terça-feira, abril 15, 2008

JUMENTA DILMA

Vale a pena ler o perfil de Dilma Rousseff, ou Estella — para os que amavam tanto a revolução —, que o Correio Braziliense publica nesta terça. Tentando fazer a revolução ou tomando um chá, a mulher é danada de brava. Se ela chamar o (a) interlocutor (a) de “santinho” ou “santinha”, é porque está muito nervosa. E aí não há copeira, garçom ou ministro que escape de levar um bafão. Seguem trechos do texto:Por Ugo Braga:

(...)O potencial explosivo de Dilma virou motivo de aflição especialmente entre os funcionários mais humildes do Planalto — secretárias, copeiros e garçons. Recentemente, a ministra iniciara uma reunião com um colega da Esplanada e mais um grupo de técnicos quando o garçom serviu chá aos presentes. Dilma alongou-se na exposição sem sorver uma gota do líquido, que esfriou. O garçom, atento, entrou na sala e recolheu todas as louças, inclusive a da ministra. Ela, então, interrompeu o encontro e vociferou uma bronca homérica no serviçal, diante da platéia constrangida.Entre os servidores do Planalto ninguém acha mais graça na história que virou uma norma. Agora, serventes provam abacaxis para certificar se estão maduros. Tudo por causa de insultos ouvidos da ministra em duas ou três ocasiões em que foi servido suco que ela julgou azedo. As assessoras tremem quando ela, impaciente, as chama com o prefixo de “santinha”. É a senha de que o tempo vai fechar.
(...)Quando o atual coordenador político do governo, José Múcio Monteiro, assumiu o cargo, recebeu um telefonema duro da colega. Em tom de desabafo, ele contou a confidentes ter ouvido um pito humilhante. A ministra achava que ele divulgara informações que ela não queria ver no noticiário. “Não confiarei em você nunca mais”, teria dito, batendo o telefone.
(...)Dilma entrou para a luta política não pelas vias sindicais ou associações classistas. Foi recrutada pelo então namorado (depois marido), Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, para militar no Política Operária (Polop), grupo marxista. Desentendimentos sobre os rumos da resistência fizeram nascer o Comando de Libertação Nacional (Colina), ao qual Dilma, ou Estella, perfilou-se, junto com Cláudio. A mocinha da Rua Major Lopes agora dava aulas de marxismo nas células comunistas. Perseguido pela polícia mineira, o casal fugiu para o Rio e caiu na clandestinidade.
(...)Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por Estella, que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares rouba um cofre de chumbo pesando 300kg, recheado com uma bolada de US$ 2,5 milhões.Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre Estella e Lamarca. A maior parte do grupo segue Estella — na época, Cláudio, o primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião seqüestrado e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares (com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre, e de quem se separou já depois da redemocratização).
MATRACA
LULA, O PELEGO?
Francisco C. Weffort- Sociólogo


Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.
É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora "contribuição"). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na "república populista", dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.
Lula, a chamada "metamorfose ambulante", não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.
A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.
Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura. Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual "república sindicalista"?
Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da $ência — a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix — foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se? Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.
Adotada a teoria do dossiê — aquele que não existia e que passou a existir — criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá.

segunda-feira, abril 14, 2008

AUGUSTO NUNES

A espécie ainda não foi extinta

A História adverte: só existe estudante contra; estudante a favor é uma figura com defeito de fabricação que faz mal ao país e enfraquece a musculatura do organismo democrático. A transformação das diretorias de entidades como a UNE em viveiros de pelegos reforçou a suspeita de que a espécie do estudante contra fora erradicada do Brasil. Engano, informou nesta semana a moçada da UnB. Estudantes contra a permanência de Timothy Mulholland no comando da universidade decidiram despejá-lo do lugar onde se homiziava e invadiram o prédio da reitoria. Foi uma boa idéia. A queda do magnífico delinqüente foi uma boa notícia. O sucesso do movimento foi uma péssima notícia para os pelegos.
INFLAÇÃO BOA
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: Rio leva dengue à Baixada
- FOLHA: Reitor deixa UnB depois da invasão de alunos
- GLOBO: Reitor renuncia e MEC agora vai controlar fundações
- GAZETA MERCANTIL: Ações com mais liquidez têm os maiores ganhos durante a crise
- CORREIO: Timothy renuncia. MEC escolhe novo reitor
- VALOR: Mineração, siderurgia e bancos lideram em lucro

domingo, abril 13, 2008

DOMINGO EM DOSE DUPLA

Clique na foto e veja em detalhes
Material de primeira
DANIEL PIZA

POR QUE NÃO ME UFANO

Foi de rir-chorar a declaração de Matilde Ribeiro sobre seus gastos com cartão corporativo em 'free shop' no aeroporto, de que ela precisa aproveitar a oportunidade e comprar 'mesmo' aquelas coisas que não existem em território nacional. Ecoou dona Marisa dizendo que tirou cidadania italiana para os filhos porque quer dar a eles um 'futuro melhor'. E quando Matilde, como aconteceu nos EUA, receberá alguma punição?
BOLSA DITADURA

Cora Ronai

É justo que Jaguar e Ziraldo ainda tenham 30 dias para recorrer da decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça que lhes deu, respectivamente, R$ 1.027. 383,29 e R$ 1.253.000,24, mais pensão mensal de R$ 4.375,88. Acho que devem pedir mais, bem mais. Os dois ganharam muito pouco para jogar no lixo biografias até aqui tão bacanas.
DOMINGO NOS JORNAIS

- JB: Eleições no Paraguai discutem o Brasil
- FOLHA: Preços de alimentos sobem até 168% em SP
- ESTADÃO: CPI investiga mais de 100 autoridades ligadas a ONGs
- GLOBO: Juros altos atraem máfias estrangeiras para o Brasil
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Vice-reitor da UnB também pede pra sair
- VALOR: Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi
MORDE E ASSOPRA

sábado, abril 12, 2008

Ô COISINHA GOSTOSA clique na foto para ampliar
Uma gostosa para alegrar o sábado
CLÓVIS ROSSI
Fim de papo?

HAIA - O mundo inteiro está assustado com o aumento da inflação, especialmente com os preços da comida. Tão assustado que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, está até propondo que o G7, o clubão dos sete países mais ricos do mundo, prepare algum pacote para enfrentar o fenômeno. Todo mundo assustado, menos Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo segundo dia consecutivo, em sua visita oficial à Holanda, o presidente brasileiro insistiu numa tese que, embora essencialmente correta, deixa de lado alguns detalhes absolutamente relevantes.
A tese é esta: a alta de preços dos alimentos se deve ao fato de que "tem mais gente comendo mais". É verdade. No mundo inteiro. Logo, quando à maior demanda não corresponde aumento da oferta, sobem os preços. É um teorema mais antigo que o mundo.
A resposta ao fenômeno, segundo Lula, é produzir mais. Diz que o Brasil vai procurar a auto-suficiência no trigo e deve produzir mais arroz e mais milho. Ótimo, mas, enquanto não aumenta a produção, o que fazer? Lula não responde, a não ser com a tese de que a inflação é motivo de "alegria", porque há mais gente comendo mais. Alegria boba. Para ser genuína, o certo seria mais gente comendo mais sem fazer disparar a inflação. O que está ocorrendo em inúmeros países muito pobres é o contrário. A alta de preços fez cair o consumo.Segundo problema: Lula propõe que países ricos unam-se a países como o Brasil, grande produtor agrícola e de avançada tecnologia na área, para aumentar a produção nos países mais pobres. É uma proposta tão generosa quanto impraticável em um mundo em que predomina o egoísmo, inclusive entre lideranças políticas.
Não é culpa de Lula, mas o Brasil certamente tem mais a oferecer, nesse tipo de tema, do que uma fuga para a alegria.

Folha-SP

Ensaio:
Roberto Pompeu de Toledo
A vida após a vida
Histórias de velhos perdidos na contingência de tocar a existência sem o instrumento da memória
O senhor D., de 95 anos, choca-se toda vez que vê, na televisão, notícia da morte da menina Isabella. Não que se choque com novos desenvolvimentos do caso. Como não se lembra do noticiário do dia anterior, e nem mesmo, quando chega a hora do noticiário da noite, daquele que viu à tarde, a cada noticiário trava conhecimento do caso pela primeira vez. A cada vez um choque novinho em folha. D. mora com a filha e o genro. A mulher já morreu há alguns anos. A filha chama-se Luíza, mas ele a chama de Ana, que era o nome da mulher. A família já se acostumou às confusões que povoam a mente de D. e em geral não se dá ao trabalho de corrigi-lo. Contra essa confusão específica, porém, o genro costuma se insurgir. "Se esta aqui é a Ana, que estou fazendo eu nesta casa?", pergunta.
A senhora T., de 87 anos, passa horas lendo a mesma página do mesmo livro. Sentada à mesa, acompanha com o dedo a linha em que os olhos pousam. Às vezes o dedo permanece muito tempo na mesma linha. Outras vezes, vai velozmente até o fim da página, e então volta ao início, e começa de novo. Chega uma hora em que vira a página, e então permanece nela outro longo tempo, subindo e descendo as linhas, às vezes estacionando por tempo exagerado numa delas. Quando se levanta por algum motivo, ao voltar à mesa, retoma o livro na mesma página, ou na anterior, ou, se o livro está fechado, em qualquer ponto em que venha a abri-lo. T. não apenas não grava o que leu – também não grava o que come. Pode já ter almoçado, mas, se vê a sobrinha, que chega sempre atrasada, sentar-se à mesa, ela se senta também. Se não for detida, almoçará tantas vezes quantas perceber alguém almoçando na casa. A irmã que cuida dela tem o cuidado de não deixar nenhuma comida exposta na casa. As bananas e laranjas são guardadas dentro de um armário trancado a chave.
O senhor L., de 94 anos, às vezes é levado pelo acompanhante para dar uma volta no quarteirão, na cadeira de rodas a que foi reduzido desde que quebrou a perna. Outras vezes, a filha o tira de casa para uma ida ao médico. Quando volta, ele custa a reorientar-se. "De quem é esse apartamento?", pergunta. Não adianta dizerem que é o seu próprio apartamento, ele não aceita tal explicação. "Que apartamento bom", elogia.
A senhora H., de 82 anos, costumava comparecer uma vez por mês à reunião em que, com amigas da mesma idade, costurava roupas de criança para os pobres. Como as amigas sabiam que ela andava meio esquecida, telefonaram na véspera para lembrá-la da reunião. No dia mesmo voltaram a ligar, para lembrar que o compromisso era às 15 horas. E uma amiga mais zelosa ainda telefonou de novo meia hora antes da reunião, para um último lembrete. Eis porém que a reunião se inicia e nada de H. aparecer. Passa meia hora, passa uma hora. Resolvem telefonar para a casa dela e ficam sabendo pela empregada que H. realmente chegou a sair de casa. Na rua, em vez de tomar um táxi, pôs-se a andar a pé em volta do quarteirão. Esqueceu-se de para que saíra. Quando cansou, voltou para casa. "Ainda bem que voltou", comentou a empregada. Foi a última vez que chamaram H. para a reunião.

Um subproduto do notável progresso da medicina em prolongar as vidas é a explosão do mercado de trabalho para a profissão de atendente. Outro é a redobrada atividade das fábricas de fraldas geriátricas. Outro ainda é a quantidade cada vez maior de pessoas cuja mente lhes dá adeus bem antes do corpo. As avarias da memória acabam por roubar também o passado de pessoas para as quais o futuro já faltava – e o presente é uma linha tênue demais para equilibrar com segurança um ser humano. Começa-se por esquecer os compromissos, como a senhora H. Evolui-se para não reconhecer onde se está, como o senhor L., e daí para não se lembrar da linha que acabou de ler ou da comida que acabou de comer, como a senhora T. No percurso, vai se esgarçando essa coisa que nos segura a nós mesmos chamada "eu". A certa altura, essa coisa se extingue, e a pessoa não reconhece mais a si própria. Uma população cada vez maior de eus à deriva caracteriza o admirável mundo novo deste início do século XXI.
A maior esperança de cura, ou de atenuação, dos males que afetam o cérebro dos velhos reside hoje, como no caso do diabetes ou da doença de Parkinson, nas possibilidades regenerativas das células-tronco. No Brasil, as pesquisas com células-tronco obtidas em embriões descartados encontra-se pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento, iniciado no dia 5 de março, teve seu andamento suspenso por um pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. Transcorrido um mês, o ministro Direito requereu, na semana passada, a prorrogação de seu pedido, e não tem prazo para recolocar a matéria em julgamento. Pode ser nesta semana, pode ser daqui a dois anos. O ministro Direito é um católico praticante e observante das diretrizes de Roma. A Igreja Católica é contra a pesquisa com embriões em nome da vida, tal qual a entende.
Revista Veja
DIETA DO PÃO
SÁBADO NOS JORNAIS

- JB: Cidade da Música: R$ 1 milhão todo mês
- FOLHA: Lula dá aval a aumento de juros
- ESTADÃO: STF pode reduzir extensão de reserva indígena de Roraima
- GLOBO: Lula já admite que taxa de juros volte a subir
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Crônica de um crime que o país inteiro julga, mesmo sem provas
- VALOR: Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi

sexta-feira, abril 11, 2008


O CORREIO BRAZILIENSE DEU

"FAZER DOSSIÊ CONTRA ADVERSÁRIOS É CORRETO"

Éssa afirmação é do Ministro da Justiça, o petista Tarso Genro, durante a entrevista ao jornalista Gustavo Krieger do Correio Braziliense.
Um filho de uma puta como esse ainda continua ministro. Esse é um país escroto.

(Comentário de Ricardo Noblat: Quer dizer: não é crime fazer dossiê contra adversários políticos se valendo, inclusive, de despesas tidas como sigilosas. É obrigação de qualquer governo ou administrador zeloso.
Se os adversários tomarem conhecimento da existência do dossiê, se atemorizados preferirem não cumprir com seu dever de investigar eventuais irregularidades cometidas pelo governo, tudo bom, tudo bem.
O governo terá atingido seu objetivo. E o distinto público perderá mais uma oportunidade de saber se o que paga de impostos é bem empregado ou não.
O que não pode, meus caros, mas não pode mesmo, segundo a doutrina do ministro da Justiça, é deixar que o dossiê vaze. Que se torne público. Porque não foi feito para isso. Foi feito só para chantagear adversários.
Entenderam? Finalmente entenderam por que o governo só quer saber quem vazou o dossiê? Por que não quer saber quem mandou fazer o dossiê e quem o fez?
Querem que eu desenhe?)
XÔ, VAI PARA O VASCO
SEXTA NOS JORNAIS

- JB: Epidemia de dengue começa a ceder no Rio
- FOLHA: Alta nos preços de alimentos preocupa líderes mundiais
- ESTADÃO: Investigação do dossiê abre guerra de facções no Planalto
- GLOBO: Pressão de estudantes força a saída de reitor
- GAZETA MERCANTIL: BC deve subir Selic depois de quase 3 anos
- CORREIO: Reitor pede pra sair...
- VALOR: Déficit do petróleo pesa na balança e pode ir a US$ 8 bi
- ESTADO DE MINAS: Máfia agiu para mais 27 prefeituras

quinta-feira, abril 10, 2008

REFORMA
MULHERES! PEGUEM AS VASSOURAS

Fazer faxina pode reduzir estresse, diz estudo

Para dar resultado, são necessários 20 minutos seguidos de faxina..

Fazer faxina por apenas 20 minutos seguidos por semana pode trazer benefícios para a saúde mental, sugere um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica British Journal of Sports Medicine.
O objetivo dos pesquisadores da University College, em Londres, era estabelecer quais atividades físicas traziam mais benefícios para a saúde mental e quantificar o tempo necessário para que os exercícios tivessem impacto psicológico.
Os resultados indicam que são necessários 20 minutos seguidos de exercício – o suficiente para deixar a pessoa ofegante – para que a atividade física provoque uma "melhora no humor" e diminua o estresse.
A equipe de pesquisadores estabeleceu ainda que as atividades mais apropriadas seriam a faxina, a jardinagem, a caminhada e a prática de esportes.
QUINTA NOS JORNAIS

- JB: Bancos antecipam aumento de juros do cheque especial
- FOLHA: PF prende 16 prefeitos suspeitos de corrupção
- ESTADÃO: 16 prefeitos são presos pordesvio de verbas
- GLOBO: Inflação vai além do previsto e BC poderá subir juros logo
- GAZETA MERCANTIL: BNDES repassa 108% mais em recursos para exportação
- CORREIO: As ceias nada santas do senhor reitor
- VALOR: Com aquisições, Parmalat tenta voltar ao topo
- ESTADO DE MINAS: PF prende 13 prefeitos em MG

quarta-feira, abril 09, 2008

PiaDA

*Bruno e Breno...

**Bruno e Breno eram um casal gay apaixonadíssimo.Eles se adoravam, tinham bons empregos, viviam juntos em um belo apartamento... Enfim, eram muito felizes. Certo dia, Breno estava de folga e ficou em casa, enquanto Bruno foi trabalhar.
Breno, então, resolver fazer uma linda surpresa para o seu amado.Enquanto Bruno estava no trabalho, Breno foi a uma clínica de tatuagens e mandou tatuar duas letras bês (B) enormes, uma em cada nádega. No lado esquerdo, a letra inicial de Breno; no lado direito, a letra inicial de Bruno.
Breno achou que isso seria uma prova inequívoca de seu amor por Bruno, pois as iniciais do casal ficariam para sempre gravadas em sua bunda. Feliz, com as duas letras 'B' tatuadas na bunda, uma em cada lado, Breno voltou pra casa no final da tarde, com a intenção de fazer a surpresa para Bruno.
Breno então foi para o quarto, tirou a roupa, e, na hora em que ouviu o barulho de Bruno entrando em casa, ficou de quatro em cima da cama, com a bunda tatuada voltada para a porta do quarto, numa posição quase que ginecológica.
Bruno então entrou no quarto, viu aquela bunda tatuada virada pra ele e parou, estupefato, mal acreditando no que via. Breno, sorrindo, perguntou?
- E aí, amor, gostou?
E Bruno, sem conseguir conter uma lágrima que descia pelo seu rosto,soluçando, limitou-se a perguntar:
- QUEM É BOB?*

Piada enviada por Apolo
AUGUSTO NUNES
Quero a minha bolsa-ditadura
Coluna - Coisas da Política -
Jornal do Brasil
9/4/2008

Na tarde de 11 de agosto de 1969, numa mesa do bar em frente da Faculdade Nacional de Direito, eu festejava o reencontro com a namorada que saíra de circulação havia um mês, ao saber que a Justiça decidira prendê-la preventivamente. Tinha um copo de chope na mão e idéias lascivas na cabeça. Além do fim da separação, comemorava antecipadamente uma longa noite de prazeres e pecados. O castigo chegaria primeiro, anunciado por um leve toque no ombro e formalizado por um só substantivo: "Polícia", resumiu um dos quatro homens repentinamente hasteados em torno da mesa.
Todos usavam os paletós muito compridos e muito apertados que os sherloques brasileiros tanto apreciam, porque todos se acham mais altos e menos gordos do que efetivamente são. Só depois da tempestade eu saberia que estavam lá para capturar minha namorada. Resolveram levar-me como brinde ao descobrirem que também era diretor do Caco Livre. Separados, embarcamos em fuscas disfarçados de táxis rumo à sede da PM na Rua Frei Caneca.
De madrugada, segui de jipe para o prédio da Aeronáutica ao lado do Santos Dumont. A escala durou dois dias. Sempre no meio da madrugada, de novo num jipe, fui transferido para a Base Aérea do Galeão. Duraria também dois dias a terceira e última estação do curto calvário. Curto e, para os padrões vigentes naquele Brasil sob o domínio do medo, pouco dramático.
Sim, cada minuto de prisão nos anos de chumbo foi um pote até aqui de angústia. Fui submetido durante quatro dias a tormentos físicos e psicológicos.. Com as mãos algemadas sob as pernas, suportei de cócoras interrogatórios que se estendiam por oito, nove horas. Ouvi dos carcereiros ameaças de morte ao estudante comunista cujo paradeiro nenhum civil conhecia. Afligiram-me o silêncio imposto a presos incomunicáveis, o cheiro de animal sem banho, a comida intragável, a sensação de impotência, a vida suspensa no ar.
A viagem pela escuridão terminou na noite de 15 de agosto. "Pode ir embora", comunicou o major que acabara de me interrogar. COMUNISTA, anotou com letras graúdas e escuras na ficha preenchida para identificar o estudante de 19 anos. Sem nada a buscar na cela, caminhei para a liberdade. Ainda na calçada da cadeia, constatei que tivera sorte. Estava vivo. Não fora torturado. Não carregava, no corpo ou na alma, feridas que não cicatrizam.
Perto do que já ocorrera, perto do que haveria, fora uma "cana leve". Em cada 10 militantes do movimento estudantil, nove protagonizaram episódios semelhantes. Ninguém sabia que, muitos anos depois, todos poderiam reivindicar à Comissão de Anistia a medalha de "herói da resistência". E indenizações milionárias. E mensalidades de bom tamanho.
Na semana passada, a festa de formatura da turma de jornalistas premiados com a "bolsa-ditadura", outro achado de Elio Gaspari, fez cair em tentação meu lado escuro. Além da temporada no xadrez, disponho de um trunfo poderoso: a vitoriosa carreira que não tive. Em dezembro de 1969, o diretor da faculdade apresentou-me à bifurcação. Ou solicitava no dia seguinte a transferência para outras paragens ou seria sumariamente expulso antes que o ano acabasse.
Só o Mackenzie me engoliu. Não engoli o Mackenzie e desisti do diploma de bacharel no primeiro semestre no Mackenzie. Só por isso não fui advogado, juiz, desembargador, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente da Corte. Não cheguei lá por culpa do regime militar. Mereço uma bolsa-ditadura (topo alguma coisa em torno de R$ 1 milhão) e qualquer aposentadoria acima da faixa dos R$ 4 mil. Livres de taxas e descontos, em dinheiro vivo e pagamento à vista. Não aceito títulos do Tesouro Nacional.
Tenho testemunhas a apresentar. Uma tia pode atestar que, ainda no berço, eu caía na choradeira enquanto não trocassem o pijama listrado por um camisolão preto que parecia uma toga. Um amigo de infância vive lembrando que, quando os garotos da nossa rua resolviam roubar laranja, eu primeiro recomendava que tungassem apenas o necessário e, em seguida, escolhia o pomar mais adeqüado. Na faculdade, num julgamento simulado pelo professor Afonso Arinos, defendi com brilho a tese segundo a qual o Tribunal de Nuremberg foi uma ilegalidade. A goleada que me impôs o júri formado pelo resto dos alunos é irrelevante. O doutor Nelson Jobim já perdeu dúzias de causas. E foi presidente do Supremo.
Argumentos já tenho. Falta o telefone do advogado que antecipou com tanta competência a formatura da turma de jornalistas.
NORDESTE
QUARTA NOS JORNAIS

- JB: Dengue derruba turismo do Rio
- FOLHA: Ministro admite uso eleitoral do PAC
- ESTADÃO: Polícia Federal apreende computadores da Casa Civil
- GLOBO: Secretário prevê epidemia de dengue também em 2009
- GAZETA MERCANTIL: Empresas enfrentaram 442 dias de greve em três anos
- CORREIO: Denunciado - Ministério Público processa reitor da UnB
- VALOR: Novos IPOs vão testar mercado no pós-crise
- ESTADO DE MINAS: Dengue se alastra em BH

terça-feira, abril 08, 2008

ONDE ANDA O CHÁVEZ? Caraias, tô com saudade do Coronel Hugo Chávez, faz mais de um mês que ele não fala nada. Tudo bem, sei que o outro, o maluco-sindicalista tem se esforçando bastante em falar merda, mas, nada como o original. Volta Chávez, Volta presidente bananeiro, precisamos rir.
TROCANDO AS BOLAS
TERÇA NOS JORNAIS

- JB: Gastança de César custa 26 mil médicos
- FOLHA: PF investigará só vazamento de dossiê
- ESTADÃO: Investigação da PF se limita ao vazamento do dossiê anti-FHC
- GLOBO: PF vai apurar quem vazou, mas não quem fez o dossiê
- GAZETA MERCANTIL: Os fundos apostam na área de infra-estrutura
- CORREIO: Rebeldia, tapas e pontapés na UnB
- VALOR: Governo pára negócio de R$ 10 bi na área de energia.
- ESTADO DE MINAS: Conta de luz fica 17,1% mais barata.

segunda-feira, abril 07, 2008

NO RABO DO PAC

Depois do "Relaxa e goza e do Top, Top, Top" agora vem a "Galinha do PAC".
INFORME JB
07/04
SEM PRESTÍGIO
As investidas da governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria (PSB), para emplacar uma ajuda federal para resolver a situação dos Estados nordestinos que sofrem com a forte chuva das últimas semanas não tiveram resultado. Depois de três dias de negociação, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, descartou a edição de qualquer MP com ajuda para os Estados recuperarem seus prejuízos. O ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima (PMDB-BA), intercedeu e ganhou o auxílio do presidente Lula.
PASQUIM
SEPULTARAM O SONHO


Jaguar e Ziraldo: Ficaram gagá e perderam a dignidade.
É Triste.
SEGUNDA NOS JORNAIS

- JB: PF investigará vazamento
- FOLHA: PF quer investigar vazamento do dossiê
- ESTADÃO: Senado deve instalar nova CPI dos Cartões
- GLOBO: Dilma agora aciona PF só para apurar vazamento
- GAZETA MERCANTIL: Agenda econômica iniciada em 1989 continua igual, diz Collor
- CORREIO: Casa Civil já admite acionar PF
- VALOR: Oposição européia ameaça projeto brasileiro do etanol

domingo, abril 06, 2008

PIADA

DE MOSSORÓ
Um cabra de Mossoró vai fazer um exame de próstata. Depois de várias cutucadas, o médico dá o veredicto:
- A sua próstata está ótima! Pode vestir-se!
- O doutor não gostaria de enfiar o outro dedo?
- Mas, por quê?
- Eu sempre gosto de pegar uma segunda opinião!
LeonardoAttuch

GEISEL DE SAIAS

Dilma Rousseff lembra o general. Ela é estatizante, adora um dossiê e também gosta de decidir os principais negócios do País


Dilma Rousseff é a mãe do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. Ernesto Geisel era o pai do II PND, o Plano Nacional de Desenvolvimento. A ministra tem fama de durona, inspira medo nos subalternos e fala grosso, como se o tom de voz amplificasse sua autoridade. O general falava baixinho, mas também era autoritário e achava que entendia de qualquer assunto. Assim como Dilma, o alemão era vidrado num dossiê. Sua central de bruxarias era pilotada por dois especialistas: os generais Golbery do Couto e Silva, rei das intrigas na Casa Civil, e João Figueiredo, chefe da máquina de grampos do finado SNI, o Serviço Nacional de Informações. Dilma, quando resolve aprontar das suas, como no caso do (g)astronômico “banco de dados” de Ruth Cardoso, conta com o auxílio da assessora especial Erenice boa de Guerra. As afinidades entre o general da ditadura e a guerrilheira de esquerda são também ideológicas, por mais estranho que pareça. Ambos idolatram o Estado forte e a idéia de planejamento central.

Os dois também fizeram pouco-caso da herança que receberam. Geisel chegou ao poder em 1974, após o “milagre econômico” conduzido por Delfim Netto. Enciumado, fez tudo o que pôde contra o “gordo”. Incapaz de compreender o mundo ao seu redor, que vivia o choque do petróleo, Geisel deixou como legado a crise da dívida externa. Dilma, por sua vez, subiu à Casa Civil quando José Dirceu tombou no escândalo do Mensalão. Naquela época, a ministra disputava o cargo com Antônio Palocci e definiu a política econômica do médico de Ribeirão Preto como “rudimentar”. Uma cotovelada justamente naquilo que hoje garante o tal “momento mágico” do País. Terá sido incompreensão ou oportunismo? Geisel, com sua obtusidade germânica, foi um dos piores presidentes da história do Brasil.
Dizem que era honesto, mas ele plantou a semente da grande corrupção nacional quando trouxe para os palácios de Brasília as principais decisões empresariais do País. Dilma, candidatíssima a ocupar o cargo que já foi de Geisel, também defende uma relação “íntima” entre o Estado e a burguesia nacional. Com mão de ferro, ela tem pilotado grandes negócios nas telecomunicações e na petroquímica, escolhendo “vencedores” em cada setor. Mais geiseliano, impossível. E, ainda que o general e a guerrilheira tenham lutado em campos opostos durante a ditadura, os dois são quase almas gêmeas..