terça-feira, janeiro 19, 2010

O ABILOLADO E IDEM

JOSÉ SIMÃO

"BBB"! Entrou um vibrador falante!

FOLHA DE SÃO PAULO - 19/01/10


E a "dlag" continua com a língua "plesa": "esse poglama tá magavigoso!"


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
E a comissão americana pro Haiti? Bush e Hillary Clinton. O Bush não sabe onde fica o Haiti. E olha o que a Hilária Clinton sugeriu pro presidente do Haiti: "Decretar estado de emergência para impor toque de recolher". Toque de recolher? Recolher pra onde, cara pálida?!
E a frase que corre na internet sobre a Geisy da Uniban: a Geisy reformou o corpo, mas a cara ainda tá em processo de licitação! E essa: vice do Arruda quer abandonar a política. Então devolve o dinheiro!
E adorei o novo apelido do Arruda: cara de PAUNETONE! Do chargista Marco Aurélio! Diz que se o Brasil perdoar o Arruda, ele manda os panetones pro Haiti. Rarará! E o "BBB 10"? A "dlag" continua
com a língua "plesa": "Esse poglama tá magavigoso e do cagalho. O banhego é degladê!"
E tem um advogado careca que parece um vibrador. Já imaginou um vibrador andando pela casa? Um vibrador falante! Mas é coerente: todo advogado é um vibrador pronto pra te ferrar! Rarará!
E a estreia do meu São Paulo? O São Paulo deu aquela BAMBIADA! O São Paulo bambiou. Perdemos pra Portuguesa. Com a sua tática padaria: ataca em massa e retranca em bolo. Rarará!
E a Portuguesa faz macumba com bacalhau preto. Bacalhau preto e vinho do porto. E alguém conhece algum torcedor da Portuguesa? Não tem torcedor, tem testemunha! O torcedor tem que ligar pro diretor do time: "Vai ter jogo hoje?". "Vai, se você vier". Rarará!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". É que no interior do Pará tem um inferninho chamado PUM DOURADO! Rarará! Parece Dias Gomes. Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
É mole? É mole, mas sobe! Ou como disse aquele outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
E atenção! Cartilha do Lula. O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Operação bélica": cirurgia plástica pra Geisy ficar bela. Rarará!
O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno. O já famoso ESTOURA BRASIL!

PANORAMA POLÍTICO

O peso da divisão

ILIMAR FRANCO

O GLOBO - 19/01/10

O resultado das eleições no Chile foi recebido com apreensão no governo Lula. Chamou atenção o efeito da divisão dos governistas, que tinham três candidatos: Frei, Ominami e Arrate. O presidente Lula está convencido de que a candidatura à Presidência de Ciro Gomes é inoportuna. Lula vai se empenhar para demover o PSB. “O Chile reforça a determinação do presidente por uma candidatura única da base aliada”, disse o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

O peso da transferência do voto

A eleição de Sebastián Piñera presidente do Chile, derrotando o candidato da atual presidente, Michele Bachelet, que tem 81% de aprovação, deu alento à oposição brasileira, que aposta que a popularidade do presidente Lula não será suficiente para transferir votos para sua candidata Dilma Rousseff. “É a prova de que não basta um governo bem avaliado para eleger um candidato”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Mas naquela eleição também há outros ingredientes: 1. a imagem de Piñera é ligada ao Colo-Colo, o Flamengo de lá; e, 2. o expresidente Eduardo Frei não significava renovação.

"Quero chegar a Brasília senador eleito e tendo dado a vitória para (José) Serra em Minas (Gerais)” — Aécio Neves, governador (MG), ontem, em almoço com o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ)

PRAGMATISMO. Bem-humorado, o presidente Lula explicou, em solenidade outro dia, por que costuma citar a presença de tantas pessoas, especialmente deputados e senadores, no início de seus discursos. “É que depois a gente precisa votar um projeto no Congresso, quando a gente vai conversar com um deputado, ele fala: ‘É, eu estava lá, nem falou o meu nome’”, explicou o presidente para uma plateia repleta de parlamentares.

Guerra do repolho

O Paraguai suspendeu a importação de repolho brasileiro alegando que foi encontrada na hortaliça uma praga inexistente naquele país. Em dezembro, o Paraguai havia proibido a importação de tomates e cenouras brasileiros.

Na Anatel

O ministro Hélio Costa (Comunicações) venceu queda de braço no governo. Seu indicado Marcelo Bechara vai ser nomeado procurador-geral da Anatel. Vai substituir Ana Luiza Valadares, que ocupava o cargo desde maio de 2007.

Fórmula para impedir a divisão

Um grupo de deputados federais de vários partidos quer evitar uma disputa entre PT e PMDB para escolher o candidato ao governo de Minas Gerais. A ideia é fazer uma pesquisa com quesitos. O vencedor da espontânea teria um ponto, o da estimulada, um ponto, o do corte entre os pesquisados que conhecem todos os candidatos teria direito a outro ponto, etc. São dez quesitos, e o candidato que fizesse mais pontos venceria.

A preparação do discurso

A ministra Dilma Rousseff está preparando o discurso que fará no Congresso Nacional do PT, de 18 a 22 de fevereiro.
Será a primeira peça dando as linhas gerais do que seria um governo Dilma, em caso de vitória em outubro.
Os assessores que participam desse trabalho avaliam se já seria o caso de apresentar novos programas de governo que seriam implantados a par tir de 2011. Além disso, Dilma continuará viajando com o presidente Lula. Quer colar sua imagem à dele.

FALA o diretor da CEF, Moreira Franco, sobre o PMDB: “Nossa prioridade agora não é escolher o candidato a vice-presidente, mas sairmos ainda mais unidos e fortes da convenção de março”.

A UPA de Juiz de Fora (MG), que será inaugurada hoje pelo presidente Lula e Dilma Rousseff, foi construída pelo governo mineiro. O governo federal só vai dar recursos para financiar o custeio.

A ELEIÇÃO no Chile não mudará as relações daquele país com o Mercosul, do qual é membro associado.

Para os chilenos, os tratados de livre comércio com os EUA e a União Europeia são mais importantes.

ILIMAR FRANCO com Fernanda Krakovics, sucursais e correspondentes

JAPA GOSTOSA

PAINEL DA FOLHA

Emenda Minas

SILVIO NAVARRO

FOLHA DE SÃO PAULO - 19/01/10


Diante da resistência do diretório mineiro em aprovar o fim das prévias eleitorais já no Congresso do partido, dia 18 de fevereiro, a direção do PT vai montar uma comissão para reescrever o estatuto da sigla. Divididos entre as pré-candidaturas do ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito Fernando Pimentel ao governo, os mineiros argumentam que, além da disputa política interna, as prévias constam do estatuto (artigos 135 a 142) e que este não poderia ser alterado por resolução -muito menos em ano eleitoral.
"O PT não fará prévias, mas pelo convencimento político. A única exceção pode ser Minas", admite Ricardo Berzoini (SP), de saída da presidência da sigla.


Vizinhança. Tucanos de diferentes plumagens não esconderam a empolgação com a vitória do empresário Sebastián Piñera, da coalizão de centro-direita no Chile, contra o candidato apoiado pela socialista Michele Bachelet.

Ângulos. O discurso que correu ontem entre tucanos é que, assim como Bachelet, Lula encerrará o governo com alto índice de popularidade. A chilena, dizem, não conseguiu transferir votos porque seu candidato, o senador Eduardo Frei, tinha perfil distinto do dela. E a tese é que isso se aplicaria a Dilma Rousseff.

Bula. Já petistas usaram a divergência entre apoiadores de Bachelet, que terminou com a candidatura "independente" de Marco Enríquez-Ominami (terceiro colocado) para alfinetar Ciro Gomes (PSB): "É um exemplo que não deve ser seguido no Brasil. Ciro não deve ser candidato, embora Bachelet apoiar Frei equivale a Lula apoiar FHC", diz André Vargas (PR).

Fiador. Presidente do PSB, o governador Eduardo Campos terá nova conversa com Lula sobre as eleições no dia 27.

De fora. José Sarney (PMDB) aproveitou a viagem de Lula ao Maranhão na semana passada para manifestar preocupação com a eventual candidatura de Ciro ao Planalto. O peemedebista acha que isso daria força ao ex-governador José Reinaldo (PSB), seu desafeto.

Script. Aliados de Paulo Octávio (DEM) apostam que depois de anunciar a desistência de concorrer ao governo do DF, ele deverá entregar o cargo de vice de José Roberto Arruda. Além dos apelos da família, a razão para deixar a política é evitar que o desgaste chegue às suas empresas.

Roteiro. Lula sinalizou ontem na reunião de coordenação que, ao contrário do esperado, quer ir neste ano tanto ao Fórum Econômico, em Davos, quanto ao Fórum Social Mundial, agora em versão itinerante. A ideia é que ele passe por Porto Alegre no dia 26 e, ao voltar da Europa, faça uma parada na Bahia.

Memória. Foi durante o Fórum Social Mundial do ano passado, em Belém, que Lula anunciou a criação da Confecom (Conferência Nacional de Comunicação).

Sacolinha. Presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) lançou a campanha "Adote o Haiti", destinada a recolher recursos de deputados e funcionários da Casa para doar ao país.

Socorro. Em conversas com ministros ontem, Lula pediu dedicação especial de Guido Mantega (Fazenda) na tentativa de mobilizar empresários para levantar doações ao Haiti. Além de comida, o governo trabalha para agilizar a entrega de barracas e lonas.

Explique-se. Incomodados com a afirmação de Nelson Jobim (Defesa), segundo quem a missão brasileira no Haiti deverá ficar no país pelo menos mais cinco anos, deputados pretendem convocar o ministro na Comissão de Relações Exteriores da Câmara para tratar do assunto.
com LETÍCIA SANDER e MALU DELGADO

Tiroteio

"O povo sabe que o horário eleitoral é gratuito.
Então, ninguém quer pagar para assistir."
Do deputado JUTAHY JÚNIOR (PSDB-BA), sobre a baixa bilheteria nos cinemas registrada até agora pela cinebiografia de Lula.

Contraponto

Quase igual


Na última sexta-feira, o secretário municipal de Participação e Parceria, Ricardo Montoro (PSDB), falava durante audiência sobre um programa de hortas comunitárias, batizado em homenagem à sua mãe, Lucy Montoro, que cultivava uma horta no Palácio dos Bandeirantes na gestão Franco Montoro (1983-87).
-O projeto é contagiante. A implementação da Horta Escola Lucy Montoro coincidiu com um projeto similar da Hillary Obama nos jardins da Casa Branca...
A plateia caiu na gargalhada e o tucano só se deu conta do deslize quando um assessor cochichou:
-É Michelle, secretário!

ELIANE CANTANHÊDE

A derrota da vitória

FOLHA DE SÃO PAULO - 19/01/10


BRASÍLIA - Simples e verdadeiro, o artigo do antropólogo Omar Thomaz e do estudante Otávio Jorge, da Unicamp, mostra bem o que é o Haiti, o que representa a Minustah e quais as perspectivas (ou falta delas) do país e dos haitianos. E não falaram de cátedra só. Meninos, eles estavam lá e viram. Colocam o terremoto no devido lugar: devastador, mas não mais do que as intervenções, ocupações e massacres promovidos, alimentados ou ignorados pelas mesmas potências que hoje se arrogam em salvadoras da pátria -que elas e o terremoto destruíram. Quanto à Minustah, Jorge já escrevera que a ONU gasta meio bilhão de dólares/ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Citava um comandante brasileiro que admite que as tropas brasileiras estão ali com um só propósito: controlar a criminalidade germinada na miséria absoluta para depois transplantar a expertise para as favelas cariocas. O Haiti é um "laboratório".
Justiça seja feita: tanto Jobim (Defesa) como Amorim (Itamaraty) cobraram, inúmeras vezes, mais verbas e a evolução da missão de paz (ou melhor, policial) para uma missão de reconstrução do país. Numa visita a Porto Príncipe, há um ano, Jobim defendeu que, contida a violência urbana, engenheiros do Exército seriam mais úteis do que soldados. A ONU (leia-se EUA) nunca fez a virada.
Seis anos, milhares de militares de várias nacionalidades e bilhões de dólares depois, a pergunta é: para que serve a Minustah? Neste momento, segundo Jorge, serve para remover os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam os ricos visitantes estrangeiros. O povo?
Ora, o povo...
O dado mais cruel, porém, é que o Haiti é um país onde os escravos conseguiram se libertar e constituir a primeira República negra do mundo. Para Jorge, o trágico é que "os haitianos pagam diariamente por essa ousadia". Não é de chorar?

GOSTOSA

LUIZ EDUARDO ROCHA PAIVA

Plano demole soberania e democracia

O ESTADO DE SÃO PAULO - 19/01/10


Algumas proposições do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) são graves ameaças à nossa soberania e à integridade territorial, afirmação que merece apreciação mais detalhada para ser entendida.

O PNDH preconiza o "reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados"; considera os indígenas nacionais pertencentes a povos indígenas, como se os brasileiros não fossem um único povo; e defende: o desenvolvimento deve "garantir a livre determinação dos povos, o reconhecimento de soberania sobre seus recursos e riquezas naturais". Não está em discussão a necessária proteção ao indígena e a seus direitos inquestionáveis como cidadão brasileiro, mas deve-se ter atenção às armadilhas semânticas destacadas neste parágrafo.

Um dos instrumentos internacionais aprovados na ONU, com o voto do Brasil, é a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, que lhes concede em suas terras, entre outros, o direito a autogoverno, autodeterminação da condição política, ter instituições políticas e sistemas jurídicos próprios, pertencer a uma "nação indígena" e vetar operações militares e medidas administrativas da União.

Portanto, o PNDH propõe ratificar na Constituição federal que os índios no Brasil pertençam a povos indígenas distintos do povo brasileiro, constituam outras nações com organização política própria e, em suas terras, exerçam os direitos supracitados e a soberania sobre recursos e riquezas existentes, mesmo com prejuízo dos demais brasileiros. Assim, ficariam automaticamente revogadas as ressalvas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal em sua decisão sobre a demarcação da terra indígena Raposa-Serra do Sol, pelas quais o tribunal entendeu preservar nossa soberania e integridade territorial, e estariam concretizados os fundamentos para o reconhecimento internacional de dezenas de potenciais Estados-nação dentro de nossas fronteiras, no futuro. É a atomização do Brasil.

Os defensores da posição adotada pelo governo reportam-se ao artigo 46 da Declaração, onde consta que ela não será usada contra a soberania das nações. Ora, basta ler os direitos nela concedidos, que caracterizam uma renúncia voluntária à soberania por um país, para ver que o artigo é irrelevante. Por outro lado, o artigo 42 reza que "as Nações Unidas, seus órgãos, incluindo o Fórum Permanente para as Questões Indígenas e os organismos especializados (...), assim como os Estados, promoverão o respeito e a plena aplicação das disposições e velarão pela eficácia da presente Declaração". Um dos órgãos das Nações Unidas é o Conselho de Segurança, que determina as intervenções internacionais, nesse caso, ao amparo do artigo 42.

No tocante à ameaça à democracia, o PNDH fez cair a máscara da esquerda radical do governo. Na campanha eleitoral para a Presidência da República em 2002, ficou patente a guinada para o centro do PT e do seu então candidato, consubstanciada na Carta ao Povo Brasileiro. Após três derrotas sucessivas, entenderam que o discurso e a proposta de um regime socialista radical - modelo ultrapassado e desagregador - eram rechaçados pela Nação, amante da liberdade e da paz e avessa ao totalitarismo e à intolerância. Seria uma sincera autocrítica ou uma tática protelatória para acumular forças, esperando o momento propício para desvendar o véu? Era uma dúvida que pairava no ar.

O PT abriga diferentes linhas de pensamento da esquerda, mas sua identidade original é, sem dúvida, a corrente radical. Ela ocupa amplo espaço em instâncias decisórias do governo e vem aparelhando órgãos e ocupando cargos importantes nos Ministérios e secretarias da área social, de relações exteriores, da justiça, de direitos humanos, de comunicação e outras, devendo-se destacar a estratégica Casa Civil.

O lançamento do PNDH desvendou o propósito desse setor do governo de implantar um regime totalitário no Brasil, bem como sua força. O plano materializa a estratégia de tomada do poder pela revogação, de fato, da Constituição federal e procura travestir de legalidade instrumentos ilegítimos de pressão e controle da sociedade, como tem sido mostrado detalhadamente na mídia. As reações das instituições, da imprensa, de setores democráticos do próprio governo e a repercussão na sociedade implicam a tomada de uma decisão pelo presidente da República, havendo apenas três alternativas, salvo melhor juízo.

Anular o decreto do PNDH e reduzir substancialmente o poder da esquerda radical no governo. Justifica-se, pois é imperdoável que ela tenha traído a confiança do presidente, mais uma vez, ao fazê-lo assinar um documento sem alertá-lo sobre seu conteúdo polêmico. Calaria quem considera a postura adotada em 2002, na campanha eleitoral, uma tática dissimuladora e oportunista. Seria a decisão de um estadista, cuja sabedoria apreende as aspirações e os valores fundamentais da Nação que dirige.

Determinar a revisão parcial do PNDH, buscando contemporizar e deixar a solução do conflito para quando a conjuntura indicar que tem poder para neutralizar reações do lado que vier a ser contrariado. Decisão de um chefe político de perfil tradicional, que prioriza, muitas vezes, a manutenção do poder e os interesses político-partidários, mesmo com risco para a coesão, a paz e a harmonia social.

Manter o plano como está ou com modificações que não inviabilizem seu propósito original de preparar o terreno para a tomada do poder. Reforçaria a opinião dos que consideram um engodo a mencionada guinada para o centro e veem o presidente como adepto de um regime totalitário, ainda que sua imposição gere um conflito interno, com sérias consequências para a Nação.

O PNDH é uma bomba-relógio ao estilo dos grupos radicais, de quaisquer matizes, e seu conteúdo tem explosivo para demolir a soberania nacional e a democracia.

Luiz Eduardo Rocha Paiva, general da reserva, é professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Saúde em xeque

O ESTADO DE SÃO PAULO - 19/01/10

Vai para o paredão, hoje, o sistema municipal de saúde. Sai do forno, para a boca do povo, uma indigesta pesquisa do Movimento Nossa São Paulo sobre a vida na cidade.
Tabulada pelo Ibope, ela revela, entre outras, que o tempo médio de espera para consultas e exames na cidade é muitíssimo maior que o exigido por lei.

Agente duplo
Lula bateu o martelo: Orlando Silva acumulará dois cargos até o fim de dezembro.
O de Autoridade Pública Olímpica - cuja estrutura, a pedido do COI, fica pronta em abril - e no ministério.

Viagem ao caos
Decola hoje para Porto Príncipe o Sucatinha, da Presidência. Leva gente da área de comunicação para trabalhar in loco.

Sem porcelana
Nelson Jobim voltou do Haiti em plena forma, explicando que "desaparecido" é eufemismo para falar de quem já está morto.
Foi após a queda do Airbus da Air France que o ministro teve a delicadeza de dizer que naquela área do Atlântico havia muitos tubarões.

Todos por um
Michel Temer lançou campanha "Adote o Haiti".
E, assim que acabar o recesso parlamentar, comissão da Câmara parte para lá, a fim de avaliar in loco os estragos do terremoto.

Sacudir a poeira
Mais uma notícia ruim para o combalido turismo de Angra dos Reis: quase metade dos 39 blocos carnavalescos não vai desfilar.
Marcus Barbosa, da TurisAngra, tenta convencer a turma a voltar atrás.

A olhos vistos
Ao pedir, em novembro, visto para os EUA, conhecido cidadão só conseguiu marcar entrevista para 7 de janeiro. Saiu do consulado com a promessa de passaporte na mão dia 15.
Na véspera, ao ligar para confirmar o prazo, foi avisado: a emissão de vistos estava suspensa. Perdeu a viagem e está sem passaporte.

Eu voltei
O bom filho à casa torna.
Gilberto Gil conseguiu aprovação no Ministério da Cultura para recorrer à Lei Rouanet no projeto de digitalização e preservação do seu acervo pessoal e criação de "site biográfico". Orçamento de R$ 491 mil.

Quase, quase
Bunge e Vale vararam o fim de semana negociando a compra da empresa de fertilizantes do Grupo.

Amor sem limite
Roberto Carlos incluiu em suas orações diárias a amiga Hebe Camargo.

Pavão misterioso
Quem pagou o advogado de Roger Abdelmassih foi um paulista, dono de faculdades. Algo como R$ 5 milhões.

Fez água, o segredo
Depois do insucesso na tentativa de obter informações, a Defensoria Pública apelou para um mandado de segurança contra a Sabesp.
Conseguiu: a Justiça deu prazo de três dias para que a estatal forneça os dados pedidos a respeito do transbordamento do esgoto nas enchentes no Jardim Pantanal.

Direto Da SPFW

Notado no back-stage da Colcci: Cauã Reymond, atração do desfile, está mais magro. Motivo? Seu personagem na próxima novela das oito, Passione - um ciclista profissional, Danilo. O laboratório do ator inclui uma tigela de açaí por dia e treinos no velódromo do Rio. Ele confessou à coluna: já caiu da magrela nove vezes.

Cauã, aliás, expôs à plateia seu momento tímido. Na passarela, que outrora foi sua casa, ficou sem graça com o entusiasmo que despertou.

As folhas secas espalhadas na passarela no desfile da Colcci não bastaram para criar clima de inverno. E, com o ar-condicionado no máximo, o público preferiu ficar em pé, para fugir da ventania.

Izabel Goulart, outra top da Colcci, confirma: recebeu convite para participar de uma novela, ainda este ano. De quebra, decidiu entrar na área social e abrir uma fundação para diabéticos. Tudo fruto da experiência que vive em casa com seu irmão, que sofre do problema. A top já é madrinha da ONG internacional Diabetes Research Institute.
Isabel Hickmann perdeu o sapato na passarela, mas não a pose. Saiu do desfile da Rosa Chá com ele na mão.

Foram bons momentos, nas passarelas da Osklen, da Rosa Chá e da Cavalera, entre outros - mas a organização do evento não contava com o temporal que atingiu o Parque do Ibirapuera. Uma grande poça d" água se formou na porta da Bienal, atravancando a saída dos convidados e modelos - mas não atrapalhou Gilberto Kassab, que já tinha embora.

A luz se apaga e toda pompa do evento se desfaz. Câmeras e fotógrafos, na área reservada, abusam das piadas e sons de animais.

E hoje, o clima de Fashion Week se estende ao MAM. Onde Jorge Grimberg, do portal Stylesight, faz a palestra Macro Tendências para a Primavera-Verão 2011.

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

JOSÉ PASTORE

O desemprego dos ricos

O ESTADO DE SÃO PAULO - 19/01/10


Quando olhamos para as taxas nacionais de desemprego, nós, pesquisadores, fotografamos a floresta, e não as árvores. Os jornalistas, ao contrário, começam sempre por descrever as dificuldades de personagens reais para, depois, apresentar uma visão global. As duas visões se completam. Mas, sem dúvida, a descrição das árvores reflete melhor os dramas humanos decorrentes da falta de emprego.

Tenho lido vários relatos de jornalistas sobre o assunto. Os danos do desemprego são sempre mais graves entre os mais pobres. Mas é desoladora a descrição do sofrimento dos desempregados nos países ricos.

Nos Estados Unidos, o número dos que perderam o emprego, o cartão de crédito e a própria casa é colossal. As consequências dessa combinação de infortúnios têm sido devastadoras. Em Nova York, os desempregados que não têm onde dormir estão passando as noites frias nos vagões dos metrôs e dos trens, em repetidas viagens de ida e volta. É o chamado "hotel ambulante". Outros disputam as cadeiras das salas de espera dos serviços de emergência dos hospitais, onde ficam aquecidos até o amanhecer. Durante o dia, recorrem às igrejas e às ONGs para se alimentar.

Para conseguir o apoio do seguro-desemprego ou do programa de auxílio-alimentação - food stamps -, é preciso preencher várias condições, o que é raro entre os que trabalham por dia (diaristas), principalmente os imigrantes com status ilegal. Estes perderam a condição de viver nos Estados Unidos e não têm recursos para voltar ao seu país - uma situação desesperadora que envolve adultos, idosos e crianças.

No Japão, a falta de onde morar entre os desempregados levou as autoridades a criar cubículos pouco maiores do que um caixão de defunto para acomodar os destituídos. É o que chamam de "hotéis-cápsula". São caixas de plástico de 2 metros de cumprimento, 1,5 metro de largura e 1 metro de altura, empilhadas na forma de beliches, nas quais as pessoas entram agachadas para descansar e, talvez, dormir.

Além de um pequeno colchão e um cobertor fino, os hotéis-cápsula oferecem uma lâmpada de leitura e uma minitelevisão com fones de ouvido para o som não perturbar o vizinho.

Só em Tóquio já são mais de 16 mil "aposentos" - há muito mais no interior. O seu uso não é gratuito. Alguns desses hotéis alugam as caixas por dia, mas a maioria exige o pagamento de um mês. Por isso, só os "desempregados da elite" e que contam com o apoio do seguro-desemprego ou de algum programa assistencial é que podem arcar com essas despesas. É inacreditável que isso aconteça na segunda maior economia do mundo!

O desemprego causa danos materiais, mentais e morais. Pesquisas recentes indicam que se elevou muito o número de pessoas atingidas por depressão e ansiedade em decorrência da prolongada desocupação nos países ricos ("Poll reveals trauma of joblessness in US", The New York Times, 14/12/2009).

À luz dos dados disponíveis, esses danos vão perdurar por um bom tempo. Os frágeis sinais de recuperação da economia dos países ricos não se traduziram até agora na criação de empregos.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego continua em torno de 10%, sem contar os milhões de americanos que, desalentados, pararam de procurar emprego. São cerca de 16 milhões de pessoas - o dobro do que ocorreu em 2007. Os que permaneceram empregados tiveram seus salários reais diminuídos.

No Japão, a taxa de desemprego ultrapassou os 6%, atingindo cerca de 5,5 milhões de pessoas, o que é assustador num país que sempre viveu em condições de pleno emprego e muita estabilidade.

Robert Reich, ex-ministro do Trabalho no governo Clinton e especialista em economia do trabalho, afirma que a taxa de desemprego nos Estados Unidos vai permanecer elevada por muitos anos. Alguns postos de trabalho não voltarão mais, porque migraram em definitivo para o exterior. Outros foram substituídos pelas máquinas. O Bureau of Labor Statistics do Ministério do Trabalho estima que a situação voltará a um frágil equilíbrio só em 2018.

No Brasil, as perspectivas de curto prazo são boas, embora, reconheçamos, muitos dos nossos desempregados já dormem debaixo de pontes. Mas precisamos de elevado bom senso para que o quadro atual não piore. Afinal, há dois anos ninguém poderia imaginar o que está acontecendo nos países ricos.

*José Pastore é professor de relações do trabalho da FEA-USP Site: www.josepastore.com.br

ANCELMO GÓIS

PIB NEGATIVO EM 2009

O GLOBO - 19/01/10


O ministro Guido Mantega voltou de férias a Brasília. Saiu da reunião com sua equipe com a impressão de que o PIB do ano passado deve ser ligeiramente negativo.
LÁ COMO CÁ
Luciano Huck e Angélica curtem férias em Punta Mita, paraíso praiano no México. Estão hospedados no resort Four Seasons, luxo só, eleito pela revista americana “Robb Report” como um dos melhores do mundo. Pois bem. Sexta, gatunos invadiram o quarto deles e furtaram dinheiro, joias e outros objetos.
ALIÁS...
É como lembrou o próprio apresentador boa-praça:
– Deve ser terrível viver num lugar assim...
BIG POLÊMICA
A Federação Israelita do Rio contratou o advogado Ricardo Brajterman para tentar impedir Marcelo Dourado, participante do “Big Brother”, de exibir no programa umas suásticas num samurai tatuado em seu braço. Por lei, é proibido exibir símbolos nazistas.
MÃOS À OBRA
Ontem, Lula, viva!, reuniu uma parte da equipe para acelerar as obras nos aeroportos, de olho na Copa de 2014.
MUSEU DO AMANHÃ
Veja que legal. O badalado arquiteto espanhol Santiago Calatrava vai participar do projeto do Museu do Amanhã, que será construído no Cais do Porto, no Rio.
MEDO NO AR
A partir de 1º de março, os passageiros terão de apresentar um documento de identificação também na porta do avião na hora de embarcar. A resolução da Anac, que segue padrões internacionais, é por questão de segurança.
DOENÇA DO BOLSO
Pelo menos por alguns remédios, brasileiros e americanos pagam a mesma coisa. Reportagem da “Economist” desta semana revela que o antibiótico de amplo espectro, à base de ciprofloxacina, custa os mesmos US$ 100 lá e aqui. Só que, na Suíça, sai por US$ 35; e na Índia, acredite, por apenas US$ 2,50.
SAI AMANHÃ
Vai custar R$ 0,50 o jornal popular “Mais”, que o empresário Walter de Mattos Jr., do “Lance”, lança amanhã na Região Metropolitana de São Paulo.
INSTITUTO ZILDA ARNS
Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral vai batizar um hospital com o nome da grande brasileira Zilda Arns. O Instituto Estadual de Cirurgia de Alta Complexidade Zilda Arns ocupará o atual Hospital Santa Mônica, em Niterói.
Unila
Lula sancionou a lei que cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). As aulas serão em português e espanhol. O projeto do campus, em Foz do Iguaçu, é de Oscar Niemeyer.
No mais
A União Europeia, viva!, aprovou ajuda total ao Haiti de 430 milhões. É muito dinheiro. Somadas as ofertas de recursos dos outros países, e mesmo de pessoas simples, pode-se atingir uma soma capaz de devolver o país com o mínimo de dignidade àquela gente sofrida. É só querer. Mas é preciso ficar alerta para que nenhum centavo seja desviado de sua finalidade. É preciso evitar desvios e roubos. O povo sofrido de lá não merece.

DORA KRAMER

Pernas curtas

O ESTADO DE SÃO PAULO - 19/01/10


A Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu que a Fundação Sarney desviou verbas da Pe trobras. Atestou, assim, a desonestidade da base governista e a inépcia do Congresso, que no ano passado arquivou sem investigar de núncia contra as atividades da fundação e impediu que a CPI da Petrobras apurasse, entre outros fatos, o desvio de recursos da em presa destinados a projetos semelhantes ao contratado, mas nunca executado, à entidade criada pelo presidente do Senado, José Sarney.

Foi detectada uma série de fraudes, entre as quais o uso de notas fiscais frias, empresas fantasmas, contratações irregulares e falta de comprovação da prestação de serviços declarados.

Não só havia razão para o exame da questão no Conselho de Ética, como existiam motivos para que a CPI da Petrobras tivesse tomado um rumo diferente da operação abafa produzida pelo Palácio do Planalto e obedientemente executada pela tropa governista no Legislativo.

A CGU é uma instância ligada à Presidência da República e, portanto, insuspeita no tocante a seus propósitos. No ano passado o Conselho de Ética recusou-se a tratar do assunto argumentando que uma reportagem de jornal – no caso, O Estado de S. Paulo – não poderia servir como “prova”.

A CPI foi esvaziada sob a justificativa de que à oposição interessava desmoralizar com falácias a maior empresa brasileira. Como se vê agora pelo relatório produzido na controladoria, falaciosas eram as alegações de que nada havia a ser investigado pelo Congresso. Havia, e talvez muito mais.

Não vale a desculpa de que a atuação da CGU “comprova” como é desnecessário o Parlamento se debruçar sobre esse tipo de atividade porque são outras as instâncias preparadas para tal.

A única coisa que restou comprovado nesse episódio é que o Congresso abre mão de uma de suas funções constitucionais, a de fiscalizar o Executivo, pois prefere o papel de prestador de serviços ao Palácio do Planalto.

E cumpre também com maestria a função de submeter-se da maneira mais insidiosa aos clamores do compadrio. O presidente do Senado, como era esperado, disse que não tem nada com isso, não exerce atividade administrativa na fundação que leva o seu nome e, pelo visto, não se importa em zelar pela lisura de seu nome.

O Ministério da Cultura, que repassou os recursos por meio da Lei Rouanet, certamente voltará a dizer que o uso do dinheiro não é assunto de sua alçada, bem como não será uma surpresa se a Petrobras tampouco se responsabilizar pelo destino dos recursos.

Cada um diz o que lhe é mais conveniente e o episódio logo cairá no vazio. O que não aconteceria se o Congresso cumprisse sua atribuição de dar visibilidade a ocorrências cujos trâmites em outras instâncias caem na mecânica da burocracia e passam ao largo do acompanhamento da opinião pública.

Dois casos, este da CGU e a determinação da Justiça para que o presidente da Câmara Distrital de Brasília se afaste do cargo fazem do Legislativo uma triste figura a reboque de decisões e atitudes externas.

Em ambos os parlamentares perderam a chance de tomar a iniciativa de fazer o que deveriam e acabaram expostos aos efeitos da própria ausência de senso do poder a eles conferido.

Intenção e gesto

Não é obra do acaso, muito menos exigência do serviço, o fato de o ministro da Justiça, Tarso Genro, ser ao mesmo tempo candidato declarado em meados do ano passado a governador do Rio Gran de do Sul e campeão de viagens com jatinhos da FAB em 2009. Ao todo 85 – cerca de sete por mês –, a maioria para o estado.

Onde ao que se saiba não se concentram os maiores problemas de segurança pública do país, a questão mais premente relativa à pasta comandada por sua excelência o candidato.

O uso abusivo de aviões da FAB não é novo em Brasília. Nova é a tolerância a respeito.

Primeira baixa

Não é bem uma “decisão” a desistência do vice de José Roberto Arruda, Paulo Octávio, de disputar eleição em 2010.

É a impossibilidade de passar ileso por uma campanha eleitoral. O anúncio de que deixará a política é, portanto, uma imposição das circunstâncias.

O principal executivo do vice-governador, Marcelo de Carvalho, aparece naqueles fatídicos vídeos recebendo dinheiro de Durval Barbosa e as investigações da Polí cia Federal já envolvem os negócios particulares de Paulo Octávio, principal empresário do setor imobiliário de Brasília.

Os demais personagens do escândalo, o governador Arruda e um grupo de deputados distritais, continuam confiando na Justiça. No que ela tem de moroso e no que tem de indecoroso nas investigações de faz de conta montadas pela Câmara Distrital.

Da pedra

Não tivesse a palavra do presidente Lula perdido seu valor de face ao lon go desses anos de profícua produção de tolices, seria digna de nota de protesto a opinião dele em favor da submissão das mulheres por amor, nunca “por um prato de comida”.

Note-se, apenas, o caráter troglodita da assertiva.

CLÁUDIO HUMBERTO

“É o caminho que se apresenta mais natural para mim”
GOVERNADOR TUCANO AÉCIO NEVES (MG), SOBRE A DISPUTA AO SENADO NAS ELEIÇÕES DESTE ANO

CRISE: DILMA PODE TROCAR SANTANA POR DUDA
O marqueteiro João Santana, responsável pela campanha de reeleição do presidente Lula, está a um passo de abandonar o trabalho que vem prestando ao PT. Seu relacionamento com a presidenciável Dilma Rousseff, que já não era bom, piorou muito depois que ela se reuniu com o marqueteiro Duda Mendonça, comandante da campanha de Lula em 2002. Duda foi levado a Dilma pelo ex-ministro José Dirceu.
OPÇÃO PREFERENCIAL
Interlocutores da ministra Dilma Rousseff afirmam que ela prefere confiar a Duda Mendonça sua campanha para presidente.
ASSÉDIO ELEITORAL
João Santana tem sido assediado por diversos candidatos a governador e até para atuar na próxima campanha presidencial da Argentina.
NADA DE LÓGICO
A Casa Civil da Presidência torrou R$ 416 mil para a instalação da “infraestrutura da rede lógica” do órgão.
NO PASSADO
O juiz do TJ-DF que afastou o deputado das meias, Leonardo Prudente, da Câmara do DF, era secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça.
PSDB JÁ ACHA QUE DILMA VAI LIDERAR EM MARÇO
Pesquisas do próprio PSDB já apontam a liderança de Dilma Rousseff no Norte e no Nordeste. Nessas regiões, onde o presidente Lula bate recordes de aprovação, com índices que ultrapassam os 85%, ela passou o governador tucano de São Paulo, José Serra, e abriu vantagem. Assessores tucanos prevêem que a candidata, já em março, poderá assumir a liderança nas pesquisas em todo o País.
REELEIÇÃO
O crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas reforça a tendência de José Serra desistir da disputa presidencial para tentar a reeleição.
TAREFA FÁCIL
Com índices de aprovação superiores a 70%, José Serra não teria dificuldades para se reeleger, acreditam seus assessores.
AÇÚCAR CARO
A maior refinaria de açúcar da Índia, a Shree Renuka Sugars, negocia a compra do grupo brasileiro Equipav, por quase R$ 400 milhões.
SIM, SENHOR
Após chefiar durante anos o contingente militar da ONU no Haiti, o Brasil simplesmente cedeu espaço à ocupação americana, que chegou botando banca e fechando o aeroporto até... para aviões brasileiros.
FORÇA AUXILIAR
O comandante do Exército, Enzo Peri, admite dobrar o número de soldados no Haiti, passando a pouco mais de 2 mil. Só o primeiro porta-aviões dos EUA chegou em Porto Príncipe com 5 mil homens.
CAVALGADURAS SEMÂNTICAS...
Nelson Jobim tem a delicadeza de um elefante e a graça de um tanque de guerra. Em 2009, ignorando o estado de choque pela queda do voo da Air France no Atlântico, o ministro da Defesa trovejou: “O que estamos fazendo aqui é a busca de sobreviventes, ou melhor, de restos...”
...FAZEM O ESTILO JOBIM
Na sexta-feira (15), ao retornar de Porto Príncipe, o ministro Nelson Jobim foi sutil como uma broca de dentista: “Falar em sobreviventes, no Haiti, é eufemismo”, ignorando a superação de quem suporta a dor, os escombros, a fome, o desastre e teima em ficar vivo.
OMISSÃO
Pega muito mal a omissão da Polícia Militar do DF e do Exército, que ignoram o desaparecimento no Haiti do tenente PM Cleiton Batista Neiva, integrante da Minustah. É como se ele não existisse.
DESEMBARCANDO
Nem o abandono da política anunciado pelo vice-governador do DF, Paulo Octavio, estimulou o ex-governador Joaquim Roriz, líder nas pesquisas. Ele sinalizou a amigos que não quer mais ser candidato.
QUASE LÁ
A oposição nunca esteve tão próxima de voltar ao governo no DF. Com José Roberto Arruda e Paulo Octávio fora da disputa e Joaquim Roriz ameaçando cair fora, o petista Agnelo Queiroz está com a mão na taça.
EFEITO ESTUFA
Pesquisa da Universidade de Brasília constatou que no município de Feliz Natal (MT) o desmatamento responde por quase 100% das emissões que provocam o efeito estufa.
PENSANDO BEM...
daqui a pouco não vão sobrar candidatos ao governo do Distrito Federal.

PODER SEM PUDOR
ACERTO DE CONTAS
Sem dinheiro para a campanha à reeleição, em 1954, o deputado Paulo Pinheiro Chagas (PSD-MG) acertou uma espécie de “cheque especial” com um primo, gerente de banco em Belo Horizonte. Precisou, passava cheque. Ao final da campanha, gastou mais do que o gerente esperava. Mas foi salvo por um bilhete premiado de loteria, que lhe daria uma quantia maior que a dívida. Jogou o papelzinho sobre o birô do primo, num gesto teatral:
– Carrasco dos endividados, receba, pague e credite!

UM PUTEIRO CHAMADO BRASIL

TERÇA NOS JORNAIS

- Globo: Ajuda é insuficiente e ONU pede mais tropas no Haiti


- Folha: ONU pede mais tropas no Haiti


- Estadão: Desorganização impede que socorro chegue a haitianos


- Correio: Crianças do Haiti entre o horror e o abandono


- Valor: Cenário de déficit externo já altera tendência do câmbio


- Jornal do Commercio: Mensalidade escolar sobe mais que inflação

segunda-feira, janeiro 18, 2010

MÔNICA BERGAMO

Elas cantam Zilda

FOLHA DE SÃO PAULO - 18/01/10


Para homenagear Zilda Arns e a cidade de São Paulo, na véspera do aniversário da capital, a SP Turis reservou a Sala São Paulo para um show especial neste domingo, dia 24. O evento, feito em parceria com a TV Globo e a Secretaria de Estado da Cultura, pretende reunir apenas cantoras, como Maria Gadú, Elba Ramalho, Wanderléa, Luiza Possi, Fafá de Belém e Joanna, que já toparam participar. Ana Carolina, Sandy e Zizi Possi também estão na lista de convidadas. A organização agora corre contra o tempo para viabilizar o espetáculo em menos de uma semana.

PECHINCHA O Ministério da Saúde entrou com pedido na Câmara de Comércio Exterior para ter isenção do Imposto de Importação para 33 milhões de doses de vacina contra a gripe A (H1N1) que estão sendo compradas pelo governo brasileiro. O órgão também aguarda publicação de uma portaria livrando de tributos a compra de fosfato de oseltamivir, substância que é o princípio ativo do antigripal Tamiflu. Espera economizar R$ 9 milhões se as duas operações derem certo.

PADRINHO O vice-presidente José Alencar aceitou o convite para ser padrinho do hospital escola que a Fundação Educacional de Caratinga construirá em breve. Com apoio de lojas maçônicas, o foco do projeto, além do atendimento à comunidade, é se tornar referência no tratamento do câncer. Aos 16 anos, Alencar montou um negócio em Caratinga (MG) que se tornou o ponto de partida para construir a Coteminas, hoje a maior companhia têxtil do país.

"Também vamos convidar Ziraldo, Ruy Castro e outros nomes ilustres que têm relação com a cidade", diz Eduardo Rezende, presidente da Ação Maçônica Internacional.

JAZZ 2010 Ivan Lins será o primeiro convidado da nova série América Jazz Band, em que a big band de mesmo nome fará apresentações mensais, no Memorial da América Latina, acompanhada por artistas de renome. A série estreia em março e tem como prováveis convidados Guinga, Leo Jaime, Cesar Camargo Mariano e cantoras da época do rádio.

ESTAMPARIA MUSICAL A cantora Luiza Lovefoxxx, do Cansei de Ser Sexy, criou algumas das estampas da coleção de inverno da Triton, que será exibida amanhã na São Paulo Fashion Week. Ela também assina a trilha sonora.

MAIS UMA CAPA A editora da "Visionaire", Cecilia Dean, quer que a edição de 20 anos da revista tenha o Brasil como tema. Ela vem ao país para cobrir a semana de moda paulista e viabilizar a realização do especial.

OLHA O PASSARINHO O fotógrafo americano Terry Richardson vai assinar a campanha de inverno da grife brasileira Sergio K -já havia clicado a de verão, com o modelo Marlon Teixeira. Desta vez, o astro do catálogo será o ator Jonatas Faro, ex-"Chiquititas" e "Malhação", com o teatro Richard Rodger e a Times Square, em Nova York, como cenário e direção de arte de Marcelo Sebá.

DANDO UMA FORÇA A atriz Lilia Cabral é a nova estrela da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda. A atriz foi fotografada com a camiseta criada pela grife Maria Bonita para o projeto. A renda obtida com a venda das peças, que chegarão até o final deste mês às lojas, será destinada ao Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

CURTO-CIRCUITO O GRUPO Pequeno Cidadão, dos músicos Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto, faz show gratuito na sexta-feira, às 10h, na marquise do parque Ibirapuera. Classificação etária: livre. O LIVRO "Santo Antonio das Artes -Zezinhos", dos autores Saulo Garroux e Levi Mendes Jr., tem lançamento hoje, às 19h, na Fnac da avenida Paulista. O DESIGNER de sapatos Alexandre Birman, da Schutz, promove jantar para Frederic Dechnik, sócio da multimarcas The Webster, de Miami, hoje à noite, no restaurante Fasano. O PORTAL americano Stylesight e a revista "Elle" realizam palestra para convidados sobre as tendências do verão 2011, na quarta-feira, às 10h, no MAM.