sábado, setembro 25, 2010

RUY CASTRO

Podem tudo
RUY CASTRO
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/09/10


O caso Neymar – jogador desrespeita colega e treinador; treinador o barra do time para puni-lo; clube fica com o jogador e dispensa o treinador – ainda pode render uma reflexão. Tem a ver com a importância histórica dos nossos clubes de futebol (e de outros esportes) na formação dos jovens brasileiros.
Já me perguntei o que teria sido de milhões desses jovens no século 20 sem o Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e os clubes de outros Estados. Não me refiro apenas aos que jogaram futebol por esses clubes, mas aos que foram acolhidos por eles para remar, correr, saltar, nadar, lutar boxe ou judô, jogar vôlei ou basquete.
Minha estimativa é que uma grande quantidade teria encontrado seu destino nas ruas, no crime e na morte violenta. Diante da ineficiência do Estado para oferecer esporte aos garotos, nisso incluído o sistema de ensino, coube aos clubes, entidades particulares, cumprir o papel. E os beneficiados não foram apenas os meninos de classe média, filhos dos associados, mas pessoas como Ademar Ferreira da Silva, que saltou pelo São Paulo e pelo Vasco, ou José Telles da Conceição, pelo Flamengo – ambos saíram da pobreza para a glória olímpica nos anos 50.
Havia um contrato mútuo: o clube se orgulhava de seus atletas e estes de pertencer aos clubes. Seus dirigentes eram pais amorosos, mas severos. Os jovens aprendiam noções de hierarquia, responsabilidade e respeito. Tal atitude não se limitava aos esportes amadores, mas estendia-se ao futebol profissional.
Ao preferir a indisciplina de Neymar à disciplina de Dorival Júnior, o Santos comportou-se como os colégios que, ao ver um aluno desrespeitar um professor, demitem o professor. Como Neymar é uma figura pública, o ato do Santos sinaliza para milhões de jovens brasileiros que eles podem tudo e não devem nada a ninguém.

SERRA PRESIDENTE

MAURO CHAVES


Antes que seja tarde

MAURO CHAVES
O ESTADO DE SÃO PAULO - 25/09/10

Inebriados ou intimidados pelos altos índices de popularidade de um chefe de Estado e governo - decorrentes das circunstâncias conjunturais favoráveis, da continuidade da política econômica do governo (adversário) anterior, da habilidade de ampliar bons programas sociais herdados e, sobretudo, da extraordinária capacidade de comunicação com as camadas mais desinformadas da população -, setores da mídia, entidades da sociedade civil e lideranças oposicionistas, uns por excesso de cautela e outros em conluio com beneficiários (financeiros, sindicais, corporativos) do neopatrimonialismo vigente, deixaram que o presidente de uma nação democrática ultrapassasse todos os limites do desrespeito civil e da desmoralização institucional, confundindo os interesses de Estado com os de seu partido e grupo de aliados.

Na obsessão de manter o poder, titereando quem inventou para a sua sucessão, não obedecendo a limite algum, no desprezo ao mínimo de escrúpulo que se exige da majestade de seu cargo, tratando com deboche exigências legais e decisões da Justiça, o presidente da República passou a torpedear a imprensa por esta ter trazido a público os indícios mais veementes de um amplo esquema de corrupção, nepotismo, tráfico de influência e crimes correlatos no núcleo central de seu governo, sua Casa Civil, estruturada e conduzida por aquela que se tornou candidata ungida à sua sucessão. É verdade que não tem sido só agora, na campanha eleitoral, que o presidente e seus áulicos - a exemplo do que se faz na Venezuela, na Argentina e na Bolívia - tentam amordaçar a imprensa, com vários projetos e mecanismos de um chamado "controle social" dos veículos de comunicação. Agora, porém, o chefe de Estado e governo foi longe demais, ao pregar, entre outras aberrações antidemocráticas, a extirpação de um partido político oposicionista e a assunção exclusiva, por sua pessoa e seu grupo partidário, da função de "opinião pública", que, nas democracias, a imprensa transmite e representa.
Se se confirmarem as projeções segundo as quais as forças governistas sairão das eleições, daqui a uma semana, com esmagadora maioria em ambas as Casas Legislativas federais, não se duvide de que mudanças substanciais nas garantias constitucionais da liberdade de expressão e de imprensa serão produzidas com singelas alterações de texto em dispositivos da Carta Magna vigente. Vejamos, a seguir, as que já devem ter sido redigidas por assessorias jurídicas de parlamentares federais integrantes da "opinião pública" oficial.
O artigo 5.º, IV, da Constituição, onde está escrito que "é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato", ficará assim: "É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato das fontes."
O artigo 5.º, IX, onde está escrito que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença", ficará assim: "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, desde que fundamentada em informação correta e relevante interesse social."
O artigo 5.º, XIV, onde está escrito que "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional", ficará assim: "É assegurado a todos o acesso à informação correta e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional e indispensável à segurança comunitária."
O artigo 206, onde está escrito que "o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber", ficará assim: "O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, desde que estes não sejam incompatíveis com os ditames do interesse público e da justiça social."
O artigo 220, caput, onde está escrito que "a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição", ficará assim: "A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo legítimo ou veículo autorizado, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição." No parágrafo 1.º desse mesmo artigo, onde está que "nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social", estará que "nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade jornalística em qualquer veículo idôneo de comunicação social". E no parágrafo 2.º, onde está que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica ou artística", estará que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica ou artística, salvo se necessária ao impedimento de distorções interpretativas que possam influenciar eleitores em períodos eleitorais".
O bem redigido Manifesto em Defesa da Democracia, encabeçado por dom Paulo Evaristo Arns e subscrito por uma plêiade de intelectuais, juristas e acadêmicos de alta credibilidade pública, lido na simbólica tribuna em frente às Arcadas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - a mesma em que há 33 anos Goffredo da Silva Telles lançou a Carta aos Brasileiros, marco da redemocratização do País -, é uma semente de resistência, cívica e apartidária, dos que não se submetem, por que vantagens sejam, à destruição dos valores que devemos repassar às futuras gerações - entre os quais está a noção de que "acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático". É preciso impedir que destrocem esses pilares, antes que seja tarde.
JORNALISTA, ADVOGADO, ESCRITOR, ADMINISTRADOR DE EMPRESAS E PINTOR 

JOSÉ SIMÃO

Buemba! Tô HORRORIZADO!


JOSÉ SIMÃO
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/09/10

E sabe por que deu empate no STF? Pra não dar enfarto! E sabe quem devia ser o 11º juiz? O Tiririca. Pior que tá...
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O Esculhambador-Geral da República! Ereções 2010! Tô HORRORIZADO! Roriz desiste e lança a mulher como candidata. E a mulher do Roriz se chama como? HORROROZA? Rarará.
  O HORROROZO e a HORROROZA! E ela tem ficha limpa ou ficha suja? Tem ficha oxigenada! Rarará. Loura de farmácia!
"Supremo adia decisão sobre Ficha Limpa". Adiou pra que data? DATA VêNIA! Rarará! O Supremo não derrubou o Roriz. O Supremo não derruba nem a casa dos Três Porquinhos. E quando o meu sobrinho viu o juiz do Supremo com aquela capa preta, ele gritou: "Olha o AVô DO BATMAN!" Rarará!
E sabe porque deu empate? Pra não dar enfarto! E sabe quem devia ser o 11º juiz? O Tiririca. Pior que tá não fica!
E a bibinha encontrou com a Dilma no aeroporto e perguntou: "Você usa xampu de laranja?". "Não, porque?". "Porque o seu cabelo tá um bagaço". Rarará!
E indecisos e indecentes! Principalmente os indecentes! Votem em mim pra presidente! Vou criar o Vale Vara: toda mulher terá direito a um ricardão enquanto o marido for pescar! Rarará!
E o Lula foi indiciado pro Oscar! Com o filme "Lula, o Filho do Barril". Um filme de Fabio Velho Barreiro! Mas os americanos não vão gostar. O filme não acaba bem, no final ele vira presidente. E o Serra com inveja vai lançar: "Serra, O Filho do Zé do Caixão". Um filme de Drauzio Varella. Rarará!
O Serra devia ser prefeito de cidade espírita. Prefeito do Umbral, aquela cidade do filme "Nosso Lar". E o filme do Lula nos Estados Unidos vai se chamar SHREK 4: o mocinho é ogro, não tem um dedinho, e no final fica com a Fiona. E quem assistir o filme do Lula vai ganhar um combo: churrasquinho de gato com uma branquinha. Ueba!
Galera Medonha! A Turma da Tarja Preta! E direto do PV de Minas: Ralado. E aí aparece uma voz no fundo: MEU FEDERAL é RALADO! Rarará.
E direto do PV de Pernambuco: ANTA! E a voz no fundo: Meu estadual é anta! Rarará.
E o Beto Richa no Paraná: "A vitória virá no primeiro turno". Como ele sabe se ele barrou a divulgação das pesquisas no Paraná?. Isso que é liberdade de expressão. Rarará.
E sabe porque o Lula é contra a imprensa?. Porque ela publica tudo o que ele fala. Rarará! E vocês viram a capa da "Rolling Stones" com a cara do Serra? Tô usando pra espantar pernilongo! Rarará!
A situação tá ficando psicodélica. Ainda bem que nóis sofre, mas nóis goza. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

SENADOR JOSÉ AGRIPINO

CLAUDIO WEBER ABRAMO

Macunaíma veste a toga 
Claudio Weber Abramo
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/09/10


O bacharelismo tão bem retratado por Mário de Andrade encontra no STF sua expressão mais acabada



O JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário apresentado pelo agora ex-candidato Joaquim Roriz ao STF contra decisão do TSE que negou seu registro de candidatura ao governo do Distrito Federal com base na chamada "lei da ficha limpa" foi didático para entender por que o Judiciário brasileiro é tão ruim.
O fato de Roriz ter renunciado à candidatura, com isso esvaziando a questão, não desfaz o espetáculo a que se assistiu.
Há tempos todos os ministros sabiam que haveria empate e que a questão não seria resolvida. Apesar disso, empurraram o assunto com a barriga. Roriz (assim como todos os que se encontrem em situação semelhante) poderia concorrer.
Quando, afinal, o STF voltasse à questão, alguns desses políticos teriam sido eleitos. Não faltaria quem, no próprio STF, viesse argumentar que a corte não pode se superpor à "voz das urnas".
Se, a partir daí o eventual leitor deduzir que tudo não passa de teatro, acertará. O STF, como todo o Judiciário brasileiro, navega num dilúvio de palavras ociosas.
O jogo de cena começa, é claro, com os advogados. No caso de Roriz, juntaram numa mesma peça um bricabraque de alegações desconexas, na tática do que grudar grudou.
O que se extrai do palavrório indigente, das menções às "lições dos mestres", dos adjetivos encomiásticos empregados para se referirem uns aos outros, das intermináveis referências aos mesmos precedentes redigidos medievalmente, o que se extrai, dizia, são alegações no geral indigentes, às quais os ministros atribuíram respeitabilidade despropositada e aduziram suas próprias folhudices.
O fato de a maior parte dos argumentos não fazer sentido (o da presunção de inocência, o da renúncia como "ato jurídico perfeito" etc.) não impediu que cada ministro se estendesse (embora uns menos do que outros, cabendo salvar as duas ministras) em laboriosas explicações sobre por que o nonsense expresso pelos advogados era nonsense. Que um o fizesse, tudo bem. Os demais, contudo, poderiam referir-se ao primeiro e pau na máquina.
Mas não: os ministros são viciados naquele linguajar insuportável que, entre eles, passa por sapiência -em certos casos, brandido por quem exibe evidente dificuldade de leitura.
O bacharelismo tão bem retratado por Mário de Andrade na "Carta pras Icamiabas", enviada por Macunaíma à sua aldeia de origem, encontra no STF sua expressão mais acabada.
A doença não é apenas retórica, mas antes conceitual. O fiasco se alimentou da ideia esdrúxula, primeiro apresentada por Dias Toffoli e depois desenvolvida por Gilmar Mendes, de que "processo eleitoral" não seria algo que começa num momento e termina em outro, mas algo intangível, vago, inefável.
Na hermenêutica toffolo-mendesiana, "processo" não procede, existe atemporalmente. A partir disso, é claro que a inferência leva à inaplicabilidade da lei às eleições deste ano.
Não são necessárias 14 horas para desenvolver tal arremedo de raciocínio. E, caso os ministros de fato se preocupassem em discutir coisa com coisa, não seriam necessários mais do que alguns minutos para destruí-lo.


CLAUDIO WEBER ABRAMO é diretor-executivo da Transparência Brasil

ANCELMO GÓIS

Vende-se 
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 25/09/10

Depois da anglo-holandesa Shell, agora é a vez de a americana Chevron pôr à venda sua parte no consórcio BS4 (campos Oliva e Atlanta), na Bacia de Santos. A primeira detém 40% e a segunda, 20%. A Petrobras tem os outros 40%.

O que se diz no setor é que esses campos exigem grande investimento e oferecem pouca rentabilidade.
Sucessores
O ex-presidente colombiano Alvaro Uribe e o atual, Juan Manuel Santos, indicado por ele, já estão brigando.

Uribe era muito popular, mas não pôde concorrer ao terceiro mandato. Indicou um neófito em eleições no seu lugar.
Segue...
Santos tem um temperamento bem light. Mas o gênero humano não falha.

Já por aqui...
Ai, minhas pernas
O que se diz na Rádio Corredor da Anac é que a Webjet é a voadora com o espaço mais reduzido entre as poltronas.

Um funcionário da agência que voou recentemente pela empresa diz que eles usam o mínimo permitido pelo fabricante.

Um apertão que permite vender mais 6 passagens.
Viva Beth!
Beth Carvalho grava hoje, em sua casa, a música “Lenço”, para o novo CD de Monarco, o baluarte da Portela.

O sambista vai até à casa da cantora, que se recupera de uma cirurgia na coluna, especialmente para a gravação
O Segredo continua
“The Power”, a continuação de “The Secret — O segredo”, de Rhonda Byrne, um sucesso de vendas nos EUA, vai ganhar uma edição nacional.

O livro deve chegar às livrarias brasileiras para o Natal, em edição lançada pela Ediouro.
AS BELEZAS da Natureza que enfeitam a coluna, hoje, podem ser vistas no Jardim Botânico, na exposição “Orquídeas da primavera”. Realização do designer de joias Antonio Bernardo, patrocinador do orquidário do Jardim há 13 anos, o evento reúne 8 mil plantas de variadas espécies, e homenageia o botânico brasileiro Frederico Carlos Hoehne, pioneiro no país em proteção e conservação ambiental. Os quatro exemplos exibidos aqui são (em sentido horário): Vanda coerulea, Papilionanthe teres, Sobralia yaperensis e Scaphyglotis petris. Um espetáculo — mas tem de correr para ver, porque é só até amanhã
Tolerância no amor
O casal Joaquim Roriz e Weslian Roriz festejou mês passado Bodas de Ouro, numa cerimônia na Catedral de Brasília.

Weslian contou que o casal se conheceu em Luziânia, GO, numa festa a fantasia. Ela, com 17 anos, estava de japonesa.
O amor é lindo...
A madame revelou que seguiu à risca os conselhos da mãe para o sucesso no casamento: — Ela me dizia que, quando a gente se casa, leva junto uma plaquinha onde está escrito “tolerância”.

Porque precisamos saber lidar com as diferenças.

Não é fofo?
No mais
Avacalharam até o Supremo Tribunal Federal neste país.

Só assim se explica a decisão do ex-governador Roriz, que corria o risco de ser barrado no STF, de lançar a mulher candidata em seu lugar ao governo do Distrito Federal.

ZONA FRANCA
É de Cristina Lacerda a foto de Maria Paula, Felipe e Reinaldo publicada aqui ontem.
Antônio Neto, da CGTB, participou na Bovespa da oferta de ações da Petrobras.
Sérgio Tavares lança “Cavala”, hoje, na Saraiva, no Plaza Niterói.
Filha de Vinicius de Moraes, Luciana foi a primeira a responder a pesquisa de valoração do Parque Bossa Nova, da Ceperj.
A Farm distribui saquinhos de São Cosme e Damião
Dia 26, o Sindicato dos Cabeleireiros do Rio faz concurso de corte na Hair Beauty.
A Sementeira lança linha suplex.
Frejat e Faixa Etária tocam hoje no Volta Redonda Moto Fest.
Negócio do sexo
Os donos da antiga Help, em Copacabana, estão oferecendo uma pequena fortuna por um imóvel perto da boate.

É que o negócio do sexo pago não conhece crise.
Temporada de esqui
A American Airlines acaba de anunciar que lançará três voos do Rio para Dallas e, de lá, para as dez principais estações de esqui dos EUA.

A ideia é ter 17 mil passageiros na temporada que começa dia 17 de novembro e vai até abril de 2011. A voadora quer reduzir em até 40% o valor dos pacotes para essa região.
De guindaste
Hoje, a Santa Casa recebe o aparelho de ressonância magnética de última geração, doado por Eike Sempre Ele Batista.

Custou US$ 2 milhões e, para chegar à neurologia do hospital, precisará ser içado por um guindaste, que o levará por cima do prédio, até o pátio interno.
Crime e castigo
A 20ª Câmara Cível do TJ do Rio manteve sentença que condenou o NorteShopping a pagar R$ 18.600 a uma menina que em 2004, com 2 anos, sofreu queimaduras ao encostar a perna no cano de descarga de uma moto estacionada em local proibido.
Cosme e Damião
Segunda, dia de Cosme e Damião, Zeca Pagodinho faz em casa sua tradicional festa em homenagem aos santos.

A feijoada vai durar o dia inteiro.

A cerveja também.
VEJA SÓ QUEM é apaixonada pelo Flamengo: Mariana Ximenes, nossa linda atriz, que assumiu seu amor numa entrevista ao Globoesporte.com.

Aliás, para não perder o hábito: reage, Mengão!
ELAS SÃO CHAMADAS de as joias de “Araguaia”, a nova novela das 18h da TV Globo. Veja Raquel Villar, Cinara Leal e Nanda Lisboa, e confira que o apelido faz sentido
O ATOR AMERICANO Michael Madsen, de “Cães de aluguel”, no Brasil para o lançamento de “Federal”, faz graça, no restaurante Aprazível, com o músico João Hermeto

VERGONHA

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Antes tarde...
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 25/09/10

Com a subida de Anastasia nas pesquisas, Aécio Neves dá sinais de que está disposto a se empenhar mais na campanha de José Serra. Na reta final e para um eventual segundo turno, o ex-governador de Minas estaria propondo uma série de compromissos conjuntos, iniciada ontem com caminhada em Diamantina.

Leilão
O promotor eleitoral Maurício Lopes apresentou denúncia contra Ney Santos, candidato a deputado federal pelo PSC.
Há suspeita de compra de voto.

Cinco estrelas
A Prefeitura de São Paulo mandou para Brasília servidora da Secom para participar de curso sobre gestão de contratos administrativos.
Para custear duas diárias foram liberados R$ 3.798.

Cabo de guerra
O decreto que limita compras de terras por empresas brasileiras controladas por grupos estrangeiros está dando o que falar. Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira, decidiu encaminhar documento a Lula protestando. "Tememos a inibição dos negócios", alertou.

Arquibancada
Luiz Gonzaga Belluzzo respirou aliviado. Foi liberado pelos médicos para assistir pela TV, hoje, ao jogo entre Flamengo e Palmeiras. Os jogadores preparam homenagem para o professor.

Logo ali
O embaixador Carlos Antonio Paranhos anuncia para janeiro o início da ponte área Moscou-Rio. A operação será da Transaero Airlines.

Na frente

Luis Fernando Verissimo, João Barone, e Zeca Baleiro são alguns dos craques das letras que batem bola hoje na Vila Belmiro.
Lars Grael foi o primeiro brasileiro - e velejador - a receber o prêmio Fullaro D"Oro. Esta semana na Itália.
Fernando Lindote abre, hoje, a exposição Cosmorelief na Galeria Múltipla.
Carla Vidal participa do Encontro Latino Americano de Atualização Científica no México. Segunda.
A Confederação Brasileira de Hipismo bateu o martelo. Patrocinará equipes brasileiras nos Jogos Equestres Mundiais.
Toda sola
Jessye Norman, que apresenta turnê no Brasil em outubro, continua... modesta.
A diva do "bel canto" pediu a Myrian Dauelsberg, da Dellarte, que sejam compradas três cadeiras nos voos domésticos para não ter vizinhos. Nos hotéis, os apartamentos precisam ter 100 m², silenciosos, com janelas que abram perfeitamente, sem carpetes e camas feitas em estilo inglês.

Coruja
Caetano Veloso vem a São Paulo como coadjuvante. Ele e Paula Lavigne prestigiarão o filho Zeca, que discoteca na balada Comitê, nesta quinta-feira.

Direto de NY
Mais de US$ 2,4 milhões foi o que a BrazilFoundation arrecadou, quinta, em seu jantar de gala beneficente, em NY. Graças ao "leiloeiro" e chairman do evento, Nizan Guanaes, cujos esforços para conseguir contribuições chegaram à beira da convocação literal e nominal. Mas seu suor rendeu: o evento somou oito vezes mais do que em 2009. A serem distribuídos por projetos da instituição no Brasil.

Direto de NY 2
Montado na belíssima e impactante Egyptian Wing do Metropolitan Museum, o evento contou com mais de 500 convidados- divididos entre brasileiros e parte da comunidade financeira com interesses no Brasil- que pagaram US$ 15 mil por mesa.
Direto de NY 3
Para incentivar as doações, foi exibido um vídeo com declarações atestando a idoneidade da fundação. Entre os que apresentaram a ONG, a candidata Dilma Rousseff (que aproveitou para pedir apoio) e FHC.
Dupla de acordes
João Carlos Martins e Arthur Moreira Lima nasceram com apenas 21 dias de diferença - 25 de junho e 16 de julho, respectivamente. Mesmo com algum atraso, os dois comemoram hoje, com um concerto na Sala São Paulo, acompanhados da Filarmônica Bachiana Sesi-SP, seus 70 anos de vida. A coluna conversou com Martins sobre a dupla comemoração.
Como vocês se conheceram?
Nós começamos a tocar piano aos oito anos, o Arthur no Rio e eu em São Paulo. Embora desde pequenos assistíssemos aos concertos um do outro, só viemos a nos conhecer mesmo aos 38 anos. Ele já era especialista em Chopin e eu em Bach. A partir daí, nos tornamos grandes amigos.
Como nasceu a ideia do concerto comemorativo dos 70 anos?
Queríamos festejar com a mesma paixão e alegria que sentimos quando nos apresentamos em favelas ou aldeias indígenas. Fizemos questão de escolher obras de Bach, Chopin e Villa-Lobos que eram significativas para os dois. Incluímos também uma composição complicadíssima de Alberto Ginastera. Só dois loucos, aos 70 anos, se arriscariam a fazer algo tão difícil.
A comemoração ficará apenas nos dois concertos?
Não, terá um DVD sobre as duas apresentações, em NY e SP. E sairemos em turnê nacional no ano que vem.

ROBERTO RODRIGUES

Para onde vamos? 
Roberto Rodrigues
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/09/10


Queremos ir para o Brasil mesmo, o país do futuro, o país onde todos tenham asmesmas oportunidades


FALTAM OITO dias para as eleições, estando praticamente definida a Presidência da República, bem como governadores de partidos de oposição em importantes Estados.
Para onde vamos? Para a Venezuela ou para o Canadá; para a China ou para o Japão?
É muito relevante conhecer com clareza as crenças dos candidatos pré-eleitos. Sabendo-se seus princípios e valores, fica mais fácil enxergar o futuro, porque norteiam o comportamento de todo e qualquer cidadão: seus atos são mais previsíveis e há consistência entre eles.
Certas questões não se ordenam sem esses orientadores.
Uma delas é a relatividade. Às vezes, até da verdade: lembro-me de uma entrevista coletiva que dei a vários jornalistas explicando determinada decisão e, no dia seguinte, havia diferentes interpretações na mídia. E ninguém mentia. Apenas cada um vestia a informação com a sua verdade. Tudo é relativo, mas com valores sólidos, a gente é menos objeto, é mais sujeito.
Outra questão é a precariedade das coisas. Quantos exemplos existem de líderes empresariais ou institucionais que realizaram grandes obras, importantes projetos considerados eternos e que foram destruídos por seus sucessores! Fortunas erguidas por gigantes da indústria privada foram dilapidadas por seus herdeiros. E belos projetos de governantes foram considerados desnecessários pelos sucessores e sumariamente descartados! Até a vida é precária... Só princípios e valores sólidos nos permitem resistir às tormentas da precariedade.
E, por último, a pendularidade. Movimentos coletivos vão e vêm sem uma lógica visível: só depois que passam, podem ser compreendidos e explicados pela academia. Há poucas décadas a maioria dos países da América do Sul tinha governos militares de orientação ideológica à direita. Aos poucos, migraram para a democracia, fato notável. E agora, sem uma explicação cabal, há uma guinada populista à esquerda, como na Venezuela, na Bolívia, no Equador, no Paraguai, no Uruguai. Por que? Como isso acontece? Só valores e princípios firmes fazem as sociedades e seus líderes vencerem esses movimentos pendulares da história sem perderem seu próprio rumo, sem verem erodido o terreno a seus pés.
Relatividade, precariedade, pendularidade demandam robustez de crenças.
Pois bem, o que pensam nossos candidatos já ou quase eleitos? Que acham dos temas reais de interesse da sociedade brasileira, que não sejam as respostas arquitetadas pelos brilhantes marqueteiros das campanhas eleitorais? Que valores e princípios estarão dentro dos pacotes embrulhados pelos comunicadores? É importante sabê-lo, para termos a noção de para onde vamos.
E seria estupendo se os eleitos concordassem que precisamos de um Estado indutor eficiente. Não um Estado fazedor das coisas, mas que induza, de forma constitucionalmente organizada, os investimentos e as ações do setor privado na direção do desenvolvimento sustentável, como quer o mundo contemporâneo.
Um Estado que garanta o direito de propriedade, que garanta o respeito e o cumprimento dos contratos, que garanta o direito da remuneração pelo trabalho. Que estabeleça uma tributação leve e equânime, que patrocine os bens públicos essenciais: educação, saúde, infraestrutura e estabilidade da moeda; que controle as despesas públicas, que regule a atividade econômica sem nela interferir. Que estimule a competição e priorize a igualdade de oportunidades para todos.
Esses são princípios essenciais, e só com eles poderemos realizar as indispensáveis reformas, como a tributária e a política, fortalecendo as instituições e a democracia, confiando na Justiça e na equidade. Só assim saberemos para onde vamos: e querem ir para o Brasil mesmo, o Brasil do futuro, o Brasil potência democrática e livre, onde todos tenham as mesmas oportunidades para crescer em paz e harmonia.
Que Deus ilumine nossos eleitos para que tenham princípios e valores lastreados na decência e na honestidade, na grandeza e na verdade, no amor e na Justiça.


ROBERTO RODRIGUES, 67, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp -Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).

GOSTOSA

JOAQUIM FALCÃO

E agora José?
JOAQUIM FALCÃO
FOLHA DE SÃO PAULO - 25/09/10

O SUPREMO NADA DECIDIU. FALA, MAS ESTÁ CALADO; ÀS VEZES, NÃO DECIDIR É UMA MANEIRA DE DECIDIR





O SUPREMO tinha que decidir qual o interesse público mais relevante para o país: o interesse público da imediata moralização do processo eleitoral ou o interesse público da segurança jurídica, de que não se mudam as leis, as regras do jogo, com tanta rapidez. A democracia exige ambos. Deu empate.
Agora, com a renúncia de Roriz, o processo deve parar de vez. Mas não altera o resultado real: por enquanto o Supremo nada decidiu. Fala, mas está calado.
Às vezes, não decidir é uma maneira de decidir.
Acarreta consequências do mesmo modo. Quais as consequências da não decisão do Supremo? A mais importante é que todos os ministros se comprometeram, ao vivo, com a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, no tempo adequado. O futuro está, pois, assegurado. A moralidade eleitoral avança.
Depois, ao suspender a votação, o Supremo colocou a culpa da confusão no presidente Lula, que já leva mais de 52 dias para indicar o décimo primeiro ministro. O que aliás não é ilegal. A Constituição não determina prazo. Lula ia fazê-lo depois das eleições. Depois da confusão vai se apressar?
A outra consequência é que a não decisão do Supremo aumenta em muito o risco do eleitor. O nome do "ficha-suja" aparecerá na urna de qualquer modo. O eleitor poderá votar nele. Mas se, depois, o Supremo considerar que a lei valia para estas eleições, mesmo eleito, o candidato não toma posse.
Pior, como os votos dados aos "fichas-sujas" são nulos, não beneficiarão a legenda, o partido. Candidatos puxadores de voto como Garotinho, que elegem mais uns quatro consigo, não elegerão se a decisão de validade da lei vier depois da eleição.
Em resumo: o voto do eleitor pode não valer. O candidato eleito pode não se diplomar. Os candidatos do partido que contavam com as sobras de votos, também não. O partido elegerá menos.
O risco não é só do candidato, é do partido, dos demais candidatos e do eleitor. Donde mais do que nunca a decisão é do eleitor. A ficha suja pode contaminar o voto limpo.


JOAQUIM FALCÃO é professor de direito constitucional da FGV Direito-Rio.

CLÁUDIO HUMBERTO

“Se ela me convidar, é claro que eu vou para o governo”
JOAQUIM RORIZ, EX-CANDIDATO AO GOVERNO DO DF, SOBRE SUA MULHER E SUBSTITUTA WESLIAN

‘DELICADEZA’ DE DILMA ATORMENTA OS ASSESSORES 
O “jeito Dilma” de comandar fez vítimas na Casa Civil da Presidência da República, onde seu ibope é baixo, e também no comitê eleitoral. São frequentes as “baixas” na equipe, por alegados motivos de saúde, e três colaboradores estão sob tratamento. Um deles não suportou um insulto dela ao telefone e, durante a ligação, sofreu um derrame. Hoje, está sob cuidados médicos para recuperar os movimentos da boca.

TOSCA 
Os assistentes não entendem por que tanto estresse, para quem lidera as pesquisas com folga. “Ela é tosca”, define um deles, sob tratamento.

HUMILHAÇÕES 
Na Casa Civil, Dilma era temida pela rispidez. Costumava humilhar membros do governo expulsando-os de reuniões coletivas.

AMOR DE PESSOA 
Nos corredores do Planalto, servidores homenageavam a “delicadeza” da ex-ministra da Casa Civil chamando-a de “papel de enrolar prego”.

‘CAROCHINEJAD’ 
Ahmadinejad, o porralouca do Irã, não acredita no Holocausto nem no 11 de Setembro. Mas acredita no Lula e no chanceler Amorim. 

ARGENTINOS DO GRUPO MACRI CONTROLAM A QUALIX 
O grupo argentino Socma (Sociedad Macri), dirigido por Franco Macri, é que controla da Qualix, desde a época em que seu ex-executivo Eduardo Badra distribuía propinas em Brasília, no último governo de Joaquim Roriz, segundo denúncia de uma ex-empregada, em gravação apreendida pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora. Entre os acionistas está o prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri. 

O FILHO DA ESTATUETA 
O Oscar deve estar careca de saber que sem um “bolsa-ingresso” em Hollywood, o fracassado “Lula, o filho do Brasil”, não o leva para casa. 

FICA FRIO 
Corajoso, Silvio Santos, ao se encontrar com Lula. Deve ter escondido no bolso uma mezuzá, um espécie de amuleto judaico de proteção. 

SEMPRE ‘VOANDO’ 
Lula sobrevoou ontem obras em Canoas (RS). Em caso de segundo turno, percorrerá a pé ou de joelhos todo o complexo viário. Ufa. 

PARA ENGANAR TROUXA 
O ex-candidato Joaquim Roriz, com primarismo desconcertante, deixou claro ontem, durante coletiva, que sua substituição pela própria mulher é só uma jogada para enganar a Justiça: “Quem vai governar sou eu”.

MULHER-LARANJA 
Não por acaso, uma piada bombou em Brasília, após o anúncio da “desistência” do candidato do PSC ao governo do DF: depois da mulher-melancia e da mulher-melão, Roriz lançou a mulher-laranja.

CULPA PELO IMPASSE 
Ao final da discussão sobre a Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio, apresentou com ironia a solução para o desempate na votação: “Vamos chamar o responsável pela não indicação do 11º ministro do Supremo”. Referia-se ao presidente Lula.

DE BANDA 
Para justificar que a “imprensa tem lado”, Lula criticou “as duas ou três famílias donas de canais de TV, e as mesmas são donas das rádios e donas dos jornais. O aliado Sarney deve ter assobiado nessa hora.

URNA FURADA 
O governo, que adora uma “consulta popular”, jogou no lixo os 88.894 votos (70%) da enquete no site do MinC indicando “Nosso Lar” para candidato ao Oscar, contra 1% para “Lula, o filho do Brasil”, fracasso de bilheteria, sucesso de aparelhamento e risco de perder de novo.

ZÉ DIRCEU E A ‘VASSOURINHA’ 
Morreu em São Paulo, terça (21), um janista histórico e primeiro patrão do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil): ex-prefeito de Bauru, Nicolla Avallone Jr. empregou Dirceu em seu gabinete de deputado estadual, em 1961. Cassado em 1968, perdeu de vista o ex-empregado. 

SÓ RINDO 
Tortura no Brasil não se elimina, mas se previne e controla, é o que assume a Comissão Nacional de Prevenção e Controle da Tortura, órgão da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência. 

DOCE DE LEITE 
Provável campeã de votos para o Senado, a veterana jornalista gaúcha Ana Amélia Lemos (PP-RS) é conhecida, na intimidade, como “Mumu”, nome do conhecido e delicioso doce de leite produzido em Viamão.

PENSANDO BEM... 
...encalhado no empate, o Supremo inaugurou o “ficha encardida”. 

PODER SEM PUDOR
MONTARIA DEMOCRÁTICA 
Revoltado com o Estado Novo de Getúlio Vargas, instaurado em 1937, o jovem vereador Tancredo Neves decidiu protestar na Câmara de São João Del Rey: afinal, o ditador fecharia câmaras e assembléias legislativas. Mas, enquanto esperava a vez de discursar, um experiente colega ponderou:
– Vamos ver se nós apeia do mesmo lado de amontar...
Traduzindo: para não correr o risco de coice, era melhor descer do cavalo pelo mesmo lado que usou para montar. Tancredo desistiu da valentia. Dezesseis anos depois, seria nomeado ministro da Justiça de Getúlio.