domingo, julho 13, 2008

MINISTRO BÊBADO
REPROVADO NO BAFÔMETRO

GILMAR MENDES PRESIDENTE DO STF
Alemães, uma gente muito estranha

Relato de uma excursão pela Alemanha.

"Após 40 dias cruzando a Alemanha de norte a sul e de leste a oeste, temos uma constatação a fazer: os alemães são hoje um povo muito estranho.
Listamos a seguir atitudes escandalosas e irresponsáveis que eles adotam. Não queremos gente assim no Rio de Janeiro e São Paulo, para atrapalhar o nosso cotidiano animado de paz e harmonia:
- Os metrôs daqui da Alemanha não têm catraca, o povo compra o bilhete, mas não tem ninguém a quem mostrar esse bilhete.
- As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem amarradas a nada. E eles ainda desperdiçam um monte de espaço com ciclovias e nem deixam os pedestres andarem nelas, como acontece nas nossas.
- Incrível: os estranhos alemães param nos sinais vermelhos na hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer chance de um carro passar no sentido contrário.
- Os pedestres, não atravessam de jeito nenhum, uma rua, enquanto o sinal para eles não ficar verde, mesmo que não venha nenhum único carro; eles ficam ali perdendo tempo, esperando abrir o sinal.
- Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h, nunca seguida); Ah, e fazem um desperdício de cimento, porque a pista, tem 70 cm de espessura, de puro concreto.
- Nesse país esquisito, um jovem, para adquirir a carteira de motorista, leva quatro anos de escola. As aulas são feitas em conjunto com o colégio.
- Nas estradas, todos os carros andam nas pistas da direita e as pistas da esquerda ficam vazias para os carros mais velozes, um contra-senso de desperdício.
- A gente saia à meia noite para passear na praça e não via nenhum assaltante para quebrar a nossa monotonia.
- O governo que essa gente estranha elege, não cobra pedágio nessas estradas esquisitas. E eles estão sempre fazendo obras, modernizando mais ainda as rodovias, não se sabe para quê, nem com que dinheiro;
- A periferia das grandes cidades, desperdiça todas as áreas com campos verdes e florestas, ao invés de deixar pessoas usarem de forma mais racional os espaços, com favelas, lixões, por exemplo.
- Os caras fabricam uns carrões, tipo BMW, Mercedes, Audi e VW, e nem blindam. E ainda deixam nas ruas à noite.Tem um monte de maluco que, além disso, ainda tem coragem de andar de carro conversível.Certamente eles têm o hábito de andar com revólver no porta-luvas para se defender.
- Essa é incrível: os caixas automáticos dos bancos ficam nas ruas, em plena calçada! E não tem ninguém tomando conta.E ainda funcionam a noite inteira. Não falo alemão, mas aposto que os jornais estão cheios de notícias sobre assaltos nesses caixas automáticos.
- As calçadas têm espaços livres que são desperdiçados com pessoas ao invés de deixar o elemento mais importante de uma cidade - os carros - tomarem conta. E aí, para resolver esse contra-senso, os alemães constroem um monte de garagens subterrâneas.
- Em engarrafamentos, eles desperdiçam aquela pistona do acostamento e não ultrapassam ninguém por ali. Se fossem mais espertos, teriam um trânsito mais legal, como o nosso, que ultrapassa por qualquer lado, até pelo acostamento.
- Os jornais do dia ficam empilhados e tem uma caixinha do lado onde você coloca uma moeda e leva um jornal, e não tem ninguém ali para cobrar; mas o gozado é que são tão esquisitos, porque ninguém leva um jornal sem pagar.
Ainda bem que a excursão acabou e estamos voltando para a nossa "civilização."

Blog connexio
ESCULTURA

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piaaaada
Pra começar a semana com uma boa gargalhada!!! rsrsrs
O Jato...rsrs

Um avião sofre uma pane e o piloto é obrigado a fazer uma aterrissagem de emergência, mas, graças à sua habilidade, consegue pousar em segurança no meio de uma avenida.
Passado o pânico, os passageiros batem palmas e começam a sair do avião. Tudo parecia resolvido quando um táxi desgovernado bate no avião.
No interrogatório com o motorista Washington, o delegado questiona:
- O piloto evita uma catástrofe e o senhor consegue bater no avião parado? Como é que o senhor não viu este jato no meio da pista?
- Doutor, eu peguei um casalzinho lá no shopping, eles entraram no táxi e começaram o maior amasso e eu 100% de atenção no trânsito.
- Sim, prossiga...
- Ele tirou a blusa dela e começou a chupar os peitos da moça, e eu vendo pelo espelhinho, mas com 90% de atenção no trânsito.
- Continue....
- Ele enfiou a mão nas pernas da moça e puxou a calcinha dela, e eu com 80% de atenção no trânsito.
- E...?
- Ela abriu o zíper e caiu de boca no bilau do rapaz, daí foi para 50% minha atenção no trânsito.
- OK, e então...?
- Naquele pega-pega e chupa-chupa, ela tirou o bilau da boca e apontou na direção da minha nuca, nisso o rapaz gritou: - OLHA O JATO!!!
- Abaixei a cabeça na hora e nem vi a cor do avião .....
Doutor, como eu ia saber se era o jato de porra ou a porra do jato?

Colaboração enviada por APOLO
BRAZIL ZIL ZIL ZIL ZIL



O diabo mora no detalhe; Deus está no Daniel Dantas
Blog do Josias se Souza -Folha

No Brasil, como se sabe, não há muito em comum entre os habitantes do pedaço miserável e os moradores do país dos ricos.

Ocupam o mesmo espaço por mera fatalidade geográfica. Ainda assim, em bairros diferentes.

Nesse cenário, a prisão de um brasileiro poderoso, por incomum, sempre chama a atenção. Tem-se, por um instante, uma sensação benfazeja.

Surpreendido, o rico sente-se violado nas fronteiras que o separam de um Brasil que não é o dele. É como se acordasse no país dos pobres.

E a alma do miserável é tomada de assalto por uma ilusão. A ilusão de que vive no mesmo Brasil dos bem-nascidos, submetido às mesmas leis.

Logo, porém, o sistema de conveniências tácitas que dirige a apuração dos escândalos volta a dar as caras.

Entre a apuração e a perspectiva de punição há um longo curso de decisões. Entre elas a que manda prender. E outra, invariável: a que manda soltar.

Às vezes, o escândalo é tão escancarado que é impossível não reagir. Mesmo que a contra-reação dê à ação uma aparência de pantomima.

O encrencado rico, quando é pego, tem os seus segundos de má fama. Arrosta um ou outro embaraço. Porém...

Porém, sabe que cadeia não é lugar de rico. Sabe que, no Brasil, acima de um certo nível de renda, nada é tão grave que justifique o desconforto de uma cana longeva.

Mesmo num desenho animado, quando submetidos a um abismo, os personagens só caminham sobre o vazio até certo ponto.

Caem no instante em que se dão conta de que estão pisando o nada. Na animação brasileira, a coisa é diferente.

Só o pobre despenca. O rico não cai em precipício. Não se dá por achado. Não olha pra baixo. Sempre consegue alcançar o outro lado. O seu lado.

Nos últimos anos, o Brasil conseguiu içar alguns patrícios pobres do fundo do poço. Não viraram ricos. Mas trocaram a miséria absoluta pelo mercado consumidor.

O novo desafio é trazer o rico delinqüente para o Brasil miserável. O grande, o maior escândalo do sistema carcerário não são os que estão lá. São os que não estão.

Diz-se que o diabo está nos detalhes. E detalhes não faltam ao escândalo que assedia Daniel Dantas.

Demonstrou-se, por exemplo, em minúcias, a tentativa de aliciamento de um delegado: R$ 1 milhão. Tudo filmado.

Parte da grana desembolsada. O resto apreendido. Depoimento confirmando a origem da pecúnia. Pela lei, coisa bastante para justificar uma prisão preventiva.

Subverteu-se, porém, a máxima. No Brasil, não é o Tinhoso, mas Deus quem mora nos detalhes. Melhor: Deus está no Daniel Dantas.

sexta-feira, julho 11, 2008

COURO DE PICA II

STF manda soltar Daniel Dantas novamente


Greenhalgh pediu informação sobre PF a Planalto
Henrique Gomes Batista e Gerson Camarotti
O Globo
11/7/2008
Ex-deputado procurou chefe de gabinete de Lula para saber se homem de confiança de Dantas era investigado
O ex-deputado federal pelo PT Luiz Eduardo Grenhalgh – desde ontem contratado como advogado oficial de Dantas – recorreu a Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, ao menos quatro vezes para saber se havia litígios contra Humberto Braz, homem de confiança de Dantas. (págs. 1 e 25)
O ex-deputado federal pelo PT e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh - contratado pelo Opportunity ano passado para solucionar um litígio e, desde ontem, advogado de Daniel Dantas - recorreu a seus contatos com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao menos quatro vezes em 18 meses. Na última delas, ele pediu que o amigo petista procurasse saber se havia investigação em algum órgão da Presidência da República sobre Humberto José da Rocha Braz, homem de confiança de Daniel Dantas que participou da oferta de propina a um delegado da Polícia Federal (PF) para tentar excluir o banqueiro das investigações que culminaram na Operação Satiagraha.
CEM DOLARES


SEXTA NOS JORNAIS

- Globo: Juiz desafia STF e manda prender Dantas de novo

- Folha: Dantas volta à prisão após 11 horas

- Estadão: PF volta a prender Dantas ; STF manda libertar Nahas e Pitta

- JB: Dantas volta à cadeia e já perde R$ 1 bilhão

- Correio: Entra-e-sai da prisão

- Valor: PF diz que Dantas atuava para "camuflar negócios"

- Gazeta Mercantil: Planilha liga Dantas a tentativa de suborno

- Estado de Minas: Supremo decide soltar banqueiro

- Jornal do Commercio: Médicos recusam 48% e vão pedir demissão

quinta-feira, julho 10, 2008

RABO PRESO


PRESO DE NOVO
COURO DE PICA

Daniel Dantas já está preso na PF em São Paulo
Portal Terra

SÃO PAULO - O banqueiro Daniel Dantas já voltou para a prisão, na sede da Polícia Federal em São Paulo. Por volta das 16h, Dantas foi algemado em uma viatura e levado para a PF.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da PF, o juiz Fausto de Sanctis decidiu pela nova prisão do banqueiro por considerar que há indícios de que Dantas tentou subornar um delegado da Polícia Federal, responsável pela operação que resultou em sua primeira prisão e de mais 16 pessoas na terça-feira.
O banqueiro havia sido libertado nesta madrugada depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A prisão de Dantas e de um advogado ligado ao Grupo Opportunity foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) após a PF apreender R$ 1,2 milhão na casa de Hugo Sérgio Chicarone, um dos envolvidos no suborno ao delegado que atuava na Operação Satiagraha. Para o MPF, o banqueiro teria sido o mandante do suborno, com o objetivo de que o nome dele, da irmã e de um parente fossem retirados do inquérito.
O procurador da República Rodrigo de Grandis fez o pedido de prisão ao juiz federal Fausto Matin de Sanctis depois que tomou ciência oficialmente do depoimento e do resultado da busca e apreensão realizada na residência dele e de Dantas, na última terça-feira.
Na casa do Dantas, a PF encontrou documento intitulado "contribuições ao clube". Com base nisso, a PF deduziu que no ano de 2004 foram pagos 1,5 milhão, de dolares ou reais, a titulos de "contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente".
O habeas-corpus em favor de Dantas havia sido enviado ao STF no mês passado, com o objetivo de impedir uma eventual ordem de prisão ou de busca e apreensão. O pedido foi acatado pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.
Para o procurador da República Rodrigo de Grandis houve necessidade da prisão preventiva "visto que presentes indícios suficientes de autoria e de participação no delito de corrupção ativa tem sim, presentes os fundamentos exigidos no artigo 312 do código de processo penal, notadamente, a garantia da ordem pública, a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal e a necessidade de assegurar-se a eficácia de instrução processual".
Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor Naji Nahas foram presos na terça-feira pela Operação Satiagraha da Polícia Federal, acusados dos crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e uso de informações privilegiadas, entre outros.

quarta-feira, julho 09, 2008

Deus joga boliche com cabeças de bebês em Belém
BLOG DO JOSIAS

Supondo que Deus exista e que somos meras peças do jogo Dele, pode-se concluir: o Todo-Poderoso está de brincadeira com a religiosa cidade de Belém (PA).

Convertidos em peças de um boliche macabro, os bebês que passam pela Santa Casa de Belém são protagonistas involuntários do passatempo do Senhor.

Entre janeiro e junho de 2008, tombaram 262 bebês. Escorregaram dos leitos e das macas para as covas. Eis a contabilidade, mês a mês:

Janeiro: 31
Fevereiro: 42
Março: 39
Abril: 37
Maio: 50
Junho: 54
Julho (até o dia 7): 9

Alguns "incautos" atribuem as mortes ao descaso do Estado. Mas o médico Maurício Bezerra, que acaba de assumir o comando da Santa Casa, nega omissões.

Ou seja: trata-se mesmo, agora não há mais dúvidas, de um mega-strike do Jogador Invisível, que tudo pode.

Dias atrás, o Brasil espantara-se ao saber que haviam morrido 13 bebês na Santa Casa de Belém em escassos dois dias: de 20 a 22 de junho.

Agora, o caso parece caminhar para o esquecimento. As peças do boliche divino são pobres e sem perspectivas.

A morte de gente assim já não emociona o Brasil. Entre nós, Deus pode brincar do que bem entender. Conta com a religiosa cumplicidade dos gestores públicos.
GISELE BUNDCHEN

Gisele numa foto de 1999.

Aqui pra nós, eu já comi coisa bem melhor.
Élio Gaspari
- O teatro do Doutor Cabral custa caro
O Globo
9/7/2008

O que há no Rio de Janeiro não é uma crise da política de enfrentamento do governador Sérgio Cabral, é a crise da marquetagem do doutor Cabral. Montou-se um teatro, como se a política de segurança pública da cidade fosse um seriado de televisão. A bem da justiça, reconheça-se que nessa arte Cabral não é o único diretor de cena. É apenas o de maior desempenho.
Em menos de um mês a cidade teve três crimes chocantes. Todos envolveram agentes da ordem e neles se misturaram elitismo, demofobia e inépcia. O que faltou foi polícia.
Primeiro foi a chacina da Mineira. Um tenente e dez militares do Exército entregaram três cidadãos a uma quadrilha de traficantes e assassinos. À primeira vista, havia no Morro da Providência uma ação federal de segurança. Coisa de Nosso Guia. Muita gente boa parecia viver seu momento Tropa-de-elite: afinal o Exército subira o morro.
Teatro. O Exército dava segurança aos trabalhadores das empreiteiras (em cujo plantel o "movimento" tinha uma cota). Há dezenas de obras sem Exército nos morros do Rio. Se isso fosse nada, o desfile era parte do book do senador Marcelo Crivella.
O Comando do Leste confunde cidadãos com "elementos", mas vá lá. Difícil será entender por que escalava para o Morro da Providência um jovem tenente que morava nas fímbrias das favelas Águia de Ouro e Fazendinha, em Inhaúma. Um primo de sua mulher já estivera preso por tráfico de drogas. Não se deve julgar um oficial saído da Academia das Agulhas Negras pelo seu padrão residencial, muito menos pela parentela. No entanto, uma boa política de recursos humanos recomendaria, em benefício do jovem tenente, que ficasse longe do morro.
Dias depois, o guarda-costas do filho de uma procuradora matou um jovem com um tiro no peito numa briga de porta de boate. O assassino é um PM que trabalha há oito anos na segurança de procuradores do Estado. Ele estava há sete com a família. Nenhum serviço policial sério mantém agentes numa atividade desse tipo durante oito anos. Um guarda-costas com sete anos de casa não é mais um agente policial, é um agregado.
Tanto no Morro da Providência como na porta da boate Baronetti os crimes foram antecedidos por falhas de gente que está em cargos de comando ou chefia.
Os PMs que mataram o menino João Roberto Amorim Soares achavam que estavam numa cena de enfrentamento, na qual só um lado atira.
Decidiram que havia bandidos no carro da família Soares, assim como o tenente da Providência decidiu que a galera da Mineira deveria dar um "susto" na sua carga. O enfrentamento dessa gente não é com os bandidos. É com o "outro", um cidadão que repentinamente perde seus direitos em nome de um estado de emergência produzido pela administração do medo a serviço da marquetagem política.
Nenhuma pessoa de bom senso pode achar que está mais segura numa cidade onde um coronel da PM (Marcus Jardim) disse que 2007 deveria ser "o ano dos três Ps: Pan, PAC e Pau". Esse mesmo representante das forças da ordem presenteou um funcionário da ONU com uma miniatura do "Caveirão". É perigosa qualquer cidade onde o governador diga que uma favela é "fábrica de marginais".
Acreditar que os enfrentamentos da polícia de Sérgio Cabral têm algo a ver com uma política de segurança pública é correr atrás do papel de bobo.
ELIO GASPARI é jornalista.
CONTA CORRENTE




Diogo Mainardi

8 de julho de 2008


Daniel Dantas e Naji Nahas presos
Hoje, terça-feira, bem cedinho, olhei pela janela e vi uma câmara da TV Globo apontada para o prédio vizinho, onde mora Verônica Dantas. Pensei:
- Oba! Daniel Dantas vai ser preso!
Pouco depois, li que Naji Nahas havia sido preso junto com ele. Pensei:
- Oba, oba, oba!
Em setembro de 2005, publiquei meus dois primeiros artigos sobre Daniel Dantas, intitulados "Resumo da Ópera" e "Resumo da Ópera 2". Eu dizia:
"Até 2002, Marcos Valério era um operador local de Dantas, encarregado do abastecimento do bando mineiro do PSDB. Quando Lula foi eleito, Marcos Valério se aproximou de Delúbio Soares e passou a canalizar toda a propina que Dantas era obrigado a pagar ao governo federal, representado pelo bando de José Dirceu".
Depois desse segundo artigo, fui procurado por Daniel Dantas. Ao todo, encontrei-o quatro vezes, em seu escritório, entre setembro de 2005 e maio de 2006.
Desde o primeiro encontro, impressionei-me com sua vergonhosa falta de coragem. Por esse motivo, duvido que ele diga o nome dos políticos que pagou, apesar de estar na cadeia. Pressionado, ele sempre recorre à barganha mais rasteira, distribuindo ameaças. No artigo "A última sobre Dantas", citei alguns dos fatos que podem atemorizar Lula e o PT. Recomendo sua releitura, em particular o trecho sobre o encontro de Lula com a diretoria do Citibank.
Naji Nahas, o parceiro de Dantas, é protagonista de um episódio que, até hoje, ninguém se interessou em apurar. Em fevereiro de 2006, em "Para entender o caso Nahas", denunciei seu envolvimento numa negociata da Telecom Italia. Dois anos depois, em fevereiro de 2008, na coluna "Fantasioso? Sórdido?", finalmente consegui reconstruir o caso, a partir de um documento do diretor-financeiro da própria Telecom Italia. Servindo-se de um doleiro e de um contrato com Nahas, a empresa reuniu 1,3 milhão de dólares em dinheiro vivo. O dinheiro, segundo testemunhas de um inquérito italiano, foi usado para corromper políticos em Brasília, entre abril e maio de 2003, no comecinho do mensalão.
O inquérito italiano cita igualmente os 25 milhões de euros que a Telecom Italia pagou a Naji Nahas. Tratei do tema em "Esperei Godot. E ele apareceu". Um dos diretores internacionais da Telecom Italia declarou à justiça milanesa que Naji Nahas recebeu o dinheiro em virtude de "suas ligações com os aparatos institucionais brasileiros, como o Ministro da Fazenda", Antonio Palocci. Esse depoimento foi disponibilizado na internet. Antes de publicá-lo, conferi sua autenticidade com seu próprio autor, o diretor internacional da Telecom Italia, Giuliano Tavaroli. Alguns pilantras me acusaram de ter recebido o documento de Daniel Dantas. Como assim? Daniel Dantas estaria tentando incriminar seu sócio Nahas?
Foi por tudo isso que, ao acordar, olhei pela janela e pensei:
- Oba!
E pensei também:
- Naji Nahas está me processando. Será que ele vai poder comparecer ao tribunal?
E pensei, por último:
- Onde está Marcos Valério? E Delúbio Soares? E José Dirceu? E Roberto Teixeira, o compadre de Lula, contratado por Dantas? E Duda, contratado por Dantas? E Kakai, contratado por Dantas? E Delfim? E Della Seta? E Lula?
A prisão de Daniel Dantas e de Naji Nahas é a chave para entender o que aconteceu no Brasil nos últimos 10 anos. Vou ficar olhando pela janela à espera de notícias.
SPONHOLZ


QUARTA NOS JORNAIS

- Globo: Daniel Dantas é preso por corrupção e suborno à PF

- Folha: Operação da PF prende Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta

- Estadão: Acusados de corrupção, Dantas, Nahas e Pitta são presos pela PF

- JB: Gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, suborno, tráfico de influência...

- Correio: PF captura tubarões do dinheiro sujo

- Valor: 3º turno na VW para dar conta dos caminhões

- Gazeta Mercantil: PF desmonta esquema de fraude no setor financeiro

- Estado de Minas: Do mensalão à lavanderia

- Jornal do Commercio: Banqueiro, investidor e ex-prefeito presos

terça-feira, julho 08, 2008

RADAR ON-LINE
LAURO JARDIM

BRASIL
Lula, Lulinha e Daniel Dantas 11:22

É somente coincidência, mas não deixa de ser curioso que justamente hoje, dia da prisão de Daniel Dantas, a Rede 21 (do grupo Band) estréie nova programação, pondo fim ao contrato de parceria com a PlayTV (da Gamecorp, de Lulinha).
Para quem não se lembra, Dantas (através da Brasil Telecom) tentou ser sócio de Lulinha na Gamecorp. Houve negociações, conversas para lá, conversa para cá. Quando as conversas caminhavam para uma conclusão, o papai Lula vetou.
Foi, então, que o amigo de Lula Antoninho Trevisan levou o negócio da Gamecorp a Fersen Lambranho, então presidente do conselho da Telemar. Lambranho imediatamente buscou o apoio de Sérgio Andrade e de Carlos Jereissati, seus sócios na operadora, e - com rapidez supersônica - o negócio foi fechado.
Quando foi descoberta a transação, a Telemar apressou-se em dizer que o negócio era excelente e promissor. Três anos depois, a Gamecorp ainda não viu azul em seus balanços. E agora, a Band parte para outra.
Ou seja, se Lula não procurado Trevisan, a PF teria prendido hoje um sócio de seu filho.

BRASIL
Opportunity: o alto-comando todo está preso 09:19

Eis alguns nomes dos dez diretores do Opportunity presos agora há pouco pela Polícia Federal, além de Daniel Dantas, claro:
*Verônica Dantas, irmã e sócia de Dantas.
*Arthur Carvalho, cunhado e braço-direito de Daniel Dantas.
*Dório Ferman, um dos mais antigos colaboradores do banqueiro e que cuidava do asset do Opportunity. Dório e Dantas trabalham juntos há quase duas décadas.
*Eduardo Penido, que trabalhava com Dório no asset.
*Danielle Silbergleid, diretora-jurídica do Opportunity.
*Maria Amália Coutrim, diretora do banco e há mais de dez anos trabalhando com Dantas.
* E Humberto Braz, ex-presidente da holding da Brasil Telecom durante o processo de briga judicial com os fundos de pensão. Ex-lobista da Andrade Gutierrez, Braz é um dos mais próximos colaboradores do banqueiro.
Todos estão sendo transferidos do Rio de Janeiro para São Paulo.
Em São Paulo, foi preso também Carlos Rodenburg, ex-cunhado de Dantas, ex-diretor do Opportunity e que agora cuida dos negócios agropecuários do banqueiro no Pará (Dantas é dono de cerca de 500 000 cabeças de gado)

GOVERNO
Lula dorme cedo, mas bem informado 09:10

Cansado, Lula recolheu-se cedo hoje no Japão. Antes das nove da noite, foi para a sua suíte. Amanhã, seis da manhã, hora local, ele deixa o hotel e segue para o Vietnam. Antes de dormir, recebeu a informação de que Daniel Dantas fora preso pela Polícia Federal.

segunda-feira, julho 07, 2008

BIKINI ATÔMICO

05 DE JULHO ANIVERSÁRIO DA CRIAÇÃO DO 1° BIQUÍNI. HOMENAGEM DO BLOG A LOUIS REARD O SEU CRIADOR.

MICHELINE BERNARDI COM 1° BIKINI

Logo após a 2a. Guerra, Louis Reard, um engenheiro mecânico francês, que herdara da mãe a administração de uma indústria de lingerie, desenhou o primeiro traje de banho de duas peças sumárias. Ele tinha a intuição correta de que o novo modelo seria um sucesso, bem no espírito de euforia e de bem-estar que caracterizou o pós-guerra, e fez seu lançamento num desfile que causou furor, a 5 de julho de 1946. Difícil foi convencer alguém a desfilar com aquele "escândalo", e Louis Reard terminou apelando para os serviços profissionais de Micheline Bernardi, dançarina que se apresentava nos shows de nudez do cassino de Paris. O traje (e a jovem Micheline) obtiveram um sucesso estrondoso e imediato. Como seu inventor previa, o efeito das primeiras beldades de biquíni foi devastador nas praias de todo o planeta.
Segundo consta, até poucos dias antes do desfile, nosso inventor não tinha ainda escolhido um nome para sua criação. Confirmando sua grande intuição mercadológica, Reard procurava algo que fosse exótico, sensacional, provocador, bem ao jeito do novo trajinho. A ajuda veio dos EUA, que, quatro dias antes do desfile, detonaram uma bomba atômica (a primeira de uma série) no atol de Bikini. A associação foi imediata: o novo maiô reduzido, que também viria espantar o mundo com seu efeito devastador, ganhou um nome que o ligava aos ensolarados mares do Sul e à incontrolável força dos artefatos nucleares.
BRASIL


SEGUNDA NOS JORNAIS

Folha de S.Paulo - Estrangeiro compra 6 "Mônacos" de terra por dia no Brasil
O Estado de S.Paulo - Bancos começam a limitar o crédito
Jornal do Brasil - Candidatos buscam mudar imagens
O Globo - Comandante ordena prisão de policiais por extorsão
Gazeta Mercantil - O primeiro voto de confiança à internet
Valor Econômico - Crédito para empresas tem expansão recorde
Estado de Minas - Angústia sem fim
Jornal do Commercio - Renúncia fiscal chega a R$ 114 bi

domingo, julho 06, 2008

DEGUSTAÇÃO DE DOMINGO

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Uma gostosa pronta para voar
FLA, FLA, FLA...FLA


DOMINGO NOS JORNAIS

Folha de S.Paulo- Com 38%, Marta lidera disputa em São Paulo
O Estado de S.Paulo- Consumo já ultrapassa produção da Petrobrás
Jornal do Brasil- Ensino custa 9,11% do orçamento
O Globo- Desmatamento é maior em áreas de preservação
Estado de Minas- Um luxo só

sábado, julho 05, 2008

TUDO NORMAL
NO AÇOUGUE DE BELÉM, JÁ SÃO 30 CRIANÇAS ABATIDAS .


05/07/2008 - 08h32
Sobe para 30 o nº de bebês mortos em Santa Casa do PA

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
Agência Folha, em Belém

Outros seis bebês morreram, nesta semana, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Belém (PA). Com isso, o total de mortes desde o dia 20 de junho sobe para 30.
"Foram recém-nascidos, não houve nenhum natimorto nesta semana", afirmou Silvia Cumaru, presidente interina da instituição. "Mas está dentro da nossa média mensal, cerca de um por dia ou um a cada dois dias." Ela não soube precisar em quais dias da semana cada uma das crianças morreu.
No hospital estadual, morreram ao menos 24 bebês entre os dias 20 e 27 de junho. Segundo o governo, médicos que trabalham na maternidade e o Ministério Público, a superlotação foi uma das causas dos óbitos ocorridos nas últimas semanas.
BEIJO NA BOCA

Seguindo a nova moda entre os artistas, as cantoras Daniela Mercury e Alinne Rosa, da banda baiana Cheiro de Amor, roubaram os flashes ao protagonizarem, no palco, um beijo na boca.
As duas dividiam o microfone na canção Uma noite e meia, durante show de gravação do DVD acústico da banda. O público, que na quarta-feira 2 lotou o Forte São Marcelo, em Salvador, foi ao delírio.
UM CONVITE A FHC Lula tem dito aos mais próximos que em breve convidará Fernando Henrique Cardoso para jantar com ele no Palácio da Alvorada. Como prato principal, a discussão da reforma política – um daqueles assuntos, assim como a reforma tributária, sobre os quais os políticos adoram perorar, mas que nunca conseguem avançar um milímetro. Inicialmente, Lula pensara em chamar todos os ex-presidentes para debater o tema. Achou melhor, no entanto, restringir a conversa ao seu antecessor. Aos mesmos interlocutores, o presidente disse que quer aproveitar o reencontro recente dos dois, no enterro de Ruth Cardoso, para tentar manter uma relação menos conflituosa com FHC. Resta saber se o ex-presidente aceitará o convite.

LAURO JARDIM
RADAR
REVISTA VEJA
SÁBADO NOS JORNAIS

Folha de S.Paulo- Lei seca reduz número de acidentes, diz governo
O Estado de S.Paulo- Governo apressa liberação de R$ 1,2 bi antes das eleições
Jornal do BrasilRio:- alimentos sobem acima de 13%
O Globo- Desnutrição infantil cai 46% no país e 74% no Nordeste
Estado de Minas- Atraso do Detran provoca protesto e fila gigante
Jornal do Commercio- Vale faz emissão global

sexta-feira, julho 04, 2008

FOFINHA, GOSTOSINHA

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Com essa eu casava.



100
A ética agora é roubar

ARTIGO - João Mellão Neto
O Estado de S. Paulo
4/7/2008

Quando Fernando Henrique Cardoso, do alto de sua cátedra de sociólogo emérito, declarou, meses atrás, que a "ética do PT é roubar", não foram poucos os protestos escandalizados que ouviu. Hoje em dia, não haveria mais do que murmúrios envergonhados. Quando a corrupção grassa por toda parte, quando o próprio presidente empresta o seu prestígio para defender notórios larápios, é para começar a acreditar na cruel sentença do ex-presidente.
Para quem, por dever de ofício (sou jornalista), vem acompanhando com acuidade a história desse partido, a declaração de Fernando Henrique não tinha nada de surpreendente.
Os primeiros petistas, lá pelos inícios dos anos 80, nutriam uma interpretação muito particular do que fosse corrupção. Para eles, tratava-se de um problema menor, que seria automaticamente banido, uma vez implantada a sociedade sem classes. "O verdadeiro roubo, na sociedade, se dá entre patrões e proletários: tudo o mais advém disso." Como corolário deste raciocínio, não haveria nada de mais entre burgueses espoliando burgueses (isso é próprio do capitalismo) ou, então, entre pseudo-socialistas extraindo verbas do erário (é um dinheiro expropriado da burguesia para ser usado contra a própria burguesia).
Esse discurso, obviamente, não pegou. Não porque os petistas o considerassem de alguma forma equivocado, mas sim porque, na leitura deles, a sociedade brasileira, em especial a classe média, se arraigava a valores conservadores, tais como honestidade, integridade, austeridade e escrúpulo no trato do dinheiro público.
Após apanharem fragorosamente nas urnas por sucessivas eleições, os petistas decidiram fazer uma releitura de seu discurso. Não daquele básico, de extração marxista, razão de ser do partido, mas sim do discurso voltado para as massas. O PT, ao menos nas palavras,tornou-se um partido pequeno-burguês típico, bradando contra a imoralidade, exigindo cadeia para os corruptos e, paranoicamente, encontrando larápios em potencial até mesmo debaixo dos próprios colchões.
Não havia um pingo de sinceridade nesse discurso. Ele serviu apenas como escada para o PT ganhar as eleições. Tanto isso é verdade que foi abandonado com a maior sem-cerimônia, tão logo Luiz Inácio Lula da Silva galgou as rampas do Palácio do Planalto.
Se não o primeiro, o principal sinal de que as coisas haviam mudado se deu com aquele que ficou conhecido como "o escândalo do mensalão". Como teria agido um governo minimamente ético naquelas circunstâncias, desde que não tivesse nada a temer? Teria agido de forma determinada, de modo que não pairasse a menor suspeita sobre a sua lisura no episódio, a começar pela demissão sumária de seu então chefe da Casa Civil. O presidente Lula não só se manteve omisso durante todo o episódio como também atestou, por escrito, a idoneidade de Roberto Jefferson e, posteriormente, a do próprio José Dirceu.
Sucessivos escândalos foram vindo à luz e Lula, numa recorrência espantosa, foi sempre dando sinais de inequívoca simpatia pela causa dos acusados. Foi assim no caso do ex-presidente da Câmara dos Deputados e foi assim no caso do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros. Lula entregou-se ao requinte de ressuscitar até mesmo os mortos, como tem ocorrido várias vezes, sendo o caso mais recente o do ex-presidente do Senado Jader Barbalho.
Simpatia pelos deserdados de Deus? Duvido. O mais provável é que o presidente e o seu staff entendam que todo esse pessoal não tenha cometido ilícito algum. Ao menos dentro daquela ética - abandonada provisoriamente, porém jamais esquecida - do partido desde a sua fundação.
Se for assim, estamos mal. O homem público convencional, quando comete um delito, ao menos tem a exata noção do que fez de errado e por quê. Os petistas, não. Cometem as maiores barbaridades e vão dormir de bem com o travesseiro, porque acreditam que tudo o que fizeram teve uma motivação justa: a "causa". Se, decerto, nos anos 60 vários de seus atuais membros se dispunham a matar, ou até mesmo a morrer, em benefício dessa maldita "causa", que mal podem ver, agora, em surrupiar algum dinheiro do erário?
Nesta Nova República delinqüente, a classe média está emparedada. Tradicional reduto dos bons valores republicanos, desta vez ela não tem voz.
Conscientemente ou não, o PT a pinçou com tenazes de aço. Do lado dos pobres, apaziguou-os com a mesada do Bolsa-Família - mesada, sim, porque se trata de um punhado de dinheiro doado sem contrapartida, erodindo a ética do trabalho. Do lado dos ricos, porque com a política dos juros baixos e o crédito a perder de vista lhes propiciou ganhar mais dinheiro do que em toda a sua vida. A classe média, para variar, ficou bradando no deserto - quando não falando sozinha. Ela, sem dúvida, vai votar na oposição nas próximas eleições. Mas o que importa? O PT já amealhou votos suficientes para vencê-la com folga. E, para os petistas, isso é crucial. Calcula-se que, entre empregos diretos e indiretos, o Partido dos Trabalhadores (santa ironia!) tenha uns 40 mil parasitas vivendo à custa do governo. O que farão eles no caso de uma derrota?
Ora, não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. O atual modelo econômico tem pés de barro. Essa fartura geral e irrestrita não é fruto de uma eventual maestria de Lula, mas reflexo da maior onda de prosperidade que o mundo conheceu desde a 2ª Guerra Mundial.
Retirem essa poderosa escada e o resultado é que ficarão todos ali. Desesperados, pendurados no pincel.
PAU À VENDA

Farmácias estatais da Suécia começam a vender pênis de plástico

DIÓGENES MUNIZ
Enviado especial da Folha Online a Estocolmo (Suécia)

Duas cartelas de aspirina e um pênis de plástico, por favor. A partir de agora, pedidos como este já podem ser feitos em farmácias da Suécia.
A nova linha de produtos da Apoteket --companhia estatal que detém o monopólio das farmácias no país-- foi apresentada no fim do mês passado e já chegou a cem lojas espalhadas pelo território nacional. Ao menos mais cem demonstraram interesse nesse tipo de venda. O nome do conjunto é "Trust in Lust" (algo como "Acredite na Luxúria").

Conjunto Trust in Lust é vendido em farmácias estatais da Suécia; para a empresa, preços altos afastam público mais jovem
"Em uma semana, vendemos cinco dildos", comemora Margarete Fors, 62, gerente de uma unidade da Apoteket no norte de Estocolmo. Ela aposta que o número deva aumentar no decorrer do ano, passada a timidez inicial dos fregueses.
Os funcionários das lojas fizeram treinamento especial para lidar com eventuais dúvidas dos compradores, diz Margarete.
Na lista de lançamentos há --além do pênis de plástico (R$ 265)-- bolas eróticas (R$ 105), anel vibrador (R$ 23), três tipos de lubrificantes (R$ 40 cada um), vibrador clitoriano (R$ 210) e um creme especial para limpar os aparelhos (R$ 20). Quem quiser levar o kit completo precisa desembolar em torno de R$ 670.
Os brinquedos ficam localizados nas prateleiras de produtos íntimos, junto aos absorventes, preservativos e testes de gravidez. Não há limite de idade para a compra, ou seja, menores de idade podem obtê-los. A empresa nega estar incentivando o início precoce da vida sexual, já que os preços afastariam compradores mais jovens.

Fors, gerente da Apoteket, aposta em aumento de vendas após "timidez inicial"
De acordo com o site oficial da Apoteket (http://www.apoteket.se/), esse tipo de investimento é importante para a manutenção da saúde sexual da população
Dentro das três lojas visitadas pela Folha Online, a reação dos suecos foi de curiosidade. Quem passava perto das prateleiras lia as embalagens --e ria.
"É uma ótima iniciativa, já que muitas pessoas vão preferir comprar da farmácia do que de um sex shop", avalia a estudante Elin Lindberg, 22. Ela diz que ainda não adquiriu os produtos, mas pode fazê-lo "sem problemas".
Dados da Associação Sueca para Educação Sexual divulgados neste ano mostram que cerca de 50% da população do país entre 20 anos e 45 anos diz possuir um brinquedo erótico.

quinta-feira, julho 03, 2008