sexta-feira, novembro 27, 2009

TODA MÍDIA

China voluntária

NESON DE SÁ

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09


No estatal "China Daily", a "China vai reduzir as emissões de dióxido de carbono em 40%-45% por unidade de PIB até 2020". Imediatamente abaixo, "esta é uma ação voluntária e uma contribuição maior ao esforço global de lidar com a mudança no clima". Fechando o texto, "países em desenvolvimento como a China não precisam apresentar metas de emissão", daí a expressão "ação voluntária".
Pelas agências, de todo modo, "a China revelou sua primeira meta firme de contenção das emissões de gases com efeito estufa", que "vem depois de grandes emissores como Brasil e Indonésia anunciarem duras metas de redução para 2020". No "New York Times" e no "Jornal Nacional", "depois dos EUA".
Jim O'Neill, dos Brics, relatou ao G1 ter gasto "o dia todo analisando a decisão surpreendente". E alerta que, "se acreditarmos no que eles estão dizendo, isso pode mudar o padrão da demanda de longo prazo de petróleo e combustíveis fósseis".

"NI URIBE NI CHÁVEZ"
No longo enunciado do colombiano "El Tiempo", "Nem Uribe nem Chávez participam de encontro em Manaus e frustram a ideia de Lula de propiciar uma aproximação". O primeiro disse estar doente, o segundo citou reunião com o presidente da Autoridade Palestina.
E assim o encontro dos países da região para "salvar a Amazônia", no dizer da BBC, se restringiu a chanceleres e discursos de Lula e Nicholas Sarkozy.

NATGEO
Em dois longos posts no site da National Geographic, o editor e um professor da universidade Duke saúdam a "vitória maior do Brasil no corte de emissões", com o gráfico, e avaliam que, com sua meta, "o Brasil mostra o caminho para outros"

"SHENANIGANS"
No topo das buscas por Yahoo News, com AP, "Brasil e EUA discutem diferenças". O chanceler Celso Amorim e a secretária de Estado, Hillary Clinton, ficaram "mais de uma hora no telefone". Na manchete da BBC Brasil, por outra parte, "Amorim diz que reconhecer o pleito em Honduras seria legitimar golpe".
E seguem nos EUA as manifestações de acadêmicos e diplomatas contra a eleição sob regime golpista. Ontem foi o site da "Foreign Policy" que postou no alto da home "A eleição fingida em Honduras", de George Vickers, da Open Society. Diz que "Obama não deve fechar os olhos à maracutaias antidemocráticas" do pleito "num ambiente contaminado por repressão e medo".

TRANQUILO
Com a capa "The Quiet American", o americano tranquilo ou quieto, a nova "Economist" se pergunta, em suma: "Barack Obama é sutil e estratégico ou fraco e ingênuo?".
Afirma que "o mundo está para descobrir" e sublinha que "Deus nos salve sempre dos inocentes e dos bons", citação célebre do livro do qual a revista tirou sua manchete, de Graham Greene. Sobretudo, cobra que vá além das palavras e apresente resultados, levando o Irã a negociar, "forçando" Israel e palestinos a conversar etc.

NO QUINTAL
Na mesma edição, sob o título "Aiatolás no quintal", a revista relata a controvérsia com a visita de Mahmoud Ahmadinejad à América do Sul, em especial ao Brasil, que "vale dez vezes mais do que a Venezuela".
Cita o artigo do candidato "não declarado" José Serra na Folha, contra receber ditadores, e avisa sobre os riscos para o Brasil. No fim, "um Brasil engajado nos problemas mundiais é certamente melhor" e, para os EUA, "pelo menos agora tem uma linha de comunicação, via Brasília, com Teerã".

TEMER & JIA
A mídia estatal chinesa seguia ontem os passos do Jia Qinglin, "alto assessor político da China", por Brasília. Com Michel Temer, da Câmara, defendeu cooperação e "confiança mútua"

EM CHOQUE
Com o sobretítulo "Crise em Dubai", o "Financial Times" postou ontem manchete e duas dezenas de textos sobre "temores de moratória". Num deles, "Emirado tem muito a explicar".
No "Wall Street Journal", manchete para "notícia abala confiança", mais uma dezena de posts, inclusive "Choque de Dubai pode não ser o último" e "Caem ações europeias". Nos EUA não caíram pois Wall Street fechou para Ação de Graças.

ROGÉRIO L. FURQUIM WERNECK

Restrições frouxas


O Estado de S. Paulo - 27/11/2009
János Kornai é um nome bem conhecido entre economistas. Trata-se de um eminente economista húngaro que, trabalhando em seu país durante quatro décadas de regime comunista - de início, como entusiasta do regime, posteriormente, como crítico -, conseguiu angariar amplo respeito acadêmico no Ocidente. Em meados dos anos 80 tornou-se professor titular de Harvard. Tem hoje mais de 80 anos. E continua ativo.

Willem Buiter publicou em seu blog no Financial Times - blogs.ft.com/maverecon - um instigante artigo em que Kornai usa sua ideia de síndrome de restrição orçamentária frouxa para analisar desdobramentos da crise financeira com que vem se debatendo a economia mundial. O conceito de restrição orçamentária frouxa tornou-se tão disseminado que hoje parece trivial. Na verdade o termo foi cunhado há cerca de 30 anos por Kornai para ajudar a entender distorções geradas pelo sistema de incentivos então vigente nas economias socialistas. (O leitor interessado em mais detalhes poderá recorrer ao artigo principal do Journal of Economic Literature de dezembro de 2003.)

O termo se contrapõe, claro, à restrição orçamentária rígida. Funcionam sob restrição orçamentária rígida organizações cujos gestores têm consciência de que não poderão contar com o respaldo de outras organizações para cobrir posições deficitárias. A distinção relevante, contudo, como bem salienta Kornai, não é o contraste extremo entre a restrição completamente rígida e a restrição totalmente frouxa. O que importa são os tons de cinza. As situações intermediárias em que vigora certo grau de frouxidão na restrição orçamentária, quando gestores passam a jogar com a possibilidade de vir a contar com a cobertura do déficit por outras organizações em determinadas circunstâncias.

Até esse ponto, a ideia de restrição orçamentária frouxa e dos comportamentos distorcidos que pode desencadear parece acomodável dentro do que se costuma rotular de risco moral (moral hazard). Mas Kornai trabalha com a ideia mais ampla de síndrome de restrição orçamentária frouxa. Interessa-lhe não apenas o comportamento distorcido que pode ocorrer numa firma ou organização específica e isolada, mas o fenômeno mais complexo que pode advir de motivações e circunstâncias econômicas e políticas específicas que levem a um afrouxamento generalizado de restrições orçamentárias.

É exatamente isso que Kornai acha que vem agora ocorrendo, na esteira da crise financeira dos últimos dois anos. Desencadeou-se um processo complexo que lhe parece longe do fim. Acha que o afrouxamento generalizado de restrições orçamentárias que ganhou força com a crise não vai poder ser sustado tão cedo. A onda de operações de resgate ainda vai avançar muito antes de, afinal, perder força. E, como o afrouxamento deve continuar por um bom tempo, gestores de instituições financeiras, empresários do setor real e administradores de governos subnacionais estarão, todos, cada vez menos preocupados com custos e mais dispostos a assumir riscos que normalmente não assumiriam. O que, por sua vez, deve exacerbar as necessidades de resgate.

Tudo isso aponta para uma sobrecarga crescente e preocupante em cima dos que terão de arcar, em última análise, com a explosiva conta dos resgates sem fim: os governos nacionais e seus contribuintes.

Nesse quadro, é interessante constatar uma curiosa assimetria dos efeitos da crise sobre o Brasil. Em termos de redução do crescimento, o País parece ter sido de fato menos afetado que outras economias. O impacto não chegou a ser tão reduzido como o da "marolinha" prometida por Lula, mas tampouco foi tão devastador como o que se observou alhures. O que, sim, em contraste, chegou ao País como verdadeiro vagalhão foi a onda de afrouxamento generalizado de restrições orçamentárias.

Pode-se dizer que esse desdobramento da crise foi até festejado pelo governo. Afinal, a crise lhe deu a oportunidade, que em condições normais jamais teria, de tentar legitimar mudanças bruscas e fundamentais no regime fiscal e nas relações entre o Estado e a economia. Mudanças que já deram lugar à rápida deterioração das contas públicas, à vertiginosa expansão do crédito estatal e à montagem de uma operosa bateria de guichês de favores em Brasília, para ampla distribuição de benesses creditícias e tributárias aos amigos do Rei. Não é pouco.

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VINÍCIUS TORRES FREIRE

O naufrágio das palmeiras


Folha de S. Paulo - 27/11/2009


Emirado de Dubai ameaça calote, balança mercados, alguns bancos e revela mais inépcia na finança mundial


ONDE FICA Dubai? É um dos Emirados Árabes Unidos.
Mas onde mesmo? Na ponta oriental da península da Arábia. É aquele emirado que construía ilhas artificiais, em forma de palmeiras.
Algumas ilhas são vendidas para bilionários, algumas têm hotéis. Quem assiste a programas de celebridades e colunas sociais na TV brasileira deve ter visto reportagens promocionais em que figuras "pop" passeavam à tripa forra em Dubai. Pois é, esse emirado, Dubai, balança os mercados financeiros do mundo.
O governo do emirado sugeriu uma reestruturação da dívida da "holding" estatal que administra os negócios imobiliários, hoteleiros e de portos, a Dubai World, e uma moratória das dívidas de uma subsidiária. E daí? E daí que ninguém ainda entendeu direito o que Dubai pretende fazer. Para piorar, a sugestão de calote atingiu os mercados mundiais num dia de feriado no centro das finanças mundiais, os Estados Unidos. A reação previsível dos mercados é vender ativos de risco e encarecer o custo de fazer seguro contra calote de dívidas. Na dúvida, vende-se. As Bolsas caíram pelo mundo, as moedas de emergentes se desvalorizaram, o dólar também, os ativos brasileiros também. Enfim, a memória dos choques da crise de 2008 ainda está bem fresca.
Mas ainda pouco se sabe sobre o que Dubai fará de suas dívidas, o quanto dela entrará pelo cano e se a reestruturação será imposta aos credores. Alguns dos credores do emirado são os bancos de Abu Dhabi (outro emirado), o Credit Suisse e os britânicos HSBC, Barclays, Lloyds e RBS. Afora o HSBC, os britânicos na prática quebraram durante a crise de 2008. Apenas não foram à breca e à lona de fato devido à estatização ou aos favores financeiros do governo britânico. Os entendidos em Dubai acham que a sugestão de moratória é apenas um balão de ensaio, para testar a reação de investidores.
Dubai vive de turismo, comércio (porto) e queria ser o centro financeiro do Oriente Médio. A Dubai World tem participações em vários negócios pelo mundo, como cassinos nos EUA e bancos no Reino Unido. Dubai investiu muito em infraestrutura e demais, aparentemente, em imóveis. O retorno não parece estar sendo bom. Na verdade, o colapso do mercado imobiliário do emirado foi um dos maiores do mundo. No dia 14 de dezembro, vencem US$ 4 bilhões de juros e o principal de títulos ("sukuks") da estatal de empreendimentos imobiliários, a Nakheel, braço da Dubai World -a Nakheel constrói casas e as ilhas em forma de palmeiras. O governo de Dubai quer pagá-los em maio de 2010. A Nakheel é da estatal Dubai World, que deve US$ 59 bilhões. O emirado e suas estatais devem ao todo US$ 80 bilhões. Se Dubai renegasse sua dívida total, tratar-se-ia de um calote menor apenas que o da Argentina, em 2001.
Como nem os entendidos em Dubai sabem se vai haver calote de fato, como não se conhece a reação dos mercados americanos, como não se sabe quanto os emirados devem a cada um de seus mais de 60 credores etc., fica difícil avaliar o tamanho do estrago causado pelo naufrágio das palmeiras. Mas está exposto mais um caso vergonhoso da grande competência dos mercados financeiros na alocação de capital.

MERVAL PEREIRA

A síndrome do PMDB

O GLOBO - 27/11/09


O diagnóstico do líder do governo Romero Jucá de que o PMDB, antes de ser a solução, pode ser o grande problema para a montagem da chapa oficial à sucessão de Lula, é o mais fiel retrato de nosso presidencialismo de coalizão. Maior partido do Congresso, o que tem o maior número de prefeitos e vereadores no país, e com 9 governadores, o PMDB não consegue se unir para lançar um candidato próprio desde que cristianizou sucessivamente Ulysses Guimarães e Orestes Quércia.

Mas nenhum presidente eleito consegue governar sem um bom acordo com o PMDB, mesmo que não tenha sido apoiado oficialmente por ele na eleição presidencial.

Apoio, aliás, que não garante que a extensa e eficiente máquina partidária trabalhará integralmente pelo candidato oficial do partido.

Isso quer dizer que mesmo que a convenção, no segundo semestre do próximo ano, confirme o acordo político que está sendo costurado agora, o PMDB pode dar o vice-presidente da chapa oficial, mas certamente não estará integralmente ao lado da ministra Dilma Rousseff na campanha eleitoral.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na eleição de 2002, quando o PMDB deu o vice, a deputada Rita Camata, mas não se empenhou na campanha do tucano José Serra.

Existe sempre ainda a possibilidade, que não é pequena, de a cúpula do partido simplesmente não ter condições de entregar ao governo o apoio formal, pois no PMDB quase sempre não há maiorias para uma definição.

A situação atual é exemplar do estado de espírito permanente desta grande federação de líderes regionais.

A direção nacional, capitaneada pelo deputado federal Michel Temer, quer formalizar o apoio, o que daria a ele a vice-presidência na chapa oficial e ao governo 5 minutos diários de propaganda de televisão.

Teoricamente esse apoio formal viria acompanhado da máquina partidária, a mais capilarizada do nosso sistema partidário, o que é fundamental nas eleições presidenciais, especialmente quando se trata de conseguir os votos do interior do país.

Mas essa máquina tão impressionante, que atrai a cobiça de todos os candidatos a presidente, nunca está integralmente à disposição do candidato escolhido, e nada indica que estará desta vez, mesmo com toda a força popular do presidente Lula.

Há setores importantes do partido que já estão comprometidos com a candidatura da oposição, como a seção paulista do PMDB, comandada por Orestes Quércia, que apoia o governador José Serra, ou a de Pernambuco, com o senador Jarbas Vasconcellos.

Ou a do Rio Grande do Sul, capitaneada pelo senador Pedro Simon.

E há os estados que, em disputa acirrada com o PT, podem acabar indo para a oposição, em vez de servirem de segundo palanque para a candidata oficial Dilma Rousseff.

A Bahia, do atual ministro Geddel Vieira Lima, e Minas Gerais, do atual ministro Hélio Costa, são bons exemplos de estados fortes comandados pelo PMDB que não estão confortáveis com as alianças regionais.

Há ainda uma terceira face peemedebista, que defende a candidatura própria, que já lançou o governador do Paraná Roberto Requião.

Nada indica que exista espaço para uma aventura desse tipo, que já foi tentada em outras ocasiões, sem sucesso, pelo ex-presidente Itamar Franco ou pelo ex-governador Garotinho.

Mas esse movimento é um claro indício de que mais setores peemedebistas não se satisfazem com o apoio à candidata oficial Dilma Rousseff.

Por seu turno, a oposição, na impossibilidade de vir a ter o apoio formal do PMDB, trabalha para impedir que a convenção oficialize o acordo que já foi acertado.

Na pior das hipóteses, consegue que o tempo de propaganda da televisão e do rádio que cabe ao PMDB seja dividido por todos os candidatos, sem engordar apenas a cota da candidatura oficial.

Mas não basta à oposição neutralizar os acordos do governo com sua base aliada, ela precisa ampliar seus pontos de apoio, sob pena de ficar não apenas com menos tempo de propaganda oficial na televisão, como também sem máquina partidária para trabalhar por seu candidato.

A base de apoio do PSDB, apenas com o DEM e o PPS, é muito frágil diante da ampla coalizão que está sendo montada pelo governo.

As negociações regionais estão começando a ser montadas, e não há uma definição do candidato oposicionista que sirva de atrativo para os partidos que não conseguem se entender com o PT.

Mesmo com o presidente Lula fazendo o meio de campo, está difícil chegar a um acordo em alguns estados, e o temor dos aliados, sobretudo as pequenas siglas, é de que, sem a intermediação de Lula, o PT tente ampliar seu espaço dentro da coalizão.

Mais do que para os eleitores, será para os políticos e seus partidos que a mensagem oposicionista realçará o perigo que representa um PT sem quem o controle.

Mas para que o passo seguinte seja dado, isto é, que partidos da base aliada sejam compelidos a deixar a proteção governamental para se aventurar na oposição, é preciso que se defina o candidato oposicionista e que este comande as negociações dos palanques regionais.

Os pré-candidatos tucanos já estão fazendo essas negociações, mas nenhum deles pode assumir compromissos definitivos.

Por isso as pressões para que seja antecipada a definição da candidatura, o que vem sendo reivindicado pelo governador mineiro Aécio Neves.

Tudo indica que ele terá essa primeira vitória.

Mas, no final das contas, quem sairá vencedor, seja qual for o resultado das negociações com governo ou oposição, será sempre o PMDB.

GOSTOSA DO TEMPO ANTIGO

GIOVANNI GUIDO CERRI

Tecnologia e pesquisa contra o câncer

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09


Em São Paulo, o SUS vem ganhando cada vez mais relevância no investimento em tecnologia e pesquisa para o combate ao câncer


NO CAMPO da medicina, algumas doenças tornam-se, mais do que outras, um grande desafio para a comunidade médico-científica. O crescimento desordenado e anormal de células, não transmissível de pessoa para pessoa, que pode espalhar-se pelo corpo e levar o paciente à morte é um desses fenômenos que há séculos intrigam profissionais de saúde de todo o mundo. A busca por respostas e a necessidade de encontrar meios para controlar a doença, retardando seu avanço, reduzindo a morbidade e evitando ou adiando óbitos, são as molas que impulsionam o avanço da pesquisa científica na busca por novos medicamentos, exames e tratamentos que proporcionem maior qualidade de vida aos pacientes oncológicos.
Trata-se de uma tarefa extremamente complexa, uma vez que estamos falando de um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o avanço de células malignas por diferentes órgãos e tecidos do corpo, que se multiplicam de forma agressiva, rápida e, por vezes, incontrolável.
Em São Paulo, onde o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estimou 134 mil novos casos de câncer para 2008, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem ganhando cada vez mais relevância no investimento em tecnologia e pesquisa para o combate ao câncer, visando ampliar a oferta de procedimentos aos pacientes da rede pública e contribuir para o avanço dos estudos científicos na área da oncologia.
A Secretaria de Estado da Saúde está investindo R$ 77 milhões em quatro grandes projetos a serem implantados no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), inaugurado em maio de 2008 para ser o maior centro de oncologia da América Latina e um dos maiores do mundo.
Nos próximos meses, o Icesp, vinculado à Faculdade de Medicina da USP e sob gestão da Fundação Faculdade de Medicina, ganhará o maior centro de diagnóstico por imagem de câncer do Brasil.
Serão seis tomógrafos, quatro ressonâncias magnéticas, três equipamentos de medicina nuclear (dois PET-CTs e um SPECT-CT), 13 equipamentos de raio X, dos quais 9 serão móveis, dez ultrassonografias (duas cardiológicas) e duas mamografias digitais à disposição para os pacientes do SUS. As salas de laudo estão sendo ampliadas e modernizadas. De sete disponíveis, haverá um salto para 50 estações diagnósticas e outras 25 de planejamento.
No parque radioterápico, já em construção, sete bunkers subterrâneos abrigarão um aparelho de tomografia computadorizada de simulação, seis equipamentos de radioterapia e um de braquiterapia, técnica pela qual o material radioativo é colocado diretamente em contato com o tumor. Haverá também duas ultrassonografias, duas angiografias e mais uma tomografia computadorizada, todas voltadas integralmente para procedimentos intervencionistas.
Com tais recursos, São Paulo terá o maior e mais moderno centro de radioterapia da América Latina. Ainda em 2010, o Icesp se tornará o polo coordenador de uma rede composta por 20 grupos que atuam em pesquisa básica de câncer, com a entrega de seu Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular.
Na nova unidade, um grande laboratório com plataformas multiusuários, será possível otimizar recursos, sistematizar a coleta, realizar o processamento de amostras e testes e acelerar a difusão dos resultados obtidos nas diversas frentes de pesquisa, hoje espalhadas por Hospital das Clínicas, InCor, Faculdade de Medicina da USP e Hospital A. C. Camargo, entre outras instituições.
O local atenderá programas de pesquisas clínicas, oncologia molecular (que estuda, por exemplo, novos marcadores para diagnóstico de tumores), inovações terapêuticas e, posteriormente, medicina regenerativa aplicada à oncologia. Haverá equipamentos e serviços comuns a todos os grupos de pesquisa, num total de 40 pesquisadores e 130 alunos de pós-graduação, incluindo microscópios a laser, sequenciadores de DNA, separadores de células e ambientes para cultivo de células e produção de DNA recombinante e vírus recombinantes.
Ainda na pesquisa, um dos braços direitos do Icesp será o Projeto Cíclotron, já instalado no complexo HC e que, a partir do próximo ano, permitirá a produção de medicamentos radioativos com capacidade de diagnosticar câncer em estágios primários.
Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer, é gratificante saber que o SUS-SP não está medindo esforços para ampliar a assistência ao usuário e trazer cada vez mais respostas ao sem-número de dúvidas que a doença ainda provoca entre médicos, cientistas e população.

GIOVANNI GUIDO CERRI, 56, médico radiologista, é diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira e professor titular da Faculdade de Medicina da USP.

DORA KRAMER

Tranquilos, porém aflitos

O Estado de S. Paulo - 27/11/2009
A possibilidade da derrota é assunto proibido em público para políticos e partidos que se preparam para disputas eleitorais. Reza a regra do jogo que todos se posicionem, a princípio, como vencedores.

Manda também a etiqueta que não se menospreze o adversário na frente das visitas - no caso, o eleitorado. É de bom tom - além de prudente - que se considere a peleja "difícil". Às vezes isso denota senso de realidade, às vezes traduz apenas a intenção de cada um valorizar o próprio passe.

Dessa forma supostamente respeitosa, feita na medida exata para transparecer humildade sem deixar de exalar confiança na vitória, é que se apresentam ao embate da sucessão presidencial as forças de governo e oposição reunidas sob os guarda-chuvas do PT e do PSDB.

Mas essa é apenas metade da história. As reais motivações não são postas à mesa, embora sejam elas que de fato mobilizem partidos, candidatos e aliados.

Os de oposição têm verdadeiro pavor de continuar mais quatro ou oito anos fora do poder. PSDB e DEM perderam espaço, correligionários, parlamentares no Congresso e, consequentemente, perderam também influência e destaque no noticiário.

Em público, os oposicionistas nem às paredes confessam. Mas é isso que está por trás da aflição para que o governador de São Paulo, José Serra, assuma logo ou desista de uma vez da candidatura em favor do governador de Minas, Aécio Neves.

Eles temem que o adiamento da decisão os faça perder terreno e, com ele, a eleição. Não pelo sabor da vitória, mas pela certeza de que não sobrevivem a mais uma temporada como oposição.

No campo governista, há diferentes situações. A do PMDB é mais tranquila, já que seja qual for o resultado o partido tem lotes assegurados na administração pública.

Já para o PT a coisa é mais complicada. Embora haja a expectativa de que em caso de vitória do PSDB nem Serra nem Aécio promovam expurgos radicais, a hipótese da derrota no plano nacional aponta para o desemprego de uma massa considerável de companheiros.

Esse pessoal espera ter abrigo em algum lugar, bem como o PT precisará manter algumas ilhas de poder não só por uma questão de sobrevivência, mas até para ter como se reorganizar para uma nova disputa em 2014 sem precisar recomeçar quase do zero.

Esses nichos são justamente os governos dos Estados. E Estados de robusta máquina pública e significativa presença política no cenário nacional.

Quando se diz que Lula prefere que o PT se componha com o PMDB concorrendo ao Senado e deixando de lado a disputa de alguns Estados porque os governadores, mesmo de partidos de oposição, tenderiam a se compor com o governo federal, considera-se apenas a hipótese da vitória na Presidência.

Mas, como nas avaliações internas a possibilidade da derrota é levada sempre em conta, as coisas não funcionam bem assim.

Para o PT é crucial conquistar governos para abrigar seu pessoal. Nessa equação não se perde de vista o fato de que quem tem prioridade no comando do preenchimento dos cargos é o governador, não o vice nem o senador.

Por isso são tão importantes candidaturas próprias em Estados onde o PT tem chance real de ganhar, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Na seção gaúcha tudo foi resolvido com a antecipação da candidatura do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao governo. São Paulo é tido como jogo perdido, o Rio de Janeiro quase isso, mas Minas é essencial sob a lógica da conquista de trincheiras estaduais.

Daí que dificilmente se pode esperar que o PT aceite uma aliança com o PMDB no Estado, a menos que houvesse garantia total da permanência do partido na Presidência da República.


Uso do cachimbo

O poder está tão acostumado a desconsiderar a existência de regras, que o avião da Presidência carrega 15 convidados do filho do presidente e o governo acha que o público não tem o direito de saber quem são as pessoas que viajam às suas custas.

O Ministério da Cultura paga propaganda indevida e o ministro se irrita quando é cobrado pelo uso de recursos destinados a promover a cultura na promoção de deputados.

As medidas provisórias existem para ser usadas em caso de urgência, mas o governo edita uma MP para entrar em vigor só em 2011 e considera que é muito natural.

E por que isso acontece? Porque a sociedade, o Ministério Público e o Congresso deixam que aconteça.


Adaptação

Não é o curto espaço de tempo até a Copa de 2014, como alega o governo, que impede a execução do prometido plano de privatizações de aeroportos.

Dilma Rousseff sempre foi contra e agora que o PT se prepara para dar à eleição uma conotação de Fla-Flu com o governo de Fernando Henrique Cardoso qualquer privatização tornaria incoerente o discurso da confrontação.

JAPA GOSTOSA

DIRETO DA FONTE

O sol arde na Anvisa

SONIA RACY

O ESTADO DE SÃO PAULO - 27/11/09

Dirceu Raposo quase teve um ataque de nervos ao ver em sua mesa na Anvisa, anteontem, panfleto publicitário da clínica Trópik do Brasil.Depois de conseguir a primeira liminar no País permitindo reabertura do processo de bronzeamento artificial, ela enviou para clientes explicação duvidosa sobre os benefícios da aplicação. "Calcifica os ossos, fortalece o sistema imunológico, diminui riscos de diabetes tipo 2 e tem ação antidepressiva."

Raposo determinou que seu departamento jurídico estude se cabe processo contra a Trópik. Motivo? Propaganda enganosa.

Sol arde 2

Também foram detectados pela Anvisa os primeiros casos de câmaras de bronzeamento clandestinas, as do tipo fundo de quintal. Prática proibida pela agência há apenas duas semanas.

Sol arde 2

Também foram detectados pela Anvisa os primeiros casos de câmaras de bronzeamento clandestinas, as do tipo fundo de quintal. Prática proibida pela agência há apenas duas semanas.

Telefone sem fio

Deve acabar no STJ - e não tão cedo - a pendência sobre cobrança de assinatura pelas operadoras de telefonia - que a Assembleia Legislativa paulista tornou a proibir anteontem. O veto deve valer assim que o Diário Oficial do Estado publicar o texto hoje.

Reverso do oposto

Lição de Mangabeira Unger ao defender anteontem, em Curitiba, candidatura presidencial do PMDB:
"O eleitor não é avesso ao desconhecido."

Versão brasileira

Inspirado nos dois quadros de Edward Munch que foram roubados em menos de 5 meses, Flávio Tambellini prepara longa sobre o assalto ao Museu da Chácara do Céu, em 2006, no Rio. No roteiro, o ladrão que rouba o famoso O Grito, do pintor norueguês, é o mesmo que comanda o assalto ao acervo de Santa Teresa.

Boca grande

Depois de ter engolido o Banco Panamericano, a Caixa Econômica Federal volta seu olhar agora para o Banco Matone.
Vai conseguir?

Nada feliz

Lula saiu desapontado de reunião, anteontem pela manhã, com Dilma, Nelson Jobim, Orlando Silva mais Infraero, Anac e outros.
Segundo um interlocutor próximo, o presidente continua se sentindo enganado sobre o que está ouvindo em relação aos aeroportos.

Ele a ela

Quem viu Dilma receber algumas vaias ao ser mencionada como "futura presidente", na entrega da Ordem do Mérito Cultural, anteontem, constatou:
Lula, paparicado o tempo todo, não transferiu os votos da classe artística presente. Ao menos por enquanto.

Da vida

Desfiles e entrevistas com prostitutas da grife Daspu e da ONG Davida vão virar documentário mexicano.
"Encanto", de Angel Urrutia, mostrará também ONGs do mesmo tipo no México e na Guatemala. Estreia prevista para fim de 2010.

Rena e trenó

Lázaro Ramos vai emprestar a voz para spots de rádio nas principais capitais. Assunto? A campanha de Natal da Unicef.
O ator foi eleito embaixador da instituição.

Açúcar e afeto no premio paladar

"Uma celebração à comida." Assim o ator Dan Stulbach começou a apresentação do 4º Prêmio Paladar, que apontou anteontem, no Grand Hyatt, os 17 melhores pratos do ano em SP. Entre taças de vinho e flûtes de espumante, cozinheiros, críticos, restaurateurs e convidados divertiam-se, uns exibindo o troféu - um prato criado por Leda Catunda -, outros comentando as repercussões do caderno Paladar, que mereceu reportagens até em jornais como Financial Times, de Londres, e Le Figaro, de Paris.

Jefferson Rueda, chef do Pomodori, contava às gargalhadas um private joke ao sushiman Shin Koike: "Aí pedi para me mandarem uns filés de peixe. E me perguntaram se queria que tirassem as escamas."

Benny Novak, do Ici Bistrô - melhor bistrô e sobremesa - festejava: "É uma ótima divulgação, além de influenciar no movimento."

A escolha do Tordesilhas na categoria Laboratório Paladar, de pratos brasileiros, deixou emocionada Mara Salles. "É meu primeiro troféu. Um reconhecimento que a equipe vai "comer" às colheradas, todos juntos."

Estreante na disputa, a israelense Malka, 75 anos, chorou ao saber que o Dona Malka levou pelo melhor falafel da cidade. "Meu povo em Israel vai ver que a menina que veio com 24 anos está honrando a família..."

Na Frente

Fábio de Melo, o padre pop, faz dupla com Neguinho da Beija-flor. Vão gravarjuntos o samba "Nessas Asas".

Samuel de Almeida Lima lança hoje o livro Gestão do Conhecimento e Relacionamento - Poderosos Ativos para as Empresas.

Lygia Fagundes Telles recebe das mãos de Antonio Candido o prêmio Juca Pato, de intelectual do ano. Segunda, no Largo São Francisco.

José Miguel Wisnik, Luiz Tatit e Arthur Nestrovski sobem juntos ao palco. Hoje, no Sesc Pompeia.

Festa brasileira ontem, na Universidade de Salamanca, na Espanha. Onde foi lançado Historia de Brasil - Una Interpretación, de Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez.

O "peitoral" de Jesus Luz foi eleito o 12º melhor do mundo, pela revista People.

O Ministério da Saúde transformou em filme de um minuto os bastidores da obra que Vik Muniz fez com portadores de Aids. Será exibido apenas uma vez: no Fantástico de domingo.

Começa hoje a 5º edição do Festival Azeites, com degustação no restaurante Oliva.

E o elenco de Viver a Vida prepara "festa surpresa" para Tais Araújo no domingo. Pelo menos foi o que a coluna leu ontem nos jornais do Rio.

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Governo no trono

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09

SÃO PAULO - As imagens do presidente da República e da ministra da Casa Civil nunca antes na história deste país haviam sido usadas para vender papel higiênico. Alguém poderá dizer que a primeira vez a gente nunca esquece...
Parte dos leitores já deve ter conhecimento do enredo da propaganda que começou a ser veiculada pelo rádio: uma voz que imita Lula se põe a elogiar aspectos do PAC.
Ele passa a palavra a Dilma e estranha sua ausência. A voz dela então ecoa lá do fundo: "Alfreeeeeedo!!!!". Lula retoma a cena e faz o resto do serviço: "Nunca antes na história deste país o povo teve tanta maciez", diz o locutor, entre batatadas.
O bordão já é bem conhecido. Na versão original, a peça publicitária tinha a intenção de reforçar o exclusivismo social do consumo: era macio porque era para poucos. Agora, o papel higiênico da madame está ao alcance do povo -é essa a nova mensagem, suave como lixa. Alfredo virou o mordomo da classe C.
Tudo isso, porém, acaba ficando em segundo plano, ofuscado pela escatologia a que são arrastadas as autoridades da República. A percepção de que há algo ofensivo em relação aos personagens se impõe: Dilma está -vamos dizer assim- "se lixando" para o PAC. Como deixar de fazer associações desse tipo?
É improvável, no entanto, que a propaganda tenha a mão de algum gênio tucano mal intencionado. A explicação aqui parece ser outra. O jornalista Marcio Aith mostrou na segunda-feira que grandes empresas e bancos transformaram o governo e o presidente em garotos-propaganda. Há uma onda ufano-lulista na publicidade brasileira.
Se o PAC foi parar no banheiro e Dilma virou atriz-camelô de produtos delicados para as massas, não é só porque o governo é muito popular. Fazendo piadas, revelando intimidades, dizendo impropriedades, Lula criou um ambiente público que acolhe e estimula esse tipo de abuso vulgar. A avacalhação costuma jogar a seu favor. Desta vez, a liturgia do cargo foi pela privada.

O IDIOTA

PAINEL DA FOLHA

Terapia de casal

RENATA LO PRETE
FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09

Chamados para uma conversa com as direções do PT e do PMDB, a petista Ana Júlia e o peemedebista Jader Barbalho, ambos interessados no governo do Pará, serão cobaias de um modelo de negociação que deverá ser exportado para outros Estados onde está difícil fechar um palanque único para Dilma Rousseff. Primeiro, será ouvido Jader. Depois, Ana Júlia. Se necessário, haverá uma espécie de acareação.
Se a fórmula funcionar, os próximos convocados serão Sérgio Cabral (PMDB) e Lindberg Farias (PT), no Rio, e Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT) e Fernando Pimentel (PT), em Minas. Mas, como nas duas praças haverá segundo turno na eleição interna do PT, a conversa se dará depois de 6 de dezembro.




Diagnóstico. Do governador Jaques Wagner (PT), sobre a suspeita de fraudes em licitações envolvendo indicados pelo PMDB: "Espero que os ataques políticos não inibam as investigações". Na Bahia, não há conversa que resolva a pendência entre o governador e o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima, candidato ao mesmo cargo.

Está feito. Depois de muita confusão no diretório do Pará, a direção do PSDB bateu o martelo ontem: o candidato ao governo será Simão Jatene. O ex-governador Almir Gabriel disputará o Senado ou uma cadeira de deputado.

Fórmula. A propaganda de papel higiênico que tem Lula e Dilma como personagens não foi a primeira da DPZ a usar um imitador do presidente. Em janeiro, comercial de uma rede de lanchonetes trazia Lula saudando "o companheiro americano que é dos nossos" Barack Obama.

Carteira. A DPZ foi uma das responsáveis pela reformulação da logomarca do BNDES, a um custo de R$ 17 milhões. Em junho, a agência perdeu a conta do banco. No mês seguinte, ganhou a do Ministério do Desenvolvimento Agrário, de R$ 10 milhões.

Vácuo. O decreto de maio de 2002 que trata do transporte de autoridades em aviões da FAB regula o uso do vice-presidente da República "para baixo", mas não do presidente ou de seus convidados. As regras não se aplicam, portanto, ao voo de Lulinha e 15 acompanhantes de São Paulo para Brasília em 9 de outubro.

Apetite. O PMDB quer indicar um nome para o Superior Tribunal Militar, onde o Planalto pensou em instalar a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.

Faísca 1. Com a possibilidade de derrota do Rio na disputa pela partilha dos royalties do pré-sal, aliados de Sérgio Cabral (PMDB) fizeram circular que o Estado fará denúncias contra Pernambuco, de Eduardo Campos (PSB), ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

Faísca 2. Ameaçam pedir que o conselho vete a concessão de incentivos fiscais, como redução de ICMS, feitas por Campos. Esse tipo de benefício só é autorizado com o aval de todos os Estados.

Sacudido. Ao deixar o centro médico do Senado ontem, José Sarney (PMDB-AP) fez questão de telefonar para a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra. Pediu para não recolher a bandeira nacional porque ele estava voltando.

Filtro. Auxiliares de Ciro Gomes (PSB) têm repetido que os rompantes recentes contra José Serra (PSDB) são reação aos 26 dias sem fumar.

Recorte. Dados da Confederação Nacional dos Municípios apontam que o impacto da nova redução do IPI no caixa das prefeituras será de R$ 306 mi para os carros flex, R$ 161 mi para materiais de construção e R$ 51 mi a móveis.

Visita à Folha. Luciano Santos e Carmen Cecília de Souza Amaral, coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, visitaram ontem a Folha.

com SÍLVIO NAVARRO e ANDREZA MATAIS

Tiroteio

Primeiro, ele mentiu. Depois, perdeu a cabeça. Pelo menos o destempero serviu para o país descobrir quem é o ministro da Cultura.

Do senador DEMÓSTENES TORRES (DEM-GO), sobre a investida de Juca Ferreira contra a imprensa, que segundo ele "recebe para dizer mentira", por ter noticiado os panfletos do ministério pedindo apoio aos deputados que votaram a favor do Vale-Cultura.

Contraponto

Quase famoso

Representantes do governo se reuniram no início da semana com Micarla de Sousa (PV) para discutir investimentos de infraestrutura em Natal, uma das cidades-sede da Copa de 2014. A prefeita começou por se apresentar ao titular do Planejamento, Paulo Bernardo:
-Eu ainda não conhecia o senhor, ministro. Mas conheço a Gleisi, pelas fotos e de nome.
Em 2008, quando Micarla foi eleita na capital potiguar, Gleisi Hoffmann (PT) disputou a Prefeitura de Curitiba contra Beto Richa (PSDB), que se reelegeu.
Paulo Bernardo não deixou a peteca cair:
-Sou muito conhecido como o marido da Gleisi!

LUIZ GARCIA

De filho a pai

O GLOBO - 27/11/09

A vida de personagens políticos pode dar belos filmes, tanto documentários como de ficção. Como “Gandhi”, de Richard Attenborough, em 1982, e “Bobby”, de Emilio Esteves, em 2006. Ou aquele maravilhoso “The queen”, no mesmo ano, mostrando a crise enfrentada pela rainha Elizabeth no episódio da morte da princesa Diana.

Esses poucos exemplos (obrigado, Google, obrigado) bastam para mostrar que o veio é rico. Mas em nenhum deles veio ao caso discutir possíveis repercussões políticas imediatas dos filmes.

Elas existem no caso de “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto. O filme conta a história do presidente, do nascimento até a morte de sua mãe; ele era então líder sindical, perseguido pela ditadura militar. A narração se baseia em fonte praticamente oficial: é extraída de uma biografia publicada em 2003 pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT. E o livro só tem mesmo fontes a favor: são cinco entrevistas com o biografado e mais 14 com parentes e amigos.

A história do “filho do Brasil” será mostrada nos próximos meses no país inteiro. Ninguém terá a ingenuidade de acreditar que seu efeito sobre a maioria dos espectadores terá natureza puramente estética ou sentimental. Será — seja esse ou não o desejo do clã Barreto — poderoso cabo eleitoral, puxando votos para a candidata Dilma Rousseff.

Eleitores de boa memória talvez, quem sabe, poderão distinguir entre a carreira do líder sindical e o desempenho do presidente da República. E terão direito legítimo de levar em conta os bons índices no comportamento da economia, assim como o inegável prestígio internacional do patrono da provável candidata do PT à sucessão.

São dois itens que se encaixam adequadamente, digamos assim, na biografia oficial do “filho do Brasil”.

Por outro lado, falta saber o peso que terá a lembrança de capítulos mais recentes de sua vida pública — que possivelmente forneceriam o roteiro para um filme mais de terror do que de simpáticas recordações. Como o episódio de corrupção no Congresso, patrocinado pelo Planalto, e que fez desaparecer de cena uma batelada de irmãos históricos do filho do Brasil. Ou o inchaço da máquina pública, literalmente invadida por quadros petistas. Ou, ainda, alguns elementos de sua política externa, marcada por relações carinhosas com governos pouco ou nada democráticos, como os da Venezuela, da Líbia e do Irã.

Nada contra o filme de Fábio Barreto, que contou, com todo o talento que tem, uma história verdadeira, até o ponto em que chegou a biografia oficial. Mas convinha que a plateia não tirasse da cabeça o fato de que se trata de uma história pela metade.

E bom mesmo seria se, antes das eleições do ano que vem, algum cineasta corajoso trouxesse para as telas brasileiras uma nova saga: “Lula, o pai do mensalão”.

GOSTOSA

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ELIANE CANTANHÊDE

Vexame

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09


MANAUS - Lula tinha arquitetado dois palanques ontem em Manaus: um, interno, para inaugurar um gasoduto que ainda não serve para nada; outro, internacional, para liderar os presidentes dos oito países amazônicos em Copenhague. Seis deles não deram as caras.
Uribe, Morales, Rafael, Alan Garcia, o arroz de festa Hugo Chávez e até o presidente do pequeno Suriname ficaram de fora. Conclusão: Lula levou o seu troféu para a ocasião, o presidente francês Nicolas Sarkozy, para almoçar com o presidente da Guiana Inglesa e um punhado de ministros e assessores. Dilma, evidentemente, marcou presença nos dois palanques. Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia ficaram no internacional, deitando falação para tentar explicar a complexa relação Brasil-EUA.
Garcia, que já admitira "decepção" com os rumos das coisas nos EUA, tenta explicar: "Decepção e desilusão a gente tem nas relações amorosas". Com os EUA "são divergências". Mas não são poucas.
Uma delas é que o Brasil se uniu à França -ou melhor, Lula se uniu a Sarkozy- para tomar a dianteira também em Copenhague, enquanto Obama falou, falou, falou, mas ficou limitado por forças econômicas americanas. Só sob pressão externa decidiu ir e apresentar proposta de corte de CO2.
É por isso que Amorim, ontem, depois de uma hora de conversa com Hillary Clinton, disse que ela "reconheceu que a proposta brasileira serviu de inspiração para outros países". Os próprios EUA. O fato é que Lula pensa alto, talvez alto demais. Quer liderar a América do Sul, chegar com a tropa amazônica para a conferência do clima e confrontar, dia sim e outro também, a maior potência.
Audácia é bom, e o eleitorado até gosta. Mas, quando passa do ponto, pode afugentar. Foi isso que ocorreu ontem em Manaus: Chávez, Uribe, a turma toda fugiu da mania de Lula de querer ser o líder de tudo. Soou assim: "Tou fora!"

ANCELMO GÓIS

DILMA DA SILVA

O GLOBO - 27/11/09


Quarta à noite, na entrega da Ordem do Mérito Cultural, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio, Gerson King Combo, o cantor de soul, sapecou um beijo de agradecimento em Lula e, veja esta, desculpou-se no microfone:
– Espero que a primeira-dama não tenha ciúme...
Referia-se a Dilma Rousseff, ao lado do presidente.
EX É PARA SEMPRE
O STJ decidiu ontem que, agora, pensão alimentícia paga à ex-mulher engloba também o 13, um terço das férias e até dias de férias vendidos.
A decisão foi por “recurso repetitivo”, ou seja, jurisprudência vinculante a todos os juízes e tribunais do País.
FORA DA FESTA
Marta, a maior jogadora de futebol do mundo, talvez tenha sido mal assessorada. Há semanas, a Fifa a convidou para participar do sorteio dos grupos da Copa da África do Sul, dia 4 de dezembro, em Joanesburgo, evento que será acompanhado pela TV do mundo inteiro.
Mas, cansada de esperar uma resposta da moça, ontem, a Fifa desistiu.
CASO MÉDICO
O acadêmico Alberto da Costa e Silva passou por delicada cirurgia no Pró-Cardíaco, no Rio.
Passa bem.
GRINGO NO SAMBA
A Cisco, gigante da informática, vai patrocinar o carnaval da Portela.
A azul e branco falará de tecnologia e inclusão digital no desfile de 2010.
O ‘RAISONNÉ’ DE VIK
Vik Muniz, 47 anos, será o primeiro artista brasileiro a ter toda a obra reunida num só catálogo (o chamado catálogo raisonné).
A edição de luxo terá 710 páginas com 1.600 imagens dos 1.200 trabalhos produzidos por Vik desde o início da carreira.
MIAAAAUUU
A fluminense Ampla, depois de descobrir um gato, cortou a luz de dona Clara, mãe de Max, vencedor do “Big Brother 9”.
Segundo a empresa, a senhorinha nem relógio em casa tinha. “Vocês não podem cortar minha luz, sou mãe do Max, minha casa saiu até no ‘Fantástico’!”, teria apelado à equipe da Ampla. O número da ocorrência é 2278.
PRIMEIRO EMPREGO
Lula aguarda um estudo encomendado ao ministro Guido Mantega para dar incentivos tributários a empresas que contratem jovens com carteira assinada.
A ideia é ajudar a inserir a garotada no mercado de trabalho.
SEGUE...
Parece reedição do programa Primeiro Emprego, que Lula lançou em 2003 e não decolou.
PRÉ-SAL DA SAARA
A Saara, shopping popular a céu aberto no Rio, inicia hoje, acredite, campanha para que os royalties do pré-sal fiquem aqui.
A Rádio Saara, que toca em alto-falantes, vai anunciar: “O petróleo é nosso, o pré-sal é nosso e os royalties, também!”
CRIME E CASTIGO
A 16ª Câmara Cível do Rio reverteu determinação que permitia ao motorista José de Oliveira fazer a vistoria do carro sem pagar suas multas. A decisão garante ao Detran só fazer vistoria nos carros de quem pagou multas e impostos.

GOSTOSA

JOSÉ SIMÃO

Motel! Temos suítes para pedestres!

FOLHA DE SÃO PAULO - 27/11/09



O bispo Lugo no começo da carreira eclesiástica não era seminarista, era inseminarista!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! "Homem preso por agredir namorada com peru congelado." O Natal começou quente! E a placa num motel de Santo André: "Temos suítes para pedestres!". Mas eu quero a minha suíte para pedestre sem IPI. Pedestre sem IPI!
E tem também aquele motel em Fortaleza: "Aceitam-se casais a pé". E adorei o novo programa de prêmios da Record: "Acerte o Preço Certo". Pensei que era pra acertar o preço errado! E o Dalcio revela o que um puxa-saco falou do filme do Lula: "Gostei de três cenas: aquela em que o senhor voa, aquela em que o senhor anda sobre as águas e aquela em que luta contra os vilões".
E o meu amigo Ciro Botelho falou que o presidente do Irã veio pro Brasil ver duas coisas: o jogo do Náutico e a "Playboy" da Fernanda Young. Rarará! Duas bombas. Só falta agora a "Playboy" chamar a Geisy e reeditar a Hortência. Trio Derruba Pingolim: Fernanda Young, Geisy da Uniban e Hortência. A sem graça, a desgraça e a nem de graça. Rarará!
E uma amiga me falou: "Eu não quero ver a Geisy pelada, eu quero ver o boletim da Geisy. Isso ninguém mostra". Rarará!
E a piada pronta da chamada do UOL: "Leilão de velharias no Senado". Então não precisa mais cassar ninguém. Acabou o Senado. Estão leiloando "bens usados e velhos, considerados desnecessários": Sarney, Temer, Arthur Virgílio.
E aquele belga que todo mundo pensava que estava em coma mas não estava. Passou 23 anos ouvindo e vendo tudo, mas sem poder falar. "Eu sei o que é isso, fiquei casado por um período igual", disse o meu vizinho. Rarará!
E PAIRAGUAI Urgente! A volta do bispo Lugo. Tá sofrendo processo pela quarta paternidade. Bispo Papão. No Paraguai ele já tá sendo chamado de LUGO MAU. Come até a vovozinha! Tá melhor que o Zé Mayer! O bispo Lugo no começo da carreira eclesiástica não era seminarista, era INSEMINARISTA! E sabe como se chama dar uma rapidinha no Paraguai? LUGO LUGO!
Vou dar um lugo lugo! E volto lugo. Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Vitória da Conquista, Bahia, tem um motel chamado Deus Dará! Ueba! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Colombiano": companheiro que só usa terno da Colombo!

CLÁUDIO HUMBERTO

“Aqui no Brasil a gente fala menos e faz mais”
PRESIDENTE LULA, QUE QUER MOSTRAR AOS ESTRANGEIROS QUE SABEMOS TOMAR CONTA DA AMAZÔNIA

GOVERNO LULA MANDA ESPIÃO PARA BUENOS AIRES
A Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República publicaram ato, no Diário Oficial, designando um servidor, identificado apenas pela matrícula nº 21195, como “Adido Civil” à embaixada do Brasil em Buenos Aires. Esse artifício objetiva proteger a identidade dele, espião da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. Desta vez, a identidade do agente 21195 foi preservada.
CONTRA-ESPIONAGEM
Em 2007, acabou mal a revelação do agente da Abin em Caracas: seu quarto de hotel foi revirado pela polícia secreta de Hugo Chávez.
É SECRETO MESMO
O governo não comenta o caso do agente 21195 para não ser obrigado a admitir que espiona um governo amigo, como o de Cristina Kirchner.
ATO DE TRAIÇÃO
Nos Estados Unidos, a divulgação do nome de um agente secreto é considerado ato de traição à pátria. E dá cadeia.
BEM PAGO
O cargo de adido civil na Embaixada do Brasil em Bueno Aires tem peso diplomático e rende salários de cerca de US$ 10 mil por mês.
DF: CAIXAS MISTERIOSAS PROVOCAM DESCONFIANÇA
Despertou a desconfiança de moradores da QI-8 do Lago Norte, em Brasília, a entrega de pelo menos sete grandes caixas de madeira com inscrições que denunciam sua origem: a indústria União Química e Farmacêutica S/A, fornecedora de material hospitalar. Todos ficaram com muitas pulgas atrás das orelhas: afinal, o dono da casa, Fernando Antunes, é o influente secretário-adjunto de Saúde do Distrito Federal.
BONECOS DE BARRO
A assessoria de Fernando Antunes negou a existência das caixas, mas depois recuou. Disse que guardam “uma coleção de bonecos de barro”.
‘PIROUTÉCNICO’
O ministro Tarso Genro (Justiça) topou a “camisa-de-força”: deu por encerrada a “participação” no caso Battisti. Imagine se não fosse...
PERSONA PÚBLICA
Dilma não fala sobre a doença nem sua peruca, agindo na contramão do vice José Alencar, que nada esconde sua luta contra o câncer.
VOANDO NO ACORDO
Pensionistas do Aerus, da Varig, não foram convidados à reunião, terça (24), com a Advocacia-Geral da União, que há três anos e meio discute o acordo de defasagem tarifária de R$ 9 bilhões do plano Sarney.
CHEIRO DE PÉ
Era apelidado de “Pedro Chulé” em seus tempos de faculdade de Direito na USP, o indicado pelo governo brasileiro para pleitear o posto de diretor-geral do Escritório da ONU para o Combate ao Crime e Drogas. Pedro Abramovay é hoje secretário do Ministério da Justiça.
PÓS-GRADUAÇÃO
Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, bolsa-linha branca, bolsa carro-flex, quase saiu a bolsa-celular e agora surge a bolsa-móveis. É ou não é um governo bolsista da Universidade Federal do Voto?
JUSTIÇA MENOR
O Tribunal de Justiça de Pernambuco monitora uma suposta rede de pedofilia em São José do Belmonte, envolvendo o juiz Francisco Rodrigues (afastado), padres e policiais militares. Um horror.
CONTRA O TRÁFICO
O ministro das Forças Armadas dominicano, general Rafael Peña, informou que dois dos oito aviões Super Tucanos que o país comprou do Brasil por US$ 90 milhões chegam até o fim do ano.
PROBLEMAS ECONÔMICOS
Segundo um economista do grupo americano de investimento Goldman Sachs, o Real é a moeda “mais supervalorizada” do mundo, crescendo 34% no ano. Mesmo com a cobrança do IOF ao capital estrangeiro, o Real não parou de valorizar, o que pode trazer problemas econômicos.
MELHOR USO
A montanha de dinheiro para tocar o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, que exige parceria privada, compraria 40 Air Force 51. Ou garantiria a segurança do Rio nos próximos vinte anos.
COMO A COLUNA PROPÔS
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) vai tirar a peruca “antes do Natal”. Avisou ontem a um jornalão, dois dias após esta coluna sugerir que rejuvenesceria e humanizaria a imagem sem o artifício.
HABLA COM ÉL
Lula deve estar mordido com o Supremo de Honduras, que confirmou a deposição de Manuel Zelaya. Se pudesse dar a última palavra...

PODER SEM PUDOR
AO PÉ DA LETRA?
Monoglota convicto, o ex-prefeito de São Mateus (ES), Amocim Leite, durante viagem aos Estados Unidos, resolveu traduzir o próprio nome ao – digamos – “pé da letra”. Apresentava-se assim:?
– Muito prazer, meu nome é I love Yes Milk...

COM IPI

SEXTA NOS JORNAIS

- Globo: Ministro de Lula ataca projeto do governo que enfraquece TCU


- Folha: Brasil não vai reconhecer as eleições em Honduras


- Estadão: Superávit sobe, mas meta está ameaçada


- JB: China rouba a cena em Copenhague


- Valor: R$ 726 milhões do BB vão reforçar o caixa de Kassab