plantar as sementes de crises mais profundas.

Um método melhor seria a criação de um mecanismo para orquestrar de forma ordenada o default de devedores soberanos, para minimizar os estragos quando ocorrerem as crises e para desencorajar emprestadores da ideia de que o dinheiro do contribuinte resolve todos os grandes problemas. O FMI propôs exatamente tal mecanismo em 2001, e uma ideia similar foi discutida mais recentemente para a zona do euro. Infelizmente, contudo, ideias sobre mecanismos para reestruturação de dívidas permanecem sendo apenas isto: construções puramente teóricas.

Nesse meio tempo, o FMI e o G-20 podem ajudar a encontrar melhores caminhos para avaliar a vulnerabilidade da estrutura financeira de cada país - o que não é fácil, dada a imensa esperteza dos governos quando se trata de proezas contabilísticas. Formuladores de políticas podem também ajudar a encontrar formas para reduzir barreiras ao desenvolvimento dos mercados acionários, e apresentar ideias sobre novos tipos de títulos, como os atrelados ao PIB propostos por Robert Shiller, de Yale. (Os títulos de Shiller, na teoria, rendem mais quando a economia de um país está em crescimento e menos quando está em recessão).

É claro que, mesmo se a composição dos fluxos internacionais de capital puder ser modificada, ainda há muito boas razões para tentar reduzir os desequilíbrios globais. Uma dieta rica em ativos como ações e investimento direto e pobre em endividamento não é substituta para outros elementos de saúde fiscal e financeira. Mas nossa atual e insalubre dieta de ativos é um componente importante de risco que tem recebido muito menos atenção do que deveria no debate político.

KENNETH ROGOFF é economista.

A INFLAÇÃO DO PT

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE


Bola da vez
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/04/11

Alento para empresas brasileiras. Mais de 314 mil estrangeiros esperam uma oportunidade para trabalhar no Brasil, de acordo com levantamento feito pela Monster, agência internacional de recrutamento.

Os americanos lideram o ranking, representando 47% dos candidatos. São seguidos por franceses, 10%, Italianos, 7%, espanhóis, 4,5% e indianos, 4%.

SofáAlém de Dilma, conforme antecipou esta coluna, Bono quer encontrar Lula. O ex-presidente volta hoje dos EUA.

De mim, distante
Esqueceram de avisar Eduardo Campos. O presidente do PSB diz desconhecer que Antonio Valadares, senador do seu partido, vá assumir a futura secretaria da Micro e Pequena Empresa. Teme que Valadares não aceite o cargo mais uma vez. Tanto assim que Lula estaria sendo escalado para falar com o próprio.

Costura

O discurso de Aécio, ontem, no Senado, fez com que Rodrigo Maia adiasse encontro marcado com Sérgio Guerra e Garotinho. "Remarquei para semana que vem", conta.

Especulação

Kassab mal saiu do DEM e já está dizendo que se a obra do estádio do Corinthians não acelerar, a abertura da Copa não será em São Paulo. Tem gente "ligada" desconfiando que o governo Dilma não vai se aborrecer se o evento acabar nas mãos do Rio.

Estranha, a vida
O relatório do mensalão menciona várias vezes o repasse de recursos de fundo Visanet.

Este fundo, entretanto, era alimentado por vários clientes e se limitava a pagar contas que eles determinavam. Principalmente o BB. Cuja atuação no episódio continua obscura.

Três décadas
O Mozarteum abre sua temporada de 30 anos com a orquestra alemã L''Arte del Mondo e a violinista Baiba Skride. Infelizmente, Sabine Lovatelli, capitã da instituição, estará trabalhando no Festival de Salzburg garimpando novidades.

Vips

A convite do São Paulo, Beto Richa, Aécio e familiares de Lula, dentre outros, confirmaram presença no show do U2. O clube se desdobra para acomodar os políticos pelos camarotes.

Prateleira

E o mercado ganha nova editora: a Arqueiro. Dos mesmos donos da Sextante, Marcos e Tomás Pereira.

O nome é uma homenagem ao pai da dupla, Geraldo Jordão Pereira. Inspirado em linda foto de Geraldo segurando um arco. Primeiros títulos? Lago dos Sonhos, de Kim Edwards, A Traição, de Christopher Reich, e Heresia, de S. J. Parris.

Doc 1
Luiz Melodia entrará para o hall dos documentários: Karla Sabah roteiriza sua trajetória.

Doc 2

Também foi aprovada na Ancine, a captação de recursos para documentário sobre os Parlapatões, Patifes e Paspalhões. O longa mostrará os 20 anos da trupe.

Pinça

A história das J. Sisters, famosas irmãs depiladoras e manicures que fizeram fortuna em NY, vai virar filme. Suzana Villas Boas prepara documentário sobre as capixabas que fazem unha e cutícula das celebridades americanas.

Terceira marchaMaurizio Remmert, expert em gastronomia e pai de Carla Bruni, prepara novo livro que, a princípio, se chamará A Cozinha da Vovó Com Uma Marcha a Mais.

Com ênfase em uma tradição algo "modernizada".

Na mesma moeda

Revoltados com o serviço de call center da Mobistar, empresa belga de telefonia, clientes tomaram atitude radical. Quatro jovens se enfurnaram em um container, à porta do estacionamento da empresa, bloqueando a entrada de funcionários. Resultado? Só saíram de lá depois de três horas de ligações - a la call center. O vídeo da ação é sucesso no YouTube.

Na frente

O argentino Alan Faena será centro de jantar hoje no Galpão Fortes Vilaça.

O livro sobre Carlos Botelho será lançado pelo seu bisneto Antonio Carlos Botelho Souza Aranha no dia 12. No Resplendor Antiguidades.

A mostra Visões, de Pedro de Kastro, abre hoje. No Mube.

A Lancôme apresenta hoje parceria costurada com Adriana Degreas. No Maní.

Angelo Bucci e Marcio Kogan foram eleitos membros honorários do Instituto Americano de Arquitetos. Recebem medalha no dia 12, em Nova Orleans.