quarta-feira, setembro 01, 2010

JOSÉ (MACACO) SIMÃO


Timão! Ronaldo faz 100 quilos! 

José Simão

FOLHA DE SÃO PAULO - 01/09/10


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O Esculhambador-Geral da República! Direto do País da Piada Pronta!
E o Centenário do Corinthians. Ops, ÇENTENÁRIO! Vão comemorar os CEM quilos do Ronaldo! Show da Virada no Anhangabaú!
E sabe quem cantou o Hino do Corinthians? A Vanusa! E cantou assim: "Salve o Corinthians... Meu amado Tricolor!". Rarará! Ué, a festa não se chama 100 Anos e 100 Memórias?
E acabei de receber uma camiseta autografada do Timão. Só tem impressão digital. Cheia de dedão! Rarará!
E sabe como vai se chamar o novo estádio do Timão? Gambazão. E o Diário de Barrelas anuncia: Lula conseguiu, o Brasil vai ser sede mundial do Fim do Mundo em 2012!
E a frase do ano: "Sempre sonhei em ter um corpo de atleta, graças ao Ronaldo do Corinthians agora eu tenho!". Rarará!
E os cem quilos do Ronalducho Gordômeno Fofômeno? O Iarley diz que vai correr no lugar do Ronaldo para ajudá-lo na volta aos gramados. Se é pra ajudar, ele não precisa correr no lugar do Ronaldo. Ele precisa COMER no lugar do Ronaldo!
A Centenada do Corinthians! Anotassões pro Sentenário: Ganhá tudo. Carnavau 2010, já era. Copinha São Paulo, fodel. Paulistão, ih caraio! Libertadores, riscado!
Ereções 2010! Sabe por que o Serra tá perdendo? Porque ele prometeu mutirão da próstata!
E direto de Itopuranga, Goiás: Paulo do Jumento. Coligação; AVANÇAR MAIS! Não! Paulo do Jumento Avançar Mais? E Renato da Funerária: Vote em mim ou vira meu cliente! Doutor Mata Machado, Partido Verde! Amigo da Marina, A Mãe do Macunaíma!
E na festa do Centenário do Timão no Anhangabaú não teve show da Dilma? Show da Dilma. Tratar com Lula no Palácio do Planalto!
E o Tiririca falou que construiu muitas escolas. Quando chegou em São Paulo era pedreiro. O Tiririca é o Cacareco de 2010!
E reparou que todo candidato agora é de centro esquerda? Não tem um candidato que chegue e diga: eu sou de direita.
E como disse uma amiga minha: eu não sou nem direita e nem esquerda, eu sou da cintura pra baixo! A situação tá ficando psicodélica. Eu acho que o Brasil tomou um ácido no café da manhã! Ainda bem que nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! 

ACORDA BRASIL!!!

MÍRIAM LEITÃO

A magia do 'JB' 
Miriam Leitão 

O Globo - 01/09/2010

Contava o “Jornal do Brasil” dois anos, em 1893, Ruy Barbosa era o editor-chefe, quando ele foi fechado pelo governo Floriano Peixoto. Um ano e 45 dias depois, voltou a circular. Foi isso que marcou a personalidade do velho “JB” ou foi o jornal ser empastelado no Estado Novo, censurado na ditadura militar? Ou terá sido a teimosia em ousar sempre, como na reforma de Alberto Dines?

O que é determinante nessa história de 119 anos? A teimosia inteligente. Foi a que fez Rodolfo Dantas, Joaquim Nabuco e Barão de Rio Branco se juntarem naquele jornal meio monarquista em plena República. E Ruy Barbosa defender o regime civil no governo de um marechal.

No princípio foi assim.

Depois também. Por isso, enfureceu os governos ditatoriais.

“Uma nação inteiramente aturdida”, começou o editorial do “JB”, recebeu a comunicação de que os direitos individuais foram “substituídos pelo império do arbítrio.” E continuou: “De agora em diante, subverte-se um princípio universal, que é a presunção de que todos são inocentes até prova em contrário.

Desde ontem no reinado das trevas, a presunção é outra: somos todos previamente culpados e nos cabe como castigo provar a inocência.” Esse texto, assim vigoroso, foi escrito no dia 13 de dezembro de 1968, o dia do AI-5. A censura vetou, ele não foi publicado.

No seu lugar, a alegoria de uma foto de um menino lutando com um gigante.

A luta desigual do arbítrio. Ela se travou em capas históricas como aquela, inesquecível, do golpe no Chile e morte de Salvador Allende. Alguém pode imaginar um jornal sem manchete? A proibição de dar aquele assunto em manchete e de pôr fotos produziu uma das mais belas páginas da imprensa brasileira: apenas texto, uma única notícia, sem título, sem foto, apenas aquele espanto se espalhando por toda a primeira página.

Nessa despedida do “Jornal do Brasil”, o que os jornalistas que passaram por lá sentem é que povoavam uma redação mágica. Cada um sabe a preciosidade que viu: a sala de pedir conselhos e mostrar os textos a Zuenir Ventura; o Castelinho entregando sua coluna, num dia que veio ao Rio; a exuberância do Zózimo.

Estava na hora de fechar e havia um buraco na coluna do Zózimo. Eu já tinha feito todas as notas que sabia, ele tinha feito outras. E lá estava o buraco. O tempo passando.

Faltava uma nota. Nenhuma notícia. Olhei aflita. Zózimo calmo. Vai para a máquina de escrever e inicia com o seu bordão. “Não será surpresa para esta coluna.” Parou. O que será que ele sabia? E ele, maroto e charmoso, completa: “Aliás, nada mais será surpresa para esta coluna.” Assim saiu, intrigante, sua nota inventada. Meninos, eu vi.

Cada um passou por lá num tempo dado. A maioria se lembra de fatos, brincadeiras, amizades, folclores do dia a dia naquela vasta redação da Avenida Brasil, 500. Joaquim Ferreira dos Santos lembrou deliciosos detalhes, como o ascensorista que anunciava no andar da redação: “Parque de Diversões.” Eu tive privilégios. Como o de ter aulas com os professores Dionísio Carneiro e Rogério Werneck, chamados por Flávio Pinheiro e Marcos Sá Corrêa para me ilustrar em questões econômicas e me preparar para ser editora.

O jornalismo não morre, jornais sim. Sigo a colega Ruth de Aquino e não vou falar de quem o fez morrer, nem fingir acreditar que é só uma migração para o online. Todos sabemos o que houve, do lento processo que foi definhando o jornal.

Já o jornalismo está neste exato momento entrando cada vez mais fundo em terreno desconhecido e excitante.

Os jornais adotaram novos formatos e convivem com os antigos. A cada dia é preciso inventar uma nova rota até o mesmo destino, o leitor. Ele será capturado pelos mesmos ingredientes: a inteligência, o espírito crítico, a informação, a dúvida.

As notícias do futuro são intensas. Michael France e Justin Dini escreveram no Brunswick que o velho conceito de circulação está morto, perdeu o significado porque até a métrica mudou.

Como calcular o prestígio dos produtores de conteúdo nos novos tempos? A CNN criou novas medidas como a de “Integradores de TV/WEB Multiplataforma” ou “Usuários de Web Móvel.” Novos tempos, medidas ainda sendo criadas. Mesmo assim, a empresa dona do “Guardian” teve prejuízo no último ano fiscal, apesar de ter 35 milhões de visitantes únicos no mundo e 13 milhões nacionalmente.

O “Times”, de Londres, perdeu quase 90% dos leitores online quando passou a cobrar pelo conteúdo. Na crise, o que se viu foi um aumento da demanda por informação.

O jornalismo foi mais e não menos exigido.

Há várias questões perturbadoras no novo mundo multiplataforma. Ninguém mais é só papel, TV, rádio, internet. É tudo junto, mais as mídias sociais, e a espera da próxima novidade.

Num mundo assim de velocidade alucinante, folheio as velhas e belas primeiras páginas do “JB” no livro que desde ontem tirei da estante e não paro de admirar. Já estamos no futuro, mas o passado do velho diário carioca encanta. A inteligência passou por lá: Clarice, Callado, Drummond, Manuel Bandeira. Tantos outros, antes e depois. A inteligência é pura magia.

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Grande, a família 
Sonia Racy 

O Estado de S.Paulo - 01/09/2010

A RCM Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo acaba de vencer licitação de R$ 19 milhões para manuseio de cargas no aeroporto de Viracopos. Assessorada pela Martel, cuja titular é Tatiana Rego e Silva.
Pena que Eugênia Maria Rego e Silva, mãe de Tatiana, que pertenceu aos quadros da RCM até fevereiro de 2010, não estava mais lá para aplaudir a filha. As duas são, respectivamente, mulher e filha de Eduardo Artur Rodrigues Silva, conhecido como coronel Arthur, novo diretor dos Correios e fundador da Martel.


Na cadeira
Geraldo Alckmin enviou carta ontem para Andrés Sanchez, garantindo ao dirigente do Corinthians todo seu apoio caso volte ao governo. Citou explicitamente o acesso ao novo estádio, transporte público e infraestrutura ao redor.

Tudo pela eleição
Lula realmente quer ajudar Mercadante. Topou até torcer pelo São Paulo ao lado do candidato. Domingo, o presidente sintonizou o jogo na TV de sua casa em São Bernardo do Campo e, juntos, "secaram" o tricolor carioca. Com algum sucesso.
Mercadante é santista.

Camisa 10
Mais uma promessa "novinha" no time do Santos.
Alan Patrick é considerado a grande aposta pela diretoria. Seu pai e o garoto, de 19 anos, tiveram encontro com Luis Álvaro Ribeiro. Resultado? Contrato renovado até 2014.

Arquibancada
Atração especial, amanhã, antes do jogo do Santos contra o Avaí, na Vila Belmiro. No telão do estádio, mensagens enviadas por mais de dois mil torcedores pela recuperação de Paulo Henrique Ganso.

Brasil exportação
Está prospectando o mercado brasileiro o criador da revista Wallpaper, Tyler Brûlé, hoje dirigente da publicação cult Monocle. Sua passagem por São Paulo resultou em artigo no Financial Times, onde ressalta que a marca Brasil é a bola da vez, na frente da China, Índia e Rússia.

Fasano exportação
Entre as marcas nacionais, destacou a do Fasano e seu criador, Rogério Fasano, que "não copia ninguém e, por isso mesmo, é a resposta perfeita à falta de alma e personalidade que se vê por aí hoje em dia".

Merecido
Guido Mantega não quis saber de conversa, anteontem, depois da entrega do Prêmio Valor 1000, em São Paulo. Indagado sobre seus planos ao fim do governo Lula, limitou-se a dizer: "Descansar, descansar e descansar".
Dilma, se eleita, entenderá.

Reservado
Juan Manuel dos Santos, presidente da Colômbia, recebe amanhã Benjamin Steinbruch para almoço fechado no Tivoli.

Beta em alfa
Maria Bethânia selecionou poemas que marcaram sua vida para mesclar com canções. Pretende expor sua paixão literária no próximo espetáculo: Bethânia e as Palavras. Neste mês, no Rio.

Na frente

Erykah Badu foi vista enchendo sua sacola na feirinha do Masp.

Nicolás Catena Zapata e Christophe Salin, do Château Lafite Rothschild, participam do jantar de dez anos da vinícola argentina Caro. Hoje, no Cantaloup.

Eloy Tuffi estreia amanhã os jantares dançantes do Red Angus.

Dobradinha do PIB petista está dando o que falar. José de Filippi Jr., tesoureiro de Dilma, está fazendo campanha colado ao candidato... Carlos Grana.

GOSTOSA

ROLF KUNTZ

Uma agenda assustadora
Rolf Kuntz 
O Estado de S.Paulo - 01/09/10





Os desafios do novo governo já seriam assustadores, se fossem só aqueles indicados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em palestra na Fundação Getúlio Vargas. Mas são bem mais complicados. O ministro apontou as tarefas mais óbvias, como a reforma tributária, o fortalecimento das contas externas, o aumento do crédito, a redução do custo dos empréstimos e, é claro, a execução do PAC 2, com investimentos de R$ 955 bilhões pautados para os próximos quatro anos. Apresentou essa lista como se o atual governo houvesse cumprido amplamente sua tarefa e pudesse, em breve, passar adiante o bastão sem uma porção de trabalhos incompletos e em boa parte mal começados.
A própria referência ao PAC 2 é enganadora. Do primeiro PAC, só uma parcela foi completada. Das obras de saneamento, por exemplo, apenas 12% foram concluídos até abril deste ano, de acordo com relatórios divulgados em junho pelo comitê gestor. No caso dos aeroportos o desempenho foi melhor, mas muito longe de satisfatório: 20% das obras foram terminadas. No PAC das estatais, cerca de 90% dos investimentos têm sido realizados apenas pelo Grupo Petrobrás. O resto avança muito devagar - quando avança.

De modo geral, esse quadro se reproduz no balanço de investimentos em infraestrutura apresentado por Mantega. Segundo o relatório, esses gastos mais que dobraram entre 2003 e o ano passado, passando de R$ 58,2 bilhões para R$ 121,9 bilhões, a preços de 2009. Mas o setor de petróleo e gás absorveu 42,5% do total investido no período. O Grupo Petrobrás foi sempre um grande investidor nos últimos 20 anos, operando na maior parte do tempo com um planejamento próprio e constantemente revisto. Os projetos no setor de transportes, muito mais dependentes da ação do governo, representaram apenas 15,8% do total acumulado entre 2003 e 2009. Poderiam ter sido maiores, se o governo houvesse atraído o setor privado. No saneamento, a situação pouco mudou. A enorme deficiência dos serviços foi mostrada, há poucos dias, pelo IBGE.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregará ao sucessor, ou sucessora, um governo com baixíssima capacidade gerencial. Essa deficiência explica boa parte do fracasso dos programas de investimento. No caso dos projetos dependentes do Tesouro, dificilmente o desembolso alcança 50% da verba autorizada para o ano.

A incapacidade de investir não impede, no entanto, o aumento constante da despesa pública, principalmente do custeio menos produtivo. A consequência é um orçamento cada vez mais engessado. O governo havia programado eliminar até 2012 o déficit nominal das contas públicas. Há poucas semanas alongou o prazo para 2014. Mas todo o planejamento fiscal tem dependido essencialmente da elevação da receita, porque não há esforço de racionalização de gastos e de corte de desperdícios.

Para executar a reforma tributária e reduzir a carga fiscal sobre investimentos, exportações e financiamentos - itens fundamentais das tarefas listadas por Mantega -, o novo governo terá de melhorar sensivelmente o padrão gerencial do setor público. Além disso, terá de enfrentar uma difícil negociação com os governadores, porque uma parte importante da reforma envolverá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca se dispuseram a esse trabalho. Preferiram construir sobre a base institucional estabelecida na administração anterior. Realizaram avanços importantes em algumas áreas, especialmente na incorporação de massas ao mercado consumidor. Mas nada prepararam para a etapa seguinte.

Sem essa preparação, as tarefas apontadas por Mantega serão mais difíceis. Se o novo governo quiser baixar a meta de inflação, precisará conter o gasto público e a dívida bruta - mas terá de vencer a rigidez orçamentária. Isso permitirá juros menores. Sem esse esforço, juros mais baixos dificilmente serão mantidos e o real provavelmente continuará sobrevalorizado - exceto se a situação do balanço de pagamentos piorar. Mas impedir essa piora também é parte da agenda. A competitividade, no entanto, não poderá depender só do câmbio. Tributação, crédito, infraestrutura, educação, tecnologia e eficiência institucional são mais importantes. O legado, em todas essas áreas, é muito ruim.

O quadro envolve outras dificuldades. Uma delas é a execução das despesas necessárias à Copa do Mundo. Dos R$ 17,4 bilhões de investimentos previstos até agora, R$ 11,6 bilhões serão financiados pela Caixa Federal e pelo BNDES. Mas qual será o custo fiscal? Isso ninguém sabe, certamente não será pequeno e será mais um entrave ao próximo governo.

ANCELMO GÓIS

A rua jornalista 
Ancelmo Góis 

O Globo - 01/09/2010

Darwin Brandão, pelos planos do “Morar Carioca”, ambicioso projeto da Prefeitura que pretende urbanizar nossas favelas até 2020, deve ficar assim (imagem maior) como aparece na maquete do plano, cuja licitação saiu no Diário Oficial de ontem. Também por lá será construído o Centro Esportivo e Lazer Mar Vermelho, que você vê ao lado. O local hoje é uma das regiões que tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano da cidade, na divisa entre os violentos bairros de Costa Barros, Acari e Barros Filho, na Zona Norte. Aliás, o coleguinha Darwin, que batiza o logradouro, saudades!, foi um combatente contra ditadura e um ser humano generoso que ajudou muitos perseguidos políticos
Diário da JustiçaO engenheiro Rodolfo Landim, ex-presidente da BR, entrou com uma ação na 4ª Vara Empresarial do Rio contra Eike Batista, para quem trabalhou como executivo do grupo.
A ação, através do advogado Sérgio Tostes, trata de “dissolução da sociedade, dano material e outros”.
Braços abertos
Veja como Dom Orani Tempesta, atual arcebispo do Rio, tem uma mente aberta.
Dia 10 agora ele recebe membros da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), movimento que nasceu em religiões de origem africanas.
Lula oitentãoLula completou ontem sua octogésima visita ao Rio como presidente da República.
Isto é bom.
Cultura no RioDilma Rousseff vem dia 21 ao Rio, lançar seu programa cultural no Teatro Casa Grande para a classe artística.
Cartola erudito
Dias 23 e 24 agora, Leo Gandelman, o saxofonista, vai levar obras de craques brasileiros como Cartola, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e outros para plateias de Madri e Bilbao.
Ele fará os concertos com Maria Teresa Madeira.
A volta de Célio
O ex-ministro gente boa Célio Borja, 82 anos, vai participar da banca de elaboração da prova unificada de 2010 do Exame da OAB, a cargo da FGV Projetos.
Agora vai
O Flamengo deve contratar os serviços do mineiro Vicente Falconi Campos.
Trata-se do mais renomado consultor brasileiro, que tem entre seus clientes algumas grandes empresas e até mesmo governos.
Cine Sindicato
Ontem, em Londres, depois da exibição de “Lula, o filho do Brasil” na Real Academia de Cinema e TV, o produtor Larry Jackson, muito conhecido no meio, se empolgou: — O sindicalismo poucas vezes esteve tão bem representado nas telas. Lembra o cinema de Elia Kazan (autor, entre outros, do clássico “Sindicato de Ladrões”).
Desse jeito...Corre o risco de o filme de Fábio Barreto ser mais aplaudido no exterior do que no Brasil.
Pingo nos is
Foi Carmem Costa a cantora que levou às paradas a música “Está chegando a hora”.
É, na verdade, uma adaptação da valsa mexicana “Cielito lindo”, feita por Henricão e Rubens Campos, sucesso no carnaval de 1942.
Centro sem ônibus
Dia 8 agora, a Praça Tiradentes vai amanhecer sem os 10 pontos de ônibus que ajudam a tumultuar o trânsito na região.
Os terminais serão remanejados para a Praça da República.
Disputa no samba
Não que o samba não mereça dois centros de estudos em sua louvação. Mas o projeto de transformar o antigo Automóvel Clube, na Rua do Passeio, numa Casa do Samba guarda semelhança com o do Iphan ali perto, no velho palacete da Praça da República. Os dois lados estão conversando.
Painel na LagoaO painel do artista plástico Aloísio Carvão que ficava no muro do 23º Batalhão da PM, no Leblon, vai se mudar para Lagoa. Embelezará o muro do Jockey Club perto do estádio de Remo. A mudança é porque a área do quartel será derrubada para abrigar o Parque Bossa Nova.
Força Nacional
Luiz Paulo Barreto, ministro da Justiça, adorou. No capítulo de segunda, Irene Ravache, a dona Clô, de “Passione”, ameaçou chamar a... Força Nacional para garantir a segurança do jantar que oferecia na trama.
A UPP e o proibidão
Sábado, no primeiro baile funk numa comunidade libertada pela UPP, a Ladeira dos Tabajaras, um homem distribuía, na porta, um CD com músicas típicas dos chamados proibidões, funks de apologia ao crime. Um trecho: “Que hoje à noite vai ser tensa, neurótica e arisca/ Vai num paiol de arma e traz logo a artilharia”. Meu Deus.

LUCIANO HUCK o apresentador boa praça, na festa surpresa que comemorou seu aniversário, e vai ao ar no “Caldeirão” do próximo sábado. A coluna manda daqui o “Parabéns pra você”...

EDUARDO PAES, Sérgio Cabral e as primeiras-damas da cidade e do estado posam com Rosa Célia, organizadora do Leilão do Coração, evento em benefício do Hospital Pró Criança, no Copacabana Palace
PONTO FINAL

No mais Não fica bem para o presidente Lula dizer que vai estender as UPPs a todo o país. Primeiro, porque ele tem apenas quatro meses de mandato e se fosse para fazer já deveria ter pensado nisso antes. E depois, porque o governo federal não tem rigorosamente nada a ver com essa vitoriosa iniciativa do secretário Beltrame e do governador Sérgio Cabral.
Parece demagogia eleitoral. E é.

MINHA CULPA

JOSÉ NÊUMANNE


Só instituições mais fortes impedirão a devassa geral

José Nêumanne
O ESTADO DE SÃO PAULO - 01/09/10



É difícil imaginar que possa haver algo ainda mais execrável, apesar de não necessariamente mais hediondo, do que o crime cometido pelo funcionário da Receita Federal que violou o sigilo que, pela Constituição, deveria proteger as declarações de Imposto de Renda de quatro tucanos de alta plumagem. No entanto, há algo que pode competir, não em delinquência, mas sim em desfaçatez: a forma como seus protagonistas têm tratado o assunto.


O primeiro lugar no pódio cabe à Receita. Depois de 60 dias de diligências (pelo visto, o termo definiria com mais precisão as carruagens que transportavam valores e passageiros no Oeste sem lei dos Estados Unidos na corrida do ouro na Califórnia do que o interesse em descobrir algo na investigação instaurada pelo órgão), o Fisco pareceu sempre mais empenhado em encobrir os mandantes do que em desvendar o crime. Em entrevista coletiva conjunta, o secretário Otacílio Cartaxo e o corregedor Antônio Carlos d"Ávila admitiram a existência de um grande "balcão de venda de sigilo" no ABC paulista. Mas não se dignaram a contar ao distinto público, do qual cobram impostos, o que descobriram nem o que farão para punir essa modalidade grave de banditismo que assola uma repartição que depende de fé pública para funcionar. Pior: nem mencionaram a hipótese no pedido de indiciamento das servidoras que acusaram. Ah, mas afirmaram que não veem motivação eleitoral no vazamento dos dados fiscais de cidadãos ligados ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra! Ao invés de esclarecer o cidadão, fizeram de tudo para fazer valer a impunidade na corporação e poupar a candidata governista, Dilma Rousseff, e membros de seu quartel-general. Num estilo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, ao atribuir, em Paris, a movimentação ilícita de dinheiro para comprar apoio ao governo no Parlamento a mero "caixa 2" de campanha, também ilegal, os dois dirigentes mandaram às favas, junto com os escrúpulos, a velha e boa lógica aristotélica.


Cui prodest? (a quem interessa?) - aprenderam da trágica grega Medeia os antigos romanos, dos quais Lula usa e abusa do in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu), mais conveniente para a "companheirada" que ele luta para proteger dos rigores da lei. Sendo cobradora de impostos, de quem, por dever de ofício, se exige lisura maior do que de quaisquer outros servidores públicos, a dupla dedica lerda tolerância a coleguinhas de carreira e de campanha eleitoral, oposta à ágil intolerância com que lida com o contribuinte, mesmo quando não lhe viola sigilo algum. Além de indiciar subalternos, deveria identificar a quem possa interessar a devassa dos dados fiscais de Eduardo Jorge Caldas Pereira, Ricardo Sérgio de Oliveira, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado, todos notórios adversários do governo. Pois atribuí-la às próprias vítimas, como fez Dilma Rousseff, é confessar que nada do que o PT os acusou foi comprovado após lhes terem devassado a contabilidade.

Este é um paradoxo interessante de lógica elementar: a Receita não garante o sigilo dos contribuintes, mas tudo faz para guardar em segredo a identidade dos mandantes da violação. Contrariando o sentido da expressão on real time, usada no universo da cibernética para garantir que em computador tudo se desvenda imediatamente, os servidores Cartaxo e d"Ávila levaram dois meses para pedir o indiciamento de quem teria cometido o crime, mas apostam no que não poderiam saber sem conhecer os mandantes e seus motivos. Sem terem identificado de quem partiu a ordem, dizem-se capazes de adivinhar por que o delito foi consumado. Diante disso, o que restaria ao PT senão exigir na Justiça indenização do candidato tucano à Presidência pela "injúria" por ele cometida ao atribuir a autoria, que a corporação não consegue definir, baseado na evidência, mais velha que a Sé de Braga, de que o meio mais rápido e eficaz de encontrar o autor de um delito é buscá-lo entre os que deste podem tirar proveito? E quem se beneficiaria com a quebra do sigilo das vítimas, a não ser seus adversários políticos? O patriarca de Veneza? O bei de Túnis?

Nem a atitude de José Serra no episódio pode ser considerada exemplar. Como pretendente a primeiro guardião da ordem institucional, et pour cause, do direito do cidadão à privacidade, o ex-governador paulista não fez bem em tentar tirar proveito eleitoral do crime. Afinal, tudo indica que o eleitorado que ele disputa com a petista de última hora Dilma Rousseff não tem o mínimo interesse pelo assunto. Melhor ele faria, a meu ver, se assumisse a postura de defensor desses direitos de uma forma até mais dura, mas genérica, não se colocando como vítima, mas como promotor.

A indiferença geral com que esse gravíssimo delito tem sido recebido pelas vítimas em potencial - quaisquer cidadãos que possam ter o Imposto de Renda devassado por um servidor da Receita que "socialize" sua senha - permitiu à candidata governista condenar a "baixaria". "Baixaria" de quem, cara-pálida? Do criminoso pago pelo erário para servir a interesses partidários nada republicanos, para vender as informações no balcão revelado, mas não denunciado, pelos maiorais do Fisco ou para detonar uma bomba de efeito eleitoral? Ou "baixaria" seria denunciar o delito?

Com o presidente mais dedicado a fazer da favorita sucessora do que a cumprir o dever jurado, e com o Congresso ajoelhado a seus pés para debicar as migalhas jogadas do alto de sua inusitada popularidade, pouco há a fazer para salvar o resto de honra republicana que ainda se pode resgatar. Ao permitir que a vítima violada rompesse a barreira de gelo do segredo que protegia os violadores, a Justiça deu a esperança de que as instituições poderão resistir a esse cínico descaso quanto aos direitos básicos da cidadania. Só o fortalecimento destas nos salvará de mais quebras impunes de sigilo.

*JOSÉ NÊUMANNE É JORNALISTA E ESCRITOR, É EDITORIALISTA DO "JORNAL DA TARDE"

MERVAL PEREIRA


PMDB na encruzilhada

Merval Pereira
O GLOBO - 01/09/10





A primeira coisa que se avalia na cúpula do PMDB sobre as informações de que tanto o PT quanto o PSDB estariam se articulando para neutralizar a força política presumida do partido num futuro governo Dilma é que essas movimentações são uma constatação de que o PMDB será uma força real no futuro governo.

Justamente por isso o PMDB está tentando definir qual será o seu papel e a sua cara no futuro governo. Estão saindo desta eleição mais unidos do que em qualquer momento recente, e a tendência é que apostarão em um projeto conjunto com o governo Dilma, como já apostaram no governo Lula, o que se mostrou muito bom para o partido.

A tendência é que o PMDB saia desta eleição com um resultado muito bom para o Congresso e governos dos estados, como já havia saído muito bem na eleição municipal, o que pode significar para o PMDB um processo de crescimento.

Vai chegar uma hora em que o partido terá que decidir que atitude tomar na formação do novo governo: ou usa sua força para arrancar nacos de poder e contenta todos os segmentos, cada um com seu espaço; ou se vincula a uma agenda de poder.

Há um certo drama existencial dentro do PMDB. Na definição do ex-governador Moreira Franco, representante do partido na elaboração do programa de governo, há uma decisão majoritária no PMDB de mudar a sua prática, porque "nos incomoda muito ter essa imagem de fisiológico".

Há riscos nas duas opções.

Negociar fisiologicamente, como vem acontecendo, reduz a perspectiva do partido, que não participará da orientação do governo.

Vincular-se a um projeto político, porém, aumenta seu risco. A avaliação é que o PMDB correu mais riscos ao apoiar Dilma do que em qualquer outro momento recente da história do partido. E um futuro governo Dilma é uma aposta renovada.

O partido tem tido uma preocupação grande de não começar agora a discussão sobre o novo governo. Inclusive porque o quadro eleitoral não está claro ainda, e o PMDB tem expectativas de se sair muito bem, o que aumentará seu cacife para negociar mais adiante.

Existe também um processo em curso de quebrar estranhamentos com o PT, e por isso não seria recomendável que se antecipe uma disputa que pode ser resolvida mais adiante, com todas as cartas na mesa.

O PMDB sabe muito claramente que ele assusta e preocupa o PT. Quando o presidente do partido e candidato a vice Michel Temer disse que estava disposto a "repartir o pão" com as bases do partido, houve quem no governo tenha comemorado, pois a frase foi vista como um movimento que assustava os demais partidos da base governista com o "apetite" do PMDB.

Uma coisa que preocupa o PT é a possibilidade de os partidos de centro-conservador que fazem parte da base aliada, como o PP e o PR, se aliarem ao PMDB.

Os satélites de esquerda, como o PSB, o PCdoB e o PDT, sairão fortalecidos das eleições, especialmente o PSB, e também começam a se mexer para neutralizar o PMDB. A visão do PT é que ele precisa formar uma maioria dentro da maioria, o que vai contra o PMDB.

Outro complicador, onde fatalmente as forças estarão se contrapondo, é o comando das duas Casas do Congresso. Na Câmara, a disputa se dá em torno de dois políticos muito importantes e representativos dos dois campos.

O candidato do PMDB é o deputado federal Henrique Eduardo Alves, que é muito ligado a Michel Temer e foi fundamental para que o partido assumisse formalmente a candidatura Dilma.

Ele estará no seu décimo mandato de deputado federal seguido, tornando-se o mais antigo da Câmara, e quer marcar o fato presidindo-a.

Do outro lado há o Cândido Vaccarezza, que é um deputado que cresceu muito dentro do PT, muito bem articulado com o Palácio do Planalto.

A solução pacífica desse embate seria repetir a fórmula do segundo governo Lula, quando o PMDB, embora tendo a maior bancada, deixou que o PT presidisse a Câmara com o Arlindo Chinaglia, para depois haver um revezamento e Michel Temer assumir a presidência.

Desta vez, o PMDB quer ter a prioridade.

A questão-chave é saber qual será a função do Michel Temer num eventual governo Dilma. Visto como uma ameaça, existirá o receio de que ele poderá usar sua capacidade de articulação no Congresso para tentar pressionar o governo.

Visto como um recurso, significará que o governo Dilma poderá usá-lo como um articulador político, e ao usálo nessa dimensão o governo estará emitindo um sinal de que confia no PMDB. Se isolálo no papel inócuo de vice, o sinal será de desconfiança.

Moreira Franco diz que hoje o PMDB está praticamente inteiro no apoio a Dilma, e os dissidentes estão isolados. A percepção no PMDB é de que o partido acabará a eleição num grau de unidade que só obteve quando se uniu em torno da candidatura de Tancredo Neves à Presidência, o que levaria ao fortalecimento de um projeto nacional que resgataria o papel do antigo PMDB.

Nossa geração passou a vida lutando por isso, diz Moreira Franco, que relembra a luta do antigo PMDB pela liberdade de imprensa, de opinião, de organização, pelos direitos civis. "Não há hipótese de haver um retrocesso nesse campo", garante, ressaltando a maturidade da sociedade brasileira e as novas tecnologias que dão às pessoas hoje um canal de expressão "que é impossível calar".

A relação entre PT e PMDB, portanto, está por ser construída. A relação evoluiu muito. Não apenas o PMDB deu um apoio a Dilma que nunca havia conseguido anteriormente, em unidade e envolvimento, como o Lula entregou ao PMDB parcelas de poder político de que o PT nunca abrira mão antes, como, por exemplo, não ter candidatos aos governos do Rio e de Minas.

GOSTOSA

JOSEF BARAT


Infraestrutura sanitária, a marca do atraso

Josef Barat 
O Estado de S.Paulo - 01/09/10




Ampla matéria do Estado (Brasil tem 34,8 milhões de pessoas que vivem sem coleta de esgoto, 21/8, A25) abordou o retrato desolador da infraestrutura sanitária no Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. Fica claro que a tão decantada 8.ª economia do mundo não consegue oferecer a grande parte de seus cidadãos a cobertura necessária de serviços de esgotamento sanitário, tratamento e disposição de resíduos sólidos, coleta seletiva de lixo, manejo de águas pluviais e drenagem urbana.

É inacreditável como, no atual ambiente de euforia com os rápidos sucessos econômicos, as condições sociais avancem de forma tão vergonhosamente lenta! Como é admissível que a exorbitante carga tributária cobrada do trabalhador brasileiro não reverta a seu favor na forma de abrangente infraestrutura sanitária?

As deficiências e carências do saneamento, como serviço público essencial, refletem o quadro dramático da distribuição de renda no País. Mas, ao contrário dos bens de consumo privado, não se podem estabelecer "ilhas de proteção" às classes mais privilegiadas, até porque a disponibilidade do serviço não garante necessariamente sua qualidade do ponto de vista da saúde pública. Assim, o "cordão sanitário" tem seus limites no ambiente urbano, em virtude da veiculação de doenças, da degradação ambiental e da possível contaminação e/ou exaustão dos recursos hídricos.

Após mais de duas décadas de indefinições no quadro institucional, a Lei n.º 11.445/07, que estabeleceu diretrizes para o saneamento básico, se tornou um importante instrumento para a tomada de consciência sobre a relevância da infraestrutura sanitária. Propiciou uma visão mais abrangente para efeito de políticas governamentais e possibilidades de parcerias público-privadas. Mais recentemente, a Lei n.º 12.305/10 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que permite avanços significativos para tratamento e disposição, além de prever o fim dos lixões a céu aberto, estabelecendo regras para a gestão dos resíduos. Por meio de novas exigências e incentivos, é um importante passo para a destinação das mais de 150 toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras.

Mas o arcabouço legal é condição necessária, não suficiente. Após décadas de descaso, seria fundamental que as ações no saneamento se agregassem a uma estratégia de estímulo a investimentos, para gerar empregos, ampliar mercados, reduzir desequilíbrios sociais e gerar aumento de produtividade. A legislação torna clara a necessidade de uma abordagem mais integrada dos diversos componentes da questão sanitária e ambiental. A questão agora é superar as limitações crônicas da administração pública, ou seja, valorizar o planejamento de longo prazo, formular políticas integradas e promover ações coordenadas do Executivo, no que diz respeito a: 1) provisão e tratamento de água e esgoto; 2) drenagem urbana e manejo de águas pluviais; 3) coleta e tratamento dos resíduos sólidos; 4) gestão integrada dos recursos hídricos; 5) saúde pública nos seus aspectos preventivos; 6) preservação do meio ambiente; e 7) contínua educação ambiental.

O setor de saneamento passa, sem dúvida, por transformações que visam a superar o modelo anterior, mas muitos problemas ainda esperam por soluções de grande envergadura: os desequilíbrios entre os atendimentos de água e esgotos; a superação dos déficits tanto de esgotamento sanitário quanto de coleta e tratamento de lixo (mais generalizados) e de abastecimento de água (mais regionalizados); e os índices elevados de perdas e desperdícios. Os volumes de recursos para investir na universalização da infraestrutura sanitária são vultosos, e a União não tem demonstrado capacidade de planejamento, formulação de políticas e gestão de sistemas complexos que envolvem os três níveis de governo. Daí a necessidade de encontrar mecanismos mais eficientes de gestão dos recursos públicos, além da segurança jurídica e da regulação, necessárias para atrair capitais privados.

PRESIDENTE DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES DA FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DE SÃO PAULO

CLÁUDIO HUMBERTO

“Nós não vamos dialogar com o crime organizado”
MÔNICA, MULHER DE SERRA, AO CRITICAR A DEFESA DE DILMA DA “INTERLOCUÇÃO” COM AS FARC

DESCOBERTO PLANO DE SEQUESTRO E EXTORSÃO NO DF 
Ao prender um acusado de assaltar chácaras nos arredores de Brasília, a Delegacia de Repressão a Roubos Polícia Civil do DF obteve a informação de que haveria plano para sequestrar empresários e também familiares de vigilantes da empresa de segurança da família da deputada distrital Eliana Padrosa (DEM), para forçá-los a “facilitar” o sequestro da mãe dela, com o objetivo de extorqui-la em R$ 6 milhões. 

ALVOS ESTUDADOS 
À polícia, o assaltante Jeferson Soares, preso em 24 de junho, contou detalhes da rotina da deputada e de empresários, alvos dos criminosos.

SOB INVESTIGAÇÃO 
O bandido disse à polícia que o chefe da quadrilha de seqüestradores seria um tenente da PM de Goiás, que está sob investigação.

CÚMPLICE 
Outro cúmplice do plano de sequestro seria um funcionário da administração do SIA, o Setor de Indústria e Abastecimento de Brasília.

INCONSISTÊNCIA 
Os policiais checam as informações do suspeito. Algumas foram confirmadas, mas a maioria tem sido considerada inconsistente.

DILMA QUER AFASTAR FOFOQUEIROS DO SEU COMITÊ 
Dilma Rousseff quer distância da turma de Marta Suplicy, liderada por um Rui Falcão. Profissionais da fofoca, não hesitaram em constrangê-la com a história do suposto dossiê anti-Serra, criada para afastar o jornalista Luiz Lanzetta da área de comunicação. E seria obra do grupo a especulação sobre “briga por cargos”, com objetivo de isolar Michel Temer e “queimar” nomes. Marta tenta agora colocar panos quentes.

GERANDO CRISES 
No PT, é atribuída a Rui Falcão a decisão – à revelia de Dilma – de não incluir Michel Temer da lista de 25 convidados para o debate da Band.

CRIANDO CASO 
Michel Temer só entrou na Band porque descolou convite da emissora. A turma de Marta alegou que o vice de Dilma “não é problema do PT”.

A ERA DO RÁDIO 
A Câmara dos Deputados renovou, até julho de 2011, o contrato de terceirização com a Plansul na rádio Câmara. Lá se vão R$ 7 milhões. 

IDEIA DE JERICO 
A inteligência da Secretaria de Segurança do DF descobriu um plano para simular um atentado contra o candidato a governador Joaquim Roriz (PSC), em queda nas pesquisas, e culpar adversários. A ideia de jerico é de ex-policiais que optaram pela carreira política. 

LISTA LIPOASPIRADA 
A CPI da Corrupção da Câmara Legislativa deve se reunir nesta quarta, o prazo final, para modificar seu relatório, obra de um deputado do PT. A intenção é excluir figurões da lista de sugestões para indiciamento.

DILMA FOGE DA OAB 
Convidada pelo conselho federal da OAB para apresentar as suas propostas, Dilma Rousseff negou fogo, por orientação do presidente. Aliás, Lula, que não saía da OAB antes de chegar ao poder, não pôs os pés na entidade durante seus dois mandatos.

GOLEADA AMAZÔNICA 
É ruim de voto o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Candidato ao governo do Amazonas e proclamando ter o apoio de Lula, que no Estado tem 90% de aprovação, ele soma apenas 34% no Ibope, divulgado ontem. O atual governador, Omar Aziz (PMN), 54%.

ARRASTÃO NO UNICEUB 
Quinta (26) à noite, alunos do UniCeub, em Brasília, foram vítimas de arrastão, na praça da alimentação. Roubaram-lhes tênis, dinheiro, celulares. A direção da universidade não assumiu responsabilidades. 

BOLSA VOTO 
Atrás nas pesquisas, o governador do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira (PSB), enviou projeto à Assembléia aumentando o valor do programa em 15%. Mas para ser pago apenas no próximo governo. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) é quem lidera o Ibope.

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO 
A unidade da WEG em São Bernardo (SP), de motores elétricos e transformadores exportados para vários países, opera no vermelho. 
Na porta, trabalhadores batem bumbo por participação nos lucros. 

PANCADAS NO CORONÉ 
O deputado estadual Edson Silva, popular no Ceará, foi escalado pelo governador Cid Gomes para atacar o senador Tasso Jereissati (PSDB) nos comícios. A derrota do coronel deixara Lula feliz e pavimentaria para o irmão Ciro Gomes o ministério da Saúde, que ele deseja.

DESCONFIÔMETRO 
O IBGE jura que é tudo sigiloso, mas uma leitora do Rio estranhou quando a recenseadora perguntou-lhe o salário, após registrar o CPF. 

PODER SEM PUDOR 
A MALDIÇÃO DA CADEIRA 
Em campanha eleitoral, Jânio Quadros, visita o Palácio e encontra o presidente do STF. “Nesta cadeira será diplomado um dos três candidatos à Presidência” – disse-lhe o ministro Nelson Hungria. “E o senhor ainda tem dúvida sobre qual será ele?” – respondeu-lhe Jânio. O fotógrafo, atento ao diálogo, convida Jânio a sentar na cadeira. Ele recusa, dizendo:
– Dá azar! – batendo na mesa de madeira ao lado. 

PT :VAGABUNDOS E CORRUPTOS

QUARTA NOS JORNAIS

Globo: Lula deixa para o sucessor orçamento com mais gastos

Folha: Dado da filha de Serra foi acessado na Receita

Estadão: Governo usa 'truques' para garantir meta de contas públicas

Correio: TSE também nega registro a Roriz

Valor: Vendas ao McDonald's abrem mercados da Ásia à Marfrig

Estado de Minas: Mineiros ameaçados pelos coiotes devem ter proteção federal

Jornal do Commercio: Clonagem de cartões bancava vida de luxo

Zero Hora