
segunda-feira, novembro 03, 2008
SEGUNDA NOS JORNAIS
- Folha: Governo conclui estudo para adiar tributo de empresa
- Estadão: Crédito escasso ameaça 324 grandes obras no País
- JB: Crise dificulta crédito para as empresas
- Correio: Repetência custa R$ 10 bi ao Brasil
- Valor: Empréstimo a empresas encolhe e juros disparam
- Gazeta Mercantil: Petrolífera descumpre regra de nacionalização
domingo, novembro 02, 2008
CELSO MING
JOGO COMPLICADO
Lula, o até aqui venturoso, chega às vésperas dos dois últimos anos de seu mandato com enorme sensação de perda. E isso terá conseqüências nas escolhas da política econômica e na condução do governo. É só conferir:
(2) A crise mundial puxou-lhe dois tapetes voadores na passarela eleitoral: as maravilhas do pré-sal e a consagração do PAC, com mãe e tudo. Para os dois projetos, ficou tudo mais difícil. No mínimo, faltará dinheiro e muita coisa terá de ficar para quando der.
(3) Em vez do deslizar de uma economia eleitoralmente vitoriosa, Lula terá agora de pilotar seu navio num mar de incertezas, perspectiva de recessão global, quebra de salários e adiamento de investimentos.
(4) Se tivesse de trocar o ministro da Fazenda, não teria à sua disposição nenhum nome com credibilidade suficiente para a tarefa, nem no PT nem nos partidos que formam a base do seu governo.
(5) Lula não guarda no bolso do colete o sucessor cujo nome possa ser facilmente vendido ao PT e aos partidos de sua base governista. Do ponto de vista eleitoral, o fiel da balança é o saco de gatos que leva a sigla PMDB. E o PMDB sorrirá apenas para quem tiver condições de se tornar governo.
Se as peças mais importantes são essas e se as posições do tabuleiro são essas, o presidente Lula terá escolhas de alto custo pela frente.
Se não abrir mão de seu projeto político-eleitoral de curto prazo, terá de atrair o PMDB para seu jogo. Isso exigirá certa criatividade (digamos assim) no manejo das verbas públicas. No mínimo, terão de ser elásticas e disponíveis para pronta entrega.
A nova argumentação nos arraiais da Fazenda e do Planejamento é a de que a hora é de colocar em movimento políticas contracíclicas e de só voltar a formar superávit primário (parcela da arrecadação para pagamento da dívida) quando o jogo virar. É um discurso que não parece ter nenhuma motivação técnica nem tampouco ideológica. Trata-se de gastar para financiar o projeto eleitoral de 2010, seja lá qual for.
A principal contra-indicação de uma estratégia dessas é seu custo em inflação. E Lula já entendeu o que isso significa do ponto de vista eleitoral. Convenhamos que há limites políticos se a idéia implica inflacionar a economia.
O presidente poderia optar por uma temporada de pausa na vida pública, de maneira a juntar forças para sua volta triunfal em 2014. Mas essa seria uma estratégia personalista de algum risco. Se a atual oposição levar o governo, o PT terá de desocupar cerca de 20 mil postos, aparelhados apenas na administração federal. Pode-se imaginar o impacto que um vazio de tais proporções produziria sobre as finanças do partido. E, na medida em que a máquina estivesse com a atual oposição, o projeto de 2014 também ficaria mais difícil.
Senhoras e senhores, façam suas apostas.
JOÃO UBALDO RIBEIRO
A ilha na vanguarda
Neste belo domingo de sol, etc. etc., ia começando outra vez, mas me bateu algo que tenho de dizer antes, praticamente por uma questão de educação. Muita gente, notadamente alguns estrangeiros que vivem no Brasil e lêem português bem, ficou baratinada com os dois primeiros parágrafos da coluna passada. Desculpem, por favor, sobretudo os que tomaram tranqüilizantes achando que a imprensa brasileira estava sendo inopinadamente ocupada por loucos e os que se encontram com a musculatura dolorida por levarem aquilo excessivamente a sério e terem levantado dicionários em demasia, mesmo em dia de exercício. O marido holandês de uma amiga nossa teve um princípio de crise nervosa e minha irmã me telefonou da Bahia querendo o número de meu psiquiatra e perguntando se eu já considerara a hipótese de ter recebido um caboclo ou coisa assim - o que, aliás, me levou a indagar se ela estava me estranhando, pois que eu não recebo nem nunca recebi nada, nem no concreto nem no figurado, é bom deixar isto bem claro. Desculpem, não torno a outra, embora, baiano sendo, não possa garantir, já que a baianada vive tomando intimidades descabidas com a língua.
Mas, ia dizendo eu, neste belo domingo de sol, com tudo a que tenho direito e se o Senhor foi servido, estou em Itaparica, na companhia de meus amigos Beto Atlântico, rico milionário e renomado esportista oceânico, Toinho Sabacu, filósofo estóico com acentuadas influências de Sêneca e, last but never least, Zecamunista, que adiou um comício que vai fazer em Itabuna sobre a transformação dos castelos (baiano chama bordel de castelo, lá todo mundo é nobre) em cooperativas das profissionais que neles militam, com socialização dos lucros e previdência privada, entre outras dezenas de reivindicações. Antes do fim do ano, ele já deverá inaugurar a sede provisória da Fundação para a Defesa da Mulher-Dama Desamparada, a Fudemedê, e a iniciativa já encontra apoio em todo o País e de todos os setores. Acho até que uma das intenções dele é me convidar para discursar na cerimônia, o que não deixa de me atrair um pouco, pois penso na possibilidade de encher a boca e dizer que sou o primeiro escritor na história deste país a subir no palanque para defender a sofrida categoria das mulheres-damas e raparigas e o maior escritor da História a fazer a mesma coisa, incluindo o grande romancista grego Almero, que botou na princesa Suelena a culpa pela guerra de Trolha.
Não creio que, mesmo com a presença do militante, orador e polemista Zecamunista, a política ocupe parte muito significativa das tertúlias. Vicente levou novamente a prefeitura e deve ter feito maioria na Câmara, ele é danado. E é manda-chuva local há muito tempo. Quando eu morava lá, lhe fazia um pouco de oposição, mas na base da lealdade, sem falarmos mal um do outro em público (dentro da casa dele e da minha é outra coisa e eu acho que tanto ele quanto eu, desde essa época, andamos com as orelhas meio empretecidas, como se tivessem sido queimadas) e, pelo contrário, nos dando muito cordialmente, até porque ele é afilhado de meu avô e as famílias sempre tiveram aproximação. E, de certa forma, trata-se de uma vitória da terceira idade, porque ele deve estar com mais de oitentinha. O itaparicano é antes de tudo um forte e, se dr. Jorge, o diretor do hospital, suprir nossas mínimas necessidades, já tenho organizado o time da ilha contra quem aparecer, embora haja certas restrições aos planos já revelados por Zecamunista ao telefone, que consiste na construção do Memorial do Comunista Desconhecido. Para o início do financiamento o plano dele é desafiar o time do Chico Buarque para um jogo beneficente, mas impõe condições. O juiz e os bandeirinhas serão nossos e Chico terá obrigação de cantar músicas subversivas nos festejos que comporão o certame. Vicente, claro, será o goleiro e capitão do time. Nós nunca entendemos o que é volante, ala, cabeça de área e essas coisas, de maneira que vamos revolucionar com uma formação WM, assim constituída: Vicente Prefeito, Martinho Limpeza Pública (casado e com filhos, antes que d. Marta implique com o quase xará) e Esmeraldo da Pensão; Zé Pretinho, Güeba e Xepa; Delegado (este que vos fala), Beto Atrântio (nome popular de Beto Atlântico, porque lá nós somos contra proparoxítonas e não assinamos o Acordo Ortográfico, itapariquiquês é outro idioma), Toinho Sabacu (Sabacu é uma ave, minha senhora, uma parenta da cegonha, de moral ilibada), Rapa-Ficha (nome de guerra de Zecamunista no carteado) e Espanha do Bar. Não chamamos a seleção de Dunga porque é um confronto desigual para ela e ia atrair muito menos gente que o time do Chico.
Em relação à situação nacional, o panorama da ilha, pelos contatos que fiz antes da viagem, não deixa perceber grande entusiasmo, ou mesmo interesse. Zecamunista me disse pelo Skype que está fazendo um apanhado dos acontecimentos, para retirar lições preciosas. Numa antecipação que, em mais um esforço de reportagem, esta coluna lhes faz com exclusividade, ele estabeleceu algumas premissas para o que ele chama "A primeira lei lulática". Essa lei estabelecerá que a popularidade de Lula é basicamente intransferível, assim como, ou principalmente, os votos.
- A primeira premissa me parece cada vez mais clara - disse Zecamunista. - A popularidade de Lula é baseada no trinômio Asneirol, Mentirol e Calabocol. É o que o povo gosta, porque dá risada com os números dele, curte com a cara de quem ele está enrolando e recebe todo tipo de esmola de nome chique. Não tem mais pra ninguém, é a mesma coisa que, no tempo dele, você querer substituir Oscarito, com todo o respeito. A Oscarito, é claro.
LICITAÇÃO BRASILEIRA NO PAC
- Faço por US$ 3 milhões
- disse o alemão:
- Um pela mão-de-obra;
- Um pelo material;
- E um para meu lucro.
- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
- Dois pela mão-de-obra;
- Dois pelo material;
- E dois para mim. Mas o serviço é de primeira!
- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
- Três para mim;
- Três para você;
- E três para o alemão fazer a obra.
- Negócio fechado! - respondeu o prefeito.
Enviada por APOLO
DOMINGO NOS JORNAIS
- Estadão: Indústria reclama do crédito e vai reduzir investimentos
- Correio: Impunidade diplomática nas ruas de Brasília
- Valor: Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%
- Gazeta Mercantil: Bancos médios cortam pessoal e empréstimos
sábado, novembro 01, 2008
CRISE? TOME UMA CAIPIRINHA!!! O GOVÊRNO ENSINA COMO FAZER
Às vésperas do fim de semana, o Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha, bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar, e que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial. Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da Instrução Normativa (IN) 55, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.
Para o ministério, só será definida como caipirinha "a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo". Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes. "O açúcar aqui permitido é a sacarose - açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais", ensina o governo.
O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a IN. Mas não vale qualquer limão: "com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas". Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. "Ingrediente opcional - água". Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.
Para quem não gosta de caipirinha, o ministério oferece dicas sobre outros tipos de bebidas alcoólicas, inclusive para aqueles que não sentiram os efeitos da crise financeira. "Poderá ser denominado de licor de ouro o licor que contiver lâminas de ouro puro". A IN também traz informações sobre a produção de bebida alcoólica mista aromatizada gaseificada, que também é conhecida como "cocktail".
EFEITO LULA?
Publicada em 01/11/2008 às 11h51mO GloboReuters
RIO e UTICA, Estados Unidos
- As divergências entre as pesquisas de intenção de voto voltaram a esquentar a corrida à Casa Branca, com a informação do Instituto Zogby de que na sondagem realizada em apenas um dia o candidato democrata, Barack Obama , ficou 1 ponto atrás do republicano, John McCain , embora apareça 5 pontos à frente na pesquisa divulgada diariamente, que reflete a média dos três dias anteriores. Este último resultado coloca os dois novamente em empate técnico, já que a margem de erro é de 2,9 pontos. Em seu site , o analista John Zogby, fundador do instituto de pesquisa, chega a questionar se McCain não estaria num movimento de virada a três dias da eleição, embora outras pesquisas dêem larga vantagem a Obama.
"A média de três dias continua estável, mas McCain superou Obama na pesquisa de hoje, 48% a 47%. Ele está começando a diminuir a vantagem de Obama entre os independentes, está agora liderando entre os trabalhadores de classe baixa, fortaleceu sua liderança entre investidores e entre os homens e está destruindo Obama entre eleitores 'Nascar' (conservadores)", escreveu Zogby em texto publicado neste sábado, atribuindo parte do efeito a "Joe, o encanador", eleitor que interpelou Obama num comício sobre sua política fiscal e passou a ser citado por McCain para criticar os programas econômicos do adversário. LEIA MAIS AQUI
*Lula ontem declarou apoio a Obama
SÁBADO NOS JORNAIS
- Folha: Crise faz Vale diminuir produção
- Estadão: Crise faz Vale cortar produção de minério
- JB: Crise força Vale a reduzir produção
- Correio: Planalto corrige Mantega sobre salário de servidores
- Valor: Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%
- Gazeta Mercantil: Bancos médios cortam pessoal e empréstimos
- Estado de Minas: Revendas fecham a torneira do crédito
sexta-feira, outubro 31, 2008
MÁFIA DA GASOLINA 1
Voces hão de perguntar, Cadê a Imprensa? Essa não dá um pio, pois está comprometida até as bobinas do papel. Como? Elementar meu caro, Xico.
Os postos, hoje, são um dos principais pontos de vendas de jornal, além da venda direta ao consumidor, eles compram grandes quantidades de exemplares para distribuírem com os clientes que abastecem no posto.
AMANHÃ, SE EU TIVER SACO PARA ESCREVER:
-Agiotas lavam dinheiro no posto
-Não se fala por telefone
FIM DE SEMANA EM NATAL
Música e festas |
HOJE NOS JORNAIS
- Folha: BC pune banco que segurar crédito
- Estadão: Governo admite economizar menos para aliviar crise
- JB: BC aperta bancos em dia de trégua
- Correio: Três homens e um destino
- Valor: Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%
- Gazeta Mercantil: Bancos médios cortam pessoal e empréstimos
- Estado de Minas: Consumidor de BH vai às compras mesmo na crise
quinta-feira, outubro 30, 2008
CERVEJA
Editado por Adriana Vandoni
Por Ralph J. Hofmann
É impressionante o número de vezes que neste país somos brindados pela cena de altos funcionários públicos desperdiçarem tempo e recursos públicos na tentando impor seus tabus pessoais aos outros.
Uma leitura do material abaixo é um caso em pauta:
Ministério Público cobra R$ 2,7 bi de cervejarias por danos do álcool
O procurador do Ministério Público Federal Fernando Lacerda Dias entrou com uma ação civil pública contra as cervejarias Ambev, Schincariol e Femsa (que distribui a marca Kaiser) cobrando uma indenização de R$ 2,76 bilhões por danos causados pelo álcool. O valor impressionante, à primeira vista, parece superestimada, mas o procurador diz ter chegado a esse número com base em danos mensuráveis (gastos do SUS decorrentes do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e despesas previdenciárias) e incomensuráveis (danos individuais, como o afastamento da família por conta do alcoolismo). A ação, segundo o Estadão, determina que as três empresas paguem a indenização ao governo e ainda invistam o montante gasto com publicidade em programas de prevenção e tratamento de dependentes.
Não sei o que move o procurador do Ministério Público. Quer acabar com a fabricação de cerveja? Quer reeditar o Volstead Act da Proibição na década de vinte dos Estados Unidos? Não vou supor que esteja querendo criar um novo mercado para contrabandistas e laboratórios ilegais produzindo cerveja na moita.
Lembrem-se, o dia depois da aprovação da Lei Seca nos Estados Unidos, Joe Kennedy um homem medianamente próspero foi ao Canadá e obteve a representação das destilarias canadenses para os Estados Unidos. Foi um tão bom negócio que algumas décadas depois, já tendo comprado a embaixada americana na corte e Saint James para si, conseguiu adquirir a presidência dos Estados Unidos para seu filho.
Antes de qualquer coisa, a cerveja não foi inventada ha séculos. Foi inventada ha milênios. Para uns é um veneno, mas para a maioria é uma companheira ocasional, parte da família em dias festivos.
Que eu saiba todas as cervejarias citadas possuem alvará. Alvarás não são concedidos senão para negócios considerados lícitos. Por outro lado a cerveja paga enormes impostos e taxas. Teoricamente a indústria da cerveja já contribui para pagar as despesas do SUS como para o imenso salário do procurador do Ministério Público.
Imagine que as cervejarias de repente decidissem que à luz do proposto pelo procurador, ante a probabilidade de isto ser uma rotina, de quando em quando serem responsabilizados pelos pinguços e multados, anunciariam um locaute. Parariam as máquinas. Recusar-se-iam a carregar os caminhões de entrega que viessem ter às suas portas.
Caos total. Em meia semana não haveria mais cerveja nas prateleiras. Enquanto não se estabelecesse um sistema de contrabando e fabricação clandestina de cerveja o povo tomaria cachaça ou vinho de garrafão. Isto enquanto o promotor não assestasse suas baterias contra os alambiques e as vinícolas.
A receita federal e as secretarias estaduais da fazenda entrariam em pânico. Em quinze dias a fonte de renda secaria. E mais, os secretários da fazenda e ministros seriam levados a beber compulsivamente para esquecer a falta da receita dos impostos do álcool.
Por outro lado, guardas de fronteira e policiais estariam celebrando. Finalmente um crime que todos aprovam. Bares clandestinos, cerveja clandestina, e grandes propinas. Poderiam até prender ladrõezinhos e traficantes de droga de graça. Podiam abrir mão de salário. O mero fato da carteira de policial já lhes garantiria uma renda farta.
Boa sorte para o promotor. Mas que seu nome seja lembrado por todos. Se a cerveja ficar mais cara o nome da mãe dele será lembrado por milhões de brasileiros.
MALDADE
- Zé! Fala uma coisa ruim.
- Minha sogra!!!
- Não, sô!!! Coisa ruim de cumê!
- A fia dela!!!
ENVIADA POR APOLO
REFORMA
quarta-feira, outubro 22, 2008
domingo, outubro 19, 2008
SETE DIAS
Augusto Nunes
Roubaram até a chave do céu
"Candidato Kassab: por que você tem vergonha de dizer que anda com o Maluf e com o Pitta?", pôs as mãos nas cadeiras, fez cara de debutante contrariada e acionou o pisca-pisca das pestanas Marta Suplicy no meio do debate na TV. "Eu ando com o Lula", foi em frente a edição vespertina da colegial do Sacre Coeur. "E tenho muito orgulho das pessoas com quem ando".
Pois não deveria, deixou de aconselhar o prefeito Gilberto Kassab, candidato do DEM. Cavalheiresco, limitou-se a repetir que se arrependeu de ter chefiado a secretaria municipal de Finanças na administração Celso Pitta, e registrou, de passagem, que a mulher de Delúbio Soares é a assessora de estimação da candidata do PT.
Um adversário menos clemente teria ido bem mais longe. Certamente perguntaria se Marta continua andando com o companheiro gatuno que, em 2003 e 2004, festejou a seu lado a passagem do ano. Também perguntaria se tem saudade das temporadas em que Delúbio e Mônica Valente se hospedaram na casa alugada no Guarujá por Marta e Luis Favre. Sim e sim, provavelmente diria a mulher que censura Kassab por ter andado em má companhia.
Ela anda sem remorsos com mensaleiros, sanguessugas, aloprados, estelionatários, punguistas – todas as tribos da nação dos aliados pecadores têm vaga no palanque. Tem passado os dias com Paulinho da Força, Professor Luizinho, José Genoíno, João Paulo Cunha, José Dirceu, Antonio Palocci. Tem passado os dias e as noites com Favre.
O Brasil parece do avesso. A favorita da bandidagem do presente censura, sem ficar ruborizada, equívocos passados do adversário. Até os alto-falantes nos caminhões sabem de que lado estão os malfeitores em geral e os corruptos em particular. Marta faz de conta que as vestais não caíram na vida. O Brasil parece virado do avesso.
E está mesmo, confirma a campanha no Rio. O segundo turno avisa que o errado repreende o certo, que isto agora é aquilo, que o claro tornou-se o escuro. Os honestos são condenados à danação eterna por pecadores que roubaram até a chave do céu. E será excomungado sem direito a recurso quem for apoiado por Cesar Maia.
"Candidato Gabeira: por que você se envergonha de estar junto com o prefeito?", franziu o cenho e fez cara de moço sisudo Eduardo Paes no meio do debate da TV. "Eu nunca aceitaria esse apoio", proclamou o político nascido, criado e amamentado no berçário do mentor que agora renega. Como Marta Suplicy, ele se orgulha do palanque que montou, também atulhado de figuras que, se a Justiça valesse para todos, o candidato do PMDB só conseguiria ver de perto em visitas à cadeia.
Até o meio da semana, faltavam poucos prontuários para que Paes se arriscasse a um processo judicial por formação de quadrilha ou bando. Na sexta-feira, já não faltava ninguém. A penúltima a chegar foi a vereadora eleita Clarissa Garotinho, a bordo de um veículo carregado de folhetos bandalhos. Na sexta, com a entrada oficial do PTdoB na aliança de Paes, chegou quem faltava. Carminha Jerominha saiu da cadeia diretamente para o bloco da folha corrida. Foi muito bem recebida pelo que há de pior nos partidos coligados. A turma inteira está liberada para pecar sem medo. O bispo licenciado Marcelo Crivella prometeu que todos vão ganhar um lote no paraíso.
O socorro que apressa a morte
Para socorrer o prefeito Celso Daniel, Gilberto Carvalho virou primeiro-ministro de Santo André. O socorrido ganhou outro braço-direito, mas perdeu a vida: em janeiro de 2002, enquanto Carvalho botava a casa em ordem, Daniel foi seqüestrado e morto. Para socorrer a candidata Marta Suplicy, Carvalho, secretário de Lula desde 2003, assumiu o comando da campanha. A socorrida ganhou um general e um conselheiro trapalhão. Ao contrário de Daniel, Marta parece gozar de boa saúde. Mas a morte eleitoral vem aí. O enviado especial do PT nunca falha.
É nisso que dá brincar com postes
Adail Nunes da Silva ganhou as quatro eleições em que foi candidato a prefeito. Perdeu as quatro em que tentou fazer o sucessor. "Transferência de votos é uma coisa que não vai além dos parentes, dos amigos íntimos e dos que se comportam como integrantes de seita", dizia. Eleitores fiéis o procuravam durante a campanha para avisar que, se fosse ele o candidato, claro que poderia contar com seu apoio. Mas o nome na cédula era outro. "Se me queixasse", contava, "perderia um voto na eleição seguinte". Pelo visto, Aécio Neves e Fernando Pimentel não sabiam disso quando lançaram a candidatura de Márcio Lacerda a prefeito de Belo Horizonte.
O adversário do PMDB, Leonardo Quintão, sempre soube. Desde o começo da disputa, martela a ressalva que acabou mudando a direção dos ventos. "Se o candidato fosse o Aécio ou o Pimentel, até eu votaria neles", garante. "Mas o candidato é outro, e estou mais preparado". O resultado das urnas provará que só seria possível eleger um poste se todos os concorrentes atravessassem a campanha calados. Como são obrigados a falar, postes dizem o que pensam cabeças de concreto: nada. Quintão vai vencer sem ter feito um único ataque a Aécio e Pimentel, que terão de engolir a derrota sem queixas.
Nenhum deles é candidato.
Sem medo de ser medroso
O ministro Carlos Minc informou no fim de setembro que o Incra, graças à devastação comanda pela turma dos assentamentos, disputava a liderança do ranking dos destruidores da Floresta Amazônica. Assustado com a reação da companheirada, tirou o Incra da lista e ordenou ao Ibama que conferisse os dados até 20 de outubro. O prazo termina nesta segunda-feira. Minc, que já se rendeu corajosamente a Blairo Maggi e Mangabeira Unger, deverá capitular. É preciso muita valentia para tanta pusilanimidade. Mas o ministro nunca teve medo de ser covarde.
Craque da tapioca volta a driblar a lei
Com a mesma agilidade que exibe quando saca o cartão corporativo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, fechou um contrato de R$ 6 milhões, sem licitação e no escurinho do gabinete, com uma certa Fields Comunicação Ltda. Até março, a empresa vai receber R$ 1 milhão por mês "para prestação de serviços de publicidade visando à candidatura do Rio de Janeiro às Olimpíadas de 2016", informou o Diário Oficial . O Rio pode perder. Os contribuintes já perderam. Ganhou a Fields. Ninguém sabe o valor em tapiocas das cláusulas que não são escritas, só murmuradas.
sábado, outubro 18, 2008
O REI (ADO)
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
Há os que pedem para o Lula se calar. Pois eu, não. Imaginem perder essa maravilha: Lula, reunido com o presidente de Moçambique, indignado ao saber que a ajuda de R$10 milhões de dólares que prometera cinco anos atrás ao país africano ainda não chegara lá, reagiu à explicação de seu chanceler, de que a culpa era da burocracia. E saiu-se com esta, dirigindo-se ao chefe do estado moçambicano:
“No tempo em que você tinha os faraós e os imperadores, isso não acontecia”. Todos os brasileiros da imensa equipe do presidente sorriram e olharam para os moçambicanos com ar de quem diz “ele não é uma simpatia?”. Dificilmente um amigo que promete essa pequena fortuna não vai ser encarado como simpático, mesmo que Moçambique tenha que reescrever sua história e colocar lá uns faraós. Com certeza estão até agora se perguntando onde foi que o Lula pescou um faraó em Moçambique...
Perder as sentenças do Lula, nem pelos tais dez milhões de dólares. Não sei se vocês já repararam, o Lula não fala, nem diz. Ele sentencia. Espeta os indicadores para baixo ou para cima, e dá suas sentenças.
Lá da Índia veio uma: “A Marta já ganhou”. O que, ele não se dá ao trabalho de dizer. Mas nós presumimos que se refira às eleições para prefeita de São Paulo. De todas as sentenças que deu, essa foi a mais arriscada. Eu não acredito que depois da grosseria de sua campanha, a candidata do PT venha a ganhar. Mas como ele sentenciou...
A campanha de dona Marta agrediu gratuitamente todos os solteiros, solteiras e gays deste país. Sim, porque ao sugerir, naquele tom usado pelo locutor de sua peça publicitária, que por ser solteiro Kassab era gay, ela ao mesmo tempo declarava que, sendo gay, não serviria para prefeito.
Discordo dela em gênero, número e grau. O estado civil, a cor, a religião, se tem filhos ou não, as preferências sexuais, são tão importantes para governar quanto a altura, o peso ou as condições capilares do indivíduo.
A pergunta, além de irrelevante, é obtusa. Escolher não casar vem se tornando, a cada dia que passa neste mundo complicado em que vivemos, mais e mais comum. Ser homo ou ser hetero, deixou de ser um anátema. Não ter filhos, é outra opção que alguns acham do maior bom senso. É tão tola a pergunta sobre qual o estado civil do Kassab, que fiquei até com pena da candidata. É preciso estar mesmo no desespero para fazer um questionamento desse tipo. Mas pior do que isso foi, para mim, outra das perguntas feitas no mesmo programa:
“Sabe de onde ele veio?”.
O que será que o publicitário do PT e dona Marta quiseram dizer com isso? Não consigo atinar com o motivo para tal pergunta. Se Kassab fosse verde, ou tivesse uma luzinha na ponta de um dedo, ou voasse, ou falasse numa língua esquisita, ou pensasse que todos os países africanos têm faraós, a pergunta até que faria sentido. Mas como nada disso ocorre, fico encafifada. Será que a candidata se referia a úteros aristocratas e plebeus? E quem rotula?
Todos sabem que estas eleições municipais são uma encruzilhada para a eleição de 2010. Rio e São Paulo, as estrelas mais brilhantes de nossa bandeira, estão escapando do controle do PT. Em São Paulo, como a fofoca tipo revista de celebridades foi um tiro na culatra, começam a pipocar cenas de barbárie. Polícia contra polícia, diante do palácio do governador, desrespeitando a população.
No Rio, querem nos convencer, primeiro através de folhetos anônimos, depois através de notas à Imprensa, que votar em Fernando Gabeira é votar num maconheiro preconceituoso. Aliás, solteiro, aliás, ateu. Serviu como deputado federal pelo PT, mas não serve como prefeito da cidade que ama? E onde é amado?
PT e afiliados, cresçam e reapareçam. Mas agora fiquem bem tranqüilos. Nós não estamos mais no tempo dos faraós. Quem manda agora é o povo, a sociedade, a população, os homens, as mulheres, os ateus, os religiosos, os negros, os brancos, os índios, os gays, os machões, os enrustidos, os altos, os baixos, os carecas, os gordos, os sarados, os cultos, os incultos, os feios e os bonitos.
Nós queremos Kassab em São Paulo e Gabeira no Rio. E que deixem Lula nos palanques, sentenciando adoidado, para amenizar estes dias pesados em que a tal de globalização nos meteu. Mas atenção, só até 31 de dezembro de 2010! Nem mais um minuto!
sexta-feira, outubro 17, 2008
FIM DE SEMANA
Festa Coleta Seletiva |
DIOGO MAINARDI
16 de outubro de 2008
Eu sou casado e tenho filhos. Um de meus filhos me passou uma tosse catarrenta que pode interromper este podcast daqui a dez ou quinze segundos. Meu outro filho me liga de seu computador, pelo Skype, interrompendo o podcast a cada dez ou quinze segundos. Eu invejo Gilberto Kassab, que é solteiro e sem filhos.
Marta Suplicy, como se sabe, recorreu a uma canalhice ao perguntar se Gilberto Kassab era casado e se tinha filhos. Ela foi torpedeada de todos os lados. Muita gente, inclusive de seu próprio partido, como Ideli Salvatti, argumentou que era um erro invadir a privacidade dos políticos. Se Ideli Salvatti argumenta de um jeito, eu argumento do jeito contrário. Na realidade, quanto mais devassada é a vida dos políticos, melhor. Nos últimos anos, a idéia de que a privacidade dessa turma tinha de ser resguardada foi usada para tentar acobertar episódios suspeitos como a venda da empresa de Lulinha para a Telemar, ou as festas promovidas pelos assessores de Antonio Palocci, ou os pagamentos de Renan Calheiros à sua amante.
Importa saber se Gilberto Kassab é homossexual? Importa saber se Marta Suplicy é adúltera? Para mim, de jeito nenhum. Mas compreendo que alguns eleitores possam se importar. Ninguém deve proteger os eleitores de sua própria obtusidade. E ninguém deve proteger os políticos de seu próprio comportamento.
A canalhice da campanha petista teve outro efeito muito benéfico. Mais do que responder a algum questionamento sobre Gilberto Kassab, ela ajudou a revelar o verdadeiro caráter de Marta Suplicy. Em primeiro lugar, ela está disposta a apelar aos métodos mais torpes e aos sentimentos mais rasteiros para se eleger à prefeitura. Em segundo lugar, ela mente. E mente desavergonhadamente. Ela mentiu desavergonhadamente quando declarou que as perguntas sobre o estado civil de Gilberto Kassab eram de todo inocentes. E mentiu desavergonhadamente quando atribuiu apenas ao seu marqueteiro a responsabilidade pelo comercial que continha aquelas duas perguntas.
Os petistas fizeram o governo mais promíscuo da história, rompendo todas as barreiras entre público e privado. Marta Suplicy e seu marido Luis Favre simbolizam essa promiscuidade melhor do que ninguém. Ao perguntar, em sua campanha, se Gilberto Kassab era casado e se tinha filhos, Marta Suplicy inadvertidamente abriu uma brecha nesse campo, permitindo que a gente indagasse sobre a vida particular dela, de seu marido e de todos os outros petistas. Eu tenho um monte de perguntas. O assunto? O de sempre, quando se refere ao PT: dinheiro.
Sobre o fato de ser casado e com filhos, só tenho um comentário a fazer: quer ficar com os meus, Kassab? Eu empresto.
quinta-feira, outubro 16, 2008
QUINTA NOS JORNAIS
- Folha: Sinais de recessão assustam mercados
- Estadão: Sinais de recessão provocam forte queda nos mercados
- JB: Lula ameaça os bancos
- Correio: Trânsito sem lei para embaixadas
- Valor: Recessão assusta os EUA e volta o pessimismo global
- Gazeta Mercantil: Europa promete pacto global; bolsas têm queda violenta
- Jornal do Commercio: Crise ameaça concursos e reajuste de servidor
domingo, outubro 12, 2008
INVESTIMENTO
ABRA A BOCA
A PIADA!
Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem
decidiu
dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:
- Aos Americanos os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e políticos.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de
medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas
virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto
não os fará soberbos em relação aos outros povos da
terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor. - Isto
é verdade! Façamos então uma correção: De agora em
diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão
estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais
de duas simultaneamente, como os outros povos!
- Assim, o que for político e honesto, não pode ser
inteligente. O que for político e inteligente, não pode ser honesto. E o que for inteligente e honesto, não pode
ser político.
Palavras do Senhor...
ENVIADA POR APOLO
DOMINGO NOS JORNAIS
- Globo: Governo pode cortar gastos e adiar programas sociais
- Folha: Falta de liderança global agrava crise financeira
- Estadão: Governo avalia que especulação cambial é subprime brasileiro
- JB: Mundo além da crise
- Correio: DF em apuros – Planejamento zero
- Valor: Governo estima gastar US$ 20 bi das reservas
terça-feira, outubro 07, 2008
TERÇA NOS JORNAIS
- Globo: BC anuncia socorro a bancos em dia de pânico no mercado
- Folha: Crise se aprofunda na Europa e espalha pânico pelos mercados
- Estadão: BC ganha mais poder para socorrer bancos pequenos
- JB: Crise chega ao país
- Correio: Governo lança pacote contra desespero
- Valor: Governos tentam acalmar mercado
- Gazeta Mercantil: Circuit breaker
- Estado de Minas: Declarada a guerra do 2º turno em BH
- Jornal do Commercio: Eleição deixa Vitória em pé de guerra








