sábado, julho 31, 2010

MARIO CESAR FLORES

Somos todos simplesmente brasileiros

Mario Cesar Flores 
O Estado de S.Paulo - 31/07/10

É justo proteger comunidades indígenas primitivas e isoladas, assegurando-lhes condições de vida pautadas por suas culturas ancestrais - comunidades que, sem atropelo, serão gradual e naturalmente assimiladas, como sempre aconteceu quando culturas de níveis distintos se põem em contato. Entretanto, em se tratando de índios aculturados - cocar e pintura para a TV... -, que se valem do apoio social público, embora mal atendidos, como grande parte do povo brasileiro, inseridos na moldura da civilização, usufruindo suas vantagens, sofrendo suas atribulações e até cometendo seus delitos (a exemplo da venda clandestina de madeira), é, no mínimo, discutível a prática de nossa penitência pela História, cuja lógica, se estendida ao mundo, subverteria radicalmente a ordem global construída ao longo de séculos.


A solução para esses índios não é a demarcação de áreas imensas, de que já não precisam. É a correta integração cidadã do índio ser humano brasileiro, em áreas adequadas à socioeconomia de cada comunidade, asseguradas as condições (inclusive espaço, se for o caso) para a prática da cultura ancestral espontaneamente mantida - portanto, não orquestrada para a TV. Os critérios demarcatórios hoje usados fariam sentido se o número de índios, o nomadismo e a vida de radical dependência da natureza ainda fossem os anteriores à inserção na civilização. Nas circunstâncias atuais eles precisam mais de políticas social e econômica eficazes e menos de política fundiária antropoideológica. Os índios beneficiários da polêmica demarcação Raposa-Serra do Sol (Roraima) usam seu imenso território ao estilo primitivo de seus ancestrais? Ou vivem atrelados à socioeconomia regional, ao apoio social e até ao financiamento público? Nesta última hipótese, há sentido na extensão definida por parâmetros não mais existentes?
As reivindicações desproporcionais às necessidades não exigidas pela vida selvagem e nômade, de populações indígenas maiores do que as atuais, são autenticamente indígenas? Os defensores das reservas-vastidões arriscariam perguntar a preferência dos índios, entre a vida do passado, dispersos e isolados em grandes extensões, e a integração na civilização, é claro que econômica e socialmente apoiada? Sobre essa dicotomia, uma observação animadora: os soldados do Exército na Amazônia são em grande número de etnias indígenas, familiarizados com as peculiaridades da região, dedicados e eficientes. Resposta de comandante de batalhão do interior da Amazônia, perguntado sobre os problemas indígenas locais: "Isso é coisa de São Paulo e Brasília, aqui índio quer é ver TV no quartel e ser cuidado pelo meu serviço médico..."
A natureza básica dessas observações se aplica, em menor dimensão, à questão quilombola, também ela com sabor de penitência (pela escravidão), que reemerge no século 21 o conceito de raça, enaltecido para justificar o colonialismo europeu na África. Com os índios e quilombolas - e paralelamente, sem conotação territorial, com o sistema de cotas nas universidades, recurso do Estado que abdicou do ensino fundamental e médio de qualidade - estamos criando distinções incoerentes com a miscigenação brasileira. Estamos inserindo um complicador na unidade nacional, já atribulada pela diversidade regional: a admissão de duas cidadanias, a cidadania brasileira e a cidadania-raça, negra ou índia, aplicada a índios e negros nascidos no Brasil, que deixam de ser simplesmente cidadãos brasileiros negros ou de etnias indígenas. A precedência entre a cidadania brasileira e a cidadania-raça, dependente do interesse conjuntural: ser índio ou o vago afrodescendente quando conveniente, ou ser brasileiro negro ou índio quando interessam os direitos da cidadania brasileira. É razoável a demarcação para índios vistos sob a perspectiva da cidadania-raça e, simultaneamente, Bolsa-Família e Pronaf para as mesmas pessoas, agora brasileiros índios?
À semelhança dos impérios do passado, não convém a um país grande e complexo a existência de critérios geradores de sentimentos raciais (ou religiosos...) indutores do solapamento da identidade nacional. Estamos "racializando" o País, criando condições potencialmente estimuladoras desse solapamento, gerando uma divisão em que, dependendo da conveniência, poderá prevalecer a pátria Brasil ou o indigenismo e a negritude. O Estado brasileiro vai acabar tendo de conciliar um "império republicano" de três cidadanias: a eurodescendente, a afrodescendente e a indígena. Em contenciosos que ponham em confronto a ideia nacional e a subnacional, qual prevalecerá? É um paradoxo procurar a união supranacional de base política e econômica (Mercosul, Unasul...) e simultaneamente facilitar a cisão subnacional de base racial!
Tolerâncias dessa natureza têm (no mundo e em todos os tempos) estimulado tensões e até secessões ou, ao menos, pretensões à autonomia singular. A adesão sem ressalvas à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas (ONU) implicará risco de ser a unidade nacional tumultuada pela concepção desagregadora do nacionalismo étnico - que tumultuou a Europa na primeira metade do século 20 e ainda a perturba, talvez com o apoio da ONU e/ou de alguma versão século 21 da concepção do presidente Wilson de um século atrás, favorável à autodeterminação fundamentada no conceito da "nação" étnica e cultural.
Não será surpreendente se, algum dia, uma ONG vier a sugerir plebiscito sobre o status político-administrativo desejado por comunidade indígena travestida de "nação indígena" - já aventada, ainda que até agora sem repercussão significativa, na área Raposa-Serra do Sol -, obviamente restrito à comunidade: o "resto" do Brasil não opinaria. Plebiscito que, se pretendido para o País Basco, Tibete, Xinjiang e Curdistão, seria repelido decisivamente por Espanha, China, Turquia, Irã e Iraque.
ALMIRANTE DE ESQUADRA (REFORMADO) 

PAINEL DA FOLHA

Arranjo no ninho
RANIER BRAGON
FOLHA DE SÃO PAULO 31/07/10

Depois da onda de críticas internas por supostamente não se engajar na campanha de José Serra (PSDB), Aécio Neves negociou ontem um pacote para tentar ajudar o candidato tucano à Presidência que vai além de comitês "anti-Dilmasia" no interior de Minas. A campanha de Serra quer que Aécio apareça ao lado dele fora do Estado para tentar passar a imagem de união. Também avalia gravar um jingle exclusivo para Minas, reforçando o voto no 45 para presidente.
Ontem, o site oficial da campanha tucana passou o dia destacando um vídeo com o discurso do mineiro no lançamento da candidatura de Serra.

Cenário Segundo o último Datafolha, Serra tem 38% das intenções de voto em Minas, contra 35% de Dilma Rousseff (PT). 

Balanço Aécio Neves e Indio da Costa, vice de Serra, se reúnem segunda-feira à noite, no Rio, para discutir estratégias para a campanha de Serra no Sudeste. 

Plano de voo Serra, que cancelou ida a Petrolina (PE) programada para hoje sob o argumento de que precisava de tempo para se preparar para o debate de quinta na Band, estará em Caxias (RJ), numa caminhada com Indio. 

Afago? De Lula anteontem, em Porto Alegre, em meio a elogios a Tarso Genro, candidato do PT no Estado e ex-ministro da Educação no seu governo: "Este companheiro levou para trabalhar com ele um gênio chamado Fernando Haddad, que certamente passará para a história como o melhor ministro da Educação deste país". 

Aplicação Lula editou medida provisória anteontem abrindo crédito extraordinário de R$ 410 milhões para o programa anticrack lançado pelo governo. Dilma tem como uma de suas principais promessas de campanha o combate à droga. 

Matemática O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez graça sobre a proposta da campanha de Dilma de divulgar como programa de governo um documento com "13 compromissos para o Brasil", numa referência ao número usado pelo PT. "Eu sugiro o seguinte: coloca os 13 compromissos do PT e acrescenta dois do PMDB. Daí dá 15", disse. Quinze é o número do PMDB.

Sob pressão A pedido de Lula, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT), tentará votar na próxima semana, de "esforço concentrado" na Câmara, os ajustes no tratado de Itaipu. A revisão, que pode triplicar o valor anual que o Brasil paga ao Paraguai pela compra da energia excedente da hidrelétrica, é criticada pela oposição. A discussão vai respingar na campanha eleitoral, prometem PSDB e DEM. 

Por escrito A próxima etapa da articulação para a aproximação de Dilma com os evangélicos prevê a produção de material de campanha específico a ser distribuído aos fiéis. A ideia é colocar no papel algo como o que foi dito pela candidata no último sábado, em encontro com representantes das igrejas, quando ela citou passagens bíblicas e disse ser "a favor da preservação da vida". 

Linha auxiliar Depois do evento de Dilma com evangélicos em Brasília, o vice Michel Temer (PMDB) foi ontem representar a petista num evento em São Paulo com mulheres de pastores. 

Uai, sô! Do presidente do PT, José Eduardo Dutra, ontem no Twitter: "Indo do Rio pra Curitiba. Tem coisa mais chata do que aeroporto? O pior é que eu não perco a mania mineira de chegar duas horas antes..." 
com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER

tiroteio

Lula começa a se despedir no melhor estilo do seu governo: nomeando apaniguados para cargos públicos como moeda eleitoral. 
DO DEPUTADO JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM-BA), sobre a nomeação de um aliado de Hélio Costa (PMDB), palanque de Dilma Rousseff em Minas, para a diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

contraponto

Graves e agudos A candidata à Presidência Marina Silva (PV) iniciava ontem sua fala na reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Natal, quando a voz falhou. A senadora tentou novamente, saudou os presentes, mas a rouquidão persistiu.
Marina então resolveu brincar com os profissionais de ciência e tecnologia, arrancando risos da plateia:
-Vocês podem ver que anda difícil o manejo sustentável do uso da minha voz...

O ABILOLADO E A VAGABUNDA

EDITORIAL - O GLOBO

Alvaro Uribe tem razão
EDITORIAL 
O GLOBO - 31/07/10
Impregnado de soberba pelos altíssimos índices de popularidade ao longo de quase oito anos de governo, o presidente Lula tem dado inúmeras demonstrações de que pensa estar acima de tudo e de todos. A Justiça eleitoral que o diga. São conhecidas suas tiradas e improvisos em declarações oficiais e de campanha, bem-humoradas umas, exageradas algumas, despropositadas outras.

Ao longo do tempo, a reação passou a ser “mais uma do Lula”, e deixa para lá. Mas, na política externa, as declarações do presidente têm causado estragos. É o que aconteceu com afirmação sobre o incidente entre Venezuela e Colômbia. Lula disse não ver ali um confronto, apenas “um conflito verbal” e pediu paciência até a posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, dia 7.

Ele ignorou solenemente que o cerne do problema não é o presidente colombiano Alvaro Uribe, em despedida do cargo, nem oImpregnado de soberba pelos altíssimos índices de popularidade ao longo de quase oito anos de governo, o presidente Lula tem dado inúmeras demonstrações de que pensa estar acima de tudo e de todos. A Justiça eleitoral que o diga. São conhecidas suas tiradas e improvisos em declarações oficiais e de campanha, bem-humoradas umas, exageradas algumas, despropositadas outras.

Ao longo do tempo, a reação passou a ser “mais uma do Lula”, e deixa para lá. Mas, na política externa, as declarações do presidente têm causado estragos. É o que aconteceu com afirmação sobre o incidente entre Venezuela e Colômbia. Lula disse não ver ali um confronto, apenas “um conflito verbal” e pediu paciência até a posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, dia 7.

Ele ignorou solenemente que o cerne do problema não é o presidente colombiano Alvaro Uribe, em despedida do cargo, nem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Mas, sim, a presença de 1.500 homens das narcoguerrilhas colombianas Farc e ELN em território venezuelano, conforme alerta de Bogotá. Uribe denunciou o fato de o governo da Venezuela nada fazer para impedir que essas forças terroristas, que lutam para desestabilizar a Colômbia, permaneçam em solo venezuelano, fora do alcance do Exército colombiano. Em resposta, Chávez rompeu as relações com Bogotá.

O pior para o governo brasileiro é que Uribe criticou publicamente as afirmações, deplorando “que o presidente Lula se refira à nossa situação com a Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais (...)”.

Neste final de mandato, o governo brasileiro acentuou o caráter ideológico de sua política externa, com péssimo resultado para a credibilidade do país, principalmente como interlocutor confiável na resolução das divergências entre os países sul-americanos. Nesse caminho, a diplomacia brasileira abre mão de parâmetros éticos quando finge não ver grave desrespeito aos direitos humanos em Cuba; quando finge ver “excesso de democracia” (nas palavras de Lula) na Venezuela; quando finge que as Farc não são uma organização narcoterrorista; quando finge acreditar nos propósitos nucleares da ditadura do Irã, quando deseja apenas espicaçar os Estados Unidos, e ainda faz vista grossa ao atropelamento dos direitos humanos por Ahmadinejad. Uma das características da diplomacia lulista foi ressuscitar o viés esquerdista e antiamericano de alguns líderes populistas do chamado Terceiro Mundo de 50 anos atrás. Um dos exemplos disso é a Unasul, organização criada para se contrapor à OEA, e que por isto exclui os Estados Unidos. Tão artificial é a ideia de que os problemas no continente possam passar ao largo de Washington que a própria reunião da Unasul sobre o conflito entre Venezuela e Colômbia foi esvaziada.

Ao criticar o comportamento brasileiro no episódio, o presidente Uribe chama indiretamente a atenção para o fato de, desde o primeiro mandato, Lula ter mantido uma relação próxima com a Venezuela e fria com a Colômbia. Pena, porque a primeira está cada vez mais próxima de uma ditadura efetiva — a chavista. E a segunda, apesar dos inúmeros problemas internos, tem conseguido aperfeiçoar sua democracia. O lulismo prefere más companhias, por simples viés ideológico.

ANCELMO GÓIS

‘Quarup’ alemão
ANCELMO GOIS
O GLOBO - 31/07/10

A Agência Literária Mertin, fundada pela falecida Ray-Güde Mertin, a alemã que era grande amiga do Brasil, vai relançar na Alemanha vários livros do nosso Antônio Callado, o escritor brasileiro autor de “Quarup”.
Rumo a Paris
Eros Roberto Grau, que se aposentou ontem do STF
, quer trabalhar em questões de arbitragens na França e no Uruguai.
Aliás, o ministro é proprietário de um pequeno apartamento em Paris.
Intentona comunista
Em setembro sai no Brasil, pela Record, “Johnny, a vida do espião que delatou a rebelião comunista de 1935”.
Escrito pelo americano R. S.
Rose e pelo canadense Gordon D. Scott, o livro sustenta que o alemão Johann Heinrich Amadeus de Graaf, enviado ao Brasil pelo serviço secreto soviético para ajudar no levante comunista de 1935, era, na verdade, espião do MI6 britânico e delatou Prestes e seus companheiros.
Fuzilado...Aliás, o falso agente, que teve 69 identidades frias, foi executado em Moscou, em 1938.
A conta do acidente
Foi de uns US$ 30 milhões o preju com o desmoronamento de uma sonda no Poço de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
O poço, da Agência Nacional do Petróleo, é perfurando pela Petrobras na qualidade de prestadora de serviços.
Apertem os cintos
Quinta, o piloto do voo 6258 da Avianca, que saiu de São Paulo às 21h20m para o Rio, desabafou pelo sistema de som: — Senhores passageiros, o tempo estimado da viagem é de... não temos! Os aeroportos do Rio, de modo desorganizado e desrespeitoso, não têm previsão, por causa do grande volume de aviões em tráfego...
Paixão por ‘Passione’Veja como o brasileiro, inclusive o internauta, é noveleiro.
Semana passada, o site da novela “Passione” (passione.globo.
com), da TV Globo, bateu o recorde de audiência da emissora.
Quarta, recebeu 1.344.569 visitas.
Quinta, 1.088.277. A média diária é de 540.922.
Cordel tombado
O Iphan deu a partida num processo para analisar o registro da literatura de cordel como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
Eu apoio.
Leite do peito
O Ministério da Saúde decidiu inovar na campanha de amamentação (“Amamente.
Dê ao seu filho o que há de melhor!”), que começa amanhã.
Em vez de um rosto conhecido da TV, o comercial traz a imagem de uma brasileira comum, a pernambucana Wanessa Cristina, de 30 anos.
ZONA FRANCA
O Recomeço (gruporecomeco.com) comemora um ano com diversos animais para adoção.

Déa Trancoso canta hoje e amanhã, às 19h 30m, na Caixa Cultural, com Cláudio Nucci e Mariana Baltar.

Os vinhos Alentex, trazidos pela CCA, estão no Fasano Al Mare.

Felice Caffè terá sorvetes artesanais no lançamento da coleção da Zhari.

Carmelo abre filial no Flamengo.

Chef Pascal Jolly lança menus degustações no Enotria Bistrô Filippo Cappellini, da Pan-Americana, representa o Rio na nova diretoria da Associação da Indústria de Cloro.

Mirna Ferraz lança hoje “Alice disse festa”, no Shopping da Gávea, às 16h.

O “Arraiá Downtown” é neste fim de semana, das 12h às 22h.
Rio sem fradinhos
Carlos Roberto Osório, o secretário de Conservação e Serviços Públicos do Rio, iniciou a retirada dos fradinhos das avenidas Vieira Souto e Delfim Moreira, em Ipanema e Leblon.
Foram emitidas 79 notificações aos condomínios da orla dos dois bairros. Quinta, numa vistoria, a secretaria já constatou a retirada de 18.
Zumbi dos Palmares
Sabe aquela escultura de Zumbi dos Palmares no monumento erguido em 1986, na Praça Onze, no Rio? Será retirada amanhã por técnicos da prefeitura. Mas, calma, movimento negro. A obra voltará ao lugar em dois meses.
É que, desbotada, com fissuras e pichada por vândalos, será restaurada pela Secretaria de Conservação. Que bom.
Quem dá mais?
A prefeitura do Rio vai leiloar, dias 3, 4, 5 e 9 agora, 560 veículos apreendidos na cidade e não resgatados pelos donos.
No pregão, a cargo da RC Leilões, há até um Honda Fit 2008.
Para participar, é preciso se cadastrar no site rcleiloes.com.br.
Eleição no MP
No fim do ano, haverá eleição no Ministério Público do Rio.
Marfan Martins Vieira, exprocuradorgeral de Justiça, deve ser candidato.
Volta, Orlando
Tem freguês ilustre do Esplanada Grill, em Ipanema, triste.
É que a casa demitiu o garçom Orlando Braga, há 22 anos ali. Liderada por Kleber Leite, excartola do Flamengo, a turma faz a campanha “Volta, Orlando”.
GIOVANNA EWBANK, lindeza de atriz, posa para a posteridade nos bastidores de entrevista ao programa “Tamanho único”, do GNT, que vai ao ar dia 20
SÍLVIA BUARQUE e Maria Bethânia trocam um chamego na plateia de “Doido”, de Ellias Andreato, no Espaço Tom Jobim
PONTO FINAL
“Elle” é outro que confirma a sabedoria do Barão de Itararé, quando disse que, “de onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo”.

GOSTOSA

MAURO CHAVES

E o Sergipe, ministro?
Mauro Chaves 
O Estado de S.Paulo - 31/07/10

Com boa didática o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, em entrevistas e palestras, tem explicado à sociedade brasileira a função e o sentido de nossa Justiça Eleitoral. Como não é comum em outros países do mundo uma Justiça exclusivamente eleitoral - a ponto de alguns a julgarem uma custosa inutilidade -, é com percuciência que Lewandowski argumenta em torno da necessidade histórica e da evolução política que tem significado - a partir da extinção das "eleições a bico de pena da República Velha" - a estrutura da Justiça Eleitoral em nosso país, bem como seus aperfeiçoamentos tecnológicos, que já são referência para as democracias do mundo contemporâneo.


O ministro também se tem pronunciado, positivamente, a respeito da importância da Lei da Ficha Limpa, sobre a qual prognosticou: "Pode ter a certeza de que a lei vai pegar." Tal posição, assumida por quem também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), diminui a preocupação quanto à possibilidade de essa lei poder ser derrubada em razão da prevalência de filigranas interpretativas, supostamente constitucionalistas. Afinal de contas, a esta altura do desprestígio de imagem dos "representantes do povo" (o que significa injustiça para com os muitos políticos honestos do Brasil), uma iniciativa popular, mobilizando cerca de 3 milhões de cidadãos, para exigir do Congresso Nacional mudança legislativa, capaz de dar mais correção e decência à seleção de pessoas que disputam mandatos legislativos ou governos, é uma raridade. É sinal de que as reservas de esperança quanto à vida pública nacional ainda não se esgotaram, mesmo que os jovens que adquiriram o direito de voto se mostrem cada vez menos interessados nisso.
Independentemente do mérito de qualquer processo de impugnação de candidaturas que aqui se mencione, há que registrar a grande quantidade de pessoas que não conseguiram obter registro - cerca de 3 mil - e, certamente, muito mais do que isso a daquelas que desistiram, antecipadamente, de se candidatar para evitar a vexatória rejeição. Aqueles com currículo mais assemelhado a um prontuário policial puseram, prudentemente, suas barbas de molho. E como disse uma procuradora eleitoral, com certeza já se passou uma peneira que livrou a sociedade brasileira de um batalhão de bandidos - embora as peneiras ainda deixem passar muita coisa indesejável.
Há certas expressões meio tolas que de vez em quando aparecem na mídia e são repetidas ad nauseam, sem contestação. Uma recente é a que fala dos riscos de "judicialização do processo eleitoral". Ora, se o que se refere à exigência do cumprimento da lei e ao exercício da tutela jurisdicional do Estado é "judicialização" - palavra, aliás, que não existe nos dicionários -, pode-se falar em judicialização de tudo: do xingamento no trânsito ao concurso acadêmico ou à confecção de apostilas sobre iluminuras chinesas. Então, condena-se o ato de "judicializar" as eleições, ou de deixar que a Justiça Eleitoral impeça que entrem ou continuem na política - com base na lei - aqueles que seriam barrados, por lacuna de idoneidade, para cargos de alta responsabilidade em quaisquer instituições públicas ou privadas do País.
Já era de esperar que as oligarquias regionais tentassem derrubar regras eleitorais que pusessem em risco a continuidade dos seus currais familiares e/ou de apaniguados, assim como se previa sua forte resistência, por meio da proliferação de recursos e chicanas, a algum rigor seletivo (ético, legal ou mesmo policial) no registro de candidaturas pela Justiça Eleitoral. Mas é aí que devem prevalecer a força, o sentido e o valor maior da Justiça Eleitoral brasileira, tal como consta nas mencionadas explanações de seu atual comandante. Pois, acima de tudo, são a isenção e a independência política da Justiça Eleitoral que geram a segurança da sociedade na democracia.
Nesse sentido, está parecendo muito esquisito o caso de Sergipe. Seu governador, apesar de sofrer na Justiça Eleitoral o processo ajuizado há mais tempo, ainda não foi julgado, estando a poucos meses de terminar o mandato e sendo candidato à reeleição. Acusado de, na condição de prefeito, ter desviado dinheiro público para animar sua candidatura a governador - conforme ampla matéria publicada pela revista Veja em 10 de maio de 2006 -, Marcelo Déda (PT) teve processo (provocado por um partido, mas assumido pelo Ministério Público) ajuizado no TSE em 20 de dezembro de 2006. Compare-se com a situação de outros governadores: Jackson Lago (PDT), do Maranhão, teve processo ajuizado no TSE em 23 de janeiro de 2007, já foi julgado e cassado; Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins, teve processo ajuizado no TSE em 2 de fevereiro de 2007, já foi julgado e cassado; Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, teve processo ajuizado no TSE em 5 de fevereiro de 2007, já foi julgado e absolvido; Ivo Cassol (PPS), de Rondônia, teve processo ajuizado no TSE em 5 de março de março de 2007, já foi julgado e absolvido; Cássio Cunha Lima (PMDB), da Paraíba, teve processo ajuizado no TSE em 22 de novembro de 2007, já foi julgado e cassado.
Não vem ao caso aqui entrar no mérito das acusações contra Déda. A grande estranheza é o fato de os processos mais recentes dos outros governadores já terem sido julgados pelo TSE e o dele - o mais antigo - ainda não. Mas não será uma injustiça contra os eleitores sergipanos (inclusive os próprios petistas) o Tribunal Superior Eleitoral deixar de dizer, antes do fim de seu mandato e das eleições de outubro, se o governador Marcelo Déda é culpado ou inocente? E será que a ele mesmo isso não interessa?
JORNALISTA, ADVOGADO, ESCRITOR, ADMINISTRADOR DE EMPRESAS E PINTOR.

CLÁUDIO HUMBERTO

“O comportamento, travesti, de esquerda, do FHC, me iludiu”
ROBERTO REQUIÃO, EX-GOVERNADOR DO PARANÁ, SOBRE O JANTAR DE RONALDO COM SERRA E FH

CORREIOS: SAÍDA DO EX-PRESIDENTE FOI HUMILHANTE 
A saída de Carlos Henrique Custodio da Empresa de Correios e Telégrafos foi marcada pela humilhação. Nem sequer o avisaram quem seria o substituto. Ele ainda ocupava sua mesa de trabalho quando soube que o novo presidente, David José de Mattos, por ordem da ministra Erenice Guerra (Casa Civil), aguardava em uma sala que ele, digamos, “desocupasse a moita”. Trocaram um gélido aperto de mãos.

DE QUEM?
Carlos Custódio inventou um factoide na Presidência só para agradar Lula, mas sua demissão já estava decidida. Queixou-se de “traição”.

VOCÊ JÁ SABIA
Esta coluna noticia há meses a deterioração dos serviços dos Correios. Em 10 de junho revelou que Lula decidira demitir Carlos Custódio.

CELEBRAÇÃO 
Aliviados com fim da “era policial” de Custódio nos Correios, carteiros e sindicalistas se abraçavam como num dia de conquista de título.

HOMEM-BOMBA
O “homem-bomba” Pedro Magalhães desconversa sobre supostas “falcatruas” do ex-presidente da ECT. Deve ter levado uma prensa.

ABORTADA MANIFESTAÇÃO NAZISTA EM SÃO PAULO 
Uma “marcha em homenagem a Rudolf Hess”, programada para o dia 14, em São Paulo, foi cancelada ontem pelos organizadores antes que a Polícia Federal os metesse na cadeia. O objetivo era lembrar os 23 anos da morte do político nazista, braço direito de Adolf Hitler que o ajudou a escrever o livro Mein Kampf. A ousada marcha, proibida por lei, começaria no prédio do Masp e seguiria até a praça Oswaldo Cruz.

ALELUIA, IRMÃO 
O Conselho de Igrejas e Pastores Evangélicos, que reúne mais de um milhão de fiéis, resolveu apoiar Agnelo Queiroz (PT) ao governo do DF. 

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA... 
Contaram a José Serra que mineiro adora frases de efeito, por isso o candidato tucano abusou delas na visita a Minas Gerais, ontem.

CAVALHEIRISMO 
Simpático com o mulherio, Itamar Franco se ofereceu ontem em BH para segurar o gravador de uma repórter, poupando-a de tanto esforço.

NEOMINEIRO 
O desempenho de Dilma Rousseff (PT), que passou e abriu vantagem, levou José Serra (PSDB) a Minas Gerais pela terceira vez em dez dias. Aécio Neves brincou consigo mesmo: “Ele tem vindo mais aqui do que eu...”.

O CIRO DE SERRA
Repetindo Ciro Gomes, que declarou apoio a Dilma Rousseff após atacá-la, o confuso ex-presidente Itamar Franco (PPS) anunciou ontem apoio a José Serra, após desancar o candidato tucano a presidente.

OLHOS NOS OLHOS 
A reunião em que Itamar Franco foi “convencido” a apoiar José Serra ocorreu no último andar de um edifício modernoso onde mora o ex-governador de Minas Aécio Neves, no bairro Anchieta, em BH.

VIM AQUI PARA CONFUNDIR
Itamar continua com a mente tortuosa de sempre. Indagado sobre sua mudança de atitude em relação a José Serra, respondeu: “Em política, quando você não pode falar mal de alguém, você não fala bem”. Hum...

SOLIDARIEDADE BANDIDA 
O Ministério das Relações Exteriores segue fazendo bobagens. Agora vai doar 500 mil dólares a “refugiados colombianos” no Equador. Na verdade, narcoterroristas das Farc abrigados em território equatoriano.

LOJA DE LOUÇAS
Dois oficiais brasileiros de alta patente participam em Spiez, Suíça, do 12º Curso de Direito Internacional de Conflitos Armados. Na verdade, quem deveria estar lá, aprendendo calado, era o presidente Lula.

ROLANDO LERO
A visita de Lula ontem (com Dilma) ao Rio Grande do Sul foi a soma do nada com coisa nenhuma: inauguração de edital de obra de estrada, ordem de começar outra e empréstimo à prefeitura, próprio de gerente de banco. E chamou de “Gasênio”, a Usina do Gasômetro.

DETALHES TÃO PEQUENOS
No comício do Gigantinho, em Porto Alegre, Lula, “fora do horário de expediente”, usava o broche com a bandeira do Brasil, que esqueceu no primeiro encontro oficial com o ex-presidente George W. Bush. 

VÉSPERA DE SÁBADO
O presidente de “8 às 18 horas” terminou o dia ontem às 15h25. Lula agora inaugura até placa de encontro, desta vez com uruguaio José Mujica. 

PODER SEM PUDOR
A VOZ DAS URNAS 
Rubem Berardo disputava com Sérgio Magalhães a candidatura pelo PTB ao governo do Rio de Janeiro, contra Carlos Lacerda. Na convenção, ele tentava falar, mas as vaias não deixavam. Gritou:
– Não adiantam essas vaias! Ninguém calarão (sic) minha voz!
Os votos calaram a candidatura dele.

O ESGOTO DO BRASIL

SÁBADO NOS JORNAIS

Globo: Rio começa obra de metrô com trajetos não definidos

Folha: Célula-tronco de embrião será testada em humano

Estadão: Um ano depois, Sarney barra inquérito dos atos secretos

JB: EUA: PIB dá novo susto

Correio: Maquiagem na farra de gastos da Câmara

Jornal do Commercio: Crédito fica só na promessa

Zero Hora: Reféns de uma ponte