domingo, julho 18, 2010

GAUDÊNCIO TORQUATO

Eu, nós e eles
Gaudêncio Torquato 
O Estado de S.Paulo - 18/07/10

A fogueira eleitoral está arrumada e, entre as primeiras fagulhas jogadas para acendê-la, uma das mais intensas é a que carrega a insinuação: se Dilma for eleita, será manobrada por Lula. Faíscas também correm no contorno da hipótese de que a candidata seria irremediavelmente embalada no celofane do PT, que faria barba, cabelo e bigode em sua eventual administração. A liturgia incendiária ganhou força nos últimos dias por causa da entrega ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do programa do partido, contendo abordagens polêmicas e com a rubrica da ex-ministra, o que indicaria influência de grupos sobre os quais reina a suspeita de defenderem um ideário radical. A questão de fundo, a permear discussões e preocupações que se espraiam por certos núcleos, é: nos sistemas democráticos, mesmo em democracias mais jovens, como a brasileira, é viável imaginar a figura de um fantoche como mandatário-mor do país? Tem fundamento imaginar que um governante adote programas capazes de gerar profunda fissura no tecido social, sabendo-se de antemão que contaria com repúdio de amplos setores e da própria base situacionista?

Fixemos o olhar sobre o presidente Luiz Inácio. O carisma que irradia seu perfil não foi suficiente para torná-lo mandachuva absoluto. Lula amoldou-se às circunstâncias. Amalgamou posições, flexibilizou visões, amaciou núcleos radicais do PT, atraiu bases partidárias, abriu fronteiras na frente política, fortalecendo condições para chegar ao final de mandato com forte respaldo. Mesmo com esse estofo, não conseguiu ganhar todas as batalhas. Algumas derrotas ele teve de engolir, a exemplo deste último episódio, o aumento de 7,7% para os aposentados. Se imprimiu ritmo e estilo, ancorado no carisma e alto prestígio junto às massas, dobrou-se às circunstâncias da política, sobretudo à índole fisiológica que retrata a identidade do conjunto partidário. Às características endógenas de nossa cultura soma-se a moldura exógena, onde se distinguem os atributos da internacionalidade, como a imbricação das fronteiras entre países, a integração de economias, a defesa das liberdades e dos direitos humanos e compromissos estreitos assumidos pelas nações.

No caso do Brasil, a condição de país emergente que saiu da crise antes de outros e com rico portfólio de riquezas naturais impulsionou sua ascensão ao ranking da credibilidade, dando-lhe assento em fóruns qualificados. Nessa posição, passou a ser ouvido com mais atenção, apesar de ter liderado episódios que causaram rebuliço como a questão nuclear envolvendo o Irã. Ressalte-se, porém, o interesse de Lula em abrir interlocução com as potências, meta que seguramente balizou sua conduta e o distingue de figurantes histriônicos como Hugo Chávez. Em suma, o argumento central é o de que os governantes no Estado moderno não trabalham apenas com sua individualidade, mas procuram ser a extensão das circunstâncias que os cercam. Tem sido assim com Lula e será da mesma forma com José Serra ou Dilma Rousseff. O tucano, por exemplo, caso seja eleito, deverá temperar a forte personalidade com o molho que sairá do caldeirão do Congresso Nacional. Da mesma forma, seria inimaginável pensar na visão de um País ecologicamente sustentável a partir da visão exclusivista dos verdes de Marina Silva. No arremate da ideia, emerge a hipótese de que o mandatário nestes tempos de política horizontalizada, repartida entre siglas e grupos, não conseguirá eficácia caso decida adotar políticas unilaterais e polêmicas. No Estado-espetáculo, como se sabe, todos os cultos têm seus tabernáculos. Governantes fazem questão de personalizar o poder e criar marca própria. Mas tal esforço deve ser compatível com a Realpolitik.

Luiz Inácio poderá ser o mandachuva num eventual governo Dilma? Só se a ambição desmesurada invadir sua vontade. E se o fizer estará borrando o livro de sua história. Por outro lado, não se trata de apostar na hipótese da criatura que se voltará contra o criador. É erro imaginar que Dilma deixará de lado seu patrocinador, na esteira de casos como Fleury contra Quércia, Pitta x Maluf e muitos outros. O ex-metalúrgico intui (por respirar política pelos poros) que cada comandante de nação tem um ciclo de vida com etapas bem definidas, que abrigam o lançamento, o clímax até baterem no porto de desembarque. Convém a um jogador de futebol se retirar de campo sob aplausos. Não sob vaias. Pelé é o exemplo. Lula está exposto ao sol há mais de quatro décadas. Esticar esse tempo seria comprar ingresso para o futuro com moeda do passado. Os meios de formação de opinião poderiam apitar impedimento e criar barreiras na opinião pública. O ex-metalúrgico, por sua vez, sabe que chegou aos píncaros. Quer ser reconhecido como o mais "revolucionário" presidente desta República. Por que queimar a possibilidade com a arriscada tentativa de continuar à frente do palco? Quanto à candidata, pelo que deixa transparecer, não é de ficar no banco de reservas. Candidata-se também a ser o centro das atenções. Suas atitudes denotam vontade, autonomia, imposição.

Ao PT, por seu lado, interessa estender o projeto de poder que lidera, meta inviável sem o concurso de vastos apoios, a partir do PMDB, o maior partido. Por isso mesmo, a alternativa que lhe resta é consolidar parcerias e administrar nichos insatisfeitos que manobram para fazer valer seus pontos de vista. Os radicalismos, é oportuno lembrar, terão lugar restrito na fisionomia institucional. Essa engenharia de acomodação de camadas, pressões e interesses não vale apenas para o situacionismo. Serve também como diretriz ao grupo da oposição, liderado por Serra, caso ele venha a ser vitorioso. O eleito, seja quem for, não conseguirá fazer o País avançar sem o efetivo engajamento das maiores correntes partidárias na administração governamental. Na nova configuração, o modelo do "eu" será recauchutado e incorporará o elemento "nós", representando os correligionários, e mais "eles", parceiros de outros partidos.

GOSTOSA

LUIS FERNANDO VERISSIMO

Os quatro caminhos
LUIS FERNANDO VERISSIMO

O GLOBO - 18/07/10

O povo San, os primeiros habitantes do sul da África, acreditava que depois da morte o espírito humano se defrontava com quatro caminhos. Três dos quatro caminhos eram estradas magníficas, com chão liso, sombrejadas por árvores altas, que levavam ao Inferno. O quarto caminho era uma estrada calcinada de pedras soltas que levava ao Paraíso. O espírito precisava escolher, e a sua escolha não era entre o Inferno e o Céu, era entre o caminho e o destino. Andar por uma das três estradas largas e prazerosas engrandeceria o espírito, mesmo que levasse à perdição. Escolher o caminho mais difícil castigaria o espírito mas o levaria à salvação. O que era uma opção para os mortos era um enigma para os vivos: vale mais a viagem ou o seu fim? O que se aproveita da vida se ela for apenas uma provação para a alma?
Fiquei sabendo da crença dos San num cenário adequado para reflexões sobre a sabedoria antiga, o Museu das Origens, na grande universidade de Witwatersrand, em Johannesburg. É um museu arqueológico com natural ênfase em evidências de que a África foi mesmo o berço da humanidade, entre estas uma pedra com riscos simétricos feitos há 75.000 anos que foi a primeira obra de arte do mundo. Talvez impressionado com a rede de avenidas, elevadas e minhocões que se entrecruzam ao redor de Johannesburg, achei que havia uma metáfora aproveitável na parábola dos quatro caminhos dos San – só ainda não concluí qual é. Johannesburg decididamente escolheu seu destino, que não é mais do que ser uma nova América, ou um conglomerado de shopping centers e condomínios fechados interligados por grandes estradas. Resta saber se perdeu sua alma no caminho. Pois a opção pelas grandes estradas também deu em universidades públicas como a Witwatersrand, onde vimos o que parecia ser uma maioria de estudantes negros, e em vários prêmios Nobel em física, medicina e literatura. As universidades públicas foram feitas na sua maior parte com dinheiro branco. Afinal, uma raça que produziu a Charlize Theron não pode ser totalmente ruim.
TARDE DEMAIS
Eu ia propor que as autoridades proibissem a entrada de vuvuzelas no País. Seria uma medida preventiva, para evitar que seu uso se alastrasse como uma epidemia. Tarde demais. No avião, vindo da África do Sul, vi várias sendo trazidas por brasileiros. Elas se reproduzirão. Elas derrotarão qualquer tentativa de controlá-las. Estamos perdidos.

CLÁUDIO HUMBERTO

“(...) mesmo que chovesse canivete aberto”
LULA REAFIRMANDO, DEBAIXO DE CHUVA, QUE NADA O INIBIRÁ DE PEDIR VOTOS PARA DILMA

SAÚDE DE DILMA INQUIETA COMANDO DA CAMPANHA 
O comando da campanha do PT anda preocupado com a saúde da candidata a presidente Dilma Rousseff. Os cuidados até excessivos para mantê-la distante de aglomerações revelam o temor com a redução de suas defesas, em decorrência do tratamento do câncer. Até criaram uma espécie de “papa-móvel” para dispensar a candidata do corpo-a-corpo, e ela tem cancelado compromissos alegando “cansaço”. É a chefia da campanha mantendo um ritmo que não a debilite.

NERVOSISMO 
Ciente da ameaça da doença, Lula anda nervoso, e não perde chances de elogiar a candidata como forma de demonstrar afeto.

DRA. BACTÉRIA 
No mercado público de Porto Alegre, há dias, onde almoçaria, Dilma se assustou com a multidão, deu meia-volta, entrou no carro e foi embora.

O OUTRO
Faz sucesso no YouTube o vídeo de um Dilma Boy cantando para elogiar a petista. E a gente pensando que Dilma Boy era o Lula...

INDEPENDENTE 
Os tucanos acham que o vídeo “Dilma Boy” é criação da campanha do PT, mas a iniciativa é do próprio personagem, um rapaz goiano.

CASO CELSO DANIEL: SÓ UM RÉU NO TRIBUNAL, DIA 3
Começa em Itapecerica da Serra (SP), dia 3, o júri popular de um dos acusados do assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), há oito anos: é Marcos, réu confesso de participação no crime que não recorreu da pronúncia. O julgamento dos outros cinco ainda não foi marcado, assim como o do suposto mandante, o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”. Eles recorreram ao Tribunal de Justiça de São Paulo. 

SONO TRANQUILO 
O júri mais aguardado, o de Sérgio “Sombra”, dorme nos escaninhos da Justiça. E ele dorme tranquilo: é o único réu em liberdade. 

FAZ MAL
As reuniões do Conselho Nacional de Justiça não fazem bem à saúde do presidente, ministro Cezar Peluso, provocando picos de pressão.

NEM PRECISAVA 
Multado sete vezes pela Justiça Eleitoral, Lula agora pede “desculpa” por elogiar a candidata Dilma. Sabemos como isso é difícil, presidente. 

A MÃO E A LUVA 
Caso Dilma Rousseff venha a ser eleita presidente, Lula prefere o amigo Antonio Palocci na Fazenda: ele tem o dom de neutralizar desconfianças do empresariado. É a mão que calça a luva dos
bancos.

CIRO ESTÁ FORA 
O deputado Ciro Gomes não irá participar da campanha de Dilma Rousseff (PT) nem mesmo quando ela visitar o Ceará. O ressentimento dele com o presidente Lula continua cada dia mais intenso.

UNÇÃO SERGIPANA 
Preterido pelo PMDB-SE, o senador Almeida Lima caiu nas graças do governo: caso se eleja deputado federal, deve ganhar cargo de relevo em eventual governo Dilma. Mas, se perder, ficará vagando feito zumbi.

ALÔ, TRE 
O presidente licenciado da Fecomércio-DF, senador Adelmir Santana (DEM), usa dependências e a revista mensal da entidade. A edição de junho publica sete fotos dele, até 
na capa. Na anterior foram vinte.

EXAGERARAM
Rejuvenesceram demais a foto do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em seu cartaz de campanha para deputado federal. Mais parece um filho dele de 40 e poucos anos.

BESTEIROL ELEITORAL
O PV potiguar tem a candidata “Clorofilha” e o “Homem das Agulhas”. O Maranhão tem o Gato Félix, “que lê e escreve”, o suficiente para matar “ratos”, talvez. Um sincero Chico Feio, o James Dean mulato e careca, Tião Moita, Pinto da Vila e o Gilberto Bebe. Pouco, espera-se.

ACM PARA SEMPRE 
O Instituto Antonio Carlos Magalhães criado pela família, foi concebido pelo jurista paranaense Fernando Borges Mânica e será inaugurado em 4 de setembro, no Largo da Vitória, em Salvador.

ARGELINOS
Visita o Brasil nesta segunda-feira (19) o chanceler da Argélia, Mourad Medelci. É um dos maiores parceiros do Brasil na África. O intercâmbio comercial entre os dois países chegou a US$ 3,1 bilhões em 2008.

PENSANDO BEM... 
a Receita poderia pedir à BP, que estancou o vazamento de óleo nos EUA, a “receita” para impedir o derramamento de sigilos fiscais... 

PODER SEM PUDOR
COM LIMÃO SE FAZ CAIPIRINHA 
O ex-governador paraibano Ronaldo Cunha Lima lançou em João Pessoa um livro autobiográfico todo rimado. Na ocasião, comentou com o jornalista e acadêmico Murilo Melo Filho:
– Naquele episódio do jornalista americano, que publicou uma reportagem no New York Times sobre Lula, eu, se fosse ele, teria revertido o caso em meu favor, usando o seguinte slogan: “Lula, a cachaça do povo”.

A TERRORISTA MENTIROSA

DOMINGO NOS JORNAIS

Globo: Cem milhões de brasileiros vivem com dinheiro público

Folha: Dobra número de motos no país

Estado: Pais, filhos e irmãos reforçam safra de suplentes ao Senado

JB: Mutirão libertou 4 mil das prisões

Correio: Votos do entorno elegem 5 distritais

Zero Hora: Chuva gelada

sábado, julho 17, 2010

O POLVO E O CANALHA

EDITORIAL - O GLOBO

Sindicatos cooptados lutam por votos
EDITORIAL
O GLOBO - 17/07/10
A crise na Força Sindical devido a um conflito entre tucanos e petistas é apenas a ponta visível de algo maior, o envolvimento de sindicatos no processo eleitoral de uma forma jamais vista desde a redemocratização, em 1985. A briga na Força se trava em torno da decisão do presidente interino da central, Miguel Torres, de assinar um documento de apoio à candidata Dilma Rousseff, sem consultar as bases. Como há nelas correntes tucanas, deu-se a confusão.

Isso acontece porque, em quase oito anos de governo, Lula conseguiu, com extrema competência — devidamente azeitada com recursos públicos —, cooptar a Força Sindical, aproximá-la da CUT — algo improvável há alguns anos — e, com outros agrupamentos sindicais, formar uma extensa frente para apoiá-lo.

No primeiro mandato, dentro da ideia de constituir fóruns multiclassistas para tecer propostas consensuadas e levá-las como prato feito ao Congresso, Lula colocou representantes dos empregados e patrões frente a frente para chegarem a um projeto de reforma sindical e trabalhista. Pouco ou nada se avançou, até porque o governo tinha a palavra final e, quando havia divergência, sempre ficava do lado dos sindicatos dos trabalhadores. Era clara sua opção preferencial.

No loteamento do governo, o Ministério do Trabalho foi doado aos sindicatos. Porém, o gesto mais substantivo para sedimentar a cooptação das entidades foi o reconhecimento das centrais por parte do Estado, para que elas pudessem entrar na repartição do dinheiro fácil do imposto sindical, e sem precisar prestar contas sobre o destino dos recursos.

Um presentaço. No mês passado, estimava-se que CUT e Força Sindical já haviam recebido, em 2010, R$ 50 milhões por conta do novo status. Não espanta que haja relatos de desvios deste dinheiro para financiar mordomias de dirigentes, nem que tenha ganhado força uma indústria de criação de sindicatos, montada para disputar o acesso aos cerca de R$ 2 bilhões anuais retirados compulsoriamente do contracheque dos assalariados.

Lula, desde que surgiu no cenário político, no final da década de 70/início da de 80, até hoje mudou em 180 graus. Ele e, depois, PT e CUT, dos quais foi fundador, nasceram com propostas de sepultar o aparato getulista: acabar com a subordinação dos sindicatos ao Estado e desmontar a CLT. Defendiam, ainda, o fim do imposto sindical e do monopólio cartorial de cada sindicato sobre sua região de atuação.

Foi tudo esquecido. As centrais — CUT à frente, a maior de todas — marcharam alegremente para os braços do Estado, foram se aconchegar no Tesouro e se sentar na mesa do banquete eterno do imposto sindical.

A CLT passou a ser defendida como “conquista do trabalhador” — embora o custo e rigidez dessa legislação mantenham metade do mercado de trabalho na informalidade.

Neopelega é termo justo e adequado para designar a atual liderança sindical. Renasce em cada uma delas a figura daqueles senhores que, à frente de sindicatos, tinham trânsito fácil no Palácio do Catete, sem esquecer, como hoje, a chave dos cofres públicos. Parece uma grande conspiração irônica da História contra a biografia política de Lula.

Retiraram do armário o figurino do pelego getulista

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Rachou de vez?
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 17/07/10
Assim que aterrissar em São Paulo, quarta-feira, Ricardo Teixeira, da CBF, fará uma cobrança antes mesmo do seu encontro com Alberto Goldman. Quer saber publicamente quais são e de quem são os interesses espúrios, mencionados por Caio Luiz de Carvalho, ex-SPTuris, que estão impedindo que o Morumbi sedie a abertura da Copa.Teixeira, aliás, pediu ao jurídico da Fifa para estudar os procedimentos contra o ex-assessor de Kassab.
Consultado, Carvalho jura que nunca disse algo assim.




Munição?
Goldman tem encontro com Kassab, segunda, para afinar discurso antes da conversa que terão com Teixeira dois dias depois. "Bato na mesma tecla desde o começo da discussão: temos o Morumbi para a Copa", disse o governador à coluna.
Ele afirma não considerar outro estádio, muito menos o Piritubão. Já Kassab...



Destino
Do jeito que as coisas estão caminhando, não será surpresa se Teixeira definir o Maracanã para abrir e fechar a Copa de 2014 no BRASIL.



Premiação
PESQUISA da FGV com 500 administradores de carteiras e analistas de investimentos deu ao Itaú Unibanco o troféu melhor PROGRAMA de RI de 2010 e a Roberto Setubal, título de melhor desempenho. "Credito os prêmios à qualidade e à frequência de reuniões com investidores e analistas do BRASIL e do exterior", comemora Setubal.



Premiação 2
Com um bem-humorado "o judeu aqui sou eu", Alberto Goldman justificou anteontem, olhando para Andrea Matarazzo, da CULTURA, sua decisão de aumentar de R$ 30 mil para R$ 100 mil o valor máximo do Prêmio Governador do Estado.
Extinto nos anos 90 por Quércia, a premiação acaba de ser ressuscitada por ambos.



Outro lado
Gabeira viu lado bom no trânsito infernal no Rio ontem, causado pelo comício de Lula, Dilma e Cabral. "Vão perder um monte de votos", ironizou.



Da vez
Depois de Marina e Dilma, agora é Serra. O candidato participa do almoço debate dia 26, promovido por João Doria, do Lide.



Vencedora?
Não apareceu concorrente para a compra do controle da Milpo pelo Grupo Votorantim. O prazo legal para apresentação de propostas pela mineradora peruana acabou quarta-feira.



Nova escolha
Depois da queda do avião russo que matou, em abril, Lech Kaczynski, o então presidente da Polônia, o governo polonês decidiu: vai usar o Embraer EMB 175 como aeronave presidencial.



Golpe novo
Um homem foi visto fotografando vitrines na Vila Olímpia. Questionado, esclareceu ao interlocutor ser da Prefeitura. Horas depois, oito jovens, em três carros, estouraram o vidro e arrombaram a loja Zapälla. Renderam o vigia sem deixar pistas.



Direto de Paulínia
Frio e público pequeno marcaram a abertura do 3º Festival Paulínia de CINEMA, anteontem. O ponto alto ficou por conta da sintonia entre os apresentadores Fernanda Torres e Lázaro Ramos: deram show de improvisação a cada vez que um deles se esquecia do texto.

O ponto baixo, o burburinho na plateia quando o prefeito José Pavan Júnior foi citado. Sua cassação pelo TSE, depois suspensa, deu-se no mesmo dia da entrega do prêmio no ano passado.



Buquê
Julio Baptista, que joga no Roma, embarca para as Ilhas Maldivas depois de se casar em Madri, dia 27, com a modelo espanhola Silvia Nistal, sua namorada há mais de quatro anos.

Ele de fraque Armani, marca preferida de jogadores. Ela de Rosa Clará, com vestido tipo princesa, arco na cabeça e pulseiras cravejadas com diamantes.




Na frente
Abre amanhã, no Ibirapuera, a mostra Transfer. Parceria do Santander com a secretaria municipal.

Beto Pandiani e Igor Bely lançam LIVRO Travessia do Pacífico e exposição fotográfica. Dia 3, no Shopping Iguatemi.

Fred Frank inaugura seu restaurante Vitrô, em Moema. Na terça-feira.

Plínio de Arruda Sampaio radicalizou: tirou o Arruda de seu nome do registro do TSE e do material de campanha. Uma PESQUISA detectou que o eleitor confundia o Arruda do DEM com o Arruda do "bem".

GOSTOSA

MERVAL PEREIRA

O horário do expediente
Merval Pereira
O GLOBO - 17/07/10

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, já havia anunciado que faria campanha para a candidata oficial, Dilma Rousseff, na hora do almoço, que, segundo ele, “é hora da militância”.

Como se deixasse de ser uma autoridade durante as refeições. Agora, é o presidente da República que programa comícios a favor de sua predileta “após o horário do expediente”. Como se presidente tivesse expediente de funcionário público.

Após o comício de ontem no Rio, Lula estará ao lado de Dilma em Recife (23/7), Curitiba (30 ou 31/7), Belo Horizonte (6 ou 7/8) e, por fim, em São Paulo (13 ou 14/8), sempre “depois do expediente”, que ficou convencionado que expira diariamente às 18h.

Ficamos sabendo agora que quem usa, após as 18h, o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, é um usurpador, pois o presidente de verdade deve estar em outro lugar com sua família, pois só tem direito a usar a residência oficial quando está cumprindo o expediente do emprego público para o qual foi eleito.

Deve ser esse, então, o papel do vice-presidente da República, José Alencar. É ele quem assume a Presidência “fora do expediente”, e nunca ninguém notou essa sutileza tão brasileira quanto a jabuticaba.

E pensar que há muitas pessoas que consideram uma inutilidade a figura do vice-presidente nesses tempos modernos, em que o presidente pode estar à frente dos assuntos do país em qualquer lugar do mundo em que esteja.

Esse hábito tão brasileiro de passar o governo para o vice quando o titular viaja ao exterior, como se não fosse possível assinar documentos, dar ordens e acompanhar qualquer assunto de qualquer lugar do mundo, até mesmo de dentro do Aerolula em pleno voo.

Mas está explicado, o presidente da República na versão do lulismo tem hora de entrada e de saída, e também de almoço, está livre das obrigações do cargo depois das 18h e até as 9h do dia seguinte, e entre as refeições.

É por isso também que o presidente Lula anunciou outro dia que pode aparecer em portas de fábricas a qualquer momento, em cima de um caminhão, para relembrar os velhos tempos de líder operário, fazendo comício para Dilma Rousseff. Ou distribuindo “santinhos” de sua candidata para os operários que chegam para o batente.

Também o governador Sérgio Cabral aderiu à prática, como se um governador que concorre à reeleição sem necessidade de se desincompatibilizar do cargo precisasse dessas sutilezas para separar sua campanha dos atos de governo.

Seria risível se não fosse trágico para a democracia brasileira, e é preciso que rapidamente o
Tribunal Superior Eleitoral regulamente a atuação dos governantes nas eleições, especialmente a do presidente da República, para que o país não viva essa situação esdrúxula de ter durante três ou quatro meses um presidente que bate ponto como um burocrata qualquer, fingindo estar cumprindo a lei.

O presidente que criticou ontem os burocratas que “não tiram a bunda da cadeira”, abusando de um linguajar popularesco e chulo, está agindo como o mais burocrata dos servidores públicos, embora “tire a bunda da cadeira” com muita frequência para viajar pelo país para sustentar a candidatura de sua escolha pessoal.

Embora tenha dito que Dilma já poderia caminhar por suas próprias pernas, o presidente parece na prática preocupado com a atuação de sua pupila, ainda mais agora que ela revela não estar suportando a árdua campanha presidencial.

A utilização do “Dilmamóvel” para que ela não se canse nas caminhadas políticas é um ponto de inflexão nessa campanha.

Demonstra no mínimo que o que se temia está acontecendo: Dilma, que nunca se candidatou a nenhum mandato eletivo, não tem condições físicas para aguentar uma campanha longa e exigente como a que está disputando.

O envolvimento do presidente Lula na campanha, de maneira tão empenhada que nenhuma legislação o impede de atuar, está provocando a reação não apenas do candidato José Serra, do PSDB, que se encontra empatado com a candidata oficial na liderança da corrida presidencial, mas também da candidata do Partido Verde, Marina Silva, que tem tido o maior cuidado quando se refere a Lula, seu companheiro de Partido dos Trabalhadores durante 30 anos.

Também ela mostra-se preocupada com a interferência do presidente, a quem chamou de “general eleitoral”.

“Por mais relevantes que sejam os generais eleitorais, o principal protagonista desse processo se chama sociedade brasileira”, disse Marina em uma entrevista em Goiânia.

Para ela, “é altamente gratificante ver que as pessoas estão (...) mostrando que não basta escolher um candidato e dizer para o povo: ‘vote neste’.

O povo tem o direito de escolher aquele com quem se identifica com as propostas, com as trajetórias, com o compromisso”.

À medida que o presidente Lula se envolve cada vez mais na campanha, desequilibrando a disputa eleitoral com a força da máquina pública de seu governo, além de sua popularidade pessoal, mais os candidatos prejudicados chamam a atenção dos eleitores para o fato de que Dilma Rousseff não consegue andar por suas próprias pernas, e precisa de Lula como muleta.

Por incrível que pareça, em 19 de junho o governo de Cuba foi eleito para a vicepresidência do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos da ONU. A vice-presidência é exercida por Rodolfo Reyes Rodríguez, e sua eleição ocorreu por maioria de votos, com o apoio, evidentemente, do Brasil.

O Conselho é o mais novo órgão das Nações Unidas e foi criado em 2006, com o objetivo de defender a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “responsabilidade de todos os Estados sem nenhuma distinção de opinião, de política, de sexo, raça ou cor”.

Depois, ainda reclamam do presidente Lula.

IVAN ÂNGELO

Devagar, divagar
IVAN ÂNGELO
REVISTA VEJA-SP



Calma. Viver é devagar. Uma pessoa leva nove meses para nascer, um ano para andar e ganhar dentes, dois anos para falar, seis para ler, dezoito anos de escola para se formar, trinta anos para ficar maduro, noventa anos para morrer. Para que a pressa? Não se estresse. “Apressa-te devagar”, aconselhava o historiador romano Suetônio ao imperador Adriano.
Por que têm pressa os que têm pressa?
A pressa é um perigo. Acontecem 700 acidentes por dia nas rodovias brasileiras, 42 000 pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, 24 000 só nas estradas. Por que a pressa? As cidades estão lá à espera no término da viagem, as praias estão lá, os hotéis, os parentes, os amigos, nada vai sair do lugar, mas todos têm pressa. Parecem fugir dos quilômetros. “Não há nada que se possa fazer com pressa e prudência ao mesmo tempo”, ensinava o latino Publilio Siro, 2 000 anos antes da invenção do automóvel.
A pressa para ganhar dinheiro amolece a moral, favorece o crime, a corrupção, a bajulação, o carreirismo, a passada de perna. Na última década do século passado, começou a circular, com o peso de um salmo bíblico, a nova mensagem aos jovens: aquele que não ganhar seu primeiro milhão antes dos 30 anos será um perdedor. A pressa entrou em cena nos escritórios, vieram os atropelamentos nos corredores das empresas. Como diz o delinquente do filme 'Notícias de uma Guerra Particular', sobre um par de tênis que viu alguém usando e o qual não podia comprar: “Eu vou pegar, brother”; o jovem da classe média diz sobre o milhão que outros têm: “Eu vou pegar o meu, cara”.
Também no amor a pressa não resulta em grande coisa. A pressa dos conquistadores assusta a presa. A dos ansiosos provoca fracasso na hora H. A dos imprevidentes termina em gravidez. A dos maridos dá origem a mulheres insatisfeitas. A das esposas encoraja adúlteros. A dos namorados os acostuma à falta de capricho no amor. A dos solteirões produz velhos solitários, que não atentaram, enquanto era tempo, para um conselho de avô: “Fuja das mulheres, mas devagar, para que elas possam alcançá-lo”.
Pressa para fazer um trabalho não dá certo. O oleiro sabe que não adianta apressar o barro. Uma mesa benfeita, uma cirurgia precisa, uma casa bem construída, um sapato confortável, uma estrada segura — tudo tem seu tempo, e não é o dos apressados. Lembram-se da cratera da Linha 4 do Metrô de São Paulo? Viram o absurdo urbano do Minhocão? Viram a trapalhada do Plano Collor? “A pressa é o ritmo dos trapalhões”, diz o escritor americano Ambrose Bierce. O povo sempre soube disso, ao criar ditados como “A pressa é inimiga da perfeição”, “Roma não se fez num dia”, “Devagar se vai longe”. Gasta-se tempo fazendo, e outro tanto refazendo. Vamos, pois, desacelerar, ouvindo o que diz um escritor de prosa saborosa, o londrino G.K. Chesterton: “Uma das grandes desvantagens da pressa é o tempo que ela nos faz perder”.
A pressa na arte resulta em obras sem arte. Que de mais grandioso existe entre as obras de arte coletivas do que as catedrais, como as de Paris, Colônia, Milão, Reims e outras? Levaram cinco, seis séculos para ficar prontas. O pior que se pode dizer de um romance, de uma mostra de pintura, de um concerto, de um espetáculo teatral é que são apressados. Arte é concepção, realização e acabamento. E isso toma tempo, tempo de criar, corrigir, aparar, avaliar, polir. Quinhentos anos antes de Cristo o sábio chinês Confúcio ensinava: “Coisa feita com pressa é coisa malfeita”. Viver é divagar.

O ESGOTO DO BRASIL

EDITORIAL - O ESTADO DE SÃO PAULO

Contrabando eleitoral
EDITORIAL
O ESTADO DE SÃO PAULO - 17/07/10
A política do vale-tudo adotada pelo governo para eleger a candidata do chefe, a ex-ministra Dilma Rousseff, desafia a Justiça Eleitoral, a imprensa independente, a sociedade organizada e todos aqueles que sabem que não basta o voto livre, secreto, universal e devidamente contabilizado para assegurar a integridade do mais importante rito da democracia.
A garantia da chamada lisura do pleito e o ideal da igualdade das oportunidades eleitorais exigem desde muito antes da ida às urnas a ativação de tantos contrapesos quantos concebíveis dentro da lei e da ética pública à decisão do presidente Lula de perverter a administração federal em instrumento de campanha de sua escolhida. Já seria demais se fosse apenas ele, "nas horas vagas", o arrimo de Dilma.
Na realidade, Lula lidera o mais desenvolto processo de captura do governo central para fins eleitorais de que se tem memória no Brasil desde o tempo das eleições a bico de pena. Nesta semana, a ponta do iceberg foi a desfaçatez do presidente em fazer propaganda da ex-ministra duas vezes seguidas ? primeiro, em um evento oficial na sede do governo; depois, ao tornar a louvá-la no mesmo momento em que dizia se desculpar pelo ilícito da véspera.
Num dia, aparece o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmando que só em 120 dias ? não antes do primeiro turno, portanto ? divulgará as conclusões da sindicância interna sobre a violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, com o mais do que provável intento de descobrir munição para alvejar a candidatura José Serra.
No outro dia, fica-se sabendo, em reportagem de Christiane Samarco e Leandro Colon publicada neste jornal, que o governo contrabandeou para dentro de um kit com materiais de defesa do voto em mulheres um discurso de 6 páginas de Dilma. O conjunto, com 3 mil livros, 20 mil cartazes e 215 mil cartilhas, foi produzido e distribuído pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, vinculada à Presidência da República.
O conjunto foi elaborado em 2008 e 2009, mas só foi impresso em maio último, aparentemente por atraso na liberação dos recursos. O custo total foi da ordem de R$ 70 mil, bancado por um convênio com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Dilma está presente no livro Mais Mulher no Poder: uma questão da democracia & Pesquisa Mulheres na Política com uma palestra que proferiu no ano passado em um seminário.
No texto publicado, a então ministra lembra a sua participação no combate ao regime militar e descreve a sua trajetória no governo, destacando o fato de ter sido a primeira mulher a ocupar a Casa Civil. A primeira reação da Secretaria foi negar qualquer intuito de promover Dilma. Mas em 2009 Lula já estava em campanha aberta por sua apadrinhada. E vinha de dois anos antes a informação de que ele a escolhera candidata.
A revelação de mais esse episódio de uso eleitoral da máquina administrativa acendeu o sinal vermelho no comitê da candidata. Com o jornal nas bancas, o assessor jurídico da campanha, Márcio Silva, apressou-se a procurar o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para prevenir o risco de um processo por abuso de poder econômico. Chegaram a pensar em recolher os kits incriminadores. Depois de consultar o Planalto, resolveu-se parar com a distribuição do material.
"Acabou, não tem mais", disse Márcio Silva. Por via das dúvidas, opinou que "o material não é propaganda eleitoral". Não é bem assim. Em primeiro lugar, só acabou porque a operação se tornou pública. Segundo, se não se trata de propaganda, por que a outra presidenciável, Marina Silva, do PV ? que também foi ministra ?, não foi chamada a contribuir para o livro ou a cartilha?
Por último, não se pode dissociar da campanha legítima pela maior participação da mulher nos centros de decisão política a dificuldade enfrentada até aqui por Dilma em reverter a preferência da maioria do eleitorado feminino por Serra, registrada nas pesquisas. E no Brasil há mais eleitoras (69,4 milhões) do que eleitores (64,4 milhões).
Mas isso é problema dela. O do País é frear as violações acintosas da lei eleitoral pelo governo Lula. 

PAINEL DA FOLHA

A volta de Walfrido 
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 17/07/10

Réu no processo que investiga o valerioduto tucano, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia assumiu a coordenação-executiva em Minas Gerais do movimento suprapartidário de prefeitos pró-Dilma Rousseff (PT). Aliado de Lula e do PT, Walfrido já havia oferecido neste ano uma casa sua para uso de Dilma em Brasília, mas o PT achou por bem declinar. 
Filiado no ano passado ao PSB, o ex-ministro integrou em 98 a coordenação da campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas - “laboratório” do mensalão do PT, segundo o Ministério Público. Walfrido já participou de duas reuniões do movimento, a última no comitê central de Dilma, na terça. 

Dilmasia - O convite a Walfrido foi feito pelo coordenador-geral do movimento em Minas, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), expoente do grupo de apoio ao tucano Antonio Anastasia para governador e Dilma para presidente. 

Outros tempos - Ex-petistas chamavam a atenção para a panfletagem que convidava ontem a população do Rio para o comício de Dilma, Lula e Sérgio Cabral (PMDB). No lugar de militantes, moças bem vestidas distribuíam convites azuis - nada do vermelho petista - com a foto dos três e sem nenhuma mensagem política escrita, outro “atentado” contra costumes petistas. 

Hit - Na concentração para o comício da Cinelândia, enquanto esperavam por Lula para tomar o avião rumo ao Rio, ministros, assessores e seguranças do presidente se divertiam com o vídeo do “Dilmaboy”, sucesso na rede. 

Abrigo - Pouco antes de discursar em Diadema (SP) na inauguração de um projeto de urbanização, ontem, Lula “afanou” as luvas do ministro Márcio Fortes (Cidades) para enfrentar o frio. 

Tal filha - A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), lançou a mãe, Luiza Lins (PT), candidata a deputada estadual. 

Troco - Vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas preparou ação por danos morais contra a União. O secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, afirmou que o sigilo do tucano foi acessado umas “cinco ou seis vezes”. 

Máquina - No comando da campanha de José Serra, as desculpas que Lula pediu por ter citado Dilma em evento oficial foram vistas como um sinal de que o presidente tende a maneirar daqui em diante. Apesar de não acreditarem em punição concreta, avaliam que manifestações como “abuso de poder político” e “mau uso da máquina”, vindas da vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, soam mais ameaçadoras do que multas. 

Bloco na rua - Durante reunião do comando do PSDB com diretórios estaduais e aliados, na segunda, surgiram as primeiras queixas de demora no envio de material de campanha de Serra aos Estados. Responsável pela área, Sérgio Kobayashi prometeu que a primeira leva ficará pronta até o final da semana que vem. 

Repaginou - Marina Silva (PV) apareceu em Goiânia ontem com um novo visual: a candidata verde trocou o coque rígido por um rabo de cavalo, arrematado numa presilha de capim dourado.

Alerta - Apesar dos sinais tranquilizadores do PSB, causou apreensão em Brasília a “volta” de Ciro Gomes (PSB) ao noticiário afirmando ter sido “feito de bobo”. 

ABC - A lei veta a candidatura de pessoas que não sabem ler e escrever, mas seis candidatos a deputado declararam ser analfabetos.

Tiroteio
Ao contrário do governo federal, em São Paulo não se engole sapos políticos em matéria de licenciamento ambiental. 
DE XICO GRAZIANO, ex-secretário estadual de Meio Ambiente e coordenador do programa de governo de Serra, sobre a afirmação de Lula, segundo quem São Paulo cria dificuldades para fazer obras. 

Fora do padrão 

Em campanha para retornar ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin participava na segunda-feira de caminhada no município de Araras, leste do Estado. Nem bem havia percorrido uns poucos metros na companhia de aliados, o tucano foi abordado por um vendedor ambulante que carregava um cesto de rosas: 
- Leve uma para dona Lu, candidato! 
Alckmin agradeceu, mas achou melhor recusar: 
- É complicado... Eu nunca apareço com flores. Se aparecer hoje, ela é capaz de ficar desconfiada...