sábado, junho 26, 2010

MERVAL PEREIRA

Quem é vice?
MERVAL PEREIRA
O GLOBO - 26/06/10


De repente, quando ninguém queria ser o vice de José Serra, abre-se uma crise na coligação oposicionista justamente devido à disputa pelo posto. Os últimos dias foram gastos em reuniões infindáveis para analisar o que estaria acontecendo no Sudeste para permitir a ultrapassagem da candidata oficial logo na região onde a oposição tinha mais possibilidade de se impor ao governo.
As pesquisas recentes confirmavam que o país está dividido, desde a eleição de 2006, mesmo com a alta popularidade do presidente Lula, e que as questões regionais têm mais preponderância na escolha do voto que ideologias.

Toda a estratégia oposicionista está baseada em garantir as regiões “tucanas” e tentar reduzir a diferença nas dominadas pelo “lulismo”.

Na mais recente pesquisa do Ibope, em que surgiu pela primeira vez a candidata oficial, Dilma Rousseff, à frente de Serra, o candidato tucano melhorou no Nordeste (27% para 30%) e no Norte/ Centro Oeste (31% para 34%), cumprindo assim com sucesso a estratégia.

Mas caiu justamente nas duas regiões em que predomina o eleitorado “tucano”. No Sul, caiu de 46% para 42%, mas ainda lidera a disputa. E, no Sud e s t e , registrou se a maior reviravolta: Serra caiu 5 pontos, indo para 36%, e Dilma cresceu 4 pontos, alcançando um empate técnico.

Numa visão otimista, é melhor que essa mudança tenha se registrado em regiões onde o PSDB e aliados são fortes, pois indicaria que há condições de reverter esse processo.

U m processo , aliás , que teve início na ameaça de dissidência do Rio de Janeiro na chapa de Fernando Gabeira, com o PV e o PSDB reagindo a uma coligação com o DEM de Cesar Maia.

Por pouco a convenção para ratificar a candidatura de Gabeira não se realizou.

Por mais dificuldades que os parceiros tenham para caminharem juntos, é preciso fazer movimentos coordenados com os aliados, e não é isso o que está se vendo na escolha do vice.

O processo decisório começou com um equívoco político realmente sério, com a ideia de emplacar a vereadora Patrícia Amorim, do PSDB do Rio, c o m o c ompanheira de chapa de Serra.

Chegou a haver consultas sérias a respeito, e o melhor argumento a favor era o de que a vereadora, presidente do Flamengo, poderia levar para a candidatura um sopro popular no Rio de Janeiro, com reflexos em outros estados do país onde a torcida do Flamengo é grande.

Um argumento típico de quem está perdido na busca de um reforço em um dos estados da região Sudeste onde Serra perde terreno.

Apesar da pressa de alguns políticos imediatistas, que já cercavam a vereadora como se ela fosse a salvação da campanha, ao final de algumas consultas ficou claro que não era ali que estava a solução de uma questão política.

Já a escolha do senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, tem a vantagem de consolidar a presença da oposição no Sul do país, garantindo a adesão do senador Osmar Dias, seu irmão.

Mas se esqueceram de combinar com os russos, como diria Garrincha.

O DEM, parceiro de primeira hora do PSDB, já se sente em condições de reivindicar posição de honra na coligação, digerida a crise do mensalão de Brasília.

O PSDB, e o próprio Serra, não pensam desse jeito, e gostariam de manter a coligação, com os preciosos três minutos de propaganda de rádio e televisão, mas sem ter que sair de mãos dadas com o partido que, temem, ainda está com a reputação abalada pelo escândalo.

Mas, como não é possível explicitar tais sentimentos, o PSDB esperava que o DEM ficasseem uma posição recatada nas discussões, acatando qualquer decisão que surgisse de um suposto “comando de campanha” do qual o presidente de honra do DEM, ex-senador Jorge Bornhausen, e o presidente, deputado Rodrigo Maia, fazem parte, mas de cujas reuniões, se é que aconteceram, não foram convidados a participar.

O resultado da fatídica pesquisa do Ibope deu forças ao DEM para reivindicar seu lugar na chapa, colocando na balança seus minutos de propaganda eleitoral.

A discussão não é feita em termos tão crus, embora seja isso mesmo o que está acontecendo.

Os dirigentes do Democratas consultados mostraramse unidos na recusa em abrir mão do cargo, a não ser que fosse para o ex-governador mineiro Aécio Neves, e alegaram temer não terem condições de controlar suas “bases” na convenção marcada para o dia 30, prazo derradeiro para a definição oficial da coligação.

No mesmo dia , por exemplo, as regionais de Sergipe e Pernambuco farão suas convenções, totalmente fora do controle na direção nacional, se não houver o compromisso de que o partido ficará com a vice-presidência.

O deputado Ronaldo Caiado, por exemplo, que apoia de má vontade o senador tucano Marconi Perilo em Goiás, está doido para romper a aliança.

Em todas as conversas, a impossibilidade de garantira realização da convenção nacional do partido a tempo de formalizar a aliança é colocada na mesa, travando a decisão final.

Que já tem no senador Álvaro Dias um vice convidado e que aceitou, e está sendo vetado por um dos grupos aliados. Para quem não tinha vice nenhum, até que a confusão está de bom tamanho.

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Patologia
SONIA RACY
O ESTADO DE SÃO PAULO - 26/06/10

Após o incêndio no Instituto Butantã, pesquisadores de outros centros estão preocupados em perder seus trabalhos para o fogo. O prédio do Instituto Biológico, por exemplo, não tem brigada de incêndio, nem portas corta-fogo. Parte da rede elétrica é antiga e fica exposta. Há laboratórios em que não se pode ligar dois aparelhos elétricos de uma vez, pois a energia cai.
Também falta acessibilidade. Com sete andares e cerca de 120 servidores, conta apenas com dois elevadores da década de 40, que apresentam problemas quase que semanalmente.
Patologia 2
A direção do IB confirma as informações. Mas avisa que tramita projeto de R$ 30 milhões para o restauro total do prédio e de suas unidades.
Devagarinho
O MinC aprovou nesta semana projeto de R$ 2 milhões para captação de verba, por meio de renúncia fiscal, para celebrar os dez anos do Via Funchal. Com realização de dez shows.
Só que o projeto é de dois anos atrás. E a casa de shows já caminha para seus 12 anos. Ao saber da aprovação, a equipe do Via Funchal disse que buscará outro mote para comemorar.
Raio X
O Instituto Análise coletou novos dados sobre o uso do serviço municipal de saúde de SP. Entre os que têm plano de saúde, 46% dizem optar pelo atendimento público por causa da praticidade -como o uso ambulatorial (81%) e a retirada grátis de remédios (80%).
Control C
Miguel Bucalem, do Desenvolvimento Urbano, passa uma semana na África do Sul. Busca inspiração para potencializar a aplicação de verbas em infraestrutura na Copa de 2014. E, também, saber como atrair recursos de investidores.
Invasão literária
São Paulo será invadida por livros gigantes na primeira semana de agosto. Os exemplares têm mais de 1,80 de altura e servirão para propagandear a Bienal do Livro na cidade. Com aval da Cidade Limpa.
Controle remoto
Às saudosas de Eduardo Moscovis na televisão, calma. O ator fará uma participação na série da TV Globo, As Cariocas, de Daniel Filho.
A previsão de estreia é no segundo semestre.
Para todos
À frente da Organização Social Santa Marcelina Cultura e do Festival Internacional de Campos do Jordão, Paulo Zuben está mergulhado em uma missão cultural. Quer democratizar o acesso à música erudita. Para tanto, investe na expansão do festival, aumentando o número de eventos gratuitos e trazendo a série especial de concertos pela primeira vez para SP.
Como será a expansão do festival e os diferenciais em relação aos últimos anos?
O festival tinha o perfil de orquestra jovem, só acontecia em Campos do Jordão e a programação era de três semanas. Este ano, conversamos com a Secretaria de Cultura e resolvemos expandir, trazendo o evento para São Paulo. O melhor da programação que só acontecia em Campos virá à Sala São Paulo e para o Sesc Vila Mariana. Além disso, teremos mais tempo para concertos e aprimorar as atividades pedagógicas.
O publico também terá mais acesso à programação?
A ideia de expansão significa mais lugares e apresentações gratuitas. Teremos 40 concertos na praça do Capivari, em Campos, por exemplo. Outro objetivo é ter formação de publico. Queremos iniciar um programa de formação musical na cidade, aproximar a população do festival. Vamos explicar um pouco das peças que serão tocadas e capacitar 50 professores da rede. 
E qual será a participação da Osesp no evento?
A Osesp levará nove concertos para Campos. Com uma programação diferenciada, que vai trazer mais visibilidade para o festival. Democratizar esse acesso já é, por si só, uma mudança significativa.
Qual é a principal atração do festival este ano?
Ah, serão várias. Mas só para citar algumas especiais, teremos Nelson Freire com a Filarmônica de Minas Gerais, Cristina Ortiz, que tocará peças de Chopin e o duo inédito de Maria João Pires com Antonio de Menezes.
MARILIA NEUSTEIN
Na frente
Daniel Galera e Rafael Coutinho lançam hoje o livro de quadrinhos Cachalote. Na loja de mesmo nome.
A Editora Paz e Terra, o Instituto FHC e o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais promovem, dia 1º,debate sobre as FARC. Com Daniel Pécaut, Luiz Felipe Lampreia e Raul Jungmann.
Aliás, FHC foi visto, anteontem, jantando no restaurante Chez Georges, em Paris.
Otto volta aos palcos paulistanos com show do disco Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, dia 2, na choperia do Sesc Pompeia.
Rubens Barrichello ficou para trás no golfe. Em 13º, no 29 Aberto de Golfe Embrase Terras de São José.

GOSTOSA

JOSÉ (MACACO) SIMÃO

Sem Kaká é um Kokô!
JOSÉ SIMAO
FOLHA DE SÃO PAULO - 26/06/10


E agora vamos pegar o Chile. O Chile é bom pra esquiar. Ueba! Vamos esquiar nos chilenos



BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! Direto da Cópula do Mundo!
Dunga burro! Jegue empacado. Com aquela camisa de técnico de informática!
Brasil contra Portugal. Patrocínio: Playboy! PELADA! Pelada por pelada, eu prefiro a minha nega!
E se o Dunga gosta tanto de volante, ele deveria ser motorista de Kombi escolar!
Empate pra ele é vitória. A vitória do empate!
E duas coisas que ainda não vi nesta Copa: a seleção jogar bonito e o pescoço do Maradona!
E o Júlio Baptista assistiu ao jogo de um lugar vip: do meio do campo. Nem relou na bola!
E a mãe do Cristiano Ronaldo fez uma promessa para o jogo de ontem. Se Portugal ganhasse, ela raspava o bigode. Rarará!
E o Kaká no banco? Orando pelo Twitter. Rarará! Mas a seleção sem o Kaká é um Kokô!
E cadê o Robinho? Para pular mais do que saci de duas pernas?
E o Galvão? O Hexagerado! Adoro a matemática maluca do Galvão: "Se a Inglaterra empatar com os pigmeus de Botsuana, a Eslováquia fizer um gol, o vento bater a favor e o cara conseguir vender todo o engradado de cerveja dele, o Brasil faz dez pontos".
E a Fifa elege Cristiano Ronaldo como o melhor em campo! É piada de português? O Cristiano Ronaldo é o melhor jogador DEPILADO em campo!
E o site sensacionalista revela que os portugueses continuam assistindo à reprise do jogo. Na esperança de que Portugal desempate! Rarará!
E agora vamos pegar o Chile. O Chile é bom pra esquiar. Ueba! Vamos esquiar nos chilenos.
E o Ciro Botelho me disse que vai dar um "antônio nunes" no Dunga! Antôôôônio nuuuunes PÁ!
Seleção dos peladeiros! Sugestão de um leitor de uma seleção melhor que a do Dunga contra Portugal. Seleção dos Caçadores da Serra da Jiboia: Téo Maneta, Muela, Zé Metranca, Pé de Cabra, Alaor Capeta e Curisco Ruim. Capiroto, Tonho Gonorreia e Macabro. Ataque: Matoso Rola Preta e Dino Rabicó! Isso é ataque nuclear. E ainda tem gente com medo do Irã? Rarará.
E, em represália a Portugal, hoje eu não compro pãozinho na padaria. Só pão Pullman no supermercado! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

MÔNICA BERGAMO

EI DO SOPRO 
Mônica Bergamo
FOLHA DE SÃO PAULO - 26/06/10
O paulista Flavio Gabriel Parro da Silva, 30, começou a tocar trompete aos 11 anos e hoje é um dos integrantes da Osesp; neste ano, ele conquistou o segundo lugar em um dos mais renomados concursos internacionais de música, o "Primavera de Praga"
VITRINE BLINDADA

O shopping Cidade Jardim, que passou por dois assaltos entre maio e junho, vai usar a área da rampa de entrada, por onde os bandidos entraram em ambos os roubos e que foi desativada, para construir um anexo de três andares. A expansão terá cerca de 15 lojas e deve ficar pronta no início do próximo ano.

VOTO GAY
Enquete promovida pelo site da revista gay "G Magazine" pergunta em quem o internauta vai votar para presidente. A candidata Dilma Rousseff (PT-RS) lidera a PESQUISA com 40% das intenções, de um total de cerca de 180 mil votos. José Serra (PSDB-SP) e Marina Silva (PV-AC) empatam na casa dos 20%.

ROLA A BOLA
E o tucano José Serra deve assistir à partida do BRASIL nas oitavas de final da Copa, na semana que vem, ao lado de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, no interior do Estado. A reunião da agenda de campanha do presidenciável, que normalmente acontece às segundas, foi transferida para a última quinta, para não concorrer com o jogo.

AVIÃO NA PISTA
O Catavento, museu de ciências no parque Dom Pedro, vai gastar cerca de R$ 60 mil para transportar um avião DC-3 do Museu da Tecnologia, na Cidade Universitária, até sua sede. Ele será levado em duas etapas: na madrugada de amanhã, vai o corpo da aeronave; na de segunda, vão as asas. A operação contará com 20 pessoas, uma carreta, três carros de escolta, duas viaturas da CET e um guindaste.

ESQUINA DE GIL E PELÉ
O cantor Gilberto Gil, que comemora aniversário hoje com show em Jequié, na Bahia, teve uma rua batizada com seu nome na cidade Senhor do Bonfim, no mesmo Estado. A via faz esquina com a rua Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

DE OLHO NO VALE
Representantes do Conselho Nacional de CULTURA e Artes do Chile estiveram no BRASIL há alguns dias para conhecer programas do MINISTÉRIO DA CULTURA - entre eles, o VALE-CULTURA.

NOTAS MUSICAIS
A atriz Débora Bloch apresentará o Prêmio da Música Brasileira, no dia 11 de agosto, no Theatro Municipal do Rio. O evento homenageará Dona Ivone Lara.

ÚLTIMA PEGADA
O astronauta Gene Cernan, comandante da espaçonave Apollo 17, em 1972, e último americano a pisar na Lua, vai participar de um seminário de segurança de voo que a Bombardier promove no dia 11 de agosto, em SP.

CARIOCA GRINGA
A atriz Denise Dumont, radicada nos Estados Unidos, fará uma participação na minissérie "As Cariocas", da TV Globo. Será a mãe da personagem de Paola Oliveira.


PÃO DE QUEIJO NO PALITINHO
O Instituto Tomie Ohtake inaugurou a exposição "Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas" nesta semana, em São Paulo. A mostra reúne 45 pinturas de Guignard e paisagens do chinês Zhang Daqian, entre outras obras.

HORA DO SHOW
A banda Capital Inicial fez festa de lançamento da turnê "Das Kapital" na recém-inaugurada casa de shows Estúdio Emme, na avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros.

CURTO-CIRCUITO
O grafiteiro Zezão inaugura a exposição "Vari Ações Urbanas" hoje, às 16h, na galeria Choque Cultural.
O Sesc Pinheiros comemora um ano do PROJETO "Improviso" com apresentações de dança de diversos grupos, hoje, das 10h às 22h, na praça de eventos da unidade. Livre.
A designer Regina Dutra realiza hoje, às 17h, em seu ateliê, o evento "Abertura de Fornada", com exposição de cerâmicas e pinturas.
Acontece hoje o "Arraial 284", na loja da marca 284, na rua Oscar Freire, nos Jardins, das 14h às 18h.
O PROJETO "Toyota Trilhas da Natureza" acontece hoje, em Indaiatuba (SP), com show gratuito da banda Os Paralamas do Sucesso. Livre.

com DIÓGENES CAMPANHA, LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA

reCUrso

MÍRIAM LEITÃO

Fé e política 
Miriam Leitão
O GLOBO - 26/06/10


Na entrevista que fiz esta semana com Marina Silva não perguntei de religião. Foi proposital. Ao me preparar para a entrevista, me dei conta de que já entrevistei muitos candidatos à Presidência, nas últimas cinco eleições, e nunca perguntei a qualquer dos candidatos se, de alguma forma, suas convicções religiosas seriam parte do PROGRAMA de governo. E eles tinham religião.

As perguntas sobre a religião evangélica de Marina Silva aparecem de várias formas, são recorrentes, todas revelam o mesmo temor: o de que ela imponha ao país, caso eleita, suas crenças religiosas através do currículo escolar ou padrões de comportamento. Um temor que mais parece preconceito. Primeiro, ela não tem esse perfil autoritário, aliás é uma pessoa pública que marcou sua vida pelo diálogo. Segundo, e mais importante, nós temos uma democracia forte, vibrante, capaz de reagir a quaisquer tentativas de cerceamento da liberdade individual. Vejase a tentativa do governo Lula de impor o controle da imprensa, em 2003, através de uma agência de AUDIOVISUAL e de um conselho de jornalistas. Não deu certo. Em outros países latino-americanos, os governantes foram bem mais sucedidos.

Ninguém pergunta a um candidato católico se ele vai proibir a pílula, exigir que os brasileiros não usem métodos contraceptivos, apesar de isso ser uma orientação do Vaticano para as famílias. Não teria cabimento essa pergunta, porque é claro que o candidato, se eleito, nem tentaria uma barbaridade dessas, e se tentasse, as famílias ignorariam.

Mas à Marina a pergunta se ela implantaria políticas públicas baseadas na visão da igreja que frequenta aparece insistentemente.

O BRASIL é um país laico e assim continuará. Marina está sendo vítima de erros de alguns políticos evangélicos que têm tentado transformar púlpito em palanque, o que é detestável da perspectiva religiosa e uma ameaça à qualidade da democracia.

Fé e política são questões que devem estar separadas. Apesar disso, os candidatos em campanha sempre vão a eventos religiosos, de diversas confissões, num chamado indireto aos fiéis. Se visitar diversos cultos for uma demonstração de tolerância religiosa, é excelente; se for uma tentativa de manipular a escolha do eleitor religioso, é um retrocesso.

A grande questão é: por que Marina é crivada de perguntas sobre sua fé e não há a mesma ilação sobre o risco de transposição das doutrinas religiosas para as políticas públicas quando o candidato é da religião dominante no país? Aos outros, basta responder afirmativamente à pergunta clássica se acredita em Deus.

E nisso aí, há uma hipocrisia: só se aceita como boa a resposta positiva, como se o BRASIL não pudesse ser governado por um agnóstico.

A imprensa brasileira lida de forma mais civilizada com questões da vida pessoal do que a imprensa de outros países.

Há na americana uma obsessão puritana por saber quem tem ou teve amante; quem traiu ou não o cônjuge.

Isso é tão definitivo que uma infidelidade conjugal pode acabar com a candidatura.

A imprensa brasileira só dá atenção a casos pessoais quando eles envolvem questões públicas.

Um exemplo, o caso do senador Renan Calheiros.

A pauta não era se o então presidente do Senado tinha uma filha fora do casamento, mas o fato de que as contas da mãe da filha eram pagas no escritório de uma empreiteira.

Temos sabido distinguir entre fatos da vida pessoal que pertencem à privacidade do candidato, daqueles fatos que se transformam em questões públicas. Já a imprensa americana tem compulsão por investigar a vida dos candidatos atrás de amantes pretéritas e presentes.

Mas não temos passado bem no teste da escolha religiosa, se ela for qualquer uma que não a católica. O que é preciso, de novo, é fazer a distinção entre o que é assunto público do que pertence especificamente à pessoa do candidato.

A questão do ensino do criacionismo apareceu como um assunto público.

A "Veja" perguntou a ela, em setembro do ano passado, se o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas. Ela garantiu que jamais defendeu a ideia de criacionismo como matéria obrigatória. Explicou que a confusão surgiu porque, numa palestra num colégio adventista, diante de uma pergunta se o criacionismo poderia ser ensinado na escola, ela respondeu "desde que ensinem também o evolucionismo." A pergunta continuou sendo feita em cada entrevista.

Eu particularmente acho que as religiões têm o direito de ensinar, em seus recintos, as suas crenças sobre a origem da vida e do aparecimento do ser humano no Planeta. Mas isso deve ficar restrito ao ambiente religioso. Nas escolas, o que se ensina é ciência. As bíblias católica e protestante, a Torá, o Corão, e outros textos religiosos têm a mesma explicação de um força superior criadora da vida. Se é assim geral, por que só à Marina essa pergunta é feita? Me perguntei tudo isso ao me preparar para entrevistar Marina Silva e decidi que esse tema não estaria entre os que abordaria.

Senti que só poderia fazer para ela perguntas sobre o risco de políticas públicas inspiradas em sua fé se tivesse feito as mesmas perguntas aos outros candidatos, de outras denominações religiosas, que tenho entrevistado em todas as eleições. Não tendo feito a eles, não fiz a ela.

BRASIL S/A

Ainda afogados
Antonio Machado
CORREIO BRAZILIENSE - 26/06/10

Única certeza do G-20 é que o mundo não caiu no buraco, mas não consegue se afastar do perigo

Da cúpula em Pittsburgh, nos EUA, nove meses atrás, dos chefes de governo do Grupo dos 20 (G-20) países mais ricos, à de Toronto, no Canadá, neste fim de semana, a economia global parou de afundar, o que não significa que as crises sumiram, e surgiu uma certeza: o mundo não caiu no buraco, mas não consegue se afastar do perigo.

O excesso de dívidas nos países industrializados, que é o foco da crise, os governos encamparam as de pessoas, bancos e empresas por meio das operações de resgate de toda ordem. Os governos salvaram o setor privado nos EUA e Europa, basicamente. E agora correm para se salvarem, tornando-se dependentes do mercado financeiro que até outro dia precisaram acudir. Essa é a ironia da cúpula de Toronto.

Em setembro do ano passado, os líderes do G-20 focaram a criação de ações coordenadas para recuperar o crescimento de longo prazo e o equilíbrio global. Antes que a recuperação estivesse plenamente enraizada, no entanto, veio outro revés, desta vez sob a forma da crise de dívida dos países do euro. A crise está em mutação.

A questão de nove meses atrás, assim, permanece, segundo estudo do Brookings Institute enviado aos líderes do G-20: “O mundo está em recuperação, realmente, ou começamos a ver uma recaída?” Essa é a agenda da cúpula. Não há consenso. O presidente Barack Obama, na semana passada, enviou carta a seus pares do G-20 pedindo para que as ações de estimulo fiscal não fossem retiradas prematuramente.

Foi um recado à chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, que iniciou um programa de corte de gastos e aumento de impostos, acompanhado de medidas fiscais mais drásticas por Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda, os países da zona do euro com maiores dívidas e déficits.

França e Itália, segunda e terceira maiores economias do euro, fizeram o mesmo, seguidas pelo governo conservador da Inglaterra, que rompeu com o alinhamento fiscal frouxo aos EUA praticado pelo governo trabalhista derrotado de Gordon Brown. Nada disso ajuda o reequilíbrio econômico no mundo. Europa em recessão vai deprimir a retomada nos EUA e, sobretudo, a recuperação de Grécia ou Espanha.

Países superavitários, como China, Alemanha e Japão, deveriam por a economia doméstica para rodar, desviando demanda para os países fragilizados da Europa e também aos EUA. É a receita do economista Paul Krugman, para quem a austeridade na Alemanha “é realmente uma má ideia”, já que a economia na Europa está, segundo ele, 7% a 8% abaixo da capacidade normal, com taxa de juros próxima de zero.
A vantagem da China 
A Alemanha fez o oposto: apertou o fiscal e espera deslanchar os negócios pelo canal exportador. E a China impressionou: no início da semana, o Banco do Povo, BC local, voltou a flutuar o renminbi (ou iuan), que vinha colado ao dólar desde 2008, antes do colapso do Lehman Brothers. O renminbi mais caro poderá, em tese, reduzir as exportações da China e aumentar importações. Mas só em tese. Se isso vai acontecer, é incerto, mas, politicamente, a China já chega a Toronto com um gol de vantagem, enquanto a Europa do euro, mais Inglaterra, além do risco de precipitar com a austeridade o duplo mergulho da economia, vai ao G-20 querendo apoio para taxar os ativos da banca e as operações financeiras globais.
Europa está isolada 
No plano interno, Alemanha, França e Inglaterra decidiram taxar a banca local. Nas operações intra-Europa e globais, esperam obter a concordância dos governos no G-20. China, Japão e Brasil discordam e nem tem por que concordar: os seus bancos passaram inteiros pela crise e são super-regulados. A Europa que se vire, enfim, e também os EUA, embora Obama proponha uma legislação que mais controle que tribute o sistema financeiro. A posição dos EUA é interessante.
Encharcado em dívida 
Os países não podem prescindir dos mercados para girar as dívidas soberanas. Uma coisa é controlar os bancos e fundos. Outra é levá-los às cordas. Soa bem, politicamente, aumentar impostos da banca, quando se está cortando salários do funcionalismo e demitindo. Mas tem de se ver o efeito dessa ação sobre o financiamento da dívida pública. Tesouros nacionais e bancos formam hoje uma identidade.

O mundo está encharcado em dívidas, com impressionantes US$ 222 trilhões de passivos públicos e privados, ou o equivalente a 362% do PIB global. É complicado, neste ambiente, dar um chega para lá nos bancos. A extinção de parte dessa dívida será deflacionária, segundo o economista canadense David Rosenberg, e isso mesmo que os bancos centrais sejam forçados a emitir dinheiro como antídoto.
É cada um por si 
A ressurgência da crise ressalta a impossibilidade de a economia global voltar aos tempos de bonança, de 2003 a 2007, sem o mercado dos EUA. Reunidos, o consumo interno dos emergentes é uma fração do dos EUA. Mas de onde virá a retomada norte-americana, se há excesso de produção em relação à demanda da ordem de 6% do PIB? — questiona o economista Rosenberg.

A destruição da ociosidade industrial ainda mal começou, e a taxa de desemprego já se encostou a 10% da força de trabalho dos EUA, e o setor imobiliário voltou a colapsar. A grandiosidade de tais questões e a falta de soluções fáceis dão ideia do que esperar da cúpula G-20: não mais que generalidades e manifestações de generosidade. Para valer, é cada um por si. Que o presidente Lula vá a Toronto com o pé atrás. E esconda a carteira.

GOSTOSA

RUTH DE AQUINO

A virada de Dilma no primeiro tempo
REVISTA ÉPOCA
RUTH DE AQUINO
RUTH DE AQUINO
Revista Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Dilma Rousseff cravou uma virada em cima de José Serra que deixou os tucanos cambaleantes em seu próprio campo, o Sudeste. Na primeira fase do jogo eleitoral, a pesquisa do Ibope colocou a petista 5 pontos à frente de seu adversário e comprovou o que o torcedor-eleitor já sabe. Eleição presidencial é como Copa: não há favoritos antes de a bola rolar. Sentar em cima de vantagem prévia e se fechar na retranca são estratégias fadadas ao fracasso.
Mais uma lição da primeira fase para o PSDB de Serra? O jogo individual não ganha eleição. A humildade impele o político a buscar ajuda e confiar nos passes de outros. Com isso, ele amplia alianças e dá sentido de equipe. Ficar pregado na posição de centroavante em São Paulo é uma opção que ignora a realidade do Brasil e sai caro no placar final. Hoje, segundo o Ibope, Serra só ganha de Dilma no Sul e entre os mais ricos. E, claro, entre os companheiros paulistas. Jogando em casa, Serra se acostumou (mal) a ser artilheiro.
Outra lição? Ignorar a tendência da disputa e apostar no segundo tempo, deixando para mostrar jogo nos últimos 15 minutos. Foi o que tirou da Copa a campeã Itália, diante da menosprezada Eslováquia. No gramado eleitoral, de nada adiantaram os alertas de tucanos de outros Estados, ansiosos para que Serra emergisse do túnel quando tinha uma margem confortável sobre a adversária. Qual a alternativa que ele propunha para o país? Ah, sim, “o Brasil pode mais”. A Dilma também acha que o Brasil pode mais. Como eu, você e o Dunga.
O PSDB parece um time perdido diante do rolo compressor dos “190 milhões em ação” – e 80% deles apoiam Lula. É o “pra frente, Brasil”, vitorioso no PIB recorde, nos índices de emprego, na classe média ampliada, no filho matriculado na universidade. Os analistas chamam de “conjuntura”, com o perdão da palavra.
Dossiê, aparelhamento e Bolívia são palavras de ordem 
que não ganham nem eleição para síndico
“O Serra teve um tremendo azar. Em política, existe a conjuntura de mudança e de conservação, a partir dos ensinamentos de Maquiavel. Serra pregou continuidade quando o país queria mudança. E agora ele está na oposição, mas o país quer continuidade”, afirma Aldo Fornazieri, diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “O principal erro do Serra é a falta de uma proposta para o pós-Lula. O que o Serra tem dito? Fazer as mesmas coisas, manter políticas sociais, Bolsa Família, e avançar mais”, diz Marcus Figueiredo, do centro de pesquisas Iuperj. Num jogo de 90 minutos, que exige fôlego e iniciativa, Serra começou tarde. Ciro poderia embolar, mas foi defenestrado até do banco. Marina não decolou. A eleição polarizada deixou Serra sem vice até os 45 minutos do primeiro tempo. Mesmo alguns potenciais aliados começam a abandoná-lo.
O PSDB perdeu a chance, no ano passado, de realizar prévias. Mesmo que Aécio Neves fosse derrotado, o partido poderia ter discutido um projeto para o Brasil. “O PSDB é um partido de cardeais, e desde 2006 está fraturado em sua cúpula”, disse Fornazieri, que deu curso no ano passado para cerca de 100 tucanos. “O partido não se renovou e deixou pouca possibilidade de articulação. Fez uma oposição apostando no fracasso do governo, em vez de construir uma agenda positiva para o Brasil.”
Acho no mínimo ingênua a explicação de que a Copa teria anulado o “efeito positivo” da exposição de Serra nos programas eleitorais do PSDB na televisão. A Copa atrapalha o Serra mas não a Dilma? Lula embarcou Dilma para a Europa, ela fugiu das sabatinas de jornal, e o comando decidiu que ela só debaterá na TV aberta. Existe algo ilegal nisso? Dilma é tão travada ao colocar uma frase atrás da outra, mesmo saindo de uma reunião inocente com Sarkozy, que dá para entender a estratégia. Uma repaginada visual para cativar as mulheres, e um “cala a boca, Dilma”. Fala Palocci, o volante ideal para a ex-ministra.
Dossiê, aparelhamento e Bolívia são palavras de ordem que não ganham nem eleição para síndico. Agora, Serra aposta no erro da adversária, e não em suas próprias jogadas para reverter o resultado no segundo tempo. Já o Lula acha que não adianta chorar, a nega está lá dentro... 

CLÁUDIO HUMBERTO

“Precisamos tirar Dilma da toca”
DEPUTADO JUTAHY JR (PSDB-BA), PARA QUEM OS DEBATES FORÇAM A COMPARAÇÃO

COM ÁLVARO DIAS DE VICE, SERRA JOGA A TOALHA 
Confirmado o convite a Álvaro Dias para ser vice, o candidato José Serra demonstra que jogou a toalha, desistindo de tentar a vitória. Apesar da atuação marcante, o senador não acrescenta um só voto à chapa, até porque sua região de influência é a única onde Serra lidera as pesquisas. E a “chapa pura” afasta da campanha, pela frustração, partidos aliados como DEM, PR e PTB, que pretendiam a indicação. 

GOL DE MÃO 
Serra chegou à campanha como a França à Copa: virou candidato com gol de mão, ao inviabilizar prévias no PSDB para barrar Aécio Neves.

ESTA JÁ ERA 
Como a França na Copa, o PSDB inicia a campanha com o espírito derrotado, brigas na aliança e já olhando para a disputa de 2014.

COMPETÊNCIA
Pragmático no jogo político, Lula articulou um vice no PMDB porque Miguel Temer, o escolhido, é de São Paulo, reduto tucano e de Serra.

INCOMPETÊNCIA 
Ao contrário de Lula, Serra não buscou seu vice em região com grande eleitorado, como o Nordeste, que é reduto da chapa petista.

MORTO ‘APARECE’ EM AUDIÊNCIA PARA PAGAR DÍVIDA 
O juiz Marcos Martins de Siqueira, da 3ª Vara Cível de Várzea Grande, foi notificado a explicar à Corregedoria de Justiça de Mato Grosso por que autorizou uma pessoa morta a pagar uma dívida milionária. Em janeiro passado, foi homologado o acordo em que o empresário Olympio José Alves, falecido em 2005, foi à audiência e aceitou pagar uma dívida de R$ 8 milhões à empresa Rio Pardo Agro Florestal.

BORRACHARIA SENADO
A frota zero de Suas Excelências conta com 54 mecânicos, sendo 10 lavadores de carros. O contrato com a terceirizada acaba em outubro. 

OUTRO HINO
Chama-se “Deutschlandlied” o hino da Alemanha. “Deutschland über alles”, que está na primeira estrofe do hino, era da época nazista. 

BONITO NA ONU
Lula relutou em liberar dinheiro para vítimas da tragédia em Alagoas e Pernambuco, mas doou US$900 mil a refugiados internos do Sri-Lanka. 

PAPEL MOÍDO
O Jornal da Câmara não publicou uma linha da greve de fome dos deputados federais petistas Domingos Dutra e Manoel da Conceição, contra o conchavo PT-PMDB do Maranhão. De tão magros, “sumiram”. 

EFEITO RETARDADO
A candidata Dilma mudou “o cara”: Lula desiste de uma exibição internacional - o G-20, no Canadá - para “acompanhar” a enchente no Nordeste. Conversa mole. Ele apenas sobrevoou áreas atingidas.

A JATO 
Para a Anac, a agência que regula a aviação civil, a quase colisão de um avião da TAM com outro no ar, na noite de quinta, não aconteceu até ontem. O site só tem notícia da semana passada. Boa, para variar. 

BBB DA CADEIA
O equipamento que grava conversas de advogados e clientes foi retirado do presídio de Campo Grande (MS), após vistoria da OAB e do juiz federal Dalton Kita. A Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público investigam supostos “grampos”, incluindo cenas íntimas. 

VIVA MIRANDA
A Justiça de Tocantins acabou com a farra ilegal de batizar prédio público com nomes de pessoas vivas. O terminal rodoviário José Edmar Brito Miranda, pai do governador cassado Marcelo Miranda, e o centro de treinamento Eurico Miranda, em Porto Nacional, já eram.

FÉRIAS ACUMULADAS
A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), que assumiu em março e já sai de férias em julho por cinco dias, alega que era secretária-executiva desde maio de 2008 e que sempre abriu mão de suas folgas.

CONTAGIOSO
O presidente Nicolas Sarkozy virou alvo da fúria da oposição e da imprensa por mudar a agenda para receber a derrotada seleção “bleu”, quando o país ferve com a reforma da Previdência. Esses franceses...

GOL CONTRA
Sobra dinheiro, mas o governo poderia ter poupado uns trocados para os brasileiros alagados no Nordeste, cancelando as piruetas da Esquadrilha da Fumaça, no Rio, ontem, após o 0x0 com Portugal. 

PERGUNTA SEM PLACA
Em que dia Lula vai inaugurar a prancheta do projeto da pedra fundamental? 

PODER SEM PUDOR
BEABÁ NO REBOLATION
A ex-deputada Ângela Guadagnin (PT-SP), aquela do rebolation do mensalão, certa vez interrompeu uma exposição do então ministro Antonio Palocci (Fazenda), em uma audiência pública, quando ele afirmou que as agências reguladoras devem prestar contas ao povo, através dos seus representantes.
– V. Exa. está se referindo ao executivo, não?
– Não, deputada; nesse caso – ensinou Palocci – os representantes do povo são deputados e senadores.

JOGO

SÁBADO NOS JORNAIS

Globo: Obama consegue apoio para reforma financeira

Folha: Acordo nos EUA limita especulação bancária

Estadão: Álvaro Dias é escolhido vice de Serra e irrita DEM

JB: Chuvas atingem 158 mil

Correio: Horário de servidor fica mais flexível

Estado de Minas: Descaso assassino

Jornal do Commercio: Chile não assusta

Zero Hora: PSDB escolhe tucano para vice de Serra e DEM reage