sábado, março 27, 2010

REINALDO AZEVEDO

REVISTA VEJA
Artigo: Reinaldo Azevedo

O AI-13 dos militontos

A exemplo dos contestadores do filme A Vida de Brian (alugue hoje mesmo), do grupo inglês Monty Python, os inimigos atuais da civilização perguntam em tom desafiador e eu lhes respondo com os fatos:
O Programa (Nacional-Socialista) dos Direitos Humanos, na forma como está, submete a Constituição ao que chamo, em homenagem ao número do PT, 'Ato Institucional nº 13'. Os 'direitos humanos' são, no AI-13, o que a 'segurança nacional' era no AI-5 do regime militar. Em nome dela, podia-se suspender qualquer garantia; em nome deles, também.
– O que foi que esse modelo nos deu?
– A democracia!
– É verdade! Ele nos deu a democracia. Fora a democracia, o que foi que esse modelo nos deu?
– A segurança jurídica!
– É, ele nos deu isso também. Fora a democracia e a segurança jurídica, o que nos deu esse modelo?
– A igualdade perante a lei!
– Tá bom, vá lá. Fora a democracia, a segurança jurídica e a igualdade perante a lei, o que é que esse maldito modelo nos deu?
– As vacinas?
– Além da democracia, da segurança jurídica, da igualdade perante a lei, das vacinas, respondam: o que nos deu esse modelo?
– Os antibióticos!
– Perguntarei pela última vez: sem contar a democracia, a segurança jurídica, a igualdade perante a lei, as vacinas e os antibióticos, que diabos nos deu esse modelo?
– O vaso sanitário!
– Ora, cale-se!
A Conferência de Cultura, realizada há pouco mais de duas semanas, reuniu essa gente pitoresca que poderia ter saltado da tela do filme do Monty Python e definiu como uma das 32 prioridades de governo "registrar, valorizar, preservar e promover as manifestações de comunidades e povos tradicionais, itinerantes, nômades, das culturas populares, comunidades ayahuasqueiras" e por aí vai. Isso deve ser feito com recursos do estado, o Leviatã transformado em incubadora de estranhezas. Se você, leitor, não se encaixa em nenhum dos grupos acima, então é só um "entre outros", integrante de uma maioria que encarna aquela outra "tradição", permanentemente saqueada por particularismos. Refiro-me à velha e desprezível civilização ocidental, com o seu opressivo culto à razão, à ciência, à segurança jurídica, à produção, ao desenvolvimento, à propriedade privada, à língua pátria, às vacinas e aos antibióticos. Essas bobagens que nos têm causado tantos dissabores e que afastam o homem da sua "verdadeira essência".
O caso dos "ayahuasqueiros", os consumidores do daime, é emblemático. Eu não sei qual é a "verdadeira essência" do homem. Talvez eles saibam. Parece que a bebida os ajuda a chegar lá. Só não entendi por que essa "cultura" tem de ser protegida pelo estado, que deve, segundo a proposta, investir dinheiro público na sua difusão. Gilberto Gil, quando ministro, encaminhou um processo ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que o uso do chá seja considerado "patrimônio imaterial do povo brasileiro", ainda que você, leitor, reacionário como é, não tome nada além de chá de camomila. Os mais ousados arriscam contornar a melancolia desta vida besta com Prozac ou Zyban, que vieram à luz depois de muitas décadas, e milhões de dólares, de pesquisa. Os antidepressivos podem merecer uma ode, jamais uma litania; no máximo, um canto pagão, nunca um hino místico.
A proposta da conferência é um sintoma, não o mal em si. Não tenho sobre o futuro uma visão apocalíptica ou redentora. Não aposto nem em danação nem em salvação. A história não tem epílogo. Há uma perspectiva bem menos dramática do que o fim dos tempos. É a mediocridade, a vida das exigências rebaixadas. No Brasil e mundo afora, uma atmosfera de boçalidades doces e caridosas, excepcionalmente violentas, vai espalhando os seus miasmas. A língua alemã tem uma palavrinha bacana que merece entrar neste texto: Zeitgeist, ou "espírito do tempo". Esse espírito anda muito propício ao assalto à razão, à ciência, à segurança jurídica, à produção, ao desenvolvimento, à propriedade privada e à língua pátria – e isso serviria à construção do "novo homem". As velhas esquerdas acreditavam que o comunismo era o portal da nova era. Deu errado. As novas esquerdas desistiram de reinventar a civilização. Dá muito trabalho. Basta-lhes depredá-la.
Essa depredação da ordem democrática exige agora o patrocínio do estado e é promovida por seus próprios agentes. Em duas conferências, a de comunicação e aquela de cultura, os militantes aprovaram propostas que, se aplicadas, resultarão em censura à imprensa. O Programa (Nacional-Socialista) dos Direitos Humanos, na forma como está, submete a Constituição ao que chamo, em homenagem ao número do PT, "Ato Institucional nº 13". Os "direitos humanos" são, no AI-13, o que a "segurança nacional" era no AI-5 do regime militar. Em nome dela, podia-se suspender qualquer garantia; em nome deles, também.
Lula chegou à síntese perfeita "dessa nova segurança nacional" na semana passada, quando atacava, mais uma vez, a imprensa: "É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar. Quando a pessoa tem direito de escrever a coisa certa e escreve a coisa errada". As ditaduras costumam cassar do jornalismo o direito de escrever certas coisas. Mas só os regimes totalitários se arvoram em decidir o que é "certo" ou "errado". As ditaduras não têm vergonha de se impor pela violência. O totalitarismo, violento se preciso, quer se impor como senhor da virtude. O AI-5 foi pensado para uma ditadura; o AI-13, que pune quem "escreve a coisa errada", para um regime totalitário. Aquele só podia ser imposto debaixo de porrete; este outro tem o apoio entusiasmado de supostos "representantes da sociedade civil", as "minorias organizadas", e espera contar com nossa sujeição voluntária.
As tropas de assalto à ordem democrática estão ativas. Um desses ongueiros financiados pela Fundação Ford justificou assim o "caráter democrático" do programa de direitos humanos: "Ele foi debatido por 14.000 pessoas!". É mesmo? Um deputado federal em São Paulo precisa de, no mínimo, uns 100.000 votos para ter direito a ser apenas um voto na Câmara. Um senador precisa de mais de 8 milhões! Os militontos pretendem destruir o valor universal da democracia com o apoio de 14.000 sectários...
"Estou com saudade dos velhos marxistas", pensei alto outro dia em conversa com Diogo Mainardi. Ele respondeu com uma surpresa silenciosa, o que me permitiu emendar: "Você se lembra do tempo em que a gente contestava um pensamento que, por mais cretino que fosse, ainda aspirava à condição de um humanismo? Sabíamos que as teses daquela gente, quando aplicadas, haviam resultado no horror. Mas tínhamos de combater um aparelho teórico que, embora construído com mentiras, tinha ao menos bibliografia. Hoje restaram a barbárie, a pistolagem e a ignorância escandalosa". Eu estava, leitor, sob o efeito de uma terrível droga moral, que havia chegado ao blog na forma de um comentário.
VEJA noticiou na semana passada que Delúbio Soares, aquele!, foi patrono de uma turma de formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no interior de Goiás, uma instituição pública. Ele pagou 6.000 reais e deu uma palestra sobre "ética na política". Abordei o assunto e recebi uma mensagem de um professor da escola, membro do PT local. Numa língua entre o português e o javanês antigo, ele tentou me explicar: "Temos um entendimento sobre o mensalão bem mais amplo. Não achamos que a criminalização das pessoas que são acusadas de praticarem atos semelhantes (financiamento de campanha com dinheiro não contabilizado) venha resolver os problemas de corrupção de nosso país"... Ele tem razão. O entendimento civilizado dessa questão é mesmo menos amplo: lugar de bandido é na cadeia.
A civilização vencerá no fim? Essa história não tem fim. Estaremos sempre no começo.

RUY CASTRO

Deixadas no passado

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/03/10

RIO DE JANEIRO - Elas podem ser vistas, dignas e lindonas, na plateia de colegas mais jovens, e você imagina que estão ali na condição de fãs desprendidas das novas gerações. Mas não é sempre assim. Mais provável que estejam tentando atrair a atenção de um produtor ou de um agente que lhes dê trabalho -o primeiro, talvez, em seis meses ou um ano de silêncio profissional.
No Rio e em São Paulo, dezenas de grandes cantoras do passado vivem hoje os piores momentos de suas carreiras, esquecidas pela mídia e ignoradas pelos produtores. As mais felizes, que conservaram um apartamentinho próprio, estão livres do aluguel, mas o condomínio já tem um ou dois anos de atraso. Muitas se seguram com uma aposentadoria que mal lhes paga a comida e os remédios. O plano de saúde, vitimado pela inadimplência, há muito que foi para o espaço. Algumas estão vivendo de cestas básicas doadas por amigos.
Não se trata de senhoras que, pela idade, já estariam, se quisessem, no Retiro dos Artistas, mas de mulheres vaidosas, ainda com a voz inteira, em perfeitas condições de trabalhar. Acontece de uma delas conseguir, de surpresa, uma noite num clube ou teatro mais privilegiado e não ter dinheiro para ajeitar o cabelo ou recauchutar o velho vestido.
Seus agentes alegam que esse tipo de oportunidade -aparições relâmpago em casas noturnas- é cada vez mais raro. As grandes casas só querem saber de "projetos" ambiciosos, para interessar os suspeitos de sempre, os patrocinadores. E estes, visando imprensa ou retorno, só reconhecem os nomes de hoje, e não se impressionam se Fulana ou Beltrana foi uma estrela, digamos, da bossa nova.
Sim, elas não são contemporâneas de Chiquinha Gonzaga, mas cantoras que, até outro dia, estavam construindo o futuro da música popular. O futuro chegou, e elas não têm vez nele.

SONIA RACY - DIRETO DA FONTE

Quatro paredes

O ESTADO DE SÃO PAULO - 27/03/10

Foi para Dilma que Guido Mantega abriu sua casa na quarta à noite, em Brasília. Lá jantaram, em uma só mesa, Jorge Gerdau, Luiz Nascimento, Marcelo Odebrecht, Luiz Trabuco, Benjamin Steinbruch, Joesley Batista, Josué Gomes da Silva e Paulo Godoy.

A conversa? Bom... aí é querer saber demais.

Fora de tom

Improvisar, aliás, não é o forte de Dilma. Notou-se uma certa sonolência na plateia de mulheres metalúrgicas, anteontem, no ABC - a ponto de Lula comentar: "Ela está falando mais que mulher cobra."

Fora de tom 2

O mal-estar piorou quando a ministra lançou, do nada, o presidente do sindicato a prefeito de São Bernardo. "Quem sabe o próximo prefeito não será Sérgio Nobre", arriscou.

Está tudo montado, por lá, para Luiz Marinho disputar a reeleição.

Vermelhou

Os cooperados da Unimed Paulistana vão se surpreender. No balanço de 2009, a ser apresentado hoje, o desastre é de R$ 40,39 milhões negativos. Em 2008, era tudo azul.

Vai, vai, não vai

Três panes, três dias seguidos, em três aviões - todos da American Airlines, do Rio para Miami. Uma volta do voo ao Tom Jobim, uma arremetida interrompida e uma parada em São Paulo, por conta de uma luz de alerta.

Coincidência? A empresa garante que sim.

Passo atrás

A repercussão das exigências na campanha salarial levou a Apeoesp a um recuo tático. Sumiram do site os ataques à promoção por mérito e à exigência de pagar dias parados.

Agora só fincam pé nos 34%.

Aliança sem rumo

E o Mercosul, para onde vai? Rubens Barbosa comandou debate sobre o tema, ao lançar seu novo livro anteontem. "Ele é uma das vítimas da partidarização da política externa."

O embaixador, um dos criadores da aliança, deu números ao seu esvaziamento: "Em 98, o Mercosul representava 16% de nosso comércio. Hoje, 9%."

Na ponta dos pés

Bailarina na infância e adolescência, a saudade bateu à porta de Ana Maria Diniz.

A empresária alugou casa, nos Jardins, onde está montando uma academia de dança para pessoas maduras. "Vamos atender a crianças também, nos horários mais livres. Mas a ideia é dar uma opção a quem quer fazer algo menos mecânico, como a musculação", adianta..

Fiscalização

Além da Hora do Planeta, a ser comemorada hoje, a WWF fechou parceria com o BB dentro do seu Programa das Águas.

Todos os empréstimos para crédito rural terão que ter um selo WWF assegurando que o credor não degrada o meio-ambiente no uso da água.

Quem vem

Roberto Klabin, da SOS Mata Atlântica, recebe Marina Silva para um jantar em sua casa, na segunda-feira.

Inferno de Saviano

Roberto Saviano escreveu e a Bertrand Brasil comprou. A editora publica no Brasil o novo livro do autor perseguido pela máfia, La Bellezza e l''Inferno.

Tua juba

Aconteceu algo na declaração do IR. Aumentaram 60% as consultas sobre dúvidas na Receita.

As maiores? Como declarar o financiamento da Minha Casa Minha Vida e do carro novo.

Na frente

Miguel Nicolelis terminou o esperado Freeing Aurora''s Brain e já está cuidando da tradução para o português. Pela Cia. das Letras.

Nicolas Peluffo, diretor geral do Ponta dos Ganchos, promove almoço para Jaume Tàpies, presidente da Relais & Châteaux. No Hotel Fasano, dia 6.

Roberto Duarte e Emiliano Patarra recebem convidados para o lançamento da Orquestra do Theatro São Pedro. Segunda-feira.

A primeira loja brasileira de Diane von Furstenberg abre segunda, no Iguatemi.

Shopping, com SPA? O Cidade Jardim abre o seu, gigante, no dia 6 .

As crianças que forem até a multimarcas Casa da Árvore, hoje, poderão customizar peças de roupas. O evento é parte do lançamento da coleção Outono Inverno da grife infantil Anacaloca.

James Cameron, que está em Manaus para o Fórum Internacional de Sustentabilidade, pega uma canoa hoje para... ver jacarés. Na volta, leva obra de Bia Doria.

A Globo contratou seguranças para evitar o Pânico na cobertura do caso Nardoni. Nada catastrófico, apenas tentativa de evitar os integrantes do programa da Rede TV.

LYA LUFT

REVISTA VEJA
Lya Luft

Medo do medo

"Querendo ser politicamente corretos, estamos cometendo
um triste engano, deformando histórias e até cantigas
que fazem parte do nosso imaginário mais básico"

Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas - postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente - dizem estudiosos -narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.
Muito mais recentemente, escritores como Andersen e os irmãos Grimm adaptaram tais relatos ao mundo infantil e criaram suas maravilhosas histórias, que unem, como a vida real, o belo e o sinistro. Uma sereia quer pernas para namorar seu príncipe na praia, mas o sacrifício é terrível, a cada passo de suas novas pernas, dores inimagináveis a dilaceram. Uma princesa, sua família, séquito e criados do castelo dormem um sono profundo, maldição de uma fada má, e só serão libertados pelo príncipe salvador - que, é claro, sempre aparece. Branca de Neve, Rapunzel e dezenas de outros personagens alimentaram nossa fantasia e continuam a alimentar a das crianças que têm sorte, cujos pais e escolas lhes proporcionam contato cotidiano com esses livros.
Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida - se é assim que se faz em casa.
Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiquíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.
Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.
Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Por que isso? - me perguntou recentemente um pai. Porque, neste momento de altíssima tecnologia, a alma humana busca a expectativa, o segredo e o susto. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança. Mas nós, pedagogos e pais, nem sempre seguros e informados, começamos a querer alisar excessivamente a estrada para eles, não lhes ensinando que o mal existe, assim como o bem, que o belo nos atrai, assim como o monstruoso, e que é preciso desenvolver discernimento (gosto dessa palavra), isto é, a capacidade de entender e distinguir o melhor do pior, a fim de fazer com mais clareza e segurança as inevitáveis escolhas.
Mas se, porque isso nos tranquiliza, tratamos as crianças como imbecis, e queremos nosso adolescente infantilizado por um longo tempo, exigindo-o cada vez menos em casa, na escola e nas universidades - embora deixando que se sexualize de forma precoce e criminosa -, vai ser difícil que tenham informação, capacidade de julgar e escolher, que seriam nosso maior e melhor legado para elas.

CLÁUDIO HUMBERTO

“O PT tem mania de tratar seus aliados como seus empregados”
PRESIDENCIÁVEL CIRO GOMES (PSB), QUE DIZ TER O PT DE LULA COMO SEU “ALIADO”

MP EXIGE QUE PERILLO DEVOLVA R$ 11 MILHÕES
O Ministério Público de Goiás ingressou com ação de responsabilidade por improbidade administrativa contra o senador tucano Marconi Perillo. O MP acusa o então governador do Goiás de elevar em mais de R$ 11 milhões os gastos com propaganda do governo, em 2002. A lei proíbe – e responsabiliza Perillo diretamente – que seja gasto em ano eleitoral mais que a média destinada à publicidade dos últimos três anos.
PEDIDOS
O Ministério Público pediu à Justiça goiana o bloqueio dos bens de Marconi Perillo e a devolução dos R$ 11,1 milhões aos cofres públicos.
SILÊNCIO
O senador Marconi Perillo se recusou a comentar o assunto alegando não ter sido ainda notificado do processo.
‘DILMATAR’
O governador Eduardo Braga (PMDB) quer Avatar 2 filmado na Amazônia. O diretor deveria incluir cenas no Tribunal Superior Eleitoral. 
DRAGÃO DE ESTIMAÇÃO
Parece, mas não é inspirado na campanha eleitoral Lula-Dilma o título do filme americano Como treinar o seu dragão, que acaba de estrear. 
GABEIRA TIRA O MINISTRO DA PROPAGANDA DO SÉRIO
Quem não quiser ganhar o ódio eterno do ministro da Propaganda, Franklin Martins, não deve citar na frente dele o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). Foram colegas do grupo que em 1969 sequestrou o embaixador americano Charles Elbrick. Martins fica transtornado diante de simples alusão a Gabeira, mas elogios ao autor do magnífico livro O que é isso, companheiro? (1979) podem fazê-lo sair no braço.
ALÔ, PRESIDENTE
Na renovação de contratos da Presidência da República para serviços de telefonia, a TIM vai levar R$ 599 mil e a Vivo R$ 1,4 milhão.
GUERRA À PEDOFILIA
O senador José Nery (PSOL-PA) propôs a inclusão de recursos no Orçamento 2011 para órgãos de combate à pedofilia no País.
DESCENDO REDONDO
A conta dos caças que Lula quer comprar será paga pelo próximo governo. A comissão, tradicional nesse tipo de negócio, não se sabe.
ALSTOM DÁ INSÔNIA 
Políticos de São Paulo, Brasília e Goiás, sobretudo tucanos, enfrentam noites de insônia, com a notícia de que dirigentes da Alstom, presos a pedido da Suíça, delataram os brasileiros que receberam propinas. 
TUCANOS NA MIRA
A francesa Alstom ganhou licitação de US$ 45 milhões para a extensão do metrô paulistano e teria pago propinas de US$ 6,8 milhões a integrantes dos governos tucanos de Mário Covas e Geraldo Alckmin.
GOVERNADOR REGINALDO 
O advogado Reginaldo de Castro, ex-presidente nacional da OAB, deverá registrar, segunda-feira (29), sua candidatura ao governo do Distrito Federal. Ele é filiado ao PSB e conta com o apoio do partido.
DÓ ANIMAL
Um sindicato quer fazer “vaquinha” para pagar os R$ 10 mil da multa eleitoral de Lula por campanha antecipada. Não precisa: basta chamar o Vaccari e o Vaccarezza. Ou Paulo Okamoto, o “doador universal”. 
CAÇAS NA JUSTIÇA
Oficiais da Força Aérea Brasileira articulam uma ação popular com o objetivo de paralisar a compra dos aviões-caça Rafale. Eles estão indignados com o negócio: nenhum outro país comprou esses aviões.
IBAMA NEM AÍ
Após 48 horas, o Ibama do DF finalmente deu as caras na 6ª DP, do Paranoá, onde estavam setenta pássaros, alguns raros, apreendidos em uma diligência. O Ibama exigia que o delegado os levasse até a repartição, mas a Polícia Civil usa camburões e não veículos especiais.
NOSSA GRANA
Os deputados distritais Batista das Cooperativas (R$ 44,4 mil), do PRP, relator do impeachment de Arruda, e Rôney Nemer (R$ 50,8 mil), do PMDB, estão entre os que mais gastaram com combustível em 2009.
EMPREGO TEMPORÁRIO
Projeto do deputado estadual Marcelino D’Almeida (PMDB), no Rio, cria a Secretaria Extraordinária da Copa de 2014, “com estrutura e orçamento reduzido”, e que se extingue ao fim da Copa. Então, tá. 
PENSANDO BEM...
... Lula não vai coçar o bolso para pagar multa eleitoral nem que o Vaccari tussa. 

PODER SEM PUDOR
MERCADO IMOBILIÁRIO
Ao anunciar a reconstrução de casas no Nordeste, o então ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) contou:
– Cada uma terá 52 metros quadrados e custará, em média, R$ 5 mil.
– Não acredito! – exclamou uma repórter, que, antes de Ciro reagir com mau humor, apressou-se em esclarecer: – Acabei de comprar uma casa de 38 metros quadrados por R$ 17 mil!
Ciro puxou as gargalhadas gerais.

O ABILOLADO E A MENTIROSA

SÁBADO NOS JORNAIS

- Globo: Após multa a Lula, PT reforça ações na Justiça contra Serra

- Estadão: Lula ignora TSE e usa tom eleitoral ao lado de Dilma

- Folha: Serra volta a crescer; Dilma estaciona

- JB: Olimpíada já eleva aluguel