domingo, abril 18, 2010

PAINEL DA FOLHA

PTB em disputa
RENATA LO PRETE

FOLHA DE SÃO PAULO - 18/04/10

Sem perspectiva de diálogo com Roberto Jefferson, o PT corteja Campos Machado, líder do PTB em São Paulo, para abortar uma aliança que pode acrescentar preciosos 43 segundos ao tempo de TV de José Serra, hoje em desvantagem nesse quesito na comparação com Dilma Rousseff. O mais recente capítulo dessa corte, da qual até José Dirceu já participou, foi uma visita feita a Campos, na quarta, por Emídio de Souza.
Embora o prefeito de Osasco coordene a campanha de Aloizio Mercadante, nem o mais otimista dos petistas acha possível retirar Campos da órbita de Geraldo Alckmin, a quem é muito ligado. O objetivo real é evitar a aliança nacional PSDB-PTB. Campos rebate: "Missão impossível". Mas o PT não desistirá.


Ventos. O mais recente Datafolha, no qual Serra aparece dez pontos à frente de Dilma, indica recuperação da petista no Sul do país: ela subiu cinco pontos nesse segmento, e ele caiu três. Enquanto o PT já tem candidaturas na rua em dois dos três Estados da região, o PSDB sofre com a dificuldade de Yeda Crusius em atingir dois dígitos no Rio Grande do Sul e vive um dos piores impasses para montar palanque em Santa Catarina.

Sem efeito. Os números também mostram que, a despeito de toda a mobilização da campanha de Dilma em busca do eleitorado feminino, ela continua estacionada nesse segmento em 22%. Serra manteve o viés de alta, registrando hoje 38% da preferência entre as mulheres.

Demarcação. A programação de Serra amanhã em Minas incluirá encontro com prefeitos. Trata-se de ação preventiva contra o voto "Dilmasia" ou "Anastadilma", híbrido que chegou a ser defendido pela petista em visita ao Estado. A ideia é que o governador-candidato Antonio Anastasia repita, desta vez ao lado do próprio, que Serra é o seu nome para a Presidência.

Frugal. Sopa e nada mais foi o cardápio do jantar oferecido na quarta por Michel Temer à cúpula petista. Segundo correligionários do presidente do PMDB, assim o PT será tratado de agora em diante. Carne gorda apenas quando (e se) fechar a aliança em Minas.

Fatura. O PSB se reunirá na terça para tratar da agônica candidatura presidencial de Ciro Gomes. Em pauta também estará a reabertura do diálogo com o PT. Inicialmente, a reivindicação é apoio aos candidatos do partido ao governo no Distrito Federal, Espírito Santo, Amapá e Piauí. A chance de a sigla conseguir o pacote completo é quase nula, mas trata-se de negociar.

Que fase! O Tribunal Superior Eleitoral ameaça arquivar, por fragilidades técnicas, a consulta do PSB que poderia garantir mais tempo de televisão a Ciro. O relator é o ministro Aldir Passarinho.

Troco. A base aliada de Cid Gomes (PSB-CE) promete instalar nesta semana a CPI da Saúde, cujo alvo é a administração de Fortaleza. O governador, irmão de Ciro, tem 44 dos 46 deputados. A prefeita Luizianne Lins (PT) acaba de desfilar pela capital em campanha com Dilma.

Não saio. De Fernando Gabeira (PV), negando a hipótese de abdicar da candidatura no Rio em virtude das dificuldades de acomodação em sua aliança: "Quem gostaria que eu desistisse é o governador, que aí poderia sair em viagem e nem fazer campanha".

Um... Contrariado com as mudanças no secretariado feitas por seu sucessor, Orlando Pessuti (PMDB), e com o fato de este ter oferecido palanque a Dilma no Paraná, Roberto Requião (PMDB), que disputará o Senado, pediu para ser recebido por Lula.

...e outro. Do outro lado, o PSDB convidou Osmar Dias (PDT) a disputar o Senado na chapa de Beto Richa. Dias aguarda última conversa com Lula em busca de apoio do PT a sua candidatura ao governo.
com SILVIO NAVARRO e ANDREZA MATAIS

Tiroteio

"Na última eleição presidencial, um eleitor mordeu o dedo do outro no Rio de Janeiro. Nesta, se continuar assim..."
Do presidente nacional do PT, JOSÉ EDUARDO DUTRA , lembrando incidente de 2006 no qual uma simpatizante de Lula teve parte do dedo arrancado por uma eleitora de Alckmin numa briga de bar.

Contraponto

Te vi na TV

Numa manhã de domingo, o ministro Cezar Peluso, que nesta sexta-feira assumirá a presidência do STF, dirigiu-se ainda de pijama até a porta de casa para pegar os jornais. Ao abri-la, foi cumprimentado por um vizinho, que elogiou seu desempenho na Corte, mas fez uma ressalva:
-O senhor precisa parar de fazer assim- e cobriu parcialmente o rosto com uma das mãos, como a indicar reflexão ou cansaço, num gesto que vira o ministro fazer repetidas vezes nas sessões transmitidas pela TV Justiça.
Peluso agradeceu, despediu-se, entrou em casa e não pensou mais no assunto até que num outro domingo, semanas depois, foi abordado pelo mesmo vizinho, que repetiu o gesto e comentou, em tom aprovador:
-Parabéns, o senhor não está mais fazendo assim!

TOSTÃO

A igrejinha de Dunga

TOSTÃO

GAZE DO POVO - 18/04/10


Dunga disse novamente, desta vez na Academia Brasileira de Letras, que, no futebol e na vida, o que importa é o resultado.
Fiquem tranquilos. Dunga foi apenas convidado. É um hábito da Academia chamar pessoas de destaque na sociedade para um en contro. Dunga não é candidato ao cargo de imortal, mesmo se o Brasil for campeão, e ele escrever mais um original livro sobre como ser um vencedor. Ricardo Teixeira fa ria o prefácio, e o auxiliar Jor ginho, a orelha. Dunga só não po de publicar antes da Copa, como fez Par reira em 2006.
Dunga e Jorginho formam uma boa dupla. Estão entrosados e já mostraram que têm bons conhecimentos técnicos e táticos. É a união do técnico mal humorado, tosco, que não aceita críticas, com o auxiliar evangélico e tranquilo.O que é ter resultados na vida, fora do futebol? Se tornar um profissional vitorioso, rico e famoso, mesmo que fosse por meios não muito legais e éticos? Aparecer e ser campeão no Big Brother? Ou ser um homem simples e bom, sem nenhuma pretensão de ser herói?
Se qualquer outro treinador dissesse que só interessa o resultado, ninguém se incomodaria, já que todos os times do mundo, de todas as épocas, entram em campo para vencer. Já Dunga dizendo isso, por seu habitual comportamento, gera outras leituras.
Depois de tantos bons resultados, a maioria concorda com o jeito pragmático de Dunga. Vivemos em uma sociedade consumista, competitiva, do espetáculo, em que a úni ca coisa importante é a vi tória, a glória e a fama. As pessoas não querem ser amadas. Querem ser vencedoras, admiradas e bajuladas.
Muitos acham ainda que, para dirigir uma seleção na Copa, é necessário, além de ser operatório e disciplinado, que o treinador seja rígido e nacionalista, uma mistura de um ditador com um Policarpo Quaresma. Para esses, com Dunga, não se repetiria o fracasso de 2006, quando Parreira foi chamado de bonzinho e frouxo por permitir tantas arruaças.
Dunga nunca vai entender por que a seleção de 82, eliminada pela Itália, é mais elogiada que a de 94, campeã do mundo.
Dunga passa a impressão de que a vitória lhe proporciona mais sofrimento que prazer, e que ainda pode xingar os críticos, como fez em 94, ao levantar a taça. Para ele, perder jogando bem deve ser muito pior que perder jogando mal. Sofre mais.
Apesar de não ter admiração pelo estilo de Dunga, reconheço sua eficiência no comando da seleção. A maioria dos jogadores prefere técnicos rígidos e que tomam todas as decisões. É uma maneira de os jogadores transferirem para o técnico a responsabilidade pelas derrotas e pelas vitórias. A presença de vários atletas evangélicos e obedientes facilita o trabalho do treinador. É a igrejinha de Dunga.
Se o Brasil ganhar ou perder, o mo tivo principal será Dunga. Isso já está decidido. É valorizar demais o treinador, seja quem fosse. É também uma maneira estreita de se analisar futebol, um esporte que, com frequência, é decidido, entre equipes do mesmo nível, pelo acaso e por fatores inusitados, que vão além da racionalidade doentia de Dunga.

SABOROSA

DORA KRAMER

O Brasil no espelho
DORA KRAMER
O ESTADO DE SÃO PAULO - 18/04/10



São Paulo, 17 (AE) - Brasília faz aniversário na quarta-feira, dia 21 de abril, data de homenagear também Tiradentes e Tancredo Neves, simbolismos positivos, guardados benquistos.
Mas quis um ardil do destino que a capital do Brasil completasse seus 50 anos - justamente o tempo que Juscelino Kubitschek imaginou condensar o desenvolvimento do País no plano de metas “50 anos em 5” do qual a mudança da capital era sua síntese - imersa no dissabor.
Na amargura de ver em tão pouco tempo de vida a cidade se modernizar e a política se deteriorar a ponto de um governador ser preso, o Legislativo quase todo se comprometer, um ex-governador renunciar ao Senado por improbidade, isso depois de um senador ter sido o primeiro a ter o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.
O Supremo Tribunal Federal está para julgar pedido de intervenção federal feito pelo Ministério Público nos Poderes Legislativo e Executivo e as pesquisas mostram que, para a população, seria a solução mais adequada.
Célio Borja, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, estudioso de Constituições, está inteiramente de acordo. “A intervenção se tornou indispensável para assegurar o princípio da moralidade previsto no artigo 37 da Constituição.”
Para ele, a eleição indireta do sucessor de José Roberto Arruda não resguarda o preceito constitucional pelo fato de boa parte da Câmara Legislativa de Brasília ter sido envolvida no escândalo que levou Arruda à cadeia e, depois, ao afastamento do cargo pela Justiça.
Duas questões propostas ao olhar experiente de Célio Borja: a autonomia política do Distrito Federal e a influência da transferência da capital sobre os meios e modos da política brasileira.
A primeira, no entendimento dele, é inevitável. Quando o Rio de Janeiro era capital, lembra, foram feitos alguns movimentos em prol da autonomia. Todos fracassados.
“Os tempos mudaram e não há como argumentar contra o direito das comunidades ao autogoverno. O problema não está na concepção da autonomia de Brasília, mas na maneira como ela é exercida, na péssima qualidade dos políticos, na falta de responsabilidade dos partidos e também em boa medida na ausência de opinião pública em Brasília.” 
Como exemplo de que a autonomia de um distrito federal por si não é necessariamente uma distorção, Célio Borja lembra que Washington, a capital dos Estados Unidos, tem independência
O problema de Brasília são os vícios de origem bastante conhecidos desde as origens do Brasil. “Tudo em Brasília resultou de favores de administração federal. É uma cidade administrada por favores. Quando isso se dava só no âmbito federal ainda se mantinham as aparências, mas, agora, no plano local, nem as aparências mais se salvam.” 
Passemos à segunda questão. Costuma-se atribuir a deterioração da política e dos políticos à mudança da capital para uma região geograficamente “longe do povo”. Isso confere?




Na opinião de Célio Borja, em parte é verdade. 

“Juscelino argumentava que o poder central não poderia ficar submetido à pressão das demandas do povo de uma unidade da Federação. O governo federal não podia se preocupar com a falta de água ou de luz em Copacabana. Não levou em conta que o poder precisa sempre ser pressionado.”
Célio Borja acha que houve sim um vácuo de informação entre a mudança da capital e a formação de uma geração de jornalistas independentes, porque os principais nomes do jornalismo - à exceção de Carlos Castello Branco - não se transferiram para Brasília.
A crônica política ficou distante e a opinião pública, à época ainda não referida na televisão, permaneceu alheia ao que se passava na capital.
Pois bem, mas como se explica a baixa qualidade da representação nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, que continuam perto do povo e nem por isso sofrem pressões ou são importunadas com denúncias sobre suas mazelas?
“A moralidade geral de fato é muito baixa e não pode se explicar apenas pela transferência da capital 50 anos depois.” 
Serve de espelho. Ao brasiliense, os cumprimentos

GAUDÊNCIO TORQUATO

Campanha do medo?

GAUDÊNCIO TORQUATO 

O Estado de S.Paulo - 18/04/10


"Sem medo de ser feliz?" Aécio Neves, o bem avaliado governador mineiro, que acaba de deixar o posto para se candidatar ao Senado, no surpreendente discurso por ocasião do lançamento de José Serra à Presidência da República, decidiu não apenas responder ao slogan de Lula em 2002, mas fazer um repto: "Sem medo de resgatar o passado." O neto de Tancredo, em oratória inflamada, deixou claro seu posicionamento, livrando-se de insinuações que davam conta de postura tíbia ante a candidatura do governador paulista. Por trás da desconfiança, uma agenda pontilhada de encontros e gentilezas entre ele, o presidente Luiz Inácio e a candidata Dilma, em que a cordialidade teria dado lugar à amizade pessoal.
Sob elogios recíprocos, Aécio foi o primeiro a engatar a ideia do pós-lulismo, contrastando com o anti-lulismo apregoado por companheiros tucanos. Ainda como pano de fundo, registrava-se um contencioso histórico, atrelado à versão de resistência dos mineiros a mais um candidato paulista no plano federal. O sonho de resgatar o legado de Tancredo, arrebatado pelo destino, ainda permanece aceso nas Minas Gerais, unidade de forte tradição política.
Os tucanos viveram um período como aves sem rumo. Sem discurso e sem estratégia. O comício de Brasília lhes mostrou a biruta. Passaram a sentir a rota do vento. Mais que isso, a ameaça de olhar para o retrovisor, recorrente na liturgia petista, pairava sobre o tucanato. Pois bem, os fantasmas saíram das tumbas e, para decepção do PT, não assustaram ninguém. Ao contrário, receberam aplausos.
O autor da façanha da "volta ao passado, sem medo de ser feliz" foi ele, Aécio Neves. Resgatou a temida pauta da comparação entre os ciclos FHC e Lula, aceitando o jogo que o PT quer e o PSDB não pretendia jogar. A peroração abrigou quesitos que o petismo escreveu na lousa durante esses sete anos e cinco meses do governo Lula, a começar pela execração da privatização e o endeusamento da estatização. O mineiro acusou o petismo/lulismo pela "autoproclamação da própria bondade". O exclusivismo messiânico, expresso na construção "nunca na história deste país", que permeia o discurso da atual administração, foi questionado.
De fato, a insistência com que o petismo procura separar passado e presente tem sido responsável pela acidez com que os adversários se tratam. Indignados, os tucanos decidiram entrar na arena dispostos a defender a ideia de que as "virtudes" da era Lula se repartem com o ciclo FHC. Ou, se tentarem ser mais exatos, se devem, ainda, ao alicerce fincado no governo Itamar Franco.
Como se observa há tempos, cada ente (partidos, governantes) tem procurado impor seus pontos de vista. É inegável que o ciclo Lula é mais farto de dados e programas. Se exibe balanço mais positivo, isso também se deve às circunstâncias externas e à arquitetura do Plano Real. A privatização da era FHC, com exemplos aprovados nas áreas de telecomunicações e de siderurgia, passou a ser estigmatizada. Alguns teimam em pintá-la com o verniz do neoliberalismo. O PT não reconhece o mérito por conta da cultura "nós e eles" que semeia. A visão separatista acirrou os ânimos no meio da sociedade. O "exclusivismo" ganhou ares de arrogância.
A isso se soma a guerra das trombetas. A de Lula tem sido mais tonitruante. O conceito do Estado forte, por sua vez, que se imaginava arquivado, volta à tona. Na verdade, a crítica tem como foco o Estado como abrigo do mando partidário. Basta lembrar que o PMDB elegeu, em 1986, 21 de 22 governadores de Estado, implantando a estrutura mais capilar dos nossos dias. A estratégia ainda hoje lhe dá frutos para continuar a ser a maior sigla. O PT quer o mesmo. Por isso, Aécio acusa o aparelhamento do Estado (há 22 mil cargos na máquina federal). Se alguém esperava o matreiro mineiro falando pouco para não dizer nada, ouviu uma raposa disposta a enfrentar briga de cachorro grande. O repto para o duelo foi aceito.
José Serra dá sinais de que vai pegar o lenço vermelho jogado sobre a arena. A comparação, infeliz, aliás, que faz entre Celso Pitta e Dilma (lançados por Maluf e Lula, respectivamente) borra a bandeira branca da paz, que desfraldou ao exaltar o diálogo nacional, a paz social. Como aperitivo da acidez, Lula, vez ou outra, bagunça o coreto ao dar estocadas no Judiciário ou pinça a velha luta de classes no discurso de palanque. Mas, no final das contas, a que levarão mordidas e assopros de uns e outros? Esse tipo de embate gera entusiasmo? Não. O discurso político, embalado por conceitos abstratos, atinge apenas segmentos racionais. Isso posto, aduz-se que temas como tamanho do Estado, privatização, estatização, estabilidade econômica, comparação de ciclos fazem parte da planilha mais acomodada à cabeça do que ao estômago. Agitarão plateias já fiéis aos dois lados e assíduas ao campo de lutas. As margens não serão induzidas por ecos que chegarão, tênues, a elas.
O que se deve esperar dos candidatos é uma densa pauta sobre questões de alta prioridade. Campanha negativa não rende voto. Mas, como se pode observar nos últimos dias, a campanha nem começou e a agressão sobe de tom. O acirramento decorre das deficiências de uns ou visão errática de outros, da ausência de ideias e programas e, ainda, da percepção capenga de que o adjetivo gera mais eco que o substantivo. O País quer ver mudança também no campo eleitoral. Não quer nova campanha do medo. É inimaginável que se perca tempo (e esforço) com batalhas em torno de questões bizantinas do tipo: "Quem pode mais?" Afinal de contas, que projeto de país cada candidato defende? Que áreas precisam de urgentes reformas? Em alguns anos, o Brasil até poderá conquistar a posição de quinta maior economia do planeta. Mas a mentalidade política, convenhamos, deixa a desejar.
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO

ANCELMO GÓIS

Av. Lyda Monteiro 
Ancelmo Gois
O GLOBO - 18/04/10

Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, pediu à Câmara de Vereadores do Rio para que a Av. Marechal Câmara passe a se chamar Av. Lyda Monteiro.
Na avenida fica a sede da OAB, vítima de atentado a bomba em 1980, na ditadura, no qual morreu dona Lyda, que era secretária da entidade.

Em tempo... 
O marechal Câmara (18241893) combateu na Guerra do Paraguai.

Chico Xavier, o filme 
O BNDES tira uma lasquinha do sucesso de “Chico Xavier”.
O banco é cotista do fundo Lacan Downtown, que pôs R$ 1 milhão no filme de Daniel Filho.

Templo é dinheiro 
O telepastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, iniciou uma campanha junto a seus fiéis em que pede R$ 1 mil de doação em troca de um livro e de um certificado do “Clube 1 Milhão de Almas”.

Rádio Seguro 
O que se diz no setor é que Eduardo Nakao vai deixar a presidência do IRB-Brasil Re.

Economia do bafo 
As blitzes da Lei Seca (eu apoio) criaram um novo emprego no Rio: o de condutor de carro de bebum reprovado no teste do bafômetro.
São taxistas que ficam parados ao lado das blitzes. Quando o motorista tem a carteira apreendida, eles se oferecem para levar o carro. Mas cobram caro: para dirigir da Av Atlântica à Lagoa, acredite, a tarifa é R$ 200.

Jessye no Rio 
A soprano americana Jessye Norman cantará em outubro no Municipal do Rio, a convite da empresária Myrian Dauelsberg.
Em 2001, Jessye cancelou sua vinda depois dos ataques terroristas em Nova York, e o dinheiro dos ingressos foi devolvido.

Samba x bossa nova 
De Ruy Castro sobre o abraço (registrado outro dia em foto aqui na coluna) que deu em José Ramos Tinhorão, com quem vive divergindo no embate bossa nova x samba: — Aos que estranharam meu abraço no Tinhorão, arquiinimigo da bossa nova, explico: sou fã de Tinhorão como historiador da cultura popular brasileira.
Concordo com tudo que ele diz... de 1900 para trás.

É que... 
O movimento da bossa nova surgiu em 1958.
Ah, bom!

Alô, alô 
A italiana Carla Cico, expresidente da Brasil Telecom que enfrenta problemas na Justiça por aqui, deve assumir uma diretoria mundial da Alcatel-Lucent.

ZONA FRANCA 
O fotógrafo Laizer Fishenfeld ganhou o Prêmio Especial/Vox Populi no IV Concurso Avistar Itaú BBA. Merece.
Voltou ao Rio o juiz Gustavo Direito, após ter dado aulas sobre o Judiciário brasileiro em Genebra e Paris.
Alessandro Molon, candidato a deputado federal pelo PT, participou de seminário sobre ética em Brasília.
Marcelo Barreto, o coleguinha do Sportv, lança terça “Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro”, às 19h, na Travessa do Shopping Leblon.
Emílio Gallo estreia terça a peça “Monólogos da marijuana”, no Teatro dos Quatro.
O Marly Cury, em Niterói, entregou doações para as vítimas das chuvas.
Mário Sodré, da Ampeb, criou o Twitter @ampeb.
Mara Bergamaschi lança “Brasília aos 50 anos. Que cidade é essa?”, amanhã, na Travessa do Leblon.

A mãe do ano 
Juliana Paes tem desmentido boatos que está grávida.
Mas a TV Globo, sempre alerta, já preparou uma segunda trajetória para sua personagem na próxima novela das 18h, “Girassol”, de Walther Negrão, caso a querida atriz venha engravidar no decorrer da trama.

Registro social 
Jorge Babu foi quinta numa loja da Mercedes-Benz, na Barra, no Rio, comprar um modelo da marca alemã.
O deputado foi expulso do PT, acusado, na época, de envolvimento com milícias.

Trem das seis 
Uma turma de Nova Iguaçu, RJ, que vem todo dia junta para o Centro do Rio no trem das 6h ficou tão amiga que, além de saber os aniversários uns dos outros, agora já faz até festinhas com bolas de gás, bolo, refrigerante, salgadinhos e “Parabéns pra você” a bordo.
Não é fofo?

Chip no bilau 
Mr. Catra, o funkeiro carioca de sucesso, compôs um batidão especial para mostrar no show que fará terça agora na Fundição Progresso, na Lapa.
Chama-se “O chip”.
Trechinho da letra: “Para de me ligar / Isso me irrita / Quer me rastrear?/Bota um chip na minha p...”.

Herança bendita 
Quarta agora faz 50 anos que o Rio deixou de ser a capital da República. Durante 197 anos (1763-1960), a cidade foi o endereço do poder político no país. A mudança do Distrito Federal para Brasília provocou danos graves na economia do Rio e reflexos polêmicos (bota polêmicos nisso) na nossa história recente.
Mas ficou também um legado positivo. São joias arquitetônicas que só foram erguidas aqui porque o Rio era capital. E ninguém tasca — ficarão conosco para sempre. Menos mal.
Veja alguns exemplos nestas fotos.

Neymar na Copa 
Por que será que todo técnico da seleção sempre implica com os preferidos da torcida, como Dunga faz agora com Neymar (foto), o menino-craque do Santos? Será que somos tão burros assim?

SABOROSA