Clóvis Rossi
O Estado não é policial, é frouxo
Folha de S. Paulo
2/9/2008
Dois presidentes, Gilmar Mendes, do STF, e Garibaldi Alves, do Senado, viram nos "grampos" em seus telefones um "estado policialesco".
É precisamente o contrário. Estado policialesco pressupõe um Estado forte, onipresente, hiperativo.
O que existe no Brasil é um Estado frouxo, inerme, ausente exatamente onde a sua presença é mais necessária.
Episódios como o dos "grampos" contra duas das mais altas autoridades da República, para não mencionar Gilberto Carvalho, o mais próximo assessor do presidente Lula, só demonstram o quanto o atual governo é omisso. Prova-o a seguinte frase do ministro da Justiça, Tarso Genro, falando precisamente sobre interceptações telefônicas: "Estamos chegando a um ponto em que temos de nos acostumar com o seguinte: falar no telefone com a presunção de que alguém está escutando".
Traduzindo: o chefe da Polícia Federal, em vez de se indignar -e agir em conseqüência, o que seria ainda mais relevante-, prefere conformar-se com a sua incompetência, impotência, inapetência ou tudo isso ao mesmo tempo para controlar atividades que desrespeitam o Estado de Direito. Fosse menos relapso, o ministro diria que tomaria todas as providências para que a arapongagem deixasse de ser tão disseminada e que os inocentes poderiam ter a "presunção" de que só são ouvidos pelos seus interlocutores.
Se seu chefe, o presidente da República, também fosse menos relapso, teria afastado o ministro no ato, para demonstrar que não compactuava com a omissão do subordinado. Como não o fez, é forçado a agir tardiamente, punindo o policial, Paulo Lacerda, que foi o símbolo de uma elogiada PF. Não há símbolo que resista no governo Lula. Cai um após o outro sempre que qualquer labareda chega perto do presidente.
terça-feira, setembro 02, 2008
O presidente negro
ARNALDO JABOR
Estadão
A história americana tem espasmos progressistas e reacionários. Na época de Eisenhower, eu morei nos USA, e estudei numa high school da Flórida, no coração da "América profunda", em Saint Augustine, a cidade mais antiga do país, fundada pelo maluco Ponce de Leon, que chegou em busca da Fonte da Juventude.
Era a época da "geração silenciosa" do pós-guerra. Eisenhower só dizia "platitudes", palavra que aprendi com a professora de inglês, uma velhinha democrata que odiava a burrice nacional. Depois, veio o Kennedy, moderno, com mulher chique, que governou até 63, quando uma bala transformou sua bonita cabeça numa massa sangrenta. Ficou Lyndon Johnson, um medíocre vice democrata, pré-Nixon. Depois, o irmão Bob Kennedy, que certamente seria eleito, foi assassinado na frente das TVs do mundo todo em 68. Em seguida, tivemos o espasmo reacionário de Nixon, que cai em 74, sucedido pelo frágil Jimmy Carter que preparou a chegada dos republicanos Reagan e Papai Bush, até a "era dourada" do Clinton, que acabou desmoralizada pelos lábios da Monica Lewinsky, no mais trágico "boquete" da história ocidental. Agora, talvez acabe a fase do Bush, o débil mental que reinou por oito anos e que, se Deus quiser, não será sucedido pelo hipócrita McCain.
No entanto, com a gloriosa nomeação de Obama pelos democratas, fico olhando aquele homem raro, profundo, que aponta os melhores caminhos para a América, e me preocupo: "Será que os americanos vão deixar um negro intelectual presidir o país?
"Digo isso porque vi o racismo americano de perto. Saint Augustine era uma cidade igual àquela do Truman Show. Os ritos sociais, as pessoas, os gestos cotidianos, os sorrisos e lágrimas, tudo parecia programado por uma máquina social obsessiva. A vida e morte eram padronizadas: abraços gritados, torcidas histéricas no beisebol, alegrias obrigatórias, intensa religiosidade, tudo funcionava num carrossel de certezas absolutas.
Só uma coisa estava fora da ordem: os negros. Era outra América dentro da cidade. No ônibus amarelo do colégio, eu via meus colegas louros, ruivos e brutos berrando contra os negros que passavam: "Hey, ?nigger?, por que teu nariz é tão chato?" "Hey, ?nigger?, por que teu cabelo é pixaim?" Os negros ouviam de cabeça baixa, o rosto torcido de humilhação, num ódio sufocado. Amontoavam-se no fundo dos ônibus, em pé, mesmo com os carros vazios, e moravam num bairro sujo de madeira e terra. Eu me espantava com aquela ausência total de compaixão, eu que vinha de babás negras me beijando. Os pobres segregados eram tristes , trêmulos e esfarrapados, obesos e deprimidos, com frágeis mulheres engelhadas e crianças assustadiças.
E eu tinha medo; mas, era dos brancos. A violência dos alunos me assustava. Vi brigas de ferozes galalaus se arrebentando até o sangue no focinho e o desmaio, onde nem os diretores do colégio podiam interferir. Eu era um "nerd" comprido e meio bobo nos meus 15 anos e me chocava com as botas de caubói marchetadas de estrelas de prata, com as facas de onde a lâmina pulava, os casacos de couro negro que já vestiam a "juventude transviada" - uma rebeldia reacionária e "republicana".
O ídolo da época era Elvis Presley rebolando na TV. Pairava um clima de intolerância entre os próprios brancos; eram os fortes contra os fracos, as meninas bonitas contra as feias, as sérias contra as "galinhas" que eram comidas nos drive-ins, dentro dos carros envenenados, os hot rods, e depois cuspidas para a humilhação coletiva. As rivalidades eram vingativas e duras.
Eu, turista tropical, tímido e fraco, provocava-lhes um respeito cauteloso, por ser estrangeiro e os machões me poupavam porque eu lhe dava "cola" em "spelling", soletrando palavras de raiz latina, enigmas para eles.
Mas, existia no ar um perigo desconhecido. Não havia espaço para dúvidas naquela cidade, mas dava para sentir que aquela solidez de certezas, se rompida, provocaria um grave desastre. Eu navegava naquela cultura obsessiva e, bem ou mal, conseguira namorar Melinda Mills, pálida filha de um ex-marine que estivera no Rio e me mostrou um cartão-postal do Mangue com suas palmeiras, onde ele certamente conhecera a Zona e as polacas.
Até que um dia, chegou a notícia terrível: tinha subido aos céus o satélite russo, o Sputnik, girando como uma bola de basquete em órbita da Terra.
Foi indescritível o pânico na cidade. Desde 49, com a explosão da bomba H pelos soviéticos, destronando a liderança dos destruidores de Hiroshima, os americanos esperavam outra catástrofe, que viria como um filme de terror tipo A Invasão dos Feijões Gigantes. Em minutos, a cidade parecia um campo de refugiados, de perdedores humilhados pelos comunistas no espaço. No colégio, começaram "fire drills" incessantes, alarmes evacuando os alunos para porões e abrigos atômicos. O então senador Lyndon Johnson berrou: "Brevemente estarão jogando bombas atômicas sobre nós, como pedras caindo do céu..." No alto, o satélite Sputnik humilhava os americanos, com seus "bip bips", soando como gargalhadas de extraterrestres. A partir desse dia, os colegas passaram a me olhar de lado. Transviados e porradeiros me investigavam com perguntas: "Que você acha? Teu país gosta dos russos?" Eu tremia e escondia minha vaga admiração pelo socialismo. Eles me olhavam desconfiados: brasileiro, latino, sabe-se lá? Depois disso, não me pediam mais cola. O pai de Melinda, putanheiro do Mangue, mal me cumprimentou de sua poltrona esfiapada. Melinda ficou mais pálida e nosso namoro definhou.
Por isso, hoje vejo o Obama, esguio, mulato, de elite, com a mulher gatona como uma cantora funk e penso: "Na América existe um racismo sutil, inconsciente, mas vasto. Está além da cor da pele. É a desconfiança do novo, do diferente, diante dos verdadeiros liberais reformistas como Obama." E tremo: "Será?" Tenho medo das balas republicanas. Elas não perdoam.
ARNALDO JABOR
Estadão
A história americana tem espasmos progressistas e reacionários. Na época de Eisenhower, eu morei nos USA, e estudei numa high school da Flórida, no coração da "América profunda", em Saint Augustine, a cidade mais antiga do país, fundada pelo maluco Ponce de Leon, que chegou em busca da Fonte da Juventude.
Era a época da "geração silenciosa" do pós-guerra. Eisenhower só dizia "platitudes", palavra que aprendi com a professora de inglês, uma velhinha democrata que odiava a burrice nacional. Depois, veio o Kennedy, moderno, com mulher chique, que governou até 63, quando uma bala transformou sua bonita cabeça numa massa sangrenta. Ficou Lyndon Johnson, um medíocre vice democrata, pré-Nixon. Depois, o irmão Bob Kennedy, que certamente seria eleito, foi assassinado na frente das TVs do mundo todo em 68. Em seguida, tivemos o espasmo reacionário de Nixon, que cai em 74, sucedido pelo frágil Jimmy Carter que preparou a chegada dos republicanos Reagan e Papai Bush, até a "era dourada" do Clinton, que acabou desmoralizada pelos lábios da Monica Lewinsky, no mais trágico "boquete" da história ocidental. Agora, talvez acabe a fase do Bush, o débil mental que reinou por oito anos e que, se Deus quiser, não será sucedido pelo hipócrita McCain.
No entanto, com a gloriosa nomeação de Obama pelos democratas, fico olhando aquele homem raro, profundo, que aponta os melhores caminhos para a América, e me preocupo: "Será que os americanos vão deixar um negro intelectual presidir o país?
"Digo isso porque vi o racismo americano de perto. Saint Augustine era uma cidade igual àquela do Truman Show. Os ritos sociais, as pessoas, os gestos cotidianos, os sorrisos e lágrimas, tudo parecia programado por uma máquina social obsessiva. A vida e morte eram padronizadas: abraços gritados, torcidas histéricas no beisebol, alegrias obrigatórias, intensa religiosidade, tudo funcionava num carrossel de certezas absolutas.
Só uma coisa estava fora da ordem: os negros. Era outra América dentro da cidade. No ônibus amarelo do colégio, eu via meus colegas louros, ruivos e brutos berrando contra os negros que passavam: "Hey, ?nigger?, por que teu nariz é tão chato?" "Hey, ?nigger?, por que teu cabelo é pixaim?" Os negros ouviam de cabeça baixa, o rosto torcido de humilhação, num ódio sufocado. Amontoavam-se no fundo dos ônibus, em pé, mesmo com os carros vazios, e moravam num bairro sujo de madeira e terra. Eu me espantava com aquela ausência total de compaixão, eu que vinha de babás negras me beijando. Os pobres segregados eram tristes , trêmulos e esfarrapados, obesos e deprimidos, com frágeis mulheres engelhadas e crianças assustadiças.
E eu tinha medo; mas, era dos brancos. A violência dos alunos me assustava. Vi brigas de ferozes galalaus se arrebentando até o sangue no focinho e o desmaio, onde nem os diretores do colégio podiam interferir. Eu era um "nerd" comprido e meio bobo nos meus 15 anos e me chocava com as botas de caubói marchetadas de estrelas de prata, com as facas de onde a lâmina pulava, os casacos de couro negro que já vestiam a "juventude transviada" - uma rebeldia reacionária e "republicana".
O ídolo da época era Elvis Presley rebolando na TV. Pairava um clima de intolerância entre os próprios brancos; eram os fortes contra os fracos, as meninas bonitas contra as feias, as sérias contra as "galinhas" que eram comidas nos drive-ins, dentro dos carros envenenados, os hot rods, e depois cuspidas para a humilhação coletiva. As rivalidades eram vingativas e duras.
Eu, turista tropical, tímido e fraco, provocava-lhes um respeito cauteloso, por ser estrangeiro e os machões me poupavam porque eu lhe dava "cola" em "spelling", soletrando palavras de raiz latina, enigmas para eles.
Mas, existia no ar um perigo desconhecido. Não havia espaço para dúvidas naquela cidade, mas dava para sentir que aquela solidez de certezas, se rompida, provocaria um grave desastre. Eu navegava naquela cultura obsessiva e, bem ou mal, conseguira namorar Melinda Mills, pálida filha de um ex-marine que estivera no Rio e me mostrou um cartão-postal do Mangue com suas palmeiras, onde ele certamente conhecera a Zona e as polacas.
Até que um dia, chegou a notícia terrível: tinha subido aos céus o satélite russo, o Sputnik, girando como uma bola de basquete em órbita da Terra.
Foi indescritível o pânico na cidade. Desde 49, com a explosão da bomba H pelos soviéticos, destronando a liderança dos destruidores de Hiroshima, os americanos esperavam outra catástrofe, que viria como um filme de terror tipo A Invasão dos Feijões Gigantes. Em minutos, a cidade parecia um campo de refugiados, de perdedores humilhados pelos comunistas no espaço. No colégio, começaram "fire drills" incessantes, alarmes evacuando os alunos para porões e abrigos atômicos. O então senador Lyndon Johnson berrou: "Brevemente estarão jogando bombas atômicas sobre nós, como pedras caindo do céu..." No alto, o satélite Sputnik humilhava os americanos, com seus "bip bips", soando como gargalhadas de extraterrestres. A partir desse dia, os colegas passaram a me olhar de lado. Transviados e porradeiros me investigavam com perguntas: "Que você acha? Teu país gosta dos russos?" Eu tremia e escondia minha vaga admiração pelo socialismo. Eles me olhavam desconfiados: brasileiro, latino, sabe-se lá? Depois disso, não me pediam mais cola. O pai de Melinda, putanheiro do Mangue, mal me cumprimentou de sua poltrona esfiapada. Melinda ficou mais pálida e nosso namoro definhou.
Por isso, hoje vejo o Obama, esguio, mulato, de elite, com a mulher gatona como uma cantora funk e penso: "Na América existe um racismo sutil, inconsciente, mas vasto. Está além da cor da pele. É a desconfiança do novo, do diferente, diante dos verdadeiros liberais reformistas como Obama." E tremo: "Será?" Tenho medo das balas republicanas. Elas não perdoam.
CULTURA
MERCADO CULTURAL
Espetáculos de dança e show musical de qualidade serão as atrações da 4ª edição do Mercado Cultural. O evento acontece hoje, a partir das 18h30, no Mercado de Petrópolis, no bairro do Tirol, com a apresentação da cantora e compositora Joana Medeiros. O evento acontecerá toda primeira terça-feira do mês.
PROJETO SEIS & MEIA
Um canto autoral no palco do TAM
Dois grandes compositores da música brasileira estarão no palco do Seis & Meia hoje, que volta a ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 18h30. Mirabô Dantas e Renato Terra serão as atrações da noite. Os ingressos custam R$ 10,00. HOJE
MERCADO CULTURAL
Espetáculos de dança e show musical de qualidade serão as atrações da 4ª edição do Mercado Cultural. O evento acontece hoje, a partir das 18h30, no Mercado de Petrópolis, no bairro do Tirol, com a apresentação da cantora e compositora Joana Medeiros. O evento acontecerá toda primeira terça-feira do mês.
PROJETO SEIS & MEIA
Um canto autoral no palco do TAM
Dois grandes compositores da música brasileira estarão no palco do Seis & Meia hoje, que volta a ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 18h30. Mirabô Dantas e Renato Terra serão as atrações da noite. Os ingressos custam R$ 10,00. HOJE
Informe JB
Leandro Mazzini
A queda da Abin e Tarso em perigo
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de afastar a direção da Agência Brasileira de Inteligência é um atestado de culpa sobre a suspeita de grampo no presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Uma fonte da coluna, com trânsito no Palácio e no Ministério da Justiça, informou que cresce a vontade do presidente de fazer logo uma reestruturação vertical. Nesse contexto, começando pela Justiça, está em perigo o ministro Tarso Genro. Não é bom o clima no ministério entre ele e alguns setores. Mas quem pensa em derrubar Genro sempre se engana. Ele só "cai para cima", devido ao prestígio com o chefe. O time do contra, no entanto, é forte. O ataque vai com Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho e José Dirceu, que ainda sabe de tudo no governo. E ainda é ouvido.
Saída de mestre
O procurador-geral federal, João Ernesto Aragonés Vianna, pediu exoneração do cargo por motivos particulares. É o responsável pela atuação jurídica de todas as fundações e autarquias federais – algumas fundamentais para o PAC, como o Ibama e o Incra.
João Ernesto, renomado escritor da área de direito, abre as portas para o novato Marcelo de Siqueira Freitas, de 30 anos.
Gás total
Caiu no colo do presidente da CCJ do Senado, senador Marco Maciel (DEM-PE), a briga bilionária sobre a Lei do Gás. A matéria, que atiça os ânimos dos colegas, vai a voto depois das eleições.
A todo vapor
A queda-de-braço contrapõe os Estados e suas distribuidoras – favorecidos pelo relator Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – ao governo federal e à Petrobras, que querem restringir a distribuição de gás pelos governos estaduais.
Sem freio
Avançam as negociações do governo do Rio para conquistar uma fábrica da Hyundai.
Fala, Mão Santa
O senador Mão Santa (PMDB), conhecido pelo linguajar metafórico na tribuna, vai poder agora enriquecer o vocabulário. Sai dia 4, em Brasília, a 3ª edição da Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês.
Prefeito maluquinho
O ministro do STF Ayres Britto, relator do caso Raposa/Serra do Sol, anda às turras com o prefeito falastrão de Pacaraima (RR), Paulo Quartiero, líder político dos arrozeiros na região.
Desabafo
A um interlocutor, Britto lembrou que Quartiero só faz esse carnaval por causa da liminar concedida por ele para que a PF freasse a operação. Mas citou o uruguaio Eduardo Couture: "O tempo se vinga das coisas feitas pela colaboração dele".
Leandro Mazzini
A queda da Abin e Tarso em perigo
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de afastar a direção da Agência Brasileira de Inteligência é um atestado de culpa sobre a suspeita de grampo no presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Uma fonte da coluna, com trânsito no Palácio e no Ministério da Justiça, informou que cresce a vontade do presidente de fazer logo uma reestruturação vertical. Nesse contexto, começando pela Justiça, está em perigo o ministro Tarso Genro. Não é bom o clima no ministério entre ele e alguns setores. Mas quem pensa em derrubar Genro sempre se engana. Ele só "cai para cima", devido ao prestígio com o chefe. O time do contra, no entanto, é forte. O ataque vai com Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho e José Dirceu, que ainda sabe de tudo no governo. E ainda é ouvido.
Saída de mestre
O procurador-geral federal, João Ernesto Aragonés Vianna, pediu exoneração do cargo por motivos particulares. É o responsável pela atuação jurídica de todas as fundações e autarquias federais – algumas fundamentais para o PAC, como o Ibama e o Incra.
João Ernesto, renomado escritor da área de direito, abre as portas para o novato Marcelo de Siqueira Freitas, de 30 anos.
Gás total
Caiu no colo do presidente da CCJ do Senado, senador Marco Maciel (DEM-PE), a briga bilionária sobre a Lei do Gás. A matéria, que atiça os ânimos dos colegas, vai a voto depois das eleições.
A todo vapor
A queda-de-braço contrapõe os Estados e suas distribuidoras – favorecidos pelo relator Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – ao governo federal e à Petrobras, que querem restringir a distribuição de gás pelos governos estaduais.
Sem freio
Avançam as negociações do governo do Rio para conquistar uma fábrica da Hyundai.
Fala, Mão Santa
O senador Mão Santa (PMDB), conhecido pelo linguajar metafórico na tribuna, vai poder agora enriquecer o vocabulário. Sai dia 4, em Brasília, a 3ª edição da Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês.
Prefeito maluquinho
O ministro do STF Ayres Britto, relator do caso Raposa/Serra do Sol, anda às turras com o prefeito falastrão de Pacaraima (RR), Paulo Quartiero, líder político dos arrozeiros na região.
Desabafo
A um interlocutor, Britto lembrou que Quartiero só faz esse carnaval por causa da liminar concedida por ele para que a PF freasse a operação. Mas citou o uruguaio Eduardo Couture: "O tempo se vinga das coisas feitas pela colaboração dele".
TERÇA NOS JORNAIS
- Globo: Grampo no STF faz Lula afastar cúpula da Abin
- Folha: Cúpula da Abin é afastada após grampo
- Estado: Sob pressão do STF e Senado, Lula afasta cúpula da Abin
- JB: Grampo derruba a cúpula da Abin
- Correio: Lula afasta chefia dos espiões
- Valor: Gafisa compra Tenda e tira construtora da crise
- Gazeta Mercantil: Torneira do pré-sal é aberta hoje com testes de Jubarte
- Estado de Minas: Políticos começam a demitir parentes
- Jornal do Commercio: Lula afasta a cúpula da Abin
- Globo: Grampo no STF faz Lula afastar cúpula da Abin
- Folha: Cúpula da Abin é afastada após grampo
- Estado: Sob pressão do STF e Senado, Lula afasta cúpula da Abin
- JB: Grampo derruba a cúpula da Abin
- Correio: Lula afasta chefia dos espiões
- Valor: Gafisa compra Tenda e tira construtora da crise
- Gazeta Mercantil: Torneira do pré-sal é aberta hoje com testes de Jubarte
- Estado de Minas: Políticos começam a demitir parentes
- Jornal do Commercio: Lula afasta a cúpula da Abin
segunda-feira, setembro 01, 2008
Campanha na rede
EDITORIAL
Folha de S. Paulo
1/9/2008
OS LIMITES absurdos para o uso da internet durante a campanha eleitoral podem ser, enfim, relaxados. O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar ações que contestam tais restrições, como as interpostas pelo portal iG e pelo Grupo Estado.
Resolução do TSE de fevereiro deste ano proscreveu na prática o uso de ferramentas comuns entre internautas. A decisão estabeleceu que a publicidade do candidato só pode ser feita na página destinada à divulgação oficial da campanha. Como não foram fixadas regras específicas, ficaram proibidos o uso de blogs, banners e links patrocinados em sites de busca, a divulgação de vídeos e a formação de grupos de apoio a candidaturas na rede.
A internet não é o único alvo do ímpeto normativo. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais também decidiram recomendar que mensagens de texto por celular sejam proibidas na semana do pleito.
Além de impraticáveis -há decisões provisórias de tribunais regionais que já apontam alguma flexibilização-, as restrições à internet são anacrônicas. Ela é por natureza um domínio livre para a circulação de informações e manifestações.
É um erro equiparar a internet às TVs e rádios, que são concessões públicas e, por terem espectro limitado, justificam regulamentação especial em época de pleito. Já o novo meio eletrônico é aberto e ilimitado. Sua normatização deveria inspirar-se, assim, no modelo mais liberal previsto para jornais e revistas.
Um bom exemplo pode vir de outra experiência eleitoral em andamento. Enquanto no Brasil são estabelecidas restrições à internet, os EUA vivem uma campanha à Presidência marcada pela ampla liberdade de comunicação e manifestação na rede. Candidatos estabelecem contato preferencial com apoiadores pela internet, onde a batalha da militância é intensa e até a arrecadação de fundos deslancha.
O Brasil, que tem um sistema de votação eletrônico exemplar, não deveria insistir em regras obsoletas contra uma ferramenta que veio facilitar a política.
EDITORIAL
Folha de S. Paulo
1/9/2008
OS LIMITES absurdos para o uso da internet durante a campanha eleitoral podem ser, enfim, relaxados. O Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar ações que contestam tais restrições, como as interpostas pelo portal iG e pelo Grupo Estado.
Resolução do TSE de fevereiro deste ano proscreveu na prática o uso de ferramentas comuns entre internautas. A decisão estabeleceu que a publicidade do candidato só pode ser feita na página destinada à divulgação oficial da campanha. Como não foram fixadas regras específicas, ficaram proibidos o uso de blogs, banners e links patrocinados em sites de busca, a divulgação de vídeos e a formação de grupos de apoio a candidaturas na rede.
A internet não é o único alvo do ímpeto normativo. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais também decidiram recomendar que mensagens de texto por celular sejam proibidas na semana do pleito.
Além de impraticáveis -há decisões provisórias de tribunais regionais que já apontam alguma flexibilização-, as restrições à internet são anacrônicas. Ela é por natureza um domínio livre para a circulação de informações e manifestações.
É um erro equiparar a internet às TVs e rádios, que são concessões públicas e, por terem espectro limitado, justificam regulamentação especial em época de pleito. Já o novo meio eletrônico é aberto e ilimitado. Sua normatização deveria inspirar-se, assim, no modelo mais liberal previsto para jornais e revistas.
Um bom exemplo pode vir de outra experiência eleitoral em andamento. Enquanto no Brasil são estabelecidas restrições à internet, os EUA vivem uma campanha à Presidência marcada pela ampla liberdade de comunicação e manifestação na rede. Candidatos estabelecem contato preferencial com apoiadores pela internet, onde a batalha da militância é intensa e até a arrecadação de fundos deslancha.
O Brasil, que tem um sistema de votação eletrônico exemplar, não deveria insistir em regras obsoletas contra uma ferramenta que veio facilitar a política.
Informe JB
Márcio Falcão
Liberada gastança para as ONGs
Quando outubro chegar, os senadores devem enterrar de vez a CPI que investiga repasses públicos às organizações não-governamentais. A Comissão – também chamada de CPI do Acordão, diante do pacto entre governistas e oposicionistas para blindar possíveis constrangimentos a autoridades – não prepara nem mesmo um marco regulatório com efeitos práticos para inibir a gastança das ONGs.
O relator, Inácio Arruda (PCdoB-CE), distribuiu aos colegas um esboço do seu parecer e o que mais chama atenção é que, ao invés de colocar critérios mais rígidos para a fiscalização, isenta as entidades de controle, argumentando que se gasta muito com fiscalização. "Pouco importa como o dinheiro foi gasto pela entidade de direito privado. Relevante é saber se as metas ou atividades conveniadas foram devidamente atingidas".
Portanto, ao que parece, a CPI das ONGs não vai conseguir expor as grandes quadrilhas que se disfarçam de ONGs nem propor um marco regulatório para o setor que feche as portas para as entidades de fachada.
-Prêmio Prêmio 2
Técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama bateram o martelo e decidiram que o escritório do Ibama dedicado ao licenciamento ambiental de empreendimentos de petróleo e gás no Nordeste vai ficar em Sergipe. O Estado levou vantagem por ser mais central e por ter mais petróleo.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB- RN), bem que tentou levar para o Rio Grande do Norte o escritório de petróleo do Ibama, mas não conseguiu. Ligou para o ministro Carlos Minc. Argumentou que a bancada potiguar prestigia muito o presidente Lula no Congresso. Mas teve de se contentar com a instalação da unidade de desertificação do Ibama.
Cópia
Depois de o Senado anunciar uma barreira de 45 dias para a leitura das medidas provisórias, líderes governistas na Câmara vão sugerir a mesma estratégia ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Tom
Em meio às discussões sobre o modelo de exploração da camada de pré-sal descoberta na costa brasileira, os técnicos do governo que estão assessorando os parlamentares governistas já avisaram que nada poderá ser executado no pré-sal sem fortalecer a Petrobras. Dizem que se vingar a idéia da nova estatal, a empresa não terá caráter de executora, mas sim para garantir a propriedade do óleo e sua destinação.
Preocupação
Em meio ao julgamento da Raposa/Serra do Sol, na semana passada, pelo STF, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu para a senadora Marina Silva que mantém um olho no gato e outro também. Disse à ex-ministra que não esperaria o fim do voto do ministro Carlos Ayres Britto porque com votação no Congresso, mesmo com acordo fechado, nunca se pode confiar nos aliados.
Berlinda
O Tribunal de Contas da União analisa custos e licitações das obras de nove aeroportos do país sob os cuidados da Infraero. Há suspeita de superfaturamento de R$ 3 bilhões em obras de expansão.
Atentai bem
Abatido, o senador Mão Santa (PMDB-PI) lamentou a cassação do registro de candidatura de sua mulher, Adalgisa, que disputa uma vaga à prefeitura de Parnaíba. A candidatura não foi aceita porque o juiz eleitoral questionou a filiação partidária da candidata. Os advogados de Adalgisa recorreram, mas se não conseguirem derrubar a decisão, Mão Santa já decidiu que assume a briga.
Márcio Falcão
Liberada gastança para as ONGs
Quando outubro chegar, os senadores devem enterrar de vez a CPI que investiga repasses públicos às organizações não-governamentais. A Comissão – também chamada de CPI do Acordão, diante do pacto entre governistas e oposicionistas para blindar possíveis constrangimentos a autoridades – não prepara nem mesmo um marco regulatório com efeitos práticos para inibir a gastança das ONGs.
O relator, Inácio Arruda (PCdoB-CE), distribuiu aos colegas um esboço do seu parecer e o que mais chama atenção é que, ao invés de colocar critérios mais rígidos para a fiscalização, isenta as entidades de controle, argumentando que se gasta muito com fiscalização. "Pouco importa como o dinheiro foi gasto pela entidade de direito privado. Relevante é saber se as metas ou atividades conveniadas foram devidamente atingidas".
Portanto, ao que parece, a CPI das ONGs não vai conseguir expor as grandes quadrilhas que se disfarçam de ONGs nem propor um marco regulatório para o setor que feche as portas para as entidades de fachada.
-Prêmio Prêmio 2
Técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama bateram o martelo e decidiram que o escritório do Ibama dedicado ao licenciamento ambiental de empreendimentos de petróleo e gás no Nordeste vai ficar em Sergipe. O Estado levou vantagem por ser mais central e por ter mais petróleo.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB- RN), bem que tentou levar para o Rio Grande do Norte o escritório de petróleo do Ibama, mas não conseguiu. Ligou para o ministro Carlos Minc. Argumentou que a bancada potiguar prestigia muito o presidente Lula no Congresso. Mas teve de se contentar com a instalação da unidade de desertificação do Ibama.
Cópia
Depois de o Senado anunciar uma barreira de 45 dias para a leitura das medidas provisórias, líderes governistas na Câmara vão sugerir a mesma estratégia ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Tom
Em meio às discussões sobre o modelo de exploração da camada de pré-sal descoberta na costa brasileira, os técnicos do governo que estão assessorando os parlamentares governistas já avisaram que nada poderá ser executado no pré-sal sem fortalecer a Petrobras. Dizem que se vingar a idéia da nova estatal, a empresa não terá caráter de executora, mas sim para garantir a propriedade do óleo e sua destinação.
Preocupação
Em meio ao julgamento da Raposa/Serra do Sol, na semana passada, pelo STF, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu para a senadora Marina Silva que mantém um olho no gato e outro também. Disse à ex-ministra que não esperaria o fim do voto do ministro Carlos Ayres Britto porque com votação no Congresso, mesmo com acordo fechado, nunca se pode confiar nos aliados.
Berlinda
O Tribunal de Contas da União analisa custos e licitações das obras de nove aeroportos do país sob os cuidados da Infraero. Há suspeita de superfaturamento de R$ 3 bilhões em obras de expansão.
Atentai bem
Abatido, o senador Mão Santa (PMDB-PI) lamentou a cassação do registro de candidatura de sua mulher, Adalgisa, que disputa uma vaga à prefeitura de Parnaíba. A candidatura não foi aceita porque o juiz eleitoral questionou a filiação partidária da candidata. Os advogados de Adalgisa recorreram, mas se não conseguirem derrubar a decisão, Mão Santa já decidiu que assume a briga.
SEGUNDA NOS JORNAIS
- Globo: Governo, STF e Congresso se mobilizam contra grampos
- Folha: PF vai investigar grampo no Supremo
- Estado: Lula decide mudar a Abin após espionagem no STF
- JB: Rio busca saída para o lixo que produz
- Correio: Patrimônio milionário do Ibama está abandonado
- Valor: Queda do dólar prejudica empréstimos a governos
- Gazeta Mercantil: Varejo arma-se para a briga de gigantes na web
- Globo: Governo, STF e Congresso se mobilizam contra grampos
- Folha: PF vai investigar grampo no Supremo
- Estado: Lula decide mudar a Abin após espionagem no STF
- JB: Rio busca saída para o lixo que produz
- Correio: Patrimônio milionário do Ibama está abandonado
- Valor: Queda do dólar prejudica empréstimos a governos
- Gazeta Mercantil: Varejo arma-se para a briga de gigantes na web
domingo, agosto 31, 2008
FUTEBOL
CONFORMADOS E REALISTAS
Tostão
Fernando Calazans e poucos outros jornalistas esportivos têm sido críticos e realistas sobre a qualidade e o futuro do futebol brasileiro, da Seleção e dos clubes. Penso da mesma forma. Estamos preocupados. Já a numerosa turma do oba-oba, também chamada de otimista, acha que somos muito pessimistas.
Os conformados, os que têm pouco senso crítico e também os modernistas, que são muito bem preparados cientificamente, dizem que o futebol moderno é esse aí. Temos de engoli-lo. Tocar a bola e esperar o momento certo para tentar fazer o gol virou sinônimo de lentidão. Confundem modernidade com mediocridade.
Ninguém é tão ingênuo para achar que se deve jogar hoje no estilo dos anos 60. O que queremos é ver mais qualidade. Não podemos nos contentar com um futebol medíocre, quase só de jogadas aéreas e de muita falta e correria. O encanto do futebol é outro.
Os jogadores são produzidos em série, para exportação, como uma fábrica de parafusos. Os atletas de talento são colocados na mesma linha de produção dos medíocres. Há mercado para todos. Aumentou a quantidade e diminuiu a qualidade.
Nos últimos 14 anos, a Argentina ganhou cinco mundiais sub-20 (acontecem de dois em dois anos), além de duas medalhas de ouro nas Olimpíadas. O time que derrotou o Brasil tem sete jogadores da equipe campeã mundial sub-20 em 2005.
Muitos vão dizer, com um ótimo argumento, que nesse período, o Brasil ganhou duas copas do mundo e mais um vice, enquanto a Argentina não venceu nada. A razão disso é óbvia. A Argentina não teve um único fenômeno nesses 14 anos, até chegar Messi. Já o Brasil teve Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká. Todos os cinco ganharam o título de melhor do mundo.
Os fenômenos, em todos os esportes, dependem muito menos das condições em que são treinados. Eles não têm explicação. Mas não se pode depender tanto deles. É preciso criar boas estruturas e estratégias para formar um número maior de excelentes atletas. Esses têm diminuído no futebol brasileiro.
Muitos treinadores brasileiros conhecem tudo de esquema tático, de estatísticas, dos adversários, porém conhecem pouco as sutilezas e subjetividades. Não são bons observadores. Quem não sabe ver não sabe nada. Eles se preocupam mais com seus esquemas táticos que com a qualidade do jogo e se os melhores jogadores estão nos lugares certos.
Há exceções. Enfim, apareceu um técnico brasileiro que colocou Carlos Alberto na posição certa, se movimentando na frente, por todos os lados, e mais perto do gol, onde pode e deve driblar. Assim ele jogou no Porto com José Mourinho. Carlos Alberto não é armador, organizador, como atuava.
Felipão estava louco para ver Robinho no Chelsea porque precisa de um atacante rápido, habilidoso, que joga melhor pelos lados e que é capaz de marcar no próprio campo e aparecer com facilidade no ataque. Robinho é um desses raros jogadores. Se Felipão fosse treinador da Seleção, certamente faria o mesmo.
A coluna voltará a ser publicada no dia 10, quarta-feira. Até lá.
CONFORMADOS E REALISTAS
Tostão
Fernando Calazans e poucos outros jornalistas esportivos têm sido críticos e realistas sobre a qualidade e o futuro do futebol brasileiro, da Seleção e dos clubes. Penso da mesma forma. Estamos preocupados. Já a numerosa turma do oba-oba, também chamada de otimista, acha que somos muito pessimistas.
Os conformados, os que têm pouco senso crítico e também os modernistas, que são muito bem preparados cientificamente, dizem que o futebol moderno é esse aí. Temos de engoli-lo. Tocar a bola e esperar o momento certo para tentar fazer o gol virou sinônimo de lentidão. Confundem modernidade com mediocridade.
Ninguém é tão ingênuo para achar que se deve jogar hoje no estilo dos anos 60. O que queremos é ver mais qualidade. Não podemos nos contentar com um futebol medíocre, quase só de jogadas aéreas e de muita falta e correria. O encanto do futebol é outro.
Os jogadores são produzidos em série, para exportação, como uma fábrica de parafusos. Os atletas de talento são colocados na mesma linha de produção dos medíocres. Há mercado para todos. Aumentou a quantidade e diminuiu a qualidade.
Nos últimos 14 anos, a Argentina ganhou cinco mundiais sub-20 (acontecem de dois em dois anos), além de duas medalhas de ouro nas Olimpíadas. O time que derrotou o Brasil tem sete jogadores da equipe campeã mundial sub-20 em 2005.
Muitos vão dizer, com um ótimo argumento, que nesse período, o Brasil ganhou duas copas do mundo e mais um vice, enquanto a Argentina não venceu nada. A razão disso é óbvia. A Argentina não teve um único fenômeno nesses 14 anos, até chegar Messi. Já o Brasil teve Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká. Todos os cinco ganharam o título de melhor do mundo.
Os fenômenos, em todos os esportes, dependem muito menos das condições em que são treinados. Eles não têm explicação. Mas não se pode depender tanto deles. É preciso criar boas estruturas e estratégias para formar um número maior de excelentes atletas. Esses têm diminuído no futebol brasileiro.
Muitos treinadores brasileiros conhecem tudo de esquema tático, de estatísticas, dos adversários, porém conhecem pouco as sutilezas e subjetividades. Não são bons observadores. Quem não sabe ver não sabe nada. Eles se preocupam mais com seus esquemas táticos que com a qualidade do jogo e se os melhores jogadores estão nos lugares certos.
Há exceções. Enfim, apareceu um técnico brasileiro que colocou Carlos Alberto na posição certa, se movimentando na frente, por todos os lados, e mais perto do gol, onde pode e deve driblar. Assim ele jogou no Porto com José Mourinho. Carlos Alberto não é armador, organizador, como atuava.
Felipão estava louco para ver Robinho no Chelsea porque precisa de um atacante rápido, habilidoso, que joga melhor pelos lados e que é capaz de marcar no próprio campo e aparecer com facilidade no ataque. Robinho é um desses raros jogadores. Se Felipão fosse treinador da Seleção, certamente faria o mesmo.
A coluna voltará a ser publicada no dia 10, quarta-feira. Até lá.
Sete Dias
- A galharia cai com o tronco
Augusto Nunes
A Justiça decidiu que parentes próximos dos pais da pátria não poderiam continuar pendurados no cabideiro de empregos públicos. O governador Roberto Requião e o prefeito Cesar Maia mudaram o cabide de armário e preservaram a harmonia familiar. A esperteza da dupla sugere que, como tantas vacinas, também essa lei não vai pegar.
O STF engoliu a afronta em silêncio. Os eleitores do Paraná e do Rio podem vingar-se em em outubro. É só votar contra os candidatos dos troncos dessas árvores degeneradas pela praga da parentela pilantra.
Ministro merece pedido de vista
Há semanas, a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre pesquisas com células embrionárias foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito. Ele queria examinar melhor um assunto em exame desde o início do século. Há dias, a sessão sobre o caso da reserva Raposa Serra do Sol foi suspensa por um pedido de vista do mesmo ministro. Ele quer examinar melhor uma questão em exame desde o século passado.
A coluna quer saber a quem deve encaminhar um pedido de vista para examinar melhor a cabeça do ministro Direito.
- A galharia cai com o tronco
Augusto Nunes
A Justiça decidiu que parentes próximos dos pais da pátria não poderiam continuar pendurados no cabideiro de empregos públicos. O governador Roberto Requião e o prefeito Cesar Maia mudaram o cabide de armário e preservaram a harmonia familiar. A esperteza da dupla sugere que, como tantas vacinas, também essa lei não vai pegar.
O STF engoliu a afronta em silêncio. Os eleitores do Paraná e do Rio podem vingar-se em em outubro. É só votar contra os candidatos dos troncos dessas árvores degeneradas pela praga da parentela pilantra.
Ministro merece pedido de vista
Há semanas, a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre pesquisas com células embrionárias foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito. Ele queria examinar melhor um assunto em exame desde o início do século. Há dias, a sessão sobre o caso da reserva Raposa Serra do Sol foi suspensa por um pedido de vista do mesmo ministro. Ele quer examinar melhor uma questão em exame desde o século passado.
A coluna quer saber a quem deve encaminhar um pedido de vista para examinar melhor a cabeça do ministro Direito.
Uma novidade atrás da outra
ponto de vista
João Ubaldo Ribeiro
Não que eu goste tanto atualmente, embora seja viciado, mas todo dia me vejo na obrigação de ler uma porção de jornais, catando assunto sobre o qual lançar a luz do meu entendimento, ou - hélas! - no ver de muitos, as trevas de minha burrice. Mas hoje não. Hoje tem uma pilha de jornais virgens aqui na mesinha atrás de mim. Como metaforizaria um mestre qualquer da nossa prosa cotidiana, não é que me falte o Viagra da curiosidade e do interesse pelo que se passa no mundo, mas me sobeja vasto harém de fatos notáveis, momentosos, assombrosos e semelhantemente adjetiváveis, de maneira que se requer grande virilidade cívico-jornalística de minha parte e, já no avançado de minha idade, sou forçado a obedecer a naturais limitações.
Nariz-de-cera mais cretino, hão de comentar os leitores, não pode ser perpetrado, e concordo. É cacoete velho, no tempo em que enganchava o telex na Bahia e a gente tinha que encher uma bela lingüiça. No caso, porém, é mero cacoete pelo qual peço desculpas. Porque a verdade é que há muito a comentar e me vejo na condição de fazer escolhas dolorosas, palavra, aliás, indicada na primeira notícia (como ainda estou no começo do texto, não sei se acabará por ser a única, sou um escritor desrespeitado a todo instante por textos que insistem e conseguem impor-me sua vontade) que vou mencionar.
Valdemir, genro de Toinho Sabacu, festejado e premiado mestre de boa parte da juventude itaparicana, me falou pelo Skype (isso mesmo, Itaparica tem Skype - como sempre não devemos nada a São Paulo e ainda temos praia) que houve um dia momentoso na ilha, o Dia Oficial da Dedada, o respeitado e temido DOD. O pessoal, como, aliás, em toda parte, não aprecia muito esse negócio de exame de próstata, mas o itaparicano é muito prático. Então, me contou Michelzinho, sobrinho de Zecamunista (que, aliás, parece estar metido numa alta jogada de pôquer internacional e anda sumido), que o comparecimento foi maciço. Acho que a Secretaria ou o Ministério da Saúde (viva! olhem o governo mostrando serviço - bem verdade que, como sempre, é enfiar o dedo no subilatório do contribuinte, mas ninguém pode negar que é serviço) mandou um equipe de urologistas ou digitadores de fiofó, conforme o ânimo de quem os qualifica, e realizou o grande dia.
Houve diversos que botaram paletó e gravata e passaram antes na igreja. Outros chegaram a levar terço ou Bíblia, conforme a profissão religiosa. Alguns tiveram que ser amparados pelas suas santas esposas no caminho, outros passaram a noite anterior em jejum, ainda outros tiveram que tomar doses industriais de Maracugina e chá de camomila e assim mesmo tremiam. Enfim, casos individuais marcantes há diversos e tenho certeza de que não me contaram tudo. Dizem que Magno, do Bar e Restaurante Pandélis, sito no Largo da Quitanda e antes de propriedade de meu finado amigo Zé de Honorina, chegou pálido ao Mercado, com uma lata de cerveja na mão.
- O negócio foi feio! - disse ele. - Dessa vez eu peguei um desgraçado que não tinha pena do toba de ninguém! Desnaturado, filho de uma égua! Foi chegando e carcando, não quis nem saber se eu já tinha feito minhas orações! E o dedo dele era mais ou menos do tope desse salame pendurado aí. Ganhei uma licença-prêmio no Purgatório, meu irmão, vou passar o dia de resguardo, não vou nem abrir o bar.
Posso imaginar o desconforto de meu amigo Magno, bem como o de vários outros concidadãos. A transação de fato era meio heterodoxa, pois, afinal, se qualquer cidadão brasileiro pode obter o mesmíssimo tratamento que o presidente da República, como disse ele, há uma certa dificuldade no deslocamento para o Incor ou o Albert Einstein, nada neste mundo é perfeito, só chega perto da perfeição, como disse também ele. Aí, por falta de infra-estrutura adequada para atender à sempre crescente demanda, o exame era feito em pé. Se é mentira, não é minha, foi o que me contaram. Mas acredito que sim, porque o Homem, um dia destes, precisa fazer outro discurso sobre a saúde no Brasil e afirmar que nunca antes um presidente mandou enfiar o dedo em tantos brasileiros, em tão pouco tempo
.Todo mundo ali empezinho, quase perfilado e dizem que, apesar da tradição de educação sempre zelada pelo itaparicano, nunca se viu tanta gentileza, era só "por favor, pode passar na minha frente", "que é isso, o seu primeiro", "você é mais velho, tem mais direito" e assim por diante. Em pé, mas sem perder a dignidade. E ninguém podia sair de cara alegre. Me falaram que Luiz Olegarino, dono do famoso jegue Suspiro, foi dar uma risada e levou vaia, até conseguir explicar que era de alívio, mesmo porque tinha pegado o dedista mais miudinho, um careca que todo mundo disputava para ver se caía nele.
Enfim, só lamento ter estado ausente em ocasião tão rica porque, na minha condição de itaparicano, eu provavelmente teria de mostrar fibra e participar, mas, aqui para nós, que isto não passe daqui, exame como os que tenho feito aqui, tudo bem, vamos dizer. Mas em pé requer um condicionamento que temo não ostentar. Se bem que, embora eu saiba que ele vai desmentir, também me disseram que Toinho Sabacu fez questão de passar por cinco médicos, porque adorava ouvir elogios à sua próstata, para depois botar banca no Mercado de que a melhor próstata da ilha, na categoria quase setentinha, é a dele.
Pronto, acabou o espaço. E eu que ainda queria falar na idéia turística que tiveram, de promover anualmente o concurso Mister Próstata e Miss Colo do Útero. Mas, pensando bem, isso já está me cheirando a descaração, deve ser bolação de Beto Atlântico e Gugu Galo Ruço. Não, daqui a pouco inventam o Bolsa Dedada, há um limite para tudo.
ponto de vista
João Ubaldo Ribeiro
Não que eu goste tanto atualmente, embora seja viciado, mas todo dia me vejo na obrigação de ler uma porção de jornais, catando assunto sobre o qual lançar a luz do meu entendimento, ou - hélas! - no ver de muitos, as trevas de minha burrice. Mas hoje não. Hoje tem uma pilha de jornais virgens aqui na mesinha atrás de mim. Como metaforizaria um mestre qualquer da nossa prosa cotidiana, não é que me falte o Viagra da curiosidade e do interesse pelo que se passa no mundo, mas me sobeja vasto harém de fatos notáveis, momentosos, assombrosos e semelhantemente adjetiváveis, de maneira que se requer grande virilidade cívico-jornalística de minha parte e, já no avançado de minha idade, sou forçado a obedecer a naturais limitações.
Nariz-de-cera mais cretino, hão de comentar os leitores, não pode ser perpetrado, e concordo. É cacoete velho, no tempo em que enganchava o telex na Bahia e a gente tinha que encher uma bela lingüiça. No caso, porém, é mero cacoete pelo qual peço desculpas. Porque a verdade é que há muito a comentar e me vejo na condição de fazer escolhas dolorosas, palavra, aliás, indicada na primeira notícia (como ainda estou no começo do texto, não sei se acabará por ser a única, sou um escritor desrespeitado a todo instante por textos que insistem e conseguem impor-me sua vontade) que vou mencionar.
Valdemir, genro de Toinho Sabacu, festejado e premiado mestre de boa parte da juventude itaparicana, me falou pelo Skype (isso mesmo, Itaparica tem Skype - como sempre não devemos nada a São Paulo e ainda temos praia) que houve um dia momentoso na ilha, o Dia Oficial da Dedada, o respeitado e temido DOD. O pessoal, como, aliás, em toda parte, não aprecia muito esse negócio de exame de próstata, mas o itaparicano é muito prático. Então, me contou Michelzinho, sobrinho de Zecamunista (que, aliás, parece estar metido numa alta jogada de pôquer internacional e anda sumido), que o comparecimento foi maciço. Acho que a Secretaria ou o Ministério da Saúde (viva! olhem o governo mostrando serviço - bem verdade que, como sempre, é enfiar o dedo no subilatório do contribuinte, mas ninguém pode negar que é serviço) mandou um equipe de urologistas ou digitadores de fiofó, conforme o ânimo de quem os qualifica, e realizou o grande dia.
Houve diversos que botaram paletó e gravata e passaram antes na igreja. Outros chegaram a levar terço ou Bíblia, conforme a profissão religiosa. Alguns tiveram que ser amparados pelas suas santas esposas no caminho, outros passaram a noite anterior em jejum, ainda outros tiveram que tomar doses industriais de Maracugina e chá de camomila e assim mesmo tremiam. Enfim, casos individuais marcantes há diversos e tenho certeza de que não me contaram tudo. Dizem que Magno, do Bar e Restaurante Pandélis, sito no Largo da Quitanda e antes de propriedade de meu finado amigo Zé de Honorina, chegou pálido ao Mercado, com uma lata de cerveja na mão.
- O negócio foi feio! - disse ele. - Dessa vez eu peguei um desgraçado que não tinha pena do toba de ninguém! Desnaturado, filho de uma égua! Foi chegando e carcando, não quis nem saber se eu já tinha feito minhas orações! E o dedo dele era mais ou menos do tope desse salame pendurado aí. Ganhei uma licença-prêmio no Purgatório, meu irmão, vou passar o dia de resguardo, não vou nem abrir o bar.
Posso imaginar o desconforto de meu amigo Magno, bem como o de vários outros concidadãos. A transação de fato era meio heterodoxa, pois, afinal, se qualquer cidadão brasileiro pode obter o mesmíssimo tratamento que o presidente da República, como disse ele, há uma certa dificuldade no deslocamento para o Incor ou o Albert Einstein, nada neste mundo é perfeito, só chega perto da perfeição, como disse também ele. Aí, por falta de infra-estrutura adequada para atender à sempre crescente demanda, o exame era feito em pé. Se é mentira, não é minha, foi o que me contaram. Mas acredito que sim, porque o Homem, um dia destes, precisa fazer outro discurso sobre a saúde no Brasil e afirmar que nunca antes um presidente mandou enfiar o dedo em tantos brasileiros, em tão pouco tempo
.Todo mundo ali empezinho, quase perfilado e dizem que, apesar da tradição de educação sempre zelada pelo itaparicano, nunca se viu tanta gentileza, era só "por favor, pode passar na minha frente", "que é isso, o seu primeiro", "você é mais velho, tem mais direito" e assim por diante. Em pé, mas sem perder a dignidade. E ninguém podia sair de cara alegre. Me falaram que Luiz Olegarino, dono do famoso jegue Suspiro, foi dar uma risada e levou vaia, até conseguir explicar que era de alívio, mesmo porque tinha pegado o dedista mais miudinho, um careca que todo mundo disputava para ver se caía nele.
Enfim, só lamento ter estado ausente em ocasião tão rica porque, na minha condição de itaparicano, eu provavelmente teria de mostrar fibra e participar, mas, aqui para nós, que isto não passe daqui, exame como os que tenho feito aqui, tudo bem, vamos dizer. Mas em pé requer um condicionamento que temo não ostentar. Se bem que, embora eu saiba que ele vai desmentir, também me disseram que Toinho Sabacu fez questão de passar por cinco médicos, porque adorava ouvir elogios à sua próstata, para depois botar banca no Mercado de que a melhor próstata da ilha, na categoria quase setentinha, é a dele.
Pronto, acabou o espaço. E eu que ainda queria falar na idéia turística que tiveram, de promover anualmente o concurso Mister Próstata e Miss Colo do Útero. Mas, pensando bem, isso já está me cheirando a descaração, deve ser bolação de Beto Atlântico e Gugu Galo Ruço. Não, daqui a pouco inventam o Bolsa Dedada, há um limite para tudo.
DOMINGO NOS JORNAIS
Folha de S.Paulo -Investigação apura se Abin fez grampo dentro do Supremo
O Estado de S.Paulo - Espionado pela Abin, Mendes cobra Lula e convoca o STF
Jornal do Brasil - A nova onda clientelista
O Globo - Gilmar exige que Lula apure se Abin grampeou Supremo
Gazeta Mercantil - Governos estudam captação com royalties
Valor Econômico - Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
Correio Braziliense - Seqüestro relâmpago bate à porta
Estado de Minas - Hora de largar o cabide
Jornal do Commercio - PIB americano surpreende e anima bolsas
Folha de S.Paulo -Investigação apura se Abin fez grampo dentro do Supremo
O Estado de S.Paulo - Espionado pela Abin, Mendes cobra Lula e convoca o STF
Jornal do Brasil - A nova onda clientelista
O Globo - Gilmar exige que Lula apure se Abin grampeou Supremo
Gazeta Mercantil - Governos estudam captação com royalties
Valor Econômico - Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
Correio Braziliense - Seqüestro relâmpago bate à porta
Estado de Minas - Hora de largar o cabide
Jornal do Commercio - PIB americano surpreende e anima bolsas
sábado, agosto 30, 2008
TATUAGEM DE EMPRESÁRIO
Um empresário de 'sucesso' resolve fazer uma tatuagem.Chegando à casa de tatuagem, decidido, pediu ao tatuador que reproduzisse uma nota de 100 dólares no seu órgão genital.
Espantado, o rapaz disse:
-Senhor, uma tatuagem no seu órgão genital será muito dolorido, o senhor não prefere escolher outro local?
Decidido, o homem insistiu.
Curioso, o tatuador perguntou:
-Mas senhor por que uma nota de 100 dólares? E no seu órgão genital?
Percebendo o espanto do rapaz, o homem lhe explicou:
-Meu amigo, eu tenho vários motivos:
1º) Sou um empresário e adoro ver dinheiro crescendo.
2º) Minha mulher é economista e adora ver dinheiro entrando e saindo.
3º) Minha amante é exploradora e adora ficar sugando o meu dinheiro.
4º) Minha secretária é ciumenta e adora saber que meu dinheiro está bem guardado e só ela usufrui dele.
5º) E último, porque vivo dizendo aos meus funcionarios que um dia vou encher o rabo deles de dinheiro.
Colaboração enviada por APOLO
GENE DO PAVÃO EM ALGUNS HUMANOS EXPLICA A PREPOTÊNCIA
O sequenciamento do código genético humano traz mais uma surpreendente revelação: Os genes do pavão podem ser encontrados também em certos humanos. Estes genes trazem grandes aberrações comportamentais, tornando o portador prepotente, imbecil e exibicionista.
Isso é mais grave quando o gene da mula aparece associado ao do pavão em um mesmo indivíduo. Um homem com genes de pavão costuma se achar superior e falar muita asneira, o que indica também a presença do gene do asno.
Na falta das coloridas penas traseiras, este "gene pavonídius" leva o ser humano a se exibir falando de forma aristocrática, fazendo poses cinematográficas e repetindo citações, ou expressões em inglês. Adora aparecer em coluna social e posar como celebridade, mas quando tem surtos autoritários é só pena que voa.
As pesquisas, divulgadas pelo Jornal WWW.PRIMEIRODEABRIL.COM.BR são da "Embromation Universiy." Os cientistas explicam que vários genes de animais se misturaram aos genes humanos na longa evolução biológica. Isso explica o comportamento de certos humanos, principalmente os desumanos. O gene do Pavão, que abre as asas ao se axibir para os parceiros e para querer parecer forte aos demais, tem idêntico objetivo, quando presente em humanos.
Consciente no íntimo de sua insignificância aviária, o "homo pavonídius asnídius" compensa a própria nulidade querendo parecer aos demais poderoso, valentão e astuto. Com isso até chegam a ter algum destaque temporário, apesar de sempre virarem piada nos corredores.
Por isso os psicólogos finalizam lembrando a famosa frase de Abraham Lincoln: "Uma mula pode enganar a todos algumas vezes; um asno pode até enganar a alguns o tempo todo; mas nenhum pavão pode enganar a todos o tempo todo."
ENTENDA A FRAUDE
-Na evolução biológica houve mutações e confusões, onde genes de alguns animais vieram parar na genética humana.
-O problema é quando, além do gene do pavão, aparece o gene do asno e da mula num mesmo indivíduo, dando zebra.
-O gene animal é mais presente em humanos desumanos, as nulidades que triunfam politica ou financeiramente, enganando a muitos por pouco tempo. E a sí próprios por todo o tempo.
O sequenciamento do código genético humano traz mais uma surpreendente revelação: Os genes do pavão podem ser encontrados também em certos humanos. Estes genes trazem grandes aberrações comportamentais, tornando o portador prepotente, imbecil e exibicionista.
Isso é mais grave quando o gene da mula aparece associado ao do pavão em um mesmo indivíduo. Um homem com genes de pavão costuma se achar superior e falar muita asneira, o que indica também a presença do gene do asno.
Na falta das coloridas penas traseiras, este "gene pavonídius" leva o ser humano a se exibir falando de forma aristocrática, fazendo poses cinematográficas e repetindo citações, ou expressões em inglês. Adora aparecer em coluna social e posar como celebridade, mas quando tem surtos autoritários é só pena que voa.
As pesquisas, divulgadas pelo Jornal WWW.PRIMEIRODEABRIL.COM.BR são da "Embromation Universiy." Os cientistas explicam que vários genes de animais se misturaram aos genes humanos na longa evolução biológica. Isso explica o comportamento de certos humanos, principalmente os desumanos. O gene do Pavão, que abre as asas ao se axibir para os parceiros e para querer parecer forte aos demais, tem idêntico objetivo, quando presente em humanos.
Consciente no íntimo de sua insignificância aviária, o "homo pavonídius asnídius" compensa a própria nulidade querendo parecer aos demais poderoso, valentão e astuto. Com isso até chegam a ter algum destaque temporário, apesar de sempre virarem piada nos corredores.
Por isso os psicólogos finalizam lembrando a famosa frase de Abraham Lincoln: "Uma mula pode enganar a todos algumas vezes; um asno pode até enganar a alguns o tempo todo; mas nenhum pavão pode enganar a todos o tempo todo."
ENTENDA A FRAUDE
-Na evolução biológica houve mutações e confusões, onde genes de alguns animais vieram parar na genética humana.
-O problema é quando, além do gene do pavão, aparece o gene do asno e da mula num mesmo indivíduo, dando zebra.
-O gene animal é mais presente em humanos desumanos, as nulidades que triunfam politica ou financeiramente, enganando a muitos por pouco tempo. E a sí próprios por todo o tempo.
SÁBADO NOS JORNAIS
- Globo: Candidata presa por crime eleitoral vai para solitária...mas continua livre para pedir o seu voto
- Folha: Marta lidera; Alckmin pára de cair
- Estadão: Alckmin cai mais e Kassab sobe em SP, aponta Ibope
- JB: Falta de motoristas pára carros da PM
- Correio: O pacotaço de Lula - 13 mil vagas em concursos
- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties
- Estado de Minas: A BH que vive no limite
- Jornal do Commercio: Forças Armadas dão apoio à saúde
- Globo: Candidata presa por crime eleitoral vai para solitária...mas continua livre para pedir o seu voto
- Folha: Marta lidera; Alckmin pára de cair
- Estadão: Alckmin cai mais e Kassab sobe em SP, aponta Ibope
- JB: Falta de motoristas pára carros da PM
- Correio: O pacotaço de Lula - 13 mil vagas em concursos
- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties
- Estado de Minas: A BH que vive no limite
- Jornal do Commercio: Forças Armadas dão apoio à saúde
sexta-feira, agosto 29, 2008
E AGORA? LEVA O PINGUELO AO UROLOGISTA?
DEU NO JORNAL DE HOJE
DEU NO JORNAL DE HOJE29/08/2008
Lésbicas querem ter o direito a exame ginecológico diferenciado
Assunto foi abordado hoje durante o seminário sobre saúde para a comunidade LGBT
O Grupo de Articulação Lésbica do Rio Grande do Norte (GAL/RN) abriu, na manhã de hoje, o I Seminário Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneres, com o tema "Visibilidade, Saúde e Direitos Humanos". O evento acontece durante todo o dia, com palestras, debates e realização de exames HIV/Aids, encerrando com uma festa de confraternização para os participantes.
Lésbicas querem ter o direito a exame ginecológico diferenciado
Assunto foi abordado hoje durante o seminário sobre saúde para a comunidade LGBT
O Grupo de Articulação Lésbica do Rio Grande do Norte (GAL/RN) abriu, na manhã de hoje, o I Seminário Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneres, com o tema "Visibilidade, Saúde e Direitos Humanos". O evento acontece durante todo o dia, com palestras, debates e realização de exames HIV/Aids, encerrando com uma festa de confraternização para os participantes.
...Entretanto, Karla revela que em outros aspectos, a mulher lésbica cobra ações específicas, citando a saúde e a segurança como exemplos. Ela afirma que a lésbica necessita de um tratamento de saúde especial, voltado para a prática sexual sem penetração, lembrando que o exame ginecológico convencional mexe com uma intimidade que, normalmente, a mulher lésbica preserva, e é considerado violento.
Agora viado vai querer ir a ginecologista. Só faltava essa.
NATAL
Micarla de Sousa tem 50% das intenções de voto em Natal, aponta Ibope
Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (29) pela TV Cabugi, afiliada da TV Globo no Rio Grande do Norte, aponta a candidata Micarla de Sousa (PV) com 50% das intenções de voto para a Prefeitura de Natal. Fátima (PT) aparece com 25%.
Micarla de Sousa tem 50% das intenções de voto em Natal, aponta Ibope
Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (29) pela TV Cabugi, afiliada da TV Globo no Rio Grande do Norte, aponta a candidata Micarla de Sousa (PV) com 50% das intenções de voto para a Prefeitura de Natal. Fátima (PT) aparece com 25%.
VATICANO
O PAPA SAPO
A última encrenca do vaticano é com um sapo, pode uma coisa dessa?
A escultura da foto, feita por um artista alemão, encontra-se em um museu da Itália na cidade de Bolzano. O vaticano considerou uma blasfêmia e pediu sua retirada.
Na minha avaliação, não deve ser uma causa religiosa e sim pessoal, pois, observem bem, o sapinho é cara do Papa Bento 16.
Vão rezar.
O PAPA SAPO
A última encrenca do vaticano é com um sapo, pode uma coisa dessa?A escultura da foto, feita por um artista alemão, encontra-se em um museu da Itália na cidade de Bolzano. O vaticano considerou uma blasfêmia e pediu sua retirada.
Na minha avaliação, não deve ser uma causa religiosa e sim pessoal, pois, observem bem, o sapinho é cara do Papa Bento 16.
Vão rezar.
NATAL:FIM DE SEMANA
-TEATRO
A criançada já pode voltar a animar os domingos do Teatro Alberto maranhão. Em sua semana de reabertura pós-reforma, a centenária casa de espetáculos recebe a peça infantil “Cinderela no Baile”, às 17h. A montagem é assinada pela Companhia Manacá de Teatro, que está completando 30 anos de atividade. A produção conta com figurinos arrojados e cenários suntuosos, sob a direção de Costa Filho e a produção executiva de Amaury Júnior.
- PARQUE DA CIDADE
A banda Perfume de Gardênia está com novas vozes em seu suingue latino. O grupo apresenta oficialmente os seus novos vocalistas em show no projeto musical do Parque de Natal, neste domingo, a partir das 17h. As canções ‘calientes’ da banda ficam agora a cargo de Binho e Luna Hesse, que soltam as vozes e dançam conforme a música para alegrar o público fiel da banda. O Perfume de Gardênia já conta com quase oito anos de estrada.
Domingo, a partir das 17h. Acesso gratuito.
-Festa “PUM!”
Entre o deboche e a vontade de fazer algo diferente na noite local, nasceu a festa “PUM!”, que realiza sua primeira edição neste sábado, a partir das 23h30, no Galpão 29, Ribeira. A balada alternativa é uma idéia do coletivo Apto. 101, formado por um grupo de jornalistas, publicitários, arquitetos e estilistas, que desejam levar suas atividades para além das pistas de dança. Tudo, com muita atitude e estilo. “A idéia é fazer algo que misturasse moda e música, duas coisas que de certa forma sempre andam juntas”, explica o jornalista Fernando Vasquez, um dos integrantes do coletivo. Para tanto, os freqüentadores da festa podem se sentir à vontade para dar asas à imaginação na hora de se vestir. A “montação” é um dos diferenciais da noite. “Pode ir com roupa de gala, bermuda e chinela, ou um look super moderno e ousado. Não é uma festa à fantasia, é questão de atitude, e sem preconceito”, explica.
Sábado, a partir das 23h30, no Galpão 29, na Rua Chile, Ribeira. Entrada: R$4,99.
-Festival da Cachaça no pátio da CBTU
Será como dois festivais em um só, com farra gastronômica completa. O já tradicional Festival da Cachaça chega a sua 10ª edição, com um capricho a mais: convocou doze bares e restaurantes da cidade, e acrescentou uma série de petiscos originais – todos com cachaça nas receitas - ao cardápio do evento. Agora, foi rebatizado de ‘Festival da cachaça com comida de bar’. A degustação será completa neste sábado, 18h, no pátio da CBTU, Ribeira.
A ‘branquinha, estará disponível para degustação através de dez produtores de cachaça locais que estarão presentes ao evento. As tradicionais canequinhas do festival estarão à venda por R$2. Os tira-gostos especiais poderão ser degustados em porções individuais, todos a menos de R$10.
TEATRO - SHAOLIN
O humorista Shaolin pede: “Aceite imitações”. E o público diz sim e cai na risada, dando a tônica do show que ele apresenta em Natal, numa temporada de sexta-feira até domingo no Teatro Alberto Maranhão, sempre às 20h. O homem paraibano do humor marca a reabertura do teatro natalense após dois meses fechado para reforma. Uma volta da casa aos espetáculos, cheia de muita graça.
Shaolin e o show “Aceite Imitações”. Sexta, sábado e domingo, às 20h, no TAM. Antecipadas no Tábua de Carne da Av. Roberto Freire. Preços: R$40 (inteira) e R$20 (estudante). Tel.: 3642-1138.
-A música do orla
A programação musical do shopping Orla Sul hoje começa às 18h com Lavu (sax) e Dé (piano). Às 19h tem Andrezza Costa acompanhada por Carlinhos e banda. Amanhã, ao meio-dia, Giuliane Guanabara apresenta um show de MPB, às 18h a música fica por conta do Toca Trio e, às 19h, tem Dani Negro e banda. No domingo, às 12h, tem show com Lene Macedo.
-Festa Baile
No salão nobre da AABB, hoje tem festa baile a partir das 22h. A atração será a Orquestra Garcia (PE) que mostrará um repertório de boleros, jazz e samba-canção. As mesas custam R$ 80. Informações: 3211 4412.
-Som da Mata
O exímio baixista Sérgio Groove se apresenta domingo, dentro do projeto Som da Mata. Eledividirá o palco do anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas, com Eduardo Taufic (piano) e Darlan Marley (bateria). Para completar, participações de Yuri Dantas no sax alto e Gilberto Cabral no trombone. O show começa às 16h30. A entrada custa R$ 1. Informações: 3201 4440.
-Shows no Praia
A partir das 20h30 de hoje será apresentado o show Diversidade, com Carlos bem, no Praia Shopping Musical. Amanhã, Cirleide Andrade faz o show Saudades de Caymmi, no mesmo horário. No domingo tem show instrumental com a banda Mandumbla, às 20h. Khrystal, Isaque Galvão, Tania Soares e Dodora Cardoso fazem o show Clássicos do Forró, na segunda, às 20h.
-Cultura no Trem
Os artistas Dudé Viana e Amab são as principais atrações da 7ªedição do projeto Cultura no Trem, que ocorrerá amanhã. A programação começa às 8h, na Estação de Trens da Ribeira, em Natal. Além de muita música, o projeto ainda conta com recital de poesia, literatura de cordel, coco de embolada e capoeira. Às 9h40, o trem parte com destino à Ceará-Mirim . A passagem custa apenas R$ 0,50.
-Pagode no centro
Às 19h de hoje, no Bar do Coelho (Cidade Alta), tem pagode com Biro do Banjo.
-Cine Sesi
O projeto Cine Sesi Cultural estará hoje, amanhã e domingo em Parelhas, no Espaço da Folia (ao lado da Praça Arnaldo Bezerra). A programação de filmes é gratuita, começa sempre às 18h30.
-Arte no shopping
Os apreciadores das artes plásticas podem visitar exposição Pintores Potiguares que reune quadros de 10 artistas renomados, no Espaço Cultural Agência Sebrae, no segundo piso do Natal Shopping Center. A mostra permanece aberta até 6 de setembro.
-Janela Aberta
Trabalhos em cerâmica e fotografias do RN fazem parte do Projeto Janela Aberta de Agosto, do Sesc Restaurante (Av. Rio Branco - Centro). A mostra coletiva apresenta o trabalho do artista plástico sul-mato-grossense Agnaldo Ferreira, que em cerca de 100 peças, retrata um pouco da fauna do Pantanal (Tuiuiu) e da Amazônia (índios, araras, tucanos). Os trabalhos podem ser vistos até 5 de setembro.
-Arte Ingênua
Até o próximo domingo continua aberta a exposição Mestres Potiguares da Pintura Ingênua, na Galeria de Arte Antiga e Contemporânea, localizada no primeiro andar do Centro de Turismo. A mostra é em homenagem ao Folclore.
-Arte e Cultura
A 2ªMostra de Arte e Cultura está sendo promovida hoje e amanhã, na unidade do Sesc Zona Norte (Rua Paranduva, Conjunto Santa Catarina). A abertura será às 19h de hoje com apresentações de grupos folclóricos. A programação continua no segundo dia da mostra, com apresentações musicais
-TEATRO
A criançada já pode voltar a animar os domingos do Teatro Alberto maranhão. Em sua semana de reabertura pós-reforma, a centenária casa de espetáculos recebe a peça infantil “Cinderela no Baile”, às 17h. A montagem é assinada pela Companhia Manacá de Teatro, que está completando 30 anos de atividade. A produção conta com figurinos arrojados e cenários suntuosos, sob a direção de Costa Filho e a produção executiva de Amaury Júnior.
- PARQUE DA CIDADE
A banda Perfume de Gardênia está com novas vozes em seu suingue latino. O grupo apresenta oficialmente os seus novos vocalistas em show no projeto musical do Parque de Natal, neste domingo, a partir das 17h. As canções ‘calientes’ da banda ficam agora a cargo de Binho e Luna Hesse, que soltam as vozes e dançam conforme a música para alegrar o público fiel da banda. O Perfume de Gardênia já conta com quase oito anos de estrada.
Domingo, a partir das 17h. Acesso gratuito.
-Festa “PUM!”
Entre o deboche e a vontade de fazer algo diferente na noite local, nasceu a festa “PUM!”, que realiza sua primeira edição neste sábado, a partir das 23h30, no Galpão 29, Ribeira. A balada alternativa é uma idéia do coletivo Apto. 101, formado por um grupo de jornalistas, publicitários, arquitetos e estilistas, que desejam levar suas atividades para além das pistas de dança. Tudo, com muita atitude e estilo. “A idéia é fazer algo que misturasse moda e música, duas coisas que de certa forma sempre andam juntas”, explica o jornalista Fernando Vasquez, um dos integrantes do coletivo. Para tanto, os freqüentadores da festa podem se sentir à vontade para dar asas à imaginação na hora de se vestir. A “montação” é um dos diferenciais da noite. “Pode ir com roupa de gala, bermuda e chinela, ou um look super moderno e ousado. Não é uma festa à fantasia, é questão de atitude, e sem preconceito”, explica.
Sábado, a partir das 23h30, no Galpão 29, na Rua Chile, Ribeira. Entrada: R$4,99.
-Festival da Cachaça no pátio da CBTU
Será como dois festivais em um só, com farra gastronômica completa. O já tradicional Festival da Cachaça chega a sua 10ª edição, com um capricho a mais: convocou doze bares e restaurantes da cidade, e acrescentou uma série de petiscos originais – todos com cachaça nas receitas - ao cardápio do evento. Agora, foi rebatizado de ‘Festival da cachaça com comida de bar’. A degustação será completa neste sábado, 18h, no pátio da CBTU, Ribeira.
A ‘branquinha, estará disponível para degustação através de dez produtores de cachaça locais que estarão presentes ao evento. As tradicionais canequinhas do festival estarão à venda por R$2. Os tira-gostos especiais poderão ser degustados em porções individuais, todos a menos de R$10.
TEATRO - SHAOLIN
O humorista Shaolin pede: “Aceite imitações”. E o público diz sim e cai na risada, dando a tônica do show que ele apresenta em Natal, numa temporada de sexta-feira até domingo no Teatro Alberto Maranhão, sempre às 20h. O homem paraibano do humor marca a reabertura do teatro natalense após dois meses fechado para reforma. Uma volta da casa aos espetáculos, cheia de muita graça.
Shaolin e o show “Aceite Imitações”. Sexta, sábado e domingo, às 20h, no TAM. Antecipadas no Tábua de Carne da Av. Roberto Freire. Preços: R$40 (inteira) e R$20 (estudante). Tel.: 3642-1138.
-A música do orla
A programação musical do shopping Orla Sul hoje começa às 18h com Lavu (sax) e Dé (piano). Às 19h tem Andrezza Costa acompanhada por Carlinhos e banda. Amanhã, ao meio-dia, Giuliane Guanabara apresenta um show de MPB, às 18h a música fica por conta do Toca Trio e, às 19h, tem Dani Negro e banda. No domingo, às 12h, tem show com Lene Macedo.
-Festa Baile
No salão nobre da AABB, hoje tem festa baile a partir das 22h. A atração será a Orquestra Garcia (PE) que mostrará um repertório de boleros, jazz e samba-canção. As mesas custam R$ 80. Informações: 3211 4412.
-Som da Mata
O exímio baixista Sérgio Groove se apresenta domingo, dentro do projeto Som da Mata. Eledividirá o palco do anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas, com Eduardo Taufic (piano) e Darlan Marley (bateria). Para completar, participações de Yuri Dantas no sax alto e Gilberto Cabral no trombone. O show começa às 16h30. A entrada custa R$ 1. Informações: 3201 4440.
-Shows no Praia
A partir das 20h30 de hoje será apresentado o show Diversidade, com Carlos bem, no Praia Shopping Musical. Amanhã, Cirleide Andrade faz o show Saudades de Caymmi, no mesmo horário. No domingo tem show instrumental com a banda Mandumbla, às 20h. Khrystal, Isaque Galvão, Tania Soares e Dodora Cardoso fazem o show Clássicos do Forró, na segunda, às 20h.
-Cultura no Trem
Os artistas Dudé Viana e Amab são as principais atrações da 7ªedição do projeto Cultura no Trem, que ocorrerá amanhã. A programação começa às 8h, na Estação de Trens da Ribeira, em Natal. Além de muita música, o projeto ainda conta com recital de poesia, literatura de cordel, coco de embolada e capoeira. Às 9h40, o trem parte com destino à Ceará-Mirim . A passagem custa apenas R$ 0,50.
-Pagode no centro
Às 19h de hoje, no Bar do Coelho (Cidade Alta), tem pagode com Biro do Banjo.
-Cine Sesi
O projeto Cine Sesi Cultural estará hoje, amanhã e domingo em Parelhas, no Espaço da Folia (ao lado da Praça Arnaldo Bezerra). A programação de filmes é gratuita, começa sempre às 18h30.
-Arte no shopping
Os apreciadores das artes plásticas podem visitar exposição Pintores Potiguares que reune quadros de 10 artistas renomados, no Espaço Cultural Agência Sebrae, no segundo piso do Natal Shopping Center. A mostra permanece aberta até 6 de setembro.
-Janela Aberta
Trabalhos em cerâmica e fotografias do RN fazem parte do Projeto Janela Aberta de Agosto, do Sesc Restaurante (Av. Rio Branco - Centro). A mostra coletiva apresenta o trabalho do artista plástico sul-mato-grossense Agnaldo Ferreira, que em cerca de 100 peças, retrata um pouco da fauna do Pantanal (Tuiuiu) e da Amazônia (índios, araras, tucanos). Os trabalhos podem ser vistos até 5 de setembro.
-Arte Ingênua
Até o próximo domingo continua aberta a exposição Mestres Potiguares da Pintura Ingênua, na Galeria de Arte Antiga e Contemporânea, localizada no primeiro andar do Centro de Turismo. A mostra é em homenagem ao Folclore.
-Arte e Cultura
A 2ªMostra de Arte e Cultura está sendo promovida hoje e amanhã, na unidade do Sesc Zona Norte (Rua Paranduva, Conjunto Santa Catarina). A abertura será às 19h de hoje com apresentações de grupos folclóricos. A programação continua no segundo dia da mostra, com apresentações musicais
SEXTA NOS JORNAIS
- Globo: Deputado do PT denunciado por chefiar milícia em favela
- Folha: Serra propõe banir cigarro em SP
- Estadão: EUA crescem acima do previsto e aliviam mercado
- JB: Justiça deixa Crivella e Jandira sem Lula na TV
- Correio: Sem pagar pensão, 75 são presos no DF
- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties
- Estado de Minas: Cigarro traga 1,4 mil vidas por ano em BH
- Globo: Deputado do PT denunciado por chefiar milícia em favela
- Folha: Serra propõe banir cigarro em SP
- Estadão: EUA crescem acima do previsto e aliviam mercado
- JB: Justiça deixa Crivella e Jandira sem Lula na TV
- Correio: Sem pagar pensão, 75 são presos no DF
- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação
- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties
- Estado de Minas: Cigarro traga 1,4 mil vidas por ano em BH
quinta-feira, agosto 28, 2008
FALANDO DE FANTASMAS
Evento espírita trata da família moderna
A 18º edição do Congresso Espírita do Rio Grande do Norte, realizado no centro de Convenções de Natal, com o tema ‘‘Um condomínio chamado família’’ começa amanhã e vai até domingo. O evento, promovido pela Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes, contará com a participação de profissionais ligados à Federação Espírita do RN, e reunirá palestrantes de outros estados brasileiros, como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Além das palestras e seminários apresentados, o evento terá ainda uma feira de livros e produtos, como também estandes de entidades filantrópicas parceiras. As inscrições para o 18º Congresso Espírita do Rio Grande do Norte ainda estão sendo feitas na Livraria Espírita do Praia Shopping e na Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes na Av. Lima e Silva 1520 - Lagoa Nova. Mais informações: 3219-6204, 3205-0058 e 3605-1104.
Evento espírita trata da família moderna
A 18º edição do Congresso Espírita do Rio Grande do Norte, realizado no centro de Convenções de Natal, com o tema ‘‘Um condomínio chamado família’’ começa amanhã e vai até domingo. O evento, promovido pela Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes, contará com a participação de profissionais ligados à Federação Espírita do RN, e reunirá palestrantes de outros estados brasileiros, como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Além das palestras e seminários apresentados, o evento terá ainda uma feira de livros e produtos, como também estandes de entidades filantrópicas parceiras. As inscrições para o 18º Congresso Espírita do Rio Grande do Norte ainda estão sendo feitas na Livraria Espírita do Praia Shopping e na Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes na Av. Lima e Silva 1520 - Lagoa Nova. Mais informações: 3219-6204, 3205-0058 e 3605-1104.
Uso do cachimbo
DORA KRAMER
ESTADÃO
Não poderia surgir em hora mais imprópria - e simbólica - a proposta do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, de inclusão do reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal na pauta de votações da Câmara.
O primordial não é o valor ao aumento, mas a motivação do autor: "É uma homenagem à Corte. Temos que tomar essa decisão como uma forma de prestigiar o ministro Gilmar Mendes (presidente do STF), que está nessa cruzada em prol da cidadania"
.Quer dizer, o uso constante do cachimbo realmente tem o condão de entortar a boca das criaturas.
Mesmo na atual conjuntura de degradação galopante do Poder Legislativo, parece quase profana a oferta de vantagens financeiras à mais alta Corte do País, de forma a criar um espaço de interesse comum entre dois Poderes hoje de condutas tão opostas.
Isso no exato momento em que o Judiciário é apontado como usurpador de poderes por assumir a dianteira na resolução de questões deixadas de lado pelo Legislativo, predominantemente voltado para o trato de seus interesses junto ao Executivo.
O líder do PMDB na Câmara talvez não tenha se dado conta - o que só aumenta a gravidade da história -, mas não presta "homenagem" alguma ao Supremo sacando do arquivo um projeto de aumento datado de dois anos atrás e posto de lado por absoluta impossibilidade de convencer a opinião pública de que é justo majorar proventos de R$ 24.500 no Judiciário e, com isso, ainda abrir caminho para o Legislativo reivindicar isonomia.
Antes insulta seus integrantes ao acreditá-los permeáveis aos mesmos métodos adotados pelo Congresso para dirimir conflitos. Rebeldia, resistência, excesso de autonomia, tudo isso os governos resolvem distribuindo favores às suas bases parlamentares.
A proposta do deputado Henrique Eduardo - queira o bom senso seja rechaçada por seus pares e posta em seu devido lugar pelos destinatários da oferenda - traduz o sumo das razões pelas quais hoje se discute o tema do ativismo do Judiciário em contraposição à combinação de anomia e paralisia que assola o Legislativo: a compreensão, ou não, dos papéis.
O Poder Judiciário, na figura do Supremo Tribunal Federal, percebeu perfeitamente a hora de crescer institucional e socialmente. Deixou de ser um tribunal auto-referido e passou a ouvir as demandas de seu tempo e da gente de seu País.
Se isso ocorreu em prejuízo do papel do Congresso não foi por vocação à posse fraudulenta de prerrogativas. Aconteceu porque o Legislativo, não obstante reiterados alertas, não soube parar de decair. E continua sem saber, como se vê pela proposta de um toma-lá-dá-cá dirigida ao Supremo Tribunal Federal.
DORA KRAMER
ESTADÃO
Não poderia surgir em hora mais imprópria - e simbólica - a proposta do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, de inclusão do reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal na pauta de votações da Câmara.
O primordial não é o valor ao aumento, mas a motivação do autor: "É uma homenagem à Corte. Temos que tomar essa decisão como uma forma de prestigiar o ministro Gilmar Mendes (presidente do STF), que está nessa cruzada em prol da cidadania"
.Quer dizer, o uso constante do cachimbo realmente tem o condão de entortar a boca das criaturas.
Mesmo na atual conjuntura de degradação galopante do Poder Legislativo, parece quase profana a oferta de vantagens financeiras à mais alta Corte do País, de forma a criar um espaço de interesse comum entre dois Poderes hoje de condutas tão opostas.
Isso no exato momento em que o Judiciário é apontado como usurpador de poderes por assumir a dianteira na resolução de questões deixadas de lado pelo Legislativo, predominantemente voltado para o trato de seus interesses junto ao Executivo.
O líder do PMDB na Câmara talvez não tenha se dado conta - o que só aumenta a gravidade da história -, mas não presta "homenagem" alguma ao Supremo sacando do arquivo um projeto de aumento datado de dois anos atrás e posto de lado por absoluta impossibilidade de convencer a opinião pública de que é justo majorar proventos de R$ 24.500 no Judiciário e, com isso, ainda abrir caminho para o Legislativo reivindicar isonomia.
Antes insulta seus integrantes ao acreditá-los permeáveis aos mesmos métodos adotados pelo Congresso para dirimir conflitos. Rebeldia, resistência, excesso de autonomia, tudo isso os governos resolvem distribuindo favores às suas bases parlamentares.
A proposta do deputado Henrique Eduardo - queira o bom senso seja rechaçada por seus pares e posta em seu devido lugar pelos destinatários da oferenda - traduz o sumo das razões pelas quais hoje se discute o tema do ativismo do Judiciário em contraposição à combinação de anomia e paralisia que assola o Legislativo: a compreensão, ou não, dos papéis.
O Poder Judiciário, na figura do Supremo Tribunal Federal, percebeu perfeitamente a hora de crescer institucional e socialmente. Deixou de ser um tribunal auto-referido e passou a ouvir as demandas de seu tempo e da gente de seu País.
Se isso ocorreu em prejuízo do papel do Congresso não foi por vocação à posse fraudulenta de prerrogativas. Aconteceu porque o Legislativo, não obstante reiterados alertas, não soube parar de decair. E continua sem saber, como se vê pela proposta de um toma-lá-dá-cá dirigida ao Supremo Tribunal Federal.
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