domingo, setembro 05, 2010
GAUDÊNCIO TORQUATO
México distante
Gaudêncio Torquato
O Estado de S.Paulo - 05/09/10
O tema volta a frequentar a mesa da polêmica: está em marcha um processo de mexicanização da política nacional? Uma eventual vitória da candidata governista em outubro aproximaria o Brasil da experiência que o México viveu do final dos anos 1920 ao final dos anos 1990, quando o PRI dominava o Estado e a sociedade? Por mais que se enxerguem motivos para acreditar nesse risco - aparelhamento intenso da estrutura do Estado, controle de máquinas sindicais e de movimentos sociais, esvaziamento de funções de órgãos de fiscalização -, há uma razão maior que derruba qualquer hipótese de "ditadura" do partido único: é o caráter multifacetado e polimorfo de nossa cultura política, que rejeita a ideia do poder exercido por um exclusivo protagonista. As possibilidades - reais - de controle total do Senado e da Câmara pelo Executivo, avocadas como sinais preocupantes por analistas da política, não são novidade no registro das relações entre os Poderes. Tem sido essa a rotina.
Basta lembrar o governo FHC, que contou com sólida maioria parlamentar para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição, barrou a abertura de CPI para apurar compra de votos, aprovou a quebra de monopólios estatais nas áreas de comunicação e petróleo, garantindo, enfim, o programa de estabilidade que marcou sua gestão. No ciclo da redemocratização, apenas Fernando Collor, por inabilidade, foi escorchado por um Congresso que acabou por afastá-lo do cargo. Até o governo Sarney, sufocado por uma inflação que subia às alturas, arrebanhou apoios necessários para abrigar pacotes experimentalistas no campo da moeda. Quanto ao futuro imediato, é bem provável que a base governista de hoje se expanda para além de 380 deputados e 50 senadores, o que, evidentemente, livraria o governo de surpresas desagradáveis, como a que Lula teve no Senado com a derrota da prorrogação da CPMF, em 2007.
Poderá ocorrer, no primeiro ciclo de eventual administração continuísta, o aprofundamento dos eixos do governismo, tendência a se manter na esteira do êxito da política econômica, cujos efeitos acabam se irradiando por todos os estratos. Portanto, a locomotiva econômica é que puxará o imenso trem governista e este se manterá nos trilhos até se esvaírem os altos índices de satisfação social. Assim, não é de todo improvável que, mais adiante, sob o empuxo de rombo nas contas públicas - contas externas, estouro da Previdência, despesas com funcionalismo -, sejam comprometidos os investimentos e desestruturadas as ações que propiciaram a inserção de milhões de brasileiros no mercado de consumo. Mesmo diante de perspectivas animadoras, como as que se projetam nas frentes do pré-sal e da energia, por exemplo, são poucos os que apostam no comportamento sempre ascendente da economia. As projeções apontam para altos e baixos, ao fluxo das idas e vindas provocadas pela intermitente crise internacional. E o Brasil, mesmo dispondo de imensas riquezas, não pode ser considerado uma ilha de segurança no meio do oceano revolto.
Sob esse espelho, a mexicanização da política só alcança o foro de debates por conta da eleição. Pois, como se pode aduzir, a gangorra econômica vem de encontro à ciclotimia política. Os atores escolhidos de nossa democracia, de eufóricos no primeiro instante, poderão, no segundo ou terceiro instantes, mudar de vontade. Gostam de usar, bem o sabemos, a capacidade de transitar no arco partidário. O nosso sistema de representação, por sua vez, dá-lhes o direito a reivindicar posições na estrutura do Estado, o que também contribui para eliminar a tese de transformação do PT em partido hegemônico, nos moldes do PRI. Outros aspectos de nossa cultura evidenciam a inviabilidade de um modelo vertical como o mexicano. Veja-se, por exemplo, a adoção da verticalização da propaganda partidária. Não demorou muito e a própria regra imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral - proibição de aparições de candidatos à Presidência em horários destinados a aliados regionais que são de partidos adversários na chapa nacional - foi derrubada por ele mesmo. A queda da verticalização veio atender ao menu da salada mista que se serve nos Estados e que é consumida por fiéis e infiéis partidários. Denota, ainda, a pasteurização política criada com o fermento de partidos assemelhados.
Considere-se, ainda, como fator de inibição de uma ordem única e autoritária a polaridade que certamente terá continuação em nosso sistema político. Ou alguém pensa que os partidos oposicionistas serão devastados pelo rolo compressor do governismo? E se o PSDB, por exemplo, continuar a governar São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores contingentes eleitorais do País? Não seria só isso mais uma demonstração de que o temido modelo mexicano é coisa fora de propósito? Descartada a hipótese, vejamos outras. A formação de poderosa bancada governista deixará, isso sim, o presidencialismo brasileiro mais robusto. Neste caso não há como discordar do pensamento que aponta para uma pauta legislativa sob supervisão direta do Executivo. Mas há razões para otimismo. Dois grandes compromissos foram assumidos pelo sistema governista, caso Dilma Rousseff seja bem-sucedida. O primeiro, firmado pela própria candidata, diz respeito à reforma tributária, com ênfase na desoneração da folha de salários e no incentivo aos investimentos. O segundo é a promessa de Lula de trabalhar com afinco pela reforma política.
E aqui se apresenta mais uma barreira ao tal modelo mexicano. Mesmo sob patrocínio de um Executivo forte, é difícil acreditar na aprovação das duas reformas centrais para a modernização do Estado e o aperfeiçoamento da democracia. O Congresso tem muitos filtros.
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO
ANCELMO GÓIS
Paraíso pirata
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 05/09/10
O Brasil tem fama de ser a pátria da pirataria. A diretora americana Kathryn Bigelow, que curte férias na região de Foz do Iguaçu, comprou por R$ 2 uma cópia pirata do seu filme premiado “Guerra ao terror”.
Ela foi a primeira mulher a ganhar um Oscar de diretora.
Aliás, levou seis em uma noite só, este ano.
Ela foi a primeira mulher a ganhar um Oscar de diretora.
Aliás, levou seis em uma noite só, este ano.
Pirata do pirata
Sexta, Rodrigo Pimentel, o inspirador do Capitão Nascimento que hoje é comentarista da Globo, foi avisado por um amigo de que estavam à venda na Saara cópias de “Tropa de elite 2”.
Era “Tropa de elite”... 1, o mais pirateado filme brasileiro.
Só que a capa do DVD fazia alusão ao 2
Era “Tropa de elite”... 1, o mais pirateado filme brasileiro.
Só que a capa do DVD fazia alusão ao 2
Mercado de sigilo
Muitos empresários brasileiros, de todos os tamanhos, já receberam ofertas de estranhos de acesso ao próprio sigilo fiscal.
Um deles foi o jovem banqueiro André Esteves.
Um deles foi o jovem banqueiro André Esteves.
Apaga isso!
Quinta, no show do cantor Belo, no bar São Nunca, na Barra, era difícil respirar.
No lugar, que é fechado, tinha muita gente fumando cigarro, cigarrilhas e charutos.
No lugar, que é fechado, tinha muita gente fumando cigarro, cigarrilhas e charutos.
Vinicius na Justiça
A família de Vinicius de Moraes processa o curso Clio, que prepara candidatos ao Itamaraty, por causa de uma propaganda durante a Copa.
Pede indenização de 200 salários por achar que o Poetinha foi tratado de maneira depreciativa.
Já o curso alega que o texto é elogioso.
Pede indenização de 200 salários por achar que o Poetinha foi tratado de maneira depreciativa.
Já o curso alega que o texto é elogioso.
Brotinho na Colombo
Plínio de Arruda Sampaio, 80 anos, o candidato do PSOL que faz a cabeça de muitos jovens, veio ao Rio essa semana, e pediu ao amigo e candidato Chico Alencar para almoçar na Colombo, no Centro. Ao entrar na vetusta confeitaria, filosofou: — É bom para equilibrar, não pifar com a overdose de entusiasmo juvenil.
Segue...
Estava tudo a caminho do nirvana quando um senhorzinho cantou no ouvido do candidato os versos daquela antiga marchinha do carnaval de 1952, cantada por Virgínia Lane: — O velho na porta da Colombo.
É um assombro. Sassaricando.
Não é fofo?
É um assombro. Sassaricando.
Não é fofo?
A ONU de Lula
Foram criadas embaixadas do Brasil em Cabul (Afeganistão), Minsk (Bielorrússia), Sarajevo (Bósnia) e Talin (Estônia).
Aliás é preciso ser “muy amigo” para mandar alguém ser embaixador em Cabul.
Aliás é preciso ser “muy amigo” para mandar alguém ser embaixador em Cabul.
Bradesco na favela
O Bradesco lançou um seguro exclusivo para os moradores do Dona Marta, a favela de Botafogo pacificada pela UPP.
O serviço custa R$ 9,90 por ano e faz parte do processo de inserção das classes C e D no mercado de seguros.
O serviço custa R$ 9,90 por ano e faz parte do processo de inserção das classes C e D no mercado de seguros.
Outra do Eike
Eike sempre ele Batista doou 40 caminhonetes e 60 motos às UPPs da polícia do Rio.
Se a compra fosse feita pelo Estado num processo de licitação, demoraria uns seis meses para entrega
Se a compra fosse feita pelo Estado num processo de licitação, demoraria uns seis meses para entrega
Por falar em Eike...
Do arquiteto Jaime Lerner, autor do projeto da “Cidade X”, destinada às famílias dos trabalhadores do complexo do Porto do Açu, em São João da Barra: — Quem nascer na Cidade X será um “xidadão” Faz sentido
Acabou em samba
O Dia Nacional da Música Clássica, 5 de março, data do nascimento do grande compositor Heitor Villa-Lobos, vai cair, ano que vem, no sábado de carnaval.
Músicos da OSB, no Rio de Janeiro, se organizam para sair em bloco. Já apareceu até sugestão de nome: Feitiço do Villa.
Eu apoio.
Músicos da OSB, no Rio de Janeiro, se organizam para sair em bloco. Já apareceu até sugestão de nome: Feitiço do Villa.
Eu apoio.
Viagra divino
De um pastor eufórico durante a pregação, no culto da Igreja Metodista de Vila Isabel, no Rio, no último domingo: — Quem tem Jesus no coração, não precisa de Viagra! Há controvérsias.
ZONA FRANCA
Dia 13, Sérgio Abranches, o cientista político e ambientalista, lança Copenhague antes e depois”, sobre conferência do clima, na Argumento Leblon, a partir de 19h.
A Sandech finalizou dois projetos valoração tecnológica para o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
O advogado Jonas Lopes de Carvalho Neto, de 28 anos, foi eleito auditor do Superior Tribunal Justiça Desportiva.
Yvonne Bezerra de Mello faz campanha em busca de dinheiro para construir uma sala de aula para crianças vítimas da violência projeto_uere@infolink.com.br).
A Sandech finalizou dois projetos valoração tecnológica para o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
O advogado Jonas Lopes de Carvalho Neto, de 28 anos, foi eleito auditor do Superior Tribunal Justiça Desportiva.
Yvonne Bezerra de Mello faz campanha em busca de dinheiro para construir uma sala de aula para crianças vítimas da violência projeto_uere@infolink.com.br).
O DOMINGO É da carioca Cléo Pires, 27 anos, que voltará à TV na pele de Estela, uma misteriosa personagem de origem indígena, em “Araguaia”, a próxima novela das seis da TV Globo, que estreia ainda este mês. Logo no começo da história, a exuberante Estela ficará viúva de Fernando (Edson Celulari) e se envolverá com seu enteado, Solano, vivido por Murilo Rosa. Sucesso retumbante na “Playboy” do mês passado, a filha de Glória Pires e Fábio Jr.
estará em cartaz, ano que vem, no cinema, como a Tati da comédia “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”, quando tentará repetir o sucesso de outras experiências na telona, como “Meu nome não é Johnny” e “Lula, o filho do Brasil”
estará em cartaz, ano que vem, no cinema, como a Tati da comédia “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”, quando tentará repetir o sucesso de outras experiências na telona, como “Meu nome não é Johnny” e “Lula, o filho do Brasil”
Santa ou não santa, eis a questão
Lula, semana passada, resolveu dar um pito cheio de graça em Eduardo Paes por ter chamado de “Dona” a favela “Santa” Marta. Mas se o nome da comunidade pacificada em Botafogo é “Dona” ou “Santa” é uma questão shakespeariana que atravessa gerações de cariocas (veja a favela e a imagem da santa, lado a lado, acima).
O economista Antônio Cláudio Sochaczewski, exdiretor brasileiro no BID, escreveu para dizer que não se conforma: — Sou nascido em Botafogo. Tive aulas de piano no Morro Dona Marta com uma refugiada russa, Madame Morozoff. “Santa” Marta é invenção recente.
José Antônio Nonato, pesquisador da história do Rio, parece dar razão a Sochaczewski: — A comunidade sempre foi chamada de Dona Marta e assim como a Marilyn Monroe nunca foi santa.
Na verdade, em novembro de 2007 o então prefeito Cesar Maia, nosso Hamlet, assinou um decreto dando ao morro o nome de “Dona” e a favela o nome de “Santa”.
Segundo a exposição de motivos do decreto, o Padre Clemente, vigário durante o período colonial, proprietário de terras que iam da Praia de Botafogo à Lagoa, abriu a Rua São Clemente e, em homenagem à sua mãe, Dona Marta Clemente, deu nome ao morro. Tradição mais recente, o nome Santa Marta foi dado à favela por outro religioso, Padre Veloso.
Ah, bom!
O economista Antônio Cláudio Sochaczewski, exdiretor brasileiro no BID, escreveu para dizer que não se conforma: — Sou nascido em Botafogo. Tive aulas de piano no Morro Dona Marta com uma refugiada russa, Madame Morozoff. “Santa” Marta é invenção recente.
José Antônio Nonato, pesquisador da história do Rio, parece dar razão a Sochaczewski: — A comunidade sempre foi chamada de Dona Marta e assim como a Marilyn Monroe nunca foi santa.
Na verdade, em novembro de 2007 o então prefeito Cesar Maia, nosso Hamlet, assinou um decreto dando ao morro o nome de “Dona” e a favela o nome de “Santa”.
Segundo a exposição de motivos do decreto, o Padre Clemente, vigário durante o período colonial, proprietário de terras que iam da Praia de Botafogo à Lagoa, abriu a Rua São Clemente e, em homenagem à sua mãe, Dona Marta Clemente, deu nome ao morro. Tradição mais recente, o nome Santa Marta foi dado à favela por outro religioso, Padre Veloso.
Ah, bom!
SONIA RACY - DIRETO DA FONTE
Home, sweet
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 05/09/10
A campanha de Alckmin preparou surpresa para Serra. A série de 31 encontros com militantes - cada vez em uma Subprefeitura da capital - será encerrada dia 10, na Mooca, bairro onde Serra nasceu e cresceu.
Tia Carmela, xodó do tucano e moradora da região, está superempenhada na organização do evento.
Bem na foto
Expo Money São Paulo terá espaço só para mulheres. Segundo a BM&F, elas representam 24,84% dos 598.352 investidores individuais do mercado financeiro.
Expo Money São Paulo terá espaço só para mulheres. Segundo a BM&F, elas representam 24,84% dos 598.352 investidores individuais do mercado financeiro.
Promessa
Charly Braun estreia como diretor com Além da Estrada, no Festival do Rio. Comprovando a veia artística da família: é irmão de Guilhermina Guinle.
Charly Braun estreia como diretor com Além da Estrada, no Festival do Rio. Comprovando a veia artística da família: é irmão de Guilhermina Guinle.
Entre titãs
Roberto Minczuk convidou Isaac Karabtchevsky para reger a OSB. Emocionado com a apresentação do colega - longe da batuta da orquestra desde 96 -, que resolveu presenteá-lo com o vinho italiano Maestro Raro. Como Robert Schumann é conhecido.
Roberto Minczuk convidou Isaac Karabtchevsky para reger a OSB. Emocionado com a apresentação do colega - longe da batuta da orquestra desde 96 -, que resolveu presenteá-lo com o vinho italiano Maestro Raro. Como Robert Schumann é conhecido.
Fatia do bolo
Apesar do "Fielzão" - o Estádio do Corinthians - ser o centro das atenções, o Maracanã se aquece para Copa de 2014. Sairá do forno um documentário sobre o jogo da véspera de sua grande reforma.
Apesar do "Fielzão" - o Estádio do Corinthians - ser o centro das atenções, o Maracanã se aquece para Copa de 2014. Sairá do forno um documentário sobre o jogo da véspera de sua grande reforma.
Piruetas
Os irmãos Hypolito estão confiantes. Diego começa a treinar para o mundial, em outubro, na Holanda. E Daniele está no México, tentando uma classificação para o Panamericano.
Os irmãos Hypolito estão confiantes. Diego começa a treinar para o mundial, em outubro, na Holanda. E Daniele está no México, tentando uma classificação para o Panamericano.
Responsabilidade social
Bernardino Tranchesi Neto, Ricardo Mellão e Ricardo Goldfarb são novos parceiros de Marcos Amaro no Instituto Brasis, que combate a desigualdade social.
É hoje a Corrida e Caminhada Contra o Câncer, da Track&Field. Com renda revertida para Hospital de Câncer de Barretos. Largada? Do Shopping Center Norte.
Cláudia Bonfiglioli comanda o Prêmio Casa Hope de Responsabilidade Social. Dia 14, na Sala São Paulo.
Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Instituto Claro. Voltado para educadores que usam novas tecnologias no ensino.
A Eletrobrás Furnas comemora. Conseguiu reduzir a emissão de cerca de 32.000 toneladas de CO2 - equivalente em gás SF6.
A Eletrobrás Furnas comemora. Conseguiu reduzir a emissão de cerca de 32.000 toneladas de CO2 - equivalente em gás SF6.
Até terça, os Doutores da Alegria recebem palhaços que atuam em hospitais de todo o País. O encontro faz parte do programa Palhaços em Rede, iniciativa da ONG.
A Copagaz investe em esporte e inclusão. Renovou patrocínio do Urece, único time brasileiro de futsal feminino formado por deficientes visuais.
A C&A avisa: suas lojas contam agora com coletores de lixo eletrônicos.
A Federação Paulista de Golfe é parceira no torneio em prol da ONG Casa da Paz de Embu-Guaçu. A partir de quinta, em Cotia.
A C&A avisa: suas lojas contam agora com coletores de lixo eletrônicos.
A Federação Paulista de Golfe é parceira no torneio em prol da ONG Casa da Paz de Embu-Guaçu. A partir de quinta, em Cotia.
A Gincana Semeando o Bem, da RTE Rodonaves, arrecadou 22 toneladas de donativos para comunidades carentes. Continua até outubro.
Detalhes nem tão pequenos...
1. Em época de eleição, nada melhor do que evocar o saudoso Mussum para candidato.
2. "Jogue as tranças, Rapunzel" foi o mote do evento que encheu as cabeleiras de novidades. .
3. Depois de Rapunzel, foi a vez de Cinderela alimentar loucas e viciadas por sapatos de luxo.
4. A primavera nem chegou e o verão já andou invadindo as passarelas cheias de bossa.
5. A cítara embalou muitos corações apaixonados...
6.E quem consegue fazer regime nesse tempo seco?
MÍRIAM LEITÃO
| Ponto crítico |
Miriam Leitão
O GLOBO - 05/09/10
O principal motor da economia mundial, os Estados Unidos, está perdendo fôlego. Depois de um início de ano em que tudo caminhava para recuperação forte, os termos "duplo mergulho" e "crescimento recessivo" tornaram-se frequentes nas análises dos economistas.
O mais provável é que os Estados Unidos tenham baixo crescimento por mais alguns anos.
Tudo isso piora a vida do presidente Barack Obama.
A economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria, compara a situação atual americana com a que, na física, é denominada de "ponto crítico".
Ou seja, a situação em que não é possível dizer se uma matéria está no estado líquido ou gasoso.
- No caso da economia americana, temos sinais tanto de moderação quanto de início de recessão. Parte da economia está bem, como algumas empresas, mas outra parte está mal, como as famílias e os bancos. Tudo é heterogêneo - explicou.
O Bank of America usou a expressão growth recession (crescimento recessivo).
Significa um tipo de crescimento que não impede o aumento do desemprego. O banco diz que o risco de um duplo mergulho, ou seja, um novo período de recessão, é de 25% para 2011. O pior problema não é nem o crescimento, mas a taxa de desemprego, que fica entre 10% e 9,5% este ano. Não cai abaixo disso. E no ano que vem deve continuar em torno de 10%.
O Morgan Stanley também revisou para baixo seus números.
Cortou em um ponto a previsão para este ano, de uma faixa entre 3% e 3,5% para 2% e 2,5%. O desemprego deve agora fechar 2010 não mais em 9,4%, mas em 9,7%. O Morgan diz que parte da desaceleração vem do crescimento mundial, que também está surpreendendo para baixo, com impacto nas exportações americanas.
O presidente Barack Obama está enfrentando seu maior teste desde a posse na Casa Branca. Como já é tradicional nos Estados Unidos, a eleição parlamentar de meio de mandato define se será um governo de quatro ou oito anos. As indicações são de que o Partido Democrata, que tinha maioria nas duas Casas, vai perder inúmeras cadeiras.
A aprovação do presidente Obama está menor do que a desaprovação. Dependendo dos números de cadeiras perdidas, a segunda metade do governo Obama será mais fraca.
Ele terá menos capacidade de aprovar projetos, um quadro que não ajuda a recuperação econômica.
Obama recebeu uma herança maldita. Ele sim. Economia em recessão, ameaça de depressão, bancos quebrados e duas guerras impopulares.
Evitou o pior, há uma nova regulamentação bancária aprovada, os bancos já se recuperam e ele está anunciando a saída das tropas do Iraque, a mais impopular das duas guerras.
Mas é ele que paga o preço de uma economia estagnada, de um clima de fim de guerra sem vitória, e de um desemprego elevado. Há governos que recebem boa herança e se creditam de todos os bons frutos, outros são debitados pelos insucessos do antecessor. Obama está no segundo time.
No começo do ano, os números da economia americana foram animadores, mas no segundo trimestre a recuperação perdeu força.
Agora, a economia vai apresentar números positivos para o PIB, num crescimento sem emprego porque a confiança dos empresários está muito baixa.
Há grandes chances de o banco central americano revisar para baixo seus números, jogando mais água fria no mercado financeiro. Na quartafeira, a ata da última reunião do Fed apontou que a recuperação levará mais tempo que o previsto e que o crescimento está difuso. Uma avaliação nada animadora depois de dois anos seguidos de estímulos econômicos, seja em redução de juros, seja em pacotes fiscais.
Monica de Bolle avalia que o principal problema da economia americana é o endividamento das famílias. Como elas tiveram problemas com as hipotecas, o pagamento dessas dívidas demanda um tempo maior. Por isso, o consumo do país, que responde por 70% do PIB, está comprometido. Mas Monica não acredita que os americanos voltarão à recessão e muito menos que passarão por problemas semelhantes aos do Japão, que permaneceu uma década com baixo crescimento.
- É razoável que se leve de dois a três anos para que as famílias consigam limpar os seus orçamentos. Mas esse processo não levará a dez anos de baixo crescimento, como no Japão, porque assim que acontecer os americanos voltarão a consumir - afirmou.
Agora, os economistas andam pedindo um novo pacote de estímulo. Raphael Martello, da Tendências consultoria, acha que a eleição no Congresso americano no final do ano pode ajudar na elaboração do pacote, e até ajudar o presidente Barack Obama nesse aspecto. Poucos ficariam dispostos a votar contra um pacote que se apresente como estímulo à criação de empregos. Só que o tempo está se esgotando. As eleições americanas serão dentro de dois meses.
O grande problema de uma desaceleração nos EUA é a contaminação do resto do mundo e um arrefecimento mundial de forma sincronizada. A China, por exemplo, que possui forte relação comercial com os EUA, deve desacelerar de uma taxa de 12% de crescimento, no primeiro trimestre do ano, para 8%, no último trimestre.
O próximo governo brasileiro não terá o quadro internacional favorável que o governo Lula usufruiu. De 2003 a 2008, o mundo cresceu com taxas altas e o Brasil aproveitou pouco esses bons ventos. Em alguns anos, cresceu menos que o mundo e não fez mudanças estruturais na economia. O novo governo encontrará a Europa estagnada, os Estados Unidos tentando sair desse ambiente recessivo, o Japão parado, a China diante de várias incertezas. O novo governo precisará de mais engenho e arte para manter o crescimento brasileiro.
VERISSIMO
A paradinha
VERISSIMO
O GLOBO - 05/09/10
CLÁUDIO HUMBERTO
“A Receita é órgão de Estado e não pode fazer política partidária”
JOSÉ SERRA, CANDIDATO DO PSDB, SOBRE A VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL DE SUA FILHA VERONICA
CONTADOR COBROU R$ 10 MIL PARA DAR ENTREVISTA
O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que acessou os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), exigiu pagamento de R$ 10 mil para conceder entrevistas, assim que seu nome foi divulgado pela Receita Federal, na quinta-feira (2). A Band foi uma das emissoras que receberam a proposta, mas se recusou a fazer o pagamento. Perdeu o “furo”.
A ORIGEM DE TUDO
A suspeita é que o falso procurador vendeu os dados fiscais da filha de Serra a pessoas recrutadas em Minas para devassar a vida do paulista.
MUI AMIGOS
O objetivo de quem mandou investigar Serra era “ajudar” Aécio Neves, aparentemente à sua revelia, na disputa para ser o candidato do PSDB.
A “VINGANÇA”
Dias antes da quebra do sigilo de Verônica, amigos mineiros atribuíram à turma de Serra a tentativa “plantar” falsas notícias contra Aécio.
AJUDA EXTERNA
Araponga do antigo SNI do Rio seria o elo entre “clientes” na quebra de sigilo e a quadrilha que prestava esse serviço sujo em São Paulo.
NO PARÁ, CRAQUES BATEM UM BOLÃO NA POLÍTICA
No Pará, a política virou uma grande jogada para atletas de futebol. O artilheiro Robson “Robgol” busca a reeleição para deputado estadual. Do seu ex-clube, Paysandu, saíram outros dois: o atual vereador Vandick Lima e Zé Augusto (o conhecido “Zé Doido”), atacante do clube que disputa a série C do Brasileirão. Pelo rival Remo, disputam o ex-jogador Arthur, o “Rei Arthur”, e Landu, atual atacante do clube.
PIOR NÃO FICA
A classe já tem seu Tiririca: o loquaz e “histriônico” contador da procuração falsa para vazar o sigilo da filha de Serra.
CALA BOCA
Lula disparou palavrões quando viu na TV o ministro Guido Mantega (Fazenda) discorrendo sobre quebra do sigilo. Mandou que se calasse.
VIDA DURA
Se da gripe, da morte e dos impostos ninguém escapa, Cuba tem mais uma fatalidade: os discursos de Fidel Castro. Recomeçaram, na sexta.
PAGANDO MICO
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), está uma arara: reclamou ao ministro Alexandre Padilha (articulação) que foi induzido a erro (e a um mico histórico) ao dar entrevista jurando ser “verdadeiro” o documento de Verônica Serra autorizando a própria quebra de sigilo.
BEM RELAXADO
Convenceram o senador Osmar Dias (PDT) de que ele será ministro da Agricultura de eventual governo Dilma, caso perca o governo do Paraná para Beto Richa (PSDB), líder nas pesquisas. Ele acreditou.
SEDE AO POTE
Brasília anda muito seca, mas não justifica a sede da rapaziada que contratou os shows do programa Virada Cultural, da Secretara de Cultura do DF. Artistas receberam cachês até quatro vezes maior.
PALÁCIO DE INVERNO
A Câmara dos Deputados, que anda mais vazia que porta de cemitério à noite, vai gastar R$ 7,7 milhões com seus copeiros e com os copeiros e cozinheiros da residência oficial do presidente Michel Temer.
APRENDIZ DE FEITICEIRO
O governador do DF, Rogério Rosso, aprendeu ligeiro. Mandou abrir licitações nos órgãos Novacap e DER faltando só quatro meses para deixar o governo. Não cuida das atuais e ainda quer começar outras.
MUI QUERIDA
O Planalto anda festejando pesquisas internas para o Senado, em São Paulo, que apontam o cantor Netinho (PCdoB) com chances de ser o mais votado, restando a Marta Suplicy (PT) apenas a segunda vaga.
RETRATO NA PAREDE
A Abin, mais muda que samambaia no brejo, diante de novo escândalo de violação de sigilo, exibe sua “missão” na internet: “desenvolver atividades voltadas para a defesa do estado democrático de Direito.”
OUTRA BATALHA
Após inútil inquérito em que denunciou assédio moral do então cônsul-geral no Canadá, Américo Fontenelle, o ex-funcionário Geoges Cunninghan pena há três anos para receber seus direitos trabalhistas.
SOBE!
A candidata Dilma repete e repete o bordão na TV: “O povo vai subir na vida.” Mas não diz quem será o “elevador”: a sufocada classe média.
PODER SEM PUDOR
GUERRA DAS ROSAS
Sob efeito da sessão solene em homenagem à bossa nova, o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, afirmou que tudo se resolveria no Congresso e o Brasil melhoraria quando “chegar a primavera”. O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), inconformado com as manobras do governo e a tentativa de controle da imprensa, espetou:
– Não será a primavera, mas o bom senso para retirar Medidas Provisórias protegendo Henrique Meirelles e tutelando jornalistas.
JOSÉ SERRA, CANDIDATO DO PSDB, SOBRE A VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL DE SUA FILHA VERONICA
CONTADOR COBROU R$ 10 MIL PARA DAR ENTREVISTA
O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que acessou os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), exigiu pagamento de R$ 10 mil para conceder entrevistas, assim que seu nome foi divulgado pela Receita Federal, na quinta-feira (2). A Band foi uma das emissoras que receberam a proposta, mas se recusou a fazer o pagamento. Perdeu o “furo”.
A ORIGEM DE TUDO
A suspeita é que o falso procurador vendeu os dados fiscais da filha de Serra a pessoas recrutadas em Minas para devassar a vida do paulista.
MUI AMIGOS
O objetivo de quem mandou investigar Serra era “ajudar” Aécio Neves, aparentemente à sua revelia, na disputa para ser o candidato do PSDB.
A “VINGANÇA”
Dias antes da quebra do sigilo de Verônica, amigos mineiros atribuíram à turma de Serra a tentativa “plantar” falsas notícias contra Aécio.
AJUDA EXTERNA
Araponga do antigo SNI do Rio seria o elo entre “clientes” na quebra de sigilo e a quadrilha que prestava esse serviço sujo em São Paulo.
NO PARÁ, CRAQUES BATEM UM BOLÃO NA POLÍTICA
No Pará, a política virou uma grande jogada para atletas de futebol. O artilheiro Robson “Robgol” busca a reeleição para deputado estadual. Do seu ex-clube, Paysandu, saíram outros dois: o atual vereador Vandick Lima e Zé Augusto (o conhecido “Zé Doido”), atacante do clube que disputa a série C do Brasileirão. Pelo rival Remo, disputam o ex-jogador Arthur, o “Rei Arthur”, e Landu, atual atacante do clube.
PIOR NÃO FICA
A classe já tem seu Tiririca: o loquaz e “histriônico” contador da procuração falsa para vazar o sigilo da filha de Serra.
CALA BOCA
Lula disparou palavrões quando viu na TV o ministro Guido Mantega (Fazenda) discorrendo sobre quebra do sigilo. Mandou que se calasse.
VIDA DURA
Se da gripe, da morte e dos impostos ninguém escapa, Cuba tem mais uma fatalidade: os discursos de Fidel Castro. Recomeçaram, na sexta.
PAGANDO MICO
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), está uma arara: reclamou ao ministro Alexandre Padilha (articulação) que foi induzido a erro (e a um mico histórico) ao dar entrevista jurando ser “verdadeiro” o documento de Verônica Serra autorizando a própria quebra de sigilo.
BEM RELAXADO
Convenceram o senador Osmar Dias (PDT) de que ele será ministro da Agricultura de eventual governo Dilma, caso perca o governo do Paraná para Beto Richa (PSDB), líder nas pesquisas. Ele acreditou.
SEDE AO POTE
Brasília anda muito seca, mas não justifica a sede da rapaziada que contratou os shows do programa Virada Cultural, da Secretara de Cultura do DF. Artistas receberam cachês até quatro vezes maior.
PALÁCIO DE INVERNO
A Câmara dos Deputados, que anda mais vazia que porta de cemitério à noite, vai gastar R$ 7,7 milhões com seus copeiros e com os copeiros e cozinheiros da residência oficial do presidente Michel Temer.
APRENDIZ DE FEITICEIRO
O governador do DF, Rogério Rosso, aprendeu ligeiro. Mandou abrir licitações nos órgãos Novacap e DER faltando só quatro meses para deixar o governo. Não cuida das atuais e ainda quer começar outras.
MUI QUERIDA
O Planalto anda festejando pesquisas internas para o Senado, em São Paulo, que apontam o cantor Netinho (PCdoB) com chances de ser o mais votado, restando a Marta Suplicy (PT) apenas a segunda vaga.
RETRATO NA PAREDE
A Abin, mais muda que samambaia no brejo, diante de novo escândalo de violação de sigilo, exibe sua “missão” na internet: “desenvolver atividades voltadas para a defesa do estado democrático de Direito.”
OUTRA BATALHA
Após inútil inquérito em que denunciou assédio moral do então cônsul-geral no Canadá, Américo Fontenelle, o ex-funcionário Geoges Cunninghan pena há três anos para receber seus direitos trabalhistas.
SOBE!
A candidata Dilma repete e repete o bordão na TV: “O povo vai subir na vida.” Mas não diz quem será o “elevador”: a sufocada classe média.
PODER SEM PUDOR
GUERRA DAS ROSAS
Sob efeito da sessão solene em homenagem à bossa nova, o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, afirmou que tudo se resolveria no Congresso e o Brasil melhoraria quando “chegar a primavera”. O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), inconformado com as manobras do governo e a tentativa de controle da imprensa, espetou:
– Não será a primavera, mas o bom senso para retirar Medidas Provisórias protegendo Henrique Meirelles e tutelando jornalistas.
DOMINGO NOS JORNAIS
- Globo: Ministros casam agendas com campanha de Dilma
- Folha: Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma
- Estadão: Investigação de violação de sigilo na Receita blinda Dilma
- Correio: Fracassa o combate às mortes no parto
- Jornal do Commercio: Kombeiros fazem festa pela liberdade
- Zero Hora: Espionagem Eleitoral
sábado, setembro 04, 2010
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Um homem honrado
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
O presidente que mudou o Brasil
MÔNICA BERGAMO
O REI DE SÃO PAULO
MÔNICA BERGAMO
FOLHA DE SÃO PAULO - 04/09/10
O cantor Roberto Carlos acaba de fechar mais quatro shows em São Paulo no fim do ano. Nos dias 18 e 19 de novembro, ele se apresenta no Credicard Hall, e nos dias 3 e 4 de dezembro, no Citibank Hall. É a primeira vez que o Rei fará uma turnê por várias regiões da capital. Nos dias 21, 24 e 25 de novembro, ele estará no Anhembi e, no dia 27, canta no ginásio do Corinthians.
ROSAS ESPALHADAS
A ideia de espalhar os shows, segundo Dodi Sirena, empresário do cantor, foi inspirada nas apresentações que ocorrem em Los Angeles. "Lá os artistas cantam em várias casas", diz. "Queremos que nossa iniciativa desperte o interesse de outros artistas em fazer o mesmo. Porque São Paulo é uma cidade imensa e é ótimo que todas as regiões sejam atendidas", diz Dodi. Durante a temporada paulistana, o Rei ficará em seu apartamento na Vila Nova Conceição.
CARA, CRACHÁ
O PT está reforçando, nas reuniões de militância, o lembrete de que agora é preciso levar um documento oficial com foto junto com o título de eleitor no momento da votação. O temor é que, especialmente no Norte e no Nordeste, Dilma Rousseff perca votos pela ausência de um dos itens no bolso do eleitor.
Em São Paulo, o deputado estadual Rui Falcão, coordenador de comunicação da campanha de Dilma e que tenta a reeleição na Assembleia, incluiu na "cola" com os números dos candidatos um aviso sobre a obrigatoriedade dos documentos.
TALHERES E VOTOS
O empresário Marcos Arbaitman e sua mulher, Bete, oferecerão em sua casa, no Jardim Europa, um jantar de apoio ao candidato ao governo de SP Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 20. Na ocasião, Lila Covas, viúva do ex-governador Mario Covas, será homenageada.
GARAPA
Depois de fazer a eleição do melhor pastel de feira da cidade neste ano, a Secretaria de Coordenação de Subprefeituras já estuda promover o concurso do melhor caldo de cana em 2011.
ENCONTROS E DESENCONTROS
Foi por pouco que Marta Suplicy (PT) não encontrou seu ex-marido, Luis Favre, na inauguração de uma loja de lingerie na rua Oscar Freire, anteontem, que pertence à família de Ivo Rosset. Quando ela chegou ao local na companhia do namorado, Márcio Toledo, Favre já havia ido embora.
"LULA É MAIOR QUE GANDHI"
O ator inglês Ben Kingsley foi à exibição do filme "Lula - O Filho do Brasil", de Fábio Barreto, em Londres, nesta semana. Após a sessão, ele disse às produtoras Paula e Lucy Barreto que foi ver o filme "sem acreditar muito" e que ficou "emocionado". E emendou: "Esse filme é importante para o mundo todo. A história dele [Lula] é maior que a de Gandhi". O ator interpretou o pacifista indiano nos cinemas. Kingsley disse que enviaria um e-mail ao presidente brasileiro.
PALCO ILUMINADO
O ator Dan Stulbach estreou a peça "Os 39 Degraus", dirigida por Alexandre Reinecke, no Teatro Shopping Frei Caneca. Ele divide o palco com os atores Fabiana Gugli, Henrique Stroeter e Danton Mello, irmão de Selton Mello.
LUGAR NA ESTANTE
A primeira edição de "1822", novo livro de Laurentino Gomes, já teve 100 mil exemplares vendidos na pré-venda. A obra chega às livrarias no dia 8. O título anterior do autor, "1808", vendeu mais de 600 mil unidades.
QUERO VER DE PERTO
O escritor americano Adam Rapp avisou à diretora Monique Gardenberg que pretende vir ao Brasil para assistir à montagem que ela fez de seu texto "Inverno da Luz Vermelha". A peça está em cartaz no teatro Faap.
RIO DA PRATA
O curador do Masp, Teixeira Coelho, lança hoje, dentro da programação da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, a edição em espanhol do "Dicionário Crítico de Política Cultural", com 250 pequenos ensaios.
CURTO-CIRCUITO
Stacey Kent faz show na quinta-feira, às 21h30, na Via Funchal. Classificação etária: dez anos.
Wilson das Neves faz show de lançamento do CD "Pra Gente Fazer Mais um Samba", hoje, às 21h, no teatro do Sesc Santana. 12 anos.
O grupo de teatro Ish, de Israel, apresenta a peça "Odisséia", hoje, às 20h30, no teatro do clube A Hebraica. Classificação: quatro anos.
O Clube do Balanço faz show hoje com a participação especial de Curumin, à meia-noite, no clube Comitê. Classificação etária: 18 anos.
A peça infantil "Saltimbancos" tem apresentação amanhã, às 15h, no auditório da Livraria Cultura do shopping Market Place. Livre.
com DIÓGENES CAMPANHA (interino), LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA
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