PONTO DE VISTA
O Brasil nunca pertenceu aos índios
Sandra Cavalcanti
Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tesede que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.
Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade dapedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil
.Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios,que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.
O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.
Existe uma intenção solerte e venenosas por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não?É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.
Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.
De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de umpaís. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.
De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistase das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.
Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui.
Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais.Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.
Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos indios.Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.
Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitosdo que deveres, isso tem que acabar.
'' O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.
domingo, maio 11, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
QUARTA NOS JORNAIS
- JB: Tribunal libera o trânsito de caminhões
- FOLHA: Absolvido fazendeiro do caso Dorothy
- ESTADÃO: Paulinho da Força vai ser investigado pela Câmara
- GLOBO: Júri absolve condenado por morte de missionária
- GAZETA MERCANTIL: Óleo pode ir a US$ 200, prevê Goldman Sachs
- CORREIO: Servidor: acabou a era dos grandes aumentos
- VALOR: Filial do BNDES no exterior apoiará política industrial
- JB: Tribunal libera o trânsito de caminhões
- FOLHA: Absolvido fazendeiro do caso Dorothy
- ESTADÃO: Paulinho da Força vai ser investigado pela Câmara
- GLOBO: Júri absolve condenado por morte de missionária
- GAZETA MERCANTIL: Óleo pode ir a US$ 200, prevê Goldman Sachs
- CORREIO: Servidor: acabou a era dos grandes aumentos
- VALOR: Filial do BNDES no exterior apoiará política industrial
terça-feira, maio 06, 2008
Arnaldo Jabor
Pequenas bobagens traçam nosso destino
O Globo
6/5/2008
Vivemos um sarapatel de velhas idéias e novas besteiras
Há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos chicletes Adams. Essas caixinhas tinham uma janela de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Um dia, notei que a janela original tinha sido trocada por uma falsa abertura: um desenho na caixa com os chicletinhos delineados. Algum executivo zeloso tinha cortado despesas, eliminando a doce escotilha por onde se viam as balinhas frescas como a brisa. Uma bobagem, não? Mas senti que a "pós-modernidade" (uff...) estava começando. É isso: nas irrelevâncias do cotidiano se escondem indícios de nosso destino.
O Brasil está vivendo uma ridícula revolução de costumes, um sarapatel de velhas idéias e novas anomalias que mataram os velhos conceitos que nos explicavam. Já há um pós-poder, uma pós-corrupção, uma pós-direita, um pós-crime, uma pós-miséria, uma pós-língua se cristalizando. Que palavras podemos usar para descrever o que vemos? Sou colunista de jornal há 17 anos. Falo na TV há 13. No rádio, todo dia há mais de cinco. E vejo que as palavras que sempre usei já não bastam. As idéias não correspondem mais aos fatos. Só nos restam os indícios.
Querem entender o ódio que os jovens dedicam ao país? Vejam as paredes do Rio e de São Paulo. Não existe uma nesga de muro que não exiba uma pichação. Vingam-se das cidades que os excluem. Não há slogans, ou protestos. Apenas hieróglifos para sujar a melhor pedra, o mármore mais antigo: qualquer beleza tem de ser destruída. As pichações são o manifesto do não-sentido de nossa juventude pobre. Que nome daremos a este imenso bucho informe que a miséria cria nas periferias? A razão da barbárie cria uma nova língua feita de grunhidos, em torno da morte e da droga. As palavras, a pronúncia, a gíria letal dos bandidos nos acenam com um futuro de guerras sem trégua.
Outra pergunta: que estará anunciando para nosso futuro esta incessante repetição de escândalos políticos jamais resolvidos?
O Lula, eufórico com seu ibope, estimula esta impunidade, pela perversão esperta que agora pratica de apoiar indiciados, de se abraçar com os mais tenebrosos corruptos. Isso também é uma linguagem no ar. A negativa de crimes mais evidentes, o "não sei", o "não fui eu" vão criando uma espécie de "jurisprudência da impunidade". Talvez a crosta de corrupção nacional fique tão grossa que nunca mais se volte a uma mínima moralidade.
Mesmo nas microbobagens, como no chiclete sem janela, vejo dicas de uma mutação. Fico alucinado com a febre de uma pseudolinguagem executiva, uma algaravia técnica e informática que enche nossos ouvidos: celulares em voz alta na rua, nos aeroportos, nos cinemas. Outro dia, dentro de um avião, vi um sujeito demitir no celular um empregado aos berros: "Rua! Vou te cozinhar com a maçã na boca!"
E as campainhas? De repente, um funk ao seu lado, um "Pour Elise", uma cornetinha trauteando. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria baixinho: "Alô"! Odeio gadgets como blackberries que nos acorrentam nas informações, que nos fazem viver num alerta permanente, espantalhos elétricos conectados a tudo: rádio, videogame, filmes, bolsa, previsão do tempo, torpedinhos, um suspense eterno de que algo vai chegar e nos salvará, ou matará.
Que recado nos traz a evidente hipersexualização das moças no Brasil (lá fora não é assim, não). Todas se vestem de "cachorras", barriguinha de fora, ingênuas com rebolados intensos. Há algo de sinistro em tanta nudez. Riam de mim, mas não agüento mais bundas. Nos outdoors, revistas, TVs. Por que bunda vende tanto?
Fico doido quando uma telefonista me pergunta: "Quem deseja?" Tenho ganas de gritar: "O ser humano deseja!" Mas ela continua: "Senhooorrr, o Dr. Fulano não se encontra...". Como? Está maluco, caiu em desgraça, se perdeu na floresta?
E o "imagina", que o Joaquim Ferreira dos Santos dissecou outro dia: "Obrigado...". "Imagina!" Que significa? Que não posso ser grato? Por que não "de nada" ou o velho e doce "Não tem de quê..." E por aí, vou me irritando com esses maus agouros.
Quando peço um guaraná, lembrando-me das belas frutinhas amazônicas, ouço invariavelmente: "Com gelo e laranja?" Por quê? O meu guaraná indígena não basta mais? Quem inventou essa besteira? Tenho ainda a esperança de encontrar um velho garçom que me pisque o olho e pergunte: "Da Brahma ou da Antartica?"
Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada, e a água não sai. Tenta de novo, nada... Até que o faxineiro te ensina a posição certa, esperando a gorjeta. A água jorra e pára, antes de lavar o sabão líquido cor de mijo.
Tenho nojo de papel higiênico de folha fina, que se esgarça entre as unhas, abomino e-mails em cascata com as piadinhas da hora, tenho asco de frasezinhas que me tiram do sério, com gente dizendo-me: "Bom descanso" ou "Bom trabalho" - tristes cumprimentos de escravos do Capital. Odeio anúncio de avião, que repete a mesma bosta há anos. E o telemarketing, com pobres moças trêmulas te enchendo com ofertas? Eu tenho pena de sua solidão e deixo que me torrem o saco.
Estamos mudando nesses indícios. Estamos afogados pelo ferro-velho mental do país, pelas oligarquias felizes e impunes, por um Judiciário caquético, pelas caras deformadas de políticos, pelas barrigas, gravatas escrotas, pela gomalina dos cabelos, pelas notas frias, pela boçalidade dos discursos, pelos superfaturamentos, estamos soterrados de detritos de vergonhas, togas de desembargadores, bicheiros soltos, balas perdidas, crianças assassinadas, celebridades imbecis, depressões burguesas, doenças tropicais, dengue, barriga d"água, barbeiros e chagas, enchente que não drenou, irresponsabilidades fiscais, assassinos protegidos no Congresso, furtos em prefeituras, municípios apodrecidos.
Cientistas políticos não bastam. Precisamos de detetives da mediocridade brasileira.
Pequenas bobagens traçam nosso destino
O Globo
6/5/2008
Vivemos um sarapatel de velhas idéias e novas besteiras
Há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos chicletes Adams. Essas caixinhas tinham uma janela de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Um dia, notei que a janela original tinha sido trocada por uma falsa abertura: um desenho na caixa com os chicletinhos delineados. Algum executivo zeloso tinha cortado despesas, eliminando a doce escotilha por onde se viam as balinhas frescas como a brisa. Uma bobagem, não? Mas senti que a "pós-modernidade" (uff...) estava começando. É isso: nas irrelevâncias do cotidiano se escondem indícios de nosso destino.
O Brasil está vivendo uma ridícula revolução de costumes, um sarapatel de velhas idéias e novas anomalias que mataram os velhos conceitos que nos explicavam. Já há um pós-poder, uma pós-corrupção, uma pós-direita, um pós-crime, uma pós-miséria, uma pós-língua se cristalizando. Que palavras podemos usar para descrever o que vemos? Sou colunista de jornal há 17 anos. Falo na TV há 13. No rádio, todo dia há mais de cinco. E vejo que as palavras que sempre usei já não bastam. As idéias não correspondem mais aos fatos. Só nos restam os indícios.
Querem entender o ódio que os jovens dedicam ao país? Vejam as paredes do Rio e de São Paulo. Não existe uma nesga de muro que não exiba uma pichação. Vingam-se das cidades que os excluem. Não há slogans, ou protestos. Apenas hieróglifos para sujar a melhor pedra, o mármore mais antigo: qualquer beleza tem de ser destruída. As pichações são o manifesto do não-sentido de nossa juventude pobre. Que nome daremos a este imenso bucho informe que a miséria cria nas periferias? A razão da barbárie cria uma nova língua feita de grunhidos, em torno da morte e da droga. As palavras, a pronúncia, a gíria letal dos bandidos nos acenam com um futuro de guerras sem trégua.
Outra pergunta: que estará anunciando para nosso futuro esta incessante repetição de escândalos políticos jamais resolvidos?
O Lula, eufórico com seu ibope, estimula esta impunidade, pela perversão esperta que agora pratica de apoiar indiciados, de se abraçar com os mais tenebrosos corruptos. Isso também é uma linguagem no ar. A negativa de crimes mais evidentes, o "não sei", o "não fui eu" vão criando uma espécie de "jurisprudência da impunidade". Talvez a crosta de corrupção nacional fique tão grossa que nunca mais se volte a uma mínima moralidade.
Mesmo nas microbobagens, como no chiclete sem janela, vejo dicas de uma mutação. Fico alucinado com a febre de uma pseudolinguagem executiva, uma algaravia técnica e informática que enche nossos ouvidos: celulares em voz alta na rua, nos aeroportos, nos cinemas. Outro dia, dentro de um avião, vi um sujeito demitir no celular um empregado aos berros: "Rua! Vou te cozinhar com a maçã na boca!"
E as campainhas? De repente, um funk ao seu lado, um "Pour Elise", uma cornetinha trauteando. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria baixinho: "Alô"! Odeio gadgets como blackberries que nos acorrentam nas informações, que nos fazem viver num alerta permanente, espantalhos elétricos conectados a tudo: rádio, videogame, filmes, bolsa, previsão do tempo, torpedinhos, um suspense eterno de que algo vai chegar e nos salvará, ou matará.
Que recado nos traz a evidente hipersexualização das moças no Brasil (lá fora não é assim, não). Todas se vestem de "cachorras", barriguinha de fora, ingênuas com rebolados intensos. Há algo de sinistro em tanta nudez. Riam de mim, mas não agüento mais bundas. Nos outdoors, revistas, TVs. Por que bunda vende tanto?
Fico doido quando uma telefonista me pergunta: "Quem deseja?" Tenho ganas de gritar: "O ser humano deseja!" Mas ela continua: "Senhooorrr, o Dr. Fulano não se encontra...". Como? Está maluco, caiu em desgraça, se perdeu na floresta?
E o "imagina", que o Joaquim Ferreira dos Santos dissecou outro dia: "Obrigado...". "Imagina!" Que significa? Que não posso ser grato? Por que não "de nada" ou o velho e doce "Não tem de quê..." E por aí, vou me irritando com esses maus agouros.
Quando peço um guaraná, lembrando-me das belas frutinhas amazônicas, ouço invariavelmente: "Com gelo e laranja?" Por quê? O meu guaraná indígena não basta mais? Quem inventou essa besteira? Tenho ainda a esperança de encontrar um velho garçom que me pisque o olho e pergunte: "Da Brahma ou da Antartica?"
Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada, e a água não sai. Tenta de novo, nada... Até que o faxineiro te ensina a posição certa, esperando a gorjeta. A água jorra e pára, antes de lavar o sabão líquido cor de mijo.
Tenho nojo de papel higiênico de folha fina, que se esgarça entre as unhas, abomino e-mails em cascata com as piadinhas da hora, tenho asco de frasezinhas que me tiram do sério, com gente dizendo-me: "Bom descanso" ou "Bom trabalho" - tristes cumprimentos de escravos do Capital. Odeio anúncio de avião, que repete a mesma bosta há anos. E o telemarketing, com pobres moças trêmulas te enchendo com ofertas? Eu tenho pena de sua solidão e deixo que me torrem o saco.
Estamos mudando nesses indícios. Estamos afogados pelo ferro-velho mental do país, pelas oligarquias felizes e impunes, por um Judiciário caquético, pelas caras deformadas de políticos, pelas barrigas, gravatas escrotas, pela gomalina dos cabelos, pelas notas frias, pela boçalidade dos discursos, pelos superfaturamentos, estamos soterrados de detritos de vergonhas, togas de desembargadores, bicheiros soltos, balas perdidas, crianças assassinadas, celebridades imbecis, depressões burguesas, doenças tropicais, dengue, barriga d"água, barbeiros e chagas, enchente que não drenou, irresponsabilidades fiscais, assassinos protegidos no Congresso, furtos em prefeituras, municípios apodrecidos.
Cientistas políticos não bastam. Precisamos de detetives da mediocridade brasileira.
e-mail
Assunto: En: "ESPOSA 1.0" - Software do casamento
Prezado Técnico,
Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e
verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [
Bebê.exe ] que ocupa muito espaço no HD.
Por outro lado, o [ Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros
programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer
aplicativo.
Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3],
[Noite_De_Farra 2.5] ou [ Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam
mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.
Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado
[Sogra 1.0] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um
comando.
Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o
espaço ocupado pelo [Esposa 1.0 ] quando estou rodando meus
aplicativos preferidos. Sem falar também que o programa [Sexo 5.1]
sumiu do HD.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava
antes, o [Noiva 1..0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona
adequadamente.
Poderia ajudar-me? Por favor!
Ass: Usuário Arrependido
RESPOSTA:
Prezado Usuário,
Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria
das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de
qualquer versão [Noiva 1.0] para [ Esposa 1.0] com a falsa idéia de
que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.
Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema
operacional completo, criado para controlar todo o sistema!
É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão
[Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1..0], como o
[ Filhos.dll ], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito
espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].
É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os
arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao
[Noiva 1.0] porque [ Esposa 1.0] não foi programado para isso.
Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida
instalar a [Noiva Plus] ou o [ Esposa 2.0], mas passaram a ter mais
problemas do que antes (leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente
a ' Pensões Alimentícias' e ' Guarda das crianças' do
software [CASAMENTO].
Uma das melhores soluções é o comando
[DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se
travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para
melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0 ], aconselho o uso de [Flores
5.1], [ Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].
Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada
2.6] ou [ Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido
instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis no
sistema.
Com relação ao programa [Sexo 5.1 ] esquece! Esse roda quando quer.
Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o
[Esposa1.0 ] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter
a certeza de que é capaz de usá-lo!
Agora.... Boa sorte!
Colaboração enviado por APOLO
Assunto: En: "ESPOSA 1.0" - Software do casamento
Prezado Técnico,
Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e
verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [
Bebê.exe ] que ocupa muito espaço no HD.
Por outro lado, o [ Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros
programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer
aplicativo.
Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3],
[Noite_De_Farra 2.5] ou [ Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam
mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.
Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado
[Sogra 1.0] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um
comando.
Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o
espaço ocupado pelo [Esposa 1.0 ] quando estou rodando meus
aplicativos preferidos. Sem falar também que o programa [Sexo 5.1]
sumiu do HD.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava
antes, o [Noiva 1..0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona
adequadamente.
Poderia ajudar-me? Por favor!
Ass: Usuário Arrependido
RESPOSTA:
Prezado Usuário,
Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria
das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de
qualquer versão [Noiva 1.0] para [ Esposa 1.0] com a falsa idéia de
que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.
Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema
operacional completo, criado para controlar todo o sistema!
É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão
[Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1..0], como o
[ Filhos.dll ], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito
espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].
É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os
arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao
[Noiva 1.0] porque [ Esposa 1.0] não foi programado para isso.
Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida
instalar a [Noiva Plus] ou o [ Esposa 2.0], mas passaram a ter mais
problemas do que antes (leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente
a ' Pensões Alimentícias' e ' Guarda das crianças' do
software [CASAMENTO].
Uma das melhores soluções é o comando
[DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se
travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para
melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0 ], aconselho o uso de [Flores
5.1], [ Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].
Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada
2.6] ou [ Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido
instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis no
sistema.
Com relação ao programa [Sexo 5.1 ] esquece! Esse roda quando quer.
Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o
[Esposa1.0 ] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter
a certeza de que é capaz de usá-lo!
Agora.... Boa sorte!
Colaboração enviado por APOLO
OS JORNAIS DE HOJE - TERÇA
- JB: Trânsito melhora sem caminhões
- FOLHA: Ciclone em Mianmar mata ao menos 10 mil
- ESTADÃO: 10 índios são baleados em reserva de Roraima
- GLOBO: Escândalo no BNDES pode envolver mais 10 prefeituras
- GAZETA MERCANTIL: Greve dos auditores causa prejuízos de R$ 60 bilhões
- CORREIO: CGU fará devassa nas contas da UnB
- ESTADO DE MINAS: Nova rodoviária de BH fica R$ 12 mi mais cara
- JB: Trânsito melhora sem caminhões
- FOLHA: Ciclone em Mianmar mata ao menos 10 mil
- ESTADÃO: 10 índios são baleados em reserva de Roraima
- GLOBO: Escândalo no BNDES pode envolver mais 10 prefeituras
- GAZETA MERCANTIL: Greve dos auditores causa prejuízos de R$ 60 bilhões
- CORREIO: CGU fará devassa nas contas da UnB
- ESTADO DE MINAS: Nova rodoviária de BH fica R$ 12 mi mais cara
segunda-feira, maio 05, 2008
RIR OU CHORAR?
Mulher morre atropelada pelo próprio carro no interior de SP
Uma mulher morreu após ser atropelada pelo próprio carro, em São José dos Campos, a 91 km de São Paulo, na sexta-feira (2). A vítima, uma dona-de-casa de 49 anos, guardou o veículo na garagem de casa, na Vila Tesouro, e depois foi fechar o portão. Neste momento, o carro desceu e a atropelou. Segundo a filha da vítima, a mãe esqueceu de puxar o freio de mão do veículo.A filha estava em casa no momento do acidente e ainda chamou o resgate, mas a mãe não resistiu e morreu antes de o socorro chegar.
Mulher morre atropelada pelo próprio carro no interior de SP
Uma mulher morreu após ser atropelada pelo próprio carro, em São José dos Campos, a 91 km de São Paulo, na sexta-feira (2). A vítima, uma dona-de-casa de 49 anos, guardou o veículo na garagem de casa, na Vila Tesouro, e depois foi fechar o portão. Neste momento, o carro desceu e a atropelou. Segundo a filha da vítima, a mãe esqueceu de puxar o freio de mão do veículo.A filha estava em casa no momento do acidente e ainda chamou o resgate, mas a mãe não resistiu e morreu antes de o socorro chegar.
SEGUNDA NOS JORNAIS
- JB: Osvaldão, da guerrilha, tinha lavra no Araguaia
- FOLHA: Plano de energia está uma Itaipu atrasado
- ESTADÃO: Escalada da inflação domina cúpula dos bancos centrais
- GLOBO: Fraudes levam o governo a rastrear venda de remédios
- GAZETA MERCANTIL: Companhias aceleram ajuste a regra contábil
- CORREIO: Funerárias lucram com seguro de vítimas
- VALOR: Grau de investimento abre espaço para ação de 2ª linha
- JB: Osvaldão, da guerrilha, tinha lavra no Araguaia
- FOLHA: Plano de energia está uma Itaipu atrasado
- ESTADÃO: Escalada da inflação domina cúpula dos bancos centrais
- GLOBO: Fraudes levam o governo a rastrear venda de remédios
- GAZETA MERCANTIL: Companhias aceleram ajuste a regra contábil
- CORREIO: Funerárias lucram com seguro de vítimas
- VALOR: Grau de investimento abre espaço para ação de 2ª linha
segunda-feira, abril 28, 2008
SEGUNDA NOS JORNAIS
- JB: - Dengue provoca protestos no Rio
- FOLHA: BNDES quer fusão entre laboratórios nacionais
- Estadão: PF envolve mais um deputado no caso BNDES
- GLOBO: PT de Minas desafia direção e fecha acordo com Aécio
- GAZETA MERCANTIL: MEC descobre 3 milhões de fantasmas
- CORREIO: Aliados pedem definição de Lula sobre candidato
- VALOR: Italianos e russos na disputa da FAB
- JB: - Dengue provoca protestos no Rio
- FOLHA: BNDES quer fusão entre laboratórios nacionais
- Estadão: PF envolve mais um deputado no caso BNDES
- GLOBO: PT de Minas desafia direção e fecha acordo com Aécio
- GAZETA MERCANTIL: MEC descobre 3 milhões de fantasmas
- CORREIO: Aliados pedem definição de Lula sobre candidato
- VALOR: Italianos e russos na disputa da FAB
quinta-feira, abril 24, 2008
PIPIADA
Laranjeira
A dona de um puteiro resolveu fazer um recadastramento para as garotas que estava precisando de dinheiro e que quisesse trabalhar lá.Não demorou muito tempo e fila já estava formada na frente do boteco.
Uma velhinha que estava passando por ali ficou curiosa e foi logo perguntando:
- Oh minha filha, esta fila é para quê?
E a moça, com vergonha de dizer tal indecência para acoroa, respondeu:
- É para catar laranja no pé, tia.
E a velhinha resolveu entrar na fila.Esperou um pouco, até que chegou a vez dela.
A dona do puteiro espantada com a noventona, indagou:
- A senhora a esta idade ainda trepa?
- Trepar eu não trepo, mas, chupo que é uma beleza.
Laranjeira
A dona de um puteiro resolveu fazer um recadastramento para as garotas que estava precisando de dinheiro e que quisesse trabalhar lá.Não demorou muito tempo e fila já estava formada na frente do boteco.
Uma velhinha que estava passando por ali ficou curiosa e foi logo perguntando:
- Oh minha filha, esta fila é para quê?
E a moça, com vergonha de dizer tal indecência para acoroa, respondeu:
- É para catar laranja no pé, tia.
E a velhinha resolveu entrar na fila.Esperou um pouco, até que chegou a vez dela.
A dona do puteiro espantada com a noventona, indagou:
- A senhora a esta idade ainda trepa?
- Trepar eu não trepo, mas, chupo que é uma beleza.
QUINTA NOS JORNAIS
- JB: Google entrega os pedófilos do Orkut.
- FOLHA: Tomate, morango e alface têm excesso de agrotóxico
- ESTADÃO: Defesa vai controlar ONGs na Amazônia
- GLOBO: Crise pode fazer Brasil taxar a exportação de alimentos
- GAZETA MERCANTIL: Brasil teme calote de dívida pelo Paraguai
- CORREIO: Militares terão até 137,83% de aumento.
- VALOR: Taxas de CDBs disparam e captação bate recordes
- JB: Google entrega os pedófilos do Orkut.
- FOLHA: Tomate, morango e alface têm excesso de agrotóxico
- ESTADÃO: Defesa vai controlar ONGs na Amazônia
- GLOBO: Crise pode fazer Brasil taxar a exportação de alimentos
- GAZETA MERCANTIL: Brasil teme calote de dívida pelo Paraguai
- CORREIO: Militares terão até 137,83% de aumento.
- VALOR: Taxas de CDBs disparam e captação bate recordes
terça-feira, abril 22, 2008
domingo, abril 20, 2008
DOMINGO NOS JORNAIS
- JB: Crise militar revela insatisfação com soldo
- FOLHA: Pesquisa mostra que 41% dos filhos não foram planejados
- ESTADÃO: Etanol tem recorde de investimentos
- GLOBO: Profissão Vereador
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Cúpula da Câmara partilha apartamentos de servidores
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- JB: Crise militar revela insatisfação com soldo
- FOLHA: Pesquisa mostra que 41% dos filhos não foram planejados
- ESTADÃO: Etanol tem recorde de investimentos
- GLOBO: Profissão Vereador
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Cúpula da Câmara partilha apartamentos de servidores
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
sábado, abril 19, 2008

André Petry
O papa e os pedófilos
"O direito canônico impede que alguém seja ordenado padre, ou se mantenha como padre, se cometer homicídio, tentar suicídio, ajudar a fazer aborto ou automutilar-se. Abuso sexualpode? Pode. Pedofilia pode? Pode."
É constrangedor que tenha sido assim, mas era inevitável: a primeira viagem do papa Bento XVI aos Estados Unidos foi uma visita sobre abuso sexual. O papa tocou no assunto antes que seu avião aterrissasse em solo americano, dizendo que se sentia "profundamente envergonhado" pelos casos de padres pedófilos. Depois, numa cerimônia, voltou ao tema, expressando dor e pedindo atenção pastoral redobrada às vítimas. Chegou até a se reunir com cinco pessoas que foram molestadas sexualmente, todas hoje na meia-idade, num encontro sem anúncio prévio, a portas fechadas, e com vítimas escolhidas a dedo.
Resolveu? Aplacou a ira santa das vítimas?
Que nada.
O escândalo de pedofilia nos EUA é uma cicatriz imensa. Começou a vir à tona em 2002. Atingiu quase todas as dioceses do país. Revelou a existência de 5.000 padres pedófilos. Contabilizou mais de 13.000 vítimas. Custou mais de 2 bilhões de dólares em acordos. E o que a Igreja Católica fez para estancar isso tudo?
Quase nada.
As vítimas americanas, que têm associação nacional para representá-las, querem que a cúpula da Igreja tome providências concretas para evitar que algo parecido volte a acontecer – ou esteja acontecendo. As providências concretas não vieram. Na semana anterior à chegada de Bento XVI aos EUA, o jornal The New York Times noticiou que um casal de Massachusetts entrou com ação contra um padre acusando-o de molestar seus dois meninos. Quando? Em 2005. As vítimas também querem um plano concreto para expurgar os pedófilos da Igreja e punição aos bispos que acobertaram os casos e mantiveram os padres nas paróquias. Até agora, nada disso foi feito.
A omissão e a letargia em reconhecer que milhares de padres desgraçaram a vida de milhares de crianças católicas produziram um cortejo de constrangimento ao papa. Em cada cidade, havia uma exposição de fotografias de crianças sexualmente molestadas. Em Washington, em frente a uma igreja, havia sessenta fotos, quinze delas com uma moldura preta, sinalizando que se suicidaram. Em Nova York, uma exposição no Soho fazia a mesma denúncia.
E tudo porque até hoje o Vaticano não mudou o código canônico, no qual consta tudo o que impede um padre de manter-se padre ou virar padre. A saber: homicídio, automutilação, tentativa de homicídio ou auxílio a aborto. Abuso sexual pode? Pode. Pedofilia pode? Pode. Na sexta-feira, quando Bento XVI chegava a Nova York, o Vaticano anunciou que estava pensando em fazer mudanças no código. Pensando.
Talvez isso explique por que boa parte dos 64 mi--lhões de católicos nos EUA tem virado as costas para a Igreja e suas orientações. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou que 44% dos católicos americanos são contra o aborto e 48% contra o casamento gay. A maioria dos católicos, portanto, ou é a favor do aborto e do casamento gay ou não tem opinião formada.
Ou os católicos americanos são mais arejados do que a Igreja ou a postura leniente da Igreja com padres pedófilos abriu uma cratera na confiança desses católicos.
Seja o que for, é bom.
Resolveu? Aplacou a ira santa das vítimas?
Que nada.
O escândalo de pedofilia nos EUA é uma cicatriz imensa. Começou a vir à tona em 2002. Atingiu quase todas as dioceses do país. Revelou a existência de 5.000 padres pedófilos. Contabilizou mais de 13.000 vítimas. Custou mais de 2 bilhões de dólares em acordos. E o que a Igreja Católica fez para estancar isso tudo?
Quase nada.
As vítimas americanas, que têm associação nacional para representá-las, querem que a cúpula da Igreja tome providências concretas para evitar que algo parecido volte a acontecer – ou esteja acontecendo. As providências concretas não vieram. Na semana anterior à chegada de Bento XVI aos EUA, o jornal The New York Times noticiou que um casal de Massachusetts entrou com ação contra um padre acusando-o de molestar seus dois meninos. Quando? Em 2005. As vítimas também querem um plano concreto para expurgar os pedófilos da Igreja e punição aos bispos que acobertaram os casos e mantiveram os padres nas paróquias. Até agora, nada disso foi feito.
A omissão e a letargia em reconhecer que milhares de padres desgraçaram a vida de milhares de crianças católicas produziram um cortejo de constrangimento ao papa. Em cada cidade, havia uma exposição de fotografias de crianças sexualmente molestadas. Em Washington, em frente a uma igreja, havia sessenta fotos, quinze delas com uma moldura preta, sinalizando que se suicidaram. Em Nova York, uma exposição no Soho fazia a mesma denúncia.
E tudo porque até hoje o Vaticano não mudou o código canônico, no qual consta tudo o que impede um padre de manter-se padre ou virar padre. A saber: homicídio, automutilação, tentativa de homicídio ou auxílio a aborto. Abuso sexual pode? Pode. Pedofilia pode? Pode. Na sexta-feira, quando Bento XVI chegava a Nova York, o Vaticano anunciou que estava pensando em fazer mudanças no código. Pensando.
Talvez isso explique por que boa parte dos 64 mi--lhões de católicos nos EUA tem virado as costas para a Igreja e suas orientações. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou que 44% dos católicos americanos são contra o aborto e 48% contra o casamento gay. A maioria dos católicos, portanto, ou é a favor do aborto e do casamento gay ou não tem opinião formada.
Ou os católicos americanos são mais arejados do que a Igreja ou a postura leniente da Igreja com padres pedófilos abriu uma cratera na confiança desses católicos.
Seja o que for, é bom.
SÁBADO NOS JORNAIS
- JB: Polícia conclui que pai e madrasta mataram Isabella
- FOLHA: Pai e madrasta são indiciados no caso da morte de Isabella
- ESTADÃO: Lula promete desocupar reserva
- GLOBO: Lula promete a índios manter reserva atacada por general
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Polícia indicia pai e madrasta de Isabella
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- JB: Polícia conclui que pai e madrasta mataram Isabella
- FOLHA: Pai e madrasta são indiciados no caso da morte de Isabella
- ESTADÃO: Lula promete desocupar reserva
- GLOBO: Lula promete a índios manter reserva atacada por general
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Polícia indicia pai e madrasta de Isabella
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
sexta-feira, abril 18, 2008
País dividido
Arnaldo Jabor mostra que polêmicas como as invasões do MST e sobre a política indigenista do governo dividem o Brasil em várias nações.
O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.
Arnaldo Jabor mostra que polêmicas como as invasões do MST e sobre a política indigenista do governo dividem o Brasil em várias nações.
O MST cumpriu a ameaça anunciada. Ocupou a ferrovia de Carajás, atacando a Vale, uma das maiores mineradora do mundo e que devia ser o orgulho do governo, que não fez nada.
No mesmo dia Lula estranhou as declarações do general Augusto Heleno, comandante geral da Amazônia, porque ele disse que a política indigenista no país é arcaica e caótica.
O presidente irritado chamou o ministro da Defesa e do Exército para explicações. Mas o general apenas clamou por uma reunião com os órgãos responsáveis pelos índios para reformar uma política que não dá certo.
Hoje, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um artigo profundo falando desse arcaísmo. Ele pergunta: - "Existem nações indígenas distintas da nação brasileira? Nações não existem como rios e montanhas, mas são inventadas na esfera da política".
Há uma loucura rancorosa no país, dividindo-nos em várias nações, índias, negras, menos a brasileira. E isto favorece ONGs picaretas internacionais e daqui lucram com essa divisão para captar dinheiro e controle.
E quanto ao general Heleno, ele sabe do que fala, pois está na floresta e não na burocracia de Brasília. O que foi? Quebra de hierarquia? Esta quebra se dá quando o MST desafia o governo e a lei e ninguém faz nada, porque Lula precisa agradar aliados populistas e comunas de má fé.
SEXTA NOS JORNAIS
- JB: Tribunal notifica candidatos a prefeito por campanha ilegal
- FOLHA: Real lidera valorização ante o dólar
- ESTADÃO: MST pára ferrovia e faz onda de invasões
- GLOBO: Lula repreende general por ataque à política indigenista
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Abril do Barulho
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Obras do PAC em BH viram comício de Dilma
- JB: Tribunal notifica candidatos a prefeito por campanha ilegal
- FOLHA: Real lidera valorização ante o dólar
- ESTADÃO: MST pára ferrovia e faz onda de invasões
- GLOBO: Lula repreende general por ataque à política indigenista
- GAZETA MERCANTIL: Giro de ADRs em NY supera o da Bovespa
- CORREIO: Abril do Barulho
- VALOR: Novas jazidas vão modificar regulamentação do petróleo
- ESTADO DE MINAS: Obras do PAC em BH viram comício de Dilma
Assinar:
Postagens (Atom)












