domingo, setembro 05, 2010

ELIO GASPARI

Criaram o comissariado da Receita
ELIO GASPARI
O GLOBO - 05/09/10

O controle da Receita Federal pelo comissariado do Planalto ficou exposto quando o repórter Leandro Colon descobriu que durante 20 horas o Ministério da Fazenda e os companheiros do fisco sustentaram que as declarações de Imposto de Renda da filha de José Serra haviam sido solicitadas por ela. Desde as 13h42m de terça-feira a Corregedoria sabia que o contador que apresentara a “procuração” da empresária tinha quatro CPFs. Enquanto puderam, omitiram esse fato, fazendo de bobos a quem lhes deu crédito.

As violações dos sigilos fiscais de tucanos revelaram que os controles da Receita são ineptos (as operadoras de cartão de crédito avisam ao freguês quando ocorrem transações esquisitas com seu plástico) e inimputáveis (um servidor passa suas senhas a outro e continua no emprego). Essa é a porta do supermercado, mostrada em junho pelo repórter Leonardo Souza.

Há outra, para os atacadistas. É a da centralização dos programas de fiscalizações. Até dezembro passado, esse serviço era capilar, e as delegacias da Receita, em torno de cem, planejavam suas fiscalizações. Com a portaria 3.324, alterada em junho pela 1.317, cada unidade deve mandar a lista de sua programação relacionada com grandes contribuintes a Brasília, de onde descerá outra, para ser cumprida. Nessa malha entram empresas com mais de R$ 20 milhões de faturamento ou folha superior a R$ 3 milhões e pessoas com renda anual acima de R$ 1 milhão. Assim, a delegacia de Araçatuba programa fiscalizar Guido, Otacílio e Henrique, mas pode receber de volta uma lista dizendo-lhe que deve fiscalizar Henrique, Guido e Armínio. Até 30 de setembro as delegacias devem mandar a Brasília os nomes das vítimas de 2011.

Outra portaria, a 1.338, determinou que todos os trabalhos “concluídos ou em andamento” relacionados a pessoas físicas com renda anual superior a R$ 1 milhão sejam enviados para a Equipe do Programação de Maiores Contribuintes, o Epmac, o BigMac do comissariado. Ficará tudo na mão de um grupo de, no máximo, dez servidores.

Sabendo-se o que se sabe, cada pessoa pode avaliar o que essa centralização provoca: 1) Melhora a fiscalização dos gatos gordos, colocandoos sob a vigilância de uma equipe especializada.

2) Cria uma butique da Receita, onde os gatos gordos receberão atendimento VIP.

3) Entrega ao comissariado o poder de incluir, excluir, aporrinhar ou seduzir gatos gordos.
Ato falho?
Lula anunciou que tem toda a confiança nas investigações da Polícia Federal e da Receita para descobrir por que e como violaram os sigilos fiscais dos tucanos.

Convém que o pessoal da PF e da Receita não se esqueça de que aquele casal que está do outro lado da calçada não está passeando. São procuradores do 
Ministério Público. Nosso Guia se esqueceu deles.
A lágrima de Blair
Em janeiro passado o governador Sérgio Cabral convidou o exprimeiroministro inglês Tony Blair para prestar serviços de consultoria ao Rio de Janeiro na preparação das Olimpíadas. Seria o tipo do dinheirinho fácil pelo qual Blair adquiriu gosto.

Talvez Cabral deva reavaliar o convite. Blair acaba de publicar um livro de memórias e nele diz o seguinte: “No dia 22 de julho [de 2005] tivemos a morte trágica do estudante brasileiro Jean Charles de Menezes, que se revelou um terrível erro, no qual eu também fiquei profundamente entristecido pelos policiais que estavam agindo de boa fé, tentando garantir a segurança do país.” O sujeito sai de casa, entra num vagão de metrô, toma sete tiros na cabeça, sem que lhe tenham feito uma só pergunta, e o consultor do governo do Rio está mais preocupado com o constrangimento dos assassinos.
Registro
Sabe-se de casos de empresários que foram procurados por sindicalistas com reivindicações de natureza política, acompanhadas de ameaças de “chamar o pessoal da Receita e da fiscalização”.

Fica apenas o registro do receio das vítimas de denunciar publicamente a chantagem.
Boa notícia, empresários amparam estudantes
Há um mês um grande empresário decidiu contribuir para formar quatro brasileiros admitidos numa prestigiosa universidade privada (caríssima). Todos tinham bom desempenho escolar e vinham de famílias às vezes dissolvidas, sempre pobres. O filantropo fez questão de proteger todas as identidades do episódio.

Publicada a notícia, veio a boa novidade.

Outro empresário resolveu acompanhar o exemplo e replicou a iniciativa, inclusive no anonimato. Pagará as anuidades de outros quatro jovens, que receberão pequenas ajudas em dinheiro e um laptop. Na primeira doação, a conta ficou em cerca de R$ 130 mil anuais.

Todos são bons alunos, dois vivem em favelas, e um mora a três horas de distância da faculdade. A renda familiar das quatro famílias vai de R$ 1.900 a R$ 2.200. Dois foram criados pela mãe. Um não tem memória do pai. São filhos de garçom, motorista de ônibus, auxiliares de cozinha e de serviços gerais e vendedora de produtos de beleza.

Uma das famílias está sob ameaça de despejo da casa onde vive. Graças aos próprios esforços e com a ajuda do empresário, em pouco tempo estarão diplomados em Direito, Engenharia, Ciências Sociais e Jornalismo.
O e-mail
De Richard.Nixon@inferno.org, a quem interessar possa: “Eu não perdi a Presidência dos Estados Unidos por ter mandado grampear o escritório dos democratas no Edifício Watergate.

Dancei porque tentei atrapalhar as investigações.

Outra coisa: logo que aqueles dois cabeludos do ‘Washington Post’ começaram a publicar coisas que eu julgava blindadas, desconfiamos do Mark Felt, que ocupara o segundo lugar na hierarquia da Polícia Federal. Depois que eu cheguei aqui é que soube que ele era o ‘Deep Throat’.

Só aqui fui descobrir que, antes do Felt, o chefe da Polícia Federal, Patrick Gray, traiu-me e deu uma pista para um repórter do ‘The New York Times’. Ele ia entrar em férias, passou a informação para a chefia, e ela frangou.

Bem feito.”
Madame Natasha
Madame Natasha tem um fraco por novidades eletrônicas e pelas palavras que elas incorporam ao vocabulário. Adora o termo “laptop” e encantou-se com “iPod”. Ela aceita até importações inexplicáveis. Quando alguém fala em “deletar” um texto, bem que poderia dizer “apagar”, mas deve-se reconhecer que o novo termo enriquece o vocabulário, incorporando ao português o “delete” do inglês. Tudo bem.

O que Natasha não entende é por que, com uma tabuleta nas mãos, alguém diz que aquilo é um “tablet”. A palavra foi pirateada pelos ingleses, que capturaram a “tablete” no patrimônio vocabular francês, um diminutivo da “tabula” latina. Não faz sentido que uma palavra existente no vocabulário português seja importada com uma nova grafia e pronúncia.

Desse jeito, acabarão chamando Pindorama de “Brazil”

MERVAL PEREIRA

Cidadômetro
Merval Pereira
O GLOBO - 05/09/10



Nesses dias em que predomina a percepção de que estamos fragilizados como cidadãos, impotentes diante das seguidas demonstrações de que um órgão do Estado brasileiro como a Receita Federal, que deveria ser o guardião de dados pessoais de cada um dos contribuintes, está exposto à ação de quadrilhas que compram e vendem sigilo fiscal e, sobretudo, à manipulação política, vale a pena discutir o que é possível fazer para reforçar a cidadania contra a leniência (ou cumplicidade) do Estado.

O publicitário Jorge Maranhão, dedicado à causa da cidadania e que tem o site "A voz do cidadão", onde põe em debate os direitos e os deveres de um cidadão, está planejando colocar em circulação pelas cidades do país o Cidadômetro, concebido como uma complementação do Impostômetro, que mede, em São Paulo, o quanto de impostos o cidadão paga, soma que vai bater R$ 1 trilhão antes do fim do ano.

Assim como o relógio que mede os impostos, localizado na Avenida Paulista, procura chamar a atenção do consumidor para o tamanho de nossa carga tributária, Maranhão quer fazer o que chama uma "medida de cidadania", tanto no sentido de iniciativa quanto de mensuração propriamente dita.

O projeto procura levar o debate público para a rua, para o cidadão comum, estimulando a pluralidade de opinião. Uma espécie de "Ágora ambulante", sonha Jorge Maranhão, referindose ao espaço público na Grécia Antiga, onde ocorriam discussões políticas e os tribunais populares.

A ideia é testar nas ruas se você é um cidadão tão exemplar quanto imagina.

Maranhão acha que o problema da Receita Federal "é exemplo do que acontece hoje na política brasileira, onde há um claro interesse corporativo que confunde instituições do Estado que devem servir mais aos cidadãos que pagam impostos, do que aos governantes".

É preciso, segundo ele, entender que as instituições do Estado são perenes e que "ou se constrói a democracia com instituições fortes, ou vamos deixar espaço para que venha um tirano ocupálo, tanto faz se é de direita ou de esquerda".

A própria reação dos governistas, que consideram que as quebras de sigilo fiscal ocorridas nas agências da Receita no ABC paulista não terão repercussão no eleitorado, já que a grande maioria dos eleitores nem mesmo declara o Imposto de Renda, é uma demonstração de como não se leva em conta os direitos dos cidadãos.

"O que estamos fazendo para aperfeiçoar as instituições, como a Receita Federal, para nos apropriarmos publicamente das instituições?", pergunta Maranhão.

Ele lembra que até bem pouco tempo tínhamos "aquele sensato temor em relação à Receita Federal, à Polícia Federal, que eram vistas como instituições sérias, as famosas 'carreiras' do Estado".

Hoje, o temor saudável transformou-se em receio de que essas mesmas instituições abusem de seus poderes contra qualquer cidadão que seja considerado um "adversário".

Ou que elas estejam a serviço de interesses privados criminosos, quebrando sigilos fiscais com fins comerciais ou grampeando conversas telefônicas.

Maranhão está convencido, no entanto, de que a opinião pública brasileira hoje quer mais questionar e perguntar do que "ouvir a empulhação das autoridades".

As afirmações das autoridades nesse caso da Receita não são de políticas públicas, mas de governo. Jorge Maranhão dá o processo de construção da Lei da Ficha Limpa como um exemplo de atuação da cidadania, que interferiu objetivamente na vida política nacional.

Ele se engajou na campanha da Ficha Limpa, colocando sua ONG A Voz do Cidadão ao lado de outras 50 ONGs, entidades e movimentos que atuaram formando o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE).

"Conseguimos superar barreiras corporativas dentro do Congresso Nacional, fomos inicialmente recebidos a pedradas", lembra Maranhão.

Para ele, não é apenas a cidadania que é um valor corrompido no Brasil. São todos os valores. "A questão brasileira não é a corrupção política, mas a corrupção dos valores." Isso gera a confusão do público com o privado, do Estado com os programas de governo. O Cidadômetro pretende sair pelas ruas das cidades - inicialmente no Rio de Janeiro - para perguntar ao cidadão comum: "Você transforma sua indignação em uma arma de engajamento?"; "Você ocupa a calçada com seu carro, mas não gosta que o camelô ocupe a calçada?" A Voz do Cidadão definiu três tipos de cidadão: o "solidário", que deseja participar, mas o faz mais por caridade, convicção moral ou espírito humanitário do que imbuído de uma plena consciência de seu papel na sociedade. O "consciente", que sabe o seu papel na sociedade e tem posição crítica em relação a governantes, gestores públicos e políticos, mas não passa disso e acha que tudo se resolve com o Estado. E o "atuante", que, com base na percepção crítica que o cerca, não só pensa como age em direção à cobrança de resultados e à fiscalização de diferentes esferas de poder público, sempre estimulando os outros a fazerem o mesmo. Este seria o Cidadão Exemplar.

Jorge Maranhão sonha levar o caminhão do Cidadômetro para todos os lugares do país, inclusive Brasília. A questão da ocupação dos espaços públicos é replicável no Brasil inteiro; a demagogia no Morro do Bumba, em Niterói, construída sobre um aterro sanitário, que foi destruída nas chuvas, se reproduz em vários estados do país.

A versão completa do Cidadômetro teria ferramentas eletrônicas de interação, que divulgariam as respostas em tempo real.

Haveria também totens montados em estacionamentos de shopping centers, supermercados, campi universitários. Com base nas respostas, será montado um Índice de Consciência de Cidadania.

Tudo com o objetivo final de estimular o cidadão a agir como responsável pela fiscalização do espaço público onde vive.

RATOS DO PT

GAUDÊNCIO TORQUATO

México distante
Gaudêncio Torquato 
O Estado de S.Paulo - 05/09/10



O tema volta a frequentar a mesa da polêmica: está em marcha um processo de mexicanização da política nacional? Uma eventual vitória da candidata governista em outubro aproximaria o Brasil da experiência que o México viveu do final dos anos 1920 ao final dos anos 1990, quando o PRI dominava o Estado e a sociedade? Por mais que se enxerguem motivos para acreditar nesse risco - aparelhamento intenso da estrutura do Estado, controle de máquinas sindicais e de movimentos sociais, esvaziamento de funções de órgãos de fiscalização -, há uma razão maior que derruba qualquer hipótese de "ditadura" do partido único: é o caráter multifacetado e polimorfo de nossa cultura política, que rejeita a ideia do poder exercido por um exclusivo protagonista. As possibilidades - reais - de controle total do Senado e da Câmara pelo Executivo, avocadas como sinais preocupantes por analistas da política, não são novidade no registro das relações entre os Poderes. Tem sido essa a rotina.

Basta lembrar o governo FHC, que contou com sólida maioria parlamentar para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição, barrou a abertura de CPI para apurar compra de votos, aprovou a quebra de monopólios estatais nas áreas de comunicação e petróleo, garantindo, enfim, o programa de estabilidade que marcou sua gestão. No ciclo da redemocratização, apenas Fernando Collor, por inabilidade, foi escorchado por um Congresso que acabou por afastá-lo do cargo. Até o governo Sarney, sufocado por uma inflação que subia às alturas, arrebanhou apoios necessários para abrigar pacotes experimentalistas no campo da moeda. Quanto ao futuro imediato, é bem provável que a base governista de hoje se expanda para além de 380 deputados e 50 senadores, o que, evidentemente, livraria o governo de surpresas desagradáveis, como a que Lula teve no Senado com a derrota da prorrogação da CPMF, em 2007.

Poderá ocorrer, no primeiro ciclo de eventual administração continuísta, o aprofundamento dos eixos do governismo, tendência a se manter na esteira do êxito da política econômica, cujos efeitos acabam se irradiando por todos os estratos. Portanto, a locomotiva econômica é que puxará o imenso trem governista e este se manterá nos trilhos até se esvaírem os altos índices de satisfação social. Assim, não é de todo improvável que, mais adiante, sob o empuxo de rombo nas contas públicas - contas externas, estouro da Previdência, despesas com funcionalismo -, sejam comprometidos os investimentos e desestruturadas as ações que propiciaram a inserção de milhões de brasileiros no mercado de consumo. Mesmo diante de perspectivas animadoras, como as que se projetam nas frentes do pré-sal e da energia, por exemplo, são poucos os que apostam no comportamento sempre ascendente da economia. As projeções apontam para altos e baixos, ao fluxo das idas e vindas provocadas pela intermitente crise internacional. E o Brasil, mesmo dispondo de imensas riquezas, não pode ser considerado uma ilha de segurança no meio do oceano revolto.

Sob esse espelho, a mexicanização da política só alcança o foro de debates por conta da eleição. Pois, como se pode aduzir, a gangorra econômica vem de encontro à ciclotimia política. Os atores escolhidos de nossa democracia, de eufóricos no primeiro instante, poderão, no segundo ou terceiro instantes, mudar de vontade. Gostam de usar, bem o sabemos, a capacidade de transitar no arco partidário. O nosso sistema de representação, por sua vez, dá-lhes o direito a reivindicar posições na estrutura do Estado, o que também contribui para eliminar a tese de transformação do PT em partido hegemônico, nos moldes do PRI. Outros aspectos de nossa cultura evidenciam a inviabilidade de um modelo vertical como o mexicano. Veja-se, por exemplo, a adoção da verticalização da propaganda partidária. Não demorou muito e a própria regra imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral - proibição de aparições de candidatos à Presidência em horários destinados a aliados regionais que são de partidos adversários na chapa nacional - foi derrubada por ele mesmo. A queda da verticalização veio atender ao menu da salada mista que se serve nos Estados e que é consumida por fiéis e infiéis partidários. Denota, ainda, a pasteurização política criada com o fermento de partidos assemelhados.

Considere-se, ainda, como fator de inibição de uma ordem única e autoritária a polaridade que certamente terá continuação em nosso sistema político. Ou alguém pensa que os partidos oposicionistas serão devastados pelo rolo compressor do governismo? E se o PSDB, por exemplo, continuar a governar São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores contingentes eleitorais do País? Não seria só isso mais uma demonstração de que o temido modelo mexicano é coisa fora de propósito? Descartada a hipótese, vejamos outras. A formação de poderosa bancada governista deixará, isso sim, o presidencialismo brasileiro mais robusto. Neste caso não há como discordar do pensamento que aponta para uma pauta legislativa sob supervisão direta do Executivo. Mas há razões para otimismo. Dois grandes compromissos foram assumidos pelo sistema governista, caso Dilma Rousseff seja bem-sucedida. O primeiro, firmado pela própria candidata, diz respeito à reforma tributária, com ênfase na desoneração da folha de salários e no incentivo aos investimentos. O segundo é a promessa de Lula de trabalhar com afinco pela reforma política.

E aqui se apresenta mais uma barreira ao tal modelo mexicano. Mesmo sob patrocínio de um Executivo forte, é difícil acreditar na aprovação das duas reformas centrais para a modernização do Estado e o aperfeiçoamento da democracia. O Congresso tem muitos filtros.

JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO

SERRA PRESIDENTE

ANCELMO GÓIS

Paraíso pirata
ANCELMO GÓIS
O GLOBO - 05/09/10

O Brasil tem fama de ser a pátria da pirataria. A diretora americana Kathryn Bigelow, que curte férias na região de Foz do Iguaçu, comprou por R$ 2 uma cópia pirata do seu filme premiado “Guerra ao terror”.

Ela foi a primeira mulher a ganhar um Oscar de diretora.

Aliás, levou seis em uma noite só, este ano.
Pirata do pirata
Sexta, Rodrigo Pimentel, o inspirador do Capitão Nascimento que hoje é comentarista da Globo, foi avisado por um amigo de que estavam à venda na Saara cópias de “Tropa de elite 2”.

Era “Tropa de elite”... 1, o mais pirateado filme brasileiro.

Só que a capa do DVD fazia alusão ao 2
Mercado de sigilo
Muitos empresários brasileiros, de todos os tamanhos, já receberam ofertas de estranhos de acesso ao próprio sigilo fiscal.

Um deles foi o jovem banqueiro André Esteves.
Apaga isso!
Quinta, no show do cantor Belo, no bar São Nunca, na Barra, era difícil respirar.

No lugar, que é fechado, tinha muita gente fumando cigarro, cigarrilhas e charutos.
Vinicius na Justiça
A família de Vinicius de Moraes processa o curso Clio, que prepara candidatos ao Itamaraty, por causa de uma propaganda durante a Copa.

Pede indenização de 200 salários por achar que o Poetinha foi tratado de maneira depreciativa.

Já o curso alega que o texto é elogioso.
Brotinho na Colombo
Plínio de Arruda Sampaio, 80 anos, o candidato do PSOL que faz a cabeça de muitos jovens, veio ao Rio essa semana, e pediu ao amigo e candidato Chico Alencar para almoçar na Colombo, no Centro. Ao entrar na vetusta confeitaria, filosofou: — É bom para equilibrar, não pifar com a overdose de entusiasmo juvenil.
Segue...
Estava tudo a caminho do nirvana quando um senhorzinho cantou no ouvido do candidato os versos daquela antiga marchinha do carnaval de 1952, cantada por Virgínia Lane: — O velho na porta da Colombo.

É um assombro. Sassaricando.

Não é fofo?
A ONU de Lula
Foram criadas embaixadas do Brasil em Cabul (Afeganistão), Minsk (Bielorrússia), Sarajevo (Bósnia) e Talin (Estônia).

Aliás é preciso ser “muy amigo” para mandar alguém ser embaixador em Cabul.
Bradesco na favela
O Bradesco lançou um seguro exclusivo para os moradores do Dona Marta, a favela de Botafogo pacificada pela UPP.

O serviço custa R$ 9,90 por ano e faz parte do processo de inserção das classes C e D no mercado de seguros.
Outra do Eike
Eike sempre ele Batista doou 40 caminhonetes e 60 motos às UPPs da polícia do Rio.

Se a compra fosse feita pelo Estado num processo de licitação, demoraria uns seis meses para entrega
Por falar em Eike...
Do arquiteto Jaime Lerner, autor do projeto da “Cidade X”, destinada às famílias dos trabalhadores do complexo do Porto do Açu, em São João da Barra: — Quem nascer na Cidade X será um “xidadão” Faz sentido
Acabou em samba
O Dia Nacional da Música Clássica, 5 de março, data do nascimento do grande compositor Heitor Villa-Lobos, vai cair, ano que vem, no sábado de carnaval.

Músicos da OSB, no Rio de Janeiro, se organizam para sair em bloco. Já apareceu até sugestão de nome: Feitiço do Villa.

Eu apoio.
Viagra divino
De um pastor eufórico durante a pregação, no culto da Igreja Metodista de Vila Isabel, no Rio, no último domingo: — Quem tem Jesus no coração, não precisa de Viagra! Há controvérsias.
ZONA FRANCA
Dia 13, Sérgio Abranches, o cientista político e ambientalista, lança Copenhague antes e depois”, sobre conferência do clima, na Argumento Leblon, a partir de 19h.

A Sandech finalizou dois projetos valoração tecnológica para o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

O advogado Jonas Lopes de Carvalho Neto, de 28 anos, foi eleito auditor do Superior Tribunal Justiça Desportiva.

Yvonne Bezerra de Mello faz campanha em busca de dinheiro para construir uma sala de aula para crianças vítimas da violência 
projeto_uere@infolink.com.br).
O DOMINGO É da carioca Cléo Pires, 27 anos, que voltará à TV na pele de Estela, uma misteriosa personagem de origem indígena, em “Araguaia”, a próxima novela das seis da TV Globo, que estreia ainda este mês. Logo no começo da história, a exuberante Estela ficará viúva de Fernando (Edson Celulari) e se envolverá com seu enteado, Solano, vivido por Murilo Rosa. Sucesso retumbante na “Playboy” do mês passado, a filha de Glória Pires e Fábio Jr.

estará em cartaz, ano que vem, no cinema, como a Tati da comédia “Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”, quando tentará repetir o sucesso de outras experiências na telona, como “Meu nome não é Johnny” e “Lula, o filho do Brasil”
Santa ou não santa, eis a questão
Lula, semana passada, resolveu dar um pito cheio de graça em Eduardo Paes por ter chamado de “Dona” a favela “Santa” Marta. Mas se o nome da comunidade pacificada em Botafogo é “Dona” ou “Santa” é uma questão shakespeariana que atravessa gerações de cariocas (veja a favela e a imagem da santa, lado a lado, acima).

O economista Antônio Cláudio Sochaczewski, exdiretor brasileiro no BID, escreveu para dizer que não se conforma: — Sou nascido em Botafogo. Tive aulas de piano no Morro Dona Marta com uma refugiada russa, Madame Morozoff. “Santa” Marta é invenção recente.

José Antônio Nonato, pesquisador da história do Rio, parece dar razão a Sochaczewski: — A comunidade sempre foi chamada de Dona Marta e assim como a Marilyn Monroe nunca foi santa.

Na verdade, em novembro de 2007 o então prefeito Cesar Maia, nosso Hamlet, assinou um decreto dando ao morro o nome de “Dona” e a favela o nome de “Santa”.

Segundo a exposição de motivos do decreto, o Padre Clemente, vigário durante o período colonial, proprietário de terras que iam da Praia de Botafogo à Lagoa, abriu a Rua São Clemente e, em homenagem à sua mãe, Dona Marta Clemente, deu nome ao morro. Tradição mais recente, o nome Santa Marta foi dado à favela por outro religioso, Padre Veloso.

Ah, bom!

BANDIDOS

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Home, sweet
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 05/09/10

A campanha de Alckmin preparou surpresa para Serra. A série de 31 encontros com militantes - cada vez em uma Subprefeitura da capital - será encerrada dia 10, na Mooca, bairro onde Serra nasceu e cresceu.
Tia Carmela, xodó do tucano e moradora da região, está superempenhada na organização do evento.
Bem na foto
Expo Money São Paulo terá espaço só para mulheres. Segundo a BM&F, elas representam 24,84% dos 598.352 investidores individuais do mercado financeiro.
Promessa
Charly Braun estreia como diretor com Além da Estrada, no Festival do Rio. Comprovando a veia artística da família: é irmão de Guilhermina Guinle.
Entre titãs
Roberto Minczuk convidou Isaac Karabtchevsky para reger a OSB. Emocionado com a apresentação do colega - longe da batuta da orquestra desde 96 -, que resolveu presenteá-lo com o vinho italiano Maestro Raro. Como Robert Schumann é conhecido.
Fatia do bolo
Apesar do "Fielzão" - o Estádio do Corinthians - ser o centro das atenções, o Maracanã se aquece para Copa de 2014. Sairá do forno um documentário sobre o jogo da véspera de sua grande reforma.
Piruetas
Os irmãos Hypolito estão confiantes. Diego começa a treinar para o mundial, em outubro, na Holanda. E Daniele está no México, tentando uma classificação para o Panamericano.
Responsabilidade social
Bernardino Tranchesi Neto, Ricardo Mellão e Ricardo Goldfarb são novos parceiros de Marcos Amaro no Instituto Brasis, que combate a desigualdade social.
É hoje a Corrida e Caminhada Contra o Câncer, da Track&Field. Com renda revertida para Hospital de Câncer de Barretos. Largada? Do Shopping Center Norte.
Cláudia Bonfiglioli comanda o Prêmio Casa Hope de Responsabilidade Social. Dia 14, na Sala São Paulo.
Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Instituto Claro. Voltado para educadores que usam novas tecnologias no ensino.
A Eletrobrás Furnas comemora. Conseguiu reduzir a emissão de cerca de 32.000 toneladas de CO2 - equivalente em gás SF6.
Até terça, os Doutores da Alegria recebem palhaços que atuam em hospitais de todo o País. O encontro faz parte do programa Palhaços em Rede, iniciativa da ONG.
A Copagaz investe em esporte e inclusão. Renovou patrocínio do Urece, único time brasileiro de futsal feminino formado por deficientes visuais.
A C&A avisa: suas lojas contam agora com coletores de lixo eletrônicos.
A Federação Paulista de Golfe é parceira no torneio em prol da ONG Casa da Paz de Embu-Guaçu. A partir de quinta, em Cotia.
A Gincana Semeando o Bem, da RTE Rodonaves, arrecadou 22 toneladas de donativos para comunidades carentes. Continua até outubro.

Detalhes nem tão pequenos...
1. Em época de eleição, nada melhor do que evocar o saudoso Mussum para candidato.
2. "Jogue as tranças, Rapunzel" foi o mote do evento que encheu as cabeleiras de novidades. .
3. Depois de Rapunzel, foi a vez de Cinderela alimentar loucas e viciadas por sapatos de luxo.
4. A primavera nem chegou e o verão já andou invadindo as passarelas cheias de bossa.
5. A cítara embalou muitos corações apaixonados...
6.E quem consegue fazer regime nesse tempo seco?

MÍRIAM LEITÃO

Ponto crítico 

Miriam Leitão
O GLOBO - 05/09/10



O principal motor da economia mundial, os Estados Unidos, está perdendo fôlego. Depois de um início de ano em que tudo caminhava para recuperação forte, os termos "duplo mergulho" e "crescimento recessivo" tornaram-se frequentes nas análises dos economistas.

O mais provável é que os Estados Unidos tenham baixo crescimento por mais alguns anos.

Tudo isso piora a vida do presidente Barack Obama.

A economista Monica de Bolle, da Galanto Consultoria, compara a situação atual americana com a que, na física, é denominada de "ponto crítico".

Ou seja, a situação em que não é possível dizer se uma matéria está no estado líquido ou gasoso.

- No caso da economia americana, temos sinais tanto de moderação quanto de início de recessão. Parte da economia está bem, como algumas empresas, mas outra parte está mal, como as famílias e os bancos. Tudo é heterogêneo - explicou.

O Bank of America usou a expressão growth recession (crescimento recessivo).

Significa um tipo de crescimento que não impede o aumento do desemprego. O banco diz que o risco de um duplo mergulho, ou seja, um novo período de recessão, é de 25% para 2011. O pior problema não é nem o crescimento, mas a taxa de desemprego, que fica entre 10% e 9,5% este ano. Não cai abaixo disso. E no ano que vem deve continuar em torno de 10%.

O Morgan Stanley também revisou para baixo seus números.

Cortou em um ponto a previsão para este ano, de uma faixa entre 3% e 3,5% para 2% e 2,5%. O desemprego deve agora fechar 2010 não mais em 9,4%, mas em 9,7%. O Morgan diz que parte da desaceleração vem do crescimento mundial, que também está surpreendendo para baixo, com impacto nas exportações americanas.

O presidente Barack Obama está enfrentando seu maior teste desde a posse na Casa Branca. Como já é tradicional nos Estados Unidos, a eleição parlamentar de meio de mandato define se será um governo de quatro ou oito anos. As indicações são de que o Partido Democrata, que tinha maioria nas duas Casas, vai perder inúmeras cadeiras.

A aprovação do presidente Obama está menor do que a desaprovação. Dependendo dos números de cadeiras perdidas, a segunda metade do governo Obama será mais fraca.

Ele terá menos capacidade de aprovar projetos, um quadro que não ajuda a recuperação econômica.

Obama recebeu uma herança maldita. Ele sim. Economia em recessão, ameaça de depressão, bancos quebrados e duas guerras impopulares.

Evitou o pior, há uma nova regulamentação bancária aprovada, os bancos já se recuperam e ele está anunciando a saída das tropas do Iraque, a mais impopular das duas guerras.

Mas é ele que paga o preço de uma economia estagnada, de um clima de fim de guerra sem vitória, e de um desemprego elevado. Há governos que recebem boa herança e se creditam de todos os bons frutos, outros são debitados pelos insucessos do antecessor. Obama está no segundo time.

No começo do ano, os números da economia americana foram animadores, mas no segundo trimestre a recuperação perdeu força.

Agora, a economia vai apresentar números positivos para o PIB, num crescimento sem emprego porque a confiança dos empresários está muito baixa.

Há grandes chances de o banco central americano revisar para baixo seus números, jogando mais água fria no mercado financeiro. Na quartafeira, a ata da última reunião do Fed apontou que a recuperação levará mais tempo que o previsto e que o crescimento está difuso. Uma avaliação nada animadora depois de dois anos seguidos de estímulos econômicos, seja em redução de juros, seja em pacotes fiscais.

Monica de Bolle avalia que o principal problema da economia americana é o endividamento das famílias. Como elas tiveram problemas com as hipotecas, o pagamento dessas dívidas demanda um tempo maior. Por isso, o consumo do país, que responde por 70% do PIB, está comprometido. Mas Monica não acredita que os americanos voltarão à recessão e muito menos que passarão por problemas semelhantes aos do Japão, que permaneceu uma década com baixo crescimento.

- É razoável que se leve de dois a três anos para que as famílias consigam limpar os seus orçamentos. Mas esse processo não levará a dez anos de baixo crescimento, como no Japão, porque assim que acontecer os americanos voltarão a consumir - afirmou.

Agora, os economistas andam pedindo um novo pacote de estímulo. Raphael Martello, da Tendências consultoria, acha que a eleição no Congresso americano no final do ano pode ajudar na elaboração do pacote, e até ajudar o presidente Barack Obama nesse aspecto. Poucos ficariam dispostos a votar contra um pacote que se apresente como estímulo à criação de empregos. Só que o tempo está se esgotando. As eleições americanas serão dentro de dois meses.

O grande problema de uma desaceleração nos EUA é a contaminação do resto do mundo e um arrefecimento mundial de forma sincronizada. A China, por exemplo, que possui forte relação comercial com os EUA, deve desacelerar de uma taxa de 12% de crescimento, no primeiro trimestre do ano, para 8%, no último trimestre.

O próximo governo brasileiro não terá o quadro internacional favorável que o governo Lula usufruiu. De 2003 a 2008, o mundo cresceu com taxas altas e o Brasil aproveitou pouco esses bons ventos. Em alguns anos, cresceu menos que o mundo e não fez mudanças estruturais na economia. O novo governo encontrará a Europa estagnada, os Estados Unidos tentando sair desse ambiente recessivo, o Japão parado, a China diante de várias incertezas. O novo governo precisará de mais engenho e arte para manter o crescimento brasileiro.

GOSTOSAS

VERISSIMO

A paradinha
VERISSIMO

O GLOBO - 05/09/10

Um dos grandes mistérios do Universo é a sua simples existência. De acordo com a física, ele não poderia existir. Quando matéria e anti-matéria se chocam, como aconteceu no grande pum que começou tudo, uma teria que aniquilar a outra. Mas isto não aconteceu, para grande perplexidade dos físicos. A explosão inaugural criou a mesma quantidade de matéria e de anti-matéria mas a matéria prevaleceu, venceu a maioria dos seus embates com a anti-matéria e formou o Universo como nós o conhecemos. Paradoxo: a prova de que a teoria dos físicos sobre a inevitável aniquilação mútua das partículas e das anti-partículas estava certa seria a não-existência do Universo, mas sem o Universo como os físicos iriam abrir champanhe e comemorar?
Agora parece que o pessoal descobriu uma explicação para essa assimetria até agora inexplicável, mas sem diminuir o mistério. Se entendi bem – o que eu duvido – no choque entre matéria e anti-matéria a matéria leva uma vantagem, que tanto pode ser uma partícula ainda por descobrir para a qual a anti-matéria não tem equivalente e que garante a sua sobrevida, quanto um milissegundo de tempo a mais para se estabelecer enquanto a anti-matéria desaparece, ou vai formar um anti-Universo paralelo e nunca mais é vista. Quer dizer, depois do choque há uma paradinha que favorece a matéria. Como se esta tivesse um juiz ao seu lado que lhe permitisse jogar com doze ou não apitasse o fim do jogo antes dela fazer seu gol da vitória. Pense nisso: você, sua tia Gigi e as montanhas do Himalaia podem dever sua existência a uma hesitação.
A metáfora do juiz a favor pode sugerir divagações filosóficas e, inevitavelmente, religiosas. O que ou quem é esse juiz que decide pela existência do Universo em vez do nada? Se é para haver uma intervenção divina então este é o momento para ela se manifestar. Pode-se imaginar Deus coçando a barba diante da escolha: matéria (um Universo com todas as suas chateações, a exigir a sua interferência constante) ou a paz do vazio? E pensando: se eu não queria confusão, por que, para começar, provoquei a grande explosão? E decidindo: que vença a matéria, e que ela forme mundos, e vamos ver no que vai dar.

CLÁUDIO HUMBERTO

“A Receita é órgão de Estado e não pode fazer política partidária”
JOSÉ SERRA, CANDIDATO DO PSDB, SOBRE A VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL DE SUA FILHA VERONICA

CONTADOR COBROU R$ 10 MIL PARA DAR ENTREVISTA 
O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que acessou os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), exigiu pagamento de R$ 10 mil para conceder entrevistas, assim que seu nome foi divulgado pela Receita Federal, na quinta-feira (2). A Band foi uma das emissoras que receberam a proposta, mas se recusou a fazer o pagamento. Perdeu o “furo”.

A ORIGEM DE TUDO 
A suspeita é que o falso procurador vendeu os dados fiscais da filha de Serra a pessoas recrutadas em Minas para devassar a vida do paulista.

MUI AMIGOS 
O objetivo de quem mandou investigar Serra era “ajudar” Aécio Neves, aparentemente à sua revelia, na disputa para ser o candidato do PSDB.

A “VINGANÇA” 
Dias antes da quebra do sigilo de Verônica, amigos mineiros atribuíram à turma de Serra a tentativa “plantar” falsas notícias contra Aécio. 

AJUDA EXTERNA 
Araponga do antigo SNI do Rio seria o elo entre “clientes” na quebra de sigilo e a quadrilha que prestava esse serviço sujo em São Paulo.

NO PARÁ, CRAQUES BATEM UM BOLÃO NA POLÍTICA 
No Pará, a política virou uma grande jogada para atletas de futebol. O artilheiro Robson “Robgol” busca a reeleição para deputado estadual. Do seu ex-clube, Paysandu, saíram outros dois: o atual vereador Vandick Lima e Zé Augusto (o conhecido “Zé Doido”), atacante do clube que disputa a série C do Brasileirão. Pelo rival Remo, disputam o ex-jogador Arthur, o “Rei Arthur”, e Landu, atual atacante do clube.

PIOR NÃO FICA 
A classe já tem seu Tiririca: o loquaz e “histriônico” contador da procuração falsa para vazar o sigilo da filha de Serra.

CALA BOCA 
Lula disparou palavrões quando viu na TV o ministro Guido Mantega (Fazenda) discorrendo sobre quebra do sigilo. Mandou que se calasse.

VIDA DURA 
Se da gripe, da morte e dos impostos ninguém escapa, Cuba tem mais uma fatalidade: os discursos de Fidel Castro. Recomeçaram, na sexta. 

PAGANDO MICO 
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), está uma arara: reclamou ao ministro Alexandre Padilha (articulação) que foi induzido a erro (e a um mico histórico) ao dar entrevista jurando ser “verdadeiro” o documento de Verônica Serra autorizando a própria quebra de sigilo. 

BEM RELAXADO 
Convenceram o senador Osmar Dias (PDT) de que ele será ministro da Agricultura de eventual governo Dilma, caso perca o governo do Paraná para Beto Richa (PSDB), líder nas pesquisas. Ele acreditou.

SEDE AO POTE 
Brasília anda muito seca, mas não justifica a sede da rapaziada que contratou os shows do programa Virada Cultural, da Secretara de Cultura do DF. Artistas receberam cachês até quatro vezes maior.

PALÁCIO DE INVERNO 
A Câmara dos Deputados, que anda mais vazia que porta de cemitério à noite, vai gastar R$ 7,7 milhões com seus copeiros e com os copeiros e cozinheiros da residência oficial do presidente Michel Temer. 

APRENDIZ DE FEITICEIRO 
O governador do DF, Rogério Rosso, aprendeu ligeiro. Mandou abrir licitações nos órgãos Novacap e DER faltando só quatro meses para deixar o governo. Não cuida das atuais e ainda quer começar outras.

MUI QUERIDA 
O Planalto anda festejando pesquisas internas para o Senado, em São Paulo, que apontam o cantor Netinho (PCdoB) com chances de ser o mais votado, restando a Marta Suplicy (PT) apenas a segunda vaga.

RETRATO NA PAREDE 
A Abin, mais muda que samambaia no brejo, diante de novo escândalo de violação de sigilo, exibe sua “missão” na internet: “desenvolver atividades voltadas para a defesa do estado democrático de Direito.”

OUTRA BATALHA 
Após inútil inquérito em que denunciou assédio moral do então cônsul-geral no Canadá, Américo Fontenelle, o ex-funcionário Geoges Cunninghan pena há três anos para receber seus direitos trabalhistas.

SOBE! 
A candidata Dilma repete e repete o bordão na TV: “O povo vai subir na vida.” Mas não diz quem será o “elevador”: a sufocada classe média. 

PODER SEM PUDOR
GUERRA DAS ROSAS 
Sob efeito da sessão solene em homenagem à bossa nova, o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, afirmou que tudo se resolveria no Congresso e o Brasil melhoraria quando “chegar a primavera”. O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), inconformado com as manobras do governo e a tentativa de controle da imprensa, espetou:
– Não será a primavera, mas o bom senso para retirar Medidas Provisórias protegendo Henrique Meirelles e tutelando jornalistas.

NÃO EXISTE

DOMINGO NOS JORNAIS

Globo: Ministros casam agendas com campanha de Dilma

Folha: Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma

Estadão: Investigação de violação de sigilo na Receita blinda Dilma

Correio: Fracassa o combate às mortes no parto

Jornal do Commercio: Kombeiros fazem festa pela liberdade

Zero Hora: Espionagem Eleitoral