quinta-feira, fevereiro 10, 2011

MÔNICA BERGAMO

OFICINA GLOBAL
MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SÃO PAULO - 10/02/11

O dramaturgo José Celso Martinez Corrêa brinca com o diretor Ricardo Waddington durante a gravação, em um castelo na França, de sua participação em "Cordel Encantado", próxima novela das seis da Globo

MOSQUITO CALADO
Os números da dengue em janeiro sugerem que a epidemia não deve ser tão forte como imaginava o governo. Foram 39.240 casos em todo o país, contra 98.363 do mesmo mês do ano passado -uma queda de 60%. O Ministério da Saúde não divulgará oficialmente as estatísticas. Prefere esperar o balanço de todo o verão, que termina em março. Teme também uma desmobilização precipitada no combate à doença. Os dados, no entanto, foram recebidos com certo alívio.

RADAR
As atenções do Ministério da Saúde se voltam agora para a região Norte, especialmente os Estados do Amazonas e do Acre. É lá que foram registrados 34% dos casos de dengue do mês passado.

ENDEREÇO PROVISÓRIO
O ex-presidente Lula fez check-out anteontem de uma suíte presidencial no hotel Sofitel, em SP. É lá que ele tem despachado enquanto a reforma no Instituto da Cidadania, onde instalará seu escritório, não termina. Sempre que sai para uma ausência prolongada, o petista fecha a conta, que é reaberta quando ele volta.

DEPOIS DA FOLIA

O QG lulista no hotel é discreto: só abre as portas aos mais íntimos. O ex-presidente decidiu que agendará encontro com um círculo menos restrito apenas em março, depois do Carnaval.

PEDALANDO

Depois de o governador Geraldo Alckmin suspender obra de José Serra, chegou a vez de sua mulher, Lu, dar uma guinada em políticas de Monica Serra. Ela determinou que o órgão que coordena volte a se chamar Fundo Social de Solidariedade, retirando do nome o "Desenvolvimento Cultural" colocado pela antecessora. Demitiu funcionários e retomou antigos programas. A assessoria de Lu diz que projetos de Monica serão mantidos.

TÔ FORA

Lu determinou também que o Fundo deixe de comandar reformas no Parque da Água Branca, onde está instalado. Promovidas pela ex-primeira-dama Deuzeni Goldman, as intervenções geraram aplausos -e também polêmicas.

CORTA, COPIA E TOCA
O grupo australiano Cut Copy, que mistura rock com música eletrônica e já remixou "Move", do Cansei de Ser Sexy, virá ao Brasil. Os músicos se apresentam no dia 10 de junho, no HSBC Brasil, trazidos pela Agência Nova.

MAGNÂNIMO
O vice-presidente da República, Michel Temer, está com a agenda repleta de aulas magnas. Deve falar hoje à noite, na Faculdade de Direito de Itu (SP), e, na segunda, recepcionará os alunos da primeira turma da Escola de Direito de Brasília, que tem o ministro Gilmar Mendes, do STF, como coordenador pedagógico. Na capital, o tema da aula será "História Constitucional do Brasil".

ESTILO NA UNHA
Vem aí a Nails Fashion Week, a semana de moda das unhas. A ideia é realizar o evento em junho, paralelamente à SPFW. Os desfiles, que apresentarão esmaltes e outros produtos de manicure, acontecerão em um estúdio fechado. Os convidados serão recebidos pelo stylist Arlindo Grund, apresentador do "Esquadrão da Moda", do SBT, e verão as mãos das modelos em close num telão.

COISINHA DO PAI

Os amigos de Oscar Niemeyer estão tentando marcar um encontro dele com o músico Jorge Aragão, de quem é fã. Querem que o arquiteto passe uma tarde com o sambista, mostrando inclusive algumas de suas composições para ele.

GINGA NA TELA
A atriz Denise Fraga e seu marido, o cineasta Luiz Villaça, foram à pré-estreia de "O Samba que Mora em Mim", da diretora Georgia Guerra-Peixe, no Espaço Unibanco Pompeia. Irma Palma, sócia da BossaNovaFilms, que produziu o documentário, o cineasta Alex Miranda e Paula Capobianco também estiveram lá.

MEMÓRIA
Novo secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti leu poema do russo Vladimir Maiakóvski na homenagem ao centenário da atriz Lélia Abramo, anteontem, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. O ator Antônio Abujamra discursou no final da cerimônia.

CURTO-CIRCUITO

O DJ Zé Pedro lança gravadora só para mulheres com show de 11 cantoras, hoje, no MIS (Museu da Imagem e do Som), a partir das 19h. 16 anos.

A Direito GV promove hoje, às 19h, coquetel de recepção dos calouros, na Bela Vista.

A chapa Jockey Forte, da candidatura da situação à presidência do Jockey Club de SP, inaugura comitê hoje, às 19h.

Começa hoje a Liquidação do Lápis Vermelho, nos shoppings Morumbi, Anália Franco e Vila Olímpia.

com DIÓGENES CAMPANHA, LÍGIA MESQUITA e THAIS BILENKY

GOSTOSA

JOSÉ TAVARES DE ARAÚJO JR.

A inviável volta do controle de importações
JOSÉ TAVARES DE ARAÚJO JR.
O ESTADO DE SÃO PAULO - 10/02/11


Desde o início da crise de 2008, a defesa do protecionismo tornou-se mais vigorosa e diversificada no Brasil. Um traço comum aos que advogam essa estratégia é a simpatia pelos instrumentos de política econômica usados no País entre as décadas de 1930 e 1980. As elevadas taxas de crescimento do PIB continuam na memória de todos, ao mesmo tempo que outras características do período são devidamente esquecidas, como a destruição gradual da moeda, a formação de um parque industrial que não investia em progresso técnico e o perfil de distribuição de rendas.

Um fato histórico que os defensores de medidas restritivas às importações parecem ignorar é o de que as crises de 1929 e 2008 provocaram impactos opostos sobre o balanço de pagamentos do País. No momento do colapso da Bolsa de Valores de Nova York, nossas reservas internacionais eram de cerca de 30 milhões de libras, reduzidas a zero em 1931. Além disso, nos dois primeiros anos daquela crise, a taxa de câmbio desvalorizou-se em mais de 60%.

Em contraposição, entre 2008 e 2010, as reservas subiram de US$ 194 bilhões para US$ 289 bilhões, mantendo o processo de acumulação iniciado em 2000, quando o montante foi de apenas US$ 33 bilhões. No segundo semestre de 2008, a taxa de câmbio sofreu uma desvalorização de 35%, mas, logo em seguida, retomou a trajetória de apreciação, em vigor desde 2004.

O desafio que o governo enfrentava nos anos 30 era o de administrar uma economia submetida a uma restrição cambial aguda e sem perspectiva de superação. As medidas defensivas adotadas responderam àquele desafio, e, nas quatro décadas seguintes, o controle permanente sobre as importações permitiu a implantação do parque industrial mais diversificado entre os países em desenvolvimento da época. A contrapartida dessa façanha foi a geração de um conjunto de distorções domésticas ainda não superadas totalmente.

O desafio atual é bem distinto: assegurar a sobrevivência da indústria nacional, num contexto marcado pela apreciação duradoura da taxa de câmbio, sem risco iminente de crise cambial. Dados os padrões de competição gerados pela revolução contemporânea nas tecnologias de informação, a política industrial apta a lidar com esse desafio tem duas prioridades: reduzir os custos de transação na economia brasileira e elevar o ritmo das inovações na indústria.

A redução dos custos de transação depende não apenas da execução de reformas ainda pendentes na agenda de políticas públicas, como a tributária e a trabalhista, mas também da correção de falhas advindas de algumas das mudanças realizadas nas duas últimas décadas. Um exemplo notável de obstáculos recém-criados é o atual marco institucional do setor portuário, que reúne um conjunto de normas mal definidas e contraditórias.

Se a indústria nacional não for capaz de elevar seus níveis de eficiência produtiva, certamente continuará perdendo espaço para os competidores externos. Para evitar isso é indispensável reduzir custos domésticos de transação, que são mais elevados do que os vigentes nos principais parceiros comerciais do País. Mas qualquer medida nessa direção implica não apenas mudanças normativas complexas, mas a eliminação de fontes de renda para alguns agentes econômicos resistentes às mudanças.

Uma forma de eludir esse conflito seria a de retornar aos controles sobre as importações. Mas essa opção restauraria um estilo de política econômica que, durante décadas, inibiu o desenvolvimento tecnológico da empresa privada nacional, exacerbou a iniquidade social e desorganizou as finanças públicas. O governo Dilma já indicou, ainda que parcialmente, suas preferências, ao manter a independência operacional do Banco Central, o câmbio flutuante e o regime de metas de inflação.

Entretanto, não significa que as pressões protecionistas desaparecerão. As propostas que confundem política industrial com reserva de mercado, ignoram o conceito de preços relativos e desprezam benefícios de uma moeda conversível continuam, infelizmente, a desfrutar de prestígio intelectual no País.

GUSTAVO BINENBOJM

Sem meias palavras
GUSTAVO BINENBOJM
O Estado de S.Paulo - 10/02/11

Uma das características sorrateiras da censura é a de negar não apenas as ideias diferentes ou discordantes, mas, sobretudo, a de negar-se a si mesma. Em todos os tempos e em todos os lugares, a censura jamais se apresenta como instrumento do arbítrio, da intolerância ou de outras perversões ocultas. Ao contrário, ela costuma ser imposta em nome da segurança nacional, da moral ou quiçá até da própria democracia. Como regra, a censura é um mal que não ousa pronunciar o seu nome, preferindo travestir-se em expressões ambíguas e de forte apelo populista.

A expressão "controle social da mídia", em sua vagueza semântica, pode bem prestar-se a esse papel. Tamanha a sua repercussão, chegou a ser incluída no 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos, sem muita clareza quanto ao seu significado. Cumpre, portanto, refletir sobre as possíveis acepções da expressão para separar o joio do trigo.

Existem duas maneiras básicas de compreender o que é o controle social da mídia. A primeira delas é centrada na figura do Estado e enfatiza o seu papel de agente regulador, fiscalizador e sancionador. Tal visão desconfia profundamente da liberdade como valor democrático e aposta no dirigismo estatal do discurso público. Ao tempo em que critica supostas distorções provocadas por grandes veículos de comunicação, essa corrente descrê da capacidade de discernimento e julgamento dos indivíduos.

Daí que, para esta linha de pensamento, há de haver um controle coletivo sobre o conteúdo do que se lê, ouve ou assiste, como forma de assegurar que os emissores das mensagens não manipulem ou distorçam o que deve chegar aos destinatários. Embora se fale em controle social, esse modelo não prescinde, na verdade, de uma agência central da qual partam os julgamentos e decisões sobre o que, afinal, mereça ou não integrar o discurso público. Tal agência só pode ser o Estado.

Não hesito em nomear, sem meias palavras, aquilo em que se traduz, na prática, a proposta dessa primeira corrente: censura. Esse tipo de controle social acaba por arrogar para o Estado um papel de curador da qualidade do discurso público, como se fosse possível situar algum ente estatal num ponto arquimediano do qual pudesse avaliar o que merece e o que não merece ser dito.

As duas questões principais que se colocam ao controle social da mídia realizado por intermédio do Estado são as seguintes: 1) Quais os critérios a serem utilizados no controle de conteúdo dos meios de comunicação? 2) Quem controla os controladores?

Ora, não há critérios objetivos, numa sociedade democrática, para definir o que merece ou não merece ser dito. Aliás, este é o traço distintivo fundamental entre a democracia e os regimes totalitários: a relatividade dos conceitos de bom, justo e verdadeiro. A garantia da liberdade de expressão e do livre fluxo de informações, ideias e opiniões - independentemente do seu mérito intrínseco - serve, precisamente, para assegurar a cada um de nós o direito de julgar e escolher, sem a tutela do Estado.

A segunda pergunta (quem controla os controladores?) tem resposta simples e desconcertante: ninguém. Uma vez aberta a porta do controle do discurso público pelo Estado, não há mais quem o possa controlar. Tornamo-nos todos reféns das visões de mundo dos burocratas de plantão.

A segunda acepção da expressão controle social da mídia é a única compatível com o regime constitucional de 1988, que baniu a censura e assegurou, em toda a sua plenitude, as liberdades de expressão, de imprensa e de informação. Tal visão é centrada na capacidade de julgamento e escolha dos indivíduos, desde que expostos a um ambiente livre e plural, capaz de gerar um robusto mercado de informações, ideias e opiniões. Assim, o controle social da mídia é a resultante da liberdade de escolha dos leitores, ouvintes e telespectadores, que tenderão a prestigiar os veículos de maior credibilidade e que ofereçam melhor qualidade em sua programação.

Em outras palavras, o crivo da opinião pública é a principal forma de controle das eventuais distorções provocadas pela mídia. O esclarecimento dos fatos pela emissora concorrente, a perda de audiência em razão da falta de credibilidade e a busca do público por novas e diversificadas fontes de informação e entretenimento (como as redes sociais e os portais de notícias na internet, por exemplo) são manifestações legítimas do controle social sobre a atuação dos meios de comunicação.

Para as situações extremas há mecanismos judiciais à disposição dos cidadãos. Tais mecanismos podem também ser compreendidos como formas de controle social. Refiro-me, por exemplo, ao direito de resposta e ao direito de retificação de notícia, que constituem instrumentos de participação do indivíduo na construção do discurso público pela imprensa. Além de um conteúdo tipicamente defensivo da honra e da imagem das pessoas, o direito de resposta cumpre também uma missão informativa e democrática, na medida em que permite o esclarecimento do público sobre fatos e questões do interesse de toda a sociedade. De outra parte, a responsabilização civil e penal, quando cabíveis, são certamente salvaguardas de defesa das pessoas contra eventuais abusos ou desvios.

Portanto, o desafio da chamada accountability da mídia envolve, sobretudo, a promoção de um ambiente pluralista e competitivo entre fontes e veículos de comunicação, no qual empresas, jornalistas independentes e cidadãos em geral poderão livremente divulgar suas versões e opiniões, assim como suas produções artísticas e culturais, cabendo aos indivíduos, de forma igualmente livre, formular seus juízos e exercer suas escolhas. Essa a única forma legítima de controle social da mídia.

MASTER OF LAWS PELA YALE LAW SCHOOL, É PROFESSOR ADJUNTO DA FACULDADE DE DIREITO
DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

DUBLÊ

MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO

Empresas devem focar crescimento e pesquisa
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 10/02/11

Mesmo sem o vigor de 2010, o mercado de fusões e aquisições deve permanecer em alta neste ano, estimam especialistas.
O cenário econômico a que o Brasil chegou aponta para um período de amadurecimento, em que o entusiasmo dos empresários estaria mais voltado para investir no próprio negócio, em vez de adicionar negócios novos.
O foco agora será crescimento orgânico e pesquisa e desenvolvimento, com 77% e 40% das menções de brasileiros ouvidos pela Ernst & Young Terco.
"Devemos ter um volume maior de crescimento orgânico neste ano. Apesar disso, as fusões e aquisições vão se manter avançadas", diz Carlos Asciutti, sócio da Ernst.
O aquecimento será alavancado pela chegada de companhias e fundos estrangeiros que ainda têm interesse de ingressar no país, segundo Reinaldo Grasson, sócio da Deloitte. "Muitos deles ainda estão chegando para se ambientar. Querem saber como é a dinâmica regulatória, fiscal e concorrencial."
A compreensão do mercado local chega, segundo Grasson, a alongar o tempo para fechar um negócio.
"Estamos perto de fechar uma transação cujo processo começou há nove meses."
Ainda que mais ameno, o mercado deve registrar novo recorde em 2011, segundo Alexandre Pierantoni, sócio da PwC. "Sabemos que há necessidade de investimento, mas isso não afeta as fusões e aquisições."
As aquisições de controle devem continuar predominantes como modelo de transação, com 55% dos negócios anunciados, segundo a PwC.

CADE BATE O MARTELO
A compra dos medicamentos Digedrat, Peridal e Lopigrel da farmacêutica Medley pela Hypermarcas, que estava dependendo da palavra final do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica ), foi aprovada ontem pelo órgão.
Anunciada em novembro do ano passado, a aquisição, que envolve R$ 84 milhões, poderá agora ser concluída.
Os três remédios haviam sido colocados à venda por determinação do Cade, como condição para que a venda do laboratório Medley para a francesa Sanofi-Aventis fosse aprovada.
No Digedrat e no Peridal, para doenças do sistema digestivo, a concentração de mercado causada pela aquisição alcançava 54,1%. A Sanofi-Aventis já vendia Plasil e Digesan nesse segmento.
No Lopigrel, usado em casos de infarto e acidente vascular cerebral, a operação com a Sanofi representava uma concentração de 62,9%.

EM TREINAMENTO

A Motorola Solutions abrirá neste semestre um centro de treinamento para distribuidores e revendedores da marca, em Barueri. A expectativa da companhia é capacitar 1.500 pessoas em um ano.
"Vamos priorizar a capacitação dos parceiros para aumentar as vendas", afirma Eduardo Stefano, presidente da empresa no país.
O centro ocupará parte da nova sede da companhia, que se mudou em janeiro, após a divisão da Motorola em duas empresas: Solutions e Mobility.
Com a separação, a Motorola Solutions ficou com as áreas de comunicação via rádio e banda larga.
A empresa tem parceria com mais de 200 cidades para fazer comunicação entre órgãos públicos.
"A banda larga é promissora, visto o empenho do governo", diz Stefano.

SEGURO NO SUPERMERCADO

A aquisição de seguros em supermercados atrai a atenção de corretoras e seguradoras do Brasil.
A Bradesco Seguros vendeu cerca de 75 mil apólices dessa maneira em 2010.
Os produtos mais vendidos são seguros de renda diária em caso de internação hospitalar e de acidentes pessoais, além de garantias contra roubo de cartões.
"Nossa preferência é firmar parcerias com mercados regionais, pela fidelidade de seus clientes, o que cria uma intimidade com o nosso produto", afirma Eugênio Velasques, diretor da companhia.
Em janeiro, a rede de supermercados Veran, da Grande São Paulo, passou a vender seguros da australiana QBE para os consumidores que possuem o cartão da companhia, após firmar parceria com a corretora Classic.

ALTA DAS PEQUENAS

As micro e pequenas empresas paulistas fecharam o ano passado com receita total de R$ 305,8 bilhões, número que será divulgado hoje pelo Sebrae.
Na comparação com 2009, a alta foi de 9,6%, descontada a inflação.
Para o presidente do conselho da instituição, Alencar Burti, apesar da base elevada do ano anterior, a receita das micro e pequenas deve registrar aumento também em 2011.
"Vamos crescer pelo menos entre 6,5% e 7% sobre os quase 10% de 2010", diz.
O faturamento das micro e pequenas cresceu 19% em dezembro, ante o mesmo mês do ano anterior.
"É o melhor resultado da série histórica desde 1998. É o 15º mês consecutivo de aumento real", diz Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.
Por setores, o comércio cresceu 22,5% no mês. O segmento de serviços teve aumento de 22,6%. A indústria avançou menos, ao fechar com 5,7%.
O interior do Estado faturou 11,4% a mais que em 2009. Na capital, a alta foi de 7,5% no ano. O Grande ABC teve apenas 1,5% a mais no acumulado.
Segundo Burti, uma das preocupações da instituição é a qualificação. "Precisamos fomentar a educação profissionalizante."

CONCORRÊNCIA
O nível de concorrência do mercado foi responsável por 33% das crises registradas em empresas durante 2010, segundo o IC Crisis Índex. Em 2009, esse índice foi de 8%.
Já os percentuais de crises ligadas a questões trabalhistas e problemas financeiros diminuíram.
Os números são reflexo da crise econômica mundial e da posterior retomada do crescimento, explica Ciro Reis, presidente da agência Imagem Corporativa, que realizou a pesquisa.
"Com o economia em alta, aumentam as disputas por mercados específicos e os movimentos de fusão e aquisição", explica.
O levantamento é feito a partir do monitoramento de jornais diários e revistas de circulação nacional.

Terceira idade 
As fraldas Capricho vão investir R$ 4,5 milhões em sua fábrica, em Capivari (SP). O objetivo é lançar fraldas geriátricas e ocupar 20% desse mercado.

Grua 
O Grupo Baram inaugura no dia 14 uma fábrica em Sapucaia do Sul (RS) para dobrar a produção e chegar a 500 mil equipamentos por mês.

Obama... 
O subsecretário de Estado americano para Economia, Energia e Negócios, José Fernández, está no Brasil para preparar a visita de Obama ao país, em março.

... no Brasil 

Fernandez participa hoje de jantar com empresários do setor de energia e infraestrutura, além de diretores da Fiesp.
com JOANA CUNHA, ALESSANDRA KIANEK, VITOR SION e ANDRÉA MACIEL

VINICIUS TORRES FREIRE

Pacote sonrisal
VINICIUS TORRES FREIRE
FOLHA DE SE SÃO PAULO - 10/02/11


Apesar de parecer maciça, contenção do gasto federal apenas reduz mal-estar do excesso de despesa de 2010

Quanto valem R$ 50 bilhões? Na sua primeira decisão econômica relevante, porém ainda mal explicada, o governo Dilma Rousseff prometeu cortar esses R$ 50 bilhões do Orçamento aprovado pelo Congresso. É pouco? Suficiente? Se bastantes, bastariam para qual objetivo de política econômica? Talvez quase tão relevante, serão cortados R$ 50 bilhões de quê? A receita estimada no Orçamento virá a existir?
Num estudo divulgado nesta semana e comentado nestas colunas, o economista do Santander e colunista desta Folha Alexandre Schwartsman ressaltava que o corte de gastos que o governo viria a anunciar incidiria sobre a despesa prevista no Orçamento. Dado que o aumento da despesa de 2010 para 2011 seria de uns R$ 110 bilhões, o gasto ainda aumentaria R$ 60 bilhões, considerado o corte de R$ 50 bilhões nesse aumento da despesa.
Ainda assim, trata-se de uma redução violenta de gastos, caso seja de fato implementada.
Ou melhor, trata-se de uma redução violenta de gastos se a gente dá de barato que o governo viria a ter esse dinheiro para gastar.
Num outro estudo sobre os problemas fiscais deste ano, o economista Maurício Oreng, do Itaú, estimou que o Congresso superestimou a receita federal em R$ 49,2 bilhões. Segundo o economista, essa previsão de receita está inflada porque: 1) a receita de impostos tende agora a não subir muito além do crescimento do PIB; 2) a economia deve crescer menos que o previsto pelo Congresso (4,3%, não 5,5%); 3) deve cair a receita não tributária.
Se estiver certa a estimativa do pessoal do Itaú para a arrecadação federal, o governo apenas acabou de cortar o que não iria arrecadar, de qualquer maneira. Em outros termos, caso gastasse o previsto no Orçamento, o governo estouraria largamente a meta de superavit primário (poupança) de 3% do PIB.
Ainda assim, segundo as estimativas do Itaú, mesmo com um corte de R$ 50 bilhões no aumento da despesa, o governo não deve atingir a meta de superavit primário. Com esse talho no gasto, o superavit chegaria apenas a uns 2,1% do PIB. Um superavit primário menor impede a redução mais rápida da dívida pública. Dívida maior implica gasto maior com juros e, provavelmente, taxas de juros também mais altas.
Note-se que esse corte de R$ 50 bilhões no aumento da despesa é apenas uma promessa otimista. O Congresso ameaça aumentar o salário mínimo além dos R$ 545 ora propostos pelo governo. Ameaça revisar a tabela do Imposto de Renda (baixar impostos). Ameaça reajustar salários de várias categorias. Etc.
Enfim, a promessa de corte de R$ 50 bilhões é então desprezível? Não. Mas se trata apenas de uma medida, digamos, "macroprudencial", para ironizar um clichê financeiro das últimas semanas.
Caso o governo se dispusesse a gastar esse dinheiro que talvez nem exista, haveria aumento de consumo já excessivo na economia, haveria mais inflação, as taxas de juros pulariam o muro da indecência onde já estão plantadas etc. Ou seja, apesar do esforço fiscal aparentemente brutal, o governo está fazendo o mínimo necessário para a situação macroeconômica não azedar. Está apenas tomando um digestivo para os excessos, para a glutoneria fiscal de 2010. Em suma, baixou um pacote sonrisal.

GOSTOSA

RENATA LO PRETE - PAINEL DA FOLHA

Não passarão
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 10/02/11

Da relação dos vetos ao Orçamento de 2011 devem constar manobras aprovadas pelo Congresso. O Planalto detectou que, na tentativa de escapar da tesoura, deputados e senadores apresentaram emendas em rubricas livres de contingenciamento. Também foram descobertos aditivos de R$ 1 milhão para obras cujo custo original fica em 10% deste valor.
Para evitar choque com sua base, o governo não deve incluir entre os vetos o aumento de R$ 100 milhões do Fundo Partidário aprovado no final de 2010. Mas esse dinheiro pode aparecer na lista de despesas contingenciadas, a ser detalhada nos próximos dias.

Homem do saco 
Na terça, correu boato de que os cortes no Orçamento poderiam reduzir à metade o número de DAS -cargos de confiança da máquina federal. Ontem, os telefones do Planalto tocaram sem parar com protestos preventivos.

Pela ordem 
Dilma baixou norma interna segundo a qual reivindicações só serão recebidas por meio dos canais hierárquicos competentes. Ninguém citou, mas o texto serve sob medida para a Associação dos Oficiais de Inteligência, que entrou em choque com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e solicitou audiência no Planalto.

Água e óleo 
Até o salário mínimo divide José Serra e Aécio Neves. Enquanto o primeiro foi a Brasília tentar convencer a bancada tucana a abraçar os R$ 600 defendidos por ele na campanha, aecistas argumentam que a oposição soará oportunista se bater o pé por esse valor, especialmente se as centrais sindicais aceitarem algo mais modesto, como tudo indica que irá acontecer.

Veja bem 
Pesa contra o argumento dos mineiros o fato de ter partido dos congressistas tucanos emenda ao Orçamento que, além de fixar a quantia prometida por Serra, detalha a origem dos recursos para tal aumento.

Fora de cena 
O anúncio do mínimo paulista de R$ 600, feito ontem por Geraldo Alckmin, frustrou sindicalistas, que costuravam proposta de piso de R$ 605 com a equipe do governador. Agora, cogitam recorrer à Assembleia para emplacar aditivo que contemple o patamar reivindicado pelas entidades.

#prontofalei 1 

Do deputado pernambucano Sérgio Guerra, a quem lhe perguntou se havia deixado claro, em recente conversa com Serra, sua intenção de permanecer por mais um mandato na presidência do PSDB: "Não tratamos disso. Mas é claro que sou candidato. Afinal, nem o Serra é maluco, nem eu sou doido".

#prontofalei 2
 
Do deputado mineiro Paulo Abi-Ackel, sobre o desempenho de Serra na reunião da bancada: "O mais importante foi o apelo para que tucanos não se biquem em público, certamente dirigido aos seus amigos mais próximos".

Leilão 
A profusão de especulações em torno do destino partidário do prefeito de São Paulo rendeu-lhe, na cúpula peemedebista, o apelido de "Kassabinho Gaúcho".

Limpeza 
Depois do PMDB, é a vez do PDT-SP anunciar a dissolução de pelo menos 50% dos diretórios municipais até junho.

Visita à Folha Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Antônio Carlos Silva, assessor, Carlos Barreiros, diretor de Comunicação da CNI, e Gustavo Krieger, diretor-executivo da FSB Comunicações.
com LETÍCIA SANDER e FABIO ZAMBELI

tiroteio

"Com Delúbio e Silvinho Pereira de volta, surge uma nova corrente interna do PT, com tudo para se transformar em majoritária: a dos herdeiros do mensalão."
DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP) sobre o possível retorno aos quadros petistas de dois expoentes do maior escândalo do governo Lula.

contraponto

Quem com bambolê fere...


Antonio Palocci aproveitou visita de Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ontem ao Planalto para brincar com Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que acompanhava a governadora e teve recente entrevero com o ministro:
-Presidenta, peça a ele para ser paciente comigo...
Dilma Rousseff concordou:
-Já sei! Vou dar um bambolê para o Henrique!
No governo Lula, quando ela ocupava a a Casa Civil, o deputado deu-lhe o brinquedo, sugerindo que adquirisse jogo de cintura para lidar com os políticos.

FERNANDO REINACH

O custo de educar o predador
Fernando Reinach
O ESTADO DE SÃO PAULO - 10/02/11


Os seres vivos utilizam cores para se comunicar. O vermelho de uma flor avisa: "Abelhas, aqui tem néctar". As penas vistosas do pavão perguntam: "Quer acasalar? Veja como sou lindo". Em outros casos, a melhor comunicação é o silêncio - são as colorações que tornam o animal quase invisível. Aí encontramos as listas dos tigres e a versatilidade do camaleão. Mas um caso especialmente interessante é o dos animais que possuem espinhos ou venenos capazes de desencorajar seus predadores.

Muitos insetos e peixes se enquadram nessa categoria. Neste caso sua coloração avisa: "Sou venenoso, não ouse me atacar". Mas esses animais têm de enfrentar um problema: seus predadores precisam ser educados. Quando nascem, os predadores não associam a combinação de cores com o gosto horrível da presa ou a possibilidade de serem machucados por espinhos ao devorá-la. Precisam aprender na base da tentativa e erro. Devoram o primeiro exemplar, passam mal e passam a associar o padrão de cor a seu gosto horrível. Na próxima vez que se defrontarem com a vítima, lembram da má experiência e desistem.

O resultado é que a população de presas paga um custo alto para educar os predadores. Muitos indivíduos são devorados até que cada predador seja educado, reconheça e evite a presa colorida.

Em 1872, um biólogo chamado Bates descreveu, nas margens do Amazonas, o primeiro caso de mimetismo entre borboletas. Ele descobriu que diversas espécies de borboletas possuíam a mesma coloração. Em 1879, outro biólogo, Müller, explicou o que estava acontecendo. Em alguns casos, espécies de borboletas que não eram venenosas apresentavam o mesmo padrão de cor de uma borboleta venenosa. Dessa maneira, elas "pegavam carona" na fama da borboleta venenosa. Os predadores, pensando que elas eram venenosas, evitavam-nas. Nesse caso de mimetismo, as espécies não venenosas aumentam o custo de educar os predadores, pois um predador deseducado, quando come uma borboleta não venenosa, não aprende a evitar borboletas dessa cor. Portanto um número maior de borboletas venenosas é sacrificado para educar a população de predadores.

Mas o caso mais interessante descrito por Müller é o que ocorre quando diferentes espécies de borboletas, todas venenosas, adotam o mesmo padrão de cor. Nesse caso, qualquer que seja a borboleta abocanhada pelo predador (geralmente pássaros), o resultado é uma intoxicação, o que leva à educação do predador. Müller propôs que, ao compartilharem a mesma cor, todas as espécies diminuíam o custo de educar o predador.

Imagine o exemplo em que três espécies venenosas tenham cores distintas. Um predador terá de comer um exemplar de cada espécie para aprender a evitar as três. No caso de as três espécies apresentarem a mesma cor, basta o predador comer um exemplar de uma delas para passar a evitar as três espécies. O custo de educar o predador foi reduzido a um terço. Müller propôs que espécies distintas estavam colaborando, dividindo entre elas o custo da educação.

Mas um dilema preocupava os biólogos que estudam esse tipo de mimetismo. Se por um lado o grupo de espécies leva vantagem ao manter a mesma cor, por outro existe um custo associado a possuir a mesma cor de seus competidores. Ao diminuir o custo da educação dos predadores (uma vantagem), o mimetismo força cada uma das espécies a conviver com as outras - e portanto dividir com elas o alimento (uma desvantagem). O ganho proporcionado pelo baixo custo da educação seria maior que o prejuízo causado pelo aumento no nível de competição entre as espécies?

Estudar a competição por alimento entre borboletas é difícil. Por esse motivo, a dúvida sobreviveu por mais de um século. Agora, um grupo de pesquisadores, incluindo um brasileiro da Unesp de Jaboticabal, resolveu o problema.

Eles descobriram que diversas espécies de peixes do grupo dos bagres adotam um padrão de cor semelhante. Tanto na região Amazônica quanto nos rios de São Paulo, grupos de espécies de bagres, todos protegidos por espinhos dorsais, adotam a mesma coloração e são um caso típico de mimetismo mülleriano. As cores semelhantes fazem com que eles dividam o custo de educar seus predadores - pássaros e outros peixes.

Estudando nove regiões distintas (rios da Amazônia, do Centro-Oeste e do Sul do Brasil), em que grupos de espécies de bagres apresentam a mesma coloração, foi possível mostrar que em cada um desses grupos só coexistem espécies que possuem diferentes padrões de alimentação.

Ou seja, dentro de cada grupo, os bagres com a mesma cor dividem o custo de educar os predadores, mas não competem entre si pela alimentação e portanto não são prejudicados pela presença de seus parentes de cor semelhante. Müller teria aplaudido a descoberta.

Descobertas como essa são possíveis porque a biodiversidade de peixes nos rios brasileiros é das maiores do planeta. É mais um motivo para proteger nossa biodiversidade.

BIÓLOGO

CABEÇA OCA

ALON FEUERWERKER

O nó egípcio
ALON FEUERWERKER
CORREIO BRAZILIENSE - 10/02/11


As últimas semanas observam um gigantesco esforço intelectual global por explicações e previsões. Discutem-se semelhanças e diferenças entre as revoluções iraniana e egípcia. O DNA da Fraternidade Muçulmana (FM) é dissecado atrás de certezas absolutas sobre o futuro



As expectativas em relação à política dos Estados Unidos na crise do Egito correm o risco de repetir as frustrações hondurenhas: espera-se que a Casa Branca opere para fortalecer os inimigos dos Estados Unidos. Não acontecerá.

e alguém pretende promover uma revolução que atinja o centro dos interesses estratégicos de Washington será pouco sábio depender dos americanos para ter sucesso na empreitada.

Aconteceu em Honduras, e corre o risco de voltar a acontecer no Egito.

O status quo regional é fruto de pelo menos três guerras. A de Suez em 1956, a dos Seis Dias em 1967 e a do Yom Kipur em 1973. A primeira teve de estopim a nacionalização do canal. Na segunda Israel conquistou o Sinai, que precisou ser devolvido em consequência do resultado da terceira.

A resultante desses três conflitos mostrou-se altamente conveniente para os Estados Unidos. A soma de vetores produziu a paz, ainda que fria, entre os tradicionais inimigos locais.

Depois do bom resultado militar em 1973, o Egito deslocou-se da aliança com os soviéticos e obteve a paz e a estabilidade aproximando-se dos americanos, consolidando a hegemonia regional de Washington antes mesmo do fim da Guerra Fria.

Uma parte do prestígio e do poder das Forças Armadas egípcias decorre do protagonismo neste processo simultâneo de reconquista, pacificação e preservação da integridade nacional.

A luta dos egípcios pela democracia já teria colhido resultados bem melhores se não carregasse dúvidas sobre o desejo e a conveniência de alterar esse ordenamento. Dúvidas externas e internas. Essas últimas são as mais decisivas, pois serão os egípcios a definir o destino de sua revolução.

É nítido que os Estados Unidos procuram surfar simultaneamente em várias ondas, para defender sua posição. Há também outras pressões externas. Mas a chave da compreensão do impasse está no front interno.

Será que o Exército egípcio deseja uma nova liderança política que altere o equilíbrio de forças, que conduza o país a uma nova guerra?

Esse é o nó que falta desatar.

As últimas semanas observam um gigantesco esforço intelectual global por explicações e previsões. Discutem-se semelhanças e diferenças entre as revoluções iraniana e egípcia. O DNA da Fraternidade Muçulmana (FM) é dissecado atrás de certezas absolutas sobre o futuro.

Um método duvidoso. O pós-nasserismo que assinou e manteve por mais de três décadas os acordos de Camp David era e é herdeiro político do Gamal Nasser das guerras de 1956 e 1967, e também do Anwar Sadat de 1973. Mudadas as circunstâncias, muda junto a política.

A probabilidade de a FM ascender ao poder no Cairo depende menos agora do número de pessoas que colocará na rua e mais da capacidade de estar sintonizada no projeto nacional egípcio. Ou de atrair a maioria dos egípcios para um projeto de ruptura com a ordem regional.

Como talvez não seja capaz de dar essas garantias nem tem ainda força para a ruptura, a FM ensaia desenvolver o processo por etapas, negando neste momento que deseje o poder. Mas isso não resolve o problema. A FM precisará em algum momento explicitar seu projeto.

Ganhar o quê?
Os Estados Unidos desejam atrair o Brasil para um campo "antichinês" na disputa em torno do comércio mundial. Há terreno objetivo para a convergência, visto que ambos, americanos e brasileiros, sofremos com a desvalorização da moeda chinesa.

Sabe-se o que os americanos têm a ganhar: a abertura dos mercados chinês e brasileiro a seus produtos de maior valor agregado.

E nós, vamos ganhar o quê? As reivindicações brasileiras tradicionais concentram-se em mais mercado para a nossa agricultura. Será que até março Barack Obama terá reunido no Congresso força suficiente para ultrapassar as barreiras protecionistas? De longe, os chineses apenas observam, visto que dão as cartas e jogam de mão. Possuem o que ainda falta aos americanos do norte e do sul.

Poupança e competitividade.

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Direito de resposta
SONIA RACY

O ESTADO DE SÃO PAULO - 10/02/11

A TV Record tentou. Mas o Tribunal de Justiça de São Paulo negou agravo impetrado pela emissora tentando anular o pedido de resposta do promotor Roberto Porto.

Há cerca de dois anos, o canal exibiu no Repórter Record acusações de que Porto favorecia a TV Globo. Agora o promotor exige desmentido no mesmo canal.

Direito 2

Falta ainda o julgamento de recurso da Record. Ele será decidido pela mesma turma de desembargadores que deu decisão favorável a Porto.

Em tempo: pelo Gaeco, o promotor encabeçou denúncias de lavagem de dinheiro contra o bispo Edir Macedo, dono da emissora.

SAC


Os juízes federais ameaçam cruzar os braços e já avisaram ao ministro Cézar Peluso que estão insatisfeitos. Convocaram assembleia geral para o dia 24. Tudo pelo fato de o Congresso não votar o reajuste dos salários para os ministros do STF e que servem de parâmetro para a magistratura.

Pedem aumento de 14,79% e equiparação de direitos aos do Ministério Público Federal. Como manda o CNJ.

Um juiz federal ganha R$ 22.911. No Supremo, R$ 26.500.

Souvenir

Ainda faltam três para Rogério Ceni atingir o centésimo gol, mas o São Paulo não quer perder a chance de imortalizar o feito. Planejam montar um pacote com DVD dos tentos, a história e a camisa do goleiro. A estátua fica para depois da aposentadoria.

Pescaria

Insatisfeitos com os móveis novos dos apartamentos funcionais, senadores têm pedido autorização para entrar no depósito do Senado. Pretendem garimpar algum mobiliário original de Sérgio Rodrigues, responsável por grande parte dos móveis dos edifícios públicos de Brasília.

E, principalmente, se livrar de modelos a la Marabraz.

Wine break

Durante reunião do conselho da Cinemateca, sábado, Ana de Hollanda ganhou presente especial. Lygia Fagundes Telles chamou a ministra para brindar com um Mapu Baron Philippe de Rothschild Cabernet Sauvignon/Carménère 2008. A imortal da ABL justificou: está cansada de chás e cafés.

Tipo importação

Surpresa na escolha do curador da próxima Bienal, cujo nome deve sair ainda neste mês. O eleito deve ser um certo estrangeiro vinculado a instituição internacional.

O mais perto que a Bienal chegou de um curador de fora foi quando escolheu Alfons Hug: um alemão, fluente em português e de fortes laços com o Brasil.

Caixa alta

A cobertura de Ronaldo, na rua Tupi, está à venda.

Por... R$ 6 milhões.

Vizinhança

Eliana Tranchesi vai repetir a dose. A Daslu, que abriu "filial" na esquina da Oscar Freire com a Consolação somente para o verão, manterá a estrutura para o inverno. O nome? Winter House.

Dó maior

Dominguinhos faz... 70 anos. Comemora na casa de forró Canto da Ema, com direito a lançamento de DVD e shows de Elba Ramalho, Mariana Aydar, Oswaldinho do Acordeon e Gabriel Levy. Domingo, dia 13.

Motosserra

Frequentadores continuam insatisfeitos com as obras de revitalização do Parque da Água Branca. Não se conformam com as árvores de pau-brasil que foram substituídas por plantas ornamentais.

Consultada, a Secretaria da Agricultura, responsável pela administração da área, diz que já fez a compensação ambiental com replantio de 50 mudas no parque.

Cortinas

Parece que a tão sonhada Casa dos Artistas - centro para abrigar profissionais em dificuldade financeira - encontrou lugar para ser alocada. A Prefeitura prometeu ao Sindicato dos Artistas o prédio do antigo Cinerama, na São João.

Nicette Bruno e Paulo Goulart entram de cabeça nesta luta.

Na frente


O PSDB escolheu seu novo líder na Câmara Municipal: Floriano Pesaro.

O DJ Zé Pedro lança hoje quatro discos de sua gravadora, Joia Moderna, com shows de Zezé Motta, Cida Moreira e Silvia Maria. No MIS.

Georgiana de Moraes, filha de Vinícius, faz show em homenagem ao pai, hoje, em Paris. Com Miúcha, irmã de Chico Buarque.

Adriana Lima vem para ser rainha do Baile de Carnaval da Vogue. Dia 25, no Unique.

Ufa... A antiga cadeia de Paraty, no centro histórico, será toda restaurada. Apresenta problemas estruturais.