
quarta-feira, julho 30, 2008
QUARTA NOS JORNAIS
- Globo: TRE e polícias criam força especial para as eleições
- Folha: Fracassa acordo de comércio global
- Estadão: Fracasso na OMC faz Brasil rever política de comércio
- JB: Brigalhada em Genebra causa prejuízo ao Brasil
- Valor: Fracasso de Doha abre nova fase de conflito comercial
- Gazeta Mercantil: Bancos perdem receita com mercado de IPO
- Jornal do Commercio: Bandidos resgatam internas da Fundac
- Globo: TRE e polícias criam força especial para as eleições
- Folha: Fracassa acordo de comércio global
- Estadão: Fracasso na OMC faz Brasil rever política de comércio
- JB: Brigalhada em Genebra causa prejuízo ao Brasil
- Valor: Fracasso de Doha abre nova fase de conflito comercial
- Gazeta Mercantil: Bancos perdem receita com mercado de IPO
- Jornal do Commercio: Bandidos resgatam internas da Fundac
segunda-feira, julho 28, 2008
COLUNA PAINEL
Folha de S. Paulo
Contraponto -Pano rápido
Patinando nas pesquisas em Natal, Fátima Bezerra (PT) enfrenta certo desânimo de seus aliados. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), e a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria (PSB), dividem espaço no palanque com o desconforto típico de ex-adversários.
No domingo passado, a candidata era acompanhada pelos dois numa carreata de público escasso pela orla. Quando Garibaldi começou a discursar, viu que Wilma desceu do carro, preparando-se para dar no pé.
-Já vai, governadora? Sem dar nenhuma palavrinha?
Constrangida, ela improvisou uma fala breve no chão mesmo e, minutos depois, foi mesmo embora.
AS VIÚVAS DA LEI SECA
Nesses dias de lei seca, fiquei aqui na Varanda pensando sobre os efeitos colaterais dessa medida e cheguei a conclusão que logo ela vai ser revogada. São vários fatores que põe em risco essa lei. Vejam só: Na economia tivemos uma queda acentuada na venda de amendoins, da bolacha do chopp, do guardanapo, dos bolinhos de bacalhau, o que provocou sérios problemas nas minhas economias, na da Noruega e de Portugal. Na indústria de vidros houve uma acentuada queda na produção de copos e garrafas, levando milhares de pessoas ao desemprego.
Como vão ficar os fabricantes de esparadrapo, gaze (não é peido), iodo, mercúrio, soro? E aí? O que vão fazer com os remédios pra ressaca? Sorizal, Melhoral, Engov, Sal de Frutas vão acabar? E os pedintes? Os simpáticos flanelinhas? É problema social à vista. Pode ser que o govêrno invente uma bolsa para as vítimas da lei seca.
Agora, caros caraios, tem uma categoria que tem força suficiente para revogar essa lei (tem todo meu apoio). São as mulheres feias. Essas foram as maiores prejudicadas com essa lei.
Voces que conhecem a noite, sabem, que quando a madrugada chega, as mulheres bonitas vão embora pois estão sempre acompanhadas. O que resta? As feias e os biriteiros.
Esse blog esteve escutando as reclamações dessas mulheres contra a lei seca, elas dizem que os bares e botecos estão ficando vazios na madrugada e que só encontram homens sóbrios e sérios que não gostam de caçar. Ouvi depoimentos dramáticos de mulheres, não abeira de um ataque de nervos, já estavam histéricas. Fiquei solidário.
Voltei para minha Varanda, abri uma garrafa de cachaça e fui entender as razões da coroada. O bêbado é o porto seguro das noitadas. Quando passa da meia noite e dez doses na cabeça, nós começamos a vê-las com outros olhos. São "simpáticas" (bonita só depois de 20 doses) e gostosas, a caça começa. Aquela papada embaixo do queixo, os óculos fundo de garrafa, a gordura que ameaça estourar o vestido, aquele perfume da Avon. É a mulher dos meus sonhos.
Já com cérebro no meio das pernas, partimos para um papinho com a língua enrolada, uma dança com umas pisadas nos pés. Tudo é divino e maravilhoso, a mulher sente-se uma rainha. Voce só pensa naquilo.
Quando chega no matadouro, é um amor que parece não ter fim, a mulher tira a roupa e despenca aquela ruma de banha, voce nem nota, só quer xota. Voce enverniza, a mulher goza feito louca pensa até que vai morrer. Voce goza e dorme.
Dia seguinte, voce sóbrio, olha de lado, não sabe o nome da mulher, bate um arrependimento, ressaca moral mas voce consegue disfarçar.
A mulher acorda, chama voce amor, quer dar mais uma reada e voce desconversa.
É por isso que eu acredito na queda dessa lei, as mulheres feias estão revoltadas, aí meu deus, não tem como o govêrno criar bolsa-bêbado. A mulher é feliz com o biriteiro.
ABAIXO A LEI SECA.
Nesses dias de lei seca, fiquei aqui na Varanda pensando sobre os efeitos colaterais dessa medida e cheguei a conclusão que logo ela vai ser revogada. São vários fatores que põe em risco essa lei. Vejam só: Na economia tivemos uma queda acentuada na venda de amendoins, da bolacha do chopp, do guardanapo, dos bolinhos de bacalhau, o que provocou sérios problemas nas minhas economias, na da Noruega e de Portugal. Na indústria de vidros houve uma acentuada queda na produção de copos e garrafas, levando milhares de pessoas ao desemprego.
Como vão ficar os fabricantes de esparadrapo, gaze (não é peido), iodo, mercúrio, soro? E aí? O que vão fazer com os remédios pra ressaca? Sorizal, Melhoral, Engov, Sal de Frutas vão acabar? E os pedintes? Os simpáticos flanelinhas? É problema social à vista. Pode ser que o govêrno invente uma bolsa para as vítimas da lei seca.
Agora, caros caraios, tem uma categoria que tem força suficiente para revogar essa lei (tem todo meu apoio). São as mulheres feias. Essas foram as maiores prejudicadas com essa lei.
Voces que conhecem a noite, sabem, que quando a madrugada chega, as mulheres bonitas vão embora pois estão sempre acompanhadas. O que resta? As feias e os biriteiros.
Esse blog esteve escutando as reclamações dessas mulheres contra a lei seca, elas dizem que os bares e botecos estão ficando vazios na madrugada e que só encontram homens sóbrios e sérios que não gostam de caçar. Ouvi depoimentos dramáticos de mulheres, não abeira de um ataque de nervos, já estavam histéricas. Fiquei solidário.
Voltei para minha Varanda, abri uma garrafa de cachaça e fui entender as razões da coroada. O bêbado é o porto seguro das noitadas. Quando passa da meia noite e dez doses na cabeça, nós começamos a vê-las com outros olhos. São "simpáticas" (bonita só depois de 20 doses) e gostosas, a caça começa. Aquela papada embaixo do queixo, os óculos fundo de garrafa, a gordura que ameaça estourar o vestido, aquele perfume da Avon. É a mulher dos meus sonhos.
Já com cérebro no meio das pernas, partimos para um papinho com a língua enrolada, uma dança com umas pisadas nos pés. Tudo é divino e maravilhoso, a mulher sente-se uma rainha. Voce só pensa naquilo.
Quando chega no matadouro, é um amor que parece não ter fim, a mulher tira a roupa e despenca aquela ruma de banha, voce nem nota, só quer xota. Voce enverniza, a mulher goza feito louca pensa até que vai morrer. Voce goza e dorme.
Dia seguinte, voce sóbrio, olha de lado, não sabe o nome da mulher, bate um arrependimento, ressaca moral mas voce consegue disfarçar.
A mulher acorda, chama voce amor, quer dar mais uma reada e voce desconversa.
É por isso que eu acredito na queda dessa lei, as mulheres feias estão revoltadas, aí meu deus, não tem como o govêrno criar bolsa-bêbado. A mulher é feliz com o biriteiro.
ABAIXO A LEI SECA.
DOCUMENTOS
Esse site é uma mão na roda para quem precisa de algum modelo de documento, tem quase tudo, é só imprimir. clique para ir no site
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SEGUNDA NOS JORNAIS
- Globo: TSE discutirá proposta de força-tarefa eleitoral no Rio
- Folha: SP bate recorde e multa 1 motorista a cada 6 segundos
- Estado: China e Índia emperram acordo na OMC
- JB: Tráfico agora bloqueia TRE
- Correio: Brasília livre das vans
- Valor: Crédito à exportação fica mais caro, restrito e curto
- Gazeta Mercantil: Brasil pesquisa ouro, diamante e fosfato no mar
- Globo: TSE discutirá proposta de força-tarefa eleitoral no Rio
- Folha: SP bate recorde e multa 1 motorista a cada 6 segundos
- Estado: China e Índia emperram acordo na OMC
- JB: Tráfico agora bloqueia TRE
- Correio: Brasília livre das vans
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- Gazeta Mercantil: Brasil pesquisa ouro, diamante e fosfato no mar
domingo, julho 27, 2008
INTIMIDADE COM A BOSTA
JÁ DEU SUA CAGADA HOJE?
Do que é feito o cocô?
Cerca de 3/4 das suas fezes, em média, é água. Claro, este valor é altamente variável - o conteúdo de água de uma diarréia é muito maior, e a quantidade de água no cocô que foi retido (voluntariamente ou por outro motivo qualquer) é menor. A água é absorvida do bolo fecal quando ele passa pelo intestino, assim, quanto mais tempo ele ficar retido antes de ser eliminado, mais seco ele vai ser. Sobra 1/4 de matéria sólida, do qual cerca de 1/3 é composto de bactérias mortas. Esses microcadáveres vêm da flora intestinal de microrganismos que nos auxiliam na digestão da comida. Outro 1/3 da massa é feita de coisas que são indigeríveis para nós, como celulose, por exemplo. Este material indigerível é chamado "fibra", e auxilia o bolo na sua passagem ao longo do intestino, talvez porque provoca tração. O restante dá 10 a 20% de gorduras, 20% matéria inorgânica (como sais, fostatos, etc.) e 2 a 3% de proteína.
Por que o cocô fede?
O cocô fede como resultado dos produtos da ação bacteriana. As bactérias produzem compostos orgânicos fedidos, ricos em enxofre, como indóis, skatole, e mercaptanos, e o gás inorgânico sulfeto de hidrogênio (gás sulfídrico). Estes são os mesmos compostos que dão aos peidos o seu odor.
Por que o cocô é marrom?
A cor vem principalmente da bilirrubina, um pigmento que resulta da destruição das células vermelhas do sangue no fígado e na medula óssea. O verdadeiro metabolismo da bilirrubina e seus produtos no corpo é muito complicado, então diremos simplesmente que muitos deles vão parar no intestino, onde são modificados mais um pouco pela ação bacteriana. Mas a cor por si mesma vem do ferro. O ferro na hemoglobina das células vermelhas do sangue dá ao sangue a sua cor vermelha, e o ferro na bilirrubina, como metabólito, resulta na cor marrom..
Como é que quando você come milho, não importa o quanto você mastigue, você caga grãos inteiros?
Cocô com milho é um dos grandes mistérios da vida. Milhares de pessoas crescem se fazendo exatamente a mesma pergunta. Ok, a teoria é a seguinte: quando você masca o milho, o revestimento mais externo libera o grão mais interno. O revestimento externo, amarelo, é quase que totalmente celulose, e é indigerível. Ele passa pelo intestino inteiro intocado, e sai parecendo um grão inteiro, apesar de ser somente a parte externa. O interior do grão é de amido e diferível, e essa é a parte que conseguimos de fato comer.
Existe alguma maneira de fazer com que o milho não saia no seu cocô?
Claro. Não coma milho.
Agora voce conhece sua merda
JÁ DEU SUA CAGADA HOJE?
Do que é feito o cocô?
Cerca de 3/4 das suas fezes, em média, é água. Claro, este valor é altamente variável - o conteúdo de água de uma diarréia é muito maior, e a quantidade de água no cocô que foi retido (voluntariamente ou por outro motivo qualquer) é menor. A água é absorvida do bolo fecal quando ele passa pelo intestino, assim, quanto mais tempo ele ficar retido antes de ser eliminado, mais seco ele vai ser. Sobra 1/4 de matéria sólida, do qual cerca de 1/3 é composto de bactérias mortas. Esses microcadáveres vêm da flora intestinal de microrganismos que nos auxiliam na digestão da comida. Outro 1/3 da massa é feita de coisas que são indigeríveis para nós, como celulose, por exemplo. Este material indigerível é chamado "fibra", e auxilia o bolo na sua passagem ao longo do intestino, talvez porque provoca tração. O restante dá 10 a 20% de gorduras, 20% matéria inorgânica (como sais, fostatos, etc.) e 2 a 3% de proteína.
Por que o cocô fede?
O cocô fede como resultado dos produtos da ação bacteriana. As bactérias produzem compostos orgânicos fedidos, ricos em enxofre, como indóis, skatole, e mercaptanos, e o gás inorgânico sulfeto de hidrogênio (gás sulfídrico). Estes são os mesmos compostos que dão aos peidos o seu odor.
Por que o cocô é marrom?
A cor vem principalmente da bilirrubina, um pigmento que resulta da destruição das células vermelhas do sangue no fígado e na medula óssea. O verdadeiro metabolismo da bilirrubina e seus produtos no corpo é muito complicado, então diremos simplesmente que muitos deles vão parar no intestino, onde são modificados mais um pouco pela ação bacteriana. Mas a cor por si mesma vem do ferro. O ferro na hemoglobina das células vermelhas do sangue dá ao sangue a sua cor vermelha, e o ferro na bilirrubina, como metabólito, resulta na cor marrom..
Como é que quando você come milho, não importa o quanto você mastigue, você caga grãos inteiros?
Cocô com milho é um dos grandes mistérios da vida. Milhares de pessoas crescem se fazendo exatamente a mesma pergunta. Ok, a teoria é a seguinte: quando você masca o milho, o revestimento mais externo libera o grão mais interno. O revestimento externo, amarelo, é quase que totalmente celulose, e é indigerível. Ele passa pelo intestino inteiro intocado, e sai parecendo um grão inteiro, apesar de ser somente a parte externa. O interior do grão é de amido e diferível, e essa é a parte que conseguimos de fato comer.
Existe alguma maneira de fazer com que o milho não saia no seu cocô?
Claro. Não coma milho.
Agora voce conhece sua merda
Anotações políticas
João Ubaldo Ribeiro
ESTADÃO
Menina, é tanta coisa que a pessoa não sabe por onde começar. Nunca na História deste país teve tanto assunto por aí dando sopa. Mas ouso crer que as eleições municipais no Rio de Janeiro talvez mereçam especial atenção da parte do estudioso, pelo que trazem de novidades e características singulares, além de nos acenar, muito em breve, com um novo Brasil. Os habitantes deste país, particularmente do Rio de Janeiro, já nos acostumamos (cartas sobre essa concordância aí para o editor, por caridade) à existência louca que levamos e talvez até tenhamos dificuldade em ganhar a perspectiva necessária para observar aonde estamos indo. E não é que eu tenha essa perspectiva, tenho somente umas intuições a que os fatos parecem nos levar.
Para começar, como é complicado fazer campanha municipal no Rio, hein? É bem verdade que há muito que a cidade não tem prefeito e os vereadores parecem servir exclusivamente para receber subsídios, dar medalhas, sacramentar aumentos nas passagens de ônibus e descolar foro privilegiado. Mas as eleições estão sendo disputadas, até porque o sujeito ganha e/ou furta, para cumprir essas funções, são empregaços. Em toda parte há cada vez mais especialistas em todos os aspectos do emaranhado processo que os tratados políticos franceses, com a aura de gozador que todo tratado político francês tem, chamam cinicamente de ''escolha de governantes''. E no Rio ainda há necessidade de um esquema adicional, pois, como sabemos todos, os candidatos só podem entrar em certas áreas da cidade depois de obter permissão do chefe do tráfico local, que acumula (sonho de muitos) os poderes executivo, legislativo e judiciário locais. Na verdade, ninguém pode entrar lá sem autorização ou pelo menos permissão implícita em alguma circunstância. O presidente da República, por exemplo, pode. Se mobilizar, como já mobilizou, um esquema de segurança semelhante ao que imagino terá Bush no Iraque, ou mais. Outras autoridades precisam igualmente solicitar permissão e algumas nem tentam, porque sabem da resposta negativa que receberão.
Cria-se toda uma nova especialidade, todo um novo e promissor mercado de trabalho, sem nos darmos conta. Se já não existem, deverão existir daqui a pouco firmas e profissões especializadas em contatos desse tipo, uma espécie de agenciadoras. O terreno promete, porque a cada dia aparece nova área onde só se entra depois de acordo com o governo local. O governo estadual devia criar a Secretaria Especial de Relacionamento com Comunidades Difíceis, ocupada preferivelmente por um experiente diplomata aposentado. Isso poderá significar muitos passos à frente, em relação ao que temos hoje.
Talvez, por exemplo, se consiga, ao menos em algumas ou na maioria dessas comunidades, que se negociem medidas para facilitar a vida de todo mundo. Os governantes das comunidades, ou seja, os grandes traficantes, emitiriam seus próprios passaportes e seus próprios vistos. Um mesmo passaporte poderia servir para várias comunidades, contanto que tivesse o visto de cada uma delas. Cobrar-se-ia, claro, uma taxa pelo visto e o passaporte só seria válido pelo prazo concedido, conforme o carimbo de um dos pontos oficiais de entrada e saída das comunidades. Tenho certeza de que, levada a sério, essa simples solução traria efeitos muito positivos para todos os interessados, inclusive para o chamado crime organizado, cujo funcionamento ainda deixa margem para críticas e cuja imagem precisa ser mais bem cuidada. Não pode dar a impressão de que é um crime organizado desorganizado, como às vezes acontece, o controle de qualidade é essencial.
Nos domínios do tráfico, segundo nos consta, o processo de escolha de governantes não costuma ser o voto. O fato de que votamos eletronicamente, em urnas nas quais nenhum consertador de caça-níqueis proibidos bota fé, não é o fator principal, não é nem fator. De qualquer maneira, eles escolhem lá seus governantes segundo seus métodos tradicionais. Mas não eleger representantes para tratar dos interesses deles ''aqui embaixo'' não somente os deixa um pouco excluídos e carentes, como eles correm o risco de ser ultrapassados. Já há muitos gângsteres em atividade nos três poderes do Estado cuja sofisticação aumenta cada vez mais, até com uma eventual prisãozinha de um dia ou dois, para satisfazer a sanha odienta dos despeitados, dos derrotados e da imprensa. Então o negócio é eleger mais gângsteres, que pelo menos partilhem do bolo geral e contribuam para maior eficácia da bandidagem como um todo.
Aí fica mais fácil explicar ao gringo. O governo aqui é de direita ou de esquerda? Esquerda ou direita, o que é isso? Já passamos dessa fase obsoleta há muito tempo. Os governantes aqui, abrangendo, naturalmente, todos os três poderes, são de dois tipos: os gângsteres diretos e os indiretos, sendo que geralmente existem alianças entre ambos, para facilitar os furtos e as fraudes. O restante, uma minoria insignificante, os demais políticos, vive pelos cantos, murmurando frases sem nexo e de vez em quando trocando de partido, ou para quebrar a monotonia ou porque lhe avisaram que na outra legenda ainda tem vaga de ladrão, homicida, estelionatário, CG (corrupto geral, na gíria parlamentar), xepeiros orçamentários e assim por diante.
Oposição? Sim, historicamente, sempre tivemos uma Oposição tenaz, capaz de enfrentar com denodo o martírio de ver a Situação roubando e ela de fora. Ou seja, a Oposição se compõe basicamente dos políticos que não estão se locupletando. A ideologia da Situação é se manter no poder e prosseguir larapiando. A ideologia da Oposição é chegar ao poder para larapiar também. E o lema de ambas é de tradição vetusta e nobre: ''Hodie mihi, cras tibi.'' Ou seja, mais ou menos ''hoje pra mim, pra você só amanhã''. Política é cultura.
João Ubaldo Ribeiro
ESTADÃO
Menina, é tanta coisa que a pessoa não sabe por onde começar. Nunca na História deste país teve tanto assunto por aí dando sopa. Mas ouso crer que as eleições municipais no Rio de Janeiro talvez mereçam especial atenção da parte do estudioso, pelo que trazem de novidades e características singulares, além de nos acenar, muito em breve, com um novo Brasil. Os habitantes deste país, particularmente do Rio de Janeiro, já nos acostumamos (cartas sobre essa concordância aí para o editor, por caridade) à existência louca que levamos e talvez até tenhamos dificuldade em ganhar a perspectiva necessária para observar aonde estamos indo. E não é que eu tenha essa perspectiva, tenho somente umas intuições a que os fatos parecem nos levar.
Para começar, como é complicado fazer campanha municipal no Rio, hein? É bem verdade que há muito que a cidade não tem prefeito e os vereadores parecem servir exclusivamente para receber subsídios, dar medalhas, sacramentar aumentos nas passagens de ônibus e descolar foro privilegiado. Mas as eleições estão sendo disputadas, até porque o sujeito ganha e/ou furta, para cumprir essas funções, são empregaços. Em toda parte há cada vez mais especialistas em todos os aspectos do emaranhado processo que os tratados políticos franceses, com a aura de gozador que todo tratado político francês tem, chamam cinicamente de ''escolha de governantes''. E no Rio ainda há necessidade de um esquema adicional, pois, como sabemos todos, os candidatos só podem entrar em certas áreas da cidade depois de obter permissão do chefe do tráfico local, que acumula (sonho de muitos) os poderes executivo, legislativo e judiciário locais. Na verdade, ninguém pode entrar lá sem autorização ou pelo menos permissão implícita em alguma circunstância. O presidente da República, por exemplo, pode. Se mobilizar, como já mobilizou, um esquema de segurança semelhante ao que imagino terá Bush no Iraque, ou mais. Outras autoridades precisam igualmente solicitar permissão e algumas nem tentam, porque sabem da resposta negativa que receberão.
Cria-se toda uma nova especialidade, todo um novo e promissor mercado de trabalho, sem nos darmos conta. Se já não existem, deverão existir daqui a pouco firmas e profissões especializadas em contatos desse tipo, uma espécie de agenciadoras. O terreno promete, porque a cada dia aparece nova área onde só se entra depois de acordo com o governo local. O governo estadual devia criar a Secretaria Especial de Relacionamento com Comunidades Difíceis, ocupada preferivelmente por um experiente diplomata aposentado. Isso poderá significar muitos passos à frente, em relação ao que temos hoje.
Talvez, por exemplo, se consiga, ao menos em algumas ou na maioria dessas comunidades, que se negociem medidas para facilitar a vida de todo mundo. Os governantes das comunidades, ou seja, os grandes traficantes, emitiriam seus próprios passaportes e seus próprios vistos. Um mesmo passaporte poderia servir para várias comunidades, contanto que tivesse o visto de cada uma delas. Cobrar-se-ia, claro, uma taxa pelo visto e o passaporte só seria válido pelo prazo concedido, conforme o carimbo de um dos pontos oficiais de entrada e saída das comunidades. Tenho certeza de que, levada a sério, essa simples solução traria efeitos muito positivos para todos os interessados, inclusive para o chamado crime organizado, cujo funcionamento ainda deixa margem para críticas e cuja imagem precisa ser mais bem cuidada. Não pode dar a impressão de que é um crime organizado desorganizado, como às vezes acontece, o controle de qualidade é essencial.
Nos domínios do tráfico, segundo nos consta, o processo de escolha de governantes não costuma ser o voto. O fato de que votamos eletronicamente, em urnas nas quais nenhum consertador de caça-níqueis proibidos bota fé, não é o fator principal, não é nem fator. De qualquer maneira, eles escolhem lá seus governantes segundo seus métodos tradicionais. Mas não eleger representantes para tratar dos interesses deles ''aqui embaixo'' não somente os deixa um pouco excluídos e carentes, como eles correm o risco de ser ultrapassados. Já há muitos gângsteres em atividade nos três poderes do Estado cuja sofisticação aumenta cada vez mais, até com uma eventual prisãozinha de um dia ou dois, para satisfazer a sanha odienta dos despeitados, dos derrotados e da imprensa. Então o negócio é eleger mais gângsteres, que pelo menos partilhem do bolo geral e contribuam para maior eficácia da bandidagem como um todo.
Aí fica mais fácil explicar ao gringo. O governo aqui é de direita ou de esquerda? Esquerda ou direita, o que é isso? Já passamos dessa fase obsoleta há muito tempo. Os governantes aqui, abrangendo, naturalmente, todos os três poderes, são de dois tipos: os gângsteres diretos e os indiretos, sendo que geralmente existem alianças entre ambos, para facilitar os furtos e as fraudes. O restante, uma minoria insignificante, os demais políticos, vive pelos cantos, murmurando frases sem nexo e de vez em quando trocando de partido, ou para quebrar a monotonia ou porque lhe avisaram que na outra legenda ainda tem vaga de ladrão, homicida, estelionatário, CG (corrupto geral, na gíria parlamentar), xepeiros orçamentários e assim por diante.
Oposição? Sim, historicamente, sempre tivemos uma Oposição tenaz, capaz de enfrentar com denodo o martírio de ver a Situação roubando e ela de fora. Ou seja, a Oposição se compõe basicamente dos políticos que não estão se locupletando. A ideologia da Situação é se manter no poder e prosseguir larapiando. A ideologia da Oposição é chegar ao poder para larapiar também. E o lema de ambas é de tradição vetusta e nobre: ''Hodie mihi, cras tibi.'' Ou seja, mais ou menos ''hoje pra mim, pra você só amanhã''. Política é cultura.
DOMINGO NOS JORNAIS
- Globo: Milícia usa homens armados para pedir votos em favelas
- Folha: Jovem sonha em obter emprego e casa própria
- Estadão: Colômbia passou dados sobre ação das Farc no Brasil
- JB: Restaurantes declaram guerra contra a inflação
- Correio: Polícia mata três pessoas a cada 48 horas
-Tribuna do Norte: MP lista ‘provas consistentes’ contra acusados de corrupção
- Globo: Milícia usa homens armados para pedir votos em favelas
- Folha: Jovem sonha em obter emprego e casa própria
- Estadão: Colômbia passou dados sobre ação das Farc no Brasil
- JB: Restaurantes declaram guerra contra a inflação
- Correio: Polícia mata três pessoas a cada 48 horas
-Tribuna do Norte: MP lista ‘provas consistentes’ contra acusados de corrupção
sábado, julho 26, 2008
O povo desorganizado
Demétrio Magnoli
O Globo
26/6/2008
"Na juventude eu sonhava com o dia em que o povo organizado tomaria o poder; agora, sonho com o dia em que o povo desorganizado chegará enfim ao poder." As palavras talvez não tenham sido exatamente essas, mas o sentido está aí. A boutade é de Ruth Cardoso, em conversa particular com uma amiga, também antropóloga. Debaixo da fina ironia, assoma uma crítica que ela, mais do que ninguém, estava qualificada para fazer.
Ruth Cardoso esteve entre os primeiros a rastrear, há três décadas, a emergência de uma sociedade civil que se organizava fora do aparelho de Estado, dos partidos políticos e das associações corporativas. Ela acreditou na dinâmica criativa e nas potencialidades democráticas do chamado Terceiro Setor, a expressão criada para descrever as organizações não-governamentais (ONGs). A sua crítica não se dirigia a esse movimento, nas suas raízes, mas ao que ela parecia interpretar como uma degeneração de seu sentido original.
Inventando um novo lugar para a figura da primeira-dama, Ruth Cardoso escapou a duas conhecidas armadilhas. Ela não invadiu a esfera decisória das autoridades eleitas nem se transfigurou em componente decorativo para ocasiões cerimoniais. Fiel a si mesma, mas atenta às circunstâncias, criou e animou a Comunidade Solidária, uma parceria entre o Estado e o Terceiro Setor. Nessa parceria, o poder público assumiu a gestão de iniciativas sociais financiadas com recursos privados.
É o oposto do que se faz, como regra geral, em nome do Terceiro Setor. Na sua aplastante maioria, as ONGs são financiadas por recursos públicos para gerir, a partir de suas próprias concepções, iniciativas que deveriam permanecer sob controle direto do Estado. O nome que a Associação Brasileira de ONGs (Abong) dá para isso é democracia participativa. Mas não há aí nem democracia nem participação. O que existe é a captura fragmentária do Estado por organizações privadas, que parasitam a democracia e impõem uma agenda política particular ao conjunto da sociedade, esvaziando o sentido do voto e da representação. As ONGs fazem lucrativos negócios, não recolhem impostos e pagam regiamente a seus executivos, muitos dos quais circulam em redes nas quais se enlaçam a empresa privada e o Terceiro Setor.
Não é preciso ser um entusiasta da Comunidade Solidária para reconhecer que o programa não tinha o defeito de funcionar como cobertura da ação partidária nem propiciava negócios a uma elite política. Ruth Cardoso nunca deixou sua posição de primeira-dama e sua função de coordenadora do programa servirem ao fim degradante do clientelismo.
Mas aquilo foi a exceção. A regra, escancarada nessa "era Lula", é a valsa de compadrio entre governo e ONGs que não passam de tentáculos do partido governista. A receita é mais ou menos a seguinte: sob a etiqueta da "participação", o governo financia ONGs com plataformas setoriais, ligadas à saúde, ao meio ambiente, às comunicações, aos negros ou aos gays, fabricando "movimentos sociais". Essas ONGs geram supostas demandas sociais, alinhadas com interesses de grupos específicos, que são "atendidas" pelo governo. O circuito, bancado com dinheiro público, produz clientelas políticas e rendas para burocratas partidários.
O último documento político significativo que Ruth Cardoso assinou foi a carta "Cento e treze cidadãos anti-racistas contra as leis raciais", entregue no fim de abril aos ministros do STF. Ela relutou em se juntar às vozes que alertam para os perigos da divisão da sociedade em raças oficiais, fazendo-o apenas quando certificou-se de que não se condenava o conceito de ações afirmativas, mas a sua manipulação com a finalidade de extinguir o princípio democrático da igualdade de direitos. Talvez tenha contribuído para a decisão sua repulsa ao jogo pelo qual uma miríade de ONGs, arrogando-se o papel de representantes de uma "etnia" ou "raça", capturam o Estado e o subordinam a seu programa privado. Afinal, Ruth Cardoso sempre acreditou que o Estado deve servir aos cidadãos - isto é, ao povo desorganizado.
DEMÉTRIO MAGNOLI é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br.
Demétrio Magnoli
O Globo
26/6/2008
"Na juventude eu sonhava com o dia em que o povo organizado tomaria o poder; agora, sonho com o dia em que o povo desorganizado chegará enfim ao poder." As palavras talvez não tenham sido exatamente essas, mas o sentido está aí. A boutade é de Ruth Cardoso, em conversa particular com uma amiga, também antropóloga. Debaixo da fina ironia, assoma uma crítica que ela, mais do que ninguém, estava qualificada para fazer.
Ruth Cardoso esteve entre os primeiros a rastrear, há três décadas, a emergência de uma sociedade civil que se organizava fora do aparelho de Estado, dos partidos políticos e das associações corporativas. Ela acreditou na dinâmica criativa e nas potencialidades democráticas do chamado Terceiro Setor, a expressão criada para descrever as organizações não-governamentais (ONGs). A sua crítica não se dirigia a esse movimento, nas suas raízes, mas ao que ela parecia interpretar como uma degeneração de seu sentido original.
Inventando um novo lugar para a figura da primeira-dama, Ruth Cardoso escapou a duas conhecidas armadilhas. Ela não invadiu a esfera decisória das autoridades eleitas nem se transfigurou em componente decorativo para ocasiões cerimoniais. Fiel a si mesma, mas atenta às circunstâncias, criou e animou a Comunidade Solidária, uma parceria entre o Estado e o Terceiro Setor. Nessa parceria, o poder público assumiu a gestão de iniciativas sociais financiadas com recursos privados.
É o oposto do que se faz, como regra geral, em nome do Terceiro Setor. Na sua aplastante maioria, as ONGs são financiadas por recursos públicos para gerir, a partir de suas próprias concepções, iniciativas que deveriam permanecer sob controle direto do Estado. O nome que a Associação Brasileira de ONGs (Abong) dá para isso é democracia participativa. Mas não há aí nem democracia nem participação. O que existe é a captura fragmentária do Estado por organizações privadas, que parasitam a democracia e impõem uma agenda política particular ao conjunto da sociedade, esvaziando o sentido do voto e da representação. As ONGs fazem lucrativos negócios, não recolhem impostos e pagam regiamente a seus executivos, muitos dos quais circulam em redes nas quais se enlaçam a empresa privada e o Terceiro Setor.
Não é preciso ser um entusiasta da Comunidade Solidária para reconhecer que o programa não tinha o defeito de funcionar como cobertura da ação partidária nem propiciava negócios a uma elite política. Ruth Cardoso nunca deixou sua posição de primeira-dama e sua função de coordenadora do programa servirem ao fim degradante do clientelismo.
Mas aquilo foi a exceção. A regra, escancarada nessa "era Lula", é a valsa de compadrio entre governo e ONGs que não passam de tentáculos do partido governista. A receita é mais ou menos a seguinte: sob a etiqueta da "participação", o governo financia ONGs com plataformas setoriais, ligadas à saúde, ao meio ambiente, às comunicações, aos negros ou aos gays, fabricando "movimentos sociais". Essas ONGs geram supostas demandas sociais, alinhadas com interesses de grupos específicos, que são "atendidas" pelo governo. O circuito, bancado com dinheiro público, produz clientelas políticas e rendas para burocratas partidários.
O último documento político significativo que Ruth Cardoso assinou foi a carta "Cento e treze cidadãos anti-racistas contra as leis raciais", entregue no fim de abril aos ministros do STF. Ela relutou em se juntar às vozes que alertam para os perigos da divisão da sociedade em raças oficiais, fazendo-o apenas quando certificou-se de que não se condenava o conceito de ações afirmativas, mas a sua manipulação com a finalidade de extinguir o princípio democrático da igualdade de direitos. Talvez tenha contribuído para a decisão sua repulsa ao jogo pelo qual uma miríade de ONGs, arrogando-se o papel de representantes de uma "etnia" ou "raça", capturam o Estado e o subordinam a seu programa privado. Afinal, Ruth Cardoso sempre acreditou que o Estado deve servir aos cidadãos - isto é, ao povo desorganizado.
DEMÉTRIO MAGNOLI é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br.
VEREADOR RENATO DANTAS VAI PRESO NO CAMBURÃO

BANDIDO PRESO
Um dos ladrões da Operação Impacto, o vereador Renato Dantas, foi preso e levado no camburão da PRF. O mesmo estava totalmente cheio do mé, segundo as más linguas, tava cheio de outras coisas também, eu acredito. Essa viagem no camburão serviu de treino para o meliante. O vagabundo sentiu-se totalmente a vontade no carro da polícia.

BANDIDO PRESO
Um dos ladrões da Operação Impacto, o vereador Renato Dantas, foi preso e levado no camburão da PRF. O mesmo estava totalmente cheio do mé, segundo as más linguas, tava cheio de outras coisas também, eu acredito. Essa viagem no camburão serviu de treino para o meliante. O vagabundo sentiu-se totalmente a vontade no carro da polícia.
ESFREGANDO O BOMBRIL
MULHER TIRA O CABAÇO DA MENINA
26/07/2008
Jovem é presa após levar menina de 13 anos a motel
Uma mulher identificada como Adriene Tábata, de 21 anos, foi presa na manhã desta sexta-feira, em Assu, município a 207 km da capital potiguar. Ela é acusada, segundo o deleado titular Normando Feitosa, de atentado violento ao pudor e presunção de violência. Adriene foi denunciada pela mãe de uma adolescente de apenas 13 anos de idade.
Segundo o delegado, a menina mantinha encontros escondidos com a jovem acusada, no município de Ipanguaçu, a 214 km da capital potiguar, onde ambas residem. A mãe relatou só ter descoberto ontem, quando a filha foi levada ao Motel Aventura, em Assu, e foi violentada sexualmente, segundo informações da polícia.
"A mãe procurou pela adolescente e não a encontrou. A menina ligou dizendo estar em um certo lugar e não estava. Foi quando a mãe ameaçou se matar caso a filha não contasse a verdade. Aí veio à tona o caso homossexual de atentado ao pudor", afirmou o deleado da DP de Assu.
Segundo informações da polícia, a adolescente foi ao Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) e fez exame de corpo delito. Foi constatado intenso sangramento e o hímen da menina havia sido rompido. A acusada stá detida em Assu, mas será transferida para o presídio feminino de Mossoró.
Gabriela Olivar
DN Online
MULHER TIRA O CABAÇO DA MENINA
26/07/2008
Jovem é presa após levar menina de 13 anos a motel
Uma mulher identificada como Adriene Tábata, de 21 anos, foi presa na manhã desta sexta-feira, em Assu, município a 207 km da capital potiguar. Ela é acusada, segundo o deleado titular Normando Feitosa, de atentado violento ao pudor e presunção de violência. Adriene foi denunciada pela mãe de uma adolescente de apenas 13 anos de idade.
Segundo o delegado, a menina mantinha encontros escondidos com a jovem acusada, no município de Ipanguaçu, a 214 km da capital potiguar, onde ambas residem. A mãe relatou só ter descoberto ontem, quando a filha foi levada ao Motel Aventura, em Assu, e foi violentada sexualmente, segundo informações da polícia.
"A mãe procurou pela adolescente e não a encontrou. A menina ligou dizendo estar em um certo lugar e não estava. Foi quando a mãe ameaçou se matar caso a filha não contasse a verdade. Aí veio à tona o caso homossexual de atentado ao pudor", afirmou o deleado da DP de Assu.
Segundo informações da polícia, a adolescente foi ao Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) e fez exame de corpo delito. Foi constatado intenso sangramento e o hímen da menina havia sido rompido. A acusada stá detida em Assu, mas será transferida para o presídio feminino de Mossoró.
Gabriela Olivar
DN Online
SÁBADO NOS JORNAIS
- O Globo: Rocinha: candidato do tráfico já responde a 14 ações penais
- Folha: Lei seca poupa R$ 4,5 mi em 1 mês a hospitais em SP
- Estadão: SP precisa de mais de R$ 1,4 bi para ensino.
- JB: Os vereadores do crime
- Correio: Um terço do pessoal da UnB está irregular
- Valor: Após atingir pico, preço das commodities começa a cair
- Gazeta Mercantil: Juro alto leva Bovespa para o menor nível desde janeiro
- Jornal do Commercio: Usuário paga pela greve dos Correios
- O Globo: Rocinha: candidato do tráfico já responde a 14 ações penais
- Folha: Lei seca poupa R$ 4,5 mi em 1 mês a hospitais em SP
- Estadão: SP precisa de mais de R$ 1,4 bi para ensino.
- JB: Os vereadores do crime
- Correio: Um terço do pessoal da UnB está irregular
- Valor: Após atingir pico, preço das commodities começa a cair
- Gazeta Mercantil: Juro alto leva Bovespa para o menor nível desde janeiro
- Jornal do Commercio: Usuário paga pela greve dos Correios
sexta-feira, julho 25, 2008
JORNAL DE HOJE
JUSTIÇA? QUEM MANDOU SER POBRE. FODA-SE
O FILHO DA GOVERNADORA, O XEXELENTO LAURO MAIA, roubou milhões dos cofres públicos e continua soltinho da silva. Os 14 vereadores venderam o Plano Diretor da cidade e continuam soltinhos da silvinha. A jovem acima, tentou furtar dez reais (coisa de pobre), e já faz sete meses que está presa sem julgamento. Minha cara Sandra, lamento dizer, voce está fudida. Pede um habeas corpus ao Gilmar Mendes lá STF.
JUSTIÇA? QUEM MANDOU SER POBRE. FODA-SE
O FILHO DA GOVERNADORA, O XEXELENTO LAURO MAIA, roubou milhões dos cofres públicos e continua soltinho da silva. Os 14 vereadores venderam o Plano Diretor da cidade e continuam soltinhos da silvinha. A jovem acima, tentou furtar dez reais (coisa de pobre), e já faz sete meses que está presa sem julgamento. Minha cara Sandra, lamento dizer, voce está fudida. Pede um habeas corpus ao Gilmar Mendes lá STF.
CAMPANHA EM NATAL
FÁTIMA TROCA O VERMELHO DO PT PELO ROXO.
FÁTIMA BEZERRA: É ROXO
Que Fátima Bezerra é sapatão, todo mundo sabe e ninguem tem nada a ver com isso. Agora que ela tem AQUILO ROXO, isso é novidade, ficou igual ao Collor. Afinal PT e Collor de Melo são aliados.
Será que Fatima está roxa de vergonha?
FÁTIMA TROCA O VERMELHO DO PT PELO ROXO.
FÁTIMA BEZERRA: É ROXO
Que Fátima Bezerra é sapatão, todo mundo sabe e ninguem tem nada a ver com isso. Agora que ela tem AQUILO ROXO, isso é novidade, ficou igual ao Collor. Afinal PT e Collor de Melo são aliados.
Será que Fatima está roxa de vergonha?
OPERAÇÃO IMPACTO
Resumo
Essa operação foi feita pela polícia quando da votação do Plano Diretor de Natal. A trama foi feita por empresas da construção civil subornando 14 vereadores de Natal, para votar favoravelmente à dispositivos que beneficiasse as construtoras da cidade. Foram feitas escutas telefonicas com os vereadores combinando a votação, foi apreendido dinheiro etc e tal. Quer saber mais? Procure no Google.
Vou apresentar os ladrões.
O chefe da quadrilha: LADRÃO EMILSON MEDEIROS
O CHEFE DA QUADRILHA - LADRÃO EMILSON MEDEIROS
Resumo
Essa operação foi feita pela polícia quando da votação do Plano Diretor de Natal. A trama foi feita por empresas da construção civil subornando 14 vereadores de Natal, para votar favoravelmente à dispositivos que beneficiasse as construtoras da cidade. Foram feitas escutas telefonicas com os vereadores combinando a votação, foi apreendido dinheiro etc e tal. Quer saber mais? Procure no Google.
Vou apresentar os ladrões.
O chefe da quadrilha: LADRÃO EMILSON MEDEIROS
O CHEFE DA QUADRILHA - LADRÃO EMILSON MEDEIROS
quinta-feira, julho 24, 2008
NO HOSPITAL
Um rapaz estava em uma cama de hospital. Não tinha braços, pernas e nem orelhas.
Era cego de um olho e comia por um tubo.
De repente, passa no corredor uma mulher gostosíssima e o cara berra com as poucas forças que tem:
- Ô gostosa, que tal vir aqui e me fazer um boquete?
O pai, ao ouvir aquilo o repreende e diz:
- Meu filho, não devia dizer estas coisas. Deus castiga!
- Ele vai fazer o quê? Me despentear?
Um rapaz estava em uma cama de hospital. Não tinha braços, pernas e nem orelhas.
Era cego de um olho e comia por um tubo.
De repente, passa no corredor uma mulher gostosíssima e o cara berra com as poucas forças que tem:
- Ô gostosa, que tal vir aqui e me fazer um boquete?
O pai, ao ouvir aquilo o repreende e diz:
- Meu filho, não devia dizer estas coisas. Deus castiga!
- Ele vai fazer o quê? Me despentear?
É PT? É LADRÃO


JANIO DE FREITAS
Folha de São Paulo
Histórico
O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh está batendo na trave há muito tempo.Ainda quando Luiza Erundina era prefeita de São Paulo, Greenhalgh, segunda figura na administração, foi personagem central de uma denúncia de extorsão. Erundina, verificado o episódio sem dificuldade, decidiu demiti-lo, mas foi impedida pelo PT, Lula à frente. A prefeita não permitiu mais que Greenhalgh tivesse tarefa alguma, nem ao menos lhe dirigia a palavra.Por ocasião do assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, Greenhalgh faz apressada penetração no caso, com a qual proporcionou numerosas aparências de não ter como objetivo o esclarecimento do crime e seu motivo. Foi um caso com muitos indícios de extorsões e corrupção.No círculo central de atingidos, ou já atingidos, pela tal Operação Satiagraha, lá está Luiz Eduardo Greenhalgh, em variados papéis, para dizer o mínimo, de duvidosos métodos e finalidades. Desta vez, a bola bate na trave, mas parece fazê-lo pelo lado de dentro.
terça-feira, julho 22, 2008
LULA
O presidente da república, em suas viagens pelo Brasil, entra em um bordel, e senta-se no balcão do bar ao lado de uma linda garota de programa.
Encantando com a beleza dela, pergunta:
- Oi doçura! Quanto você quer para passar uma noite comigo?
E ela responde:
- Se o senhor conseguir fazer o seu pinto crescer como fez com os juros, mantê-lo duro como estão todos os brasileiros, levantar minha saia como está fazendo com os impostos, baixar minha calcinha como está fazendo com os salários, mudar de posição como mudou na sua vida política e me foder do jeitinho que está fodendo o povo brasileiro, É DE GRAÇA!
O presidente da república, em suas viagens pelo Brasil, entra em um bordel, e senta-se no balcão do bar ao lado de uma linda garota de programa.
Encantando com a beleza dela, pergunta:
- Oi doçura! Quanto você quer para passar uma noite comigo?
E ela responde:
- Se o senhor conseguir fazer o seu pinto crescer como fez com os juros, mantê-lo duro como estão todos os brasileiros, levantar minha saia como está fazendo com os impostos, baixar minha calcinha como está fazendo com os salários, mudar de posição como mudou na sua vida política e me foder do jeitinho que está fodendo o povo brasileiro, É DE GRAÇA!
Pitbull assassino
Saindo do supermercado, um homem se depara com uma inusitada procissão de funeral.
Primeiro vinha um caixão preto e depois um segundo caixão preto.
Em seguida um homem sozinho levava um pitbull na coleira. Finalmente atrás dele uma longa fila indiana só de homens.
Sem conseguir conter a sua curiosidade, ele se aproxima delicadamente do homem com o cachorro e diz:
- Meus sentimentos por sua perda. Sei que o momento não é dado, mas eu nunca vi um enterro assim. O senhor poderia me dizer quem faleceu?
- Bem, no primeiro caixão está a minha esposa.
- Sinto muitíssimo!
– disse com pesar - O que aconteceu com ela?
- Meu cachorro a atacou.-
Que tragédia! E o segundo caixão?
- Minha sogra, ela tentou salvar a filha e também não resistiu.
O homem fica em silêncio consternado e olha nos olhos do viúvo e diz, sem pensar:
- Me empresta o cachorro?
E o viúvo:
- Entra na fila...
Saindo do supermercado, um homem se depara com uma inusitada procissão de funeral.
Primeiro vinha um caixão preto e depois um segundo caixão preto.
Em seguida um homem sozinho levava um pitbull na coleira. Finalmente atrás dele uma longa fila indiana só de homens.
Sem conseguir conter a sua curiosidade, ele se aproxima delicadamente do homem com o cachorro e diz:
- Meus sentimentos por sua perda. Sei que o momento não é dado, mas eu nunca vi um enterro assim. O senhor poderia me dizer quem faleceu?
- Bem, no primeiro caixão está a minha esposa.
- Sinto muitíssimo!
– disse com pesar - O que aconteceu com ela?
- Meu cachorro a atacou.-
Que tragédia! E o segundo caixão?
- Minha sogra, ela tentou salvar a filha e também não resistiu.
O homem fica em silêncio consternado e olha nos olhos do viúvo e diz, sem pensar:
- Me empresta o cachorro?
E o viúvo:
- Entra na fila...
sábado, julho 19, 2008

Ensaio:
Roberto Pompeu de Toledo
As sete maravilhas de Brasília
Uma tentativa de corrigir o resultado sem calor nem surpresas de um concurso
Um recente concurso para eleger as sete maravilhas de Brasília, promovido por um certo Bureau Internacional de Capitais Culturais, terminou, computados os votos eletrônicos de 22.971 pessoas, com o seguinte resultado: 1ª colocada, Catedral; 2ª) Congresso Nacional; 3ª) Palácio da Alvorada; 4ª) Palácio do Planalto; 5ª) Templo da Boa Vontade; 6ª) Santuário Dom Bosco; 7ª) Ponte JK.
O eleitorado comportou-se de forma previsível. Mas Brasília não é só arquitetura, é uma capital que pulsa e estremece. Tampouco se resume a cidade a suas expressões mais óbvias. Como todo lugar que se preza, abriga recônditos insuspeitados. Diante do resultado de certa forma decepcionante do concurso, sem atenção ao verdadeiro espírito da capital, o colunista que vos fala houve por bem elaborar uma lista alternativa, na qual são levados em conta valores que vão além da solidez da argamassa ou da graça do desenho. Ei-la:
• Mansão da "República de Ribeirão Preto". Alugada por velhos amigos do então ministro da Fazenda Antonio Palocci. Seria lugar de festas e de transações comerciais, segundo denúncia do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Demonstra o espírito convivial reinante na capital da República e o valor da amizade. Mesmo no ápice do poder, o mais ilustre freqüentador da casa não descuidava dos companheiros do torrão natal.
• Restaurante Fiorella. Um dos restaurantes da Câmara dos Deputados. Tinha como concessionário Sebastião Buani, que denunciou ter pago, em 2003, um "mensalinho" ao deputado Severino Cavalcanti, então primeiro-secretário da Casa. Demonstra que nem tudo na capital precisa ser "ão".
• Agência do Banco Rural. Deputados, assessores e familiares abasteciam-se ali das doações não contabilizadas distribuídas à generosa época de Delúbio Soares e Marcos Valério. Mostra a existência de dependências, na capital federal, capazes de produzir efeitos mais desconcertantes do que brinquedos de parque de diversões. Houve o caso da mulher de um deputado que foi pagar uma conta de TV por assinatura, se distraiu e saiu com 50 000 reais na bolsa.
• Apartamento do ex-deputado Roberto Jefferson. De suas janelas abertas, no período em que a cidade viveu sob a égide do episódio conhecido como "mensalão", uma voz potente brindava os transeuntes com as notas sentidas de Cuore Ingrato. O então deputado procurava na música um descanso ao duplo afazer de denunciar e defender-se. Demonstra o amálgama de política e arte que também é apanágio da capital brasileira.
• Sala da Comissão de Orçamento do Congresso. Sede de sobrenaturais eventos ocorridos nos idos da década de 90. Como se dotados de vida própria, dinheiros saltavam das colunas de receita e despesa da União para se aninhar nas contas de seres pequenos, apropriadamente apelidados de "anões". Ocorriam milagres, como um desses pequenos indivíduos ser contemplado 221 vezes com prêmios da loteria. Sustentam alguns que tais eventos não se circunscreveram àquela época. Continuariam a ocorrer até hoje e, em se procurando, se revelariam. O fenômeno, se confirmado, demonstraria a continuidade dos usos na capital federal.
• Casa da Dinda. Residência particular de um ex-presidente. Numa época de economia travada e hiperinflação, constituiu-se num cantinho de progresso na capital federal. Recebeu melhorias nos jardins, na iluminação e no lago artificial, culminando com a instalação de dez cascatas, em diferentes pontos da propriedade. Ao fastio sucedeu a decadência. Apeado do poder e ausente da cidade, o proprietário condenou-a a amargar, como ele próprio, um período de ostracismo e decadência. Ultimamente, ambos se reerguem: o dono, de volta à cidade, e a casa, submetida a uma reforma. Nesta lista, a casa exemplifica o poder de regeneração que, como nos organismos mais resistentes, também se manifesta em Brasília.
• Apartamento do ex-senador Ney Suassuna. Neste local, no ano de 2002, corria uma animada festa de fim de ano, presentes políticos e jornalistas, mas o senador Renan Calheiros só tinha olhos para a moça de compridos cabelos negros. Começou aí o namoro com Mônica Veloso. O local entra na lista como lembrança de que o amor também floresce em meio à vegetação miúda do cerrado e à secura do ar de Brasília. Poderia ser lembrado igualmente o salão de festas do Clube das Nações, onde, em setembro de 1990, ao som de Besame Mucho, teve início outro célebre caso de amor na capital federal, o dos ministros Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral. Ganha o apê de Suassuna por ter abrigado evento mais recente.
Ao contrário da lista oficial, esta vai sem hierarquia. O colunista hesita em dar maior peso a esta ou aquela das maravilhas. O leitor e a leitora estão convidados a fazê-lo, assim como a corrigir erros e omissões. Façam suas apostas, senhoras e senhores.
Um recente concurso para eleger as sete maravilhas de Brasília, promovido por um certo Bureau Internacional de Capitais Culturais, terminou, computados os votos eletrônicos de 22.971 pessoas, com o seguinte resultado: 1ª colocada, Catedral; 2ª) Congresso Nacional; 3ª) Palácio da Alvorada; 4ª) Palácio do Planalto; 5ª) Templo da Boa Vontade; 6ª) Santuário Dom Bosco; 7ª) Ponte JK.
O eleitorado comportou-se de forma previsível. Mas Brasília não é só arquitetura, é uma capital que pulsa e estremece. Tampouco se resume a cidade a suas expressões mais óbvias. Como todo lugar que se preza, abriga recônditos insuspeitados. Diante do resultado de certa forma decepcionante do concurso, sem atenção ao verdadeiro espírito da capital, o colunista que vos fala houve por bem elaborar uma lista alternativa, na qual são levados em conta valores que vão além da solidez da argamassa ou da graça do desenho. Ei-la:
• Mansão da "República de Ribeirão Preto". Alugada por velhos amigos do então ministro da Fazenda Antonio Palocci. Seria lugar de festas e de transações comerciais, segundo denúncia do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Demonstra o espírito convivial reinante na capital da República e o valor da amizade. Mesmo no ápice do poder, o mais ilustre freqüentador da casa não descuidava dos companheiros do torrão natal.
• Restaurante Fiorella. Um dos restaurantes da Câmara dos Deputados. Tinha como concessionário Sebastião Buani, que denunciou ter pago, em 2003, um "mensalinho" ao deputado Severino Cavalcanti, então primeiro-secretário da Casa. Demonstra que nem tudo na capital precisa ser "ão".
• Agência do Banco Rural. Deputados, assessores e familiares abasteciam-se ali das doações não contabilizadas distribuídas à generosa época de Delúbio Soares e Marcos Valério. Mostra a existência de dependências, na capital federal, capazes de produzir efeitos mais desconcertantes do que brinquedos de parque de diversões. Houve o caso da mulher de um deputado que foi pagar uma conta de TV por assinatura, se distraiu e saiu com 50 000 reais na bolsa.
• Apartamento do ex-deputado Roberto Jefferson. De suas janelas abertas, no período em que a cidade viveu sob a égide do episódio conhecido como "mensalão", uma voz potente brindava os transeuntes com as notas sentidas de Cuore Ingrato. O então deputado procurava na música um descanso ao duplo afazer de denunciar e defender-se. Demonstra o amálgama de política e arte que também é apanágio da capital brasileira.
• Sala da Comissão de Orçamento do Congresso. Sede de sobrenaturais eventos ocorridos nos idos da década de 90. Como se dotados de vida própria, dinheiros saltavam das colunas de receita e despesa da União para se aninhar nas contas de seres pequenos, apropriadamente apelidados de "anões". Ocorriam milagres, como um desses pequenos indivíduos ser contemplado 221 vezes com prêmios da loteria. Sustentam alguns que tais eventos não se circunscreveram àquela época. Continuariam a ocorrer até hoje e, em se procurando, se revelariam. O fenômeno, se confirmado, demonstraria a continuidade dos usos na capital federal.
• Casa da Dinda. Residência particular de um ex-presidente. Numa época de economia travada e hiperinflação, constituiu-se num cantinho de progresso na capital federal. Recebeu melhorias nos jardins, na iluminação e no lago artificial, culminando com a instalação de dez cascatas, em diferentes pontos da propriedade. Ao fastio sucedeu a decadência. Apeado do poder e ausente da cidade, o proprietário condenou-a a amargar, como ele próprio, um período de ostracismo e decadência. Ultimamente, ambos se reerguem: o dono, de volta à cidade, e a casa, submetida a uma reforma. Nesta lista, a casa exemplifica o poder de regeneração que, como nos organismos mais resistentes, também se manifesta em Brasília.
• Apartamento do ex-senador Ney Suassuna. Neste local, no ano de 2002, corria uma animada festa de fim de ano, presentes políticos e jornalistas, mas o senador Renan Calheiros só tinha olhos para a moça de compridos cabelos negros. Começou aí o namoro com Mônica Veloso. O local entra na lista como lembrança de que o amor também floresce em meio à vegetação miúda do cerrado e à secura do ar de Brasília. Poderia ser lembrado igualmente o salão de festas do Clube das Nações, onde, em setembro de 1990, ao som de Besame Mucho, teve início outro célebre caso de amor na capital federal, o dos ministros Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral. Ganha o apê de Suassuna por ter abrigado evento mais recente.
Ao contrário da lista oficial, esta vai sem hierarquia. O colunista hesita em dar maior peso a esta ou aquela das maravilhas. O leitor e a leitora estão convidados a fazê-lo, assim como a corrigir erros e omissões. Façam suas apostas, senhoras e senhores.
Revista VEJA
SÁBADO NOS JORNAIS
- FOLHA: Procuradoria investiga se houve boicote a delegado
- O GLOBO: Delegado acusa PF de obstruir investigações no caso Dantas
- ESTADÃO: Delegado acusa PF de boicote no caso Dantas
- JB: Migrantes da violência
- CORREIO: Flagrantes por embriaguez explodem no DF
- VALOR: Impasses rondam a reunião ministerial para salvar a rodada de Doha
- GAZETA MERCANTIL: Rigor americano no consumo faz preço do petróleo despencar
- ESTADO DE MINAS: PF indicia três conselheiros do TCE de Minas
- JORNAL DO COMMERCIO: Delegado faz queixa formal por ter sido afastado da operação Satiagraha
- FOLHA: Procuradoria investiga se houve boicote a delegado
- O GLOBO: Delegado acusa PF de obstruir investigações no caso Dantas
- ESTADÃO: Delegado acusa PF de boicote no caso Dantas
- JB: Migrantes da violência
- CORREIO: Flagrantes por embriaguez explodem no DF
- VALOR: Impasses rondam a reunião ministerial para salvar a rodada de Doha
- GAZETA MERCANTIL: Rigor americano no consumo faz preço do petróleo despencar
- ESTADO DE MINAS: PF indicia três conselheiros do TCE de Minas
- JORNAL DO COMMERCIO: Delegado faz queixa formal por ter sido afastado da operação Satiagraha
sexta-feira, julho 18, 2008
A encenação do presidente
editorial
O Estado de S. Paulo
18/7/2008
Ao chamar de mentiroso o delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal (PF), por ter difundido a história - verdadeira - de que foi removido do comando da Operação Satiagraha por uma decisão política, o presidente Lula representava seu papel numa farsa muito mal ensaiada por seus protagonistas. Obter o afastamento do delegado foi o único motivo da tensa reunião ocorrida na sede da superintendência da PF em São Paulo, segunda-feira à noite. Dela participaram, além do próprio Protógenes e de seus colaboradores mais próximos no caso, o superintendente regional e emissários da cúpula do órgão. Num esforço inútil para evitar que a sua saída fosse interpretada como um acerto para beneficiar o banqueiro Daniel Dantas - ou como precaução contra novas evidências do envolvimento de gente próxima do governo com o principal alvo da Satiagraha - fabricou-se a esfarrapada versão do desligamento “a pedido”: o delegado precisaria concluir um curso de 30 dias, iniciado em março.
Deu tudo errado.
De pronto, ele resistiu ao arranjo, pedindo para continuar instruindo o inquérito, embora longe dos holofotes, pelo menos nos sábados e domingos, quando não teria aulas a freqüentar em Brasília. No relato da Polícia Federal, foi como se ele tivesse querido abandonar a investigação, ou dela se ocupar apenas nos fins de semana. “A sugestão não foi acatada, já que traria prejuízo às pessoas convidadas a prestar esclarecimentos”, foi o máximo que uma nota da PF conseguiu tecer. Vencido, Protógenes não só contou a amigos o que se passara, mas ainda lhes disse que a gravação mostra como os fatos se passaram. Fingindo ignorá-los - e fazendo de conta que nada tinha a ver com o defenestramento -, Lula simulou uma repreensão a “esse cidadão”, que “não pode, depois de fazer todas as coisas que tinham de ser feitas no processo, na hora de finalizar o relatório dizer ‘eu vou embora fazer meu curso’ e ainda dar vazão a insinuações de que foi tirado”.
Na realidade, resolveu atirar no cidadão depois de ser alertado sobre os efeitos adversos, para o governo, de sua retirada abrupta. A advertência chegou tarde, depois que circulou pela mídia a versão de que o presidente, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa - nem sempre pelos mesmos motivos -, queriam ver Protógenes pelas costas. Por isso, sob a suspeita de que ordenara uma operação-abafa para poupar Daniel Dantas, Lula tratou de se desvincular do problema, culpando o policial pelo que, afinal, lhe fizeram. Implicitamente, porém o bastante para os insiders entenderem, também alvejou Genro e Corrêa, porque não teriam sabido conduzir a fritura, sem respingos na imagem presidencial. É pouco provável que a descompostura tenha outro resultado além de evidenciar, pela enésima vez, que Lula jamais se afogará por ter cedido a alguém o último colete salva-vidas.
A esta altura, de fato, ele não tem como “desvazar” as gravações que lançam luz sobre o acesso ao Planalto dos interesses do banqueiro de quem Lula guarda profilático distanciamento. Companheiros históricos do presidente, como o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e, mais ainda, o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, foram flagrados cuidando, de uma forma ou de outra, das conveniências de Dantas. Também o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, entrou no circuito, embora ela possa invocar ter dito certa vez a Greenhalgh que o seu cliente era “encrenca”. Sintomaticamente, nenhum deles joga no time de Tarso Genro. Ao ministro se atribui, por exemplo, a intenção de se substituir à “mãe do PAC” como eventual candidato petista à sucessão de 2010. E o antagonismo entre ele e o ex-ministro José Dirceu - que quis aproximar Dantas de Lula - é escancarado.
O que leva a pensar que, se a equipe de Lula e a Polícia Federal têm algo em comum, é a onipresença de suas facções. Os críticos mais estrepitosos do desempenho de Protógenes são do grupo do diretor-geral Corrêa (que não o perdoa por tê-lo mantido no escuro sobre as gravações de petistas). Já os seus defensores se alinham com o antecessor de Corrêa e atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda. A decisão de Protógenes de envolver a Abin na investigação, aliás, polarizou a corporação e foi decisiva para a sua degola. Na hora da crise, as divisões se acentuam - e escapam ao controle da hierarquia.
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