segunda-feira, abril 05, 2010

ANCELMO GÓIS

A guerra do presunto
O GLOBO - 05/04/10

A Sadia que se cuide. A Seara, que foi comprada em setembro pela gigante do boi Marfrig, vai intensificar a disputa, presunto por presunto, no mercado internacional de aves e suínos.
É que, de olho no exterior, a Seara assinou contrato com a Fifa, para patrocinar as Copas da África do Sul e do Brasil.

Segue...
A Marfrig, que firmou contrato também com a CBF, passa a ser a única empresa 100% brasileira a patrocinar a Fifa.
A Inbev é outra patrocinadora da entidade máxima do futebol, com a marca Budweiser. Mas o controle da cervejaria reúne capitais belgas e brasileiros.

De olho na Copa
O grupo ABC, de Nizan Guanaes, está procurando uma empresa de marketing esportivo para comprar.

Até o porteiro
Esquenta a eleição do Clube dos 13, que reúne a elite do futebol, com a candidatura da oposição liderada por Kléber Leite, ex-dirigente do Fla.
Como a chapa tem de ser registrada oito dias antes da votação, antecipada pela situação para dia 12, a oposição se inscreveu no feriado por e-mail, fax e... ao porteiro da entidade, que recebeu uma cópia da chapa.

No mais
O general Leônidas Pires Gonçalves foi, como ministro de Tancredo/ Sarney, um democrata.
Por isso, não honra sua biografia ao dizer ao repórter Geneton Moraes Neto que o Brasil não teve exilados, e sim “fugitivos”.
Apagar a História, não!

Isto é censura
A Assembleia Legislativa do Amazonas discute projeto que proíbe o uso de mensagens de “teor pornográfico” em carros.
A coluna teme. Confessa que se amarra em frases de duplo sentido nos para-choques dos caminhões.

Recorde nacional
“Chico Xavier, o filme”, de Daniel Filho, teve uma estreia espetacular. Sexta e sábado, atraiu 442 mil espectadores e faturou R$ 4,7 milhões.
Rodrigo Saturnino Braga, diretor da Sony Pictures, aposta que o filme estabelecerá um novo recorde para o cinema nacional.

O filho de Minas
Aliás, em dois dias a história do médium mineiro reuniu uma plateia que corresponde à metade de toda a trajetória de “Lula, o filho do Brasil”.

Jesus no Casseta
Jesus Luz, o namorado da Madonna, vai dar uma de DJ no “Casseta & Planeta”.
No programa que será gravado amanhã, o rapaz contracena com a personagem Acarajette Love, a caricatura de uma cantora de axé, vivida pelo gaiato Beto Silva.

No lugar de Benedita
O novo secretário de Assistência Social do governo Cabral será o economista Ricardo Henriques, hoje no BNDES.
Vai substituir Benedita da Silva, com quem aliás trabalhou no início do governo Lula no Ministério da Promoção Social.

Mudança hospitalar
Vêm aí mudanças nos hospitais na região da Praça da Cruz Vermelha, no Rio.
O Iaserj vai ocupar o prédio do Into, com a ida da unidade para a antiga sede do “JB”, na Avenida Brasil. No seu lugar, ficará uma ampliação do Inca.

Paixão de Claudinho
Causou constrangimento a presença do vereador Claudinho da Academia, na Paixão de Cristo, sexta, na Rocinha.
É que o parlamentar foi acusado de envolvimento com o tráfico do lugar.

‘Noite do meu bem’
Emílio Santiago foi convidado pelo maestro Wagner Tiso para cantar músicas de Dolores Duran com a Orquestra Petrobras Sinfônica, sob sua regência.
Será quinta, no Canecão.

Fala Mangueira
Ivo Meirelles, presidente da Mangueira, reprovou o projeto do teleférico no morro da verde e rosa. Ele defende, primeiro, a restauração das casas de baluartes que se foram, como Chico Porrão, seu Jair e Carlos Cachaça, e até de Delegado, mestresala lendário, ainda vivo.
— O dinheiro dá para acabar com os barracos na favela.
E a Mangueira poderia ser um museu a céu aberto.
É. Pode ser.

GRANDE ESTRELA do nosso carnaval, Neguinho da Beija-Flor divide o palco com Simone, no show que a cantora fez sábado, na quadra da escola, em Nilópolis

REVELAÇÃO DE “Viver a vida”, Aparecida Petrowky posa durante lançamento da coleção de uma grife de roupas esportivas, num shopping carioca

OS COMEDIANTES Marcos Veras e Fabio Porchat cercam num abraço a atriz Carla Diaz, nos bastidores da comédia “Falando a veras”, em cartaz no Teatro dos Grandes Atores

JOSEPH E. STIGLITZ

Risco que não vale a pena 
O GLOBO -  05/04/2010


Uma onda de austeridade fiscal se precipita sobre a Europa e os Estados Unidos. A magnitude dos déficits orçamentários — como a magnitude da crise — pegou muitos de surpresa. Mas, a despeito dos protestos dos que propunham a desregulamentação, para quem o governo deveria permanecer passivo, a maioria dos economistas acredita que os gastos governamentais fizeram a diferença e ajudaram a evitar outra Grande Depressão.

A maioria dos economistas também concorda que é um erro considerar apenas para um lado do balanço (seja no setor público ou privado). Não se deve olhar apenas o que um país ou empresa devem, mas também os seus ativos. Isto deveria ajudar a responder aos falcões do setor financeiro, que soam alarmes sobre gastos governamentais.

Apesar de tudo, mesmo os falcões reconhecem que deveríamos nos concentrar não só no déficit atual, mas na dívida de longo prazo. Gastos, especialmente investimentos em educação, tecnologia e infraestrutura, podem realmente levar a déficits menores a longo prazo. A miopia dos bancos ajudou a criar a crise; não podemos deixar a miopia do governo — estimulado pelo setor financeiro — prolongá-la.

Crescimento mais rápido e rendimentos do investimento público proporcionam receitas tributárias mais altas, e rendimentos de 5% a 6% são mais do que suficientes para compensar aumentos temporários da dívida nacional.

Uma análise de custo/benefício social (levando em conta impactos outros que os orçamentários) faz tais gastos se tornarem ainda mais atraentes, mesmo que elevem o déficit.

Finalmente, a maioria dos economistas concorda que o tamanho apropriado de um déficit depende, em parte, do estado da economia. Uma economia mais frágil pede um déficit maior, e o tamanho apropriado de um déficit diante de uma recessão depende de circunstâncias precisas.

É aqui que os economistas divergem.

Previsões são sempre difíceis, especialmente em tempos turbulentos.

O que ocorreu não é (felizmente) algo que aconteça todos os dias; seria tolo examinar recuperações passadas para prever esta.

Nos EUA, por exemplo, créditos duvidosos e arrestos de imóveis estão nos níveis mais altos em 75 anos; o declínio do crédito em 2009 foi o maior desde 1942. Comparações com a Grande Depressão são enganadoras, porque a economia hoje é, de muitas formas, tão diferente. E quase todos os especialistas se mostraram altamente falhos — vide as funestas previsões do Federal Reserve (banco central americano) antes da crise.

Ainda assim, mesmo com grandes déficits, o crescimento econômico nos EUA e na Europa é anêmico, e as previsões sobre a recuperação do setor privado sugerem que, na ausência de apoio governamental contínuo, há risco de longa estagnação — crescimento débil demais para permitir que o desemprego baixe a níveis normais.

Os riscos são assimétricos: se essas previsões estiverem erradas e houver uma recuperação mais robusta, obviamente os gastos poderão ser cortados e/ou os impostos aumentados. Mas se as previsões estiverem certas, um freio prematuro nos gastos governamentais traz consigo o risco de jogar a economia de novo numa recessão. Esta é uma das lições que deveríamos ter aprendido com a experiência americana na Grande Depressão; é também uma das lições que emergem da experiência do Japão nos anos 90.

São pontos particularmente relevantes para as economias mais atingidas.

O Reino Unido, por exemplo, tem passado momentos piores que outros países por uma razão óbvia: ele teve uma bolha imobiliária (embora de menores consequências do que a da Espanha), e as finanças, que estiverem no epicentro da crise, têm um papel mais importante em sua economia do que na de outros países. O pior desempenho do Reino Unido não resulta de políticas piores; na verdade, o resgate de bancos feito pelo governo britânico e sua política para o mercado de trabalho foram, de muitas maneiras, muito melhores que os dos EUA. Eles evitaram a perda maciça de recursos humanos associada com o elevado desemprego nos EUA, onde quase um em cada cinco pessoas que procuram emprego em tempo integral não consegue obtê-lo.

À medida que a economia global volta a crescer, os governos deveriam elaborar planos para elevar impostos e cortar gastos. O equilíbrio correto será inevitavelmente objeto de disputa. Princípios como “é melhor taxar coisas ruins do que boas” poderiam sugerir impostos para proteger o meio ambiente.

O setor financeiro impôs pesados encargos externos ao resto da sociedade.

O setor financeiro americano poluiu o mundo com hipotecas tóxicas e, de acordo com o bem estabelecido princípio de que “o poluidor paga”, deveria pagar mais impostos. Além disso, taxar o setor financeiro ajudaria a aliviar os problemas causados pela alavancagem excessiva e pelos bancos “grandes demais para falir”. Impostos sobre atividades especulativas poderiam encorajar os bancos a focar em seu papel-chave na sociedade, que é o de fornecer crédito.

A longo prazo, a maioria dos economistas concorda que os governos, especialmente em países industrializados avançados com populações em envelhecimento, deveriam se preocupar com o grau de sustentabilidade de suas políticas. Mas devemos ser cautelosos com o fetiche do déficit. Déficits para financiar guerras ou para salvar o setor financeiro (conforme aconteceu em escala maciça nos EUA), levam ao endividamento, gerando ônus para as futuras gerações. Mas investimentos públicos de alto retorno e que se pagam podem, na realidade, melhorar o bem-estar de gerações futuras. Seria duplamente tolo sobrecarregá-las com dívidas de gastos improdutivos e com corte dos investimentos produtivos.

São questões para dias posteriores — em muitos países, as perspectivas de uma recuperação robusta estão ainda, na melhor das hipóteses, um ano ou dois à frente. Por agora, a situação é clara: reduzir os gastos governamentais é um risco que não vale a pena correr.
JOSEPH E. STIGLITZ é economista.

GEORGE VIDOR

Da água ao vinho 
O GLOBO - 05/04/2010


NOVA YORK. Há alguns anos (poucos, na verdade) “vender” o Rio de Janeiro como um estado com oportunidades de investimento em diversas áreas seria desperdício de tempo ou a tentativa seria vista aqui como armação de arapuca para incautos. Não só a situação da economia brasileira era das mais complicadas, como o próprio Rio vivia um quadro de profunda decadência.

Mas isso, felizmente, mudou, em todos os sentidos, seja quanto ao país ou em relação ao estado e sua capital. O governador Sérgio Cabral pôde trazer a Nova York, sem constrangimento, seu secretário de segurança, José Mariano Beltrame, para falar em um painel do seminário organizado pelo Wall Street Journal e o Valor Econômico. Beltrame estava ladeado por Celina Borges Carpi, presidente do grupo Libra (que tem a concessão de um dos dois terminais de cointêineres do Porto do Rio) e Otávio Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez. Celina, depois de afirmar que os empresários voltaram a acreditar que uma política específica na segurança trará resultados contra a violência urbana, profetizou que o Estado do Rio terá a melhor estrutura logística do país. Azevedo, por sua vez, informou que estava transferindo de São Paulo para o Rio 250 executivos. E que, ele, mineiro, mas vivendo entre as duas maiores cidades do país, já tinha sido assaltado cinco vezes em São Paulo e nunca no Rio (despertando risos na platéia).

A segurança patrimonial e pessoal é uma grande preocupação para quem avalia oportunidades de investimento no Rio ou em qualquer outra parte do Brasil. Mas hoje já se vê luzes no fim do túnel. Para isso, vem contribuindo a melhora da economia brasileira e do Rio, em especial. Eike Batista, para o qual estavam direcionadas boa parte das atenções do seminário, disse que os altos executivos das empresas americanas deveriam visitar o Brasil, pois só assim constatariam as mudanças que vêm ocorrendo no país. Citou suas empresas como exemplo de que a América do Sul, com destaque para o Brasil, é hoje o melhor lugar do mundo para se investir. Eike confirmou que o presidente chinês Hu Jintao visitará, no dia 17, o Porto do Açu, em construção no Norte Fluminense. Lá deverá ser instalada a primeira siderúrgica chinesa no Brasil.

Brincando com os ouvintes, Eike perguntou como um investidor poderia não se interessar pelo Brasil se, independentemente da nacionalidade do capital, ainda teria a possibilidade de se financiar junto a uma entidade nacional de fomento, como o BNDES, aberto a todo tipo de projeto econômico e financeiramente viável.

Na platéia, muitos consultores ligados ao setor de petróleo e gás. Mas esse nem acabou sendo o foco do seminário, embora Eike tenha frisado que a indústria de equipamentos para essa área (no qual está representado com sua empresa OGX) ainda não descobriu o Brasil.

O seminário sobre investimentos no Rio foi realizado nos salões do famoso hotel Plaza. A última vez que tinha postos os pés ali foi em dezembro de 1982, para cobrir as reuniões de autoridades brasileiras com representantes dos credores do país. O clima era tenso porque o Brasil estava sem reservas cambiais, sem condições de honrar seus compromissos. Um acordo foi feito, mas levamos anos para sair daquela enrascada.

Desta vez, não se falou em dívidas (a não por uma breve menção do secretário estadual de Fazenda, Joaquim Levy, ao se referir ao grau de investimento obtido recentemente pelo estado no ranking da agência de classificação de risco Standard&Poors). O tema passou a ser investimento, Copa do Mundo de 2014, Olimpíadas de 2016. Uma mudança da água para o vinho.

Paragominas já esteve no topo da lista dos municípios do Pará com índices de desmatamento acelerado. Funcionavam lá nada menos que 200 serrarias. Um esforço coletivo, começando pela prefeitura, que envolveu pecuaristas e agricultores, reduziu o desmatamento a praticamente zero nos dois últimos anos. Com isso, Paragominas foi a primeira cidade amazônica a sair da lista que o impedia de receber créditos do governo.

O número de serrarias acabou diminuindo para cerca de 50, abastecidas com árvores de replantio. No lugar das antigas está surgindo uma fábrica de MDF (só há oito delas em todo o Brasil), produto cada vez mais utilizado pela indústria de móveis. A fábrica — a primeira se instalar nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste — usará uma árvore nativa como matéria-prima.

O município de Paragominas é cortado pela rodovia Belém-Brasília. Ainda tem 55% de seu território coberto por florestas. Está agora entre as regiões com mais rápido percentual de reflorestamento.

Um exemplo de como o desenvolvimento sustentável não é romantismo: conciliar atividade econômica rentável com preservação ambiental é perfeitamente possível.

O presidente da Unica, que reúne produtores de álcool em São Paulo, Marcos Jank, espera que os EUA eliminem, este ano, a tarifa de 2,5% incidente sobre importações do etanol brasileiro. Fundamental para isso foi o reconhecimento, pelos americanos, de que o etanol derivado da cana-de-açúcar reduz em 61% as emissões de gases poluentes, quando comparado a gasolina.

No caso do etanol do milho, o percentual de redução é de 21%. O percentual do etanol de cana seria até maior, mas nesse cálculo os americanos descontam as emissões relativas ao transporte (por via marítima e terrestre) do álcool até o consumidor nos EUA, além do “efeito indireto do uso da terra”, que seria o deslocamento da pecuária e de outras culturas de florestas para áreas de floresta.

Jank contesta, pois o crescimento da produção de cana no Brasil se dá mais por ganho de produtividade, com a aplicação de técnicas avançadas e variedades geneticamente melhoradas, do que por expansão do plantio.

Quanto ao futuro, ele acredita que a consolidação do etanol no Brasil se dará mesmo pela ampliação da frota de carros flex. No exterior, será pela mistura do álcool à gasolina (30 países já o fazem).

Os comentários de Jank estão na internet, no podcast da Rio Bravo, gestora de fundos e carteiras de investimento, que tem como um dos sócios o expresidente do Banco Central Gustavo Franco.

CAIU NA REDE

ROBERTO FALKENSTEIN

A era do pneu 'verde' 

O GLOBO -  05/04/2010


No mercado automobilístico brasileiro, o quinto maior do mundo, o pneu “verde” ainda responde por apenas 5% do segmento. Na Europa, onde é comercializado há mais de 15 anos, representa 60%. A experiência europeia nos indica que a adesão do consumidor foi influenciada por incentivos governamentais.


Por questões econômicas e políticas, já que os europeus não produzem petróleo, a não ser no Norte da Inglaterra, os governos criaram políticas para reduzir a dependência desta fonte de energia. A redução dos impostos dos automóveis que consomem menos combustível foi uma das alternativas que ganharam força por meio das leis.


O cenário no Brasil deve mudar com a adesão cada vez maior das montadoras ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Em 2009, 31 modelos aderiram ao selo. Este número mais que dobrou em 2010, ano em que as montadoras inscreveram 67.


Independentemente das polêmicas surgidas em relação à não obrigatoriedade do programa e a uma falta de mensuração do CO2 emitido, a Etiqueta Nacional de Energia para Veículos tem valor na hora de orientar o consumidor, assim como aconteceu com o Selo Procel, instituído em 1993 para os eletrodomésticos.


Naquela época, alguns modelos de refrigeradores desapareceram do mercado, quando o consumidor percebeu que eram ineficientes.


O mesmo poderá acontecer com os automóveis, na medida em que o despertar dos consumidores para medidas eficientes para preservar o meio ambiente é recente. O poder de decisão do consumidor é fundamental para regular o mercado. Quanto mais a sociedade estiver atenta à contribuição do automóvel ao meio ambiente na hora da compra, a cadeia automotiva será envolvida numa corrida tecnológica rumo ao veículo mais eficiente e, principalmente, menos poluente.


Neste contexto, é importante que as empresas e o governo se inspirem no modelo de metas europeu, mais completo.


No segmento de pneumáticos, as metas na Europa abrangem outras características além das ambientais, como a segurança — analisa a frenagem em piso molhado, por exemplo.


Além disso, também hoje o consumidor brasileiro está mais sensibilizado frente a interferência humana no meio ambiente, porque as pessoas estão percebendo todos os dias os efeitos das mudanças climáticas: as inundações são sempre as maiores das últimas décadas, a temperatura está mais alta, furacões surgem onde nunca ocorriam.


A eficiência energética do veículo tem de ser avaliada em cada item. Se analisarmos somente a contribuição do pneu para o meio ambiente, a emissão de CO2 na atmosfera seria praticamente 10 gramas menor por quilômetro rodado caso o seu veículo possuísse o chamado pneu verde.


Estima-se que, no Brasil, a frota é composta por 24 milhões de veículos, que rodam, em média, mais de 13 mil quilômetros por ano. Isto significa que, se toda a frota passasse a utilizar pneus verdes, cada carro deixaria de jogar aproximadamente 132 quilos de CO2 na atmosfera e a frota toda, em torno de três milhões de toneladas. Estes três milhões de toneladas correspondem a mais ou menos 530 estádios do Maracanã por ano. Esta redução, junto a uma série de outras ações, pode ajudar a diminuir a poluição e a melhorar a qualidade do ar que respiramos.


A diferença entre um pneu comum e um ecológico reside nos compostos. A preocupação, neste caso, é fazer com que o pneu ofereça menor resistência para rodar sem, entretanto, perder o atrito com o solo, pois isto é imprescindível para garantir uma boa frenagem, assim como aderência nas curvas. Isto se obtém por meio de adição de sílica e silano aos compostos, conferindo uma cadeia polimérica mais longa e resistente a deformações. Por isso, é difícil reconhecer um pneu mais econômico somente ao olhá-lo, pois externamente a aparência é igual à dos demais.


Há uma década foi lançado o primeiro pneu verde no País, mas aquele cenário era completamente diferente do atual. Com o advento da etiqueta ambiental e, principalmente, com a conscientização do consumidor, as condições para o desenvolvimento do mercado para o pneu “verde” no Brasil já existem. Se hoje suas vendas representam 5% do total, poderão atingir 40% já em 2012. Então, com aumento da escala de produção, o custo, que atualmente é 15% maior, deverá cair.


ROBERTO FALKENSTEIN é engenheiro mecânico e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pirelli na América Latina.

PAINEL DA FOLHA

Circuito mineiro
RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 05/04/10

Com a candidatura de José Serra ao Planalto colocada na praça, a prioridade do PSDB é tentar fazer com que Aécio Neves, mesmo mantendo a decisão de não ser vice na chapa, se envolva de fato na campanha. O recado mais recente foi registrado ontem em artigo de Fernando Henrique Cardoso. "A aliança entre Minas e São Paulo -que se pode dar de forma variada- salvou-nos do autoritarismo no passado", escreveu o ex-presidente. O PSDB pretende organizar um roteiro para que, em maio, Serra faça uma imersão no segundo colégio eleitoral do país ao lado de Aécio e de seu candidato ao governo, Antonio Anastasia. Uma das paradas será no Vale do Jequitinhonha, onde Lula levou Dilma Rousseff (PT) recentemente.


Água fria 1. O Datafolha sobre a sucessão gaúcha desanimou o PSDB, que, com base em pesquisas próprias, apostava na recuperação de Yeda Crusius. Com 8%, contra 31% de Tarso Genro (PT) e 30% de José Fogaça (PMDB), ela está muito longe dos "quase 20%" que vinham lhe atribuindo.
Água fria 2. A perspectiva de Yeda ir ao segundo turno voltou a parecer remota. De todo modo, os tucanos acreditam que a polarização com o PT obrigará Fogaça, cujo PMDB participa do governo estadual, a dar palanque a José Serra, mesmo que apenas na fase final da campanha.
Veja bem. Para justificar o fraco desempenho, aliados de Yeda afirmam que PTB e DEM teriam acertado que apoiarão sua reeleição. Luis Augusto Lara (PTB) tem 3%, e Paulo Feijó (DEM), 2%.
Ondas 1. A área de comunicação da campanha de Dilma prepara ofensiva focalizada nas rádios. A ideia é produzir conteúdo para distribuir no interior, além de aumentar o número de entrevistas concedidas pela candidata a emissoras dos grandes centros.
Ondas 2. A preocupação em elevar a exposição de Dilma coincide com o diagnóstico da coordenação da campanha de que o Datafolha no qual Serra ampliou a vantagem sobre a petista captou um momento em que ela teve exposição mais modesta na mídia. Quando da morte do dissidente cubano e do estouro do caso Bancoop, Dilma fora aconselhada a evitar polêmicas, e portanto entrevistas.
Sem marola. Cotado para vice na chapa de Dilma, Michel Temer tem dito que será comedido nas opiniões sobre o programa de governo do PMDB. Quer palpitar apenas no capítulo da segurança pública, área na qual já atuou.
Missão... Os mediadores mais otimistas avaliam que ainda é possível resolver o impasse oposicionista no Rio, onde o PV do candidato ao governo Fernando Gabeira se recusa a aceitar Cesar Maia (DEM) ao Senado na chapa.
... de paz. Para tanto, seria necessário conter os mais inflamados: de um lado, o filho de Cesar, deputado Rodrigo Maia; de outro, Alfredo Sirkis, cuja rejeição ao ex-prefeito é menos ideológica do que fruto de desavença pessoal.
Mais um. O prefeito de Belém, Duciomar Costa, trabalha para introduzir um candidato do seu PTB na disputa pelo governo do Pará. Trata-se do empresário Fernando Yamada. A articulação preocupa o PT, que não consegue se acertar com o PMDB de Jarder Barbalho e contabilizava o PTB no arco de apoios à reeleição de Ana Júlia Carepa.
De presente. Com a saída de dez governadores para disputar as eleições, na maioria dos casos ao Senado, ocorreram seis trocas de partidos à frente das máquinas estaduais. O nanico PMN passou a administrar o Amazonas, o PPS herdou Rondônia e o PSB ficou com o Piauí. Dos partidos de maior porte, o PMDB assumiu em Mato Grosso, o PSDB em Santa Catarina e o PP ganhou o Amapá.
Fazer o quê? A reação ao veto do Tribunal Superior Eleitoral às chamadas doações ocultas de campanha esfriou na Câmara depois que deputados foram convencidos de que a aprovação de um decreto legislativo anulando a decisão seria facilmente derrubada no Supremo. Diante do impasse, deputados avaliam a possibilidade de contestar judicialmente as novas regras impostas pelo tribunal. 

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER
Tiroteio 
Resta saber de qual petista graúdo esses aloprados estão a serviço desta vez. 
De JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM-BA), sobre a fazenda na Bahia, avaliada em R$ 1,5 mi, comprada pelo petista Hamilton Lacerda, carregador da mala de dinheiro para comprar o dossiê antitucanos em 2006.
Contraponto 
Em treinamento
Dias atrás, quando ainda era secretário de Desenvolvimento, o agora desincompatibilizado Geraldo Alckmin, líder disparado nas pesquisas sobre a sucessão paulista, chegou muito atrasado à cerimônia de assinatura de um convênio para a construção de escola técnica de mídia eletrônica na zona sul da capital.
No que Alckmin saltou do carro, o deputado estadual tucano Orlando Morando conferiu o relógio e observou:
-Ele já está se preparando para suceder o Serra...

RICARDO MELO

Alma do negócio

FOLHA DE SÃO PAULO - 05/04/10

SÃO PAULO - Quanto mais a cúpula do Vaticano tenta abafar os escândalos de pedofilia, mais ela se complica. Uma das cartadas recentes foi a de comparar ao antissemitismo a reprovação aos descalabros sexuais cometidos em dioceses. Ninguém engoliu o paralelo descabido. Mesmo porque até hoje pairam sombras, para dizer o menos, sobre o verdadeiro papel da Igreja Católica nos tempos do nazismo.
No domingo de Páscoa, o Vaticano mudou o discurso e simplesmente omitiu referências à tragédia moral que corrói seu rebanho. Em sua oração, Bento 16 foi buscar abrigo nas generalidades habituais. Disse que a humanidade precisa de "mudanças profundas", citou desde o narcotráfico na América Latina até o impasse no Oriente Médio como flagelos a serem combatidos e terminou com os apelos de sempre ao diálogo e à convivência serena.
Aparentemente, a tática é trocar de assunto esperando que a poeira vá baixar. Mas vai baixar? Os fatos caminham na direção contrária. Não é de agora que as denúncias sobre as mazelas do povo de batina chegam a público, e elas só têm feito se multiplicar. Em quantidade e gravidade. Um das mais impactantes envolveu Bento 16, acusado de acobertar a má conduta de subordinados antes de se tornar papa.
Dizer que a pedofilia é um problema que pode acometer qualquer instituição, como muitos católicos têm argumentado, não faz nenhum sentido. Equivale a afirmar que, dentro de um hospital, sempre há o risco de existir delinquentes seriais em vez de pessoas dedicadas a salvar vidas, e nada pode ser feito.
Ora, os fiéis que procuram a Igreja vão atrás de conforto moral, espiritual e, muitas vezes, atrás de uma saída derradeira para males que não conseguem extirpar. Esta é, por assim dizer, a alma deste negócio.
Quando se recusa a admitir, identificar e punir abusos escabrosos, a cúpula católica acrescenta uma nova contradição a uma instituição que adora pregar "verdades" e o combate à miséria, mas cuja hierarquia nunca dispensou o fausto e o sigilo sepulcral sobre seus erros.

NELSON DE SÁ - TODA MÍDIA

Jornal e o diabo
FOLHA DE SÃO PAULO - 05/04/10
 
"Hierarquia católica se une em torno do papa para a Páscoa", dizia a manchete no site do "New York Times", ontem à tarde. Abrindo a reportagem, "um cardeal proeminente, em desvio marcante na tradição da missa de Páscoa na Santa Sé, se postou diante de Bento 16 e pronunciou uma demonstração de apoio, em resposta à raiva crescente pelo escândalo de abuso sexual da Igreja Católica".
No texto "mais popular" do "NYT" de ontem, a colunista Maureen Dowd respondeu aos padres Gabriele Amorth, "exorcista chefe da Santa Sé", que acusou "a cobertura do "NYT" de ser instigada pelo diabo", e Raniero Cantalamessa, "pregador da casa papal", que comparou os "ataques" ao antissemitismo. Sobre o primeiro, "não foi o diabo que me fez agir assim, foram os fatos". Sobre o segundo, fez "insulto" a judeus -do qual o próprio padre já se penitenciou.

Fim do dia, o site do "Zero Hora" noticiou, com eco pelos portais, que a igreja do Rosário havia sido alvo de vandalismo, em Porto Alegre.
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REDENÇÃO 
Desde sexta-feira na BBC e no "NYT" de papel, ecoa mundo afora o assassinato de Pedro Alcântara de Souza, "líder de um sindicato de sem-terra no Pará". Dois homens em motos acertaram cinco tiros na cabeça de Souza, "por suas atividades políticas", segundo policiais de Redenção. Ele estava com a mulher, no limite de um assentamento na cidade.
O site da revista "Time" destacou ontem longo texto do correspondente Andrew Downie, que entrevistou a viúva do sindicalista, sob o enunciado "O lado escuro do milagre econômico do Brasil", lembrando que a freira Dorothy Stang também foi morta na região.
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RESULTADOS 
Boris Casoy noticiou no "Jornal da Band" e foi manchete no UOL, de sábado para domingo, "Diferença entre José Serra e Dilma Rousseff cai, diz Vox Populi". No Terra, "Serra tem 34% contra 31% de Dilma". Por outros, também manchete, "Dilma sobe e encosta em Serra".
A cobertura on-line ecoou nota da coluna Painel, no sábado, informando que o questionário incluiu pergunta relativa aos cargos que os candidatos já ocuparam, "procedimento conhecido por distorcer resultados".

COM LULA, SEM FHC
No jornal "O Globo" de ontem, em papel e no site, "Nos discursos, Dilma só fala em Lula, enquanto Serra evita Fernando Henrique". Analisando 13 discursos de Dilma e 32 de Serra, destaca que a primeira citou "presidente" 96 vezes e o segundo citou o ex-presidente 4 vezes.

MAS FHC CONTINUA
FHC publicou coluna ontem no "Globo" e em outros jornais, sob o título "Hora de união", conclamando: "Cabe a Serra e a Aécio conduzir-nos a uma vitória. Eles não nos decepcionarão". O jornal "O Estado de S. Paulo" abriu espaço também para uma sabatina com o ex-presidente.
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RISCO BRASIL 
Correspondente da Reuters, Raymond Colitt fez um guia dos "riscos políticos que requerem atenção". A eleição brasileira é "a de menor risco para os investidores no último quarto de século, mas há alguns".
Diz que tanto Dilma como Serra "acreditam num papel forte para o governo na economia" e que "o mercado não tem preferido". Avisa para acompanhar: "a escolha dos assessores econômicos nas próximas semanas"; o possível desacordo no pré-sal, com efeito nas ações da Petrobras; e um eventual favoritismo de Serra, com efeito nos investimentos na Argentina e na Bolívia.
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BOEING VS. EMBRAER 
O "Wall Street Journal" noticiou que as "Negociações da aviação são paralisadas pelo surgimento de novos rivais no Canadá e no Brasil". A americana Boeing e a europeia Airbus, que têm "acordo informal" para não vender aviões com financiamento estatal nos EUA e na Europa, querem que a canadense Bombardier e a brasileira Embraer passem a seguir o mesmo padrão.
"Mas as emergentes estão rejeitando, segundo pessoas informadas sobre a questão." O problema é que a Bombardier e a Embraer passaram a produzir aviões maiores -que poderão concorrer com as duas gigantes do setor aéreo, por exemplo, por uma grande "encomenda da United Airlines programada para este ano".
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RÁPIDO COMO UMA BALA 
Sob o título "É um pássaro, é um avião, é Obama!", Frank Rich ironiza no "NYT" a "troca instantânea de imagem" após a reforma na saúde. Do site Daily Beast ao "FT", Obama é agora o "Super-Homem". O colunista liberal avisa que o teste será "a velocidade com que sair da recessão" 

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

RUY CASTRO

O último rugido

FOLHA DE SÃO PAULO - 05/04/10

RIO DE JANEIRO - A MGM, lembra-se? Metro-Goldwyn-Mayer. Aquela cujos filmes eram anunciados por um leão. Filmes com Greta Garbo, Jean Harlow, Clark Gable, Joan Crawford, Spencer Tracy, Mickey Rooney, Judy Garland, Gene Kelly, Lana Turner, Frank Sinatra, Ava Gardner, Elizabeth Taylor. Todos deuses.
De 1924 a 1954, foi uma das instituições mais poderosas do mundo. Basta dizer que, dos 60 milhões de americanos que iam ao cinema nesse período -por semana-, a MGM respondia por quase metade. Louis B. Mayer, chefe do estúdio, era mais importante que o governador da Califórnia. E Gable, mais popular que o presidente Roosevelt.
Em 1950, ninguém imaginaria que, um dia, duas potências daquele tempo iriam acabar: a URSS e a MGM. Mas foi o que aconteceu. A URSS se desmanchou em 1990, depois da queda do Muro de Berlim; já a MGM começou a morrer nos próprios anos 50, quando uma lei antitruste nos EUA obrigou os estúdios a vender suas cadeias de cinemas, privando-os de exibir o pouco que agora tinham passado a produzir. Para completar, veio a televisão e segurou as pessoas em casa. A partir daí, a sigla MGM converteu-se numa marca para abrigar produções alheias.
Nesses quase 60 anos, a MGM foi vendida várias vezes, por inteiro ou aos pedaços. Suas lindas ruas cenográficas viraram estacionamento; as cartolas de Fred Astaire foram leiloadas; o lote de filmes, retalhado entre a United, a Warner e a Turner. O auge da humilhação foi quando um de seus compradores reduziu o ex-grande estúdio a subsidiário de um hotel em Las Vegas. E nem assim as dívidas cessaram.
Em maio próximo, a MGM terá de pagar US$ 3,7 bilhões a seus credores para não fechar de vez. Confirmando o meu amigo Baiano, que assim definiu o pobre leão: "Dois rugidos. O resto é fita".

CLÁUDIO HUMBERTO


Desempenho de Serra deixa PMDB assanhado

Já se ouve de parlamentares peemedebistas que o partido "não está 1 fechado com Dilma Rousseff", a candidata do PT e também (por enquanto) do PMDB à Presidência da República. É que, caso o ex-governador paulista José Serra continue crescendo nas pesquisas, como mostrou o Datafolha (com o tucano abrindo 9% em relação à petista), o partido já admite desembarcar do barco da ex-ministra da Casa Civil.

Trair e coçar...

A ala do PMDB louca para trair Dilma Rousseff não se conforma com o alinhamento incondicional da turma de Michel Temer (SP) à petista.

Humilde, de novo

Já a turma de Michel Temer também adorou a queda de Dilma nas pesquisas. "Fez ela calçar as sandálias da humildade", diz um senador.

Ela já se achava

Dilma Rousseff já posava de presidente e até esnobava os políticos do PMDB, quando as pesquisas atestaram o crescimento de José Serra.

Candidato

Chama-se Luiz Felipe Coelho o advogado filiado ao PTB que pretende dispu tar o Governo do Distrito Federal. Ele é ex-dirigente da OAB.

Celso Daniel

Beneficiados por habeas do Supremo Tribunal Federal, há dias, dois dos três réus no assassinato do prefeito Celso Daniel quase foram resgatados em 2006: um Ford Ranger, um Santana e duas motos interceptaram o camburão que levava José Edson da Silva e Marcos Roberto dos Santos ao fórum de Itapecerica da Serra (SP). Houve tiroteio. Os agentes denunciaram o ataque ao Ministério Público.

Vida em risco

O Ministério Público anexou a denúncia aos autos para reforçar a periculosidade dos réus, fora o risco iminente a Marcos, único solto.

Bate, coração

O que admitiu participação de Sérgio da Silva, o "Sombra", fica na cadeia por outros crimes. O júri dos seis réus será em 3 de agosto.

Boquinha

A Presidência da República abriu licitação para gastar R$132,9 mil até dezembro em sucos, cafés, biscoitos e petiscos variados.

ONGs 

Entre 2003 e o final de 2009, o Governo federal repassou R$ 390,2 milhões a Organizações Não-Governamentais envolvidas em agropecuária e reforma agrária. Algumas envolvidas com o MST.

Só cresce

No primeiro ano do presidente Lula, as ONGs envolvidas com o campo receberam R$ 16 milhões do Governo, o menor valor dos últimos sete anos. Em 2006, 2007 e 2008, os repasses ultrapassaram R$ 70 milhões.

Filme velho

Tudo no PT é reprise, até sigla. A enroladíssima Bancoop criou, em 2005, o Programa de Aceleração Construtiva (PAC), em conjunto com consultorias, para "trazer mais agilidade, qualidade e segurança". Humm.

Verdade

Relatório da OAB envolve diretores, juízes federais e procuradores no escândalo das visitas íntimas de presos gravadas no Mato Grosso do Sul, revelado pela ONG Brasil Verdade. A Justiça determinou a apreensão de computadores da ONG, mas as provas estão num provedor nos EUA.

Crime no Pará

Dos 1.169 homicídios ocorridos em Belém do Pará, em 2009, 90% são executados por adolescentes e resultam do tráfico. Segundo a Polícia, só neste ano 64 traficantes foram presos e 44 pontos de drogas fechados.cursos das "obras" do PAC dizendo "quem viver, verá?".

FRASE DO DIA


"Não quer dizer que não posso fazer um bom governo"
Alberto Fraga (DEM-DF), ao explicar a amizade e as visitas a José Roberto Arruda
PODER SEM PUDOR

Argumento infalível

Na véspera da posse do companheiro Lula, o diretor-comercial da Anhembi Eventos e Turismo, Sérgio Bacci, pediu demissão da prefeitura paulista e acampou em Brasília, esperando o cargo prometido pelo padrinho, deputado Professor Luizinho, do PT. Conseguiu nove meses depois deste diálogo com Waldomiro Diniz, na Casa Civil:
- Mas o que o sr. entende de Marinha Mercante?
- O mesmo que você endente de Casa Civil, respondeu Bacci.
Virou diretor do Fundo de Marinha Mercante, do ministério dos Transportes.

A MULA

SEGUNDA NOS JORNAIS

- Globo: Tesouro pode arcar com novo aporte no BNDES

- Folha: Poder das facções pode inviabilizar voto de preso

- Estadão: Dilma reage a Serra e diz não temer embate ético com tucanos

- JB: Previ-Rio: Além de CPI, a intervenção

- Correio: Mais rigor no controle das cirurgias plásticas

- Valor: 'Efeito Petrobras' leva empresas a antecipar ofertas

- Estado de Minas: BH campeã em violência no trânsito

- Jornal do Commercio: Sport garante o 1º lugar