quarta-feira, junho 08, 2011
ROLF KUNTZ - Inflação: é bom não relaxar
Inflação: é bom não relaxar
ROLF KUNTZ
O ESTADÃO - 08/06/11
Há boas notícias sobre a inflação, mas é melhor esperar um pouco antes de celebrar a contenção dos preços. Os mercados parecem acomodar-se, depois de meses de forte instabilidade, e o governo reforça o discurso otimista. É seu papel, mas um pouco de prudência é sempre recomendável, porque ainda há muito risco tanto no exterior quanto no País. Além disso, os novos números não apontam numa única direção. Para maior clareza, é bom começar pelas informações mais amplas e, neste caso, mais positivas.
Um dia antes da nova decisão do Banco Central (BC) sobre os juros básicos, dois dos mais importantes conjuntos de indicadores foram divulgados. Referência da política oficial, o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, subiu 0,47% em maio. Em abril havia subido 0,77%. Variação mais notável apareceu no IGP-DI, o Índice Geral de Preços calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Aumentou apenas 0,01% no mês passado. A alta havia sido de 0,5% em abril.
O resultado de maio, excelente, foi determinado principalmente pelos preços ao produtor, com peso de 60%. Esses preços diminuíram 0,63%, graças ao recuo das cotações das matérias-primas e dos bens intermediários.
Os preços ao consumidor entram no IGP-DI com peso de 30%. Subiram 0,51%, em ritmo ainda acelerado, mas bem mais moderado que o do mês anterior, 0,95%. O terceiro grande componente, com peso de 10%, é formado pelo custo da construção, com alta de 2,94%.
A melhor notícia embutida no índice da FGV é o recuo dos preços ao produtor. Esse dado prenuncia menor pressão sobre o varejo nos meses seguintes. Seria muito bom se a história terminasse nesse ponto. Mas os fatos são um pouco mais complicados.
A inflação vai depender no segundo semestre principalmente da demanda. Há sinais de arrefecimento da economia, mas também nesse caso os indicadores são mistos. O crédito ao consumidor cresceu menos em abril do que em março, mas ainda cresceu, segundo o BC. A renda do trabalhador vem sendo corroída pela inflação, mas aumentos salariais acima dos ganhos de produtividade têm sido registrados. Importantes acordos salariais serão discutidos a partir de agosto pelos sindicatos mais poderosos. Haverá tentativas de conseguir bem mais que a compensação pela alta de preços em 12 meses. Nesta altura, o IPCA acumula uma alta de 6,55%. Poderá haver algum recuo nos próximos dois meses, mas, mesmo assim, a negociação partirá de uma base elevada. Os empresários cederão tanto mais facilmente quanto maior for sua expectativa de repasse aos preços.
Os efeitos da demanda ainda são muito sensíveis nos números divulgados nesta terça-feira. Houve aceleração de aumentos em cinco dos nove grupos de bens e serviços incluídos no IPCA. Os aumentos maiores ocorreram nos itens alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, despesas pessoais e comunicação.
Além disso, o índice de difusão - a parcela de bens e serviços com alta de preços - passou de 59,38% em abril para 64,84% em maio. Segundo Rosenberg & Associados, foi o maior número desde março, quando chegou a 68,23%. Um alto grau de contaminação dos preços ocorre quando os participantes do jogo conseguem repassar aumentos com facilidade. Isso se dá num ambiente de ampla liquidez e demanda muito ativa.
Porta-vozes do setor industrial têm procurado realçar os sinais de arrefecimento da atividade. É um discurso costumeiro, usado como argumento contra a alta de juros. Mas os últimos dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), distribuídos também na terça-feira, mostraram um cenário nada sombrio. Descontados os fatores sazonais, o faturamento real cresceu 4,3% de março para abril. Pelo mesmo critério, o número de horas de trabalho aumentou 1,5%. O uso da capacidade instalada diminuiu ligeiramente, de 82% para 81,6%, mas ainda permaneceu elevado.
Os freios aplicados pelo BC, por meio de restrições ao crédito e elevação de juros, podem ter produzido algum efeito, mas muito suave até agora. Ontem, especialistas citados pelos meios de comunicação davam como certo pelo menos mais um aumento de juros neste ano. Alguns davam como prováveis dois aumentos.
Pelo menos dois pontos parecem claros. Os efeitos da política sobre a demanda interna foram limitados e o risco da transmissão de aumentos por indexação, no segundo semestre, permanece considerável. O segundo ponto é o risco externo: é cedo para afastar a hipótese de um novo choque de preços internacionais, embora o perigo possa parecer menor, neste momento.
A inflação, dizem funcionários do governo, ficará este ano dentro do limite oficial - provavelmente abaixo de 6,5%. Mas qualquer número abaixo do teto será realmente bom?
ANTONIO CORRÊA DE LACERDA - Por onde começar a mudança na economia
Por onde começar a mudança na economia
ANTONIO CORRÊA DE LACERDA
O ESTADÃO - 08/06/11
Para a economia mundial no cenário que sucede à grande crise de 2008, ainda insolúvel para muitos países, tem prevalecido uma revolução. O Estado teve seu papel revisto para fazer frente aos enormes desafios e as políticas macroeconômicas, fiscal, monetária e cambial têm sido revistas para combater os efeitos dessa crise, corrigir suas distorções e buscar retomar o crescimento.
É curioso que, diante de tanta mudança no quadro mundial, ainda haja quem afirme - aparentemente com convicção - que não há o que mudar na política econômica brasileira. No que se refere às taxas básicas de juros, por exemplo, as explicações convencionais sobre as causas do seu elevado nível são, cada vez mais, insustentáveis. A economia do País apresenta indicadores de déficit público e dívida pública, proporcionalmente ao PIB, bem melhores do que a maioria dos países. Além disso, sermos classificados como grau de investimento pelas principais agências globais de classificação de risco deveria ser mais um diferencial.
Tomando-se as taxas de juros praticadas, há uma boa ilustração da distorção. Enquanto o Brasil oferece juros de 12% ao ano para títulos de dez anos, outros países com fundamentos macroeconômicos muito piores praticam juros bem mais baixos: Irlanda, 10,8%; Portugal, 9,8%; Espanha, 5,2%; e Itália, 4,6% - os Piigs, que enfrentam graves problemas de solvência. Mesmo a Grécia, entre os casos mais flagrantes, adota taxa de 15,9%, só poucos pontos acima da nossa.
Outra disparidade evidente está na falta de diferenciação, no Brasil, entre os juros de longo, médio e curto prazos. Se na maioria dos países as aplicações de curtíssimo prazo são remuneradas a taxas nominais muito baixas, próximas de zero, a economia nacional, por sua vez, mantém um sistema de remuneração que oferece uma trindade pouco provável nos mercados: segurança, liquidez e rentabilidade.
Para além da alegada necessidade genérica de "corte nos gastos públicos", que virou uma panaceia, o País tem uma vasta agenda de assuntos a evoluir, visando a corrigir as distorções:
criar uma estrutura de mercado que diferencie os juros de títulos de longo, médio e curto prazos;
avançar no processo de desindexação de contratos e tarifas públicas, para diminuir a rigidez e a inércia da inflação;
aperfeiçoar o sistema nacional de metas de inflação, tornando-o mais flexível no que diz respeito a prazo e indicadores a serem considerados;
e ampliar a captação de expectativas do mercado e o diálogo com os agentes, hoje excessivamente restritos ao mercado financeiro.
Sob o ponto de vista das metas de inflação em si, no sistema brasileiro há aspectos que lhe dão um relativo grau de flexibilidade, como a tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo do centro definido. Essa margem serviria justamente para acomodar distorções. Ocorre que nos momentos em que a inflação acumulada começa a se aproximar do teto, como há alguns meses, observa-se uma certa histeria nos mercados. Ainda mais se a política monetária ousar adotar alternativas, como as chamadas medidas macroprudenciais adotadas com coerência nos últimos meses.
A questão é o tratamento a ser dado aos choques de oferta, quando preços de commodities, por exemplo, são formados no mercado internacional e baseados não só na demanda física, mas também na especulação dos mercados futuros - especialmente na fase atual de juros baixos nos países mais ricos. Esses choques de oferta acabam sendo controlados com medidas típicas de combate à inflação de demanda. Esse processo provoca distorções, pois desestimula o nível de atividades e de investimentos produtivos, além de encarecer o custo de financiamento da dívida pública e fomentar a valorização do real.
É muito importante que o Banco Central tenha autonomia operacional. Mas a autonomia necessária não se restringe exclusivamente aos Poderes da República. Urge criar as condições para torná-lo menos refém das visões excessivamente de curto prazo do mercado financeiro. E, embora elas devam fazer parte do leque de fontes a serem consideradas, não devem se constituir no "monopólio das expectativas" observado no nosso caso.
SONIA RACY - DIRETO DA FONTE
Dúvida cruel
SONIA RACY
O ESTADÃO - 08/06/11
O próximo embate entre os bancões será pela folha de pagamento dos 160 mil servidores do Paraná. O contrato com o BB vencerá em julho.
O BB tem esperança de negociar uma renovação sem pregão, mas o governador Beto Richa tem em mãos avaliação que pode derrubar a pretensão: dada a agressividade crescente dos bancos, um leilão público pode girar mais de R$ 1 bilhão.
Dúvida 2
É que com a falta de bancos à venda, os negócios têm se concentrado em folhas de pagamento ou participações em instituições de varejo.
BB, Itaú Unibanco e Bradesco disputaram os últimos negócios e estão empatados. Itaú comprou 49% do Banco Carrefour por R$ 1 bilhão. O Bradesco ficou com a folha de pagamentos dos funcionários públicos no Berj, pagando R$ 1,8 bi. E o BB desembolsou R$ 3,2 bi pelo Banco Postal.
Cipó eleitoral
Será lançada em agosto a candidatura do muriqui - primata ameaçado de extinção, morador da Mata Atlântica - a mascote das Olimpíadas do Rio.
A proposta é da ONG Eco-Atlântica. Assinada pela Storm, a campanha "eleitoral"conta com apoio de simpatizantes de peso como Chico Buarque, Carlos Minc, Eike Batista, Marcos Palmeira, Isabel Fillardis, Ney Matogrosso, entre outros.
Premissa
Luís Paulo Rosenberg, do Corinthians, avisa. Só assinará contrato final com a Odebrecht para construir o Itaquerão depois que sair o financiamento do BNDES.
Psiu
Os fãs de Eric Clapton podem respirar aliviados. O São Paulo venceu, anteontem, mais uma ação - das sete que enfrenta-, pedindo a proibição dos shows no Morumbi. A juíza foi convencida de que os ruídos emitidos não ultrapassam os limites permitidos.
Trés belle
E Catherine Deneuve chegou cansada, ontem, a SP. O voo da diva francesa atrasou e ela desembarcou um dia após o previsto. De Guarulhos, seguiu de helicóptero direto para o Hotel Tivoli.
Para almoçar, escolheu o Fogo de Chão, da Vila Olímpia. Estava acompanhada de Jean Thomaz, da Imovision, anfitrião da atriz no Brasil.
A conferir
Se Paulo Bernardo vier a substituir Palocci na Casa Civil, há quem dê como certa a ascensão de Cezar Alvarez.
O secretário executivo do Ministério das Comunicações tem a confiança de Dilma e dos empresários do setor.
Vai entender
A porta do gigante apartamento de mais de R$ 6 milhões da Projeto, empresa de Palocci, é blindada.
Sabe-se lá por quê.
Vai entender 2
Ante o fato de que Palocci tem o apoio dos empresários, banqueiros e elite esclarecida. E de que o ministro-chefe da Casa Civil possui habilidades políticas e inteligência inconquistáveis, um expoente do mercado financeiro ontem não resistiu: "O único que não gosta de Palocci é... ele mesmo".
Tamanho o tiro no pé que o ainda ministro "se" deu. O segundo, diga-se de passagem.
Back to the future
Mal foi escolhida embaixatriz paulista da Nina Ricci, Caca Garcia já pilota hoje o lançamento do Nina L''Elixir.
A grife, que passa por uma repaginação ditada por Olivier Theyskens, volta a desfilar em outubro na semana de moda de Paris.
Na frente
Paulo Niemeyer foi anfitrião de pequeno almoço, anteontem, para comemorar o niver de FHC. Presentes desde Pedro Malan a Zuenir Ventura, que também soprou velas pelos seus mesmos 80 anos.
José Junior, do AfroReggae, está em Eldorado dos Carajás. Motivo? Gravar o programa Conexões Urbanas sobre os 15 anos do massacre.
A Maison du Luxe organiza coquetel em torno do francês Pascal Portanier, Ph.D. em luxo. Hoje, no Zwilling J. A. Henckels, nos Jardins.
Esther Giobbi lança hoje sua loja com direito a comes e bebes, no Shopping Iguatemi.
Daniela Brandão arma hoje em sua casa evento beneficente com venda de joias Jack Vartanian. Em prol da Liga Solidária.
Aldo Rebelo circulou de jaqueta esportiva e calça jeans surrada no Ethanol Summit, segunda, no Hyatt. Perfeitamente adaptado aos tempos de Código Florestal brasileiro.
FERNANDO DE BARROS E SILVA - Dilma faz política
Dilma faz política
FERNANDO DE BARROS E SILVA
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
São Paulo - Antonio Palocci caiu cinco dias depois de conceder duas entrevistas -à Folha e ao "JN"- estrategicamente pensadas. Menos para salvá-lo da queda inevitável do que para preservar Dilma Rousseff do escândalo que o atingiu em cheio e anestesiou o governo.Como disse Michel Temer, na sua sempre discreta maledicência, Palocci foi "leal a seus clientes". Deu uma banana para a opinião pública e selou o seu destino. É provável que caísse do mesmo jeito, provocando danos muito mais graves ao governo, se tivesse lançado um mínimo de luz sobre seus negócios.
O histórico da Casa Civil sob o petismo é bastante peculiar. Se tomarmos em conjunto os governos Lula e Dilma, foram quatro até agora os ministros. Três deles (José Dirceu, Erenice Guerra e Palocci) caíram sob suspeita de corrupção. A quarta é a atual presidente da República.
A escolha da senadora Gleisi Hoffmann para o cargo, de certa forma surpreendente, representa uma mudança na vocação (e no tamanho) da Casa Civil. Mas não é um tiro no escuro em nome da opção tecnocrática, como seria, por exemplo, a indicação de Graça Foster. Gleisi tem perfil executivo, parecido com o da própria presidente, e já antecipou que terá funções de "gestora". Mas vem do Congresso e é um quadro em ascensão no PT, o que certamente conta a seu favor.
Com sua nomeação, Luiz Sérgio, o "garçom" das Relações Institucionais, deve ser substituído por alguém que assuma mais responsabilidades na articulação política.
Restam algumas dúvidas: Gleisi será a "primeira-ministra" do governo, como foi a própria Dilma e, agora, Palocci, o breve? Ou dividirá o poder com outro ministro, como fizeram a contragosto Dirceu e o próprio Palocci no primeiro Lula? E quem seria esse provável "outro"?
Apesar das interrogações, com seu gesto Dilma afasta a crise de si e aproxima o governo de sua própria imagem. Trocando Palocci por Gleisi, parece que deu um passo para se emancipar da tutela de Lula.
MARIA CRISTINA FRIAS - MERCADO ABERTO
Têxteis pedem Simples até para grandes empresas
MARIA CRISTINA FRIAS
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
O setor têxtil entregou ontem ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) pedido para estender o Simples, sistema simplificado de pagamento de tributos, para todas as confecções, independentemente de seu porte e faturamento.
Pelas regras em vigor, só podem aderir a esse regime tributário simplificado empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões.
"O objetivo é permitir a reorganização e fortalecimento do setor, hoje extremamente pulverizado e fragilizado com a concorrência de produtos importados", afirma Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit, associação que reúne indústrias têxteis e de confecção.
"A medida vai permitir reagrupamento das empresas, que podem ganhar produtividade com produção em maior escala", completa.
Mais de 90% das 30 mil empresas existentes no ramo são de micro e pequeno porte -com até 30 funcionários. São 1,2 milhão de empregados em confecções no país.
"Cada empregado com salário de R$ 700 custa hoje às empresas R$ 2.100 em encargos e benefícios", diz Oswaldo Oliveira, diretor de operações do grupo Rosset.
De acordo com os dois executivos, o ministro foi "receptivo" à reivindicação feita pelo setor.
O ministério informou que recebeu a proposta do setor, que será analisada, e não comenta a reunião.
"As empresas do setor vivem hoje a síndrome de Peter Pan. Não querem crescer para evitar a atual carga tributária"
OSWALDO OLIVEIRA
diretor de operações do grupo Rosset
COLESTEROL
A EMS entrará hoje com recursos e "defesas cabíveis" para cassar a liminar concedida à AstraZeneca pela 31ª Vara Cível de SP.
A liminar impede a EMS de comercializar o genérico da rosuvastatina, princípio ativo de remédio para o tratamento de colesterol.
"A EMS reconhece como seu direito legítimo produzir e comercializar esse medicamento, uma vez que foi desenvolvido sem nenhuma ofensa à patente ou direito de terceiros", informa.
A AstraZeneca é dona da patente da formulação da rosuvastatina, ou seja, da maneira como o medicamento é elaborado.
O principio ativo do produto, porém, a rosuvastatina pura, já foi liberada e passou a ser desenvolvida por outras empresas.
Desde então, a AstraZeneca entrou na Justiça contra a Anvisa e outras duas farmacêuticas com o argumento de que as concorrentes ferem a patente. O mercado brasileiro da rosuvastatina é de R$ 255 milhões, segundo a consultoria IMS Health.
NAS ALTURAS
A Solaris Brasil, locadora de equipamentos para a indústria, vai investir US$ 60 milhões (cerca de R$ 96 milhões) neste ano.
Os recursos serão destinados para a abertura de filiais e para a aquisição de equipamentos, como plataformas aéreas e manipuladores de carga telescópicos.
Serão duas filiais, no Pará e no Rio, e quatro bases de serviços, duas em Minas Gerais, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.
"Vamos atender a demanda dos setores de mineração em Parauapebas e a expansão do polo petroquímico em Macaé", diz Paulo Esteves, diretor-geral da empresa no Brasil, controlada pelo grupo argentino Sullair.
A expansão para Minas é explicada pelo aumento de obras de infraestrutura no Estado, segundo Esteves.
"Tanto o setor siderúrgico como o crescimento dos parques industriais têm demandado equipamentos."
Menos viagens
A BM&FBovespa aumentou em 85% a emissão de CO2 em 2010. O consumo de energia e o crescimento de viagens aéreas foram os responsáveis pela alta. Para reverter o quadro, a empresa instalou sala de telepresença com o objetivo de reduzir o número de viagens.
Fermento no bolo
A Nita Alimentos, marca de varejo do Moinho Paulista, investiu R$ 2,5 milhões em três máquinas italianas para modernizar o sistema de empacotamento de farinha de trigo. A companhia passará a apresentar o produto em embalagem de papel ecologicamente correta.
Potável
A divisão Water & Wastewater da norte-americana ITT escolheu a cidade de Joinville (SC) para abrir sua terceira filial no Brasil. A empresa, que desenvolve soluções para tratamento e transporte de água e já tem sedes em SP e MG, pretende aumentar as vendas na região Sul.
Urbanismo
A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) iniciam na próxima semana um programa de capacitação para o setor. A intenção é difundir técnicas usadas em outros países.
Queda do IPCA vai além da sazonalidade, diz consultoria
O enfraquecimento da inflação deve ir além da atual temporada favorável, segundo a consultoria LCA. A inflação medida pelo IPCA de maio veio em linha com as expectativas do mercado.
Houve expressiva desaceleração em abril (0,77%) e na parcial de maio (0,70%).
O fator principal para o recuo da inflação foi o grupo transportes, em especial pelo preço de combustíveis. A média de preços desse grupo caiu 0,24% em maio, depois de ter subido 1,57% em abril.
Nessa época do ano, índices de preços costumam cair. Na metade de 2010, a inflação resvalou em zero. Subiu depois, em resposta a estímulos da política econômica.
Para a LCA, o recuo recente da inflação insere-se em um quadro de desaceleração econômica em razão de medidas restritivas adotadas. "Revisamos a projeção para o índice de junho de +0,02% para -0,04%."
Gás...
A ArcelorMittal Tubarão prevê obter neste ano receita de US$ 24 milhões (cerca de R$ 38 milhões) com a venda de 36 MW de seu excedente energético para a Tractebel e o mercado "spot" (à vista).
...e energia
Localizada na cidade de Serra (ES), a empresa tem capacidade produtiva de 500 MW, o que representa 20% do consumo de todo o Estado do Espírito Santo. Autossuficiente desde 1998, 96% de todo o gás gerado em sua produção é convertido em energia e reaproveitado.
com JOANA CUNHA, ALESSANDRA KIANEK, VITOR SION, LUCIANA DYNIEWICZ e CLAUDIA ROLLI
ALEXANDRE SCHWARTSMAN - Quem acordou a fera?
Quem acordou a fera?
ALEXANDRE SCHWARTSMAN
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
A melhor expectativa para a inflação futura seria a média ponderada entre a meta e a inflação passadaA ACELERAÇÃO recente da inflação veio acompanhada de uma velha conhecida: a indexação, caracterizada pelo reajuste de preços e de salários de acordo com a inflação passada.
Nessas condições, o custo para desinflacionar a economia é mais alto do que seria caso os reajustes de salários e de preços fossem determinados apenas pelas expectativas sobre a inflação futura, em particular quando o Banco Central consegue convencer a sociedade acerca do seu comprometimento com a meta de inflação.
Com efeito, num cenário de alta credibilidade tanto empresas quanto trabalhadores tendem a reajustar seus preços em valores próximos à meta, desviando-se dela apenas em resposta ao estado cíclico da economia: quando a economia está aquecida, as condições se tornam mais propícias para aumentos de salários e repasses de preços e vice-versa.
Nesse caso, a redução da inflação envolve tipicamente alguma desaceleração do crescimento abaixo do seu potencial por algum tempo, mas nada muito além disso. Por outro lado, quando preços e salários refletem (mesmo parcialmente) a inflação passada, a tarefa de trazer a inflação de volta à meta se torna mais difícil.
Ainda que a economia se desacelere relativamente ao seu potencial, parcela de preços e de salários continuará reagindo aos aumentos observados em períodos anteriores.
Sob tais circunstâncias, a desaceleração requerida para reduzir a inflação será mais profunda (ou mais prolongada, ou ainda uma combinação de ambas). Não é difícil, portanto, entender por que bancos centrais abominam tal conduta. Isso dito, embora seja tentador imaginar que a indexação tenha raízes históricas e culturais (transparente, por exemplo, no uso frequente da expressão "cultura de indexação"), muito provavelmente esse comportamento surge em resposta a condições econômicas bastante concretas.
De fato, alta credibilidade do BC não parece combinar com indexação; já a prevalência desse comportamento aparenta resultar de uma percepção de baixo compromisso do BC com a meta.
Essa última questão é geralmente caracterizada como uma resposta insuficiente do BC em termos da taxa de juros quando a inflação esperada se desvia da meta. Posto de outra forma, se a inflação esperada atinge, digamos, 1% acima da meta, a boa gestão monetária requer que o BC responda com aumento da taxa nominal de juros superior a 1%, levando ao incremento da taxa real de juros (a taxa nominal menos a expectativa de inflação), que traria a inflação de volta à trajetória.
Caso o BC não siga essa regra, a inflação não retorna à meta e tende a reproduzir a inflação passada, mas, como deve ficar claro, a indexação seria, nesse contexto, consequência -e não causa- do descontrole inflacionário. Não há, contudo, indicações de que o BC brasileiro tenha adotado tal posição. Pelo contrário, houve elevação da taxa real de juros.
Por outro lado, o problema pode estar relacionado à velocidade de ajuste da taxa de juros, em particular à adoção de uma política de aperto muito gradual.
É possível mostrar que, com ajustes mais lentos da taxa de juros, a melhor expectativa para a inflação futura seria uma média ponderada entre a meta de inflação e a inflação passada, mesmo se o BC gozasse de plena credibilidade acerca de seu compromisso com a meta.
Adicionalmente, quanto mais gradual fosse o ajuste da taxa de juros, tanto maior seria o peso atribuído à inflação passada na formação das expectativas.
A intuição é simples: se o BC prefere, como sua comunicação deixa claro, promover o retorno lento da inflação à meta, os agentes ajustarão suas expectativas para refletir esse processo e, mais uma vez, a indexação será resultado da posição de política monetária.
Vale dizer, ainda que seja compreensível que o BC reclame da indexação quando tenta baixar a inflação, não pode fugir da responsabilidade de ter acordado o leão adormecido.
RENATA LO PRETE - PAINEL DA FOLHA
Gerente da gerente
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
Na conversa em que formalizou o convite a Gleisi Hoffmann (PT-PR) para substituir Antonio Palocci, Dilma Rousseff foi explícita quanto à determinação de mudar o perfil da Casa Civil. Usou inclusive a expressão "Dilma da Dilma" para descrever a expectativa de que a senadora se concentre na gerência do governo, assim como fez a hoje presidente quando assumiu esse cargo em 2005, depois da queda de José Dirceu.
Dilma estava de olho em Gleisi desde a transição. Chegou a discutir com Lula o desejo de levá-la para a Esplanada. Na ocasião, ele ponderou que Gleisi ganharia experiência e reconhecimento se antes exercesse por algum tempo o mandato de senadora.
Minoritário
Confrontado com a ideia de que passou a formar com Gleisi o "casal mais poderoso da República", o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) desdenha de sua participação: "Nessa sociedade, eu entro com no máximo 10%".
Time
Os dois foram secretários, juntos, no governo petista do Mato Grosso do Sul. Ele na Fazenda e ela na Reforma Administrativa. Em Londrina, Gleisi assumiu a pasta de Gestão quando Bernardo deixou a da Fazenda.
Enquanto isso...
No dia em que Palocci caiu, PMDB e PT tiveram nova demonstração de que, cada qual a seu modo, vivem no escuro com Dilma. A sigla de Michel Temer ainda operava no Congresso para tentar salvar o ministro quando o vice, pouco antes da nota oficial, foi informado pela presidente do pedido de demissão e do nome da substituta.
...no castelo
Os petistas, que já haviam entregue Palocci aos leões, não poderiam ter sido mais surpreendidos pela escolha de Gleisi. Vários receberam a notícia boquiabertos, enquanto cortavam o bolo de aniversário de João Paulo Cunha (SP) no gabinete do deputado.
Valeu aí
Logo após aceitar o convite, Gleisi estava reunida com a bancada de senadores do PT quando Palocci telefonou. No viva voz, ele agradeceu o apoio dos senadores. Isso poucas horas depois de a bancada rejeitar soltar nota em seu favor.
Ontem e hoje
Em 2006, Palocci levou 13 dias para cair depois que o caseiro Francenildo Costa relatou visitas do então ministro da Fazenda à chamada "casa do lobby". Agora, foram 23 dias.
Vem aí
A substituição de Luiz Sérgio (Relações Institucionais), dada como certa devido à necessidade de reforçar a articulação política, já movimenta o PT. Uma ala defende Cândido Vaccarezza (SP) no ministério e Arlindo Chinaglia (SP) como seu substituto, na liderança do governo na Câmara.
Panela vazia
Um cacique aliado considera injusto responsabilizar Luiz Sérgio, mais conhecido como "garçom", pela ineficiência da articulação política do governo: "Ele de fato anota os pedidos e manda para a cozinha. O problema é que lá não tem cozinheiro".
Por fora
Quem conversou com José Dirceu, que desde segunda circulava por Brasília, ouviu cenários bastante diferentes daqueles que acabaram se realizando.
Sonho meu
Deputados do DEM que acompanharam em Portugal a derrota da esquerda depois de seis anos no poder voltaram enlevados com o ambiente em torno do futuro premiê, Pedro Passos Coelho. "Aquele clima de vitória dá uma inveja na gente...", disse, entre suspiros, Pauderney Avelino (AM).
Pílula
O sanitarista Moisés Goldbaum, ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, assumirá o comando da Furp (Fundação para o Remédio Popular), órgão do governo paulista. Sua tarefa inicial é conceber uma PPP para ampliar a lista de medicamentos de última geração ofertados hoje pela instituição.
com LETÍCIA SANDER e RANIER BRAGON
tiroteio
"Não tendo como esclarecer, ao governo não restou alternativa que não a de demitir."
DO PRESIDENTE DO DEM, JOSÉ AGRIPINO (RN), sobre o anúncio da saída de Antonio Palocci, 23 dias depois da revelação de que seu patrimônio se multiplicou em pelo menos 20 vezes entre 2006 e 2010.
contraponto
Reengenharia ministerial
Na visita de Hugo Chávez ao país, os brasileiros foram apresentados ao venezuelano Ricardo Menéndez, que acumula, no país vizinho, os cargos de vice-presidente da "área econômico-produtiva" e de ministro de ciência, tecnologia e telecomunicações.
Alguém lembrou que, no Brasil, essas atribuições estão divididas entre Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloizio Mercadante (MCT) e Paulo Bernardo (Comunicações), o que levou este último a brincar:
-Esta ideia não pode vingar aqui de jeito nenhum. Senão o Pimentel e o Mercadante tomam o meu lugar!
ANTONIO DELFIM NETO - PIB
PIB
ANTONIO DELFIM NETO
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
Para um entendimento mais adequado do comportamento do PIB nos últimos três anos, talvez seja melhor trabalhar com o seu nível em lugar da sua taxa de crescimento.Por definição, o PIB é o valor adicionado de todos os bens e serviços produzidos numa certa unidade de tempo.
Para eliminar as variações dos preços, o IBGE construiu estimativas do PIB "físico" escolhendo os preços do ano-base 1995 e com eles calculou o valor do PIB de cada ano.
É evidente que, se medirmos todos os PIBs anuais (ou trimestrais) aos preços vigentes num determinado ano (chamado de "base") teremos uma série que será uma razoável aproximação do PIB "físico", a despeito da enorme variedade de seus produtos.
Pode-se, assim, estimar a taxa de crescimento do PIB comparando-o com o PIB "base". Pois bem, medido aos preços médios vigentes em 1995, o PIB do primeiro trimestre de 2010 foi de R$ 264,6 bilhões e o de 2011, de R$ 275,6 bilhões.
Logo, a estimativa do crescimento real ("físico") entre o primeiro trimestre de 2011 em relação a 2010 pode ser encontrada dividindo R$ 275,6 bilhões por R$ 264,6 bilhões: 4,2%, como indicou o IBGE.
Qual o significado desse dado? Grosseiramente, podemos considerá-lo como a demanda total (privada e pública) atendida pela estrutura produtiva interna somada às importações que a complementam.
Esse entendimento é fundamental para não se deixar enganar pelo truque estatístico que identifica, por exemplo, o alta de 9,3% do primeiro trimestre de 2010 sobre o seu homólogo de 2009, como "excessiva demanda global com relação ao produto potencial".
O PIB "físico" atingiu o índice mais alto da série (150,3 em relação à base 100 de 1995) no terceiro trimestre de 2008, quando a taxa de inflação era de quase 4,5%.
A explosão da crise do Lehman Brothers nos atingiu fortemente. No primeiro trimestre de 2009, o PIB físico desabou, com ajuste sazonal, para 141,3, uma queda de 6%! Na média, o PIB de 2009 caiu 0,6% em relação a 2008. Ele só voltou ao nível anterior de 151,2 no quarto trimestre de 2009, com a "criação" da demanda induzida pelos programas de estímulos do governo.
O crescimento do PIB de 9,3% no primeiro trimestre de 2010, de 9,2% no segundo, de 8,4% no terceiro e de 7,5% no quarto semestre são só reflexos da recuperação da demanda sobre uma estrutura produtiva relativamente estável. O aumento do PIB nunca foi superior a 5% nos últimos anos.
O número do IBGE, de 4,2% para o primeiro trimestre de 2011/2010, revela um ajustamento para baixo que provavelmente vai continuar: a taxa de aumento do consumo está diminuindo e a taxa de investimento recuperou o nível de 18,4% do PIB (com um deficit em conta-corrente de 2,6%).
FERNANDO RODRIGUES - Governo em mutação
Governo em mutação
FERNANDO RODRIGUES
FOLHA DE SÃO PAULO - 08/06/11
O convite à senadora Gleisi Hoffmann para substituir Antonio Palocci na Casa Civil marca uma inflexão relevante no governo de Dilma Rousseff.
Sai um paulista e homem de inteira confiança de Lula. No lugar entra uma paranaense e representante de uma nova geração de petistas.
Quando Dilma formou seu ministério, no final de 2010, havia um aspecto marcante: os cargos eram quase todos preenchidos com gente de Lula, do PT, do PMDB e adjacências.
Nome exclusivo e do convívio direto da presidente só mesmo o de Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
É evidente que Gleisi Hoffmann deve muito de sua carreira a Lula.
O marido da senadora, Paulo Bernardo, foi ministro no último governo e agora ainda ocupa uma vaga na Esplanada, na pasta das Comunicações.
Também parece óbvio que o ex-presidente tenha sido ouvido a respeito da nomeação da petista do Paraná. Ainda assim, trata-se da primeira mudança ministerial operada durante a administração atual.
A escolha foi uma opção pessoal de Dilma Rousseff. Pode parecer pouco, mas faz uma grande diferença.
Nas últimas três semanas, pairou nos céus de Brasília a onipresença de Lula em todas as decisões e estratégias adotadas no Planalto. A crise chegou agora a um desfecho com uma atuação direta de Dilma.
É possível argumentar que a presidente demorou além do necessário para colocar fim à sangria política.
Foram 23 dias de desarticulação e imobilismo. Mas tratava-se de Palocci — o ministro mais forte do governo e o principal ponto de contato entre Dilma e Lula.
A presidente almoçou ontem com senadores do PTB. Fernando Collor foi um dos comensais.
Dilma parece estar disposta a dar mais importância a esse tipo de contato, que antes abjurava. Ela percebeu que políticos só não podem errar em uma coisa: na política.
CLÁUDIO HUMBERTO
“Aceitei esse convite sabendo do tamanho da responsabilidade”
SENADORA GLEISI HOFFMANN (PT-PR), QUE ASSUME HOJE A CASA CIVIL DO GOVERNO DILMA
IRMÃO DO LOCADOR DE PALOCCI É LIGADO AO PCC
O ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) alegou não ser responsável pelos atos do dono do apartamento onde ele mora, em São Paulo, mas precisa escolher melhor seus parceiros de negócios. O locador, Gesmo Siqueira dos Santos, que foi filiado ao PT, teve postos lacrados por vender gasolina adulterada e seu irmão Gildásio, foragido, é acusado pelo Ministério Público de usar postos de gasolina no ABC para lavar dinheiro do PCC, organização criminosa de presídios paulistas.
‘CONSULTÓRIO’
Gildásio Siqueira Santos foi sócio de hospital em Santo André, onde bandidos do “Primeiro Comando da Capital” se reuniram, em 2008.
ENROLADO
GALEÃO É NOSSO
No encontro com o governador do Rio, Sérgio Cabral, sexta (3), Dilma disse um “não” definitivo ao lobby dele para privatizar o Galeão.
FASE DE TESTES
Dilma disse a Cabral que pretende primeiro testar o modelo em Viracopos, Brasília e Cumbica, para decidir se vai privatizar o Galeão.
COM GLEISI, ‘DAMA DE FERRO’, DILMA TERÁ O CONTROLE
A escolha de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil permite à presidente Dilma controlar, de fato, o “coração” do seu governo. Antonio Palocci, o demitido, era “ministro de Lula”. Ao contrário do que se imagina, a senadora é experiente e não tem nada de frágil, como pode sugerir sua beleza e o jeito meigo. Era chamada de “dama de ferro”, quando foi secretária do primeiro governo de Zeca do PT no Mato Grosso do Sul.
EXPERIÊNCIA
Gleisi Hoffmann foi secretária municipal em Londrina e teve experiência em gestão pública também como diretora da estatal Itaipu Binacional.
CONFIANÇA ABSOLUTA
No almoço com senadores do PT, há dias, Gleisi Hoffmann chegou a sugerir o afastamento de Palocci. Consta que o fez a pedido de Dilma.
FOLGA MERECIDA
O senador Itamar Franco (PPS-MG), que luta em São Paulo contra a leucemia, ganhou uma folga: vai passar uma semana em Juiz de Fora.
ELE, DE NOVO
O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, advogado de dez em cada dez petistas enrolados em crimes, orientou a tardia entrevista de Antonio Palocci ao “Jornal Nacional”, na sexta-feira (3).
FOFOQUEIRO
O aspone Marco Aurélio Garcia tem contado a aliados que Lázaro Brandão, ex-presidente do Bradesco, teria telefonado a Dilma, no fim da semana, pedindo a permanência de Antonio Palocci na Casa Civil.
BRILHO BRAZUCA
CRAQUES NO PERU
ISSO NÃO VAI DAR CERTO...
Esteve entre o pastelão e o filme de horror a simulação de socorro, há dias, de eventual tragédia durante a Copa do Mundo, em Brasília. Uma equipe do Samu levou a fantasia tão a sério que, apesar das súplicas, aplicou injeção na veia de um sargento Bombeiro que fingia ser vítima.
DESCONTROLE
XERIFE NO COMANDO
O delegado federal Sandro Avelar, que assume nesta quarta o cargo de secretário de Segurança do DF, é muito admirado na Polícia Federal. Em janeiro, apareceu em primeiro lugar na votação da associação de classe. Ele não vai mexer nos comandos das polícias.
FALANDO FRANCÊS
Eike Batista e o governo do Rio devem anunciar a fábrica de carros no Norte do Estado, como esta coluna antecipou. O bilionário cederá um terreno dele no Porto de Açu e será sócio da montadora Renault, que vai produzir carros populares. Agora só depende dos franceses.
PENSANDO BEM...
...Palocci deve ter estudado no livro do MEC que ensina 10-7=4.
PODER SEM PUDOR
LIVRO, SÓ PARA OUVIR
Quando soube que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) deu ao presidente Lula um exemplar do livro A Democracia na América, de Alexis de Tocqueville, o então senador Mão Santa (PI) registrou a inutilidade da gentileza:
– Suplicy, ele não gosta de ler. É melhor você mandar um CD de Ulysses Guimarães. Pelo menos, ouvir, acho, ele ouvirá...
QUARTA NOS JORNAIS
- Globo: Palocci cai e enfraquece Dilma com apenas 5 meses de governo
- Folha: Crise derruba Palocci; Dilma põe senadora novata na Casa Civil
- Estadão: Escândalo derruba Palocci e senadora assume Casa Civil
- Correio: Palocci cai e Dilma põe senadora na Casa Civil
- Valor: Dilma demite Palocci e nomeia Gleisi
- Estado de Minas: Palocci sai e senadora Gleisi assume Casa Civil
- Jornal do Commercio: Senadora substitui Palocci
- Zero Hora: Queda de Palocci muda perfil do governo Dilma
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